quando não for possível preconizar o uso das fitas do tórax e no abdômen como a gente já passou nós vamos utilizar os membros eh algumas considerações devem ser feitas primeiro delas entender anatomicamente que esses aqui são os membros torácicos e esses aqui são os membros pélvicos ou também como podem ser chamados de anteriores e posteriores eu sempre evito de fazer ancoragem em ossos longos justamente porque a força de tração em sentidos contrários eles podem né Essa essas forças elas podem ocasionar fratura então é muito bem relatado na medicina veterinária uma série de artigos enfim na
rotina a gente já percebe que dependendo do tipo de ancoragem que você faz essa força né em diferentes sentidos ela pode causar como tô mostrando meus dedos aqui elas podem causar um movimento de alavanca e obviamente de fratura desses ossos longos então eu evito e eu preconizo obviamente o uso aqui na região da quartela tá tanto do membro torácico quanto do membro pélvico e é uma estrutura que a gente percebe que ela tem uma silhueta em que permite com que essa fita com que essa linga ou a corda ela fique bem aderida e coapt ficando
até travada principalmente por uma condição vertical ela para se você perceber eu tenho uma articulação cima uma articulação abaixo e claro que essa silhueta ela faz com que esse equipamento ele fique ali preso e contido então esses são os pontos Seguros e as considerações de que a gente deve fazer a angulação como também nós comentamos eu devo respeitar existe uma limitação tanto do membro torácico de ir pra frente quanto o membro pélvico de ir para trás obviamente se eu excedo isso eu posso ocasionar lacerações de grupos musculares importantes de pele ou até mesmo fraturas ou
luxações graves ali que seriam incompatíveis com a vida do animal Então esse bom senso sempre ali o operador né o bombeiro ele tem que ter para evitar uma lesão adicional nesse animal Lembrando que nós estamos trabalhando com animal pesado grande e essa elevação de carga ela não é estática ela é dinâmica porque muitas das vezes o animal vai se movimentar e ele pode inclusive potencializar esse peso dele de acordo com a manifestação ali comportamental que ele adotar uma das questões que a gente precisa tomar cuidado como eu disse é a questão da angulação quando nós
trabalharmos com o animal na vertical ou num aclive é fato que essa esse membro ele vai se projetar pra frente só que existe uma limitação nessa região que é equivalente a essa então vocês vão ver aqui é uma demonstração cada animal ele vai ter uma limitação mas é fato que a gente precisa tentar respeitar né E esse ângulo para evitar qualquer laceração de pé ou de musculatura mais profunda e mais grave então só para vocês terem uma ideia como que fica aqui a região né hora que eu começo a trazer o membro para cá numa
eventual situação de içamento eu acabo estressando essa região e claro que se eu exceder essa articulação além de lacerações de pele e de musculatura Eu posso também acabar tendo alguma lesão articular grave alguma fratura então é é muito relevante eu devo respeitar essa questão biomecânica Além disso quando nós falamos de trabalhar com a ancoragem eu preciso lembrar que aqui na parte de baixo como já foi comentado basicamente eu tenho pele osso articulação tendões e ligamentos e principalmente a vascularização veias e artérias que são muito superficiais então qualquer constrição né É que eu cause ali e
que possa eventualmente diminuir ou cessar o fluxo de sangue para o casco eu fatalmente vou ter uma necrose do ponto de constrição para baixo e qual é a sequela para esse animal se ele tiver uma necrose do ponto de ancoragem para baixo é fato que ele perde o casco que Tecnicamente nós chamamos de exul então ele perde o casco e ele expõe o osso que está logo abaixo do casco claro que esse tipo de lesão ela é uma lesão gravíssima e incompatível com a vida dos grandes animais tanto para Equino quanto para bovino e fatalmente
ele teria que ser eutanasiado portanto eu tenho que tomar cuidado nessa ancoragem e A grande questão é que essas sequelas de uma ancoragem talvez mal feita ou que gere uma lesão vascular grave ela não será ela não será vista de imediato ela geralmente acontece a manifestação Clínica Ela vai acontecer cerca de 48 72 horas após a constrição então é algo que durante o resgate eu eu faço ele parece bem-sucedido e esse reflexo ele vai ser visto ali depois de dois TR dias e Claro aí o animal terá que ser sacrificado portanto né terá que ser
eutanasiado o termo correto né então eu preciso de fato independente do método que eu utilize é que seja o máximo possível o método atraumático ou seja ou menos traumático e sempre me preocupando em acoar nós temos algumas alternativas como lingas que são atraumáticas as que são bem acocho adas nós temos travões eu vou mostrar para vocês mas caso eu só tenha corda corda de cisal optar por uma bitola um pouquinho maior né então a média ali uma bitola tradicional de 10 12 MM acaba sendo o ideal ali para você trabalhar mas me preocupar em acoxar
com algodão toalha compressa camiseta qualquer material que eu consiga revestir a região da quartela que é o ponto onde nós vamos ancorar Como já foi comentado e por cima eu acabo colocando essa corda esse material para minimizar as chances de esmagamento tanto de veia quanto de artéria que seria como eu já comentei fatal pro animal e agora na sequência eu vou mostrar para vocês os dois tipos de materiais ideais pra gente trabalhar nesse tipo de situação bom então nós comentamos né se não tiver alternativa tiver que usar corda obviamente sempre se preocupar em acocho a
região antes de colocar exatamente aquele material lembrando que quando a gente vai trabalhar com uma carga pesada e grande né E além disso dinâmica ou seja não é uma carga estática né ele vai se movimentar esse peso ele pode chegar até dobrar né por conta de uma condição por exemplo vertical então todo cuidado é pouco ali no membro para que esse Resgate Para que esse esse salvamento ele seja feita seja feito de uma maneira positiva satisfatória eh segura pro animal e claro preservando ali os preceitos do bem bstar agora o que que a gente geralmente
utiliza na rotina do dia a dia do médico veterinário nessa lida nós utilizamos as lingas que elas são acocho adas elas são atraumáticas e eu geralmente posiciono como uma condição aqui de boca de lobo né então algo muito simples mas que a gente acaba utilizando então de novo eu ancoro na região da quartela vocês percebem que ele fica bem cooptado entre as duas articulações e projetando isso né para um içamento por exemplo vertical ele acaba avando né então eu consigo ter uma maior Segurança Fora que ele é acochoado ele é atraumático então o efeito vai
ser mínimo ou praticamente nulo pros vasos ali na região tá então é uma das opções em que a gente pode utilizar uma outra são os travões ou como também podem ser conhecidos como munhequeiras né aqui a gente trabalha com o sistema duplo Mas você pode trabalhar individual também Lembrando que numa condição eu vou ter que sempre juntar os dois membros para poder fazer a retirada para guiar né Eh essa tração mas o que que é interessante dessa munhequeira ela é toda acochoada pelo meio eu consigo fechar el na região da quartela e a argola é
onde a corda vai então a corda ela vai constringir a argola e não a munhequeira Ou seja eu tenho também um material seguro para poder trabalhar nessa condição então a gente vem aqui nós colocamos acabamos prendendo hipoteticamente estaremos fazendo do mesmo lado do outro lado a mesma o mesmo procedimento e claro nós utilizaríamos aqui como um ponto de tração então totalmente a traumático ele fica até relativamente Largo Mas ó tá preso e seguro para não causar uma lesão vascular né ou mesmo ali algum outro dano mais Severo então acabam sendo alguns dos preceitos que a
gente AC eh utiliza para poder fazer a extração com base na ancoragem do membro de uma maneira mais segura