(música de fundo) Você conhece o jogo Go? É o mais complexo e mais antigo jogo de tabuleiro da humanidade. Seu objetivo é simples: Cerca a maior quantidade de territórios do seu adversário.
Esse jogo exige estratégia, atenção e paciência. . .
E tem sido jogado pelos humanos nos últimos 2500 anos, mas, não só humanos tem jogado Go. Até então, o maior campeão de Go era Lee Sedol, um sul-coreano de 38 anos. No ano de 2016, houve um torneio de Go, e Lee Sedol fora derrotado não uma, não duas.
. . mas 18 vezes.
Seu adversário era AlphaGo do Google DeepMind. Uma inteligência artificial derrotou o ser humano. (transição) Oi, eu sou o Tinôco e sejam muito bem vindos a mais um viiv e hoje NÃO vamos falar de inteligência artificial em geral, o que nós vamos falar hoje é: O que acontece quando uma inteligência artificial supera a mente humana?
Hoje nós vamos entender porque a inteligência artificial tem tudo para ser a última invenção da humanidade. . .
Lembrando que esse início de vídeo foi traduzido do canal Aperture. Se você quiser ver o link tá na descrição, igual todos os outros links e refências/ fontes usadas. .
. Mas vamos voltar a falar de Go. Atualmente é normal vermos inteligências artificiais vencendo humanos em jogos.
. . Mas com Go é diferente.
Go não é força, não é brutalidade. Go não pode ser previsto. Existem mais de 10 elevado a 170 movimentos possíveis em Go.
. . Para você ter uma noção existem 10 elevado a 80 átomos no universo observável!
AlphaGo, obviamente foi treinada e programada observando os movimentos humanos, os seus erros e seus acertos. Ela passou por bilhões de jogos, aprendeu as técnicas usadas e desenvolveu novas. .
. E isso é uma tarefa extremamente impressionante. Mas algo mais impressionante ainda aconteceu no jogo.
Menos de um ano depois da vitória de AlphaGo em cima de Lee Sedol, AlphaGo fora derrotada. AlphaGo Zero venceu a AlphaGo original. .
. e não uma vez, não duas vezes, não três vezes, CEM vezes em CEM JOGOS! E a parte mais insana disso tudo é que ele aprendeu a jogar sem nenhuma interação humana.
Diferente do original. Mas como que AlphaGo Zero chegou nessa conclusão? Como ela conseguiu desenvolver todas essas habilidades?
Eu já respondi essa pergunta. . .
Ela simplesmente aprendeu a jogar sem nenhuma interação humana. . .
Logo, AlphaGo Zero não se limitou a capacidade humana de aprender. Com apenas 40 dias, AlphaGo Zero superou AlphaGo, que em apenas 40 dias superou 2500 anos de história humana. (transição) Até onde o conhecimento humano vai?
Essa pergunta obviamente não é simples de responder. . .
Já que cada segundo que passa nós descobrimos coisas novas, entendemos novos comportamentos, estudamos sobre mais coisas. . .
Nós evoluímos por milhares de anos devido nossa busca implacável por conhecimento. E talvez seja egocêntrico demais não passar esse conhecimento a frente. Parece útil colocar todo nosso conhecimento, todas as coisas que a gente sabe, dentro de algo.
Nós fazemos isso em parte com o Google, por exemplo. Mas a diferença é que o Google não é capaz de gerar novos conhecimentos. Ele só traz o que a gente já sabe.
Um neurônio anda pelo nosso cérebro a 100 metros pro segundo. . .
O que é bastante, sim muita coisa. Mas os sinais dentro de um computador viajam na velocidade da luz. .
. Que é ali quase 300 milhões de metros por segundo. Isso também somado ao espaço que nós temos, ao espaço que nosso cérebro tem que ocupar.
. . Ele tem que ficar dentro de um crânio, dentro de um corpo humano.
E um computador pode ter simplesmente o tamanho de um prédio. E é por isso que eu digo que a inteligência artificial vai ser a última invenção humana, porque ela está além dos limites da consciência dos nossos erros. Pensa em todas aquelas invenções de ficção científica, tipo imortalidade.
. . Colonização do espaço, viagens inter espaciais.
. . Tudo isso a inteligência artificial pode desenvolver e bem rápido.
Se nós pensarmos na história da Terra como um período de um ano. . .
a humanidade simplesmente existe nos últimos 10 minutos. . .
E a era industrial ocorreu nos últimos 2 segundos. . .
Em 2 segundos nós desenvolvemos TUDO ISSO! Mas vamos começar falando do que eu chamo de Inteligência Artificial 1. (transição) Essa é a inteligência artificial que temos hoje.
É a usada em jogos online, é a usadas pelo Spotify para criar seu mix de música diário, é a usada pela Amazon pra colocar os produtos que ela acredita ser melhor pra você e que você vai comprar consequentemente. . .
você dá uma função específica pra ela, e ela realiza, como o caso da AlphaGo. E ela tem o que costumamos chamar de “Machine Learning” ou Aprendizado Máquina, traduzindo muito por alto. essa é a maneira como os bebês aprendem, começam sem nada e vão melhorando com o tempo.
Com isso nós chegamos ao AI2. (transição) Essa é a Inteligência Artificial que se parece com o nível de inteligência humana. Como caso da robô Sophia, a primeira robô feita pra ser como um ser humano, mas não exatamente, a Sophia não consegue pensar coisas do zero, a Sophia não consegue pensar em coisas que não foram pensadas antes.
Mas como programar uma inteligência artificial a pensar em algo que nunca foi pensada? E essa pode ser a última pergunta respondida por um humano. Quando chegarmos ao ponto em que um robô, uma inteligência artificial comece a pensar sozinho comece a resolver problemas sem ser programado pra isso.
. . Nós teremos inventado a última invenção.
Já que a partir daí a inteligência artificial vai crescer de maneira exponencial, como ocorreu com o AlphaGo, só que a diferença vai ser que ao invés dela focar em vencer um jogo, ela vai focar em criar coisas, em desenvolver coisas, ela vai focar em ser um humano. Inclusive tem um conto muito bom do Isac Azimov que fala sobre isso, o nome é: A última Pergunta, e trata exatamente da evolução da inteligência artificial, inclusive tem um episódio do meu podcast o nome é Frenesi Podcast, clique aqui para ouvir o episódio. .
. e também siga a gente no Spotify demorou? Bom e quando essa inteligência artificial ultrapassar o nível de compreensão do ser humano, até onde ela pode chegar?
Muito provavelmente acontecerá algo chamado “a singularidade tecnológica”. Isso significa que a Inteligência Artificial se tornaria tão avançada que vai haver um boom de novos conhecimentos e invenções. .
. Essa IA seria tão inteligente que seria capaz de se atualizar com o tempo. .
. E teve uma comparação muito interessante feita pelo canal Aperture que eu quero trazer mais uma vez pra vocês: Nós compartilhamos 96% do DNA com chimpanzés são apenas 4% a nossa vida que nos faz parar de pular em árvores e resolver explorar o espaço. Nós evoluímos e criamos o mundo que nós conhecemos passando por cima de muitas coisas nós desmatamos florestas, exterminamos nativos, derrubamos árvores atrás de árvores, para que você tenha onde pisar, nós não pedimos isso para nossos amigos chimpanzés, porque eles não entendem os motivos da gente fazer isso.
. . Tipo, não faz sentido pra eles, um monte de macaco com ansiedade construir um monte de prédio no meio de uma ilha.
E é agora que eu te pergunto: O que vai acontecer quando nós não fizermos mais sentido para a Inteligência Artificial? O que vai acontecer quando nós formos os chimpanzés? Bom.
. . nada.
. . é só tirar da tomada.
. . safe.
. . (transição) câmera acabou a bateria.
. .