Olá alunos na aula de hoje vamos falar sobre antiinflamatórios não esteroidais parte um de acordo com o seu plano de ensino bom na aula anterior nós falamos um pouquinho da dinâmica da inflamação então nós falamos das características da inflamação da cascata de inflamação né que tem a formação a partir do ácido aracdônico de vários mediadores químicos que participam dessa inflamação então a gente listou a importância principalmente da prostaglandina e dos tromboxanos né que são eh eh importantes mediadores e que os antiinflamatórios interferem na ação principalmente desses mediadores né então a gente listou todas essas características
importantes da inflamação diferenciou a inflamação aguda da inflamação crônica e agora nós vamos entrar realmente na par parte de anti-inflamatórios Então nós vamos falar das características dos anti-inflamatórios os seus mecanismos de ação e vamos falar dos principais antiinflamatórios utilizados na clínica de grandes animais tá eh a gente vai diferenciar os antiinflamatórios não esteroidais dos esteroidais e vamos falar um pouquinho das características de cada um desses Então a gente vai começar com os não esteroidais tá não esteroidais justamente porque eles não têm essa ação relacionada aos esteroides aos corticoides né os os cortisol né produção de
cortisol liberação de cortisol tá então esses anti-inflamatórios eles têm um mecanismo de ação diferente interferência numa Cascata diferente da inflamação tá Primeiro eles têm o os zines eles têm maior efeito sobre dor somática então eles não são tão efetivos contra a dor visceral a gente não utiliza muitos antiinflamatórios paraa dor por exemplo eh dor de col no útero eh ou cólica no trato gastrointestinal a gente usa geralmente aqueles que T uma melhor ação anti-espasmódica que aí sim eu tenho uma interferência nas dores viscerais Tá mas a maior parte deles é voltado paraa dor somática Então
a gente vai ver muito a a a a indicação para utilização para dores músculoesqueléticas dores articulares que é o que mais se utiliza para esses anti-inflamatórios tá as diferentes de biotransformação principalmente entre as espécies Então a gente tem uma diferença entre os antiinflamatórios E como eles são metabolizados em cada Espécie a gente não vai entrar tanto em detalhes por exemplo de paracetamol de buprofeno de ácido acetil salicílico porque são eh eh antiinflamatórios que tem uma metabolização um pouco diferenciada principalmente em felinos tá então a gente não entra nessa parte por se tratar de pequenos animais
mas é um um exemplo comum que a gente tem na rotina da veterinária a intoxicação principalmente dos felinos por esses antiinflamatórios são antiinflamatórios comuns em casas né os humanos utilizam muito esses antiinflamatórios então eles acham que pode ser utilizado nos animais também e costumam aplicar né fazer administração desses medicamentos sem consultar um veterinário e aí acontece desses animais chegarem intoxicados porque a via de biotransformação a via de metabolização dele é deficiente ou eu tenho pouca concentração de determinadas enzimas ou eu não tenho as enzimas para para metabolização E aí esses animais se intoxicam com antiinflamatórios
eh utilizados na rotina dos seres humanos tá então a gente tem que entender que as vias de biotransformação entre entre os antiinflamatórios são diferentes entre as espécies então cada espécie pode ter uma via de de transformação de metabolização diferente em cada antiinflamatório Então não é que eu possa utilizar o mesmo antiinflamatório em todas as espécies eu tenho as exceções tá E eles são como características ácidos fracos tá então o que que é essa questão de serem ácidos fracos interfere na absorção então eu tenho maior absorção em ambientes ácidos tá e eu tenho maior facilidade de
eliminação de excreção em urinas básicas então Eh essa questão dos do PH na na absorção e na eliminação auxilia até mesmo nos animais intoxicados tá então é é importante a gente entender essa questão do PH além do que os antiinflamatórios por serem ácidos fracos eles tem maior afinidade por eh eh locais que sejam ácidos e a inflamação local inflamado ele já tem geralmente um pH baixo então ácidos fracos vão ser atraídos para esses locais com ph baixo de inflamação melhorando o mecanismo de ação desses anti-inflamatórios Além disso é bom a gente lembrar que a a
ação de alguns antiinflamatórios elas podem ser relativa mais potente que em alguns eh eh em alguns mediadores tá então às vezes eu tenho ações inibitórias irreversíveis em tromboxanos que é o mais comum que acontece por exemplo na aspirina tá então prestar atenção nessas características dos antiinflamatórios antes da utilização para que não tenha efeitos colaterais e até mesmo óbito do animal por uso de antiinflamatório inadequado tá maior porcentagem ligados às proteínas plasmáticas então eu tenho grande concentração desses antiinflamatórios ligados às proteínas plasmáticas então quando chega na corrente sanguínea a maior parte 90 mais de 95% do
antiinflamatório vai se ligar as proteínas e a outra parte parte vai ficar livre Então menos de 5% fica livre começa a ser eh eh eh disseminado distribuído para os tecidos entrar em Ação nos tecidos e a maior parte fica ali como reserva preso às proteínas sem ser metabolizado e sem ser liberado para os tecidos até que haja o equilíbrio dinâmico efeitos colaterais potencializados em hepatopatas e nefropatas e a gente não pode esquecer de associar com esses com essa questão os dosos E neonatos por quê então vamos lá primeiro o o principal órgão responsável pela metabolização
pela biotransformação dos anti-inflamatórios é o fígado ele é o principal órgão Então se o animal tem uma limitação tem alguma patologia eh alguma inflamação relacionada ao fígado eh alguma resposta alguma doença eu vou limitar a metabolização dos antiinflamatórios aqui eu tenho que pensar o seguinte eh o fígado não é só o principal órgão responsável pela metabolização de anti-inflamatório ele é o principal órgão responsável pela metabolização de qualquer medicamento né então sempre eu tenho que pensar na administração de medicamentos no quão benéfico ou quão maléfico vai ser isso pro animal e relacionar com a doença a
Patologia e o com o fígado tá então eu tenho que pensar um pouco nessas possibilidades Só que os anti-inflamatórios a gente tem que pensar um pouquinho mais prestar mais mais atenção nesse sentido porque os efeitos colaterais dos anti-inflamatórios eles são mais rápidos né então o Como assim o porqu disso os anti-inflamatórios a gente tem um limite de uso aí médio de três a 5 dias a gente não utiliza muito mais do que isso a gente tem lógico as exceções alguns antiinflamatórios são mais seguros podem ser utilizados por um período maior falando dos aines viu gente
por um período aí de duas semanas ou dependendo se ele for seletivo para cox 2 a gente pode utilizar por um período um pouco maior Mas se for um an comum sem seletividade Geralmente eu já começo a presenciar efeitos colaterais a partir do quinto dia de uso que é o principal efeito colateral a úlcera gástrica tá então quando o animal já é um hepatopata o risco dele apresentar uma lesão um efeito colateral em três qu dias ou uma intoxicação por eh eh alta concentração por o acúmulo de antiinflamatórios nos tecidos é maior então o risco
de de administrar num animal hepatopata um antiinflamatório é maior do que no Animal sem problemas no fígado Tá mas eu sempre vou ter o efeito colateral se eu utilizar aí de forma eh eh irregular tá bom e a questão dos nefropatas principalmente porque um dos efeitos dos antiinflamatórios é inibir Prost prostaglandinas e as prostaglandinas Elas têm um efeito diretamente na vaso dilatação renal tem vaso dilatação no trato gastro intestinal também mucosa mas a gente pensa muito na questão renal porque é mais microcirculação mais sensível a essas alterações de vascularização tá então quando eu administro o
antiinflamatório no nefropata eu aumento o potencial de de de risco desse animal desenvolver uma um desequilíbrio né Por causa dessa alteração de vascularização no rim piorar a a nefropatia que ele tem então eu atraso também a excreção Então são riscos que eu tenho maior nesses animais que eu não tenho nos que estão sadios nos que estão eh que não t doenças relacionadas a esses órgãos tá E os idosos e neonatos eles não possuem um um fígado e um rim eh eh totalmente funcional principalmente o fígado né eles ainda estão o os neonatos ainda estão em
desenvolvimento e os eh os idosos geralmente já tem o desgaste pela idade né por estar geriátrico ele já tem algumas deficiências em todos os órgãos de maneira geral e também corre o risco de ter doenças crônicas né então tem maior risco ainda de ter alterações nesses órgãos então por isso que a gente sempre deve considerar essas características na administração desses aines nesses animais evitar o uso em fêmeas prenas justamente por causa da sua ação nas prostaglandinas as prostaglandinas A pgf2 alfa aí elas está estritamente relacionada com o o processo de parto e o uso de
antiinflamatórios pode atrasar a a a a o parto né fazer eh eh alterações no trabalho de parto atrasar demorar mais para para esse animal entrar em trabalho de parto então prolonga a gestação então eu altero esse final da gestação dos animais prenes por isso eu tenho que prestar bastante atenção na utilização de aines em fêmeas prenes tem ações terapêuticas um pouco diferentes em relação ao caráter periférico e ao sistema nervoso central então de caráter periférico a gente tem uma ação principalmente antiinflamatória antitrombótica analgésica a gente tem ação anti-endotóxico de caráter periférico e no sistema nervoso
central a gente tem ação dos antiinflamatórios principalmente em analgesia e antipirética né A questão de temperatura além disso a gente tem uma ação antitrombótica temos que lembrar que para isso eu tenho inibição principalmente de tromboxanos tá E essa ação geralmente é relacionada aos tromboxanos plaquetários os que estão na plaquetas tá tem ação nas plaquetas e a ação anti-endotóxico das prostaglandinas quanto do tromboxanos e da via de inflamação em geral que vai diminuir a ação contra essas toxinas bacterianas E aí eu diminuo essa resposta inflamatória essa Resposta imune às endotoxinas tá então eh eh eu tenho
uma uma questão aí relacionada diretamente aos tromboxanos E no caso do da anti-endotóxico esses mediadores químicos formados a partir do ácido aracdônico e aí o primeiro antiinflamatório que nós vamos falar é o Cetoprofeno ele é um inibidor não seletivo de cox do ele está dentro dentro da família dos ácidos propiônico ele tem ação analgésica antiinflamatória e antipirética tá Além disso Cetoprofeno gente dentre os ácidos propiônico é o mais utilizado o melhor né o mais indicado para grandes animais e a gente tem a a a uma importante característica é que o o Cetoprofeno ele tem duplação
então além de não ser seletivo né ele tem inibição mas não é seletivo para cooc do ele consegue inibir também tá então e eh lipoxigenase também entra nessa nessa ação do Cetoprofeno só que a gente não sabe exatamente como que ele funciona como que ele bloqueia e qual o nível de bloqueio na lipoxigenase tá então as literaturas falam sobre esse bloqueio mas não se sabe exatamente como ele acontece e o que acontece a partir daí tá e via de administração endovenosa tanto em equinos quanto bovinos e em bovinos a gente ainda tem a possibilidade de
aplicação intramuscular Além disso O Cetoprofeno ele é muito indicado a gente tem uma uma grande utilização de forma tópica tá mas ele também é indicado em casos de dores né Eh relacionadas a músculo esquelético em equinos inflamação de equinos que levam a essas dores tá alterações em casos de cólica também posso utilizar o Cetoprofeno então tem essas indicações também e um fator importante é a segurança ele é considerado um pouco mais seguro que o flunixin mumine e que a fenilbutazona tá então eu tenho essas indicações aí pra utilização e é importante lembrar que o subcutâneo
não é indicado por causa de reações locais a partir da aplicação a gente tem ainda dentro dos ácidos propiônico O carprofeno que é o inibidor preferencial de cox 2 tá ele tem ação analgésica e antiinflamatória somente e eu tenho via de administração também endovenosa em equinos porém eu não utilizo muito o carprofeno porque ele é um anti-inflamatório muito caro apesar de muitas indicações falarem paraa utilização de carprofeno dose única mesmo assim ele se torna inviável porque ele é caro tá então eu não tenho não utilizo muito o carprofeno na clínica de grandes dentro dos oxic
a gente tem um cican que é o inibidor preferencial de cox 2 ele potente inibidor de tromboxanos e prostaglandinas e ele é um antiinflamatório antipirético e analgésico tá também indicado para tratamento de alterações músculoesqueléticas porém o meloxican ele ainda tem uma importância a mais porque eu posso utilizar ele para tratamento de osteoartrite então é um medicamento que não tem alterações diretas na cicatrização óssea e cartilagem então ele não interfere tanto nessa cicatrização sendo indicado para esse tipo de tratamento chegamos ao final da nossa aula até o próximo vídeo e bons estudos