Módulo 9 Aula 1 Antes de falar como a gente lida com os dados, quando trabalhamos com aba, é muito importante dizer porque eles são essenciais, porque eles são fundamentais para o nosso trabalho com ABA. Realmente os dados nos ajudam a monitorar as melhorias e as estratégias que a gente está utilizando para saber se elas estão funcionando bem. Então somente por meio dos dados é que nós conseguimos saber se as estratégias já estão funcionando bem, se elas precisam de alguma melhoria, alguma modificação.
Além de a gente monitorar as estratégias, a gente também monitora mudanças que vão poder ser úteis para uma próxima sessão. Então se eu observo, por exemplo, que o meu cliente não teve um bom desempenho em uma sessão específica, mas ele vinha tendo um bom desempenho em outras sessões, eu tenho como saber o porquê, ou pelo menos criar hipóteses, de porque ele não teve um bom desempenho nessa sessão específica. Então eu consigo monitorar algumas mudanças que podem ser úteis e necessárias para uma próxima sessão.
Isso facilita com que eu não perca tempo do cliente e não perca tempo da equipe, usando uma estratégia de ensino que não está funcionando bem. Também nos ajuda a individualizar e modificar intervenções para cada cliente. Então a gente pode perceber que às vezes a gente utiliza estratégias que são de alguma forma semelhantes entre clientes, desde que a demanda deles seja parecida, mas os dados me permitem individualizar e tornar essas intervenções mais específicas para as necessidades de clientes específicos.
Além disso, os dados nos ajudam a avaliar o progresso do cliente, o quanto ele está aprendendo, o quanto ele ainda precisa aprender, qual é a velocidade, ou seja, o ritmo de aprendizado desse cliente. Eu posso ter impressões sem dados, eu posso ter algumas impressões, eu posso achar que o cliente está indo bem, que o cliente não está indo bem, mas com dados eu tenho como mensurar, eu tenho como medir se esse cliente de fato está melhorando, está avançando nos objetivos que nós estabelecemos para as intervenções dele. Nesse sentido, os dados também nos ajudam a tomar decisões que são críticas a respeito dos objetivos para o cliente e para as sucessões de terapia.
Então eu posso tomar uma decisão que seja crítica no sentido de interromper uma intervenção que não funciona, de manter uma intervenção que está funcionando. Às vezes a gente tem a sensação de que aquela intervenção não está produzindo resultados muito significativos. No entanto, quando a gente olha para um gráfico, por exemplo, que foi construída a partir dos dados coletados na sessão, a gente observa que embora o desempenho não tenha mudado drasticamente de uma sessão para outra, ou entre algumas sessões, ao longo de algumas sessões, a gente observa uma melhoria gradual, ainda que pequena.
Então isso nos ajuda a detectar, os dados nos ajudam a detectar pequenas melhoras, ainda que pelas minhas impressões pessoais talvez eu não conseguisse perceber essas pequenas melhoras. Os dados nos ajudam a ser mais exatos, mais precisos nessa percepção. Então com dados a gente consegue determinar melhor a troca ou a adição de novos alvos de ensino.
Eu posso tomar essa decisão com base em dados, saber se atingir o critério ou não atingir o critério. Então eu tenho critérios objetivos de se esse cliente está ou não está atingindo. Se ele demora muito para atingir o critério de domínio que a gente chama, ele demora muito a alcançar o critério de que ele de fato aprendeu aquela habilidade, eu posso me questionar, será que o procedimento de ensino não está legal, será que o procedimento de ensino é bom mas ele não está sendo aplicado da maneira correta?
Então eu tenho que monitorar o trabalho da equipe para ver se a equipe está executando corretamente os procedimentos. Então tudo isso é importante quando a gente trabalha com dados e os dados nos ajudam muito nisso. De tudo isso que eu estava comentando, resumidamente a importância dos dados é verificar a eficácia das intervenções, verificar o quanto que a gente está ensinando está sendo de fato eficaz para o aprendizado dos nossos clientes.
Além disso, os dados nos ajudam a entender padrões de comportamento. Ao longo do tempo, apenas com a observação direta, sem registro, eu posso ter muita dificuldade de identificar alguns padrões, mas os dados nos ajudam a identificar esses padrões porque eles nos ajudam a reunir um conjunto de informações e visualizar esse conjunto de informações por meio de gráficos. E obviamente também nos ajudam a descobrir funções dos comportamentos quando nós estamos falando de comportamentos desafiadores, por exemplo.
Então dados são coletados, tanto em sessões como a gente chama de aquisições de habilidades ou de aquisição de habilidades quando eu estou ensinando novas habilidades para o cliente, mas também em situações em que eu preciso rastrear comportamento, medir comportamento visando a redução de comportamentos desafiadores e o ensino, o aumento de frequência de comportamentos alternativos aos comportamentos desafiadores. Então, em qualquer contexto em que a gente esteja aplicando intervenções baseadas em ABA, nós vamos precisar de dados e eles serão úteis no nosso trabalho.