Paz e bem. Dai graças ao Senhor porque ele é bom e eterna é a sua misericórdia. Seja mais uma vez bem-vindo ao nosso canal Padre Alisson Parro, canal de evangelização, de estudo bíblico sobre o Evangelho Dominical, tal como proposto pela nossa igreja para cada um de nós, a fim de que possamos, como filhos da igreja, crescer no conhecimento da palavra.
E antes de nós fazermos a reflexão, o estudo sobre o evangelho domingo, eu gostaria aqui de me unir a toda a igreja neste tempo em que nós experimentamos a dor e o luto, pois nós perdemos o Papa Francisco. Deus o chamou na segunda-feira logo após a o domingo da Páscoa, ou seja, dentro da oitava da Páscoa, mas o céu ganhou eh uma pessoa tão querida. Então, nós louvamos a Deus pelos 12 anos do ministério petrino do Papa Francisco, que nos chamou, evidentemente, a ter um olhar mais pastoral, mais acolhedor em relação às pessoas.
O Papa Francisco deu a sua contribuição a cada um de nós e nós louvamos inclusive a Deus pela vida dele. Inclusive, esse canal surgiu porque algumas pessoas pediram, né, que eu fizesse esse tipo de formação aqui na internet, mas também sobre inspiração do Papa Francisco, sempre fazia questão de falar que nós deveríamos, como estudiosos, não ser teólogos eh de gabinete, como ele gostava de dizer, mas levar o conhecimento teológico uma linguagem simples, direta, eh objetiva para as pessoas. Inclusive aqui na descrição do canal, se você vai entrar, eu coloco exatamente que esse canal surgiu sobre inspiração do magistério do Papa Francisco.
Então o Papa Francisco deixou inúmeros frutos, muitas semestas que ele plantou, que frutifique para o bem da igreja e que possamos rezar desde já para pelo futuro papa para que que já está no coração de Deus, que seja alguém que venha de fato dar continuidade ao trabalho, imprimir a sua característica e ajudar a igreja nesse tempo difícil, tempo de crise, em que muitas pessoas não querem saber de Deus, preferem uma vida eh distante do Senhor. Então vamos rezar pelo Papa Francisco em agradecimento a Deus e ao mesmo tempo também pedir para que Deus nos envie um santo e bom Papa, tal como o Papa Francisco e outros papas que o antecederam. Então fica aqui a nossa oração, a nossa demonstração de carinho pelo Papa Francisco.
Esse domingo da domingo do segundo domingo da Páscoa é chamado por muitos atualmente como domingo da Divina Misericórdia. Por que isso? Porque São João Paulo I instituiu a festa da Divina Misericórdia no segundo domingo da Páscoa, baseado nos escritos de Santa Faustina Covalca, inclusive no Brasil é muito conhecido eh o terço da Divina Misericórdia, né, que ou a novena da Divina Misericórdia começa na sexta-feira santa e termina exatamente eh no domingo eh nesse domingo de Páscoa.
Porém, na tradição nos primeiros séculos, esse domingo é chamado Domênica Inábis, que seria domingo no branco. Mas é por que isso? Porque é parte de uma expressão em latim que eu pesquisei, domênica inábisibus depósites, que significa o domingo no qual as vestes brancas são tiradas, são depositadas.
Por que isso? Vestes brancas são depositadas. Na tradição da igreja, dos primeiros séculos, os adultos chamados catecúmenos, que eram batizados na vigília pascal, ou seja, sábado santo, eles se tornaram neófitos.
A palavra neóf significa nascido, né? recém-nascido para a fé, para a vida de Deus, novos filhos de Deus em Jesus Cristo. E eles nesse domingo tiravam a veste branca que receberam então na vigília pascal.
Tem essa tradição relacionada à igreja. Então é domingo da Divina Misericórdia, é domínica em Álibes, segundo domingo da Páscoa. Eh, são diversas formas de nós expressarmos isso.
E esse domingo ele conclui eh a oitava da Páscoa, oito dias, no qual nós celebramos como se fosse um único dia só. A alegria da ressurreição é tão grande que a igreja celebra como se fosse um único dia. Mas também está baseado no evangelho que nós escutaremos hoje em João capítulo 20 a partir do versículo eh eh 19.
O número oito tem o significado da ressurreição, porque Deus criou o mundo em sete dias. Se contarmos, né? Eh, começarmos o domingo, primeiro dia da criação, sábado, então sétimo, que o Sabat, o sábado que era significado do o símbolo do repouso de Deus.
E depois no domingo o Senhor ressuscitou. Então 7 mais 1 deu 8, significado da ressurreição. Também no judaísmo nós temos um pouco dessa simbologia porque nós temos a festa de pés da Páscoa em 14 de Nisã.
No dia dia seguinte começa a festa dos áimos por outros sete dias. Então nós temos isso também um em Levítico capítulo 23, um pouco dessa dessa dimensão. Então gostaria de fazer essa introdução para que você tivesse isso.
As leituras a o Evangelho sempre é o mesmo do no segundo domingo da Páscoa, sempre João capítulo 20 a partir do versículo 19 mudam as leituras. Então, talvez na reflexão que você for fazer, poder destacar um pouco a dinâmica das leituras em relação com esse evangelho. Eu não faço aqui a reflexão das leituras porque senão já fica longo o vídeo, ficaria muito mais ainda, né?
O que nós temos, tentamos fazer aqui é um estudo eh profundo e uma linguagem direta sobre o evangelho. Mas, por exemplo, a primeira leitura Atos capítulo 5 de 12 a 16 vai falar: "Quem são os primeiros destinatários do anúncio da ressurreição? " Pedro, que assume essa esse e eh eh essa esse critério juntamente com os apóstolos, nós vemos ali os sinais que acontecem de acolhida a pregação apostólica, o anúncio da ressurreição, a fé que é gerada, a as pessoas que aderem à igreja, porque é uma igreja que dá testemunha, que dá testemunho do resultado.
Então, nesse tempo pascal, nós vamos escutar sempre na primeira leitura Atos Apóstolos, porque a igreja eh nasce exatamente com essa força de anunciar a ressurreição. A igreja ela existe exatamente para isso. Depois o salmo eh 117 118 vai falar: "Di graças ao Senhor, porque ele é bom e eterno é a sua misericórdia".
Nós que graças à ressurreição de Jesus, ele que é a pedra angular da igreja, a rocha sobre a qual a igreja está edificada, nós experimentamos a misericórdia, a reconciliação com Deus. E depois a segunda leitura, a visão de João no Apocalipse também falando do dia do Senhor. É bom destacar isso, como que nós fazemos a experiência da ressurreição.
Ou seja, no dia do Senhor, eh João tem essa visão de Jesus ressuscitado, filho do homem que está vivo na glória como um verdadeiro com roupas reais, sacerdotais e que se faz presente na liturgia da igreja. Ele que é o alfa e o ômega, ou seja, o A e o Z, o princípio e o fim. E tudo isso é dado para nós na celebração do mistério eucarístico.
Vamos então agora olhar para o evangelho. Eu não vou ler o evangelho que eu ficer essa essa ler o evangelho inteiro agora. Eu já vou diretamente ao evangelho, porque eu tive que fazer essa introdução eh mais catequética para você.
Às vezes eu prefiro fazer assim. Então já vou explicando isso para vocês, lendo e já explicando. Então vamos começar aqui os dois primeiros versículos.
Então o evangelho de hoje é João 209 e a 31. Está aí na descrição para você. diz o seguinte: "Ao anitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas por medo dos judeus as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e pondo-se no meio deles, disse: "A paz esteja convosco".
Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então, os discípulos se alegraram por verem o Senhor. Ou seja, esses dois primeiros versículos, versículo 19 e 20, aqui nós temos o relato da aparição do ressuscitado.
Veja que é o próprio ressuscitado, o Senhor que toma a iniciativa de ir ao encontro dos discípulos, como teve a iniciativa de ir ao encontro da própria Maria Madalena. Logo após, quando Pedro e o discípulo amado retornaram eh para onde o grupo do apostólico, o grupo dos discípulos estava reunido. Então, para João, que é muito importante, veja, ao anoitecer ou ao entradecer daquele dia, que dia é esse?
É o dia de Páscoa. Ou seja, nós voltamos aqui no Evangelho aquela nossa experiência que nós tivemos então há oito dias. Para João eh, o evangelista, a ressurreição de Jesus e a sua experiência pelos discípulos acontecem no mesmo dia.
E aqui esse versículo inicial nos mostra duas características. Primeiro, a característica eh que nós falamos ad extra para fora. Veja que os discípulos estão com medo, medo eh dos judeus.
Isso aqui é uma temática que aparece bastante daqui a por nós vamos falar quem seria esses judeus, o que é esse medo. Eh, então eles estão com medo e por isso se isolam do mundo. O medo é sempre perigoso, porque o medo ele pode gerar várias consequências na nossa vida quando nós não o trabalhamos.
O medo é uma realidade natural da vida, faz parte diante de certas circunstâncias, faz parte da nossa humanidade, mas se não trabalhado pode gerar atitudes e comportamentos que são extremamente contrários ao evangelho. Então o medo pode gerar fanatismo, o medo pode gerar intolerância, o medo gera isolamento. Quanto mais nós nos isolamos, vemos o demonizamos o outro, demonizamos aquilo que é o diferente.
Então o medo é uma realidade que precisa ser bem cuidada e trabalhada na nossa vida. E depois uma situação que nós falamos adentro, ou seja, interno, a comunidade ela está reunida. Então, a comunidade ela está reunida só, e aqui a gente tem uma imagem da comunidade eh eh joanina e a gente vai ter que tentar refletir o que que o ressuscitado vai ajudar para ajudar essa eh vai tentar ajudar essa comunidade.
Que interessante que eh no versículo 19 fala os discípulos se encontrar, veja, não se fala os apóstolos, fala os discípulos porque o evangelho quer se dirigir a todos nós. Todos nós que somos discípulos de Jesus, estamos aqui nessa nessa nessa cena, não é? Não apenas os discípulos históricos, aqueles que caminharam com o próprio Senhor, viram tudo o que aconteceu, mas cada um de nós que estamos reunidos dentro da sagrada liturgia da missa como comunidade para experimentarmos a glória eh do ressuscitado.
Então, então todos nós que cremos, o Senhor ressuscitado vem ao nosso encontro. Ele que tem a iniciativa, como eu disse para vocês, eu encontro os discípulos e veja que os discípulos se encontraram. Jesus entrou e pondo-se no meio deles, esse pondo no meio deles, lá no original em grego tem um verbo chama istem, é p-se em pé, que é o contrário de ficar deitado.
Então aqui revela o que a condição atual de Jesus. Jesus tá em pé, ele é vitorioso. A maneira como ele se manifesta aos discípulos não é como morto, mas como resultado, como vivo, como alguém que foi exaltado pelo Pai e se coloca no meio deles nessa condição.
Então o ressuscitado está no meio de nós. Na missa nós falamos: "O Senhor esteja convosco". E na tradução, na tradução, na tradução para o Brasil ficou: "Ele está no meio de nós, pois onde dois ou três estiverem reunidos meu nome, eu estarei aí no meio deles.
" Então essa condição de Jesus estar no nosso meio que vai nos ajudar a superar o medo e o isolamento diante eh da realidade da perseguição, da morte, da calúnia que a igreja pode sofrer. Outra coisa que Jesus, o ressuscitado, veja, não é eh uma pessoa que foi apenas eh que foi revitalizada, como no caso de Lázaro. O ressuscitado é aquele que foi para o Pai, é o Cristo exaltado, assume de fato essa condição gloriosa.
Não se diz que aqui que ele atravessou porta, não tem nada disso aqui no evangelho. fala que ele se manifestou no meio dos discípulos, se colocou no meio dos discípulos, se mostrou presente ali. E a primeira coisa que ele dirige a aos discípulos é: "A paz esteja convosco" no hebraico, shalom.
Essa paz tinha sido prometido por Jesus em João, capítulo 14, versículo 27. Inclusive esse João 14:27 é aquilo que o padre depois vai dizer na missa: "A paz esteja convosco. " E a gente vai dizer: "O amor de Cristo nos uniu.
" Olha que bonito. Em todo domingo o ressuscitado se faz presente no meio de nós e nos desejar paz diante dos males. Livrai-nos de todos os males, ó Pai, dai-nos hoje a vossa paz.
até um ressuscitado que continuamente dá a sua paz a cada um de nós. Além do mais, o fato dele ter se manifestado meio de discípulos já é a realização aqui de algo importante que ele tinha prometido. Lá em João 14:18, ele falou: "Não vos deixarei órfãos, eu virei a vós".
Então, de fato, após a sua ressurreição, ele vem ao encontro eh da igreja para ensinar. A temática do medo que aparece aqui, eh, tinha aparecido em várias passagens do Evangelho, medo eh eh dos judeus. Eh, João, capítulo 7, versículo 13, capítulo 9, versículo 22, 12, 42, 19, 38.
que é uma temática que perpassa o evangelho. Esse medo, evidentemente, tá dentro da situação da comunidade joanina, que vive um um período progressivo distanciamento eh do seu entorno judaico. E nós temos aí dentro de uma um debate intrajudaico, porque que nós temos uma comunidade que aceitou Jesus como Messias e ao mesmo tempo, depois de um anos 70, alguns que não que não reconhecem Jesus como Messias.
estão aos poucos o desligamento daqueles que tinham toda a tradição de Israel da sinagoga. Mas a a categoria que judeus não é o povo judeu agora, né? São as autoridades da época.
Então nós não podemos generalizar e fazer uma leitura antissemita. Tomemos cuidado com certos tipos de leitura que não fazem justiça a verdade histórica na qual o texto ele foi eh realizado. Depois, o versículo 20, depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado.
A mão dentro do Antigo Testamento é ligado ao fazer, né? A mão direita do Senhor. Sempre se fala isso no Antigo Testamento.
Então Jesus, ao mostrar a sua mão, mostra toda a sua obra para os discípulos, mas a mão também é o lugar onde ele foi crucificado, né? mostra os sinais da sua chaga, da sua paixão, sinais, vamos dizer, da sua misericórdia e mostra que eu chamo atenção o lado. Esse lado aqui e é interessante nós observarmos que dentro do Evangelho de João, eh eh pleurar, eh esse termo foi usado, por exemplo, na cruz, porque do lado aberto de Jesus, João 19 33 e 34, saíram sangue e água.
Nós devemos recordar disso, os sinais seu amor manifestado na sua cruz, no momento da sua cruz. Lembremos que estava aos pés da cruz Maria, o discípulo amado, como representantes dessa comunidade que surge aos pés da cruz. Mas também, apesar de ser um termo diferente, eh, nós podemos relacionar isso.
João, capítulo 7, versículo 38, quando Jesus estava na festa das tendas, dos tabernáculos, e ele falou exatamente que jorraria eh o Espírito Santo para a comunidade. Então, mostrar esse lado aberto, o lado da paixão, nos leva exatamente já a pensar no dom do espírito derramado por Jesus já no dia da sua crucificação. E agora vai ficar evidente quando ele vai soprar o espírito sobre a sua comunidade.
Ao mostrar as mãos e o lado, Jesus tá querendo dizer qual que é a raiz da paz que ele oferece a esses discípulos para vencerem o medo. Raiz da paz se encontra na cruz. na sua entrega, no seu gesto de amor, é o amor de Jesus, é a experiência desse amor aos pés da cruz, ao reconhecemos seu lado aberto, que nós podemos vencer o medo.
Então, é o amor de Cristo que afasta todo o medo. Porque o contrário eh eh da eh da fé, o contrário da fé não é a descrença, isso depois João vai trabalhar na sua primeira carta. O contrário da fé é o medo, é incapacidade de se abandonar e confiar na providência de Deus, nessa presença do ressuscitado entre nós.
Então, a pergunta é: você tem experimentado esse amor na tua vida, essa paz, essa plenitude graças ao mistério da cruz de Jesus? Depois diz que os discípulos se alegraram por verem o Senhor. Essa alegria já também uma realização daquilo que Jesus tinha prometido na última ceia para os discípulos em João capítulo 16 versículo 22, quando ele disse: "O vosso coração se alegrará.
" Agora vocês vão ficar tristes, não vão compreender, mas depois o vosso coração se alegrará. Então nós já temos a outra realização da promessa já no dia da ressurreição para a igreja, para os discípulos que contemplam, que reconhece que o ressuscitado está no meio deles, que o ressuscitado, a essa a condição, né, de Jesus, do reconhecimento de Jesus entre eles, é a condição para a paz e a vitória sobre o medo. Do versículo 21 ao 23 tem o seguinte, vamos continuar, olha aqui que profundo, fique comigo até o final.
Vamos fazer um estudo aprofundado do evangelho. Novamente Jesus disse: "A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio.
E depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: Recebeu o Espírito Santo. A quem perdoar os pecados, eles serão perdoados. A quem os não perdoardes, eles serão retidos.
Nós temos essa parte aqui, não vamos dizer que é o ensinamento de Jesus sobre o que que é essa paz que nós dizemos, a paz escatológica, a paz definitiva, esse shalom que o ressucado oferece para sua igreja. A paz ela consiste do envio, do domírito e do poder de perdoar. Por pois veja que quando ele fala: "Como o pai me enviou, também eu vos envio.
" Dentro do evangelho de João, sempre Jesus mostra exatamente que a missão dele é fazer o que o Pai fez, né? Essa é a sua alegria, fazer a obra do Pai. Então, como Jesus revelou o Pai para os discípulos, os discípulos na fidelidade agora Jesus unida, a Jesus, tal como os ramos a uma fideira, como ele vai falar em João capítulo 15, os discípulos agora são enviados a revelar a face de Cristo ao mundo.
Representar Cristo no mundo. A palavra representar é interessante que apresentar re, ou seja, apresentar novamente Cristo ao mundo. Essa é a missão dos discípulos.
Essa é a missão é da igreja. apresentar sempre, ou seja, apresentar novamente Cristo ressuscitado para o mundo. Os discípulos têm essa missão de darem continuidade à obra do Senhor.
E veja como o Pai eh me enviou. Aqui no grego tem um verbo perfeito, chama eu lá no grego tá apestalken. Apestalken quer dizer, que que é o verbo perfeito?
é uma ação no passado, mas que continua no presente. De fato, o envio do filho se realizou anteriormente, mas se perpetua, continua no presente por meio dos discípulos. Esse essa é a condição da missão.
Como o Pai eh me enviou também eu vos envio. Ou seja, uma missão cristã só é verdadeira na medida em que tem consciência da presença do de Cristo no meio dos discípulos. E o critério dessa missão, se Cristo está presente em nosso meio, se os discípulos vão reapresentar ou apresentar Cristo ao mundo, deverão fazer como Jesus agia, ou seja, sobre a ótica do lavapés.
E aí a gente lembra aqui da cruz, ou seja, a missão da igreja não é uma missão gloriosa, uma missão que quer eh eh controlar a vida das pessoas, não. É apresentar o exemplo de amor, o, né, que Jesus deu aos seus discípulos na última se a missão é para revelar exatamente esse amor de Cristo. O versículo 22, que depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse, recebeu o Espírito Santo.
Então, veja, é esse envio missionário que Jesus faz para apresentá-lo ao mundo. dos discípulos. Essa missão dos discípulos se faz por meio do paráclito, por meio do sopro do Espírito Santo.
E aqui se realiza mais uma vez a promessa que Jesus fez eh no seu discurso de despedida. Por exemplo, João 14, eh, versículos 16 a 17, depois versículo 26, capítulo 15 de 26 a 27, capítulo 16 de 7 a 11, de 13 a 15, o capítulo 7, versículo 39, que ele prometeu que ele iria para o Pai enveria um outro Paráclito que ajudaria os discípulos a se lembrarem da palavra do Senhor, o espírito da verdade que os levaria a compreender todas as coisas. Então, a realização da promessa ao conceder Jesus, ao conceder o espírito.
Interessante aqui eh notar que soprou sobre eles. Eh, soprou sobre esse verbo soprar. Quando a gente olha eh a Bíblia traduzida em grego, que é chamado setoaginta, Gênesis capítulo 2, versículo 7, é o mesmo verbo que aparece em grego.
Gênesis 2, versículo 7, quando Deus sopra o seu espírito, eh, e aí traz o homem à vida, né? O homem que passa a viver. Então aqui nós temos uma uma característica interessante de uma nova criação.
Na ressurreição de Jesus nós temos uma nova criação. Hoje eu vou até uns 30 minutos, tá gente? Porque o evangelho é bem denso.
Aí você fica teu critério depois poder voltar a um aqui para eh degustar a nossa eh formação. Então nós experimentamos por causa da ressurreição do nosso batismo essa nova criação. E essa nova criação, ela se dá mediante a efusão do espírito.
E vejo que o espírito então é ligado ao dom da vida. Eh, portanto, a missão é dar a vida e a vida em plenitude. Nessa nova criação, o homem em Cristo tem acesso à vida eterna.
A vida eterna consiste em conhecer o Pai e aquele que o enviou. E depois o poder de perdoar os pecados. Aqui poder de perdoar os pecados.
O pecado em João não é um pecado moral, né? Um erro moral que a pessoa pode ter. O pecado em João é você rejeitar que Jesus Cristo é, que Jesus é o Messias, que Jesus é o filho de Deus.
Então esse pecado aqui é ajudar, libertar as pessoas do pecado, o quê? Libertar as pessoas da negação da fé em Cristo. Ou seja, na medida que as pessoas reconhecem Jesus como Cristo, acolhem o mistério de Deus revelado na pessoa de Jesus Cristo, elas são introduzidas nesse mistério da vida e da vida em abundância, daquilo que a igreja experimentou no dia da ressurreição.
Então esse tempo novo não está mais sob o símbolo da culpa, mas sobre o símbolo é sobre a realidade do perdão. E o perdão é isso, que que a igreja deve oferecer. da igre discípulos, oferecer a vida plena às pessoas.
Essa é a nossa missão como comunidade. É isso que a gente viu na primeira leitura Pedro exatamente fazendo. Depois nós temos o episódio, vou falar um pouquinho mais rápido aqui, a segunda parte de Tomé.
Tomé que não está com a comunidade, veja, ito dias depois Tomé eh não estava eh Tomé foi aparecer, ela não estava. Ele falou: "Olha, eu quero ver os discípulos dão um testemunho. Vimos o Senhor e que a gente tem um perfeito, quer dizer, é é algo o verbo perfeito é algo que o testemunho da igreja.
Assim como Madalena deu testemunho para os discípulos, agora os discípulos dão testemunho para Tomé, mas o Tomé coloca alguns critérios para acreditar eh nessa na dimensão do ressuscitado. Vamos dizer que o Tomé representa cada um de nós, representa os cristãos que muitas vezes não fazem parte da comunidade e não conseguem reconhecer por causa de um afastamento da comunidade ou mesmo estando a comunidade estão espiritualmente afastados, não conseguem reconhecer a presença do ressuscitado entre eh entre nós. Então, Tomé tem uma ausência de experiência pascal.
Primeiro que ele deseja fundamentar sua fé sobre uma experiência pessoal e não sobre a experiência dos outros. Isso aqui não é negativo. Então nós temos aspecto positivo, porque realmente existe a experiência comunitária do resultado, mas também tem que ter a experiência pessoal.
Tomé deseja ver o que os outros virem, além do mais tocar. Essa aqui é a diferença que os não se diz que os outros tocaram. Somente uma verificação empírica da ressurreição pode convencê-lo.
E ele tem a questão da incredulidade, desejo submeter o divino e a sua verdade ao próprio julgamento eh humano. Dos versículos 20 a 29, vocês vão ver que Jesus vai aparecer da mesma forma oito dias depois, ou seja, oito, porque pega o domingo de Páscoa, domingo de Páscoa, segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado e domingo, dá o número oito por causa disso. Quer dizer, é o dia da reunião litúrgica da comunidade da Eucaristia.
A mesma maneira que Jesus apareceu anteriormente, ele aparece aqui, deseja a paz no meio dos discípulos e no versículo 27, tomando a decisão, se dirige a Tomé e fala: "Ó, Tomé, então eu te concedo o que você quer. " É uma concessão que Jesus faz para levar o Tomé à experiência. Fala: "Olha, você então eh tome faça essa experiência.
Você precisa isso, Tomé? Ele apenas pode crer nesse caso, porque o resultado o libertou da incredulidade. E se a gente olhar aqui o versículo 28, não é?
Tomé respondeu: "Meu Senhor e meu Deus". Ou seja, se a gente pegar o início do Evangelho, João 1:1, no princípio era o verbo e o verbo estava junto de Deus. E pegar esse versículo é uma grande inclusão, digamos assim.
O Cristo ressuscitado não pertence mais ao mundo histórico, mas o divino. Ele não pode ser tocado com a mão, pois é objeto agora de fé. Essa é a grande realidade.
Não seja desencrédo, mas fiel. João quer ensinar cada um de nós que nós, os sinais foram realizados pelo que o Senhor ressuscitado, pelos pela sua pela sua presença com a igreja para garantir a igreja o seu futuro, para dar a igreja convicção. Mas agora nós nós a segunda geração, terceira, quarta, quinta geração de cristão, todos nós agora precisamos crer a partir da palavra anunciada pela igreja no poder do espírito.
Esse é o caminho da fé. Então, a fé tem o seu fundamento na palavra e no espírito, que estabelece um acesso permanente à comunhão com Cristo exaltado. E no final, depois João vai dizer bem, isso que o Evangelho foi escrito, eh, muitos sinais foram realizados, né?
Jesus, o terreno fez muitos sinais, foram escritos no passado, foram, mas continua a valer para nós na liturgia da igreja. Que tudo isso para quê? para que a gente creia que Jesus é o Cristo, filho de Deus, e tenhamos a salvação.
É bonito perceber aqui, ressaltar a bem-aventurança que Jesus falou eh no versículo 29. Acreditasse porque me viste? Bem-aventurados que creram sem terem visto, porque a fé é o verdadeiro eh ver no Evangelho de João.
Ou seja, nós não precisamos de sinais, nós não precisamos tocar, porque o, pelo poder do Espírito Santo, o ressuscitado se manifesta no meio de nós na liturgia. Pra gente concluir aqui, será que as nossas liturgias realmente levam as pessoas a experimentar o ressuscitado? As nossas celebrações eucarísticas, as nossas celebrações da palavra são plenas da vida.
As pessoas que estão nas nossas comunidades estão de fato fazem, entende o que que é ser comunidade, o que que é reconhecer o ressuscitar no meio de nós. Porque se a gente não reconhecer o ressuscitar no meio de nós, nós iremos cair no medo. Medo daqueles que perseguem, medo do mundo, das crises.
Não teremos a esperança e a força para sair do nosso isolamento e e anunciar. que é interessante que lá em Aspó a igreja não está isolada, ela está no mundo anunciando. Então, como dizia o Papa Francisco, em homenagem a ele, ele falava: "Jesus não quer uma igreja de sacristia".
Jesus não quer uma igreja em si mesmada que fale somente para si mesmo. O lugar da igreja é anunciar ao mundo, as pessoas nas suas diversas situações, mas só o faremos se fizermos a experiência pessoal com Cristo. Então, Tomé, ele representa cada um de nós.
Eh, muitas vezes nós caímos na incredididade, na dificuldade, em entender que a experiência da igreja é a nossa experiência pessoal. Então, às vezes, Tomé, o que Tomé revelar isso, isso aí, todo mundo precisa de uma experiência eh particular com Cristo. Eh, e isso se dá hoje, se dá por meio do anúncio da igreja.
O anúncio da igreja não exclui a experiência que cada um de nós é chamado a fazer o encontro pessoal com o nosso Senhor Jesus Cristo. Fica aí, era o pedido do Papa Francisco, né? O que que você tem feito?
Eh, será que isso tem acontecido? Eu trabalhei aqui algumas paróquias na Itália. A gente vê que comunidades mortas, comunidades que não têm vida, que o povo celebra por celebrar.
Não pode ser assim entre nós, porque a misericórdia, né, o lado aberto de Cristo, essa fonte de misericórdia é experimentada agora por nós, eh, por meio dos sacramentos, por meio da vida da igreja. E tudo que existe na igreja e a nossa obra é para dar aos homens a libertação do pecado, ou seja, a rejeição que os homens têm a Deus, o seu afastamento em relação a Deus e reconhecendo Jesus como o único Senhor e Salvador de suas vidas. Um grande abraço.
Não deixe de compartilhar a nossa reflexão. Boa celebração do domingo da misericórdia. Boa celebração da Domênica em Nábes.
Um grande abraço a todos.