nada me prende a nada me ligo a nada pertenço todas as Sensações me tomam e nenhuma fica sou mais variado que a multidão de acaso sou mais diverso que o universo espontâneo todas as épocas me pertencem em um momento todas as almas um momento tiveram seu lugar em mim fluído de intuições rio de supor sempre ond sucessivas sempre o mar água desconhecendo-se sempre separando-se de mim [Música] indefinidamente foi no século XVII no final do século XVI que o Kant escreve um texto chamado o que é iluminismo Emanuel Kant filósofo alemão estava dialogando na época com
as instituições predominantes ali a igreja era uma delas e Foi questionado por essas instituições sobre o que que era essa ideia que ele tava defendendo que tinha por síntese o que ele chamava do salto do homem da sua menoridade quero um espaço quase de grito de autonomia do homem em relação às instituições de pensar por si mesmo um tempo depois aliás muito tempo depois alguns séculos depois o Henrique de Lima vasa aqui no Brasil um teórico brasileiro foi pensar essa realidade do Iluminismo e disse que a gente de algum jeito tirou a instituição e colocamos
o homem mesmo no lugar isso gerou um caminho de muito mais angústia Porque antes eu tinha quem recorrer na hora que eu tinha minhas questões e o desafio da vida de explicar porque que eu tinha que fazer as coisas eu procurava uma instituição e tive que responder agora a partir de mim mesmo esse espaço individual onde a gente sai da instituição e vai para um lugar mais de construção interna é onde abre caminho também nessa realidade que a gente vive de mundo digital a experiência do usuário o espaço de ux aponto por exemplo do Steve
Krug escrever um livro chamado não me faça pensar ou seja esse caminho onde o produto e o serviço seja pensado de um jeito que eu não preciso pensar sobre ele a minha experiência vai tá no centro das atenções do seu produto ou do seu serviço é interessante para mim que nesse ambiente do iex da experiência já predita lá no salto do homem da sua menoridade o espaço onde o indivíduo tem autonomia que surge uma tensão na condição da liderança de um lado uma tradição onde a tatuagem da organização da instituição tá cravada em cada pessoa
20 30 anos se relacionando com a mesma organização ou uma vida dedicada a uma instituição e do outro lado no extremo a saída desse ambiente de tatuagem pro outro Polo onde mora o narcisismo onde eu não tô a favor de nenhum lugar eu tô a favor de mim mesmo esse espaço de tá a favor de mim mesmo é a condição onde eu construo o meu mundo a partir das minhas referências nesses extremos onde moram a tatuagem cravada da instituição e o espaço do narcisismo que parece haver um ambiente para pensar o solo possibilidades para lidar
com comprometimento de um outro [Música] lugar é de G Leonhard a expressão obesidade de digital o futurista tava pensando sobre o futuro da humanidade em tecnologia versus humanidade obra dele e ele tentou estabelecer um paralelo muito interessante de que assim como a sociedade americana tava adoecendo por conta da má alimentação ia ser necessário selecionar melhor o que comia ele percebi o mesmo movimento acontecendo com a nossa vida digital diante dos estímulos que a gente teria ele descobriu bem rápido que de fato aconteceria com a gente num tempo como a pandemia Por exemplo quando eu fiquei
olhando para Esse princípio do pensador alemão eu percebi que durante esse espaço que a gente ficou confinado a gente sofreu com o efeito self o efeito selfie é esse movimento onde a imagem que a gente mais olhou na pandemia foi a gente mesma o mundo foi reduzido a um ambiente de casa e naturalmente quanto mais você vê de você e mais você escuta suas opiniões a tendência é a gente ir gostando desse movimento e o espaço de interação do mundo reduzido onde a gente tem menos possibilidades é a gente começar a concordar com mais frequência
sobre o que a gente pensa esse efeito para mim que a gente acabou de viver gerou um desafio para qualquer tipo de instituição e organização que gerou uma grande renúncia por exemplo que foi um movimento americano recente então primeira tensão nesse movimento onde o líder precisa lidar com esse espaço da tatuagem e o narcisismo aparece com a qualidade da renúncia nunca as disponibilidades tanto econômicas quanto de contexto foram favoráveis para que a gente tivesse uma grande renúncia dos trabalhadores fato é que a mão de obra qualificada e que pode escolher onde trabalhar enfim Começou a
tomar decisão baseado no seu espaço individual e não na instituição que serve atenção dessa renúncia de ren o espaço individual para ir na direção do coletivo é uma tensão que a liderança precisa lidar todos os dias entre a preferência de passar três dias no escritório e dois dias na minha casa ou estar full Home Office eu prefiro escolher aquilo que é a maior convenção para mim a depender do lugar que eu escolhi morar a depender da empresa que eu escolhi trabalhar e do espaço que eu escolhi construir para mim essa tensão da renúncia de ter
que renunciar a algo em prol do coletivo abre para mim o com ento com a segunda atenção que é o senso de coletividade no senso de coletividade eu tenho muito mais desafio de conseguir ceder aos espaços que não fui eu que construí é bem fácil descobrir isso dentro de um time com a chegada de um novo participante que durante um ano continua com o discurso que acabou de chegar na organização ou naquele espaço que depois de um ano continua assumindo para si a resposta que é a resposta que ele acredita e não aquela que o
grupo precisa o fato que me chamou muita atenção num tempo numa empresa fazendo trabalho de cultura um líder recém contratado numa posição de ao executivo pegou um valor da organização e foi usar aquele valor da organização na primeira palestra que ele tinha oo time na primeira palestra Ele se referiu ao valor e vou dar o exemplo que o valor é criatividade por exemplo ele abriu dizendo eu não acredito em criatividade eu prefiro falar sobre inovação ele muda a concep do valor baseado no seu espaço individual e não na articulação daquela comunidade coletiva a tensão de
um líder em construir princípios e fazer artefatos e rituais que sirva para aquele coletivo e acomode os espaços individuais é super difícil o que abre para mim uma terceira perspectiva que é a ideia de longevidade a tensão da longevidade é que no mundo líquido onde nada é feito para durar a gente quer se relacionar em curto espaço de tempo com as coisas que a Gente Tá experimentando e a ideia de instituição por si só é uma ideia de longevidade eh ninguém cria uma instituição para durar pouco ou raramente se cria uma instituição para durar pouco
é na perenidade que as empresas se pegam quando estão construindo seu plano de negócios é na ideia de perenidade que uma banda começa a tocar junto é na ideia de perenidade que as orquestras se organizam é na ideia de perenidade que um time de futebol tenta construir o máximo de tempo possível com seus atletas e essa ideia de longevidade onde tudo é feito para ser consumido imediato que consome a tensão do líder em construir coisas para durar e essa tensão de comprometimento a longo prazo fica impactado nessa segunda perspectiva nessa segunda tensão Onde mora a
coletividade que tem um desafio de sair do meu espaço individual e na direção do grupo e na terceira esse espaço de renúncia a impossibilidade de fazer um time funcionar a partir da minha própria perspectiva o tempo inteiro inclusive na condição de liderança e é nesses espaços onde a gente tem o extremo da tatuagem e o extremo do narcisismo que cria-se um campo de tensões que passam pela ideia de longevidade coletividade e renúncia entre um espaço longevo de construir uma instituição para durar a a coletividade onde a força do coletivo seja maior que o indivíduo e
a renúncia de abrir mão da própria condição na direção do grupo seja o líder ou o contexto que ele precisa gerar pro grupo que surge um novo ambiente um solo onde o líder precisa encontrar novas possibilidades de [Música] resposta há uma pergunta sobre comprometimento que é muito mobilizadora para mim sobre com o que você tá comprometido quando faz o que faz eu aprendi ela com Mário Lúcio ele diz ter aprendido com a Cristina darce que é a quem você tá servindo essa pergunta sobre a quem você tá servindo ou com o que você tá comprometido
fala muito sobre esse espaço da condição de liderança o primeiro caminho que me parece criar fendas ou abrir possibilidad no meio dessas tensões todas é descobrir a quem serve esse espaço de serviço não só a quem se é a você ou ao grupo que você tá servindo mas a que tá sendo servido porque você pode servir ao grupo no fim como espaço de vaidade é possível que a gente sirva a uma causa como um espaço de status você pode servi a uma causa por piedade de si mesmo por desafio de estima essa pergunta do serviço
é muito importante me parece importante nesse espaço de construção de time nesse espaço de comprometimento com que se está comprometido vira trelado com a que se está servindo e nesse lugar do serviço que a gente abre a possibilidade para um segundo caminho o segundo caminho Na minha percepção mora nessa sabedoria de escolher as batalhas do espaço individual e coletivo é muito difícil que a força de um coletivo consiga identificar onde preservar o espaço individual o tempo todo mas também é muito difícil saber qual é o espaço de respeito construção um espaço onde eu tenho autonomia
autenticidade para ser quem sou ou tá Estar comprometido comigo em alguma instância é no meio de um coletivo a sabedoria de escolher quando vai servir a si quando vai servir ao grupo ou fazer essas duas coisas funcionarem me parece ser um caminho saudável para construir possibilidades em meio essas tensões e numa terceira perspectiva de caminho é descobrir que a gente de fato sozinho não consegue decidir nada suplantar a inteligência coletiva para colocar perspectiva individual além de ser um caminho perigoso parece formar um tipo de gente arrogante Talvez esse caminho de construir um espaço de humildade
e menos arrogante de encontrar possibilidades em que o grupo ensine para si um processo legal onde não necessariamente a sua própria sabedoria que tá regindo uma questão pode ser uma possibilidade de resolver essas tensões de comprometimento é muito legal quando a gente tem autonomia para decidir os nossos espaços mas mais legal ainda é saber que tamanho da cerca que a gente tem onde esbarra na do outro é nesse espaço em que mora a humildade o serviço de saber a quem e a que tá servindo e o espaço de da sabedoria de escolher as batalhas do
individual e do coletivo que pode construir um caminho Virtuoso nesse solo que mora essas tensões da tatuagem até ao [Música] narcisismo e é nessa perspectiva onde a gente encontra as tensões nos polos que moram entre a tatuagem de imprimir na própria pele uma instituição e servir aquela instituição como se não houvesse espaço individual e no outro Polo onde eu tô a serviço de mim mesmo e lido com a realidade como Se Tudo precisasse caminhar no meu entorno que surgem os caminhos de possibilidades do solo um caminho que leve pro serviço uma atitude mais humilde diante
do coletivo e a escolhas mais sábias sobre o espaço individual e coletivo o solo também é um espaço da gente pensar sobre comprometimento e criar outras possibilidades para liderança nesse [Música] tema n