Boa noite, irmãos. Boa noite a todos. Que bom que estamos aqui juntos para louvar esse grandioso Deus, para ouvir a sua palavra.
Que bom que estamos aqui. Queria começar com uma pergunta. Quem aqui já jogou ou sabe o que que é Escape Room?
Já jogaram? Você já jogou? Alguém já jogou?
Alguém sabe o que que é escape room? Quem não sabe o que que é, levanta a mão aí. Quem nunca ouvi falar várias pessoas, não tem problema.
Eh, que não não tem em todo lugar, né? Mas o que que é o escape room? É um jogo que você vai presencialmente e você se fecha numa sala com várias pessoas, vários amigos, né?
Quem se sujeita a isso, né? Você se fecha numa numa sala por uma hora e você tem o objetivo de sair daquela sala, OK? Então você vai descobrindo pistas, vai descobrindo e enigmas e vai tentando resolver o mistério para conseguir sair da sala.
Você sai com uma com um código e no final, se você conseguir em menos de uma hora, você ganha, ok? Então, é um jogo que requer espírito de equipe, requer concentração e basicamente isso. Só que o tempo passa rápido e se você não tiver sempre a mentalidade, não, o objetivo final é sair da sala, você pode se perder no processo de ficar resolvendo os enigmas, os problemas.
E se você não prestar atenção, o tempo vai passar. Então, às vezes você pode ficar tão preso em tentar a próxima pista, não, o que que significa isso? Ficar discutindo com o pessoal para ver quem tá certo, quem tá errado, acaba o tempo.
Então, é um é um jogo simples, com uma digamos uma regra muito simples, né? O objetivo saia da sala. E pensando em outras situações da nossa vida, né, como a gente também é assim com tantas outras coisas.
A gente às vezes começa com começa coisas, começa projetos, começa, entra em processos na nossa vida, assim, casamento, trabalho, faculdade, o que for. E às vezes com muita facilidade a gente diante dos problemas, diante das situações que a gente precisa resolver, a gente acaba se perdendo no processo facilmente. A gente, você já se pegou às vezes, sei lá, discutindo com alguém por um tempo até perceber, meu, por que que a gente estava discutindo mesmo?
Não sei se você já aconteceu isso com você, meu. Você fala, você sentiu um meio bobo, né? falando, nem sei por a gente começou essa discussão para começar e e isso é assim muito frequente, com muita frequência isso acontece na nossa vida, pelo menos na minha vida.
Coisas que começam, coisas que t um início digno com o tempo, com as dificuldades, acaba se tornando, de certa forma indigno. E para mim isso é um pouco assustador. Não sei para você.
Não sei para você, porque mas a gente é muito assustador pensar em ter um bom começo de algo e acabar vivendo a vida perdendo o objetivo pelo qual a gente começou aquela coisa. Parece algo, seria o mesmo que viver com objetivo, sem sentido. Viver gastando o meu esforço, gastando a minha vida em algo que não tem sentido algum.
E isso, acho que ninguém fica de fora nisso. Ninguém fica de fora nisso. Eu vejo, por exemplo, até a minha vida pastoral.
Se eu não tiver cuidado, eu posso viver uma vida pastoral em outro sentido, esquecendo do sentido original pelo qual eu comecei, pelo qual Deus me chamou. E isso é assustador. Isso é um pouco assustador.
E aí, e é necessário entender que os culpados, na verdade, somos nós no processo, porque problemas vão ter. Não importa o que você fizer, não importa como você tentar se se precaver de problemas, como você tentar organizar sua vida. Se você quiser fugir dos seus problemas, não importa.
A gente acaba esquecendo e é culpa nossa. a gente que acaba esquecendo, a gente que não persevera no propósito original. E dentro desse texto que a gente vai ler, a gente vê uma situação muito semelhante.
Primeira Coríntios 11 174, um texto longo, mas é algo que as pessoas naquele contexto, pessoas em Corinto, os irmãos em Corinto esqueceram de algo essencial dentro do processo da ceia. E será que nós temos esquecido? Será que nós, da mesma forma como esse pessoal de Corinto tem esquecido, esqueceu, será que nós esquecemos?
Será que agimos igual a eles? E eu quero convidar vocês ao texto, convido a que prestem atenção. É um texto um pouco longo, um pouco extenso, mas diz assim, versículo 17 do capítulo 11, Primeira Coríntios.
Nisto, porém, que vos prescrevo, não vos louvo, porquanto vos ajuntais, não para melhor, e sim para pior, porque antes de tudo estou informado a ver divisões entre vós quando vos reunis na igreja. E eu em parte creio, porque até mesmo importa que haja partidos entre vós, para que também os aprovados se tornem conhecidos em vosso meio. Quando, pois, vos reunis no mesmo lugar, não é a ceia do Senhor que vocês comem, porque ao comerdes, cada um toma antecipadamente a sua própria ceia.
E há quem tenha fome, ao passo que há também quem sempre ague. Não tendes casas? onde comer e beber.
Ou vocês menosprezam a igreja de Deus, envergonham os que nada têm, que vos direi louvar-vos. E nisto certamente não vos louvo. Versículo 23.
Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei, que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, o partiu e disse: "Isso é meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em memória de mim". Por semelhante modo, depois de haver seado, tomou também o cálice, dizendo: "Esse cálice é a nova aliança no meu sangue.
Fazei isto todas as vezes que beberdes em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes do cálice, anunciais a morte do Senhor até que ele venha. Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor.
Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim como o pão e bebe o cálice, pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. Eis a razão porque h entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem. Porque se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.
Mas quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor para não sermos condenados com o mundo. Assim, pois, irmãos meus, quando vos reunir para comer, esperai uns pelos outros. Se alguém tem fome, como em casa, a fim de não vos reunirdes para juízo.
Quantas demais coisas eu ordenarei quando for ter convosco. Vamos orar. Vamos orar.
Grandioso Pai, fale conosco através da tua palavra que é preciosa, é perfeita. Pai, nos lembre de coisas que geralmente esquecemos. Pai, nos ajude pela do teu Santo Espírito em nós.
Nos ajude a aplicar essa verdade a nossa vida. Te pedimos o teu auxílio, Deus, em nome de Jesus. Amém.
A primeira carta aos Coríntios geralmente é lembrada como uma carta muito, muito dura de Paulo. É comum e de fato é é muito dura. É uma carta forte.
onde ele onde ele usa palavras fortes para lembrar o povo, para auxiliar o povo, para guiar o povo. E por isso que a sua franqueza, a sua dureza, não é necessariamente a única qualidade que ele demonstra, mas ele é profundamente pastoral nesse processo, quando ele lembra, quando ele confronta seu povo e ele procura mostrar onde que eles estão errados. Claro, a gente vê isso claramente em toda a carta, mas principalmente entre o capítulo 11 e o 14, Paulo tá trabalhando sobre questões de amor na igreja, sobre questões de ordem.
E se a gente olhar pra períope seguinte, pro trecho seguinte do que a gente leu, Paulo tá falando sobre dons, sobre como a igreja deve exercer os dons na comunidade. Vers eh capítulo capítulo 13. Depois Paulo vai falar sobre o amor.
Quem não lembra daquele trecho tão tão lido, né, sobre o amor, sobre o verdadeiro amor. Mas se a gente volta ao início de do capítulo 11, que a gente não leu, Paulo começa louvando os coríntios sobre algumas atitudes que eles tomaram, sobre algumas eh tradições que mantém, que continuam mantendo. Ele procura lembrar de alguns detalhes, mas ao todo versículo 1 ao 17 e ao 16, né?
Ele tá louvando eles, tá trazendo, olha isso aí, parabéns, estão muito bem. Aí começa o versículo 17, meio que com, talvez, imagina ele tomando um copo da água fala: "Ó, agora vai pegar. A partir de agora o tom muda e ele começa já falando: "A partir daqui não posso louvar vocês.
Vocês estão errando feio, estão errando muito grave aqui. " E Paulo, principalmente lembra sobre três coisas. Três coisas.
Existem muitos detalhes nesse texto, mas existem três coisas que se ressaltam dentro do que Paulo escreve nesses versículos que a gente leu. E em primeiro lugar, o primeiro argumento de Paulo quando ele confronta os Coríntios em relação ao que que eles esqueceram, ele fala que eles não estão amando o próximo. Ou seja, Paulo encoraja eles a permanecer amando o próximo.
Permanecer amando o próximo. Aí a gente vê no versículo 21. Porque ao comerdes, cada um toma antecipadamente a sua própria ceia.
Há quem tenha fome, eu passo que há também quem se embriague. E a gente precisa lembrar que no início da igreja havia esse costume de seiar junto, de comer junto, né? No momento da ceia, não era apenas um cálice e um pedaço de pão, era um era um momento, uma festa, era uma, era um momento para compartilhar.
Cada um trazia alguma coisa e eles comiam dos elementos da ceia, eles lembravam. E só que em pouco tempo começou a ver uma aquelas pessoas que se sentiam superiores, aquelas pessoas que se sentiam talvez, ó, ele trazia mais comida, né? Aquele que trazia o risoto de camarão, olhava pro outro que trazia um uma bolachinha e falava: "Ah, eu mereço comer mais, né?
Eu não vou compartilhar o risoto". Para quê? O cara, né?
Então, imaginem só aquele que trazia mais, aquele que talvez tava doando a casa pro pessoal se reunir, eles se sentiam no direito de comer mais, de excluir outros. Então, acabava acontecendo exatamente isso. Provavelmente pessoas com mais condições nesse contexto.
Eles olhavam para outros e falavam: "Olha, os mais pobres, os menos favorecidos, ficavam meio que de fora. No final da ceia estavam com fome e os que traziam mais estavam cheios e até às vezes bêbados. Que loucura, né?
Que fugiu um pouco do objetivo inicial, né? Acho que fugiu um pouco desse momento de comunhão. Não seria muito comunhão, né?
Se você convidar alguém na sua casa e você come tudo e você deixa um pouquinho para ele, né? Pro visitante. Não seria a pessoa acho que se sentiria um pouquinho um pouquinho mal.
E trazendo pro nosso contexto, pra nossa, pro que a gente vive hoje em dia, né? A gente no nosso momento de seia, a gente de fato a gente não tem esses essa janta, né? A gente come a mesma coisa aqui.
A gente tem uma um cálice e um pãozinho. E aí você poderia pensar: "Ah, então um problema é resolvido, né? Então vamos igualar todo mundo que todo mundo come".
Mas não é por aí. existe um problema eh mais profundo que Paulo tá tentando abordar, porque eu vejo que um problema que também nos impacta hoje, que é se naquela época irmãos privavam o próximo de comer um alimento e isso impactava na sua comunhão, hoje nós podemos privar o outro da nossa comunhão da nossa irmandade. Isso é algo que acontece.
Isso é algo comum. Eu não sei se você já viu e acontece não não apenas aqui. Eu eu tô aqui recentemente, tá?
Então, não acho que tô dando um recadinho para vocês, mas isso é algo que eu vi em todas as comunidades, onde eu já fui membro, onde já pastoreei, pessoas que acabam o culto e já saem correndo. Acontece, acontece pessoas que apenas vem no dia da ceia e durante o mês inteiro ficam desaparecidas. acontece.
E eu não quero trazer um constrangimento nesse sentido, mas eu quero trabalhar a ideia de que como a comunhão é essencial na nossa jornada de fé, na nossa jornada de vida. Como a comunhão dos santos, como a comunhão da igreja é essencial. é essencial como povo de Deus, porque é na comunhão que a gente usado como instrumento de Deus na vida do outro.
É na comunhão que a gente consegue também perceber o amor de Deus, o cuidado de Deus. É na comunhão que a gente erra e é confrontado. É na comunhão que a gente que erram com a gente e a gente pode confrontar em amor, a gente pode perdoar.
Sem comunhão não existe isso. E às vezes a gente esquece disso. Por isso a nossa vida cristão não é apenas para benefício próprio.
E às vezes a gente trata nossa fé como isso. Minha salvação é individual. Entre eu e Deus existe um elemento disso, mas é uma meia verdade.
Em comunidade Deus chama um povo para si. Deus chamou um povo para si. E Paulo tá falando muito sobre isso, sobre essa ideia de trabalhar como povo de Deus.
Por exemplo, em eh no no próximo capítulo sobre dons, como Deus dá dons ao povo paraa edificação do corpo. Os dons não são dados para mim, para eu me beneficiar. Os dons são dados para que a igreja seja edificada.
Essa é a razão de termos dons. E eu entendo que na nossa jornada cristã, de fato, a gente passa por muitas coisas. Eu não quero trazer esse peso no sentido de que, tá, não se importe com o que você passou.
A gente passa por situações, tem pessoas que são feridas na comunidade, tem pessoas que passam por situações horríveis na jornada cristã com outras pessoas. tem medo de segundas intenções, pessoas que se aproveitaram delas, lideranças que se aproveitaram de pessoas. Eu te encorajo, vá com calma, tudo bem, tudo bem.
Pode haver um tempo de cura, pode haver um tempo que você precisa analisar, tá? Eh, tudo bem, tenha cuidado. Mas, meu irmão, não se contente com esse estilo de vida.
Não se contente, porque é fácil se contentar, é fácil, mas de novo a gente vai perder o objetivo. Por isso, busque ajuda. Busque ajuda com calma.
Busque pessoas, caminhe com pessoas sábias. Busque ajuda de Deus. Peça ajuda a Deus.
E a ideia é que nesse processo nós amadurecemos. em direção a uma jornada compartilhada, entende? O cristão maduro anda numa jornada compartilhada.
E essa ideia da ceia é o que demonstrava a comunhão que eles tinham em Cristo. Essa ideia de que Cristo é quebrado para que a gente fosse unido, não para que fôssemos separados. Por isso não tem como demonstrar amor se não há união.
Não tem como. E você pode falar, Gui, assim, você não conhece pessoas que eu conheço, você não sabe da das pessoas que eu que eu já enfrentei ou eu não tenho tempo, tenho pouco tempo, tenho dificuldade de confiar. E e a ideia bíblica é que tem solução para isso.
Tem solução para isso. E o que Paulo vai trabalhar no seu segundo argumento, que pra gente amar os nossos irmãos, pra gente enfrentar as dificuldades juntos, a gente precisa lembrar de Cristo. Lembrar de Cristo.
E quando a gente lembra de Cristo, a gente é confrontado com com tantas coisas. Com tantas coisas. E a gente, e Paulo vai falar sobre isso quando ele tá falando sobre esse texto tão lido por nós, por toda a igreja, quando fala sobre seia, quando Cristo levanta o pão, o parte e diz: "Façam isso em memória de mim.
Façam isso em memória de mim. Eu fui quebrado por vocês. Esse o cálice da nova aliança em meu sangue.
Façam isso também em memória de mim. Só que lembrar de Cristo da forma certa, tá? Lembramos de Cristo da forma certa, não apenas como memorial, não apenas como algo, ah, é uma é uma, é algo que eu preciso fazer.
Por que que você faz? Não sei, mas porque eu preciso fazer. como um ritual frio, mas como a presença espiritual que tá nos alimentando na nossa jornada, que nos impulsiona a ser igreja.
E essa ideia que a presença de Cristo em nós faz com que a gente supere barreiras de qualquer nível, barreira econômica, barreira social, porque em Cristo a gente é igual. A gente é igual em Cristo. Não tem o maior, não tem o menor, tem quem merece mais.
Porque essa ideia de que se a gente focasse apenas no passo de amar o próximo e a gente esquecesse de Cristo nesse processo, a ceia não seria mais ceia de Cristo, seria a ceia dos irmãos. Não teria muita diferença entre uma ceia de ação de graças e a ceia, a Santa Ceia, não teria muita diferença, porque seria na força do nosso braço, se no que eu consigo, no que eu aguento. E se isso acontece, a ceia perde todo sentido e efeito.
Talvez a gente conseguiria por alguns alguns momentos, talvez alguns dias para nossa pela força do prazo, mas roia, roia inevitavelmente. Inevitavelmente. E tem pessoas que às vezes criam, tenta criar esquemas, né?
Ah, vamos fazer uma igreja só de pessoas que pensam como a gente, só pessoas que têm os meus gostos. Eu só vou andar com pessoas que têm os meus gostos, pessoas que pensam igual eu e não dá certo. Não dá certo, porque não é por aí.
Não é por aí. Por isso, na ceia nós lembramos da obra de Cristo na cruz. Na ceia nós lembramos que o Espírito Santo habita em nós e nos capacita nessa jornada.
E a gente lembra da presença espiritual de Cristo. E é isso que nos dá força para continuar. É isso que sustenta o processo.
E essas realidades nos sustentam até hoje. Nos sustentam até hoje. Porque eu não sei você, mas é é tão bom saber que esse processo não é garantido e sustentado por nós.
É tão bom saber disso, porque a gente pode sair daqui hoje, a gente pode sair com beleza, tá tudo esclarecido. Eu entendi, eu entendi o que que é, entendi onde eu tenho errado, entendi o que eu preciso fazer, mas a gente esqueceria rapidamente. Por isso que a gente é sustentado por Deus nessa jornada.
E acima de tudo, outro exemplo, quando a gente lembra de Cristo, eu vejo que Cristo não mantinha comunhão com aqueles que ele, talvez num num ideal de coaching, com aqueles que tinham visão de águia, uma mentalidade de águia. Jesus não ia atrás daqueles que iam impulsionar a carreira profissional dele ou ministério dele. Jesus não tava tentando ter comunhão com aqueles que iam dar alguma coisa para ele, que ele ia ganhar alguma coisa por causa daquilo.
Jesus caminha com 12 discípulos improváveis. Improváveis. A luz da nossa sabedoria seria um a pior escolha que Jesus tomou da nossa ao nosso olhar, né?
Discípulos cheios de erros. E aqui eu eu lembro de algo tão importante, não saindo tanto do assunto, mas a ideia de que esse exemplo de Cristo aponta de forma tão tão forte para o ideal de uma igreja saudável, onde irmãos mais maduros caminham com irmãos iniciantes na fé. E e por vezes eu vejo que não é isso que acontece na nossa jornada.
De novo, falo que não não tô dando uma dica para cá, talvez pode se conectar, mas eu já cansei de ver em muitas comunidades parecia que havia uma richa entre os mais jovens e os mais velhos, né? A o jovem fazer alguma coisa. coisas de jovem, coisa de adolescente.
Aí os velhos, os mais idosos, mais experientes já entortavam o olhar, já criticavam, falava: "Nossa, esses jovens de hoje em dia não se fazem como antigamente, né? Quando tinha minha idade, quando tinha aquessa idade, já tinha feito isso, eu já tava aqui. " Parece que é uma richa, né?
E os jovens também, eu já vi muito disso, jovens quase odiando os mais experientes, falando só, só me critica. E e eu entendo que que a luz das escrituras, a luz da palavra, uma igreja fiel é aquela que onde os mais velhos andam com os mais jovens. Os mais experientes, os idosos andam junto com jovens adultos.
Jovens adultos andam com jovens. Jovens andam com adolescentes sendo luz, guiando em amor. Não com espírito de de crítica, com olhar de raiva, mas com olhar de amor, com olhar de vamos caminhar junto, apontando os erros, sim, falando: "Olha, tá errado, mas vamos caminhar junto, guiando em amor.
" Isso é uma igreja saudável. Isso é uma igreja saudável. E e aqui geralmente a gente quer se afastar de pessoas que são difíceis ao nosso olhar, né?
Eu acho que não tem ninguém aqui que gosta de caminhar com pessoas que lhe causam uma certa repulsa, né? Acho que ninguém faz isso de forma natural. Mas como pergunto eu a você?
Como é que essa pessoa difícil vai ser confrontada com o evangelho se não tiver ninguém para caminhar com ela? Como que ela vai saber que ela tá errando se você não se dispõe a caminhar com ela? E se você percebeu, e isso é algo que eu assim que eu falo para, já falei para muitos jovens que chegavam falando: "Pastor, tá acontecendo isso na igreja?
Não tem ninguém para receber as pessoas na igreja, pastor, não tem ninguém para fazer isso. " Eu falava: "Cara, você recebeu agora mesmo o ministério de Deus. Você vai ser esse que vai receber as pessoas que não estão sendo recebidas na igreja.
Não tem o banheiro tá sujo, ninguém tá lavando. Você percebeu, cara? Que honra.
Deus permitiu compartilhar com você o que ele tá sentindo e você precisa fazer alguma coisa. Então, então se você percebeu um irmão difícil e você não agir em amor, você vai ser responsável por ela. Você vai prestar contas também por pela vida dela.
Isso é duro, né? Mas é isso, é ser igreja também. Isso é ser igreja.
Então, assim como a lembrança contínua dessa conexão com Cristo vai nos impulsionar, vai nos capacitar a amar os nossos irmãos, mesmo frente as dificuldades que estão no nosso olhar, mesmo frente esses problemas que às vezes parece que são intransponíveis, mas não são por causa de Cristo. Um cristão que deseja permanecer em Cristo a cada dia se autoexamina. Esse é o terceiro argumento de Paulo.
Ele fala no versículo 28: "Examine-se, pois o homem a si mesmo e assim coma o pão e beba do cálice, pois quem come e bebe para sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. Porque se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. " Isso é autoexame.
Os irmãos de Corinto não conseguiam se autoexaminar. Isso tá claro. Eles erraram e estavam permanecendo no erro.
E o que que Paulo tá querendo dizer sobre esse autoexame e essa ideia de olhar para si, olhar para dentro, como que a gente tem vivido, como que a gente tem caminhado, como que a gente tem amado o próximo? E essa realidade, se se não tem ninguém à sua volta, talvez a pessoa problemática é você, né? Já se perguntou, já se pegou pensando isso?
Às vezes reclamou: "Não, tem outro que é difícil, aquele é difícil, aquele difícil". Mas você olha, talvez é você a pessoa problemática e tá tudo bem. se arrependa e volte.
Tá tudo bem. Tá tudo bem. E aqui eu vejo que o autoexame é o único ponto solitário da ser.
E a gente precisa se perguntar, se perguntar como tem sido a minha vida diante de Deus, como tem sido diariamente. Eu como tenho me preocupado em ajudar o meu irmão? Como tenho usado os meus dons para edificar o corpo, como eu tenho amado a igreja de Cristo.
Eu tenho olhado pra igreja mais como um clube recreacional. ou apenas como um lugar de autossalvação. E se você não conseguir responder essas perguntas de maneira positiva, não vai significar que você não pode tomar ceia.
Fique tranquilo. Mas é talvez é pior, porque significa que você precisa tomar uma decisão. Precisa tomar uma decisão diante de Deus.
E Deus conhece o teu coração. Se você não quiser mudar de hábitos, repense, repense, repense em tomar a ceia, porque é sem sentido a gente tomar a ceia, a gente participar da ceia que declara que mantemos comunhão em Cristo com os irmãos. E a gente não tem vida em comunidade.
É, é ilógico. Então, tome uma decisão. Tome uma decisão.
E que se se o seu desejo depender cada vez mais de Cristo, se o seu desejo aprender dos seus fracassos, se o seu desejo entender como como pode haver transformação, tome a seia. Tome a ceia. E e outra coisa é que o nosso autoexame precisa ser regular.
Não dá para esperar um mês pra gente depois lembrar que a gente precisava ter orado aquele mês. Porque imagina, você ficou um mês sem orar para você perceber que precisava orar. Faz sentido orar então na sua vida?
Se demorou um mês para você perceber? Imagina se você esquece que precisava tomar remédio para para pressão alta depois de um mês, aí já era. E de fato algumas coisas têm tenho mais urgência, mas eu eu penso que a gente não dá a importância que a gente deveria dar a nossa vida de oração.
A gente não dá a importância que a gente deveria dar ao nosso autoexame diário. Não damos. E alguém tem que pagar essa conta.
E somos nós, né? A gente paga isso, os nossos irmãos pagam essa conta e a gente esquece que Deus deseja compartilhar com a gente dessa alegria de nos usar, de sermos usados paraa glória dele. Deus apenas tá compartilhando com a gente.
Ele tá dando a gente a oportunidade de juntos vivermos em comunidade. Porque como é bom, como é bom quando você é é canal de bênção na vida de alguém. Como é bom.
Você já sentiu isso quando alguém te fala: "Olha, cara, obrigado. Obrigado. Você foi usado por Deus na minha vida.
Como é bom você receber misericórdia quando você erra. Como é bom você falar: "Nossa, eu não merecia perdão, mas obrigado por me perdoar". Como é bom ser perdoado.
Como é bom perdoar. Não é bom. Como é bom você ter essa certeza de falar: Deus, obrigado por usar a minha vida.
Como é bom amar aquele que, aos meus olhos não merece amor. É apenas Deus compartilhando, falando: "Filho, eu quero compartilhar um pouco daquilo que eu faço com você, porque é isso que ele fez conosco e é um compartilhar dele conosco. Como é bom servir o outro nas debilidades do outro!
Quando o outro não tem aquele dom e você fala: "Não, eu tô aqui, deixa o que eu faço". E o outro pode te cobrir também. Quando a gente entende que a gente não se basta, a gente não é perfeito.
Como é bom participar daquilo que Deus tá fazendo na história. Como é bom, como é precioso isso. E só fica de fora quem quer.
Quem sai perdendo somos nós quando não queremos participar. Porque não se iluda pensando que Deus precisa de você para abençoar a vida do seu irmão. Deus vai usar outro.
Quem vai perder é você. Quem perde na comunhão é você. Porque o processo é sustentado por Cristo.
Mas nós temos responsabilidades como filhos. É nossa responsabilidade. É nossa responsabilidade.
E chegando ao final, a gente precisa entender que é isso. Cristo morreu para nos dar vida, para levar os nossos fracassos. Ele morreu para nos unir, para que fôssemos um com ele, para que a gente fosse unido a ele.
Por isso a ceia que não é feita apenas uma vez, é feita regularmente, porque nesse momento também que Cristo nos lembra, Cristo está presente espiritualmente na ceia, ele nos alimenta, ele fala: "Somos um, filhos, somos um. Fomos feitos um pelo meu sacrifício, pela minha ressurreição. Eu tô com vocês por meio do Espírito Santo.
Eu tô com vocês. Vocês não estão sós, porque essa realidade a gente vai errar muito, a gente vai perder o foco muitas vezes. Mas o alvo é esse, é sermos lembrados, é voltarmos, é voltarmos, é voltarmos, sermos moldados conforme a imagem de Cristo.
E como eu lembro da da oração de Jesus por nós em João 17, quando ele ora por nós, ora por nós, por aqueles que creriam, ele diz assim no versículo 20 do João 17: "Minha oração não é apenas por eles falando dos discípulos. Eu rogo também por aqueles que crerão em mim, nós, para que todos sejam um Pai, como tu estás em mim e eu em ti, que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Dê-hes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um, eu neles e tu em mim, que eles sejam levados à plena unidade para que o mundo saiba que tu me enviaste e os amaste como igualmente me amaste.
Eu não sei você, mas esse texto sempre me quebra. Porque Cristo é o é o maior interessado também na nossa união. Como ele se alegra quando somos um, quando estamos unidos nessa jornada.
Por isso, como igreja, a gente precisa entender o sentido da seia do Senhor, não como um processo inteiramente solitário, onde a gente pensa sobre nós, sobre o que a gente tá fazendo apenas, ou a gente pensa apenas sobre a morte de Cristo de forma superficial, porque isso torna o processo incompleto, torna o processo totalmente morto. Se a gente viver dessa forma, a gente vai ser igual aqueles do Escape Room, que se perderam no processo e e estão jogando outro jogo. Talvez a ceia do Senhor.
Se a gente perder o objetivo, se a gente olhar para ela apenas como algo a ser cumprido, se nós não vivermos essa comunhão, se nós, se a ceia não for um momento ápice da nossa comunhão que temos uns com os outros e com Deus, a ceia vai se tornar um alimento apenas pro nosso corpo. algo que vai acabar aqui. Vai acabar aqui.
Por isso, lembrem que Cristo nos uniu para que fôssemos um corpo, um corpo unido, vivendo nele para revelar a glória de Deus. Que a gente reconheça que Cristo é o centro do nosso pensar. Cristo é o centro do nosso agir na vida da igreja.
E isso vai nos levar a viver uma vida em comunidade e a desenvolver o nosso papel como cristão no corpo de Cristo. Vamos orar. Ô grandioso Pai, nos ensine, Pai, nos ensine nessa jornada, Pai, a entender que a jornada não é sobre nós, não é sobre o que nós gostamos, não é sobre quem nós gostamos, sobre quem temos preferências, sobre quem preferimos.
Essa jornada é sobre revelar quem tu és, Pai. É sobre sermos corpo, é sobre sermos representantes teus aqui na terra, em comunidade, Pai. O Senhor chamou um povo.
O Senhor não chamou apenas indivíduos. O Senhor chamou um povo para te representar, Pai. Por isso nos ensine a amarmos os nossos irmãos, amarmos o nosso próximo, a servir uns aos outros.
Pai, nos encoraje, Senhor, quando falharmos. nos encoraja quando tivermos dificuldade de perdoar, dificuldade de olhar além de nós, que compreendamos claramente, pai, claramente que o nosso papel é cumprir a tua vontade, pai, mesmo quando tudo ao nosso redor, mesmo quando todos os nossos desejos digam ao contrário, Mesmo quando o meu ego esteja quebrado e talvez até minha vida corra perigo, Pai, nos ensine a viver para ti, Pai. Nos una, nos una, Pai, em ti, a cada dia.
Em nome de Jesus, oramos. Amém. M.