há pessoal a melhor forma de aproveitar o vídeo que se segue se você tiver feito a leitura do capítulo afinal de contas nós vamos discutir agora alguns conceitos que apareceram ao longo das primeiras páginas do livro portanto é um vídeo de pós leitura diferente então daqueles vídeos que vocês assistiram anteriormente de preparação de pré leitura nós discutiremos então quais são os conceitos as idéias ea ordem a seqüência de construção da argumentação do autor paulo inicia sua argumentação no começo do capítulo com uma comparação no mínimo impactante o autor diz que tanto o amor verdadeiro quanto
à morte são eventos únicos na trajetória de vida de um indivíduo isso significa que as experiências mais marcantes que uma pessoa pode vivenciar dizem respeito à experiência de um amor verdadeiro e a preparação eo ingresso na morte que dá fim à existência palma no entanto observa que na contemporaneidade ou seja nos dias de hoje observa se um fenômeno no mínimo curioso enquanto na maior parte das sociedades tradicionais existiam conhecimentos mitos narrativas que circulavam para preparar os seres humanos para amarem e para morrerem na nossa sociedade observa se uma crise no que diz respeito especificamente ao
conhecimento amoroso isso acontece na perspectiva do autor em função de um fenômeno muito curioso apesar de nos dias de hoje as pessoas têm a oportunidade de construir vários relacionamentos teoricamente amorosos as pessoas não aprendem mais a cada relacionamento no que diz respeito à capacidade de amar ou seja ter os relacionamentos não significa se preparar para se entregar melhor ou para amar melhor ao contrário o bairro chega a dizer que é como se a nossa época houvesse uma experiência de desaprendizado amoroso se como se a cada nova experiência amorosa as pessoas adquirirem apenas cinismo frustração e
desilusão e uma vontade cada vez menor de construir um vínculo verdadeiro legítimo e de estar com a outra pessoa em seguida para ilustrar o para exemplificar como a forma como nos relacionamos nos dias de hoje é bastante diferente do método tradicional de relacionamento ao longo da história da humanidade o balançar novamente um exemplo ele faz referência à obra o banquete de platão nessa obra personagem sócrates em determinado momento alega que o sentimento amoroso na verdade diz respeito ao desejo de construir algo grandioso em companhia de alguém que se admira ou seja o amor não diz
respeito ao desejo de estar em contato com alguém que seja especificamente belo atrativo inteligente mas mais do que isso diz respeito ao desejo de estar junto com alguém e de construir algo com essa pessoa ou seja existe uma idéia de projeto de vida por trás da noção amorosa também é importante observar que para antiguidade pelo menos segundo platão que pela boca de sócrates o amor tem a ver com um desejo de construção de exercício ele não é conquistado de uma forma bem acabada não é um estágio para o ingresso e pronto estou lá é preciso
que ele seja mantido passo a passo em um processo constante de aperfeiçoamento eu tenho que querer entregar a minha vida alguém essa pessoa tem que querer entregar essa vida em que nós juntos vamos criar algo novo em contrapartida na contemporaneidade as relações afetivas não são estabelecidas por uma idéia de permanência ou de uma construção de vínculo a longo prazo uma idéia de parceria pela vida mais ou menos nos termos e ditados por platão anteriormente ao contrário para o bairro o fato de nós vivemos em uma sociedade consumista muito influenciada por critérios de ordem econômica nos
faz transferir a lógica do consumo para a lógica do relacionamento afetivo isso significa que nós entramos em uma relação amorosa mais ou menos da mesma forma como nós entramos em uma relação de consumo nós esperamos adquirir um bom serviço e um bom produto e daí vem um ponto importante um produto é algo que está acabado uma prateleira pronto para ser adquirido e não um relacionamento que tem que ser construído ao longo prazo e aperfeiçoado é como se nós estivéssemos tornando mais imediatista e sem tolerância à nos lançarmos no relacionamento para melhorar o outro e nos
melhorarmos é claro diante disso o autor estabelece uma importante distinção de conceitos para o capítulo ele diferencia as idéias de desejo e de abandono se por um lado o amor é caracterizado para a construção de um laço mais duradouro mas constante de maior longo prazo que exige que as pessoas se esforcem para cultivar e manter viva aquela relação o desejo em contrapartida é algo mais instantâneo e justamente por isso para obama as relações de consumo são pautadas ou criadas a partir do desejo o desejo tem a ver com a pronta satisfação com o imediatismo com
a aquisição imediata de algo que eu quero ter eu quero eu compro eu uso e descarte essa lógica estritamente mercantil é transferida na visão do autor também para as relações afetivas ou seja da mesma forma quando eu compro algo e depois descarto eu posso me envolver com alguém para a segunda carta outra consequência para o autor de se transformar os relacionamentos afetivos em extensões das relações de consumo é que na prática as pessoas acabam esperando de um relacionamento o que elas esperam de investimento econômico dizendo de outra forma é assim como um investidor da bolsa
gasta tempo dinheiro e recursos para adquirir uma determinada ação e espera em contrapartida uma compensação financeira diz ao se envolver em um relacionamento os membros desse relacionamento também fizeram um investimento de tempo de recurso de afeto de emoção e de alguma forma esperam uma compensação por parte do parceiro o grande paradoxo aqui na visão do bauru é que ninguém faz uma jura de fidelidade a uma ação econômica da bolsa você faz um investimento na bolsa mas vai descartar a relação quando surgiram alguma ação de melhor o uso mais bem cotada o mais interessante seguindo essa
lógica de forma similar nos relacionamentos afetivos diante de um parceiro ou parceira que possa parecer mais interessante de acordo com diferentes critérios pode ser um critério estético pode ser um critério de sociabilidade ao vislumbrar uma possibilidade de parceria que me agrade mais eu prontamente descarto o passo anterior justamente por isso para baús relacionamentos contemporâneos são caracterizados por uma dupla ansiedade de um lado os parceiros envolvidos em um relacionamento afetivo estão constantemente ameaçados pela perspectiva de serem descartados ou substituídos por produtos de melhor cotação ou melhor vale no mercado e por outro lado permanecer no relacionamento
também causa ansiedade e segundo baumann principalmente pelo fato de que estar com outra pessoa implica em tornar o futuro ainda mais incerto em seguros está uma pessoa as perspectivas que a posteridade futuro oferece já são muito nebulosas ninguém sabe o que o amanhã reserva para duas pessoas isso é ainda pior afinal de contas estar com alguém implica em fazer uma série de concessões em abrir mão de sonhos em dar apoio em recalcular rotas de vida e de relacionamento o que pode tornar o fato de estar junto mais difícil de ser mantido diante da constatação da
fragilidade ou da precariedade dos relacionamentos afetivos o balão para tratar de um outro tipo de vínculo os laços familiares a partir daí se inicia um par conceitual que tem muita relevância para o desenvolvimento do capítulo obama faz uma diferenciação entre as duas formas de se manter ligado a uma outra pessoa na contemporaneidade de um lado estão as relações de parentesco que são objetivas não são escolhidas e são de certa forma inalteráveis é o laço o vínculo que une por exemplo um pai a um filho mesmo que eles não se gostem esse relacionamento esse vínculo essa
relação ela é factual nada pode mudá lá eles sempre serão pai filho na outra ponta estão as relações de afinidade que na verdade no idioma original tem esse nome na tribo falar portanto nós estamos produzindo precariamente como a afinidade as relações de afinidade dizem respeito aos processos de simpatia mútua de gosto de reciprocidade são por exemplo as relações de amizade ou de afeto em um relacionamento amoroso para o paulo tradicionalmente os relacionamentos de afinidade eles exigem maior dispêndio de energia para serem mantidos ou seja eles possam ser cultivadas para serem mantidos vivos é preciso estar
presente é preciso negociar é preciso manter se próximo da pessoa com quem se tem afinidade até porque com o passar do tempo a tendência da afinidade é afrouxar que se dissipa por isso para o autor existiram ao longo da história recursos para transformar em relacionamentos pautados na afetividade ou na afinidade em relacionamentos de ordem de parentesco a instituição do matrimônio casamento tradicionalmente faz isso ela transforma alguém é que se está ligado teoricamente do ponto de vista da afinidade em uma pessoa com a qual estou juridicamente inclusive relacionado a ela por meio do casamento o autor
faz uma observação bem interessante de que na contemporaneidade mesmo instituições que ao longo da história da humanidade foram vistas como irrevogáveis totalmente sólidas como matrimônio não são mais afinal de contas é possível se divorciar ou se separar de alguém e isso aponta para uma tendência de que os relacionamentos sejam todos ocupados ou desenvolvidos de acordo com a lógica da afinidade ou seja eu vou manter próximo das pessoas que de alguma forma são simpáticas a mim e eu sou simpático à ela e só vamos manter próximo dessas pessoas em conta essa simpatia durar depois que isso
acabar o relacionamento de sol para ilustrar como as relações contemporâneas acaba sendo totalmente dominadas e controladas pelo critério da afinidade o bairro faz referência a um impacto do mundo digital na forma como as pessoas mantêm contato entre si segundo ele que isso tudo metáfora a partir da internet o navegante pode passar pelos recifes da solidão com relativa tranquilidade ou seja por meio das redes sociais ele tem à disposição uma série de contatos de pessoas com as quais ele pode se oferecer um diálogo no entanto existe sempre a possibilidade de encerrar bloquear ou silenciar um contato
que seja especialmente incômodo ou que do meu ponto de vista não seja oportuno para aquele momento da minha vida dessa forma como se o critério do mundo digital acaba por influenciar também a forma como nós construímos as relações fly na nossa vida concreta porque elas acabam sendo criadas a partir de uma lógica de afinidade o autor falou muito sobre isso em entrevista que ele deu aqui no brasil o pessoal confere um trecho da entrevista para vocês entenderem melhor o facebook a connecta conecta fez o break osni traumática e van helsing o pai das 15 às
23 leis nem a equipe titular e valeu a irlanda difíceis de conter parte do right eu acho o alvo é só a eles dedicado ao impetrante sorriso eo nosso trecho delito então pessoal essa foi a análise do capítulo 11 eu tenho certeza de que vocês se reconheceram em mais de um momento afinal de contas nós estamos tratando não apenas do mundo contemporâneo mas nós mesmos e da forma como nós construímos e vivemos as nossas relações e pode ter certeza que esse processo de identificação não acaba nesse capítulo ao contrário ele vai se aprofundar nas próximas
parte do livro é espero que os comentários têm adicionado à sua leitura tem a tornado mas enriquecida e mais capaz e nós vemos os próximos vídeos