Duas empresas ligadas a parentes do ministro Dias Tofol do Supremo Tribunal Federal tiveram como sócio um fundo de investimento conectado à rede de fundos usada pelo Banco Master em fraudes investigadas por autoridades. A informação consta de documentos e bases oficiais analisados pela Folha de São Paulo. De acordo com a reportagem publicada no domingo, o Arlin, Fundo Investimentos, manteve participações na taiayá, administração e participações, responsável por um resorte em Ribeirão Claro, no Paraná, que teve integrantes da família Tofole como sócios e na DJEP Empreendimentos, incorporadora que da mesma cidade, que tinha como sócio um primo do ministro Tofoli, como revelou o antagonista em setembro de 2021, José Carlos e José Eugênio, irmãos de Tofoli, eram sócios do Tayá Aqua Resort.
A ligação do Harlin, fundo de investimentos com o caso Master, ocorre por meio de uma cadeia de fundos. O Arlin foi cortista do RW, que também recebeu recursos de fundos ligados ao Maia 95, apontado pelo Banco Central como parte da suposta teia de fraudes do banco de Daniel Vorcaro. O Arlin não é alvo direto da investigação.
Diasol é o relator do inquérito sobre as fraudes do máster no STF. Ele assumiu o caso no início de dezembro após recurso da defesa de Vorcaro e manteve a investigação sobre sigilo. Wilson Lima, Rodolfo Borges, muito boa tarde a vocês.
Mais uma nebulosidade, digamos assim, eh circulando em volta do STF e de alguns ministros em especial, não é, Wilson? >> É exatamente isso. Inácio, boa tarde para você.
Inácio, boa tarde para você, Rodolfo, mas como eu sempre falo, principalmente boa tarde para você, meu amigo e minha amiga Di Antagonista, que também nos acompanha aqui no canal BMC News. quando se busca um código de conduta para ministro de Supremo Tribunal Federal, esse código de conduta que é visto com muita reserva por integrantes do Supremo, ele tem esse objetivo de afastar investigador de investigados, de afastar a Suprema Corte de certas nuances. Toda essa história que você contou, ela é muito nebulosa.
Dá pra gente falar que o ministro Tofol tem alguma culpa no cartório? Não, não dá para dizer. Não temos elementos para dizer que ele tem alguma culpa no cartório.
Porém, entretanto, contudo, todavia, nós estamos no país das coincidências e a gente sabe que no Brasil algumas coincidências de coincidências não tem nada. Nesse caso específico do Tofo, você veja que existe uma uma ligação ainda aqui direto, quer dizer, de um de um fundo de um irmão que fez um contrato que administrou um resort, resort esse que era frequentado pelo Tofol e que aí no final das contas aparece com alguma ligação ainda que indireta, ainda que no passado com as fraudes do Banco Master. E aí nessa história toda aparece quem?
o ministro Justofle atuando quase como um advogado de defesa do Banco Master em algumas situações. É por isso, Inácio, é por essa razão, Inácio, que o juiz precisa se distanciar o máximo desse processo. De novo, eu não tô dizendo aqui que o ministro Jastofle tem alguma culpa no cartório, mas o fato de ele fazer tanta questão de, sabe, fazer tanta questão de conduzir esse processo, no mínimo, no mínimo, no mínimo, deixa algumas pessoas com alguma suspeita, deixa, faz com que a gente levante algumas dúvidas sobre qual é a real intenção do magistrado ao conduzir esse processo.
Eu não posso dizer aqui, não vou ser leviando para dizer aqui que há uma intenção, escusa do integrante do Supremo Tribunal Federal, não é disso que se trata. Mas que esse tipo de ligação, ainda que indireta, suscita uma desconfiança. Isso, sem dúvida nenhuma, traz essa essa essa essa pulga da desconfiança.
E para juiz, você não pode ter pulga de desconfiança. Pulga de desconfiança você pode até ter com político, mas com juiz jamais. Rodolfo, >> é, boa tarde a todos.
O caso, essa informação solta já seria alguma coisa, mas no contexto todo que o que o Wisson já trouxe, fica assim, qualquer coisinha que aparece, ela se soma a bola de neve que já foi montada. Então vamos lembrar aqui mais uma vez, para quem ainda não sabe, o caso do Banco Master, ele foi parar no STF eh meio a contrabando. Acharam papel eh que tinha uma intenção de venda para um deputado que uma venda que não ocorreu.
E aí isso foi o que levou o caso master pro pro STF. Um detalhe ali eh secundário eh paralelo ali, não é, da da investigação eh principal da história, levou pro STF. E aí quando chega no STF vira tudo sigiloso.
Eh, não só o caso que está no STF, mas o ministro Gestofoles faz questão de despachar para dizer que todas as outras as outras instâncias federais eh não devem tomar nenhuma iniciativa de investigação que não passe pelo Tofoli. E aí esse mesmo ministro Tofol eh determina uma acariação entre investigador e investigado durante o recesso judicial. dali a se dias uma urgência que agora, né, passaram-se já alguns dias essa cariação que no final das contas foi eh promovida pela Polícia Federal, né?
Porque o Tofoly eh não tinha nem questionado nem a Polícia Federal, nem o Ministério Público sobre a questão. Aliás, o Ministério Público quando se manifestou foi contra que essa cariação ocorresse, a cariação de um diretor do Banco Central com o presidente do master e um ex-presidente do banco do do BRB, que queria comprar o master e não conseguiu porque foi proibido pelo Banco Central. Eh, e agora, passados alguns dias dessa cariação que ocorreu só entre o presidente, o o dono do master e o esse ex-presidente do BRB, a aquela pressa toda que o Tofol tinha se dissipou.
Então assim, o caso é todo muito esquisito e aí quando se lembra agora que tem também eh parentes do Toffol que teriam poderiam ter algum interesse no na no destino do Banco Master. É óbvio que a gente tem que questionar, a gente tem que perguntar eh se o ministro Tofol eh a gente achava que ele não parecia o melhor ministro para cuidar dessa questão já antes, se ele hoje continua sendo eh eh ou deveria ser o ministro responsável por isso. E aí vou lembrar aqui rapidinho, eh, durante o final do ano, a gente destacou aqui no portador antagonista, né, Wilson, o ministro Flávio Dino foi frequentar um resorte da família do governador do Piauí, quando ele, Dino, é relator de um processo que tem eh ou tornou-se já no agora no final do ano relator de um processo de interesses eh do governo do Piauí.
Então assim, e o problema, e o Wisson lembrou bem essa questão eh do código de ética eh ou do código de conduta pros ministros do STF. O problema é que é uma questão disseminada, eles frequentam muito o poder e aí o mínimo que a gente pode fazer é desconfiar. E eles têm que seguir algum código, né?
O o o quanto menos eles se envolverem ou aparecerem eh com políticos e empresários, melhor para eles, melhor pro STF, melhor pro Brasil. E enquanto eles estiverem frequentando empresários e políticos da forma como eles fazem hoje, pegando jatinho para viajar para cá e para lá para ver jogo de futebol, o mínimo que a gente vai fazer é desconfiar. E aí o processo, obviamente, as mas cada decisão desses ministros vai ser questionada, vai ser alvo de escrutínio, porque motivo para para desconfiar eles dão pra gente todos os dias.
Wilson, você acha que o Edson Faquim, presidente do STF, pode mudar a relatoria desse caso justamente por causa de toda essa, digamos assim, nebulosidade que vem cercando o caso ou acha que isso seria comprar guerra, digamos assim, interna com outros setores do STF, >> Inácio, mesmo que ele conseguisse, ele iria comprar uma guerra, mas regimentalmente eh não é permitido. o próprio juiz que ele pode se declarar impedido no caso desse. E pelo que a gente vê muito do Supremo Tribunal Federal, acho que o Rodolfo colocou uma questão muito interessante pra gente analisar, é que no Supremo Tribunal Federal os magistrados eles têm um uma dificuldade imensa de entender o que que é o processo de impedimento, principalmente quando se fala de questões que estão ali ao largo de suas atuações.
No caso do ministro Jas Tofle, já era para ele ser declarado impedido, já era para ele, ele Tofol ter se declarado impedido de conduzir esses casos, justamente porque eh não faz sentido nesse momento ele imaginar, olha, eu tenho um irmão que eu tenho que tem um interesse ainda que indireto ou que no momento algum determinado momento teve um interesse indireto nas ações do do Banco Master. Então não me parece, né? Só que o problema, Inácio, é que os juízes do Supremo, eles se apegam a à letra fria da lei.
Eles falam: "Olha, não pode ter eh você não, você tem que se declarar impedido quando há um parente de primeiro, segundo e terceiro grau envolvido naquela ação. " Então, assim, eles não aproveitam essa o que, eh, é determinado ali pelo código da magistratura para ampliar um pouquinho. O próprio ministro Flávio Dino ano passado, ele foi muito criticado, inclusive pela gente, pelo fato de ele ter conduzido uma ação direta de constitucionalidade que favorece diretamente seu grupo político lá no Maranhão, por mais que ele, ah, mas não há uma ligação direta, eu quando cheguei ao Supremo, eu eu sei separar as coisas, mas é uma ação que de certa forma, né, discutia uma questão que poderia favorecer diretamente pessoas que, por exemplo, um ex-secretário de estado dele, amigo pessoal, então Sabe, No, acho que falta um pouco do proem bom português, acho que falta um pouco de mancol para alguns integrantes do Supremo Tribunal Federal de eles entenderem que eh eles precisam definitivamente pensar que não basta ser honesto, tem que parecer honesto.
E essa honestidade, ela tem que ser cultivada a cada instante, a cada decisão, a cada manifestação, inclusive as manifestações públicas. É o que parece, alguns juízes parecem sim saber separar as coisas, as que interessam mais perto de si. Rodolfo, só lembrar, a gente já tá, estamos falando aqui de vários ministros do STF, não queria deixar de mencionar o caso do ministro Gilmar Mendes, que atuou, isso foi um um eh eh causou muito ruído na época, mas aí o tempo passa e a gente vai para os outros assuntos.
Mas a a o ministro Gilmar Mendes, ele atuou eh na no caso do Ednaldo Rodrigues, o ex-presidente da da CBF, eh tendo a a CBF um contrato com o IDP, que é um instituto eh que é dirigido pelo filho do Gilmar Mendes, mas que é também do ministro Gilmar Mendes, né, que promove o os encontros acadêmicos, jurídicos do ministro Gilmar Mendes. É, e a época o ministro Jilamentes, que é o decano do STF, disse: "Olha, esse tipo de coisa pode ser alegada, inclusive, né, de que o ministro tem algum interesse no caso para tentar tirar o juiz do caso. " Agora, nenhum desses casos que a gente mencionou aqui até agora, eh, em nenhum deles é fica indicado isso, fica configurado de que tem uma manobra judicial para tentar tirar o juiz da causa.
É claro que isso pode ocorrer em algum momento. Agora, em nenhum dos três casos que a gente falou aqui, isso tá configurado. O os ministros STF, eles precisam entender e perceber que isso não é ruim eh eh a gente não tá implicando com eles.
é ruim para o Supremo Tribunal Federal que as pessoas olhem para as decisões e desconfiem e nesses casos específicos, porque os ministros têm e laços pessoais eh com envolvidos na questão que eles estão julgando.