Sabe com quantos homens eu já transei? >> Então cala a sua boca. Tu tá falando mer. >> Mas aqui é um debate. Você quer querendo me calar no debate. >> É crime e prostituição também devia ser. >> Atentador pro do >> devia ser crime. >> Você postar um outdo seminu escrito quer me ver pelada devia ser consideradoor. É prostituição. Criadoras de conteúdo que Para mim são prostitutas. >> Tem pessoa que precisa de terapia >> porque a pessoa que consome o seu conteúdo te vê como um pedaço de carne no açogue e não te vê como
mulher. >> Não me vê como mulher >> não. >> Primeiramente me vê como mulher. As coisas devem ser cada lugar. >> Você vai ficar no CLT até quando? Com o seu belo corpo, com a sua beleza. Você pode fazer dinheiro fácil, >> mas bater uma punhetinha de vez em quando. >> E você tem um histórico sexual que dá, sei lá, tipo, mano, dá inveja na >> sabe quantos homens eu já cansei, dá uma gozadinha, é bom, todo mundo merece. Tu tá falando merda. >> A [ __ ] ficou [ __ ] >> Ó, o seguinte,
ó, a gente vai começar a cortar, infelizmente. >> Não, calma. >> Tá falando merda. Não, tu tá falando Merda. Tu é um homem que quer falar alto comigo, que quer subir aqui e falar merda. >> O problema é que não existe humanidade no que você faz. >> Existe muita humanidade no que eu faço. >> Primeiramente eu discordo porque não existe consumo saudável. >> Homens que chegaram aqui realmente querem aqui só ficar te olhando. Esses caras eu tenho certeza que não vai ter mais na conta do que eu, não vai ter Mais inteligência do que eu.
Só pegar uma prova do Enem aí eu vou deitar porque são Enzo, não são homens de verdade. >> Primeiro tem que falar para todos. A gente tá com um problema muito sério aqui, que quem tá não tá concordando com o ódio de vocês tá sendo gongado imediatamente. Eu acho que a gente pode entender o lado da pessoa. Não, não pode. Aí vamos tomar no cu de você. Você tendo sofrido que você sofreu quando era Criança com 14 anos sendo sexualizada. Olha meus olhos. Fale para mim. Eu sou embaixadora da Close Fans porque ela é uma
empresa que apoia mais as criadoras de conteúdo. Mas eu não ganho. Você >> é só o cafetão da Close Fans e não do Only Fans. Eu consigo me aliviar sonhando e eu não preciso assistir pornografia. E o tempo que eu assistia e me fazia muito mal, entendeu? >> Vocês não estão deixando o cara falar, meu. >> Pessoas preguiçosas que querem coisas fáceis, >> pelo menos três comentários falando: "Vamos conseguir ver a bunda dela". Então é complicado. E eu eu acho isso triste. Não, eu acho é hipócrita mesmo, seis vezes por dia, mas como tu falou
que não era todo acabou de falar. Mas tu acabou de falar que tu não era. Eu sou uma mulher bem, digamos que >> sapatão. Um de vocês foi lá no meu camarim. >> Amo em Cristo e queria que você seguisse um caminho assim que Jesus quer para você. Camarinho me cumprimentar. Oi gente, meu nome é Martina, tenho 22 anos, eu sou criadora de conteúdo adulto e também sou embaixadora da Close Fans. Hoje eu vou debater contra 30 moralistas e a primeira afirmação é: se vender conteúdo adulto é prostituição e se sim, qual o problema? >>
Oi, tudo bom? >> Bom, meu nome é Thago. >> Prazer. Prazer, Thaago. >> Bom, eu gostaria de primeiro começar com uma definição de prostituição. Prostituição não envolve necessariamente o ato sexual, é qualquer tipo de troca de valor erótico. Então você não precisa necessariamente ter uma relação para constituir-se como uma prostituição. >> Então você pode, por exemplo, propriamente realizar o ato, mas ter uma bonificação que não seja em dinheiro Propriamente. Isso também é prostituição. Então, >> não considerar produção online prostituição seria o mesmo que dizer que uma aula online não é uma aula só porque é
virtual, >> tá? Então, um escritor de um conto erótico, ele também é prostituto, porque ele também faz um serviço de sexo, >> ele produz pornografia, n? Ele não é um prostituto, porque ele não está ativamente realizando um ato erótico, Ele está escrevendo um conto erótico. >> Tá, mas eu também produzo pornografia, não? Você utiliza o seu corpo como a ferramenta do processo, >> tá? E o escritor também não utiliza o corpo dele para escrever um livro. >> Ele usa a mão para escrever, mas o produto a qual ele tá colocando à disposição é a obra,
não o próprio corpo em si, >> tá? Então, uma pessoa, uma ator, uma atriz, né, que tá em algum filme de Nudez, tem alguma cena de sexo, ela é considerada prostituta porque ela tá usando o corpo dela para uma cena pornográfica. >> Em alguma em alguma medida, sim, porque ela topou a moral dela particular, se submeteu ao dinheiro para realizar um ato de escarne. >> Tudo bem. E se sim, qual o problema? >> Vamos lá. A gente tem duas, duas instâncias problemáticas. uma individual que a gente vai ter problemas Relacionadas a vício, controle de dopamina
fácil, onde a gente tem um efeito escalonado da pornografia. Outra característica que a gente tem individual que, vamos dizer assim, atinge a sociedade é justamente a hipersexualização de mulheres. O problema foss especificamente é que ele leva a pornografia para meninas comuns. Então eu fico com uma parafilia onde eu começo a sexualizar mulheres comuns do dia a dia. Então, consumindo às vezes Você, eu posso estar no trabalho sexualizando minha colega, justamente por eu ter desenvolvido uma parafilia individualmente. E o segundo problema é de ordem social. A gente cria problemas sociais porque a gente depende uns dos
outros. Então eu começo a causar problemas no meu cotidiano por uma parafilia que eu desenvolvi individualmente. Atos de ordem individual, de liberdade individual, causam problemas estruturais, porque nós Somos animais sociais, nós dependemos mutuamente uns dos outros. >> Tá? Mas essa parafilia quando eu tinha 14 anos e um velho ficava falando que eu era gostosa existia, porque quando eu tinha 14 anos o fans não existia. E desde que eu sou criança e sou mulher, eu fui sexualizada o tempo inteiro. Então, tu sexualiza as tuas colegas de trabalho. Não é porque ela, porque o Only Fans existe,
é porque elas são mulheres e, tipo, os homens têm esse Olhar de sempre sexualizar as coisas. Mas isso já era feito antes do Onifans. Olans não é a culpa disso. >> Bom, por exemplo, eu posso ter um problema na sociedade com neonazismo, por exemplo. A medida que nós temos porta-vozes divulgando esse tipo de coisa, ela vai tomar uma nova proporção. Você já tinha parafilias sexuais antes, mas uma vez que você tem uma instituição, uma empresa que proporciona isso a uma escala muito maior, você tem Uma reincidência desse comportamento patológico muito maior. É um problema que
já existia, só que a Only Fans aprofunda esse problema. Obrigado. [Música] >> Qual o seu nome? >> Meu nome é Martina. E o teu? >> É, meu nome é Israel Martina. Sou teólogo, educador físico, sou pai, esposo, quando dá tempo eu sou pastor. Bom, eh, eu já fui viciado em Pornografia, não te conheço, não conheço as as atrizes novas que tem por aí, porque na minha época era DVD, era outro período, né? Eu sou de 93, então fui viciado até os 17 anos. Então, essa era do digital, eu já estava liberto da pornografia. Eh, existe
quem nasceu para governar e quem nasceu para ser governado. A pornografia é alguém que é governado e não governa. tanto quem produz, tanto quem consome. Eh, o segundo fator que foi bem falado aqui é Quando você começa a escalonar e potencializar algo romantizando algo. Então, nós vemos hoje reality shows que mostram criadoras de conteúdo que para mim são prostitutas, não querendo ofender, mas só uma questão semântica de nomenclatura mesmo, romantizando, falando, você vai vencer na vida. Você vai ficar no CLT até quando? Com o seu belo corpo, com a sua beleza, você pode fazer dinheiro
fácil. E as pessoas tendem a ter essa inclinação de buscar Dinheiro fácil. Então isso não é um problema que só tem na pornografia, mas é um problema social. Pessoas preguiçosas que querem coisas fáceis e isso vem muito por conta de da moral, de princípios e valores que t sido deturpado e deixado ao longo do tempo. Então eu creio que ninguém que foi viciado em pornografia vai ver a pornografia com bom tom. E é um conselho que eu dou para todos os homens. Tenha governo sobre si, porque nem tudo que Você quer, Emanuel Cant, o filósofo
contoperoano, ele diz que a verdadeira liberdade é dizer não para os seus impulsos. E hoje liberdade é pregado como libertinagem. meu corpo, minhas regras, eu faço o que eu quero. E para dar oportunidade para você falar, até sendo respeitoso, eu achei interessante que você falou e o e é triste isso de fato, a sexualização de menores de idade, na verdade de qualquer mulher ou até de homem também, porque mulheres Fazem isso com homens, né? Eu acredito que o homem, até por uma questão fisiológica, hormonal, eh, e cultural, sexualiza mais, só que mulheres também estão sexualizando
homens. Então é triste isso, é um problema social, mas potencializar isso com eh eh close, não sei como que é as o a pornografia no digital hoje, potencializar isso não é a solução pra nossa sociedade. >> E quando tu era viciado em pornografia, como que tu tinha acesso à pornografia? >> Eu tinha acesso primeiro por amigos, né, que não partiam do princípios e valores que os meus pais me ensinaram. E aí tinha revistas, tinha DVD. E uma problemática que eu quero trazer para você também é que é interessante que nós consumimos, mas em horários específicos
não dava para todo dia, tinha que ser algo escondido, a mãe descobria, dava uns peteleco, né, e tal. Hoje em dia com o celular que não só a pornografia, mas é um problema da tela, né? Hoje nós Vemos famílias que não almoçam mais juntas, que o pai tá almoçando na sala, mexendo no celular, assistindo TV, a mãe no quarto. Então é um problema social a questão da tela. Sim, eu concordo. Ã, só que do jeito que tu tá me falando, não tá parecendo um vício, tá parecendo que tu se sentia culpado por assistir pornografia. E
por isso que tu, >> com base no que você fala, >> porque como tu me falou, né? Tu é pastor, tu, né? >> Eu era teu na época. Como que eu vou ter culpa se eu era teu? >> Exatamente. Mas agora tu se sente culpado pelo teu passado? >> Não, Jesus é Romanos 8:1. Portanto, agora nenhuma condenação. Tô bem. Tu falou que quando tu era teu, tu não se sentia, >> não era maravilhoso. Deus resiste, eu posso fazer o que? >> Sim, mas aí eu acredito que tu se sinta mal e ache que foi >>
vamos lá, Martina. Esse argumento que você tentou usar foi inteligente, talvez dá com outras pessoas. Eu era teu. Esse argumento não vai dar. >> Por que que não vai dar? >> Porque como discutindo? >> Porque assim, nós tá falando de moralidade. O ateu não tem a visão cristã. Só você falou: "Você tá falando que era pastor, então era uma culpa. Não, eu era teu. Pronto, não tem mais esse argumento. >> Beleza. Beleza. Mas o que eu tô falando é que tu vê o teu passado como um vício, porque é comum as pessoas assistir. >> Não,
não é fato. Você não acha um vício. Alguém que acessa a pornografia cinco, seis vezes por dia, não é, não é viciado. C se vez por dia. Mas como tu falou que não era todo? Mas acabou de falar, mas acabou de falar que tu não era. Tu acabou de falar que tu não assistia sempre, tu não tinha acesso? >> Não, eu falei que eu não assistia com a mesma proporção de hoje que as pessoas assistem, mas eu era viciado porque eu consumia todos os dias. >> Ah, tá. Então, revendo. >> Talvez eu não me fez
entender, >> tá? OK. >> Foi. >> Obrigada. [Aplausos] [Música] >> Oi, tudo bom? Prazer. Prazer, meu nome é Maria Eduarda e sim, produção de conteúdo adulto é prostituição. É uma é prostituição. Da mesma forma, como o amigo deu o exemplo, a gente adapta a prostituição. A sociedade adapta a prostituição de acordo com os meios que ela tem disponível no momento. Até pouco tempo atrás a internet não era tão disseminada, não era essa coisa da tela na nossa mão o dia inteiro. Hoje em dia é. Então, o que me pegou um pouco foi, por exemplo, o
exemplo que você deu. Você comentou que, ah, porque eu sempre fui muito sexualizada por terceiros desde muito jovem. Realmente, isso se mostra a realidade na vida de muitas pessoas, de muitas mulheres inclusive. E isso é triste. Só que isso, na minha opinião, torna o seu trabalho mais grave ainda. >> Por quê? >> Porque você se torna parte daquilo que você aparentemente condenou em algum momento da sua vida. >> Mas aquilo sempre vai existir, né? Eu, como eu falei, eu não tinha fans quando eu era menor de idade e independente de eu querer me sexualizar ou
não, eu sempre fui sexualizada. >> E na verdade eu sempre fui uma mulher que eu não uso roupas tão curtas, eu não nunca fui uma mulher tão apelativa. Obviamente hoje eu vim bem menina, né, porque por causa do tema, mas eu sou uma mulher bem, digamos que >> sapatão, digamos. >> Mas o que acontece? Tudo bem. >> E sempre fui sexualizada. >> Sempre vai existir. OK. De fato, perversão sempre vai existir na sociedade. Sempre existiu assassinato, sempre existiu pederastia, sempre vai existir sexualização de pessoas que não queriam, a princípio ser sexualizadas. Só que a partir
do momento em que você passou pela experiência de ver como é esse cenário de hipersexualização, inclusive sendo jovem, possivelmente Menor de idade, e quando você tem a oportunidade, você entra para um mercado que gera mais sexualização, a sua culpa aumenta, a sua culpa se potencializa. Porque hoje eu acho que, desculpa, não tenho nada contra a sua pessoa, não te conheço. Eu não tô aqui para dizer se você é culpada ou qual que é o seu nível de consciência com relação ao que você faz. Só que a partir do momento em que você faz parte de
um mercado, que é literalmente, eu eu não sei como é o seu Conteúdo, nunca consumi, mas o consenso é você vende conteúdo adulto, você vende material seu praticando atos sexuais. Então, a partir do momento em que você faz isso, inclusive hoje quando a gente tem esse acesso tão disseminado a tudo, como ele deu o exemplo, todo mundo tem um celular na mão o tempo inteiro. Eu nunca consumi o seu conteúdo, mas eu sei quem você é e eu conheço adolescentes que sabem quem você é. >> Porque além de criadora de conteúdo Adulto, eu também sou
empresária e influencer, né? Exatamente. Mas essa influência que você quer dar, você quer influenciar meninas, a justamente o que já foi dito. Você influencia pessoas a se sexualizarem de forma extrema em troca de dinheiro. E até aí a quantidade de dinheiro que você faz, e eu sei que não é pouca, a gente sabe que não é pouca, não justifica. Mas aí o dono de um bar que vende bebida, ele também tá influenciando as pessoas ao alcoolismo? Não, porque o dono do bar não produz necessariamente aquilo. Você é o produto que você tá vendendo. É uma
falsa equivalência, porque você é o produto. Você tá intimamente conectada com aquilo. Você quer que as pessoas se viciem na pornografia pra sua clientela aumentar. Você é diretamente beneficiada com o vício daquelas pessoas. A gente até pode entrar em uma outra discussão sobre se tem ou não que proibir o consumo de bebida alcoólica. Isso também É um debate muito grande. Existe um grupo muito grande de pessoas que são contra o consumo de bebida alcoólica e que acha que disso devia ser proibido. Mas se a gente for se manter, por exemplo, porque eu sei que isso
vai ser uma outra pergunta mais para frente, a questão do bar, depois quando chegar nessa pergunta a gente pode se aprofundar, mas se a gente for se manter no é prostituição. Sim. Se sim, qual é o problema? O problema é que não existe Humanidade no que você faz. A pessoa >> não existe muita humanidade no que eu faço. >> Por que que não existe? Porque a pessoa que consome o seu conteúdo te vê como um pedaço de carne no açogue, não te vê como mulher. >> Não me vê como mulher, >> não. >> Primeiramente, ã,
me vê como mulher, primeiramente, me ver como mulher. Eu sou muito respeitada por todos os meus Assinantes, graças a Deus. Inclusive, eu ganhei um carro de um deles e eu não sou tratada como um pedaço de carne. Inclusive várias pessoas e uma pessoa que tá aqui falou que um dos moralistas que está aqui, né, mandou te amo na minha DM antes de estar aqui. >> Um de vocês foi lá no meu camarim, meu camarim me cumprimentar. Ele não tá aqui. Ele não tá aqui. Mas um de vocês foi me cumprimentar, foi tirar foto comigo, foi
falar comigo. Em nenhum Momento eu nunca fui tratada como pedaço de carne por ter um Only Fans. Na verdade, eu sou super bem tratada por todos os homens que falam comigo. >> É que o que acontece, você pode até discordar porque Foi. Foi. Beleza. Obrigada. >> Não assim pode. Opa. quer trocar comigo. >> Olá, tudo bom? >> Muito bom, Martina. >> Seguinte, eh, eu vejo aqui que tem um certo rancor contra tu >> Ai, desculpa, não tinha >> quê? Só o tempo. >> Agora foi. >> Eu vejo que tem um certo rancor contra a tua
pessoa, eu sou bem mais calmo nesse ponto, tá? Se eu vejo que produção de conteúdo é prostituição, sim. Mas amenizando pro teu lado, eu penso, é o meu pensamento, podem discordar todo mundo aqui, eu penso que a gente tá numa era que absolutamente toda a rede social virou prostituição. Toda mulher que tá Oferecendo seu corpo no Instagram, fotinha de biquíni na praia e esperando o cara com o melhor potencial, seja para oferecer algo para ela, o que for que tá se oferecendo, ela tá se prostituindo. Eu penso dessa forma. É, mas é que dessa forma
dessa forma tu abrange muita palavra. Daí trabalhar também por dinheiro também é prostituição, porque tá abrangindo muito. Prostituição é o ato sexual, né? Não necessariamente o ato sexual, mas Coisas relacionadas a sexo. >> Não, o ponto era, eu concordo que o que você faz é um tipo de prostituição, porém eu amenizei falando que eu acho que quem faz menos, só mostrando o seu corpo em troca de uma retribuição que alguém possa dar, faz a mesma coisa. Se é um problema, eh, eu acho que nesse ponto eu não consigo entrar, porque o problema da prostituição, eu
acho que é quando ela vai escalonando a ponto da pessoa perder o controle. E aí o a Pessoa tem que ter controle sobre o seu próprio vício, né? Cheguei num ponto em que, puxa, tô chegando num ponto de perversão muito alto. Vamos dar um tempo, vamos parar de olhar. >> Eu concordo exatamente contigo. Eu acho que qualquer ã >> Oi, eu vim aqui para meisar, não vou bater. >> Pronto, consegui. Tudo bem, Martinho? Prazer. Eu sou Tamis. Um prazer te conhecer e você é muito mais bonita Pessoalmente, viu? Parab linda. Obrigada. >> Vamos lá. Você
falou que os você falou que os homens não te tratam como um objeto, como um pedaço de carne, porque uma pessoa mandou eu te amo na DM, né? Essa mesma pessoa quando você entrou falou assim para mim: "Eu só tô aqui porque ela é gostosa". Então é complicado porque os homens, >> mas eu tenho certeza que um homem que dá em cima de ti, ele só dá em cima de ti Porque tu é gostosa. >> Também não tô dizendo que tá errado, mas euô, o que eu tô te mostrando é a sua leitura do porque
um homem me deu um carro ou porque um homem falou que eu te amo, ele não me trata como um pedaço de carne. Errado. Porque a grande, ó, eu posso, não vou apontar aqui, mas quando você entrou, quando você entrou, eu escutei pelo menos três comentários falando: "Vamos conseguir ver a bunda dela". Então, é complicado. E eu eu acho Isso triste, não? Eu acho é hipócrita mesmo. Eu acho isso triste porque eu também fui uma adolescente muito sexualizada, também fui abusada na minha infância e tudo mais. Eu acho isso muito triste e eu tô querendo
te mostrar essa realidade. Quer dizer, sobre ser um pedaço de carne, eu não concordo em diversos motivos, né? Mas o principal, eu acho que toda mulher é vista com um pedaço de carne. E eu tenho certeza que nenhum cara, nenhum cara aí De casa vai querer ficar com uma mulher feia ou que não acha tão bonita, tão gostosa, ou que acha gorda. Então, toda mulher é vista como um pedaço de carne. E o mais interessante é que quando a gente é um pedaço de carne e ainda é inteligente, a gente chama muito mais atenção e
isso acaba gerando inveja em outras mulheres e é complicado, mas toda mulher é vista como um pedaço de carne sempre e sempre vai ser assim, infelizmente. A minha segunda afirmação É: o consumo recreativo de pornografia independente não está necessariamente ligado ao vício. Meu Deus, que isso? Calma, calma, calma. Eu já decidi vir agora porque acho que teve uma confusão, né? Ela falou que a mesma pessoa que falou eu te amo, >> ele tá, ele tá se expondo aqui. Não falei nomes nenhum. >> ADM foi a mesma pessoa que falou que eu Só vim aqui porque
era gostosa. Eu falei que amo ela na DM, mas eu não fui a pessoa que falei que ela é gostosa. Porque eu tava falando de você. Mas >> foram duas, Martin. Duas pessoas. >> Acho que foram duas. >> Ah, não. Calma. É, não deixa ele. >> A pessoa falou, >> mas o meu intuito aqui é mais emocional no sentido e para voltar pro tema, né? Eu acredito que não necessariamente a Pessoa precisa consumir a pornografia, né, recreativa ali. Tem outras maneiras que eu uso, por exemplo, eu uso através do sonho, né? Eu consigo me aliviar
sonhando e eu não preciso assistir pornografia. E o tempo que eu assistia e me fazia muito mal, entendeu? >> Vocês não estão deixando o cara falar, meu. >> Mas me fazia muito mal. >> Ele não formou uma frase. >> Oi, tudo bom? >> Tudo bom. Primeiramente, eu discordo porque não existe consumo saudável de pornografia. Isso não existe. >> Por que que não existe? >> Porque é científico. A pornografia ela vicia e tanto que ela vicia tanto quanto a cocaína. Verdade não. A maioria das pessoas que assistem pornografia não se viciaram, inclusive todo mundo. A maioria
das pessoas que assistem pornografia são viciadas, tanto que ela não assiste uma vez. Ela assiste várias Vezes e ela fica dependente da pornografia. >> Tu já assistiu pornografia? >> Quando eu era adolescente? E assim, infelizmente. >> E tu ficou viciado? >> Na época que eu era adolescente, sim. >> E o que que seria um vício para ti? Um vício é quando você se torna dependente daquilo. A maioria das pessoas que consomem pornografia, eu sei que, ó, você vê, a pornografia é algo tão Complicado que eu posso dizer que a maioria dos hom, mais da metade
dos homens já tiveram em algum momento da vida visto com pornografia, que eu acredito que muitos aqui já tiveram, muitos ainda estão tentando enfrentar esse vício e muitos já conseguiram vencer. Mas a verdade é que a pornografia ela é tão nociva quanto a cocaína, porque ela libre. >> Não, ela não é não não causa, nenhum. ela ela ela prejudica o cérebro tanto, >> mas ela é um vício psicológico, não é um vício que tra que causa morte, não é um vício, >> não, mas é um vício emocional que vai acabando. Mas aí qualquer vício em
qualquer mídia social, assim como uma pessoa viciada aí no TikTok, que provavelmente aqui todo mundo é, a pessoa ela perde o convívio social, ela fica viciada naquilo, ela depende do TikTok, sei lá, para fazer cocô, porque é isso que a maioria das pessoas fazem. Tenho certeza que todo mundo aqui caga vendo TikTok. Isso é um vício, é uma dependência. Mas a pornografia ela não é natural, ela causa essa dependência. Você acha, ó, vamos, vamos lá. >> Você acha que hoje em dia as pessoas estão mais inteligentes ou mais burras? >> Mais burras. >> Por quê?
Antigamente não existia pornografia. Você tem vários filósofos e pessoas inteligentes. Você pode ver que depois começou a surgir a pornografia, As pessoas começaram a ficar mais burras. Isso começou. Claro que faz sentido. Começou. Não foi não foi a pornografia que fez a aniquilação dos filosóficos. >> Existe artigos que falam que a pornografia ela vai destruindo a longo prazo, vai destruindo o cérebro. Tá, eu assisto, eu posso dar o meu exemplo. Beleza. [Música] Já foi, já >> eu não falei nada. >> Ele não falou nada. >> É. Olá, tudo bem? >> Me chamo Artur. E >>
eu acho que não tem uma dose segura de pornografia, assim como acho que também não tem nenhuma dose segura para outras drogas, né? Por mais que numa proporção mais pesada, ninguém vai falar que tem uma dose segura de craque, por exemplo. >> Tá, mas não tem como comparar a pornografia com drogas, porque a droga Ela mata além de toda a questão social ã e gasto do governo com as pessoas passando mal no hospital, não tem como comparar uma coisa com a outra. A pornografia ela pode sim, é um vício. Ã, eu não concordo com as
pessoas serem viciadas em pornografias ou assistirem em excesso, mas ela é um vício comparado a uma pessoa que é viciada, sei lá, em jogar LOL. Ela passa o dia inteiro, por que que não? Vamos lá. Para cada um viciado em craque, a gente consegue Contar infinitos viciados em pornografia. Viciado em pornografia com droga. São vícios totalmente diferentes. Isso é menos prejudicial, mas a gente não pode ignorar a gravidade dele. Ele é uma bomba de dopamina que deixa as pessoas mais >> qualquer videogame é uma bomba de dopamina. Sim. Mas não é do mesmo nível químico
que vai ter comparação com >> é o mesmo nível químico. É dopamina. É dopamina. A pessoa tá sendo estimulada Da mesma forma em qualquer videogame, em qualquer meio social do celular. É a mesma questão. >> A pessoa, ela tá recebendo aquela dopamina, ela tá recebendo a informação o tempo inteiro. E eu concordo, tô, como eu tô falando, não sou a favor de pessoas viciadas em pornografia, mas bater uma punhetinha de vez em quando, dar uma gozadinha é bom, todo mundo merece, entendeu? >> É, eu não acho comparar o ví, >> as pessoas não podem gozar,
>> não. Eu não acho que as pessoas deveriam dar a porta de entrada para um vício que vai prejudicar a vida delas. E a gente normaliza um pouco essa situação, tipo, ah, é só isso, é só isso, mas é um vo que tá pr ass. Não, uma pessoa que assistir, sei lá, uma vez por semana um pornô, não tem nada demais nisso, gente. Ainda mais de uma criadora independente. >> Eu tenho certeza que tu bate [ __ ] uma vez por semana. >> Não, eu não faço mais isso e eu lutei muito para parar. Não,
eu não sou casado, eu estou no relacionamento sério. E tá bom, vamos lá. Você acha que se pegar qualquer homem que é viciado em pornografia, o que categoriza um vício? É uma coisa que a pessoa não consegue parar a viver sem. Se você pegar um cara que é viciado em pornografia, falar para amanhã, semana que vem você não consegue fazer isso, você acha que a pessoa consegue? >> OK, mas a pauta é que porno o a pornografia independente ela não ela o vício dela, né? Até esqueci como é que é a pauta. Parce, >> mas
você tá dando porta de entrada pra pessoa provavelmente viciar nisso? Não, eu não tô dando a porta de entrada para ninguém viciar nisso, porque eu tô produzindo meu conteúdo e cabe a pessoa escolher o quanto que ela assiste ou não, né? Como eu falei dos jogos, a pessoa ela escolhe passar o dia inteiro Jogando LOL. >> É a pessoa que escolhe, não é o jogo. Eu não tô obrigando ninguém a assistir porn o dia inteiro, a pessoa que escolheu aquilo. >> Mas é óbvio que tem o vício. Não concordo com as pessoas serem viciadas, mas
eu acho que entra nesse nessa questão. E a produção independente, vamos supor, no meu perfil, eu não posto vídeo todo dia, ã, às vezes são coisas mais leves, então o cara ele não tem um Estímulo todo dia, pelo menos no meu perfil, sabe? >> É realmente no seu perfil pode no ser o cara. Ai, tô perdendo tempero. Olá, >> tudo bem Martina? Me chamo Felipe. >> Tenho 29 anos. >> Eu sou casado, pai de família. >> Tenho três filhos >> e eu esqueci a pauta, mas entrando nesse assunto, eu eu vi sua história que você,
se eu não me engano, não teve o seu pai Presente, né? >> E assim, a pornografia a gente sabe que ela afeta o homem, né? Principalmente, né? Claro que tem mulheres. >> E como que você enxerga essa questão? Porque, por exemplo, o homem ele começa com vício na pornografia, mas depois ele pode partir pra traição, ele pode partir para um uma prostitut, mas o cara se ele trair ou se ele assiste pornografia e não tá de acordo dentro do relacionamento dele, o problema não é a Prostituição, o problema é o cara que não tem moral,
que não tem critério de saber o que é errado e é certo dentro do relacionamento dele. Não é a pornografia que estraga um casamento, né? Eu entendo, mas você não não assim, você não pensa que a o teu conteúdo ele pode ser uma porta de entrada para incentivar a pessoa a de repente mostrar o meu caráter que ela já é, entende? É igual, por exemplo, vamos supor, um pedófilo, ele tá ali perto de uma criança, sabe? A Criança que é a porta de entrada pro pro estuprador faz nenhum sentido. >> Um cara que vive isolado
e ele vai >> aí ele vê uma criança e a criança é culpada. >> Não, não que a criança seja oculada. >> Então eu sou culpada. Tudo bem? >> Tudo bom. Eu sou o Gabriel Piauí, sou professor e defensor das crianças. É o seguinte, eu queria entender o por que você acha que pode ser benéfico. >> OK. Pode ser benéfico porque, vamos supor, um relacionamento que tá ali xoocho. O casal pode assistir pornografia independente, ã, para deixar o relacionamento mais quente, saber o que gosta. >> Você acha saudável? >> Sim. Se for, não for em
excesso, eu acho que é saudável uma vez por semana, alguma coisa do tipo. >> Sabe o que eu acho? Eu acho que a sua concepção em relação ao mundo é uma das Concepções mais distorcidas que eu vi. Eu me preocupo muito com isso. >> Por quê? >> Porque você engloba todo mundo. Você você tem tantas certezas enfundadas, todo mundo vê, todo mundo faz. Foi o que eu vi, tá? Não, o que você tá me descrevendo é um casal completamente doente. E o fato de você achar que isso é bom, é saudável, mostra o quanto você
também é doente. Isso mostra isso é moralismo da tua parte. Não é moralismo, Sim. >> E aqui eu vou falar uma coisa para você. Não tem falso moralismo. Esse é o moralismo real. É como as coisas devem ser, cada coisa em seu lugar. Vamos botar coisas. Falando que eu tô dando minha opinião do que eu acho e tu tá falando as coisas que tu acha. Não, não é acho. Eu falo fatos. Você tem fundamentos. Você tem opiniõesadas, você tá em opinião a respeito das práticas de todo mundo aqui, só que você se Fundamentou em que
para falar isso? Eu me fundamento na regra da vida, meu amor. >> E eu me fundamento na regra da minha vida e na vida dos outros que eu >> a sua vida distorcida. Você é uma pessoa completamente distorcida. Você tem 22 anos e você tem um histórico sexual que dá, sei lá, tipo, mano, dá inveja na primeira. >> Sabe com quantos homens eu já transei? Sabe com quantos homens eu já transei? Cala a sua boca. Tu tá falando merda. >> Mas aqui é um debate. Você quer querendo me calar num debate? Quero quero te falar
porque tá falando merda. Tu tá falando merda. >> A [ __ ] ficou [ __ ] >> Não, a [ __ ] não ficou [ __ ] Então pronto. Então, então deixa falar. >> Tá falando merda. Não, tu tá falando merda. Tu é um homem que quer falar alto comigo, que quer subir aqui e falar merda. >> Sou um homem que estou debatendo com mulher. Essa é minha, essa é minha, essa essa é a maneira como eu falo com qualquer pessoa que fala um absurdo na minha frente. >> Mas tu está falando absurdos para mim?
Tem pessoa que precisa de terapia. >> Vocêudo bem? >> Beleza. Tudo bem? >> Tá com cabelo. Tá com cabelo. >> Coloquei cabelinho. Tá. Então, me chamo Miguel. Era do Redcast inclusive. Um Salve aí pra rapaziada. Valeu. Tem o meu canal também avançada. Segue lá. A sua premissa, ela já começa equivocada, que você disse, né, que o consumo de pornografia pode ser saudável e que mais que você falou? >> Não está ligado ao vício. >> Não necessariamente está ligado ao vício. Então quer dizer que não é uma regra ele tá ligado ao vício. Quer dizer também
que não é uma regra ele poder viciar. Então pode ser as duas coisas. >> Sim. Como poder na vida viciar? Sim. Então você já tá dizendo que na sua premissa é possível se viciar até no consumo saudável. >> Ele não está necessariamente, >> então não é uma então não é necessário que vai viciar. H margem para viciar inclusive no consumo saudável. A sua premissa já diz que é possível se viciar inclusive pelo consumo saudável. >> Mas eu não tô falando que não vicia. A pauta é que não está necessariamente Ligado ao v, >> ou seja,
ele pode não viciar o consumo saudável. >> Pode não viciar e pode viciar. Exatamente. Porque o que trata saí, como que você garante que a pessoa vai consumir de maneira saudável? Você não tá acompanhando para sair. >> Eu não garanto nada porque eu não não tô na cabecinha dos outros, mas cabe a si próprio, como um adulto, a saber o que é certo e o que é errado. Aí como todas as Outras coisas na vida entram. >> Sim, isso é legal. Mas assim, você tá falando sobre certo e errado. Por que que você quer moralizar
o consumo saudável da prostituição? Você critica o moralismo, chama de moralista, quem é contra, mas você tá tentando moralizar a prostituição, tentando moralizar o consumo, tentando dizer: "É saudável, você quer moralizar o consumo, é mais uma hipocrisia". Então a sua premissa já é contraditória, >> porque você nela mesma já deixa aberto que pode viciar o consumo saudável, inclusive >> pela sua lógica. >> O consumo já que seria o consumo saudável, tá? Só para esclarecer aqui, consumo saudável é o que eu tenho e o que eu já vi, já estudei sobre para vir aqui falar sobre
isso também, de uma pessoa que assiste de vez em quando, como eu falei ali, para bater uma [ __ ] para melhorar o casal, o Relacionamento ou até para descobrir, sei lá, uma coisa específica que ela gosta, um fetiche específico. Aí tá o consumo, beleza, saudável. Isso seria um consumo saudável. A pessoa que assiste todo dia realmente é um abuso, é um excesso, né? É um vício. E eu não concordo. >> Mas você acha que a pessoa que começou a se viciar, ela não começou por um consumo saudável? O início para você se tornar um
vício, você vai passar para eu Que é saudável. O consumo saudável vai gerar o vício. Não existe assim não. Eu vou vou começar a ver pornografia, vou ver o vídeo da Martina, porque eu quero bater todo dia, toda hora, eu quero ser um viciado. Não, você não quer isso. >> Todo mundo consome sa todo mundo que viciou pelo sa psicológica da pessoa entrar. Todo mundo que vici começou pelo saudável. Então, quase que necessariamente ela vai levar o vício e muito maior probabilidade. >> É, mas aí todo mundo que fuma maconha, que fumou uma vez ali,
não é viciado. A pessoa fuma uma maconha às vezes não, mas mas a discussão é se pode se viciar ou não. >> Pode se viciar, a pessoa pode se viciar, mas o vício ele tá ligado a causas psicológicas socias coisas elas não são tipo assim, [ __ ] vou fazer uma dieta, algo saudável que nem bebida. Para que você quer fazer propaganda de bater [ __ ] velho? Para Que que você quer fazer propaganda de fumar maconha? Que que você vai entendir na sua vida? Sou a empresa que faz isso. No caso, >> sim. Você
não cria o vício, >> mas você alimenta. >> Eu crio o produto, assim como uma pessoa que produz bebida e cigarro é o produto e a pessoa tem que fazer marketing daquilo para vender. >> Você você vende conteúdo adulto, certo? >> Ã, algum viciado pelo menos te assiste, Você concorda? Vamos concordar. Tem milhares, provavelmente. Você está alimentando o vício dele? Sim ou não? >> Provent, >> seja sincero. Pela lógica. Pela lóica. viciado em bebida alcoólica. Não, não, mas responda a minha pergunta primeiro, você não respondeu. Tem um viciado que assiste seu conteúdo. Você está dando
conteúdo para ele. Você não criou o vício dele. Vamos supor, ele se viciou assistindo a Kinexan, que é outra. >> E ele assiste seu vídeo. >> Você está alimentando o vício dele? >> Tô. >> Então, respondeu. Ótimo. >> Era isso que eu queria falar. Podear. Só terminando aí, porque eles usou uma tática de debate, mas eu sim estou alimentando o vício na pornografia, porque eu produzo o conteúdo, mas a pessoa ser viciada é qualquer coisa na vida. Como eu falei, a pessoa ela pode ser viciada no TikTok, ã, sei lá, Viciada em doce, mas acabe
a pessoa escolher se ela vai continuar fazendo aquilo ou não, né? Eu assisto pornô, mas eu não assisto pornô todos os dias. Por que que tem que ser uma regra que a pessoa vai assistir pornô uma vez? vai bater uma punhetinha uma vez e vai ficar viciada. >> Oi, >> tudo bom? Eu sou Rena Lisboa. Só pra gente entender, quando se fala de vício, vício é um hábito que causa prejuízo Para quem tá comprometido com aquilo. >> Sim. E o sistema de recompensas do cérebro que passa pelo núcleo acumbens, passa por toda uma neurobiologia, é
o mesmo das drogas que foi falado aqui anteriormente. Existem estudos, existem estudos que mostram através de radiografia, através de neurologistas provando que o cérebro de um dependente químico e um cérebro de um usuário muito frequente, ou seja, viciado de pornografia, é basicamente o mesmo. Então, se gerou um estímulo, teve um gatilho, esse gatilho trouxe uma resposta, essa resposta foi para buscar uma recompensa. Se isso acontece de maneira desenfreada, é um vício. E qual que é o problema do homem ou da mulher eventualmente ser viciado em pornografia? Ele passa a a buscar aquela motivação que ele
teria para trabalhar, para fazer qualquer outra coisa. ele já busca o prazer ali naquele naquilo que ele tá assistindo. >> Ou seja, deram deu o exemplo aqui da bebida. Até o bar que eu não compactuo, ele estimula um social onde as pessoas se conhecem. Aí a pornografia estimula a solidão. E você, agora tô falando assim, sem te julgar, você enquanto uma produtora, você também acaba sendo uma vítima. A gente acabou de passar pelo setembro amarelo e 29% dos produtores de pornografia no mundo já tentaram contra a sua própria vida. >> Sim. >> Você tem 22
anos, me chocou saber a sua idade. Eu pensei que você fosse um pouco mais velha. O cérebro ele chega na maturidade aos 25 anos de idade. >> Existe uma chance significativa de você se arrepender. >> Sobre esse tema do suicídio. Infelizmente a maioria das pessoas hoje em dia já pensou em se matar e isso é muito triste e não necessariamente tá ligado à minha profissão ou a ser criadora de conteúdo adulto. É triste isso, mas infelizmente é uma realidade. E outra coisa, todo mundo que trabalha com mídias sociais seja sei lá um ator, uma pessoa
que tem contato com o público, com haters, ela sofre o tempo inteiro as pessoas julgando ela. E aquilo é muito difícil. Se a pessoa não tem psicológico, infelizmente ela acaba tentando contra a própria vida, né? Mas eu acho que todo mundo aqui, se colocasse no lugar de, tipo assim, ter o tempo inteiro alguém te julgando, te Chamando de feia ou coisas do tipo, iria se sentir mal também. Mas é a realidade. Minha terceira pauta é que as criadoras de conteúdo adulto são empreendedoras, influenciadoras digitais. >> Tudo bem, Martina? Prazer. >> Meu nome é Nick. >>
Eh, Martina, quando você fala sobre ser influenciadora digital, uma influenciadora, ela realmente forma mentalidade nas pessoas, né? >> Influencia a tradução da palavra. É, Você acaba formando. Tem a ver com formar, eh, mostrar que seu caminho é correto, seu caminho é certo, como se aquilo fosse bom, ser uma inspiração na vida de alguém. Isso que é influenciar, >> não? A tradução, a a o literal do influenciador é a pessoa que influencia. Ponto. Não interessa se é bom ou ruim. O tanto que tem diversos influenciadores gigantes no Brasil que são, sei lá, de cassino, de aposta,
de rifa, são influenciadores iguais. >> Ex.Então, então assim, mas a gente vê que a pornografia hoje, a quem é produtor de pornografia é um trabalho hoje nocivo que faz mais mal do que bem. Por quê? >> Traz mais malefício do que benefício. Então a gente tava falando no no tema passado, né, que ele é saudável. Saudável tem a ver com produzir saúde. Eu não vejo que a pornografia produz saúde, porque dentro dos estudos ele produz mais doenças do que do que Benefício, depressão, ansiedade, solidão, eh suicídio, como outros problemas que são causados. E aí da
disfunção também um exemplo de potência sexual que já foi testado e comprovado que quem pratica o ato da masturbação por meio da pornografia, ele acaba tendo uma hipótese sexual e não tendo mais relação com sua própria esposa, porque ele só consegue finalizar sua promo se torna um vício. Mas como eu falei, de forma saudável não tem nenhum problema. >> Então vamos pensar que o traficante ele é um cara que influencia também. Então a droga ela pode ser saudável ou recreativa. >> Mas não tem como comparar o que eu faço com certeza. >> Tem porque ele
vai exercer prazer em alguma área da nossa vida. A droga ela exerce prazer. Então já fumou maconha, já usou cocaína, alguma coisa do tipo. >> Eu já usei e eu sei que isso produz, cara, produz muito prazer na pessoa, Produz algo e gera o vício. Eu já fui viciado em pornografia também >> e realmente ela gera uma dopamina, ela gera várias coisas, você tem uma constância e aquilo fica na tua mente, cara. Você vai dormir com aquele pensamento e tudo. >> Essa é a questão da influenci influenciar. E outra, quando você fala que é empreendedor,
empreendedor acho que você não entendeu sobre a palavra, porque empreendedor tem a ver com Produzir um bem pra sociedade. >> Então ele tem a ver com os benefícios também de produção, porque senão posso falar que o traficante ele é um grande empreendedor, porque receber dinheiro não tem a ver com empreendedorismo. >> Tem como comparar o traficante, quem vende droga com a pornografia ou eu, né, que produz o conteúdo adulto. Primeiramente porque o tráfico mata. Ã, o tráfico ele é uma questão social do tipo, >> a pornografia destrói famílias. Não, não é quem destrói família. A
família é destruída pelo homem que trai a família. >> A pornografia traz doenças, faz um monte de coisa, cara. >> O homem, traz problemas. >> Quem destrói a família é o homem. Ponto. O que ele faz? Ele vai trair a mulher, seja assistindo pornografia com outra mulher. É quem destrói a família é o homem, não a pornografia. >> Então, mas você quer que como Influenciadora, você quer que outras pessoas, meninas, como você falou, né, tipo, sem pai ou com algum problema na vida ou foram abusadas, sigam o mesmo caminho que você? >> Não, eu quero
que elas tenham a liberdade de escolher o que é melhor para elas. Então assim, quando você se mostra como se isso fosse bom, você tá sendo incoerente. Porque assim, por que que eu vou influenciar alguém se eu sei que isso não não presta? Tipo, não se Não seria bom. >> Não presta. E é bom na minha moralidade, nas coisas que eu acredit que todo mundo fosse, >> mas se todo mundo quiser ser, não tem nenhum problema. Mas as pessoas não são porque é difícil. E quando eu afirmo que criadora de conteúdo adulto é empreendedora, é
porque a gente tem CNPJ, a gente paga imposto e muito imposto. A gente tem uma empresa, a gente tem advogado, tudo isso cabe a um Empreendedor. Um traficante, ele não tem advogado, ele não paga imposto, ele não tem o CNPJ, nós temos. Entendi. >> 3 2 1. [Música] >> Primeira pessoa com calma. Olá. >> Tudo bem, Martina? Eu sou católico, tradicionalista e sou um entusiasta da virtude da pureza. E sobre a sua ligação, onde não haveria um benefício em você fazer o conteúdo que você faz, eu discordo completamente. E eu sei que você vai concordar
comigo, porque eu só te peço uma coisa, sinceridade, para responder minha pergunta. Martina, você entende o que seu conteúdo colabora para sexualização, adultização das crenças? Meu conteúdo não colabora com isso. >> Não colabora >> não. Então você acredita que uma criança quando ela tá andando na rua e vê um cartaz preso no poste escrito quer me ver nua com uma foto de você seminua ou Uma criança que tá indo receber um trabalho de caridade seu e vê uma foto de você seminua no no carro escrito quer me vernua ou um outdoor isso não sexualiza ela
a criança >> tá primeiro que a questão das ações, eu nunca tive nunca fiquei pelada perto de nenhuma criança e nunca teve nada disso, nem nenhuma das ações do quer me ver pelada, etc. etc e tal. O outdoor e os lamblambs, eles foram colocados à na minha cidade e ficaram expostos. E sim, eu me arrependo da palavra que eu decidi colocar pelada. Impede uma criança de ver o outdoor? Nada, mas não tinha nada no outdoor. Eu não estava pelado no outdoor. >> Quero me ver pelada. Eu >> uma criança vê isso? Você acha que isso
não contribui para adultização sexualiz? A criança ela tem acesso ao Eu tô respondendo, tu não tá deixando responder. A criança ela tem acesso ao Celular e a qualquer mídia social que vai ter coisas bem piores do que somente a palavra pelada. Eu não estava pelado no outdoor. O que recode não levava para nenhuma base de conteúdo adulto era pro meu Instagram. Então realmente >> e seu Instagram tem o quê? >> Pode entrar agora no meu Instagram. Não tem nada. >> Não tem nenhuma foto de você sexualizada ou que contribua pra utilização das crianças? Além disso,
Martina, você Pode, >> eu não posso nada sexualizar. Pessoal da casa aí pode pesquisar o Instagram dela e ver ali que tá muito bem o que as crianças podem ver. Qual, qual é o empecílio de uma criança de consumir o seu conteúdo >> todo. A criança não deve, primeiramente criança não deve nem ter nem seu celular. >> Essa é a realidade do Brasil. Tem crianças que jogam no tigrinho. Pode Jogar no tigrinho. Problema é dos pais, não meu. Eu não posso controlar. >> E você sabendo dessa realidade, você mesmo assim coloca conteúdo. Você tendo sofrido
que você sofreu quando era criança, com 14 anos sendo sexualizada. Olha, meus olhos fal para mim. A culpa quando eu era criança não foi minha, não foi das pessoas que eram prostitutas, eram do cara. Era do cara. E o seu conteúdo estimula para que pessoas como essa dê invasão a esses Vícios horríveis e crianças cresçam com esse pensamento de que é normal você olhar para um outdoor e ver, ah, e quer me ver pelada? >> Sim, sim. Eu não, mas >> isso isso não é adultização das crianças, >> não. Porque eu não tô adultizando criança
nenhuma. Tu não sabe o significado da palavra. Como que as crianças, >> adultização de de criança é quando tu Pega uma criança e coloca ela como se fosse uma adulta. >> É, e você expor ela a conteúdo sexual, não é? >> Mas eu não me expulso criança nenhuma conteúo sexual. >> Mas você sabe o risco que isso tem e mesmo assim você faz. Se você tivesse um produto, o risco da criança de uma criança poder consumir isso com tudo, você acha que nunca nenhuma criança viu você pelada? >> Mas toda criança, infelizmente, já teve acesso.
Eu estou respondendo, tu não tá deixando responder. >> Criança nunca viu você pelada? Você tem certeza disso? >> Provavelmente já. continua, mas tu não tá deixando continua pastor, responda. >> Qualquer criança que tem acesso eh deliberado ao celular, ela vai ver pornografia independente de ser minha ou de outra pessoa. E a pornografia ela já Existe há muito tempo. >> Eu não acho correto. >> Então porque você publica e estimula isso. >> Mas quem tem que ter controle do celular não sou eu, é os pais da criança que não estão nem aí. >> Concordo. Eu concordo
com você. Mas se isso não acontece porque você ainda faz [Aplausos] >> só para concluir, né? pauta. Eh, as crianças elas não têm que ter acesso à Pornografia e isso cabe aos pais a controlarem o que elas acessam. O que acontece muito é que moralistas, né, não querem falar sobre sexo, não querem falar sobre esse assunto e acaba que as crianças ã só têm um norte de informação, a internet. Quando o pai tá em casa e não quer falar sobre sexo, sobre pornografia, a criança vai pegar o celular, vai pesquisar e vai acabar se informando
onde não deveria. Infelizmente essa é a realidade e eu não Tenho controle sobre ela. A única coisa que eu posso é fazer é não dar acesso a crianças ao meu conteúdo. Isso eu já faço. >> Pessoal, o seguinte, ó, a gente vai começar a cortar. Infelizmente o pessoal tá fugindo muito do tema. >> Olá, Martina. >> Oi. Tudo bom? Bom, prazer, Vinícius. Então, você fala que é empresária e também é confluencer. Essa parte empresária, eu descorto muito sobre essa Parte de ser com do adulto. Por quê? Porque você é empresário na parte de que você
vende, tipo, aquele doce que você tá vendendo, não é necessariamente da parte do conteúdo adulto. É uma vibe que você pegou do conteúdo adulto para jogar no >> Na verdade, eu sou empresária. A minha empresa que eu tenho ela é audiovisual, então é todo o conteúdo para mí digitais que eu faço, inclusive o conteúdo adulto, que é um conteúdo de mídia, né? Audiovisual, mas é audio dentro de outra plataforma que é outra coisa, não tem nada a ver com ser empreendedora dessa parte, >> mas não faz nenhum sentido. E o CNPJ é audiovisual. O que
que é audiovisual? de áudio e visuais. Sim, exatamente. Mas gêno, >> mas conteúdos não vem dentro dessa parte de audiovisual. >> E outra, eh, sobre isso que tu falou, eu sou empresária porque eu pago imposto. Eu pago imposto e eu tenho toda a questão da empresa Martina. >> Sim, concordo. Essa parte da Martina concordo, mas só que eu discordo dessa parte. >> Martina, meu nome é Ian Guerra e o pessoal fugiu um pouco do tema. Mas eu queria falar na questão da influenciadora. Então, se você é ou não influenciadora, eu não sei. Eu sei que
o fato que você influencia realmente pessoas. >> Sim. Então, tu respondeu a minha afirmação que criadora de conteúdo também é influenciadora. Ponto. >> Se é boa ou ruim, não é essa pauta. >> É OK. A questão que a gente quer discutir, que isso é bom ou ruim, não sei, porque seus valores morais podem desto da da galera aqui. >> Eu só quero entender que a partir do momento que você tem esse discurso que você ganha milhões, tal, que você é uma pessoa próspera, na cabeça de meninas Que, por exemplo, vivem no interior do Mato Grosso,
que decidem abrir um Only Fans e nesse Only Fans elas não conseguem o lucro e depois tem seu corpo exposto na cidade, no seu convívio social e tem a vida praticamente acabada. Como que fica a tua cabeça em relação a isso? A minha cabeça fica bem tranquila, porque na verdade esse estudo que ele existe sobre o Only Fans falando que a maioria das criadoras ganha, se eu não me engano, 100, 300, alguma coisa Assim. >> 1/3 das influenciadoras elas rece 1% das influenciadoras recebem 1/3. estudo esse estudo, mas esse estudo ele é base com feito
nas contas do Ons. Eles pegaram totalidade das contas e o faturamento ali e separaram, né, pr pras criadoras e viram que pouquíssimas criadoras ganhavam muito e muitas ganhavam pouco. E por que disso? Existem diversas contas no Home Fans que elas não são usadas e não ganham R$ 1 e elas for elas entraram Nesse cálculo. Existe estudos não no Brasil que falam sobre o webcaming, que também é o serviço de chat, né, que também são criadoras de conteúdo adulto. E todas essas pessoas que fazem webcaming, elas ganham mais que um salário mínimo. Essas webcams já têm
o trabalho em casa, né, o home office. Então, quando eu comecei, que eu era uma pessoa que morava lá na lá longe, uma menininha inocente, okey mudou a minha vida. É, eu acho que isso que você falou Tem sentido realmente e pode ter um viés numerológico aí, mas a questão que acho que você com a força e influência que você tem, você pode hoje ter um discurso muito mais produtivo pra sociedade em vez de manter >> Valeu. Obrigado. >> Obrigada. Eu sempre falo em todos os meus canais sobre as partes ruins de ser criadora de
conteúdo adulto. E na verdade quando eu comecei a criar conteúdo adulto e comecei a viralizar no TikTok, era sobre isso meu perfil. Na verdade, meu perfil era direcionado a meninas que queriam trabalhar com isso. E eu sempre falei, sempre falo das partes negativas. E existem as partes positivas como qualquer trabalho. E também quando tu é influenciador. Tem muito isso. É um trabalho fora do comum, é um trabalho fora do que as pessoas estão acostumadas e tem o lado bom e o lado ruim. É óbvio que eu não quero que uma menininha que tá começando A
vida criadora de conteúdo adulto, mas é apaixonante a pessoa ver aquilo, assim como é apaixonante descobrir que uma pessoa que é influenciadora de moda ganha milhões de reais. É, é a mesma é a mesma linha. [Música] >> Bom, realmente você é uma empreendedora, essa parte você esclareceu, você tem CNPJ, etc. a moralidade daquilo que você empreende. A gente também é óbvio que a Gente discorda. Se você é uma influenciadora, de fato, você é uma influenciadora, como você disse, pro bem ou pro mal, não existe ponto positivo na influência que você exerce na sociedade. Simplesmente não
existe nenhum ponto positivo. Os pontos negativos, entretanto, a gente pode passar o dia inteiro pontuando. >> Sim, eles são assim porque tu não concorda por causa das coisas que tu acredita, né? >> Não, é por causa do impacto que pessoas como você geram na sociedade. >> Hum. Quais impactos? pessoas como você, vamos supor, vamos lá, vamos pegar um exemplo, todo mundo aqui falou, a maioria das pessoas aqui são homens e todo mundo aqui tá falando sobre o impacto que o que o vício em pornografia pode causar no casamento de um homem. Então, a gente pode
colocar na conta da pornografia diversos divórcios, inclusive tem um monte de denúncia por Aí sobre isso, qualquer pesquisa você encontra, ok? A hipersexualização da sociedade para a qual você contribui, aumenta o número de divórcios, aumenta o número de promiscuidade, aumenta o número de irresponsabilidade sexual, inclusive aumenta o número de baternidades solteiras. As meninas que crescem em lares com mães solteiras, se você for ver, a maioria absoluta das meninas que trabalham com criação de conteúdo, não tem relação nenhuma com o Pai, eu ten péssimas relações com o pai. A gente cai numa reação em cadeia, a
gente cai no efeito dominó. A sua prática, o seu trabalho, a sua prostituição colabora ativamente paraa decadência da sociedade, sexualmente, moralmente, familiarmente, de todas as formas. Não existe nenhuma influência boa naquilo que você faz, nada. >> Tá bom? Eu discordo em alguns motivos porque, principalmente eu, a minha vida mudou, né? E a vida de todas as Criadoras de conteúdo, na sua maioria, que começaram porque não tinham dinheiro. Mudou. >> A que custo? >> A custo da >> a custo de dinheiro. OK. custo de dinheiro. Exatamente. O traficante também faz muito dinheiro com a droga que
ele vende. >> Sim, mas é que eu não tô acabando com a vida de ninguém. Eu não tô matando ninguém. >> Você tá >> não. Quem tá acabando, >> você tá matando ninguém, mas você acaba com a vida de muita gente. As pessoas que você precisa que se vicie no seu conteúdo para continuar consumindo tem as vidas severamente afetadas pelo conteúdo que você produz. Os casamentos que ruim por causa de um vício em pornografia, da mesma forma que ruim por causa de um vício em droga. Bem, o traficante também não é culpado pelo Vício droga.
Novamente, como eu já falei várias vezes aqui, não tem como comparar droga. Você quer comparar com dono de bar? Não posso comparar com traficante? >> Não, porque vender drogas é crime e como eu falei, toda a questão da empresa isso >> e atentador pudor é crime e prostituição também devia ser. >> Atentador pudor >> devia ser crime >> você postar um outdoor seminu escrito quer me ver pelada devia ser considerado Atentado pudor. >> Devia ser considerado atentado pudor. >> Tá bom. Daí isso cabe a questão legais de que ser processada. E >> é que o
que eu percebo é que aqui você passa muito tempo tentando justificar o seu erro com erro dos outros. O casamento, as relações sociais, elas não acabam porque existe uma hipersexualização e as produtoras de conteúdo glorificam a promiscuidade. Não acaba porque ou viciado ou deu mancada, Porque isso e aquilo, porque um cara largou a família. Você para justificar o seu erro, você usa o erro dos outros. A outra pessoa errado, você continua produzindo conteúdo que é novo pr sociedade. Você é nociva pr sociedade. Eu não sou nociva. Olha bem para mim. Eu sou nociva para sociedade
no bastante bastante nociva por causa de todos os adolescentes que consomem o conteúdo pornográfico que você faz e você sabe que consomem >> por causa de todos os casamentos que são fragilizados por causa da cultura hipersexualizada na sociedade moderna. Tudo isso é impactado. A queda na taxa de natalidade, a a queda na taxa de matrimônio, o aumento na taxa de divórcio, tudo isso, tudo isso tem a ver com a hipersexualização da sociedade para a qual você contribui. OK. Tá bom. Próximo. Segurando mão. Eu tô aqui. >> Eh, de novo, Martin, eu acho que você tá
Muito moralista. Não é possível. >> Eu também moral. >> Você é a Madre Teresa de Calcutá desse jeito. >> Você já começou dizendo na sua frase o que você é exatamente pela lógica, no início. >> Criador de conteúdo adulto. >> Ponto. >> E depois você fala: "Mas eu sou empreendedor". Você quer ser vista? Você quer moralizar mais a atividade que você Faz? Você já significou o que você faz aqui? criadora de conteúdo adulto que a gente defini. >> Mas a toda criadora de conteúdo adulto, ela é empreendedora. >> Não necessariamente, nem todas têm CNPJ. Inclusive,
acredito que a maioria é só pessoa física. >> OK. Mas ela precisa, ela precisa fazer um o trabalho dela se movimentar. Ela precisa fazer um marketing, ela precisa responder, ela precisa ficar nua. Vamos, Vamos pro se fosse tão fácil assim, toda a criadora de conteúdo era milionária. Porque que não é? >> Não, mas você tá fazendo um monte de salto lógico. Você tá dizendo que elas são, você falou que elas são empresárias, agora você tá pulando para milionárias. A maioria não é. >> Mas é o que tô te falando assim, ó. Toda criadora produto é
empresária. Não, não. Ela tem que fazer o que para fazer? Você falou que ela tem que responder Clientes. Qual que é o cerne do que você faz? É uma tentativa de moralizar sua atividade. Você é muito moralista. >> Toda criadora de conteúdo é empresária. Explicação disso é porque é uma empresa. >> Isso é uma máfé intelectual que você tá fazendo. É uma distorção. Porque o empreendedorismo tem um caráter via de regra, né, pelo senso comum de funcional pra sociedade. E aí você quer trazer essa conotação semelhante. Criar conteúdo adulto é ser empresária, Sim, porque a
gente não é só tirar uma foto e como eu falei, se fosse tão fácil assim, a maioria das criadoras de conteúdo adulto ia ser rica. Não é só sorte. Eu e conheço diversas criadoras, a gente tem uma empresa de fato, a gente tem equipe jurídica, equipe de tudo que vocês possam pensar e sim é uma empresa mesmo que estudou a deê Martino Livr. É uma empresa e não uma pessoa. E a quarta pauta é: se o dono do bar não é culpado pelo vício do alcólotra, porque a Criadora de conteúdo seria pelo vício em pornografia?
>> Então eu tenho pessoas alcólatras na família. Se você perguntar para qualquer pessoa que é alcólatra se a bebida faz bem, ele vai falar que faz mal. Para qualquer pessoa, se você perguntar para alguém que é alcólatra, eh, eu devo beber, ele vai falar que não. >> Mesmo ele sendo alcólatra. Se você perguntar para, tem várias pessoas aqui, se você perguntar para qualquer uma que Já foi viciada em pornografia se a pornografia é algo bom, a maioria delas vai dizer que não. Não só porque elas estamos no mesmo nas mesma frequência, mas também porque qualquer
pessoa >> que consome pornografia, ele sabe que aquilo é um vício. Tanto que você olha nos meus olhos, você sabe que é um vício. Você consegue dizer para mim falar que pornografia não vicia? >> Pornografia vicia sim. E eu concordo, eu nunca discordei disso. O que eu falo é Em excesso, como eu falei, usei o meu caso, usei a existe moderação na pornografia. >> Existe? >> Não. Você acha mesmo que uma pessoa que consome ela consegue ser moderada? >> Sim. É só tu não consumir excesso assim como qualquer jogar de dopamina é tão forte que
faz a pessoa ficar dependente. Existe já ouviu falar no efeito cool? Sim. >> Então a pessoa ela vai consumindo aquela Pornografia. Por exemplo, você tem um conteúdo que eu acho até leve. Você seria a a maconha da pornografia. A a Andrea Sorque seria a cocaína. Então as pessoas vão consumindo eh cada vez produtos mais pesados. Tanto que aquele estilo, vou dar um exemplo. Antigamente você viu uma mulher de biquíni, aquilo disparava altamente a dopamina. Hoje em dia não mais, porque as pessoas se acostumaram com isso. >> Eu eu concordo com tudo que tu falou. H,
Só que eu acho que isso não é assim, não é uma coisa que a gente pode afirmar que é sempre para todo mundo que acontece, porque não é a realidade. Ã, o que acontece é que a pessoa ela já tem algum probleminha ali psicológico, ela já tem a cabecinha mais avada e ela entra ali no pornô, ela vê que tem coisas mais pesadas e ela realmente vai atrás daquilo. E o que não é legal, mas é quando é o excesso, né? É quando a pessoa ela é viciada e a pessoa ela só Se vicia em
qualquer coisa por causa de questões psicológicas que nem como tu falou ali, quem todo mundo aqui vai falar que pornografia não é bom, tá? Mas cheirar pó é bom, é bom, mas faz mal e vicia. As pessoas não cheiram por causa que vicia e porque é uma droga ruim. Eu acho horrível, não cheiro pó, mas a gente sabe que é bom, mas é errado. Obrigada. Olá de novo. >> Oi. >> Bom, eu acho a sua comparação um pouco Injusta, por o dono de bar não tem um algaritmo que fica enfiando uma garrafa de vódica ou
de 51 na cara dos velhos que ficam ali na mesa do na beira do balcão bebendo. Sim, mas algoritmo é nós mesmos, né? Então, mas o o dono de bar não tem esse acesso porque ele não é um criador de conteúdo digital, ele não está no digital e ele nem pode fazer propaganda de alcoolismo e de bebida alc. Então é injusto. Pra sua comparação ser justa, a gente deveria, então, por Exemplo, eu não tô dizendo que eu acho que tem que acontecer dessa forma, mas para ser justa a gente deveria tirar a criadora de conteúdo
digital e se a pessoa quiser consumir pornografia vai ter que ser só ao vivo lá no [ __ ] enfim, aí a comparação fica justa. Então eu acho, eu acho completamente injusta essa comparação. Realmente você não é, não acho que você seja culpada do vício do do cara que tá viciado em pornografia, assim como eu não acho que O dono de bar seja culpada do vício do alcólata, mas essa comparação, cara, você precisa concordar comigo que não faz sentido nenhum, porque não tem um algaritmo como a o do criador de conteúdo tem, que fica piscando
aquilo na cara do cara o dia inteiro falando: "Me olha, me olha, me olha, me veja, me veja, me veja". Imagine você me comendo não tem cara. Sim, mas o algoritmo, né, ele é formado pelo que a gente assiste. Eu tenho duas contas no Insta, uma Pessoal e uma profissional. >> Você não monetiza seu conteúdo, você não faz nenhuma campanha de monetização? >> Faço. >> Então não é só baseado naquilo que eu assisto, mas baseado naquilo que a plataforma me entrega, a plataforma ganha para fazer isso. >> Exemplo, sim. O exemplo que eu vou te
dar, essa minha conta pessoal, ela só aparece meme. Ela não aparece mulher gostosa, é só meme de carro e coisa Horrorosa assim, meme. E a minha outra conta que eu uso pro trabalho, que eu pesquiso sobre aquilo, ela realmente só aparece mulher pelada. Mas é porque eu pesquiso aqui, eu >> Mas você entende que o dono de bar não tem como fazer um tráfego pago, por exemplo, e entregar o conto. De bebida não tem, porque é proibido no Brasil, >> é proibido no Brasil a propaganda de bebida alcoólica, de influência ao vício de bebida alcoólica,
de alcoolismo. >> A propaganda da é essa realmente eu concordo, é proibido, né? Mas eles sempre burlam, existe diversas propagandas, a mansão maromba agora, né, que tem as bebidas, eles fazem propaganda o tempo inteiro >> no YouTube, né? Não em TV aberta, não em outdoor. Duvido que um dono de bar pode colocar, venha tomar a sua 51 aqui. Ele vai ser processado, cara. Não é possível. Então você precisa me mostrar. >> 51. A 51 também faz muito isso. Tem Muita propaganda de bebida >> em rede aberta é proibido >> não. Em rede aberta. Ã, sim.
Em rede aberta realmente não pode, né? Propaganda de bebida alcoólica. Se sim muito sutil. Só que o que a gente tava falando é que eu também não faço propaganda na TV aberta sobre o meu trabalho. Eu faço propaganda no Instagram. E no Instagram também tem propaganda de bebida alcoólica, da mansão maromba, da 51, da balena. O Tempo inteiro é música falando de balena. Então realmente não dá para comparar. Cha a cara. >> Ô, não pode. Falaram que podia isso. >> Oi. Então, >> oi >> de novo. Eh, eu acho o seguinte, assim, e nessa comparação
com o dono de bar, como foi falado agora, assim, o dono de bar não tem o poder de ir lá esfregar a bebida na cara do alcólatra. Do que eu sei de propaganda de pornografia para mim, eu gosto, não vou ser o hipócrita aqui, do que aparece para mim é quando eu estou dentro daquele ambiente. Agora ninguém gostou porque todo mundo é conservador aqui. Todo mundo não gostaram. É, então >> eles não deixam botar o ponto. Ô >> gente, cuidado comigo, por favor. >> Bom, vamos lá. é o seguinte, eh, você é uma pessoa que
nitidamente gosta de Negar a realidade e o conjunto de pessoas mais problemáticas que existem na sociedade são aquelas que gostam de negar a realidade. Então, eu vou deixar uma coisa bem clara dentro dessa sua afirmação, existe mais um, mais uma vez um momento onde você nega a realidade, porque a comparação justa com o que você é jamais poderia ser com o dono de bar, tem que ser com a indústria do álcool. Se você falar assim, a indústria do álcool, OK, a gente começa a comparar, Porque igual a indústria do álcool, sim, você trabalho, ele corrobora
para destruir vidas, famílias, eh, é assim, uma desgraça total. >> Sim. >> Tá. É, é, é. A indústria do álcool, ela é baixa, ela é suja, ela é imoral, igual você, entendeu? Tipo, idêntico, idêntico. O o o malefício social que a indústria do álcool causa é sim comparado ao que você Mas adivinha quem você tá tentando comparar? com o dono do Bar. O dono do bar. O dono do bar, nesse caso aqui, seria um Instagram, seriam as plataformas digitais onde você aloca o seu conteúdo, indústria do álcool, no caso, indústria pornográfica para você. Então, eh,
quando a gente fala que você, quando você necessariamente tenta trazer para nós uma uma isenção de culpa >> no vício, >> exato. Se alocando ali no tipo, olha, meu trabalho é honesto, eu sou o dono do bar. Cara, você tá sendo hipócrita? >> Eu tô sendo hipócrita. É o que você pensa, né? Eu não tenho como mudar a sua opinião. >> É o que é. Mas é que você gosta de negar a realidade. >> Partir. Eu não gosto de negar a realidade. Gosta? Você tá fazendo isso desde o início desse debate? >> Eu tô fazendo
isso desde o início do debate. >> Sim. Tá concordando comigo? Tô. >> Olá, tudo bom? Prazer. Pedro. >> Eh, vamos lá. Eh, a gente começando emplacando nessa pauta, eu acho muito importante a gente citar algumas coisas que ela falou e que o outro most aqui atrás falou. Só que eh outra primeira coisa que a gente tem que citar é que próximo, >> primeiro que a pornografia ela não é regulamentada, não como álcool ou como o cigarro, tá? Isso é um ponto que não tem como você discordar. >> Como assim? Não é regulamentada? >> Vamos lá.
O álcool quando você compra uma garrafa, ele tem no aviso todas as consequências dele no rótulo. >> Uhum. >> O cigarro, eu fui com cigarro. Sei como le cigarro, tem lá atrás, tem um monte de gente morta, tem bebê, feto ou criança. Quando o cara vai consumir seu conteúdo, tem o quê? Tem só o produto, você pelado ali. Acabou. >> Sim. Mas nenhum meio de entretenimento que causa vício faz seus avisos, né? O Free Fire não faz, o LOL não faz. >> São vícios diferentes. >> Por quê? >> Porque não são vícios nocivos, não no
mesmo é sim. uma pessoa que é viciada em LOL, ela, todos os meus amigos são literalmente, fica o dia inteiro, não trabalha, é um vagabundo, fica em casa só jogando LOL, perde o convívio social, não namora, não faz nada da vida, o dia inteiro jogando. E é a mesma coisa que um viciado em pornografia faz, >> tá? Mas aqui não, a gente não segue a pauta do LOL. Vamos lá, vamos seguir a pauta da bebida. A bebida que o cara velho vende no bar. >> Sim. O acesso que o cara tem no bar não é
o mesmo acesso que o cara tem a pornografia com você, que foi o que a moça citou ali, que é um ponto muito interessante, o ponto de que o cara se quiser acessar seu conteúdo, ele paga lá, não sei quanto que é o valor, ele Acessa, tá bom, acabou. O cara tem que sair de casa, tem que ir no bar, então é um acesso diferente. São vícios degradantes. Realmente o vício em álcool ele muito mais afeta o corpo do que o psicológico. E o seu vício ele é muito mais psicológico. Quando a gente fala também
da questão das drogas, que nem você citou anteriormente várias vezes, o seu vício, né, o vício que a pessoa desenvolve em pornografia e o vício em droga, eu na minha visão e na visão de Várias pessoas e vários cientistas e pesquisadores, sim se equivalem a nível psicológico, porque droga não é só dependência química do seu corpo, é dependência psicológica. Então sim, se equivalem a dependência psicológica em ambos eles. Então, chegando nesse ponto, você concorda que o álcool, você tem que concordar que o álcool e a pornografia em níveis podem destruir, por exemplo, família pode destruir
muitas coisas, como citado por várias outras pessoas Aqui, entende? Consequentemente, a culpa que o vendedor do bar tem não é a mesma culpa que você, porque você atinge uma escala muito maior do que um vendedor de um bar. >> Mas aí a gente tá separando só pela escala. Essa é a diferença? Não, mas não, não é só essa diferença. É a diferença é o produto, é como ele entrega. Se a gente for também levar em consideração o moralismo, ele não tá vendendo o corpo dele, não tá vendendo a Alma dele, não tá vendendo a pessoa
dele. >> Mas o Alcom ele também, né, todas essa essa questão, ele também destrói famílias, ele também acaba com relacionamentos e a a pauta é se o dono do bar tem culpa pelo alcoolismo ou se nós criadores de conteúdo adulto temos visto pela temos culpa pela vício na pornografia. E eu concordo que as duas coisas são são erradas. o vício no alcoolismo e na pornografia. >> Mas eu não sou culpada pelo cara ser viciado no pornô. >> Eu faço parte do sistema, mas eu não sou culpada por isso. Você consequentemente é >> Oi. Oi. Tudo
bom? Prazer. Bom, meu nome é Felipe e eu quero saber se você acha que o dono do bar tem a possibilidade de daqui a 10 anos ele ter um problema, porque o filho dele recebeu a foto da intimidade dele exposta em algum momento. >> Essa não é a pauta, né? Mas sobre esse essa questão aí de filhos, >> eu quero muito ter filhos, é meu sonho ter filhos. E eu acho que eh quando eu falo isso, os nossos filhos eles são eles são educados a acharem coisas erradas e acharem coisas certas, né? Hã, se eu
eu tenho a certeza que se eu educar o meu filho desde sempre, mostrar que o meu trabalho é sim honesto e falar que eu o que eu faço de fato e não problematizar ele, o meu filho vai Entender. Agora, se o o >> É você tá se colocando na posição de usuária, quando você na verdade é traficante, você é a fornecedora do produto prostituição. >> Tá, mas a gente tá falando sobre crianças nesse caso. Tu acabou de dar a pauta. >> O filho do traficante, ele tem um exemplo dentro de casa. esse exemplo, >> mas
o filho do traficante, ele a Qualquer momento pode ser morto. O filho do traficante, ele a qualquer momento pode perder os pais. O filho do traficante tá cometendo, não, não tá cometendo um crime, né? Mas tá ali num ambiente hostil que o tempo inteiro pode aparecer a polícia e matar todo mundo e prender todo mundo. É muito diferente de uma mãe criadora de conteúdo adulto que ali esclarece porque o meu filho vai ser morto em casa. >> Muito difente. A violência física pode Ser diferente, mas essa criança vai sofrer uma violência psicológica enorme. >> Hum.
A não ser que você vá estudar nas ilhas mauritâneas lá, o seu filho, ele existe a possibilidade das crianças ficarem trocando foto da mãe e do menino o tempo todo. >> Eu eu super entendo isso, mas eu acho, >> talvez eu acho que a maior vítima do seu trabalho é você mesmo. >> Eu acho que se a criança ela é educada a entender que aquilo não tem nenhum Problema, ela aprende. Porque vamos supor, uma pessoa que ela é enfermeira, ela tá acostumada a ver gente pelada o tempo inteiro. Então, se ela vê mais um pau
ou outra coisa do tipo, ela não tá nem aí, ela não liga a criança. >> Sim. Eu não tô falando que a criança vá ver e não vá ã problematizar aquilo, né? Porque sim, ela vai, mas eu acho que se é ensinado desde a infância que o meu trabalho é honesto, que eu não tô fazendo nada de errado, >> mas não é >> não é para você, meu querido, mas para mim ele é. E para muitas pessoas é. >> O seu trabalho gera problemas sociais enormes para outras pessoas e para você e pra sua família.
é que você ainda não pensa em família. Você tem apenas 22 anos. >> Eu penso em família. >> Daqui a pouco você vai pensar muito em família. E e quando a ficha bater, você vai pensar nisso dia e noite? >> Não, eu já penso em família, já quero formar minha família e isso não em nenhum momento pesa na minha consciência. >> Você quer? >> Obrigado. >> Bom, sou o Thiago, já me apresentei antes, mas vamos lá. Eu acho que um aspecto importante dessa discussão é o problema central do que você faz. Às vezes aqui colocando
num grau de, vamos lá, insalubridade, às vezes não é nem só O fato de você trabalhar com pornografia, mesmo que seja independente. O problema é que você é equivalente ao cafetão. Você busca trair pessoas novas para esse mercado. E no caso a profissão de cafetão é criminalizada, o que já mostra o grau de palhaçada que é nosso estado, entendeu? >> Mas você sabe por que é criminalizada a ser cafetão? Porque que é problema? Porque o cafetão ele tira o dinheiro das prostitutas. É isso. >> Quando olha estatisticamente como funciona o esquema de pirâmide ali, qual
porcentagem de meninas que conseguem tirar alguma renda real daquilo ali, ao mesmo tempo o quanto você ganha por trazer uma pessoa nova pra plataforma? >> Eu sempre quis falar sobre isso. Quis falar, >> cara. Eu já vi diversos vídeos e eu quero gravar um vídeo falando sobre isso e realmente pegando a minha tela e mostrando isso. As plataformas elas Estão pouco se [ __ ] para os modelos. Eu não ganho R$ 1 de nenhuma plataforma para divulgar ela, para falar sobre ela. Inclusive, eu me arrependo muito de no início, porque todo mundo chamava de Beiçola
do Only Fans, e eu troquei meu nome porque eu achei que a plataforma ia me apoiar, mas isso não aconteceu. Não existe. Eu sempre quis falar você. >> Você não ganha nada por cada menina que entra e tenta fazer dinheiro lá dentro. Não tem nenhum. >> Tem um link, vou vou vou ser bem sincera contigo. Tem um link de indicação, tá, que realmente pode ser usado, só que ele só funcionaria se eu fizesse um esquema, tipo assim, ai se tu entrar pelo meu link, tu vai receber, sei lá, 100% de todo o faturamento. E eu
não faço isso. Ninguém, >> você ganha uma porcentagem de quem entra no seu link, não é isso? A menina escolhe se prostituir e você ganha em cima disso em alguma medida, não é isso? >> Eu tô te afirmando que esse link ele realmente existe, mas ele não é usado. Porque o que que acontece? As pessoas elas criam, ai a Martina é famosa, vou criar uma conta na privacy também, mas é muito difícil a pessoa ela ir até o meu perfil, ela procurar o link, ela já cria mais que você não ganha necessariamente com cada filiada
nova que você traz, mas hoje você é uma representante do Ons, você nem precisa mais. >> Não, eu acabei de falar que eu não sou. Se pudesse eu teria uma plataforma minha, não. >> Mas você não se apresentou dessa forma? Você é agente não sei o que do Only Fense? >> Não, eu não sou. Aí eu sou embaixadora da Close Fans porque ela é uma empresa que apoia mais as criadoras de conteúdo, mas eu não ganho. >> Você é só o cafetão da Close Fans e não do Only Fans. >> Não, eu posso terminar de
me explicar, >> pois não. >> Ã, não. O assunto da privacy, eu sou embaixadora da Close Fans, mas eu não ganho nenhum real deles. O por que que acontece que eu apoio a plataforma? Porque é uma plataforma [ __ ] que apoia as criadoras, que dá experiências. Tá falando que as as meninas têm uma chance de vencer na vida, tipo assim, ser o novo Pelé, só que mostrando a xereca. >> Eu nunca falei isso. >> Ué, você tá falando que a close fans Pode fazer as meninas saírem das suas condições de pobreza. Isso. Você falou
que pode melhorar a vida de muita gente, que esse trabalho tira um monte de gente da pobreza. >> Eu nunca falei isso. A Close Fans, ela é a única plataforma de conteúdo adulto que realmente apoia quem já é criadora de conteúdo. Ponto. Eu não tô falando que uma pessoa pobre vai criar uma conteú agora para uma menina que tem hoje 14, 15 anos que ela não vai gerar Dinheiro virando uma produtora de conteúdo adulto. >> Ah, não entendi tua pergunta. >> Você pode virar agora para uma menina que tá aí na sua faixa dos seus
13, 15, 16 anos que ela não vai ganhar nada. a minha resposta falar todos os lados negativos, né, da exposição, que a tua imagem vai ficar para sempre lá, que tu provavelmente não vai conseguir mais nenhum outro emprego e todas essas questões negativas. Posso falar isso, Mas infelizmente eu não posso afirmar que ela não vai ganhar nenhum dinheiro, até porque, como eu falei, ganha, mas se a pessoa ela só leva em consideração o dinheiro, então ela pode, sei lá, traficar também, porque ela só se importa com dinheiro. E a quinta e última pauta é: quem
mais consome conteúdo adulto é quem mais o condena. Eu descolo, Martina. Voltei. Agora vou falar um pouco, né? Fiquei esperando. >> É porque eu condeno muito, porque eu Fico imaginando as minhas irmãs entrando para esse ramo. E eu sou um cara conservador. Eu gosto de conservar os bons costumes que vieram dos meus avós. Eu acho que conservadorismo para mim é isso. É um bom costume. >> Eu acho que não é um bom costume >> meus amigos tá circulando fotos da minha irmã pelada, da minha mãe pelada, da minha outra irmã mais nova pelada. E eu
acho que eu condeno isso. Eu não consumo. Eu te conheço. Até mandei que Te amo, mas eu te amo em Cristo. Porque assim, >> você é uma menina boa, de bom coração. >> Não pode falar que me ama. >> Amo em Cristo e queria que você seguisse um caminho assim que Jesus quer para você. Quero, quero. Quer que você contrata? >> Gente, vocês estão rindo disso? Mas ele é o único que tá falando aqui que me ama em Cristo. Olha que lindo isso. Vocês são uns hipócritas. >> Foi. >> Vamos lá. Voltei. Primeiro que eu
concordo que existe falsos moralistas. A árvore é conhecida pelo fruto, não pelo dom. Não adianta falar bem, terninho gravato e ficar mandando eu te amo para você. Ah, em Cristo Jesus é mais fácil mandar um versículo bíblico falar pessoalmente, entendeu? Teve homens que chegaram aqui, realmente querem aqui só ficar te olhando. Esses caras eu tenho certeza que não vai ter mais na conta do Que eu, não vai ter mais inteligência do que eu. Só pegar uma prova do Enem aí eu vou deitar, porque são enos, não são homens de verdade. >> Então eu só precisava
falar isso. >> Pronto. Seguinte, primeiro tem que falar para todos. A gente tá com um problema muito sério aqui, que quem tá não tá concordando com o ódio de vocês tá sendo gongado imediatamente. Eu acho que a gente pode entender o lado da pessoa. Não, não pode. Aí vamos tomar no cu de Vocês, então. >> 3 2 1. Valeu. >> Agora foi. >> Nesse ponto. Concordo com você que quem mais consome é o que mais condena, até porque a própria pessoa que consome, ela sabe que isso é algo nocivo, que é algo ruim. >> E
ela também tem preconceito. Por exemplo, o cara que contrata uma GP ou que vê conteúdo, ele tem preconceito da da própria pessoa que ele consome. >> Sim. Ele sempre vai negar. >> Ele sempre vai negar. Vai contra o que ele acredita. >> Vai contra. Mas tem algo interessante também. A própria criadora de conteúdo, talvez você não vai assumir, talvez não seja o seu caso, mas a própria criadora de conteúdo tem preconceito com quem paga por esse tipo de conteúdo. É uma coisa que muitas criadoras não comentam, mas, por exemplo, o a GP vai lá e
vem um cliente, na hora ela trata ele bem, né? E ela trata ela bem também. Quando ele sai, ele fala mal da GP e a GP fala mal do cliente. >> É, mas é que se for um cliente feio, >> pequeno, ã, >> piro pequeno, daí é um pouco difícil não falar mal, né? A mulher fal, >> tu tem que, ele tem que dar ser um cara [ __ ] pra pessoa falar bem. Mas é dificilmente um cara que paga e por esse conteúdo, ele é um cara [ __ ] porque o cara o cara
que tem várias opções de Mulher, ele não vai pagar para ver se o homem ele contrata a garota de programa, não só porque ele não tem ninguém para transar, >> mas no caso do conteúdo, ele pode pagar, mas o caso do >> é o nor, na verdade, a maioria das pessoas que contrata uma garota de programa, ã, não é que ela não tem ninguém para fazer amor, ela na verdade quer se sentir dono de alguém ou ela quer quer se mostrar o quão [ __ ] ela é. Tipo o programa da André Suraque, eu acho
que é uns R$ 15.000. Quem paga não é porque não tem ninguém para comer, é porque quer se sentir fodona por comer Andr Suraque. Então é mais um desejo de si próprio, de se sentir o [ __ ] >> Eh eh qual que é a descrição mesmo? Quem com quem mais consome? Mais consome quem mais condena. >> Porografia condena. Tá aí. Qual é o problema? >> É a pauta. É pra gente falar, >> tá? Mas é uma descrição da realidade. Mas ela tem algum problema? O que que você quer dizer que é hipocrisia? Alguma coisa
assim? >> Não, eu queria falar que é hipocrisia, né? Na verdade tem muitos estudos mostrando que a as cidades ou os locais que mais t pessoas que se dizem conservadoras e moralistas e tal, os estados mais conservadores, são os estados com mais acesso à pornografia. E Também hã eu não vou saber de dizer o certo a fonte, mas existe um estudo falando que a pessoa ela é tão moralista de falar que ela não consome pornografia, mas quando ela vai pro anônimo ou quando ela é rastreada tem sim acesso à pornografia no computador ou no celular
dela. Então a pauta que eu decidi escolher é sobre esse falso moralismo. é sobre a pessoa falar ou tá aqui mesmo e fala, tipo, vocês estão aqui debatendo comigo, querendo que eu Mude opinião, mas tem pessoas aqui que estão sentadas que estão sendo extremamente grossas comigo, não tem porquê. Sim, mas sobre aqui assim, a maioria na verdade no Brasil principalmente, né, é de cristãos/ra conservadores, né, mais ou menos nesse sentido, porque como foi colonizada e a história que a gente tem também, que vai ser no mundo inteiro. Se você pegar também, provavelmente a maioria das
pessoas que cometem crimes Também vão acreditar em Jesus, via de regra é isso, porque a maioria do Brasil que a gente assim foi colonizado. Agora sobre hipocrisia, mais uma vez, né, você está condenando, está trazendo um caráter pejorativo para essa para esse falso moralismo, chamando de hipócrita, porque é imoral. Então, você concorda com o sistema de regras imorais. E é isso que acontece. Vocês que são ateus, vamos chamar assim, >> não sou ateia. >> Você acredita em alguma entidade, alguma coisa? >> Sou agnóstico, não tenho nenhuma religião. >> É, mas que normalmente, então, o que
é que acontece? As pessoas que são agnósticas ou ateistas e tal, elas vão pegar o nosso sistema de moral, que é o cristão, que é o religioso de modo geral, que é quase que do mundo inteiro, foi esse que fundou a civilização, vão tentar usar a lógica dele para criar sua Própria lógica para defender um sistema que você defende diferente, mas usando o nosso. Você não consegue nem criar nada original para conseguir moralizar o que você considera ã que não é imoral, que é atitude de pornografia. Você tem que usar a história é assim, né?
A história, toda a história de tudo no mundo é a evolução de alguma coisa. É um sistema de moral que existe e você tá criticando, ele tá dizendo: "Vocês são falsos mores, você tá tentando, você tá Tentando usar o próprio sistema". Problema é a pessoa que consome pornografia e fala que ele é ruim, que que estraga famílias e tal, mas a pessoa ainda tá consumindo. O meu questionamento é só sobre esse, >> tá? Isso é hipocrisia? A o literal da palavra, sim. A pessoa ela que >> significa hipocrisia? >> Hipocrisia é quando tu faz uma
coisa, mas pensa outra. >> Não. >> O que que é hipocrisia? >> Hipocrisia é quando você tenta, fazendo isso, ã, enganar alguém. Vamos supor, >> acho que tu tá tentando enganar si próprio. >> Quando tu fala que tu não consome pornografia mais. >> Não, mas isso é diferente. A questão é o seguinte, você quem consome é quem mais condena. Por exemplo, eu fumo cigarro, >> é uma merda. >> Ã, você não deveria fumar, eu tô sendo Hipócrita. >> Mas o que que isso tem a ver? >> Mas isso não é hipocrisia. Se eu consumo, a
hipocrisia, ela mora na >> desonestidade. Quando eu tento enganar você. Então se eu fumo e eu falo: "Você não tem fumar merda, eu não fumo." Mas o cara que consome, ele não tá tentando instigar ninguém a consumir, ele tá se enganando a si mesmo. Ele não tá falando pr os outros assistirem pornografia. Não, senhora, ele não tá se enganando. Ele está tentando sair de um vício, provavelmente, nesse caso. Isso não se chama engano, >> não. >> Ele tá sendo sincero. Ele aceita o vício. Inclusive, quando ele diz que ele assume que ele tá com fumando
cigarro, assistindo pornografia, ele condena isso. Ele não tá enganando. Ele tá sendo sincero, ele tá sendo honesto. Exatamente. As pessoas elas elas não conseguem assumir que elas são viciadas Em pornografia e escondem isso e criticam ainda, sabe? >> E você acha que ser viciado em pornografia é um problema? >> Obviamente é um problema. Mas então você alimenta e você alimenta esse problema, você faz parte. Como que a pessoa vai ser viciada em pornografia se ela não assistir? Ela tem que assistir e você cria o conteúdo. Eu >> e tem um problema, é questão de lógica.
>> Sim, mas é que eu não tenho como fazer. Eu, se eu parar de criar conteúdo agora, o pornô não vai parar de existir. E o pornô existe porque existe uma existe pessoas que assistem. >> Sim, porque você tá lá também. >> As coisas elas só existem porque alguém precisou que ela existisse, né? E vamos supor, o fetiche em pé, ele não era tão comum antes, mas ele começou a ficar comum porque as pessoas começaram a pegar a imagem de famoso e ficar dando zoom no pé delas e ficar tipo vendendo As fotos. Então, existe
essa a pornografia, ela existe porque alguém quer ver, porque alguém precisa ver, porque alguém acha interessante e eu parar de fazer ou outras pessoas pararem de fazer, não vai fazer ela simplesmente parar de existir. Ela sempre vai existir. Não é culpa das criadoras. A gente só tá alimentando o sistema que, infelizmente, é feito pelos homens. Quem mais consome pornografia são os homens. Eh, >> Martina, por que que você acha que essas pessoas não elas escondem, que elas acessam a pornografia? >> Porque elas têm a moral na moral delas, na cabeça delas, que aquilo é errado.
Por isso elas escondem. >> É, então se elas sabem que é errado, é porque o seu trabalho, de alguma forma é visto pela sociedade como algo ruim. Um exemplo, quando eu usava a droga, eu escondia dos meus pais porque eu sabia Que era algo ruim e algo que não fazia bem tanto para mim, nem pra sociedade. Sociedade enxergava isso como algo ruim. Então você entende que de alguma forma o seu trabalho é algo ruim? >> Mas esse de ser certo ou errado, ele é muito individual. Eu não acho errado, >> tá? Se você, um exemplo,
eh 60% das nosso, das nossas crianças, né, dos nossos adolescentes, eles têm acesso à pornografia a partir dos 14 anos de idade. Então isso é algo bom ou ruim? >> Ruim. >> Ruim. Então você tá vendo como tem como olhar o seu trabalho como algo ruim. >> Sim, mas eu concordo. É ruim e eu acho horrível a criança ter acesso à pornografia com essa idade. Eu tive até antes, mas eu tive antes, não foi por causa da atriz pornô. Eu vi pornô porque a minha mãe não tava nem aí para mim deixava o dia inteiro
com computador em casa. Então assim, 60% dessas crianças têm acesso à pornografia e você entende Que é errado porque ela tá sendo hipersexualizada, tudo tá tendo problemas paraa vida dela e ela começa a guardar isso para si e ela quer pôr isso para fora em algum momento. >> E no entanto que você vê aí crianças de 12, 13, 14 anos engravidando. Mas sabe que de quem é esse problema? >> O problema é dos pais e do estado que não dão educação para uma criança suficiente que é o único lugar que ela tem para pesquisar a
internet. Eu não Sabia como era uma uma vagina ou um pênis. Eu fui pesquisar onde? No Google. A minha mãe não me me educou o suficiente para m ensinar. >> Mas uma uma experiência pessoal não é uma regra coletiva. Então é muito estranho você colocar regra pessoal para todo mundo, porque assim, eu aprendi isso na minha casa. Aprendeu isso na casa dela. Então assim, regra pessoal individual. O que a gente não sabe, a gente vai buscar Conhecimento e quando em casa a gente não tem alguém que nos ensina, a gente vai procurar num livro ou
na internet >> ou num amigo mais velho, alguma coisa do tipo. Eu entendo, entendo isso, >> concordo. Mas assim, quando a gente tá falando que essas pessoas se escondem, elas se escondem porque ela vê que é algo prejudicial, gera vergonha, gera um sentimento nela, tipo de objeificação da mulher. Então ele começa a olhar pras mulheres e tem senso de tipo assim, Mano, tô fazendo uma coisa errada, não deveria estar olhando essa mulher dessa forma. Deixa, deixa eu primeiro. Agora foi. >> Ah, mas ninguém me deixa falar. Todo mundo me gonga. Eu preciso falar. >> Oi,
Martina. Prazer. Meu nome é Rafael. Bom, eu vou pedir para você refazer a pergunta para mim trabalhar em cima. Vamos lá. >> A pauta é ã quem mais consome pornografia, quem mais condena? >> OK. Ã, você disse há pouco que você tem eh como meta, como objetivo ser mãe, constituir família, correto? Hum. >> Tenho mais ou menos ali uma noção. Espero que, né, seja isso. Você não vai incentivar o seu filho a adentrar para essa vida, >> não. >> Você não vai est sendo imoralista ou hipócrita. Você vai est induzindo ele a fazer a coisa
correta. Logo quem logo quem está criticando isso Necessariamente não é não é um imoralista ou porque consome é porque tem a noção de que é errado. >> Não, eu vou incentivar os meus filhos a fazerem o que eles quiserem fazer, desde que não seja nada errado. Mas se ela, se os meus filhos quiserem, >> você disse que, você disse que isso é, e isso você não incentivaria logo porque é errado. >> Não, eu eu acho que a gente tem que não deve incentivar os nossos filhos a Seguirem nenhuma profissão. Eles eles que têm que ter
a escolha de vida deles, entendeu? Assim como um pai que é médico e tal, sempre fica aquela situação chata da do pai forçar o filho a querer ser médico também, seguindo a mesma profissão. >> Quando você era criança, quando você era pequena, antes dos 14, >> que que você queria ser? >> Eu queria ser publicitária. >> Olha, olha o caminho que você tomou. Você acabou deturpando, você entendeu? Você acabou moldando perante sua realidade o que é o correto. Porque o correto, o certo e o errado, ele é muito relativo. Você pegou, transformou de cabeça para
baixo. Agora imagina isso. Amanhã o seu filho vivendo essa realidade. Você não vai achar que é o melhor caminho. >> Eu acho que os meus filhos fazem o que eles acharem melhor, desde que não seja crime e eu não acho errado, porque tu Acha errado isso e tá tudo bem e tu não quer isso pros teus filhos. Beleza? É a tua moral e as tuas opiniões. Eu tenho as minhas pros meus filhos. Eu não vou querer que eles sentem aqui como moralista e fiquem discutindo com uma criadora de conteúdo adulto também. Sim, desde que não,
desde que não consumam, né? O correto é você criticar e não ser um consumista disso, porque se você consome e critica, com certeza isso não passa de um hipócrita. Eu exatamente. Eu Espero que no amanhã você condeno o seu filho v falar: "Ó, isso daí, amigo, não é o melhor caminho, porque você viu os danos que trouxe." >> Sim. Eu com certeza vou falar pros meus filhos todas as as partes boas e ruins e cabe a eles decidirem, mas eu não posso iludir eles falando que que é legal e é um parquinho e é maravilhoso
e não tem nenhum problema. E também não posso falar que é mil maravilhas, então é uma conversa que precisa ser feita. Opa. Olá, tudo bem? Meu nome é Cristian. >> Bom, e quando você coloca quem mais critica é, na verdade, quem mais consome, você tá certa nesse ponto, mas você está errada em colocar isso como uma opinião hipócrita das pessoas. Na verdade, pelo contrário, isso se demonstra um pedido de socorro dessas pessoas que consumiram já por tanto tempo. Elas sabem na pele como que é o consumo da pornografia, como que é o vício na pornografia.
Essas são as Pessoas que mais sabem a dor que isso causa, não só nela pessoalmente, como na família, como nas relações pessoais. Isso atrapalha com ela. Às vezes, com o caso do casamento, isso pode gerar divórcios, pode eh acarretar em outros problemas, traições, enfim, várias questões que a pessoa que consumiu a pornografia, ela sabe mais do que quem não consome. Então, na verdade, não é uma hipocrisia, na minha opinião, é um pedido de socorro. Você concorda com Isso? >> Hum, em partes. Eu acho que que sim. A pessoa talvez ela queira sair daquele vício, né?
e acha errado. Enfim, mas o que eu vejo muito é que todas as épocas, daí eu vou usar um exemplo pessoal meu, todas as épocas que eu mais ganhei dinheiro e que eu mais tive público foi as épocas que eu me envolvi com pessoas que eram moralistas, com questões políticas. Então, quando eu era exposta ao público moralista, sempre foi os Momentos que eu mais tive assinante. Então, um outro exemplo, quando eu ia no headcast, sempre tinha um assinante ou outro que falava tipo: "Ah, eu assisto vi lá e tal". Então, a minha pauta, ela foi
exatamente nisso, nas pessoas que assistem e que gostam do que elas estão assistindo, mas elas se sentem culpadas, >> certo? No final das contas, se colocar essas pessoas como hipócritas, você não tá preocupada necessariamente com a saúde mental delas e sim com o dinheiro Que entra no seu bolso, que é o que essas pessoas eh acabam influenciando, certo? Não, eu tô preocupado com a saúde mental dela, porque ela faz uma coisa que ela julga tão errada, mas ela não, ela, ela continua fazendo. >> Você mesmo colocou o ponto, por exemplo, dos fetiches, do fetiche em
pé. Para mim, começando pelo ponto que você tem um fetiche, por exemplo, você pegar fotos de famosos, como você falou, e sair e dando zoom no pé das pessoas, Para mim isso já é um uma um grande caso de doença mental. Para mim é um problema mental das pessoas e isso vai só escalando cada vez mais com esses festiches. >> Tu não gosta de um pé? Não, eu gosto de pé, mas eu acho estranho a pessoa ficar fissurada naquilo, seja qualquer coisa. >> Sim, sim. É, eu nunca tinha conhecido um cara com fetiche em pé.
Até que eu conheci e vi que ele é uma pessoa normal, mas ele gosta de um pezinho. >> Uma pessoa normal. Vamos colocar outro exemplo. Você foi no de noite do Neno Gentil e você mesmo mencionou um caso que te pagaram caro, te deram bastante dinheiro, por exemplo, para você peidar diante das câmeras. Foi isso ou não foi? Você consegue falar pra gente quanto que você ganhou? >> Sim. Ah, não foi muito não. Foi uns R$ 1.000. R$ 1000. Isso não é muito >> claramente essa pessoa. Então vamos lá. Você você tem coragem? Você tem
coragem De olhar para câmera? >> Não, mas olha só, eu vou eu vou dar minha opinião pessoal, tá? Eu acho que uma pessoa que paga R$ 1.000 na sua consciência para uma pessoa gravar um vídeo peidando é louca, >> tem problemas mentais, certo? Então vamos olhar pra câmera e falar: "Essa pessoa tem problemas mentais. Seu cliente tem problemas mentais. Tem algum transtorninho aí nessa cabecinha para pedir um peidinho meu, né?" Eu concordo Com isso. Um peido é muito específico. Agora um pé já é uma coisa mais suave. Acho que pé não é não. >> Então
você não acha que você produzindo esses conteúdos você não tá incentivando essas pessoas a continuarem com Foi. >> Só para não vir para nada. >> E aí, tudo bem? Meu nome é Ivan. >> Agora foi. Prazer. >> Bem, prazer. Bom, eu acho que o o a questão pornografia e tem a questão da da sociedade, né? O dano à sociedade. Eu Acho que é porque a masturbação, ela é basicamente um uma liberação de energia. E quando você cria conteúdo e alimenta essa pornografia, você tá fazendo com que jovens liberem energia pro nada. Consequentemente, eles não têm
mais energia para, por exemplo, sair na rua para conhecer uma pessoa nova, para socializar. Eh, basicamente, eh, eu já conheci casos como esse de caras que não saem de casa mesmo, eles só ficam um dia inteiro lá e eu acredito que assinantes Do seu do Son característica. >> Acabou. falou pouco, mas falou pouco. >> E aí, galera, o vídeo acabou, infelizmente. Quero muito saber o que que vocês acharam sobre o tema e também que vocês deixem outras outras pautas para serem discutidas aqui. Deixem o like de vocês, compartilhem esse vídeo, se inscrevam no canal e
um beijo. [Música] [Aplausos]