Olá, meus irmãos. Vamos avançar a nossa matéria de teologia sistemática um. Nessa matéria, nós estamos ah estudando a parte dos prolegômenos.
O que são a parte dos prolegômenos? A parte dos prolegôminos diz respeito a a introdução, a preparação para o estudo da teologia sistemática. É aquilo que você precisa entender antes de estudar as doutrinas da teologia sistemática.
Basicamente nós vamos estudar dois assuntos nos prolegômenos. Em primeiro lugar, uma introdução ao estudo teológico e, em segundo lugar, a questão dos pressupostos da teologia cristã. Ah, na aula passada nós começamos a estudar essa parte de introdução ao estudo teológico e nessa aula nós vamos concluir este assunto, OK?
Então, vamos recapitular aqui o que nós vimos na aula passada. Nós vimos a definição de Ericson sobre o que é teologia, certo? E teologia é a disciplina que procura dar um relato coerente às doutrinas da fé cristã, baseando-se principalmente na Bíblia, situando-a no contexto da cultura em geral, expressando-a num idioma contemporâneo e relacionando-a às questões da vida.
Então essa é a definição de Ericson do que é teologia sistemática. OK? Nós então vimos aqui analisando cada detalhe desta definição.
Nós vimos então aí cada passo, cada característica que Ericson dá para o que é a teologia. Então nós entramos nessa parte das áreas da teologia. Nós vimos que a teologia, ela é basicamente constituída de quatro áreas.
A teologia bíblica é a área que estuda as crenças nos tempos bíblicos. OK? A teologia histórica é a área que estuda a teologia desenvolvida no tempo da história da igreja.
A teologia filosófica é a produção de teologia naquelas questões onde a Bíblia silencia. São questões mais filosóficas. E em quarto lugar nós temos a teologia sistemática, que estuda então o ensino bíblico, histórico e filosófico em doutrinas específicas.
Então, pra gente entender melhor a definição de cada uma dessas áreas, nós temos aqui, certo? Eu mostrei para vocês este gráfico. Então, neste gráfico aqui, ã, é muito importante a gente perceber essa diferenciação entre aquilo que foi produzido nos tempos bíblicos e aquilo que foi produzido na história da igreja.
A teologia bíblica, ela diz respeito ao estudo da teologia desenvolvida nos tempos bíblicos. Então, em termos de livros, ah, um livro de teologia bíblica vai ser um livro como a teologia do Evangelho de João, a teologia do Evangelho de Mateus, a teologia das cartas paulinas. Pronto.
Isso é um são obras de teologia bíblica. ou então ah, lei e evangelho, o conceito de graça no apóstolo Paulo, ah, a nova perspectiva em Paulo, ou então ah, questões do tipo dispensacionalismo, aliancismo, tudo isso são questões da teologia bíblica, porque está se averiguando a teologia produzida nos tempos bíblicos. Depois, então, você tem a teologia histórica, que é a teologia produzida durante a história da igreja.
Então aqui você tem a a análise do que Agostinho, do que os pais eclesiásticos pensavam, do que Tomás de Aquino, Calvino, puritanos, os cânones de Dorte, as grandes confissões. Todas as vezes que você estuda e tenta sistematizar as crenças produzidas durante o período da história da igreja, você está fazendo um trabalho de teologia. histórica.
Então, em termos de livros, uma obra de teologia histórica é uma obra que, por exemplo, vai analisar o conceito de trindade em Agostinho, OK? Então, você tem obras que tratam sobre determinadas doutrinas em determinado período da história da igreja. Isso é a parte da teologia histórica.
E então, englobando tanto a teologia bíblica quanto a histórica e também a filosófica, você tem a teologia sistemática. Então, a sistemática ela vai fazer o seguinte, ela vai basear a sua sistematização naquilo que ela averígua da teologia bíblica, daquilo que ela averígua da teologia histórica e daquilo que ela averíua da teologia filosófica. Então ela sistematiza tudo e então elabora ensinos sistematizados de determinadas doutrinas das escrituras que nós vimos aqui, voltando rapidinho, são 10.
A doutrina da bibliologia, teologia propriamente dita, antropologia, ramartiologia, cristologia, soteriologia, pneumatologia, ecclesiologia, escatologia e anguelologia. OK? São essas 10 doutrinas da teologia sistemática.
Nessa aula, então, irmãos, nós ainda vamos tratar um pouco da relação da teologia sistemática com essas outras doutrinas. Então, aqui é uma questão de método teológico. Qual a relação então da teologia sistemática com a teologia bíblica?
Como a gente viu, a teologia bíblica, ela foca em estudar a crença nos tempos bíblicos. Ela vai se preocupar com as doutrinas na forma com que aparecem nas Escrituras, sem se preocupar em como essas doutrinas se relacionam nos dias de hoje. Então, qual a relação a teologia sistemática tem com a teologia bíblica?
uma relação direta. A importância da teologia bíblica para a teologia sistemática é porque simplesmente a teologia bíblica é a fonte primária da teologia sistemática. Ou seja, a teologia bíblica precisa ser a principal ferramenta de trabalho do teólogo sistemático.
Então, deixe-me dar um exemplo aqui para vocês. Em determinado determinado dia, algum tempo atrás, eu estava assistindo a uma mesa redonda que tinha ali um estudioso que era mais especialista na teologia bíblica e você tinha um outro estudioso que era um pastor e na verdade ele era mais forte na teologia sistemática. Então o que que aconteceu?
Um moderador perguntou, pediu para eles darem o conceito de justificação. Então, quem respondeu primeiro foi este pastor e ele disse o seguinte, que a justificação é o ato de Deus em declarar o pecador justo. Essa é uma definição bastante comum na teologia sistemática.
Quando ele então passou a palavra para o outro estudioso da teologia bíblica, esse estudioso então disse o seguinte, que este conceito que havia sido dado está correto, mas não completamente. Por quê? Porque a palavra justificação, ela aparece em diferentes contextos nas escrituras.
Então, em determinado momento, por exemplo, lá no apóstolo Paulo, a palavra justificação, ela enfatiza essa ideia de Deus declarar o pecador justo. Mas em Tiago, a justificação já enfatiza uma outra ideia, que é a questão da aliança, da relação com Deus, da aliança. São ideias que se tocam em algum lugar, mas são ideias que precisam ser mantidas no seu devido lugar.
Outro exemplo também é o conceito de salvação. Então, em Mateus, capítulo 24, versículo 13, diz o seguinte: "E todo aquele que perseverar até o fim, este será salvo". Já em Efésios, capítulo 2, versículo 9, diz: "Porque pela graça sois salvos mediante a fé".
Então, note, um texto diz: "Aquele que perseverar até o fim será salvo". O outro diz: "Pela graça sois salvos". Então, o trabalho do teólogo sistemático é reunir o ensino destes dois textos e sistematizar uma doutrina da salvação.
Mas antes de reunir, ele precisa estudar cada um desses textos. Ele precisa estudar o que que Jesus queria dizer por salvação aqui e o que que Paulo queria dizer por salvação aqui. Então ele vai pegar este conteúdo mais este conteúdo e vai então organizá-lo em uma sistemática, numa doutrina da salvação.
O primeiro caso que eu mencionei, ele vai pegar o que Paulo falou sobre justificação, o que Tiago falou sobre justificação. Ele vai reunir e então sistematizar uma doutrina da justificação. Então, a teologia sistemática, ela tem uma relação direta com a teologia bíblica.
Não vai ser incomum você observar, especialmente se você tem contato em redes sociais com teólogos de diferentes com ênfases na teologia sistemática ou na teologia bíblica, existe uma certa crítica um para com o outro. O teólogo sistemático geralmente critica o teólogo bíblico pela sua falta de relevância, ou seja, ele apenas produz teologia, mas não aplica a teologia. Já o teólogo bíblico vai criticar o teólogo sistemático, porque ele vai dizer que o teólogo sistemático ele está esquecendo de fazer as exegeses, as devidas análises dos textos bíblicos.
Nós não precisamos dizer que uma é melhor do que a outra. Nós precisamos fazer com que as duas andem de mãos dadas. Então, quanto melhor um teólogo sistemático souber fazer o trabalho da teologia bíblica, melhor será a sua teologia sistemática.
E quanto mais o teólogo bíblico conseguir colher as suas informações e transformar em uma linguagem acessível às pessoas, melhor será a sua teologia bíblica. Então, cada área tem que contribuir uma com a outra. Em segundo lugar, a relação da teologia sistemática com a teologia histórica.
A história da teologia, irmãos, ou a teologia histórica, ela estuda como os vários teólogos pensaram durante a história da igreja. Ela possui um enorme valor para a teologia sistemática. Em primeiro lugar, porque a teologia histórica nos torna mais cuidadosos e mais autoconscientes com as nossas pressuposições.
Todos nós, meus irmãos, sem exceção, levamos para o estudo bíblico os nossos pressupostos, a nossa visão de mundo. Quando a gente então analisa a forma como a doutrina foi tratada durante a história, nós nos tornamos mais cautelosos em como a nossa cultura influencia a nossa interpretação. Então, por exemplo, quando você estuda a história da teologia, você percebe como a filosofia grega foi influente na interpretação bíblica de muitos dos pais da igreja, como por exemplo, ah, Deus, a doutrina da trindade foi tentada a ser explicada de acordo com os parâmetros da filosofia grega, como coisas do tipo essência, substância, tudo isso vem da filosofia aristotélica.
Então, a Bíblia sendo interpretada à luz da filosofia grega. Ou então você tem o caso da que eu mencionei na semana passada, que é da visão do teólogo a respeito da nação de Israel. Quando você olha a teologia histórica, você percebe que houve uma rejeição muito cedo da nação de Israel na interpretação bíblica.
Isso se deu tanto por causa do antissemitismo, tanto por causa do fato de que não havia mais nação de Israel naquela época. Então você tinha ali uma rejeição, a falta de colocação de Israel eh dentro do plano de Deus para o Novo Testamento. Uma vez que em 1948 os judeus voltam paraa sua terra, muitos teólogos começam a reexaminar a sua teologia.
Então, como Ericson diz, observar como a cultura influenciou o pensamento teológico no passado deve nos alertar sobre aquilo que tem nos influenciado. Então, nós não podemos deixar que a nossa percepção da cultura afete a nossa interpretação bíblica. Aí você pode estar se perguntando, mas isso é possível?
É possível que a minha interpretação bíblica, ela seja completamente desligada do meu relacionamento com o século XX? A resposta é não. Não é possível.
Sempre que você for ler o texto, você vai levar o seu universo paraa sua interpretação. Agora, a nossa leitura da realidade já tem que ter sido o resultado de teologia bíblica. Ou seja, quanto mais você estuda a Bíblia, mais você observa melhor a realidade.
Quanto mais você observa melhor a realidade, mais você se esforça para interpretar melhor a Bíblia. Então isso é um círculo, OK, irmãos? Então, na teologia histórica, nós aprendemos a isso, a tomar cuidado com aquilo que está nos influenciando na interpretação bíblica.
Em segundo lugar, a teologia histórica ajuda também a nos tornar ou ou a aprendermos melhor como fazer teologia. Então você tem grandes homens na história da igreja, como Tomás de Aquino, Agostinho, João Calvino, que são modelos de como o conhecimento teológico precisa ser comunicado com a linguagem de sua época. Então, a teologia histórica nos dá este exemplo também.
E, em terceiro lugar, a teologia histórica nos ensina as consequências de uma forma de pensar. Então, por exemplo, a história nos mostra as implicações de determinadas doutrinas. Então, hoje nós temos condições de olhar para o passado e ver as implicações do continuísmo, por exemplo, produzido lá na bênção de Toronto, produzido lá na rua Azusa.
Então, aquele tipo de continuísmo. Agora, veja bem, eu não estou aqui criticando a questão da continuação ou não dos dons. Eu estou afirmando aqui aquele tipo de continuísmo.
Hoje nós temos condições de observar o resultado desastroso que isso trouxe pra obra de Deus. Milhões de igrejas são fundadas e morrem todos os dias por basearem as suas práticas em experiências em ditas experiências sobrenaturais. Então, a história nos alerta quanto ao cuidado ao se abraçar determinadas doutrinas.
E em terceiro lugar, nós temos aqui a relação da teologia sistemática com a teologia filosófica. Então, lembrando a você, a teologia filosófica, ela é aquela teologia que se vale de conteúdo filosófico mais do que material bíblico. Ela vai lidar em questões que a Bíblia não lida diretamente.
Ela, a Bíblia fala dessas questões, mas de maneira indireta, como, por exemplo, a natureza da liberdade humana. Ou então como nós podemos conhecer a Deus? Então, o nosso conhecimento de Deus, ele é possível?
É possível o homem ter um conhecimento absoluto a respeito de Deus? Qual é a forma correta de se falar sobre Deus? É a linguagem analógica?
É a linguagem equívoca? É a linguagem unívoca? Então, essas são questões da teologia filosófica que a Bíblia não aborda diretamente, mas indiretamente.
E a teologia filosófica, bem como a filosofia, irmãos, fornece grandes contribuições para a teologia sistemática. Em primeiro lugar, ela suplementa conteúdo para a teologia. Então, em vários momentos e em várias doutrinas, o teólogo sistemático vai trabalhar com a teologia filosófica.
Então, por exemplo, quando você for estudar a respeito da revelação, você vai acabar tendo que se questionar, certo? Se aquilo que nós ouvimos a respeito de Deus, isso representa de fato quem Deus é, ou isso representa apenas uma imagem distante de quem Deus é? E, ou seja, aquilo que nós conhecemos a respeito de Deus nos garante que Deus é de fato assim?
Então, essa é uma questão trabalhada dentro da teologia filosófica. Também a teologia filosófica serve para a teologia sistemática com a apologética, com a defesa da fé. Então, a teologia bíblica, a teologia, desculpe, a teologia cristã afirma a crença na existência de Deus.
E o trabalho da teologia filosófica é demonstrar como esta crença pode ser racionalmente afirmada. Então, a teologia cristã vai afirmar a divindade e a humanidade de Cristo. A teologia filosófica vai então tentar demonstrar a racionalidade desse tipo de crença, OK?
E também a teologia filosófica contribui com a teologia sistemática com a organização de conceitos e argumentos, ou seja, com a lógica e a didática. O estudo da lógica, da forma de raciocinar ajuda a teologia sistemática na produção dos seus argumentos. Então, a teologia filosófica é de grande importância para a teologia sistemática.
Então, irmãos, quando você estiver lendo uma teologia sistemática, você sempre vai conseguir identificar que naquele momento o teólogo sistemático está fazendo o trabalho do teólogo bíblico, ou então do teólogo histórico ou então do teólogo filosófico. OK? Em algumas teologias sistemáticas, isso é claramente expresso.
Por exemplo, na teologia sistemática do Franklin Ferreira, você tem claramente as divisões sendo feitas, o estudo bíblico, estudo sistemático, estudo histórico e o estudo filosófico ou apologético. OK? Então, para mostrar como a teologia sistemática ela se relaciona com todos estes campos da teologia.
E pra gente concluir, então, irmãos, eu queria só mostrar aqui algumas razões, algumas necessidades, algum alguns motivos pelos quais a gente tem que estudar a teologia. Uma pergunta que muitas pessoas fazem é a seguinte: por que estudar teologia? Amar a Cristo não é o suficiente?
A teologia não causa mais divisão? Então, por que estudar teologia? Então, eis aqui algumas razões.
Em primeiro lugar, o correto relacionamento com Deus depende do correto entendimento de Deus. Então, Hebreus capítulo 11 versículo 6 diz que sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador daqueles que o buscam. Então, note que a nossa correta relação com Deus, ou seja, se quisermos agradar a Deus, é necessário que a gente creia em certas verdades doutrinárias, como por exemplo, a crença na existência de Deus e a crença na justiça de Deus.
Então, essas são duas crenças que o autor de Hebreus nos mostra que são necessárias, requeridas para o correto relacionamento com Deus. Um exemplo prático disso é João, capítulo 4, versículo 10, quando a samaritana pergunta para Jesus: "Como é que, sendo tu judeu, pede de beber a mim, que sou samaritana? " Jesus então responde a ela: "Mulher, se tu soubesses quem te pede dar-me de beber, tu lhe pedirias".
O que é que o Senhor Jesus está dizendo? Que a falta do correto conhecimento dela a respeito de Jesus está atrapalhando o correto relacionamento dela com Jesus. Então, a nossa relação com Deus depende da do nosso conhecimento de Deus.
Ou então, como diz J Packer no seu livro, Conhecimento de Deus, o correto conhecimento de Deus, ou seja, a correta relação com Deus depende do correto conhecimento sobre Deus. OK? Então, a teologia é importante porque sem teologia correta não poderemos nos relacionar corretamente com Deus.
Em segundo lugar, a verdade e a experiência estão relacionadas. O que que isso quer dizer? É que aquilo que nós cremos como verdade afeta a maneira como nós nos comportamos.
Então, em primeiro Tessalonicenses 4:18, o apóstolo Paulo trata lá a respeito da vinda do Senhor Jesus Cristo, da nossa reunião com ele, da ressurreição dos mortos. E ele então conclui dizendo o seguinte: "Consolai-vos, pois uns aos outros com esta palavra". Ou seja, aquilo que nós cremos afeta nosso comportamento.
Então, se nós cremos na volta de Cristo, isso vai afetar a nossa relação. Então, quanto melhor entendemos a respeito da volta de Cristo, melhor também entenderemos como devemos nos comportar. Então, há certas questões na teologia que espantam os estudiosos por serem questões que aparentemente não tem tanta relevância.
Por exemplo, a questão do a questão entre dispensacionalistas e aliancistas. Jesus Cristo já está reinando hoje no céu? O milênio já é hoje ou ele é só no futuro?
Então as pessoas pensam: "Não, não estude isso. Importante é pregar o evangelho e tudo mais, mas quanto mais a pessoa estuda estes assuntos, mais se percebe a relevância prática que estes assuntos têm. Então, por exemplo, se a gente crê que ah o como os pós-milenistas que o mundo precisa ser cristianizado, isso vai afetar diretamente a nossa visão da política.
a nossa visão do qual a relação a igreja tem que ser, tem que ter com a política. Em outras posições que acreditam que não tem jeito para esse mundo, só a vinda de Cristo vai dar jeito neste mundo, isso já é outra forma de enxergar que produz um outro comportamento político, por exemplo. Então, não tem como desvencilhar a teologia da prática da teologia.
Quanto mais você conhece a teologia, melhor você pratica a vida cristã. Isso é uma questão prática. Ah, neta, isso significa dizer, então, que para eu ser um bom crente, eu preciso ser um grande teólogo?
Não necessariamente. Você não precisa ser um grande teólogo para ser um bom crente, mas para que você seja um bom crente, você precisa ter um bom conhecimento das Escrituras. Pois como nós vamos nos comportar corretamente sem conhecermos aquilo que Deus requer de nós?
Então, lembre-se que o Senhor Jesus Cristo disse: "Vocês serão meus discípulos se aqueles, desculpe, lá em João capítulo 14, aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, este é o que me ama". Então, como você vai praticar os mandamentos de Jesus se você não tem os mandamentos de Jesus? Então, a teologia é extremamente fundamental para a nossa prática.
E em último lugar, a teologia também é importante por causa dos grandes desafios que a fé cristã tem na atualidade. Uma ótima forma de você que está me ouvindo e que é o pastor, proteger a sua congregação do engano, é você conhecendo a verdade. Então imagine que você é pastor e então ah, você está ali de olho no que o ministério de louvor da sua igreja está fazendo.
Então você percebe que em determinado dia eles trazem uma música que diz o seguinte, que três se formam em um filho, espírito e pai. Então essa é uma música bem conhecida nos dias de hoje aqui no Brasil e ela diz que três se formam em um. Então, quanto melhor você conhece a teologia, especialmente a teologia sistemática ou como você formula a crença sobre a trindade, rapidamente você percebe o erro nessa música.
Então, uma música errada, uma teologia errada, uma forma de evangelizar errada, ah, os ataques, um livro que está ensinando o erro, tudo isso pode ser melhor combatido se você conhece as Sagradas Escrituras, especialmente na teologia sistemática. OK? Então, por isso que é muito importante o estudo da teologia.
na verdade é uma necessidade o estudo da teologia. Então é isso, irmãos. Com isso a gente encerra aqui essa parte, essa primeira parte dos prolegômenos da introdução ao estudo teológico.
Na próxima aula, então, nós vamos estudar os pressupostos da teologia cristã. Então, fiquem com Deus e até a próxima aula. M.