o Olá pessoal Espero que esteja tudo bem com vocês Nós voltamos para mais uma aula de criminologia a e na hora de hoje a gente vai discutir um pouquinho começar a conversar um pouquinho sobre Quando surge efetivamente a a criminologia na aula passada se vocês lembrarem nós abordamos em algumas horas atrás nós abordamos a questão né do objeto e do metro da criminologia gente conversar um pouco sobre o surgimento da ideia da pena de prisão a importa pra gente compreender um pouco falar um pouco sobre Quando surge propriamente a criminologia na verdade na doutrina cremosa
Existe uma grande divergência em delimitar qual seria esse momento justamente porque nós temos a gente vê essas formas entender a epistemologia criminológica dependendo do método do objeto é o comitê para vocês hoje inclusive a gente fala em criminologia a corrente majoritária aquilo que é majoritariamente aceito Vai estabelecer aqui o surgimento da criminologia vai se dá apenas no século 19 junto com e principalmente o método empírico defendido pela Escola positiva italiana nós vamos falar nas próximas aulas ainda sobre esta concepção da figura por a criminologia positivista Ariana eu pessoalmente não acho que a criminologia surgiu aí
aí eu minha filha uma outra linha de pensamento criminológico não é politicamente compra os seus a faroni com o aneto etc e o que o ar correto dizer que a criminologia científica nasce é a partir do século 19 com o método empírico defendido pela Escola positiva italiana mas que é possível se identificar antes disso 18 anos disso é bem verdade né uma série de pensamentos ou de ideias e reflexões climáticas existe muita gente que ainda dependendo a era o ventilador que utiliza a classificação vai chamar esta fase de pré-científica Então tudo aquilo que viria antes
né do do positivismo criminológico seria o nome e fase pré-científica nós vamos lá de hoje falar um pouco então sobre esses discursos pensamentos que nós temos que antecedem em 1937 dem essa criminologia científica é o que traz em si a esse ar de simplicidade que vem justamente com a escola a positivista ou efetivamente se a gente seguia eu escolhi dos Zaffaroni a gente vai poder identificar o surgimento de um pensamento criminológico integrado já com direito penal mesmo processo penal lá no século 13 século do século 13 você se lembrar em algumas aulas Atração explicamos que
a no século 12 século 13 acontece um fenômeno importante que é o chamado sequestro do conflito a expropriação da vítima que aquele momento em que as relações de poder em sociedade vamos se verticalizar na Então passa a ter uma cidade estabelecida uma relação hierárquica superando Aquele modelo que nós temos até então é dos povos germânicos ou barbaricus querem prioritariamente horizontal prioritariamente marcados por uma ideia de a composição de acordo entre as partes nós falamos lá sobre verbo ele nos falamos mais sobre o recurso aos horários e assim por diante quando mais ou menos ali no
século 12 século 13 a gente percebe né a consolidação dos poderes monárquicos a gente percebe a consolidação da Igreja Católica no cenário europeu né a gente começa identificar jus também que uma modificação nas relações jurídicas que importam para nós aqui em link link que essa modificação das práticas jurídicas essa modificação dos discursos que se tinha época né vai trazer um conjunto de percepções que nós já podemos identificar como sendo um pensamento criminológico regras reflexões discursos que a gente pode identificar como sendo Sim já uma ideia de a criminologia nesse período inclusive se vocês se lembrarem
né quando se consolidam essas instituições e surge grupos especializados né corporações uma espécie uma burocracia que pode até dizer né que passam a ter o papel de fazer esses mecanismos funcionários se vocês lembrarem expliquei para vocês dá uma passada na inclusive uma forma uma nova forma de produção de verdade agora centralizada nas mãos desses que detém o poder uma sociedade com as relações de poder que estão hierarquizadas tá a e nesse cenário então gente vai conseguir perceber um discurso muito interessante entre todo esse discurso criminológico primário que eu estou explicando para vocês e por primeiro
apareceu Ele vai né aparecer pingado ali algumas práticas e algumas a textos mas ele pode ser inteiro identificado uma forma compilada resumida digamos assim a numa obra que é publicada em 1487 que é o chamado malleus maleficarum não ou também conhecido como o mar a bruxa vou deixar aqui para você na imagem desse a capa desse livro ele foi escrito por dois religiosos dois dominicano surge a Copa Springer e o reino screamer a bastante curiosos inclusive né os dominicanos tem um fervor são os cães de Deus tem uma é uma ordem religiosa bastante rígida o
Springer teve algumas vinculações ali né de abusos do seu poder quando estava na inquisição era conhecido como é um equisitor a bastante Severo e o câmera Bert do como religioso Tinha alguns contatos né algumas visões via coisas tal talvez dois hoje fossem enquadrados como lunáticos aí o algo do gênero Mas enfim os dois envolvem esse livro é que é a época Inclusive era obra mais editada depois da Bíblia então e a Bíblia é o livro mais editado a época depois dele vem a fumar ismaily ficaram e esse livro ele sintetiza então toda aquela cosmovisão por
aquela visão Divina que se tinha época e traz dentro de si um discurso que vai não só justificar o poder da igreja se poder inquisitorial como vai legitimar esse mesmo poder eu tenho uma relação de poder estabelecida numa dinâmica hierárquica é normal que surjam prática esse discurso que pretendam manter conservar justificar essas relações de poder tão que a gente percebe a partir desse momento é justamente a consolidação do modelo inquisitorial contra todo e qualquer tipo de ameaça vista por esse poder cozido Só por curiosidade né a palavra Satan em hebraico significa mínimo estamos inimigos do
Poder estabelecido pela igreja passam a ser vistos como ameaça a próxima passam a ser vistos como uma afronta à o período da inquisitorial gente sabe tem 15 são a Vem Nesse contexto aí de finalzinho da idade média e início da modernidade percebam que essa obra é publicada no século 15 então toma cuidado aí não tá mais falando Idade Média né 1617 É nesse período que a inquisição vai efetivamente funcionado e nesse período que vão produzir se consolidar os estados que se orientam a partir de uma dinâmica muito mais rígida muito mais pesada né a orientação
do Poder monárquico muito forte que são chamados estados absolutistas então é este o período que a gente está falando e esse livro vai justificar e orientar todas essas práticas a inquisitoriais se você ler a obra humanos modificaram interessante porque ele define como é que eu faço para identificar o que é bruxaria heresia apostasia né que são os crimes de fé como é que eu faço para identificar quem são as pessoas o que cometem estes crimes é o seregios os infiéis os albigenses as bruxas e depois ainda vem eu quero ver se acho mais interessante como
eu faço para lidar com esse problema acabar com esse problema de pé né que são aí então as heresias e etc esse atrás puxa dias e aí todo mundo mais ou menos conhece aquela naquela A ideia é que você tem consagrada principalmente na literatura e nos filmes que que é o fogo seria forma de inspiração e fogo seria forma né de você efetivamente acabar com este mal como por exemplo a figura das bruxas Então as fogueiras um dessa Bruxas eram queimadas Então esse é o primeiro discurso que a gente pode indicar curte homens como criminológico
é eu defino que é o desvio eu defino Como identificar e perseguir os desde antes e eu tenho mecanismos também que para impedir que esses desviantes criminosos bruxa ser acham que você quiser voltem a delinquir o tipo de homem que você entende esta a construção teórica essa sistematização de discursos e práticas que está toda resolvida resumida lá no lado se modificaram como sendo uma primeira manifestação criminológica é interessante você logo na sequência então ouvir falar de um livro chamado cálcio criminales publicado em 1631 e escrito por um religioso também mas agora não mais dominicano e
sim Jesuíta chamado Fred eles vão inspire langfeld vou deixar para vocês os nomes aqui tá em Laje do livro em e do autor para vocês mesmo não te perderia em com a minha fala que às vezes um pouco acelerada mas o espinho ele foi a um membro de ordem religiosa aqui a esteve envolvido com a execução de diversas mulheres por a pela inquisição por bruxaria por heresia ele era responsável Ali pela última ou vida é para extrema-unção aquela pessoa que ser condenada a fogueira ele pública esse Livre E aí 1631 mesmo século 17 e é
curioso porque quando público esse livro em um pública de forma apócrifa de forma anônima ou seja ele não se identifica ele não coloca o seu nome ali né como autor desse livro porque porque na verdade o que esse livro Diz aí eu tenho aqui uma cópia de ficar mais com termos de felizmente em português uma vez mais ficar gostar sem problema o caos criminales ou em alemão ou latim ser original mas se consegue encontrar em inglês a minha versão em inglês a ele vai ter seguinte olha de tantos anos a ideia é que eu passei
exercendo esse cargo e às tantas pessoas que eu conheci que foram julgadas e condenadas a pela inquisição a eu posso ter vocês que eu não tenho que nenhuma delas eu posso garantir que de fato seja bruxa aliás tem impressão que nenhuma ou era aliás diz mais espinhos qualquer um de vocês se fosse julgado pela inquisição o que seria condenado como herege como bruxa ele chega uma conclusão que talvez a época né social que chocar se chocou e por isso inclusive ele quer te ver na coragem de botar o seu próprio nome ali mas que para
nós hoje seja algo mais ou menos fácil de compreender faz a seguinte USP a Talvez às Bruxas na verdade não existam elas não passam de uma invenção da própria inquisição porque ao inventar que as bruxas existem ela criam o inimigo e ela justifica e legitima o seu próprio funcionamento ela justifica e legitima sua própria existência Então as bruxas Na verdade nada mais são que uma invenção da própria Inquisição para poder funcionar enquanto uma instituição de poder veiculando práticas e discursos extremamente violentos pesados a época mas que se dirigiam contra qualquer um que se eu fizesse
é que se colocasse contra os interesses da própria e você puxa forma mais isso é bastante Lógico né hoje a gente sabe que as bruxas não existem que tudo essa é uma invenção aí né da própria igreja a própria edição para justificar para legitimar o seu poder entenda isso porque esse é o primeiro discurso de caráter crítico que a gente pode identificar no campo da criminologia e se você entender isso talvez seja mais fácil agora a gente trabalhar lá na frente com a teoria do etiquetamento nado livre a Ponte se fossem inclusive teria a própria
teoria de que também a toalha o crime não existe o clima uma invenção do próprio sistema de controle social para justificar o seu próprio funcionamento a sua própria existência esta explicação é de que algumas pessoas cometem crimes porque estavam possuídas tomadas por força do mal pelo Satan do que são bruxas ou por demônio inclusive é muito conhecido a literatura como demonologia é que seria um estudo dos demônios tão longo desse período aí principalmente do final da idade média é entre o início da modernidade ali séculos 15 e 16 17 e que a gente tem Tom
e são é religiosa muito forte inquisição funcionando muito forte havia esse discurso da demonologia tentava se explicar uma série de crimes atos violentos atos tidos como não aceitar mais a partir de explicações até os entes a partir de explicações e orientação a religiosa né que tentavam colocaram na figura dos demônios vão criar uma aplicação mais ou menos em sentido só tipo de curiosidade na demonologia literatura demonologia ser identificados sete milhões de demônios diferentes existentes aí a no planeta Terra então isso não é uma ciência e conhecimento mas é um discurso que já surge aí para
tentar fazer né aparece para explicar a questão do texto os desvios muito vinculado e cliente a questão religiosa ainda em segue de pseudociências tem mais algumas que são curiosas que eu quero estar para vocês por exemplo a nós temos a fisionomia Flávio fisionomia fisionomia Na aparência da p é uma pessoa né os seus traços seu desenho é fisionomia de fulano ciclano é exatamente isso e é curioso porque isso foi detido entre "como se inicia durante um certo tempo eu vou colocar aqui para vocês a imagem é de um autor chamado tinha Batista dela porta Ele
publicou uma obra em 1586 chamados de um ano a fisionomia a fisionomia humano e esse livro dela porta né Ele vai tentar trabalhar em cima da ideia de que na verdade a tua forma de ser no mundo escalonamento Ou seja a tua aparência ela tem uma conexão muito forte o que é uma conexão muito firme com a tua própria impermeável seus procedimentos internos os teus questões coletivas a sua questão anímica né as duas sua forma de agir significa dizer que olhando exterior eu sou capaz de entender que enxergar o próprio interior de uma pessoa e
a então é a partir da fisionomia de uma pessoa o significado se trata uma pessoa boa ou de uma pessoa ruim de uma pessoa bondosa ou uma pessoa maldosa eu vou deixar para vocês vários desenhos mais ou menos que se constroem em cima dessa figura tem umas a conexão do corpo com a psiquê é permitiria ao olhar o corpo e enxergar aquilo que está na própria psiquê humana e aí então teria condições de identificar as pessoas do bem digamos assim e as pessoas a do Mal as pessoas maldosas elas evidentemente nenhuma explicação que a gente
tem mais recente uma tentativa de cientificização mas que é muito difundida no senso comum está presente ao lado toda a história por exemplo e ficou bastante conhecida a essa legislação ao édito de Valéria O que é lá da Roma antiga que é uma licitação então especificar a Roma antiga que dizia o seguinte quando o juiz está diante de dois suspeitos e ele não sabe qual dos dois é o culpado ele deve sempre ocupar aquele que é o mais feio né no sentido de que as eu estaria vinculado a ideia de maldade EA beleza escreve colar
da ideia de bondade é se você for parar para pensar só de falar que coisa ridícula Mas até hoje isso é bastante forte a figura do estereótipo né parei para pensar ir por exemplo na própria literatura né os desenhos da Disney como é geralmente a representação da bruxa né do daquele que é um vilão és uma pessoa corcunda o nariz meio torto né uma pessoa do mal ao passo que a representação da princesa representação do Príncipe Geralmente se traduzem uma ideia de beleza né Um Corpo Belo e etc se vocês pesquisarem um pouquinho durante o
período do nazismo aconteceu o mesmo com a propaganda nazista né retratando o Deus como se fosse alguém feio né traduzido aí na ideia da maldade e o povo alemão somente como um povo Altivo um povo como é que se coloca como um padrão de beleza e específicos a ainda para terminar essa questão da fisionomia para quem tiver curiosidade tá uma complementação não tem nada a ver com a nossa aula propriamente dito mas eu pessoalmente gosto muito de conhecer o autor chamado Umberto Eco é que é o muito conhecido em razão de um livro chamado em
nome da rosa que viram o filme depois que a bacana mais comer seja é abóbora mais frágil de Umberto Eco porque é um romance mas Roberto é que é um pesquisador sério ele tem dois livros se complementam que são muito legais um deles chamado a história da beleza que ele faz uma análise ao longo da história como a beleza foi retratada pela nossa sociedade e também faz uma outra obra complementar a essa uma história da feiura E aí é interessante perceber como a história da feiura a ideia do freio sempre foi associada à ideia de
Pecados de desvios de crimes de né elemento sair maldosos ou além da fisionomia a uma outra a pseudociência bastante curiosa que a frenologia Ah tá a filologia foi principalmente de rubera por esse carinha aqui ó chamado frango às vezes aparece com frango suave E hoje é fogao o galo simplesmente né Ah E aí vejo mas já estamos falando da transição no século 18 né O carro tá lá no final do século XVIII para o século 19 mas isso aí estava presente o senhor está o presente e a ideia do galo foi na verdade a seguinte
né ele mapeou o cérebro humano né ah e conseguiu identificar várias porções eram 38 porções distintas no cérebro humano e acreditava ele cada uma dessas porções será responsável por um tipo diferente de animosidade E aí olha que tem interessante como a massa cerebral ela é mole né o cérebro é mole EA caixa craniana é osso portanto é dura a forma da classe da Caixa craniana moldaria a forma do serve Portanto o formato da cabeça da pessoa definiria o formato do cérebro dessa pessoa e consequentemente poderia produzir em algum tipo de anormalidade algum tipo de deformidade
em regiões em localidades específicas do cérebro que fariam com que algumas pessoas em razão de isso tivessem tendências a serem correntes tendências a serem criminosos estão uma tentativa também de explicação do fenômeno criminal que surgiu ao longo da história né antes do surgimento própria mente aquilo que a gente vai chamar da criminologia científica a uma última concepção que nós precisamos discutir que faz parte desse período anterior né a criminologia positivista a tinta como criminologia científica que vai surgir lá no final do século 19 que é a discussão trazida Principalmente ao longo do século 18 por
aquilo que foi chamado de escola clássica mas isso vai demorar um pouquinho mais pra gente conseguir trabalhar então vem na segunda parte desse vídeo voltamos a falar já