Olá, pessoal! Sejam todos bem-vindos aqui, né? Eh, na página do Instituto Hugo de São Vítor, nós, eu quero conversar com vocês na sequência desse tema das virtudes, certo?
E já vou dizendo para vocês, né, se preparar aí para curtir essa nossa aula, também compartilhar com quem vocês sabem que se interessa por esses temas de virtudes e assim por diante, né? E se não seguem ainda o nosso canal, se não são inscritos, não deixem de se inscrever, está bem? Eh, nós falávamos anteriormente sobre o mundo das virtudes, né?
E a primeira das virtudes, que é a prudência, que nos permite discernir o verdadeiro bem das coisas, tá? Existem uma série de outras coisas que ajudam as pessoas a serem prudentes. Depois a gente pode olhar com mais detalhe essa questão da prudência em relação a uma série de outras coisas, tá?
Eh, mas ali falávamos como ela acaba envolvendo todas as outras virtudes ditas cardiais, ou as virtudes naturais, certo? As principais delas, que são a prudência, a temperança, a justiça e a fortaleza, tá bem? Então, nós começamos falando da prudência e agora eu gostaria de tratar do tema da temperança, porque eu acho que é algo bastante divertido de falar, tá?
Porque a temperança vai lidar e, em grande parte, a temperança trata de dois temas que eu acho que são muito, muito tratados com muita simpatia. Com muita, eh, as pessoas tendem a ter uma grande tolerância com esse tipo de erro que é a preguiça e a gula, tá? E aí eu tô articulando também as virtudes, meio que opondo-as aos vícios capitais, certo?
Então, o que é a temperança? A temperança, ela eh, reconhece, certo, que há necessidade, a partir, né, de um discernimento prudente. Ela reconhece, né, que há necessidade de uma moderação daqueles bens que são prazerosos e assim por diante, sobretudo em três campos: no campo da nutrição, né?
Comida, bebida, essas coisas; o campo do descanso, né? Desde a questão do entretenimento, passando mesmo pelo sono, né? O famoso ficar na horizontal, certo?
E assim por diante; e depois as questões de sexualidade, né? A questão do sexo, do prazer venéreo e assim por diante, tá? O que a sabedoria dos antigos percebeu desde há muito tempo é que a falta de temperança deixa o homem fraco, né?
Então, ou seja, a falta de temperança concorre, né, e para ela concorre de maneira muito adequada. E a gente quase pode dizer isso, né? Eh, se eu fosse fazer um caminho, por exemplo, eu diria assim: uma sugestão, né?
Mas eh, parece que pode ser um caminho pensar em, primeiro, na prudência, que vai ajudar você a discernir o que é o verdadeiro bem de cada coisa. E é isso que a gente tá buscando na prudência: o verdadeiro bem das coisas, tá? As coisas podem se propor assim a fazerem coisas que são.
. . vou dizer para vocês agora, hã, se pegar um período como o período da Quaresma, né?
Que os católicos e outros cristãos também de comunidades eclesiais, eh, geralmente mais antigas, né? Como os luteranos, os anglicanos, certo? E também, né, os ortodoxos e tudo mais.
Aí, são propriamente a Igreja Ortodoxa e as igrejas ortodoxas, né? Esse período da Quaresma é um período que convida a três atitudes fundamentais: oração, esmola e jejum. E aí eu decido jejuar nesse período da Quaresma, mas eu tô assim, cara, sabe que é uma boa jejuar?
Olha, nem tô acreditando muito nas coisas do cristianismo, mas pá, passar um mês fazendo um detox, né? Comendo coisas mais leves, fazendo, né, um jejum intermitente, um negócio, vai ficar mais legal. Aí depois eu dou uma maneirada, depois que passar a Quaresma, mas eu dou esse esse ataque primeiro agora na Quaresma, depois eu vou procurando dar uma aliviada, mas continuo nesse mesmo ritmo, né?
Nessa mesma ideia, eh, é ruim nisso? Claro que não! Ótimo!
Quando a pessoa procura ter uma vida mais ordenada, comer melhor, né, talvez ter mais atos de resiliência aí, de correr atrás da máquina, né? Topar passar mais trabalho em favor de coisas que são boas, tá? Eh, e tá motivado, tematizado, né, com a coisa da Quaresma.
Mas qual é o verdadeiro bem desse tempo, né? Então, um cristão já diria outra coisa, cara, muito legal! Mas olha, o verdadeiro bem desse tempo é você chegar preparado, né?
A Páscoa, desse ano, é que é o momento onde vai se atualizar, né? Vai se fazer presente no hoje aquele evento, né? Eterno, na sua repercussão, mas que tem um momento histórico específico, que é a paixão, morte e ressurreição de Jesus, tá?
E aí, é isso! Então, assim, esse cara, o primeiro cara, vai perseguir um bem bacana, uma coisa legal. Bem, tá?
Agora, esse outro cara aqui, segundo a visão cristã e a proposta, né, da Quaresma, né? Que é proposta pelos cristãos, o verdadeiro bem da Quaresma tá aqui, né? Eu discerni qual é que é!
Eu consegui, aliás, me preparar bem para estar com o coração, né, bem aberto, bem pronto para receber as graças desse tempo. É, ou seja, é aquela coisa como se você dissesse assim, né? Olha, vai vir aí toneladas de ouro e vai levar mais ouro quem tiver mais braços para levar.
Não pode pegar nada, não pode pegar carrinho, nos braços que leva. Aí o cara vai lá, se prepara 40 dias lá, puxando ferro, né? Tomando lá os proteins da vida, né?
Para ele chegar lá o mais forte possível, porque ele sabe que, ó, vai ser pesado o negócio. Mas quanto mais eu conseguir carregar, mais F! Então, é um pouco isso: fortalecer a alma para aproveitar melhor essas graças, né?
Essa é a ideia! Então, cada coisa tem um bem verdadeiro. Possa ter outros bens correlatos.
Né? É complicado, geralmente, o bem último de uma coisa, o maior bem que envolve uma coisa, uma atitude, algo assim. Ela tem outros bens menores que estão ali, né, na esteira desse bem maior, tá?
Então, a prudência me dá esse discernimento, certo? Agora, feito isso, tendo criado as capacidades para isso, eu tenho caminho aberto para temperança, porque a temperança vai me ajudar a perceber qual é a natureza própria dessas atitudes que existem em vista da sobrevivência do indivíduo e da espécie. Se o cara não come, não se nutre, ele morre, né?
Ou então, se se alimentar mal, vai ficar doente. O mesmo se diz da questão do sono e do descanso. Se se alimentar ou descansar mal pode significar também comer ou beber demais ou dormir ou distrair-se demais.
E aí eu gosto bem de pegar a palavra distração, tá, gente? Porque distração é isso: eu tô, eu tô, né, tenso, tracionado. Então, tô ali, né, na tensão.
É porque aí eu tenho alguns momentos que eu vou lá e, opa, né, me distraio, me dou aquela aliviada nessa tensão, certo? Até porque não dá para passar o tempo inteiro assim, certo? Então, esse tipo de coisa, e depois, por fim, tem essa percepção, tá, de que tem a questão do sexo.
Ora, o sexo tem claramente a finalidade da procriação e também tem um grande prazer, assim como tem prazer envolvido em dormir, como tem prazer em comer. Não é tão intenso como o do sexo, mas também tem, porque a natureza nos convida a essas coisas pelo prazer, porque são essenciais à sobrevivência do indivíduo, e o sexo assim também é essencial à sobrevivência da espécie, tá? Ah, Rodrigo, com isso você tá defendendo que atitude virtuosa é ter relações somente para ter filhos?
Não, não é isso, tá? Mas, ao mesmo tempo, separar uma coisa da outra parece mesmo razão para a moral católica ou para a moral cristã, no geral, certo? Para a moral católica, com certeza.
Os evangélicos das mais diversas vertentes podem ter outras visões, mas, para a moral católica, é certo separar o ato conjugal da geração dos filhos, da abertura à geração dos filhos, né? Que toda relação de um casal tem que gerar uma vida, mas essa abertura tem que ver uma questão moral relacionada à questão da paternidade responsável, que eu não vou entrar no pormenor, tá? Mas essa união dos cônjuges, a união do casal e a abertura à vida, à geração dos filhos, tá?
Então, essas coisas, isso mesmo, acaba gerando uma moderação no apetite sexual das pessoas, né? Acaba moderando para elas não viverem só para isso. Hoje a gente percebe como a nossa sociedade, em grande parte, mesmo que as pessoas não estejam o tempo inteiro fazendo, tendo relações o tanto que querem, acabam buscando toda hora, né, a questão da sexualidade ou do sexo como uma espécie de válvula de escape ou alguma coisa que acaba sendo até uma espécie de distração e assim por diante, o que parece bastante complicado mesmo de um ponto de vista meramente prático.
Até que tem cada vez mais pessoas falando de quanto é prejudicial, por exemplo, a questão da pornografia, tá? Que é claramente uma deturpação, mais do que uma deturpação, um gravíssimo abuso à dignidade do sexo e à dignidade da pessoa humana, né? Tanto daqueles que produzem, né, como daqueles também que assistem, tá?
Então, é isso. E aí as pessoas têm percebido cada vez mais a questão do vício nessas coisas, quanto é prejudicial e assim por diante, tá? Então, essa prudência consegue discernir que existe um bem verdadeiro nessas coisas que são aprazíveis, e esse bem verdadeiro tem que ser buscado, ele é a primeira coisa na jogada.
E o homem temperante, né, a mulher temperante vão buscar, então, né, fazer essas coisas justamente na medida para que essas coisas o tornem mais forte e não enfraqueçam, não roem a sua força. Isso é claro que essas coisas todas, mesmo nas histórias ficcionais, já desde o mundo antigo, os personagens que são um glutão, o preguiçoso ou o lascivo, luxurioso, são todos sujeitos que vão acabar sendo ou perversos ou fracos, tá? Porque, no final das contas, é o que acaba acontecendo: em muitos casos, as pessoas ou não têm força para fazerem aquilo que precisam porque gastaram suas forças nessas coisas, ou então são tão apaixonadas pelo prazer que qualquer possibilidade de ter mais prazer, ou então o medo de serem tiradas dos seus prazeres, acaba levando elas a atitudes imorais, senão mesmo cruéis, tá?
Então, basta olharmos a história das figuras ilustres da história da humanidade ou dos homens de muito dinheiro, muita fortuna, muita influência e poder para vocês verem como, na vida, e não tô dizendo que toda pessoa rica é o caso, nem que toda pessoa poderosa ou influente é o caso, mas muito dessas pessoas, justamente porque têm recursos, acabam sendo praticamente engolidas por esse mundo de vícios. A temperança é, então, essa virtude, essa força que torna habitual em mim, tá? Esse hábito que me fortalece, melhor dizendo, tá?
Para que as coisas que me dão prazer não acabem me dominando, mas que eu acabe as usando em favor daqueles bens superiores, certo? Que são o bem do conhecimento, da verdade e da ação em favor do bem e, por fim, da união ao bem mesmo, tá? Então, ah, Rodrigo, como eu uso essas coisas das formas que eu falei?
Né? Eu preciso descansar. É uma grave imprudência, né, dormir pouco.
Vejo que eu preciso de mais sono e não me dou ao meu corpo aquele descanso que ele precisa. Sofreremos as consequências se tivermos um sono equilibrado. Então, terei forças para viver uma vida coerente em relação ao conhecimento da verdade, à busca do bem e à união ao bem.
Certo? Então, entra isso aí. Ah, não, Rodrigo, a questão da comida, então, né?
Claramente, a primeira questão é a alimentação. Muitas vezes, a nossa alimentação está cheia daquelas necessidades de doce e sal, certo? Onde nós formos comer coisas mais equilibradas, em quantidades mais racionais, a gente vai percebendo como, na verdade, vamos naturalmente nos desintoxicando desse tipo de atitude e, aos poucos, cada vez mais ganhando amor por essa coisa de comer moderadamente.
Quem entra por esse caminho vai perceber que, volta e meia, por exemplo, o prato favorito é um churrasco bem feito. Né? A pessoa diz: "Não, hoje eu vou me permitir.
" Aí, a pessoa vai lá e come. Nem come tanto, mas come um pouquinho mais do que está habituada. Depois, passada a quilo, diz: "Poxa, exagerei.
Não valeu a pena! Podia ter ganho mais comendo menos e tudo mais. " Certo?
Então, esse tipo de coisa, certo. Mas tem vezes que é, né, importante celebrar. E celebrar, como vai dizer ali, mesmo quando o povo de Israel, né, descobriu novamente a lei e leu, né, ali os pergaminhos da lei e tudo mais, a instrução dos sacerdotes era: "Olha, vão para casa, tomem bebidas doces e comam carnes gordas porque é um dia de celebração.
" Entendeu? Tá na Bíblia isso! Me pareceu bastante, né, a descrição de um churrasco nosso aqui do Sul.
De lugares também, né? Estamos ali com o pessoal, tomando uma bebida saborosa, comendo churrasco e assim por diante, celebrando. E a celebração, infelizmente, nos tempos de carnaval, a gente fica muito com essa impressão.
Não é só por motivos fúteis ou com intenções más, certo? A celebração pode e deve ser por motivos, né, bons, justos, elevados. E celebramos assim, comendo comidas apetitosas, coisas boas e assim por diante.
Tá? Mas é isso. Eu acabo colocando todas essas coisas e, claro, a própria questão, né, da vida do casal, a questão da sexualidade, que dá para o homem e para a mulher uma grande satisfação.
Principalmente isso que eu ouço, né, muito das pessoas. Certo? Não é só algo que eu relato a vocês do ponto de vista de, especialmente, né, essas questões de sexualidade.
A gente ouve, né, muitas pessoas diz que, de fato, aquilo que acontece num contexto de amor, conhecimento mútuo e lealdade é algo que é mais satisfatório, certo? E acaba acontecendo também de maneira a poder, né, ganhar um significado ainda transcendente na questão, por exemplo, da geração dos filhos. Então, isso porque é evidente, né, gente?
Uma pessoa que tem uma. . .
Olha, olha que interessante isso. Uma pessoa que tem a vida, as suas atitudes dentro de um contexto de bem superior, ela tem essa satisfação clara de poder estar fazendo as coisas com um objetivo. Elas ganham duas vezes: é o prazer daquela questão, porque, sim, dormir moderadamente é prazeroso.
Não é dormir só até ao meio-dia, né? É comer, né, moderadamente também tem o seu prazer, né? Não é só comer até passar mal, certo?
E a questão da sexualidade, né, vivida dentro do matrimônio, de maneira, né, honesta, né, e temperante, certo, também tem muito prazer envolvido, né? Não é só a pessoa que está por aí vivendo as mais diversas aventuras, tá? Só que tem um outro prazer superior.
E todas essas coisas, vividas segundo a ordem natural, segundo a lei natural, segundo a razão, né, segundo mesmo para aqueles que têm, né, fé sobrenatural, segundo a revelação, tá, que é o quê? Olha, além de recuperar as energias, além de descansar, além de viver um momento, né, de comunhão, né, de amor, né, com uma pessoa que eu escolhi passar a minha vida e assim por diante, eu estou, em todas essas coisas, perseguindo o bem supremo, né, que está presente em cada uma delas e que quis que cada uma dessas coisas existissem e estivessem à disposição do ser humano. Tá?
E isso vai enchendo a vida de sentido, vai dando. . .
as coisas não vão cansando, né? Eu vou vivendo uma vida equilibrada. E a gente percebe que tem pessoas que, claro, apesar de viver uma vida muito boa, podem morrer jovens.
Mas aí a gente vê, muitas vezes, que pessoas que naturalmente a gente espera que tenham uma vida equilibrada acabam vivendo mais, acabam tendo menos quadros de estresse, acabam tendo menos sofrimentos psíquicos e assim por diante, certo? Então, a temperança nos coloca nesse caminho, num caminho de equilíbrio, né, e num caminho de bom senso em relação àquelas coisas que são prazerosas. Está bem?
Mais uma vez, reitero com vocês o convite a curtirem este vídeo, tá? Compartilharem com quem vocês sabem que gostam desse conteúdo e também de se inscreverem em nosso canal se ainda não forem inscritos. Está bem?
E vamos continuar no próximo encontro. Vamos falar sobre mais uma virtude, que é a virtude da fortaleza. Até a próxima, tchau, tchau!