Você já trabalhou em um lugar onde a segurança parece ser só um detalhe onde as máquinas são perigosas mas ninguém se preocupa em te treinar direito Pois é foi exatamente isso que aconteceu com um ajudante de produção lá de Minas Gerais ele trabalhava operando uma máquina de corte de madeira e num dia num piscar de olhos a máquina prendeu a madeira de um jeito inesperado e pronto o golpe foi direto na mão dele o resultado amputação de parte do terceiro dedo da mão e perda dos movimentos de todos os outros dedos e sabe qual o pior Isso aí foi na mão direita agora Imagina você perder a força da mão que usa para tudo no seu dia a-dia como é que você vai segurar um copo escrever como é que você vai trabalhar de novo o que fazer quando sua principal ferramenta simplesmente não responde mais como antes nesse vídeo eu vou te contar tudo sobre esse caso real vou mostrar o que a justiça decidiu e o que fazer caso algo parecido aconteça com você Então bora entender direitinho o que aconteceu com esse trabalhador e como esse caso foi parar na justiça ele trabalhava numa fábrica que fazia peças de madeira o serviço dele era operar uma máquina chamada de traçador e depois passar a madeira por outras máquinas de corte no dia do acidente ele tava usando uma máquina chamada rasgo que exige passar óleo para facilitar o corte da madeira e foi aí que tudo deu errado quando ele empurrou a madeira ela escorregou mais do que devia bateu na mão dele e empurrou direto na serra o impacto foi foi tão forte que arrancou parte do terceiro dedo da mão e comprometeu o movimento dos outros dedos Agora pensa aqui comigo uma máquina dessas que pode arrancar um dedo ali ó em segundos Será que ela deveria ser operada por alguém sem treinamento adequado Pois é ele nunca recebeu instruções de segurança sobre como usar a máquina corretamente e o acidente foi tão grave que ele precisou ser levado às pressas pro hospital passou por duas cirurgias ficou afastado aí pelo INSS durante 6 meses quando ele voltou pro trabalho foi colocado como vigia mas sem nenhuma formalização dessa mudança na carteira depois ele foi demitido e recontratado por outra empresa que na prática era a mesma né para fazer exatamente o mesmo serviço E aí diante de tudo isso ele decidiu entrar na justiça e pediu indenização por danos morais e estéticos já que ele perdeu parte do dedo e ficou com sequelas pensão vitalícia porque ele perdeu aí a capacidade total de usar a mão como antes adicional de insalubridade porque ele trabalhava exposto a risco sem proteção adequada e horas extras e vale transporte porque ele alegou que a empresa não pagava corretamente agora será que a empresa aceitou essa história fácil Claro que não né Gente assim que recebeu o processo a empresa tratou logo de se defender Primeiro ela disse que não tinha culpa nenhuma no acidente alegou que sempre forneceu equipamento de proteção individual como luva óculos e protetores articulares e segundo a empresa o trabalhador tinha condições de operar a máquina com segurança Além disso ela negou que ele tinha ficado sem treinamento ela afirmou que todos os funcionários recebiam orientações e que ele sabia muito bem como a máquina funcionava sobre o pagamento das verbas trabalhistas a empresa garantiu que tava tudo certo né segundo ela o adicional de insalubridade não era devido porque o ambiente de trabalho não oferecia risco acima dos limites permitidos e as horas extras ela disse ali que tudo tinha sido pago corretamente mas teve a parte aí da Defesa que eles pegaram bem pesado a empresa tentou Minimizar ess sequelas do Trabalhador afirmou que mesmo com a perda parcial do dedo e as limitações na mão ele ainda podia trabalhar normalmente para eles não tinha motivo para pagar uma pensão vitalícia Agora pensa só o cara que trabalhava o dia inteiro usando as mãos perde parte do dedo e o movimento dos outros e a empresa disse que isso aí não vai afetar a capacidade de trabalho bom a justiça não deixou essa história passar fácil não o juiz analisou tudo os depoimentos as provas e o laudo pericial e a conclusão foi Clara a empresa Errou feio o acidente aconteceu porque faltou treinamento e a segurança adequada depois disso em vez de dar o suporte pro trabalhador ele foi colocado para fazer o mesmo serviço de antes mesmo sem condições ideais a justiça então decidiu que a empresa deveria pagar pelos danos causados e a condenação veio pesada tá bom a empresa foi condenada a pagar uma indenização por danos morais e estéticos porque o acidente afetou diretamente aí a vida e a autoestima do Trabalhador E aí esse valor dessas indenizações foi fixado em R 20. 000 cada uma 20. 000 de danos morais 20.
000 de danos estéticos Além disso como ele perdeu parte da capacidade de trabalho a justiça determinou o pagamento de uma pensão mensal vitalícia para compensar essa perda e mais um detalhe a justiça reconheceu que ele trabalhava em um ambiente insalubre sem proteção suficiente por isso ele também ganhou o adicional de insalubridade mas a empresa não aceitou essa decisão tão fácil ela recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho no recurso ela repetiu os mesmos argumentos disse que fornecia epi que o ambiente de trabalho era seguro e que o trabalhador tinha capacidade para continuar aí nessa função Além disso tentou reduzir os valores das indenizações alegando que eles estavam acima do que a justiça costuma determinar em casos parecidos mas o tribunal analisou o caso com calma e a resposta foi Clara a decisão da Primeira Instância tava correta só que teve um detalhe importante as indenizações por danos morais e estéticos foram aumentadas o TRT entendeu que o impacto do acidente na vida do trabalhador foi ainda maior do que o reconhecido inicialmente Então em vez de 20. 000 para cada indenização o valor subiu para 30. 000 somando aí R 60.