[Música] [Música] [Aplausos] respeita aos saberes ancestrais e compreensão dos seres humanos como seres integrantes da natureza Essas são as bases do saneamento participativo uma prática que através da utilização de tecnologia sustentáveis vem transformando a realidade de Muitas comunidades para falar do saneamento participativo bate-papo na saúde de hoje convidou Gustavo Machado Engenheiro pesquisador professor do núcleo interdisciplinar para o desenvolvimento social e terapeuta holístico e Leonardo Adler engenheiro ambiental sanitarista mestre em tecnologia Desenvolvimento Social também pelo nits sejam bem-vindos queria começar ouvindo vocês sobre como é que vocês percebem a relação do Brasil com saneamento a gente
sabe que a gente tem uma dívida histórica mas parece que a gente fala sobre isso há muito tempo e pouca coisa muda por que que vocês acham que isso acontece como é que vocês vêm O saneamento em relação ao país então Renato puxando gancho aqui é o que se diz muito sobre saneamento essa questão né de que é uma obra para debaixo da terra que as pessoas não vem e aí o que eu sinto é que o Brasil ainda tá engatinhando muito nesse sentido especialmente tanto na área rural quanto na área urbana periférica E aí
essa é uma grande questão a gente tem saneamento para as áreas urbanas especialmente para as áreas que são como é que você acha então para as pessoas que têm dinheiro elas vão receber tanto acesso ao tratamento de esgoto quanto acesso ao tratamento de água mas as áreas periféricas e áreas rurais muitas vezes não tem esse acesso então só contextualizando inclusive aqui no Rio de Janeiro que a gente imagina que todo mundo tem acesso a água e muitas favelas e muitas periferias as pessoas não têm acesso a água que é um mano então a gente precisa
compreender e falar sobre essa questão especialmente é em relação ao tratamento de esgoto que isso interfere na questão da saúde coletiva né Então tá interferindo tanto na questão da saúde das pessoas quanto no meio ambiente quanto na natureza e aí passa a bola para o Léo que fala bastante sobre a questão da cocofobia da dificuldade da gente colocar a mão no cocô né colocar a mão no sentido de poder olhar para ele então a gente cria uma ojeriza ao cocô e não entende que ele é nutriente ele é matéria-prima e a gente precisa mudar um
pouco esse Prisma do saneamento e trazer essa compreensão de que ele pode ser matéria-prima nutriente que a gente pode fechar esse ciclos que ele pode fazer parte desse processo assim historicamente o ser humano definiu que a água era o melhor melhor destino para os nossos 10 retas né então a gente acabou se acostumando a dar descarga e transferir esse problema para frente né então assim eu comecei a trabalhar com tratamento de esgoto ecológico em favelas comunidades tradicionais no final de 2013 né já fazem nove anos e quando eu comecei a trabalhar com isso tinham quase
100 milhões de pessoas sem acesso a coleta e tratamentos de esgoto e esse número não mudou em 9 anos né Eu com todas as dificuldades que eu encontrei para fazer esse tipo de trabalho conseguir beneficiar diretamente mil pessoas com meu trabalho não faz nem cosquinha no tamanho do problema né mil pessoas frente a um universo de quase 100 milhões de pessoas sem acesso né então mais do que uma dívida histórica na verdade é uma negligência histórica né a gente aprendeu a gente não aprendeu ainda a lidar com os nossos dez retos a gente continua acreditando
que a água é o melhor destino para isso e quando a gente fala de grande cidades grandes estações de tratamentos de esgoto o esgoto ele é parcialmente tratado né o esgoto ele o que a gente fez foi fixar alguns parâmetros aceitáveis para devolver esse esgoto na natureza e isso muitas vezes na verdade não deveria ser aceitável né então o tipo de saneamento que a gente vem que eu venho me dedicando nos últimos anos é não ele não resolve o problema 100% né a gente costuma dizer que eu não sou Chita do tratamento de Centralizado né
do tratamento Ecológico o ser humano escolheu viver em grande cidades e tem locais que a gente só resolve realmente com grandes estações de tratamento mas ao mesmo tempo tem locais que a gente só resolve com sistemas de centralizados de pequenas escala fazendo tratamento de esgoto mais perto possível De onde ele é gerado Mas é por favor Gustavo Pode falar então acho que esse é um grande problema né o Brasil ele pensa em grandes obras em soluções que são replicadas e não replicadas e quando a gente está falando de saneamento a gente tá falando de contextos
diferentes de comunidades diferentes cultura e diferente e a gente precisa pensar em tecnologias de centralizadas para essas áreas como Léo falou e que vão dialogar com a cultura e com a identidade de cada povo então não é simplesmente colocar uma solução tecnológica lá mas é realmente poder conversar incluir as pessoas e construir junto com elas então a gente precisa pensar em soluções centralizadas nos grandes centros mas descentralizadas para momentos de lugares das periferias na favela das Comunidades rurais nas comunidades tradicionais então a gente precisa desenvolver mais arcabouço teórico nesse sentido e a gente já tem
Essas tecnologias na verdade que a gente precisa desconstruir um pouco essa essa compreensão de que é Centralizado né especialmente a questão linear de que você trata e descarta então eu a gente bate bastante nesse nessa tecla nesse sentido a gente poder fechar os ciclos né compreender o esgoto como parte do processo como que ele pode ser nutriente e mais espec realmente é poder pensar em cada contexto em cada território em cada comunidade em cada bairro então compreender né numa escala mais micro e ainda que a escala que os alimentos participativo propõe seja pequena eu acho
que a transformação do paradigma é muito grande e pode ser uma uma né uma bola de neve que resulte na percepção de uma série de coisas que a gente quer Urbano e que muitas vezes tem desde que nasceu acesso a saneamento e portanto talvez nem pense sobre isso passe a pensar e entender que todos nós como uma comunidade precisamos nos relacionar de uma forma diferente com isso né ou seja existe uma questão de educação ambiental muito forte que acompanha o trabalho de vocês tanto para quem é beneficiado ali diretamente quanto para quem não é pode
se dizer assim a gente trabalha com o conceito da tecnologia social entendendo a tecnologia social como um processo e não como artefato em si né então um sistema de tratamento ecológico de esgoto ele vai a tecnologia social a partir do momento que aquela comunidade entendeu que essa é a melhor forma de tratar esgoto e o mesmo vale para projetos de maiores escala né então a gente natabou engenharia que a minha empresa a gente está atuando no Complexo da Maré e na Rocinha que são duas favelas gigantescas aonde a gente sabe que não vai resolver o
problema com os sistemas de tratamentos de Centralizado de esgoto mas ao mesmo tempo a gente sabe o processo que vem acontecendo nessas comunidades né historicamente então assim é para Rocinha a Cedae tem um projeto que foi feito por um técnico que nunca pisou na comunidade né então o que a gente defende por uma favela do tamanho da Rocinha é que tenha um processo de desenvolvimento de tecnologia social mesmo que esse esgoto vai ser coletado e jogado Numa estação de tratamento convencional Então existe esse projeto que foi feito por um técnico que nunca pisou na Rocinha
que envolve a remoção de sei lá Quantas mil residências para passar tubulação de esgoto e a gente acredita que na verdade fazer com sistema condominial que é uma metodologia de coleta de esgoto que ali um processo de mobilização Comunitária para fazer a coleta do esgoto de uma forma menos intervencionista possível né o aproveitar o máximo de rede de coleta que existe aproveitar os construtores da comunidade que já é quem desentope uma tubulação quando dá problema né então é mesmo que não dê para resolver o problema fazendo pequenos sistemas dá para resolver o problema envolvendo a
comunidade e pensando e desenvolvendo junto com eles e como é que a gente pode e como o Leo falou eu acho que o mais importante não é se Centralizado ou descentralizada essa tecnologia social ou não mas é ter essa participação da sociedade civil tem essa participação das pessoas que moram naquela localidade inclusive o que elas saberem o que tá acontecendo para elas poderem opinar né porque muitas vezes é construído e a coisa não dá certo especialmente no saneamento três vezes o problema acontece naquele local então o Léo deu aí né a possibilidade da Rocinha mas
a gente tá na Maré tem aí unides em contato também com a taboa ou seja uma empresa né privada junto com uma universidade mídia UFRJ pensando soluções na Maré Então como que a gente precisa pensar nesses acabou esses arranjos tantos de poder público como poder privado como com a sociedade essa construção mas sempre ouvindo as pessoas e esse é o Mod das tecnologias sociais construir junto com as pessoas e talvez a gente precisa trazer isso para as soluções centralizadas também que é da Rocinha né poder incluir as pessoas nesse processo decisório participativo nessa construção [Música]
mas mais importante do que o nides e a UFRJ na maré é o nosso contato com o datalab que é uma organização local da Maré né então o loot que é esse projeto que a gente acabou Unidos são são parceiros é um projeto que busca mobilizar os coletivos locais para que eles entendam E qual é o tipo de saneamento que deve ser levado para aquela comunidade né então a gente começou esse trabalho na Maré por conta da nossa parceria com o datalab que é uma organização local que também tem contato com diversos outros coletivos ONGs
que atuam no território do Complexo da Maré quando a gente foi começar esse processo parecido na Rocinha o que a gente fez foi imobilizar ou só cria que é um pré-vestibular comunitário fez uma formação junto com eles e o só cria comprou a ideia de começar a desenvolver um projeto de mobilização em torno do saneamento e aí junto com sua cria e com nides a gente conseguiu o edital da faperj que saiu no ano passado que foi focado em projetos para Favela da Rocinha né então a gente tem esses dois processos em andamento que são
processos que a gente se juntou com a ideia de Mobil coletivos locais né então assim a gente entende de tecnologia a gente entende de mobilização a gente entende processos participativos e a gente quer se juntar com os coletivos dessas comunidades para que com o conhecimento que a gente pode compartilhar com eles eles entendam né com base em toda a luta que já foi desenvolvida nas últimas décadas em torno do saneamento nessas favelas é pegar o conhecimento que a gente tem disponível e com base nisso lutar e brigar pelo tipo de saneamento que faz mais sentido
para essas comunidades né o caso do Complexo da Maré é bem emblemático porque é uma favela gigantesca 144 mil pessoas Na verdade são 16 favelas né um complexo de comunidade e eles estão a dois quilômetros de distância da estação de tratamento de esgoto da alegria que é uma estação de tratamento de esgoto gigantesca dimensionada para receber os gostos da Maré e não tá recebendo né então por isso que eu falo negligência histórica né ela tá do lado de uma estação de tratamento esgotos da Maré e até hoje essa obra não foi feita bom gente A
partir dessa percepção dessa negligência histórica né seja falaram de tecnologia social de processo participativo de Educação Ambiental de cidadania de conceito ampliado de saúde e a gente vai desenhando saneamento participativo a partir de todos esses conceitos de todas essas relações mas eu queria saber agora objetivamente quando a gente pensa nessa outra relação né de mudar o paradigma de botar a mão no cocô no sentido mais direto como é que a gente pode pensar que você trouxessem para gente Essas tecnologias específicas que ajudam nesse momento mas isso no próximo bloco que o bate-papo vai fazer um
breve intervalo e volta já ainda falando sobre saneamento participativo não sai daí [Música] o bate-papo na saúde está de volta falando sobre saneamento participativo nosso convidado São Gustavo Machado e Leonardo Adler queria agora pedir para o Gustavo mostrar um livro para gente um livro que fala sobre todo esse universo aqui que a gente está falando que somos natureza e a partir daí a gente começar a falar objetivamente como é que Essas tecnologias chegam né com todos esses conceitos que a gente foi levantando no bloco anterior para modificar realmente a realidade local então Renato o livro
somos de natureza ele fala exatamente dessa experiência né que eu tive junto com as comunidades tradicionais para comunidade caiçara da Praia do Sono e ele vende um projeto também da Fiocruz tradicionais a gente falando no primeiro bloco da importância de subir do movimento social Então essas demandas pelo saneamento Ecológico elas vieram do Fórum de comunidades tradicionais de Angra dos Reis paratibatuba que junto com a Fiocruz construíram e desenvolveram o Observatório dos territórios sustentáveis e saudáveis da Bocaina então toda essa experiência do saneamento Ecológico ela veio de uma demanda comunitária de uma participação das lideranças daquela
comunidade e a partir daí desde 2014 até 2019 a gente fez um processo participativo com educação ambiental com participação com tecnologias sociais e com a construção junto com os comunitários da Praia do Sono para desenvolver esse processo Então você falou das tecnologias né lá a gente trabalha com tanque de vaca transpiração que é uma tecnologia social importante falar que eu era um engenheiro convencional então eu tava querendo construir uma faixas como a gente foi fazer esse desenvolvimento junto com eles e a construção foi com os comunitários com os construtores daquela comunidade para que eles pudessem
ser mobilizadores sociais no processo e essa foi uma mudança de chave para mim de compreender que a gente é a natureza de que a gente faz parte desse ciclo e esse livro então ele fala de toda essa jornada mas ele fala na primeira pessoa Quais foram os aprendizados quais foram os desafios Quais foram todos os processos de Ecologia de saberes como que a gente realmente atuou com essas pessoas as inseguranças para que as pessoas que estão lendo possam compreender como que é um processo participativo como que ele envolve diversos desafios diversos problemas mas que através
do conflito da comunicação que a gente pode incluir né e transformar o problema em solução e esse é o grande morte do saneamento Ecológico do saneamento participativo e a gente transformar o que as pessoas consideram problema né que é o esgoto e solução então o tanque de evapotranspiração ele é um sistema fechado né selado que pode ser de alvenaria ou de bioconstrução da permacultura ou com lona ou com ferro cimento mas ele simplesmente é uma câmera fechada que tem uma câmera prismática dentro do depois ele tem uma camada de entulho brita areia e terra em
cima são plantadas Bananeiras então o esgoto ele vai ser tratado a água é vácuo transpirada e vai gerar banana Então vai gerar frutos para aquela casa A ideia é a gente mudar um pouco esse Paradigma e que o esgoto possa gerar ou frutos ou alimento ou que ele possa gerar energia então tem vários sistemas de tratamento são tecnologias sociais que estão aí no saneamento Ecológico e que podem gerar essa proximidade nessa aproximação do esgoto compreendendo a riqueza dele isso é um pouco do processo que a gente fez lá na Praia do Sono que tá aí
no livro quem quiser depois pode entrar em contato com o livro com essa teoria e também com o projeto que continua atuando a gente pode falar um pouquinho mais sobre isso mas tanto eu quanto o Léo tivemos experiências nesse sentido eu trabalhei de 2010 até 2013 com purificação de biogás em larga escalam o biogás ele é um produto da digestão de matéria orgânica feita por bactérias em ambientes sem oxigênio então o biodigestor ele é um tanque sem oxigênio que favorece esse processo de degradação da matéria orgânica a degradação da matéria orgânica é o principal processo
que a gente precisa fazer para reduzir o potencial poluidor do esgoto doméstico né estamos falando só de esgoto doméstico Por enquanto não entra esgoto Industrial que complexifica o projeto então eu trabalhei de 2010 até 2013 com essa tecnologia dos biodigestores e viu o potencial do biodigestor para tratamento de esgoto em favelas comecei a me movimentar para iniciar um processo nesse sentido recebeu o contato do Otávio Barros que é presidente da associação de moradores da comunidade do Vale Encantado no Alto da Boa Vista procurando um biodigestor para tratamento de esgoto né então o Otávio ele chegou
em mim já buscando a tecnologia que eu poderia oferecer então a gente começou foi o primeiro primeiro talvez maior e principal projeto que eu me dediquei nesses últimos nove anos o Vale Encantado é uma comunidade de 27 casas localizada na zona de amortecimento do Parque Nacional da Tijuca então no bairro do Alto da Boa Vista a área de Floresta é uma comunidade Centenária que bebe água de nascente e historicamente devolvia o esgoto Sem tratamento para floresta e eles foram atrás da solução para tratar esgoto né para deixar de ter se esgoto a céu aberto correndo
pelo meio da comunidade chegaram na gente a gente em 2014 conseguia um edital da faperj construiu em 2015 mas nessa só conseguiu ter recurso para ligar as casas que tinham mais próximas do sistema desde então a gente veio buscando os recursos para finalizar isso é né um dos grandes gargalos para para esse tipo de projeto até que no final de 2019 a gente ganhou uma doação no início 2020 a gente ganhou um prêmio no meio de 2021 uma ONG parceira ganhou mais uma doação e a gente no primeiro semestre de 2022 conseguiu finalizar esse projeto
fazendo a rede de coleta de esgoto para todas as casas dessa comunidade o sistema de tratamento é composto por um biodigestor aonde acontece esse processo de digestão da matéria orgânica pelas bactérias com produção de biogás esse biogás durante os primeiros anos foi fornecido para uma família então com esgoto de Cinco Famílias a gente conseguia produzir 40 minutos uma hora no máximo de biogás por dia agora que a gente ligou as 27 casas a gente ainda não conseguiu refazer a ligação do gás para entender quanto tendo de produção de gás mas a produção não é muito
grande porque o esgoto ele ele é muito pouco a matéria orgânica misturado com muita água né E lá ainda a gente ainda tá fazendo o tratamento de todas as águas misturadas então incluindo água de cozinha com sabão água de chuveiro enfim a produção de biogás do esgoto humano não é tão grande Inclusive eu cheguei nesse trabalho de saneamento Ecológico saneamento participativo por conta da tecnologia dos biodigestores mas eu nem tenho mais usado tanto o biodigestor para tratamento de esgoto eu tenho preferido a tecnologia do biodigestor para fazer tratamento de resto de alimento e 10 retos
animais que são substratos que mais produzem biogás então o biodigestor ele é uma tecnologia incrível visando autonomia energética quando você tem acesso a resto de alimento e dejetos animais então para o tratamento de esgoto a gente começou a trabalhar com várias outras tecnologias o tanque de EVA é uma delas a gente gosta é uma tecnologia que evapora a maior parte da água que entra dentro dela né então é uma tecnologia que a gente tem usado e proposto muito para locais em que tem um solo muito argiloso ou em que o solo é saturado de água
áreas alagadas Amazônia Nordeste é uma tecnologia que vem muito bem para essas situações e tem várias outras tecnologias tem o verme filtro que usa as minhocas californianas a mesma minhoca que é usada para compostagem tem o banheiro seco que é uma tecnologia que não usa água que na minha opinião é a forma mais inteligente da gente lidar com os nossos desertos humanos né então ao invés da gente apertar uma descarga com água a gente joga uma quantidade de matéria orgânica seca para cobrir esse material e para fazer a compostagem com esses dejetos humanos né então
a compostagem é a digestão da matéria orgânica em ambiente com oxigênio enquanto que a biodigestão é a degradação da matéria orgânica em ambiente sem oxigênio né uma produz gás uma produz um efluente líquido que pode ser usado como biofertilizante a outra produz um adubo sólido que pode ser usado em praticamente qualquer tipo de cultivo Dependendo da forma como a compostagem foi feita né Precisa ter seguir alguns parâmetros para que ela aconteça da melhor forma e tem várias outras tecnologias existem tecnologias artesanais tecnologias pré-fabricadas A Gente Tem trabalhado muito com dois sistemas pré-fabricados que resolvem o
problema do esgoto com muita rapidez né então e mesmo sendo para fabricado eu continuo acreditando que dá para ser dentro de um processo de tecnologia social com participação das Comunidades mas a maioria dos clientes e comunidades que a gente tem trabalhado tão optando pelos pré-fabricadas por conta da facilidade de construção né quando a gente vai usar cimento gritaria sempre qualquer erros em qualquer descuido do pedreiro pode vir a ser um problema na operação desse sistema né então a gente tem trabalhado tanto com os artesanais mas também com com essas soluções pré-fabricadas E aí você já
falaram de alguns retornos que o saneamento dá além é claro né do das condições de saúde e eu acho que isso é muito importante a gente ressaltar né se ganha em vários aspectos Quanto seriamento é participativa né Desculpa Gustavo te cortei pode falar por favor não foi ótimo você trazer essa questão porque eu acho que isso correlaciona um pouco com a questão do Turismo então a gente fez né O saneamento Ecológico na Praia do Sono constante de respiração na comunidade caiçara da Praia do Sono e foi muito interessante que a gente não imaginava que o
próprio processo do saneamento Ecológico ele entrou no roteiro de turismo de base Comunitária então o turismo que é da própria comunidade que é feito pela comunidade né é o próprio processo entrou Então as pessoas visitam hoje para compreender como que a comunidade é Pioneira sentido e aí só trazendo também porque o projeto continua a gente continua em relação entendendo como que acontece a gente fez um projeto de biodigestor de biossistema muito similar ao do Vale Encantado e quem fez o projeto fui eu e o Léo áder Nós dois estamos aqui quem construiu não foi a
gente porque no saneamento dinheiro só chegou quatro anos depois e ele foi construído agora então a gente tem hoje um biodigestor também um biossistema no quilombo do Campinho que tem um roteiro de turismo de bases Comunitária né de Quilombo E aí lá hoje eles também faz parte do roteiros também tá integrado tanto no Restaurante Comunitário quanto no roteiro do Turismo básico comunitário Então como que isso não cuida só da questão do esgoto mas isso cuida da relação Comunitária isso cuida do fortalecimento daquela comunidade e pode cuidar da questão do Turismo como tá como padre que
já me relacione até com ele nesse sentido né então assim como que o saneamento ele pode interferir em muitas camadas ele interfere no turismo ele interfere na economia interfere na educação na participação social e muitos sentidos e eu só queria complementar o Léo falou a questão das tecnologias Ele trouxe aí um cardápio de tecnologias e já existe esse cardápio e o mais importante é a gente poder ouvir as pessoas então pensar nessa Ecologia de saberes para que elas possam falar o que elas querem eu concordo com ele nessa coisa de cagar na água já não
faria sentido a gente na verdade teria que usar o banheiro seco é o que faz sentido mas muitas vezes as pessoas já tão identificadas com a vontade de ter uma descarga de ter um vaso sanitário E aí nesse sentido mais importante é poder ouvir as pessoas e não colocar no banheiro seco quando elas não querem para que elas possam realmente e fazer a manutenção daquele sistema então é muito importante esse processo da cultura de compreender o território de compreender a identidade daquelas pessoas e poder discutir e a partir daí dessa Ecologia de saberes dessa troca
poder desenvolver e pensar junto que vai ser construído que agradecer muitíssimo a participação de vocês Dá os parabéns é claro por esse trabalho todo e agradecer a presença de vocês aqui no bate-papo na saúde Obrigado esse tema junto com você e bate para a saúde de hoje fica por aqui a gente se vê no próximo programa com mais um assunto que tem tudo a ver com a sua saúde até lá [Música] [Música] [Aplausos] [Música]