é fazer em nome do conselho regional de psicologia do trabalho dos tempos de exposição que hoje vai debater conosco um tema de grande importância que a gente percebe que cada vez mais se antevê recente na categoria eu chamo para a mesa a banca guevara foi lang ea evanir visão bom marcos a então começaremos ouvindo a banca que é psicóloga nesta em psicologia social e da personalidade pela puc do rio grande do sul doutorando em saúde mental pela unicamp e professora da puc do rio grande do sul coordenando o curso especialização diagnóstico psicológico bom é o
laudo psicológico com diversas áreas escolar química jurídica organizacional constitui realmente o resultado de um processo de avaliação o laudo de um documento escrito que tem como principal objetivo responder ao que foi solicitado à pergunta inicial eo psicólogo quando é elaborar um laudo psicológico ele está emitindo um documento que é também um atestado de sua competência profissional são dúvida a qualidade do laudo estava à experiência do psicólogo em vai refletir em um é a escolha do delineamento mais adequado ou não para a especificidade do assunto a ser investigado o psicólogo quando está no processo de avaliação
ele vai ter que programaram selecionar e utilizar estratégias psicológicas adequadas para aquele indivíduo que ele estava olhando para aquela situação é que esse indivíduo faz parte para desta maneira poderá alcançar então uma resposta confiável à pergunta inicial entretanto nos últimos tempo nós podemos observar que pensa em criar os certos mitos que tem legitimado para muitos profissionais a idéia é que todas essas técnicas são boas para todos os indivíduos que para responder a todos os objetivos podemos observar muitas vezes um roteiro kun é para indivíduos diferentes situações diferentes isto na verdade contraria todos os princípios científicos
e éticos porque na verdade é o que deixa claro é que o profissional termina escolhendo aquelas estratégia que conheça e que domingo e utiliza a ela para todas as situações e pra todos os indivíduos bom a partir daí isso tem trocado todos nós como psicólogos como professores universitários é quem de certa forma sou responsável pela formação andar é psicologia uma série de questionamentos em uma série de preocupações a respeito destes laudos anc semente após a realização de uma avaliação direta bom então o que falar a respeito é daqueles laudos organizados com informações indiretas com informações
de terceiros para começar a falar sobre isso eu preciso meter um pouco em dois assuntos que eu estou pesquisando que é suicídio ea autópsia psicológica e aí eu fico pensando assim o mundo em que vivemos em um mundo que está voltado para o progresso e para a produtividade então pensar em suicídio pensar em um contra senso porque isso estabeleça um paradoxo nesse mundo que está virando para o progresso ea produtividade tem indivíduos que óptima livremente foram retirar a vida bom então assim acho que o suicídio ainda é um dos fenômenos mais entidades para nós psicólogos
e para todos os técnicos da área da saúde mental e eu concordo com a china não é que ainda um dos maiores enigmas continua sendo a relação do homem com sua vida em conseqüentemente com sua morte e temos nós que nós começar realmente é de que a morte é parte da vida em a maneira de morrer é parte integral da maneira de viver então procurando compreender um é esta maneira de morrer e mais especificamente as causas que levam o indivíduo altar por morrer é tem provocado que o suicídio tenha sido estudado foram muitos ângulos por
muitos em um fox que tem se levantado assim muitas é discussões teóricas e têm surgido um número muito significativo de publicações sem dúvida nos últimos tempos o maior esforço tem sido em identificar favor risco e principalmente no desenvolvimento de instrumentos de avaliação que possam quantitativamente é nosso e não se indicar nos auxiliar no reconhecimento de grupos de riscos e também na gravidade do risco é sempre associada com variáveis demográficas psicossociais psicopatológicos que possa nos trazer subsídios principalmente para poder trabalhar em prevenção que é uma coisa muito difícil na área do suicídio e um suicida lojistas
é de maneira geral é a ponta na literatura que as técnicas específicas de inspecção do canavial ela realmente possibilita-nos médicos legistas é conclusões claras e precisas a respeito da causa da morte entretanto é a definição do mundo na morte o que mais complexo bom vou pensar num e sempre se encontrado um indivíduo morto afogado numa piscina né nós podemos estar à frente a determinadas situações essa mina do cadáver um legista vai jogar certamente a uma conclusão precisa de que a causa da morte foi asfixia por afogamento entretanto o modo da morte fica com um ponto
de interrogação esse indivíduo 1 caiu acidentalmente escorregou caiu e não sabia nadar se afogou ou foi empurrado o ele intencionalmente s atirou é para morrer então tanto psicólogos como também os psiquiatras como habilitados como os cientistas habilitados na compreensão do ciclo vão poder fornecer conduzindo alto salto psicológicas relevantes informações a respeito do modo de morte e assim poder assessorar os médicos legistas é o que a china ainda mais aponta é quem o sine qua non do suicídio é realmente a intenção de autodestruição ea intenção pertencem a um domingo ficou hoje pensando então não fiz um
suicídio como um ato de se matar intencionalmente e pensando na autópsia psicológica como um modo de avaliar após a morte o que estava na mente do indivíduo antes a morte podemos então conceitualizar autópsia psicológica como um tipo de estratégia de avaliação do transporte viva que tem como finalidade reconstituir a biografia da pessoa falecida custo através de entrevistas com terceiros e através da análise de documentos investigando e analisando então através dessas entrevistas e análise de documentos 4 construtos teórico e acha que isso aqui é uma coisa bem bem importante o ponto principal então é a intencionalidade
ou seja o papel consente do próprio indivíduo no planejamento na preparação em objetivação da morte a motivação que a motivação a motivação um conjunto de fatores é entre psíquicos e sociais familiares ou seja são as razões psicológicas é para morrer que a gente observa através dos da conduta do pensamento no estilo de vida muita personalidade como um todo os perseguidores o stress auro seja aquele fato aquela circunstância que foi rompido realmente o indivíduo para o suicídio pois é aposentadoria terra entrei no rompimento com o namorado é divórcios e separações ea letalidade que é a escolha
do método por parte do indivíduo e principalmente o grau de autorizar não é a mesma coisa é tomar 20 as pinhas quem está um tiro direto no coração não sejam grau de italianos é todo e não dizer então que a autópsia psicológica ela enfoca o elemento que está faltando ou seja a intenção do morto em relação à sua própria morte e cabe a nós psicólogos né é voltar às pistas deixadas por eles e que não foram enxergadas que não foram sentidas nem pros amigos meus foram os conhecidos e agora nós entramos em uma situação muito
complexa como fazer isto como conduzir a autópsia psicológica encontramos na literatura que isso varia de autor para o outono isso varia de pesquisador para pesquisador vê perito para ferido é na verdade falta um modelo de procedimento estruturado para o top psicológica o próprio tim hahnemann que é o pai da autópsia psicológica é ele mesmo expressando e que ele não usa um roteiro é padronizado ele não tem um esboço fixo para desenvolver suas entrevistas e ele afirma né que o mais importante é realmente a competência do profissional a sua experiência clínica na condução das entrevistas entretanto
ele por ser um ser um dos pioneiros no trabalho no toxicológica ele foi muito exigido muito solicitado para as dores é para ele puder é publicar o mencionar ué os pontos básicos para serem investigados na autopista psicológica e então ele agora elaborou um golo num roteiro ou seja ele menciona aqueles seis tópicos 16 áreas que precisa ser investigadas o que são importantes e investigados é clara é puderam colher dados significativos a respeito do suicídio de um indivíduo bom sem dúvida dados de identificação não todos os dados que possam localizar a frente indivíduo enade endereço estado
civil ele já os detalhes sobre a morte é o principalmente a questão do método é a meta do sol e cimento era facilmente disponível é ser um método que enfrentava dificuldades para sair é o que tinha dentro é no rio grande do sul um método mais utilizado por o suicídio é é um enforcamento é e principalmente no interior temos uma cidade no rio grande do sul que a cidade de venâncio aires é que tem em torno de 50 mil habitantes é o método mais utilizado é a foto por seu interior é a corda é ele
fácil acesso e o índice de suicídio e muito alto e maior que a holanda maior que a suíça maior que os países que têm êxito em 32,1 alguma coisa ano de 96 foi o índice nacionais então é assim tudo que engole um método é importante ser avaliado para saber também assim como querido preparou se ele tomou cuidado para não ser localizado no momento em que ele estaria fazendo esse ato pra não ser ajudado por a não ser é provavelmente evitar que ele é a não completar o médio bom dados sobre a história da vítima a
história de lilly irmãos casamentos doenças tratamentos a história dele e morte em os membros da família seja por doença seja foi história também de suicídio a descrição da personalidade seu estilo de vida é como é que esse indivíduo reage a estresses como energia os problemas é é então tudo que tem a ver com aspectos eletrizantes se havia uso de álcool ou drogas é como eram os relacionamentos interpessoais como ele lidava com os seus vínculos com os relacionamentos fantasias sonhos pensamentos é as mudanças mais próximas em torno da morte ou seja nas últimas últimas semanas nos
últimos dias a mudança significativa no seu estado de humor no seu comportamento nos seus nos seus hábitos a informação está na relativa à frente aspectos vitais aspectos positivos é melhorias sesus como que lidava com o sucesso não necessariamente é a pessoa lida mal com estrelas né também pode lidar mal com coisas positivas é tudo que seja avaliar tudo o que seja possível trabalhar há a intenção é o planejamento a manifestação consciente do seu desejo de morrer a classificação da letalidade do grau de letalidade a reação dos informantes os familiares a morte é dizer se um
indivíduo e depois comentários características especiais mais gerais uma das coisas que tem que estar claro para quem for ler disse naldo essa velha assim qual é realmente o entendimento que esse técnico tem a respeito de suicídio o em fundamental saber o ponto de partida é realmente o que ele entende por si e suicídio e aonde e o que ele acredita ser o suicídio nos encontramos nos livros sem muita definição de suicídio eu tomo como referência essa definição de suicídio definição do ginásio e da organização mundial da saúde o suicídio é um ato humano de cessação
auto inflingida intencional é um ato com consequência fatal que o morto com conhecimento ea expectativa de um resultado fatal havia ele mesmo planejado e executado com o fim de ocasionar mudanças desejadas pelo fale zito eu concordo e me identifico com arroz amplamente do ato consciente é realmente assim do desejo de querer mover para terminar com uma dor insuportável pra amenizar seja qual for o sofrimento é que tal indivíduo casado mas é um ato consciente ir é terminar com sua própria vida bom é um segundo ponto que os autores mencionam em para poder desenvolver um trabalho
com o top psicológica é a qualificação do projeto profissional está fazendo isso o terceiro ponto que eu acho fundamental o que é realmente é trabalhar com a autópsia psicológica através de uma entrevista padronizado e uma entrevista padronizada que tenha passado por um delator é o estatístico e fidelizar de em trabalhadores ele também está claro o que se entende por um informante é é quem seriam os informantes e como a gente chega e desinforma diz né como eles são introduzidos a um quinto ponto já como e introduzindo o trabalho por carta por telefone mas tudo tem
que ser justificado porque essa maneira por que não muda é é fundamental também que fique claro e porque é o referencial de tempo em que acho que é importante entre o fato de suicídio em um momento da entrevista é também importante saber como esse técnico vai lidar com informações discrepantes e que peso e as informações vão ter isso é fundamental e também é importante que haja um posicionamento claro do profissional a respeito de quais critérios diagnósticos que ele vai utilizar é se ele vai realmente fazer um julgamento e agnóstico vai chegar à conclusão de que
o indivíduo tinha um quadro de depressão é tem que ficar claro quais são os critérios que ele utiliza para gerar essa conclusão ao utilizar um défice de quadros e de 10 a mais importante que apareça quais são os critérios bom para finalizar eu acho que é eu não sei se eu acho de pode ser mas muitas perguntas sem responder mas acho que o que eu gostaria de dizer é que nós temos que ter ainda muito cuidado para trabalhar com a autópsia psicológica para emitir laudos através destas entrevistas com informações de terceiros é e temos em
temos que continuar trabalhando em um trabalho de pesquisa e trabalho de investigação que nos possibilite obviamente é colocar a autópsia psicológica a autópsia psicológica dentro do estatuto científico como toda ferramenta que não utilizado acho que só fica por aí obrigada da capela disposição mas agora está com a palavra evanir que é psicóloga vanessa bell marques da silva psicóloga jurídica que trabalha na vara da família e sucessões do fórum central e psicologia social pela puc especialista no teste de rocha eu queria em primeiro lugar agradecer é o convite realizado para fazer essa explanação e começar situando
um pouquinho o contexto da perícia psicológica onde nós partimos eu sou perita é como a fátima apresentou e falar de laudo psicológico pra mim é falar de laudo num contexto jurídico na interface psicologia e direito então nós temos o psicólogo tem diferentes formas de se comunicar com uma instituição no contexto jurídico uma delas é o laudo outras serão os informes são os relatórios e serão os atestados que mais pra frente eu posso falar mas a matéria laudo psicológico perícia judicial é o meio pelo qual no processo pessoas entendidas e sob compromisso verificam fatos interessantes a
causa transmitido ao juiz o respectivo parecer cruzando o código de processo civil com a função do que é dada ao psicólogo a possibilidade de realizar perícias e emitir pareceres sobre matéria de psicologia então quer dizer que nós estamos legalmente possibilitar para realizar os assaltos às avaliações nos o processo é chamado de laudo que nada mais são do que avaliações né voltando a perícia a felícia jurídica realizada no poder judiciário em relações em relação à causas ligadas ao processo elas servem como meios de provas como eu já falei a perícia é um meio de prova e
com isso tem todo um peso tem todo um ônus para o profissional que assume esta relação com a justiça ele toma ciência da sua indicação ele assume um compromisso perante a autoridade judiciária e vai responder por isso então eu falei voltando a pericial meio de prova e o perí cabe ao perito de escrever e opinar sobre a verdade dos fatos verdade bem entre parênteses né porque existem e discussões no âmbito da psicologia o que vem a ser lançar a opinião sobre a verdade dos fatos né mas como a perícia definir é moralmente legítima e abriu
para provar a verdade dos fatos em que se funda a ação ea defesa das partes então elas são a civis de uma avaliação se assim o juiz entender que carece de conhecimentos para sentenciar para continuar a evolução processual exemplo num processo de separação conjugal onde haja discussão pela guarda dos filhos se for do entendimento do juiz que na argumentação dos senhores advogar só faltam elementos que possam colaborar para a formação de opinião do juiz ele lança mão do da prova pericial determinando o início de uma perícia nomeação de um perito e facultando né dando a
possibilidade para as partes a indicação de seus respectivos assistentes técnicos que também é uma figura que consta no código de processo civil legalmente instituída e que vai acompanhar o trabalho do perito certo então uma vez que o juiz determine a realização dessa prova pericial tem o perito total liberdade de entrada na vida das pessoas que fazem parte daquele processo ou seja das partes do processo não voltando é o meu exemplo um processo de separação conjugal mas o ex-marido e ex-mulher brigando pela guarda litigando que a palavra correta juridicamente litigando pela guarda dos filhos cabe ao
juiz então se assim o entender que falta de recursos encaminhar para um estudo psicológico social psicossocial e certo e é dado um prazo que a lei define como de 30 dias para que seja é emitido o parecer e o resultado da perícia e da perícia como a nossa colega já colocou é um laudo o documento derivado da perícia é chamado de laudo psicológico que consta a de uma avaliação com constando a metodologia constando a um instrumental que eu utilizei a fundamentação teórica que utilizei de onde parte para chegar àquela aquela análise existem várias discussões sobre
como deveriam ser formados e equacionadas e organizados os laudos psicológicos há correntes que dizem que eles deveriam ser descritivos há correntes que devem ser descritivos e conclusivos certo então isso é uma discussão ainda que eu acho que tem muito pela frente porque a partir do momento que eu vou avaliar as pessoas com o meu instrumental com a ciência que eu tô sendo legitimada usa a usar eu não necessariamente preciso concluir para o juiz o senhor faça o que quiser eu não preciso falar a criança deve ficar com um com o outro ou esta é uma
corrente a outra é do ponto de vista psicológico que é a corrente na qual eu me vale que eu uso no meu dia-a-dia do ponto de vista psicológico o fulaninho a criancinha e aí tem todo lado para fundamentar o que seria do ponto de vista psicológico mais adequado tá aí existem diversas discussões eu tenho ciência disso do que sabe que eu não estou julgando que não cabe ao perito julgar não cabe ao perito ocupar outro juiz não ele é um colaborador ele é definido na lei também como auxiliar da justiça ele tem esse status então
uma vez tendo esse lugar definido eu vou entender bem qual é esse lugar e depois dialogar porque eu tenho uma ciência com as suas especialidades eu acho que nós temos uma entrada e uma possibilidade de entrada com as pessoas que transcende o laudo pericial embora a lei diga que a perícia é feita para o processo e dentro do processo agora nós temos pessoas na nossa frente nós temos entradas extremamente significativas e importantes em momentos significativos das duas vidas vidas dessas pessoas então a perícia ao meu ver deve ser um instrumento que possa de alguma maneira
facilitar sensibilizar a ajudar aquele indivíduo a buscar caminhos a buscar sair buscar alternativas que não com certeza não serão encontradas no poder judiciário na figura de um juízo muito menos normalmente as pessoas chegam muito fragilizados por um momento de perícia e estou dizendo mais assim no contexto de vara de família ou mesmo no contexto de vara cível exemplo com um exemplo que vem criou uma área é que vem crescendo muito são as perícias cíveis em caso de danos morais danos estéticos por cirurgias diversas então é uma outra possibilidade de trabalho para o psicólogo e que
também já vai abrir uma outra fonte de estudo de especialidade dano moral dano estético erro médico são coisas novas para nós trabalharmos estão aí quer dizer a outro caso que me ocorre é que caiu o avião da tam a pessoa fica traumatizada ela pede uma indenização só para materializar um pouco que seria um processo de vara cível nem danos morais a pessoa pede um alvo de um tratamento psicológico por um número x de anos a companhia por exemplo se nega a dizendo que já havia alguma coisa na personalidade dessa pessoa que rotulava como doente como
depressiva sei lá um rótulo que eles usam né então chega para o perito psicólogo avaliar é alguma coisa recente alguma coisa estrutural alguma coisa dinâmica cabe não cabe essa avaliação entre as pessoas e as perguntas são feitas de maneira direta muitas vezes a perícia aliás na maioria das vezes ela é norteado por quesitos quesitos estes formulados por advogados e pouco e pelos seus assistentes técnicos que nada mais são do que os nossos colegas psicólogos que trabalham assistindo as partes então vou entrar um pouquinho na figura do assistente técnico é que eu falei rapidamente está definido
na lei que ele é um consultor técnico das partes a ele é um consultor técnico específico das pessoas que buscam o judiciário a partir do momento que o juiz determina a realização de uma perícia é dada a possibilidade de indicar os seus assistentes técnicos e os psicólogos que acompanharam o trabalho do perito então a no caso de separação a ex mulher contrata um profissional da psicologia e o ex marido também ou não conforme sua sanção pessoas pagas particular não são am é o pagamento do período no poder judiciário é no estado o assistente técnico é
um profissional do âmbito particular normalmente ele vai assistir ao trabalho da da perícia a lei define que o assistente técnico pode acompanhar de maneira bastante próximo ao trabalho do perito e o que já foi apaixonado que na psicologia é totalmente inviável eu tenho uma pessoa do meu lado assistindo à entrevista ou aplicar um teste de rocha como alguém assistindo então isso já existe algum entendimento isso na prática isso acontece de uma maneira mais através dos pareceres do assistente técnico o documento emitido é parecer laudo é apenas do perito a isso é um entendimento também jurídico
né o documento emitido do perito é sempre laudo e essa é uma definição importante e oe nesse laudo contenham parecer e o assistente técnico realizará uma avaliação crítica em cima do trabalho do perito que pode concordar ou não concordar com a metodologia conclusões utilizados e o assistente técnico tenha uma entrada de dita como parcialidade a lei ele em um código inicial de buenos aires na década de 70 não admitia essa parcialidade isso foi um avanço caso do couro à reforma do código de processo civil uma vez que é o assistente terrinha as mesmas responsabilidades e
ônus é do perito terminada a perícia após dez dias como eu coloquei o assistente-técnico oferece o seu laudo o seu parecer é contra dizendo ou aceitando discutir depois desse prazo vai para a ciência do ministério público que são os promotores de justiça que não são mais não é mais usado essa terminologia atualmente são os curadores de família e eles terão ciência dos laudos as partes terão através dos seus advogados e será encaminhado para o juiz marcar audiência de conciliação aí tem um nome jurídico específico essas audiências finais instrutórias de conciliação e aí o juiz poderá
ou não se valer do laudo psicológico ele é sempre parte do processo ele vai ser sempre anexado porém se aquela sugestão se aquele estudo aquela avaliação vai ser utilizada não sabemos que é de livre arbítrio do juiz a utilização desse material pela experiência a maioria das dos casos é que nós atendemos aqui no serviço de psicologia do fórum joão mendes das varas da família do fórum joão mendes quando o caso chega para avaliação para a realização de perícia eu costumo dizer que é porque o jurídico não deu conta ele chega à tarde ele chega estourado
ele chega sem muitas possibilidades de ajuda até de sensibilização então existem várias discussões até possibilidade de frentes de trabalho que nós temos pensado de que se chegue antes que não precisa acontecer um litígio nós atuamos na manhã na medida em que ocorram litígio uma discordância uma discussão briga entre as partes na não determinado acordo jurídico se o caso chegasse antes aí toda uma outra possibilidade que nós temos discutido de atuação aí de uma maneira mais intervencionista então o o juiz como estava dizendo ele pode ou não se valer naquele laudo ele pode dispensar ou ele
pode aceitar ou ele pode pedir determinar quesito suplementares além dos quesitos respondidos na inicial ele pode determinar mais quesitos para esclarecer ou as próprias partes podem interpor quesitos que possam esclarecer algum ponto obscuro do laudo da própria atuação do período então tudo que eu lanço por escrito no âmbito do judiciário eu tenho que saber responder por anos a fio a gente costuma dizer né as palavras ficam ea escrita mas ainda né então é porque que é lógico eu sempre temos que tomar cuidado com o que escrevemos mais um processo hoje com o laudo anexar digamos
que o juiz não se vale ou não você sugeriu alguma coisa você recomendou alguma coisa valeu alguma coisa que passaram por cima entrar num acordo a audiência ótimo encerrou o processo mais pra frente aquele mesmo casal brigando pela guarda de filhos a ex mulher por exemplo interpõe uma ação de reavaliação de alimentos está a morrer com uma regional de alimentos e vamos ver como está a situação das crianças crescendo ganhar mais volta aquele processo com tudo que tem lá atrás escrito a 23 até mais anos atrás a vida mudou nem quer dizer a realidade é
uma realidade que não é estática principalmente quando se fala com crianças né mas você tem que saber responder pela época e justificar o que você escreveu além disso nós trabalhamos para a primeira instância é onde ficam os juízes de primeira instância no caso de recurso o julgamento fala na o advogado vai recorrer da decisão do juiz não vai recorrer então sobra uma outra instância segunda instância formada por três desembargadores do tribunal de justiça e as questões de família isso é eu acho um dado muito importante as questões ligadas à toda a área do direito de
família elas são julgadas julgadas pelo tj pela câmera de 25 desembargadores quando as questões de falência concordata e outras né muito criminal são julgados por um tribunal que é chamado de tribunais de alçada alçada civil e alçada criminal então isso porque eu acho importante porque as questões de direito de família e de infância e juventude adquiri um estatuto social psicológico ilegal extremamente importante que é um recurso o advogado vai questionar aquela decisão a câmara desembargadores vai ler todo o processo não vai ter contato com as partes não vai ter contato com o psicólogo só com
seus documentos e vai ou confirmar ou modificar a sentença de primeira instância e normalmente quando há uma modificação de sentença a e num caso de litígio onde existe um laudo psicológico psico-sociais a eles fazem atualmente citações ao nosso trabalho e isso constitui se lógico que existem livros chamados de jurisprudência quando alguma modificação no que está por exemplo cabe à mãe após separação conjugal a guarda dos filhos lei do divórcio artigo 10 porém depende do interesse do menor há toda uma discussão em cima do que cabe nessa aguarda para justificar que é um pai que está
pedindo a guarda ea mãe têm condições mas a criança vai ficar com o pai sugerimos o juiz acatou a mãe não se conforma entrou com recurso mas a lei me protege todos pais assim mais ou menos em igualdade de condições emocionais é a reforma quer dizer à lei dizendo isso a reforma dessa lei um outro olhar em cima dessa lei é chamado de jurisprudência o que pra nós o psicólogo é extremamente importante porque é por aí que nós podemos transitar nessas brechas legais tá aonde nós podemos criar o que seria o interesse do menor hoje
é uma mãe é outro nós podemos criar outras verdades ou apagar tudo vamos construir uma verdade ou não então ah mas eu tenho que conhecer bem a lei eu tenho que conhecer bem a lei justamente para discuti-la âmbito psicológico é tem um trabalho escrito sobre a paternidade na separação conjugal onde o parto justamente disso quer dizer vem crescendo nesse interesse pather não está definido na lei antigamente causava uma surpresa os pais assumirem a guarda e até de bebês e crianças pequenas com a mãe kapazi e condições de assumir essa guarda que elas não abrem mão
eles vão disputar a guarda mesmo e eles acabam ganhando legalmente essa guarda porque já existe esse entendimento legal e que muitas vezes não a maioria das vezes com é contemplado por estudos psicológicos fundamentando e tudo mais a psicologia jurídica eu vejo assim na década de 90 é a bola da vez como foi também a psicologia hospitalar na época que eu me formei e não é fim da década de 80 começou a década de 80 então eu já tô querendo chegar também então eu acho que existem conquistas importantes nessa área agora recentemente foi aberta a possibilidade
de ainda não regulamentada mas a possibilidade de estágio ano no âmbito jurídico para estudantes de psicologia o que abre um importante caminho para a sedimentação da psicologia jurídica então sim de moraes eu acho que é isso não sei se há dezenas de janeiro da sua fala e agora vamos abrir um espaço de debate onde a intenção é que a gente possa estar enriquecendo um pouco é o debate sobre o tema tanto dialogando com os expositores como trazendo quem estiver na platéia também trazendo informações fazendo opções colocando novas questões estarem sendo discutidas eu queria falar com
a banca você falou da entrevista para a autópsia e falou que deve ser padronizada figueira concordo com tudo isso agora eu quero saber quando acaba a este este momento da investigação e se começa de repente uma intervenção com os familiares quer dizer qual é o limite entre essa investigação que começa a mexer muito ruim acho que mobilizadoras ou linear entre a investigação ea inter vazar é uma das coisas que me dá mais medo o meu objetivo de doutorado é justamente eu organizei 11 isto num roteiro entrevista estruturado eu estou agora colocando em prática estou entrevistando
familiares conhecidos e depois esse estudo vai passar por um processo de avaliação entre avaliadores se você é é é trabalhado com três juízes em que trabalham com juízes para poder então a obter um estudo defende denizard do instrumento e eu sempre que vou para entrevista estava com minha pasta com aquela entrevista estruturado mas só que lógico cada pergunta que a gente faz tira eles perguntas associada àquela premiê de acordo com a com aquilo que o que os familiares estranho quando eu procuro assim me manter na investigação na coleta de informações mas claro que não estamos
tratando com um assunto de comadres nosso super selho doloroso que mexe muito e em principalmente é na traz entrevistas em que participam crianças em que participam filhos da pessoa que se matou há 20 dias atrás mais ou menos uma das entrevistas que é quem que a gente já realizam é um informante principal era filha de 10 anos da da moça que se matou porque encontrou a mãe enforcada no meio da sala foi a menina de dez áreas então ele essa menina é o informante principal que ele é é realmente a testemunha ocular não viu o
momento é do ato mas quando chegou a sua mãe ainda era uma casa muito me diga o teto baixo que ela com uma faca conseguiu cortar a corda é a mãe ela expressa que a mãe estava quente estava morta mas estava candy bom esse tipo de entrevista com crianças e e dando o depoimento é terrível é terrível porque por mais que a gente tem experiência na condução ano entre eles têm tudo aquilo que a gente sabe que o psicólogo tem que ter a gente gente a gente se emociona junto e por isso merece a criança
várias vezes eu perguntei porque ele chorava muito se ele não queria parar a gente podia parar entrevista não eu quero eu quero ajudar bom a gente sabe que em situações que a coisa fica muito pensada a gente corta entrevista não dá continuidade ea gente faz muita orientação na literatura já pareça informação de que muitos investigadores trabalham com a autópsia não tanto com a intenção de investigar se não como uma ferramenta de apoio terapêutico porque realmente é auxilia muito as pessoas falarem sobre o assunto recordar em uma série de coisas se sentir culpado porque eles conosco
a pergunta ela disfarça seu podia ter minado conta daquilo que ela me disse há tanto tempo atrás que estava negado do apagado é a pessoa se dá quando a gente também levanta muita culpa ea imediatamente tem que trabalhar tem que dar um retorno e aí de certa forma é uma intervenção de apoio terapêutico não sei se é terapêutica de intervenção como se fosse um paciente nosso ramo de terapia mas ela é dúvida a gente tem dessa forma pergunta pra evani você é falou de uma série de leis de como deve ser o comportamento do perito
do assistente técnico nas varas de família né gostaria de saber se o procedimento é o mesmo com essa diferença na vara da infância e da juventude nas varas da infância e juventude não se fala imperícia tá se fala em relatório psicológico definido pelo é k o eca o estatuto da criança e do adolescente é um instrumento legal jurídico é diferente anos eu desejar desde o seu início é do código de processo civil é a própria formação dele a própria discussão realizada em cima a própria época em que ele surgiu traz todo o enfoque aonda o
olhar do psicólogo o olhar do assistente social ele vai ter uma postura intervencionista ele vai ter uma postura e eu vou relatar eu vou dar um fazer um informe rápido para o juiz normalmente assim a minha experiência que eu tenho de vazio varas de infância o caso chega eu informo de uma em linhas gerais o que está acontecendo mando para o juiz recomendando um acompanhamento que aquelas pessoas voltem pra que eu fui em linhas gerais a a companhia vale melhor o resultado desse acompanhamento veja nas varas de infância e juventude cabe o acompanhamento nas varas
de família não não é dada a possibilidade ao perito de acompanhamento do caso o a perícia ela é encerrada com a produção do lado o meu laudo pode ser um instrumento riquíssimo espero que seja a mesma de mudança de transformação de uma série de coisas na vida das pessoas na instituição arrisco dizer mas anos na nas várias deixou relatório então ele não tenha finalidade pericial ele tem ele é amplo no sentido que eu posso acompanhar eu posso devolver e eu acho que cabe ressaltar que não é só isso que o psicólogo fares laudos nessa área
jurídica no entanto reconhecemos a importância que tem até pelas implicações é extremamente polêmico dedo do conteúdo que é feito com efeito e para quem é feito por isso que eu a considero embora num não seja uma profunda conhecedora do eca o ecca ele muda de paradigma ver vi quando ele tira essa esse caráter policial de busca de prova né e coloca mais uma questão mais interpretativa na verdade é k ele é extremamente avançado aqui fosse limpa esse tipo de leitura e essa questão pericial é é histórica também é porque o profissional jurídico tem uma atuação
muito marcada nas instituições numa ação policial isso também não é à toa se por um lado a questão pericial é fundamental também tem o conhecimento teórico técnico pra ser feito esse é seu trabalho no total de ser analisados em ver também o contexto é compensa os sonhos políticos mesmo laudo ele é uma peça que pressupõe psicodiagnóstico tá fazendo um segundo diagnóstico acerca de um caso e gostei de como você comentasse a partir da sua experiência dessa possibilidade de você tá realmente conhecendo sujeito né se você está realmente a partir de terceiros a partir de pessoas
que não o próprio sujeito enquanto hoje ciência psicológica a gente pode dizer que a gente pode ter acesso ou não o sujeito é a partilha as nossas vias sempre um pouco indiretas né mas essas vias um pouco mais indireta talvez a respeito do psicólogo é a norte com um pé eu eu concordo 25 acho que nós temos que começar a pensar é nos nossos paradigmas né é que é psicologia lógico que não entendemos por psicologia não fico segundo diagnóstico significa é o psycho diagnóstico clássico do campo ou da juliana se diz cunha é bom então
psicodiagnóstico um processo limitado no tempo é composta por várias etapas é entrevista inicial é e escolha de em instrumentos psicológicos escolha de testes que fazem parte desse processo disse que o diagnóstico mas não podemos também a falar em avaliação psicológica que pode ter pontos muitos em comum com psicodiagnóstico clássico é mas que pode ter também alguns em 100 anos não todas as avaliações psicológicas são obrigadas a utilizar testes psicológicos eu voltou o primeiro ponto que eu falei eu acho que é importante ter claro e aí também faz um macho com a questão da linguagem nos
lar nos laudos né o laudo tem que responder aquilo que foi perguntado se o psicólogo não pode se esconder em uma linguagem rebuscada para responder aquilo que ia perguntando o psicólogo tem que utilizar técnicas adequadas para investir a aquela situação e aquele indivíduo que não necessariamente são testes podem ser entrevistas é é é importante que usem uma linguagem que seja compreensivo não precisa entrar na psique dinâmico e falar que o ide o ego e sei lá mais o quê os mecanismos de defesa pode falar tudo isto dentro de uma linguagem mais compreensivo não é a
linguagem rebuscada que vai aumentar a qualidade do elenco acho que isso é extremamente importante bom e aí nós vamos ter que repensar nossa formação nossa intervenção nossa atuação quando eu queria saber se você vê a possibilidade deste tipo de de investigação em casos que não sejam de suicídios e ligou directamente à questão do suicídio é como é que é em outros aspectos porque estaria tão ligado exclusivamente ao suicídio estava um pouquinho também com com minha caminhada na na investigação é eu tinha uma proposta e eu tinha uma proposta pessoal é trabalhar com o suicídio e
eu também me preocupado de trabalhar em prevenção eu queria entender assim que legado familiar existe é na família de um indivíduo que cometeu suicídio a primeira forma que o assunto poderia investigar isto era podendo fazer entrevistas com a família para poder colher dados que me auxiliassem a levantar o shea programa dessa família avaliando três gerações para trás bom aí conversando com meu orientador ele propôs fazer uma coisa que poderia ter um ponto em comum fazer uma entrevista com familiares mas de repente usar uma um instrumento que é muito conhecido na europa muito conhecido nos estados
unidos e que era mais específico realmente para poder trabalhar com o suicídio obviamente assim todas as publicações e se a gente coloca nos bancos de dados computadorizados a gente coloca autópsia psicológica e todos o os textos que nós vamos encontrar publicados vinculam todos e psicológico com um sorrisinho eu não tenho encontrado assim é publicações e que abordem com homens que eu acho que também é uma possibilidade é um indivíduo que comete um crime comete um homicídio perfeitamente pode ser também investigado mas aí se investiga diretamente com um dígito né ea proposta da autópsia é assim
que é realmente poder fazer uma avaliação retrospectiva autópsia é uma estratégia de avaliação retrospectiva é para poder realmente obter o perfil psicológico do indivíduo que em que se matou mas eu acho que no momento em que em agente força é estruturar um roteiro padronizado de autópsia é para casos de suicídio sem dúvida a gente vai poder fazer adaptações para poder trabalhar e transportar isto em caso por exemplo de de homicídio do agente está concluiu só queria colocar aqui acho que foi acertada a ideia das quatro entidades de fazer uma sequência de debates que acho que
essa questão muito a mesma questão dos lagos por fontes indiretas está começando essa discussão acho que em várias questões para serem aprofundadas e acho que é legal porque está começando isto hoje então em nome das quatro entidades a as duas grandes cirurgias escolar jurídica conselho federal de psicologia conselho regional de psicologia quero agradecer nessas duas palestrantes que tanto ajudaram na discussão ea todos vocês que vieram dialogar conosco sobre esse tema e reforça o convite por semana de 7 de agosto a gente poder estar junto em várias oportunidades obrigada