Que que vocês acharam aí depois a gente vai ter um momento aí para poder tirar as dúvidas mas se eles tiveram Acharam ele mais difícil do que os outros mais difícil do que os que vocês estavam acostumados pronto gente começou a gravar Maria palavra tua seja bem-vinda boa noite mais uma vez fica bem à vontade E aí a gente vai eu vou deixar aqui esse slide que você pediu né Boa noite pessoal tudo bem com todos vocês Então vamos começar a falar do texto hoje familiar né muita coisa para se estranhar eu creio que alguns
já viram aí ou todos né já viram é um texto bem assim um pouquinho complexo mas a gente ficou com jeitinho a gente vai se familiarizando com ele né isso eu creio que com todos aconteceu um pouquinho de cada coisa então vamos começar Ele é o pai da psicanálise e da arte de escutar o inconsciente muitos nutrem por ele um sentimento de ódio e amor mas fato é que é impossível passar pelos seus textos e continuar sendo a mesma pessoa o mundo nunca mais foi o mesmo depois das descobertas de Freud e também de suas
experiências hoje nós vamos falar de um tema muito inquietante muito familiar e muito estranho muito incômodo um dos textos de Freud mais complexo complexo De se entender e esse familiar ele Depende muito da tradução por isso ele foi traduzido em várias línguas aqui disponíveis nas línguas mais próximas da nossa na nossa atualidade ou de maneira a qual a gente compreende melhor só em francês foi foram pelo menos três vezes né das um Hamlet é uma palavra é um conceito dado ao texto o nome de um sentimento aterrorizante eletrizante dominador tanto a palavra quanto que ela
Designa muitas mudanças houveram até a construção do antes e depois dessa publicação deste ensaio em 1919 a qual completa exatamente 100 anos e essa análise feita por Freud modificou-se muito E hoje nós chamamos de um familiar o familiar é tudo aquilo que eu desconheço que me causa um certo desconforto são sombras e resquícios de algo que foi por nós mesmos recalcados Para que não sofressemos ou revivessemos muitas vezes Esses são pensamentos e sentimentos guardados e recalcados mas vez por outra esse sentimento inquietante estranho que Freud relata em um e familiar que tanto nos causa medo
angústia amedrontando o sujeito seja por uma palavra um gesto uma ação um cheiro de algo de alguém temos a mesma sensação que nos arremete as associações que tivemos ou sentimos naquele momento já vivido Esse turbilhão de sensações reaparece como Freud relata no texto que também está inserido a luz da primeira tópica pois as suas obras se completam embora ele preserva o nome de seus pacientes na época Freud tem muito anos ensinar como psicanalistas pelas suas vivências clínicas e vai nos orientar sempre é por isso e por isso ele vai citar no infantis e esse vocábulo
é composto pelo prefixo de negação Onde vemos o recalque Freud vai dizer a respeito concernente da divisão psíquica seguido do elemento negado ou que tentamos ocultar que ele se deriva do substantivo Rei casa lá no inglês home estende-se a terra natal em alemão Hamlet que é pátria no sentido afetivo desse modo de relativo à casa e Lar logo o familiar O que é conhecido nos dá ideia de proximidade e de ser mais fácil de lidar porém nós sabemos que não é tão Fácil assim lidar com muitas coisas em nós mesmos e o familiar Nem sempre
é desconhecido pois muitas vezes ele só está refletindo que já existe dentro de nós mas de maneira desconhecida e o sujeito começa a voltar sempre nos mesmos comportamentos e questões e nem sempre é fácil tratar e sair deste estado Mas pode em suas abordagens sempre acredita que é possível através do repetir elaborar pois a cura é pela fala E ela é neste texto ele vai contar de uma história né a qual ele chega em uma rua em na Itália e ele começa a ver umas mulheres com rosto todo pintado ele faz de tudo para sair
daquela rua ele começa a dar umas três voltas e percebe que ele tá andando em círculos ou seja tá voltando sempre no mesmo lugar sempre no mesmo lugar e quantas vezes isso não acontece conosco E aí os indivíduos estão sempre repetindo por esta que é uma estranha compulsão a repetição né e Freud que é Analisa que o ponto do homem de areia é até a Hoffmann é da forma ao conceito do Sinistro e do estranho começando pela análise linguística e etimológica Freud Chega a uma conclusão que o primeiro que é o extremo oposto do conhecido
familiar recebe também a palavra rei casa nós nos últimos anos né nós vivemos muito tivemos um confronto né porque nós tivemos que ficar todos dentro de uma Casa dentro de casa não podíamos sair não podíamos trabalhar e ali foi um momento que a gente encontrou com o nosso próprio familiar que às vezes a gente olhava para o outro as atitudes do outro e não soava estranho só que quando isso pessoas estranho pode vai dizer que esse estranho Está dentro de nós vai falar mais de mim mesma de mim mesmo do que do outro né do
seu semelhante então o familiar nunca é conhecido ele sempre vai remeter a nós Mesmo ao outro sempre a nós mesmo então ressignificar o passado para viver um novo futuro onde da sua casa interior Então hoje é o que eu tenho para vocês né o remish né Ele é uma não é uma palavra tão difícil quando a gente achava que era um né ele tem vários traduções nós podemos pegar aquela que é que mais fala conosco né alguns textos vai trazer como Inquietante outros vai ser como estranho outro vai ser como sinistro mas todos eles é
uma coisa só é uma palavra só então aquele que te Ressoar melhor que vai te fazer ajudar a entender melhor é que você vai falar dele né E não tem como a gente falar de algo que a gente não conhece né por isso infalmiliar que ficou tão fácil da gente entender que foi essa última obra que ele fez né que você vê que ele vai é uma obra maravilhosa ela vai na literatura ela Vai em vários lugares né ela bota várias vários lugares assim então da arte então isso vem nos mostrar que o familiar ele
vive dentro de nós mas está ocultado de maneira oculta né então tipo assim quando ele queria foi lá naquele quarto que o moço morava que foi um dia ficou depois ele quis voltar para aquele quarto de novo porque ali Ele experimentou uma cura e tal e tal e ele queria voltar não quer dizer que ele queria que aquele moço morresse por Acaso o moço morreu né no outro dia ele desejou foi falar de um desejo né que ele queria tanto aquele quarto que desejou até que o moço morresse não quer dizer que né tipo assim
eu posso falar isso não eu tô dentro de mim esse eu tô lidando é uma experiência em familiar que Ele viveu ali e coincidentemente o velhinho morreu né o velhinho morreu então tipo assim nós neuróticos neuróticos como nós somos tipo assim a gente poderia pensar poxa desejei para o Moço morresse ele morreu não tava tudo ali né você deu uma experiência familiar que ele teve é algo que tava dentro dele mas que por um por uma fatalidade aconteceu né então o familiar é tudo que eu conheço não é nada desconhecido ele está dentro de mim
muitas vezes e eu tenho que prestar atenção nisso para que eu possa aprender a lidar com as minhas dores frustrações e daí eu fazia algo eu tenho que abraçar eu não tenho que procurar culpado tipo assim ah Fulano Fez isso Fulano fez aquilo não é dessa ordem é você procurar assim olhar para dentro de você né para esse Rei olhar para dentro da sua casa interior e tentar ressignificar tentar fazer daí né acolher acolher aquele problema qual você você acabou né familiarizando com ele né acolher entender através de uma investigação né E você procurar fazendo
aquilo uma coisa melhor né não é fácil lidar com um familiar e não é fácil lidar com Familiar também mas é possível você ressignificar e fazer um futuro muito mais promissor para você e hoje é isso que eu tenho para vocês e a gente vai deixar um debate né a gente vai deixar uma foto vou deixar uma reflexão para vocês hoje o que o familiar de vocês hoje o que tem de um familiar que vocês precisam lidar para que vocês possam viver uma vida melhor eu vou deixar essa reflexão para que Vocês possam aos pouquinho
entender o que para vocês é em familiar tá dentro de vocês mas embora vocês não saibam né É uma rua é uma casa é um cheiro Às vezes o cheiro de uma comida te leva lá no seu passado na sua infância né porque foge ele nesse livro ele vai sempre voltar lá na infância né tem tudo a ver com a infância dele com a infância dos pacientes muitas vezes né ele embora ele não fale nome não cite nome que a gente não pode citar mas traz uma contribuição Muito grande para nós para nós entendermos porque
quando chegar na nossa Clínica pessoas assim a gente vai entender melhor a gente vai saber acolher e a saber ajudá-los a chegar a ter esse ponto de investigação e de ressignificação é de seguir uma vida melhor daqui para frente Amém obrigado viu Obrigado por me ouvir Parabéns Maria como que se sentiu aí falando desse texto estranhamente inquietante Você tem foi linda sua apresentação Parabéns aí acho que foi bastante pegou os pontos principais ali do texto né você falou sobre o recalque sobre aquilo que está guardado que foi recalcado mas não foi esquecido de alguma maneira
aquilo tá lá em algum lugar e retorna todas as vezes quando a gente se expõe alguma coisa do ambiente alguma coisa Me leva para aquele lugarzinho que me dá um mal estar que me causa algum tipo de sensação né que na Verdade eu sei o que que é e também não sei o que que é né Precisa de investigação aí para poder retornar mas parabéns pela tua apresentação eu vou abrir aí para o pessoal perguntar o Mário já quer falar ali gente aí vamos seguindo a ordem então das mãozinhas hoje para a gente não atropelar
ninguém para a gente não atravessar quem quer falar para todo mundo aí conseguir ter a possibilidade e a oportunidade de falar então digam das Dúvidas de vocês digam de como Vocês entenderam o texto quais foram quais foram aí os estranhamentos que vocês tiveram a respeito disso e o bom aqui da tutoria que cada um tem a partir da própria leitura uma visão né que mais tocou ali algo que mais pegou ali mesmo em relação a si próprio Então pode falar bom é uma pergunta que eu quero deixar depois de umas Sem falar né sempre me
indignou a respeito do feminicídio né deu perceber que eu tenho Buscado o autoconhecimento de conhecer de saber lidar com o ser humano e de contrapartida ter essa percepção do mundo da sociedade onde as pessoas logo passam por esse lado né A minha pergunta é como é construído esse familiar dessa pessoa que de repente agride uma mulher toma essa iniciativa se algum tipo de recalque da infância como que é formado isso naquele ser humano para que ele tome tal atitude Mas você tá falando no sentido de agressividade do homem em relação a mulher você tá dizendo
da agressividade natural do ser humano ou de alguma coisa que você tá tentando saber aí como que ela é construída eu falo assim em questão da pessoa chegar naquele ponto Vamos colocar assim só uma histeria que resulta Nesse fato né dele agredir matar uma outra pessoa né nesse sentido Que tem agressividade que todo mundo tem esse parâmetro de ser uma coisa controlado que a pessoa saiu das primeiras no momento mas tem consciência daquilo mas naquele ponto onde que amedronta as mulheres nesse sentido que eu falo alguém quer responder tem uma visão a respeito disso que
o Mário tá perguntando é como eu sempre digo aqui né Eu sempre falo que para cada sujeita aí vai ter Uma questão subjetiva de como ele vai interpretando o mundo e como ele vai aí Crescendo com os próprios modelos de relação com os próprios modelos de pares com os próprios modelos de sociedade é o próprio as próprias regras sociais aí nós sabemos aí isso é já é bastante conhecido e a gente sempre precisa levar esse em conta muito grande uma questão do patriarcado e o domínio masculino em cima aí ou sobrepondo o poder Feminino ou
sobrepondo uma questão feminina né a fragilidade feminina o quanto poder masculino tem sobreposição aí em relação ao que as mulheres representam o que elas podem e essa posição aí do homem ou de um de um poder vamos dizer assim em relação a própria condição da mulher Então esse é um ponto né que já é cultural Então já vem desde lá de muito tempo quando a gente leu esse monte de daí eu vou deixar essa indicação para Vocês tem um trabalho dela que se chama o segundo sexo ela faz uma construção biológica lá no primeiro livro
esse volume esse essa obra tem dois dois livros ali um box com dois volumes e aí ela faz toda uma construção biológica para mostrar o quanto o Polo considerado masculino se sobrepõe o tempo todo aí em relação a uma posição feminina que é considerado aí de uma forma social em relação a um conceito de fragilidade de cuidado com o outro é de submissão então Assim a questão da agressividade e no meu ponto de vista pensando agora um sentido aí doem familiar será E aí eu vou deixar uma outra provocação também é será que é uma
questão e de Piana ali no próprio na própria questão da castração Será que se desenvolve ali alguma coisa nesse sentido uma certa uma certa vontade de dominar aquele Objeto de desejo através de uma questão um pouco mais agressiva sabe eu penso que não talvez não teria aí uma forma correta de responder essa pergunta por cada um construir essa forma aí de ser de agir mas a gente sabe que os modelos de relação aquilo que se aprende aquilo que se ouve as narrativas dos outros contribuem para que a formação do sujeito parta para um lugar de
agressividade com o outro e esse outro acaba sendo uma parte mais frágil porque Esse esse essa questão masculina é respaldada e é autorizada por uma cultura que dá muito mais poder para esse lado do que para um outro lado não sei se eu te respondia aí do da forma como você esperava ou como você gostaria mas se você quiser falar mais um pouco sobre isso e se alguém também quiser falar mais um pouco a respeito disso por favor podem falar o que eu acho assim um problema muito comum agora né tá sempre acontecendo né Então
essa questão da pessoa até ser recalcada na infância e não ter Vamos colocar assim ela foi tanto recalcada que ela ficou tão excluída do mundo e quando de repente cai assim na vida dela uma situação onde aquela agora é a última chance né de viver uma coisa ou tentar alguma coisa aquela pessoa tá envolvida nisso né aí a pessoa acaba se dando mal naquela situação não deu certo e ela volta aquele sentimento de querer acabar Com a vida então tem aquele pensamento de última chance de suicídio por exemplo né e ela acaba matando a mulher
ele acaba matando a mulher e se matando depois mas aí também é um ato Psicótico por exemplo [Música] Pera aí só para a gente não entrar no meio da sala ali o Mário daí entra na Constituição da própria estrutura do sujeito penso eu também do quanto ele lidou ali com as questões de abandone de Rejeição na infância o quanto ele lidou com as questões que aconteceram mesmo traumáticas na vida dele o quanto ele conseguiu cuidar disso ou não o quanto ele conseguiu aí é se perceber porque uma pessoa e por exemplo que tem as questões
já eu quero outro para mim é uma condição Aí talvez bem narcisista de não não tomara que ele objeto para si e ele se satisfazer desse desejo nesse lugar né e não deixe não ter um olhar para outras Coisas e sempre ser esse outro um grande objeto de desejo de ser um objeto de desejo desse outro também Será que também entra um pouco dessa questão sabe de do quanto a pessoa está lidando ou não lidando com as coisas que ela teve por traumas esse esse familiar aí que surge quando ele percebe por exemplo que a
mulher está abandonando que a mulher está querendo ir embora desperta nele então uma sensação esse em familiar uma sensação de rejeição ou de Abandono inclusive De Humilhação que aconteceu lá atrás na infância né Então as pessoas não estão conscientes daquilo que aconteceu com elas as pessoas não sabem exatamente qual quais são as dores que elas precisam enfrentar aí na vida em diversos momentos então quando ela se deparam com algo que elas não sabem exatamente de onde vem mas que causam aquele mal estar aquela sensação se é algo que está sendo ali De repente muito guardado
há muito tempo essa pessoa pode Pode ser que ela entre no estado em que ela precise fazer alguma coisa e pode ser que esse fazer alguma coisa seja algo extremo aí no sentido de cara eu não posso perder não Posso ser rejeitado mais uma vez não posso ser abandonado mais uma vez a única forma que eu tenho é chegou no nível de Sofrimento de tão forte ali aquela ideia para se suportado que a única forma que a pessoa encontra de fazer isso e acabando com tudo né é levando ao extremo mesmo da Situação e acabando
com tudo e aí agressividade voltada para uma agressividade voltada para o outro e ao mesmo tempo e uma agressividade voltada a si mesmo né acabar e aí a gente entra nos conceitos a discussão de morte que é retornar ou inanimado para tudo aquilo que esteja me causando de prazer pare eu atinja um nível de não sei nem se eu posso dizer que a palavra seja a paz e tranquilidade mas que aquilo não cause mais prazer Então qual que é a medida Desse extremo acaba com tudo parei com tudo obrigado gente passa Quem quiser falar então
sobre o comentário do Mário sobre a pergunta dele faça um comentário um pouco mais rápido para o pessoal também e levantou a mão para conseguir falar mas pode falar assim Acho que o Paulo falou e depois o Gilson acho que o Carlos também queria falar né Vamos fazer um bem Rapidinho eu acho que além dessas questões que você colocou em pianos também eu acho que tem a validação social eu acho que tem todo um contexto social e assim no ambiente familiares de validado pelo pai de que era um cara violento e o homem se sente
neste poder né porque é mais forte então a mulher é minha mulher é minha esposa é meu objeto eu posso fazer o que eu quiser com ela eu tenho esse poder nessa força e eu tenho todo uma Construção social que me valida nisso então aliado a todas as questões traumáticas da infância eu tenho todo uma construção social que não é de agora mas é de várias que é milenar é uma construção milenar onde a mulher vem sendo objeto o tempo todo antes pertencia ao pai depois pertence ao marido e elas sempre essa questão digital e
isso me valida sem violento com ela A validação social né exatamente Paulo perfeita é Gilson eu ia na mesma direção do Paulo eu ia completar isso já que a gente buscou a Teoria é eu lembrei que do mal estar na civilização eu acho que também existe uma pressão social nesse sentido o Brasil é uma sociedade machista não tem como a gente negar isso e isso de certa forma como Paulo bem falou valida esse tipo de situação a questão que ele falou né que o que ele Falou a respeito de ter aumentado eu não acho que
aumentou o que aconteceu foi que esse feminicídio ele passou a ser computado de forma diferente ele sempre existiu e muito na sociedade brasileira porém agora ele está tipificado como uma situação específica e isso foi feito intencional justamente para colocar luz nesse tipo de situação Então não é que ele aumentou ele a gente só está classificando ele de uma de uma outra maneira ele sempre existiu na sociedade Brasileira Entendo aí além das questões de pianas aí que você falou célula por essa questão social Em que momento do modelo de sociedade Nossa obrigado Carlos queria falar quer
falar sim a questão interessante aí do texto é porque ele pegou para uma questão social infamiliar que Freud tá trazendo aí ele traz o conto o homem de areia porque ele busca fazer uma leitura que ele pega a relação de uma arqueologia do estético do Fantástico e relaciona com aquilo e Muitas vezes Nós seres humanos temos e não damos conta então ele vai fazer energia né aquilo que ressoa da nossa profundeza e que nós nos confrontamos e não damos conta por exemplo nós achamos que não somos capazes de matar que não somos capazes de roubar
a gente tem atitudes preconceituosas e muitas vezes a gente não fala do preconceito aí no homem de areia o que que acontece ele parte Aquele Moço Natanael ele é um estudante De Filosofia e ele tá muito atormentado por um personagem do conto que ele tava lendo o chamado copérdios que ele acredita ser o homem da Areia aí ele mistura a imaginação dele com a realidade acreditando que compere vai arrancar os olhos dele aí o que que é o familiar nós na nossa vivência na nossa experiência com a nossa culpa nossos medos os nossos dramas a
gente pega uma fantasia Pega um fato da nossa realidade e algo que era comum que era da família aquilo torna estranho para mim torna em familiar E aí eu sou capaz de tomar atitudes que eu não fria e se esse familiar esse estranhamente é muito grande muitas pessoas caiu eu posso comentar o carro aos poucos você caiu já voltou tá mudo toda hora tá caindo e voltando eu não Sei o que que tá acontecendo aí o que que acontece esse familiar fica tão forte que as pessoas às vezes entram no processo de angústia entra numa
neurose e nos estados mais graves ele vira uma Psicose o caso do Natanael por exemplo tá atormentado e ele ele acaba adoecendo então o que que é um familiar aquilo que é o estranho dentro de nós que sai da profundeza desse eu e ele vai sair por um trauma por um conflito né então muitas vezes nós não nos conhecemos né Dentro de nós há um desconhecido e que a gente não consegue conhecer posso comentar o carro sim acho excelente tinha pensado exatamente nessa direção eu queria só contar bem rapidinho eu me considero minimamente alguém civilizado
para poder ter autoconhecimento por conta de uma palestra que eu ouvi direito quando chegou na parte de interpretação dos sonhos isso me pegou Muito porque eu comecei a perceber né quando disse que o sonho é um é o meu desejo que tá ali sou eu que estou ali no sonho é aquilo que escapa do meu inconsciente e eu que me considerava civilizado e minimamente equilibrado e decente comecei a ter esse estranhamento porque eu começo a me ver que eu não sou tão civilizado assim que eu não sou tão bonzinho assim e que muitas vezes aparecem
um monstro e isso Me causa um estranhamento e eu não consigo me identificar com isso mas no fundo no fundo sou eu que tô ali representada eu acho que esse é o maior de todos os estranhamentos e isso me fez estudar mais para ser canários esse estranhamento tão grande tão grande tão grande que eu que eu me nego a me identificar mas consigo perceber que no fundo no fundo eu tô diante de algo que sou eu e que aparentemente eu me considerava Totalmente civilizada decente de repente eu percebo que escapa algumas coisas é nesse mundo
onírico né de que me representa e que aí começa a perceber que eu que me achava no cara totalmente dentro minimamente é normal que eu preciso de muita análise Então acho que esse estranhamento Achou muito a calhar e cuidar os parabéns para Maria foi excelente Maria parabéns que ele trouxe é isso interessante isso O que que ocorre a pessoa ela encontrou-se o caso da morte o que que acontece a pessoa mata quando ela perde o objeto de desejo e ela tá tão desamparada e ela acha que ela perdeu o objeto de desejo esse objeto vai
deixar nela um vazio tão grande que ele precisa destruir o objeto então ele vai lá e mata o objeto só que a morte do objeto vai deixar ele pior ainda No Vazio porque além de não ter ele vai ter uma série de coisas mas aí esse familiar Quem no consultório por exemplo a pessoa chega dizendo coisas que ela não tem noção Com o tempo ela vai tomando consciência que aquilo estava estranho para ela mas ela seria capaz de fazer porque que ela não faz porque nós temos o controle o nosso super ego que é controle
da Moral da sociedade está controlando aqueles que não têm esse controle ou por uma emoção perde e ele tá tão desamparado aí Ele comete os grandes erros e o familiar Apresenta isso e a pessoa não tiver Lucidez necessária ela pode adoecer com uma Psicose com uma neurose acaso psicóticos que a pessoa transforma de um dia para outro porque ela não deu conta de suportar a carga psíquica daquilo que ela estranhou Então ela adoece né e o neurótico não ele sofre como ele sabe ele faz a terapia ele se encontra por isso que o familiar Às
vezes ele é familiar só que ele é desconhecido e ele está aonde ele está dentro de nós Naquilo que é mais profundo de nós que talvez nós não temos coragem de revelar para nós mesmos porque ele dá muito medo do que eu posso reagir esse familiar ele ele traz toda essa potência e Freud vai buscar isso pegando onde os contos a fantasia porque na fantasia eu posso extrapolar mas fora dela eu tenho consequência era isso Marcilene Boa noite para todos é o tema é muito Interessante né pegando gancho aí que tá falando de feminicídio me
gerou uma dúvida no caso desse serial killer quando eles matam em série vamos supor é muitos deles encolhem uma característica de uma mulher né em questão do feminicídio quando ele mata ele tá fazendo toda vez que ele mata ele tá fazendo um retorno do recalcado ou não Ou não tem nada a ver ele pode estar lá matando porque ele tá Voltando ao trauma então ele tá fazendo um retorno como se estivesse fazendo um retorno aí do trauma dele ou não tem nada a ver acho que entra bastante nesse que o Carlos já comentou né do
quando as questões do estranho lá do passado Retornam de alguma maneira aí e aí será que também a gente pode pensar numa compulsão a repetição daquilo que eu quero anular o tempo todo daquilo que eu quero afastar o tempo todo que é Estranho e que ao mesmo tempo é conhecido mas que traz algum tipo de estranhamento que traz algum tipo de sensação é ruim né é a mesma história da questão aí que o Carlos trouxe o pessoal foi falando aí também é do homem de areia então aquilo que retorna via de regra é porque tem
uma questão traumática lá no passado que precisou ser recalcada é da Ordem do inconsciente é da Ordem do recalque E aí se esse estranhamento foi tão grande tão Intenso e aí entra também na questão do como o sujeito vai lidar com isso se ele entra num lugar de uma ordem psicótica ele vai via de regra aí cometendo essas atrocidades ou indo para um extremo onde não há o controle onde não quando vejo aconteceu quando veja foi mas existe ali um padrão também existe uma repetição existe uma certa tipo de compulsão entendi esse esse estranhamento aí
é pelo que eu pelo que eu assim concluir pode ser um conto com sombra né que o Pessoal fala que encontrei com a minha sombra né em várias questões né em vários parâmetros aí né é a sombra que nada mais é do que é o que tá lá guardado como foi vendido aí que a gente não quer ter acesso mas como a gente sabe que nada do que está inacessível Foi esquecido aquilo continua ali e vão ter imensas formas daquilo retornar na nossa realidade como gatilhos ou como a Maria trouxe aí para gente vai ser
uma cena Vai ser uma memória mesmo uma fantasia ou vai ser um próprio lugar é ou vai ser um outro tipo de ambiente ou um cheiro ou a voz inclusive de alguém que sempre vai remeter a um lugar a esse lugar do estranhamento interessante que quando a gente está fazendo análise da e pelo menos eu assim é quando quando a pessoa vai mesmo orando aí parece que a luz vai aumentando né então assim se você tá tratando lá os traumas que é uma sombra Né que ficou lá né além de tá mexendo né lá e
a medida que vai melhorando vai aumentando a energia né a mente vai ficando mais leve assim pelo menos que eu entendi né um contato com a sombra que quando tá na análise querendo ou não a gente acaba remexendo né lá né futucando lá dentro né e acaba se encontrando também com a sombra não tem como não encontrar é porque assim se a pessoa ela tem a capacidade de elaboração de visitar o passado de Recordar e dar uma nova perspectiva para aquilo que aconteceu via de regras coisas vão mudando ali vão se modificando talvez não é
que aquilo Deixe de ser ali algo ruim e se transforme em algo bom mas ela vai saber lidar com aquilo que aconteceu entendendo aquilo de um outro lugar não gosto muito dessa palavra mas sempre trazendo ressignificações ali sabe vendo por outras perspectivas então a sombra faz parte de todo ser humano Também né Freud ele usa bastante essas questões de dualidade na teoria dele e eu penso que isso seja muito válido para a gente pensar sobre dois polos diferentes mesmo na nossa vivência na nossa experiência então não é que a gente vai estar sempre caminhando para
um lugar de sempre ter luz e felicidade mas é saber que aquele lugar de sombra aquele lugar de estranhamento passa a deixar de causar tanto problema conflito dor sofrimento Que cause aí surtos psicóticos ou que leve para um lugar onde a pessoa não consiga mais lidar com essa situações Então se ela está ali numa análise desejosa de Recordar de poder tentar trazer uma nova Um Novo Olhar para aquilo que aconteceu penso eu que daí essa sombra aí vai se transformando em algo que ela saiba lidar e não mais olhar para aquilo como um grande monstro
um grande problema na vida isso é isso mesmo que eu entendi é como é porque a Sombra caminha junto não tem como né que é os dois lados tá falando mas eu acho que a pessoa melhora quando ela aprende a lidar né exato É a cura e vai ser minimamente você saber lidar com os teus sintomas você saber quais são os gatilhos o que que é que ativa esse familiar né é quando as coisas vão ficando mais horas para você a ponto de você saber até onde você tem que ir ali se você quer permanecer
ali se é um desafio por exemplo que você quer pegar Por que que permanece tanto em relações de abuso porque que permanece tanto em relação aos conflituosas Por que que está sempre se colocando numa situação de abandono de rejeição porque que tá sempre atrás de um trabalho onde a pessoa tem que sofrer tanto tem que ser tão difícil para ela acho que essa compreensão aí que a psicanálise vai trazendo para o sujeito dele se questionar o tempo todo por que que você tá ali o que que você está buscando de Onde vem essa busca sua
né porque muitas vezes ele vai chegar reclamando de algo que ele mesmo está buscando justamente por essa questão dessa repetição de encontrar o objeto recalcado para poder resolver e é isso daí que a gente vai tentando ajudar ela a construir e a olhar para esse lugar estranha mento aí você pode dizer que é fazer amizade com esses Monstros mas porque a parte dele foi ele subjetivamente inclusive que compreendeu aquela situação lá atrás Para aquilo inclusive retornar hoje num lugar mais real que hoje na realidade dele causa algum certo tipo de estranhamento lá do que aconteceu
lá atrás é isso mesmo é exatamente obrigado viu Obrigado você o Paulo já falou né agora é o Alisson boa noite boa noite Alisson A Maria tá falando aí ela tava na exclamação dela aí fiquei refletindo sobre a questão não é algo relacionado a questão da pandemia Eu tava pensando aqui como como mexeu com a cabeça das pessoas né em relação a ansiedade depressão e tal os problemas psicológicos e relacionando um pouco essa questão do familiar Será que a pandemia essa situação nos fez nos deparar mais com nós mesmos assim com nossa fragilidade com nossa
com a percepção de da finitude né com a proximidade maior da Doença da do contato familiar mesmo né dos problemas reais né a gente talvez tenha saído um pouco ali do da atmosfera virtual né daquela coisa do da ideia que é plantada assim né do que que podemos tudo que somos né é top das galáxias enfim e aterrizar um pouco sabe pisar o pé no chão ali e sei lá da nossa fragilidade como seres humanos né E ao mesmo tempo não se deparar com relações conflituosas familiares conflitosas que Ocorrem normalmente né mas que talvez em
alguns momentos a gente não queira percebeu talvez a gente tem um pouco de dificuldade né de perceber no texto você falando isso agora eu me lembrei que o Freud ele parte de um princípio ali de um autor e esse autor diz que o familiar ele seria da ordem de tudo aquilo que deveria permanecer o culto ou recalcado mas que não fica né nesse lugar do recalque aquilo retorna retorna retorna E aí você citou essa Questão da pandemia e a Maria trouxe muito bem também desse desse assunto porque na pandemia e eu fiquei pensando assim como
que outra gerações aí é mais antigas tiveram que lidar com essa questão pandêmica também porque a gente viu todos nós que estamos aqui muitas pessoas perderam outras pessoas né tiveram perdas aí em relação ao convite e nós que estamos aqui talvez a gente teve que a gente ouviu muito falar sobre Morte aí tantas pessoas estão morrendo tantas pessoas estão partindo tantas pessoas estão doentes e uma das coisas que é da Constituição do ser humano que talvez seja aí uma das questões mais importantes inclusive juntamente com o Tabu da sexualidade sejas que sejam as questões da
própria morte mesmo o quanto essa morte aí que ficava batendo a nossa porta o tempo todo ficava ali causando uma sensação de do daquilo que é em familiar mas que eu já sei porque na Verdade a gente meio que recalca que um dia na vida a gente vai não vai existir e a gente tem que lidar com a própria finitude né e Freud inclusive Traz ele também no texto a respeito dessa questão da morte porque é algo que produz medo também ele vai muito para um lugar nesse texto aí também de da gente conseguir observar
esse sentimentos e essas emoções que Elas são tão bonitas da gente ter né que não são no sentido estético ali que as Pessoas têm tendência a florear as emoções mas nós temos emoções que causam estranhamento que é justamente desse lugar do em familiar por isso que ele traz bastante esses exemplos aí das bonecas que não tem braço que não tem cabeça né o quanto isso causa para gente porque também diz do nosso próprio corpo os bonecos lá que é se movimentam sozinhos que tem autonomia que que na verdade não era para ter o quanto isso
diz também da nossa própria Constituição Da nossa própria humanidade coisas que são estranhas e que esbarram para a gente aí você dizendo isso Alison me lembrei bastante dessa questão da Morte como algo que produz medo que produz para nós um lugar do qual eu não quero pensar sobre isso e talvez a pandemia tenha sido um grande um grande lugar onde a gente experimentou estar diante desse desse familiar o tempo todo porque a gente se deparou não só com a morte do outro não Só com aquele outro ou aqueles grandes aqueles aqueles a grande quantidade de
pessoas morrendo mas também preocupados com a nossa própria finitude com a nossa própria inexistência no mundo e depois disso a gente para de pensar um pouco nisso mas se for ver a finitude também tá aí o tempo todo né A questão é que quando existe um número maior inclusive Vivemos um look coletivo né as pessoas se entristeciam as pessoas é ficavam abaladas as pessoas tinham ansiedade E sintomas somente de pensar que aquilo poderia acontecer com elas mesmas ou com alguém da família então sorria né o medo a ansiedade aceleração no coração nada mais é do
que o medo de que aquilo aconteça também de alguma maneira com a gente e o que mais de estranho pode ter no mundo do que a própria morte que na verdade é um lugar para onde todo mundo vai mas que ninguém pensa nisso também né ninguém fica ali pensando sobre isso o tempo todo porque é um grande assunto Que é um grande tabu quer falar mais alguma coisa às vezes penso sobre isso também né porque amor se a gente perceber bem é algo tão natural né na tua vida né só não morre aqui não tá
vivo né que não mas acaba sendo algo assim então que desperta tanto tabu na gente né a gente acaba recalcando tanto né questão da Morte e algo tão natural Talvez né determinadas culturas até se Celebra a morte e tal uma questão muito tem muito a ver com a cultura também né Boa noite a todos boa noite Parabéns Maria foi tão linda a sua apresentação simples e bem mana bem bonita muito obrigada assim familiar na covid e puxando para o lado da Cultura depois da covid você as pessoas pararam de ser tão consumistas porque elas chegaram
à beira da morte Em ti tenho tudo e não vou ter nada vou partir eu batalhei tanto para ter tudo que eu tenho não posso usar não posso consumi lá fora não posso mostrar esse estranhamento de comportamento das pessoas terem que se privar não se mostrar não fazer Marketing com sua imagem ela deixou também ela teve um aprendizado esse estranho em relação a o consumismo já ficou uma eu acredito que acrescentou No homem uma simplicidade então isso a gente vê essa simplicidade até como estranhamento para nós porque não existia o mundo tá muito volátil muito
útil tá todo mundo agora acho que tá menos as pessoas já olha um para o outro mas humanidade Antigamente eu vi assim né no meu meio e as conversas eram fúteis não tinha tanto conteúdo como tem hoje das pessoas porque houve um sofrimento esse estranhamento que entrou no homem Da perda da eu ser de eu ter isso houve uma estranheza mesmo no comportamento ou eu vejo isso como estranho um familiar das pessoas elas têm realmente que tava lá dentro delas essa questão que sempre elas falaram simples eu sou humilde eu só isso mas ostentava na
fala tocar na roupa tudo não deixava a sua essência verdadeira aparecer a sociedade para cultura para exemplo é poucos não eu Coloco essa estranheza familiar nessa questão da convive com essa visão não sei se eu tô correta mas é o que eu senti obrigada aonde que você mora qual que é o estado que você mora Eu moro em Joinville Santa Catarina pode vir passear aqui que eu te recebo ótimo seu comentário né do quanto a morte sensibiliza as pessoas né eu não não sei se todas aí mas me parece também vi bastante esse senso aí
de Poxa vamos valorizar aí outras coisas temos outras coisas a valorizar né do que o que a gente já está valorizando ou para onde a gente está olhando mas penso que também sejam mudanças que são genuínas mas às vezes também mudanças que são momentâneas né que de repente foi só um período ali que podem retornar mas via de regra a morte sensibiliza né quando a gente perde alguém a gente fala assim poxa deveria ter passado mais tempo com aquela pessoa ou então deveria Ter feito mais coisas assim assado porque o tempo passa muito rápido a
vida é muito curta ela é muito breve se a gente for começar bem né E aí é aquela frase também que que o Freud diz sobre quando o medo de não estar vivendo for maior daí a pessoa também ela ela parte para uma outra perspectiva de vida né ela vai mudando os próprios caminhos aí valorizando aquilo que ela é na Essência envia de regra a gente vai precisando também de análise para poder dar conta Disso para poder através desse outro também e se descobrindo né cada vez mais cada vez mais olhando para dentro cada vez
mais entendendo aí quais são os nossos estranhamentos para a gente poder viver aquilo que a gente deseja é isso gente Quem mais tem alguma pergunta Maria que apontar mais alguma coisa que você se lembra do texto Silvia pode falar boa noite boa noite Sephora eu me perdi um pouco porque Minha conexão não tá boa inclusive já caí duas vezes aqui pegou a Carlos Eu só queria entender que eu me perdi se minha familiar é tudo aquilo que é aquilo que causa estranheza mas está em nós assim de uma maneira resumida seria isso tudo aquilo que
causa estranheza mas está em nós sim é uma pergunta então no texto Freud vai dizer que nem tudo que é em Familiar causa estranheza causa nos assusta mas que esse familiar ele pode ter a ver com algo que esteja dentro de nós não necessariamente que causa estranheza né porque a gente pode se deparar com algo que é em familiar mas que não faz diferença para nós estarmos dispostos ali nessa questão ou não mas esse familiar não sei se você pegou essa parte agora em mesmo que eu falei com Alison de que é tudo aquilo que
se tá causando estranhamento no Sentido ruim daquele mal estar daquela sensação estranha ali que a gente olha alguma coisa e pensa é que estranho isso para nós né no sentido ali da gente se expor aquela situação perceber um estranhamento pode ter algo a ver com o conteúdo recalcados que deveriam permanecer lá quietinhos mas que de alguma maneira retorna porque a gente está sendo exposto aí em algum tipo de situação que nos leva de volta para esse lugar isso gente a gente está falando de Um texto em familiar aqui mas ele nada tem de diferente do
texto que a gente leu ali que é o Recordar repetir elaborar não sei se você já leram além do princípio do prazer que sempre tá falando de um lugar de repetição de uma repetição do quanto eu vou repetindo as coisas ali esse familiar talvez no ambiente daquilo que eu vejo naquilo que eu escuto naquilo que eu sinto sempre tem alguma coisa que me leva também para Um lugar que foi recalcado e vem aquela aquele incômodo Aquela aquele estranhamento que já foi vivido antes que já foi percebido e foi negado de de forma recalcado tanto que
pode como uma questão também que ao mesmo tempo que aí familiar é familiar também no caso está ligado também a subjetividade perfeito sem você lembra que eu falei semana passada da desculpa eu tô com a câmera fechada porque se eu tô com medo De abrir cair tudo aqui que meu computador não tá muito bom não é mas que eu falei semana passada do das casas que eu via isso tá dentro disso né o Natanael ali do texto né que o Carlos também nos lembrou muito bem aí ele via cenas ali da infância como se o
pai ou assustava né o pai tinha que ele dizia para ele assim olha você tem que dormir porque senão o homem de areia vem te buscar tal pessoa tem uma história ali De amea né então ele construiu na mente dele que aquele homem que iria visitar a casa na fantasia dele seria esse homem que o levaria ele de fato para algum lugar ele era uma criança Então veja como isso foi construído subjetivamente não que aquilo fosse realidade de fato mas para ele aquilo foi construído num lugar de medo e quando ele se depara lá em
outros momentos da vida dele já na vida adulta inclusive se relacionando ali De alguma maneira é algumas questões que dão uma suave inclusive de forma Sutil que relembre para ele aquilo que ele foi exposto lá atrás que ele construiu de forma subjetiva na mente dele gera algum tipo de sensação e que é o que você trouxe do seu exemplo também você viveu situações no ambiente numa casa e pode ter nessas nesses outros lugares que você visita alguma coisa que seja inclusive Sutil muito pequena mas que quando você olha quando você percebe Aquilo te leva para
algum desses lugares de estranhamento também isso foi isso mesmo que eu pensei e eu percebi que a cada a cada texto e tema que vem sendo trazido parece que vai suscitando dentro de da gente coisas que estavam lá meio que esquecidas aí é remete eu vou chamar de esquecimento mas repete para esse esse tema de hoje esse I familiar que tava lá quietinho recalcado E aí cada tema que Vem parece que vai fazendo um reboliço vai mexendo vai bagunça um pouco parece que a cabeça depois as coisas vão chegando para o lugar parece estranho no
começo né mas depois a gente vai compreendendo a psicanálise desde o seu começo aí ela vai tentando lidar com as questões que estão ocultas parecem para pessoa né Freud ele se Aventura lá bastante nas questões da hipnose para quê para fazer para tentar Fazer as pessoas se lembrar daquilo que tinha acontecido porque ele já havia percebido que não é só a memória não é só a cena não é só a lembrança existe algo que se junta com a lembrança que se liga esta memória que são realmente são Justamente esse sentimentos que acontecem quando a gente
tá vivendo alguma coisa lá atrás seja um sentimento de medo seja um sentimento de os próprios susto seja um sentimento de amor porque daí a gente tá falando Também de memórias é boas né que a pessoa vai carregando e ao longo da vida Acontece que as memórias que trouxeram ali um sentimento ruim por exemplo de medo de susto ou de terror na infância elas tendem a ser de forma mais forte recalcadas porque isso causa um grande choque para os registros ali emocionais das pessoas então Freud eu pensei que desde o começo de quando ele começou
a estudar Essas questões de fantasia das memórias de acessar o inconsciente ele já percebia ali que a questão do afeto ligada aquelas memórias é o que produziam aí muitas coisas tanto em relação aos sintomas no corpo quando ele diz das histéricas aos comportamentos e aos pensamentos aí repetitivos no caso Inclusive das neuroses obsessivas então é tudo tá ali a psicanálise Ela está pautada na questão das representações das memórias dos sentimentos e afetos Ligados às memórias e é isso que em exceção com o nosso paciente a gente vai tentando buscar ali com ele entender os estranhamentos
né e a pessoa nada mais faz do que desenvolver um monte de mecanismo de defesa para não ter que lidar com isso E aí vai dizer aí dos destinos da punção ela vai tentando atingir um alvo aquele afeto Vai tentando se realizar aquele desejo Vai tentando se realizar o tempo todo mas ele é barrado por alguma coisa do Próprio sujeito para se satisfazer de uma forma não total até que ele Olhe de fato para aquilo que precisa ser olhado como a Marcilene trouxe aí vamos olhar para sombra e aí ele sente de alguma maneira resolver
aquilo ali para deixar de ser inclusive um estranhamento Ok Silvia algo mais quem mais gente oi perfeito obrigada Você quando colocou aquela questão do Eu também tô com a câmera fechada aqui também minha conexão tá caindo aí de afirmação de Freud né que deveria permanecer o culto mas que venha à tona então é a proximidade do estranhamento com o narcisismo né não superado recalque agora eu que me vem assim a cabeça que será que a primeira experiência Nossa não seria exatamente como Estranhamento pode ser que não seja o familiar e sim o alto estranhamento que
a gente não não sabe quem somos a primeira na verdade quando eu li eu li vários textos li Esse achei bem interessante mas uma vez ele se conectam Né desde 1919 depois a gente vem para aqueles outros que a gente tá lendo e eles têm essa conexão Mas eu percebi muito isso que A gente tem esse esse estranhamento bem natural com gente ela é algo muito o estranhamento é muito familiar né vai trazendo uma situação que aconteceu acho que eu não sei muita gente sabe que eu tô concluindo na verdade concluir medicina veterinária tô trabalhando
em disseminação de cavalos e a gente não é reunião essa semana encontrei um amigo que lá alguém de uma forma bem jocosa colocou assim Ah então esse cavalo não vai porque já foi Mostrado que ele é homossexual ele rapaz olha se fosse tempos atrás eu ia fazer uma briga aqui tão grande porque olha eu nem queria ouvir essa palavra que eu não gostava quando passava alguém na minha frente um cara aí não sei o quê e tal aí como agora a gente fazer as canários tudo A gente levanta uma antena né então comecei ouvindo e
prestando atenção e ele falando isso hoje eu já não tenho mais Fúria Com isso não já trabalhei Isso na minha na minha análise e eu não perguntar mas e fiquei lembrando desse desse texto né E talvez o que aquela Fúria toda que ele tinha o que ele achava estranho era mais familiar do que ele pensava e ele trabalhou isso no na análise dele então o que estava recalcado ou do próprio narcisismo uma castração né trazia aquela manifestação de fúria com o que ele julgava não gostava e tal né da mesma forma quando o Mário Levantou
Aquela questão do feminicídio a gente tem o fator do patriarcado que a gente vê que muitas vezes até a própria mulher ela entra nesse nesse esquema e ela mesma não aceita né aquela posição de igualdade porque ela tá sendo levada a isso mas o que tem em voga é o que realmente estranha tanto que lhe incomoda que traz você a praticar determinadas coisas você não sabe muito Muitas vezes explicar Tem uma série de eu não sei se vocês já viram Vira e Mexe eu trago ela aqui para vocês eu indico ela para vocês que se
chama amor e morte que tem lá no acho que na HBO não sei se alguém já viu Acho que eu já vi comentários no grupo sobre essa série E ela diz bastante diz que você tá falando e dessa questão também que o Mário levantou né do estranhamento aí tudo quanto a gente vai reagindo também as coisas da vida então quem puder Assista para não dar spoiler aqui mas ela é bem interessante vocês vão vendo ali uma série de coisas que vai acontecendo no momento específico ali e aí a gente vai construindo mesmo e como que
a pessoa ela vai chegando num nível em que ela não sabe lidar com aquilo que aconteceu com ela ela nunca foi a Fundo via de regra ali as coisas sempre Retornam na vida dela de alguma maneira ou de outra mostrando para ela que existe algo dentro dela que é do próprio Lugar do estranho Nossa por que que eu sinto isso porque que toda vez que eu vejo tal pessoa eu me sinto dessa maneira porque que toda vez que eu tô nesse lugar aqui me dá esse arrepio Me dá esse frio na barriga ai por que
que toda vez que eu viajo de ônibus eu sinto tal coisa né isso vai levando a pessoa e se for alguma coisa que desperte um senso agressivo que desperte um senso mesmo assim de destruição se aquilo for de uma maior exposição e ela de fato vão Dizer que ela possa perder o controle sobre a situação ela vai querer aniquilar esse objeto ela vai querer é acabar com tudo ali como um acesso de raiva ou de fúria para poder resolver o problema de uma maneira vamos dizer assim física corporal onde ela pode destruir com as próprias
mãos ao invés de olhar para o emocional e entender dentro dela o que que foi que desperta tanta coisa nela ali em tantos lugares que ela vai dos lugares que ela tem Exposição na vida Gente alguém mais tem alguma pergunta quer falar mais alguma coisa sobre o texto vigiana Maria Adriana Nádia Nadja ligou o microfone aí 300 vezes acho que ela não falou vocês responderam antes de eu perguntar Ah é alguém mais pode falar Mário Ainda tem um tempinho aí né tem eu posso ler minha construção que eu fiz sim eu li o livro e
estava Resumindo em alguns assuntos que eu acabei construindo alguma coisa encontrei queria ler para vocês tudo bem sim a prova que o familiar provém do recalque do sujeito é que não se pode negar tal percepção estranha e assustadora não tenha vindo de dentro de mim mesmo porém não reconhecido por Estar recalcado esquecido ter encontrado uma nota de 100 dólares na carteira sabendo que no momento não se tinha dinheiro algum ou seja estava dentro porém esquecido você diz que está dentro da minha carteira é minha só pode ser meu eu quem esqueci que tinha por favorecer-me
eu aceito e quando não eu nego você vira o estranho familiar e acaba como defesa racionalizando quando o assunto vieram à tona Então o que acontece repentinamente Estava em domínio do inconsciente porém aparece tipo como fantasma quando me percebo no convívio de determinado assunto mas quando o mesmo retorna se mostra assustador como posso achar que estou sendo mente de aluguel de outro Pensador que desconheço sendo assim prova-me que o familiar provém do recalque do próprio sujeito a verdade é que quanto mais assustador for ou até vindo por uma realização de um sonho Sabendo-se que as
suas ações do sonho foram reais e não houve o papel do Ego para reprimi-las provas que a fundição do familiar com e familiar em familiar com o familiar e sendo o meu sonho torna-se meu im familiar tá o segredo pois se pudesse contar certamente o fato é que de alguma forma iriam dizer se você sonhou é porque na realidade em algum momento pensou sobre isso quando estava lúcido por não querer que pensem Nisso recalque logicamente um fundo de culpa teria pois sendo eu o hospedeiro do sonho afinal qual as quem aceitaria estando lúcido carregar uma
mala sem saber o que tem dentro mas o familiar carrega mantendo em segredo o que vem à tona em determinado momento e quando vem à tona minha primeira resposta é a racionalização a desculpa é que ando tendo visões de vidas passadas o estranho não significa algo que nunca se conheceu mas o sentimento desse jeito Onde a estranheza o comportamento se torna assustador devido ao assunto recalcado reaparecer num tempo inapropriado na vida desse jeito como um constrangimento atemporal trazendo angústia ou revelar o que estava recalcado forçando a reprimir novamente o sentimento condenaria o sujeito por isso
objeto se torna estranho a real questão é que para um sujeito que se coloca a interagir na sociedade pode ser surpreendido quando um familiar vem à Tona o monstruoso sentimento de que tenha sido algo que não é mais significante para ele esquecido entre em cena para assombro e trato e trago o exemplo do indivíduo que acaba de pegar pagar né sua pena e vai para uma outra para um outro estado para realizar a vida refazer onde um familiar fundido ao familiar poderia trazer desconforto e atrapalhá-lo lutando consigo mesmo para Tentar recalcar parece que está parece
e está sempre perto familiar em familiar ao mesmo tempo que quero um emprego porém não quer que as pessoas saibam que foi um ex detento vindo por exemplo desconcertado de uma pessoa que mexe com seus sentimentos tanto do lado do negativo quanto do lado positivo abrindo para o lado positivo Essência uma moça ou do Familiar é a Utopia do amor Portal pessoa né E depara com aquele sentimento que existia mais Floresta encaminhar pode ser qualquer coisa mas não ativando o mecanismo de defesa o sujeito é constituído naquilo que sente de suas experiências lembranças onde lá
dentro tem uma tá travando tá travando para vocês também só para mim O sujeito é constituído daquilo que sente de sua experiência consciente como uma tampa de garrafa cobre tudo isso dentro sem Lembrando que separa como os órgãos são tornam um familiar um desconforto e assustado fundido no familiar só isso essa foi é no final no final travou bastante Mário mas manda para nós lá o seu texto eu acho que ficou muito bom bem esclarecedor aí bastante é uma Construção muito boa então compartilhe lá depois para gente tá bom Ok obrigado Paulo levantou a mão
Paulo Parabéns ótimo texto ótimo e o jeito como vai para análise é um saber nem sabido né ele vai para análise jornalista trabalha com ele para que venha à tona aquele saber que ele não sabe ele esse estranhamento acho que é esse movimento que apontou muito bem de Ele estranha e ao mesmo tempo ele se humilhariza eles familiariza novamente mas depois ele tem um estranhamento Então acho que tem esse movimento né bivalente estranhamento espanto e familiaridade mas acho que eu acho que não é momento de Lucidez que ele pensa nele ele não sabe ele vai
para análise ou mal estar a repetição agarrada não sintoma dele mas Sem saber ainda o que tá acontecendo sem saber a causa do mal estar e vem com uma queixa que esconde completamente aquilo que tá por trás né como se ele tivesse vendo ali na superfície que são as Sensações mas que precisa trabalhar bastante para poder achar o que que é que tá no fundo escondido aí que tá produzindo essas esses sintomas sim às vezes a gente pergunta na análise para o paciente olha você me contou que Três situações diferentes em três fases da sua
vida e você consegue achar o que que tem de comum nesses lugares ou que acontece toda vez e às vezes está tão nítido ali tão claro mas a pessoa não percebe né E aí ela vai precisar se aprofundar um pouquinho mais para ela mesma poder perceber que às vezes é um movimento que ela faz às vezes é algo que ela vivencia ou algo que ela escuta ou algo que ela reproduz Nesse momento que tem que ter aquela atenção flutuante né mas é na falha do discurso que eu percebo inconsciente Sabe aquele pescador paciente que tá
lá no meio do rio assim que chapeuzinho bem que na cara ele fica ali ele tá só escutando ali o movimento da água e o movimento da vara ali de pescar Olha que ele percebe alguma coisa que chama atenção ele para tudo e começa a prestar atenção naquilo ali tentando trazer o Sujeito o peixe né então trazer vamos olhar aí vai ver que espécie de qual lugar que esse peixe é da onde que ele vem Quais são as características dele sabe aí ele vai essa analogia que eu tô fazendo aí para vocês perceberem como que
na análise a gente vai deixando e a pessoa falando mas que também vão ter momentos ali em que algo do próprio estranho dela surge aí a gente vai ali e pega de uma forma que ela olhe para aquilo e desdobra um pouco mais daquilo Que ela tá dizendo aí eu faço exatamente ela se ouve Ela se olha olha você tá aqui falando disso vamos falar um pouco mais como que era essa situação aqui e de vez em quando a gente fala você percebe que isso também aconteceu naquela outra história que você me contou para ela
poder perceber e às vezes a pessoa ela chega nisso também nessa conclusão e às vezes a gente vai vai Encaminhando também para ela poder olhar Sabe tem uma analogia que eu gosto bastante que é como se a gente andasse com um paciente ali na mente dele com uma lanterninha assim para ele poder os dois vendo juntos ali o que que tá escuro o que que da onde que tem que tirar o que que tem que tá empoeirado o que que tá muito tempo guardado tem até uma frase que uma frase não é tipo assim uma
construçãozinha assim ah porque o Analista é aquele que chega na mente do paciente a gente representa uma casa toda bagunçada desorganizada que precisa de limpar ali de organizar para pessoa poder viver melhor E aí quando analista começa a chegar e querer tirar coisas que não tem mais necessidade ou que é precisa ser olhado precisa se recuperado ou precisa de uma de um olhar ali diferente o paciente fala assim não não mexe nisso não isso daí são herança dos meus pais foi presente da minha mãe foi Presente do meu pai presente da minha família que são
as heranças que a gente carrega aí também dos nossos padrões familiares de tudo que a gente aprende das linguagens que a gente ouve desses outros do quanto aquilo que é modelo na minha família eu vou reproduzir também para frente sem me questionar né o Adiel Ele trouxe uma questão aí do quanto a gente se estranha inclusive porque a gente é uma construção de um monte de outras pessoas Então quando a gente tem que se deparar com aquilo que é de verdade a gente fica perdido Porque é tanta coisa que a gente aprendeu na nossa Constituição
de outras pessoas que é difícil encontrar e a nossa essência O que que a gente quer por isso que em análise é tão difícil quando a gente pergunta para o paciente ele fica sem resposta que é a respeito do desejo dele mas aí o que que você quer o que que você tá fazendo aqui o que que você pretende qual que é o seu Desejo né E para qualquer um que a gente pergunta aqui a gente fica muda uns cincos 10 segundos aí pensando mas que que eu quero qual que é o meu desejo para
onde que eu quero ir porque é muito mais fácil a gente falar daquilo que o outro quis para mim das idealizações que o outro desejou para mim do que exatamente aquilo que eu quero ser daquilo que eu quero viver são coisas diferentes mas mexe com a gente é porque Nem tudo a gente vai conseguir ter essa habilidade com aquilo que falta também com aquilo que não vai ser possível E aí contornar esse desejo assim como aulsão faz a pulsão muitas vezes não vai conseguir atingir necessariamente aquilo que ela deseja o afeto por exemplo aquele ódio
aquele rancor aquela mágoa que eu que ficou de uma mãe ou de um pai lá no passado não necessariamente eu vou conseguir jogar tudo para eles na cara deles como Eu gostaria que fosse como Aquela pulsão gostaria de ter saído seja no ato de violência ou seja de alguma forma ali para eles em palavras mas aí a gente vai na análise ali tentando descobrir o que que é isso né ou a gente mesmo no nosso processo Vai tentando entender esse sentimento parar de negá-los para que eles possam ter um destino e que eles encontrem em
uma via de satisfação para eles ficarem de fazer pressão e querer existir o Tempo todo seja nos sintomas do nosso corpo seja nos nossos comportamentos seja nas buscas que a gente faz de relacionamento de trabalho é de vivências de experiências buscando em drogas por exemplo buscando em Vícios por exemplo aquelas Sensações que me levam ou para esquecer aquilo que aconteceu de fato Ou para que eu repita repita repito o tempo todo até chegar no ponto em que eu tenho uma satisfação só que se eu fico repetindo repetindo Repetindo sem saber porque que eu tô repetindo
nunca satisfaz porque eu não chego a lugar nenhum Luiza não então tá maravilhoso ficar ouvindo vocês e aí fiquei agora que me questionando pensando com relação a quando as pessoas vêm trazendo nós né Nós viemos trazendo conosco coisas que colocam lá na nossa cabeça quando a gente é pequeno os pais e claro que eles colocam coisas na nossa Cabeça que eles aprenderam né que foi o que eles viveram E aí a gente vem aprendendo e vem depois na escola e a gente vai acabando com tantas coisas que vão colocando em nós a gente acaba deixando
de ser nós mesmos né e a gente acaba sendo a expectativa do outro e hoje em dia isso fez eu lembrar que eu tenho uma filha de 17 anos e ela contando a história de uma colega que eu pensei que hoje nem existia mais isso de que a menina vai fazer medicina Porque os pais querem que ela faça E aí eu falei para minha filha eu disse assim mas por que que ela vai fazer porque os pais querem ela o que que ela quer fazer o que ela gostaria de fazer aí ela disse ela gostaria
de fazer arquitetura mas é que o pai e a mãe querem que ela faça medicina e eu fiquei pensando isso ainda acontece hoje porque a gente ouvia muito isso né então a gente vê como a gente ainda tem tanta coisa para melhorar e a minha filha Faz Terapia minha filha faz análise e aí eu falei para minha filha assim porque você não sugere para sua amiga fazer análise para ela buscar né que são pessoas esclarecidas os pais deles dela e tudo sai Eles não gostam não acredita e a minha filha faz análise é muito tempo
minha filha tem 17 anos ela ia na psicóloga e agora ela tá indo na lista então assim só que fez eu lembrar assim o quanto a gente deixa de ser nós mesmo Para ser o que os outros querem que nós sejamos né E aí vem as frustrações vem a infelicidade a profissão que não era o que eu queria ser né então acho que acho que é interessante a gente pensar sobre isso e na minha opinião todo mundo tem que fazer análise Mas a gente continua aí também Luiza nesse processo de não ser o que a
gente é ou não ser o que a gente gostaria de ser por uma demanda de amor mesmo né Porque a gente não quer decepcionar esses outros aí que são tão importantes e aí entra na questão do neurótico obsessivo que por conta de uma demanda de amor ele vai acabar se privando do próprio desejo mas de outras maneiras tentando também satisfazer esse desejo talvez através do próprio discurso da reclamação mas por uma demanda de amor a gente vai deixando também de ser a gente mesmo porque existe um superego ali já bastante Formado com a voz desses
pais ou a voz da sociedade ou a voz de alguma condição aí que diz para nós como nós temos que ser agir e fazer o tempo todo e aí a gente vai simplesmente também deixando de ser porque daí a gente fica com medo mas o que que o outro vai falar ai eu vou decepcionar os meus pais e se eu for por outro caminho eu vou deixar de ser o que eles desejam e via de regra aí a gente vai pensando na dor do não pertencimento porque você não atender a Expectativa do outro nesse sentido
aí se é uma família que está impondo isso o tempo todo provavelmente existe o tempo todo também uma ameaça de castração no sentido de que Olha se você não você quiser eu vou me decepcionar E aí entra aquele jogo que eu que as famílias fazem né não precisa contar comigo para isso então Não Você quer fazer medicina você vai e faz eu te ajudo mas para isso que você quer fazer eu não te apoio Então já começa ali uma desautorização uma Invalidação e se tá assim nessa fase da vida dessa pessoa com 17 anos querer
fazer alguma coisa e não poder esse corte aí está vindo excessivamente provavelmente aí desde lá dos momentos dos primeiros momentos da castração do narcisismo então é uma criança uma pessoa moldada para ser o que o outro quer e Freud vai ensinar para nós que aquilo que eu vou impondo para o outro desde criança nada mais nada menos é do que eu mesmo me Realizando naquilo que eu não pude ser naquilo que eu também Fui castrado naquilo que eu também fui impedida de alguma maneira né e como os pais fazem isso com os filhos né como
eles querem que os filhos sejam o que eles gostariam de ter sido exato né então assim isso é muito triste muito triste para pessoa imagina uma criança um adolescente tem esse compromisso de ser o que os outros querem que ela seja né então assim ó a minha filha o meu Marido é militar né E ela então ela nunca estudou na escola militar porque ela não tem perfil porque ela não gosta porque ela não quer e meu marido nunca insistiu nem eu insistir aí um dia uma pessoa falou assim mas a tua filha não estuda em
colégio militar Mas ela tem que estudar e eu disse não ela não tem que estudar ela vai estudar se ela quiser ela não se identifica com a Escola Militar ela não se identifica ela não vai estudar e Então assim ó como é importante a gente entender o outro né eu vejo eu vejo nesse por esse por essa visão assim minha filha vai ser o que ela quiser o que ela for feliz o que der a felicidade é ela e não o que eu quero e eu fico vendo isso hoje 2023 e fico apavorada que fazer
isso Luis é um grande despreendimento do próprio de uma própria condição narcífica de si mesmo é deixar o outro existir da forma que ele Quer que ele deseja entender que ele tenha a vida dele a construção dele que eu não vou conseguir privá-lo de ter os erros dele né então de qualquer maneira é um grande desprendimento eu deixar que um outro que nasceu de mim que veio de mim viva própria vida do jeito que ele quiser como se eu pudesse impedi-lo de cometer erros ou de não ter sofrimento na vida e a independente né não
tem como a gente fazer isso cada um veio aí justamente Para experimentar as próprias experiências não tem outra forma de viver a não ser Vivendo por si só e se essa pessoa tá correspondendo essas demandas o tempo todo lá na frente ela vai sentir o quanto ela gostaria de ter lutado contra ou ter agindo de outra maneira aí que entra então a questão também de que eu sou totalmente a favor né Eu acho que todo mundo deve concordar Todo mundo precisa de análise todo mundo e inclusive essa menina esses pais Também precisam Porque estão colocando
na expectativa deles em cima dela Mas é isso obrigado obrigado é só para ratificar que esse assunto agora final que é sobre o ideal do Ego ideal é de quanto a sociedade vai impondo aí uma forma de ser de agir e isso esbarra naquilo que eu quero ser e a forma como eu quero agir é esse é o conflito aí inclusive que vai trazendo a própria questão é patológica das estruturas né Sempre um conflito entre aquilo que a sociedade demanda e aquilo que eu realmente gostaria deveria que eu Para mim seria o ideal bem lembrada
assim é porque basicamente o que a própria Luiza respondeu ela mandou que a colega e disse para menina fazer análise todos nós precisamos né mas nesse contexto aí eu acho quem mais precisava ser exatamente os pais né porque me fez Lembrar o próximo queixo que a gente vai trabalhar que o futuro nos anos fala disso né que o neurótico ele lida bem com a castração mas já o perverso ele não lida em fato desse mecanismo de defesa né que seria denegação essa questão de se frustrar em cima do insucesso do outro né que Teoricamente ele
é basicamente isso mas vocês acabaram dizendo que eu queria dizer É isso aí gente na semana que vem a gente vai ter Então um futuro de uma ilusão alguém se prontifica aí a trazer esse texto alguém quer se uma percepção que eu tive não sei se os colegas não achar igual eu tive a sensação de que se tivéssemos lido o futuro de uma ilusão antes do mal estar da civilização a gente teria entendido melhor uma história civilização não sei porque ficou respondendo coisas que eu tinha que até que eu nem coloquei aqui lá no não
é não sei se é pouco bobagem Mas depois mesmo tanto que no comecinho ali ele até responde algumas questões né mas aí é bom que reforça também é de alguns conceitos é bom que a gente retorna também para algumas coisas né tem outras coisas que ele diz ele também no texto que nem você trouxe aí dessas questões do desmentido né da perversão dos desejos aí então acho que é tudo é válido também nesse sentido aí para a Gente poder reforçar o aprendizado acho que a gente vai sempre estar indo e voltando né E isso que
vai ser assim o grande bom da nossa aprendizagem e hoje mesmo assim encantada com a questão do familiar porque quando a gente era para ser na outra semana né sim isso aí acabou que não aconteceu porque fez se pensou que era complexo que era difícil mas olha que maravilha quando a gente vai colocando aqui que a gente vai Ouvindo a colega que foi maravilhoso a exclamação dela Depois vem os outros colegas colocando as suas pontuações vai facilitando a nossa compreensão a gente entender que o familiar é o oposto do familiar mas que ao mesmo tempo
é uma forma familiar né e pertence ao nosso inconsciente E aí eu fico assim admirada a Sephora e mais apaixonada pela psicanálise Porque quando coloca essa questão do familiar ele pode ser provocado por situações por objetos pessoas sonhos fantasias ou até mesmo obras de arte né quando a gente tá ali jogando aquilo que a gente sente para uma obra de arte mas que vai remeter algo que é reprimido algo que é esquecido que tá oculto mas que ao mesmo tempo nos causa algo que é inesperado que perturba e que causa angústia também Né E a
gente vai vendo que um familiar realmente é é um fenômeno que ele tá interessado a psicanálise não tem para onde correr porque sempre essa questão aquelas relações ambíguas que o pessoal todo aí foi colocando né do consciente do inconsciente do Belo do feio então assim a gente vai ter uma compreensão muito grandiosa mesmo eu tô encantada e eu acho que a semana certa a gente vai Abrindo mais os nossos horizontes Parabéns excelente mesmo Parabéns para vocês que estão trazendo aí também perguntas né relevantes é a Maria foi muito bem também na apresentação então a proposta
gente é essa que vocês também construam o conhecimento e aí Olha só né Que bom que agora o próximo texto vai ser um pouco talvez mais tranquilo posso dizer assim Vai facilitar o entendimento inclusive De outros que vocês e quando vocês forem para parte Clínica quando vocês forem para parte da própria análise de vocês tudo isso que vocês estão lendo também vai ficando cada vez mais claro e mais é de fácil compreensão né a aquilo que você leu hoje Se você pegar daqui dois três meses e lê de novo por conta desse caminho que vocês
estão fazendo a percepção vai ser outra vai ter uma outra tipo de compreensão uma Outro tipo de visão então por isso que eu tô sempre também convocando vocês a construírem esse próprio conhecimento porque a forma como vocês vão entendendo também os textos vão se apropriando deles vocês vão aí se tocando com eles dizem muito também das coisas que vocês precisam olhar para dentro aí que é da ordem bem familiar também das dificuldades né e por isso a gente está aqui para poder compartilhar Então é isso né alguém quer dizer mais Alguma coisa Maria Muito obrigado
Mais uma vez quer dizer alguma coisa para os colegas gente eu me senti muita acolhida porque eu a palavra dança o Hamlet ela não era fácil de falar e eu falei gente mas aqui eu me sinto porque que às vezes eu apresentei de novo o que eu me sinto acolhida a contribuição de cada colega que hoje teve né sempre tem então isso tudo vai nos ajudando a construir um saber né e a gente que tá começando Agora devagarzinho então tem alguns textos que a gente acha que é difícil de falar e às vezes é bem
né construtivo porque a gente se assemelha com os modos que a gente está estudando você vê cada pessoa tá num ponto então a gente começa a compreender melhor e a psicanálise é isso né a cura pela fala né Quanto mais nós falarmos melhor nós vamos elaborar as nossas questões né não dá ordem do certo do errado Para nos encontrarmos o nosso mesmo esse familiar que mora aqui dentro de nós né E a gente vai por aí afora então o que que eu vou fazer com isso que eu queria tão conhecido para mim e que ao
mesmo tempo me causa tanta estranheza né então tipo assim não vai nos ajudando a ensinar a lidar com esse nosso familiar e nós precisamos lidar com ele todos os dias né todos os dias ele vai aparecer porque às vezes a gente precisa dar conta da nossa vida né a gente ah nossa Aconteceu aquela coisa aqui mas eu guardo aqui e depois eu resolvo só que esse Depois às vezes pode sair de uma forma que você pode não dar conta mas não é da ordem de coisa é o acolher né e saber que eu preciso elaborar
cada vez mais para poder eu conseguir levar aquilo adiante né E principalmente me aceitar aceitar como eu sou não não da Ordem do outro como o outro pensa sobre mim mas como eu sou é voltasse para dentro mesmo conhecer quem Sou eu né então isso nos faz prosseguir cada vez mais longe né Isso vai dando a gente condição de não ficar voltando sempre lá na nossa infância sempre nós vamos voltar lá mas não mais com dores né já aprendendo elaborar direitinho aprendendo a lidar com as nossas questões né que todo dia surge uma nós somos
assim e a psicanálise é isso é vivência diária né Nós vamos viver diariamente com familiar e com um familiar a diferença é a forma que vamos Lidar com cada um que aparecer Muito bom parabéns Maria dá até vontade de ficar aqui mais cinco dias falar e compartilhando com ela né mulher aí Negra nesse lugar da psicanálise Parabéns continue assim avance estamos aqui com você também gente acho que é isso para hoje né Obrigada para vocês obrigada pelo tempo de você eu já gosto tanto de Desse pessoal aqui Que eu tenho vontade de abraçar todo mundo
eu queria perguntar se a gente não vai ter um dia que a gente vai se encontrar quero dizer até que quem vier a Recife fala dá um toque lá eu vou te buscar se a gente faz qualquer coisa mas eu sou um ser carente né todas as feiras tem sido para mim um dia ansioso assim eu espero por essa noite como poucos eventos da minha vida podem crer eu sou um cara extremamente tímido e aqui eu consigo ficar sem Vergonha tô sem vergonha vocês me induzem a isso eu vontade de abraçar assim as pessoas que
falam aí eu lembrei até pouco tempo procurei lá uma coisa é irailde iranilde eu não sei não lembro que falou sobre a questão da adoção e e eu queria dizer para ela eu queria ser teu filho rapaz tu vai ser uma mãe se tu já é mãe não sei mamãe fantástica e é tão bom ouvir todo mundo aí Maria dá um Show né deu um show hoje Lígia falou uma vez eu fiquei O Mário é poeta né a gente tem todo tempo aqui Tem que publicar essas coisas né Ana fala com dulcenidade assim na voz
e a gente sente o perfume dela daqui gente muito bom muito bom muito bom eu te amo e a palavra né porque você se traz coisas Libertadores aqui para gente e outra eu fico com medo de não de esquecer um pouquinho os módulos porque Eu fico preso nos textos assim ligou tem que ir lá no modo na verdade agora que eu tô no quarto ainda mas tem sido muito bacana gente muito obrigado muito obrigado mesmo Louva Deus por tua vida o tempo todo e vocês todos aí é sério quando vi se alguém vier aqui em
Recife dá um toque dá um toque lá eu vou tá lá tá é puro ego mas eu fico muito feliz de poder compartilhar isso com vocês e eu amo Vocês gente de verdade são uma grande riqueza na minha vida não tem como eu dizer que não né a gente aí no lugar de um saber aí mas vocês sabem que eu sou aqui a maior fã de vocês eu fico aí cutucando mesmo porque eu acredito no potencial de cada um Hoje a aula foi maravilhosa Nossa não tem não tenho palavras para expressar o quanto eu aprendi
hoje quer dizer todos os todas as aulas a gente aprende mais né mas você tem enriquecido Muito o nosso conhecimento e o nosso coração e o ano que vem vou para Recife porque eu quero ver o roubo aí nós vamos se encontrar aí tá bom E vocês também o dia que vier para Santa Catarina pode realizar que a gente faz alguma coisa tá bom ótimo obrigada pela sua palavra finalizando o meu resumo para mandar né para pegar o meu certificado e eu vou para Brasília pessoalmente buscar o meu certificado Você é de Brasília não eu
sou de Minas Poços de Caldas Ai que pena queria tanto te ver pessoalmente Vamos fazer um grande encontrão aí quem sabe em Novembro eu tô indo para Goiânia Pode ser que eu passo por Brasília Tem alguém de Brasília aí se tiver alguém de Brasília entre em contato que daí a gente marca de se encontrar em Brasília um abraço para vocês boa noite pessoal gente boa noite obrigado Mais Uma Vez Pelo carinho de vocês eu disse quando a gente começou as tutorias aí que eu gosto de receber esses feedback de vocês que bom que vocês não
esqueceram disso mas obrigada a gente tá juntos aí né nessa caminhada posso fazer uma perguntinha rápida que é só sobre o resumo ela falou agora eu lembrei eu não encontrei onde que eu encontro o modelo para o resumo na plataforma Será que eu posso perguntar Aqui Ai acho que a plataforma mudou gente Será que alguém depois pode ajudar ela no grupo ou então Ana Paula se quiser me chamar ou falar diretamente com o Elton também para ele poder te ajudar nessa questão aí pode ser pode ser então é que eu acabei travando ali no primeiro
módulo porque eu tenho que fazer o resumo e eu não consigo não tá ótimo mas acho que o pessoal ajuda ali assim que acabar A aula aqui a tutoria mas se qualquer coisa também você pode me chamar eu passo o contato do Elton eu posso contato do Elton lá no grupo também é que eu não vou saber agora te falar exatamente onde que tá lá tudo bem eu vou colocar lá no grupo Ah obrigada gente Obrigada beijo para vocês Pessoal vocês estão convidados para vir para Oktoberfest Santa Catarina É isso aí gente depois vejam aí
por Favor quem que vai apresentar o texto na semana que vem aí do Futuro de uma ilusão tá já tô esperando lá dessa vez eu não vou cutucar ninguém não quem que vai trazer aí Paulo quer falar de novo então tá bom então depois pensem aí me digam lá quem que vai trazer tá bom Beijo gente beijo para vocês até semana que vem tchau