Bom dia a todos aqui presentes e também à pessoas que nos assistem online e essa mesa tá sendo transmitida a gente começa aqui o terceiro dia desse oitavo Congresso Internacional Sesc de arte e educação uma realização do SESC Pernambuco com o apoio do departamento Nacional do SESC junto também com a Universidade Federal de Pernambuco e o sebrai eu sou Luciana Sales gerente de Do departamento Nacional do SESC e vou fazer a condução dessa mesa aqui junto com vocês Desculpa essa mesa vai abordar o tema da arte Educação na economia da cultura e terá participação de
duas queridas Cláudia Leitão eh da Universidade Estadual do Ceará do eu acho que vocês já podem vir subindo né e Cláudia já foi Secretária Estadual de cultura do Ceará secretária De Economia criativa do ministério da cultura no governo Dilma é [Música] uma além de uma querida uma enciclopédia uma inspiração para todos nós eh Queria convidar também a galeana Brasil galeana é gerente de literatura artes cênicas e música do itao cultural E também temos o prazer de já ter tido ela como colega pois atuou como analista de artes cênicas aqui do SESC Pernambuco por 15 anos
bem-vinda galeana eh me pediu para Falar um pouquinho antes de iniciar essa mesa eu eh vim no mesmo Uber que Cláudia vim trocando um pouquinho com a com ela das nossas eh possibilidades aqui de interação eh eu acho que são muitas né infinitas porque a gente tá falando de temas que são tão amplos né de arte Educação de economia e de Cultura quer dizer eh e e de coletividade né tudo isso é no único enunciado então nós temos aí um um mar de possibilidades eh então Eh quero ressaltar aqui o quão Oportuno é um congresso
como este e e uma grande inspiração poder ter ouvido a fala de Ana mei Barbosa eh que é alguém que a gente já eh sempre seguiu e sempre leu e sempre eh nos inspirou a todos eh especialmente no Sesc ali na arte educação adoraria que o Leonardo Morais estivesse aqui conosco agora ele o ademildes que são as pessoas de arte e educação do departamento Nacional mas ambos estão agora numa outra mesa Léo tá como mediador de uma mesa paralela a Esta eh eh Ana mayi fala dessa foi a primeira a Celebrar né Essa união entre
arte e educação e eu digo que a aliança que une esses dois é esse ifen né que une a arte e a educação eh e isso Eh esses dois assuntos né tão vitais eh pras pras sociedades marcados né Por esse por esse ifen eles guardam eh infinita possibilidades Alô aa tô tá eh e o tema desse desse congresso ele é também muito oportuno porque ele fala de criatividade coletiva arte e educação no No século XXI eh e e não só pela união entre a arte e educação e tudo que que esses dois temas nos permitem
eh de realização de reflexão eh de de eh enfim de aprimorar o nosso pensamento acerca desses dois temas de colocar esses temas a serviço da sociedade uma sociedade eh que traz tanta eh possibilidades mas também tantas tantas controvérsias como a sociedade brasileira né a gente tem falado muito eh de de questões como eh inclusão eh de Igualdade igualdade de gênero eh inclusão eh de maneira Ampla eh pensamos em temos falado muito em afrofuturismo né que é recontar a história brasileira na Perspectiva eh do negro quer dizer rever o passado pra gente compreender melhor como se
dá esse presente e projetar um futuro também né diferente eh repensar toda a história por exemplo da diáspora assim como também com os povos originários né então quando a gente tem eh assuntos que estão eh Pulando tanto na sociedade brasileira eu entendo que a arte e a educação tem um papel fundamental no esclarecimento dessa dessa sociedade sobre todas essas mazelas que no que nos habitam né E que elas só vão ser dirimidas a partir eh da informação mas não da informação como ela tem sido propagada ultimamente porque nem sempre a informação gera conhecimento a gente
tá o tempo todo sendo vivendo uma enchurrada de informação confundindo Isso com o conhecimento isso não é o que gera o conhecimento o que gera conhecimento é a experiência é aquilo que nos atravessa e isso a arte e educação nos permite né esse casamento entre elas nos permite eh eh repensar as técnicas de mediação eh cultural isso nos permite essa aproximação e repensar Essa sociedade criar uma sociedade nova eh então Eh chamo atenção para esse olhar atento então que o educador e o próprio artista Eh precisam ter para essas emergências eh sociais eh fico sempre
muito mobilizada quando percebo a força disso Eh quero dar um exemplo de algo que nós no Sesc estamos realizando eh Vamos abrir agora no dia 2 de agosto no SESC Belenzinho em São Paulo fruto de uma parceria entre o departamento Nacional do SESC e o Sesc São Paulo a exposição dos brasis que vai reunir obras de 240 artistas negros brasileiros de todos os estados brasileiros no SESC Belenzinho Mais de 400 obras Então isso é uma uma amra eh grande já se já se fala que vai ser né até hoje a maior exposição eh de Arte
Negra do Brasil é uma maneira de fazer uma reparação histórica eh mas é claro que isso não se esgota Mas é uma maneira de eh Rever essa história a partir do Olhar de quem ajudou a construir esse país e todas as riquezas que ele tem então a gente tá muito feliz com isso quem Estiver em São Paulo ou puder passar por lá a gente inicia em 2 de Agosto mas vai até janeiro do ano que vem eh então Eh diante de tudo isso de tantas eh possibilidades ainda tem aquela que nos traz aqui também meu
minha escolinha eh existe a dimensão Econômica da Cultura né então como de alguma forma criar uma tangibilidade ou entender como criar algum tipo de métrica para tudo isso que a gente faz para algo que que é tão intangível né como colocar isso numa Régua ao mesmo tempo compreendendo que é importante que a gente alcance mensurador que nos levem um pouco mais para perto do que que seriam indicadores para criar alguma tangibilidade pro a gente faz embora eu acho que isso é tipo um Nirvana um Xangrilá alguma coisa que a gente nunca vai conseguir chegar mas
na Perspectiva da geração de bem-estar social de redução da violência da redução dos í de criminalidade quer dizer eh são muitas as possibilidades Que a gente tem de rever a nossa abordagem sobre o tema eh da economia da cultura também como esse é um um um assunto que muitas vezes gera dúvidas e talvez a gente não tenha uma única resposta eh essa separação ou esse entendimento ou se existe ou não fronteiras professora Cláudia Leitão eh fala pra gente se há diferenças entre economia da cultura economia criativa indústrias Criativas com a palavra Cláudia Leitão bom dia
bom dia a todas todos e todes é uma alegria grande estar aqui no Sesc numa semana muito intensa não é eu tô aqui também eh trabalhando com um curso de economia da cultura todas as tardes tenho aqui alunos que vieram também me ouvir essa manhã é uma alegria est aqui entre amigas queridas A recíproca é verdadeira eh tenho feito uma parceria eu acho que cada vez mais Profiqua e longa tanto com o Itaú quanto com o Sesc então eh essas instituições são muito importantes e elas ganham eu penso um um caminho um lugar cada vez
mais estratégico quando a gente pensa na Nas urgências que temos diante de de um um de um governo eh que tem demonstrado tantas sazonalidades no que envolve políticas públicas não é para educação e paraa cultura o Brasil tem Sofrido e os tempos são difíceis e cada vez mais a gente então tem que reconhecer eh a importância estratégica de um Itaú Cultural de um Itaú educação e trabalho e social e também do Cesc não é e do Senac porque são instituições fortes que vem eh desempenhando um lugar eh e uma longa trajetória em favor de políticas
públicas né E isso tem que ser reconhecido então é por isso que a gente tá aqui essa semana é por isso que esse congresso é tão bonito e vocês estão Todos com conosco eu queria agradecer essa essa oportunidade não é eh vocês estão vendo que Luciana já tá me fazendo pergunta difícil que ela acha que eu vou responder aqui no tempo que eu tenho não é E na verdade a gente tá até tratando dessas questões no curso à tarde e estamos avançando uma semana é pouco mas eu queria dizer para vocês que hoje à noite
eu não posso deixar de fazer aqui uma propaganda é justo né mas hoje à noite tem lançamento coletivo de livros De de autores que estão aqui eh nesse Congresso Internacional e eu trago para o lançamento esse livro que acabei eh de lançar coisa de 2 meses com apoio luxuoso do Itaú eh e esse livro faz parte de uma coleção eh que envolve outros livros eh que tem uma uma perspectiva digamos mais Global mais e representativa dos diversos continentes e o que se tem pensado e escrito sobre economia criativa economia da cultura e as Tais indústrias
Criativas não é então chama-se criatividade e emancipação nas comunidades rede é um livro voltado para pensar eu diria aqui citando Boaventura de Souza Santos a necessidade das epistemologias do su para que a gente possa pensar numa economia criativa brasileira latino-americana Sulina caribenha africana acho que a gente precisa pensar desse lugar não é acho que temos todas as condições e eu fiquei Muito feliz de ter esse livro nessa coleção e e tá bem baratinho Viu dá para comprar acho que duas cervejas você compra o livro Tá bom eu quis aqui eh escrever umas coisas para organizar
um pouco o meu pensamento e eu eu tava aqui eh pensando nessa mesa não é dentro de um congresso e Internacional sobre educação e sobre arte né que nós precisamos eh sinalizar que esses primeiros essas Primeiras décadas do Século 21 eu acho que elas são tão dramáticas do lugar delas historicamente do que foram dramáticas as primeiras duas décadas do Século XX nós estamos todos deslumbrados com o avanço das tecnologias há um século atrás a gente também estava com avião com carro não é com o crescimento das Indústrias não é Távamos todos pensando é o fim
do mundo n é e a gente tá meio vivendo a mesma cois né a inteligência artificial vai acabar com Tudo né que é que vai sobrar né Depois do depois de todas ess esses artefatos tecnológicos que nos deslumbram E que nos apavoram também né a gente tem atração e também tem uma certa rejeição ao mesmo tempo eh quando a gente pensa no evento da gripe espanhola a pandemia acaba também sendo um evento dramático trágico que nós atravessamos e atravessamos melhor porque tivemos acesso alguns não todo mundo mas tivemos alguns Alguns de nós Tivemos um acesso
importante a fruição não é de bens culturais não é e isso nos ajudou a atravessar aqueles dois anos terríveis que foram os anos da covid-19 não é o importante da da da simbólica da gripe espanhola ou da ou da covid é a gente pensar na contaminação eu eu penso que essa é uma palavra importante para nós e essa contaminação não se dá somente na Perspectiva da saúde não é ou de um vírus inoportuno que vem e que Matou 1 milhão de brasileiros né mas eu penso que as instituições governo nos redes narrativas valores a grande
contaminação contaminação no sentido de que nós não temos mais sequer a capacidade não é de separar de desagregar não é o que seria eh a informação verdadeira o que seria o acesso a dados confiáveis nós estamos eh de uma certa forma diante de uma contaminação que é muito maior do que Uma inação de um vírus os vírus estão em todos os lugares não é mas há um dado que é claro e que esse congresso trata em cada mesa em cada discussão não é a expressão do dessa relação dessa disputa entre um eu egocêntrico e um
nós solidário é uma expressão do Edgar mohan que é muito querido por todos os educadores né nosso Edgar mohan fez agora não é semana passada 102 anos muito Bem vividos e continua cada vez mais lúcido não é nos dizendo muito Sobre o que nós estamos a a viver não é esse Eu egocêntrico tem feito grande mal a esse período chamado aí de antropoceno não é e as e as nossas perguntas são Quanto Desse Progresso dessa civilização Industrial nós ainda podemos aguentar suportar não é como é que a gente pode fazer o que que a gente
pode fazer na perspectiva de uma educação de uma pedagogia não é e de retorno a uma humanidade perdida acho que a gente tem que entender a Educação não somente como eh uma uma uma tecnologia em favor do conhecimento da Ampliação do conhecimento mas talvez muito mais da educação com uma tentativa de neutralização de uma de morte desse individualismo possessivo que nos assola por todos os lados não é precisamos de pulão de vida não é e essa poção de vida precisa estar na escola precisa estar nas universidades precisa estar nos lugares onde a educação está não
é nós sabemos que a sociedades industriais e Cus Furtado nos diz isso não é elas desconectaram ente Moran também fala sobre isso a natureza da cultura e também a cultura do desenvolvimento acho que essa é uma primeira eh constatação que eu queria fazer aqui com vocês não é porque a nossa visão de desenvolvimento e a e a nossa visão de Economia foi sendo reduzida foi sendo ap pequenada não é ao longo dos últimos especialmente do último século não é Eis aí portanto não é eh o fato dado a concentração de Riqueza é cada vez maior
é galopante é insuportável é insustentável não é os direitos de uma forma geral estão sendo sonegados então nós estamos falando de sonegação de direitos o trabalho se precarizou então nós estamos falando de precarização do trabalho não é a nossa biodiversidade ela está indo por por águas abaixo literalmente não é e há um sofrimento imenso das populações do planeta que estão inf fluxos migratórios Sem teto sem sem existência sem dignidade é um quadro dantesco não é simpático não é começar uma manhã assim mas não há como não falarmos sobre isso não é precisamos falar e na
verdade Furtado e eu sou uma furtadiano esse livro é uma homenagem e uma reparação a seus Furtado não é Furtado diz assim a pior das dependências na civilização Industrial não é somente a dependência no sentido econômico ou a dependência no sentido da do domínio da Ciência e Tecnologia em favor de um projeto de um sistema capitalista neoliberal Global a pior das dependências desfado é a cultural essa é outra afirmação que eu queria fazer e provocar vocês nessa mesa não é Ou seja há um deslocamento da lógica dos meios que a lógica da acumulação capitalista não
é em detrimento Da Lógica dos fins que é exatamente digamos a lógica eh da qualidade de vida do Bem Viver da Felicidade e essa inversão entre lógica dos meios e lógica dos fins foi destruidora das nossas liberdades criativas e a gente tá aqui falando sobre criatividade cultura e educação Furtado faz essas faz essa profecia em livros da década de 80 da década de 70 e a gente fica impressionado como é que ele foi tão Profético ele diz por exemplo no cultura e desenvolvimento em época de crise que é um livro pequeno que a gente só
acha Em cebo quando acha ele diz assim todos os povos lutam para ter acesso ao patrimônio cultural comum da humanidade que se enriquece permanentemente resta saber quais serão os povos que continuarão a contribuir para esse enriquecimento e quais aqueles povos que serão relegados ao papel passivo de simples consumidores de bens culturais adquiridos nos mercados E aí ele encerra com uma frase hamana ter ou não ter direito a criatividade Eis a questão Então essa questão também atravessa aqui a minha fala temos direito à criatividade o que é ter direito à criatividade ter direito à criatividade de
uma certa forma tá inserido na lógica de termos um direitos culturais que também são direitos de terceira geração São Direitos Humanos então nós precisamos pensar na Perspectiva também da Educação não é em que medida nós trabalhamos não é né com os nossos alunos e E se nós temos pedagogias Emancipadoras capazes de fazer da nossa cidadania não é uma uma cidadania consciente de que na verdade não nem somos livres nem temos direito a sermos criativos num país com a desigualdade social econômica do Brasil Esse é um fato sabemos que a sociedade do conhecimento e das novas
tecnologias reproduzem desigualdade e exclusão e embora nós estejamos sempre a estimular a Inovação ou palavrinha bem usada né Toda hora se fala de inovação em todas As áreas do conhecimento não é estamos sempre festejando o surgimento das startups das incubadoras para novos negócios mas na verdade nós não construímos em termos de políticas públicas espaços para incubar comunidades coletivos para religar saberes para criarmos um exército que precisamos de mediadores isso é tarefa da educação entre os mundos analógico e digital precisamos conectar para Emancipar especialmente pensando nas nossas juventudes que devem ser ouvidas e estimuladas a participar
da construção de solução para os seus próprios problemas Esse é o conceito de criatividade de Furtado criatividade é a capacidade que eu tenho de forma original de resolver os meus problemas Essa é é o cerne do pensamento da educação se eu não consigo realizar isso na educação e nós estamos aqui falando de Economia também vou já falar mas nós Precisamos pensar assim de que em que em que medida nós somos capazes de olhando paraos nossos territórios não é encontrar soluções origina para os nossos problemas necessitamos de novas governanças necessitamos de ecossistemas criativos que sejam favoráveis
a novas economias a economia criativa e a economia da cultura são participam de um bojo meus queridos das novas economias a economia criativa não quer ser Hegemônica as indústrias criativas T uma tendência mas eu não vou vou falar muito mal delas não Luciana vou só citá-las porque elas compõem Digamos um Framework importante não vamos acabar com as indústrias mas nós precisamos de espaço para os pequenos nós precisamos de políticas públicas para o que não é grande não é e é aí que nós precisamos então de uma taxonomia Sulina latino-americana brasileira para O que a gente
pode chamar de os africanos chamam de economias criativas no plural eu gosto muito da ideia de pensar que existe uma economia da dança que é tão diferente da economia dos Games que é tão diferente da economia do Design que é tão diferente da economia não é da música Então nós precisamos exatamente eh traduzir eh essas equidades em processos econômicos tão diversos se tratássemos todos iguais isso seria de uma injustiça cavalar não Nos interessa isso não é Ora nós precisamos eh enfrentar a pobreza e nós precisamos enfrentar a pobreza pela economia da cultura pelas economias criativas
e precisamos da educação como um grande parceiro nesse enfrentamento precisamos reconhecer as práticas culturais tradicionais também na educação precisamos gerir os hábitos culturais os nossos hábitos culturais em favor de uma alimentação Saudável de uma saúde que seja uma saúde eh plena precisamos pensar sobre essa ideia de produção cultural Verde precisamos integrar as artes à cidades Especialmente nos territórios vulneráveis precisamos de arranjos produtivos sustentáveis dos setores criativos precisamos de garantia de microcréditos aos pequenos precisamos de tanta coisa mas nós precisamos especialmente de Educação não É E é disso que também eu vim aqui falar precisamos reconhecer
também que as nossas juventudes não acreditam muito mais nas nossas instituições especialmente nas instituições governamentais não é as políticas de governo não é propõe o que os jovens devem querer ou que o que eles deveriam fazer mas na verdade ninguém indaga a esses jovens Quais são os seus sonhos Quais são os seus interesses e eu diria aqui sem nenhuma pesquisa para mostrar De que há um imenso interesse pelas economias criativas das nossas juventudes Todos nós sabemos disso nãoé a economia criativa é é uma economia baseada na abundância não é e portanto não na escassez ela
ela vai no sentido inverso da economia tradicional e por isso não é como ela o seu maior insumo é a criatividade é é é uma criatividade que não se esgota como se esgotará o petróleo como se esgotará o gás como se esgotarão as energias sujas a Criatividade é uma energia limpa abundante quanto mais a gente estimulá-la maior é Ela será Não é esse é um dado importante para pensarmos primeiro essa relação entre educação cultura e economia a economia criativa é uma estratégia fundamental para países como o Brasil onde a criatividade é muito mais importante do
que o domínio da ciência e da tecnologia não sei se vocês concordam comigo não é é uma espécie de atalho interessante é uma Astúcia que talvez nós possamos utilizar como o Hermes o Deus da criatividade que é um astucioso não é é a gente ganhar um tempo tão precioso diante de um sistema de educação tão difícil e tão complexo com o qual os professores todos aqui não é lidam não é nas n secretarias de educação que são estruturas pesadas o Ministério da Educação que é que é um é um gigante não é então nós precisamos
pensar como é que pelas frestas e pelas bordas seria possível a gente avançar Numa educação numa em numa em pedagogias para esses setores que por natureza eh transformam o nosso lugar no mundo eu tô falando portanto de uma ética que não é mais competitiva mas que tem que ser colaborativa solidária nós precisamos falar cada vez mais de redes precisamos falar muito mais do não somente do estar em rede né mas do agir na rede o que é completamente diferente não é precisamos pensar nessa Transversalidade necessária e primordial entre desenvolvimento econômico cultura Educação Ciência e Tecnologia
sem isso não há possibilidade de nós transformarmos o nosso modelo econômico e as noções Muito pequenas de desenvolv de um país que hoje é um país de commodities né um país de exportação de soja minério não é que alimenta o mundo e que passa fome não é então essa realidade esse modelo é um modelo fracassado complicado problemático e Insustentável completamente é um modelo que vai de encontro a agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável né agora modelos mentais definem as retinas que enxergarão o futuro ou os pés sobre os quais os caminhos vão se desenhar a
confusão e eu coloco assim a confusão né fundir com não é entre terminologias como economias criativas como Luciana tá colocando aqui economias da cultura indústrias criativos não é eu eu diria que essas Confusões são propositais são de natureza ideológica é para confundir mesmo nossa agora compliquei hein mas na verdade eu tô dizendo o seguinte não há no meio da confusão as hegemonias se estabelecem eu queria chamar atenção não é que nós somos muito mais na América Latina países de economias criativas do que de indústrias criativas não é mas no entanto nós nó tratamos as economias
criativas com os referenciais teóricos e Com as semânticas das Indústrias criativas do Norte e aqui é Boaventura não tem como não ser não é é Boaventura falando sobre o império cognitivo dos conceitos que estão presentes nos relatórios da unctad a Conferência Nacional de Desenvolvimento e Comércio a própria Unesco não é essa é uma crítica que considero bem faja a essas grandes organizações internacionais e de uma certa forma uma provocação aos nossos gestores de Cultura nós precisamos não é Ir além dos relatórios da unctad e da Unesco para pensarmos a América Latina o Brasil o Caribe
a África o sul não é eh estatísticas são importantes e temos que tê-las não é mas nós precisamos de outras cognições de outras mensurações medições como Luciana tava colocando de novos indicadores também qualitativos não é isso é um desafio para o Brasil não é nós precisamos aprofundar exatamente um conceito de Economia criativa que abra As comportas para as epistemologias do Sul para as tecnologias sociais para o que fazem as idades criativas nessa belíssima América Latina onde tanta coisa é feita como é feito aqui na periferia de Recife não é como é feito no interior do
meu Ceará como é feito lá no Pantanal há tanta coisa fervilhante como é feito na Colômbia é feito no peru não é tanta coisa acontecendo mas no entanto nos relatórios internacionais esses países são tratados Como E essas experiências como cases nós somos não é o reg na Jamaica é um Case o carnaval ou as festas juninas são cases a gente vai ser a vida toda Case Será que não valeria a pena nós pensarmos uma outra forma de torná-los a eles os cases somos causos né É É não é as indústrias definem os setores que são
fáceis de uma quantificação estatística E aí nós ficamos com a as áreas de Tecnologia da Informação nós nós vamos paraas criações Funcionais Essas são fáceis de serem medidas no entanto os intangíveis onde estão as artes são cases vocês são cases vocês trabalham com cases isso é um repertório de invisibilidades e e de silêncios nós nós não podemos aceitar isso porque nós jamais vamos poder construir portanto Digamos um uma educação para uma economia criativa eu digo aqui que as palavras se tornam simulacros não é É que eu tô dizendo isso mas é o Bod rear Que
diz isso ele diz as palavras simulacro vagueiam sobre as nossas cabeças Como Estrelas que há muito tempo desapareceram mas ainda nos provocam ilusão de luz nãoé é isso que as estrelas fazem e as palavras também o que fazer no mundo de discurso sem ideias de palavras e anêmicas de significado precisamos decolonizar o pensamento para falarmos de Economia criativa precisamos decolonizar o Pensamento para falar sobre a nossa maior riqueza que é a a exatamente eu diria aqui puxando Brasa tanto pra Tânia Bacelar nossa querida Tânia Bacelar Pernambucana quanto para Jorge melguizo que eu entrevistei nesse livro
eles dizem a maior riqueza da América Latina é a natureza e a cultura portanto a natureza e a cultura são as bases e as diretrizes de uma nova educação não há como não é para nós pensarmos o lugar das Artes nós temos Que partir dessa compreensão eu vou pular aqui meu texto porque eu acho que meu tempo não sei se eu tenho acabou né já acabou já acabou então tá tá quase acabando né a educação para economia criativa não é por ser constituída de áreas de mais insisto na religa dos saberes propost poran pensando arte
cultura Ciência Tecnologia novos conhecimentos ela tem que ser por natureza complexa e para Atuar em o ecossistema criativo é necessário conectar para conhecer partes e todo todo e partes precisamos integrar saberes e aqui eu poderia referir Aos sete saberes necessários à educação do futuro do Edgar mohan que todos vocês conhecem não é a compreensão da incerteza do conhecimento a necessidade de religar saberes a consciência da condição humana da condição planetária a ética do gênero humano a necessidade de dar complexidade À existência humana para que a Gente Se liberte finalmente dos negacionismos das falsas crenças e
dos determinismos eu construir aqui nesse livro e tentei fazer essa relação entre os sete saberes de mohan e sete Princípios da Economia criativa para o Brasil e termino citando aqui esses princípios quem quiser conhecê-los tem que estar de tarde comigo no curso Então já tô fazendo aqui propaganda os princípios que nós aqui Enfim estamos Trazendo para uma economia criativa brasileira são cidadania e democracia bio diversidade cultural e tecnid inovação no sentido que não é chum peteri da Inovação para o mercado a Inovação no sentido muito mais amplo a sustentabilidade no sentido amplo também da palavra
que precisa ser reabilitada são palavras estrelas lembrem disso simulacros brilham e já não tem conteúdo inclusão produtiva e duas especiais que eu adoraria falar horas aqui com vocês o Bem comum e o Bem Viver Esses são os princípios de uma economia criativa do Sul penso que esses princípios Associados Aos sete saberes da educação do futuro do Moran podem fazer um caminho interessante pra gente se libertar de taxonomias que nos são impostas de cima para baixo do que o Furtado chamava de desenvolvimento exógeno eh que na verdade eh se faz de fora para dentro né Precisamos
de uma poética da educação precisamos eh trazer para educação o que o bachelard chamava dos hormônios da Imaginação ampliar a musculatura da capacidade dos nossos das nossas crianças dos nossos jovens para sonhar Criar e imaginar Muito obrigado [Aplausos] diria Ton Zé eu tô te explicando para te confundir eu tô te confundindo para te Esclarecer muito bom Cláudia muito obrigada E você fecha sua fala falando das das juventudes eh e esse é um ponto de atenção que temos tido eh no departamento Nacional do SESC porque nós temos ali um compromisso de atender e a sociedade eh
do Nascimento à velice né a gente atende a sociedade e a vida né do indivíduo na coletividade do Nascimento a velice e eh eu não gosto de chamar de melhor Idade mas enfim eh e a gente percebe às vezes uma um certo vácuo eh quando a gente vai falar das juventudes né não é fácil alcançar a juventude eh e eu acho que muito porque muitas vezes nós tratamos os jovens como meros destinatários do que a gente faz e é preciso pensar esses jovens como partícipes né desse processo de construção seja lá do que for e
do que eles compreendem né na sua coletividade nas suas Urgências O que é o melhor para eles e a gente fazer esse entalhe é alguma coisa que a gente precisa fazer com muito respeito sutileza e cuidado eh galiana você cuida de três assuntos que por natureza tem são átomos né tem efeitos multiplicadores muito grandes são por si só inspiram muitos produtivos nós estamos falando da literatura eh costumo sempre brincar que no início era o verbo depois a verba então Eh se Se se você tem com você esses três instrumentos tão fundamentais na formação da Cidadania
plena que nós estamos falando da literatura nós estamos falando da música e de todos osob de toda a permeabilidade que ela tem eh na sociedade O que teria sido de nós se não fossem eh os livros se não fosse a música Se não fossse as artes cênicas se não fosse a arte a nos acolher durante aquela pandemia eu me pergunto acho que a a insanidade teria Tomado conta né de nós então se você cuida desses três assuntos que são tão vitais conta PR Gente o que que você preparou para falar sobre isso nessa dimensão da
economia da cultura Olá bom dia todas todes e todos para um amor no Recife foi assim que eu chamei a minha fala de hoje eh eu queria me apresentar eu sei que tem gente acompanhando também né Eh de casa então meu nome é galiana Brasil para os que me vem mas não me ouve Este é o meu sinal De libras para os que não me vem ou me enxergam com dificuldade eu sou e me identifico com uma mulher negra de pele clara eu tô aqui sentada então onde estou enquadrada se vê a minha camisa e
uma blusa por dentro de cor bege tô com os cabelos trançados e com os óculos de armação pretas eh eu quero agradecer ao convite do SESC e da curadoria desta edição e o especial rudim Constâncio e Everson melquides e toda essa equipe incrível de produção Paci cuidadosa do ses saudar minhas companheiras de mesa Cláudia Leitão e Luciana Sales as intérpretes de libra meu muito obrigada eh saudar os homenageados deste ano no Congresso aos quais eu tive a honra de cruzar nessa caminhada Professor Fernando Azevedo e em especial Professor João Denis Araújo Leite de quem eu
fui aluna nesta casa e queria pedir licença a vocês para ler as reflexões que eu trouxe aqui para dividir porque eu tenho 99,99 Cent de me perder e me emocionar Nessa fala hoje ah porque realmente é muito muito emocionante para mim est aqui de volta são muitos muitos caminhos que me implicam né a essa instituição a essa casa e ao teatro e a arte educação Enfim então tô toda implicada eh eu sou recifense sou cria do teatro pernambucano e sou cria desta Universidade Mas eu sou de Petrolina também tá na realidade eu sou uma Autêntica
peba Mas isso é assunto para outra mesa que eu não vou abrir aqui a gente conversa disso Em outro momento e o convite hoje é para falar de arte e educação nas economias da cultura que eu sou boa aluna já aprendi e já gostei desse plural aí Cláudia Que bom e Recife é Vanguarda e é referência absoluta quando se fala de arte e educação na América Latina eh então Há muitas formas e vias de acesso para se pensar arte Educação na Para com a partir dessas economias de Cultura pode ser por sobreposição por ausência por
complemento por fricção como toda construção social isso não se dá como uma junção fluida ou natural ou orgânica né até porque ainda é um processo de construção e de envolvimento pensar a a amplitude a contaminação da arte educação para além dos Muros da Escola acho que a gente ainda caminha nisso e ainda é um um desafio também eh entender a economia das culturas ou as Economias culturas numa dimensão processual não necessariamente plasmada ou submissa aos ditames do mercado ou fora de uma noção tão pragmática de produto de entrega a minha mirada para esta intercessão hoje
se dá a partir do movimento de mediação que é o lugar de onde falo do campo da gestão cultural pois a mim encanta e instiga pensar e exercer a gestão como uma pedagogia pensar e exercer a gestão também como um processo criativo é a pedagogia do Teatro que me dá compostagem para conceber e orientar projetos para acolher e impulsionar equipes para garantir e negociar recursos por fim para gestar políticas culturais para as artes cênicas para a Literatura e para a música no âmbito de uma instituição privada com recursos privados mas com Espírito público e que
dialoga com as artes e os processos formativos a partir de ações de fomento fruição e formação eh Raquel Gondim que eu li Recentemente nesse livro que a Cláudia vai vai lançar hoje diz uma coisa que não me deixa mentir ela fala assim a economia criativa não deve ser Concebida somente se baseando nas performances econômicas dos setores que a compõem mas antes na qualidade de seus impactos nos territórios e nas suas populações eu vou repetir na qualidade de seus impactos nos territórios e nas suas populações e é muito significativo em 2023 alguém ainda tá dizendo disso
não é à toa né Que esse entendimento ainda tá tão restrito eh gostaria de acrescentar também esse pensamento dela que é preciso que os artistas Os arte-educadores os agentes culturais que estão no Exercício diário e direto dessa mediação com os públicos ou para usar um jargão bem econômico com os consumidores de cultura e de arte também se enxerguem nessa cadeia também encontrem sentido nessa dimensão os números da cultura são impressionantes o tal cultural entregou Agora um trabalho lindo dessa pesquisa do PIB da cultura mais de 7 milhões de postos de trabalho só em 2020 o
setor movimentou mais de 230 bilhões isso equivale a 3,11 por do PIB Nacional superando a indústria automotiva isso é quase um mantra quase música superando a indústria automotiva superando a indústria automotiva Então ninguém é ingênuo para minimizar indicadores dessa ordem dessa grandeza Mas queremos efetivamente nos sentir parte disso Sabemos o preço isso a gente sabe de lidar com a nossa dificuldade histórica em trabalhar com dados e Evidências de certo pela natureza empírica de nossa matéria porque somos herdeiras também das oralit dues trabalhamos com o efêmero precisamos dar espaço e validar também a nossa intuição e
também sim precisamos encarnar e dar voz a essas cifras e números que que nos apresentam o PIB da cultura somos erguidos de poeira efêmera tudo isso nos constitui Sim mas também estamos no mundo regido pelo capitalismo e sim precisamos nos entender como profissionais que geram renda que geram e forjam inclusive novas necessidades de consumo que demandam políticas rubricas orçamentos públicos e privados penso que cada vez mais isso seja assunto paraa sala de aula quantas disciplina sobre gerenciamento de carreira gestão de projetos captação de recursos temos nos currículos de artes quantas na licenciatura ou no Bacharelado
e nas escolas as escolas que são verdadeiras incubadoras de produtores culturais com seus calendários festivos que inclusive já foi território de muita atenção com os professores de artes por essa visão reducionista ista lugar de fala bem final dos anos 90 começo 2000 professor de arte para fazer festinha na escola Quem não lembra disso né então Eh Será que não há outra forma de capturar essa tecnologia dos festejos e dos ciclos Como microuniverso das células dessas economias da cultura professoras professores como curadoras curadores estudantes como agentes como programadores ampliando seu repertório e fortalecendo as relações com
a escola com as instituições e com as comunidades aprendendo sobre a cadeia produtiva das festas e dos espetáculos inserção de linguagens pesquisa de campo tema relação com o entorno tudo isso pode vir como conteúdo nossa primeira experiência Inclusive de crow crowfunding aqui no Nordeste eu acho que é vender rifa de rainha do Milho por exemplo eh quem aqui nunca ouviu falar de um artista que diz ou quem aqui não é essa pessoa já foi que tem dificuldade de precificar o seu trabalho a gente acabou de sair de uma mesa Professor Marcon falando do tanto de
professores de artes com 30 anos de trabalho que nunca fizeram progressão Por que de onde que vem isso certamente tem um carrego Colonial aí certamente a Gente tem que racializar para entender de onde que vem isso e se tem um carrego eh colonial e se tem mais ainda transdisciplinaridade suficiente para que isso ocupe projetos pedagógicos na escola mapear essa culpa entender o que é o quanto ela define o quanto ela ela nos corrompe corrompe Nossas escolhas e percursos profissionais É também um giro Ant Colonial Ou seja que eu tô dizendo aqui é o currículo como
ponto de contato Também entre a arte educação e a economia criativa um currículo que performe esse dialogismo entre o legado imaterial e o universo concreto pragmático do dos mercados das culturas formando preparando para Esses códigos dando acesso para esse universo arte e educação como ponte de acesso à economia criativa e a na mesma medida uma economia da cultura contrapelo que dialogue com os aspectos processuais e sub objetivos das Artes penso que seja relevante também para pensar esses caminhos e desvios da arte educação em relação com a economia da cultura não perder de vista que todos
esses campos operam com suas epistemologias de forma independente a arte a educação a economia e a cultura são quatro Campos completamente Independentes com suas epistemologias Então a gente tem que introduzir um outro sentido que a mim é muito caro e singular porque esse é o meu lugar de Fala e de pertencimento que é o sentido de Fronteira pensar que a relação entre esses quatro Campos se D em disputa nos convoca também a tomar partido a fazer escolhas e Definitivamente a não esperar passivamente que os encontros e esses pontos de contato aconteçam de forma alheia alienada
e digo isso não como lugar de receio e fraqueza pois para mim a fronteira é um lugar de soma é uma Encruzilhada de forças e tecnologias de subversão há muito que aprender com quem tem a fronteira como existência e isso estende também aos corpos migrados filósofo o filósofo po preciado nos convoca a pensar as transformações políticas do mundo a partir dos processos de transição de gênero e das práticas de imigração na encruzilhada ele diz porque ela é o único lugar que existe não existem imagens Opostas estamos todos na Encruzilhada há uma tecnologia uma biotecnologia em
revelação crescente evocada e legitimada pelos corpos pelas corpas TRANS e travestis quais os valores éticos e estéticos da reivindicação de direito humanos para as máquinas e de direitos tecnológicos para o corpo humano essa é uma provocação que eu amo da dod Leal uma pensadora fundamental nessa discussão sobre a fronteira que eu gostaria de de iluminar aqui também da Fronteira e do trânsito é Glória anzaldua uma mulher mestiça ticana como ela se diz que escolheu viver a condição de fronteiriça em vários planos nem mexicana nem norte-americana lésbica militante e que vivendo entre América do Norte e
mantendo-se ainda enraizada em seu pueblo ao sul nos fala com propriedade desse não lugar a glória diz assim a fronteira entre os Estados Unidos e o México é uma ferida aberta é uma ferida aberta onde o terceiro mundo se arranha Contra o primeiro e sangra e antes que se forme a casca volta a hemorragia a seiva Vital de Dois Mundos que se fundem para formar um terceiro país uma cultura de fronteira e sobre as pessoas que habitam esses territórios de Fronteira a glória diz que são pessoas que estão em estado constante de transição seus habitantes
são os proibidos os banidos ali vivem vivem os atravessados os vesgos os perversos os queirs os problemáticos os Mulatos os de raça mesclada os meio mortos em resumo Os que cruzam os que passam por cima ou que atravessam os confins do normal presente há muito o que aprender com a sabedoria de azão dua que sua vivência de Fronteira certamente é implicada nas tensões e Barreiras causadas pelos limites assim como seu sentido de travessia É milenar e ancestral ela fala muito que carrega uma tradição de migração que ela carrega do Povo dela uma tradição de largos
Trajetos a pé nós nordestinos também carregamos a mim importam os atravessamentos plurais para que pensemos o quanto de construção esse conceito carrega e o quanto podemos interseccionar nos temas que nos trazem aqui ainda sobre migrações eu queria trazer também uma fala doton Sant vai ter a ocupação de Milton Santos abrindo hoje no ital cultural e é muito importante revisitar esse homem eh quando ele fala da condição da pessoa Migrada do choque de um processo que ele vai chamar de desterritorialização vir para um lugar que você não ajudou a criar cuja memória lhe é estranha deixando
para trás toda a sua cultura quem migrou me acompanha nisso E aí você pode dizer um lugar que você não ajudou a criar mas os nordestinos levantaram São Paulo sim na memória coletiva mas na individual no botei um um tijolo lá então Que lugar é esse de pertencimento de deixar um Passado e Uma História e ajudar a construir um lugar que você não tem relação no novo lugar seu passado não está então é urgente encarar o futuro perplexidade primeiro mas em seguida necessidade de orientação essa proibição de repouso essa urgência esse estado de alerta exigem
da consciência um ânimo uma disposição isso é Milton falando tá uma força Renovadora enquanto a memória coletiva o esquecimento e consequentemente a redescoberta são Individuais diferenciados enriquecendo as relações interpessoais e ação comunicativa assim o que parecia uma inferioridade aos poucos vai se tornando uma vantagem isso vale para todos os processos de migração inclusive e muitos de interior para capital propondo uma torção desse conceito newtoniano de desterritorializar o chão eh eu digo aqui pra gente desterritorializar o chão fundante desses Campos C de arte Educação de economia e de cultura na busca de um território outro que
possa abrigar os anseios e necessidades mais vinculados há um tempo em que a crise climática a devastação da terra o combate imoral contra a terra e contra os seus verdadeiros donos é sem dúvida a maior tragédia que testemunhamos e que de alguma forma em alguma medida nos deixa a todes com as mãos e alguma forma também manchadas de sangue visto que estamos todos implicados nessa condição Nefasta e autodestrutiva que se chama antropoceno às vezes é preciso tirar o chão de baixo às vezes é preciso ruir com esse chão principalmente se a gente quer quebrar paradigmas
para além de problematizar essa condição fronteiriça dos Campos da arte educação e da economia da cultura propondo sua desterritorialização como estratégia de envolvimento e de implicação que a mim importa mais do que participação gostaria de trazer a cena Também outra frente criativa como possibilidade de mediação de ponte de acesso e possibilidade política de atuação Entre esses universos eu vou até beber uma água para dizer isso o teatro de grupo o teatro de grupo e suas Tecnologias há muito que aprender com esses sujeitos territórios essa sala de aula expandida que que se configura a vivência do
teatro de grupo não vou olhar paraa esquerda para não me emocionar Eh comunidades teatrais são multiversos que retroalimentam práticas sociais elas não estão imunes blindadas ou Ungidas em sangue óleo sagrado portanto elas refletem catalisam processam e devolvem em projetos em propósitos em poéticas as assimetrias e contradições que atravessam o nosso tempo Evo Celso salve teatro [Aplausos] oficina Muitas delas atuam como espaços de Formação abertos à cidade é assim com A Escola de Teatro Popular da terreira da tribo por exemplo em Porto Alegre que é gerida pela tribo de atuadores ho nós aqui travez legitimando o
caráter formativo desse grupo form forjado num etos comunitário que há mais de 40 40 anos poetiza sua resistência é assim com a paideia associação cultural sedeada na zona sul de São Paulo que se distingue no campo da formação de crianças e jovens éem Um percurso tracejado por processos de conexão e intercâmbio com Grupos em especial da América Latina é assim com a escola de teatro fiandeiros aqui em Recife que se faz campo de estágio para alunos do curso de licenciatura em teatro da universidade e que há quase duas décadas se dedica ao ensino e aprendizagem
do teatro para crianças além de trabalhar em seu repertório de criação AF fiandeiros contribui com a formação de arte educadoras arte educadores eh assim como a formação de novos artistas e Certamente de novos espectadores O que é muita coisa quantas camadas de Economia criativa ess grupo escola atravessa e ajuda a girar quantos conteúdos de artes estão em Pauta Será que o espaço se beneficia de políticas de cultura e de educação o mesmo acontece com a escola Pernambucana de circo na na Zona Norte do Recife um dos espaços de maior referência no Brasil de circul social
como também com daru malungo em Peixinhos trago esses espaços como Territórios territórios sujeitos Na tentativa de dar corpo voz ou alguma materialidade aos iens desses Campos todos que estamos anando aqui eh e que e aos indicadores que muitas vezes orbitam esses campos como dados frios e pragmáticos eu queria dar carne da corpo e um pouco de voz a do que que a gente tá falando outro lastro singular com aspectos premonitórios do universo do teatro de grupo que que ele carrega na origem são pressupostos e radiações Do campo da gestão cultural trabalho colaborativo gestão de gestão
de pessoas administração de recursos vocabulário controlado e até é o mais atual conceito das corporações a a esg se pensarmos nos três pilares que a sustentam que diz respeito a sustentabilidade responsabilidade social e governança certamente estão presentes no cerne dos teatros dos grupos dos teatros de grupo e quando eu falo teatro de grupo gente é a cena né é a dança é o circo também tá O que tem a ensinar na recente teoria da gestão cultural um grupo como o grupo Paulistano munguzá que ocupa um território fronteira entre uma área mirada por processos de gentrificação
e a outra onde a humanidade é despida de sua dignidade crava um espaço singular como uma espécie de LEGO gigante o teatro de contêiner plantado ao lado da Cracolândia e que hoje encarna outras formas de pensar programação uma espécie de Utopia um lugar que abriu com uma Comedoria que você pagava quanto quisesse quanto pudesse e que eles sempre disseram que a conta sempre fechava nunca teve nenhum tipo de prejuízo nisso quando olhamos para as formas de sustentabilidade de grupos ados Da Lógica de Patrocínio e fomento versus o alcance de suas ações fora das capitais e
grande eixos de concentração Econômica grupo ninho no Cariri cearense companha de dança qualquer um dos dois no Semiário do Pernambucano e o Teatro Experimental de Alta Floresta na região Amazônica só para citar alguns todos esses movendo gestão de espaços mostras e festivais com lógicas outras constatamos que há muita Dobra a ser reconhecida nesse tecido vasto quantas econom movem e são movidas pela companhia do tijolo corpos migrados tecendo poéticas a contrapelo na cidade arranha céu um grupo cuja sede se espraia por seus corpos e entre outras Sedes de sua rede parceira estendendo bens e contaminando outros
artistas com seus lucros e seus dividendos também a costela criativa do tijolo é originada no teatro do vento forte salve Educação implicada na veia o teatro quando em organismo organizado não apenas intervém como forja sistemas de fomento E olha que a barbárie é aqui é agora o fato é que o que conhecemos até até este ponto como sistema de produção fomento acesso e difusão Encontra-se sitiado ou Nunca Esteve garantido para encerrar o Brasil está em retomada há um pacto e seus impactos em construção então cuidemos para que essas políticas olhem com diferença as condições e
os sujeitos desiguais com vista na busca por Equidade a quem devemos confiar as validações de nossos trabalhos quem está produzindo as narrativas as pautas os cenários sobre os quais estruturam nossas poéticas que vozes Estamos fazendo Ressoar continuar Cuidando para que a representatividade importe mas muito mais que isso para que ela faça sentido que ela esteja nas corpas nas vozes das lideranças tanto quanto nos territórios desse país Continental território bioma território mediador como na visão miltoniana o território renova com muita força retorna novamente como abrigo de solidariedade e também locos de disputa e produção de sentido
o território é sujeito o território é colo mola das Políticas em em curso ele acolhe impulsiona Mas ele também regita eh eu queria dedicar essa fala e evocar o movimento de cultura popular o Teatro Popular do Nordeste a escolinha de arte do Recife o daru malungo o Balé Popular do Recife e a escola Pernambucana de circo como território de criação assim como aos já Encantados domer câmera Paulo Freire Hermilo Borba Filho Noemia Varela Marco camarote Madre Escobar Padre Reginaldo Veloso aos educadores Viventes mestre meia-noite Vilma Carijó Fátima pontes e cina de Paula obrigada muito obrigada
galiana por essa fala tão bonita tão inspiradora para todos nós tô tentando criar também eu aí uma espéci de interseccionalidade entre tudo que que foi dito por ela antes eu quero fazer uma uma voltar um pouquinho atrás para fazer também a minha audio inscrição como bem fez a galeana devia ter feito Isso lá no início é algo que a gente precisa se educar constantemente a fazer para garantir realmente que sejamos acessíveis né então sou uma mulher de 52 anos de baixa estatura um pouquinho acima do peso e de pele branca cabelos dourados falsificados uma roupa
Turquesa em linho acessórios bem brasileiros e e coloridos e Essa sou eu Eh quero também Agradecer aqui profissional de libras que tá conosco E obrigada galeana por de maneira tão elegante nos ensinar eh de muitas coisas que galeana disse eh me chama muita atenção a ideia de Fronteira né que eu acho que cada vez mais a gente tem eh que transformar em linhas pontilhadas porque a gente lida com temas que são cada vez mais transversais mais atravessados né mais permeados então a ideia de de que Tenhamos linhas eh pontilhadas eh me parece criar um um
um um lugar de maiores oportunidades paraa gente conseguir trabalhar com toda a potência eh dessa união entre entre a arte e a educação você falou também muito de trânsito eh de migração eh dessa questão eh da da mais uma vez falando disso como as fronteiras como as pontes e me chama atenção também essa questão da interseccionalidade eh e trazendo isso Para uma questão eh das eh mazelas sociais brasileiras eh e falando mais uma vez dessa questão do trânsito eh a gente tem que parar de naturalizar a violência que acontece no Brasil a comunidade lgbtq a
PN mais porque é um dado da interseccionalidade que me chama mais atenção é saber não só que o Brasil é o país que mais mata pessoas lgbtq e APN mais no mundo quando você pensa que uma pessoa Trans no Brasil e isso não tá nem no mapa da violência é a antra que que que faz esses dados eh o mapa da violência deveria ser um lugar obrigatório de leitura Nossa para além dos planos que nos regem das diretrizes dos odss de tudo isso a gente precisa olhar pro atlas da violência no Brasil uma pessoa trans
no Brasil tem 35 anos de expectativa de vida mas se ela for Negra Isso cai para 28 anos e a gente ainda lida com um preconceito e um Conservadorismo muito grande quando a gente quer tratar dessas pautas a gente ainda encontra resistência para tratar dessas pautas isso é algo que a gente precisa refletir sobre né e eh de uma maneira habilidosa levar a a quem tem a tomada de decisão a reconhecer que nós precisamos nos ocupar desses assuntos nós precisamos também est a serviço eh do combate o preconceito que mata tanto nesse país que mata
tantos eh indígenas que mata Tantas pessoas negras no Brasil Então a gente tem realmente um papel muito fundamental para entender eh que se a arte tá em bebida de Cultura como nos disse Ana mayi na sua conferência tão maravilhosa eh que essa cultura não é feita só de belezas infelizmente né Nós temos algumas formações de hábitos que precisa eh precisam ser revistos eh galeana finaliza sua fala falando que o Brasil tá em retomada Oxalá tenha vindo para ficar eh mas como disse o Chico boque no dia que né que ganhou o prêmio Camões nem por
isso podemos nos distrair né a vigilância precisa ser constante para que esse movimento tenha vindo para ficar Cláudia esteve como secretária de Economia criativa no governo Dilma Roussef e foi também secretária eh de estado da cultura do Ceará eh falando mais uma vez Dessa questão das Fronteiras e da governança Eh você criou eh obviamente junto com uma equipe com participação social um plano da economia criativa pro Brasil que não foi implementado certo eh será que esse caráter que é tão transversal e que atravessaria tantas pastas eh foi um dificultador eh a que você atribui o
fato disso não ter vindo né ter obtido o êxito eh desejado Nossa eu ainda tô aqui encantada com a fala da galinda tô aqui Só sendo feliz pensando e pensando na na integração das falas né que mesa bacana acho que estamos todos aqui junto com esse público maravilhoso todo mundo aqui tá na mesma energia não é deixa dizer também eu sou uma mulher de 171 acho que eu já diminuí 1 cm já tô com 170 né tenho 64 anos tô usando uns óculos grandões sou branca cabelo castanho e tô vestida de preto eh eu tô
muito feliz de estar aqui muito Importante esse congresso e muitas falas potentes né nossa muito bom Eh aí a gente aí Luciana já me bota diante de um problema né porque ela diz assim tá tá bom já ficou muito feliz e emocionada agora Pensa aí porque é que não deu certo não é por que não deu certo eh eh eu tenho me aproximado intelectualmente nos últimos anos e esse livro é um pouco produto disso eh Me perguntaram Mas como foi voltar Eh para pro Ceará sem o Plano Brasil criativo tendo sido exonerada Eu disse bom
a primeira coisa que eu fiz foi procurar o meu analista Eu acho que eu precisava ficar saudável né no primeiro momento no segundo momento eu me lembrei das palavras do Paul Singer que foi um amigo que eu fiz eu queria dizer para vocês isso né Eu achei que e é tão melhor quando a gente fala lendo né porque aí a gente ganha Tempo eu fiquei aqui meio que viajando e perdi tempo da minha fala escrita mas eu queria também fazer um agradecimento como como galinda fez a secretaria da economia criativa ela teve um pai intelectual
uma mãe intelectual inspiradora e uma referência teórica essencial o pai foi Paul Singer a mãe foi Tânia Barcelar e a referência foi seus furtados eu tava em boa compania Néa em muito boa compania e eu vou est com Tânia sexta-feira e vou dizer isso Nós precisamos homenagear essa Pernambucana também sabe porque o tempo vai passando tempos fuge e de repente as pessoas não estão mais conosco e nós precisamos dizer para elas o quanto elas são importantes e como Pernambuco é importante né quando a gente pensa em termos de arte em termos de Cultura você estava
aí falando do hermílio eu pensei no Mariano Suaçuna em tanta tanta gente importante desse estado que é tão fundador do que nós somos né Eh Especialmente os cearenses porque nós pertencemos à capitania de Pernambuco viu saiba disso Ceará se libertou num certo momento e virou Ceará mas eramos pernambucanos Apesar de todas as as competições engraçadas entre nós mas eu queria dizer que eh a a secretaria quando quando eu soube que meu tempo estava acabando eu procurei eu almoçava toda semana com professor Paul Singer e ele coçou a cabeça e eu disse olha eu tô eu
eu vou ser exonerada a semana que vem Eu tô tentando Professor botar tudo na rua o que eu posso o que nós construímos eh mas a a a impressão que me dá é que uma política pública para economia criativa ainda é um cometa raley brilha no no céu e de repente desaparece talvez porque ah aí uma d e uma delícia essa transversalidade esse corte não é digamos assim transversal entre pastas porque eu não posso pensar economia criativa só na cultura eu tenho que pensar economia criativa com Educação com Indústria e Comércio com Ciência e Tecnologia
com turismo né com relações exteriores eu é impossível pensar a economia criativa se eu não pensar um plano brasileiro um plano como o Brasil sem miséria eu tenho que pensar um plano nessa ordem um Brasil criativo é um Brasil sem miséria não é e sem miséria no sentido Mais amplo do que significa a miséria que não é só Econômica né mas um plano que nos permita realmente uma Reabilitação e uma emancipação não é uma liberdade e um direito à criatividade ora fazer isso na estrutura de estado Luciana que nós temos é impossível o último a
única a última reforma do estado foi feita pelo Bresser Pereira o estado brasileiro é tudo menos um estado contemporâneo nós precisamos refletir sobre os Estados o estado rede tem um capítulo da Luciana Guilherme interessante ela trata disso que é um estado rede para uma sociedade rede para Os atores rede que compõe o no território os usos Como diria o nosso Milton Santos da cultura e da criatividade no território nós precisamos de um estado cuidador nãoé que é um conceito também que vem sendo trabalhado por uma série de economistas gente da área de economia e que
fala nós precisamos eh estabelecer as regras do jogo do estado não é possível não haver por exemplo né uma renda mínima para cada brasileiro Isso é uma questão Essencial indiscutível e primordial depois a gente conversa sobre o resto o o estado empreendedor vocês devem ter lido aí a Mariana mazucato que também tá tem sido aí bem bem bem agora eh chamada para discussões ela faz um livro onde ela desmonta o tal neoliberalismo estadunidense E ela diz quem realmente aposta em Ciência e Tecnologia e Tem empresas que se dão muito bem vamos pensar aqui eu não
vou dizer nome de empresa né que a gente tá sendo gravado Não é mas os os grandes os maiores os que estão brincando aí não é eh mas também estão demitindo muita gente no Vale do Silício né E aí tem muita coisa pra gente pensar mas todas todos eles foram beneficiários de um estado empreendedor quem empreendeu em Ciência Tecnologia inovação foi o foi o governo estadunidense isso Isso é uma obrigação também do Estado de criar a infraestrutura para permitir exatamente o avanço dos chamados setores criativos Que envolve arte cultura ciência inovação tudo isso então é
uma ilusão imaginar que isso é o é o o resultado de empresários os empresários se beneficiaram de um estado empreendedor então talvez a gente pudesse pensar numa categoria Tava aqui pensando desde ontem numa categoria chamada estado Criativo o que seria um estado criativo Talvez ele tivesse um pouco de estado rede um pouco de estado cuidador também de estado empreendedor mas talvez ele pudesse ir Mais além o Brasil é capaz de elaborar uma uma categoria dessas se a gente se libertar das nossas dos nossos processos colonizatório talvez porque o plano era um plano transversal eu fiquei
um ano numa na Casa Civil trabalhando com esses Ministérios mas no final a decisão tomada pela ministra foi de que o plano não me interessava ao Brasil e o plano foi arquivado foi abandonado eh ele está no seu projeto Inicial num livro Importante que hoje Luciana a gente vindo para cá ela me lembrou que se chama por um Brasil criativo que foi publicado eh pela pelo pelo banco de Minas Gerais não é pmg pelo pdm Inclusive eu acho que eu tenho a impressão que ele deve ter acesso digital não é e e foi uma alegria
publicar isso em Minas anos depois da minha saída do ministério eu continuo muito preocupada não sei que que galinda aqui pensa e também Luciana e vocês Sobre o destino das políticas públicas para a economia criativa do Brasil na minha hipótese nós ainda não conseguimos compreender Talvez uma pedagogia dessa economia criativa para que ela se torne realmente relevante como me disse o professor Paul Singer deu errado aqui é volta pro Ceará e faz de baixo para cima Essa foi a última frase que ele me disse eu voltei Pro Ceará G eh em cima de de do
que Cláudia eh disse eh nos trazendo um pouco da dimensão eh do Estado né da eh da política pública de governo né e ou ou ou de estado Quero trazer isso um pouco pra iniciativa privada né O que é estar na iniciativa privada Você já teve no Cesc né Eh a gente tá ali como Sesc eh eh protegido pelo fato de estarmos trabalhando pelo social né serviço Social do Comércio eh você hoje tá numa instituição eh que é o Itaú Cultural né que tem um um Pot tem feito um trabalho eh muito importante muito percebido
no Brasil todo e como iniciativa privada vocês têm eh no ital cultural eh como vocês norteiam o trabalho feito na cultura Há algum plano diretor nesse sentido Há algum eh H uma observação do do nosso extinto e Plano Nacional de Cultura eh Há uma observação aos planos Setoriais odess o que norteia o fazer hoje da cultura no it cultural eh eu acho que é importante isso que você traz né de ter um a segurança de um recurso garantido isso faz muita diferença lógico eh mas ao mesmo tempo por conta dessas assimetrias e dessa dessa descontinuidade
dos programas né então acho que eu via muito isso no Sesc e agora também no Itaú só que o Sesc ainda tem muita capilaridade Então isso é mais gritante né Às vezes as pessoas Inclusive inclusive cobram como como se cobraria para um pro estado né para essas instituições então tem todo esse essa esse trabalho quase pedagógico também né porque isso também é politizar né Eh de entender até onde a gente consegue tem momentos que a gente com a crise da pandemia a gente precisa realmente pulverizar para ter mais Porque era uma situação e tem momentos
que a gente verticaliza porque esse país é Continental a gente não vai dar conta né então são as escolhas ali a gente tem esse sin norteado ou soleado muito por essa esses efs aí que eu trouxe aí no começo né de de um eixo ali grande da formação outro da fruição e outro do fomento a gente vai agora começar as caminhadas pelo Brasil pelas capitais para falar do programa rumos que é um fomento também muito eh Importante né Eu acho que nessa retomada com a lei aud Blanc todas as lez né o ministério voltando eu
acho que é importante também as instituições eh eh chegarem também com essas essas possibilidades e o Sesc também é é outra instituição né absurda de de catalisadora e de fomentadora eu lembro aqui do palco giratório sonora Brasil arte Sesc os programas eh de cinema enfim de todas as linguagens Então eh tem sido um pouco isso né a gente tem uma temperatura claro que a gente tem um plano anual a gente tem um um um orçamento né um planejamento a gente tem o que que a gente tá olhando para para aquele ano que que tá vindo
né e acho que agora a gente tá muito esse espírito o espírito público tá ainda mais precisa né está ainda mais atiçado pra gente somar realmente né então o que é que a instituição privada ou mista pode fazer junto com essa com esse Estado maior com essa retomada como é que a gente pode não sobrepor mas às vezes é isso tem uma cadeia que é isso é uma uma ausência que eu acho que poderia começar na cidade né nas cidades que é onde a cultura acontece antes de de falar de país que era esse tipo
de de complementariedade né se tem um edital público de de de montagem Então vem o privado e faz a circulação mas essa conversa não existe então você tem às vezes no mesmo Ano vários editais da mesma coisa e depois tá todo mundo com um monte de trabalho novo e não tem para onde escoar e os trabalhos duram quase nada então é muito complicado isso por conta dessa falta de de conversa de diálogo Às vezes o poder público e assim tô e quando chega é muito na na na carteira né no recurso no é muito é
muito difícil a gente ter propostas mais estruturantes propostas que a pessoa sabe que não vai ser em 4 anos né Todo mundo quer Resolver aquilo naquele tempo então tudo isso eu acho que que trabalha contra né da gente ter uma coisa mais orgânica e mais mas eu acho que nós gestores somos antenas também a gente precisa ser quem não é tá dormindo bastante né mas precisa ser antena desse tempo para entender que uma política que funcionou há do anos agora Talvez não seja mais né porque tá o Brasil mudou muito o mundo tá mudando muito
rápido né mudou significativamente mudou estruturalmente Em muitas coisas então não dá às vezes nem para Romantizar alguns retornos e querer que eles venham na mesma medida e na mesma porque ISO não seria saudável Então eu acho que cabe a nós a esse lugar onde a gente encarna onde a gente sai um pouco do discurso né dos títulos dos e a gente ritualiza isso e a gente dá um nome vê uma ali né para poder é mais difícil é mais difícil mas eu acho que esse corpo a corpo e esse olhar pra sua cidade pro seu
Lugar com o tamanho e a dimensão e as carências que só ele tem né que às vezes replicar não não vai funcionar tanto então acho que a gente tem Tent trabalhar muito nesse sentido Obrigada galiana no ses a gente tem falado muito em intencionalidade né responsabilização e intencionalidade é sempre olhar para a intencionalidade quando a gente vai começar a fazer alguma coisa quando a gente vai circular com os Nossos programas quando a gente Vai implementar ali as nossas curadorias coletivas né Para onde a gente quer ir onde a gente quer chegar de que maneira nós
vamos aqui nos responsabilizar né e e e contribuir efetivamente enfim mesa linda com muito assunto pra gente ficar aqui a de eterno mas a a gente tem pouco tempo faltam 30 minutos apenas Então eu queria jogar pra galera dizer que eh quem tá assistindo eh pela transmissão pode mandar pelo chat as suas perguntas eh e nós temos pouco tempo só meia hora Então teremos que ter perguntas ali perguntas e respostas Breves Tá mas eu quero pedir para alguém fazer esse controle eh tem alguém que tem ali Ok já tem uma pessoa de mão levantada querendo
três como um bloco de trê TR um bloco então de três perguntas já temos uma ali ó outra ali quem é quem é outro lá no final Ok óculos branco sim e aí vamos ver se tem um terceiro aí que se anima eh alguém da da que tá na transmissão temos no chat alguma Pergunta Bom dia meu nome é Fred Pereira Eu sou professor de arte e de música eh eu pudia eh assim acompanhar um pouco né a leitura do discurso e o que eu observo que foi enfatizado muito essa coisa do do público né
e eu particularmente Eh tenho uma preocupação muito grande com isso né porque por exemplo existe uma lei hoje eh que rege a cultura Estadual que determina que os músicos os artistas né que da programação do do carnaval do São João sejam prioritariamente os músicos locais né E essa lei existe vocês tê conhecimento né E essa lei não é cumprida então e os artistas locais que são imagina por exemplo frevo né Então as orquestras de Frevo aqui elas são verdadeiro patrimônio não é da humanidade e são verdadeiros guerreiros para manter essa cultura eu não sei como
é que a Henrique Dias por exemplo lá de Olinda consegue manter um trabalho o ano todo porque às vezes tem projeto às vezes não tem mas mesmo assim o trabalho Não para né Oseas que muitos assim por exemplo a imprensa não conhece Eh esses grandes músicos do do que a gente chama do frevo de abafo que é o frevo o frevo de rua e esse nome Ele ele se dá por conta do do início do século onde as orquestras elas tentavam abafar a outra então para isso é que tem quatro tubas né Cada tuba eh
fazendo baixo de de 10 de 10 músicas né entre palhetas e metais e aí a gente tem esse contexto aí e são os cachis mais barato que tem são o o dos eh digamos assim e das estrelas da festa né quanto a gente vem eu toquei por exemplo em palco com Orquestra de palco com Jorge benjó então eu tava lá Conversando com com o tecladista de Jorge benjó que era meu amigo eu digo brother por ele não trouxe a a banda dele ele disse não cara Esses caras são muito esperto eu digo sim cara mas
o cachê dele foi R 470 R 70.000 então é pô o cara vem para cá com cachê desse que eu acho que ele tem ele é um mito da sim mas então determine o tempo tô ainda com tempo então eu quero assim enfatizar Enfatizar então Vou só concluir então só quero enfatizar que tá um discurso ainda muito do público sabe de de dinheiro público de de de de funcultura de de lei ran a lei al Blan quando na realidade quando isso vem ser aplicado é uma política são são políticos hoje a arte vive Refém de
políticos políticos escrotos que que que como os vereadores de Recife hoje você para conseguir o maestro para conseguir eles dão a a a a tocata aos vereadores e e é R 3.000 aí Hoje se paga r$ 500 a a orquestra o vereador fica com quento isso não existia na época de João Paulo por exemplo Isso foi uma coisa que começou a acontecer no no PSB então é muito pouco para falar sobre isso mas eu queria deixar claro que esse discurso também porque eu vim aqui ver ver como falar de Economia arte educação por exemplo a
gente como arte educador a gente vai ensinar por exemplo a cultura que tá em em educação a cultura que vai ser ser Ser manifestada na Secretaria de Cultura o coco o o eh as bandas locais né o Ed enfim o mest ambros e tal e de repente quando a gente vai trabalhar lá o diretor os gestores não não querem esse tipo quer que a gente Bote lá só o o brega funk então assim a gente tem o arte educador também Inter Então tem que haver um preço Então tem que haver um preço eh certo E
uma interdisciplin interdisciplinalidade entre a educação ação e cultura para que esse mercado aí possa ser aquecido a partir de eh eu acho que que assim essa questão da distribuição né Eh dos dinheiros é algo que mais uma vez o que pode responder isso é a força da coletividade né mas antes da gente comentar eh a fala do professor eu queria ouvir a segunda pergunta Eh Tá bom Bom dia eu acho que ainda é bom dia eu sou anina Dias sou jornalista e cineclubista e tem um projeto chamado Cine Clube cidadania que foi assim pautado muito
na economia no trabalho né de Cláudia Leitão enfim eh Queria falar um pouco sobre rapidamente é uma reflexão você procura esse objetivo aqui em cima de três eh palavras chaves que eu acompanhei a fala de vocês que foi Eh territórios né intencionalidades e eu acho que no final da fala de Cláudia sobre S eh voltar para pro Ceará né e começar talvez de baixo para cima então achei muito interessante tudo e apesar de ter chegado um pouquinho atrasado eu queria só fazer uma reflexão Será que o Caminho não seria eh pensar a economia criativa também
sobre o viis da economia solidária muito Obrigada tem uma terceira Mas a gente não vai deixar para chat sim ah é são blocos de três na verdade entendi tá bom a gente consegue fazer dois de três dois de três né Tá bom vamos lá e meu nome é Roberto Maris e atualmente tô trabalhando na secretaria de educação mas também tem um um um trabalho na área cultural com o tambor de Ogum que é um um grupo cultural desenvolve ações de de combate a intoleran religios E E assim a a a questão da economia da cultura
tendo como objeto a cultura tradicional eu acho que é é uma coisa muito importante porque políticas públicas que visam o desenvolvimento local elas deveriam ter um olhar especial para esse segmento da cultura tradicional porque ela tem a vivência no local ela ela convive com com a realidade local de uma forma muito viceral né então se você Eh utiliza como ferramenta de de aplicação de políticas públicas de desenvolvimento né esse viés da cultura tradicional eu creio que ele ele se aproxima muito do problema lá local da da da vivência com o problema local não é e
dito sim que teria muito mais possibilidade de êxito aí eu queria ouvir da professora assim se se esse tipo de processo não é de utilizar a a cultura tradicional como um viés de aplicação de política pública Desenvolvimento local realmente é uma coisa pertinente é uma coisa boa Enfim uma fala que viesse colaborar com esse tipo de de pens tá obrigado vamos pras respostas a esse primeiro Bloco Eh entendi que ele destinou né Essa última pergunta pr pra Cláudia e e eu acho que fundindo um pouco com com que a Nina dias falou sobre e economia
solidária Entra um pouco também acho que talvez no que Ele tá dizendo né sobre territórios né cultura tradicional realidade local você pode comentar um pouco pois galinda comenta também eh bom eh eu considero que a sua fala é importantíssima e e é uma fala manifesto né você você precisar de muito mais tempo Porque o que você tá dizendo é absolutamente eh real né Você tem uma hoje um campo eu eu comecei aqui dizendo que além da da Pandemia ela é muito mais simbólica de uma contaminação contaminação das instituições né e as instituições estão contaminadas então
você vê como é que uma pasta de Cultura né como é que as pastas públicas estão contaminadas porque elas têm hoje que resolver eh uma série de interesses político-partidários o e nós todos sabemos que isso é a realidade H moedas de troca e os vereadores são também atores rede eu vou usar aqui expressão Do Bruno latu do território não é você tem o artista Você tem o artista Popular Você tem o professor Você tem o artesão Você tem o pessoal da da do frevo mas você tem o vereador você tem a liderança de bairro Você
tem todos os atores rede que tão ali o o Bruno latur diz inclusive os humanos e não humanos não é só humano não tem muito mais e esses atores eles enxameiam né eles ficam fazendo ali associações entre eles uns mais outros menos né e eu que eu eu acho Que a sua questão é uma questão gravíssima e nós precisamos realmente pensar e é por isso que a eu proponho aí uma a reabilitação de uma economista e chamada elinor ostron que ela passou a vida trabalhando num conceito de bem comum a gente não vai falar aqui
sobre isso mas bem comum não é bem público viu bem público é uma coisa bem privado é outra e bem comum é uma terceira me interessa o bem comum eu acho que nós temos que sentar para tratar de como é Que a gente realmente define não é dentro das pastas de Cultura dentro das instituições de Cultura o bem comum e não o bem público eu eu eu acho eu vou te pedir desculpa porque a gente vai ter que continuar aqui por causa do tempo mas assim o a sua questão é importante nós não vamos respondê-la
aqui mas eu reconheço o que você tá dizendo porque isso é é um tiro no coração das culturas tradicionais populares que são alijadas de uma Discussão que eu não fiz aqui que que é a discussão da indústria cultural a indústria cultural do São João fora de época do Carnaval fora de época dos grupos que vem de fora da legislação que diz que músculo daqui é que conta Eu nem sabia que tinha isso mas que a lei não pegou no Brasil lei não pega tem lei que pega e lei que não pega não é isso então
temos questões aí que precisamos realmente falar agora eh e nós e quando eu cheguei na Secretaria da Economia criativa eu me lembro que eu chamei especialistas todos todos sentamos juntos Nossa Tânia Barcelar de um lado pinja do outro mas tava Paulo Migueis maravilhoso querido amigo que é hoje reitor da Universidade Federal da Bahia especialista em economia do carnaval enfim foi secretário do Gilberto Gil de políticas públicas levou a questão da economia da cultura para dentro do ministério com Gil aquela dimensão tridimensional da cultura do Gil é genial né a cultura na dimensão antropológica cidadã e
econômica aquilo ali é é gol é uma é uma inovação mas o ministério não trabalhou nas nas três dimensões Isso é que é verdade e eu eu eu quero dizer uma coisa que eu disse para os meus alunos ontem com todo o tamanho simbólico do Gil ele não conseguiu aprovar no Congresso Nacional Sistema Nacional de Cultura quem aprovou o Sistema Nacional de Cultura uma década depois foi quem Marta supli nós temos Que conhecer a história das políticas públicas de cultura no Brasil para Hã Não eu tô falando que o Sistema Nacional de Cultura não foi
o que o Gil aprovou os mandatos nos se anos que ele ficou foi o sistema Federal de Cultura como lá no Ceará não é meu querido maravilhoso sim temos mas o que estamos dizendo que tem uma tem uma dimensão política que é muito forte e que faz com que Marta suplici tenha muito mais poder no Congresso Nacional e no senado do que Gilberto Gil é isso que nós temos que entender e também falar agora a na época da da da da da criação da secretaria quando eu falava em economia solidária muitos especialistas conhecidos com livros
publicados eu não vou citar nomes também porque tô sendo gravada eu diria que essas pessoas diziam o seguinte Olhe Cláudia não falea de economia solidária que economia economia mesmo eu nunca entendi essa palavra galinda economia mesmo porque eu dizia mesmo que você tá Querendo me dizer é que é uma economia economicista quer dizer Nossa tarefa aqui na cultura não é ampliar o significado da palavra economia ou até o significado aristotélico da palavra economos gerir e cuidar da casa cuidar da casa no sentido maior então a economia criativa tem que ser solidária tem que ser colaborativa
tem que ser circular tem que ser sustentável senão ela não é uma economia não é que nos interesse ela vai só replicar a mesma Desgraça das outras a gente vai querer que a economia da cultura replique as as desigualdades as assimetrias que a gente já vê nas outras economias então não faz sentido Então eu acho que é muito importante entender o lugar da cultura tradicional entender a pressão lá no Ceará anibo tá ali querido amigo trabalhou comigo na Exú amicíssimo queridíssimo n é e nós sabemos em 20 anos que da minha história de Secretário de
Cultura Nós criamos uma lei não é que Esse ano comemora em agosto 20 anos da lei dos Mestres da cultura tradicional do Ceará querido a lei pegou a lei pegou tive uma sorte enorme porque essa lei pegou cada secretário que veio depois de mim e eu nem gostei de todos mas eles estavam de um jeito que não tinha mais como como ir para trás eles tinham que avançar E avançaram então hoje nós temos uma política pública para os mestres da cultura tradicional Popular falo isso com muito orgulho do Ceará não é acho Importante a gente
dizer que nem tudo é ruim que tem avanços mas há retrocessos não acho que tenha nenhum Vereador no Ceará que tenha coragem de querer trazer um mestre para perto dele não vai conseguir Então essas são pequenas conquistas a a a a a cultura trabalha com avanços e retrocesso como qualquer área não é pode ficar eh eu combinei aqui com galeana a gente precisa é é democratizar a palavra porque a gente só tem mais 5 minutos não É isso eh cinco oito minutos não nós temos outras pessoas que querem perguntar é e temos um horário para
terminar então Eh aquela senhora ele aqui também quer falar e temos alguém do chat tem um comentári p a gente pode tá bom E aí galiana é quem vai eh comentar o próximo eh Bloco Eh obviamente se for uma coisa é dirigida também a gente pode pode encaminhar então Eh vamos escutar esse senhor aqui e depois aquela Senhora de lá eh pois não você tem uma pergunta não é não é Bom dia a todos eu sou Adriano e pessoa negra indígena venho de Pesqueira também estou nesse estado de fronteira que galeana falou mas eu fiz
o a imigração inversa perdão eu fiz uma imigração inversa né No meu caso eu saí de São Paulo e vim me tornar Pernambucano E aí com isso eu faço a minha pergunta eu Queria que a gente perguntar como é que a gente pode pensar caminhos e possibilidades de horizontalizar e expandir de forma escalar pedagógica eh o direito da criatividade arte e educação dentro das instituições e que ultrapasse o professor de arte eh gerando redes de reflexão Criativa Boa vamos ouvir a segunda de milhão Bom dia gente eu me chamo Rúbia Sou funcionária do SESC E
aí queria ouvir um pouquinho da galiana e da Cláudia sobre a questão de indicadores específicos pra área cultural eh quando a gente Para para pensar e responder relatório sobre o que é que você fez quanto você impactou quem você atendeu a gente sempre fica naquele lugar o não lugar de como mensurar um intangível os qualitativos não chegam E aí ontem na aula a professora falava do relatório que teve que apresentar no final do ano E eu acho que para quem é gestor ainda é um grande desafio a gente não consegue encontrar pesquisas e pensamentos e
eh documentos elaborados que deem conta de mensurar o nosso Impacto cultural e aí eu queria ouvir um pouquinho sobre como é para você Galina no Itaú Cultural E como foi pra Cláudia enquanto secretária Tá bom então eu acho que pelo pelo que a gente tem né de tempo a gente fica por aqui então com relação às perguntas e gana vai vai responder a Essas duas perguntas se a gente tiver um tempinho Núbia a Cláudia comenta também tá senão você conversa com ela ali no corredor tá bom não eu vou tentar ser breve meio que conectar
as duas questões de Adrian e a tua ru porque acho que elas conversam de alguma forma né que tem a ver com a gente enquanto sujeito também né nesse lugar de gestor de professor eu falei aqui um pouco no início Quanto Eu ainda acho que é desafiador arte educação entender a sua Possibilidade para além dos muros da escola eu acho que a gente ainda tá muito restrito e isso vale para o professor a gente não enxerga o professor como curador o professor como um programador um professor né então eu acho que a gente ainda tá
muito preso nessas caixinhas e acho que isso é uma construção e é difícil eh romper esse paradigma acho que essa é uma questão quando você pergunta como né porque é isso Eu entendo por exemplo eu venho de Uma geração que olhava os gestores e Deus me livre né porque era uma coisa que parecia só administrativ ia ou só orçamentária ou só burocrática né E aí depois você vai entendendo que a burocracia e já tá né desde sempre do teatro em todos os campos da arte então eu vejo esse lugar como um campo de produção de
sentido como uma poética né eu entendo que cada projeto tem uma dramaturgia que tem um ritual que tem então tem muito uma visão aí que é Singular que é da da formação e tem uma construção que é coletiva que eu acho que é sobre isso né então a gente precisa eh fomentar um pouco esses espaços eu acho nos nas instituições e nos lugares nas comunidades eh para dar vazão a isso tem pouca literatura tem pouca e as coisas não conversam porque tem o lugar pragmático da Razão dos números e e o lugar subjetivo que a
gente já sabe isso com todos os clichês que as dois Campos carregam Eu gosto Muito de atravessar essas ruas desde sempre desde sempre mas também com cuidado de entender que a gente não precisa saber tudo né Mas é para isso que a gente colabora Então como é que você componha uma equipe que não tem ninguém que tem essa noção ali não é que você vai ser a pessoa Talvez ou como é que a instituição não pensa isso então nos seus corpos ali de de trabalho de isso tem que est na mesa também e a mim
sendo bem e falando muito francamente em Primeira pessoa me dá muito mais tesão de de trabalhar esse lugar onde os onde os números encarnam eu sou essa pessoa mas eu preciso das evidências para dizer do impacto que aquele que aquele trabalho ali né então é isso então não dá para não é como essa coisa de Tecnológico e analógico parece que você tem que ser uma coisa ou outra né se você se vê mais analógico aquela pessoa que não deixa eu te ajudar que você não não calma deixa eu entender como é que Funciona que eu
que eu consigo Então eu acho que são essas construções binárias porque a gente é uma sociedade né uma construção binária para tudo que eh atrapalha tanto a nossa vida e a nossa felicidade eu acho que quando a gente mais quebra isso mais consegue romper essa construção a gente fica um pouco mais feliz maravilhoso galiana eh me pediram para ler o alguma coisa do do do chat Gisele Souza de São Paulo pergunta Quando falamos da falta de importância que a que a arte tem na sociedade precisamos pensar também o que nós enquanto arte educadores iremos fazer
para reverter Este quadro tô pensando boa sorte é eu queria fazer um comentário de que eh com eh funar retomada aí 52 milhões no mercado com a negociação que o ministério da cultura fez com o Banco do Brasil de 150 milhões eh com a lei Paulo Gustavo e a Lei aludir blanck eh com eh A o escoamento eh ainda que tardio dos planos plurianuais que ficaram repres no ministério da culturaa eh na antiga gestão eh nós nunca vimos tanto dinheiro na área cultural como que vai acontecer agora é isso eh traz algumas eh contradições porque
eh estamos preparados para isso né assim temos profissionais suficientes para tudo isso temos como escoar esta produção eh eh produtor es gestores Culturais e fazedores de arte tem eh considerado essa dimensão coletiva quando vão propor os seus projetos T pensado os seus projetos de forma encadeada eh de forma agregada eh pensando eh na no desenvolvimento das suas Áreas né de atuação eh quando alguém vai gravar um single ou ou jogar um single na rua ele tá pensando eh que também precisamos batalhar sobre uma melhor distribuição precisamos batalhar para que as plataformas de streaming dê E
concedam autoria de quem fez as músicas e e e publiquem as fichas técnicas quer dizer eh eu acho que eh Quis fazer esse comentário aqui um minuto ferrou então não vai dar nem para eu mandar para elas uma mesa que termina com a mediadora respondendo que ve chame mas eh eu quis muito fazer essa essa provocação e para fazer né Essa lembrança assim sim teremos recurso circulando precisamos nos Organizar precisamos dialogar precisamos pensar juntos essas estratégias e precisamos entender-nos como parte de um coletivo né quando a gente fala aqui nesse congresso em criatividade coletiva eu
gosto de falar da coletividade criativa né então e fica aí para essa essa reflexão agradecer muitíssimo as minhas colegas de mesa professora Cláudia Leitão eh galiana eh foi eh incrível assim tô saio daqui muito inspirada com muita vontade de fazer eh Eu quero dizer que do ponto de vista do do departamento Nacional do SESC a gente tem feito sim reflexões muito Profundas sobre o nosso papel eh nesse momento também de retomada de reconstrução como que a gente pode cada vez mais somar isso esforços eh porque reconhecemos a nossa força reconhecemos a nossa capilaridade e temos
um desejo enorme de contribuir eh pro fazer cultural desse país muito obrigada boa tarde a todos seguimos Junt que que é esse ah tem uma avaliação um QR [Música] code receu então avalia aí pessoal dá uma notinha para [Risadas] nós obgada prer coner de no nidade