Olá, querido irmão! A graça e a paz do Senhor Jesus sejam contigo hoje. Hoje, Dia dos Pais, quero parabenizar todos os pais que estão conectados nesta manhã. Que o Senhor te faça cumprir na sua vida a promessa lá do Salmo 127, que diz: "Herança do Senhor são os filhos, e o fruto do ventre é o Seu galardão." Então, o Senhor começa dizendo que os filhos, primeiro, são herança, ou seja, dádiva do céu. Você recebe sem merecer; você tem da parte de Deus como a graça comum a todos. Então, os filhos são herança do Senhor,
mas depois diz que eles se tornam galardão. Então, quando é que o filho se torna recompensa? Depois que ele cresce e se torna um homem adulto, abençoado, homem de Deus, que honra o seu pai. Então, nesse momento, o filho já não é só filho; ele é recompensa de Deus. Que o Senhor cumpra isso também na sua vida, que os filhos que você tem hoje, que são herança do Senhor, a seu tempo se tornem galardão do céu na sua vida. Amém! E que o Espírito de Deus te dê entendimento e sabedoria. Penso que todo homem, né,
todo pai foi escolhido por Deus para um propósito muito importante, muito, muito importante. Pastor, qual é esse propósito? É que nós precisamos conhecer a Deus como pai, mas para isso é importante termos um modelo, um protótipo humano aqui, terreno, limitado, porém, ainda assim, pai verdadeiro, de maneira que, nessa sua relação ou na nossa relação com nosso pai terreno, nós estabelecemos, sim, bases para um relacionamento muito mais elevado, muito mais profundo, com Deus, que é pai. Em outras palavras, nós tendemos a projetar em Deus a imagem de pai que tivemos. Então, quando Deus nos dá paz,
Deus está, na verdade, na sua graça, nos dando a oportunidade de termos alguma revelação a respeito dele, conhecê-lo. Aleluia! Então, nós, como pais, temos esta responsabilidade e grande privilégio de, simplesmente, através do nosso relacionamento com nosso filho, ensinarmos para ele o relacionamento dele com Deus. Aí você vai dizer: "Pastor, mas tem tantos pais, né, que são problemáticos, como é que a gente faz?" Bom, nenhum de nós está condenado a nunca se relacionar com Deus simplesmente porque também não tivemos pai ou o pai que tivemos foi um problema. Mas é claro que Deus é maior do
que isso. Você percebe como o diabo ataca a imagem do pai o tempo inteiro. Basta você observar nas histórias: quem que normalmente apronta na família é o pai. Quem que sai para comprar cigarro e nunca mais volta é o pai, né? Quem que, eventualmente, até troca a família por outra, abandona a mãe e os filhos e vai ter outra mulher? É o pai. Você não vê falar muito de mães abusadoras, ainda que isso exista também, mas você vê falar de pais abusadores, não é? Então, por que esse ataque tão grande? Porque o diabo quer impedir
que o homem se relacione com Deus, em última análise, como pai. É difícil realmente relacionar-se com o pai quando a imagem que você tem é de um homem abusador, embrutecido ou de um homem alcoolizado, caído, não é? Ou de um homem violento com quem você não consegue comunicar. Eu reconheço, tudo isso é difícil, mas, no meio de tudo isso, saiba que, ainda assim, a graça de Deus te alcança. Mas felizes são aqueles — eu diria que são a grande maioria — que tiveram pais normais. Esses são felizes! A vida deles, obviamente, teve graça e favor
de Deus. Mas, assim como ter pais problemáticos é difícil, ter pais bem-sucedidos também não é fácil. Você sabe, eu tive a enorme tristeza na minha vida — falo isso com profunda vergonha — de ter tido vergonha do meu pai. Veja como é que são as coisas, não é? Meu pai, infelizmente, quando eu era criança, ele era alcoólatra. Ele vivia, literalmente, quase todo o tempo alcoolizado, de manhã até à noite. Ele era separado da minha mãe por causa disso. Eu me lembro que ele ia à minha escola para me ver e era tão embaraçoso, porque os
colegas diziam: "Não, esse é o seu pai! Esse é o seu pai!" E eu me sentia envergonhado com aquilo. Veja como é triste, não é? Muito triste isso! E eu tive que superar isso na minha vida, não é? Tive que perdoar a mim mesmo por algo que eu achava abominável. Já achava isso na época, mas não conseguia resistir. Tive que converter meu coração ao meu pai. Mas você sabe que existem aqueles filhos que têm muita luta porque o pai é um sucesso. Você vê a história do Pelé. O Pelé teve um filho, e o filho
dele era goleiro. O que você acha que passava na cabeça desse filho? "Eu chuto bola para ser comparado com o meu pai, melhor jogador de todos os tempos." Então, em vez de chutar a bola, eu vou pegar com as mãos, eu vou ser goleiro. Veja como é que são as coisas, não é fácil! Então, todos nós passamos por lutas e dificuldades, até mesmo aqueles que têm pais normais. Outro dia, conversava com uma irmã que demorou muito a casar-se e ela, muito chateada com aquela situação, foi a um terapeuta, e o terapeuta disse para ela algo
muito interessante. Ele disse para ela: "Sabe qual é o seu problema? O seu problema é que o seu pai foi muito bom. Seu pai foi um homem extraordinário." E ela disse: "Filhas cujo pai é assim tão perfeito, tão maravilhoso, depois têm enorme dificuldade de achar um companheiro." Ela me contou isso e eu fiquei tão penalizado por ela, né? O que era bênção agora, então, era uma maldição, na verdade, disfarçada. Eu penso. Que não é óbvio que é muito melhor ter bons pais, mas é que existem aqueles que são tão bons, né, que a vida inteira
tentaram tanto ser perfeitos que produziram também um problema. Então, ser pai é difícil para todos os lados. Por isso, hoje eu quero liberar bênção na sua vida, independente de que tipo de pai você foi. Você pode, sim, ser hoje um pai segundo o coração de Deus. Essa é a graça do evangelho: seu passado pode e vai ser completamente apagado, e você pode ter, sim, um novo começo em Deus e também na sua casa, na sua família. Você pode, hoje, sim, vir a ser aquele homem de Deus que o Senhor sempre planejou para você, que sua
esposa e que os seus filhos pudessem também desfrutar. Que o Senhor te dê essa graça! Aleluia! Amém! Bom, hoje eu vou ministrar sobre os pais, né, no culto da nossa igreja aqui em Goiânia. Você está convidado a conectar-se conosco. Provavelmente, você não vai mesmo a uma igreja; possivelmente, hoje as igrejas vão estar bem vazias de manhã, pelo menos, porque vão estar com os pais. Aleluia! Sem condenação, mas aí na sua casa você pode conectar-se e pode participar conosco e ser abençoado. Tenho certeza que teremos uma reunião hoje abençoada, poderosa. Aleluia! Glória a Deus! Vamos continuar
aquilo que eu estava compartilhando na semana passada com você. Eu estava falando sobre o tribunal de Cristo, que está lá em 2 Coríntios 5:10, que será o julgamento dos crentes. Muitas pessoas, muitos pregadores da graça, não conseguem, de fato, entender nem aceitar a ideia de que crentes possam ser julgados, e, no entanto, essa é a verdade. Paulo diz: "Porque importa que todos nós, todos nós, compareçamos." Ele está, portanto, se incluindo. Então, vamos comparecer para prestarmos conta. Mas é preciso dizer para você o seguinte: o julgamento dos crentes não é para condenação. Por quê? Porque Romanos
8:1 diz que agora, pois, nenhuma condenação há, nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus. Então, sobre você não há condenação. Seus pecados foram apagados completamente, aniquilados pelo sangue de Jesus. Deles não há memória diante de Deus. Ok, mas, pastor, se o julgamento não é para condenação, então para que seria o julgamento? O julgamento, antes de tudo, é para galardão, recompensa ou disciplina, correção, repreensão. Esse julgamento vai acontecer por ocasião da volta do Senhor Jesus. Amém? É diferente do julgamento das nações e também é diferente do julgamento do grande trono branco, que eu
já ensinei para você aqui, tá bom? Mas lembra disso: você não sofre mais condenação. Por quê? Porque Cristo já levou todas as suas condenações, seu pecado, na cruz do Calvário. No entanto, a Bíblia fala que o Senhor espera de nós frutos. O Senhor Jesus disse lá em João, capítulo 15, que o ramo que estiver conectado, ligado a ele, vai produzir muito fruto. Então, o Senhor espera nossos frutos, e esses frutos vão ser checados e avaliados em algum momento. Que momento vai ser esse? No tribunal de Cristo. E eu disse para você, e é isso que
eu tenho falado aqui nos últimos três meses, que um crente salvo, redimido, justificado, pode viver como vencedor ou como derrotado. É claro que Cristo já venceu e, em Cristo, ele é mais do que vencedor, mas, infelizmente, é possível, sendo vencedor, viver como derrotado. Isso é uma coisa muito triste, mas, naquele dia, o Senhor vai nos avaliar ou vai avaliar as nossas obras. Então, imagina da seguinte maneira: eu dei o exemplo aqui do trabalhador da Samsung, né? Uma fábrica de celular. Então, imagine dessa maneira: você foi trazido para a fábrica, você foi colocado como um obreiro,
você trabalha agora aqui, ok? Sua vida não está mais em cheque; você é alguém que está contratado, mas o seu trabalho aqui vai ser avaliado. Aquilo que você produz, né? O celular que você montou vai ser avaliado para ver se está de acordo com o padrão, e isso pode resultar em recompensa ou pode resultar também em repreensão. Isso vai acontecer. Então, não é um julgamento seu; não é um julgamento do tribunal realmente, mas é uma avaliação. Diria que é um julgamento de casa, da casa, tá bom? Muito bem, o que pode levar um crente vencedor
a viver como derrotado? Eu falei que ia mencionar para você alguns tópicos. Eu falei com você três na semana passada, não é? E a primeira coisa que eu falei para você é que o crente que vive pela lei, tornando a graça sem efeito, ele vive como derrotado. Então, a primeira razão pela qual um crente pode vir a viver como derrotado é porque ele vive ou está vivendo pela lei. Quando nós vivemos pela lei, tornamos a graça sem efeito. Viver pela lei é viver pela justiça própria, confiando em sua própria obediência aos mandamentos de Deus, em
vez de crermos na justiça da fé, a justiça de Cristo, que nos foi dada na cruz do Calvário. Então, todo crente que ainda confia na justiça da sua própria obediência para se relacionar com Deus vive como um crente derrotado. Somente aqueles que recebem abundância da graça e o dom da justiça, ou seja, eles entendem e vivem pelo dom da justiça, podem reinar em vida. E, se nós não reinamos em vida, invariavelmente, vamos sofrer perda espiritual. Não é? Mas se reinamos hoje em vida, por meio da abundante graça e do dom da justiça, no final receberemos
a coroa, a recompensa, o prêmio da soberana vocação. Amém? O vencedor reina pela justiça. Pastor, você está querendo dizer que nós não devemos viver uma vida santa, correta, íntegra? Sim, claro que sim! Esse é o sinal de que você nasceu de novo. Você quer fazer a vontade de Deus, mas, sinceridade, só não basta. Tá me ouvindo? Você não pode, na sua própria obra, você não podia confiar nela para... Ser salvo não pode confiar agora para se santificar. Amém! Paulo disse lá em Gálatas 2:21: "Eu não anulo a graça de Deus." Ou seja, é possível um
crente anular a graça, sim, e continuar sendo crente, sem dúvida. Mas ele está vivendo um estilo de vida que a anula, tornando-a sem efeito. Como ele faz isso? Paulo explica: porque, se a justiça, ser justo, ser aceito diante de Deus, é por meio da lei, segue-se a conclusão óbvia: então, é que Cristo morreu em vão. Não precisava ter morrido. Se nós pudéssemos, pela lei, chegarmos ao padrão de Deus, obedecendo ao ponto de merecermos qualquer bênção do céu, então nós poderíamos ser salvos pela nossa própria obediência. No entanto, Paulo disse que isso é impossível. Se isso
fosse possível, significaria então que Cristo não precisava ter vindo, ou seja, ele teria morrido em vão. Ok, então não viva a sua vida confiando na sua própria obediência, confiando na sua justiça própria. Está me entendendo? O justo vive pela fé. Lá em Filipenses 3:9 diz: "E ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede da lei." É o que Paulo está dizendo: não há nenhum merecimento que procede da obediência aos mandamentos da lei, senão a justiça que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, que é baseada na fé. A segunda
razão que eu comentei com você na semana passada, segundo a qual um crente pode viver como derrotado, é que ele torna a graça de Deus vã. O que eu quero dizer com isso? Vamos ler 2 Coríntios 6:1. Paulo diz assim: "Nós, na qualidade de cooperadores com ele, também vos exortamos a que não recebais em vão a graça de Deus." É possível receber em vão? O que significa receber em vão? É ganhar uma grande riqueza, um grande suprimento, muitos dons, poder, habilidade, talento e não usá-los, não fazer nada com isso. Você recebeu um depósito muito grande,
mas não faz nada com isso. Paulo disse: "Eu não, eu recebi a graça e ela não foi vã na minha vida." Lá em 1 Coríntios 15:10, ele diz assim: "Mas pela graça de Deus sou o que sou." Nós não somos nada fora da graça de Deus. A graça que me foi concedida não se tornou vã. Ele está dizendo: por quê? Por que ela não tornou-se vã? Porque eu trabalhei. Ou seja, eu usei, eu produzi frutos. Muito mais do que todos eles, todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo. Não há ninguém insubstituível. Se você
não responder a Deus, Deus vai levantar outra pessoa. Mas todos nós temos a oportunidade de frutificar com a graça que recebemos. O Senhor nos mostra isso. Amém? Você crê nisso? Aleluia! E a terceira coisa que eu falei na semana passada para você foi que ignorar a graça de Deus é uma coisa muito séria. Então, os crentes hoje, no Novo Testamento, vão ter que passar pelo tribunal de Cristo. Por mais que você queira interpretar isso e falar outros sentidos, não tem como você negar. Está escrito. Mesmo que a gente não compreenda exatamente, e você às vezes
tenha dúvidas, não é nem dúvidas, você não saiba. Você sabe, alguém me mandou um videozinho essa semana de um pastor respondendo perguntas lá no Instagram. Você sabe, no Instagram sempre tem aquelas perguntas, e alguém então escreveu para ele: "Pastor, você tem alguma dúvida?" Eu gostei da resposta dele. Ele falou: "Olha, não tenho dúvidas, eu tenho ignorâncias." Ou seja, entendi perfeitamente. Ele disse: "Olha, não tenho dúvida de nada, eu creio em tudo que o evangelho diz, não tenho dúvida de nada a respeito do Senhor, a respeito da sua obra, a respeito do futuro da nossa esperança.
Não tenho dúvida de nada. Todavia, eu tenho ignorâncias." Ou seja, tem coisas que eu não sei. Então, isso não significa que você tem dúvida, significa só que você não sabe. Então, é normal que você não saiba uma série de coisas. Mas, mesmo que você não consiga explicar ou não compreenda completamente, sempre fique com aquilo que a palavra de Deus está dizendo. Amém? Então, é muito sério essa questão de ignorar a graça de Deus. Não ignore! Responda, viva de acordo com ela, viva de acordo com a sua nova natureza. A gente prega, às vezes, a graça,
e as pessoas vêm nos criticar. Qual é a crítica que a gente mais ouve? "Ah, vocês estão pregando essa graça, isso vai levar as pessoas à licenciosidade, a viverem uma vida errada, pecaminosa." Já ouviu isso? Mas isso é porque as pessoas não ouvem e não entendem toda a mensagem. Porque, se eu fosse resumir bem a mensagem, ela tem dois aspectos. O primeiro aspecto é que você foi totalmente perdoado. Você crê nisso? Totalmente perdoado! Todos os seus pecados, todos os seus pecados de toda a sua vida, foram cravados na cruz. Porque, lá na cruz, todos os
seus pecados eram pecados futuros que você não tinha cometido, porque nem tinham existido ainda. E, no entanto, Cristo Jesus já tinha pagado por eles. Já tinha pagado por eles, certo? Esse é o primeiro aspecto: o perdão. Se você ouve só sobre o perdão, aí as pessoas podem dizer: "Ah, pastor, muito bom! Se eu já estou perdoado, então o que me impede de continuar pecando, já que eu estou perdoado? O que me impede de continuar fazendo coisas erradas?" Então, essa é a questão que sempre fazem. É porque não entendem o segundo aspecto. Todas as vezes que
você crê no perdão, você experimenta o segundo aspecto: você nasce de novo, você tem um novo nascimento. Entendeu? Novo nascimento significa que a natureza de Deus, a própria vida de Cristo, entrou dentro de você. Antes, você tinha a natureza do pecado, a natureza do diabo. O seu velho homem era escravo do pecado, mas quando você creu no perdão da cruz, você nasceu de novo. Seu velho homem foi enterrado, e agora esse novo homem que vive em você não é mais escravo do pecado; ele tem a natureza de Deus. E hoje, tudo que você tem a
fazer é andar de acordo com a sua natureza, com a sua nova natureza. Entendeu? Qual que é o problema, pastor? O que as pessoas dizem, pastor? Como é que eu vou andar de acordo com a minha natureza? Não, você vai andar de acordo com o seu coração. Ah, pastor, a Bíblia fala que o coração é terrivelmente corrupto. Sim, lá no Velho Testamento diz que ele é corrupto, mas agora, no Novo, você ganhou um novo coração. Por que Deus te daria um novo coração corrupto? Então, eu vou te falar exatamente o contrário do que muitos ensinam
por aí. Eu vou te dizer honestamente: siga o coração, porque o Espírito Santo vai falar com você no seu coração. Tá entendendo o que eu tô dizendo? Você vai ser capaz de ouvir, e no seu coração é que se manifesta a sua nova natureza. Então, veja bem: antes de você receber o perdão dos pecados, você era escravo do pecado. Tudo o que você queria fazer era pecar, e você pecava e não sentia nenhum mal a respeito daquilo, porque era algo que lhe era próprio da sua natureza. Mas agora que você nasceu de novo, você não
consegue mais viver no pecado. Quando você peca, você sente profundo mal-estar, uma angústia; você tem que corrigir aquilo. Então, o caminho da santidade é simplesmente não contrariar a natureza em você. Você sabe que, se você pecar, depois vai sentir muito mal, então fuja do pecado. Tá compreendendo? O ímpio fica amargurado e se enche de ódio. Fica em paz, por quê? Porque ele acha que o outro merece. Um crente, agora, não é escravo do pecado; ele é escravo da justiça. Ele pode até ficar magoado, mas não consegue ficar muito tempo; ele tem que resolver, porque sente
mal. Algo dentro dele o impele a resolver aquela questão. É o sinal de que ele nasceu de novo, entendeu? Então, a graça de Deus nos leva a viver em santidade e não a viver em pecado, como algumas pessoas ensinam. Tá entendendo o que eu tô dizendo? Muito bem. Mas essa nova natureza também me impele a fazer boas obras. E aqui está a quarta razão pela qual os crentes serão julgados: por causa das suas obras. Não obras do pecado, porque essa você já está perdoado. Mas aquelas obras que você faz que não são boas. Em Efésios
2, verso 8, diz assim: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; isto não vem de vós, é dom de Deus." Então, nós somos salvos pela graça. Aí o verso 9 diz: "Não é pelas obras." Você não é salvo pelas obras, é pela graça, mediante a fé. Mas o verso 10 diz, quase ninguém leu: "Porque nós, agora, depois que somos salvos, somos feitos feitura dele." Ou seja, somos filhos; nascemos de novo, somos criados em Cristo Jesus para quê? Para boas obras, que Deus já preparou de antemão para que você possa andar nelas. Tá me ouvindo?
Então, a palavra de Deus diz claramente que você é salvo pela graça. Não existe nenhuma obra envolvida nisso; você recebe unicamente pela graça ou pela fé. Não é graça mediante a fé. Mas o verso 10 acrescenta que, uma vez que você é salvo, ou seja, você aceita a graça pela fé, você então é feito nova criatura. A expressão usada no verso 10 é "feitura dele." E você agora nasceu de novo para boas obras. Veja, você não foi salvo pelas boas obras, não; você foi salvo para... Então, essas duas preposições são muito, muito importantes, entendeu? Nós
somos salvos pela graça, pela fé; não somos salvos pelas obras. Mas depois que somos salvos, nós somos salvos para as boas obras. Isso significa que a graça de Deus, operando em nós, vai produzir boas obras. Tá me entendendo? Essas boas obras são diferentes das obras mortas. O que são obras mortas? Está lá em Hebreus, capítulo 6, verso 1. O autor de Hebreus diz que precisamos nos arrepender de obras mortas. Diz assim: "Por isso, pondo de parte os princípios elementares da doutrina de Cristo, deixemo-nos levar para o que é perfeito, não lançando de novo a base
do arrependimento de obras mortas." Obras mortas é o oposto de boas obras, ok? Isso também vai ser avaliado. Deus não aceita obras mortas; Deus só aceita boas obras. O único problema é que uma mesma obra, aos nossos olhos, pode ser considerada boa, mas aos olhos de Deus, pode ser chamada de obra morta. Quando uma obra é boa e quando uma obra é obra morta? Então, vamos pensar: antes de você se converter, você fazia boas obras, né? Que você achava que eram boas. Porque, por meio delas, você queria receber favor do céu; você queria receber salvação,
bênção de Deus. Por isso, você fazia boas obras, não é verdade? Só que o autor de Hebreus diz que isso são obras mortas e você tem que se arrepender delas. Veja, não é que elas, de si mesmas, não são pecaminosas. O que eu estava fazendo? Eu estava dando comida para o faminto, remédio para o doente, abrigo para os sem-teto. Então, eu estava fazendo coisas boas. Mas por quê? As fazia para ter algo de Deus como moeda. Deus chama de obras mortas. Eu tenho que arrepender delas. O que é arrepender? Mudar minha mente. Arrependimento é metanoia,
mudança de mente. Tem que mudar sua mente. Qual é a mudança de mente? Essas obras não podem me salvar, eu só posso ser salvo pela obra de Cristo na cruz do Calvário. Muito bem, aí você então creu, você foi salvo. Salvo por quê? Porque abandonou aquelas obras mortas e creu na graça do Senhor. E agora você é salvo. Qual é o problema de muitos crentes depois de salvos? Eles voltam a praticar obras mortas. Como eles praticam obras mortas? Do mesmo jeito que, antes de se converterem, faziam obras para merecer a salvação. Agora, depois de crentes,
continuam fazendo as suas obras para merecer o favor de Deus, para merecer bênção do céu, para merecer a ação de Deus na sua vida. Às vezes, uma cura, uma prosperidade. Aí, eles pegam e fazem essas obras como moeda, como barganha. É a mesma coisa que antes de se converter. A diferença é só no que eles querem comprar: antes, queriam comprar a salvação; agora, querem comprar a bênção. Mas acham que o princípio é o mesmo. A Bíblia chama isso de obras mortas. Tá entendendo o que eu tô dizendo? Então, muitas pessoas lideram na igreja, muitas pessoas
entregam seu dízimo; elas fazem tudo isso como barganha. E aí, é obra morta. Mas essas mesmas obras podem ser chamadas de boas obras. Quando é que essas mesmas obras são boas obras? É muito simples: quando você não faz para merecer, mas faz porque entende que recebeu muito já sem merecer. Você teve muito favor na sua vida; o amor de Deus te alcançou, você tem provado de muita graça de Deus. E aí você fala: "Como é que eu posso ser bênção também?" Ah, já sei, eu vou contribuir para que a obra de Deus cresça. Eu quero
ver mais gente abençoada. Não, eu quero abençoar aquele pastor! Aquele pastor abençoou tanto a minha vida. Por meio dele, eu fui salvo; eu quero abençoar o ministério dele. Você vê, é a mesma coisa que esse aqui tá fazendo, mas como ele tá fazendo como barganha, Deus chama de obras mortas. Esse outro tá fazendo a mesma coisa, mas ele não tá fazendo como barganha; ele tá fazendo como gratidão, como expressão de vida por amor. A Bíblia chama isso de boas obras. Então, você vê, essas obras vão ter que ser avaliadas algum dia. Que dia vai ser
isso? No tribunal de Cristo, o Senhor vai avaliar a obra de cada um. Hoje, nós não somos autorizados a avaliar a obra de ninguém; não conhecemos o coração de ninguém, tá bom? Eu não tenho poder para dizer se alguém tá fazendo boa obra ou obra morta. Eu tenho apenas que advertir que é possível que seja uma das duas coisas, tá me entendendo? E nós então seremos julgados naquele dia para avaliar que tipo de obra é essa. Quinto, para você entender melhor ainda, eu falei sobre isso, né? Eu falei sobre isso no começo da mentoria. Lá
em 1 Coríntios 3, verso 13, Paulo disse que as nossas obras podem ser de madeira, palha e feno, ou ouro, prata e pedras preciosas. Olha o que diz: contudo, se o que alguém edifica sobre o fundamento... Preste atenção, o fundamento é Cristo. Vamos ler o verso anterior. Olha o que diz: ninguém pode lançar outro fundamento além do que já foi colocado. Quem colocou? Quem colocou foram os apóstolos. E que fundamento é esse? Jesus Cristo. Ele é o fundamento, ele é a base, ele é a pedra sobre a qual nós edificamos nossas obras. Aí, Paulo continua
dizendo: Contudo, se o que alguém edifica sobre o fundamento... Então, veja bem, se alguém tá edificando fora do fundamento, nem entra aqui nesse julgamento, porque se ele não tá no fundamento, que é Cristo, ele nunca nasceu de novo; ele não tá no fundamento, a vida dele ainda tá lá na areia, ele não tá edificado na rocha. Tá me ouvindo? Então, Deus não vai colocá-lo nesse tribunal aqui; o dele é outro. Então, aqui é só para aqueles que estão edificando no fundamento Cristo. Tá bom? Então, mas ainda assim, tem que avaliar, porque em cima do fundamento
você pode edificar com ouro, prata, pedras preciosas, ou pode edificar com madeira, feno e palha. Manifesta-se, tornará a obra de cada um. É obra, não é pecado. Ah, o pecado vai se manifestar; esse julgamento não é julgamento do pecado, porque o nosso pecado já foi julgado. Aqui, o que vai ser colocado em questão não é o pecado, mas se as obras são boas obras ou obras mortas. É se as obras são ouro, prata e pedras preciosas, ou se são madeira, palha e feno. A obra é aquilo que você fez para Deus. Você fez com a
intenção de agradar a Deus. Alguns fazem como barganha, outros fazem por amor, mas estão fazendo. E se alguém pergunta por que estão fazendo, todos dirão que estão fazendo para Deus. Mas essas obras serão avaliadas. Amém? Quando? O dia demonstrará. O dia vai ter um dia. Tem um dia. Alguns dizem: "Pastor, esse dia aqui não seria o dia da crise? Não seria o dia da dificuldade?" Olha, felizes são esses que passam pelo dia da crise e caem em si e recebem revelação, entendimento do que tá acontecendo. Esses são felizes, mas se não recebem entendimento aqui, nesse
dia haverá um dia especial, específico, chamado dia do tribunal de Cristo. Por quê? Porque está sendo revelada pelo fogo, e qual seja a obra de cada um, o próprio fogo provará. O teste são os olhos do Senhor. Apocalipse diz que os olhos do Senhor são como chamas de fogo. Dia, os olhos do Senhor serão colocados sobre as nossas obras. E qual é a grande diferença? Ouro e Prata, quando passam pelo fogo, se tornam mais puros; o diamante nem é tocado pelo fogo. Ok, mas madeira, palha e feno, diante do fogo, desaparecem. Desaparecem se permanecer a
obra depois desse olhar que perscruta, que vê, mas que também é fogo. Se permanecer a obra que foi edificada no fundamento, sobre o fundamento, esse então vai receber galardão. Se a obra de alguém se queimar, se for madeira, palha e feno, vai sofrer ele prejuízo. Qual é o prejuízo? Vai pro inferno? Não. O prejuízo é que todo o trabalho que ele teve aqui se perdeu; todo o trabalho, tudo aquilo que ele fez, entre aspas, para Deus se perdeu porque não foi aprovado, não estava de acordo com o padrão de qualidade, não podia ganhar um selo
celestial de qualidade. Mas esse será salvo. Por que ele é salvo? Porque o julgamento aqui não tem nada a ver com o pecado. Você é perdoado, só depois de perdoado é que você está no fundamento, e só estando no fundamento é que você pode edificar algo para Deus. Mas mesmo estando no fundamento e fazendo para Deus, ainda há dois tipos de obras: Ok, boas obras e obras mortas, ou, para usar uma outra expressão, ouro, prata, pedras preciosas ou madeira, palha e feno. Continue, o verso seguinte: "Não sabeis que sois santuário de Deus e que o
Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá, porque o santuário de Deus que sois vós é sagrado." Então você vê, você tem aqui três tipos de pessoas. Você tem uma que está edificando com ouro, prata e pedras preciosas; você tem outra que está edificando com madeira, palha e feno, mas você tem uma terceira que nem está edificando: ele está demolindo, destruindo o que está feito, destruindo o que está feito. Pelo contexto aqui de 1 Coríntios, a gente sabe que ele está destruindo pela divisão, preferência pessoal da carne,
então ele está destruindo, causando dano à casa de Deus. Então, tem crentes que causam dano, prejuízo para a casa de Deus. Tem também isso; isso vai ser julgado naquele dia. "Por quê, pastor? Isso não é pecado?" Sim, claro que é pecado. Mas tem gente que faz isso achando que está tributando glória a Deus. Tem gente que faz isso em nome, entre aspas, de um certo zelo; ou seja, ele faz para Deus, ele destrói para Deus. "Tá bom, não destrua nada. Não seja parte de demolição alguma. Não cabe a você avaliar a obra de ninguém e
decidir o que permanece ou não." Enquanto estamos aqui, todos podem edificar livremente. Naquele dia, tudo vai ser avaliado, mas muitos nos achamos no direito de sair por aí avaliando a obra de todo mundo. Eu não avalio a obra de ninguém, avalio a minha própria, porque eu quero ter certeza de que estou edificando de acordo com o padrão de Deus, que na minha vida a graça de Deus não é vã e estou edificando boas obras na presença dele, boas obras para as quais eu fui criado. Amém, muito bem! Então, existe uma diferença, então, entre salvação e
reino. Porque você está vendo aqui em 1 Coríntios 3 a descrição do galardão que vai ser dado no reino, e esse galardão depende do quê? De obras. Se ela é ouro, prata, pedras preciosas ou madeira, palha e feno. O que diferencia essas obras é muito simples, né? Primeiro, é a natureza: madeira, palha e feno na Bíblia sempre apontam para carne. O homem é como flor, como a erva que hoje existe, amanhã já passou. Não é verdade? A madeira simboliza o homem; o homem, mesmo sendo homem, tem níveis de consistência. Aqueles que vivem pela força do
homem podem até dizer que são madeira; aqueles que vivem pela vontade do homem, são palha; e aqueles que vivem pela emoção são feno, é menos ainda. Tá me entendendo? Então, a natureza é diferente. A segunda coisa, você vê que o peso é diferente: madeira, palha e feno têm um peso, ouro e prata têm outro peso. Na Bíblia, peso é glória; se não há glória, Deus não aceita. Outra característica: preço. Madeira, palha e feno são baratos; ouro, prata e pedras preciosas custam caro. Outra diferença: madeira, palha e feno fazem muito volume; parece que é muito grande.
Ouro, prata e pedras preciosas podem ser até pequenos, mas têm muito mais valor; têm muito mais valor. Agora, o valor é diante de Deus. Entendeu? Então, Deus quer ver as nossas obras. Mas lembre-se do seguinte: mesmo as nossas obras devem ser feitas pela graça, não no nosso braço, não na nossa força. Então, é muita graça participar da obra de Deus, mas lembra disso: ela só é aceita na dependência completa do Senhor. Dependência completa do Senhor. Quando é feito na dependência do Senhor, aí vai ser obra de Deus. É muito interessante que, assim como Deus é
triúno, Paulo diz que as obras são de três tipos, não é verdade? O ouro é a justiça, aponta para Deus Pai; a prata é a redenção, é o resultado da obra do perdão, aponta para Cristo; pedras preciosas é a obra do Espírito Santo em nós, em que Ele nos transforma. Ok? Então, você vai ver que a obra genuína é feita completamente em Deus. Eu sou justo pela fé, eu fui redimido e perdoado pela prata e hoje, pelo Espírito de Deus, a cada dia sou transformado de glória em glória. Essa é a obra que Deus aceita.
Essa obra será testada pelo fogo, como nós vimos aqui. Ok, o fogo, quando tocar na madeira, palha e feno, vamos ver que não têm valor nenhum. Agora, aqui, aquilo que suportar o fogo vai ser recompensado. Deus, então, no tribunal de Cristo, todas as nossas obras serão manifestas. Deus não pergunta: "Quão grande é o edifício que você está construindo?", mas Ele está muito interessado em saber qual material você está usando. Então, a salvação não depende do que nós fazemos sobre o fundamento que é Cristo; a salvação é apenas estar ou não no fundamento. O fundamento é
Cristo. E se nós estamos no fundamento que é Cristo, nós já estamos nele, já somos salvos. Mas o fato de estarmos no fundamento e sermos salvos não é garantia de que receberemos o galardão. É preciso ainda que a nossa obra seja avaliada; a recompensa será dada por causa da obra. Então, veja bem: a salvação é pela fé, é pela graça, mas a recompensa depende de não tornarmos essa graça vã, de manifestar obras, obras que sejam ouro, prata e pedras preciosas. Está me entendendo? Então, a Bíblia mostra claramente que a salvação é pela fé, e a
recompensa depende de obras. Você tem tido obras? Entendeu? É importante que haja trabalho, como diz Paulo, para que a graça não seja vã na sua vida. Então, as nossas obras têm que ser fruto também dessa graça, não fruto da carne, do nosso próprio esforço. Então, veja: essa é a graça de Deus. Não é a obra que Ele vai recompensar; é aquela que Ele nos mandou fazer. Depois, Ele mesmo nos deu força para fazer. Por fim, Ele mesmo fez no nosso lugar e depois vai nos recompensar por algo que foi Ele mesmo que fez através de
nós. Não é isso? É incompreensível aos olhos naturais, mas isso é graça. Então, Deus só quer saber naquele dia: fui eu quem fiz ou foi você? Se foi você, não tem espaço. Deus só aceita aquilo que Cristo faz. Entendeu? O que Cristo faz agora se manifesta na nossa vida por meio de obras. E essas obras têm que se manifestar na sua vida. Por último, encerrando nosso tempo, uma coisa que vai ser avaliada e que também caracteriza a diferença entre o vencedor e um derrotado é se ele permanece ou não na graça. Permanecer na graça é
algo absolutamente vital. Está me entendendo? Quando nós decaímos, nós sofremos perda, porque quando você decai da graça, que é elevada, você volta para a lei, que é inferior, e quando você volta a viver na lei, você volta de novo a estar sujeito a maldições, maldições das quais você já foi liberto, porque Cristo se tornou maldição no nosso lugar. Então, deixar de permanecer no Senhor e no Seu amor é algo muito sério. Na palavra, lá em João 15, verso 6, Jesus disse: "Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará."
Quantos crentes secos você não vê ao seu redor? Igrejas secas, porque não permanecem no Senhor. Amém? Então, permaneça na graça, permaneça no amor de Deus e ministra graça aos outros. Não é verdade? Quando nós tratamos, quando nós recebemos graça, nós tratamos uns aos outros também de forma graciosa. Aquele que recebe graça sempre é gracioso. Quando temos graça, somos perdoados. Amém? Vou encerrar falando isso para você: você sabe, lá em 2 Timóteo, capítulo 4, verso 14, Paulo diz assim: "Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males; o Senhor lhe dará paga segundo as suas obras." Olha que coisa
séria! Alexandre, o latoeiro, causou muitos males; o Senhor lhe dará paga. Ao dia da paga, tu guarda-te também dele, porque resistiu fortemente às nossas palavras. Ok? Isso você tá vendo no verso 14. Paulo tá dizendo: "Olha, não vamos esquecer o que esse cara fez. Esse Alexandre, o latoeiro, fez algo muito sério." Ok? Então isso vai ter paga. Não é interessante? Porque Jesus, na cruz, falou o quê a respeito daquelas pessoas? "Pai, perdoa-lhes, não sabem o que fazem." Estevão, lá em Atos, capítulo 7, ele também falou o quê? "Pai, não lhes imputes esse pecado." E aí
você fala: "Mas pera aí! Jesus e Estevão manifestaram graça enorme no meio de uma situação ruim." E aqui Alexandre, o latoeiro, causou muitos males para Paulo, mas Paulo não falou: "Deus, perdoa ele, não sabe o que faz." Ele não disse: "Senhor, não impute a ele esse pecado." Não disse isso. Ele falou o quê? "Vai ter paga." No entanto, você pode estar achando que Paulo não praticou aqui a graça. Não é isso! Vou te ensinar a diferença agora. Olha o verso 16, 2 Timóteo 4, verso 16: "Na minha primeira defesa, ninguém foi a meu favor; antes,
todos me abandonaram; que isto não lhe seja posto em conta." Olha que interessante! No verso 14, esse Alexandre, o latoeiro, ele não fez um mal contra Paulo; ele resistiu à palavra, resistiu à pregação do evangelho, ele tentou impedir que as pessoas ouvissem o evangelho, ele causou males à igreja. E Paulo falou o quê? "Isso vai ter paga porque não é contra Paulo, é contra o evangelho, é contra Cristo." Mas aí, no verso 16, Paulo diz: "Agora eu estava lá na minha defesa, mas ninguém ficou do meu lado, ninguém quis me defender." Aí Paulo tá falando
de si mesmo. Qual foi a postura de Paulo? "Que isto não lhe seja posto em conta." Então isso aqui estabelece um princípio claro na palavra de Deus: quando o ataque é contra nós, nós perdoamos incondicionalmente. Mas quando o ataque é contra o evangelho, Deus vai dar a paga. Que o Senhor nos dê graça hoje para sermos encontrados fiéis na presença do Senhor e que as nossas obras sejam aprovadas, ainda que alguns crentes nem obras tenham, não fazem nada a não ser para si mesmos. Todos os dias se levantam e trabalham para eles mesmos. Aleluia! Quem
não tem obra, naquele dia, não sei que vai ser o julgamento, né? Ele não tem nem... "Ouro, nem prata, nem pedra preciosa; também não tem madeira, palha e feno. Não tem nada. Há outros que estão fazendo, mas fazem confiados na carne, fazem barganha com Deus. Isso é obra morta. Depois, nós temos o terceiro tipo: aqueles que estão fazendo, descansando na graça de Deus. Aleluia! Vamos lá, tem alguma pergunta hoje? Poxa, falei muito! Puxa a vida! Ah, Janine! Olá, Janine! Bom dia! Como vai? Bom dia, pastor! Eu só queria fazer duas perguntas para o senhor. Espera
só um minutinho, deixa eu aumentar o volume aqui. Só um minutinho. Pronto, pode falar. Só para o senhor, por favor, repetir que as obras também são trias, né? Que o ouro é a justiça, a prata é o perdão, e as pedras preciosas... eu perdi! É a obra de transformação do Espírito Santo. Vou te explicar com mais detalhe para você compreender o que é o ouro. Ouro é a glória de Deus. A glória de Deus nos é dada em Cristo, como na sua justiça. Você foi justificada pela fé; você agora é totalmente justa diante de Deus,
tão justa quanto. Porque a sua justiça é a de Cristo. Isso aponta para o Pai. Cristo, Cristo é o nosso Redentor. Redimir algo é comprar, e naquela época, as moedas eram feitas de prata. Então, a prata na Bíblia sempre aponta para redenção. Redenção é só uma outra palavrinha para perdão. O segundo tipo de obra é baseado no perdão. Quando você crê que é justa e quando você crê que é perdoada, você está da maneira certa. E a terceira coisa é a obra do Espírito Santo, que é resultado de transformação. Isso não, obviamente, não é no
seu braço, não é na sua força. Você tem apenas que contemplar, encher-se, né? Receber o batismo, viver cheia do Espírito. Quando você vive assim, você é transformada de glória em glória. Por que o diamante é a transformação? Vou te dar uma ilustração, porque não sei se você sabe disso. Não sei se você já viu também, carvão mineral. Carvão mineral é usado para esquentar caldeiras, né, e termoelétricas. Ele é preto, igual ao carvão da churrasqueira. Mas é uma coisa interessante: ele tem exatamente a mesma composição do diamante. Exatamente! Mas olhando para eles, parecem ter uma natureza
totalmente diferente. O que aconteceu? Quando o carvão é submetido a uma alta pressão e uma grande temperatura, ele se transforma em diamante. Tanto o carvão quanto o diamante são carbono. Carbono, só isso! Só que o diamante é o carvão que passou pela prova, que passou pelo teste e saiu do outro lado transformado. Te ajudei? Sim, só mais uma perguntinha. Em 1 Coríntios 3:15, o senhor fala assim, né? 'Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano, mas esse mesmo será salvo; todavia, como que através do fogo.' O que é isso? Como que através do
fogo ele foi salvo? Mas o fogo produziu um prejuízo na obra dele, né? Ele foi salvo, mas o fogo deixou de fora as obras dele. Por isso que diz que foi salvo como que através do fogo. Entendeu? Não significa que o fogo... Aí, o que é? O fogo que testou a obra, mas ele mesmo... o fogo não toca, você percebe? Isso, o que Paulo está dizendo é que esse fogo não tem poder de tocar em você mais, porque você também é fogo. Ah, tá, tá! O fogo não tem poder de tocar. Tá bom, mas ele
toca na sua obra, naquilo que você fez, tá bom? Ou está fazendo na obra, mas não, tá bom. Ok, muito obrigada! Deus abençoe! Janine, t. R. Bom dia! T, como vai? Tudo bem? Bom dia, querido pastor! Tudo bom? Feliz Dia dos Pais! Que o Senhor tem filhos naturais e inúmeros espirituais. Que a sua fé jamais se desfaleça e que o Senhor nunca se esqueça do primeiro amor. Amém! Bom, vou fazer a minha pergunta. O senhor falou que avalia as suas obras como... o senhor as avalia? Na intenção do coração, existem termômetros que a gente consegue
avaliar as nossas obras? O que a gente está fazendo? Então, tudo isso que você está falando... você vai avaliar. Primeira coisa: isso que estou fazendo é para mim ou para Deus? Essa é a primeira coisa que eu pergunto para mim mesmo, entende? Estou continuando fazendo para mim ou para o Senhor? Porque eu vou ser testado nisso. Tem gente que faz para si. Tem gente que é pastor para si. Tem gente que tem igreja e acha que a igreja é dele, inclusive. Pertence a ele, entendeu? Então, a primeira coisa é isso. Ou seja, motivos são, sim,
importantes. Segundo: estou fazendo isso no meu braço ou pelo Espírito? É a minha força ou a força de Deus? O que está sustentando isso aqui, sou eu mesmo ou é o Senhor? Isso também é importante. Terceiro: estou fazendo isso como barganha? É uma moeda? Eu quero trocar com Deus ou estou fazendo isso porque eu fui amado? Estou fazendo por causa do Senhor? Porque a obra dele é tão maravilhosa que eu não posso deixá-la escondida. A obra que Cristo fez é tão extraordinária. Como é que eu posso me calar? Quero que a obra dele seja conhecida,
porque eu não quero que ela tenha sido em vão. Quanto mais gente ouve, mais Ele é glorificado. Então, eu quero falar, entendeu? Quer dizer, você está avaliando. Você deveria se avaliar. É porque, eu já preguei aqui, você já deve ter me ouvido dizendo que você não deve se condenar. Isso é verdade! Você não deve ficar se condenando. Mas isso não significa que você não pode se avaliar, avaliar-se sem se condenar." É maturidade, né? Eu tô vendo que eu não tô sendo um bom pai; vou melhorar nisso aí. Mas aleluia, eu sou pai, sou filho e
sou amado. Mas eu vou melhorar isso aqui. Ah, eu acho que não tô sendo o marido que poderia ser. Eu acho que eu posso melhorar com a minha esposa. Eu vou comprar um presente para ela. Então eu tô me avaliando. Essa avaliação é boa porque ela não procede de um coração condenado. Ela não procede de alguém que tá tentando chegar no céu ou chegar para Deus; ela procede de alguém que já está no céu, já está em Cristo. E ele fala: preciso te expressar mais Cristo. Aleluia! Eu vou sair, vou abençoar minha esposa. Isso pode
ser feito em qualquer área. Ah, tô achando que eu preciso contribuir mais com a obra. Eu acho que Deus tem me dado tanto dinheiro, vou dar um... vou dar pro Senhor também. Isso é avaliar-se. Deus abençoa. Isso é quando é feito da postura certa. Agora, tem gente que fica: Ah, meu Deus, como é que eu faço para ser abençoado? Eu acho que eu deveria dar para Deus me dar de volta. Aí já virou barganha. Entende? Você vê que as coisas são sutis. Pastor, existe a possibilidade de você não saber toda a realidade da sua obra?
Sim, existe. Por isso, você tem que orar todos os dias: Senhor, livra-me, livra-me, ó Deus, de fazer algo que esteja fora, desalinhado com o teu propósito. Eu não quero nunca chegar naquele dia e sofrer perda, prejuízo. Tem algo pior. Não sei quantos anos você tem; você tem uma cara de ser novinha, mas imagina você... Eu tenho 34 anos que tô trabalhando na igreja com dedicação exclusiva. Eu só faço isso, eu só prego, ensino, aconselho, disciplulo, escrevo. É só isso que eu faço há 34 anos. Agora, imagina eu chegar naquele dia e o Senhor falar: "Infelizmente,
você fez muito, mas foi só palha". Aí imagina, vai ter muito ranger de dente. Mas você vai falar: "Meu Deus, eu perdi minha vida, perdi minha vida sofrendo no ministério". Que ministério não é fácil! Então, eu não quero perder minha vida, meu tempo. Eu quero, naquele dia, receber a recompensa. Então, essa oração é boa diante de Deus. O Senhor te dê sabedoria, não sei se te ajudei. Amém! Obrigada. Você tem costume de se avaliar? Mas você se avalia para se condenar? Ou você é uma filha que se avalia porque sabe que é filha e é
amada? Não se condene, tá me ouvindo? Não há condenação na sua vida, nem quando você erra de todo jeito. Não há condenação. Você sempre vai ouvir o Pai dizendo: "Nem eu te condeno, nem eu te condeno". Então, não se condene. Mas você sabe que aquilo tá fora para mudar, avança. O Senhor vai te abençoar e vai te recompensar. Amém? Deus abençoe, querida! Ah, Levison, bom dia! Levison, tem que ativar o microfone. Levon, não tô te ouvindo ainda, me ouve agora? Pastor, agora tô te ouvindo! Olha aí, que maravilha! Raz, pastor! Raz, tudo bem com você?
Graças a Deus, tudo bem. Na verdade, eu passei só para desejar um feliz Dia dos Pais. Agradeço, gente! Ah, tô aqui com meu filho. Vem cá, meu filho! Tô aqui com meu filho, ele tá preparando o café do Dia dos Pais para mim. Eita, isso que é bom ter um filho abençoado, hein? Aí a gente passou aqui para desejar ao senhor esse feliz Dia dos Pais, que a bênção continue sobre a sua vida. E eu achei interessante o senhor falar tanto tempo no evangelho, né? E só faz escrever. Não, isso não! Não, não! Eu tô
34 anos no evangelho. No evangelho, eu estou há 42. Mas como pastor, são 34. Então, e o senhor falou com tanta simplicidade, tá só pastoreando, ensinando, escrevendo. Quer dizer, é muita coisa assim. Pois é, mas você sabe... Tudo isso pode ser só palha. É verdade, eu não quero que seja, e não será! Quero que esteja alinhado com o evangelho. Tudo que não tá alinhado com o evangelho, tudo que não centraliza Cristo, não vai entrar lá; não vai entrar. Então, é preciso fazer da maneira de Deus, claro, com temor, mas também com alegria para Ele. Esses
34 anos que já quis parar muitas vezes, mas graças a Deus o Senhor tem me encorajado e continuará me encorajando, pastor. Glória do Senhor! Amém! Amém! Muito obrigado, Leon! Deus abençoe, querido! Deus abençoe o senhor, irmão. Já completou uma hora; eu não quero que passe de uma hora, porque depois ninguém assiste quando fica muito longo. Eu quero dizer para você que nós vamos começar a nossa mentoria, que eu quero compartilhar de maneira didática o evangelho da graça com você, tá bom? Eu ainda não defini a data, ainda, porque nós vamos ter o nosso jejum do
segundo semestre começando no dia 2 de outubro. 2 de outubro, entendeu? Coloca na sua agenda para você participar comigo também. E aí eu penso que depois do jejum, eu vou começar essa mentoria. Quero também que você coloque na sua agenda que, no final de outubro, tá bom? Tô me organizando aqui e eu tô com muito encargo de fazer essa mentoria. Acho que vai ser a melhor que eu já fiz nesses 34 anos de ministério. Amém! Deus abençoe você e até domingo que vem!