Aquela pessoa que chega numa crise existencial de identidade, qual que é a chave para ela pensar bem? Muito da angústia existencial que surge quando a pessoa não sabe o que fazer da vida advém do fato de que elas não têm essa âncora a que eu me referi desde o começo. [Música] Você vai convencer o teu filho que uma vidinha arroz com feijão vai diminuir o Risco e aí você também vai sofrer menos. debocharam do meu pai e o meu pai se magoou e eu não tive força para sair em defesa do meu pai naquele momento,
até porque eu só poderia fazer falando bem de mim e quem fala bem de si joga no lixo o seu esforço. Só que eu nunca tinha entendido uma coisa que você disse agora, que é autoconfiança. Ninguém nasce com ela. Alguém precisa te passar ela. Senta aí agora. Presta atenção. A partir De agora, muitas pessoas se inspiram em você. Vê bem com quem você anda, vê bem o que você faz. >> Essa é a paternidade de que precisamos. Porque se é para tirar foto com o vencedor, aí não precisa de amor de pai, não precisa de
amor de mãe. Qualquer tribusteiro interesseiro tem interesse em se deixar fotografar com quem já deu certo. >> Caraca, >> a gente precisa de gente apostando em Quem não deu certo ainda. E hoje eu, chancelado por todos os diplomas, passo a minha vida ensinando uma sabedoria de alguém que não tinha diploma nenhum. Antes da gente começar o episódio de hoje, eu quero te contar uma história. Há um tempão, eu e mais três amigos saímos de Santos para assistir um festival gigante em São Paulo. Eu gosto muito de música, de todo contexto e de estilo musical. Então
a gente veio Animado pro show, mas aí bateu aquela dúvida, onde a gente vai ficar. A gente optou por um Airbnb, foi muito mais fácil e simples do que eu imaginava. A gente chegou, se arrumou e foi direto pro festival. Depois a gente voltou pro apartamento, descansamos e relaxamos. No dia seguinte a gente voltou para Santos Renovados e o festival, showzaço. Tinha sertanejo, pagode, rock, tudo lotado, energia lá em cima. Estar no Airbnb com os meus amigos fez toda a diferença. Por Isso eu quero te contar uma coisa. O Airbnb é o parceiro oficial de
acomodações do Detal 2025. Então, se você está vindo para São Paulo com a sua turma, essa é uma hora de você garantir o Airbnb espaçoso só para vocês, pertinho do festival, para que vocês possam se divertir e voltar, relaxar e recarregar as energias entre os shows. Então, procure pelo selo preferidos dos hóspedes, que são aquelas acomodações que a galera ama e recomenda. E mais, dá Para você pagar em até seis vezes sem juros no cartão. Então, já se organiza porque parcelando fica mais acessível. Junta os amigos, escolhe o lugar ideal no Airbnb e garante uma
experiência completa dentro e fora do festival, combinado? Agora sim, vamos para o JJ Podcast. Fala, turma. Esse é mais um JJ Podcast. Primeiro lugar, obrigado pela sua audiência. JJ Podcast é estourado há muito tempo e tudo isso por conta de você que tá ouvindo, você que assiste, Os convidados que gentilmente aparecem aqui, compartilham conteúdos maravilhosos. Hoje eu tô recebendo mais um convidado, professor, amigo, querido, já veio aqui no JJ Podcast? Tem um tempinho. Tem quanto tempo? Mais ou menos? Um ano. Um ano, um ano e pouquinho. >> Dois anos. >> Tem dois anos, né? Que
o professor veio no JJ do podcast. Foi sentadinho também, não foi nem de mesa, foi sentadinho Também. Você provavelmente conheça, você já viu aí na thumbnail, você já viu no destaque, você já viu no título, mas eu vou falar dele. Eu tenho aqui uma frase que ele começa desse jeito. Olha só. A vida que vale a pena ser vivida é aquela que você tem orgulho de chamar de sua. Quem falou essa frase? Olha o currículo, um breve currículo dele. >> Jornalista, filósofo, professor da Escola de Comunicação e Artes da USP, com doutorado e livre docência
em ética, Autor de obras como a ética da comunicação, organizador de outros vários títulos que são referência em filosofia aplicada, palestrante nacionalmente conhecido e reconhecido, assim, disparado, tá? Mas não tem que ver, ó, só no Instagram, mais de 1 milhão de seguidores, só no Instagram, né? E nas outras redes, muito mais. Tá em grandes eventos, presença constante em muitos eventos. Idealizador e coapresentador do podcast, Inedita Pamonha, professor amigo. E eu tenho orgulho também de ter escrito um livro em coautoria com ele, Os 12 Trabalhos de Hércules. A gente vai falar desse livro também. Então, receba
com muita alegria. Vamos receber com muita alegria professor Clov de Barros Filho. >> Ei, querido. >> E foi nadador. >> É verdade. >> E foi nadador. >> É verdade. >> E foi dos bons, hein? Não foi isso. Não >> foi, >> não >> foi. >> Me virava, chegava do outro lado da piscina, >> nadava peito. >> Nadava peito. >> Nesse exato momento que a gente tá gravando, está acontecendo o campeonato mundial de natação. >> É verdade. >> Nesse exato momento agora que nós estamos gravando, tá tendo o campeonato mundial de natação. Acabei de ver aqui
com o Guilherme Caribé, um beijo para você. acabou de entrar na final dos 100 m do livre que vem da geração aí pós César Cielo e pós essa turma toda aqui na do aqui a gente começa a falar de livro de doutor e vai paraa natação e assim por diante. >> Estamos tendo uma sequência de grandes destaques em provas de velocidade, né? >> Uhum. >> Sem livre é uma especialidade da casa. >> Professor, seguinte, a gente conversou tem dois anos. Você viu no JJ Podcast? Então nós estamos em 2025, vai até 2023. Alguma opinião tua
foi mudada? Você mudou algum ponto de vista de lá para cá? >> Ah, muita coisa, né? Muita, muita convicção deixou de ser. >> É. >> É. Muita dúvida permaneceu, outras se esclareceram um pouco e a vida do espírito segue o seu fluxo. Às vezes progredindo, às vezes não. Todo dia a gente pensa um pouco, todo dia a gente tenta compartilhar com as pessoas um pouco do que a gente tá pensando. >> Sim. E o mundo vai se tornando complexo numa velocidade muito maior do que a nossa capacidade de aperfeiçoamento, de tal maneira que a chance
de conhecer As coisas do mundo vai se distanciando, assim como também se distanciam das nossas vistas as outras estrelas, os outros planetas. >> Uhum. >> O universo se expande e aquilo que a gente vê hoje, provavelmente a gente já não veja mais amanhã. Assim me parece também as coisas do mundo. Às vezes a gente perde a oportunidade de entender como o mundo funciona hoje e amanhã ele já não tá Mais lá, fica mais difícil para perceber. Então é sempre um desafio e a constatação da própria ignorância continua sendo um grande mérito e o pontapé inicial
de toda a jornada. Aquele que por alguma razão é levado a crer em meia dúzia de certezas que repete assim de maneira um pouco nervosa, provavelmente se impede de de aperfeiçoar, de melhorar, de de se elevar um pouco espiritualmente, fica um pouco agarrado Nas suas convicções e e muitas vezes essa essa essa necessidade de ter que comprovar pros outros que sabe muito é um elemento muito perturbador e muito apequenador da vida do espírito. Por isso eu sempre insisto, valorize as pessoas que desconfiam das certezas, valorize as pessoas que >> eh levam os assuntos para casa
para Pensar. Valorize as pessoas que não engolem. pratos feitos, verdades prontas, gente que parece assim meio ingênua, mas que no fundo são aqueles que estão dispostos a refletir sobre aquilo que já se acha sabido, mas que na verdade sobre o que não se sabe nada. Então, eu acho que para responder tua pergunta de uma vez, eh, eu quero acreditar que, eh, sobre muita Coisa eu aprendi muito nesses últimos tempos e, e isso me levou a constatar a cada dia o tamanho cada vez maior da minha ignorância. Porque justamente é isso, é a ambiguidade. Quanto mais
você descobre, mais você tem condição de perceber >> Uhum. >> a extensão da tua ignorância é uma abertura para a ignorância, não é? Acho que isso que Sócrates quis dizer com o Só sei que nada sei, né? Quanto mais ele pensava, quanto mais ele refletia, mais ele tinha condição de perceber a extensão do que ele ignorava. >> Uhum. >> E isso é muito legal. >> E qual que é a linha entre refletir para aprender e refletir apenas como uma atividade de de que a gente tende a ficar correndo atrás do rabo? Eu vejo muita gente
que começa a refletir >> Hum. E aí ganha ganha musculatura reflexiva. >> Hum. >> Mas aquela reflexão deveria gerar um gerar um motor propulsivo para ela tomar uma atitude, para ela tomar uma decisão, para ela agir. Mas quanto mais ela reflete, mais ela fica no buraco da reflexão e mais ela busca e mais ela fica confusa e ela tinha uma certeza, agora ela não tem mais, ela deveria agir, mas ela espera mais. Onde que tá a Linha entre reflexão para tomar uma decisão melhor e uma reflexão para não ser usada como procrastinação das decisões? >>
Olha, eh, a linha é difícil mesmo de identificar, porque eu assim, muito pessoalmente acho que devemos nos esforçar para viver uma boa vida. >> Uhum. E, portanto, a filosofia Deve estar nos auxiliando a isso. Se não, se não nos ajuda nisso, nem sei se deveria existir. Mas eu adoro a filosofia porque entendo que de tudo que eu estudei, a filosofia é o que mais ajuda a viver. Hum. Agora ajuda a viver do seu jeito, dando instrumentos para que você soberanamente reflita e dentro do seu caso específico tome as suas decisões. Estamos longe de eh de
ser obstáculo paraa vida prática, pelo contrário. >> Uhum. Eh, muito da filosofia insiste em observar que não há outro remédio se não deliberar, decidir, escolher e para isso ter valores, referências, âncoras, pontos de partida e pontos de chegada. Então, eh, acho mesmo que Um bom pedaço da vida depende das nossas decisões, o outro pedaço não. >> Sim, >> esse pedaço que depende das nossas decisões pode ser melhorado por nós. O outro pedaço não. O outro pedaço resulta daquilo que para nós é o acaso. Eh, então aquilo que depende de nós pode ser aperfeiçoado e que
seja assim e que a filosofia nos ajude a pensar melhor para viver melhor, né? Acredito muito nisso, Nessa nessa nesse paralelo, né? Nessa paridade entre eh pensar bem a vida e viver de acordo com o que se pensou, né? Boa. >> Acredito mesmo que esteja aí um traço da sabedoria, né? Porque você fazer da vida do espírito um discurso e depois ter uma vida prática desalinhada disso é um pouco esquizofrênico. >> Uhum. Eh, acho até um pouco perturbador e pode levar à insanidade, eh, como, por exemplo, o sujeito ser um especialista na moral de Kante,
como foi mostrado, né, e e ao mesmo tempo você é um ladrão, um desonesto. Calma, isso deve levar a pessoa a uma paranoia, porque ela sabe que o que ela faz é indigno. Então, eh, normalmente espera-se que o bom pensamento sobre a vida se Traduza numa vida vivida em alinhamento com esse bom pensamento. >> Uhum. >> Isso, isso nem sempre é fácil, né? Porque eh a vida prática nos coloca em situações encalacrantes, beco sem saída, aquilo que na filosofia a gente chama de aporia, né? Não tem saída, né? E muitas vezes somos obrigados para livrar
a nossa cara e estratégias que não são completamente Eh abençoadas pela nossa razão prática. E a gente se sente mal, a gente se sente envergonhado de fazer o que tá fazendo. Isso é ruim, é entristecedor. Então temos que nos esforçar para balizar a vida de acordo com o nosso bom pensamento. E isso é uma conquista diária. nunca será absoluta, será sempre provisória, relativa, mas é um caminho e eu espero hoje tá vivendo de maneira mais próxima daquilo que eu acho Adequado. >> Uhum. >> E espero tá pensando melhor sobre o que é adequado. >> Uhum.
para ajudar a vida a discernir melhor. Então, eh, agora, claro, quando alguém diz isso, sempre aparecerá um interlocutor para dizer: "Ah, mas você pisou na bola aqui, você errou ali, você vai". Naturalmente que sim. >> Uhum. >> Né? Diariamente a gente escorrega, Mas eh a consciência, né? a lucidez a respeito de tudo isso ajuda a ir diminuindo humildemente os escorregões e a calibrar de maneira eh cada vez mais acurada os nossos caminhos. Então, eu não vejo, pelo menos para mim, né, eu não vejo nenhum sentido num discurso filosófico que não tem nada a ver com
a vida, >> certo? Eh, eu inclusive aqueles autores, né, filósofos cuja filosofia Eu não vejo tangência com a minha vida, são autores que eu não consigo entender muito, >> certo, >> né? E e há muitos, né? Agora, outros que t diretamente a ver, eu enxergo o que eles dizem na minha vida o tempo todo. Esses eu adoro e conheço muito melhor. Professor, a gente falou muito em pensar, >> é, >> a pessoa precisa pensar. Qual que é o fundamento do bom pensador? é observação, é experimentação, é uma boa pergunta. Por exemplo, aparece muitas pessoas para
mim, provavelmente para você também, com crise de identidade. Sei lá, chegou na minha idade ou chegou ali nos 28 anos ou chegou ali com os 30 anos ou chegou ali com os 35 anos e ela fala: "Pô, tô na crise, tô numa crise existencial. Tô Numa crise de identidade. Não sei se eu vou pra esquerda, se vou pra direita, não sei se mudo de cidade ou se mudo de emprego. >> Não sei se empreendo ou se fico CLT. >> Não sei se abro a minha loja >> de capinha de celular ou se eu abro a
minha brigadeia. Não sei se eu caso ou se eu não caso. Eu não sei. >> Hum. >> Aquela pessoa que chega numa crise existencial de identidade, Qual que é a chave para ela pensar bem, pensar adequadamente? >> Que que ela tem que fazer? Eu começo me insurgindo com a sua pergunta, porque se meia idade é 30 anos, eu já cheguei no fim. Então vamos botar essa meia idade mais paraa frente. >> Cinquentinha pouco para me dar a chance, né, de ficar mais um pouco entre nós, né? Bom, eh, mas, eh, Indo à tua pergunta, eu
eh em primeiro lugar me solidarizo com todos esses que têm dificuldade para viver, porque acho que quem acha que a vida é fácil é porque não entendeu direito, né? Em segundo lugar, eu penso que a necessidade de escolher caminhos, que é a nossa, Tais como você apresentou na tua pergunta, não sei se eu faço isso ou aquilo, não sei se eu bom, >> eh indica que esse pedaço da vida escolhido por nós é muito relevante. Agora, se na vida há escolhas, então é preciso entender direito o que significa escolher. E e toda a escolha deve
recair sobre Alter a alternativa em meio a outras que passam pela nossa cabeça. A alternativa que para nós é melhor, ou seja, de maior valor. Então, chegamos num ponto aonde nós nos perguntamos: "O que é que confere valor a um caminho Pensado para a própria vida? Porque senão eu não tenho como escolher, eu fico a deriva, entende? Eh, fica mais ou menos indiferente. Ah, professor, o senhor vai ser vai continuar dando aula ou vai abrir uma pousada em búzios? Não sei, né? Eh, aí fico a deriva e acabo, digamos, entregando na mão do acaso facilitações
ou dificuldades que vão me ajudar a definir. E isso entregar na mão do acaso nem sempre te trará bons auspícios, sabe? Então, seria interessante que houvesse da tua parte referências concretas sobre o que é bom para você. >> Legal. >> Eh, para além das facilidades de ocasião, >> sabe? Para além de aparecer alguém dizendo, "Uh, eh, quer abrir uma pousada Em Búzios, eu tenho uma coisa montada lá que tal surge uma oportunidade, né? Uhum. >> E e aí >> eu tenho enorme desconfiança de uma vida regida pelas oportunidades oferecidas pelo mundo. Porque é como se
eu não tivesse nada a dizer, é como se eu tivesse num cassino. E não creio que seja completamente assim. Acho que da nossa parte, da parte do Vivente, deva haver referências importantes sobre valores. Então, a título de exemplo, vamos imaginar que ao longo da minha vida eu tenha me convencido de que para mim é muito importante participar da educação dos jovens. da nossa sociedade. >> Uhum. >> Por que razão isso aconteceu? Não vem ao caso. Haverá muitas razões, mas o fato é Que isso que isso se tornou muito importante. Pô, eu não posso fingir que
isso não existe. Isso é uma referência para mim, é uma âncora. >> Eh, de tal maneira que tudo que me propuserem sobre a vida, eu terei que contrastar com essa referência. >> Certo? Você falou em abrir uma brigadeiri. Adoro brigadeiro, mas prefiro participar do mercado de produção de brigadeiros Como consumidor. >> Uhum. >> Não é por quê? Porque abrir uma loja de brigadeiros, eu não sei se tem diretamente a ver com a educação do nosso jovem e pá. Eu acho que eu posso contribuir melhor em outro segmento. Alguém dirá: "Ah, >> não sei se, né,
vou para cá ou vou para lá". E aí eu vou olhar as duas oportunidades e vou dizer qual delas tem mais a ver com aquilo que é relevante Para mim. E assim eu sempre vivi. Eu sempre vivi escolhendo aquilo que me ajudaria a ser quem eu quero ser. Uhum. >> Ou seja, um educador relevante, alguém que ajuda as pessoas a entender as coisas melhor, etc. É o que eu quero ser, é o que eu acho que eu devo ser, é o que conta para mim, é o que importa de verdade para mim. Então, eh, quando
aparecem as inúmeras possibilidades e acredite, elas vão aos ao infinito, são poucas as que passam Pela tua cabeça, mas há, né, dado que o universo é infinito, as possibilidades de vida também são. E aí você tem que pegar tudo isso e reduzir a uma só. >> Uhum. >> Porque estar aqui agora é uma só. >> É uma só. >> É uma só. estar aqui agora exigiu não estar aluris assim e alures é o céu é o limite néum >> então, ó, eh, por que eu estou aqui? Porque tem a ver com esse grande valor da
minha vida, que é a educação, não é? Agora, que me entendam bem, esse é o meu caso. >> Uhum. E eu não pretendo que o meu caso transcenda nem nenhum fiapo do meu caso. >> Por outro, o que eu quero dizer com isso? Que eu não sou guru, né? Eu não sou um profeta, eu não sou um mentor, eu não sou nada disso. Eu apenas tô explicando qual é o meu caso. E eu Gostaria que você descobrisse qual é o seu caso. Mas essa é uma descoberta que vai exigir de você uma criteriosa observação sobre
si mesmo. >> Uhum. >> De si mesmo. >> Uhum. >> Autoanálise mesmo, né? Eu fiz durante muito tempo essa avaliação de mim mesmo. Então você começou interessante dizendo, eh, foi nadador, né? E invariavelmente Essa afirmação me causa um certo desconcerto. E por quê? Porque eh nadar nunca foi uma escolha convencida da minha parte. Eu nadei por conta de injunções de saúde, asma. Aí recomendaram, meu pai foi procurar um professor de natação e assim eu comecei a nadar em função >> de problemas que eu tinha e a natação me ajudaria a melhorar as questões de saúde.
Aí e me botaram lá num 50 livre mirim masculino, 7 anos no Saldanha da Gama em Santos e era um paulista. E eu fiz lá 35 e pouco, 36 com aí fala, [ __ ] é que ganhou, leva jeito. Aí se foi o grande azar, né? Porque eh aí é nadador, nador. Não, não é nadador, não, não, não é nada, só nada para melhorar o pulmão, nada para melhorar a respiração, nada assim, não sou, né? Então, por exemplo, a construção da minha identidade exigiu de mim eh eliminar um monte de coisas que são lindas, >>
hum, >> mas que não são a minha praia, né? E aí, então, eu, ao identificar qual era a minha praia, eu resolvi bancá-la em definitivo, com muita seriedade, com muita fidelidade, né? E muitas foram as oportunidades de trocar de praia, não é? Muitas, muitos foram os convites, eh, por conta de habilidades de comunicação, né, de, eh, seguir outros caminhos que não aqueles que eu tinha escolhido para mim. Eu soube Eh eh discernir, agradecer, ainda que fossem tentadoras eh em muitos aspectos e bancar a vida que eu escolhi para mim. Então, se tem uma coisa que
é legal de contar, é isso. Eh, nem tudo deu certo. Aliás, muita coisa não deu certo, mas pelo menos eu vivi a vida que desde muito cedo eu achei que era a vida que eu deveria viver. >> Uhum. >> E disso eu me orgulho até, né? E e acho que muito da angústia existencial que surge quando a pessoa não sabe o que fazer da vida, advém do fato de que elas não têm essa âncora a que eu me referi desde o começo. É, é, e a âncora é uma questão de valores pessoais mesmo, eh, coisas
que contam pra própria vida, sabe? Eh, uma empresa tem valores corporativos Comuns a todos que estão lá dentro, mas há valores pessoais, né? e valores pessoais, o próprio nome indica, eles são pessoais, >> ou seja, eh, se você não gosta de professor, não gosta de escola, não gosta de estudar, não gosta de ler, não gosta de tal, continuamos amigos, porque são valores pessoais. Agora, para a minha vida, tudo isso conta demais. Exato. >> Agora, por outro lado, tem um monte de Coisa que costuma valer muito no mundo e para mim, eh, talvez não tenha tanto
valor assim. Então, eu eu vejo, por exemplo, agora em idade de pré-aposentadoria, né? Ah, alguém me pergunta: "E agora, professor? Vai, né, finalmente botar o burro na sombra? Vai morar?" Hum. sei por olham a minha cara e sempre sugerem praias e ring, né? E aí >> eu sempre me pergunto, eh, por que será Que ninguém vislumbra a possibilidade de eu querer continuar fazendo sempre até o fim aquilo que sempre fiz? >> Certo? >> E por quê? Porque eu não tô pagando um pedágio para poder me aposentar bem. Eu não, eu já vivo de acordo com
o que eu mais gosto de fazer. >> Uhum. >> Eu prefiro a sala de aula a praia. Mas Não é que a praia, isso é que é importante, né? Não é que a praia é ruim, é óbvio que é maravilhoso. Eu só tô falando de mim. Exato. >> Eu prefiro. Eu então eu aposto no que eu prefiro, >> [ __ ] >> Eu aposto no que eu gosto. Tem dificuldades? Tem, porque a sociedade não deixa barato. Os outros, o entorno, sabe? A coisa eh, por que que você não faz isso? Por que que você não
faz Aquilo? No caso do professor ainda fica fácil. Por quê? Porque é um fazer desprestigiado, é um fazer, é um fazer apequenado, é um fazer sem recompensas econômicas. Antigamente havia pouca recompensa econômica e muita recompensa simbólica. A recompensa simbólica desapareceu também. Hum. >> Hoje o professor, além de ser pobre, ele apanha em sala de aula e e não é do outro lado do mundo, é aqui Na nossa sociedade. Então é muito fácil tripudiar, é muito fácil chegar e dizer: "Ô, vai fazer outra coisa, né?" Mas eh à medida que você vai ganhando eh ao longo
da vida maturidade, você também vai eh se vinculando a aquilo que você considera relevante para si. E não é qualquer um que vai te desestabilizar. Entende o que eu tô dizendo? Eh, eh, nesse sentido, o autoconhecimento de que Tanto se fala hoje é realmente muito relevante. Mas qual a faceta do autoconhecimento que eu acho importante? é você discernir aquilo que na tua vida realmente conta para você, porque te alegra, porque te encanta, porque tem a ver com os teus talentos, tem a ver com as tuas competências, tem a ver com o que você faz de
melhor, tem a ver com com quem você é mesmo, né? Então, eh, jogar basquete é maravilhoso, Mas, velho, não é o meu caso, cara. >> Uhum. >> Então, eh, eu, eh, por exemplo, gerir uma brigaderia é maravilhoso. Adoro, tenho admiração por gestores. E por que eu tenho admiração por gestores? Justamente pela minha total inabilidade com o assunto, >> certo, >> né? Então, ah, Se cada um pudesse invadir-se a si mesmo e vasculhar com serenidade, sem dar bola pra torcida, o que é que conta de fato na própria vida? Ficaria muito mais fácil depois saber se
vai abrir uma brigadeia, uma bicicletaria ou fazer uma pósem física nuclear, entendeu? Princeton. Por quê? Porque o que há de mais intimamente relevante costuma ser o indicador correto das possibilidades de vida. As outras não São objetivamente ruins, mas a vida objetiva não existe. O que há são vidas de carne e osso. O que existe, a vida é só uma palavra. O que existe é a sua, é a minha, é de alguém concreto. E aí que cada um saiba de si, que cada um tenha tido a curiosidade de se investigar e de fazer descobertas sobre si
mesmo. Então, o dia que pela primeira vez eu fui dar um seminário a pedido do professor, eu tive a felicidade de perceber que Aquele momento da minha vida, >> muito embora tenha sido vivido dentro da escola, que tava valendo nota, que eu precisava passar de ano e todas essas babaquices que a gente costuma levar em conta, >> Uhum. Eu tive a felicidade de perceber que eu nunca antes tinha sido tão feliz quanto naquele momento. >> Uhum. >> Então eu olhei para mim mesmo e eu disse: "Isso aqui é é muito legal. Quando é que vai
ter o próximo seminário, né? Teve até um colega, isso me ajudou muito, esse colega, ele disse: "Professor, porque cada um ia dar um seminário, né, de um tema diferente, né, >> professor, deixa dar todos os seminários porque fica muito legal e ninguém tem que fazer [ __ ] nenhuma. Eu não tô a fim de E ele, >> ele tá a fim. Ele tá afim, ele que dê Todos os seminários que resolve o problema de todo mundo. O professor não aceitou, provavelmente porque se ele aceitasse ficaria constrangedor para ele. Afinal, se é para dar todos os
seminários, talvez ele devesse dar as aulas, né? Não, um aluno, mas eh como eu gostaria de ter podido dar todos os seminários e e eu entendi que aquele momento tinha sido mágico, tinha sido especial. Eu não posso abrir mão disso. Eh, por quê? Porque eu estaria me violentando. A natureza me deu um clarão assim: "Olha quem você é, né? Por que você acha que você tá tão feliz? Uhum. >> Então agora tem a inteligência de perceber que é por aí que a vida tem que ir. Então, quando te oferecerem sociedade numa brigadeira, entenda, brigadeiro é
uma delícia e uma brigadeeria pode te tornar milionário, porque se for um franchising de Brigaderias pelo Brasil todo ou que quissá pelo mundo, eh, você vai se tornar um empresário eh milionário, próspero e isso é muito lindo. Mas você viu o que aconteceu agora no seminário? Então, provavelmente geri uma brigadeeria, não vai brilhar os teus olhos como o seminário brilhou. Então você, né, tem a possibilidade de discernir e escolher. E eu tive a felicidade de apostar em mim. >> Sim. >> Apostar as fichas na minha natureza. E claro, eh, a cada dia que eu apostava,
eu dobrava a aposta. Por quê? Porque chegou uma hora que não tinha mais como voltar atrás, né? Chegou uma hora que eh a sociedade tinha comprado a definição que eu ofereci de mim. Eh, chegou uma hora que eu tinha assumido um papel Junto aos meus alunos, junto às pessoas mais recentemente na internet. >> Uhum. >> E você assume compromissos. E aí é muito legal porque a felicidade tem muito disso, né? é as pensar, as pessoas pensarem que você é quem você acha que você é. Porque existe aí uma harmonia identitária que é muito apaziguadora. Quem
você acha que eu sou é mais ou Menos quem eu acho que eu sou também, porque pode não acontecer, >> é, acontece várias vezes, >> né? Pode não acontecer. O sujeito, ele é obrigado a teatralizar o tempo inteiro. >> Ele é ele é obrigado a fazer os outros pensarem que ele é aquilo que quando ele chega em casa e entra no quarto debaixo do edredom, ele sabe que ele não é. E isso é desesperador, isso é devastador. Então, eu adoro Eh ter me tornado ao longo da vida quem eu penso sempre ter sido. E e
assim será. E e se alguém imaginar que eu possa ser mais feliz, parando de fazer o que eu faço para ir não sei para onde, eh, equivoca-se, porque se eu escolhi fazer o que eu faço, é porque fazer o que eu faço para mim é o que tem de mais legal. É por Isso que eu continuarei fazendo até o último suspiro. Boa. >> Penso assim também. Essa história que você conta eh da escola que ela é conhecida, ela é uma história quando você tinha 13 anos, né? 13 anos. E foi um momento muito especial, muito
bonito. >> Hoje você tem você eh materializou em três apostilas algo pras pros jovens também que tá na escola. >> É, >> eu gostaria de mostrar aqui no podcast, gente, porque uma coisa tão bacana que eu sei que o Marcial me contou isso. O Marcial, grande amigo meu também do professor, materializou algo. Tem relação com jovens? Isso aqui tem. diretamente diretamente diretamente explica. Olha só, então se você é dono de escola, se você é pai, se você é mãe, se você é jovem, >> olha que coisa incrível, o professor fez projeto de vida para primeira
série do ensino médio, segunda série do ensino médio, terceira série do ensino médio. Porque eu vejo você contando essa história com 13 anos ali, aquilo dá um desperte na sua vida. conta como que o o adolescente ele consegue através desse material também ter uma, sei lá, no mínimo a percepção aguçada quando a felicidade bater e ele ser invadido. É >> que você conta, me deixa aqui, eu não quero mais sair desse lugar aqui. >> Esse esse livro, essa apostila, esse material, explica um pouco o que que é, para que que serve, como que funciona. Bom,
eh é inevitável que a minha proposta de reflexão sobre a vida para o ensino médio, ela seja coerente com as coisas que eu acredito e com o que aconteceu comigo. Então, eh, caso você tenha a expectativa de que alguém resolva teus problemas existenciais dizendo como é que você tem que viver, definitivamente esse material não é para você. Aliás, não falta material para você, só você entrar na internet, você tem cardápios de vida para qualquer gosto. >> Uhum. >> Né? Já tá tudo pronto. Os erros a não cometer, que você deve comer, como deve dormir, de
que lado deve dormir, qual o ombro que deve apoiar, qual não sei que como trincar o abdômen, como aprender italiano, como tem para todo gosto. Então, em que medida isso não tem nada a ver? É porque isso é um convite, né, para que você adquira o hábito De uma autoavaliação. >> Uhum. no sentido de identificar aquilo que eu tive a sorte de identificar exatamente no primeiro ano do ensino médio, que foi esse encantamento com a explicação, né, esse encantamento com a docência que eu percebi em mim. Então esse material é um material que te oferece
Instrumentos para você soberanamente, livremente, na contramão de todos os tiranos que te circundam, você ter condição de olhar para si e constatar, flagrar em você aquilo que te encanta, >> certo? >> E e ter a maturidade emocional para Enfrentar todos aqueles que dirão: "Eh, vai passar fome, isso aí não enche o bucho de ninguém. São expressões que eu ouvi todas elas, né? Eh, se for viver como professor, >> Aham. >> Eh, vai morrer na indigência. >> Uhum. Veja, nada disso, nada do que é dito é em si completamente absurdo. Só que se você tiver convicções
sobre você, você saberá se contrapor. É muito melhor que você seja maravilhoso e excelente num fazer que não é dos três mais remunerados do planeta, do que você ser um cara medíocre ou abaixo do medíocre em fazeres que deixam as pessoas ricas. E por que que eu digo isso? Porque se tem alguma chance da sua vida ser exuberante, você tem alguma chance da sua vida ser brilhante, da sua vida ser potente, não é fazendo o que os outros mandam. >> É isso aí, >> mas é fazendo o que a ti te encanta. Isso seja lá
o que for. Joel, eu tive colegas, eu não vou citar nenhum nome, mas eu Teria os nomes na ponta da língua porque a gente tem uma ótima memória pro que aconteceu faz muito tempo. Eu não lembro o que eu almocei, mas o nome das pessoas lá de trás, eu lembro o nome, sobrenome, tudo direitinho, mas eu não vou citar. >> Maravilhosos desenhistas que nunca desenharam. maravilhos cantores que nunca mais cantaram. Como assim, né? Até poetas. Eu tive colegas Maravilhosos, mas que por alguma razão abriram mão de tudo isso em nome de um curso do tipo
administração de empresa. Isso vai dizer: "Ah, qual o que que você tem contra a administração de empresa?" Não tem nada. Eu só acho que a administração de empresa deveria ser curso para pessoas talentosas em gestão e não em história em quadrinho. >> Uhum. >> Simples assim. Administração de empresa é tão maravilhoso quanto qualquer outra área do conhecimento. Mas o que que aconteceu? Todos esses quatro que tem, que estão aqui na minha cabeça foram fazer administração, inclusive, se eu não tô enganado, na mesma escola, uma escola de administração de muito prestígio. Eh, Eu não sei exatamente
o que aconteceu com a vida deles e se soubesse também não entraria no mérito. >> Uhum. Mas a natureza deu ali recursos humanos que não foram aproveitados na extensão que poderiam ter sido aproveitado. Eu me lembro de uma amiga super talentosa, sabe esse negócio de teatro Na escola? Ela era incrível assim. >> Uhum. contracenar com ela era uma roubada, porque ficava evidente o quão patético você era. >> E aí ela era muito minha amiga. Eu até gostava muito mais dela do que ela podia imaginar, mas eu era um pouco mais novo e ela me tratava
como um irmão mais novo. >> Uhum. nunca me deu a menor bola no sentido que eu gostaria que tivesse dado, Mas ela me acolhia muito e ela dizia: "Pô, os meus pais disseram que se eu quiser fazer teatro, que primeiro eu faço uma faculdade decente, arrume um emprego e depois eu brinco de teatrinho." Me lembro Dan. >> Sim. E eu me lembro de ter dito, será que é isso mesmo, né? Porque eu não terei citado, né? Mas poderia ter Citado. Será mesmo que Fernanda Montenegro brincou de teatrinho, né? Será mesmo que Paulo Altran brincou de
teatrinho? Sabe que Paulo Altran se formou em direito na USP, provavelmente vítima de um complô social desse tipo. >> Uhum. >> Em algum momento, depois de ter se formado em direito, foi brincar de teatrinho e se tornou o maior gênio da Nossa dramaturgia. Pô, eh, se a sociedade se tornou mais flexível, alguns dizem até líquida, se os pais eh se tornaram educadores mais compreensivos, por que que não tem a coragem de incentivar os talentos dos seus filhos justamente em segmentos que não são tão obviamente aportadores de prosperidade Econômica. Por que que você não banca um
desenhista dentro de casa, mesmo sabendo que vai ser difícil, porque você tem medo? Será que você vai estender a covardia que já pautou a tua vida pra vida dos teus filhos? Forte. Será que você não não aprendeu ainda não que é preciso um dia bater no peito e ter a coragem de dizer: "Olha, pode ser difícil o que for, eu vou apostar tudo na vida alinhada à minha essência. E se eu não fiz isso, que pelo menos eu esteja ao lado do meu filho que pretende fazer isso. >> Sim, >> mas não. Como você é
assim miudinho, você é do tipo que ama o filho. Aí, aí é assim, se o filho fica triste, você vai ficar triste também. Como você não quer ficar triste, aí você não quer deixar o teu filho entristecer. Então você vai convencer o teu filho que uma vidinha Arroz com feijão vai diminuir o risco e aí você também vai sofrer menos. É isso mesmo, né? Para todos esses que disseram pro filho, ah, quer tocar flauta, é, né? Primeiro, primeiro ganha dinheiro, depois vai brincar de tocar flauta, né? Ou então para ganhar dinheiro com flauta tem que
ser o melhor flautista do mundo, né? Como eu já ouvi, né? >> É. E por que não? E por que não? Quer dizer, ao invés de pegar uma planta frágil ainda, que ainda não tem a força do aplauso de todo mundo e apostar porque é teu filho, você vai lá e pisa em cima junto com os outros. É isso mesmo. Porque depois que o cara ficou famoso, aí aí fica mais fácil, né? você tirar foto junto, é meu filho, olha do [ __ ] sempre foi talentoso e tal. Depois que a sociedade deu o carimbo,
deu a chancela, aí bacana, cara. Aí tô junto. >> Mas eu queria que tivesse sido antes, quando meio que todo mundo debochava, quando todo mundo desdenhava. Esse é o momento que ele tá precisando. >> Uhum. >> Né? O meu pai, ele dizia pros colegas dele, Eu lembro disso, meu pai frequentava o Parque Siqueira Campos, que é o nome oficial daquilo que o pessoal chama de Trian e fica na frente do MASP. >> Uhum. Ele ia lá todo dia que ele já era aposentado. Lá ele encontrava os amigos e ele ficava lá uma hora, uma hora
e pouco, toda manhã caminhando. E uma vez eu fui com ele, era férias, E ele falou assim pros colegas: "Meu filho vai fazer a vida dele falando e o que era mudo, introspectivo, debocharam do meu pai mesmo, né? Acharam que ele tivesse brincando, acharam que ele tivesse dizendo tipo uma uma coisa que era o contrário do que ele achava, né? Que ele tivesse ironizando. E o meu pai se mago E eu não tive força para sair em defesa do meu pai. naquele momento. >> Uhum. Até porque eu só poderia fazer falando bem de mim e
quem fala bem de si joga no lixo o seu esforço. Mas eu gostaria muito que todos tivessem sobrevivido, meu pai e seus colegas, para que eles tivessem a oportunidade de Aplaudi-lo, porque meu pai apostava quando não havia nada. >> Uhum. >> Nem indício, mas nem nem sombra. Eu era mudo, esquisito, estranho, arredio. Uma criança assim, você virar para aquela criança e dizer, Ele vai fazer a vida falando, era mesmo para todo mundo rir. E o meu pai se ressentia porque a risada tripudiava de uma convicção íntima que ele tinha. É essa paternidade eh de que
todo educando precisa. É a paternidade do pai que vai na competição de natação com o filho e o filho chega em último. >> É essa aí. E aí você vai lá do lado, Tira ele da da piscina e diz: "Você melhorou muito dessa vez. Na próxima vai ser penúltimo, depois vai ser antepenúltimo." Pode crer. É ali tirar da do último lugar da piscina. >> Nossa. >> Essa é a paternidade de que precisamos. Porque se é para tirar foto com o vencedor, aí não precisa de amor de pai, não precisa de amor de mãe. Qualquer flibusteiro
interesseiro, tem interesse Em se deixar fotografar com quem já deu certo. A gente precisa de gente apostando em quem não deu certo ainda. E essa é a hora. Então o meu pai, sim, né? Se eu tivesse sido com os meus filhos um pouco do que meu pai foi comigo, eu teria sido um pai muito melhor. Mas é que eu não nunca tive eh a virtude da paternidade que meu pai Tinha. Aprendi com ele algumas coisas. Talvez não tenha sido um pai horrível. E se você perguntar para os meus filhos, talvez eles me desmentissem aqui ferozmente,
dizendo que eu sou o melhor pai do mundo, porque são generosos e porque são amorosos. Mas eu nunca fui como meu pai de ir lá no último lugar, Olhar para todo mundo e dizer: "Esse é o meu filho do qual eu me orgulho". E e portanto que cada um tenha tido a chance de ter a autoconfiança emprestada de alguém que o amava muito. Porque quando a gente nasce, a gente não tem autoconfiança, sabe, Joel? >> Muito bom. >> Um bebê >> muito bom. Ele é lindo, ele é tenro, ele É agradável, ele é meiguinho, ele
é fofo, ele é o que você quiser, mas ele não tem autoconfiança nenhuma. E para ele começar a andar, foi preciso alguém chegar do lado e dizer: "Eu não deixo você cair". >> É >> andar de bicicleta sem as rodinhas laterais é a mesma coisa. Não é feito para dar certo. Você vai cair. É preciso de alguém que chegue do lado e Diga: "Viu e aparentemente tomba, mas depois de uma certa hora não tomba mais. Pode ir, vai pedalando aí que eu tô aqui do lado. É preciso que alguém acredite em você quando nada sugere
que você tenha razão, contra toda a evidência. Por isso que toda autoconfiança tem a sua origem num ato de amor. Toda a autoconfiança, ela é emprestada. Ela é autoconfiança depois que ela existe, mas a sua origem, >> quando ela não existe, >> é alheia, é externa. >> É isso aí. >> Ela é tomada >> por empréstimo, né? E e eu tive a sorte ao longo da vida de ter troim, bateram, Vai que eu tô aqui e se tudo der errado, eu estarei aqui e e se for muito mal, melhoraremos juntos. E aí? E aí eu
me lembro que eu até nadava e eu me matava dentro da piscina para que meu pai sorrisse assim. Ele me emprestava por amor à confiança e eu devolvia desempenho que eu podia por Amor. E a medalha era dele. Todas as medalhas são dele. As da natação e as da vida. >> Hum. Todas são dele, porque sem ele eu teria sido um verme. Desses que bateu o primeiro vento, vai junto com a malta. E a malta é a turba, é o fluxo da maioria. Mas o meu pai disse: "Você é um explicador e você não tem
plano B. Você se agarra nisso e se torne o melhor explicador que a tua natureza permitir que você seja." E assim será a sua vida, a busca da perfeição de si mesmo. Não aceite menos do que o máximo nisso que é a tua praia. E hoje eu Chancelado por todos os diplomas, passo a minha vida ensinando uma sabedoria de alguém que não tinha diploma nenhum. E essa é a grande homenagem que eu poderia fazer a todas as pessoas que tem a maturidade, a elevação espiritual suficiente para estender a mão para alguém que ainda não é
ninguém. Porque eu repito, depois que o cara vira Joel J, é fácil Chegar e pedir uma foto. Mas enquanto você é só o Joel ali no meio de 200 outros, aí aí é mais difícil tá do lado, porque é preciso ter certezas íntimas na contramão das evidências objetivas. É preciso acreditar no que não é óbvio, mais ou menos como acontece quando a gente acredita em Deus, quando a gente tem fé. É preciso acreditar naquilo que ninguém vê. E quando meu pai dizia, ele vai fazer a vida falando, é mais ou menos como acreditar em Deus,
é enxergar aquilo que ninguém vê e enfrentar o mundo, se necessário for. E eu acho, né, que com tudo que eu falei, se tudo acontecer como eu tô dizendo, Esses três livrinhos aí, eles são um gesto de amor, hum, para com as pessoas que eu não conheço. Conheço muita gente, na verdade, né? Mas eu conheço muito menos gente do que gente que me acompanha. Imagino que no caso Joel ainda ainda esse esse delta é ainda maior. Mas isso não impede que eu queira genuinamente que as pessoas possam ingressar na idade adulta com maturidade Para dizer:
"Eu tô me lixando pro que acham que é certo". Porque no que diz respeito à minha vida, quem entende de mim sou eu. E por que que eu entendo de mim? Porque eu sou o mais recorrente, insistente, arguto e frequente observador de mim mesmo. Ninguém sente as experiências vividas por mim como eu sinto. Então, me deixa. Eu sei o que tô fazendo. E se porventura eu tiver equivocado, faz parte do meu aprendizado o risco do meu equívoco. Mas eu viverei a vida definida por mim. Agora, ao invés de viver a vida traçada, né, elaborada, planejada
e estabelecida de fora para dentro. Então, é uma injeção de coragem. injeção de coragem que eu dou, porque tantos somos aqueles que Um dia se acovardaram e é compreensível a covardia, porque a sociedade costuma ganhar sempre, eh, é muita gente e o que é pior, ela agride justamente quando a gente é fraco, porque depois que a gente se tornou aplaudido, aí ela aplaude também. Então você precisa acreditar na força da tua fragilidade e ter a certeza de que, por enquanto, de fato, Ninguém ainda viu muito bem as manifestações do teu eu mais íntimo, mas você
sabe que elas existem. Quando eu dei aquele seminário, os meus colegas de classe estavam convencidos de que eu poderia me tornar um professor muito legal e eu acabei eh ganhando deles muito apoio. >> Uhum. >> Mas era só mudar de classe e já ninguém Me conhecia. E aí as dificuldades começavam do zero, >> né? >> Me lembro, fui fazer cursinho porque os alunos do meu colégio ganhavam bolsa no cursinho, então ficava o dia inteiro no colégio, ainda fazia cursinho à noite. O meu pai tinha dito: "Olha, malandro, eh, o seu, nós, a gente mora em
São Paulo, você vai entrar na USP porque é o Que é, né? senão não tinha muito essa era tudo ou nada, né? E eu me lembro que eu tive professores como Heródoto Barbeiro, Paulo Cobayashi, professores espetaculares e com o Heródoto, que eu imagino muita gente conheça, espetacular jornalista, mas que começou a vida como professor de história, Heródoto Barbeiro era muito melhor professor de história do que jornalista E ele era espetacular jornalista, mas ele era um professor de história genial. E um dia eu cheguei para ele e eu falei: "Eu serei professor e eu queria ser
muito parecido com você". >> Ele olhou para mim: "É, você é novo ainda, ainda tá em tempo de mudar de ideia." >> Uhum. >> Sabe aquelas brincadeiras, né? >> Uhum. Aí eu olhei firme para ele assim, não pedi para ele não, olha para mim, eu serei professor e eu queria ser tão bom quanto você. Passaram-se, sei lá, 30 anos e eu fui ser entrevistado por Heródoto Barbeiro. >> Virei para ele e falei, fui seu aluno de história, virei para você e falei: "Eu vou ser professor e eu querei, eu vou eu vou querer ser tão
bom quanto você". Claro que ele não lembrou, mas isso não o impediu de chorar. >> Oh! Por quê? Porque ele entendeu que o exemplo dele fez surgir, isso que é o legado, né? Alguém que quer ser parecido com você e fica e fica parecido com você. E ele falou: "Hoje você é a é a Vedete, hoje você é a estrela. Hoje você é". Peguei e falei: "Mas quem era [ __ ] dando aula era você?" E ele olhando, olhava de um lado, olhava do outro. Eu olhei pra câmera, preste atenção para vocês. Ele é jornalista,
ele é incrível, ele é âncora, ele é maravilhoso, mas ele é um professor de história fora da curva, genial, maravilhoso e tal. E assim, e a lágrima ia escorrendo e foi muito legal. Por quê? Porque como ele ouve outros em quem eu me espelhei para Me tornar o melhor explicador que eu podia ser. Heródoto Barbeiro dava nóó em Pingo D'Água, ele Fernando Teixeira de literatura. Eu tô falando do pessoal do do ensino médio, né, aonde eu tô tateando agora, né? Mas depois na faculdade eu fiz ali direito na USP, professora Amauri Mascaro Nascimento, Gofredo da
Silva Teles, Fábio Coner Comparato, professores que me Serviram de referência, que eu nunca tive problema nenhum em imitar mesmo, mas que claro, eu acabei imprimindo um selo de estilo pessoal que tem a ver com essa energia >> que talvez não se manifestasse neles da mesma forma, >> mas eu sou resultado de uma soma de vetores de todas as minhas experiências docentes de professores que eu admirei Muito e a quem eu agradeço eternamente por terem permitido que eu os usasse como referência e como modelo para mim. U, eu vou bater palma aqui no meio, tô nem
aí. Eu bater palma. Ai, que doideira, cara. Eu fui tão longe, fui, [ __ ] fui em tanto lugar, cara. Nossa senhora. Fui no meu pai, fui nos meus professores, fui na natação, fui nos meus filhos, Foi em mim, foi quando eu também decidi ser professor. Quando eu decidi ser professor, eu decidi mais do que ser professor. Quando eu decidi falar, foi uma situação, eu tinha 19 anos, 19, eu tinha 20 anos e eu fiz um trabalho de conclusão de curso que eu tava eu tava perdido na faculdade de educação física >> e tinha que
fazer um tal do TCC. >> Sim. >> E eu não queria fazer o TCC, eu queria ir pra Olimpíada. Eu tava nadando e eu queria ir pra Olimpíada. Eu lá quero fazer TCC. >> Mas tem que fazer TCC, cara. Pô, é verdade, eu tenho que fazer o TCC, então vou estudar o quê? Vou estudar alguma coisa na natação. E eu lembro que o amigo meu, Diog Step, um beijo pro Diogo Step. Vamos estudar palmateio, Joel. Palmateio. Ah, não tô afim de estudar Palmateio. Talvez estude Palmateio. A importância do Palmateio, sensibilidade, natação, velocidade. Bom, fui nadar
campeonato paulista júnior e sênor. >> Explica aí pra galera o que que é esse pauateio. Porque >> palmateio, pessoal, paateio. Esse movimento aqui, ó, é como se fosse um oito deitado. Você faz um oito deitado na água. E melhora muito a sua Sensibilidade na água. Isso permite que você fique mais, a gente fica, fala, a gente fala assim, ó, em cima da água você fica mais, você flutua melhor. Flutua melhor, você tem melhor sensibilidade. Nada mais rápido, melhor a sua performance. Então, a sua sensibilidade melhor na água, você direciona melhor o seu movimento, economiza energia
e nada mais rápido. E o Tix da Palmateiu lá em 2000. E aí, pô, fui nadar um campeonato paulista Júnior e snior, eu era júnior dois, 50 borboleta, última série, raia 4 e uma série antes, um amigo meu, Flávio Dela Mônica, já tinha batido o recorde e eu antes de nadar prova, o cara já tava e queremos anunciar que Flávio de la Mônica é o novo recorde de 50 borboleta, mas eu tava confiante, eu falei, ainda falta essa série, ainda falta Nadar. >> Pô, esse sobrenome de la Mônica é um Sobrenome forte, hein? >> Forte,
hein? >> Nossa, >> Flávio Delamônica, uma pessoa que chama Delamônica. >> E é e é um um nadador que eh que teve a sua notoriedade, né? >> Foi muito bom, Flávio. Pô, nadou muito. Nadou pelo Pinheiros. >> Bom, resumo da ópera, fui lá e nadei 50 borboleta na final e pá, bato o recorde do Dela Mônica. Só que eu não bati o recorde de Mônica e eu estraçalhei o recorde do Dela Mônica. Foi assim, coisa assim de um segundo no 50 borboleta. O que o que em 50 m segundo é um oceano atlântico? >> Uma
coisa surreal. >> E eu escuto. >> Eu não bati o recorde júnior 2, eu bati o recorde paulista absoluto. Eu bati Júnior 1, Júnior 2 e o snior. Recorde era meu. >> Você representava >> Unisanta. A Unisanta. Que legal, >> professor. E eu saio meu meu velho tá lá fora batendo no braço assim e eu saio, vou falar com ele como eu sempre fiz. E aí ele me abraça, me beija me fala uma coisa. Você não está apenas quebrando recorde, você está quebrando barreiras porque dizem que negro não serve para ser nadador. E aí eu
falei, é isso que eu vou fazer No meu TCC. Vou estudar. Vou estudar esse negócio. Eu tenho que fazer esse TCC. Acho que eu vou estudar esse negócio aí. Bom, resumo da Ó, para começar a estudar. Por que que tem poucos negros na natação? Deve ser alguma coisa do perfil genético, musculatura, oss evidência, não achava artigo, não achava nada. Aquele estudo que ia começar como uma questão fisiológica foi por uma Questão sociológica. Bom, resumo da ópera, olha, não tem negro nadando porque não tem pobre e a maior parte do pobre é negra. Então é um
esporte de elite, como não tem no tênis, como não tem no na Fórmula 1. E aquela pesquisa virou uma pesquisa que foi falada, que foi comentada, virou um bafafá na natação. Eu tirei nota 10. Quando tô nadando um fim que eu já tirei a nota, um rapaz e um professor, professor Uudson, de novo professor. Foi Você que escreveu sobre o TCC de negros? Fui eu. >> Olha, Troféu José Finkel, Campeonato Brasileiro de Inverno. >> É isso aí. >> Piscina curta, >> Internacional de Regatas. Na D, a eliminatória do 100 livre. Saiu da piscina, ele tá
no deck. Você que falou, você foi você que escreveu sobre negros? Fui queria te convidar para palestrar um evento na Câmara Municipal de São Paulo Para você falar um pouco do seu trabalho. V falar o quê? Não tenho nada de falar. Fala lá. Bom, resumo da hora. Fui lá falar de umas 300 pessoas. Entre essas 300 pessoas, um era o meu irmão, Marcel, ele tinha 15 anos. Eu gaguejei, a boca ficou seca, eu fiquei muito nervoso, eu subi no púlpito para falar, foi a foi o medo máximo, mas eu olhei pro meu irmão e ele
tava chorando. E quando eu Vi ele chorando com os olhos lacrimejados de orgulho, eu falei: "É isso aqui que eu quero fazer, cara. Eu quero fazer isso. Eu quero falar porque nos olhos de os olhos do meu irmão aos 15 anos chorando, me deu aquela confiança que você disse aqui. >> Ele me mandou a confiança. >> Eu tava gaguejando. Eu tava com a boca Seca. Eu tava, eu falei: "O que que eu tô fazendo aqui?" Mas nos olhos dele era, cara, você tá aí. E é isso. Meu irmão tem 40 anos. Isso tem 25 anos.
E eu sempre lembro, e eu já falei isso várias vezes para ele. E então, só que eu nunca tinha entendido uma coisa que você disse agora, que é a autoconfiança, ela ninguém nasce com ela, alguém precisa te passar ela. E Hoje eu podcast, palestrante profissional, livro bestseller. As pessoas me reconhecem na rua, mas quem passou essa confiança para mim quando eu não era nada foi Marcel, meu irmão. Cara, >> bela história. Bela história. >> Caraca, cara. Como eu devo ao meu irmão? Como eu devo a ele? Ele não falou uma palavra, foi só um olhar
assim. Foi um, foi um golpe. Não sei, você bem sabe o que que era, né? Foi uma ajada ali, >> né? É, é. >> 3 segundos eu encontrei ele no meio da multidão. Assim, meu pai não pode ir, minha mãe não pode ir, mas foi meu irmão. 15 aninhos ele tinha. Caramba. Tem que dar uma comissão para ele. >> Não, devolva em amor que ele vai preferir. Eu devolvo. Meu irmão é meu melhor amigo. Caramba. Quem é professor? Quem é pal? Quem quem teve pai forte, família forte, lembra disso, né, Marcel? >> Muito. >> Você
tá aí todo emocionado, andando para lá e para cá. pensado, mas eu tenho um, é, é que eu tenho uma situação com o professor. Isso que ele fez, meu, meu pai fez muito para mim, muito. Agora ele fez para mim também. Nem ele sabe. Ele, ele não sabe. >> Joga, joga, joga, joga aqui, joga aqui Microfone nele aqui, câmera nele aqui no Marcel. >> Eu tenho uma para contar dele. >> Vem cá, vem na cena. Bota a cadeira aqui. >> Eu tenho uma para contar do professor. 2015, editora bem pequenininha, mais perto que o diabo.
Começando, eu eu trabalhando de de executivo numa empresa, a editora sendo tocada à noite, madrugadas, >> certo? E pequenininha, pequenininha, tinham dois livros mais perto que o diabo. Pensa e riqueza para mulheres. Eu sempre fui e sou um dos grandes assim mega fã do professor. Eu falei: "Cara, eu preciso eu preciso ter um autor brasileiro com o professor Cloves. Aí a editora ganha corpo, ganha, né? ganha notoriedade, mas cara, como é que eu vou fazer um negócio desse? A editora inexiste no mercado 2015. Aí A Pama, ela foi, fo foi foi conseguiu chegar no professor
que ele ia fazer uma palestra no empresa lá no Sul. Foi foi marcou um café da manhã com ele. Café da manhã, vai eu, vai Pâmela e tal. Chego lá, professor ali, aquele jeitão dele tal, puxa o óculos, tal. Eu falei, professor, é o seguinte, >> 2015, >> 2015, professor, eu é o seguinte, eu sou teu fã >> até aí ele olhou mais um, né, dos Milhares de fã. >> Falei: "Só tem uma coisa. Eu sou editor e a nossa editora é muito pequenininha". Ele olhou assim, rio o óculos assim. Não, mas é que assim,
professor, é muito pequenininho. >> Ah, é? Não, não deve ser tão pequena assim. Eu falei: "É, quantos livros tem publicado?" 1 e meio. É um e o outro que saiu agora. Aí ele olhou assim, ele não conseguiu esconder. Ele olhou e fez assim: "É, mas Tá no caminho." Hum. Hum. >> Tá no caminho. Aí ele falou: "Mas é pequenininha mesmo, é?" Falei: "É muito pequenininha". Aí falou: "Então tá bom, então eu quero publicar com você". Ele fez isso. >> Ou >> ele fez isso. >> Ou >> professor foi o terceiro livro publicado pela Citadel. Foi
o professor Cloves. Ele fez isso. Isso que ele falou que Algumas quatro, cinco pessoas fizeram por ele, que o pai fez por ele, ele fez por mim, fez pela Citadel. E e tudo isso, toda essa dedicação que eu tenho por ele, eu nunca nunca vou ser grato suficiente por isso. >> Sim. E isso é é a minha forma de retribuir eh esse trabalho esmerado que eu faço por todos os livros dele e que, aliás, todos estão vendendo muito bem. e e e o que o professor precisar, eu vou est lá, eu vou pegar, vou trocar
5 6 7 8 Voos, se for preciso, para estar com ele. Então, e aquilo foi muito importante. A editor não existia >> e ele olhou e disse assim: "Mas ela é pequenininha mesmo, então eu vou publicar com essa editora". Ele fez isso. Real, tá aqui. Eu sou de, tô de prova. Eu não sabia dessa história. >> Pouca gente sabe agora. Um monte de gente vai saber. >> O que que O que que você viu nele? Foi a atitude dele ou não tem nada a ver com a atitude dele? >> 100% a [Música] é a esperança
mesmo, assim, a a o brilho da esperança no olhar, sabe? Assim. >> Uhum. aquela certeza de que haveria ali eh todo o empenho do mundo e uma certa honestidade também, né? Porque É muito comum a pessoa chegar e propor um cenário que não coincida com a realidade. Sujeito chega e diz: "Não, estamos aí com 380 projeto páá". E não foi o que ele fez, ele disse as coisas como elas eram. >> Sim. Eu falei, olha, uma figura dessa animada desse jeito, porque é uma usina de energia aí, uma figura dessa animada desse jeito, querendo prosperar.
>> Ah, aham. >> Não é? >> E e sendo honesto, preencheu muitos requisitos aqui para se tornar um amigo, né? >> Sim. >> E aí falei: "Não, vamos publicar, vamos publicar". E eu lembro até que num primeiro momento, eu tenho a impressão que ele acreditava pouco que eu que eu fosse topar, mas Saímos dali com a coisa amarrada. >> E e eu te digo, hein? Eh, incrível como como quando você acredita, quando você bate no peito e diz: "Esse negócio é comigo". >> Sim, >> é diferente, né? Eh, faz 10 anos que eu acompanho o
Marcial chegando aqui em São Paulo com uma mochila nas costas. Porque ele é o editor que vem com a mochila nas costas. >> Ele é um editor, vendedor, mascate, camelô, executivo, tudo, >> tudo, né? >> Tudo, né? E a impressão que dá que ele é imparável, né? Quer dizer, eh, ele vai vai e o que que acabou acontecendo Em 10 anos? O que acabou acontecendo em 10 anos é que os livros publicados pela Citadel de fato foram bem-sucedidos. Alguns estiveram no ranking dos mais vendidos, >> estão ainda, >> coisa que eu jamais teria conseguido se
eh eu não tivesse acreditado. Mas é, ele foi muito feliz na comparação, porque é bem parecido mesmo, Né? Quer dizer, aí fala: "Olha, malandro, deixa eu te explicar. Você nunca ouviu falar de mim. Eu nunca nunca fiz nada, nunca triunfei, nunca coisa, nunca nada, nunca. Mas por alguma razão acredite que o que nunca aconteceu acontecerá." E aí você olha no olho da pessoa e diz: "Bora junto, bora junto", né? E E hoje nós estamos com esse projeto, estamos entrando juntos no ensino médio. >> Incrível. >> É, é o primeiro, é a primeira iniciativa da Citadel
no ensino médio, >> junto com a divulgação cultural. junto com a divulgação cultural e eu também nunca escrevi pro ensino médio. E existe toda uma ilusão, um sonho mesmo, Um sonho que é transformador, sabe? Transforme a realidade do jeito que você considera mais belo, mais justo, mais correto. E no meu caso, eu me quechei durante décadas que o aluno já chegava na faculdade com alguns vícios que eram inconcertáveis e que eu precisava começar antes. E fiquei me lamentando, ah, como eu sou professor universitário, né? Então, há um impedimento institucional e pá e e aí surge
a oportunidade de produzir um material que possa alcançar o ensino médio, que só na rede pública conta com 7.800.000 alunos. >> É isso aí. >> 7.800.000 Luzo. E eu te diria, Joel, Você poderia me perguntar qual o seu delírio de hoje? >> Uhum. >> E o meu delírio de hoje é esse, é ser professor dos 7.800.000. >> Sabe, >> vou até anotar. Se eu pudesse, se eu pudesse, eu pessoalmente cuidaria do assunto, não por não acreditar nos colegas e não por, é, é óbvio que haverá gente tão muito Mais competente do que eu para levar
a cabo o projeto, mas é a vontade de assumir, é a vontade de fazer, é a vontade de olhar no olho de cada um desses alunos. Seja seja presencialmente, seja pelos recursos da técnica que hoje facilitam isso. Olhar e dizer: "Olha, não venda a vida muito fácil, resista, Resista". E E eu acho que eu imprimiria a esse encontro. Um selo de autenticidade inconfundível e eficaz. Então esse é o delírio do dia. >> Delírio do dia. Muito bom. >> Delírio do dia. Essa essa entrega que o professor faz >> delírio do dia. >> Quando ele sobe
no palco. Bom, você Lembra na no hora H, né, Joel? >> Uhum. >> Professor foi aplaudido durante 10 ou 11 minutos. Exato. >> Assim, sem parar. Quer dizer, essa entrega que ele faz é de corpo e alma de verdade. É uma é uma é uma é uma entrega total, é uma entrega absoluta. Ele sai, eu acompanho, eu participei de mais de 200 palestras juntos com o professor. Ele sai Exaurido, porque ele entrega tudo que ele tem ali. Foi o que um colega me disse. Eh, que profissionalismo seu me permita discordar. A minha profissão é muito
importante. Isso aqui não é profissionalismo, isso aqui é amor mesmo. Um pouco diferente. >> Por profissionalismo bastaria metade das calorias gastas que já tava ótimo, >> já tava legal, >> já tava ótimo. Isso aqui não é profissionalismo, isso vai muito além. Aí ele concordou imediatamente. Não, desculpa, tem toda a razão e tal. para para provar o que o professor falou. Eu sigo depois de 10 anos, depois da Cadel, a Cadel hoje, graças a Deus, e conselho de todo o time, toda a equipe, hoje estamos aí entre as editoras top do Brasil, temos 9, 10 livros
toda semana entre os mais vendidos. Eu sigo com a mochila e com o livro. Aliás, o projeto De vida antes de se tornar um material, ele chamou atenção porque saiu um livro que está entre os bestsellers. Existe um livro nosso da Citadel. E tá aqui na mochila. >> Aham. >> Depois eu vou mostrar se tu permitir. >> Mochila essa presenteada por mim, inclusive. >> Pelo professor. A atual é presente meu. É, >> atual. Foi. >> Ele não larga a mão nessa mochila, né? >> Não, mas é porque a outra tava tão escangalhada que eu num
aniversário eu resolvi presenteá-lo com uma nova. Ele como é muito elegante usa a nova mesmo preferindo a velha. Ah, lógico. Esse livro está entre os mais vendidos. >> Esse livro está entre os mais vendidos. Projeto de entre os mais vendidos. Projeto de vida. >> Projeto de vida. >> É projeto de vida. >> O que significa existir no mundo para nós humanos? O que é preciso para definir propósito de vida? Como identificar os meios mais adequados para atingi-los? Este livro chamou atenção do pessoal da divulgação cultural que nos procurou e então foi feito a parceria entre
Citadel, professor Cloves e divulgação cultural. Então foi a partir deste livro Que surgiu e este livro é é está entre os mais vendidos do Brasil. Segue. >> Esse é um livro que fala sobre sobre propósito, sobre objetivo, sobre sentido, significado. >> Hum. Hum. >> E fala também sobre os se ele vai mudando no decorrer do do >> Isso. >> Tá. >> E sobre caminhos não prontos. >> Sobre caminhos não prontos. >> Sobre caminhos que você vai trhar isso que >> você faz caminhando. >> Exatamente. Até porque aquilo que a gente falou, né, João? nosso poder,
se o caminho já tá trilhado, cuida, porque esse caminho não é seu. Alguém trilhou antes, você tem que fazer o seu caminho, né? >> É, >> tem que fazer o seu caminho. >> Aí esse, então, então me conta, então Esse livro aqui, alguém, um grupo de pessoas, uma instituição, leu e falou: "Pera aí, >> divulgação cultural de Curitiba." >> Divulgação cultural de Curitiba falou: "Isso faz sentido, >> faz sentido". A gente quer transformar isso num num material pro ensino médio. E nós queremos aí o professor logicamente pegou o material daqui e reescreveu todo o conteúdo,
todo o material para o ensino médio, Especificamente para o primeiro, segundo, terceiro. >> Embora o título seja o mesmo, é outro conteúdo. >> É outro conteúdo. >> Conteúdo. Foi todo reescrito. >> Página 51. E o que é preciso para ter sucesso? Qual seria o primeiro passo? Ora, muito bom. Ora, você precisa, antes de mais nada, saber com clareza o que quer Alcançar para então arregaçar as mangas, apostar a ficha, apostar as fichas naquilo que depende de você, identificar os meios mais eficazes para lograr esse feito. É o que muitos consultores hoje chamam de empreendedorismo. Página
51. Esse hora >> é fenomenal. Quem escreveu foi ele. >> João, eu eu contei ao professor que você escreveu um livro lindíssimo que será lançado. >> Sim. >> Se chama Pai Não, amigo, >> certo? >> É >> Pai Não, amigo. E tem tudo a ver com que o professor fala em muitas palestras. Isso. Sim. O pai não é amigo. Então, pai não amigo. >> Exato. >> E ontem ontem nós nós nós gravamos um um com com o pessoal lá do W e tal e aí acabou e Usamos uma sala e o professor o professor gravou
uma mensagem pro espaço ético, dia dos >> pras redes sociais, >> pro dia dos pais. Joel, >> ele me sacaneou. >> É, >> me sacaneou. >> Pegou pesado. >> Pegou pesado, cara. a mensagem dele. Eu acostumado, como estou, eu ouço todos os dias o professor, todo o material dele, Tudo passa, né, acaba vindo tudo para mim e tal. E eu chorei, chorei, chorei, chorei. E você que é chorão também, chorei. >> Hora que você, hora que você, cara, hora que você escutar essa mensagem, você vai chorar muito. Não é pouco. Não é pouco. >> Quando
sai? >> Bom, sai pro dia dos pais, né? Mas enfim, Eh, tá praticamente pronto botar aí uma trilha sonora, bonita e vamos pô para rodar, né? >> A ideia é a ideia de que a técnica teria me permitido falar pro meu pai alguma coisa, né? Como se eu fosse fazer um áudio para ele. E aí, então, eu falei em discurso direto, como se diz, né? como que dizendo, "Desde que você foi embora, lembra que você tinha dito isso, isso? Você precisava ter visto o que foi Que aconteceu. E eu também fui me emocionando ali à
medida que as palavras iam brotando no espírito. Tomara que todo mundo goste da mensagem, porque é uma linda homenagem mesmo. >> Ele fala direto com o pai. uma mensagem pro pai, como eu falo para você. >> Você deveria ter visto isso. Bem que você disse. >> Bem que você, >> você sempre teve razão. >> Você sempre teve razão. >> Quem deveria ser aplaudido >> foi você. É isso. É. >> Não, eu, você, porque você tava certo. [ __ ] cara. Meu forte, forte. Aí eu me emociono agora só falando. >> Pô, cara, eu nem ouvi
já. Tô >> não, não. Você vai, você vai chorar. >> Quanto tempo tem que seu pai faleceu? >> Meu pai faleceu em 98. Vai bater 30 anos agora daqui a pouquinho. >> Nossa, você era jovem, hein? >> É, eu tinha 30 anos. Você tinha 30 anos. >> Hum. >> É, meu pai faleceu tinha 34. Seu pai tinha quantos anos? >> Meu pai tinha 74. >> 74. >> É. Meu pai nasceu na roça, carregou fruta No mercado público. Ele contava a história dele quase todas as noites. Italiano, né? Filho de italianos. E ele queria escrever um
livro. Ele me falou isso a vida inteira e falava para mim, eu quero escrever um livro e ele tinha título pro livro dele. Eu, infelizmente, ele não tem, imagina a minha alegria e e poder ser o editor do meu pai. >> Exato. >> E o livro, o título seria O menino da roça. Ele queria contar a história que seria que confundiria com a história do da imigração italiana, né? CL >> o trabalho que passou fez greve de fome para poder ser liberado do trabalho da roça. Greve de fome. Foi estudar num seminário, sem ter vocação,
mas era o era o que tinha para ele poder comer. Ele falou: "Tem, não tem opção, não tem plano B, não tem nem plano A, >> tem nada, não tem plano A." Eu >> foi para Caxias do Sul e falou: "Eu preciso de ter algum lugar para comer, então vai para seminar". Então, cara, essas coisas que >> eu vou fazer uma parte aqui agora. Você toma café? >> Tomo. >> Você toma café? >> Tomo. >> Vamos tomar um cafezinho. >> Vamos tomar um café. Enquanto a gente tá pegando o cafezinho, que é o oferecimento de
um amigo, dois amigos da Cheirinho Bom, momento cafezinho. O seguinte, aliás, antes cheirinho um bom obrigado por ter sempre apoiado aqui o JJ Podcast. maior ecossistema de cafeterias do país, vende franquia, tem escola de franchise. Então, se você quiser saber como se tornar um franqueado da Cheirinho Bom, maior cafeteria, maior ecossistema de café >> do Brasil, >> os meus amigos Eduardo e Wilton, tem o link aqui na descrição. >> Nossa, pessoal, o cheirinho já é demais, já tá demais. O negócio, o negócio é bom aqui. >> Aqui, ó, tomando um cafezinho da Cheirinho Bom. Essa
vai para vocês dois. Se vocês tivessem oportunidade para sair hoje para tomar um cafezinho, para pedir um conselho, para quem vocês pediriam esse conselho? Que conselho seria esse? E o que vocês acham que essa pessoa diria? Um cafezinho? Eu primeiro vou molhar o bico. Então, começa, Marcial. Quem é a pessoa que você tomaria um café para pedir um conselho? >> Eu respondi, lembro? >> Lembra? >> Pode ser a mesma pessoa. >> Pode ser a mesma pessoa. >> Seria meu pai. Meu pai foi uma figura Muito, muito, muito importante para minha vida. Eu não tenho um
dia que eu não pense no meu pai. >> Sim, >> eu penso nele todos os dias. Em algum momento ele cruza. E e eu e eu posso ver hoje o quão certo ele estava em tudo, em tudo, desde desde a briga por deixar a torneira aberta quando enquanto estava escovando os dentes. Ele tinha isso. Tá gastando água Desnecessária. >> Sim. >> A luz ligada, o gelo que o gelo que que pega e deixa, né? Não, não, não, não, não. Recoloco o gelo de volta na no freezer. E aí eu me vejo fazendo tudo o que
ele fazia. >> Sim. >> E vejo reclamando para minhas filhas que elas não fazem. Então, o que eu o que eu perguntarei pro meu pai e eu perguntei no nosso podcast e o que eu gostaria de de saber se ele tá feliz, se ele tá feliz com o que ele tá vendo, se algum lugar ele está vendo. >> Sim. E eu queria dizer para ele também, não só o conselho, mas dizer para ele que o quão importante ele foi e que tudo o que ele falou, todas as brigas e que na época eu achava que
ele estava errado, Ele tava certo. >> É, >> em tudo, em tudo. Não tenho nada que eu possa dizer. Ele tava errado, ele tava certo. Ele tava certo. E hoje eu me vejo fazendo exatamente aquilo que ele falava que tinha que ser feito. E eu achava assim, o velho tá eh fora de moda, não sabe o que tá falando. Não é por aí, não é assim. Hoje eu vejo Que é assim. >> É, >> então eu acho que todo pai ele é atemporal. Conhecimento de pai é atemporal, >> mas eu gostaria de de >> saber
se ele tá feliz com o que ele tá vendo. >> Queria muito ouvir essa essa resposta dele. >> Quando quando que ele faleceu, Marcel? >> 24 anos atrás. No dia 17 de maio de 2001. >> 2001. Quantos anos ele tinha? >> 69. >> 69. Muito bom. Meu grande amigo, meu melhor amigo, >> sem querer sequer em algum momento ser seu amigo. Ele foi seu melhor amigo. >> Ele foi meu melhor amigo. >> Esse esse é meu sentimento que eu tenho com meu pai. >> Ele foi meu melhor amigo sendo meu pai. >> Exato. Igual meu.
>> Ele foi meu melhor amigo sendo meu pai. Porque não tinha essa de amigo, não. Tinha que >> vai. >> Eu era muito disperso. Eu tomava cada bronca porque era uma época de laboratório e nós ficávamos dentro do laboratório. Laboratório de análise clínica. Mas eu tava acostumado aquele cheiro, era um cheiro de cocô, Xixi passar por dentro, ele cada vez era bronca. Você não pode passar dentro do laboratório, tal. Aí daqui a pouco ele disse assim: "Agora vocês vem ajudar". E eu tinha lá 14 anos, tal. Senta aqui e anota. Era uma época que ele
olhava no microscópio. Urina, anota aí. >> É menos de um por campo. Tá. E às vezes eu ficava voando. Eu sempre fui muito, né? Eu queria ser físico, eu tava estudando física. Eu estava estando Einstein, eu falei: "Eu quero". E aí daqui a pouco eu me perdi, eu dizia: "Carí agora". E o laboratório era cheio assim, cheio de funcionários, tudo na mesma sala assim, tudo era grande, um salão grande. Ô pai, fala: "Pai, eu me perdi, [ __ ] você não tá prestando atenção de novo. Eu vou ter que ler de novo essa lâmina, papai.
De novo, só mais uma vez. [Risadas] Então tudo isso >> ele tava certo. >> Tudo isso tava certo. Tá marcado, tá no coração e tá na minha mente. Moldou, >> moldou, >> forjou quem eu sou. >> Muito bom. >> Quem sabe essa atitude imparável era a mesma dele que dizia assim: >> "Eu vou ter sucesso". >> Só que ele teve que carregar fruta no mercado público para sustentar. morou na casa do estudante, Passou muito trabalho, foi um homem muito, muito, muito honrado, o herói, meu herói. >> Boa você, professor. >> Ah, vamos manter essa mesma
mesmo assunto, né, já que estamos aí na questão da paternidade. Eh, uma história muito boa foi o dia que meu pai realmente decidiu que eu não eu teria que andar de bicicleta com duas Rodas, né? Era lá na casa da minha avó ali na frente do era no na Manuel da Nobre, na frente do do quartel bairro do Ibirapuera. Hoje tem um prédio e ali no corredor o meu pai pegou ferramenta adequada lá, não sei. Ele fez assim, jogou agora é duas rodas. Aí eu peguei e falei: "É que tomba?" Ele falou: "Depois de uma
certa velocidade não tomba mais". Falei: "Sim, mas dado que eu vou começar da veloci, dado que eu vou começar da velocidade zero até chegar na velocidade em questão tomba". Aí ele olhou para mim e disse: "Sobe aí na bicicleta, eu empurro um Pouco quando chegar na velocidade você". E eu, apesar do histórico de nadador, nunca fui de fazer muita força inutilmente. Ele falou que ia empurrar. Eu botei os pés no pedal e esperei ele empurrar. E ele de fato começou a empurrar. Só que num determinado momento ele percebeu que só ele tava fazendo força. Então
ele disse no meu ouvido com a doçura que ele era peculiar, o que reverbera até hoje, né? Ele disse assim: "É, pedala, caralho". Eu saí pedalando, passei pelo portão, cruzei a Manuel da Nóbrega, [Risadas] Assembleia Legislativa, >> foi embora >> e tô pedalando até hoje. >> E a pergunta que eu queria fazer pro meu pai é essa: Eu já posso parar? Tô pedindo, pai. Você não mandou eu parar ainda? >> Ai, coisa boa. >> Você nunca ouviu para de pedalar, né? >> É. Não, não teve. >> Essa história tem 55 anos >> e eu tô
aí, acho que já dei a volta, >> já deu volta ao mundo, >> né? E e se já tá bom. E eu gostaria que ele, >> coisa boa, >> me desse uma nova orientação, porque enquanto ele não mandar parar, >> eu não vou parar. >> Eu não vou parar. >> Uau! >> O conhecendo como você o conhece, ele mandaria parar? >> Nunca, né? >> Hã? >> Hoje ele diria o quê? Não, o meu pai diria e tá só começando, >> tá só começando. Você ainda tem muito que conquistar. Ele diria assim, que eu tenho certeza
que ele diria assim, esse negócio de escrever livro, viu, hoje no mundo, olhando daqui da onde eu tô, se você não publicar nos Estados Unidos, é como se não existisse, olha >> por dos Estados Unidos que depois o pessoal vai buscar, não vai traduzir. Trate de arrumar um jeito de publicar nos Estados Unidos para ser lido no mundo inteiro. Né escritor conhecido aonde? Na Moca, na Penha, não sei o quê. Isso aí já foi. Trate de arrumar um jeito, né? Outra coisa, eh esse negócio aí de ensino médio tá bacana. Como faz? Como faz pro
pessoal receber esse material? Pai, não sei, porque isso depende muito de tratativas que escapam completamente a minha alçada. Eu escrevi o material, é o melhor que eu pude. A partir de agora há todo um encaminhamento. V se informar. Não fique olhando e torcendo. Quem fica na torcida torcendo nunca Consegue nada. Vá se interessar, vá se meter lá, veja o que tá acontecendo, argumente, use a fala para convencer as pessoas olhando no olho. Não deixa outros fazerem no seu lugar que não dá certo. Se tiver que fazer, faça você mesmo. Mas, pai, eh eh às vezes
as pessoas não tão dispostas a me ouvir. na porta, Diga que precisa de 2 minutos e fale 2 minutos, elas ouvirão por 2 horas. Isso é o que ele diria, né? >> Caral, >> seu bosta que sempre terminava. >> Tinha essa >> não. O seu Bosta era um >> tinha que fechar com o seu Bosta. >> Tinha que fechar com o seu bosta que ele te ele tirava da pedagogia mais sofisticada da época. Ó, pode já avisar o seu Cloves de Barros. >> Aham. >> Que o livro em novembro já está lançado na Amazonamericana. Temos
dois já lançados na Amazericana. >> É, eu já falei para ele. >> Pode dizer para ele. E em relação à à divulgação cultural, eles nos dão mais do que 2 minutos. É só a gente a gente pode ter quantas horas quiser para eles nos explicarem como vai ser. >> Com certeza. e que o seu editor aqui usará todas as tuas ávido para conhecer. >> Ávido. Não, não, não. Não aguarda. Estou ávido para fazer esse material bombar pelo Brasil. >> Tá bom. Ele tá ouvindo e diz que vai observar com cautela. Clovão, >> clovão, >> clovão.
Seu clovão. Ai, caramba. >> É esse, esse era uma figura eh diferente, né? Para terminar aqui, ô pai, eh, se você for fazer o que você disse que ia fazer, a gente vai perder muito. Ele olhava assim: "Mas você já deu a resposta?" Não, não entendi. Você não falou que eu disse que eu ia fazer? falei: "Então, a única coisa que eu tenho para deixar para você é uma certa vergonha na cara, >> uma certa dignidade. Quando a gente dá a palavra, a gente honra. Não é assim. Falo agora porque é conveniente, a coisa muda
e eu digo, mas viu? Hum. coisa mudou, não vai rolar. As pessoas Acreditaram em você, então você vai honrar e e se tiver que perder, a próxima vez seja menos burro e veja o que você vai dizer. >> Muito bem. Mas por enquanto honre o que falou, viu? olho arregalado, anotando. Interessante. Me tornei professor de ética da universidade, mas continuei ensinando o que o meu pai já tinha Me transmitido através do seu discurso, mas do seu exemplo. Tem um negócio que o professor nunca contou. >> Incrível, cara. >> Sei se ele vai ficar bravo comigo.
Pode ser que >> se eu nunca contei, é possível que fique. É, mas agora não tem jeito. Manda a ficha. >> Eu vou ter que falar. >> Vale. >> Pergunte ao professor como ele adquiriu o primeiro carro dele. Nenhum podcast, nunca. Nunca lhe contou isso. >> Professor, como que você adquiriu o seu primeiro carro? >> Não, assim, isso aqui é exclusivo. >> Não, é exclusivo mesmo. Nenhum. Não, nunca, >> nunca ninguém nunca nenhum podcast de dos milhares que o senhor já participou, ninguém nunca, Nunca perguntaram, até porque ninguém sabe. Eu não assim a o meu
pai tinha uma condição de vida de típica classe média, né? Mas ele tinha certeza absoluta de que ele tinha que me proporcionar o que era fundamental. >> Uhum. E carro não tava entre os, né? Então eu passei a faculdade toda andando de buzungas, o que foi muito legal, porque se o objetivo era ganhar algum tipo de visibilidade, aquilo não dava muita visibilidade, porque eu frequentava um espaço ainda que fosse universidade pública, era um espaço muito aado em termos de recursos e quando eu tinha que competir pela atenção de alguma moça, Tá, eu me lembro que
meus oponentes tinham Scort XR3 conversível. Lembra disso? Opa, isso aí. Aí eu chegava de ônibus, era realmente uma disputa feroz, um duelo de precisava glamorizar um negócio. >> Aham. >> Né? P você andar pela Aven Santo Amaro de ônibus domingo à noite, eh, e tentar glamorizar aquilo, realmente exigia um talento que me preparou pra vida. >> Aham. >> Né? E aí eu acabei depois indo fazer pós-graduação e pá pá pá. De maneira que com 26, 27 anos eu não tinha carta. Tinha carta. Aí eu acabei tirando carta e comecei a dar aula de francês para
ganhar a vida, porque era preciso ganhar a vida e francês era o que eu sabia que mais tinha valor de troca eh Naquele momento. E foi muito legal porque um foi contando pro outro, contando pro outro, contando pro outro. E o primeiro carro foi de um desses alunos, mas era um Voiag 70 e era memorável o carro. Por quê? porque ele não andava por alguma razão. Ele eu consegui comprar um carro que Nunca andou e assim e eu, meu pai era vivo e eu dizia: "Pô, meu meu carro tá [ __ ] vamos lá ver
e tal". Ele entrava, sentava no banco do P. >> Mas isso é uma bosta mesmo. Eu dizia: "É, você não quis me ajudar. A próxima vez você vê de quem tá com Mas eu comprei de um aluno que tá toda semana na minha frente. Ele não saiu correndo, ele não Me enganou, ele não sei quê. Ele disse que o carro era ruim mesmo. >> E você comprou assim mesmo. É. E assim foi. E é interessante porque, né, existe aí ensinamentos profundos que meu pai me deixou sobre o que importa de verdade na vida. Ele tentou
me ensinar de muitas formas. Ele tentou Pautar a minha vida por valores em que ele acreditava. E um desses valores era justamente relativizar a importância daquilo que todo mundo mais queria naquela época e naquele momento. E isso deixou marcas na minha trajetória imensas, né, sentindo. Será mesmo que isso é importante? E quando eu me deparo com aquilo que motiva as pessoas, eu sempre pergunto isso, será mesmo que isso é importante? E se a pessoa tiver convencida que sim, eu não insisto. >> Uhum. Mas eu dou a ela a chance de pelo menos em algum momento,
refletir sobre a relevância do seu propósito. E E é interessante porque eu passei a minha vida escolar inteira ouvindo coisas do tipo: "Tal profissão dá mais dinheiro, isso dá mais sucesso." Isso aqui é isso, isso aqui é aquilo. Ou seja, era toda uma engenhoca, uma uma máquina de guerra tentando moldar o espírito para um tipo de sucesso que era a prosperidade econômica e a notoriedade social. >> Uhum. tipo ficar rico e famoso. E a vida inteira o meu pai me ensinou A a me perguntar, será mesmo que isso é importante? E só o fato de
eu ter o hábito de me perguntar isso já me permitiu muitas vezes constatar que aquilo que num primeiro jato despertou o meu desejo, no final de contas era completamente irrelevante, >> certo? E muitas e muitas situações da vida, eu acabei eh tomando Uma decisão recuada, madura, por conta desse ato de alguns segundos em que eu me perguntei, pô, né? O cara tá dizendo que tomou um avião que tem ducha na aeronave, né? Você precisa vir pegar esse avião que tem ducha na aeronave, né? Aí você desliga, o cara tira foto, joga nas redes, Chuveiro na
aeronave. Aí você num primeiro momento, pô, você não sabe, aquele meu amigo tá num avião que tem chuveiro, tal. Aí você mesmo senta e lembra do velho Cloves de Barros. Você não acabou de me dizer que não gosta de andar de avião e não gosta de tomar banho? Que [ __ ] de ducha na aeronave? Que importância isso tem? Aí eu mesmo dou risada. E, né, porque é um ensinamento Maravilhoso. Claro que alguém pode dizer uma coisa e você perguntar, mas será que isso é importante? >> Sim. >> Aí você para, pensa e diz: "É
importante para [ __ ] Mais até do que ele acha que é, mas quase sempre não é isso que acontece. >> Exato, >> né? Viu? Eh, Se você começar a postar coisas relacionadas ao seu dia a dia, você vai aumentar muito o número de fãs e de coisas. Ah, legal. Muito obrigado, né? Essa [ __ ] de filosofia já deu, já bateu no teto. O pessoal quer ver agora é você eh sei lá se na praia ou Ah, pode deixar, viu? Ó, pode >> show de bola, né? Aí você pega, a pessoa vai embora e
você, né, aciona o modo modo cloves de Barros, né? É, será mesmo? Por é claro que é legal as pessoas gostarem de você, mas de verdade, né? aquelas que que gostam do que você faz de melhor. Eh, se eu duplicar ou triplicar o número de aderentes por conta de coisas que eu não julgo relevantes, eu estarei trazendo pra minha órbita gente que não tem nada a ver comigo. Boa. Então isso não funciona assim, por mais que todo mundo diga o contrário. >> Sim. Não funciona assim. 1 milhão, 5 milhões, 10 milhões, 20 milhões, 40 milhões.
Essa é a quantificação. Mas o que afeta a vida de verdade é um que você encontra e diz: "Puta, eu tava muito mal". Aí eu vi você dizendo, batendo no peito, dizendo, é preciso ter brio aí olhei para mim mesmo e falei: "Caralho, esse cara tem razão. Eu levantei e hoje eu fiz isso, eu fiz isso, eu fiz isso, eu fiz isso. Até filosofia eu fiz graduação graças a você. Esse não é 40 milhões, esse é um >> um. >> Mas é esse que me importa. >> É isso aí. É esse que me afeta, é
esse Que me emociona, é esse que me abraça, é esse que conta. Este é o professor Cloves. >> Animal. Animal. Sempre um agora vocês dois meus autores, vocês o podcast tá rolando, milhões de pessoas vão ver. E agora, desculpa, o editor, vocês não falaram do livro do Hércules, pô. Não, >> a gente entrou nesses papo aqui do >> pessoal vocês. Olha só quem tá aqui. Os 12 trabalhos de Hércules. >> Um a um. >> Um a um. É um livro que eu escrevi com o professor Cloves. Nós publicamos esse livro, Sucesso Absoluto. Aliás, se você
participar do Clube do livro, aqui embaixo tem o link da lista de espera. Um dos livros que nós estudaremos é esse aqui, ó. Aliás, eu eu decidi que o o o próximo clube do livro é só livro do Jorja, ou seja, só livro da citata dela, Cara. A família agradece. >> A família agradece. Então nós iremos estudar os 12 trabalhos de Não é isso? O link tá aqui para você se inscrever, para você se cadastrar na lista de comentários. Para cada trabalho, tem comentários do Joel com a aplicação no dia a dia e com o
Joel sendo Joel. >> Professor >> performance, performance. >> Professor, explica de uma maneira que é Rápida, prática e e e moderna. Acho que é boa essa palavra moderna. >> Moderna. >> O que que são os 12 trabalhos de Hércules? Porque eu comentei aqueles teus textos maravilhosos. Eu falei: "Como é que eu entro aqui?" Ele já, né? Ele escrevia. Falei: "Como é que eu entro aqui?" Foi difícil, cara. >> Sim. >> Eu fiquei lá um trabalhão entre Sim. >> Mas como é que traz pra vida contemporânea lições dos 12 Trabalhos de Hércules? Bom, eh, lembrei agora
do meu pai de novo. O Marcial disse: "A família agradece". E o meu pai dizia sempre: "A família penhorada agradece". >> Ele acrescentava uma pitada de pobreza, né? Coisa. Eh, Hércules era um Um humano, um humano filho de mãe humana. >> Exato. >> E de Zeus. Então, era um humano, como dizem os franceses, um humano p les outro, um humano que não era qualquer um. Afinal de contas, ele era filho de Zeus, o manda da chuva do Olimpo. E Zeus gostava de fazer amor, né? E >> fazer amor. >> Muito bom. Ele ele curtia muito
fazer amor com com parceiras diferentes, né? Então, entenda que é um Deus, é o mais importante deus grego, mas ele não tem muito a ver com o que a gente eh costuma idealizar como sendo Deus. Certo? >> Certo. >> Zeus era bem promisco no olhar de hoje, digamos assim. >> Uhum. Ele pegava todo mundo. Ele pegava todo mundo que ele queria pegar, até porque ele era Zeus. >> Exato. >> Ele, por exemplo, ele entrava na consciência da pessoa e a a pessoa, mesmo que não quisesse, fazia sem saber o que tava fazendo. Ele é Zeus.
É Zeus. E aí então ele pegou a mãe do Hércules, engravidou a mãe do Hércules num relacionamento adulterino, porque Zeus tinha uma mulher oficial, era com H. Você imagina o que aconteceu. Eh, era, tinha muito ciúme de Zeus. E ela era a rainha do Olimpo, e ela tolerou muitas traições de Zeus, mas essa aí caiu engasgado para ela. Ela não, Ela falou: "Eu, olha só, não te ponho para fora de casa porque você é o maior deus de todos os Não tenho como te pôr para fora de casa porque você é Zeus, mas eu vou
aborrecer a vida da tua concubina. e sobretudo deste rebento que nascerá. Hércules nasceu então sob esta cina >> Uhum >> de ser filho do maior dos deuses e ao mesmo tempo contar com uma deusa enlouquecida de ciúme e que o perseguia implacavelmente. Entendeu? O cenário ficou claro o cenário >> sim. >> Muito bem. O que que Hércules rapidamente percebeu? Porque a mãe de Hércules também tinha um marido. E a mãe de Hércules não era uma uma adúltera de carteirinha, digamos assim. Ela tinha cedido a Zeus. sabe se lá o que Zeus não aprontou para então
o pai de Zeus que não, o pai de Hércules que não não o Zeus, mas o marido da mãe também Entendia Hércules como uma pedra no sapato, porque, pô, né, quando é o teu filho, às vezes já é >> complicado. de amamentar, né, de coisar. Agora, pô, o cara é filho do outro e e, né? E e como é? Porque sabe como é? Você é filho de um igual, né? você pega e e acaba com a história, vai viver outra vida. Mas não tinha nem como responsabilizar a Mulher por aquilo, porque era óbvio que a
mulher nada podia ter feito. Tanto que Hércules tinha um irmão que era filho do casal mesmo. Só que Hércules era forte, era filho de Zeus, ele era forte. E a força se manifestou muito rapidamente. Então, Hércules passava passou a infância em em roda de malaco mesmo, Né? Em em em briga de rua, dando porrada em todo mundo, que era onde ele se destacava. >> Sim, >> né? às vezes juntava três, quatro para bater nele, ele ele arrebentava com todo mundo e tal. Mas o pai queria que Hércules estudasse. E Hércules não era exatamente um nerd.
O problema é que Era, foi atormentando a vida dele de tal maneira que Hércules acabou, depois de ter tentado melhorar muito, conseguiu encontrar um amor pra vida dele, conseguiu até ter filho, etc e tal. E e por conta de uma manobra de era, Hércules acabou ele mesmo destruindo a própria família num momento de loucura. >> Uhum. >> Entendeu? Deus entra na tua consciência e captura a tua consciência e você passa a pensar o que ele quer. E foi aí então que foram lançados desafios propostos por era, que são os 12 trabalhos de Eras. Então era
mais a ideia é mais ou menos essa. Se ele passar por todas essas provas, eu paro de encher o saco dele, digamos assim. >> Uhum. >> Né? Para você entender a coisa de maneira simples. >> Tem deixar o leitor, deixar o deixar deixar que leia o livro, né? >> Os 12 trabalhos. >> Se passar pelas 12 provas e era, tinha certeza que ele não passaria por nem nem pela primeira. Era tudo coisa cabeluda, né? Era só coisa cabeluda. >> Coisa cabeluda no sentido figurado e às vezes no sentido próprio. É >> sim. >> Uns [
__ ] né? Nemia >> 500 cabeças e coisa e >> chifrudo e coisa violenta e tal. E bom, >> e até tarefas mais sutis. de sedução. Foi, ele foi testado em todos os segmentos, não é só da porrada, não. Então, qual é a graça do livro Os 12 Trabalhos de Hércules? É a paradoxal humanidade do livro, né? Eh, é um grande estudo de superação, de determinação de vitória sobre os próprios medos, os próprios bloqueios, os próprios traumas. Hércules matou o professor dele, né? >> Sim. >> Não tô. Isso não são os trabalhos não. Ele ele
foi estudar com o cara, chegou Atrasado, foi desrespeitoso, o professor foi chamar a atenção dele, ele não gostou. Aí ele jogou um negócio no professor, só que ele tinha uma força descomunal, rachou a cabeça do professor no meio. Hércules tinha muita coisa ruim. de que ele não se orgulhava em nada, >> mas era o que era. Ele era assim e >> ele tinha uma chance, >> certo, >> de se livrar daquele estigma. E aí vem os 12 trabalhos que a gente convida você para ler. >> E importante, o livro tá escrito nessa linguagem. >> É,
>> é o professor Cloves contando. Não é linguagem rebuscada, não é? Ah, você observou, né, J? Senhor observou a sutileza. Quando o professor começou a falar, certamente ele leu muita coisa em francês. Ele ele pegou o texto que ele leu em francês e trouxe a palavra aqui, O adjetivo. Mas o livro tá numa na linguagem do professor, contada pelo professor. >> É. >> E com todos e com todos os comentários do Joel. Além de tudo, também é superação e performance. >> Tá muito legal. >> É performance. >> Tá muito legal. Foi um prazer fazer parte
desse livro. É esse carinha aqui, ó. Os 12 trabalhos de Hércules. Aqui tem um link tanto para você comprar quanto para você participar do próximo clube que a gente vai ir trabalho por trabalho estudar e aplicar isso na sua vida cotidiana. Cara, que orgulho isso aqui, né? Que orgulho. Muito bom. 12 trabalho de Hércules. >> Ô João, me permite fazer uma pergunta para você eu fazer? >> Lógico. >> Se você tivesse a oportade de tomar um Cafezinho, alguém já te perguntou isso? Não, >> eu posso perguntar? Você livre para me dar uma bronca também? Dizer:
"Porra, Marcelo, não te mete negócio, você tá aqui de furão. Com quem você tomaria o qu fazer? Qual conselho você pediria?" >> Ah, eu eu vou manter a categoria. Isso, isso. >> Então, na mesma categoria aqui, >> eu ia, eu ia, eu ia tomar um cafezinho Com o com o Joelzão, sentar lá na frente dele, ia perguntar para ele assim: "É nesse caminho, pai? É isso aí. Continuo, ajusto. Tô no caminho que você me colocou. Tô fazendo jus aquilo lá que você me disse. E eu acredito que ele me diria Sim, porém, [Risadas] porém não
se distraia, não desvie, não se distraia, não desvie. Eu eu tenho certeza que ele me falaria isso, porque quando eu anunciei que que eu virei professor universitário, eu tinha 25 anos. Pai, quero falar contigo. Oi, consegui. Fui convidado para ser professor adjunto Na faculdade na Universidade Santa Cecília. Ele falou: "Parabéns, incrível, maravilhoso, que orgulho de você. Excelente. 20 segundos de elogio, 2 horas de sermão na cozinha de casa. Eu não sabia se ele tava feliz, se ele tava triste. Foram 20 segundos de elogio e 2 horas. Senta aí agora, presta atenção. Fala, a partir de
agora muitas pessoas se inspiram em você. Não mijar fora do Pinico. Dois, se algum aluno te fizer uma pergunta e se você não souber, você vai falar que não sabe e que na próxima aula você vai explicar isso para ele. Terceiro, vá atrás de você ter eh congruência no que você tá falando e propriedade. Cara, meu pai nem fez faculdade. >> Meu Deus. >> E toma pau. Você é exemplo. Agora vê bem com quem você anda, vê bem o que você faz. E assim, Eu tô Você tá feliz, pai? Eu tô feliz, mas agora você
é um professor. Caramba. Pai não, amigo. >> Pai não, amigo. Uma atrás da outra. >> Eu lembro o dia, era uma segunda-feira, eu lembro onde foi, foi na cozinha, eu lembro o horário, era umas 9:30 da noite, tava passando alguma coisa na televisão, ele ficava na cozinha eu, meu irmão passava para lá e para cá. Que que meu pai tanto fala com o meu irmão? Meu Irmão devia estar pensando, né? E ele pr Entendeu? Entendi, pai. Mais acho que o meu pai ele ele ele teve assim o sentimento, a convicção de tipo, já não é
mais sobre você querer, é mais do que querer, é sobre a o impacto que você exerce em quem você fala. Era mais ou menos assim: "Se você falar e ele não entender, fala de novo. Se se ele não entender, fala de um outro jeito. >> Fenomenal, >> para ele entender. >> Fenomenal. >> E aí, se ele não entender dessa vez, estuda um outro jeito para ele entender. Mas, mas não desiste >> até ele entender. >> Caramba, cara. Isso, isso forjou isso. >> Eu tinha 25 anos, cara. [ __ ] >> não desiste até ela entender.
>> Que pancada. Que pancada. Então eu eu perguntaria para ele se esse É o caminho. Ele falou: "Sim, tô orgulhoso, não se distraia". >> Que fenomenal. >> Ninguém nunca me >> fenomenal. >> Você sabe que esse podcast começou com filosofia de vida, mas vai virar um podcast de paternidade, né? Hein, Malu? Vai sair em agosto, mês do pai. >> Caramba. >> Aliás, ô, ô, Cloves, posso fazer um pedido? >> Escreve o prefácio do meu livro de paternidade. >> Opa, já está. Amigo >> perante o mundo. >> Bota ele >> sim >> o prefácio dele. >>
Sim. >> Que que você acha? >> [ __ ] >> tudo a ver, né? >> Com prefácio de Cov de B. >> Cara, olha que você Vou pegar o Vou pedir o vídeo pro pessoal lá do espaço ético e vou mandar pro Joel. >> Ah, >> vou pedir para você olhar antes de todo mundo. >> O espaço ético é é teu. Você é sócio? É, é animal. >> Essa esse lugar é animal. >> Não, não. Fenomenal. >> Já tem um tempão que eu acompanho esse passagem. Deve ter uns, >> cara, deve ter uns 8 anos.
Tem uns 8 anos para não tem desde 2017 ali, 16. >> É, não. O espaço ética existe desde 2005. Aí >> eu comecei a ver conteúdo no espaço ético 2000 e >> é é fenomenal, >> cara. Que papo incrível. É sempre muito bom conversar contigo, Marcelo. É sempre Muito bom estar contigo. É >> meu irmão. Você é meu irmão do coração. >> E >> você é família para mim. >> Aquela última pergunta para finalizar o nosso podcast. 2 horas meia de podcast. Maravilhoso. Aprendi muito. Divulga aí tudo que vocês querem divulgar. Rede social, o livro
novo. Já divulguei o livro também. Que que tem para divulgar? O livro das escolas. Tudo aí. Divulga tudo agora. >> Não. Eu queria sempre convidar todo mundo que quiser receber uma reflexão diária às 6 horas da manhã, a reflexão matinal. É só entrar no @clovesdebarros do do Instagram. Aí tem lá o link da Bill. E nesse link da Bill tem o link do WhatsApp do Cloves. Você só põe lá o seu número e receberá 6 horas da manhã todo dia uma reflexão. Então esse é o primeiro convite, né? Porque A comunidade aí é uma comunidade
bacana de pessoas eh interessadas em ouvir e que quando tem algum problema técnico e não entra a mensagem às 6 horas da manhã, já se manifesta. Cadê a [ __ ] da mensagem [Música] pro pessoal que recebe em Portugal? sempre 4 horas depois junto com Angola, que são os nossos polos aí de fiéis. Bem bacana, >> Portugal e Angola. >> Portugal e Angola fortalece muito. >> É. E bom, em segundo lugar, eu queria muito eh intervir, né, no espírito dos jovens do ensino médio por intermédio do projeto de vida. Tanto é uma coleção que tá
à disposição, na verdade, de qualquer um, mas sobretudo De responsáveis escolares, né? E como é um tema que hoje é um tema disposto pelo MEC como um tema do ensino médio e terá que ser trabalhado de qualquer jeito, né? Quando eu digo de qualquer jeito, quer dizer, eh, necessariamente, né? Então, tá feita A minha proposta, né? Em terceiro lugar, um convite também. Eh, eu sempre acabo fazendo as coisas por pedidos, né? E tenho muitos no link da BI você encontra também muitos cursos. E uma sugestão que me deram foi pegar todos os temas de palestra
solicitados pelos clientes nos últimos 20 anos aí, Eh, categorizá-los em grandes áreas e grandes focos temáticos e fazer um curso que desse conta de tudo que foi pedido, né, que envolvesse, sei lá, bom, ética, valores, inovação, felicidade trabalho, resiliência, pá, pá, propósito, pá, pá, bom, enfim. >> E aí acabamos montando esse curso que tem um título cultura corporativa e ética, porque você não tinha como dar conta de tanta Diversidade de temas num título só, né? Mas o espírito do curso é esse. Aí você também pode entrar lá no no @cloves de Barros e também você
encontrará lá tudo que é necessário para fazer o curso. Lembrando que esse curso se tornará em breve um livro da Citadel, cujo título será Happy Hour. É na segunda. >> Nossa, então tô aqui já no seu, já tô até vendo aqui, ó, o site, >> hum, >> do curso. Happy Hour é na segunda. Quando sai esse livro? Sai agora assim que assim que o professor finalizar todos os tempos. Já foi uma deixa enquanto esse palhaço não terminar de escrever, eu não posso publicar. >> Jamais. Jamais. Professor disquanto o professor, o professor tem o timing dele.
>> Happy hour é na segunda. Olha o mundo, cara. >> Happ hour é na segunda. >> Então logo finaliza os textos, ele fura as filas e publicado. >> Ah sim. E você, Marcial, quer deixar algum contato, >> pessoal? Siga @citadeleditora e para todos os professores, diretores de escola, donos de escola, secretários de educação do Brasil inteiro que quiserem algum tipo de Informação, entre no direct docitadeleditora e mandem lá, quero informações sobre o projeto de vida. Aí nós vamos passar e responder para cada um, juntamente com o time da divulgação cultural. Maravil. >> Então pode entrar
lá, professores, donos de escola, escolas públicas, escolas particulares, secretários de educação do do Brasil inteiro, colocam direct no @cadeleditora, querem informações sobre o projeto de vida. Está lá. >> E aqui eu gostaria, João, você fez o convite agora. Eu já fiquei aqui pesado, já tá aceito, já tá. >> O podcast vai se chamar mais esperto o quê. E eu gostaria muito de saber se aqui pode ser a casa do mais perto que eu para ser o primeiro podcast aqui. Eu esse lugar lindo que você tá fazendo. >> Sim. >> É papo de editor com autor
e vocês já estão convidados >> do mais esperto que o que >> vai ser um podcast. >> O podcast vai >> Ah, você quer criar um podcast? Já tá feito, lógico. >> Não, tá criado você. E ninguém melhor do que você para ser o grande mentor desse podcast. Você é um é o meu mentor desse podcast. Eu já te elegei. Quer dizer, você nem esqueci ou nada. É público, >> tá eleito >> aqui. >> Pode usar. >> Mais esperto que aí o cara vai ter que responder >> e aí você vai trazer os autores e
a tua galera toda. E >> Cloves, professor Cloves tá convidado. Vamos ver a agenda do professor. >> Olha, eu esperteza não é meu forte, mas eu posso arriscar, não é? É claro, é um esforço. >> O o Clovão falaria assim: "Vai lá, >> dá o seu melhor, >> pedala, [ __ ] >> Pedala, caral. >> Muito bom, muito bom. Gente, para finalizar, obrigado em primeiro lugar. E para sempre para fechar, eu faço aquela pergunta tradicional que virou, cara, virou mantra, virou nosso código, virou virou uma marca eh inconfundível do JJ Podcast, que é a pergunta
de outdoor. Se vocês pudessem mandar uma mensagem para 8 milhões de pessoas, essa mensagem vai chegar como se fosse uma mensagem de Outdoor, aquela mensagem, sabe, na veia, no coração, direta e reta, pragmática. Que mensagem seria essa, professor Cloves? E Marciel? de minha parte, eh, conheça-te a ti mesmo para viver a vida que é a tua e não uma vida emprestada ou imposta de fora. Muito bom. >> Posso pegar emprestado o que eu aprendi com você? Pode pegar emprestado tudo. >> Eu tenho uma mensagem para dizer. Uma. Qual câmera que eu olho? Qual câmera? Essa.
Essa aqui. >> Pedala, [ __ ] >> Pronto. >> É o que eu tenho para dizer, Jó. Pedala, cara. Não importa. Pedala. Não pode ficar parado. Se você, tua vida tá um inferno nesse momento, pedala. Ah, tá boa. Segue pedalando. Mas tem parar de pedalar. Parou de pedalar, cai. Então aprendiz com o professor pedala. Ah, mas Tá ruim. Sei qu para de reclamar, para de encher o saco, para de mimimi, pedala. Vai tocar, vai tocar teu Instagram igual da última vez que tu veio aqui, até o limite da estupidez. Eu recebo mensagem, Joé, eu estou
indo até o limite do estupidez, como eu aprendi com o Marcial. E aí os caras mandam textão. >> Eu peguei emprestado do professor. Pedala, [ __ ] [ __ ] é isso, é isso. >> É isso. Muito bom. Senhoras e senhores, Esse foi o JJ Podcast. Obrigado. Obrigado professor por ter vindo. Obrigado, Marcial. >> Obrigado, João. Ob. >> Obrigado vocês que ficaram esse todo esse tempo. Obrigado pela audiência de todos vocês. Reforço e agradeço o JJ Podcast. Não seria esse podcast se não fosse pela audiência de todos vocês. Se você não é inscrito no canal,
por favor, se inscreva no canal. Manda mensagem pro professor, manda mensagem para o Marcial. Reforço também aqui todos os convites e manda este podcast para quem tem que ouvir. Se quiser, ouça e ou assista mais uma vez, tá? Muito obrigado pela audiência de vocês. Um grande abraço. A gente se vê no próximo JJ Podcast. Valeu, tchau.