Motofreio, muito usado nas fábricas, mas pouco conhecido pelos calouros da área da elétrica. Por isso, agora eu vou te explicar o que é, onde é usado, como funciona e os cuidados necessários. Então, vem comigo, pessoal.
Como o próprio nome já disse, o motor vem com freio acoplado e isso é um detalhe que muda até o seu estilo de ligações. Olha como é o sistema de conexões de um motor com freio e sem ele. Este dispositivo extra é a ponte retificadora, responsável pela alimentação do freio, mas para realizar as ligações, continua sendo um processo bem simples.
Na placa do motor, você vai identificar o tipo de alimentação que deseja fornecer ao sistema. Neste caso, vou usar o triângulo triângulo, já que o circuito aqui é de 220 V. E na parte da retificadora vou fazer uma derivação da alimentação do motor, já que não estou usando um inversor de frequência como fonte externa, tá, MAPED?
E agora, como ele funciona com as ligações feitas? Bom, para alimentar a bobina do freio, a retificadora converte a corrente alternada para contínua, liberando o eixo do motor, o que faz com que as cargas acopladas nele entrem em movimento. No momento em que o circuito é desligado, a alimentação da ponte retificadora é cortada, a bobina do freio é desenergizada.
A mola responsável por pressionar o disco de fricção do freio é acionado e o eixo do sistema é travado instantaneamente. Bom, e quais as vantagens desse tipo de frenagem? Vou citar as principais, que são aumento na segurança, precisão na parada e redução dos desgastes mecânicos.
Tudo isso é muito importante em máquinas como elevadores, serras, esteiras e prensas, em que a frenagem rápida e precisa é um fator de extrema importância. Como o sistema de freio do motor é mecânico e por meio de um disco de fricção, a inspeção periódica é crucial. No geral, ela é feita a cada 6 meses ou 2000 horas de operação.
Mas se o motor atuar frequentemente com altas cargas ou em ambientes com poeira, umidade e temperaturas elevadas, a inspeção deve ser feita de três em três meses. Os principais pontos verificados são a medida do entreferro, a espessura do disco de frenagem e os apertos necessários. Galera, no Motofreio, o entreferro é a distância entre a armadura do freio movida por um eletroíã e o disco de freio preso ao eixo do motor.
Pessoal, agora falando sobre as manutenções do sistema, tem uma coisa muito importante. Caso o freio apresente ruídos anormais, demore na frenagem ou fale ao travar, o processo de verificação deve acontecer imediatamente. Tá, mas como ele é feito?
A primeira coisa é identificar o modelo da carcaça do motor, que pode ser encontrado na placa de identificação. O meu é o IS90. Para realizar a inspeção, vamos utilizar um calibre de folga.
Observe que em cada lâmina tem uma milimetragem diferente e são com estes valores que vamos saber qual é a folga, ou seja, o tamanho do entreferro. Ah, e para saber o valor correto, vamos precisar da tabela de ajuste que está disponível no manual. Observe que o entreferro nominal do nosso modelo é de 0,20 mm, com variação de 0,05 para menos ou 0,10 para mais.
Portanto, os valores toleráveis estão entre 0,15 e 0,30 mm. Então, para realizar a medição, basta ir inserindo as lâminas neste vão. Quando acontecer do calibre não entrar, o valor anterior vai ser a medida do entreferro.
E para ser correta, esta medição deve ser feita em três pontos do entreferro, sempre próximo aos parafusos de ajuste. Neste caso, está tudo OK, já que o valor encontrado foi de 0,25 mm. Então não será necessário reapertar.
Ô Mated, e se passar de 0? Para isso, vamos levar em consideração o entreferro máximo, que no nosso caso é de 0,50 mm. Se a folga estiver entre 0,30 e 0,50, é necessário fazer o ajuste do parafuso que regula a mola de pressão do freio.
Caso isso não seja feito, a frenagem vai ter uma queda considerável na sua eficiência, o freio sofrerá mais desgaste e o sistema vai ficar mais suscetível a problemas durante o processo. Deixa eu ver se eu entendi. Então, se passar de 0,50, deu ruim de vez.
Sim, porque nessa condição há uma chance enorme de danos críticos, ou seja, a troca do disco de frenagem vira uma urgência. Sabemos que muita gente tem dificuldades para resolver e identificar problemas que envolvem motores. Por isso, neste vídeo explico como prevenir e solucionar os contratempos comuns na indústria.
Então, aproveite para assistir esse e outros conteúdos do canal. M.