Olá tudo bem com você hoje nós vamos para nossa segunda aula sobre economia criativa e vamos abordar algo que já começamos na aula anterior que foi uma aula de apresentação da disciplina e de contextualização para que você se familiarize com algumas questões voltadas ao tema a aula de hoje tem como tema principal as indústrias culturais e criativas Então esse conceito de indústria cultural surge em decorrência dessas transformações que a sociedade vivenciou e que desencadearam muitas reflexões na questão da Cultura como um produto todo esse contexto deste fenômeno pertence justamente as mudanças no mundo do trabalho
que consequentemente geram mudanças e demandas por lazer e entretenimento então lá no início desse conceito ainda não estamos falando sobre economia criativa estamos falando só sobre indústria cultural eh tudo isso surgiu devido às mudanças no mercado de trabalho que proporcionaram Uma demanda interessante para lazer e entretenimento e que de certa forma a sociedade nessas transformações também colocou como um produto então além do consumo de produtos como alimentos né e outras questões aí da base da pirâmide nós temos também outros consumos que são responsáveis nesse momento deste conceito por gerar receita que é nada mais nada
menos do que o lazer e o entretenimento e é por isso presta bem atenção nisso que a gente ainda vincula a economia criativa só a questão das Artes da música e essas outras questões né quando a gente fala em economia criativa vem mais isso assim a nossa mente não vem tanto outras questões como como vamos abordar posteriormente mas também é interessante ressaltar que essa demanda por lazer e entretenimento vem acompanhada às inovações tecnológicas do século XIX que facilitaram o acesso a essa demanda por exemplo estamos falando de um período em que rádio e televisão eram
os principais meios de propagação de lazer e entretenimento ainda nem falávamos em internet então diante de todo esse contexto de mudanças de demanda por por lazer por entretenimento E essas reflexões geradas nesse período nós vamos resgatar um pouquinho as nossas aulas de sociologia ou Ciências Sociais e humanas e vamos conversar sobre a escola de Frankfurt então nós temos estes autores que conversamos anteriormente nessas disciplinas pois tinham em comum uma linha teórica uma linha de pensamento com foco em favorecer a emancipação e a crítica essas formas de opressão existentes no período Sim eles até pensavam nessa
eh reflexões a respeito né na escola de Frankfurt que estas eram formas também de opressão além de lazer e entretenimento porque na verdade através do lazer e do entretenimento as pessoas compravam ideias Ou nem preciso de aspas até literalmente ideias que iam gerando outras necessidades de consumo através destas vivências da escola de Frankfurt os autores também destacaram um elemento essencial para essa discussão a indústria cultural ou vocês já devem ter ouvido falar da cultura de massas e é um ponto de contradição relacionada à teoria da cultura então quando a gente fala de marcuzi por exemplo
se você se recorda das nossas aulas de Ciências Sociais e humanas o homem unidimensional coloca como conceito principal que por meio dessa indústria cultural da sua generalização do modo como substitui os processos por algo que se transforma sistematicamente nesses principais meios de dominação é que as pessoas vão comprando essas ideias e e outras necessidades de consumo então quando a gente fala de cultura de massa eh justamente falando ali um português mais simples ou até mesmo mais direto é colocar todo mundo mesmo no mesmo patamar na mesma Como que eu posso dizer até aqui né na
mesma ideia de que tudo aquilo que tá sendo oferecido é importante para todo mundo e que não existem diferenças e que tem que ser da aqu aquela forma e isso pessoal vai gerando nas pessoas uma remodelagem vamos dizer assim dos seus valores né então se eu apreciava mais determinado entretenimento do que outro ou determinada música Já que vamos conversar bastante sobre isso no decorrer da disciplina do que outra eh com a cultura de massa isso deixa de ser relevante e eu coloco todo mundo dentro da mesma necessidade colocando de forma como se só aquilo fosse
justamente apreciado ou até mesmo colocado como verdade paraa nossa sociedade né Nós podemos ver que cultura de massa nós vivenciamos até hoje e que bom vou deixar não vou contar tudo agora não vamos paraa próxima então de acordo com outros autores nós nós falamos que a cultura vamos resgatar um pouquinho aí essa questão de Cultura não é um livro um objeto uma música O que eu já venho falando para vocês desde o comecinho da nossa aula então ela seria a própria mercadoria se fosse assim na verdade é essa relação de consumo que forma a cultura
de massa que forma a cultura em si e modalidade socialmente determinada de de relação entre os complexos significativos e a sociedade como um todo então esses setores culturais eles vão sendo cada vez mais Palco né de novas referências de atividades que interagem entre si através da criatividade da cultura então é esse o produto são essas relações Então não é o livro em si não é o objeto em si si não é uma música em si não é a música que está sendo vendida mas é a ideia dela não é o livro que está sendo vendido
mas é o que ele traz de informação e por aí afora então voltando um pouquinho em autores que nós vimos lá nas nossas aulas de Ciências Sociais e humanas eh a padronização presente nessa produção que foi o que eu acabei de dizer essa ideia presente nos livros nas músicas nos filmes nos artigos culturais tudo isso contribui para alimentar a ideia de que a felicidade pode ser conquistada por meio dos bens e serviços e através do consumo delas então nós vivemos uma época não hoje mas nós vivemos há algum tempo em que tudo isto começou e
alguns valores foram sendo invertidos então o ter passou a falecer no ser E por aí afora né Então essa padronização ela é muito Sutil e ela vem mascarada de algumas músicas filmes livros que se tornam não eles em si mas as suas ideias se tornam aparentemente personalizados mas que geram essa pseudo individuação Nossa essa música foi feita para mim né esse filme retrata o que eu estou vivenciando esse livro Por exemplo de autoajuda ou esta obra ou a forma como na novela A pessoa se veste ou a forma como a pessoa fala os o que
ela tem a forma como ela age tudo isso vai como se fosse impregnando nos nossos valores valores que muitas vezes não são nossos mas que nós nos sentimos mais felizes em ter em consumi-los porque todo mundo está seguindo esse mesmo barco então Por meio dessa comunicação de massa que é justamente isso que a indústria cultural traz como reflexão porque cultura e indústria se você for pensar elas são antagônicas né então se cultura lá inicialmente Lembra do nosso conceito é algo que vem das pessoas é algo que é decorrente dessa interação como que pode ser uma
indústria o conceito de indústria produção né então a gente pode colocar essa indústria cultural por meio de uma comunicação de massa que é o produto final na indústria cultural alcança esse número considerável de pessoas com a finalidade de levá-las a consumir tudo aquilo que estão sendo colocadas expostas né então é o que eu acabei de dizer com outras palavras e aí o autor também coloca que neste caso esses produtos dessas fontes de comunicação de massa como a música informação novelas filmes também são fontes de lucro alimentando o sistema capitalista vigente e alguns outros autores caracterizam
como premissa né a visão de Adorno e da escola de Frankfurt e destacam Essa visão Idealista que nasceu nessas reflexões conduzindo uma redefinição que beneficie o setor criativo e também os aspectos que vêm acompanhando esse setor como aspectos sociais e políticos e esse pode ser inclusive foi o início da utilização dessa comunicação de massa nessa orientação das pessoas diante dessa coisificação da Cultura ou da banalização dos aspectos culturais impedindo né muitas vezes que as pessoas tenham os seus próprios valores incentivando o pensamento autônomo e autorreflexão no contexto que nós estamos inseridos por hoje é isso
Bons estudos n