[Música] esse é o segundo vídeo da série procura tratar do trabalho do psicólogo na interface com o gerente família e nesse vídeo a gente vai tratar de ampliar um pouco de aprofundar a discussão começamos no vídeo anterior a respeito das duas vertentes de inserção do psicólogo e trabalho do psicólogo que seria a perícia ea intervenção que a gente vem colou ao trabalho a pé ou a previsão de trabalho que está no artigo com 51 do estatuto da criança e do adolescente inicialmente é interessante lembrar que muitos processos em vários família eles não não necessariamente comporta
um conflito estabelecido há vários processos em que a demanda judicial é uma demanda sim gera uma demanda mais simples vai poder dizer sim que há uma demanda de verificação da situação é esse tipo de processo muitas vezes não tem conflito a gente pode abordar isso em vídeos adiante é quando tratarmos dos dos tipos de processos que existem e que são mais requisitados mas este tipo de processo é mais simples ele não demanda uma intervenção e não demanda necessariamente uma intervenção do tipo que a gente está tentando defender aqui os processos nos quais há conflito familiar
é o que a gente vai tentar trabalhar aqui nessas duas vertentes da perícia e da intervenção bom começando pela questão da perícia o que está colocado os procedimentos policiais que nós já tratamos no vídeo anterior são muito mais restritos são direcionados balizados pelo procedimento de que o perito deve verificar over é observar analisar e informar é esse tipo de procedimento ele corre alguns riscos quando a gente trabalha na questão do direito de família bom o que sentido abordando então a questão dos procedimentos de avaliação é a gente pode pensar vou lembrar que os procedimentos de
trabalho são do campo da avaliação psicológica historicamente foram criados justamente no intuito de extrair um determinado conhecimento de indivíduos e grupos e poder utilizar esse instrumento também para que eles fossem classificados rotulados é e direcionados é um exercício uma leitura possível do campo psicológico historicamente é que ele retire um determinado conhecimento de uma certa a população de um indivíduo e uso esse conhecimento como um exercício de poder por isso mesmo campo de avaliação se tornou muito importante uma certa época histórica fundamentalmente no século 20 início do século 20 como é campo utilizado pelo estado para
tratarem de vídeo para classificado seja na escola seja nas prisões seja nos manicômios ou outros tipos de instituição e procedimento nesse sentido esse campo da avaliação e o campo da psicologia em torno do campo a avaliação foi muito usado pra aquela separação entre o normal eo patológico o normal e o paranormal a curva onde devem estar os indivíduos as características esperadas o idealizados ou ideais e os desvios onde estão os outros indivíduos ou as outras características que devem ser deve sofrer algum tipo de intervenção o que serve para uma avaliação para excluir ou incluir determinados
indivíduos em certos padrões vem de onde que origina se o conhecimento que é usado na vara de família para definir as ações para definir a os conflitos famílias por exemplo na sua guarda convivência tutela com esses conhecimentos eles teriam ainda muito do senso comum nem que se tem certas imagens e padrões do que seja a família do que seja parentalidade paternidade e maternidade e também deriva de estudos universitários de estudos acadêmicos pesquisas que comportam também com avaliação muitas vezes não necessariamente com a avaliação mas que serve para produzir um determinado padrão de leitura da realidade
a partir do qual eu posso tentar verificar quais são as melhores condições morais é de cuidado afetivas é financeiras e econômicas é de atenção tentar definir que tipo de padrão se espera nesse tipo de categoria vamos chamar assim para comparar com aquilo que encontro na realidade e aí definir quem é que peguei melhores condições de ser magoada melhores condições de cuidar de uma criança um adolescente e sérgio funk está pressuposto nisso tal pressuposto que existe uma possibilidade de uniformizar ou de certa forma de universalizar determinados padrões de comportamento ou de atitude ou de personalidade que
pudesse ser comparado com aquilo que se encontra numa realidade por exemplo a partir da avaliação e aí extrair disso há consequências no sentido de falar de uma certa adaptação de um ajustamento ou daquilo que pode projetar o futuro mais interessante ou ações mais interessante isso faz parte do campo da psicologia faz parte do campo da avaliação mas do caso do direito de família tem que ser colocado em questão justamente porque corre o risco de produzir um tipo de norma que não é a norma jurídica mas que acaba interferindo e influênciando é um exercício e às
vezes até a produção do seu nome jurídicas evidente mesmo não se trata aqui de negar a existência de certos padrões ou de princípios por de questões que têm nortear que tem que nortear o trabalho do psicólogo no campo jurídico esses tipos de questão por exemplo ou imaginar a questão de colocar uma criança em risco o adolescente risco alguns padrões ou alguns princípios eles são vários e eles vão servir para fazer o raciocínio de quem está trabalhando com o estudo psicológico nesse campo mas esses padrões eles devem ser mínimos eles devem ser mínimos e contextualizado o
risco que correria de não contextualizados bond flexibilizadas ou de singularizar pensando em cada caso é justamente padronizar o que seria família padronizar o que seria às relações familiares da melhor forma possível ou que entender o que atendessem de uma maneira geral ao melhor interesse da criança então para quem assume essa vertente de trabalho na no campo da avaliação dessa forma que eu estou criticando agora ele corre pelo menos dois grandes riscos o primeiro risco é justamente do uso de um saber do ponto de vista técnico nenhuns técnico técnico precisam antes de um saber como se
esse saber pudesse indicar melhores formas e modos de vida independente do que é a singularidade de cada cargo é uma aplicação de saber acrítico né uma aplicação saber supostamente neurocientífico a vida das pessoas sem que o caso possa ser singularizado essa é uma tendência que o que vem junto com essa tendência aquilo que eu chamei no primeiro vídeo de normatização ou normalização a produção de normas a partir do conhecimento científico e do uso deste conhecimento científico no na questão por exemplo da família então a produção de uma normatização da família vai indicar com devem ser
as famílias como devem ser as relações parentais como que seria melhor se elas acontecessem ora isso é um tipo de procedimento é um tipo de discurso que a gente encontra na sociedade mas que a gente tem de criticar porque não existe nesse sinceramente padrões a serem exercidos dessa forma como eu disse antes existem princípios de 100 questões mas não necessariamente padrões que devem ser levados em conta para a produção de relações boas de qualidade de uma experiência familiar necessariamente interessante a partir desses padres colocados nesse sentido a gente pode até dizer que a produção desse
tipo de norma é construir sua produção de uma determinada a verdade sobre a relação social uma determinada verdade estabelecida antes e é mais interessante pensar ainda que a gente pode usar o tempo da produção da verdade porque o discurso jurídico é um discurso de produção de verdade né verdades eternas ao disco jurídico nas verdades que tem efeitos sociais então quando um magistrado definir aguarda um conflito de guarda para um dos genitores ou dos pais é evitar produzir uma determinada verdade em relação àquele caso ea psicologia é usando ou utilizando este padrão é sustentando uma determinada
norma social uma imagem social do que seria o melhor pai ou a melhor mãe está colaborando na produção desse tipo de verdade que no fundo se torna uma verdade alienante para o sujeito eles têm se enquadrar determinados verdade para provar aos que o jurídico que são então a pessoa mais adequada ou adaptado ajustada para cuidar do seu filho por exemplo o processo de guarda e um outro efeito disso aí diretamente ligado ao trabalho do próprio psicólogo tally inserido no direito de família é que essas imagens devam se tornou a imagem estabelecidos num discurso social era
se antecipam o trabalho do psicólogo sentem imagens que são aquelas do que seria melhor para a melhor mãe ou melhor forma de cuidar de uma criança a lidar com a adolescência eu vou tentar me enquadrar nesse mar utilizadas para convencer o psicólogo está fazendo este estudo e eu estou tratando especificamente da questão policial stricto sensu como já disse eu vou tentar colocar este psicólogo mesmo lugar de ser uma pessoa ser convencida da da minha posição da minha verdade das minhas questões então é como se fosse uma tendência se existem verdades estabelecidas erros bt umas uma
avaliação eu vou atender a tentar colocar aquele que está avaliando um lugar que eu possa convencer os que eu sou melhor ou estou melhores condições para exercer aquela guarda hoje centro outras questões também né então o psicólogo fica na perícia ele acaba tendo que lidar com esse lugar em que ele tá meio a inserido de uma forma extremamente forte nos cursos jurídicos como mais um operador do direito que tem que ser convencido determinadas posições determinadas verdade determinadas questões isso mesmo talvez ele vai ter que lidar com um tipo de questão muito próprio da prática psiquiátrica
forense que é o tema da simulação então nessa vertente que eu tô aqui colocando e que eu estou fazendo uma crítica o psicólogo o grupo de psicoterapia dessa forma tem que se preocupar sobre é exatamente o que é a pessoa que está ali se ela está simulando se ela está distorcendo alguma coisa que é preciso encontrar a verdade por trás daquilo que apresenta bom essa preocupação está presente em qualquer distúrbio psicológico mas quem trabalha com a vertente da perícia no sentido de que se coloca avaliando simplesmente outro ele vai lidar com isso de uma forma
bem mais presente e de uma forma talvez muito mais difícil em que ele vai ter que se confrontar com essa possibilidade das simulações de simulações um ponto que ninguém entende que a gente vai tratar de um pouco é na intervenção isso pode ser um pouco diferente o segundo risco que corre então é o psicólogo que se coloca estritamente em campo pericial da forma como a gente está tratando aqui é justamente o risco de individualizar as questões né de transformar os problemas em ou o pai ou mãe ou avó ea tia é a criança ou adolescente
quem é o problema quem produz o problema quem é o melhor quem está mais adaptado isso faz com que a leitura das relações sociais possa se o eleitor uma leitura mais individualizados que também é uma tendência contemporânea dos discursos psicológico e médico né de individualizar e às vezes de patologizar determinados fenômenos [Música]