bem-vindos ao canal saber linguagem meu nome é Lucas Maciel Eu sou Professor na Universidade Federal de São Carlos estudioso das obras do Círculo de batinha quase 20 anos no vídeo de hoje nós seguimos as nossas discussões a respeito da obra problemas da poética de dryerski continuamos no Capítulo 5 o discurso endostor evski e prosseguimos na Sessão 2 deste Capítulo 5 que tem por título discurso imunológico do Herói e o discurso narrativo nas novelas de Dostoiévski para quem está acompanhando os vídeos com a leitura da obra eu prato do parágrafo em que se lê quem é
porém o narrador de o duplo Qual é a posição do narrador e qual a sua voz no vídeo anterior quando nós comentamos a primeira parte dessa Sessão 2 do Capítulo 5 nós vimos o batim discutir a respeito da altenunciação dos heróis nas novelas de Dostoiévski então ele focalizou as alta enunciações do macardio Chiquinho de gente pobre e do golete Kim de o duplo e agora ele passa a focalizar a figura do narrador na novela O duplo Então a partir desse momento o batim deixa em alguma medida de falar a respeito da figura da alta Anunciação
para falar especificamente do discurso do narrador Mas como ele vai nos mostrar aqui em o duplo nós temos uma conjugação muito interessante entre a auto enunciação do personagem do colher de Kim e o discurso do narrador vamos lá segundo o ratinho o narrador não ultrapassa a auto consciência do Olhar de quem o narrador está dentro dessa autoconsciência e nós vamos ver que ele parece dialogar com o próprio goliadim vai dizer o narrador leva adiante as palavras e ideias de olhar de quem as palavras da segunda voz do goleaching se nós relembrarmos que nós vimos no
vídeo anterior o que o batismo fala no início dessa sessão dois do Capítulo 5 ele vai dizer que a voz do goletinho ela pode ser auto consciência do coletivo ela pode ser decomposta em algumas vozes tem a voz digamos principal que a voz insegura do Olhar de quem inseguro que sempre está olhando para o outro imaginando que o outro pensa dele o que o outro pode dizer dele e o próprio bolha de Kim numa espécie de Alto defesa ele cria ele simula uma voz para ele uma voz autossuficiente que essa segunda voz uma segunda voz
de alguém autorizado que consegue acalmá-lo incentivá-lo e como nós já vimos também que mais à frente essa voz essa segunda voz que no primeiro momento serve para incentivar para acalmar o olhar de quem ela vai se tornando cada vez mais zombeteira e tirando sarro se contrapondo a mulher de quem e é justamente nesse sentido do ironizado zombar do de tudo para aquilo que o boné de quem fala que vai surgindo a figura do narrador eu bati inclusive vai comentar que de maneira bastante Sutil muitas vezes o dos servos que ele passa da autoconsciência para essa
voz do narrador porque Inclusive a voz do narrador ela está muito próxima a essa segunda voz do golete quem essa voz inicialmente incentivadora e depois obter E aí o batim Traz algo uma observação muito interessante ele vai dizer a voz do narrador embora famamente voltada para o leitor é como se estivesse orientada dialogicamente para o rolete aqui então narrador ele vai cumprindo a sua função ele vai nos contando a nós leitor isso que está acontecendo mas de alguma maneira esse discurso parece ser voltado ao boletim voltado a provocar o colher de quem vamos olhar isso
com exemplos então aqui eu trago um trecho que o batim sinta que é o seguinte voltemos agora para o senhor golia de Kim o único o verdadeiro herói de nossa novela bastante verídica vejamos aqui que especialmente nessa primeira frase o que eu tenho é um discurso Donato não é uma fala do personagem não é uma altenunciação do personagem não é uma alta enunciação do Herói é um discurso do personagem e um narrador aqui é não é um discurso do personagem não é um discurso do Herói é um discurso do narrador então o narrador aqui ele
vai cumprindo a sua função ele vai nos contando o que está acontecendo ele fala voltemos agora para o senhor colher de quem o único verdadeiro herói de nossa novela bastante verídica inclusive ele vai falando do qual é de Queen como quem fala de uma terceira pessoa e ele prossegue acontece que ele o olhar de quem se encontra nesse momento numa situação bastante estranha para não dizer mais e ele já começa de alguma maneira é com esse Tom é brincalhão irônico de alguma maneira acintoso provocativo em relação ao olhar de quem ele também está aqui senhores
ou seja não no baile mas quase que no baile ele senhores vai indo embora viva lá seu modo neste exato momento está no caminho não lá muito reto essas expressões vai indo vive lá seu modo são expressões do próprio golete fala eu vivo aqui no meu mundo eu vou indo então o que o narrador faz ele aproveita as palavras os temos as expressões do colher de Kim e ele traz para o discurso da narração mas ele traz como um acento diferente como orientação axiológica diferente expressões como eu vou indo eu vivo cabo meu modo são
expressões sérias em que ele procura se auto justificar perante o outro aqui no discurso do narrador essas expressões são tomadas de modo irônico acintoso vão provocando o olhar de Kim bom eu atin faz então uma observação que é interessante que nós olhamos com detalhes porque muitas vezes as pessoas leem as obras batim e não se atentam na riqueza dos detalhes das análises que ele desenvolve ele vai dizer o seguinte sim Gente Pobre a voz de marcar diabsquinha se a senhora da voz do outro aqui a voz do narrador se a senhora da voz do goliath
não usa esse tema senhora mas eu estou usando para facilitar aqui a exposição o que ele tá dizendo se nós lembrarmos lá daquele trecho de Gente Pobre em que uma carta ele vai falar ele vai relatar na carta para varianca que ele mora em uma cozinha nós vamos vendo que uma cara é uma cara que fala mas em determinado momento ele vai sentir nesse discurso do outro tão forte que ele permite que haja a emergência dessa palavra no seu discurso agora o que que acontece o grande discurso aí é do autonunciação do Herói é o
discurso do macaco que só em um determinado momento permite a emergência dessa palavra do outro que permite a emergência da palavra cozinha porque não é uma palavra dele a palavra dele é quatro Nós também vimos lá quando marcar vai disputando com a voz do outro o acento sobre a orientação da palavra copiar ele fala copiando eu sei que eu faço pouco copiando mas será que algum pecado copiar o que é de errado em copiar nós vamos sentindo essa disputa de assento já que uma cara está tentando de alguma maneira se auto elogiar Ou pelo menos
se confortar de dizendo que copiarem algo importante Ou pelo menos relativamente importante mas ele vai sentindo esse assunto forte do outro que discorda dele que vai dizer que copiar não é importante e até o momento em que ele simula a voz do outro e diz ora veja ele é copista mas veja quem está dominando discurso é uma cara ele que permite a emergência de algumas palavras do outro então na alta enunciação do Herói macaco aparece em algumas palavras algumas expressões do outro aqui é diferente aqui no discurso do narrador é que aparecem algumas palavras do
Herói Então veja que é uma relação diferente lá a gente cobra você tem alta enunciação do herói que traz palavras no outro aqui você tem o discurso do narrador que traz palavras da autonunciação do Herói e o patins complementa o narrador usa as palavras do golete que intons zombieteiro tirando sarro do Gole de Kim e parece-se dirigir a ele ele parece inclusive dialogar com o colete King é como se o narrador esteja contando para nós leitores o que está acontecendo mas é como se o gole é de Kim O heróis tivesse ouvindo que o narrador
fala e daí ele respondesse para o narrador é isso que vai ficar acreditou bastante Claro um exemplo seguinte quando o narrador vai dizendo ele os senhores esperando agora o momento oportuno esperando é exatamente duas horas e meia é uma frase claramente do discurso do narrador mas aí nós temos porque não esperar essa frase pode ser um discurso do narrador e pode ser uma auto enunciação do Herói uma reflexão do Herói até Vilhena esperou quem fala isso o narrador ou o olhar de quem mas na sequência O que faz o teste ele coloca entre aspas aqui
tem aspas simples porque tá dentro de uma estação mas ele coloca entre aspas uma resposta Digamos que é o pensamento do Google é de quem Mas o que ele tem a ver com isso veja se nós considerarmos então que o sexo que está marcando com aspas aquilo que é do Olhar de quem que a frase mas o que vi ele tem a ver com isso quer dizer que o que vem anteriormente é do narrador Então quem falaria em tese até ele esperou é o narrador mas é como se o goletinho Escutasse o narrador falando isso
e responder mas que ele tem a ver com isso claro é só uma hipótese mas veja seja de um seja de outro quando um dos terrestres que ele traz as aspas Ele marca de bastante de maneira bastante Clara para nós essa espécie de diálogo entre o narrador e a personagem é como se o personagem como se o gole é de quem respondesse a narração então na em dupla na ração tem uma dupla função ela vai trazendo para o leitor aquilo que está acontecendo mas ao mesmo tempo ela parece estar dialogicamente um diálogo dirigida ao olhar
de quem em síntese é no duplo a narração é continuação da segunda voz do Google adquim uma voz inicialmente a acalentadora autossuficiente incentivadora e depois vão beteira e essa voz está orientada para o ele é de quem é como se dialogasse com o olhar isso caracterizaria a polifonia vai dizer um duplo a três vozes a do duplo e a do narrador mas olha o que ele diz mas como essas três vozes estão apenas no interior de uma única auto consciência não se trata da polifonia veja que nós começamos falando nesse vídeo que a voz do
narrador está nos limites da autoconsciência nos limites da cabeça do goleaching então a novela o que ela focaliza é alto consciência do Olhar de quem auto consciência na qual se conjugam três vozes do olho é de quem do duplo e do narrador mas eu tenho uma única auto consciência para eu pensar em polifonia essas vozes teriam que está em sujeitos diferentes cada um dos pais com a sua auto consciência Então essa voz deveria ser decomposta em outros sujeitos por isso vai dizer o vatim essas vozes ainda não se tornaram plenamente autônomas vozes reais três consciências
aqui em dupla só tem uma consciência três consciências três sujeitos com plenos direitos isso só ocorre nos romances inclusive esse ponto aqui é um dos quais nos serve para nós refletimos a respeito dessa questão da polifonia é dentro da dos conceitos que o marketing traz se nós olharmos para os aspectos todos que te fala que compõem a polifonia nós vamos ver que estritamente nós seguimos aquilo que o batismo fala ou paciente só diz a ver polifonia em alguns romances todos mulheres ele não fala que só nos conhece ele fala que em algumas obras por exemplo
em outubro ele está dizendo que não há ele vai dizer que a gente pobre não há memórias do subsolo não há porque porque é ainda não houve essa decomposição das vozes em diferentes sujeitos o que tem muita relação com aquilo que nós já falamos em outros vídeos que essa ideia ela para uma desenvolvimento da ideia não desenvolvimento abstrato é um desenvolvimento concreto que deve ser dado pela via do diálogo e esse diálogo ele deve ser efetivado entre diferentes sujeitos porque nesse sujeitos as ideias Se concretizam e elas são vistas como pontos de vista então não
deixa a ideia abstrata existe a minha interpretação da ideia ou seja existe o meu ponto de vista por isso que inclusive o batismo chega a dizer que não existe a ideia que existe é o ponto de vista certo bom continuando o Martim vai falar a respeito da análise que o vinógradou faz do Gil duplo especialmente da narração né do papel do narrador no duplo o vinagre ele enfatiza na narração do duplo a questão do escasse e do dialeto falado nós já falamos em outros vídeos o que que é o escasso é algo bastante particular da
literatura russa em que você cria uma espécie de narrador de uma classe social diversa da do autor real do autor pessoa então geralmente esse narrador é alguém de uma classe social pouco escolarizada então ele já tem um ponto de vista diferente porque ele é de outra classe social mas Além disso ele justamente por ser em geral alguém de uma classe social mais baixa ele traz a narração mais próxima a oralidade aquilo que o bactin nomeie aqui de dialeto falado e São esses os aspectos que o binógrado ele destaca no duplo mais o batim ele vai
falar que sem discordado de novo que poderia né pensar nos aspectos do escassez do dialeto falado ele vai falar que o que importa para ele é a orientação dialógica do discurso do narrador e a duplicidade do acento aquilo que nós vimos anteriormente Qual que é a orientação dialógica do discurso é o fato de que o discurso do narrador está orientado para o olhar de quem parece dialogar com o olhar de quem e nessa nesse diálogo com o olhar de quem e na narração o narrador traz palavras do próprio ele é de quem mas com acento
diferente do que ele é de quem trouxe Então você tem expressões sérias do olho é de quem na voz do narrador no discurso do narrador essas vozes elas são tomadas em modo irônico por exemplo quando ele fala a respeito lá de que o golete Kim vai indo Enfim uma outro aspecto extremamente importante que o battin destaca da figura do narrador é que é um narrador sem distância o que faz eco com outras discussões que nós já fizemos também nos vídeos é um narrador que constrói a imagem do Herói quem é o herói o conjunto de
questões que responde a pergunta Quem é o herói e do acontecimento do que está acontecendo sem perspectiva ou seja o narrador é alguém que tá muito próxima é muito próximo ao personagem muito próximo ao modo como esse personagem vai se desenvolvendo e Dirá o batimévis que não é imagem estável conclusiva do Herói Então vamos entender isso que que o batismo tá dizendo o narrador veja Ele está na autoconsciência do personagem ele está muito próximo ao personagem essa proximidade tem vários aspectos um desses aspectos é o fato de que por estar próximo ao personagem o narrador
pode dialogar com esse personagem que é o que é que aparentemente acontece quando o olho é de quem parece ouvir o que o narrador está narrando além disso esse narrador próximo ele está ele vai acompanhando esse herói então ele não se distancia nem o espaço nem no tempo nem nos valores ou seja ele não adianta que vai acontecer no futuro ele está o tempo todo como se fosse preso muito próximo ao personagem então ele não é alguém que tem uma palavra que vai predizer o futuro ele está junto com o personagem acompanhando os acontecimentos do
personagem e ele também não se distancia para dar uma imagem conclusiva do personagem dizer o que ele é é no curso da narração é no curso do desenvolvimento do enredo que o leitor vai poder é ir criando a sua imagem do Herói e de alguma maneira dizendo quem ele é Por que que isso é tão importante porque se esse narrador estivesse distante e desce a última palavra esses personagens seria alguém fechado um ser humano já acabado por uma quetin esse acabamento é a morte porque o homem enquanto ele vive ele pode mudar então foi necessário
probatim é desculpa para o drive ele começa a construir isso aqui nas novelas mas esse é o ponto que vai estar presente também Nos romances ele é um autor que precisa construir o narrador que está próximo aos heróis porque não dar a última palavra para os heróis porque se ele está distante ele está autorizado a dizer quem os heróis são da última palavra mas como ele está próximo ele não vai dar essa última palavra ele não vai dar o acabamento a esse personagem ele não vai dizer quem é esse personagem é então nós seguimos com
aquela ideia na concepção bactiliana de que o dos terrenos que concebe os personagens como sujeitos in eterno inacabamento que seguem o seu desenvolvimento e para isso é a figura do narrador sem distância é muito importante bom na sequência a falar de memórias do subsolo que nós temos memórias do subsolo na tradução do Borest night a tradução do duplo é do Paulo Bezerra e a tradução de Gente Pobre que nós comentamos na aula na no vídeo passado é da professora Fátima Bianchi bom o dostoiéreis que vai falar que memórias do subsolo É um tipo convencional É
uma narrativa em primeira pessoa de tipo convencional e aqui nós voltamos aquilo que nós falamos por que que é algo de tipo convencional porque focaliza a autoconsciência os pensamentos de uma determinada personagem e nesse pensamento veja Diferentemente de outras concepções o pensamento como pensamento puro um pensamento sempre orientado para o exterior um pensamento em que somente a minha palavra uma Tim vai mostrando como dostoevs que constrói essa autoconsciência como um diálogo com vozes ele vai dizer todas as palavras nessa autoconsciência estão dialogicamente orientadas na polêmica com a voz anteciável do outro o homem do subsolo
ele poliniza sempre com o outro e como ele faz essa polêmica ele antecipa ele imagina antecipar a palavra do outro então por exemplo ele imagina o que o outro pode dizer dele o que o outro pode pensar dele e aí ele procura rebater aquilo que o outro vai trazer ele porque a visão do outro é sempre o acabamento do sujeito é sempre dizer o que ele é e os seres humanos e na representação literária dos drives são sempre seres em constante inflamação inacabados então a muitos dos personagens do que parecem lutar contra esse acabamento que
o outro possa dar e o homem do subsolo é um desses heróis que vai lutar contra esse acabamento que vai polinizar com a voz do outro vai polinizar com aqueles que falam quem ele é que falam algo a respeito dele que o julgam essa polêmica em memória relata hora explícita com a simulação da palavra do outro quando a polêmica é relada quando eu não trago a palavra do outro eu sinto a palavra do outro mas eu não trago explicitamente para o discurso para alta negociação do Herói a palavra do outro e olha é explícita quando
por exemplo lá uma caixa fusquinha ele permite a simulação da voz do outro fala ora veja ele é copista então você explicitamente traz a palavra do outro ainda que simulada para autonunciação de herói então marcar o homem do subsolo ora ele polemiza veladamente sem trazer a palavra do outro ora ele traz a palavra do outro ele simula ele imagina o que o outro poderia dizer dele o que o outro poderia falar dele qual seria o julgamento do outro qual seria a palavra do outro sobre ele ele traz essa palavra para o seu discurso para polinizar
para rebater essa palavra e um aspecto aí interessante veja que não é só polêmica pela polêmica existem vários aspectos que o batim vai analisando ele vai dizer em sua polêmico o homem do subsolo procura manter a sua independência em relação a palavra do outro por que que ele polemiza tanto com o outro porque ele não quer permitir que o outro diga quem ele é ele quer dizer que ele não depende da definição do outro só que na verdade isso acaba tornando a narração cíclica porque ele está dizendo Olha eu não preciso da sua palavra mas
quando eu digo que eu não preciso isso quer dizer que eu estou levando sua palavra em conta então existe essa constante disputa do homem do subsolo em dizer eu não preciso da sua palavra mas eu simula sua palavra Eu discordo da sua palavra Ou seja é um não preciso que ao mesmo tempo mostra o tempo todo que o homem do subsolo ele está olhando para a palavra do outro como eu disse no vídeo anterior é isso provavelmente também expressa um pouco da Concepção bactiliana da linguagem e aí também incluído é outros membros do Círculo como
vala Shinobi o fato de que na nossa consciência e com as vozes dos outros então mesmo quando nós não queremos considerar a voz do outro ela acaba repercutindo até a busca por não considerar a voz do outro é considerá-la naquilo que Nós pensamos naquilo que nós somos bom é um outro aspecto também muito interessante que o batim vai comentar que do discurso do homem do subsolo é o discurso com evasivas né quando por exemplo você tem as reticências dirá o bactim aí evasiva é o recurso usado pela herói para reservar a possibilidade de mudar o
sentido último e definitivo do seu discurso então por exemplo o homem do subsolo vai dizer assim sou um homem mau três pontos bom ele está dizendo sou homem mal é como se ele estivesse Se auto definido dando para si a última palavra mas quando ele coloca esses três pontos primeiro que ele abre a possibilidade do outro discordar dele e dizer não você não é mau por exemplo mas também abre a possibilidade dele mesmo descuidar de definição que ele havia dado então ele coloca as reticências e diz na sequência por exemplo né poteticamente mas eu sou
um homem mau mas não vá pensar que por isso eu sou pior do que vocês ou seja o tempo todo quando eu coloco as invasivas é uma simulação apenas de definição não é a definição eu sempre reservo a mim a possibilidade de desde dizer o que eu disse inclusive pela reticências eu abro a possibilidade de que o outro me contra diga que eu não sou aquilo que eu acabei de afirmar que eu era esse tipo de recurso de olhar para o outro e de que esperar que o outro é diga desliga aquilo que eu disse
diga de maneira diferente por exemplo o batismo vai comentar da Anastácia fellipóvina de o idiota Então ela ela se define de um determinado modo mas ela espera que o outro discorde dela diga que ela não é aqui Enfim então e ela também Ora se define de um modo Ora se define de outra o discurso com ele evasivas mais uma vez permite mostrar o inacabamento das personagens segundo tinha esse discurso que eu invasivas vai tender a infinidade porque porque eu sempre vou poder estar mudando as minhas definições mudando o modo como eu me apresentei mudando aquilo
que eu disse que eu era no caso aqui dos heróis é que o batismo está analisando nas novelas dos torce bom o batim segue na sua análise e traz outro ponto muito interessante ele vai dizer o homem do subsolo é um idioma veja ele havia falado que uma caixa que não é um teórico né o herói a gente pobre e aquele vai dizer o homem do subsolo é um ideólogo porque ele é um idioma porque ele discute com o outro a respeito de questões amplas questões sociais éticas políticas filosóficas amplas ele discute com outra respeito
de questões mais amplas do que é só própria vida imediata e ele parece discutir com o próprio mundo com a própria sociedade então segundo tinha uma polêmica com o outro sobre o mundo e a sociedade ele poliniza com outro não apenas questões relacionadas a sua individualidade mas questões sobre o mundo e a sociedade se nós é pensarmos por exemplo lá em crime castigo nós vamos ver que muitas das discussões que os personagens têm sobre a questão do crime das classes sociais é de determinadas supostas predisposições ao Crime dos arranjos sociais elas não dizem especificamente respeito
personagens apenas elas são discussões sociais mais amplas bom o discurso do homem de subsolo gerar o batim é sempre um discurso orientado ele não fala sobre o universo mas ele fala com o universo Ele parece discutir com todos ao seu redor com o outro com o mundo com a sociedade por isso o discurso dele não é um discurso sobre um objeto sobre uma coisa ele não está falando sobre um determinado tema sobre um determinado assunto ele está apelando ele está buscando a resposta do outro a respeito daquele tema então ele não fala só sobre algo
ele espera a resposta do outro ele apela para o outro Ele quer o diálogo ainda que polêmicamente orientado para o outro então ele não fala seguramente sobre algo é sempre um discurso apelo o discurso que se volta para o outro e parece esperar a opinião de um terceiro de um juiz que possa dizer quem está com a razão que nós vemos que tanto é que é esse herói ele não fala seguramente a respeito de uma coisa então Ele não é uma exposição por exemplo filosófica ou sociológica a respeito do que é sociedade ele vai polinizando
com as diferentes perspectivas que diferentes pessoas possam ter a respeito do que seja a sociedade por exemplo se esse for o tema em discussão ele vai apelando para para que o outro diga o seu posicionamento para que alguém um terceiro uma espécie de Juiz atualizado diga quem está com a razão isso é meu ver também é repercute muito dessa concepção filosófica dessa concepção linguística do batido de falar que as nossas palavras não falam só sobre coisas elas são sempre orientadas então nunca eu falo é só a respeito de alguma coisa não é só uma questão
é formal o significante o significado não é apenas isso porque quando eu falo eu falo de um posicionamento e eu me volto para quem eu estou falando então o enunciado na concepção filosófico linguística do Círculo ele está sempre orientado para o outro e ele provém de um determinado indivíduo então mais importante para o ciclo é observar os enunciados nessa orientação dialógica dialógica em sentido amplo desse sujeito que fala e se dirige para um outro então eu não falo sobre uma coisa eu falo sobre uma coisa a partir de um ponto de vista particular e sempre
orientado para alguém por isso que para o círculo que importa quando Nós pensamos na linguagem é essa orientação dialógica que aqui no caso do memória de solo do aumento subsolo o bartime é classificar como um discurso apelo bom Aqui nós temos a referência do livro eu espero que vocês estejam gostando dessa série de vídeos a respeito de problemas da poética de dostoiésc vai me contando aí que você está achando que você está com dúvida de onde você está me ouvindo de que curso você faz você letras linguística pedagogia psicologia Qual é o seu Campus agradeço
muito o interesse pelo Canal por ter me acompanhado aqui até o final do vídeo Um grande abraço e até o próximo vídeo