Faz um trabalho de base bem feito. Depois você vai buscar esses ajustes finos. >> Nós acostumamos a tratar agricultura por metro quadrado. >> É, >> então a gente trata por hectare e tudo. Só que a gente precisa muito se acostumar a ver que a raiz ela desenvolve metro cúbico, né? >> É. >> Então a roda já tá inventada, né? Nós temos uma pesquisa de base muito expressiva na ficultura, é lapidando essas essas inovações em outros ambientes e trazendo o que que isso eh necessita de ajustes no na questão >> assim, uma vez uma fala que
eu gostei muito que é não adianta eu colocar leão para caçar pinguim no gelo, adianta eu colocar o melhor microorganismo do mundo se eu coloco ele dentro de um ambiente inóspito ali, vamos falar assim, um Ambiente totalmente ruim para ele. Então, quando eu olho pra essa história, corrijo a parte de fertilidade, corrijo, faço o arroz com feijão bem feito, né? >> Exatamente. >> Eu potencializo outras tecnologias, como o exemplo do dos biológicos. A gente >> Olá, pessoal. É um prazer estar aqui em mais um podcast do 3 Ribe Solo e dessa vez com Marcelo Jordão,
que é um amigo de longa data e uma pessoa que eu respeito muito por toda a trajetória e Tudo que vem construindo. Marcelo Jordão é diretor da Fundação Pró Café e também consultor em Café e Cultura. E a gente vai ter o prazer hoje de ouvir um pouco aí da vida pessoal, a jornada do Marcelo, o impacto que tem tido o trabalho todo dele dentro do seus clientes, o impacto como pesquisador no PR Café, o impacto disso como consultor mesmo como um todo. E acho que vai ter bastante conteúdo bacana pra gente discutir durante o
dia. Marcelinho, um Grande prazer ter você aqui com a gente e tenho certeza que vai ser uma prosa muito rica. Muito obrigado, Víor. Acho que é uma honra para mim poder tá aqui com você hoje, né? E acho que podemos ter uma troca de ideia muito produtiva e compartilhar um pouquinho do que a gente tem vivenciado desse ambiente da consultoria, esse ambiente da da pesquisa, né? Eh, com foco na café ecultura. Show de bola, Marcelinho. Eu tenho lembrado, a gente tava comentando um pouco, quando eu te chamei para dentro, tava lembrando um pouquinho da história
de vida, né? A gente se conheceu aí quase 15 anos atrás já lá na Estava na faculdade ainda, eu tinha ido para Ituverava na faculdade. Eu falei como o tempo passa e como deixa a gente feliz de ver. Acho que aonde nós estamos hoje no 3 RB Solo, quanta coisa mudou, aonde você tá hoje como consultor, Pesquisador, até produtor hoje, né? Você examente >> de tá dentro dessa jornada. E aí eu queria te ouvir um pouquinho antes da gente falar de toda a parte técnica, que eu sei que tem uma bagagem grande, mas queria ouvir
um pouco mais sobre cara, quem é o Marcelo Jordão, de onde veio, que você contasse um pouquinho de você como pessoa para todo mundo, >> tá? Eu sou natural de Franca, né? Eu sou a sétima geração na café e cultura, né? Desde os primórdios da caficultura paulista, né? Meus antepassados tão inseridos no assunto café e depois fui fazer agronomia em Tuverava por uma questão de ter sido criado na fazenda, ter um convívio direto na fazenda dos meus avós. Então a gente tem ali uma uma relação muito grande com a natureza e com a agricultura. E
e aí então comecei a agronomia e no final da agronomia, saindo pro estágio, meu avô sempre me falava, né, ó, se você quiser aprender De café, você tem que ir pra Fundação Pro Café, que é uma instituição muito séria, né? Isso foi me marcando, né? Eu não, não vou pro café não, porque a vida todo só café, eu vou eu vou pra soja, né? Vou para isso, vou para outra cultura. foi aonde eu falei: "Não, não teve jeito. No final da faculdade as raízes no café era mais forte do que minha vontade de às vezes
experienciar alguma outra cultura. E fui pro café fazer estágio, né? Eu fiquei >> legal >> durante seis meses no estágio obrigatório e depois do do estágio obrigatório eu ingressei como bolsista de um projeto que a gente fazia a estação de avisos fitosanitários, fazia as coletas de dados climáticos, dados fitossanitários para ser divulgado isso ao caféicultor e fiquei um tempo nesse projeto e foi quando surgiu uma possibilidade da Fundação Pro Café fazer um convênio com A fundação do Café da Alta Mogiana em Franco, uma instituição que já existia, com a finalidade de difundir conhecimento ao café
cultor da região por intermédio da cooperativa COCAPEC. Eh, a Fundação Procafé assumiu então a administração dessa estação experimental. Foi aí que nasceu a Fazenda Experimental de Franca. E eu já tinha um tempo de de trabalho na fundação em Varginha, na fazenda experimental de Varginha. eu fui Coordenar e fazer a abertura dessa estação experimental. Então lá a gente começou lá com 4 ha, tinha uns experimentos do IAC, inclusive tem até hoje, e a gente foi desenvolvendo aí e eh hoje nós estamos com 40 ha de café lá na na na estação experimental, praticamente tudo irrigado e
conduzimos aproximadamente 100 experimentos por ano, né? Metade disso ligado a empresas que queiram desenvolver seus produtos, né? Controle fitos sanitário, nutrição, Fisiologia e a outra metade são experimentos da própria fundação, onde a gente desenvolve novas cultivares, novos sistemas de poda, ensaios de espaçamento, manejo de mato, né? E e agora mais recente eu tive a oportunidade também de participar aí também como como diretor da Fundação ProCafé, também auxiliando aí nessa nessa nova etapa com novos projetos aí paraa Fundação Pro Café. E paralelo a isso tudo, a gente tem a Oportunidade de conviver com cafecultores, né, eh,
no decorrer do caminho, tem a oportunidade de ajudar também empregando esse conhecimento que a gente vai e aprend aprendendo com os mais velhos, né? Eu digo que eu tenho vários professores aí na caficultura, né? Elo, Alisson, Antônio Vander também, que todo o conhecimento de nutrição. Enfim, a gente tem oportunidade também hoje de de participar de algumas fazendas com com a parte da Responsabilidade agronômica, onde a gente vem >> eh focando em fazendas de alta performance, fazendas eh com alta rentabilidade na cafecultura. Então, sou cafecultor também, né, na cidade de Biraci, também na cidade Franca. E
e é isso, um pouquinho da >> Legal. E é bacana de ver e eu gosto muito dessa dessa discussão de olhar para assim ver o fundamento da pesquisa, né? Então, olhando lá para dentro do pro Café e olhando testes, validações e olhando com o crio de de pesquisa pra história e paraa extensão, né? A história de ser consultor, né? Então assim, conviver com diversos produtores, você consegue trazer um conhecimento técnico e colocar ele na prática, mas colocar ele na prática através de produtores que pegam aquele conhecimento e transformam em ações e colocam ele na na
vida real ali mesmo, né? E a e a e eu acho que a fase sua de virar consultor, De virar produtor também agora aí ele é um outra jornada, né? Porque é eu consegui pegar uma teoria, transformar em ação, colocar na prática e ganhar dinheiro com fruto café ali na ponta, né? >> Exatamente. >> E não só com o conhecimento técnico, né? Porque aí eu passo a ter que colher um produto, transformar aquilo em rentabilidade financeira. Então, uma eu transformo o conhecimento mesmo e Exponencializo ele e o outro realmente eu aplico o conhecimento para colher
frutos, né? Eu acho que essa é uma jornada legal. desejo muito sucesso aí nessa empreitada como como produtor. >> É, eu acho que aí a gente soma tudo, né? Porque no ambiente da pesquisa a gente tá ali pesquisando em uma escala menor, tudo. Depois quando a gente passa isso para um caficultor, a gente trabalhar isso em escalas maiores, nós vamos validando processos importantes e Você passa agora trabalhar isso na sua prática pessoal. como cafecultor diretamente atuante, a gente vai aprimorando todos os pontos, né, envolvendo ali tanto a parte nutrição, fitanitária, a própria operacional, gestão de
pessoas, aí você vai >> legal >> aprimorando. >> Legal, cara. É legal te ouvir. Eu abri um parênteses rápido aqui que você comentou da que é legal, eu não sabia Até dessa jornada e uma coisa em comum que a gente tem que você comentou da paixão pela Caife Cultura que ela veio meio depois, né? você tinha um um olhar para ir para outros horizontes. E eu quando eu tava na faculdade, meu trabalho de graduação na faculdade, ele foi no confinamento da pecuária de corte e eu tinha uma jornada de ser, a gente já era produtor
de café, já tava nesse mundo, mas eu tinha ido para pecuária de corte, porque era um negócio que me, que Eu gostava muito, eu sempre mexia com cavalo e tudo. E meu pai brinca até hoje comigo, porque na época, quando eu tava na faculdade ainda, eu brincava com ele que quando eu voltasse pra fazenda eu ia arrancar os cafés, ia virar tudo pecuário. E a conclusão que nós chegamos assim, o mundo que eu tô hoje, nós paramos com a pecuária, entramos com o café e o café culturo, fui para Itália fazer um mestrado em café
e virou uma paixão grande. E a café cultura tem Isso, né? Eu eu ouvi uma vez que a gente fala muito em que agronomia é ciência e café e cultura é arte, né? E eu acho que esse era um negócio que me olhava muito. Então é legal ver essa paixão da caficultura, como ela vem e como ela é forte, né? A hora que ela se transforma. Realmente acho que deve ter uma questão genética no negócio, né? >> Legal, Marcelinho, eu queria te ouvir um negócio. A gente fez, eu lembro quando a gente se conheceu, a
gente tava falando, Acho que foi lá em 2013, né, >> que você já tinha formado, você tava iniciando para café >> e a gente saiu rodando lavoura que nem um doido, cortando grãos para olhar enchimento de de fruto, grão xoxo e tudo. Naquela seca de 2012, >> foi 14. 14. 13, 14, né? >> É 13 14. >> Que aí a gente viu aquela seca drástica assim, qual era o caos, né? E a gente rodando um tanto de área, recém formado Ali na época, >> cortando o grão e >> cortando o grão, pegando um tanto de
grão e colocando em balde mesmo ali para olhar e tudo. Fala assim, como o tempo passa e quanta bagagem a gente pega nessa jornada, né? Que legal, que legal te ver com essa jornada de sucesso tão grande. >> Obrigado, >> Marcelinho. Vamos lá, trazendo agora um pouco pra parte técnica aqui. Vou olhar Primeiro aqui você olhando o Marcelinho consultor. Então, Marcelo Jordão, consultor. Como que você vê, trazendo pro nosso tema, como você vê a importância do tema solos e nutrição de plantas para os seus clientes? Qual que é o impacto que você vê dentro da
tua consultoria quando você trata do tema solos e nutrição de plantas, dentro das fazendas dos seus clientes? Olhando assim o impacto na cafeira como produtores ali na pronta. Eu acho que Nós temos que ter uma visão macro de tudo, né, que todos os pontos são importantes, mas quando você inicia o trabalho numa fazenda, você pega uma fazenda lá ou tá numa condição, sei lá, A, B ou C, né? Esse trabalho de base que a gente faz, ele começa fazendo uma análise da situação da lavoura, onde a gente encontra pontos de limitação. Muitas vezes são pontos
de limitação, é, estrutural de planta, que é cabe a gente Fazer uma recepa, uma renovação, arranquil, a gente esbarra em situações microclimáticas, onde a gente identifica que a fazenda não é apta ao cultivo do café. Mas a base de tudo isso, de um primeiro passo no trabalho dessas propriedades, é exatamente uma atuação de maneira bem expressiva no ambiente nutricional, porque é o que você vai trazer, lógico, você pode correr ali, pulverizar, cercar ferrugem, mas o impacto de curto, médio e longo prazo, Eu entendo que é a base da nutrição, da dubação do cafeiro. é onde
nós vamos eh proporcionar condições ali nutricionais, fisiológicas, para que ela planta dentro das suas limitações, que sejam estruturais, enfim, ela expresse o maior potencial produtivo. Então, a nutrição, eu entendo que ela é ali a base, o primeiro passo pra gente avançar na busca de uma propriedade para alta rentabilidade. >> Legal. A gente tem esses tempos, a gente Comentou um negócio em um dos podcasts que a gente teve que olhava muito falou assim: "Cara, eu ter um bom solo, eu ter uma boa nutrição garante uma boa produtividade?" A gente falou: "Cara, não, ele não garante que
eu vou ter uma boa produtividade, mas ele é o grande alicerce para eu saber que eu comecei bem aquele jogo, né?" E eu falo que a gente comparou na época, olhando, por exemplo, para uma casa assim, eu posso fazer um bom alicerce, se eu não tiver Depois um bom pedreiro, um bom encanador, um bom eletricista, a casa vai ficar ruim de todo jeito, né? Mas se eu não tiver um bom alicerce, não adianta eu trazer um bom pedreiro, um bom encanador, porque toda a estrutura vai por água baixa, né? Acho que é meio isso que
você traz na tua >> na parte prática da planta, né? Você tendo clima favorável, a nutrição vai proporcionar desenvolvimento vegetativo, boa formação do sistema reprodutivo. Eh, então essa parte você proporciona para que ela busque uma alta produção. Pode ser que venha uma ferrugem, alguma coisa e promova uma desfolha, né? Então, que você falou, a gente faz uma boa base com a nutrição, mas também depende de outros fatores. >> Legal. Até tem um ponto que você trouxe aqui que eu que eu queria te ouvir. Qual é o impacto que você vê entre anos bons e anos
mais desafiadores do solo e da nutrição de plantas? Tô perguntando isso Porque a gente vê, por exemplo, na soja, e aí eu queria ouvir um pouco disso no café, como que é a tua visão. Na soja a gente vê que às vezes anos bons de chuva eu meio que expresso pouco o aquele serviço tão bem feito. >> Nos anos de veranico, por exemplo, que a soja tem um ciclo curto ou um ano desafio de chuva. aquele trabalho bem feito, ele se expressa num potencial muito maior. Como que você vê isso no café quando eu comparo
com anos de Desafio ou anos muito bons? Eh, quão quão representativo é esse trabalho? >> Ó, os efeitos são acumulativos, até porque é uma planta perene de lógico que existe a bienalidade, né? Talvez um ano produz mais, o outro menos, mas eh eu vejo que principalmente nesse ano de mais desafiador, a planta que tem uma boa nutrição, agora vamos partindo pra prática aí. Legal. >> Uma planta bem nutrida em magnésio, ela tem um equilíbrio, sistema radicular, Parte aérea, mais interessante do que uma planta, por exemplo, que na ausência do magnésio, ela vai acumular carboidratos na
sua parte aérea e quando chega num período seco é aquela planta que sente a seca com muita precocidade, vamos dizer o seguinte. Então assim, eh, a planta bem nutrida, ela tem condições, tem resiliência para poder suportar as condições adversas. Então, ela vai expressar, sim, com certeza, uma melhor condição no período >> eh mais adverso e também no no nos anos de clima mais favorável, como esse que nós tivemos agora a partir de janeiro, eh a planta mais nutrida ela vai vegetar, porque aí você não tem limitação climática. Então, do ponto de vista nutrição, fisiologia da
planta, ela tem condições para expandir tecido, desenvolver, crescer, crescer ramo, que futuramente são novas nossas novas rosetas, né? Enfim. Então, assim, no ano também de clima bom, eh, temperatura boa E umidade disponível, essa planta não para de crescer, desde que tem uma nutrição de acordo. >> Legal. Legal, porque acho que a tua fala atrás para assim, quando eu tô num ano bom, isso faz eu ficar melhor ainda. >> Quando eu tô num ano ruim, isso faz me pelo menos persistir aquilo e ser melhor do que nos outros lugares, né? Eu acho que >> Exatamente. Por
isso, por isso que quando você casa ali o assunto eh Nutrição, OK? com uma irrigação. >> Legal. >> Aí as limitações são >> legal. >> É só uma chuva de granizo, porque o resto >> não havendo limitação microclimática, lógico, uma geada, né? Tudo, as limitações são baixas para impactar a produtividade. Até a temperatura alta, uma planta bem nutrida, adequada para aquela condição de temperatura média Superior, né, ao que a cultura do café arábica tolera. Ela estando nessa condição de nutrição, adubação para essa situação, ela sai com menos escaldadura, né? Muito mais eh produtiva, né? Com
mais rentabilidade dentro de uma situação como essa. >> Legal. Você me você me levou para um lugar que é olhar pra história de a gente vê muito que assim eu comprar uma Ferrari para andar na estra às vezes, né? Uhum. >> E a gente tem visto muitas vezes acontecer a história de eu vou compro um projeto de irrigação, implemento a irrigação, mas não fiz o arroz com feijão bem feito, né? Então eu tô colocando água com sistema de de um investimento alto, né? Falo asseguim caro, porque caro é o que não faz sentido, né? Irrigação
é um negócio que vale muito a pena, >> mas eu coloco um investimento alto e às vezes deixando de fazer um calcário Corretivo no início, em vez de fazer uma coisa básica que eu poderia fazer, né? A gente pegou um caso agora recente onde que o produtor tá investindo uma grana extremamente alta em produtos nobres, todos via fértil irrigação. E a hora que a gente fez a trincheira inteira olhando até 1 m, todos os pHs de cima embaixo, abaixo de quatro. >> É, >> então a gente tá vendo assim, faltando o o básico às vezes
de um calcário e a Gente turbinando ele com produto nobre e às vezes perdendo eficiência, né? Então é legal de olhar o equilíbrio dessa história, né? E isso é muito comum e até por isso que a gente coloca a nutrição, acho que talvez em primeiro lugar, porque a gente já presenciou muitas situações assim, ah, vamos usar o bioestimulante tal ou vamos usar esse produto aqui que ele, >> sei lá, um filtro solar ou ele, ah, vamos pôr esterco de galinha, um Composto, alguma coisa assim, né? Aí quando você olha, o boro tá 02, por exemplo,
>> você, pô, tô com uma limitação básica aqui, né, pô? a lei do mínimo é ela prevalece, não tem como a gente fugir, né? Um conhecimento antigo e um conhecimento que deve ser considerado, né? >> Então assim, para que que eu vou lá gastar às vezes >> uma um dinheiro com uma matéria Orgânica, alguma coisa, sendo que talvez 5 kg de boro por hectare vai trazer talvez um um impacto mais de curto prazo do que você gastar 10 vezes mais num numa tecnologia ou num produto fisiológico, enfim. Então, >> legal. >> É, o arroz com
feijão, ele é bem feito na hora certa, ele tem que ser considerado. >> Legal, muito, muito legal te ouvir. Um ponto que você me trouxe aqui, ouvindo, Quando eu te ouço, você trouxe dois exemplos aqui, por exemplo, de diminuir escaldadura ou de olhar paraa resiliência e tudo olhando pro magnésio. Aí você trouxe um exemplo aqui, por exemplo, da gente colocar um boro para poder fazer um ajuste, às vezes uns 5 kg de boro ali que vão gerar o resultado. >> Exatamente. E e aí quando eu te ouço e vejo a grande conversa na praça, né,
vamos falar assim, que é a turma comprando o NPK, né, comprando o 2000020 A vida inteira, isso me vem e às vezes quando a gente olha para eu preciso tratar do solo, preciso para nutrição de plantas, a turma remete a pôr mais comida, né, colocar mais adubo. E quando eu te ouço, isso me remete muito à história do cara, nem sempre colocar mais é melhor, mas como eu olho para equilíbrio e tudo mais, quando você olha isso pra pra vida real ali no nos produtores, aonde você tem visto os maiores desafios e como que você
vê esse Balanço entre produzir mais, é é pôr mais adubo ou é buscar o equilíbrio? Como que você olha para isso? Olha, esse é um ponto, talvez que a gente mais eh lida e convive no dia a dia, é são eh é a cafecultura dos excessos, né? >> Porque o que eu tenho visto na prática, até no meu plantil recente também, quando você prepara, faz um bom preparo de solo, isso um preparo do solo para receber um plantil, por exemplo, nós consideramos a todos os nutrientes ali, Né? a, o cálcio equilíbrio, magnésio, enxofre, olhar para
manganês, olhar para zinco, olhar para boro, olhar para cobre no solo. Então assim, esse olhar macro, considerando os elementos que são importantes, o pH do solo, o quanto essa muda vai crescer e se desenvolver na fase de pós-plantil, a dependência da dose de NK é muito baixa. Isso experiência muito prática. Então, esse solo equilibrado, até fiz uns testes na minha área, um pouquinho de nitrogênio, Que que eu tô falando? um pouquinho, 2 graminhas de nitrogênio, por exemplo, numa adubaçãozinha, num solo que tá ali em condições ideais. A muda, nossa, meu plantil tá com, sei lá,
50% da dubação nitrogenada normalmente aplicada, a muda tá enorme. Então você vê que não é a fórmula o 2020 que faz planta crescer, que faz fruto granar. Então é esse olhar macro. E aí você tendo essa consideração, você vai medir e proporcionar o quanto que, por exemplo, O nitrogênio vai eh estimular na sua planta. Depende de tudo isso que eu falei para trás. Então assim, >> exato. >> Eh, esse olhar paraa nutrição completa e considerar o que que o cafeeiro exige em termos de micro e macronutrientes. Acho que o o NPK ou a fórmula lá,
o 2020, que às vezes o cafcutor tá olhando e muitas vezes praticando o excesso, eh, é só um detalhe. Inclusive, quando você corrige essas fazendas, esses pontos Importantes, você tem que muitas vezes medir depois a dose do do que tava, ah, tava trabalhando com 400, 500 kg de nitrogênio. Nessa correção que a gente faz, considerando todos esses pontos, a chance de trazer excesso pra planta, entre a lagarta, entra a foma, bacteriosa é muito grande. Então assim, muda todo o conceito de edução quando você tem um solo eh em equilíbrio e sem limitações ali químicas, vamos
dizer assim. Cara, é muito legal te ouvir Porque isso tem algumas discussões acontecendo e eu tenho tentado ser muito crítico com elas e e olhando para um lado de a gente tem olhado projetos de carbono, por exemplo, hoje a gente pelo 3 RB Sol a gente faz as análises de diversos projetos diferentes de praticamente todas as grandes torrefações do mundo. Hoje a gente coordena a parte das análises de vários desses projetos e muitos deles por conta do projeto dos projetos de carbono, tem Olhado paraa redução do uso de nitrogênio, né? Então assim, quase todos eles
pegam em cima de falaram assim: "Como nós vamos reduzir o uso do nitrogênio?" E me provoca muito porque a maioria deles está usando, olhando só para melhoria de tecnologia, diminuir volatilização, liberação gradual, fonte, liberação lent, tecnologias como um todo e que eu acho que são muito importantes. Nós temos que olhar para isso sim, >> só que poucos estão olhando pro Equilíbrio do sistema inteiro. Poucos estão olhando para construir perfil de solo e olhar se eu tenho raiz a 2 3 m de profundidade. Cara, eu o o uso e eficiência do uso desse nitrogênio, por exemplo,
que estava sendo listiviado, é muito maior. E é muito legal te ouvir que não só na lavoura adulta e olhando para quando eu tenho 2, 3 m de raiz, mas como você trazendo assim o próprio melhoria do uso do nitrogênio desde a mudinha, a mudinha, >> se eu tenho um solo equilibrado. e fala assim, quanto que nós precisamos, não só o cafeicutor, mas quando eu olho aqui pros projetos mesmos, como é importante olhar pro solo como um todo e o equilíbrio inteiro. Se eu quero mirar no nitrogênio, né? Fala assim, eu vou continuar mirando o
nitrogênio, mas eu vou olhar pros outros elementos porque eles vão otimizar o meu uso do nitrogênio, né? Exatamente. >> Muito, muito legal te ouvir, porque a Gente, eu tava olhando muito isso na construção do perfil do solo e você vê que desde a mudinha ele já gera resultado. Então >> é, eu acho que eh o quanto o nitrogênio vai ali agregar em desenvolvimento de planta tem uma relação total com um olhar eh global ali do ambiente nutricional da planta. >> Legal. Então, por isso que acho às vezes assim a gente olha à vezes o produtor
focado muito produto X, produto tal e Ele fica focado que às vezes é para produzir é isso, mas não faz um trabalho de base bem feito, depois você vai buscar esses ajustes fino, essas eh considerar essa essa linha, vamos falar mais especial, né? >> Legal. A gente tem visto muitos casos, você comentou do magnésio e é muito nítido na café e cultura pela questão cultural, eu acho que do ali, ou mesmo das palhas, de lavoura, voltando palha sempre no mesmo talhão, que traz muito Potássio, o quanto de lavoura que a gente vê, que é a
hora que você vai amrando ali até mais embaixo, até 60 cm, 80 cm, e a gente vê excessos de potássio absurdo, com faltas de magnésio absurdo. E como às vezes se eu tirar com o mesmo custo de produção, né? Às vezes se eu tiver nesse caso onde eu tenho esses excessos de potássio que tem sido muito comum, às vezes eu tiro um pouco da dobação de potássio e converto esse mesmo dinheiro em magnésio, por exemplo, Eu melhor o equilíbrio e e assim eu tenho o mesmo custo e um ganho absurdo do todo, né? >> É.
E às vezes só de cortar o potássio, a planta passa a absorver magnésio. Às vezes tem o magnésio lá, muitas vezes por efeito de competição ali não tem essa absorção, né? É, às vezes eu nem preciso trazer, eu tenho ele. >> Ah, às vezes a solução é muito, muitas vezes econômica, né? Você tira, não tem lavouras que a gente ficou aí Tranquilamente cinco safras sem pôr 1 kg de potássio de tanto desequilibrio. A lavoura cada ano passa, ela melhora, você tem que até reduzir um pouco o nitrogênio porque ela passa a absorver magnésio, aproveita mais
esse nitrogênio. >> Então assim, isso tem que considerar, né? É muito legal essa fala, porque eu tenho um caso na fazenda, um caso específico, não pode generalizar isso, é lógico, mas a gente tem uma lavoura que Ela é do lado dos barracões, então a gente viu, ficou nítido que eles estavam sempre voltando palha no mesmo lugar. >> Quando a gente foi nas amostragens, a gente vai a 1 m, eu tá lotado de potássio até 1 m. Ela tem 10 anos que a gente não volta potássio nessa lavour. tem 10 anos que não traz potássio, ela
vem melhorando a cada ano e ela vem ainda tendo estoques absurdos ainda. Então assim, ela tava num nível de excesso tão grande por causa de uma Falha operacional total ali, mas ele para mim foi um case ali, um avatar de diminuição de dose. Muito legal. >> Certeza. Com certeza. E a gente considera muito é o potássio de 0 a 20, né? Quando você faz essa con trazendo um potássio para 1 m, você tem potassi para 1000 sacos de café, sei lá. E isso é, e o bom da sua fala é que eu tenho sempre provocado
em outros podcast também, que é a visão de que nós nós acostumamos a tratar agricultura por metro quadrado, >> então a gente trata por hectare e tudo, só que a gente precisa muito se acostumar a ver que a raiz ela desenvolve metro cúbico, né? >> É. >> Então enquanto a gente não enquanto a gente não conscientizar que a raiz desenvolve em metro cúbico, mas nós estamos colocando toda a nossa dubação e tudo por metro quadrado, mas eu preciso entender o contexto do metro cúbico, né? Então eu acho que essa é um ponto que é Vamos
olhar qual que é a nossa disponibilidade de nutriente para toda o sistema radicular, né? E aí a gente consegue tomar a decisão, né? Celin legal. Acho que essa essa conversa ela pode ir longe demais, mas eu queria sair um pouquinho agora desse ambiente de falar do das fazendas, sair lá do produtor mesmo na ponta, que muito daquilo que a gente falou aqui, ajuste de dose, equilíbrio, se quanto que eu ponho na mudinha, como eu desenvolvo, Como que eu faço o teste. Você conversou até da genética aí, né? né? Falou assim: "Eu coloco genéticas mais agressivas
às vezes em produtividade, qual o efeito disso em consumo mesmo? Qual a eficiência das adubações em genéticas mais agressivas, mais produtivas e tudo mais?" Isso me trouxe pro lado o Marcelo Jordão, um pesquisador da Fundação Pro Café. Como que você tem visto, o que que tem evoluído nas pesquisas? Como você tem olhado para essa discussão de solos E nutrição de plantas aí dentro das pesquisas aí na fundação? Ó, o que a gente tem visto hoje assim e no ambiente da adubação e nutrição do cafeeiro, as pesquisas que a Fundação Pro Café vem trazendo mais recente,
nós não temos assim eh muitas descobertas assim no sentido de nossa, descobrimos a importância desse nutriente que até então não, eu acho que nós temos um trabalho de base muito expressivo na caficultura, realizado por Algumas instituições de pesquisa do Brasil, o próprio próprio IAC, o próprio IBC, né? Eh, então assim, foram instituições que dedicaram aí a construção do solo de cerrado, né, a caficultura. Então, assim, nós temos uma pesquisa de base muito expressiva e o que o Procafé vem eh não adequando, mas assim, fazendo ajuste e propondo experimentos para eh aprimorar o que já tem
já estabelecido de longa data. Então, o que que a gente Começou a explorar? O quê? eh amostragens em profundidade para entender melhor a dinâmica desses nutrientes no ambiente café, em lavouras, por exemplo, acima de 10 anos. E nós vimos que tem ambiente de absorção, radiicelas finas a mais de 2 m de profundidade. Eh, dinâmica de nutrientes, interação com nutrientes. Eh, aprimoramos o assunto de parcelamentos, por exemplo, em solos mais arenosos. Hoje estuda-se bastante o uso da fertil irrigação também no cafeeiro, né? Então, a fundação, assim, o ambiente da pesquisa, ele vem eh aprimorando e adequando,
até porque hoje tem cultivares mais produtivas, então a gente precisa talvez propor eh uma dubação ajustada, mas sempre focado nesse aumento de produtividade. Eh, a gente vem entendendo também a relação dos nutrientes com a condição microclimática, aquela fazenda mais Fria, tem que descer um pouco a regra do nitrogênio, >> eh aquele fundo mais frio da fazenda também tem que fazer isso, a parte mais alta, enfim. Então a gente começa a ter essa essa relação do ambiente nutricional com condição microclimática, com aparecimento e doença. Então volta de novo naquele assunto da visão macro e as interações
com com a nutrição do cafeiro. Mas assim, >> eu acho que a gente pode considerar que, vamos falar assim, a roda já tá inventada, né? Nós temos uma pesquisa de base muito expressiva na ficultura no ambiente nutricional. O que a gente tem que agora é é lapidando essas essas inovações em outros ambientes e trazendo o que que isso eh necessita de ajustes no na questão eh nutricional. O próprio manejo do mato mudou bastante de 40 anos para cá. Então isso tudo também modifica um pouco a interação de nutrientes. Então >> legal. >> Acho que são
experimentos importantes da nutrição que vem eh conectar mais o caficultor em possíveis ajustes de algo que já foi eh muito bem eh descoberto no passado. >> Legal. E bacana que você trouxe um ponto aqui agora de falar o manejo de mato, as plantas de cobertura ali dentro. E aí nós estamos falando de solos e nutrição de plantas, mas nós estamos falando de Planta de cobertura. Só que quando a gente conecta isso, a gente olha, né? Não não existe um mundo isolado. E eu acho que aqui ele traz muito que a gente tem o que a
gente tem olhado, que é a história do os painéis químicos, físicos e biológicos, porque não existe a fertilidade ou a biologia ou a física. Ela existe um sistema de produção que tem pilares químicos, físicos e biológicos, né? E aí o que você comentou, se eu trago uma planta de Cobertura dentro do sistema, ela interfere em toda a dinâmica, né? Porque ela interfere na parte física do solo, ela interfere na parte nutricional, ciclagem e uma série de coisas e ela interfere na parte biológica como um todo, né? Então a gente começa a olhar o sistema de
produção como um todo. E é e é legal ver que você mesmo veio trazendo e conectando a história da planta de cobertura lá na nutrição, né? Então, como o sistema é vivo no todo, muito Bacana de de ouvir isso. Eu acho que tem uma uma frase sua aí que a senhora nós não precisamos reinventar a roda. E eu acho que isso é é um ponto forte mesmo. Eu tive trazendo um relato que eu tive na eu participei de um projeto fora do Brasil que chama que era Nufiffield International que eu fui para 16 países visitando
agricultura em diversos países diferentes. E muita gente me perguntou nessa época de falar assim: "Víor aonde você encontrou os melhores produtores?" E quando eu olho para dentro do Brasil, eu via muito que para mim os melhores produtores que eu vi em diversas culturas, diversas cadeias diferentes estavam no Brasil. O grande desafio pra gente era que para mim no Brasil o grande gargalo nosso é a distância entre a média e os top 10. >> Então nós temos os nossos top 10 são muito bons, só que a nossa média muitas vezes ainda é ruim, né? E aí
eu acho que a gente tem o desafio de olhar, e quando Eu te ouço falar disso na pesquisa, que falar assim, eu posso melhorar os top 10 com algum ajuste fino, com alguma coisa um pouco melhor, posso. Mas se eu pegar essa média que ainda tá baixa e conseguir fazer o arroz com feijão bem feito, conseguir corrigir solo, conseguir fazer o ajuste de macro e micronutrientes, tiver balanço, tiver estruturação, >> a ficura nacional pode dar uma evolução ainda muito grande, né? Aí é que tá, Vittor, assim, a gente eh atuando aí na área da pesquisa,
tudo, né, produzindo informações pro caféicultor, o que a Fundação Pro Café hoje vem trabalhando muito, até porque antigamente o IBC tinha muita extensão no campo, eram muitos técnicos, né, levando o conhecimento porteira da fazenda, né, hoje Fundação Procafé, a gente tem muito forte essa necessidade, né, esse compromisso em difundir, né, a difusão, né, a difusão de tecnolog tecnologia Cafeira através dos nossos dias de campo, podcast, congresso. Então assim, hoje o nosso olhar eh da Fundação Pro Café não é só eh em produzir informação ao café ecutor, mas realmente impactar a vida dele com uma pequena
descoberta, uma variedade ou um sistema de podou um espaçamento novo que a gente tá propondo e e que essa informação chegue ali na prática mesmo e ele consiga tomar decisões de renovações, de tudo com base em informação que chegou para ele numa Pesquisa, algo que realmente Eh, vai chegar o cafcultor, né? Por isso que a gente faz esses eventos, faz esses encontros, então, para trazer isso diretamente, impactar no campo, né? >> Show. Muito legal, muito legal te ouvir e espero que a gente tenha cada vez mais essa difusão, né? Porque isso é, isso é super
importante, a gente produzir conhecimento e ele não chegar em aplicação prática. A gente morreu na praia. Acho que a gente tem que ter essa Jornada, ela ela é extremamente positiva. >> Muito bacana. Marcelo, eu queria olhar aqui agora o Marcelo Consultor aqui pr pra sua jornada como consultoria, a nossa conversa aqui com outros consultores agora mesmo dentro dessa conversa, que é a gente tem uma motivação muito grande no 3RB Solo, que é eh ter diagnósticos de confiança mesmo. A gente sabe que laboratórios tem no Brasil inteiro, tem cada esquina você Tem uma, cada região tem
uma, cada cooperativa tem uma. Só que eu preciso ter dados de confiança para poder tomar decisão. E muito mais do que só os dados de confiança, a gente tem sempre buscado trazer novas análises, trazer parte biológica, trazer painéis, trazer uma série de coisa. O como que você vê e você tem acompanhado acho que muito disso já há um bom tempo, tudo navegado, como que você vê, qual a importância de ter bons parceiros pra sua vida como Consultor? E aqui eu tô falando, a gente é um deles, eu acho, mas tem vários outros bons parceiros. Como
você vê o impacto em ter um laboratório de confiança, em ter bons parceiros na tua jornada como consultor aí dentro do dentro do mundo da consultoria? >> É, é como nós mencionamos anteriormente, né, acho que a nutrição sendo a base de tudo, né, e a gente tem um um conceito de nutrição, adubação do cafeiro para aplicar na dose correta, na condição Correta. Eh, nada mais importante que um diagnóstico do estado nutricional do solo, né? Então, acho que tudo começa eh como vai ser coletado, o ponto que vai ser coletado, a pessoa que vai realizar essa
amostragem do solo, né? Eu acho que é extremamente importante. Tem que escolher uma pessoa que tem condições. Não é assim, ah, é o filho do funcionário que todo ano coleta para mim, tem a ferramenta. Nós já fizemos Experimento mostrando que não dá para tirar com cavadeira, com enchadão. Então assim, a informação do solo, a amostragem de solo, é o exame de sangue. É uma informação preciosa para que nós, como recomendantes, né, agrônomos responsáveis pela propriedade, a gente possa elaborar um plano perfeito. Então, se essa informação vem distorcida e aí aí tem o assunto da da
coleta e também da parte laboratorial, que é extremamente importante, né, a gente ter Uma informação preciosa. Então, eh, eu acho que isso é um ponto extremamente importante para que se tenha um bom resultado eh no plano que você desenvolveu, no conhecimento que você tem para desenvolver um plano perfeito ali pro pro café. Eu acho que é muito válido essa essa questão. >> Legal. Ó, e você trouxe você trouxe dois pontos para mim aí que eu acho que eles são são muito interessantes, que um deles é planejamento, né, ali e o outro É a questão da
coleta, da amostragem, né, como a importância do processo inteiro. Quando a gente pega a primeira etapa, que acho que a primeira coisa aqui, que é a questão do planejamento, e a gente ouve muito feedback dos consultores de olhar, às vezes o produtor tá se preocupando pouco às vezes de comprar uma tonelada de adubo e pagar 1000, R$ 2.000, R$ 3.000 R na tonada de adubo, porque ele tem o costume de Comprar, mas ele tá preocupado em investir R$ 100 por hectare num diagnóstico aonde ele vai ter. Mas às vezes é uma questão cultural, né? F
assim, como eu não me planejei para fazer aquela atividade, eu não tenho a consciência de que eu vou ter que fazer. E aí ele às vezes encara o diagnóstico como sendo caro ou ele pega qualquer um ali para coletar, né? E a gente tem visto que quando as fazendas elas têm adotado a rotina de eu tenho o Diagnóstico como etapa do meu ano. >> Ah, perfeito. >> Aí ela ela entra e começa a se programar para aquilo, né? >> É, talvez isso nunca foi muito difundido, né? Assim, algumas eh atividades no decorrer do ano. Então,
assim, entrar dentro da programação da fazenda, das amostragens de solo, agora, por exemplo, no mês de abril, maio, né? entrar como sendo uma etapa fundamental do processo. É, é igual a gente Considerar ali a aplicação do calcário, enfim, não é só o o 20, a história do do 20 e isso é importante, não, o 2020 é importante. Agora, tirar análise solo, calcário, isso tudo fica secundário. E não, acho que a gente tem que trazer essa questão da da amostragem com qualidade, o laboratório, tudo eh como um uma atividade séria da fazenda, como se fosse um
controle de uma ferug. É legal. O, você tocou num ponto aqui, você comentou que amostragem agora, Abril, maio, isso é um negócio que a gente vê mudando na cafeira, né? Porque você tinha um conceito lá de antigamente que era eu colho o café, depois eu faço amostragem de solo, né? E a turma saía fazendo e a gente via que virava um desespero, né? Porque aí eu acabei a colheita, primeiro já tá todo mundo arrebentado, que o processo de colheita ele é um processo desafiador ali, cansativo e tudo mais. E aí quando eu acabo e eu
vou fazer amragem para enviar Pros laboratórios, aí eu recebo esse resultado, aí eu tenho que ir pro agrônomo, mas faz a recomendação técnica, defina o que eu vou comprar, aí eu tenho que sair, aí eu meio que desespero e aperto todo mundo, né? Porque eu saio correndo atrás da coleta, correndo atrás do agrônomo, correndo atrás da compra >> e aí já tá chovendo, eu tô sempre atrasado, né? E aí acho que veio essa migração muito grande, né? De começar, Falei: "Não, vou fazer amragem antes da colheita, né?" Então, >> você tem visto isso num cenário
mais geral? Sim, acho que hoje a adoção, né, dessa dessa amragem pré-colheita, acho que tem sido generalizada, né, até porque imagine você a mostrar um solo lá depois da varreção, você já rastelou, já passou rastelo, já, vamos falar assim, interferiu naquela camada superficial. Então assim, eu acho que hoje temos que Tratar isso como algo obrigatório, né? A amostragem de solo principal ali do ciclo, vamos dizer o seguinte, porque às vezes pode ter situações que você faz uma nova análise, né? >> Sim. >> Que você faça nesse período de pré-colheita, o solo tá intacto, tá em
condições perfeitas para você ter essa informação num prazo hábil para montar esse planejamento que muitas vezes acontece uma aplicação de calagem junto Com a colheita nas lavouras que já estão podadas, por exemplo, né? >> Legal. Então eu acho que isso tem sido agora bastante difundido e tem sido adotado pelos cafcultores. Legal, muito bacana de ver, porque você pega, acho que você tanto tá olhando aqui, que você melhora a qualidade da coleta, porque eu tenho aquele solo intacto ali, eu tive um ano todo, eu não não acabei de passar por uma revão para esse efeito assim,
eu melhoro a Qualidade da coleta e eu melhoro o time, tudo pra aplicação. E você trouxe um ponto que eu acho que é interessante, que é a história de se eu tenho lavouras podadas que eu não vou varrer, por exemplo, eu posso às vezes já fazer essa aplicação. Então antes ali colheita, porque eu pego aquela chuva no aquela chuva da colheita que vira o caos assim, Garcilho, eu já tenho produto, eu já tô tendo efeito. >> Exatamente. Tem é talvez até uma Otimização operacional mesmo nessa nessa condição das lavouras que não vai ter interferência. Por
que não, né? >> Legal. Você tem até um outro efeito lá que é até de compactação mesmo, né? falou assim, se eu tô rodando com as calcareiras que são pesadas, >> que eu tenho ali um efeito maior no solo que tá mais seco, sem pegar aquele pico de chuva e tudo, eu tenho até um efeito de física de solo ali mesmo, né? Então eu tenho um ganho de qualidade da Coleta, eu tenho um ganho operacional, eu tenho um ganho de time, né? Acho que aqui fica um ponto legal, pessoal, que é o o como às
vezes o time de coleta e essa antecipação para fazer as coletas antes da colheita, o o quanto de benefício eu tenho desde a qualidade disso até o operacional, até assim muito muito legal de ouvir. Acho que esse é um ponto que precisa realmente acho que tem tem sido muito adotado e faz muito sentido ser difundido cada vez mais, né? Um ponto que eu queria que acho que ele remete a essa história que eu queria te ouvir um pouco também, como que você tem visto a os cuidados aí com a os posicionamentos das amostragens para poder
fazer a coleta? E eu te pergunto isso porque a gente tem encontrado vários casos onde a gente tem mudança de histórico, por exemplo, e a gente vai olhar aquela lavoura foi podada ou não podada. E a gente tem percebido que tem acontecido muito, eu coleto num ano na Ponta da na da pingadeira, depois essa lavoura é podada, aí eu vou mais para dentro, aí eu coleto dentro do suco e aí o produtor às vezes perdendo históricos porque ele tá mudando o posicionamento de coleta. Como você tem visto essa questão das posições de coleta na na
prática? >> Eu acho que a posição de coleta, ela é tão importante como o laboratório a ferramenta que você vai utilizar. Então, o ponto da coleta é algo que a gente vem Trabalhando internamente no PRF para tentar trazer uma informação, uma recomendação, uma orientação pro café cultor. Eh, inclusive ela sofre interferência até daquela fazenda que retorna o cisco após a varreção e a fazenda que não retorna o cisco após a varreção. >> Perfeito. Então, nesse ambiente da complexidade, da definição do ponto de amostragem, a gente tem muito orientado os caficultores, por exemplo, a a fazer
O seguinte, o que que seria um ponto hoje? O resultado de quatro pontos. Como >> é >> a gente tem tirado uma amostragem mais próximo entre troncos, >> né, >> e depois estabelece uma distância do tronco próximo ali a à pingadeira teórica, mas depois se podar, isso também tem interferências, né? >> E a gente realiza um outro ponto nessa, vamos dizer, faixa de adubação. Isso se Repete de um lado da rua, isso se repete sempre do outro lado da rua. Então você vai colocar no balde o resultado de quatro eh subamostra, subpontos ali para compor
um único ponto talhão. Nós observamos que as fazendas que adotaram essa metodologia, aparentemente nós temos resultados mais estabilizados e e trazendo até uma informação um pouco de uma de uma faixa maior, um ambiente amostralonde tá distribuído o sistema radicular, tanto na faixa entre troncos, Tanto na no ambiente ali da faixa do bastão. Então eu acho que tem que ser considerado, acho que é um ponto importante, sim. E até também o assunto do do plantil, né? A gente vê muito, a pessoa plantou a lavoura hoje num solo de cerrado, uma área de pastagem de abertura e
ela tá retirando amostragem de solo, muitas vezes 40 cm do tronco da mudinha e pega ali exatamente o solo cerrado, né? >> O solo não foi corrigido, então pede Fósforo já na fase pós-plantil. Então >> eu acho que tem que ser considerado sim essa essa informação do do ponto de coleta. Legal. Você trouxe um um ponto que a gente tem visto muito nos projetos que a gente que a gente participa, que fazem muita história de vários históricos e olhando, que a recomendação tradicional a gente olha pra projeção da saia, né, ou algo do tipo. E
o desafio que a gente tem encontrado é que a persona da saia ela muda, porque se eu Tô numa lavoura muito mais velha ou se eu venho e podo essa lavoura e eu fico flutuando com aquela saia para lá e para cá. Então a gente tem tido um sucesso bem legal quando tem ido para esse caminho de padronizar uma distância do tronco, por exemplo, né? Porque o tronco ele não muda de lugar. >> Então assim, o tronco eu tenho ele ali pelo menos mais estável a história ali, né? Então a gente tem visto muito sucesso
nesse caminho do que você Comentou. Eu acho que tem esse fato de tá coletando, por exemplo, uma subamostra dentro do suco e uma fora do suco e tudo, mas esse fato de sair da discussão subjetiva do que é a >> pingadeira. Brincadeira. O que é, eu acho que padronizar uma distância do tronco tem facilitado muito tentar manter padrão e histórico, né? Que aí pelo menos ele mantém a mesma distância. >> Você tá dentro do suco ou fora do suco, na menos ele manteve a mesma distância, Né? Ele facilitou pra criação dos históricos e tudo mais.
Perfeito. >> Legal ver que vocês estão indo nesse caminho. Eu ia colocar, eu vou colocar um, um ponto a mais nessa discussão e aí eu vou puxar para uma outra conversa que ela vai ser ligada nisso. A gente tem visto muito a história de fazer amragem de na projeção da saia e aí vai nisso, né, que é a parte mais explorada mesmo, né, que é onde tá maior volume do Sistema radicular e tudo mais, mas a gente tem visto também a história de fazer lá no meio da rua. Então eu ter, lógico, não tem necessidade
de fazer com frequência e tudo mais, mas eu entender como que tá o meu meio de rua. E por que que eu tô comentando isso? Porque eu quero ligar isso num outro lugar que a gente começou a perceber e eu tive um caso prático lá em casa mesmo, que a gente tinha tomava conta da fazenda que era do meu pai e que era e uma outra que Era da minha tia e a gente fez as análises na saia e no meio da rua. E foram dois mundos diferentes, porque quando a gente olhou, por exemplo, nesse
sítio que era da minha tia, eu precisava de correção em área total e aí a gente lá tava fazendo calcário em área total porque a área total estava pobre, tanto o meio da rua como a projeção da saia. A hora que a gente olhou lá em casa, o meu meio da rua tava maravilhoso. >> Canteiro de horta. >> Canteiro de horta no meio da rua. Queria trocar lavoura de lugar assim, né? >> E aí a gente entrou fazendo todos os manejos e tudo, muito mais focado nos corretivos debaixo da saia, mas porque a gente fez
o diagnóstico na saia e ali no meio da rua. Mas mais do que essa discussão, o que me chamou atenção nas amostas de meio de rua, e aí eu quero levar para um outro lugar da discussão, que quando a gente começou a olhar pro diagnóstico completo do sistema de Produção e olhando a parte química, física e biológica, a gente começou a ver aí a parte biológica dando um desto gritante. E a gente começou a ver, por exemplo, vários projetos que eles tinham o meio da rua de todas as lavouras, de todas as fazendas, de todas
as regiões, por exemplo, daquele projeto, o meio da rua com atividade biológica lá em cima e às vezes a saia do café, nem todos eles estavam tão altos. E esse e isso começou a me chamar Muita atenção. Por quê? Porque nós estamos falando de 1,5 m de diferença entre uma coisa da outra. Então assim, eu não tenho como falar que mudou o tipo de solo, que mudou nada, porque eu tenho 1,5 m de diferença entre uma coisa e a outra. E a gente viu diferenças muito significativas quando a gente comparava o meio da rua com
as projeções da saia em termos de atividade biológica. E ele foi mais gritante as diferenças do que na fertilidade. E aí eu tô trazendo essa essa jornada do disco que a gente percebeu em vários projetos acontecendo para te ouvir, porque você teve uma experiência em um em um em alguns clientes seus, né? Mas a gente teve no Enison, no Enin, agora esses dias gravando lá pelo laboratório, que ele fez o diagnóstico completo, né? Então ele olhou a trincheira em profundidade, olhando pra construção de perfil de solo. Ele estratificou a superfície no 0 A1, fazendo atividade
biológica, fez análise de folha e a gente olhou pra história de olhar os pilares químicos, físicos e biológicos e análise foliar fazendo o diagnóstico completo do sistema de produção. Você como consultor do Eninho ali nessa jornada que olhou para isso, que que você achou disso? Que que você tem achado dessa visão de olhar o diagnóstico completo? Tem feito sentido? Não tem. Como que você tem visto isso com a jornada de consultor Olhando para esse diagnóstico completo? >> Quando a gente eh os primeiros trabalhos que nós fizemos na fundação até o Alisson que conduziu em Boa
Esperança, esse olhar pro sistema radicular como um todo, né? Então ele fez a análise estratificada a cada 20 cm até 2 m de profundidade. Então nós vimos que existe sim um ambiente que deve ser considerado, né? Legal. Eh, diante dessas informações e da da condição de solo que nós observamos Em diferentes profundidades e também na entrelinha e na faixa do bação, a gente desperta um um olhar um pouco mais assim, nossa, olha que ambiente que talvez a gente não tava olhando, que a gente possa entender um pouquinho e ver a condição de das limitações. E
o caso específico do Eninho foi interessante porque ele tem muitas situações eh distintas e condições de solo distinta, cada um com a sua complexidade, particularidade, né? E a gente descobriu Um alumínio lá, por exemplo, em, tô dando um exemplo, em profundidade que tava altíssimo. >> E era exatamente numa lavoura que a gente tava assim tendo alguns desafios do ponto de vista de paralisação de crescimento, eh redução de produtividade, né? Então, a gente conseguiu, eh, ter bons olhos para essa ferramenta, né? o diagnóstico não só químico, mas também entender a parte de compactação física e também
aí Já entrando na parte biológica, esse olhar também da da parte biológica. Então, acho que isso são ferramentas que eu entendo que as fazendas eh podem acessar, >> lógico, precisa de um de um acompanhamento, uma condição de analisar todos esses dados. Então, precisa ter essa exatamente essa interação que nós tivemos, né, em >> em forma de gráfico, enfim, para poder tentar >> eh isso que nós observamos realmente virar uma solução para o caficultor, mas eu entendo que é uma ferramenta muito válida pra gente poder eh trabalhar a nível de propriedades, principalmente aquelas fazendas que realmente
estão buscando um resultado ali diferenciado, alta performance, zerar o assunto limitações do ambiente, por exemplo, nutricional, minimizar a analisar a questão biológica, as limitações físicas, né? Isso Proporcionar eh uma melhoria ou uma melhor condição no ambiente agronômico para que essa planta atinja o máximo potencial genético dela produtivo.É >> bacana. E eu e é interessante que você trouxe que a gente tem visto, por exemplo, a evolução da tecnologia BOS da Embrapa tem vários anos e teve alguns momentos que a gente viu a turma colocando a parte biológica como sendo a resposta para tudo e a coisa
mais importante de todas, né? E eu acho que o Grande ponto que vem é isso, assim, a parte biológica ela é importante, ela é um dos pilares, mas eu preciso olhar o sistema de produção, né? E tem muito, muitas vezes, alguns casos que a gente vê produtores que tão querendo olhar paraa parte biológica sem ter às vezes um bom técnico, um bom consultor junto e tudo. E aquilo é legal, mas não é aquilo que gera resultado mesmo na prática, né? Então eu acho que o que que eu vejo que tem muito interessante da tua fala
é, Né, assim, eu preciso olhar para is vários pilares diferentes, ter um bom técnico, cara, ter um bom consultor e tudo por trás dessa discussão para eu conseguir guiar a discussão química, física e biológica e não colocar pilares desequilibrados ali e às vezes até colocando o carro na frente dos bois, né, vamos construir >> perito. E é interessante, né, essas essas interações desses três ambientes, mas só trazendo para uma experiência Assim que eu tenho observado que a é o solo quando ele tá numa condição ideal ali de micro e macronutrientes, ou seja, se nós estamos
com o ambiente químico muito positivo, naturalmente o ambiente químico muito positivo pra condição de desenvolvimento de vegetais tem o acompanhamento de uma microbiota que também estimula desenvolvimento vegetal. total. >> Então acho que esse olhar ali para a Gente ter um solo equilibrado, uma planta bem nutrida, naturalmente nós vamos tá favorecendo uma microbiota que também estimula o crescimento radicular, né, a colonização do sistema radicular das espécies que tiver inserido naquele ambiente, seja a espécie de cultivo principal como café, seja como eh as plantas que estão nas entrelinhas. >> Sim. E e é bacana essa fala porque
assim, a gente viu, teve teve um desses casos que eu comentei que tavam que a Gente abriu as trincheiras, tava o pH extremamente baixo na trincheira inteira e eles estão gastando assim uma grana de produto biológico. Então a gente olha até que que acho que só fala tem assim é muito legal que é quando eu trago uma boa correção de solo, um bom desenvolvimento ali pra planta, eu propiccio o desenvolvimento biológico, né? Então assim, eu consigo levar isso porque a gente tem visto muitas vezes assim colocar o Andreot, professor Andreot Desal, que eu gosto muito
das falas dele e ele trouxe uma vez uma fala que eu gostei muito, que é não adianta eu colocar leão para caçar pinguim no gelo >> e era mais ou menos isso, assim, não adianta eu colocar o melhor microorganismo do mundo se eu coloco ele dentro de um ambiente inóspito ali, vamos falar assim, de um ambiente totalmente ruim para ele. Então, quando eu olho para essa história, corrijo a Parte de fertilidade, corrijo, faço o arroz com feijão bem feito, né? >> Exatamente. >> Eu potencializo outras tecnologias, como o exemplo do dos biológicos, a gente falou
até lá atrás do bioestimulante, fisiologia e tudo mais, não é não é uma concorrência, né? Não é um ou outro, né? Quando eu entendo que é um e outro, acho que o esse jogo se torna cada vez mais forte, né? >> Legal, Marcelo. Acho que a a nosso tempo Aqui tá tá chegando ao final. Eu queria te ouvir aqui o que, qual que é uma mensagem que se você tivesse que deixar pros produtores aqui, pros consultores também que tão nos ouvindo, qual que é uma mensagem que você deixa pra turma ficar atento para pros próximos
anos? A gente tá num momento de que de bonância muito grande na cafecitura, com bons preços e tudo, mas quando a gente olha no curto, médio e longo prazo, qual que é uma mensagem que você deixaria pros Cafecultores? Enfim, eu acho que a cafecultura, né, focando cafecultura Brasil, primeiro que o Brasil ele consegue hoje fornecer eh de acordo com as suas condições microclimáticas todas qualidades sensoriais que o mundo precisa, né? Então, partindo da do assunto qualidade, acho que nós temos eh um privilégio, né? Eh, a condição de café ecicultura no Brasil, principalmente nas regiões nossas
mecanizadas, isso traz uma Prosperidade, né, muito grande, pensando na rentabilidade, a facilidade, mecanização. Os nossos solos são muito bons e as limitações do ponto de vista de solo hoje para o cultivo de café em advento da pesquisa, da consultoria, das experiências, isso hoje nós estamos cultivando café numa amplitude muito grande de condições. Então, acho que o caficultor ele é que se dedica ao café, acho que é uma cultura muito próspera e Hoje com as informações que nós temos da pesquisa, da consultoria, as nossas eh limitações, graças a Deus, é são muito pequenas em relação a
outras culturas, né? Então eu vejo o café como a cultura promissora, o consumo tem o seu crescimento mundial, o mundo precisa de café e eu acho que o Brasil ele tá eh aí sempre numa puljância muito grande e numa condição de crescimento muito grande. E o cafecutor dentro de porteira dentro a gente tem que lógico, irrigar Quando possível, eh, quando tem água, enfim, adotar sistema de podas, nutrir a planta muito bem, fazer controle de pragas, de doenças com menor impacto possível ao ambiente, preservando inimigos naturais. E eu acho que o maior desafio hoje dentro do
ambiente fazenda de café, os café cultores, é o ambiente da mão de obra, das pessoas envolvidas no processo. Então, acho que buscar essa melhoria na capacidade de trabalho, nas condições de trabalho dessas pessoas, Capacitar o time operacional, o pessoal que tá no campo, eh, se for o caso, promover curso de desbrota nas próprias fazendas, ninguém tá sabendo desbrotar, então vamos dar o curso pra turma da desbrota. Nós lançamos agora um curso para gerente de fazendas de café >> legal >> no sul de Minas e na Mogiana. Então assim, eh, nós temos que olhar pro nosso
desafio, ah, tal. Tô vendo que aparentemente mão de obra tem sido eh um Desafio muito grande nós fazenda, então vamos produzir essa mão de obra. Então, nós temos condições, temos conhecimento. >> Eu acho que o caféicultor que investir nas pessoas, valorizar, investir nas pessoas que estão inseridas no seu projeto, são as fazendas que vão ter eh uma prosperidade maior que outras. >> Legal. Eh, acho que essa fala sua das fazendas que investirem nas pessoas acho que me fascina demais, porque a gente vê Muitas vezes a busca por eu preciso mecanizar, eu preciso automatizar e realmente
a gente precisa mesmo, né? Mas nós sempre vamos ser feitos de um ecossistema de pessoas, né? Tá. >> Então eu acho que aprender, quando eu vejo às vezes algumas fazendas que buscam, eu preciso mecanizar porque eu quero me ver livre de pessoas. Fal assim, cara, eu acho que a gente precisa mecanizar para melhorar a eficiência, para poder ter mais produtividade, até Para garantir uma qualidade de vida melhor para as pessoas que estão ali envolvidas. Mas a gente investir em pessoas é a raiz de qualquer coisa, né, de qualquer negócio, de qualquer de qualquer jornada, né?
muito legal te ouvir nisso. O, antes da gente encerrar, eu queria trazer aqui, acho que muita discussão que a gente teve, ela vem em cima de conhecimento, ela vem em cima de solos e nutrição de plantas como um todo. E eu queria trazer aqui o convite A todos que é o simpósio brasileiro de solos e nutrição de plantas que vai acontecer dia 20 e 21 de maio aqui dentro do Ribeirão Shopping em Ribeirão Preto, onde nós vamos tratar então o Reagro e o 3E Ribersolo vão tratar de solos e nutrição de plantas como a base
de todas as culturas. Então é um evento nacional multiculturas que a gente tá contando com diversos palestrantes do Brasil todo. Então a gente tá na tá vindo palestrantes do Rio Grande do Sul, estão vindo palestrantes aqui da de São Paulo, da Exalque, palestrantes de Minas, da UFA, nós temos mais um da Unespéspida que vem aqui dentro de São Paulo. Então assim, a gente tem palestrantes do Brasil todo junto com com consultores, com pessoas das nossas equipes mesmo, trazendo muito a teoria aplicada na prática. Então nós vamos trazer a ciência aplicada no campo num evento nacional
e multiculturas dia 20 e 21 de maio aqui no no shopping em Ribeirão Preto. E acho que com certeza vai ser um evento que vai trazer muito mais a fundo, muita coisa que a gente discutiu aqui. E Marcelo, você é um cara que tá mais do que convidado aqui para estar com a gente, com certeza soma muito aqui em todas as discussões. Então é um prazer muito grande ter você aqui, ouvir um pouquinho. Acho que essa essa conversa poderia ir muito mais longe do que uma hora de discussão só, mas acho que foi de teve
bastante aprendizado Legal e que com certeza a gente encontra e e soma some forças na seja na pesquisa, seja desenvolvendo novas metodologias, seja desenvolvendo novos parâmetros, que a gente consiga somar em tecnologia, em usabilidade pro Marcelo como consultor, para como que a gente deixa a vida dos consultores cada vez melhor. O consultor é sempre o nosso maior elo de ligação entre os laboratórios e o produtor. A gente a gente fala muito que o 3olos, a gente Como laboratório, a gente jamais vai conseguir ter capilaridade para estar direto no produtor. Então assim, o consultor é a
peça mais importante pra gente de transformar um conhecimento específico de dentro do laboratório em tomada de decisão prática pros produtores. Então acho que esse relacionamento com as consultorias também assim é de muita relevância. E é lógico assim, entender tudo que a gente pode somar na prática. Então, Muito obrigado por estar aqui com a gente. Eh, com certeza a todos acho que tem um conteúdo muito grande e a gente se vê nos próximos podcasts. Obrigado.