a viagem enfrentada pelas sondas Voyager simplesmente marcou a forma como entendemos as sondas espaciais essas foram até então as espaçonaves mais duradouras no espaço e os objetos mais longincos que a humanidade já colocou por lá no entanto na distância em que essas sondas estão hoje não podemos mais observá-las diretamente tampouco conseguimos usar câmeras para vermos o ambiente ao seu redor no entanto um rádiotelescópio fez algo inusitado quando registrou uma das sondas através dos seus próprios pulsos de rádio no vídeo de hoje vamos entender como a missão Voyager foi avistada no espaço profundo a missão Voeja
representa um dos maiores marcos da exploração espacial atualmente suas sondas são os objetos feitos pela humanidade que já alcançaram as maiores distâncias no espaço percorrendo trajetórias impressionantes ao longo de quase cinco décadas pelo sistema solar as sondas gêmeas Voyager foram lançadas lá na década de 1970 com a missão de explorar os gigantes gasosos do sistema solar graças a um raro alinhamento planetário ocorrido apenas uma vez a cada 176 anos elas puderam visitar Júpiter Saturno Urano e Netuno em uma trajetória otimizada maximizando a coleta de dados científicos esse que foi um sobrevoo estratégico revolucionou o nosso
entendimento sobre os mundos externos do sistema solar a Voyager um de fato a sonda mais distante já lançada no espaço saiu da proteção do sol em 2012 enquanto a sonda Voyager 2 lançada um pouco depois e com uma distância um pouco menor também saiu da proteção do Sol em 2018 e apesar do ritmo impressionante em escalas astronômicas as sondas ainda estão relativamente próximas da Terra a Voyager um encontra-se atualmente a aproximadamente 25 bilhões de quilômetros de distância enquanto a Voyer 2 está a cerca de 21 bilhões de quilômetros essas distâncias embora enormes para os padrões
humanos correspondem a apenas cerca de 23 horas luz um pequeno percurso em comparação aos 4,2 anos luz que nos separam da estrela mais próxima além do sol a energia das Vojer é fornecida por geradores termelétricos de rádioisótopos que convertem o calor do decaimento radioativo do plutônio 238 em eletricidade com o passar do tempo a potência gerada por esses geradores diminui gradualmente atualmente a equipe da NASA prioriza certos instrumentos para maximizar o retorno científico uma vez que a energia restante permitirá operações até meados da década de 2030 e bom apesar da limitação energética as sondas Voyager
foram projetadas para manter a comunicação com a Terra mesmo a distâncias extraordinárias algo possível graças à suas antenas de rádio de alto ganho de 3,7 m de diâmetro essas antenas direcionam sinais de rádio extremamente fracos para a rede da Deepspace Network da NASA composta por grandes radiotelescópios espalhados pelo planeta devido a distância imensa os sinais das Voyager levam atualmente quase um dia inteiro para chegar aqui exigindo equipamentos altamente sensíveis para decodificar suas mensagens a potência do sinal transmitido pelas sondas é incrivelmente baixa no momento do envio a transmissão tem cerca de 23 W isso é
tão fraco quanto a potência da lâmpada do seu teto quando a transmissão chega à terra a energia é menor do que aquela gasta por um simples relógio de ponteiro para captar essas transmissões a DSN utiliza antenas parabólicas gigantescas com cerca de 70 m de diâmetro capazes de detectar variações minúsculas nas ondas de rádio vindas do espaço profundo mesmo a tais distâncias realmente imensas as sondas ainda conseguem enviar dados científicos sobre o meio quase interestelar já fora da heliosfera a proteção magnética do sol mas à medida que sua fonte de energia enfraquece as transmissões se tornam
cada vez mais escassas em 2013 os cientistas realizaram uma varredura especial para tentar registrar o sinal da voz G1 no vasto vazio do espaço interestelar a sonda então a 18,5 bilhões de quilômetros da Terra no momento do registro já estava além da helopausa emitindo apenas um fraco sinal de rádio que se confundia com o ruído de fundo do universo o objetivo era capturar a assinatura de transmissão da Voz G1 um eco remoto de uma espaçonave que partiu há décadas e continuava sua jornada solitária rumo ao desconhecido a observação foi conduzida por radiotelescópios altamente sensíveis sintonizados
exatamente na frequência de transmissão da sonda mesmo sabendo a posição aproximada da Voer 1 rastrear seu sinal foi realmente um desafio no entanto graças à tecnologia avançada da rede DSN os cientistas conseguiram isolar e registrar o sinal da Voer 1 em meio ao ruído cósmico o momento em que o pico de rádio foi detectado representou um marco simbólico na missão era a prova definitiva de que a sonda ainda estava operacional e se comunicando com a Terra mesmo estando além da influência do Sol para os engenheiros que acompanharam a missão desde o lançamento foi um testemunho
de robustez do projeto que superou todas as expectativas iniciais o simples fato de a Vooger 1 continuar transmitindo após a heliopausa foi uma confirmação direta de sua chegada quase ao meio interestelar os dados dessa varredura revelaram nuances sobre a condições do espaço ao redor o sinal da Voyager 1 viajava para uma região onde o vento solar não dominava mais e os cientistas puderam perceber variações sutis causadas pelo plasma e pelos campos magnéticos ao redor essas informações ajudaram a definir melhor os limites da heliosfera e a transição do ambiente solar e o verdadeiro espaço interestelar além
do valor científico a captura do sinal da Voer 1 teve um impacto emocional significativo saber que uma espaçonave construída pela humanidade ainda enviava sinais a uma região tão distante reforçava a ideia de que nosso alcance se estendia muito além da Terra a transmissão detectada era mais do que um feixe de ondas de rádio era um testemunho da engenosidade humana e da busca incessante por conhecimento a observação também destacou os desafios crescentes de manter contato com uma sonda tão distante com a energia dos geradores diminuindo a potência do sinal enfraqueceria ainda mais nos anos seguintes os
cientistas sabiam que em algum momento as transmissões iriam cessar por completo tornando registros como esse ainda mais valiosos e raros cada novo contato era uma oportunidade preciosa para extrair os últimos dados científicos antes que o silêncio tomasse conta dessa forma não é um simples feixe de rádio mas um marco da exploração do espaço a forma física da sonda não é visível daqui uma vez que não conseguimos vê-la em luz visível mesmo sabendo que a voer um dia deixará de se comunicar só a jornada não vai terminar ela continuará vagando pelo cosmos levando consigo registros de
vozes sons e imagens da Terra destinado a possíveis civilizações alienígenas no futuro distante a cada dia que a sonda continua transmitindo ela nos lembra de que apesar das imensas distâncias e dos desafios do espaço profundo ainda podemos ouvir um sussurro vindo do limite do nosso sistema solar para muitos um simples registro mas para a ciência é a prova de que a comunicação não tem distância caso a sonda estivesse em puro silêncio esse feixe de rádio não teria sido detectado pessoal se vocês gostaram deste vídeo não se esqueçam de deixar o like aqui que é muito
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