[Música] então se nós optamos por uma tendência ou outro vai ter consequências e aí nós vamos numa tendência identificar alguns processos linguagem não identificar outros em outra né porque se fizermos outra escolha também vai acontecer não existe a teoria que dê conta de tudo teorias porque isso vai dar conta de tudo não tem como porque há decisões que vão sendo tomadas há caminhos que nós vamos percorrendo ea o foco tem que prestar atenção não consegue nós estamos em todos os lugares ao mesmo tempo então nós temos que dar conta daquele lugar que nós escolhemos nós
olhamos para frente nós vamos enxergar o que está à nossa frente não vamos chegar lá atrás parece óbvio mas da mesma maneira que acontece geograficamente parcialmente acontece também com os senhores né então diversamente seu engenheiro é eu vou enxergar o que estava atrás de mim não vou enxergar o que estava na frente então essas escolhas é que vão determinar quais processos de linguagem eu vou dar conta com esse e aquele modelo então é como se a gente tivesse trocando a link com que a gente olha também pode ser uma outra metáfora então dependendo como troca
a lente eu vejo de maneira diferente uma outra metáfora interessantes são aqueles espelho dependendo posso ter um espelho plano postei filhos que me deixam me dão a ilusão de que estou mais gordo mais magro mais alto ou mais baixo que é na verdade a configuração física do espelho como que ele não trata lhe as ondas de luz que estão refletindo aquele copo de diante dele e ele devolve essa imagem com um determinado o tamanho determinada forma a partir disso então são são imagens não são elementos aí pra gente pensar que as teorias também funciona dessa
maneira bom é uma dessas idéias que persiste até hoje é uma idéia de mandar da perfeição pureza da linguagem como falei pra vocês essas idéias que estão presentes no nosso cotidiano elas não são inocentes nela não são neutras ações de algum lugar então na antiguidade é isso estava ligado à a as idéias do filósofo barato não é conhecido pelo seu nome que é o patrão não tinha uma reflexão sobre a linguagem sobre a produção do conhecimento e o uso vamos assim dizer um bar nessa concepção tem consequência também como a gente pensa língua então é
essa idéia de que possa existir uma linguagem independente das condições reais em que esse sujeito que falam esse sujeito que usam a linguagem que constrói essa linguagem acontece no mundo vivem no mundo foi aí uma herança do platão que nos ajudam platônicos que nos ajudam a entender isso é a alegoria da caverna o mito da caverna como alguns chamam estava preocupado neste momento em discutir como que a trajetória de [Música] refinamento do pensamento humano de maneira que possa se chegar a um conjunto de operações de procedimentos né com relação a esse a produção desse pensamento
que possa tornar é confiável e verificável inclusive em termos de verdade e aí ele vai fazer aquela famosa metáfora possa imaginar a condição humana uma caverna então nós teríamos num dado uma caverna teve um fosso no final dela e imaginando pessoas que estão aqui acorrentadas nesse esforço apenas vendo a parede do fundo da caverna no outro depois da parede do fosso nós teríamos uma fogueira pessoas carregando objetos o que essas pessoas aqui no fundo da caverna iriam naquelas teriam acesso somente a assombra os objetos por meio do fogo ela produzir dia 11 uma luz é
uma luminosidade bastante fraca pouco intensa que enganaria vamos assim dizer das sombras o patrão colocam esse é o nível da conjectura é o que a gente chama de caxias ma eu acho parece que tal a partir de um certo ponto se chegar às pessoas se libertassem dia para o outro outra câmera na caverna elas teriam acesso à luz da fogueira já haveria um objeto na sombra dos objetos e aí a gente já tem uma outra etapa do pensamento e se elas fossem capazes de sair da caverna e ver a luz do sol ela seriam capazes
de ver disse aí o plantão vai dizer que esse caminho ele teria que ter segundo a concepção do platão necessariamente a figura do filósofo e tem outras implicações mas chega a idéia do mundo das idéias e tal de um estado e que o conhecimento individual das coisas ele levaria um conhecimento perfeito né e abstrato geral universal das coisas então eu conheço por exemplo o outro cachorro do cachorro mas poderia chegar através desse processo a idéia perfeita do que seria cachorros e redes locais para a língua nós podemos pensar nisso que eu tenha a realização de
um falante de outro falando alto falante né mas eu posso pensar na língua como algo perfeito enquanto idéia isso também parece muito elegante muito bonito e tal mas vamos nos lembrar que os gregos não tinham essa secção esse cuidado essa necessidade de conferir se isso realmente assim for vamos por aristóteles foi inclusive aluno platão embora tenha sido o caminho determinados pontos da gente retoma um pouco essa idéia da perfeição da língua com coisa que o estoque foi por caminhos mas conservou um pouco também essa idéia do estoque se a gente pensar o a percepção que
o sujeito tem do mundo através dos sentidos até a língua e depois né a escrita seja fala escrita nós vamos ter o caminho um percurso em que lisboa existem as coisas reais que são percebidas de maneira segundo aristóteles a mesma maneira para todos os seres humanos repare que se hoje então temos situações muito comuns muitas vezes de gênero são um casal por exemplo e coloca-se área desse casal é provavelmente vai dar briga azul e hoje a gente já sabe inclusive com o conhecimento bioquímico a própria neurológico que a própria percepção visual não é igual para
todas as pessoas nem auditiva nenhum sentido acontece isso então veja que a gente já tem com a construção de algo mais verificável algumas já não não aceitaria isso hoje com tanta naturalidade aproveitando esse é o conhecimento que nós temos mas os gregos acreditavam disso as coisas reais são as mesmas para todos os homens são percebidas da mesma maneira por todos os homens por todas as pessoas que ele chama de impressões nasal da alma e aí entra o velho problema dessa percepção já seria uma aparência das coisas não as coisas nós temos um pouquinho do platão
aqui e aí a fala de uma pessoa para a outra elas representariam as impressões da alma e depois da escrita representaria a fala qual é o problema com isso coloquei a questão da percepção mas tem um outro problema com relação à língua a língua existem liga em línguas inclusive de dezenas de milhares de línguas os milhares de línguas que só tem fala não tem inscrito não precisa existir escrita seja língua embora algumas línguas têm desenvolvido escrito se nós pensarmos dessa característica necessária para lingüístico que a fala naturais não lhe dê sinais nós vamos perceber o
seguinte a quantidade de movimentos musculares e orgânicos que nós temos que fazer para comandar o som se produza variáveis é astronômico então nós jamais vamos conseguir repetir exatamente aquele todos muscular aquela velocidade aquela pressão do ar necessário aquele ângulo de incidência aquele conjunto de ondas sonoras empilhadas por exemplo têm oito ondas sonoras 8 convivendo em uma mesma produção mas jamais vamos conseguir fazer isso ora qualquer consequência prática disso as línguas mudou para uma condição fisiológica nós não conseguimos fazer um tratamento é o mesmo movimento fisiológico que é necessário produzir o som hoje nós temos um
conhecimento fisiológico físico e consequentemente também sobre o que vai dizer o seguinte não sei se é bom e que a língua muda ou não mudar na verdade de fato na realidade ela gosta ou não elas mudam então essa idéia do plantão que pode existir uma idéia perfeita e tal com relação à língua não vou obviamente entrar em aspectos de outras áreas com relação à língua ela pode ser uma ideia bonita talvez para alguns mas ela não correspondia como realmente a língua acontece no entanto nós foi muitas vezes vamos repetindo essa idéia não idéias como essas
e tentando usar essa ideia para explicar determinados processo então numa língua seja de um falante ou seja de uma sociedade muitas vezes nós recorremos a dizer não mas isso é um problema então pode não ser problema nenhum pode ser simplesmente uma conseqüência num espaço de tempo maior de da natureza inescapável néon contornável de que os livros mudou é isso é então veja como usar conceitos diferentes e compreensões diferentes linguagens afeta as explicações que a gente dá e o que a gente vai fazer com isso a linguagem que foram os que criaram propriamente a gramática eles
vão reformular vão tentar resolver um pouco isso e vão dizer senão essa transição das impressões para fala tem um conceito na fala representa o conceito mas isso também vocês vão ver no decorrer da disciplina mas está dentro de si mesmo campo nesse mesmo conjunto de problemas que a gente está discutindo aqui que vê cada idéia cada conceito de linguagem ele se propõe determinadas coisas e dar conta de uma senão dá conta de outras quando a gente sabe o que está envolvido a gente tem como se posiciona bom e aí pensando que eu falei do senso
comum e tal essas pretensões obviedades dessas supostas obviedades como é que a gente começa a desconstruir a gente começa a pensar sobre elas para verificar não existe problema nenhum em que a gente levanta hipóteses sobre a linguagem ou sob qualquer outra coisa o que a nossa tradição é mais ou menos aí 500 600 700 anos desse momento senti que nós estamos pouco transição jamais nec se mantém algumas características principais não tem problema nenhum em nós levantarmos hipóteses mas nós aprendemos e cada vez melhor nós aprendemos isso a atestar essas hipóteses a desconfiar até certo ponto
dessas hipóteses e não tomá las previamente como certezas pré-estabelecidas e aí ao testá lo ela tem comparação este teste pode ser muitas vezes é empírico como no caso por exemplo do som eu falei pra vocês mas também pode ser uma verificação social cultural histórico após verificar se aquele fenômeno se mantém todos os contextos parecidos ou diferentes etapas e aí já se confirma ótimo então aqui está ficando mais forte até um ponto em que eu possa dizer não isso aqui já com o seu já consigo um conjunto de hipóteses entrelaçadas o conceito é claro que na
nossa perspectiva informação de vocês nós estamos formando cientistas linguiça gramáticos e tal mas pessoas que tenham a suficiente condição de refletir sobre quem é produz modelos de descrição porque a teoria não são nada mais do que isso um modelo de descrição de práticas de coisas que as pessoas vivem mais que vocês sejam capazes de olhar para isso não simplesmente como consumidores passivos destas teorias com pessoas que sabem lidar nem sabe que está envolvido então vamos pensar numa quebra de uma das concepções que ainda estão muito em voga acontece que tem a ver com essa questão
do crack é a questão de pensar que a linguagem ela é somente expressão do pensamento então penso ea linguagem automaticamente reflete aquilo que pensam e aí tem que [Música] dizer o que digo você ouvir o que você acha que entendeu ao abismo nas relações humanas como a linguagem participa disso nós temos uma história muito mais preenchida pelo desencontro a intenção do que propriamente por uma compreensão mecânica ou por uma certeza de que nós dissemos exatamente aquilo que nós estávamos pensando quantas e quantas vezes nem quantos momentos dos nossos dias durante a vida toda nós depois
de dizer mais alguma coisa nos escutarmos porque nós já estamos em outra posição é que nós pensamos puxa eu disse alguma coisa que não não deveria ter dito ou não achei que isso é produzir pode ser uma situação inocentes simplesmente engraçadas de repente dizer alguma coisa que não se pretendia ser maliciosa e acaba sendo as pessoas rir mas também pode muitas vezes abalar e inevitavelmente né irreversivelmente o relacionamento importante e repare esses processos que são extremamente comuns extremamente impactantes na vida humana eles passam longe do nosso trabalho na educação básica muitas vezes com a linguagem
não tem ferramentas para explicar isso porque nós estamos apostando naquela linha ideal é separar do falante só na estrutura nessa coisa toda enquanto um existem teorias existem modelos que lidam que tentam pensar essa questão então o que está dizendo que ele está colocando exatamente essas medicações claro nós pensamos nós sentimos as coisas entre nós pensamos sentimos e dizemos a mediações e muitas vezes a maneira como eu sinto não é a maneira como o outro sente a maneira como eu descrevo que eu sinto que eu penso não é como exatamente ele escreve aí nós temos esse
desafio então isso é importante dizer não é simplesmente expressão do pensamento nós temos outras coisas envolvidas então se eu pensar que essa expressão do pensamento ancestral humano escreveu mal apontou o aluno é burra não pensa direito mas será que isso é só isso fator que pode explicar que ele escreva mal quais outras relações com as outras mediações então jogo e que eu devo considerar como hipóteses para que eu possa pensar bom imaginar por exemplo um aluno que esteja bomba já qualquer um de nós aprender uma língua estrangeira e escrever não escreva mal mesmo que a
gente ganha muito bem na nossa língua de origem daquela outra língua mudar no momento em que vai escrever uma maneira infantil de maneira ainda muito superficial e tal que nós não temos o domínio da língua da mesma maneira que eu posso escrever brilhantemente um relatório mas posso fazer é ser um desastre para escrever um poema porque eu tenho a questão do gênero só tem aqueles tempos de escrita com as quais estou habituado com outros eu não tenho essa familiaridade nerds ou no mínimo deveriam poderia se constituir como hipótese o álbum a gente parar e pensar
será que não é isso será que é necessariamente um problema cognitivo problema de falha no pensamento outra veja outra concepção da comunicação que eu já falei vou pra vocês é pensar vocês provavelmente já conhecem o esquema e da comunicação citando a cor do som uma das formulações mais famosos mas existem vários outros autores então teria um emissor o receptor um referente um código e tal agora quem a usar a língua da mesma maneira do que o computador que não muda o código morse ou qualquer outro código será que o fato de usar o fato de
viver aquela situação daquelas palavras não vai deslocando um pouco suas palavras não vai criando outras formas então é esse que é o problema quando a gente pensa em um bar somente comunicando né algumas coisas escapam quando servir para determinados propósitos mas talvez a gente pensar aqui um dos grandes problemas da sala de aula a vivência da linguagem educação básica esse contato com a pouco com o mundo real é comum de verdade com aquele que a gente vive esse modelo também não dá conta disso repare que exista uma formulação de uma de uma língua francesa em
que ela tenta resolver algumas das questões então lado da emissora lhe tem vários outros fatores psicológicos competente ideológica e cultural que também acontecem do lado do receptor situações é elemento situacionais correções do universo discurso modelo de produção são coisas que se colocam repare como há mais coisas que poderiam ser pensadas não só a título de ilustração para a gente pensar aqui essas coisas não são óbvias e aí entra também uma questão de identidade e aí eu trago aqui uma trecho do texto do poeta português quando eu falo de mim fala do outro lado do mundo
fala de nós né mas quem sou eu quem é o outro como a linguagem vida com isso não é tanto os elementos formais dos pronomes maneira como nós procuramos como um jeito que nós fizemos com o outro é o jeito que o outro nos entende ou não nos entendem então o mário de sá carneiro vai dizer uma coisa interessante aqui eu não sou eu nem sou outro sou qualquer coisa de intermédio de ter mediado e meio do caminho pilar da ponte de tédio que vai de mim para o outro é interessante linguagem poema se nós
formos analisar somente as palavras que estão ali ou classificar somente as palavras paz pode ajudar pode ser útil em um dado momento mas se eu quiser essa compreensão deve saber é 100 bom com a posição desse ser humano pode dizer isso a outro ser humano que ele poderia estar sentindo que ele quer provocar no outro que modelo de linguagem eu tenho que concepção de linguagem tempos a para dar conta disso certamente não é aquele que vai ficar somente procurando-se jovens embora de valinhos exibições sejam importantes terem visto mas uma coisa é ver só o tesouro
não há outra coisa é ver como este vão montar na parede como ele está sustentando não estar sustentando um determinado pedaço da casa é a metáfora da casa que é exatamente o que nós vivemos uns com linguagem e aí pra terminar uma última provocação que vai continuar durante a disciplina e pretendo que possa contribuir para enriquecer pra ancorar conceitos que vão ter as disciplinas específicas existe um só deus e ele vai o personagem principal aqui é um sacerdote colombiana ele está procurando uma linguagem escondida considerei ainda que nas linguagens humanas não a proposição que não
implica universo inteiro dizer o tigre quer dizer que engendraram os cervos e tartarugas que devorou o passo que se alimentarão os erros a terra que foi mãe no pasto o céu que deu luz a terra então é isso dá embora esteja pronto o inter ário isso da palavra uma outra dimensão que a questão histórica questão cultural quando eu digo uma palavra aquela palavra não tá solta que modelo que concepção de linguagem vai responder a isso vai me permitir ter uma lente com a qual eu possa realmente enxergar toda essa história essa cultura e esse processo
que acontece na palavra ou na relação e uma palavra com a outra isso é fundamental para nós como falantes como ouvintes como leitores como autores de textos com pessoas que conversam de alguma maneira diálogo por meio da linguagem ea da mais importante pensando no professor saindo de um curso de formação de professores que vai lidar com isso dentro do processo de aprendizagem e aprendizagem na sala de aula da educação básica então sejam bem vindos à disciplina espero que essas reflexões possam constituir o início de uma construção uma reconstrução de conceitos que dê a vocês mais
autonomia de pensar de ter à disposição é procedimentos e ferramentas maneira de ver que é permitam que vocês enxergam em na e construam outros pedaços da realidade da linguagem obrigado [Música]