Eu queria convidá-los a abrir a palavra de Deus no Salmo 130. Estamos dando continuidade à nossa série de mensagens nos Salmos de Romagem, os Salmos do Peregrino. Salmo 130.
Oamos a leitura da palavra de Deus. [Música] Das profundezas clamo a ti, Senhor. Escuta, Senhor, a minha voz.
Estejam alertas os teus ouvidos, as minhas súplicas. Se observares, Senhor, iniquidades, quem, Senhor, subsistirá? Contigo, porém, está o perdão, para que te temam.
Aguarda o Senhor. A minha alma o aguarda. Eu espero na sua palavra.
A minha alma anseia pelo Senhor mais do que os guardas pelo romper da manhã. Mais do que os guardas pelo romper da manhã. Espere Israel no Senhor, pois no Senhor há misericórdia, nele copiosa redenção.
É ele quem redime a Israel de todas as suas iniquidades. Oremos, queridos, pedindo a orientação do Senhor para a compreensão desse salmo. Ó Deus, nosso Pai, na tua presença nos encontramos agora desejos de ouvir a tua voz através da exposição da tua palavra, querendo, Senhor, ser alimentados de ti com o pão do céu, que é o nosso Salvador Jesus Cristo.
Queremos suplicar, Senhor, que tu nos conduzas, que Teu Espírito Santo nos ilumine, abençoa teu povo aqui presente, que cada um de nós seja alimentado por ti de acordo com a necessidade. Oramos também, Senhor, pelas demais igrejas, onde teu teu nome está sendo honrado, tua palavra está sendo ensinada, que tu recebas a glória que te é devida na manhã desse dia, o dia do Senhor, dia que é feito para tua honra e louvor, o dia da ressurreição do nosso Senhor Jesus, em nome de quem nós oramos. Amém.
Queridos, esse salmo é um dos salmos mais apreciados de todo o saltério. Para vocês terem uma ideia, era um dos salmos prediletos de Agostinho, era o salmo predileto de Lutero e de Calvino. O um dos grandes escritores puritanos chamado Príncipe dos puritanos, que foi o o John Owen, ele escreveu um comentário de mais de 300 páginas só sobre esse salmo.
Lutero considerava esse salmo um dos salmos paulinos, ou seja, um dos salmos onde a o evangelho e a graça de Deus aparece de forma mais clara de toda de toda a Bíblia. E não é sem motivo que estas pessoas gostavam desse salmo. Basta lê-lo e nós já nos identificamos com ele.
Nós percebemos que aqui estão algumas das verdades centrais da vida cristã relacionadas com o cristianismo. Esse salmo, ele está dentro daquela lista de salmos que nós chamamos salmos do peregrino ou salmos de romagem, que eram aqueles salmos que eram cantados pelos viajantes que iam de todas as partes do mundo para Jerusalém três vezes ao ano para celebrar as festas judaicas. Mas esse salmo é também considerado um dos sete salmos penitenciais que nós temos na Bíblia.
Então ele tá na lista dos dois. Os salmos penitenciais são aqueles salmos onde o autor derrama o coração diante de Deus. Ele está quebrantado, ele se encontra arrependido, ele quer o perdão de Deus.
Ele expressa toda a tristeza do seu coração. Ele busca a Deus por misericórdia. São sete desses salmos.
Ah, o Salmo 6, o Salmo 32, o Salmo 51, o Salmo 102, o Salmo 143 e esse salmo aqui. Então, ele é uma combinação das duas coisas. Ele expressa não somente os anseios do peregrino quando ele caminha para Jerusalém, mas também as profundidades do nosso coração.
A gente não sabe quem escreveu esse salmo, nem exatamente a situação em que ele foi escrito. Ele é um salmo onde o autor ele está passando uma grande tribulação na sua alma e ele busca Deus lá do fundo do poço. Ele procura Deus por perdão e depois ele exorta os seus companheiros a fazer a mesma coisa.
Esse salmo pode ter sido escrito como uma expressão do que é que tinha acontecido com a nação de Israel. Vocês se recordam que a nação de Israel, os judeus foram levados no cativeir em eh como cativos para a Babilônia, onde passaram 70 anos longe de casa, presos, escravos, sendo assediados, sofrendo hostilidade, abuso. E alguns acham que esse salmo foi escrito naquela época.
Outros acham que era um salmo que foi escrito para ser cantado naqueles dias de jejum e oração e humilhação que havia na nação de Israel. Mas o mais provável é que esse salmo aqui está expressando a experiência pessoal do seu autor. A experiência pessoal do seu autor em que ele depois de ter caído em pecado, ele se humilha diante de Deus, busca ajuda de Deus, busca restauração e depois ele exorta a os seus irmãos a fazerem a mesma coisa.
De qualquer forma, esse salmo descreve bem uma experiência, a experiência de todos os filhos de Deus quando estes se encontram nas profundezas e de lá eles clamam a Deus por perdão. Então nós vamos ver aqui primeiro essa oração que ele faz nos versos um e dois. Depois o argumento que ele usa com Deus para que Deus o perdoe.
Nos versos 3 a 4. Depois a a espera dele, depois dele ter orado, ele fica esperando a resposta de Deus. Aí versos a 5 e se depois ele ensina a nação de Israel a fazer a mesma coisa.
Versos 7 e 8. Quero o nosso Deus nos guiar, queridos, na compreensão desse salmo tão precioso nessa manhã e que todos nós sejamos edificados. Primeiro lugar, então vamos ver a oração que ele faz a Deus.
Versos 1 e 2. Das profundezas clamo a ti, Senhor. Escuta, Senhor, a minha voz.
Estejam alertas os teus ouvidos as minhas súplicas. O que que motivou o salmista a orar? A resposta é o estado em que ele se encontrava.
Ele diz: "Das profundezas eu clamo a ti. " Essa expressão profundezas, ela descreve no livro de Salmos uma situação crítica de perigo, de calamidade ou então uma angústia profunda da alma. E com certeza essa é a situação em que o salmista se encontra aqui.
Ele está nas profundezas da sua alma. perturbada pelo pecado que ele cometeu. O coração dele estava turbado, a consciência dele estava culpada, ele tinha perdido a alegria da salvação.
Ele se sentia como alguém que tinha sido lançado no mar e foi afundando, afundando e tinha chegado lá no fundo, nas profundezas do oceano, lançado fora da presença de Deus. A nova tradução na linguagem de hoje traduz profundezas como em profundo desespero da seguinte maneira. Em profundo desespero eu clamo a ti, ó Deus, porque essa era a situação em que ele se encontrava.
A sua alma estava turbada. Ele se sentia nas profundezas, lançado de diante de Deus em profundo desespero. Agora, note que o que ele perdeu aqui foi a alegria da salvação.
Ele não perdeu a salvação porque ele ainda tá chamando por Deus. Ele dá mostras de que ele está arrependido. Ele sente tristeza pelo seu pecado.
Ele quer o perdão de Deus. Então, é um crente que caiu. É um crente que caiu e ele tá se sentindo nas profundezas.
A consciência culpada, o coração inquieto, incerteza do favor de Deus, a alegria do da espiritual foi embora, ele se encontra em profunda perturbação. É isso que a expressão profundezas significa. E é de lá das profundezas que ele clama a Deus.
E aqui nós temos já uma lição preciosa. Quando nós caímos em pecado, quando nós tropeçamos e fazemos o que não devemos e que começamos a nos sentir assim lá no fundo do poço, nas profundezas, a nossa primeira reação é nos escondermos de Deus ou pararmos de buscar a Deus, nos sentirmos tão culpados que nós desanimamos de enfrentar a Deus. Mas esse homem aqui, ele clama das profundezas.
Ele não deixou as profundezas impedirem a sua busca de Deus. E é o que nós devemos fazer quando nós nos encontramos lá no fundo do poço, em profundo desespero, nós temos que fazer o que esse salmo nos ensina, clamar a Deus. E essa é uma experiência que é uma experiência comum ao crente.
Quem é crente verdadeiro já passou por alguma experiência dessa. Não é à toa que Lutero gostava desse salmo, que Calvino gostava desse salmo, que Agostinho gostava desse salmo e que é um dos salmos prediletos da igreja através da história, porque reflete uma situação onde nós cristãos com frequência nos encontramos lá nas profundezas, lá no fundo, nos sentindo desesperados, sem saída, a consciência turbada, sem a alegria da salvação, incertos com relação a, o que Deus está sentindo por nós. Então, é isso, essa é a situação que fez com que o salmista orasse.
Agora, em segundo lugar, note, estamos vendo aqui a oração dele, que a oração dele é uma súplica. Das profundezas clamo a ti. Escuta, Senhor, a minha voz.
Estejam alertas os teus ouvidos, as minhas súplicas. Então, súplica é uma expressão, um pedido de socorro de alguém que sabe que não merece resposta. Por isso, ele suplica, e ele ele pede eh com emoção, com coração, ah, ele ele está ele demonstra com essa súplica toda a sua dependência de Deus.
Quando a gente suplica alguém, a gente se coloca numa posição de total dependência e de não merecimento. Porque a súplica já revela que nós temos consciência de que nós não merecemos, que nós não merecemos nem ser ouvidos, nem atendidos. E a súplica é o último recurso do desesperado.
Ele chegou num ponto onde ele não tem mais o que negociar, ele não tem mais o que exigir, ele não tem mais o que reivindicar, demandar. Nada, só lhe resta suplicar. Só lhe resta suplicar.
E é o que que ele faz isso. E é isso que ele faz aqui lá das profundezas. Ele suplica como Jonas lá nas profundezas do mar, como Daniel lá na cova dos leões, ou como o profeta Jeremias quando foi lançado lá no fundo do poço.
E de lá das profundezas eles suplicaram a Deus. E o que é que ele suplica? O que é que ele quer de Deus?
Os versos um e dois nos dizem com clareza, não é? Primeiro, ele diz eh, no verso, ele ele diz no verso dois, escuta, Senhor, a minha voz. Ele quer que Deus o ouça, ele quer que Deus o escute.
E boa parte das vezes, grande parte das vezes em que a gente pede a Deus, que a gente suplica a Deus, quando a gente tá numa situação de desespero, a gente quer só isso, que Deus nos ouça, porque a gente sabe que ele é bom, a gente sabe que ele é todoeroso, a gente sabe que ele pode nos tirar daquela situação, a gente quer só que ele nos ouça, porque se Deus nos ouvir, o problema tá resolvido. O problema tá resolvido da maneira que ele quiser, no tempo que ele quiser, da forma que ele quiser. Ouve a minha voz.
Não é esse o anseio do nosso coração? Se Deus somente me ouvisse, saber que Deus está escutando, saber que Deus está prestando atenção, ó, como ele coloca aqui, ó. Estejam alertas os teus ouvidos, ó Deus.
Que teus ouvidos estejam bem alertas ao som da minha voz. É só isso que ele quer. E é claro que aqui no meio está embutido um pedido de perdão, uma súplica pelo perdão dos pecados que ele cometeu e que o levaram a ficar nessa situação.
E aqui, meus irmãos, essa oração que ele faz aqui, ela ilustra bem o verdadeiro arrependimento. O verdadeiro arrependimento. O que Deus deseja de nós quando nós caímos em pecado é que nós nos arrependamos daquele pecado e que nós o procuremos para que recebamos o perdão.
E essa oração é uma oração de alguém que está verdadeiramente arrependido. Ele está procurando a Deus numa atitude súplice das profundezas em que ele se encontra. E Deus, com certeza, está pronto a atender quando ele percebe o arrependimento verdadeiro no nosso coração.
Então, é isso que esses dois versículos nos ensinam, que lá das profundezas nós podemos suplicar que Deus nos ouça e que ele nos perdoe. No verso 3 e 4, o salmista argumenta com Deus como que querendo convencer a Deus a perdoá-lo. E essa é uma parte importante da vida de oração.
Nós suplicamos, nos colocamos diante de Deus totalmente dependentes dele, mas Deus nos convida a argumentar com ele do tipo assim. Era como se Deus dissesse: "Tudo bem, eu tô te ouvindo. Me dê algum motivo para que eu perdoe você.
Por que que eu deveria perdoar você? Qual, por qual razão eu deveria atender a sua oração? Escuta comigo, me convença.
É como se Deus fizesse isso com a gente. E uma uma parte uma boa parte de oração é você convencer Deus, entre aspas, porque é que ele vai atender o seu pedido. Quando você chega para ele e diz: "Ó Deus, eu queria um eu queria um marido.
Eu queria um marido. " Uma oração muito frequente, não é? Senhor, eu queria um marido.
Aí Deus disse: "Eu tô te ouvindo. " Continua. Não, senhor, eu queria que o senhor me desse o marido.
Tudo bem, me dê cinco razões pelas quais eu deveria lhe dar o marido. Aí você em oração vai convencer Deus porque é que ele tem que lhe dar o marido. Então essa parte de você se engajar em argumento com Deus é uma das é uma das partes mais profundas da oração.
Não é só você chegar e dizer: "Deus, eu quero um emprego". Eh, eu sei que pode parecer óbvio, né? Por que você quer o emprego?
Mas Deus quer que você elabore. Por que que você Por que que eu diria, daria um emprego para você? Ah, Senhor, porque eu eu tenho que ganhar o meu pão, porque eu quero ajudar as outras pessoas.
Ah, Senhor, porque eu quero comprar um carro novo, não é? De dizer esse essa razão não é muito boa, não, né? Então, entende, ele nos chama a fazer isso na oração.
E é o que o salmista faz agora. Ele primeiro quer que Deus o ouça e em seguida ele argumenta com Deus por que Deus deveria perdoá-lo? Por que que Deus deveria perdoá-lo?
E ele dá dois motivos a Deus. Note que ele não ele não se defende nessa argumentação. Ele não vai dizer assim: "Eu quero que o senhor me perdoe porque eh todo mundo eh porque entende, eu eu eh tem gente que é pior do que eu.
Ou então quero que o senhor me perdoe, porque eu a culpa não foi minha, né? Eu pequei, mas a culpa é do meu marido. Ô, eu, senhor, na verdade eu não pequei.
O senhor tá pensando que eu pequei, mas se o senhor olhar direitinho, o senhor vai ver que não foi bem um pecado. Ele não se desculpa. Olha a argumentação que ele usa diante de Deus.
São dois argumentos. O primeiro tá no verso três. Ele diz assim: "Se observares, Senhor, iniquidades, quem, Senhor, subsistirá?
" O que ele tá dizendo a Deus aqui é o seguinte: se o Senhor for seguir estritamente a lógica da tua justiça, o Senhor vai ter que destruir a raça humana toda. É, é mais ou menos assim um argumento. O raciocínio é esse.
Primeiro, Deus é santo. Deus é justo e verdadeiro. E por isso Deus tem que castigar todos aqueles que pratica a iniquidade, porque ele é justo, ele é santo, ele não pode contemplar o mal, ele não pode conviver com o pecado.
Então, a a santidade de Deus exige que todo pecado seja castigado e que a pessoa que peca seja destruída. A santidade de Deus exige isso. Mas aí vem segundo ponto, todos os homens praticam a iniquidade.
Todos. Não tem um que não pratique. Aí consequentemente Deus tem que aniquilar toda a raça humana.
É isso que ele tá dizendo aqui. E ele até usa uma figura que a nossa Bíblia que traduziu. Se tu observares, Senhor, as iniquidades.
Observar aqui poderia ser traduzido como fazer uma lista. Então, Senhor, se o Senhor for anotar meticulosamente, detalhadamente, as iniquidades que os homens cometem e punir cada uma delas, o Senhor sabe quem vai sobrar na terra? Ninguém.
Quem subsistirá? Nós somos pecadores, pecamos diariamente, quebramos a tua lei. Se o Senhor for tomar nota, ponto a ponto disso, detalhe por detalhe, e castigar-nos de acordo com as nossas iniquidades, ninguém vai sobreviver diante de ti.
A raça será extinta. E é isso que o Senhor quer. É isso que o Senhor quer fazer?
Veja que argumento, né? Ele tá argumentando é diante de Deus. Assim, agora é claro que Deus anota, é claro que Deus sabe que ele observa eh todos os pecados, iniquidades, transgressões e faltas que os homens cometem diante dele.
O que ele está perguntando é o que ele tá perguntando, o que ele tá dizendo, argumentando com Deus, é o seg, não é questionando que Deus tem o direito de fazer isso, mas que se Deus não tiver misericórdia, que é o próximo argumento, se Deus não tiver misericórdia, a raça humana será completamente destruída diante dele, porque não tem um justo, um sequer. E ao fazer isso, ele tá confessando a culpa dele, não é? Ele ele tá dizendo: "E eu estou no meio desse povo que vai ser destruído, porque eu sou pecador, eu admito a minha culpa e admito o meu pecado.
" Aí vem o segundo argumento dele no verso 4. Contigo, porém, está o perdão para que te temam. Contigo, porém, ó Deus, está o perdão.
Aqui ele diz, esse é o segundo argumento dele, tu és o Deus santo que podes e tens e tem que destruir a humanidade por causa dos seus pecados. Porém, compete ao Senhor, o Senhor tem autoridade não somente para destruir a raça humana, mas o Senhor tem autoridade para perdoar. O Senhor tem poder para isso.
Contigo está o perdão. O perdão não está com os homens. O perdão não está com os falsos deuses.
O perdão não está em lugar nenhum outro, mas o perdão está contigo. Só o Senhor pode perdoar. Só o Senhor pode perdoar.
Em outras palavras, Deus, não siga, não, não use de de severidade conosco, porque senão a raça humana seria destruída. Eu sei que o Senhor pode perdoar. Contigo está o perdão.
E é isso que eu peço. Não justiça. Porque se o Senhor me tratar com justiça, eu serei aniquilado.
Mas eu peço misericórdia. Eu peço perdão. Contigo está o perdão.
Por que que o perdão está com Deus? Porque ele é o criador dos céus e da terra. Porque ele fez o homem, a sua imagem semelhança e colocou a raça humana debaixo da sua autoridade.
Porque quando nós pecamos, nós pecamos contra ele. Quando você mente com o irmão, é mentira contra Deus. Quando você maltrata um irmão, você está maltratando a Deus.
Quando você fala mal de um irmão, em última análise, você está falando mal de Deus. Todo pecado é contra Deus. Todo ele é contra Deus.
Por isso, somente ele, ele é o ofendido e, portanto, ele é o ofendido maior e final. E só quem é o ofendido pode perdoar. Eu não posso perdoar por outra pessoa.
Mas como todo pecado no final é uma ofensa contra Deus, quem pode nos perdoar é Deus. Contigo está o perdão. É com ele.
Não é com homens, não é com falsos deuses. Não sou eu que me perdoo. Mas o perdão está com Deus.
E o poder de conceder o perdão está também com Deus. É claro que aqui quando o salmista fala do perdão, ele não perdoar no na Bíblia não significa fazer vista grossa, tipo assim, não vi nada, não é? também não significa eh não levar em conta, minimizar, relativizar ou deixar por isso mesmo.
Mas o perdão na Bíblia é sempre o resultado de uma transação. Alguém tem que ser punido porque Deus é justo. Para que Deus perdoe, o pecado tem que ser castigado.
O perdão não é liberado de graça. Não é liberado de graça. O pecado tem que ser punido.
Como é que isso era feito na época do salmista? Quando um judeu pecava, ele trazia um animal ao templo como oferta pelo seu pecado. O sacerdote derramava o sangue daquele animal e pronunciava o perdão para o israelita, pecador.
E ele saía do templo se considerando perdoado. Mas aquele animal tinha morrido no lugar dele, entre aspas. A vida daquele animal, o sangue daquele animal era considerado como pagamento pelo pecado que ele tinha cometido.
Por isso que o templo de Jerusalém, na verdade, era um grande açouge. Centenas de animais eram sacrificados diariamente ali. O sangue corria o tempo todo do altar, porque sem derramamento de sangue não há perdão de pecados.
É claro que a aquele sangue dos animais, na verdade, não podia perdoar pecados, mas era um tipo, era um símbolo do cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Esses sacrifícios apontavam para o filho de Deus, Jesus Cristo, que veio ao mundo e que se ofereceu no altar da cruz, no monte Glgota. E o sangue dele derramado na cruz é o preço que Deus ofereceu e pagou para poder perdoar-nos hoje o sangue de Jesus.
Então, quando ele diz: "Contigo está o perdão", ele não somente está dizendo: "O Senhor tem o poder de perdoar", mas está dizendo: "O Senhor tem todos os recursos necessários para que esse perdão seja dado. " Porque ele sabia que sem sangue, porque ele é um judeu, o salmista, então ele sabe que sem sangue não tem perdão. Contigo está o perdão.
O Senhor providencia o sacrifício. O Senhor tem todos os recursos pelos quais o perdão pode ser dado. Em terceiro lugar, eu disse que eram dois argumentos, não é?
Mas na verdade são três. O primeiro é: Senhor, se o Senhor for anotar as iniquidades, então a tua justiça vai nos destruir. Segundo argumento, os o perdão está contigo.
Tu és aquele que pode perdoar. tu tens todos os recursos para isso. E agora o terceiro argumento, note que ele está respondendo aquela pergunta que eu imaginei que Deus estava fazendo, né?
Só lembrando, Deus me perdoa. Ouve não. Deus ouve a minha oração e me perdoa.
E Deus diz: "Estou ouvindo. Me convença que eu tenho que perdoar você. Senhor, primeiro, se o Senhor for olhar o meu pecado com a tua justiça, não só eu, mas a raça humana toda vai ser destruído.
Deus, se tu quiseres, tu podes perdoar. Tu tens autoridade para isso e os recursos para isso. Tu podes perdoar se tu quiseres.
A o terceiro argumento dele. Final do verso 4ro. Eu vou ler o verso todo.
Contigo, porém, está o perdão para que te temam. Aqui ele apelou pra glória de Deus. Ele diz: "No final, Senhor, se o Senhor me perdoar, o Senhor vai ser glorificado.
As pessoas vão temer ao Senhor. Temer na Bíblia não é ter medo, porque como é que eu vou ter medo de quem me perdoa? Mas temer aqui é respeitar, é um amor respeitoso, adoração, veneração.
Se o Senhor me perdoar, contigo está o perdão para que as pessoas te busquem. Elas sabem que o perdão está com o Senhor, por isso elas te adoram. Elas ten respeito pelo Senhor, porque só o Senhor pode perdoar.
E se o Senhor não perdoar, elas serão destruídas. Então, no final, se o Senhor me perdoar, isso vai aumentar a tua glória. As pessoas vão olhar pro Senhor e dizer: "Esse é o Deus de Israel.
Esse é o Deus verdadeiro, o Deus que perdoa pecados". Ou seja, o salmista aqui, ele está apelando para aquilo que Deus preza mais, que é a própria glória. Senhor, me perdoe porque a glória no final será sua.
As pessoas vão temer, vão honrar, vão respeitar o Senhor. Você sabe argumentar com Deus assim? Sabe porque boa parte das nossas orações não são respondidas?
Porque a gente não faz aquilo que Deus nos ensina. A gente chega simplesmente dá, dá, dá, quero, quero, preciso, preciso. E a gente esquece de dizer a Deus por quê.
Conversar com ele, argumentar com ele. E esse tempo que a gente gasta em comunhão com Deus, argumentando com Deus, é isso que faz a oração, você conversar com ele, argumentar com ele, se engajar com ele. Esse é o tipo de oração que Deus se deleita em responder.
Muito bem. Depois que ele, eu queria só fazer um um uma me lembrei aqui de fazer uma, eu tinha anotado aqui de fazer um comentário. Você nota que o perdão de Deus ele não leva a uma vida dissoluta.
Porque nós poderíamos pensar assim: Se Deus me livra e ele me perdoa, eu vou me sentir tranquilo para pecar de novo, porque eu sei que ele vai me perdoar. Então esse esse negócio de que Deus perdoa acaba deixando a gente mais relaxado, né, para fazer o pecado, porque a gente tem certeza do perdão. Então, por exemplo, se o menino sabe que ele pode fazer a coisa errada e que nenhum mal vai acontecer para ele, a mamãe não vai cair em cima, o papai não vai cair em cima, então o menino se sente encorajado para ficar fazendo aquela coisa errada, já que não tem consequência.
Então, se eu sei que Deus me perdoa, será que isso não me leva a viver uma vida errada? Porque eu sei do perdão de Deus? Mas não.
Olha aqui o que ele diz. Contigo está o perdão para que te temam. O perdão de Deus, quem é verdadeiramente perdoado, ele vai temer a Deus, ele vai respeitar a Deus e não vai querer pecar mais.
O perdão verdadeiro tem esse efeito de que nós nos queremos ver livres do pecado e das consequências dele. Nós vamos é temer a Deus e não abusar da bondade de Deus toda vez que Deus nos perdoa. Agora vamos pra espera do salmista depois de ter orado.
E essa é uma parte também muito importante da oração. A oração não termina quando acaba. A oração não termina quando acaba, porque depois de você ter orado, você entra num estado de espera, expectativa.
Muitos de nós fazemos uma oração a Deus, acabamos de orar, vamos embora. E a gente não fica nem esperando a resposta. Ouvi uma vez uma história lá no que aconteceu no Nordeste seca numa cidade do interior.
O pastor reuniu a avisou no domingo na igreja que quarta-feira todo mundo viesse à igreja porque eles iam orar por chuva. Vamos orar por chuva. Então, quarta-feira vamos ter uma reunião de oração, onde nós vamos clamar a Deus por chuva.
E na quarta-feira a igreja toda veio, mas somente uma menininha trouxe um guarda-chuva. Não é interessante isso aí? Quantos estavam realmente na expectativa de que Deus havia de responder?
Quantas vezes a gente pede a Deus coisas que a gente realmente não espera que Deus vai dar? Mas o salmista, depois de ter argumentado com Deus aqui, ele se coloca num estado de espera. Veja o que ele diz, verso 5 e 6.
Aguardo o Senhor, ou seja, aguardo a resposta dele. A minha alma o aguarda. Eu espero na sua palavra.
A minha alma anseia pelo Senhor mais do que os guardas pelo romper da manhã. Veja como ele fica nesse estado de espera ansiosa para que Deus atenda a sua oração. Ele quer se sentir perdoado.
Veja, ele pediu perdão a Deus. Ele argumentou com Deus porque que Deus deveria perdoá-lo. Mas agora ele quer sentir a resposta de Deus.
Ele quer experimentar a certeza de que Deus o atendeu e que seus pecados foram perdoados. Ele quer ter essa confirmação no coração de que Deus o atendeu. Olha como é que ele espera.
Quatro observações. Primeira, ele espera de todo o coração. Verso 5.
Aguarda o Senhor, a minha alma o aguarda. Essa, a minha alma o aguarda é uma expressão para dizer que é é uma espera sincera, que parte do coração. Então, ele está engajado ali, ele deseja isso.
Segunda coisa, ele espera confiado nas promessas de Deus. Porque ele diz aqui no verso 5: "Eu espero na sua palavra". Que palavra é essa?
Antes dele, no na lei de Moisés, Deus havia prometido perdoar quem se arrependesse. Lá no livro de Êxodo, Deus aparece a Moisés e diz assim: "Eu sou Deus misericordioso, temível, que tenho prazer em perdoar, que ouço a voz daquele que me busca, que concedo perdão ao meu povo. " Então, ele conhecia a lei e na lei há promessas e promessas de que Deus haveria de perdoar o seu povo.
aliança que Deus tinha feito com a nação de Israel. Então ele espera confiado na palavra de Deus, na palavra de Deus. Deus prometeu que ele perdoaria aqueles que se arrependessem e o buscassem.
Então ele se apega à aquela palavra e fica ali esperando. A alma dele espera a resposta de Deus. Terceira coisa, ele espera com ansiedade.
Veja aí, ó. Ele usa até uma figura, ó, no verso 6. A minha alma anseia pelo Senhor mais do que os guardas pelo romper da manhã.
A figura aqui é de um vigia que passa a noite acordado vigiando uma instalação que lhe foi confiada. Está tudo escuro e na escuridão podem surgir os perigos, as ameaças. E o que é que o vigia mais anseia durante aquelas longas noites de espera?
Que o sol surja no horizonte. A minha alma anseia pelo Senhor mais do que um vigia espera o nascer do dia. É a figura que ele usa para mostrar a ansiedade com que ele está aguardando a resposta de Deus.
O que mostra, meus irmãos, a profundidade com que ele deseja isso aí. Às vezes nós pedimos as coisas para Deus, mas não tem anseio no nosso coração. Não, não há essa expectativa, não há esse desejo, essa espera angustiada até de que Deus nos responda.
Note aqui que note aqui que ele anseia isso tudo mostra o quanto ele queria isso, o quanto ele queria experimentar o perdão de Deus, o quanto ele queria voltar a ter. a certeza de salvação. E a última observação que eu quero dar aqui a vocês nesse ponto aqui, nós estamos falando de que maneira ele estava esperando, né?
Nós já mostramos que ele fazia isso de todo coração, com base na palavra, ansiosamente, mas também não tinha mais nada o que fazer. Nota aqui, não tem mais nada. Ele ele argumentou com Deus, trouxe diante de Deus as razões pela qual pelas quais Deus deveria perdoá-lo e agora ele entrou em estado de espera porque não tem nada que ele possa fazer.
Ele não pode mexer um dedo para perdão dos pecados. Ele não pode fazer uma única boa obra para perdoar os seus pecados. Não tem nenhum ritual na igreja que ele pode fazer para perdão de pecados.
Porque só quem perdoa pecados é Deus. Por isso que agora ele espera no Senhor. Só Deus pode perdoá-lo.
Tem nada mais que ele pode fazer. Espero no Senhor ansiosamente. Por último, queridos, a última parte do Salmo de 7 a 8.
Enquanto ele espera agora, ele se volta pros amigos e com base na experiência, ele se dirige a eles e os exorta a buscar o Senhor. Veja no verso 7. Espere Israel no Senhor.
Pois no Senhor a misericórdia, nele copiosa redenção. É ele quem redime a Israel de todas as suas iniquidades. Primeiro, ele orou.
Segundo, ele argumentou com Deus. Terceiro, ele espera. E enquanto ele espera, ele prega.
Ele se vira pros amigos e diz: "Israel". Ou seja, meus irmãos, esperem em Deus, assim como eu estou esperando. Pois, e ele dá três razões, não é?
Espere em Deus primeiro, porque nele há misericórdia. Ele é o Deus justo que vê os pecados, mas nele há misericórdia. Misericórdia é o que nós precisamos.
Nós não precisamos de justiça. Nunca peça a Deus assim: Deus me faz justiça. Se Deus for fazer justiça, ele vai mandar você pro inferno de cabeça para baixo agora, tá certo?
Vai mandar você. Então diga assim: Deus, me dá, me dá o que é meu. Não faça isso, né?
Me dá o que é meu. Não, não peça isso a Deus. Diga assim: "Senhor, misericórdia é só o que eu quero.
Não me trate como eu mereço, na verdade, me trate ao contrário do que eu mereço. Me me trate ao contrário do que eu mereço. " Misericórdia.
É isso que ele pede a Deus. Então, primeiro argumento, esperem em Deus, porque nele há misericórdia. Segunda coisa, ainda no verso 7, nele há copiosa redenção, abundante redenção.
Deus redime, Deus perdoa, Deus recebe pecadores. E ele faz isso com abundância. E por último, no verso oito, é ele quem redime a Israel de todas as suas iniquidades.
Ele é o Deus de Israel. É o Deus que tem uma aliança com Israel. Os outros deuses, eles não podem perdoar.
Os falsos deuses, os ídolos, que são fruto da imaginação humana, eles não podem perdoar. Maria não pode perdoar, os santos não pode perdoar. O papa não pode perdoar, o bispo não pode perdoar.
Pastor não pode perdoar, igreja não pode perdoar, mas no Senhor há abundante redenção. Ele é quem redime Israel de todas as suas iniquidades. Amém.
O que é que nós podemos aprender desse salmo, queridos? Eu quero resumir rapidamente aqui que nosso horário está avançado. Primeiro, não tem nada mais importante na vida do que receber o perdão de pecados.
Nada. Nós pode nos faltar tudo nessa vida. O pão de cada dia, a saúde, amigos.
Mas o perdão de pecados é a coisa mais importante paraa nossa existência aqui. Segunda coisa, igualmente importante é nós termos a certeza do perdão de pecados, termos a certeza da nossa salvação. Nós perdemos a alegria e perdemos a certeza da salvação quando a gente peca.
Mas pelo arrependimento, é isso que esse salmo está ensinando, pela oração, pedido de perdão, Deus nos renova. Ele nos perdoa e nos restaura. Terceiro, nós aprendemos com esse salmo que Deus está pronto a ouvir as nossas orações pelo perdão.
Se nós estivermos de fato arrependidos, se nós buscarmos esse perdão com base no sacrifício completo de Jesus Cristo. Como está você nessa manhã com relação a isso? Talvez você esteja nas profundezas nessa manhã e é exatamente daí que você tem que clamar a Deus.
Talvez você esteja com a consciência pesada. o coração perturbado, você perdeu a alegria da salvação. Você não tem mais certeza do relacionamento com Deus.
Deus está como que distante. Você lê a Bíblia parece uma coisa que ela não fala mais, perdeu a vontade de orar. Aquele tempo gostoso de comunhão com Deus já se foi.
Você se sente lá nas profundezas. Eu queria que nessa manhã você lembrasse que é exatamente onde você está, nas profundezas que você tem que clamar a Deus. e que você tem que chegar para ele com súplicas e que você tem que argumentar com ele, dizendo: "Deus, não me trata conforme a os meus pecados merecem, mas contigo está o perdão, Deus.
Por isso, perdoa-me, me levanta de onde eu estou. traz-me de volta a uma vida espiritual firme. Eu quero ser cheio do Espírito Santo.
Quero andar contigo. Torna a dar a torna a dar-me a alegria da tua salvação. Se você tá nessa situação hoje pela manhã, eu queria que você ouvisse a palavra de Deus e que você das profundezas clamasse a Deus e dissesse: "Senhor, aqui estou.
Renova-me. Enche o meu coração de alegria, me ensina a viver para tua glória. Liberta-me dessa situação para que tu sejas temido, pois em ti há copiosa redenção.
Que Deus nos ouça, irmãos, e que ele nos renove e nos encha. Amém.