Olá, meus amigos! Tudo bem? Sejam bem-vindos de volta a mais uma meditação estóica.
Hoje, 9 de fevereiro, com uma reflexão intitulada "Você não tem de ter uma opinião". Esta é uma meditação extraída exatamente da obra "As Meditações" de Marco Aurélio. Antes de falar das meditações de Marco Aurélio, não se esqueçam de comentar aqui no vídeo as suas evoluções, as suas involuções, as suas dificuldades, os seus problemas com relação a essas meditações históricas, como elas estão colaborando ou não com você.
Eu gosto muito de ler esses comentários! Não se esqueçam de curtir e de assinar o canal. Eu li, acho que um ou dois comentários sobre a qualidade do som em algum momento, porque eu vou fazendo essas gravações, essas reflexões, e às vezes coloco o microfone numa posição diferente.
Hoje eu coloquei até uma frescurinha aqui; não sei se é uma espécie de abafador, não sei que efeito terá aí para vocês, mas vão comentando comigo. De repente, se eu tiver que trocar o microfone ou tirar o microfone, enfim, para facilitar a nossa vida, beleza? Cito Marco Aurélio: "Temos o poder de não ter opinião nenhuma sobre algo e não deixar que nossa alma seja perturbada, pois as coisas não têm o poder natural de moldar nossos julgamentos.
" Fim de citação. Os autores fazem um comentário muito interessante sobre essa reflexão, mas eu quero fazer uma primeira anterior que não foi contemplada aqui por eles, e que não é menos importante. Nós vivemos uma época que quase exige de nós, que pede de nós o tempo inteiro, que a gente tenha opinião sobre tudo.
Outro dia mesmo, eu fiz um vídeo — deixa eu ver se está aqui no YouTube — acho que está aqui no YouTube, não sei se está aqui no YouTube, mas acho que está lá no Instagram, no qual eu comento: "Moçada, nós brasileiros vivemos num país com tantas mazelas, com tantos problemas: nossa moeda dissolvente, dívida pública impagável, classe política corrupta, completamente perdida nos seus interesses mais escusos, nosso processo educacional, uma desgraça completa, problemas com segurança, né? Nós temos algumas das maiores cidades do Brasil que lembram a Faixa de Gaza na quantidade de gente passando por dificuldade, morte, bala perdida; é uma doideira. Nossa cultura pífia, tanta coisa importante para a gente pensar a respeito.
" Eu até comento que vi uma propaganda de um café de baixíssima qualidade, uma foto assim de um café de baixíssima qualidade: "Brasil, país produtor mundial de café de altíssima qualidade. " R$ 38, eu achei que fosse o quilo, era 5 kg. R$ 40 o kg de café de baixa qualidade!
E, nesse mesmo dia que eu vi essa propaganda, fazia uma semana que nós estávamos discutindo profusamente nas nossas redes sociais se Elon Musk, um empresário norte-americano que vive lá nos Estados Unidos, tinha feito uma saudação nazista ou não, em algum momento, na campanha de Donald Trump. Isso monopolizou a nossa pauta, os nossos olhares, os nossos comentários. Quando não é isso, é qualquer outra coisa que não sejam exatamente os nossos problemas, os nossos pontos.
Então, a gente é levado a ter opinião sobre tudo, especialmente sobre aquilo que a gente não domina. Como assim você não tem uma opinião sobre o conflito Israel-Hamas? Você tem que ter uma opinião sobre isso!
Não! Mas você é completamente analfabeto sobre isso; você nunca foi lá, você não lê a língua original daquele país. Tudo que você viu foi um corte de YouTube, um comentário no jornal.
Você não tem que ter opinião sobre isso, entende? O mundo lá fora não tem que moldar uma exigência em você de falar sobre qualquer coisa. Então, como é libertador e bonito, porque eu exerço com muita frequência esse meu direito de dizer "eu não sei", ou ainda mais: "eu nem me importo com isso".
Eu tenho tantas coisas mais importantes para lidar, por exemplo, tentar me vencer nos meus desafios, que é a coisa que pode me conferir maior liberdade, maior prazer na vida: me vencer, me dobrar nas minhas paixões, nas minhas cegueiras, nos meus problemas. Então, não é para você ser um obtuso e não olhar para o mundo lá fora, mas para estabelecer um mínimo de prioridades e não achar que você tem que se manifestar, sobretudo como um idiota voluntarioso. O segundo ponto da meditação, comentado pelos nossos autores, é muito interessante.
Eis um exercício divertido: pense em todas as coisas perturbadoras das quais você não tem conhecimento; coisas que as pessoas podem ter dito sobre você pelas costas, erros que talvez tenham passado batidos, coisas que você deixou cair ou perdeu sem nem sequer perceber. Já imaginou? Isso quer dizer… Quantas coisas acontecem sobre as quais você simplesmente sequer consegue ter uma opinião porque passam batidas.
Então, você acha que seus amigos em algum momento, pelas suas costas, não fazem um comentário crítico sobre você? Olha, eu acho que fazem! Mesmo pessoas que gostam de você, em algum momento, disseram assim: "Olha, ele não tá fazendo um negócio lá, pô, ele tá vacilando e tal.
" Gente que não gosta. Então, já imaginou qual é a sua reação? Nenhuma, porque você não tem conhecimento disso.
São coisas às quais você não tem acesso: o que falam sobre você, a sua reputação, coisas que aconteceram na sua vida, mas que você nem percebeu. Eu, que tenho uma… uma pequeníssima… às vezes, quando eu vou a um ambiente social de pessoas que gostam do meu trabalho, fico desesperado para dar atenção a todos, porque não quero passar a imagem de um cara idiota, arrogante, nem nada. Mas, em algum momento, eu tenho certeza que a pessoa olhou para mim para me cumprimentar e eu, na desatenção, virei e fui para o outro lado.
Essa pessoa ficou com uma impressão ruim de mim. Quer dizer, isso. .
. Acontece, isso é da vida. Em outras palavras, é possível não ter uma opinião sobre uma coisa negativa; você precisa apenas cultivar esse poder em vez de exercê-lo acidentalmente.
Então, quer dizer: veja, eu não tenho opinião sobre nenhuma dessas coisas que foram feitas pelas minhas costas ou sobre as quais eu não tive percepção por não exercer isso de maneira objetiva, ciente do que está acontecendo. Fulano falou mal de você? É mesmo?
Nossa, hein! Tá com tempo? Então, o que você acha dele ter falado isso de você?
Não, você viu o que o Cicrano falou sobre esse negócio? O que ele fez sobre. .
. É mesmo? É interessante.
O que você acha? Não acho nada, que importância tem? Acho nada, nem me interessa, em especial quando ter uma opinião tende a nos deixar contrariados.
Nós buscamos a contrariedade com a mão. Você faz parte daquele grupo de WhatsApp da família que só te enche o saco? Ah, mas eu não posso sair do grupo porque é da família.
Você é um. . .
Por que você não pode sair? Que bem isso tá te fazendo? Você só deixa lá uma avadi assim: “Moçada, quando for algo importante, sério, um jantar, o Natal, me procurem, por favor, no privado, porque eu não tô conseguindo acompanhar aqui.
” Sai, pratique a habilidade de não pensar absolutamente nada sobre determinada situação; aja como se não tivesse nenhuma ideia de que ela jamais ocorrera. Nossa, porque lá o Ramas. .
. Não sei o que, tô dando esse exemplo. O Putin?
É mesmo? O Putin sabe onde tá o Brasil no mapa, sabe? Minas Gerais, Uberlândia.
Merda! Se tem uma coisa que eu não preciso ter na vida é uma opinião sobre isso. Posso ter; eu posso, se isso for motivo de trabalho, de compreensão mais aprofundada, de erudição.
Mas ter por ter, ou como se nunca tivesse ouvido falar nela antes, deixe-a tornar-se irrelevante ou inexistente para você. E assim ela se tornará muito menos poderosa. Quantas fofocas, conversinhas atravessadas em ambiente de trabalho, em ambiente familiar, em ambiente, sei lá, o quê, você absorve porque acha que tem que dizer alguma coisa sobre isso?
Acha que tem que ter um parecer sobre isso, uma posição sobre isso, e as coisas ganham um peso que elas não deveriam ter no seu dia a dia. Então, foca naquilo que já é difícil o suficiente: se melhorar, se aperfeiçoar, e deixa toda essa gordura desnecessária de lado, né? Acho que vale bastante a pena pensar a respeito.
Beijo grande para vocês, e a gente se encontra aqui amanhã com mais uma reflexão. Tenham um excelente dia!