Para além disso, os profissionais não vão deixar de fazer as suas avaliações das suas próprias áreas. É importante a para um supervisor do caso saber o que que o profissional da educação física, fisioterapeuta, pedagogo, entende sobre aqueles alunos. Mas muitas vezes as avaliações típicas da Áreas não são aplicáveis para uma pessoa com autismo.
Por quê? Porque muit dessas avaliações pressupõe que o aluno olhe, que ele permaneça no local, que ele responda quando perguntado, que ele ah olhe para algum objeto e emite e muitas vezes o aluno não tem esses pré-requisitos que são necessários paraa aplicação dessas avaliações típicas de cada área. Então, no caso da educação física, a gente poderia ter avaliação da área típica, né, comum da educação física tradicional, o TGMD, o dois ou três, MBC, o KTK, tem alguns da psicomotricidade também, né?
Então o bol são avaliações comporas bacanas, mas que você pede, tem que pedir para poder avaliar, que o aluno emite, que o aluno vá até um certo ambiente e e pare, né, que ele volte. E muitas vezes nosso aluno não faz essas habilidades. Então ao mal a gente consegue aplicar isso.
pensando nessa lógica, nessa barreira e considerando toda a literatura que eu que eu estudo, domino, eu criei um documento para o profissional e aí pode ser aplicável para vocês também em alguns contextos, que eu utilizo a noção das barreiras do VBMAP mais adaptado, que na hora que eu tô aplicando o teste motor, eu identificar que o meu aluno, por exemplo, não olha, que ele não fazensão compartilhada, que ele tem intolerância a um ruído ou uma questão sensorial, eu vou registrar essas essas barreiras que estão impedindo eu de fazer a avaliação tradicional. E à medida que eu registro essas coisas em intensidades de um necessário de um ajuste, uma adaptação, um impedimento, ele pontua de uma certa maneira que eu vou poder então justificar pra família as características que eu preciso priorizar junto com uma equipe de atenção compartilhada e esperar, em vez de ficar focando em ensinar o aluno chutar bola. Porque se eu ensinar em chutar bola sem que ele tenha esses pré-requisitos, o aluno vai demorar muito para aprender, vai ser eh arriscado.
E se eu tivesse centrado no aprendiz, eu posso ter o contexto de jogar bola, de nadar, de fazer uma escalada, mas focando nesses comportamentos que são base, que foram barreiras na aplicação do teste motor. Eu criei esse documento, ele tá em processo de validação e ele e foi norteada a criação desse documento meu nas barreiras do VIBMAP. E ele deu uma pontuação que a gente poderia dizer quanto mais baixa ela estiver, mas o aluno tem condições de ser exposto a um teste motor típico tradicional.
E quanto mais alta for essa pontuação, mais precisa de profissionais para trabalhar de forma intertransdisciplinar no tratamento do TEA, para que aí sim esse aluno consiga ter melhores benefícios em ambientes mais coletivos, mais amplos, mais inclusivos. Feita essa essas avaliações típicas, pode ser necessário também que a gente faça uma avaliação eh eh de comunicação com quem mais convive com esse indivíduo, porque muitas vezes um olhar apenas do profissional, ele acaba desconsiderando características que são relativas ao convívio daquele indivíduo, com quem ele convive, quais são as prioridades da família, quais são valores que a família tem, né? aquilo que tá mais comprometendo a saúde, porque muitas vezes a gente tá pensando no aluno, mas se a gente não trabalhar uma outro objetivo, a família, a mãe, especialmente no contexto brasileiro, em que muitos pais abandonam, né, a a nascimentos de filhos, ah, quando pessoas com deficiência, especialmente com autismo, esse esse abandono eh paternal é ainda maior quando não é totalmente familiar e adotado pela própria os avós, né?
Então, eh, considerar esses contextos é fundamental para além, né, não uma coisa ou outra, para além, né, das avaliações comportamentais de ou avaliações profissionais. Para isso, eu criei uma uma avaliação de entrevista, né, que ela ela é indireta, ela não é observacional, em que você eh identifica valores, necessidades, comprometimentos, né, que a família tem ah de expectativas com o atendimento desse aluno, tá bom? H, oportunamente vocês podem ter acesso.
Ah, criei também na perspectiva da análise do comportamento uma outra avaliação em locoo eh objetiva e eu vou trazer isso nas próximas aulas, em que a gente vai observar o aluno numa relação coletiva, num atendimento e observar quão próximo ou quão distante esse indivíduo está de ter efetivamente uma participação inclusiva no ambiente coletivo. Se você percebe que esse aluno tem uma pontuação muito alta em benefício do aluno, vale você programar uma condição de intervenção em que é um para um e fazendo aproximações sucessivas até que esse aluno possa se beneficiar do ambiente coletivo. Em vez de você pegar uma perspectiva de um aluno que não tolera a presença de pessoas, não faz atenção compartilhada, tem comportamentos agressivo, você pega ele e bota no meio de uma monte de crianças, não somente você tá comprometendo a dignidade desse indivíduo, porque ele tá sendo exposto a situações eh muito eh desafiadoras, né, e sendo visto por outras pessoas, mas a probabilidade dele aprender não é grande.
Isso não é inclusão, isso é chamado de integração. é não preparar o cenário adequadamente. Também não é adequado que você continuar trabalhando um para um com o indivíduo sempre a vida inteira.
Então essa avaliação ela vai ela vai te dar uma noção quantitativa e por observação quão próximo ou sobre então o quão distante e sobre quais condições você pode planejar uma intervenção mais um para um ou mais próximo num outro contínuo, mais coletivamente ou fases intermediárias como essas também vou trazer para vocês numa aula sequência. É importante também que, se necessário, você consiga a treinar profissionais, a gente treina profissionais, educação física, para fazer avaliações de preferência, né, para que você possa utilizar como consequência A, B ou C, a depender do desempenho do aluno com mais independência ou com mais dificuldade, né, com mais ajuda. Feitas essas avaliações, a gente vai ter que fazer então uma programação e documentar o que que é prioritário, como é que eu vou ensinar e que consequências eu vou dar para esses comportamentos.
Estão lembrados? Pode ser que eu possa fazer o trabalho de esperar numa uma atividade de arremesso de bola em que eu vou colocar consequências do elogio, um elogio com cosquinha ou uma ficha a depender do desempenho de esperar na brincadeira de arremessar bola. Eu preciso documentar isso, porque se eu não documento, ninguém consegue observez não tenha dificuldades para dizer sobre a a em termos comportamentais, ninguém vai conseguir colaborar, ajudar e aí fica um atendimento cada vez mais eclético ou multidisciplinar do que um atendimento coeso e que e as pessoas vão precisar dar sugestões, avaliações.
Existe a maior probabilidade de conflito, mas a probabilidade de ganhos pro aprendiz é muito maior. Então, é um documento que também tá relatado extensivamente na literatura produzida por mim na em âmbito nacional, internacional e que ele vai trazer um pouco do que ensinar, né? ele vai trazer como que a gente vai ensinar e como que você tem consequências para cada um desses ensinos, para além de objetivos eh eh ah ao longo do tempo ao alcance desses objetivos.
Essa é o grande modelo modelo exerci, né, de atendimento interransdisciplinar que eu trago no contexto da educação física, mas que ele pode ser plenamente aplicável para outros contextos. Para além disso, é importante você ensinar os profissionais a programarem essas atendimentos. Qual é a ordem da atividade A, B ou C?
Se você, por exemplo, for fazer uma atividade que ela não tenha muita dificuldade, você pode usar uma estratégia da análise do comportamento, uma prática baseada em evidência, que é um momento comportamental, que é fazer uma sequência de atividades que ele tem alta chance de de acertar antes de você colocar ele exposto a uma atividade mais difícil. Ou seja, a atividade da educação física continua sendo. Só que eu programei a ordem delas naquela sessão, né, com atividades que aumentam a chance da hora que eu expor algo que é mais difícil, ele ter mais chance de sucesso e menos chance de comportamento adequado do que eu não fizesse essa preparação de atividades anteriores.
Então, é importante ter essa lógica e registrar ao longo do tempo o a o qual foi o desempenho, por exemplo, do esperar ou da tensão compartilhada, da tolerância frustração, da o contato visual sobre o controle instrucional. Nas minhas atividades, eu preciso registrar. Alguém vai me dizer: "Professor, mas você vai pedir para que todos os profissionais de fío, de fono, de TOO, registrem tentativa por tentativa igual um AT faz?
" Não tem jeito, não consigo carregar uma prancheta para todo lado. Claro, pensando muito bem, eu criei um modelo de registro que eu vou trazer para vocês que minimiza aqueles conflitos que os profissionais têm para fazer o registro de tentativa por tentativa e mostrar para vocês na penúltima aula. Ah, e também é necessário que alguns profissionais que trabalham com natação também criam um modelo de folha de registro que usa velcro para facilitar a comunicação, né?
construção de gráficos se torna mais facilitada. Mas e se esses comportamentos acontecerem com ah comportamentos interferentes, como é que a gente vai registrar e quais são os melhores momentos de você registrar para contar para outros profissionais que ele tá apresentando comportamentos, problemas, ele tá apresentando comportamento interferente? É preciso relatar, saber relatar para receber orientação e todo mundo fazer a intervenção coesa e não um aluno que se morde, to faz um jeito, fono faz de outro, pron física faz outro, to faz outro, cada um age de uma maneira diferente.
Como é que você pode então registrar essas ocasiões para que uma outra pessoa possa guiar, né, na orientação de estratégias cada vez mais efetivas, certo? E aqui a gente encerra a aula por instante. E se vocês tiverem alguma dúvida, vocês podem deixar os comentários logo abaixo.
Vejo vocês na próxima aula. Minutinhos.