Agrofloresta aprendendo a produzir com a natureza primeira edição 2013 Walter sem Bock Fabiane Machado vezani ilustrações de Cláudio Leme apresentação em uma definição amplas agruflorestais são combinações do elemento arbóreo com herbáceas ou animais organizados no espaço e ou no tempo a legislação brasileira em diferentes instrumentos legais Brasil 2009 Brasil 2011 tem definido sistemas Agro florestais como Sistemas de uso e ocupação do solo em que plantas lenhosas perenes são manejadas em Associação com plantas herbáceas arbustivas arbóreas culturas agrícolas forrageiras em uma mesma unidade de manejo de acordo com arranjos espacial e temporal com alta diversidade de
espécies interações entre estes componentes quando caracterizados pela alta diversidade de espécies pela ocupação vertical de diversos estratos os sistemas agroflorestais são comumente Chamados na literatura de sistemas agroflorestais multistrada endelperes e Mendoza 2004 Benjamin é tial 2001 cajá gerou e Sancler 2001 está ver é tial 2001 granados 2005 Silveira 2005 o guinnet ao 2007 muito embora diferentes definições de sistemas agruflorestais caracterizem estas áreas grosso modo como consórcios entre árvores e culturas agrícolas é relevante destacar neste sistemas o cuidado com o manejo da luminosidade da produtividade primária Da sucessão natural da reciclagem de nutrientes e das relações
ecológicas em outras palavras mais do que identificar os componentes de uma Agro Floresta árvores arbustos e culturas agrícolas é importante caracterizar que intervenções ou práticas de manejo estão por trás dessa estrutura mal comparando pode se caracterizar uma praça como local que contém brinquedos infantis como escorregador balanço e gangorra entretanto são as crianças Balançando-nos balanços brincando na areia rodando com o avô jogando bola Subindo ou descendo do escorregador ou andando de bicicleta que fazem a praça de forma análoga caso não considerarmos os elementos definidores da Estrutural corremos o risco de manter a mesma lógica produtiva da
artificialização de agroecossistemas comum na agricultura convencional para a produção Agro Florestal na Agro Floresta não se trata de artificializar as condições para a Germinação e crescimento das espécies de interesse mas de potencializar os processos naturais para a otimização da produção tanto das espécies de interesse quanto da biodiversidade como um todo é justamente nessa diferença de orientação do processo produtivo que a prática Florestal pode contribuir para sustentabilidade da produção de alimentos para 19 95 os sistemas agruflorestais conduzido sob o fundamento agroecológico transendo em Qualquer modelo pronto e sugere sustentabilidade por partir de conceitos básicos fundamentais Aproveitando
os conhecimentos locais e desenhando sistemas adaptados para o potencial natural do lugar A partir dessa definição Gold 1995 propõe que uma intervenção é sustentável se o balanço de energia complexificada e de vida positivo tanto no subsistema em que essa intervenção foi realizada quanto no sistema inteiro Isto é no macro Organismo planeta terra sustentabilidade mesmo só será alcançada Quando tivermos Agro ecossistemas parecidos na sua forma estrutura e dinâmica ou ecossistema natural e original do lugar da intervenção esta concepção semestre ao pensamento contemporâneo de conservação ambiental que vem assumindo cada vez mais a importância do Uso Sustentável
da biodiversidade como Paradigma e neste enigma o envolvimento da dinâmica da biodiversidade associada à dinâmica do Uso humano cada vez mais se conceda a natureza não como uma imagem estática na qual a sustentabilidade do uso representa algo como poder tirar um pedaço pequeno dessa imagem sem comprometer sua integridade o que de fato seria impossível o Uso Sustentável só é possível na prática de contribuição deste uso com os processos naturais no rumo crescente da Integração da troca e do aumento de biodiversidade de produtividade a concepção geológica Climática biogeográfica evolutiva e ecologicamente dinâmica da biodiversidade indica que
mais que a preservação das espécies ou comunidades de forma isolada o objetivo central da conservação biológica é possibilitar a continuidade dos processos evolutivos ecológicos e quer que a e Rose 2000 Richard um dos mais expoentes da biologia da conservação atual em com outros colegas descreve que se pensarmos metaforicamente que a vida é como a Música e esperarmos que a música siga vibrando então não devemos Pretender guardar os instrumentos musicais em vitrines e evitar que sejam tocados por seres humanos mas sim devemos estimular que os músicos possam tocar delicadamente as cordas em um Quarteto reverberar os
tambores e respirar com as faltas mantendo o movimento musical adequado ao tempo é com essa perspectiva que se trará a biodiversidade em nível de genes populações espécies comunidades Biológicas ecossistemas e regiões rosa e é Tchau 2001 fazer Agro Floresta nesta metáfora é perceber e tocar a música a prática grupo Florestal envolve capital e entender como os processos vitais os ciclos biogeoquímicos e as relações ecológicas estão acontecendo identificando Como potencializar o aumento de fertilidade produtividade e biodiversidade naquele essa identificação deve recorrer Sem dúvida ao uso de conhecimentos Acumulados tanto a partir da prática acadêmica quanto a
partir da prática produtiva ou seja ao uso do conhecimento científico e do Saber Ecológico local mas essa identificação envolve também com igual importância o perguntar ao ambiente o que ele está fazendo no rumo do incremento de fertilidade e biodiversidade assim fazer agrofloresta consiste em trazer as ferramentas do conhecimento para utilizá-las nos processos naturais daquele espaço Naquele momento em um movimento constante balanceado entre percepção e prática em outras palavras fazer agrofloresta é manter um diálogo constante com o ambiente natural conversando com seus processos e relações perguntando que é mais adequado ao seu fluxo e ao trazer
sua contribuição a este fluxo receber dele a produção de alimentos assim fazer agrofloresta é também este livro traz alguns conceitos Psicologia discutindo sua aplicação na prática agruf Florestal não parte entretanto de hipóteses da aplicação desses conceitos mas principalmente de trazer ao papel ainda que de forma fragmentada a aplicabilidade desses conceitos experienciada especialmente por agricultores familiares Associados à Coopera Floresta Associação de agricultores agroflorestais de Barra do Turvo SP e Adrianópolis PR a quase duas décadas agricultores e técnicos destes Municípios no Alto Vale do Rio Ribeira entre Paraná e São Paulo vem produzindo alimentos em conjunto com
incremento de fertilidade e Conservação do solo de biodiversidade de autonomia e de segurança alimentar por meio da Agro Floresta hoje nessa região mais de uma centena de famílias tem na prática grupo Florestal sua opção de produção e reprodução familiar demonstrando assim esse caminho na primeira parte deste livro apresentam-se discutem esse Conceitos ecológicos de forma contextualizada fazem isso longe da pretensão de detalhar profundamente os conceitos e mais longe ainda da pretensão de descrever todos os aspectos relacionados à prática Agro Florestal pretende-se que este livro possa ajudar estudantes agricultores e professores a utilizarem agrofloresta como caminho ou
como música parte 1 sistemas vivos os sistemas de produção agrícola como sistemas Agroflorestais são sistemas vivos o entendimento do sistemas vivos suas características e princípios é fundamental para a compreensão do funcionamento do sistemas de produção agrícola a teoria de Gaia representa claramente o funcionamento do sistemas vivos essa teoria foi elaborada Na década dos anos 60 enquanto químico James no Overlock colaborava no projeto de pesquisa lunar e planetária do laboratório de propulsão a jato em Passadena na Califórnia usa um dos objetivos do projeto era descobrir se havia vida no planeta Marte para isso lovelope pesquisou como
seres vivos terráqueos funcionavam e percebeu que toda forma de vida extrai energia e matéria do ambiente descarta subprodutos da atividade o subproduto das plantas dos animais e dos microrganismos são gases gás carbônico A4 e oxigênio O2 então ele fez uma análise da atmosfera dos planetas terra E Marte o estudo indicou que havia uma alta concentração dos gases oxigênio e metano e uma baixa concentração do gás carbônico na atmosfera da terra composição completamente Inesperada considerando a lei química de alta interação entre os gases oxigênio e metano formando gás carbônico e água conforme reação abaixo entretanto A
análise da atmosfera de marte informou o oposto baixa concentração dos gases oxigênio e metano E alta concentração de gás carbônico ou seja de acordo com a lei química nesse momento o Overlock convidou a bióloga Lima interpretar os resultados dessa pesquisa e juntos concluíram que a diferença entre as atmosferas dos dois planetas é a existência de vida na Terra a atmosfera da terra é uma mistura estável de gases ou seja os gases são continuamente superados como subprodutos do sistemas vivos e reagem entre si Sendo assim a concentração dos gases se mantém em função dos seres vivos
e ao mesmo tempo a concentração dos gases é favorável à continuidade dos seres vivos a teoria de Gaia de lovelock e marboliz diz que a vida é resultado das condições do meio que é produzido pelos sistemas vivos em interação com os não vivos a vida é resultado da própria vida a vida no planeta Terra é uma rede de relações complexas e essa rede é o meio adequado para a existência da vida como afirmar Um James no Overlock Lima a evolução dos organismos se encontra tão intimamente articulada com a evolução do seu ambiente físico e químico
que juntas constituem um único processo evolutivo que é alto regulador loveloc 2006 assim como é o planeta terra são os sistemas agrícolas no caso as Agro florestas os sistemas vivos são fechados quanto a sua organização abertos relação à energia e a matéria fazendo uso de um fluxo constante para produzir reparar e Perpetuar a si mesmos e operam no estado distante do equilíbrio termodinâmico o estado em que novas estruturas e novas formas de ordem podem surgir espontaneamente o que conduz ao desenvolvimento e a evolução cabra 2005 em relação ao aspecto do sistemas vivos serem fechados quanto
a sua organização tem-semos o seguinte desde a célula até os peixes os pássaros as gramas os bovinos as árvores todos os organismos vivos possuem um limite físico e dentro Desse limite físico a uma organização específica de seus componentes que o caracteriza como uma célula um peixe uma grama um bovino uma árvore o que acontece é que essa organização dos componentes tem um padrão de rede ou seja todos os componentes estão interligados numa rede de relações complexas e não lineares se observarmos atentamente percebemos que o padrão de rede repete-se em todo mundo vivo bertalaf em 1950
afirmou na sua teoria Geral do sistemas que o padrão em rede é comum a todas as formas de vida vão bertalaf 1950 vejamos na figura um em que uma rede de moléculas constituem uma fé Lula uma rede de células constituem um organismo uma rede de organismos constitui um ecossistema são redes dentro de redes e nessa organização é que se forma a rede alimentar do planeta e do universo o aspecto do sistemas vivo serem abertos Está baseado em que os organismos para manterem-se vivos precisam alimentar-se de um fluxo contínuo de energia e matéria assimiladas do ambiente
e é desta forma que os sistemas vivos são abertos do ponto de vista energético e material fazendo uso de um fluxo constante de energia e matéria para produzir reparar e perpetuar a si mesmo todos os organismos vivos em dejetos continuamente e esse fluxo de energia em matéria alimento e excreção estabelece o Lugar que eles ocupam na rede alimentar dito de outra forma nesse fluxo o que cada um precisa e libera define o seu lugar na rede alimentar como mostra a figura 2 nesse sentido capa 2005 afirmou os limites entre esses sistemas não são limites de
separação mas limites de identidade todos os sistemas vivos comunicam-se uns com os outros e partilham seus recursos transpondo limites em um ecossistema as trocas de energia e matérias são sustentadas por Uma cooperação generalizada o fluxo constante de energia e matéria que caracteriza os sistemas vivos faz com que estes sistemas estejam sempre longe do equilíbrio termodinâmico Relembrando a termodinâmica clássica o sistema são classificados em isolados aqueles que não trocam energia nem matéria com meio fechados aqueles que trocam energia mas não trocam matéria com meio e os abertos que trocam energia e matéria com o meio a
definição de Equilíbrio de um sistema é oriunda da termodinâmica clássica e é tida como ponto de mínima produção de energia livre que um sistema fechado alcança Observe a figura 3 que representa a energia livre de uma reação química energia livre de gibis definida como um sistema fechado na termodinâmica clássica o ponto de equilíbrio é atingido quando todos os reagentes reagiram e produziram os produtos a energia Livre era máxima no início da Reação antes de os reagentes serem misturados e atingir um valor mínimo todo o produto foi formado a partir do ponto de equilíbrio a reação
cessa Portanto o equilíbrio termodinâmico é um estado característico de sistemas fechados no qual o sistema após receber uma quantidade de energia e matéria tende para um Estado estacionário onde não ocorre mais alterações nas concentrações dos reagentes nem dos produtos como sistemas abertos recebem Continuamente um fluxo de energia em matéria o equilíbrio no sistemas vivos nunca é atingido dessa forma os sistemas vivos operam no estado distante do equilíbrio termodinâmico É nesse estado de não equilíbrio que o sistemas vivos têm capacidade de se auto organizar e produzir em novas estruturas e novas formas de ordem desenvolvendo se
evoluindo a auto-organização ocorre porque os sistemas são configurados num padrão de rede de relações as quais Possuem um vínculo de causa se observarmos a figura 4 proposta por capa 19 para representar a configuração do sistemas abertos os círculos representam o limite físico dos elementos que compõem um determinado sistema e as linhas retas representam as relações percebemos que os limites dos elementos não tem importância o que interessa são as relações dentro e entre eles os próprios elementos são resultado de uma Rede de relações e é através das relações dentro deles que os elementos estão interligados são
as redes dentro de redes como chamou capa 1996 por isso qualquer mensagem recebida em algum ponto desse sistema irá percorrer toda a rede de relações e o sistema irá se auto organizar em função dessa nova mensagem recebida como mostra a figura 5 no primeiro momento a energia e a matéria recebidas pelo sistema dissipam-se entre a rede de relações e Causam uma instabilidade porém é com essa mesma energia e matéria que o sistema Se auto organiza em outro estado de ordem diferente nível de complexidade evoluindo e desenvolvendo se dependendo das características do fluxo de energia e
matéria a figura 6 mostra esse processo se a magnitude do fluxo de energia e matéria que passa através das relações não lineares entre os elementos aumenta emergem espontaneamente novas estruturas e formas de comportamento e Níveis energéticos sucessivamente mais elevados que se caracterizam pela crescente diversidade e complexidade da estrutura e das suas formas de comportamento resultado de relações complexas entre os elementos e da alta quantidade de energia e matéria retida o sistema tende ao desenvolvimento por outro lado alteração do fluxo pode gerar decomposição quando a magnitude de energia e matéria que passa pelo sistema diminui através
da corrente de relações Não lineares entre os elementos um novo estado de ordem emerge porém com menor quantidade de energia e matéria retida quando isso ocorre o andamento do fluxo resulta no surgimento de estados de ordem em níveis energéticos sucessivamente mais baixos que se caracterizam pela crescente simplicidade da estrutura e das suas formas de comportamento resultado de relações simples entre os elementos e de baixa quantidade de energia e matéria retida o Sistema tende a decomposição em cada estado de ordem nos distintos níveis de complexidade surgem as propriedades emergentes as propriedades emergentes do sistema são a
manifestação das relações não lineares entre os elementos que compõem cada estado de ordem a medida que aumenta o nível de complexidade a estrutura se torna mais diversificada e complexa e maior quantidade de energia e matéria retida veja o estado de ordem a três na figura 6 o aumento no número de elementos do sistema geral aumento nas relações não lineares O que irá refletir no aumento das suas propriedades emergentes portanto em nível de complexidade Alto as propriedades emergentes são e maior número capacitando o sistema funcionar em situações diversas e dessa forma manter a sua integridade frente
a perturbações por outro lado nos sistemas de estrutura mais simples estado B3 na figura 6 o número e a função das Propriedades emergentes são baixas e o sistema menor capacidade de manter sua integridade entendendo esses três aspectos do funcionamento do sistemas vivos fechados na organização abertos no fluxo e capacidade de auto-organização fica Clara a definição de trigogini quando ele afirma que o sistemas vivos são estruturas dissipativas trigogini 1996 2002 prigodina stengers 1992 1997 porque a mesma energia que dissipa O sistema aquela que passa pela rede de relações não lineares através do fluxo é a energia
que gera ordem a ordem e a desordem estão constantemente presentes no sistemas vivos gerando desenvolvimento ou decomposição portanto as redes vivas criam ou recriam a si mesmas continuamente mediante a transformação ou a substituição dos seus componentes 2001 como autopoiese no qual a definição sistêmica da vida encontra seus Principais fundamentos o sistemas vivos sofrem mudanças estruturais contínuas ao mesmo tempo em que preservam seus padrões de organização em redes de relações e constituinte a si mesmos a característica de autopoiese do sistemas vivos é o que os difere claramente do sistemas não vivos ou seja os sistemas vivos
têm a capacidade de reproduzir em si mesmos por isso o fenômeno da vida tem de ser compreendido como uma propriedade do sistema como um todo Cabra 2005 a vida só existe pelo resultado das relações entre os seus componentes cada um executando sua função o que permite que os demais componentes se mantenham ativos também e essa característica extrapola para relação do sistema vivo com o meio o meio é resultado das relações com sistemas vivos e os sistemas vivos são resultados das relações com o meio como nos dizem logo e margulis teoria de Gaia sistemas agroflorestais como
sistemas Vivos a partir do que foi exposto fica claro que o sistemas vivos organiza dos nos vários ecossistemas e comunidades como vimos acima são consequência de um longo processo evolutivo orientado pelo aprendizado e pela troca entre os seres vivos nesse processo as estruturas da Vida em seus diferentes níveis Celo las tecidos órgãos indivíduos comunidades ecossistemas etc organizaram-se de forma viabilizar os processos vitais estes por sua vez Possibilitam a existência das formas estruturais em nível individual e coletivo para que isso se tornasse possível a vida criou mecanismos de organização complexificação e troca em estruturas dissipativas e
sistemas em uma célula por exemplo as membranas não somente estabelecem os limites das diferentes organelas citoplasmáticas especializadas em diferentes processos vitais mas também cria condições adequadas a estes processos a partir da Absorção e transformação de substâncias durante os processos vitais são formadas outras substâncias liberadas para fora da organela as quais são utilizadas em outros processos como mostra a figura 7 utilizando como exemplo funcionamento da mitocôndria organela responsável pela respiração celular em um organismo pluricelular Este mecanismo é mais fácil de ser percebido uma árvore por exemplo tem estruturas especializadas Cada uma com uma função específica e
cada uma Dependente dos processos vitais promovidos pelas outras a raiz é limitada por tecidos resistentes que possibilitam a planta penetrar no solo ao mesmo tempo dela parte em tecidos mais finos que permitem a absorção de água e nutrientes um dos produtos principais dessa organização é a seiva bruta entrega o caule para que este cumpra sua função de seu transporte as folhas onde será processada Mas além da seiva bruta o produto dessa organização É a própria estrutura da raiz que só se mantém contando com a glicose e o oxigênio produzidos nas folhas na fotossíntese neste processo
um dos reagentes é a água da seiva bruta assim raiz caule folhas existindo e funcionando permitem o funcionamento e a existência uns dos outros em uma comunidade de organismos essa lógica permanece usando novamente como exemplo uma árvore é possível identificar somente a partir dela várias Inter-relações com outros organismos o processo Vital da fotossíntese ao liberar oxigênio na atmosfera permite a respiração de vários outros organismos a penetração da raiz no solo contribui na infiltração de água possibilitando a germinação de outras espécies vegetais e garantindo a umidade necessária para microfana do solo a relação das raízes com
bactérias fixadoras de disponibilizando glicose a eles e ao mesmo tempo a ampliação de absorção de Água ou de nitratos que esses organismos promovem contribuindo com o crescimento e o metabolismo da árvore as flores e os frutos são fontes de alimento para fauna que por sua vez promove a polinização e a dispersão de sementes a Copa da árvore contribui para a proteção do solo evitando a erosão pelo impacto da chuva o que permite a estruturação do solo e a promoção da vida de vários organismos a lista das inter-relações é grande e variada portanto seja em nível
celular Individual comunitário ou ecossistema qual ao mesmo tempo em que cada estrutura se mantém ela produz substâncias ou condições adequadas para que outras estruturas funcionem e existam é a vida funcionando o aprendizado das várias espécies ao longo da evolução tem sido se localizar neste processo cada uma seu nicho ecológico ou seja um espaço onde a luz temperatura a umidade a relação com outras espécies E tantas outras condições são adequadas a Ela ao estar ali por sua vez funcionando cada indivíduo de cada espécie produz substâncias e condições adequadas para outros organismos isso possibilita a vida coletiva
A constante criação de novas formas de adaptação e consequentemente a ampliação da biodiversidade fazer Agro Floresta identificar as estruturas e os mecanismos de fancionamento da vida no local de fazer agricultura ocupando o nicho humano por meio do manejo Florestal e orientando o sistema para a produção de alimentos e outros produtos em meio à produção de biodiversidade e da troca entre os seres vivos a figura 8 demonstra essa lógica o sistema agruforestal é portanto um sistema Vivo e como tal a sua configuração é na forma de redes dentro de redes onde ocorrem os fluxos de energia
e matéria movidos pela energia solar onde os elementos que compõem o sistema estão numa cooperação Generalizada interligados por alianças e parcerias onde a diversidade imprime maior capacidade de funcionamento e orienta para a manutenção de um estado estável mantendo e até melhorando a função do ecossistema o papel da fotossíntese como vimos todo o sistema vivo possui um fluxo contínuo de energia aí matéria esse fluxo inicia com a fotossíntese a fotossíntese é o processo em que as plantas e algumas bactérias utilizam a energia luminosa proveniente De parte da radiação solar que chega a superfície da terra e
a transformam em energia química durante esse processo as plantas captam CO2 da atmosfera e absorvem nutrientes e água solo produzindo a sua matéria então a produção de matéria vegetal da parte aérea das plantas troncos Galhos folhas frutos e sementes das raízes e sudatos compostos orgânicos liberados pelas raízes é oriunda da energia solar que promove o início das cadeias alimentares Do planeta Terra portanto a matéria de todas as formas vivas no planeta existe por causa da fotossíntese a fotossíntese se constitui fundamentalmente na biotecnologia gerada pela evolução natural que permitiu a bilhões de anos que os organismos
pudessem passar a produzir alimento e estrutura a partir de luz solar água e gás carbônico quando se olha para uma floresta tropical por exemplo ou para qualquer outro ambiente natural é Importante ter clareza de que toda forma viva existente é composta basicamente de carbono que veio da atmosfera e que as ligações químicas entre os elementos e entre as substâncias que dão forma e funcionamento essa vida tem como Caldeira de energia luz solar isso vale tanto para as plantas que fazem fotossíntese quanto para os animais que consomem as plantas para se alimentar quando nós seres humanos
pensamos andamos ou nos exercitamos estamos Gastando fundamentalmente a energia solar que foi transformada em energia química na glicose produzida pela fotossíntese a glicose carregada dessa energia foi transformada pelas plantas entre outras substâncias em amido quando comemos o amido o transformamos novamente em glicose na nossa digestão levamos a glicose até cada uma de nossas células e nas mitocôndrias no interior das células extraímos a energia para o nosso metabolismo isso é feito por todos Os animais uma vez que a fotossíntese é o processo básico para a geração da matéria vegetal e funcionamento dos seres vivos inclusive daqueles
vegetais que produzimos para comer é relevante estimularmos a fotossíntese de forma que ela satisfatoriamente pois assim teremos elevada produtividade na agricultura é por isso que um provérbio chinês antigo diz que a agricultura é a arte de guardar o sol embora possamos ter a impressão de que a fotossíntese é tão Natural que ocorre em qualquer lugar onde haja incidência de luz é importante considerar que para que a taxa de fotossíntese seja otimizada E com isso a quantidade de biomassa gerada é necessário que haja água gás carbônico e luz em quantidades adequadas nos trópicos que os efeitos
da fotossíntese são mais notáveis a produtividade primária Ou seja a matéria vegetal produzida a partir da fotossíntese é muito maior em regiões Tropicais do que Em regiões temperadas a maior quantidade de energia solar que os trópicos recebem ajuda a explicar essa diferença a maior quantidade de luz associada a maior umidade gera maior quantidade de recursos energéticos o que reflete em uma capacidade de os trópicos sustentar maior número de espécies mais luz e umidade portanto geram mais diversidade sendo essa uma das principais hipóteses para a explicação da maior biodiversidade nestas regiões Bianca 1966 como não poderia
deixar de ser em uma floresta tropical existem mecanismos para manutenção da água fundamental a fotossíntese no sistema um deles é a cobertura da floresta pelas Copas das Árvores o fato de existir essa cobertura evita incidência direta de energia solar no solo isso reduz sua temperatura e consequentemente a evaporação de água diretamente a partir da superfície do solo a cobertura Florestal porém não é realizada apenas pelas Copas do céu ou Do teto da floresta existem diferentes estratos ao longo de um perfil vertical ocupados por copas de árvores arbustos ervas de diferentes espécies estes diferentes extratos servem
como Barreiras que evitam a saída de uma grande quantidade de vapor de água e vapor transpirada mantendo elevada a umidade relativa do ar dentro da floresta e reduzindo a amplitude térmica do ambiente é importante notar entretanto que isso não impede que Especialmente as copas das árvores do céu transfiram constantemente uma grande quantidade de água do solo para atmosfera conferindo as florestas O importante papel de refrigeração atmosférica planetária além disso a cobertura Florestal multi estratificada evita Que as gotas de chuva atinjam diretamente o solo em uma floresta tropical apenas em torno de 1% das gotas de
chuvas chegam diretamente ao chão a maior parte da chuva atinge as copas Escorrendo lentamente evitando a erosão e contribuindo assim para a manutenção da estrutura do solo essa estruturação também é consequência da atuação das raízes e dos microrganismos bem estruturado o solo permite a infiltração e a manutenção de água em seus micro e nos lençóis freáticos durante um período de chuva portanto parte da água é mantida nos próprios vegetais e parte é acumulada no solo em um período de Déficit de água essa água Acumulada pode ser usada pelas plantas mantendo o processo de fotossíntese ou
realocada para a atmosfera Bianca 1994 a estrutura Florestal também influencia a forma da incidência de luz determinando a eficiência fotossintética a intensidade de luz varia com a altura da floresta árvores altas com as copas no dossel recebem incidência total de radiação solar enquanto árvores mais baixas e arbustos recebem Progressivamente menos luz semelhante ao que ocorre com a chuva em florestas bem densas menos de 1% da luz solar chega diretamente a variação de luz que chega a cada planta influencia também o próprio gasto de energia para receber essa luz apesar de uma árvore do do céu
ter mais energia solar disponível do que uma erva próxima ao solo a árvore precisa despender muito mais energia para os tecidos de suporte madeira do que a erva ao mesmo tempo Plantas do subbos que são frequentemente muito mais tolerantes à sombra e capazes de fazer fotossíntese em menores taxas de incidência Luminosa assim cada espécie vegetal com sua estratégia de crescimento e forma de vida apresenta seus próprios custos e benefícios Bianca 1994 em uma floresta tropical além do Gradiente vertical de incidência Luminosa e de água da chuva existe também uma variação espacial ou horizontal destes fatores
isso porque a Formação natural de clareiras nestas florestas é muito frequente as clareiras são formadas geralmente por quedas naturais de árvores e por vezes a partir de incêndios quando isso acontece há uma maior entrada de luz na clareira do que no restante da Floresta em termos Gerais isso aumenta a taxa de produtividade primária nas clareiras Ou seja a velocidade em que o carbono originado da atmosfera é transformada em matéria vegetal isso ocorre porque a mais Fixação de carbono atmosférico em forma de tecidos vegetais do que a produção de gás carbônico via respiração pelas plantas é
neste momento que várias plântulas que estavam recebendo pouca luz passam a crescer mais rapidamente e que muitas sementes presentes nos solo são estimuladas a germinar em função do aumento da temperatura do solo a formação de clareiras é o principal motor de fixação de carbono via fotossíntese nas florestas tropicais Pois na medida em que uma nova formação Florestal vai se estabelecendo uma grande quantidade de gás carbônico vai sendo fixado na forma de tecidos vegetais porções de florestas maduras tem um saldo praticamente nulo entre a quantidade de carbono fixada e a quantidade de carbono emitida a partir
de sua respiração em estudo realizado em 25 florestas tropicais maduras Clark 2002 identificou que esse saldo é em Média de apenas 0,3 MG se há um ano um não obstante as clareiras variarem em seu tamanho o fato de ocorre em meio a uma floresta permite apesar do aumento de luz e chuva no solo da clareira que haja uma cobertura Florestal informação mantendo-se em nível espacial maior as características florestais a partir das últimas décadas do século 20 vários trabalhos passaram a identificar que a formação de clareiras em florestas tropicais É de fato muito mais comum do
Que se imaginava ocupando grandes percentagens diárias das florestas e com períodos de rotação tempo para uma clareira voltar a ser clareira relativamente curtos 1985 Martinez Ramos Zetti 1988 Oliveira 1997 desde então vem sendo cada vez mais aceita a concepção de florestas tropicais como mosaicos de clareiras de diferentes idades e tamanhos isso contribui fortemente para o aumento da biodiversidade em nível Regional Considerando a variação de adaptações das espécies das diferentes condições de luminosidade temperatura umidade de mais características variáveis entre clareiras de diferentes tamanhos a relação entre umidade e luminosidade facilmente identificada em florestas tropicais é quebrada
quando se retira a floresta para a produção monocultural em uma grande Lavoura de soja por exemplo a obviamente uma forte incidência direta de luz solar um dos componentes da Fotossíntese Entretanto a elevada temperatura do solo provocada inclusive por esta incidência direta associada a ausência de uma cobertura Florestal em diferentes estratos faz com que haja aumento da evaporação de água na superfície do solo Desprovida de um sistema Florestal de armazenamento hídrico além disso em elevada a temperatura grande parte das plantas fecha seus estômatos poros por onde ocorrem as trocas gasosas e a Transpiração como estratégia para
evitar a desidratação com estômatos fechados a captação de gás carbônico para fotossíntese é temporariamente interrompida o solo por sua vez atingido diretamente pela maior parte das gotas de chuva e pela luz solar tende a se desestruturar desagregando os grumos que formam os macro e microporos e reduzindo sua capacidade de armazenamento e disponibilidade de água A Busca Pela eficiência fotossintética No sistemas agroflorestais uma intervenção é sustentável se o balanço de energia complexificada e de vida é positivo got 1995 seguindo esta premissa sistemas agroflorestais agregam a produção de alimentos e outros produtos a complexificação crescente do sistema
para tanto entre outros aspectos as agroflorestas utilizam a fotossíntese para potencializar a produção de matéria viva um dos caminhos utilizados para esta potencialização é a otimização da Produtividade no perfil vertical das Agro florestas agricultores Associados à Coopera Floresta por exemplo vem implantando Agro florestas cada vez menores em termos de área entretanto cada vez mais completas em termos da ocupação de estratos verticais por outro lado a também uma tendência de aumento do número de Agro florestas ao longo do tempo em cada propriedade a combinação entre a implantação de o maior número de agroflorestas porém de menor
área e Maior intensidade de manejo potencializa a produtividade por área sem ao segundo a milésima 13ª no âmbito da Coopera Floresta em média 16% da área das propriedades familiares correspondem agroflorestas implantadas em diferentes épocas 58% da área são florestas em estágio Inicial ou médio de regeneração 13% da área são florestas em estágio avançado de regeneração e apenas 13% da área das unidades de produção são utilizadas para Outros fins geralmente a área da sede e das pequenas criações assim apesar das Agro florestas se constituírem na base da produção da segurança alimentar e da renda dos Agricultores
é importante notar que o uso mais comum do solo em termos de área é a manutenção de capoeiras florestas secundárias em estágio Inicial e médio de regeneração que correspondem a mais da metade da área das propriedades 58% da área das unidades de produção em Média a primeira vista as Capoeiras podem ser entendidas como áreas sem uso entretanto de acordo com Os relatos dos Agricultores da Coopera Floresta agroflorestas implantadas em áreas que eram anteriormente Capoeiras tendem a ser muito mais férteis e mais fáceis de se tornarem completas isso porque há um acúmulo de matéria vegetal nas
Capoeiras proveniente da produtividade primária que se bem manejado pode se constituir em potencialização da produtividade das Agroflorestas implantadas posteriormente nessas áreas o manejo Florestal na Coopera Floresta tem estabelecido um uso do solo em que são mantidos quatro hectares de capoeiras para um hectare de Agro Floresta as Agro florestas se constituem em 21,5 da área constituída pelo somatório de áreas e Capoeiras assim no Agro Florestal praticado pelos Associados da Coopera Floresta existem dois mecanismos um formador de agrofloresta e outros de capoeira que Rotacionados ao longo do tempo no espaço das propriedades ocupam hoje 74% da paisagem
das áreas das famílias agricultoras sem ao segunda milésima 13ª é notória nessa forma de manejo a semelhança com a dinâmica de clareiras principal processo de otimização da produtividade primária matéria vegetal produzida pela fotossíntese nas florestas tropicais brocam 1985 identificou em floresta tropical que as clareiras originadas por Queda de parte de árvore por uma ou por várias árvores somavam 25% da área total da Floresta Oliveira 1997 revisando diferentes trabalhos caracterizou o tempo médio de rotação o período em que uma clareira tende a voltar a ser clareira após o crescimento Florestal em 125 anos em florestas tropicais
portanto a rotação entre clareiras e florestas em estágio sucesscionais mas avançados nas Florestas tropicais e nos sistemas agruflorestais é um elemento definidor de ambas as formações associado à rotação de Agro florestas em meio áreas florestais o manejo Agro Florestal para ser produtivo nos vários estratos verticais da floresta envolve plantios bastante densos o que potencializa a fotossíntese e a produtividade nestes plantios agricultores Associados à Coopera a floresta vem utilizando a metodologia de implantação de canteiros Florestais separados por faixas destinadas ao cultivo de gramíneas que desempenham a função de captar energia solar nas etapas da sucessão ecológica
quando a estrutura Florestal propriamente dita ainda não está formada a poda frequente dessas gramíneas e a deposição do material podado nos canteiros favorece o acúmulo de energia e matéria vegetal no sistema na medida em que as espécies plantadas vão se desenvolvendo ou traz espécies Provenientes das áreas florestais vizinhas se estabelecem na Agro Floresta também fixando o gás carbônico da atmosfera para garantir a entrada de luz nos vários estratos da agrofloresta são feitas podas frequentes tanto das espécies plantadas quanto das espécies originadas de regeneração natural após portanto promove o incremento das espécies do bosque de forma
ainda mais intensa do que em florestas nativas procurando cobrir o solo adequadamente O material podado no solo seja mantendo plantios densos e estratificados das gotas de chuva por outro lado a promoção da estrutura multi estratificada da grofo resta cria um ambiente propício para a manutenção de elevada a umidade relativa do ar em seu interior bem como para redução dos Ventos o resultado desse manejo é a otimização da água do gás carbônico e da luz ou seja da fotossíntese e da produtividade primária matéria vegetal No sistema Agro Florestal agroflorestas conduzidas sob este tipo de manejo no
âmbito da Cooper a floresta fixam nas plantas e no solo em média 6,6 toneladas de carbono da atmosfera por hectare por ano sem ao 2013 c agro florestas de 15 anos manejadas desde 1991 de forma semelhante no Litoral Norte do Rio Grande do Sul a região de Torres através de uma intervenção da organização denominada centro Ecológico com o apoio da pastoral Rural da Igreja Católica Apresentaram cem to de carbono por hectare de estoque de carbono acumulado MMA centroecológico 2013 é importante abordar aqui sobre o comportamento da energia nos ecossistemas a energia no planeta Terra segue
duas leis da termodinâmica a primeira lei diz que toda a energia pode ser transformada de uma forma para outra mas não pode ser criada nem destruída e a segunda lei diz que em toda transformação ocorre de citação de energia na forma de energia Térmica calor então nos ecossistemas a energia move-se constantemente de um lugar para outro através da cadeia alimentar e muda de forma gliesman ela entra como energia solar e é convertida em energia química através da fotossíntese e armazenada na matéria vegetal quando os organismos utilizam essa energia para crescer mover-se reproduzir-se a maior parte
dela é transformada em energia térmica que não fica mais disponível para ser ou seja Ela é perdida na forma de calor sendo assim os sistemas agrícolas que tem a capacidade de fazer melhor uso da energia são mais eficientes sabe-se que quanto maior for o uso de energia biológica maior será a eficiência de uso de energia do sistemas de produção agrícola gliesman 2000 classificou as fontes de energia para a produção de alimentos conforme apresentado na figura 11 além da energia ecológica que é a energia do sol para fotossíntese existe A energia cultural que é suprida pelos
homens e essa pode ser de origem biológica que são as energias derivadas de fontes humanas e animais como trabalho o esterco e a de origem Industrial que são as energias de fontes não biológicas como petróleo os maquinários e os agroquímicos as energias classificadas como cultural Industrial são aquelas que são empregadas energias anteriores serem produzidos necessitam de uma Grande quantidade de energia para concentrar os elementos no produto final por isso quando as energias de origem Industrial são utilizadas no sistemas agrícolas existe uma porte de energia muito grande e para o sistema ser eficiente seria necessário retirar
uma quantidade de energia na forma de produto muito maior considerando que a eficiência do uso de energia é dada pela seguinte equação no caso das agroflorestas a principal energia Utilizada é a energia ecológica energia da radiação solar e a energia cultural biológica que é o trabalho humano e a sementes e mudas inseridas no sistemas agroflorestais a eficiência do uso de energia é muito elevada nesse caso gliesman 2000 apresenta dados de uma plantação de milho de roçado no México em que 90% da energia cortada foi oriunda do trabalho humano energia cultural biológica e apresentou uma eficiência
no uso da energia Cultural de 12,5 por outro lado ele mostra um sistema de produção de milho nos Estados Unidos na década de 80 em que 26,5% da energia portada foi oriunda de adubo nitrogenado 21% foi de petróleo e 11% foi de agrotóxicos a eficiência da energia cultural nesse caso foi de 2,9 juntamente com fluxo de energia está o fluxo de matéria que é composto pelo carbono e nutrientes na fotossíntese Como já vimos o carbono e os nutrientes são incorporados a matéria vegetal Quando está é utilizada na cadeia alimentar o carbono e os nutrientes passam
pelo sistema à medida que ocorre a decomposição do material orgânico nos diferentes níveis da cadeia alimentar parte do carbono é transformada pela microbiota em CO2 e volta para a atmosfera que posteriormente será absorvido por outra planta através da fotossíntese e os nutrientes o processo de decomposição ficam disponíveis para uso dos organismos do Solo ou de uma nova planta em fase de absorção de nutrientes esse caminho dos nutrientes caracteriza o fluxo de matéria nos ecossistemas agrícolas nesse fluxo se considerarmos o Agro ecossistema alvo podem ocorrer perdas de nutrientes quando existe a saída de carbono e nutrientes
na forma de produtos para as famílias e para venda ou quando os nutrientes estão junto com a água do solo está infiltrada a profundidades maiores que as raízes Absorventes ou também quando os nutrientes estão disponíveis mas as plantas não estão em fase de absorção de nutrientes no período de envelhecimento da planta por exemplo nesses casos o nutriente sai do Agro ecossistema que estamos manejando e vai para os ecossistemas do Entorno nesse aspecto podemos considerar que a matéria tende a ciclar dentro do grande ecossistema pois mesmo saindo do ecossistema alvo o carbono e os são utilizados
em outros Ecossistemas Diferentemente da energia que entra na forma de energia solar radiação solar e que após transformada em calor não é recuperada para os ecossistemas a eficiência do fluxo de matéria no sistemas agroflorestais ocorre pela complexidade das relações não lineares entre os componentes minerais do solo plantas e organismos nessa complexidade de relações a matéria é transferida de um componente para outro por isso que quanto mais complexa E diversa é a estrutura de um sistema de produção agrícola mais componentes ele possui gerando condições para os nutrientes permanecerem mais tempo no sistema ressalta-se que no caso
das florestas Essa complexidade é produto do manejo que promove a riqueza de espécies vegetais otimizando a fixação do carbono e do nitrogênio atmosférico como plantio adensado a poda e o incremento da biota no solo resultando em propriedades que capacitam o sistema fazer melhor uso da Energia e matéria portanto a estrutura e o funcionamento do sistemas agruflorestais geram propriedades emergentes que promovem alta eficiência fotossintética no uso da energia e dos nutrientes Além disso é essencial ressaltar que as propriedades emergentes do sistemas agroflorestais capacitam-lhes a executar os serviços ecossistemicos segundo a câmara de avaliação ecossistêmica do milênio
Millenium e quais Existem Os benefícios que as pessoas obtendo os ecossistemas 62005 Ou seja a nossa saúde e o nosso bem-estar dependem do serviços fornecidos pelos ecossistemas são serviços de abastecimento de alimentos água fibras e madeira serviços de regulação do clima de enchentes doenças resíduos e qualidade da água serviços culturais que fornecem benefícios de recreação estéticos e espirituais e serviços de suporte como do solo fotossíntese E ciclagem de nutrientes a Própria Câmara conclui que a espécie humana é fundamentalmente dependente do fluxo do serviços ecossistêmicos 625 neste fluxo diferentes processos tem papéis fundamentais que procuram ser
valorizados na prática agruflorestal o papel da sucessão ecológica tendo a fotossíntese como biotecnologia de produção de matéria vegetal a vida se adaptou e se adapta constantemente para ocupar diferentes espaços com toda a variação de combinações de condições de Luminosidade temperatura umidade disponibilidade de nutrientes relações ecológicas E tantas outras cada espécie se adapta melhor a cada combinação destas condições essas combinações são denominadas de nichos ecológicos em um ambiente natural se ocorrer determinado nicho ecológico espécies que ocupem adequadamente este nicho encontraram condições apropriadas para seu desenvolvimento por exemplo é uma árvore que se adaptou Às condições de
clareiras do ecossistema de Floresta ou floresta de Araucária quando se forma uma clareira em florestas desse ecossistema a temperatura do solo se leva quebrando a dormência da Sementes da espécie que se encontram no solo a árvore cresce aceleradamente contribuindo para fechar rapidamente a clareira e criar condições para as outras espécies florestais se desenvolverem a partir de poucos anos de Vida a árvore já produz floradas anuais em grande intensidade fornecendo alimento para uma grande quantidade decetos que chegam a clareira e polinizam também outras espécies todo ano são produzidas muitas sementes que vão formando o banco de
sementes do solo as árvores de bracatinga morrem entre 20 e 25 anos mas o banco de sementes originado desse curto período se abrir mesmo que décadas depois a bracatinga encontra seu espaço e cumpra Seu papel nas relações ecológicas e processos vitais daquela Floresta ou seja ocupe seu nicho ecológico sem boque 2009 existe uma forte relação entre a biodiversidade e a variação de nichos ecológicos quanto mais espécies convivendo maior a quantidade de nichos formados quanto maior a variação entre os nichos mais pressão de seleção para geração de variabilidade genética das espécies e consequentemente mais biodiversidade figura
12 assim a Heterogeneidade ambiental proporciona as espécies a coexistência em meio a biodiversidade porque elas podem se especializar em diferentes partes do espaço de nicho hitless 2003 por outro lado as substâncias produzidas pelas espécies as condições diferenciais de umidade luminosidade e outras características geradas a partir de sua presença no ambiente determinam a formação de novos nichos novamente o exemplo da bracatinga o fato de a Espécie produzir floradas abundantes logo após o inverno período de menor oferta de recursos tróficos aos insetos polinizadores contribui para o estabelecimento de nichos ecológicos para estes insetos entre tantas outras relações
o fato de As raízes da espécie apresentarem associações com bactérias fixadoras de nitrogênio gera condições adequadas para várias espécies da micro e mesofauna do solo e assim por diante em um ambiente natural portanto cada Nicho vai aparecendo na medida em que o espaço vai sendo ocupado por diferentes espécies a este processo dá-se o nome de sucessão ecológica ou sucessão natural margarlef 1968 definiu sabiamente a sucessão ecológica como acréscimo de informação em um ecossistema refletindo justamente o incremento de relações e da biodiversidade a partir da sucessão a figura 13 demonstra lógica de interação em que o
surgimento de novos nichos ecológicos conduz a sucessão ecológica e A sucessão ecológica é o resultado da geração de novos nichos ecológicos em uma clareira ou em uma área de cultivo abandonada as primeiras espécies vegetais a aparecer são chamadas de pioneiras seguidas pela secundárias e depois pelas climáticas as espécies pioneiras estão presentes no solo em forma de sementes produzidas em grande quantidade quando as plantas adultas dessas espécies viviam ali as sementes dessas espécies em geral mantém a Viabilidade de germinação por muito tempo permanecendo dormentes no solo até que condições adequadas de temperatura e luminosidade estimula em
sua germinação o que acontece quando clareiras especialmente clareiras grandes são formadas após a germinação as plantas de espécies pioneiras crescem muito rapidamente em elevada densidade e em pouco tempo iniciam de produção de flores e frutos em grande quantidade a estratégia dessas espécies é justamente Garantir sua sobrevivência na forma de sementes viáveis no solo em muitas espécies pioneiras enquanto a planta adulta não chega a viver uma década sua sementes chegam a durar por várias décadas no solo dessa forma essas espécies tem um papel fundamental no incremento da biodiversidade seja promovendo a umidade do ar e o
sombreamento na área seja aumentando a permeabilidade do solo e com isso possibilitando a vida de vários Organismos é darfos ou ainda atraindo a partir da disponibilização de abrigo e da grande quantidade de alimento que fornecem suas flores e frutos uma grande variabilidade de insetos pássaros morcegos e outros animais estes animais por sua vez trazem uma grande quantidade de pólen e de sementes de várias espécies é através desse transporte de sementes que muitas espécies secundárias e climáticas chegam a área espécies secundárias não crescem na Mesma densidade das espécies pioneiras ou seja elas são mais esparsas na
área muito embora possam haver plantas jovens de espécies secundárias em elevada densidade formando núcleos a tendência é a sobrevivência de apenas uma ou algumas delas naquele espaço ao longo do tempo a seleção natural portanto atua sobre esses núcleos estimulando a sobrevivência daqueles indivíduos mais adaptados ao nicho local as sementes de espécies secundárias frequentemente não Apresentam dormência estas espécies crescem mais vagarosamente que as espécies pioneiras apresentando em geral momentos de maior velocidade de crescimento quando quedas de Galhos ou de árvores inteiras próximas a elas liberam a passagem de maior intensidade Luminosa muitas vezes plantas dessas espécies
ficam por muitos anos praticamente do mesmo tamanho aguardando maior intensidade luminosa para crescerem Em cada evento reprodutivo a quantidade de flores e de sementes é usualmente menor nas espécies secundárias do que nas espécies pioneiras porém as espécies secundárias permanecem na área por décadas fornecendo alimento e abrigo para um fauna diversificada em muitos casos a polinização e a dispersão de sementes é feita por grupos de espécies características arquitetura e a cor das flores e a forma e a consistência dos frutos entre outras características são Direcionadas para a polinização e a dispersão de sementes por determinadas espécies
animais que acabam preferindo essas a outras plantas assim a estratégia de vida das espécies secundárias se baseia na relação mais próxima com determinadas espécies animais e na adaptação mais refinada se insere mantendo-se mais esparsas na paisagem e ocupando com suas populações diferentes ambientes finalmente as espécies climáticas são aquelas que se Adaptar ambientes que já foram trabalhados pelas espécies pioneiras e pelas espécies secundárias assim são espécies que vivem em ambientes mais sombreados e onde o solo apresenta maior quantidade de matéria orgânica ocorrem com maior frequência em fundos de Vale e mata ciliares seu crescimento é relativamente
lento e árvores climáticas adultas chegam a ter de 30 a 45 metros de altura ocupando em geral do céu ou teto da floresta chegam a viver por mais De 100 anos havendo uma tendência de produzir em frutos adaptados à alimentação por mamíferos e servindo Como suporte para uma grande quantidade de espécies epífitas em geral produzem uma grande variabilidade de compostos secundários que tem função de defesa contra o ataque de parasitas ou predadores por esse motivo garantem sua sobrevivência e densidades variadas em meio a populações de parasitas e herbívoros Considerando a existência da sucessão ecológica o
espaço de uma floresta apresenta a cada momento determinadas plantas de espécies mais velhas geralmente aquelas mais adaptadas ao momento anterior da sucessão ocupando frequentemente extratos mais altos e espécies em diferentes estratos do subboski em distintas fases de suas vidas há portanto uma diversidade vertical de espécies na floresta além disso como as florestas se constituem em Mosaicos de clareiras de diferentes tamanhos idades há também uma diversidade horizontal de espécies gerando e sendo produto de conjuntos de nichos diferentes na área da floresta como um todo tanto a diversidade vertical quanto a diversidade horizontal são influenciadas pela diversidade
de condições de solo relevo hidrografia ideologia e tantas outras condições abióticas estes diferentes fatores contribuem para a imensa biodiversidade Florestas tropicais uma vez que a existência dos nichos ecológicos É dinâmica ou seja o nicho não existe o tempo todo e nem no mesmo espaço sempre as plantas evoluíram para produzir uma grande quantidade de sementes e múltiplas estratégias de dispersão das mesmas as angiospermas ramo mais evoluído entre as plantas em geral fazem isso muito bem isso porque nem todas as sementes produzidas atingiram o solo e nem todas as que atingirem o solo Encontrarão condições imediatas para
germinar 1998 propõe que para que haja a ocorrência de uma espécie são importantes três filtros o filtro histórico que age sobre as razões históricas que determinam-se uma espécie pode se dispersar Para uma determinada área o filtro fisiológico que permite que apenas as espécies com aparato fisiológico apropriado possam germinar e reproduzir em um dado ambiente e o Filtro biológico que elimina esses capazes de sobreviver em um dado ambiente mas que não são capazes de suportar as interações com a biota local como normalmente as sementes apresentam estruturas de proteção e de relativos isolamento com o meio exterior
o banco de sementes dos solos em ambiente natural é geralmente muito rico em espécies especialmente espécies pioneiras aguardando nichos ecológicos adequados para sua germinação 1980 registraram engana cerca de 100 espécies florestais no banco de sementes sendo 88% de espécies pioneiras garfo 1989 revisando trabalhos realizados em florestas tropicais da Malásia Costa Rica e Venezuela caracterizou a ocorrência de uma média de 300 sementes m2 de solo de diferentes espécies embracatingais no sul do Brasil 1997 90 Sementes da espécie m2 de solo na medida em que existe uma grande relação entre a ocorrência das espécies e a Ocorrência
de seus nichos pode-se conceber a sucessão ecológica também como uma sucessão de nichos como demonstrado na figura 13 seguindo esse raciocínio uma vez que a formação de nichos É dinâmica e dependente da presença de conjuntos de espécies pode-se conceber a sucessão ecológica também como a sucessão de consórcios de espécies ou uma sucessão de situações em que determinadas espécies conseguem conviver bem umas com as outras em Encontros interespecíficos neste sentido 1971 propôs que o conhecimento das probabilidades de encontros interespecíficos de cada espécie se constitui em uma ferramenta básica para o entendimento da estabilidade e da sucessão
ecológica de uma comunidade não há portanto em ambientes naturais uma separação completa entre as etapas da sucessão considerarmos essas etapas como retratos em que um determinado conjunto de Espécies está presente assim um fluxo contínuo um filme no qual as espécies vão desempenhando diferentes papéis no processo de sucessão ao longo de sua vida em uma floresta tropical por exemplo por mais que logo após a formação de uma clareira predomine as espécies pioneiras que estas em seguida ocupem do céu abaixo delas já estarão plantulas de espécies secundárias e plântulas de espécies climáticas após um certo período de
tempo as pioneiras vão Deixando o ambiente pois seu nicho vai desaparecendo e novos nichos já estão formados contando com a sua participação cada espaço da floresta contém um consórcio de espécies com diferentes características ou síndromes adaptativas em diferentes idades é muito importante considerar que cada indivíduo de árvore adulta não aparece adulto Mas sim foi ocupando o seu nicho o qual inclusive pode variar Bastante ao longo de seu desenvolvimento a não consideração dessa Observação pode gerar caracterizações práticas equivocadas araucária araucária angústia Folia Bertol conte-se por exemplo por vezes tem sido caracterizada na literatura como espécie climática
pois ocorre em florestas em estágios avançados de sucessão o fato de ocorrer como planta adulta nessas condições não reduz a plasticidade da espécie que germina e se desenvolve rapidamente a pleno sol e em condições de restrição hídrica situações típicas dos Campos de Altitude por exemplo em cujos capões no sul do Brasil a espécie é predominante Além disso mesmo dentro de uma floresta fechada suas plântulas podem permanecer por vários anos mais baixas do que um arbusto esperando condições de maior luminosidade para crescer assim caracterizar Araucária como espécie climática por mais que indica a sua condição de
vida em florestas maduras é uma classificação insuficiente para contemplar suas de nicho em diferentes Fases da vida bem como os consórcios de espécies em que ela faz parte em cada uma dessas fases cada consórcio de espécies em cada fase da sucessão ecológica influencia e a influenciado pelos nichos criados durante a mesma figura 14 entre um consórcio de espécies e outro as espécies com maiores probabilidades de encontros interespecíficos são justamente as que mais contribuem para o aceleramento do Ritmo de sucessão de uma Comunidade o Uber 1971 espécies que atuam dessa maneira Ou seja que contribuem de
forma mais acentuada para a formação de novos nichos são chamadas de espécies facilitadoras 2013 usando um termo emprestado da química pode-se dizer que as espécies facilitadoras contribuem mais fortemente para que os nichos ecológicos funcionam em níveis quânticos mais elevados até Porque de fato quanto mais avançada mais Complexa relações ecológicas e maior a capacidade de auto-organização da vida figura 15 após o trabalho de aceleramento da sucessão ecológica realizado pelas espécies facilitadoras a sua saída do sistema após novos nichos criados não é instantânea espécies que facilitaram as formações de novos nichos podem permanecer ainda alguns anos no
sistema saindo aos poucos apesar de não mais estar em determinando fortemente a formação de novos nichos para ilustrar Este aspecto Podemos fazer também outra comparação a partir da química assim como na termoquímica estuda-se o calor latente que se constitui na manutenção constante de temperatura enquanto uma substância está se transformando do estado sólido para o líquido ou do líquido para o gasoso na sucessão ecológica existe o trabalho das próprias espécies especialmente das espécies facilitadoras que vai deixando de existir gradativamente enquanto outras Espécies vão passando a atuar nos novos nichos formados voltando ainda o exemplo da bracatinga
podemos dizer que ela é uma espécie facilitadora no período inicial da sucessão em uma clareira aberta ao apresentar grande densidade crescimento rápido e elevada à produção de flores e de sementes contribui para o estabelecimento de várias relações ecológicas decorridos em torno de 20 anos novos nichos foram criados e sua função como espécie facilitadora não tem Mais sentido ela vai saindo aos poucos do sistema O que ocorre a partir da cena essência e morte gradativa dos indivíduos da população durante um período que pode durar mais uma década Neste período outras espécies facilitadoras vão passando a atuar
é a saída da bracatinga e não as relações ecológicas que seus indivíduos vivos mantém que se constitui na sua contribuição a sucessão ecológica o uso do conhecimento da sucessão Ecológica na prática Agro Florestal na prática agruflorestal o foco está no direcionamento aos processos necessários para que agrofloresta se Estabeleça o manejo da sucessão ecológica é um desses direcionamentos no texto de ernish Gold 1992 intitulado natural sucessão Office ele descreve o seu próprio caminho na construção desta concepção de que o sucesso de um sistema grupo Florestal está no seu mecanismo de estabelecimento e manejo e não tanto
em seus elementos Estruturais Este texto já tem mais de 20 anos e ao longo desse período de tempo Ernest desenvolveu várias técnicas para o manejo Florestal entretanto o documento é muito valioso para ilustrar o desenvolvimento da percepção da importância do uso do conhecimento da sucessão ecológica na prática grupo Florestal quando esteve na Costa Rica entre 1979 e 1982 ernish desenvolveu um programa de reflorestamento utilizando a estratégia de cultivo em alheias ali Propin foram plantadas linhas de espécies arbóreas leguminosas como léotrina alternadas com linhas de árvores frutíferas como banana caymitos os aporte etc o espaço entre
as linhas foi utilizado para culturas anuais milho feijão mandioca e hortaliças na medida em que era necessário o uso de fertilizantes a partir do segundo ou terceiro ano as árvores inibiam o crescimento das culturas anuais sem substituir as mesmas em termos de Produtividade então ele passou a combinar apenas quatro frutíferas arbóricas para sombreamento Apesar deste sistema ter funcionado relativamente bem em solos ricos tanto na Costa Rica quanto em Itabuna no sul da Bahia Brasil ele não funcionou em pobres de pastagens abandonadas dessa região tentou-se então trabalhar para melhoria destes solos empobrecidos plantando primeiramente espécies pioneiras
mandioca eritina e Ingá que vão bem solos pobres do Sul da Bahia entretanto somente a mandioca se estabeleceu tendo se desenvolvido muito pouco um grande número de espécies pioneiras nativas porém cresceu vigorosamente conta que por isso passou a fazer uma seleção dessas plantas que eram eliminadas retirou apenas as gramíneas herbáceas e trepadeiras que já haviam amadurecido ou que haviam sido substituídas por espécies cultivadas Todas as outras ervas nativas árvores e Palmeiras foram autorizadas a crescer e cumprir sua função importante na melhoria do solo as plantas cultivadas passaram a crescer bem na presença de espécies nativas
essa percepção possibilitou o desenvolvimento da prática que ele passou a denominar 1992 aqui é importante Relembrar os filtros propostos por lamber zettial 1998 descritos anteriormente muito embora as espécies plantadas por ern Neste relato sejam classificadas como pioneiras isso não significa que seriam estas as pioneiras que se desenvolveriam bem naquele solo nos nichos ecológicos existentes naquele momento e sobre toda a combinação de condições de fertilidade relevo insolação e demais fatores abióticos a percepção das espécies pioneiras que de fato tinham condições de desenvolvimento naquela área específica por meio de suas estratégias reprodutivas características ou seja as Espécies
que ali passaram pelos filtros de lambeiros 1998 foi fundamental para o enriquecimento da área a partir de então é neste procurou tirar o máximo proveito do potencial biológico e genético da flora e da fauna que ocorriam na área muitas plantas espontâneas nativas são se bem manejadas excelentes plantas companheiras quando jovens elas estimulam o crescimento das espécies cultivadas e afastam pragas e doenças Elas também protegem e melhoram o solo ou indiretamente corrigem o seu PH Além disso estas espécies aumentam a matéria orgânica do solo constituindo uma fonte valiosa de substâncias fertilizantes 1992 em outras palavras a
ocorrência natural das populações de espécies pioneiras nativas na área de cultivo favorece a complexificação das relações interespecíficas e a formação de novos nichos ecológicos propriedades emergentes nos sistemas agroflorestais Nessas relações e nichos as espécies cultivadas podem participar aproveitando o benefício muito da complexificação da auto-organização do sistema trazendo aqui o exemplo da Coopera floresta do total de plantas atualmente existentes nas agroflorestas de diferentes idades 33% são provenientes de regeneração natural sendo promovidas e manejadas nas agroflorestas sem ao 2013 B voltando ao relato de Ernest após dois anos de Capina seletiva Observou-se que as plantas cultivadas mostraram
sinais de redução do crescimento constatou-se que o crescimento de árvores e arbustos que haviam germinado na área Dois Anos Antes passou a inibir o crescimento das culturas quando estas árvores e arbustos de espécies pioneiras foram cortadas Total ou parcialmente a comunidade inteira foi revigorada explodindo em crescimento é assim que é neste conta que iniciou a prática da Poda Ghost 1992 por outro lado desde o início implantou em locais com ocorrência de vegetação pobre ou de espaços abertos um grande número de classes que poderiam ir bem nestas situações em elevada densidade em conjunto com frutíferas e
espécies madeiras visando arrendimentos de médio e longo prazo esta operação foi muito bem sucedida mas apenas nos lugares onde havia sido efetivada uma poda intensa dos indivíduos maiores da vegetação já Estabelecida anteriormente ao plantio esta percepção levou hélice a considerar que o fator crítico na determinação da taxa de crescimento e produtividade do sistema não é a qualidade inicial do solo mas sim a composição e densidade de indivíduos de uma comunidade de plantas e a presença de uma geração futura de plantas ou espécies do Futuro gote 1992 conforme descrito anteriormente a experiência relatada a sucessão de
espécies reflete a sucessão de Consórcios inseridos em conjuntos de nichos ecológicos diferentes entre um consórcio e outro a presença de espécies favorece mais acentuadamente determinação de condições para o próximo consórcio quando este favorecimento já está estabelecido o papel das espécies facilitadoras é sair do sistema após a Total ou parcial dos indivíduos maiores ou mais velhos justamente aqueles que já cumpriram seu papel de facilitação pode acelerar o processo sucesscional dando Condições adequadas para o próximo consórcio assim a poda além de favorecer a entrada de luz nos vários andares da Agro Floresta permite acelerar o processo sucessional
a prática da poda pode ser resumida da seguinte maneira árvores arbustos quando maduros são rejuvenescidos pela poda árvores e arbustos que já cumpriram suas funções de melhorar o solo e foram substituídos por indivíduos do consórcio sucessor são cortados e toda sua matéria vegetal é Devidamente picada e bem distribuída sobre o solo tomando-se o devido cuidado para que os tecidos lenhosos Galhos e troncos fiquem em contato direto com o solo a condição de maturidade do indivíduo outros fatores também são considerados para a prática da poda como a sua adequação na estratificação da comunidade deve-se atentar para
a planta existente abaixo daquela que será podada que irá substituí-la no próximo Consórcio dessa forma leva-se em consideração tanto a planta que vai ser podada quanto a planta que sofrerá as consequências dessa poda já que a poda interferirá na disponibilidade de luz espaço e oferta de matéria orgânica no sistema God 1995 o solo como resultado da prática Agro Florestal o solo é um sistema vivo resultante das relações não lineares entre os minerais os organismos endóficos e as plantas Uk 2011 as relações entre os componentes do solo são estabelecidas a medida que a energia e a
matéria contidas nos vegetais servem de alimento para os organismos do solo ao utilizar essa energia em matéria e excretando resíduos os organismos fazem fluir tanto a energia como a matéria e com esse fluxo o sistema Solo se mantém e evoluir vesanya Onix 2011 e através das relações não lineares proporcionam condições para as agroflorestas se manterem e evoluírem Como sistema vivo o solo reflete as práticas agrícolas e as relações que ocorrem no manejo das plantas ao manejar uma Agro Floresta o homem está manejando fluxo de energia e matéria que conduz todo o sistema para complexificação da
estrutura se proporcionar o aumento na magnitude e diminuição da velocidade do fluxo ou para simplificação se proporcionar a diminuição da magnitude e aumento da velocidade do fluxo como foi visto na descrição da figura 6 os Responsáveis por fazer o fluxo ocorrer neste grande sistema solo plantas organismos são os organismos que compreendem os microrganismos bactérias fungos algas protozoários vírus e a fauna ácaros nematoides aranhas insetos formigas minhocas centopeias caramujos camundongos o número de organismos no solo é expressivo conforme demonstrado na tabela 2 em relação ao tamanho do corpo existem três grandes grupos de organismos Didáficos decompositores
que são aqueles que utilizam as plantas como fonte de alimento essa classificação foi apresentada por Lopes da sad 1997 e está reproduzida na tabela 3 a principal função dos três grupos é regular a dinâmica do carbono que se traduz no fluxo de energia e matéria no sistema pois como uma rede alimentar alguns servem de alimento para outros e com isso a energia e a matéria oriundas da fotossíntese passam através do Sistema os macro organismos alimentam-se diretamente dos resíduos vegetais e movimentam-se no solo e como consequência são capazes de construir poros os meus organismos alimentam-se dos
microrganismos e habitam os espaços porosos do solo muitas vezes formados pelos organismos e os microrganismos também alimentam-se dos próprios microrganismos e de compostos orgânicos portanto forma uma rede alimentar e por isso todos os grupos regulam o fluxo de Energia e matéria oriundo da fotossíntese sendo assim ausência de um grupo compromete o andamento do fluxo O que pode causar prejuízo e decomposição do sistema pois as agroflorestas necessitam do fluxo para continuar em vivas para que o fluxo seja mantido na mesma magnitude e velocidade fonte de energia e matéria que é a produção de matéria vegetal pela
fotossíntese precisa ser mantida conforme discutido anteriormente mas não somente a fonte Deve ser mantida a variedade da fonte alimentar também é fundamental cada grupo de organismos é responsável pelo uso de um composto específico veja as reações de decomposição de alguns compostos orgânicos vegetais na figura 16 Observe na figura 16 que em cada reação existe uma enzima específica nome junto à seta que ativa essa reação as enzimas são oriundas dos microrganismos do solo portanto para que todos os compostos Orgânicos vegetais sejam utilizados e decompostos uma grande variedade de enzimas tem que estar presente no sistema ou
seja uma grande variedade de organismos para que todos esses organismos estejam presentes é preciso ter alimento que estimule promova o crescimento e o desenvolvimento de todos os grupos e a fonte de alimento do sistemas vivos terráqueos como vimos anteriormente é a fotossíntese na sua grande maioria Os Vegetais Desta forma a Diversidade de plantas determina riqueza e a diversidade dos organismos do solo 1995 o sistema Zag florestais conduzidos pelos princípios da sucessão ecológica atingem essa necessidade da rede trófica no solo como qualquer sistema vivo o fluxo de energia e matéria nas agrofo restas promove a auto-organização
dos seus componentes em estruturas em complexidade distinta a energia e a matéria no sistema solo plantas organismos constituinte espectro de Material orgânico que vai desde partes do tecido vegetal parte aérea e raízes e organismos didáticos em decomposição isso dátos vegetal e animal até a matéria orgânica unificada juntamente com a biomassa microbiana do solo a todo esse espectro de material orgânico chamamos de matéria orgânica do solo esses diferentes compartimentos da matéria orgânica do solo possuem tempo de residência distintos no sistema de acordo com as características de cada um Em ambientes de clima frio 2011 apresentaram dados
que informam o tempo médio de persistência da matéria orgânica do solo de 50 anos com variações dependendo do seu compartimento entre 270 anos dos buriete ao 1989 propuseram os tempos de residência apresentados na tabela 4 as folhas as raízes e os estudados são constituídos de compostos orgânicos de estrutura química mais simples o que facilita a sua utilização Pelos organismos do solo por esse motivo apenas em alguns meses folhas raízes e sudatos já são consumidos e parte do carbono contido nesses compostos é incorporado a biomassa microbiana outra parte torna-se matéria orgânica unificada e ainda a liberação
de CO2 para atmosfera como subproduto do processo de decomposição e disponibilidade de nutrientes no solo que poderão ser consumidos pelos microrganismos ou absorvido pelas Plantas a dinâmica entre os compartimentos da matéria orgânica está demonstrada na figura 17 percebe-se claramente nesse processo que os compartimentos da matéria orgânica estão interligados ascendentes um dos outros como todo o sistema vivo a matéria orgânica do solo é resultado das relações não lineares entre os seus componentes o compartimento resistente à decomposição é composto por material Vegetal de estrutura orgânica mais complexa essas estruturas vegetais podem perdurar por vários meses na superfície
do solo é importante ressaltar aqui os galhos e os troncos oriundos do manejo das agroflorestas que nessa dinâmica não são considerados matéria orgânica do solo pois permanecem por muito tempo na superfície do solo em processo de fragmentação dos seus tecidos pela fauna e da África e só depois então iniciaram o processo de decomposição pela biomassa Microbiana a biomassa microbiana necessita de compostos orgânicos como fonte de energia e carbono para sua atividade e seu desenvolvimento ao utilizar carbono de todos os demais compartimentos os microrganismos incorporam carbono na sua biomassa um dos compartimentos da matéria orgânica do
solo Além disso ressaltamos novamente que a biomassa microbiana é o compartimento que faz circular a energia e a matéria no sistema solo plantas Organismos o ciclo de vida dos organismos é curto e rapidamente a população é renovada o compartimento da matéria orgânica particulada é constituído por partes do tecido vegetal ou animal de fácil ou de resistente decomposição a superfície desse material é colonizada pela população microbiana que libera a mucilagens e isso dátos como subprodutos desse processo de decomposição das extremidades estes produtos do metabolismo microbiano Produzido sobre a superfície da matéria orgânica particular em decomposição interagem
com as partículas minerais isoladas ou agregadas do solo formando verdadeiras cápsulas de material orgânico encrustado com minerais ou agregados em função de interação organo mineral extremamente forte e o tamanho dos poros formados nesse processo ser menor que o diâmetro do corpo dos microrganismos O que impede o acesso ao material pelos decompositores o material Orgânico permanece no sistema o compartimento da matéria orgânica particulada permanece estável até algum momento que um organismo consegue penetrar no espaço restrito formado pela interação organo mineral ao redor do material orgânico portanto como a decomposição da matéria orgânica particular da depende da
dinâmica da vida no sistema não é possível estimar o seu tempo de permanência no solo quando ocorre a entrada de organismos no Interior da matéria orgânica particular o processo de decomposição é finalizado e o caminho do carbono Segue o mesmo que é para as folhas raízes e restos de organismos ou seja parte transforma-se em biomassa microbiana parte transforma-se em matéria orgânica unificada parte em nutrientes como mostra a figura 17 a matéria orgânica particular da tem papel importante nas relações entre os compartimentos da matéria orgânica do Solo ela promove a manutenção da atividade biológica por ser
fonte prontamente disponível de energia e carbono quando a microbiota consegue acessá-la e Por conseguinte do fluxo de energia e matéria E ciclagem de nutrientes além disso a matéria orgânica particular da faz parte das estruturas maiores do solo macro agregados proporcionando a emergência de propriedades relativas a estrutura física do solo influenciando a Porosidade presença de ar e água no ambiente solo fatores essenciais para promover a vida dos organismos didáticos e a fotossíntese das plantas a matéria orgânica unificada constitui-se pelos compostos orgânicos também de estrutura química simples porém já com alta carga de superfície pela formação dos
grupos funcionais decorrentes do processo de decomposição estes compostos interações organominerais ou até mesmo por condições químicas do microambiente Que impedem o avanço do processo de decomposição pela microbiota acidez e hidrofobicidade pode ocorrer também a desconexão física entre os decompositores e as moléculas orgânicas ou seja os compostos orgânicos ficam em espaços no solo distantes fisicamente da comunidade decompositora esse caso é mais comum quando o material orgânico se desloca no perfil com fluxo de água ou pelo transporte via movimento dos organismos da fauna e da África ou a Própria adição pelo sistema radicular mais profundo enquanto a
concentração da biomassa microbiana está na superfície como consequência a matéria orgânica unificada permanece no sistema e essa permanência é uma propriedade emergente de alto valor pois resulta na manutenção da matéria orgânica do solo as funções da matéria orgânica do solo estão relacionadas com a sua propriedade de reatividade os compostos orgânicos de todos os compartimentos da matéria Orgânica do solo possuem cargas elétricas responsáveis em absorver nutrientes para as plantas e organismos e outros compostos orgânicos e inorgânicos como os agroquímicos além de realizar as interações organo minerais formando a estrutura física do solo e complexar compostos e
inativando inclusive os que são prejudiciais ao ambiente nos solos das regiões tropicais e subtropicais a matéria orgânica é a principal fonte de cargas negativas Podendo contribuir com até 90% da capacidade de troca de cátions forma iônica de grande parte dos nutrientes para as plantas especialmente em solos com minerais de baixa Atividade reativa Silva e Mendonça 2007 a quantidade de carga negativa da matéria orgânica e dos minerais é da pela capacidade de troca de cátions CTC ao comparar a CTC da matéria orgânica unificada que é de 400 a 1400 - 1 com alguns minerais do solo
como a Caulinitato de camada uma hora e um minuto que tem CTC de 3 a 159 e a vermiculitato de camada duas horas e um minuto que tem CTC de 115 A 250 kg 2012 entende-se a grande contribuição da matéria orgânica na CTC do solos canelas 2008 soma-se a reatividade a propriedade coloidal da matéria orgânica que é a grande relação área por volume traduzida na área superficial específica a se área disponível para que ocorram reações Químicas Silva é Tchau 2.000 essa propriedade promove a flexibilidade a molécula orgânica favorecendo todas as interações de que ela participa
portanto é através dessas Propriedades da matéria orgânica do solo que ela cumpre as funções no sistema solo plantas organismos a auto-organização desse sistema ocorre em função do fluxo de material orgânico assim como é sobre a superfície do solo em que a complexidade da vegetação evoluir para a construção De nichos em estado sucessivos de aumento da riqueza de espécies vegetais e consequentemente incremento no número de relações não lineares e complexidade da estrutura abaixo da superfície do solo O sistema também se auto organiza em estruturas com complexidade crescente dependendo da magnitude da velocidade da riqueza de compostos
orgânicos oriundos do fluxo de energia e matéria 2011 ou seja da quantidade e da riqueza de material orgânico adicionado ao Sistema a figura 18 Demonstra o processo de funcionamento do sistema solo plantas organismos e a formação das estruturas em nível cada vez mais elevado de complexidade no início do processo o solo se auto organiza em estruturas que vão desde a interação organ mineral até agregados com o tamanho em torno de 0,25 MM durante essa etapa aumento da complexidade da estrutura pois a medida que aumenta o tamanho do agregado aumenta o número de constituintes do Mesmo
o material orgânico oriundo do crescimento radicular dos organismos e dos resíduos vegetais adicionados na superfície em função da poda é o agente estruturante desses agregados sendo assim essas estruturas são constituídas por minerais do solo moléculas orgânicas e nutrientes que estão interagindo tanto com os minerais como com a matéria orgânica a formação de estruturas do solo maiores que zero vírgula 25 MM mais complexas e diversificadas ocorre devido Principalmente a ação mecânica das raízes e das hifas de fungos citosféricos e todo o ambiente resultante dessa interação no entrelaçamento das unidades menores as raízes ao desenvolverem-se se manterem
ativas extraindo solução do solo e isso dando compostos orgânicos somado aos fungos sisosféricos Associados principalmente fungos micorrísicos do tipo vesicular arbuscular e fungos executam a ação de entrelaçar Mecanicamente os agregados menores do solo o ambiente gerado em torno do sistema radicular é altamente rico em compostos orgânicos de fácil utilização pelos organismos endóficos propiciando a estabilização dos macro agregados e o desenvolvimento da vida no solo a qual é responsável pelas reações bioquímicas de ciclagem e disponibilidade de nutrientes dessa forma os macro agregados são formados por minerais microrganismos compostos orgânicos e inorgânicos e Partes de tecido vegetal
numa rede de relações não lineares com alta quantidade de energia e matéria retida na forma de compostos orgânicos caracterizando o nível de complexidade Alto vezane 2011 é importante ressaltar que no início do processo de estabelecimento agroflorestal estado ou na figura 18 a quantidade de matéria vegetal da parte aérea e raízes produzida ainda é pequena e consequentemente a magnitude do fluxo De energia e matéria que entra no sistema solo é pequena outro aspecto importante neste estágio inicial da sucessão é o perfil de solo utilizado pelas plantas e consequentemente organismos como as plantas são de baixo porte
o sistema radicular é mais superficial e o estímulos relações entre os componentes do sistema solo plantas organismos se restringem a camada mais superficial Portanto o fluxo de energia e matéria Que inicia na foto é fonte geradora de organização e complexidade da estrutura do sistema solo plantas organismos a interação entre os componentes do solo das plantas e dos organismos é que resulta a construção de um sistema de produção complexo e capaz de cumprir as funções ecossistêmicas como visto anteriormente em cada nível de complexidade da estrutura surgem as propriedades emergentes desânimo 2011 no caso das agroflorestas o
estado Una figura 18 é quando as plantas presentes estão em início de desenvolvimento onde a magnitude do fluxo de energia e matéria não é alto e o sistema radicular das plantas ainda incipiente com esses componentes as relações não lineares expressam maior presença de micro-agregados que possuem na sua estrutura microporos os quais são capazes de reter a água no solo nessa condição a matéria orgânica está presente apesar de não estar em conteúdo Tão elevado de forma ela está exercendo suas funções de retenção absorção de nutrientes retenção e ou complexação de compostos que podem ser prejudiciais ao
sistema e ao ambiente no entorno e fonte de energia e matéria alimento para os organismos endóficos o estado dois na figura 18 caracteriza-se pelo aumento da riqueza e uso de diferentes estratos de Luz pela vegetação o que reflete no aumento da riqueza e extratos de uso do perfil do solo também estruturas de solo Mais complexa são formadas como resultado da complexidade do sistema radicular e da diversidade da biota o conteúdo de matéria orgânica aumenta gerando propriedades emergentes mais complexas e maior número a medida que a estrutura vegetal se torna mais e mais complexa estado três
na figura 18 a estrutura do solo também se torna mais e mais complexa aumentando as propriedades emergentes e potencializando as funções ecossistêmicas as propriedades Emergentes dessa condição de estrutura complexa de uma forma Ampla São melhoria da estrutura física do solo aumentando a resistência à erosão hídrica eólica relação adequada de microporos responsáveis pela retenção de água e de macroporos responsáveis pela drenagem da água e aeração do solo promovendo fluxos de água e ar adequados maior retenção absorção de nutrientes e aumentando o estoque dos mesmos no sistema maior retenção absorção e complexação de Compostos orgânicos e inorgânicos
que podem ser prejudiciais ao ambiente e com isso atenuando ou até inativando seus efeitos tóxicos ou poluentes aumento na quantidade de nutrientes para as plantas e organismos provenientes dos compostos orgânicos os quais contém elementos essenciais para as plantas na sua composição resultando também no favorecimento da biota da África pela maior quantidade de energia e carbono dos compostos orgânicos aumento da Eficiência da ciclagem dos elementos químicos pelo favorecimento das condições físicas e nutricionais atividade dos microrganismos aumento da diversidade da biota da África e do sistema solo em função da maior quantidade de carbono promovendo condições para
o solo suportar estresses e servir como filtro e tampão ambiental aumento do estoque de carbono evitando a emissão de CO2 para a atmosfera e assim diminuindo o efeito estufa resistência a Perturbações e resiliência do sistema vezani 2011 portanto para atingir esse estado de organização em que as propriedades emergentes são e maior número e funções mais complexas as raízes das plantas são fundamentais as raízes além de adicionar em energia em matéria atuam fisicamente na construção da estrutura complexa é importante ressaltar o grande potencial de adição de matéria orgânica articulada pelas raízes considerando que esse Compartimento da
matéria orgânica do solo é fonte de carbono para os demais compartimentos o que estimula que a matéria orgânica executir todas as suas funções no sistema em função disso O manejo nas agroflorestas é direcionado para ao mentar a riqueza tanto na parte aérea como no ambiente radicular e Em ambos os ambientes a finalidade é estimular diferentes estratos do perfil a diversidade de plantas exerce contribuição pela parte aérea no que se Refere ao uso dos extratos de luz compartilhamento de recursos radiação solar precipitação como vimos nos princípios da sucessão ecológica e exerce contribuição pelas raízes também devido
aos mesmos aspectos uso dos extratos do solo compartilhamento de recursos água e nutrientes do solo e a criação de um ambiente diversos o manejo do solo agruflorestal o manejo do solo Agro Florestal deve refletir a prática de todos os azpectos teóricos Que abordamos até aqui neste livro Por isso nesse momento vamos recapitular brevemente o que vimos a energia e a matéria contida nos vegetais servem de alimento para os organismos do solo então busca-se na Agro Floresta contribuir para a formação da rede de relações não lineares entre estes componentes ao utilizar em essa energia em matéria
e excretando resíduos os organismos fazem fluir tanto a energia como a matéria e com esse fluxo o Sistema agruflorestal se mantém e evoluir neste processo ausência de um grupo de organismos compromete o andamento do fluxo como as agroflorestas assim como sistemas vivos para manterem-se necessitam do fluxo para continuar em vivas o comprometimento do fluxo pode causar prejuízo e decomposição do sistema para que o fluxo de energia e matéria no sistemas ocorrem magnitude e velocidade adequadas é preciso promover e estimular a Diversidade do cultivo de plantas a maior riqueza vegetal promovida pelas agroflorestas proporciona a diversificação
dos organismos vivos presentes e dos sistemas radiculares que variam amplamente em arquitetura magnitude fisiologia compostos estudados e associações com organismos nesse sentido atuam de forma diferenciada nos processos ecológicos entre minerais do solo plantas e organismos favorecendo a dinâmica da estrutura biológica física e Química do sistema sendo assim a diversidade potencializa as relações não lineares entre os componentes e consequentemente a formação de estrutura do sistema mais complexa tanto acima Como abaixo da superfície do solo neste aspecto é importante ressaltar o perfil de uso do solo no siss temas florestais a estratificação vertical das plantas cultivadas em
negociação transfere o uso vertical para profundidade do solo explorada e sendo assim o fluxo de Energia e matéria no sistema ocorre maior área vertical proporcionando que os processos ecológicos ocorram em perfil maior e potencializando uso eficiente dos recursos do meio as árvores por apresentar em sistema radicular mais profundo que as culturas anuais absorvem quantidade significativas de nutrientes do subsolo que são depositadas sobre a superfície do solo via folhas e Galhos caídos o poda ou morte das raízes superficiais Glovery Bear 1986 este processo de translocação aumenta o estoque de nutrientes disponíveis nas camadas menos profundas do
solo assim levando em conta os aspectos já discutidos é importante ainda considerar que em uma floresta diversificada o conjunto de raízes diferentes plantas formam um compartimento especializado em solubilizar e acessar diferentes nutrientes para o sistema e contribuir para a estruturação física e para a vida Do solo a cobertura e a proteção do solo nas agroflorestas é uma premissa importante para garantir a elevada a umidade relativa do ar e a estrutura do solo bem como para reduzir ao máximo a erosão dessa forma procura-se movimentar o mínimo possível solo mantendo e amplificando os nichos ecológicos dos organismos
didáticos e consequentemente a liberação de nutrientes para sustentação da Agro Floresta para este incremento a prática frequente e intensa Da poda é fundamental nas agroflorestas Todo o material podado é cuidadosamente pecado e disposto sobre o solo procurando otimizar o contato entre este material e a superfície com isso a degradação da matéria vegetal é facilitada contribuindo para a maior velocidade da sucessão ecológica do que nas cla de florestas nativas nas clareiras à Queda de árvores ou Galhos não reflete imediatamente no contato entre estes materiais e o solo levando Muito mais tempo para que sejam utilizados pelos
organismos efáticos a estrutura multi certificada de raízes a elevada densidade de plantas após a frequente e a disposição cuidadosa do material podado na superfície promovem condições adequadas para o incremento da matéria orgânica no solo Agro Florestal esta além da importância como reservatório de nutrientes e de seu papel na ciclagem de nutrientes compra a função fundamental de ser fornecedora de Energia e matéria para toda a vida do solo que com sua atividade transformam gradativamente o ecossistema fazendo emergir novas estruturas com propriedades emergentes mais complexas penereiro 1999 avaliou essa transformação do solo comparando propriedades ednáficas em duas
áreas em um mesmo tipo de solo declividade semelhante na mesma Fazenda no sul da Bahia ambas as áreas eram Passos degradados 12 anos antes desse estudo em Uma das áreas foi implantada Agro floresta e na outra ocorreu Regeneração natural que no momento do Estudo estava em estágio médio de regeneração capoeirão apesar de as quantidades de matéria orgânica não diferirem entre as áreas os dados relativos aos teores de acidez E de nutrientes variaram significativamente o que indica que houve diferença na natureza e ou na dinâmica de decomposição do material vegetal na Agro Floresta o PH em
H2O que Mede acidez do solo determinado na camada de 0 e 5 cm foi de 5,6 enquanto que na área de capoeira foi de 5,3 na camada de 5 a 20 cm agrofloresta apresentou o PH de 5,4 e a capoeira de 5,0 os teores de cálcio e magnésio foram significativamente superiores na Agro Floresta porém o elemento que teve a variação mais surpreendente entre as duas áreas foi o fósforo cujo teor na Agro Floresta se apresentou aproximadamente 7 vezes maior na camada De 0 a 5 cm e cerca de quatro vezes maior na camada de 5
a 20 cm discutindo esses resultados A autora coloca aqui no ciclo do fósforo o papel dos microrganismos é fundamental mineralizando as reservas de fósforo orgânico dissolvendo Fontes insolúveis de fosfatos inorgânicos e captando fósforos solúvel em regiões não alcançadas pelas raízes transferindo para as plantas a ocorrência de compostos orgânicos no solo por exemplo Certos oxalatos também pode ser importante nesse processo já que promovem aquela ação do ferro reduzindo disponibilidade desse elemento para reagir com fósforo Jordan 1990 Lima 1994 da mesma forma encontrou maiores teores de fósforo em Sistemas agruflorestais da Várzea amazônica do que em áreas
de roça segundo o autor isso confirma a capacidade destes sistemas de manter a fertilidade do solo com baixa exportação dos nutrientes Condicionada pela manutenção de uma estrutura com vários estratos e pelo tipo de manejo que permite a formação de uma densa camada de matéria orgânica na superfície do solo no âmbito da Coopera Floresta foram realizados recentemente estudos de atributos biológicos físicos e químicos do solo em agroflorestas de 5 e de 10 anos de idade comparando-os com áreas que foram mantidas em Regeneração natural ou seja áreas de florestas nativas em recuperação por 10 anos tanto A
Zag florestas quanto as áreas em Regeneração natural eram anteriormente em tipos de solo e declividade semelhantes Neo solo regolítico e declividade em torno de 40%. nas agroflorestas de 5 e 10 anos uma avaliação qualitativa da fauna que vive na região da superfície do solo por meio de armadilhas de captura indicou 10.126 e 10.781 indivíduos respectivamente enquanto que na área em Regeneração Natural 8.597 indivíduos César 2013 a riqueza de espécies da fauna não variou entre o sistemas porém observa-se um favorecimento no desenvolvimento do número de organismos pelo manejo Florestal o tamanho da biomoça microbiana nas agroflorestas
de cinco anos foi de 686 miligramas de carbono por quilograma de solo na camada de 2,5 cm superficiais do perfil local onde ocorre a maior atividade biológica de Decomposição de material orgânico e ciclagem de ele e atividade dessa microbiota medida pela liberação de gás carbônico CO2 para atmosfera foi de 3,7 MG de carbono na forma de CO2 por quilograma de solo em uma hora nas agroflorestas de 10 anos na mesma camada de 0 a 2,5 cm do solo a biomassa microbiana foi de 478 MG de carbono por quilograma de solo e atividade também foi de
3,7 MG de carbono na forma de CO2 por quilograma de solo em uma hora César 2013 esses dados indicam que as agroflorestas mais jovens são mais eficientes no uso do carbono do solo pois com a mesma atividade incorporaram mais carbono na sua biomassa esse fato é relevante para o sistemas Agro florestais pois indicam a grande capacidade de promover a vida no solo e a consequente execução das suas funções mantendo o sistema ativo e produtivo os dados de decomposição de folhas da Cerapilheira dessas áreas confirmam a dinâmica das agroflorestas mais jovens que refletem as práticas do
manejo mais intenso nas agroflorestas de cinco anos a taxa de decomposição foi de 213 MG por grama de folha em decomposição por dia tendo um tempo de meia vida no sistema de 33 dias enquanto que a taxa de decomposição nas agroflorestas de 10 anos foi de 186 miligramas por grama de folha em decomposição por dia e tempo de meia vida de 30 e sete dias a Regeneração natural teve taxa de decomposição de 181 MG por grama de folha em decomposição por dia e tempo de meia vida de 38 dias se der que 2013 as propriedades
físicas do solo que muito se relacionam com ativi idade da vida demonstraram alta capacidade de quando atividade da água no solo das agroflorestas na camada superficial de 0 a 10 centímetros os valores foram de 1.480 mm por hora para as agroflorestas de 5 anos e 1930 mm por hora para as Agroflorestas de 10 anos choraste 2013 muito mais elevados que por exemplo dados apresentados por Lima ET All 2008 em culturas anuais no sistema plantio direto de 4,39 mm por hora os dados de alta condutividade hidráulica do solo nas Agro florestas são confirmados pela macro porosidade
na camada de 0 a 10 cm que foi de 0,33 e 0,32 metros cúbico de poros por metro cúbico de solo para Agro Floresta de 5 e 10 anos respectivamente valores muito superiores a 0,10 metros Cúbico de poros por metro cúbico de solo limite considerado crítico onde abaixo do qual ocorre prejuízo a produção agrícola Ferreira 2010 pois compromete o adequado suprimento de oxigênio para as raízes e organismos e para drenagem de água no perfil esses resultados são reflexos do sistema radicular das árvores que constroem bioporos interconectados no perfil Quando essas raízes entram em decomposição pelo
processo de renovação das plantas o Espaço que elas ocupavam torna-se poros condutores de água e ar no sistema oferecendo condições para o desenvolvimento de mais vida além é claro de As raízes adicionarem energia e carbono para os organismos do solo em camadas mais profundas o que favorece a atividade biológica e a incorporação de carbono e profundidade na camada de 0 a 60 cm que no caso desse Neo solo regolítico é todo perfil do solo o estoque de carbono não variou sendo que As agroflorestas de cinco anos apresentaram 123 toneladas por hectare as de 10 anos
apresentaram 125 toneladas por hectare e as áreas em Regeneração natural 12 toneladas por hectare se deck 2013 porém o estoque de fósforo em agroflorestas de cinco anos de idade foi de 19,5 kg a um e em agroflorestas de 10 anos foi de 20,9 Kg a menos um enquanto as áreas de regeneração natural por 10 anos foi de 16,6 kg se derk 2013 esses dados são interessantes Pois existe Retirada de matéria vegetal das agroflorestas na forma de produtos para consumo e venda e mesmo assim o estoque de carbono se mantém em nível similar as áreas de
regeneração natural onde não há retirada de carbono na forma de produtos vegetais Além disso de forma análoga aos estudos de Lima 1994 e de penereiro 1999 citados acima é importante notar a importância da dinâmica do fósforo no solo das agroflorestas com os mesmos Estoques de matéria orgânica o conteúdo fósforo é relativamente maior no solo sob o manejo agruflorestal na medida em que as propriedades biológicas físicas e químicas do solução interdependentes uk 2011 é importante notar a similaridade dos ambientes de solo entre Agro florestas e florestas nativas em Regeneração identificadas nos levantamentos realizados os resultados indicam
Justamente que o manejo do solo agruflorestal tendo como premissa aos Aspectos ecológicos apresentados anteriormente torna possível a produção de alimentos em harmonia com os processos de sucessão natural e o fluxo de energia e matéria no solo confirmando a proposição sobre a capacidade do sistemas agroflorestais como sistemas de produção sustentáveis os caminhos da biodiversidade na prática agruf Florestal o manejo da Luz da fotossíntese da poda e do solo tem como produto uma grande variabilidade de Organismos vivos ou seja uma grande biodiversidade assim entender mais detalhadamente alguns processos vitais Associados à biodiversidade é fundamental para este manejo
aproximadamente 3,5 bilhões de anos surgiram as primeiras formas de vida na Terra o estabelecimento de estruturas para codificar a organização da matéria e sua replicação gerou a possibilidade da vida se manter modificações nas estruturas de codificação passaram a Gerar organizações celulares diferentes apesar de muitas dessas organizações não terem sobrevivido ou se replicado aquelas que apresentavam alguma vantagem quanto a adaptação ao ambiente de algum nicho passaram a compor o quadro de biodiversidade cada vez maior ao longo do tempo atualmente o número de espécies em termos comentários é de aproximadamente 1,8 milhão de organismos diferentes considerando somente
os já classificados pelo homem em voo de Watson 1997 para que haja diversidade a necessidade de defeitos aleatórios nos códigos genéticos DNA e RNA chamados de mutações em princípio estes defeitos são prejudiciais ao funcionamento daquela forma de vida entretanto caso a mutação Gere alguma condição que favoreça a adaptação ambiental ou adaptação algum novo nicho existe uma tendência de reprodução e continuidade da forma de vida em questão variações ambientais Representam variações de possibilidades de adaptação assim conforme colocado anteriormente existe uma forte relação entre a biodiversidade e a variação de nichos ecológicos quanto mais espécies convivendo maior
a quantidade de nichos formados e quanto mais nichos mais variabilidade é em florestas tropicais essa variabilidade é mais perceptível ali a maior incidência de energia solar promove maior fotossíntese total e consequentemente maior produtividade Primária ou seja maior produção de matéria vegetal quanto mais matéria vegetal mais energia e maior a capacidade de sustentação de um grande número de espécies quanto maior a complexidade estrutural das florestas maior a diversidade Além disso as maiores temperaturas e humidade nos trópicos geram condições favoráveis para o crescimento e a sobrevivência de numerosas espécies e as taxas de fertilização cruzadas são maiores
nas Plantas Tropicais do que em zonas temperadas Bianca 1966 independentemente das regiões do planeta entretanto por trás da grande variabilidade de espécies existe sempre a contribuição dos mais variados ambientes agindo por dentro dessa grande variabilidade de espécies existe variabilidade genética como uma fábrica de variação possibilitando condições para adaptação das espécies a diferentes Nichos em Médio prazo promovendo estabelecimento de novas espécies é em função destes aspectos que hoje o termo biodiversidade não é considerado apenas como indicador do número de espécies envolve além da diversidade de espécies a diversidade genética e a diversidade de comunidades e ecossistemas
wri e o cnu 1992 a diversidade genética não depende só de mutações e da seleção dos diferentes ambientes para se estabelecer Variações geradas por mutação em um determinado indivíduo podem ser levadas a outro indivíduo da mesma espécie ou a outros locais por meio da migração dessa variação esta migração é também conhecida como fluxogênico nos vegetais a polinização e a dispersão de sementes são os principais responsáveis pelo fluxo e é dessa forma que variações genéticas tem mais chance de se manifestar e manterem seus efeitos podendo ser selecionadas em diferentes Ambientes em florestas tropicais a maior parte
do fluxo gênico dos vegetais depende da contribuição de animais envolvidos na polinização e dispersão de sementes para contribuir com estes processos os animais se alimentam de estruturas vegetais frutos néctar pólen etc possibilitando sua própria sobrevivência reprodução e variabilidade portanto se existe uma contribuição da variação ambiental à biodiversidade por meio da seleção de indivíduos mais Adaptados a diferentes ambientes a biodiversidade é também produto de um esforço coletivo ou uma ajuda mútua entre diferentes espécies quando as plantas por razões anatômicas fisiológicas ou de isolamento geográfico tendem a autopolinização ou a polinização entre indivíduos geneticamente iguais O que
é chamado de endogamia a tendência é que se fixa em determinadas características genéticas em uma população em um dado espaço ao Longo do tempo a diversidade genética nas populações de uma determinada espécie pode vir ainda de crescer pelo chamado efeito gargalo ou deriva genética a deriva genética significa redução da variabilidade genética em uma população na medida em que nem todas as plantas da espécie produzem flores nem todas as flores produzem estruturas reprodutivas nem todo pólen chega ovários nem toda semente chega ao solo nem toda semente que chegou germina nem Toda planta que germina fica adulta
aqui os animais também atuam pela predação ou parasitismo eliminando flores frutos sementes ou plantas inteiras especialmente insetos e fungos são especializados em promover este efeito formando um conjunto de mais de um milhão de espécies mais da metade do número global de espécies já classificadas várias espécies de insetos e fungos contribuem na adaptação de organismos vegetais Alimentando-se justamente daqueles que apresentam disfunções fisiológicas em situações de estresse hídrico de luminosidade ou de desequilíbrio nutricional O que é geralmente consequência de uma planta de determinada espécie estar fora de seu nicho ecológico adequado as plantas acabam mantendo uma grande
quantidade de aminoácidos Livres em suas estruturas celulares reduzindo as ligações proteicas entre eles insetos e por terem Dificuldades em quebrar proteínas em aminoácidos acabam preferindo se alimentar de plantas com aminoácidos Livres chabolçou 1999 mesmo considerando a potencial redução da diversidade genética em nível local promovida pela autopolinização pela polinização entre indivíduos geneticamente iguais e pelo efeito gargalo essas forças acabam contribuindo para a diversidade global de genes e de espécies pois conduzem a formação de população geneticamente Diferentes entre si em diferentes locais em situações de não resistência à variações ambientais ou situações contínuas de não adaptação contudo
podem ocorrer extinções locais das espécies conforme exposto a diversidade genética de uma determinada espécie vegetal em suas várias populações é resultado da ação das forças de mutação seleção endogamia e efeito gargalo permeadas pelas variações ambientais de nichos ecológicos bem como pela ajuda de Animais fotuema 2002 ajuda mútua entre animais e plantas não é Entretanto a única contribuição do esforço coletivo de diferentes formas de vida para a promoção da biodiversidade cada indivíduo é produto da Ajuda mútua entre diferentes células que por sua vez são produtos da Ajuda mútua entre diferentes estruturas celulares Além disso muitos indivíduos
dependem de uma estreita relação de ajuda mútua com outros organismos para sobreviverem os seres Eucariontes por exemplo ou seja as espécies cujo núcleo da célula está envolvido por uma membrana a membrana nuclear foram provavelmente originadas a partir da simbiose entre duas células de diferentes organismos de origem semelhante é a presença de cloroplastos em células vegetais ou de mitocôndrias em animais e vegetais e amamura 1996 a presença de microrganismos no digestivo de insetos possibilita sua elevada resistência em situações de Estresse nutricional a evolução de espécies de vegetais superiores não pode prescindir da simbiose entre plantas pequenas
e micorrizas mamíferos herbívoros de grande porte não podem viver sem microrganismos atuando na digestão de acordo com Price 1991 o número de espécies originadas destes tipos de ajuda mútua constitui Provavelmente em torno de 54% das espécies atualmente existentes no planeta a hipótese da Ajuda mútua ou da Simbiose como um dos caminhos da evolução foi proposta por lei marbolismo Em um nível mais amplo ajuda mútua gera efeitos imprescindíveis à Vida coletiva sem insetos por exemplo realizando polinizações e predações ou sem aves morcegos e roedores dispersando sementes provavelmente não haveria exuberância das florestas tropicais sem bactérias fixadoras
de nitrogênio a formação de proteínas nos organismos terrestres seria inviável sem florestas tropicais Ou sem os organismos dessas florestas as condições climáticas seriam completamente diferentes e inadequadas à existência da vida isso porque ajuda muito a entre os componentes da biodiversidade foi moldando ao longo de bilhões de anos as proporções exatas dos diferentes gases na atmosfera o que por sua vez regula as condições adequadas de umidade temperatura luminosidade e de tantos outros fatores abióticos em proporções e níveis precisos para a Biodiversidade continuar existindo e evoluindo a biodiversidade portanto não é constituída somente pelas diferentes estruturas genéticas
de espécies e de comunidades e ecossistemas as diferentes formas e estruturas dependem de uma imensa e variada quantidade de relações e processos vitais que foram moldando e sendo moldados pela vida nos últimos 3,5 bilhões de anos conforme colocado no início desse livro rosete ao 2006 fazem Uma analogia da Conservação da biodiversidade com a música indicando que para que haja uma Sinfonia não basta instrumentos é preciso que eles sejam tocados em um conjunto harmônico utilizando outra analogia ainda que menos poética pode se colocar que sem softwares de nada adiantariam os hardwares na informatização em meio a
essa imensa complexidade de vida na Terra os efeitos da presença humana passaram a ser mais expressivos Nos últimos 10 mil anos Especialmente nos dois últimos séculos após a revolução industrial em outras palavras temos tocados sons distorcidos em uma Sinfonia que vinha harmônica por muito tempo a drástica redução e modificação de habitats a poluição a sobra exploração de recursos naturais e a disseminação de doenças têm sido apontadas como os principais fatores de redução da biodiversidade nós e sushi 1997 o primeiro deles é de longe o mais Impactante além dos efeitos diretos da destruição de ambientes naturais
sobre a biodiversidade quando são realizados desmatamentos ou outras formas de destruição de habitats ocorre também a fragmentação das paisagens naturais a fragmentação tende a interromper Justamente a força microevolutiva mais efetiva para a promoção da biodiversidade a migração ou fluxo o efeito da fragmentação vai além das áreas desmatadas influenciando os Fragmentos florestais a dentro pelo chamado efeito de borda ou seja a variação de insolação ventos umidade ciclos biogeoquímicos e relações ecológicas criada na borda entre os fragmentos e as áreas desmatadas pode influenciar fortemente a biodiversidade no interior dos fragmentos que restam laurancetti ao 2002 na primeira
década do Século 21 mais de 13 milhões de hectares de florestas foram convertidos para outros usos no mundo fao 2011 a Extinção de espécies hoje é da ordem de 100 mil vezes maior do que em qualquer período geológico mas é Tchau 1995 myer 2001 assim Atualmente as espécies têm sido extintas em um índice muito maior do que o de geração de novas espécies em 2000 Além disso ajuda mútua entre os seres vivos muitas vezes a redução de densidades populacionais ou a extinção de determinada espécie em uma comunidade afeta várias outras se em uma floresta Tropical
uma população de Bromélias é dizimada por exemplo perdem-se muitos pequenos ecossistemas já que o acúmulo de água entre suas folhas é berço de várias espécies de anfíbios e de invertebrados se uma população de palmiteiros Marte é retirada uma grande quantidade de alimento em forma de pólen frutos deixa de existir na comunidade colocando em risco várias espécies animais que dele dependem o manejo da biodiversidade em Sistemas Agroflorestais considerando que a existência das diferentes formas vivas em nível genético de organismos e de paisagem são consequência da atuação das forças micro-evolutivas de processos vitais e de relações ecológicas
o fazer agruforestal busca aprender e reproduzir possibilidades para essa atuação conscientemente em meio a otimização de condições para amplificação da biodiversidade em conjunto com a amplificação da complexidade da Estrutura e da fertilidade do solo e dos nichos ecológicos é que se gera um produtos de interesse para auto consumo ou comercialização conforme colocado anteriormente já algum tempo se sabe que uma das causas da maior biodiversidade nos trópicos é a maior produtividade primária nestas regiões Bianca 1966 quanto mais fotossíntese mais matéria vegetal quanto mais matéria vegetal maior a disponibilidade de para sustentar uma maior variabilidade e Quantidade
de organismos é por este motivo que se busca a otimização da produtividade primária desde o início da implantação de uma agrofloresta o plantio de faixas de gramíneas entre os canteiros florestais ver parte dois desse livro tem a função principal de alimentar a biodiversidade agroflorestal em seus primeiros anos quando se faz o manejo da poda em agroflorestas mais maduras o objetivo é fabricar comida para Agro Floresta o material podado é Cuidadosamente ofertado ao solo e a planta podada produzirá mais matéria vegetal que será novamente utilizada em uma nova poda este manejo está alinhado com os processos
de dissipação de energia que geram auto-organização da vida como abordamos anteriormente é a energia dissipada pela prática da poda que gera condições para o sistema complexificar a estrutura e evoluir em funcionalidade outro conhecimento já consagrado literatura científica é a Relação entre a estratificação do ambiente florestal e a biodiversidade quanto maior o número de extratos maior a diversidade de organismos a estrutura vertical da vegetação chega-se sobrepor a produtividade primária na determinação da diversidade local ricless 2003 o uso de recursos animais e vegetais destes diferentes estratos foi Ainda é comum em várias comunidades humanas que vivem em
ambientes florestais os índios Kui no Alto Xingu por exemplo identificam oito Extratos verticais da floresta a partir dos recursos de caça e de coleta que estão presentes em cada andar Carneiro 1987 os índios Caiapó no baixo Xingu direciona o manejo Florestal para otimização da produção de espécies de interesse em cada um desses extratos pose 1984 no momento do planejamento da Agro floresta é fundamental curto médio e longo prazos quais espécies poderão ocupar adequadamente os Diferentes estratos o plantio organizado e simultâneo dessas espécies é a ação principal para garantir uma Agro Floresta o mais completa e
produtiva possível em seus vários andares ao longo do tempo todo o esforço de manejo bem como a preocupação em garantir fornecimento de energia e matéria viva para agrofloresta São praticamente os mesmos em uma área completa ou em uma área em que o os extratos estiverem pouco ocupados Na verdade o Magro Floresta com poucos extratos ocupados tende a Gerar mais esforço de manejo especialmente de Capina seletiva assim erros de planejamento da estratificação no momento da implantação da Agro Floresta podem acabar representando grandes custos energéticos fazendo uma analogia errar no planejamento da estratificação é como construir um
prédio de apartamentos com vários andares criando infraestrutura e fazendo manutenção para moradia em todos eles Mas mantendo muitos dos mesmos sem ocupação no planejamento do plantio além da preocupação quanto a estratificação é muito importante a inserção de espécies que em seu conjunto possam participar em múltiplas relações ecológicas e processos vitais existem espécies especialistas em solubilizar fósforo no solo outras capazes de se associar a bactérias fixadoras de nitrogênio outras que alimentam grande número de polinizadores outras que fornecem frutos A uma grande quantidade de animais a coexistência de múltiplas capacidades de relações e processos tende amplificar a
quantidade de nichos ecológicos incrementando a biodiversidade em outras palavras quanto maior a variação de relações e processos no conjunto das espécies maior a diversidade funcional da Agro Floresta pois maior o funcionamento do ecossistema informação dias e cabido 2001 tinha uma ética ao 200 outro aspecto que se leva em conta No momento do plantio é buscar ofertar ao ambiente agruflorestal uma ampla variabilidade genética de cada espécie implantada considerando especialmente a pressão de seleção do ambiente e o efeito gargalo conforme já colocado na natureza as plantas produzem muito mais sementes do que o número de plantas que
se tornam adultas Face assim também nagro Floresta planta-se uma grande quantidade de sementes de cada espécie preferencialmente originadas de Diferentes matrizes ou plantas mãe dessa grande quantidade parte não germinar outra parte germinar ou parasitada e outra parte ainda poderá ser retirada no manejo da Capina seletiva ou da poda Caso seja adequado ao favorecimento da biodiversidade e aceleração do processo sucesscional aqui é importante considerar também a potencialidade de diversidade de usos de cada espécie de várias plantas de uma determinada espécie na agrofloresta algumas serão Direcionadas para produzir o produto de interesse sejam eles frutos flores sementes
ou folhas outras podem ser transformadas em adubo em artefatos ou outros produtos ao longo de seu crescimento finalmente a retirada das plantas ao final de seus ciclos de vida ou no momento em que a sucessão ecológica demande favorece também a biodiversidade na medida em que acelera a criação de novos nichos mais uma vez percebe-se claramente nesse processo a Capacidade da prática grupo Florestal dissipada energia e Auto organizar o sistema em níveis de maior complexidade criando condições adequadas aos processos vitais tanto acima quanto abaixo do solo além do plantio adensado de um grande número de espécies
que irão ocupar diferentes estratos e serão manejadas para diferentes usos a biodiversidade das agroflorestas é incrementada a partir da promoção de plantas úteis ao processo O incremento da diversidade funcional que germinam naturalmente na área em outras palavras cabem nas agroflorestas tanto as plantas que foram plantadas quanto aquelas que vem da Regeneração natural muitas das quais são cuidadas e promovidas intencionalmente nas agroflorestas de agricultores Associados à Coopera Floresta foram identificadas 194 espécies de plantas arbutivas ou arbóreas pertencentes a 59 famílias botânicas 89% destas espécies são de ocorrência natural no domínio fitogeográfico do bioma mata atlântica de
acordo com o banco de dados do Jardim Botânico do Rio de Janeiro sem ao 2013 B nestas Agro florestas além de haver elevada diversidade vegetal as plantas que formam esta diversidade apresentam elevada densidade sendo em média 6.400 por hectare em alguns estudos realizados em áreas de florestas secundárias na na região do bioma mata atlântica Capoeiras E capoeirões de diferentes idades e que usaram metodologias e quantidades de área estudada parecidas com a usada no levantamento citado foram identificadas em geral de 80 quase 200 espécies intensidades variando entre 1000 a 3.000 plantas por hectare turismo 1995 cineschetti
2011 assim a diversidade de espécies de plantas nas agroflorestas do Alto Vale do Ribeira é semelhante ou maior do que em Floresta secundárias Nativas no bioma mata atlântica Além disso as Agro florestas tendem apresentar maior densidade de plantas essas características em conjunto com outros aspectos relacionados ao manejo das Agro florestas já comentados neste livro fazem das Agro florestas sistemas produtivos com alta taxa de fixação do carbono atmosférico e Crescente evolução da fertilidade do solo nesta evolução em todas bases os processos de dissipação de energia e auto-organização da matéria Se complementam em níveis crescentes de complexidade
como demonstra a figura 19 é importante lembrar aqui que apesar de essas agroflorestas tituírem na base da produção da segurança alimentar e da renda dos Agricultores Associados à Coopera Floresta a cobertura mais comum do solo das propriedades são Capoeiras florestas secundárias em estágio Inicial e médio de regeneração de diferentes tamanhos e idades conforme já colocado de acordo com Os relatos dos Agricultores da floresta Agro florestas implantadas em áreas de capoeiras tendem a ser muito mais férteis e mais fáceis de se tornarem completas por outro lado os agricultores identificam nas Capoeiras espaços de produção de sementes
que serão naturalmente ficam nestas áreas espaços de vida de animais importantes florestas especialmente pássaros e abelhas que trazem sementes e contribuem na polinização estas características são Consideradas importantes para o aumento da diversidade e da produção das agroflorestas Além disso vários agricultores afirmam que semeiam nas Capoeiras diferentes espécies especialmente o palmito Jussara e eventualmente manejam espécies que ficam próximas as trilhas da propriedade sem ao segunda milésima décima terceira deixar as Capoeiras crescerem e enriquecê-las com espécies facilita doras portanto faz parte de fazer Agro Floresta seja para manter matrizes seja como fonte de fertilidade e espécies para
uso futuro em Agro florestas a serem implantadas aqui é importante destacar o fato de que manter agroflorestas e cá poeiras mescladas na propriedade formando o mosaico de áreas manejadas em Regeneração respectivamente e de diferentes idades e tamanhos estratégia fundamental para a permanência do sistema de produção é favorecer a dinâmica entre os processos De dissipação de energia e auto-organização que geram vida complexidade e evolução às agroflorestas na experiência grupo Florestal faça um efeito de borda ao contrário agroflorestas e Capoeiras Ao serem mantidas em um mosaico de áreas contribuem umas com as outras com sementes pólen proteção
contra o vento cobertura Florestal do solo e vários outros efeitos positivos para o aumento da biodiversidade e da conservação Ambiental em outras palavras as Capoeiras e agroflorestas se entrelaçam crescendo em valores ambientais Por estarem próximas umas das outras figuras Além disso é interessante observar que a rotação de áreas entre agroflorestas e Capoeiras desenvolvida quase duas décadas pelos agricultores Associados à Coopera Floresta gera uma relação entre estes dois tipos de áreas de praticamente quatro hectares de capoeiras para um hectare de Agro Floresta conforme já abordado anteriormente o manejo das Capoeiras e das Agro florestas rotacionado no
tempo e no espaço constitui-se no sistemas agroflorestais dos Agricultores Associados a Coopera Floresta considerando os aspectos de biodiversidade e auto-organização da vida discutidos anteriormente este manejo é responsável pela amplificação da biodiversidade em nível de paisagem ou ecossistema e tem sido de grande Importância para a recuperação de áreas degradadas no Alto Vale do Rio Ribeira entre Paraná e São Paulo linhas Gerais para praticar grupo Florestal na primeira parte deste livro foram discutidos brevemente alguns conceitos relacionados à Ecologia de forma aplicada a prática Agro Florestal os conceitos são a base a estrutura de qualquer prática norteando as
ações entretanto conceitos são diferentes de receitas e não há receita para o manejo Agruflorestal estão embutidos na prática grupo Florestal conhecimento e a percepção da dinâmica ecológica que se constitui na busca constante do diálogo com a natureza no processo de intervenção o fato de não haver receitas entretanto não pode ser pretexto para não implantar uma Agro Floresta por falta de método com base nessa premissa o texto a seguir traz alguns aspectos relacionados ao método de implantação e manejo agru Florestal baseado na Experiência das famílias agricultoras e dos técnicos da Coopera Floresta em Barra do Turvo
SP e Adrianópolis em região de ocorrência do bioma mata atlântica apesar de essa experiência Já está quase completando duas décadas ela está em constante renovação descobrindo sempre novas possibilidades de práticas de manejo por outro lado a riqueza dessa experiência é muito maior do que é possível registrar em poucas páginas assim o texto a seguir que aborda seis Aspectos da prática grupo Florestal não pode ser considerado uma referência completa de um processo produtivo consagrado mas um roteiro geral contendo apenas alguns aspectos importantes a partir de uma experiência acumulada na prática Agro Florestal identificando o espaço para
a prática grupo Florestal no processo de diálogo com o ambiente o fazer Agro Florestal não exige do mesmo espaço diferenciado antes de tudo é preciso perceber o que Fazer em cada espaço para isso é importante identificar características do solo do relevo do clima e da vegetação no local onde se implantará Agro Floresta nessa identificação a questão central é compreender o que os processos vitais estão fazendo e com que ferramentas para o incremento de fertilidade e diversidade Este incremento é realizado de forma coordenada cooperativa e sequencial pelos consórcios de seres vivos que Ocorrem em cada espaço
em cada consórcio tem aptidão máxima para viver e melhorar o ambiente na etapa em que ocorre naturalmente durante a jornada da Vida em direção a maior fertilidade e biodiversidade assim a identificação da vegetação em diferentes combinações a partir das variações de características de solo e de relevo é essencial nas etapas iniciais da sucessão ecológica a pequena capacidade de armazenar a água e a falta de minerais no solo que regulam A atividade vegetal não possibilitam a captação máxima de energia solar nem mesmo se fosse possível serem disponibilizados nutrientes em quantidade suficiente nestas condições a produção de
matéria vegetal de baixa digestibilidade pelos microrganismos é condição imprescindível para o acúmulo da matéria orgânica que possibilitará o aumento da capacidade produtiva do ambiente as plantas típicas destes consórcios e etapas produzem Justamente este tipo de matéria vegetal que se caracteriza por elevada a quantidade de carbono em relação à quantidade de nitrogênio figura 21 nas fases iniciais de sucessão sejam elas iniciadas por uma clareira natural ou uma ação antrópica plantas de espécies herbáceas aparecem em muito maior densidade do Que espécies arbustivas e estas em maior densidade Que espécies ao crescerem rapidamente em alguns ciclos depositam matéria
orgânica no solo e Criam condições para ativação de diferentes consórcios de microrganismos no solo em estágios intermediários de sucessão as espécies herbáceas especialmente das famílias das e das asteraces Margaridas já não existem em alta densidade dando lugar a consórcios em que prevalecem arbustos e uma densidade um pouco maior de plântulas de árvores na floresta umbrófila densa da Mata Atlântica esse é o momento em que espécies como jaguarandi boemeria Caudata SW a paripa SP as carquejas SP e outras espécies aparecem em maior densidade o trabalho destas espécies cria condições abaixo e acima do solo para que
consórcios em que as árvores se sobressaem possam existir identificar que consórcios estão ocupando no ambiente de trabalho é fundamental para determinar práticas de manejo Florestal visando entrar no processo de sucessão sem retroceder em suas etapas e sem artificializar condições do ambiente Para forçar consórcios de etapas posteriores Em Curto Prazo assim é importante perceber que espécies das quais suas formas de vida e suas características de adaptação ao ambiente é importante também perceber Como variam os consórcios de pré Tás no relevo em ambientes decleosos Geralmente se acumulam solo e matéria orgânica em locais de microelevo côncavo nestes
locais consórcios vegetais típicos de etapas mais avançadas da escalada da Vida se desenvolvem ao lado dos consórcios típicos de etapas anteriores que estão estabelecidos nos locais de micro relevo convexo ali atraem e alimentam animais estimulam consórcios de microrganismos do solo que aos poucos dinamizam e fermentam a evolução de todos os sistemas em locais onde a maior quantidade de água no solo os consórcios também se diferenciam exibindo espécies herbáceas e arbustivas frequentemente com folhas Maiores e criando condições para o aparecimento de árvores mais rapidamente Desde que não haja condições de excesso de água impedindo a presença
de ar no solo quando a este excesso são outros os consórcios e o aparecimento de espécies arbóreas em geral mais lento a orientação do relevo em relação ao sol também determina variações nos consórcios de plantas locais em que a maior exposição a luz do sol em várias regiões chamados de Face tendem a Apresentar processos mais acelerados pois tem mais acesso à energia solar e a fotossíntese locais mais sombreados que recebem menor incidência Luminosa chamados de contraface tendem apresentar consórcios e espécies diferentes e uma velocidade menor de sucessão destes Consórcios no processo de perceber os diferentes
consórcios de plantas que existem em cada local identificar o histórico de uso da área também é fundamental Estágios iniciais de sucessão em uma clareira por exemplo apresentam espécies e consórcios bem diferentes do que estágios iniciais de sucessão em áreas agrícolas nestas últimas muitas vezes o uso do Fogo de agrotóxicos ou de máquinas pesadas terão forçado a desestruturação e a redução da fertilidade do solo exigindo o trabalho mais intenso e por mais tempo de graminhas samambaias e asterácias para ativação da vida microbiana do solo e Para o aparecimento de espécies adaptadas a estágio sucesscionais mais avançados
em uma clareira na floresta as características endásticas e de umidade assim como a riqueza do banco de sementes no solo determina uma maior velocidade de sucessão e características diferenciadas nos consórcios implantadas em áreas que anterior florestas ainda que em estágios iniciais de sucessão tendem a ser muito mais produtivas e biodiversas Especialmente Nos primeiros anos do que agroflorestas implantadas sobre áreas que eram pastagens ou lavouras em levantamentos fitossociológicos realizados em agroflorestas no âmbito da Coopera Floresta essa diferença pode ser percebida comparando-se duas agroflorestas conduzidas por agricultores diferentes porém próximas uma da outra com o mesmo tipo
de solo e declividade e relevo semelhante ambas foram avaliadas com seis anos de idade Uma delas foi implantada diretamente sobre pastagem e a outra foi implantada sobre uma capoeira floresta e Regeneração de 8 anos de idade que cresceu sobre a pastagem após a retirada do Gado Floresta implantada sobre a capoeira apresentava muito maior estoque de carbono e incremento anual de carbono além de uma grande quantidade de espécies nativas sobre manejo de poda e rebrota além disso a agrofloresta implantada diretamente sobre a pastagem Também exigia muito mais trabalho de poda e deposição do material podado sobre
o solo para o incremento da fertilidade sem ao 2013 B assim como o histórico de uso a proximidade da área em que vai se implantar uma Agro Floresta áreas florestais também influencia fortemente a disponibilidade de sementes e propagos que irão se estabelecer favorecendo o processo sucessional e incrementando a fertilidade além dessas condições a Exposição maior ou menor da área incidência de ventos influencia diretamente na manutenção da umidade no ar e no solo o que afeta também a velocidade de sucessão e as características dos consórcios portanto perguntar ao ambiente as características de cada consórcio em cada
local é fundamental para a implantação da prática grupo Florestal definindo especialmente onde de que forma começar além de obter respostas no próprio Ambiente é importante perguntar ao conhecimento Ecológico local tudo que for possível no sentido de entender as ferramentas dos processos vitais em cada região reconhecendo que este tipo de pergunta é feito constantemente por quem vive em relação mais direta com o ambiente natural agricultores em geral detém um enorme conhecimento sobre os consórcios de plantas que ocorrem na região sobre adaptação de cada espécie cultivada a cada tipo de solo ou de Relevo e sobre suas
relações ecológicas entre tantos outros saberes resgatar e promover este saber na prática grupo Florestal é fundamental e sem mecanizada de canteiro Florestal de João Amorim Amorim segunda milésima terceira uma vez identificadas as características ambientais do espaço para a implantação da Agro floresta é importante dimensionar o tamanho da a ser implantada para este dimensionamento além das características do ambiente é Importante considerar a capacidade de mão de obra para o trabalho na área na medida em que na prática Agro Florestal a produção se dá tanto no espaço horizontal quanto no perfil vertical é mais interessante otimizar o
trabalho em áreas menores do que implantar áreas maiores em que o manejo deixa a desejar por falta de tempo ou de mão de obra isso também possibilita a implantação de um conjunto maior de agroflorestas na propriedade aproveitando as diferenças De consórcios de solo e de Estágios de sucessão para amplificação da variedade de produtos produzidos na experiência das famílias agricultoras da Coopera Floresta esta pré missa vem reduzindo o tamanho e aumentando o número das agroflorestas implantadas ao longo do tempo figura 24 agroflorestas de 12 anos ou seja aquelas iniciadas há 12 anos tem área grande e
foram feitas em pequena quantidade florestas jovens de 0 a 4 anos de idade Tem área pequena e hoje são em grande quantidade enquanto o número de agroflorestas cresceu 605% nos últimos 16 anos a área média das agroflorestas reduziu 52,4% de 2,90 hectares para 1,38 hectares nesse mesmo período na determinação do local e do tamanho da área ser implantada é de grande importância levar em conta também a disponibilidade de sementes e mudas não vale a pena implantar áreas grandes Tendo-se poucas sementes e mudas disponíveis entretanto mais do que contribuir para a determinação do tamanho da área
de agrofloresta que será implantada a definição das espécies que serão plantadas deve ser a base do planejamento Agro Florestal este planejamento deve refletir com cuidado o acúmulo de informações percebidas sobre o ambiente em que Agro Floresta será implantada dessa forma o planejamento das espécies deve estar baseado em Primeiro lugar na aptidão das espécies de interesse para ocupar nichos e cumprir papéis ecológicos semelhantes aos dispes nativas da região em seus diferentes consórcios assim indivíduos de mamão carica papaya L podem ocupar nichos de indivíduos de embaúba vermelha cecropia SP indivíduos de café cofea e arábica L podem
ocupar nichos de indivíduos de pariparoba ppsp nichos de indivíduos de palmito Jussara podem ser ocupados pelo adensamento da Própria espécie assim além de se produzirem espécies de interesse mantém-se e amplia-se a diversidade funcional no espaço a origem das mudas e das sementes a serem utilizadas é um aspecto fundamental a ser considerado é estratégia da natureza a produção de diversidade e estratégia geral das plantas a geração de sementes com variabilidade genética dentro desta ampla a natureza seleciona Características genéticas adequadas a cada ambiente assim é importante que na medida do possível sejam utilizadas sementes de várias matrizes
da própria região sejam de espécies nativas ou de culturas ou frutíferas comerciais e imitando-a natureza sejam plantadas muito mais sementes manivas ou propagos do que se espera que haja um indivíduo germinados e adultos na Agro Floresta como cada microambiente em que cada semente será depositada no solo tem Condições biológicas físicas e químicas diferenciadas e como cada semente contém potencialmente características genéticas diferentes a combinação das características genéticas as diferentes condições ao que promover a germinação e o estabelecimento dos indivíduos por isso a necessidade tanto na natureza quanto na Agro Floresta de uma disponibilidade genética Grande a
primeira vista usar muito mais sementes adultos Liberados Pode parecer um contrassenso ou algo que tende a aumentar o custo de implantação Todavia o custo de produção de mudas é imensamente maior e Existe uma grande percentagem de perda de mudas nas mais diferentes espécies quando Estas são levadas a Campo justamente por não adaptação ao microambiente natural em que são plantadas assim na implantação agruflorestal tende-se a priorizar o plantio por mudas daquelas espécies em que o plantio por sementes é Pouco viável é o caso de espécies frutíferas comerciais tais como a lichia os Citrus o pêssego a
maçã etc cujo melhoramento genético reduzou inviabiliza a germinação a campo em função da perda de rusticidade não se trata com tudo de negligenciar o plantio por mudas pode se optar por esta forma de plantio também quando se pretende a realização de enxertos para a produção precoce de frutos ou quando se deseja uma variedade específica ou ainda por Técnicas ou ecofisiológicas a bananeira por exemplo não produz sementes a mandioca e outras raízes e caules tuberosas dificilmente se estabelecem por plantios por sementes etc a seleção das espécies a serem implantadas deve levar em conta o estabelecimento gradativo
das mesmas em diferentes consórcios ao longo do tempo no momento da implantação da Agro Floresta plantam-se todas as espécies ao mesmo tempo mas não se espera que todas Cresçam na mesma velocidade e nem que ocupem todas os mesmos extratos a Coopera a floresta tem utilizado o método simples de seleção baseado na visualização dos diferentes consórcios nos diferentes extratos ao longo do tempo este método consiste em usar uma tabela como está demonstrado na tabela 5 onde as linhas representam os diferentes estratos e as colunas representam passe portanto de um planejamento de Sucessão e estratificação da agrofloresta
é importante deixar claro que as espécies indicadas na tabela 5 contos tituem apenas um exemplo utilizando-a como tal apesar do planejamento de plantiovira localizar as diferentes espécies em diferentes estratos e consórcios todas as espécies são plantadas ao mesmo tempo o café por exemplo ocupará o extrato baixa a partir de um ano de Agro Floresta diferentes espécies de citros ocuparão diferentes Estratos em diferentes cidades e todas as outras espécies constantes na tabela serão plantadas ao mesmo tempo aqui reside a arte e o conhecimento sobre os habitats os nichos e as relações ecológicas a velocidade de crescimento
e as características de altura e arquitetura de cada espécie é aqui também que exige a oportunidade de trazer ao espaço produtivo um número grande de espécies para diversidade funcional para a Segurança alimentar e para diversificação da renda proceder este planejamento dessa forma é visualizar os diferentes Extratos da agrofloresta ao longo do tempo a produtividade da agrofloresta ser implantada Depende de um planejamento mais preciso possível e que leve em conta a diversidade de espécies em cada extrato e em cada consórcio por mais que sempre seja possível introduzir na Agro Floresta novos indivíduos de novas espécies em
Diferentes épocas o nicho ecológico desocupado ocupado por uma espécie de características semelhantes não pode ser preenchido imediatamente por um indivíduo que vai ser implantado o nicho que poderia ser ocupado por uma Laranjeira adulta por exemplo está vazio ou ocupado por uma espécie menos interessante do ponto de vista produtivo ou ecológico não permanecerá naquele espaço esperando uma muda de laranjeira crescer Mágico naquele espaço ocupado por ela já será outro para a maioria dos Agricultores da Coopera Floresta quando uma Agro Floresta implantada sem um bom planejamento muitas vezes é melhor renová-la quando isso é feito disponibiliza-se uma
enorme quantidade de alimento para biota do solo via poda drástica do material vegetal instala-se uma Agro floresta mais completa e mais bem planejada O que é em geral mais interessante do que ir completando aos Poucos uma vez definido o local para implantação da Agro floresta e tendo as sementes manivas propagos e mudas em mãos é importante iniciar o preparo da área como fazer agrofloresta envolve a facilitação do processo de sucessão ecológica o primeiro passo na implantação é em geral a Capina seletiva a Capina seletiva difere da Capina convencional para limpeza da área pois elimina somente
as plantas que já cumpriram seu papel na sucessão e Precisam dar lugar a outras e não todas as da área conforme já colocado na natureza transição entre diferentes consórcios não se dá de forma abrupta levando por vezes anos para acontecer Face a Capina seletiva após entender que espécies já cumpriram ali o seu papel no processo successional observando a área e tendo conhecido as características ambientais da região na Capina seletiva estes indivíduos são retirados e depositados sobre o solo de preferência Manualmente nessa deposição é importante cuidar para que indivíduos de espécies com facilidade de pegamento sejam
colocados sobre folhas ou Galhos cortados na Capina evitando o contato direto com solo e consequentemente sua Regeneração caso a implantação seja realizada em uma área em estágio bem inicial de sucessão como por exemplo uma área coberta por braquiária ou outras gramíneas a Capina seletiva pode ter um elevado custo nestes casos pode ser Preferível iniciar com o plantio direto de leguminosas ou concentrar a implantação agruflorestal em núcleos menores em agroflorestas a serem implantadas neste tipo de situação especialmente em áreas relativamente grandes pode-se optar pelo preparo do solo com subsolagem mecanizada utilizando uma só arte nas linhas
Onde serão plantadas as árvores e de mais plantas canteiros para potencializar a capacidade de fotossíntese no plantio Agro Florestal e ao mesmo tempo utilizar como aporte a energia e os nutrientes acumulados pela sucessão ecológica anterior ao plantio podem-se Total ou parcialmente as árvores e arbustos existentes no local picando os Ramos e Galhos de suas copas e cortando os troncos em pedaços de aproximadamente meio metro 50 cm este material será utilizado para o aprimoramento da formação de nichos ao longo do processo sucesscional a partir da intervenção Agruflorestal em outras palavras tomam-se de empréstimos nutrientes e a
energia e organizados pela vida naquele espaço Como investimento para um nível mais complexo de organização a partir da agrofloresta uma vez realizada a Capina seletiva e o corte poda das árvores e arbustos definem se os locais onde serão estabelecidos os canteiros agroflorestais os canteiros são locais especialmente preparados para receber as sementes e propagos em alta densidade e De forma organizada usualmente tem se elaborado canteiros de um a 1,2 metros de largura para facilitar seu manejo e de comprimento igual ao comprimento da área entre um canteiro e outro é usual manter um espaço de aproximadamente 3,5
metros o direcionamento dos canteiros deve ser preferencialmente de forma perpendicular a linha do movimento do Sol o que permitirá a otimização da incidência da luz solar nas plantas porém outro critério importante para o Direcionamento dos canteiros É colocá-los no sentido do declive da área que favorecerá e facilitará em muito manejo das plantas pois curva-se menos o corpo para se colocar as mãos no chão assim o direcionamento dos canteiros deve procurar Balancear a otimização da incidência Luminosa e a facilidade de manejo figura 26 a ideia da implantação de canteiros acompanhando declive da área Pode parecer estranha
a primeira vista pois De acordo com as boas práticas de conservação de solos a construção de canteiros deve ser feita de forma perpendicular ao declive é importante ter em mente Todavia que os canteiros implantados na Agro Floresta bem como os espaços entre os canteiros são completamente cobertos com elevada quantidade de matéria vegetal já no momento do plantio e que a área será rapidamente coberta por plantas vivas produzindo o sistema radicular ativo em Alta densidade Além disso conforme será detalhado adiante serão colocados pedaços de troncos sobre os canteiros que este sim ficarão perpendiculares ao relevo dessa
forma esta prática não favorece a erosão do solo após a delimitação do espaço para os canteiros segue-se a sua implantação propriamente dita primeiramente raspa se cuidadosamente o cisco ou material vegetal retirado na Capina seletiva sobre a área dos canteiros que no caso Específico do espaço dos canteiros tende a ser de todas as plantas ali presentes isso se faz com enxada ou ancinho procurando retirar o mínimo possível da camada superficial de solo junto com cisco porém mesmo com todo cuidado uma certa quantidade de solo acaba se misturando ao cisco este solo originário da camada mais superficial
tende a ser de alta atividade biológica e de grande fertilidade e não pode ser desperdiçado Portanto amontoa-se o material retirado Reservando para uso posterior estando o espaço dos canteiros sem cobertura de plantas soltas 14 cm de profundidade com solo solto montam seus canteiros procurando manter as bordas mais elevadas do que a área Central visando direcionar a água da chuva e os nutrientes mobilizados pela decomposição da matéria orgânica para o centro dos canteiros figura 27 elaborados os canteiros inicia-se o plantio neste momento é impor te lembrar Que será semeada ou plantada uma quantidade muito maior de
sementes e mudas do que se espera que germine ou vive em longo prazo na Agro Floresta Portanto o espaço do canteiro receberá uma grande densidade de sementes ou mudas seja Considerando esta condição seja aproximando espécies companheiras Ou seja ainda evitando que o manejo de podem colheita das espécies cada uma seu tempo afete negativamente as outras plantas que permanecerem o mapeamento Adequado do plantio nos canteiros é de grande importância este mapeamento consiste em desenhar o delineamento e a forma do plantio de cada espécie nos canteiros antes de sua efetivação buscando otimizar a ocupação do espaço acima
e abaixo do solo em cada fase da sucessão agruflorestal tendo como eixo de planejamento a otimização da Captação da energia solar no sistema da ocupação de diferentes nichos ecológicos e da Ampliação das relações ecológicas neste Desenho é importante considerar por exemplo Que espécies de diferentes estratos que ocupam diferentes espaços verticais acima e abaixo do solo podem e devem ser plantadas no mesmo espaço horizontal o que otimizará captação da energia solar no sistema ao longo do tempo entretanto o espaçamento entre espécies cujas copas ocuparão o mesmo extrato no mesmo estágio Floresta deve ser bem calculado evitando
a competição entre as mesmas este cuidado deve ainda Ser maior no plantio de mudas prevenindo em Médio prazo a necessidade de retirada de árvores em com com que representaram muitas vezes um elevado custo para aquisição de suas mudas outro aspecto a ser considerado é a arquitetura das raízes das espécies a serem implantadas em conjunto com a arquitetura da parte aérea de cada uma caule subterrâneos ou raízes tuberosas como inhame carábatas ou mandioca por exemplo ocupam um grande espaço no solo o Direcionamento do plantio dessas espécies deve considerar Qual espaço será ocupado e que no momento
da colheita sua desocupação momentânea não deve afetar o início do desenvolvimento de outras espécies especialmente de fases subsequentes da sucessão Isso deve ser levado em conta inclusive no ângulo e no sentido de direcionamento das manivas e propagos nos canteiros espécies de hortaliças de ciclo mais curto Todavia que serão colhidas antes e Que não afetem no momento da colheita o desenvolvimento dos tubérculos podem ocupar espaços próximos altura das Folhas dessas espécies no espaço a ser ocupado por elas e no período de seus ciclos permitam a otimização do aproveitamento da luz solar já espécies como as Abóboras
e feijões por outro lado ocupam uma parte considerável do espaço sobre o solo com sua grande quantidade densidade de folhas se o plantio dessas espécies for Feito muito próximo a outras espécies com ciclos de vida semelhantes a tendência é que esta sejam dominadas e venham a perecer no mapeamento é importante considerar Ainda Que espécies que preferem o sol da manhã devem ser plantadas no lado leste do canteiro ocorrendo o contrário para espécies que se adaptam ao sol da tarde no delineamento do plantio a preocupação em ocupar diferentes nichos ecológicos a partir da diversidade do mesmo
é também De grande importância visando contribuir para a otimização da organização dos processos vitais em níveis cada vez mais complexos a título de exemplo o Guandu é uma espécie herbácea arbustiva de ciclo curto que produz raízes fortes e profundas trazendo para sua parte aérea nutrientes de regiões do solo inacessíveis por outras plantas de ciclo curto após seu crescimento A poda da parte aérea trará para as regiões superficiais do solo estes nutrientes Assim como disponibilizar aos organismos do solo sua energia acumulada favorecendo novos níveis de organização do sistema a ocupação de diferentes nichos possibilita amplificação das
relações ecológicas que por sua vez amplificam a quantidade e a diversidade de nichos em uma retroalimentação energética e estrutural diferentes espécies de gramíneas e asterácias por exemplo a ocuparem com suas raízes das camadas superficiais do solo tendem a Desenvolver associações como ecorrizas estas associações além de garantir em maior disponibilidade de absorção de água do solo para estas plantas são muito efetivas para disponibilização de fósforo no solo nutriente geralmente presente mais indisponível um solo com mais fósforo disponível permite o desenvolvimento de várias outras espécies que ocuparam outros nichos e participaram em outras relações ecológicas assim é
fundamental Identificar as possibilidades de ocupação de nichos de forma associada às relações ecológicas que as espécies a serem implantadas poderão fazer parte o plantio de espécies facilitadoras ou seja justamente aquelas com uma grande quantidade e variedade de relações ecológicas em potencial é muito importante os aspectos aqui considerados são apenas alguns exemplos de cuida dos a tomar no mapeamento dos plantios nos canteiros em última análise devem ser Considerados conforme já colocado todos os aspectos que possam influenciar na otimização da ocupação dos espaços horizontais e verticais na ocupação de diferentes nichos ecológicos na potencialização de ecológicas e
na otimização da captação de energia solar para o sistema isso tudo considerando a adaptação de cada espécie ao solo clima e relevo da área uma vez uma piada o plantio inicia-se o mesmo tendo como Regra geral plantar Primeiro as espécies De mudas ou propagos maiores cuja implantação exige a maior envolvimento do solo para não bagunçar o canteiro mudas de árvores devem ser plantadas após a abertura de covas dentro do canteiro que podem ser feitas com cavadeiras manuais ou mecanicamente após as árvores plantam-se os propágulos e as manivas como mandioca cará gengibre por exemplo e após
as sementes das diferentes espécies a cada espécie plantada marca-se o local de plantio no Espaçamento definido para evitar sobre posições inadequadas e desenvolvimento de solo em locais em que a semeadura já tem ocorrido em geral realiza-se o plantio de sementes e mudas ao longo do eixo central canteiro em uma pequena faixa de 8 a 15 cm de largura nas margens dessa faixa Central quando a disponibilidade de material colocam-se cuidadosamente lado a lado e de forma perpendicular ao eixo do canteiro pedaços de troncos das Árvores de Aproximadamente meio metro cortados na área ou em áreas próximas
quando não se tem madeira disponível pode-se utilizar qualquer outro tipo de material orgânico esta intervenção tem cinco funções principais um proteger o solo do canteiro da insolação direta e da erosão dois ativar a vida microbiana no espaço do canteiro a partir da disponibilização de matéria orgânica e do estímulo as relações ecológicas da microesofalda do solo Bactérias fungos minhocas etc que passam a usufruir direta ou indiretamente desta grande quantidade de material orgânico criando constantemente novos nichos ecológicos no solo e incrementando sua três proteger a área central do canteiro onde ocorreu o plantio do estabelecimento das espécies
herbáceas de ocorrência natural especialmente gramíneas 4 contribuir para o direcionamento da água da chuva em baixa velocidade e em nível para a parte Central do canteiro e cinco estabelecer o início de um ambiente de solo Florestal mais adequado ao desenvolvimento das mudas e sementes plantadas na prática a colocação dos troncos na forma descrita procura imitar em parte o processo de renovação das florestas a partir de clareiras nas clareiras a Regeneração Florestal ocorre utilizando entre outros recursos o material orgânico das árvores caídas na imitação deste processo nas Agro Florestas contudo busca-se acelerar o processo de sucessão
dispondo o material vegetal da forma mais organizada possível e diretamente em contato com solo figura 28 uma opção a ser considerada no mapeamento do plantio é a colocação de solo preferencialmente o solo retirado junto com o cisco no delineamento dos canteiros ocupando o espaço superior entre dois pedaços de troncos ao longo de todo o canteiro este Solo Rico em Fertilidade pode ser usado para o plantio de espécies de ciclo curto figura 29 a presença dessas espécies também favorecerá decomposição do material orgânico a formação de novos nichos ecológicos e o estabelecimento de novas relações ecológicas na
área na experiência da Coopera Floresta o produto do plantio em um canteiro Agro Florestal é um banco de sementes propagos e mudas muito denso e diversificado contendo dezenas de Espécies realizado o plantio nos canteiros é hora de cuidar do plantio no espaço entre os mesmos conforme já colocado entre um berço e outro Costuma se manter um espaço de aproximadamente 3,5 metros de largura que deverá ser maior em casos de menor fertilidade do solo e ou estágios bem iniciais de sucessão ecológica neste espaço em que foi feita a Capina seletiva o objetivo é otimizar a formação
de matéria vegetal a partir da Captação de energia solar fotossíntese em outras palavras o que se quer neste espaço é uma bomba de disponibilização de carbono e outros nutrientes para o sistema utilizando espécies adaptadas a fazer isso a pleno sol em geral as espécies que melhor fazem isso são as gramíneas de mim tabolismo C4 em função de suas adaptações morfofisiológicas as gramíneas tendem a apresentar uma alta taxa fotossintética convertendo gás carbônico e matéria vegetal Em ambientes abertos esta matéria vegetal contém também vários nutrientes absorvidos do solo além da alta capacidade de fotossíntese Enquanto houver incidência
solar direta na área algumas gramíneas suportam cortes A cada dois ou três meses que podem levar ao solo uma grande quantidade de material orgânico rico em carbono e de mais nutrientes considerando estes aspectos plantam-se neste espaço graminhas de rápido crescimento no âmbito da Coopera A floresta tem sido utilizado neste plantio principalmente o capim-pié e o capim Colonial Mombaça plantado por sementes uma terceira adulta dessas espécies pode fornecer centenas de propagos planta-se o capim a cada metro ou mais densamente possível de acordo com a disponibilidade de propagos e a capacidade de mão de obra junto com
capim pode se plantar adubos verdes especialmente leguminosas como crotalária Guandu etc e asteráceos como Margaridão por exemplo como que se quer nesta área entre os canteiros é produzir matéria vegetal em grande quantidade para disponibilização de material orgânico e nutrientes para agrofloresta a quantidade diária ser disponibilizada para este fim deve ser tanto maior quanto menos fértil é o solo em experiências de manejo agruflorestal iniciadas pela Coopera Floresta nos municípios da Lapa PR e Ribeirão Preto SP estão sendo utilizadas faixas de 6,8,4 metros de largura onde além de capim e adubos verdes implantam-se espécies arbustivas e arbóricas
rústicas com grande capacidade de produção de matéria vegetal e rebrota a rápida e densa cobertura dessa área além de constituir uma fábrica de material orgânico Que fornecerá nutrientes quando decompor acaba por controlar outras espécies de rápido crescimento e de difícil controle especialmente na medida em que ocupam o espaço e a Possibilidade de captação de luz solar dessas espécies figura 31 realizado o plantio na área entre os canteiros finaliza-se a implantação da agrofloresta cobrindo todo o solo com folhas e Galhos picados obtidos a partir do corte das Árvores existentes na área cobrem-se tantos canteiros quanto os
espaços entre os canteiros usando proporcionalmente mais material de cobertura sobre os canteiros essa prática além de proteger o solo da Erosão contribui para a ativação da vida no solo e otimiza o aproveitamento do espaço três manejo inicial do Capim e das espécies de ciclo curto em um período de dois a quatro meses após a implantação da Agro Floresta a área entre os canteiros tende a estar totalmente coberta pelo capim e se for o caso pelos adubos verdes quando o capim-piei já apresentar dois nós maduros em seu caule é o momento do primeiro corte corta-se o
Capim com facão e depositam-se as folhas sobre os canteiros é importante ter o cuidado de cortar a parte debaixo das Folhas cortadas em geral a terça parte do comprimento e depositá-las na própria área do Capim como capim pega muito facilmente caso a parte basal das Folhas seja colocada nos canteiros é possível que ele enraiza ali competindo com as espécies plantadas por outro lado esta prática contribui com alguma reposição de material orgânico na área entre os Canteiros após o primeiro corte é possível realizar novos cortes A cada dois a três meses no âmbito da Cooper a
floresta prefere se fazer o corte do Capim na época de lua minguante o que favorece a rebrota cada corte representa aproximadamente 1,7 kg de matéria vegetal seca sendo depositada por metro quadrado ou 17 toneladas de matéria vegetal seca por hectare pega o etial 2013 junto com capim a cada corte Cortam-se também os adubos verdes que já atingiram a fase adulta colocando sua matéria vegetal sobre os canteiros figura 34 quando existem condições adequadas de fertilidade do solo e a deposição de uma grande quantidade de material orgânico durante o primeiro ano da Agro floresta é possível manejo
intenso de colheita das espécies de ciclo curto especialmente hortaliças se os canteiros foram bem planejados e implantados a colheita das hort no Primeiro ano tende a pagar com sobras o trabalho de implantação da agrofloresta Sem dúvida o trabalho mais intenso na mesma a colheita das hortaliças deve ser feita com todo o cuidado procurando não revirar o solo e evitando danificar plântulas de outras espécies especialmente das árvores que estão crescendo por baixo delas qualquer espaço que venha ficar exposto ao sol após a colheita deve ser coberto com folhas sejam provenientes da área do Capim ou de
outros manejos figura 35 quem faz Agro Floresta sabe que só exposto é um convite para o estabelecimento de capins que fazem na natureza a função de mantê-lo coberto se a área central do canteiro foi densamente plantada essa área não será ocupada por capins nem os de origem da Regeneração natural nem o capim plantado a grande cobertura com pedaços de tronco ou outras fontes de material orgânico entre a área Central dos canteiros e a Área do Capim plantado garante este relativo isolamento Especialmente na fase inicial de desenvolvimento da agrofloresta outra função muito importante dessas linhas de
pedaços de tronco neste momento é a facilitação do manejo da área estas linhas servem como caminho e base para o manejo evitando o pisoteio de plantas e a exposição do solo figura 36 além do manejo de corte e deposição do Capim e de colheita escalonada dos Produtos da Agro Floresta o manejo também envolve um cuidado especial com a Capina seletiva Especialmente nos primeiros anos da Agro Floresta retirando plantas de espécies de Fases iniciais da sucessão e promovendo plantas de Estágios mais avançados Além disso várias espécies tanto plantadas quanto provenientes de regeneração natural podem e devem
ser parcialmente podadas gerando material orgânico para uso nos canteiros se liberando a entrada De luz para os estratos mais baixos as copas das árvores e arbustos provavelmente estarão criando condições de sombreamento que alteram o nicho adequado ao desenvolvimento do Capim que foi plantado assim como das gramíneas em geral dessa forma o capim que cumpriu a grande função de produzir matéria vegetal e incrementar os processos vitais no início da Agro Floresta vai deixando o sistema naturalmente nessa época praticamente também já não existem Pedaços de troncos nos canteiros uma vez que estes já foram transformados pela biota
do solo além disso a combinação das plantas provenientes dos plantios nos canteiros com as plantas promovidas pela Capina seletiva fora deles vão retirando gradativamente da paisagem as linhas dos Canteiros quatro manejo de agroflorestas maduras texto elaborado utilizando como base o filme implementação manual e semi mecanizada de canteiro Florestal de João Amorim Amorim segunda milésima décima terceira entrar em uma Agro Floresta com alguns anos de vida é como entrar em um quarto que se arruma constantemente quem vem manejando a área sabe onde está cada espécie Pois cada planta proveniente do plantio ou da Regeneração natural foi
plantada em monitorada por meio das capinas seletivas e das podas desde a implantação da Agro Floresta assim como quando se vai arrumar um quarto um manejo em uma agrofloresta madura não Pode começar com grandes operações em um quarto por exemplo não se deve mudar os móveis de lugar sem arrumar a cama antes ou retirar de cima dos móveis objetos que atrapalham a arrumação assim como quando se vai arrumar um quarto Florestal são feitas as atividades simples e óbvias primeiramente começa-se apenas seletiva retirando do sistema aquelas plantas que já produziram que já cumpriram seu papel na
sucessão e estão em fase final de vida agindo dessa forma Está se acelerando o processo de sucessão ecológica retirando espécies que não se adequam mais aos novos nichos criados pela própria sucessão dessa maneira o manejo constante evita a estagnação do sistema é importante lembrar que cada planta retirada deve ser picada e colo cada sobre o solo evitando-se colocar as espécies que pegam ou rebrotam facilmente em contato direto com o mesmo essas plantas devem ser colocadas sobre Galhos ou folhas Podados de outras espécies como solo descoberto é um convite para o estabelecimento de espécies herbáceas pioneiras
especialmente gramíneas deve-se cobrir com o material vegetal proveniente da Capina seletiva especialmente os espaços descobertos e mais expostos a luz solar por outro lado já que tanto a Capina seletiva quanto a poda promoverão entrada de luz no sistema atingindo inclusive andares mais baixos da agrofloresta e estimulando o Crescimento de espécies herbáceas pioneiras é preciso ter bastante cuidado para realizar uma Capina realmente efetiva retirando todas as plantas que não devem mais estar no sistema uma Capina seletiva bem feita evita ter que voltar a se fazer capinas desnecessárias na área reduzindo em muito trabalho ao longo do
tempo é importante Estar atento na Capina seletiva a possibilidade do uso de várias plantas retiradas que geram propagos ou mudas que poderão ser Utilizados na implantação de outras florestas por outro lado é provável que várias plantas provenientes da Regeneração natural estejam ocupando nichos não ocupados por indivíduos de espécies plantadas mantê-las ou promovê-las pode ser interessante para aumentar as relações e os nichos ecológicos na área ou como possíveis fontes de material orgânico Se for este caso e se suportar podas recrutando ainda em nicho adequado pode se Aproveitar o material podado para adubação da área ou pode-se
simplesmente manter o indivíduo para uma nova avaliação em um próximo manejo feita Capina seletiva e conservando as plantas que se deseja manter é hora de fazer as podas voltando a comparação com a arrumação de um quarto qualquer proposta de algum novo arranjo dos móveis tem alguns limitantes dados pelo próprio espaço do quarto por exemplo sabe-se de antemão Que não é possível colocar o guarda-roupa na parede da janela e nem a cama fechando a porta é possível ainda que o móvel grande não venha caber no quarto A não ser que saiam outros menores mas que podem
ser essenciais em uma Agro Floresta não é possível retirar as árvores do espaço juntamente ocupado por elas e este é um limitantes a ocupar outros espaços verticais estratificando as suas copas sempre respeitando a vocação ecológica da Planta ou extrato que ela ocupa em seu ecossistema de origem que pode ser inferido por contínua a observação e avaliação em outros locais Esta é a questão chave do manejo com base na percepção da sucessão ecológica da Agro Floresta a partir da identificação no local das espécies que estão formandos diferentes consórcios e extratos é preciso perceber Qual o extrato
ideal a ser ocupado por cada planta ao longo do tempo com isso em mente procura-se Conduzi-las especialmente pela poda a estes extratos trata-se de um ajuste a cada momento de manejo procurando realizar atividades que leva em cada planta ao seu extrato ideal em outras palavras o processo de sucessão ecológica indica as fases anterior atual e potencialmente futura da Agro Floresta sendo que determinados consórcios de espécies estão ou estarão presentes em cada uma delas a sucessão portanto é o resultado do trabalho do sobre as Espécies e sobre agrofloresta como um todo a estratificação por outro lado
é um detalhamento do processo de sucessão ecológica no espaço vertical ou colocado de outra forma o resultado da ação do tempo na estrutura vertical da agrofloresta figura 38 entender e perceber a oportunidades de intervenção para incrementar a ocupação do espaço vertical ao longo do tempo é fundamental para o manejo isto porque uma de suas funções principais é Justamente potencializar alguns arranjos espaciais contando com a força da sucessão ecológica e do crescimento das espécies assim após realizada a Capina seletiva o manejo se resume principal mente onde diálogo com cada planta nagro Floresta trazendo questões como será
que esta planta está no lugar certo será que devo conduzir sua Copa para outro andar da agrofloresta Será que preciso retirá-la porque a substituta dela naquele extrato já está pedindo Passagem qual a função dessa planta neste momento e futuramente na for mas são de nichos e relações ecológicas e que relações e nichos são desejáveis qual a altura que sua Copa deve estar em Médio prazo qual a altura que estarão ou deverão ser conduzidas as copas das Árvores adjacentes qual a intensidade de luz que otimizará a produtividade dessa planta como posso podar as árvores adjacentes para
facilitar essa entrada de luz dialogar dessa forma olhando para Cada planta sob vários ângulos e trazendo para este diálogo conhecimento sobre as características de cada espécie determina que tipos de podas deverão ser feitas 4.1 poda de estratificação conforme colocado acima cada planta tem o seu extrato ideal ou seu andar a partir do espaço horizontal que ela ocupa na agrofloresta e considerando as plantas das diferentes espécies ao seu redor faça a poda de estratificação para Estimular que cada planta ocupe realmente o extrato adequado em uma situação em que estejam por exemplo próximas entre si uma planta
de café um Citrus e uma canela ocupando com suas copas o mesmo extrato vertical é importante realizar podas que as estratifiquem adequadamente pode se cortar a cabeça o meristema bical do café estimulando que ele forme uma grande saia e que não cresça mais verticalmente podar os Ramos mais baixos Da canela e se conveniente podar Galhos de árvores é adjacentes que estejam impedindo a chegada de luz da sua Copa estimulando o seu crescimento vertical e manter os Citrus realizando se for o caso uma poda de frutificação figura se a canela for podada mais abaixo antes da
formação dos Galhos a sua rebrota irá competir no mesmo extrato com Citrus ou mesmo com café se o café for podado em seus ramos laterais e não meristema pical a tendência é que ele cresça Verticalmente competindo com Citrus assim o sucesso produtivo e Ecológico da Agro Floresta depende da distribuição adequada de luz em cada extrato tendo a poda de estratificação como principal ferramenta 4.4 poda de frutificação a poda de frutificação é um tratamento um cuidado com as árvores visando facilitar a produção de flores e frutos em geral quanto mais arejada estiver a Copa maior a
possibilidade de produção e ao mesmo Tempo menor a possibilidade de ataque de fungos e insetos assim é importante retirar os galhos que estão mais velhos ou senecentes os galhos doentes e os galhos que se sobrepõe a outros mais V Além disso Ramos ladrões ou Galhos chupões ou seja aqueles Galhos mais grossos que tendem a crescer retos mais verticalmente também devem ser retirados evitando-se a perda de energia da árvore além destes critérios Gerais é importante atentar para as Características próprias de cada espécie em relação à produção de flores e frutos para se fazer uma poda adequada
existem espécies que só produzem Ramos do ano outras que só produzem Ramos que já completaram um ano e outras que só produzem Ramos mais velhos adequar a poda de frutificação a estas características é fundamental também é de grande importância procurar conduzir por meio da poda a um formato da Copa próximo ao formato natural da espécie 4.3 poda de eliminação a poda de eliminação é feita quando existem ouvem a existir duas ou mais plantas ocupando com suas copas o mesmo espaço horizontal e cuja extrato ideal é o mesmo ou seja plantas próximas umas das outras cujas
características indicam que levam ocupar o mesmo extrato na Agro Floresta exigem uma avaliação de qual ou Quais delas devem ser mantidas e quais devem ser eliminadas Diferentemente da poda de estratificação neste caso não há como Estratificar com sucesso as plantas pois elas ocuparão o mesmo extrato competindo entre si na avaliação de Qual planta manter é importante considerar aspectos de diversidade função ecológica produtividade e opções de uso e renda normalmente opta-se por retirar a espécie típica das etapas anteriores e deixar a espécie típica das etapas futuras muitas vezes é fácil perceber esta opção visto que a
seleção natural tende a deixar mais saudável o indivíduo Da Etapa futura de sucessão É bom lembrar que podas de eliminação fazem parte do planejamento ainda que de forma indefinida quanto a cada espécie ou planta conforme descrito anteriormente no momento do plantio semeiam-se ou plantam-se muito mais sementes propágulos ou mudas do que se espera de plantas adultas buscando garantir uma disponibilidade genética e de adaptação das espécies agrofloresta quanto maior a variação de usos e funções ecológicas Que uma espécie pode representar maiores as possibilidades de aproveitamento das podas de eliminação 4.4 cuidados na poda apesar da avaliação
de que tipo de poda fazer depender de um diálogo com cada planta é importante que cada intervenção considere como ficará o conjunto das plantas na Agro Floresta de forma otimizar a entrada de luz em todos os andares ou extratos para tanto é sempre interessante que a estrutura da agrofloresta esteja No próximo manejo Além disso conforme propõe got 1995 deve-se atentar para a planta existente abaixo daquela que será podada que irá substituí-la no próximo consorcio dessa forma leva-se em consideração tanto a planta que vai ser podada quanto a planta que sofrerá as consequências dessa poda já
que a poda interferirá na disponibilidade de luz espaço e oferta de material orgânico para o sistema no manejo da poda é relevante também considerar que árvores Muito altas podem dificultar em muito manejo assim deve se atentar para a altura máxima das árvores que se quer manter buscando cortar seus meristemas apicais quando elas atingirem essa altura no caso de árvores madeiras essa poda contribui também para ir engrossando a árvore na medida em que se favorece a atividade dos meristemas secundários é considerável lembrar que ao entrar em uma Agro Floresta madura para manejá-la deve se levar diferentes
Ferramentas de poda a poda de estratificação e a poda de eliminação podem ser feitas com facão A diferença é que na poda de estratificação o corte deve ser muito bem feito e de baixo para cima evitando que haja lascas no corte isso favorece a rebrota e evita a entrada de fungos bactérias insetos no caule já na poda de eliminação o corte deve ser feito mais rente ao solo possível figura 41 lascando a madeira justamente para reduzir a chance de Rebrota já poda de frutificação precisa ser feita de forma mais precisa com tesoura de poda ou
serrote de mão podas de Galhos de árvores que se pretende usar a madeira devem ser feita Cedo Ou seja no momento certo para não formar nós e de forma precisa o material podado originário de qualquer poda deve ser bem pecado e colocado sobre o solo neste processo é imprescindível além de cobrir partes do solo eventualmente sem vegetação distribuir o mais Homogeneamente possível material Lembrando que as raízes estão potencialmente em toda a projeção da Copa das árvores e não somente ao pé das plantas finalmente é fundamental ter em mente que é por meio das podas que
a luz solar deve chegar aos vários estratos da Agro Floresta assim as podas realizadas seja de que tipo for devem otimizar essa entrada de luz eventualmente é necessário realizar todas específicas para este fim 5 completando agroflorestas no manejo das agroflorestas muitas vezes a Capina seletiva e a poda geram espaços que podem ser ocupados por outras espécies conforme já comentado o ideal é que estes espaços sejam previstos no planejamento do plantio entretanto em várias situações é possível e interessante a implantação de novas espécies ao longo do tempo e do manejo visando completar os andares e nichos
ecológicos da agrofloresta assim é Primordial Estar atento a essas possibilidades no sentido de incrementar Quando possível os processos vitais e a produtividade seis renovação da agrofloresta ao longo do tempo e em função das práticas de manejo as espécies arbóreas vão dominando o espaço agruf Florestal sobrando pouco espaço e nichos ecológicos para espécies herbáceas de interesse com exceção de espécies herbáceas adaptadas ao sombreamento como Taioba e açafrão por outro lado muitas vezes o manejo de poda e colheita em agroflorestas mais velhas quando estas não foram manejadas para evitar que fiquem muito altas passa a ser feito
com alguma dificuldade quando exige a subida em arbores altas quando o sistema é muito incompleto quanto a ocupação dos nichos ou quando manejo vai se tornando difícil é importante avaliar a pertinência de renovação da Agro Floresta Total ou parcialmente Se for Este caso procede-se da mesma forma que na implantação Entretanto a mobilização dos processos vitais e o incremento de diversidade de fertilidade desempenhado durante o manejo promoverão um nível muito mais elevado de organização da energia e das estruturas vitais na próxima como é possível perceber fazer agrofloresta não é estritamente implantar culturas agrícolas dentro da floresta
o Magro Floresta implantada e Manejada é o produto de várias intervenções cuidadosamente planejadas e executadas que visam aproveitar os processos vitais do local para o próprio incremento da Vida em outras palavras é importante ter em mente que agrofloresta busca aproveitar e cooperar de forma inteligentes processos vitais este aproveitamento se faz a partir de muita observação e cuidado traduzidos em múltiplas intervenções adequadamente planejadas Tendo isso como premissa pode Se dizer que em um sentido amplo Floresta de fato plantar é fazer agricultura é dialogar com a natureza tendo como campo de trabalho os processos vitais da Floresta