Fala pessoal, tudo bem? Novamente aqui para mais um episódio do João Mes Entrevista, esse nosso espaço que a gente sempre conversa com aprovados, aprovada, gente muito interessante que tem algo para compartilhar, conhecer a trajetória, conhecer a jornada e saber como estudou. É o momento para você encontrar não só inspiração, mas também encontrar orientação de estudo. Comigo tá hoje aqui a Rute Araújo Viana. Rute, muito obrigado por ter aceitado o convite e tenho certeza que vai ser um tempo muito bacana. Ah, eu que agradeço o convite do fase. É um prazer estar aqui com vocês. Sei
que inúmeros alunos estão nos assistindo e é sempre enriquecar com cada um de aqueles concurseiros que estão na jornada ruma à provação. Para mim é maravilhoso. Muito legal, Rut. Então, vamos lá, vamos começar. A gente quer saber tudo. A gente quer saber como é que foi a tua trajetória. Você é juíza de direito e eh como foi chegar à magistratura? Você da faculdade até lá, você fez outros concursos, foi só magistratura? Você advogou? Não advogou? Ha, a questão? você que tem uma questão familiar aí, uma questão de composição familiar que foi um dado importante na
sua trajetória e, enfim, como é que foi aí a tua história? Nossa, foi desafiador. Eu acredito que é desafiador para todos que almejam o concurso da magistratura, tá gente? Eu não conheço uma pessoa que disse assim, foi fácil, é lógico que cada jornada é diferente. Eh, a minha teve alguns percalços aí, alguns obstáculos que eu tive que eh ultrapassar. E ela não foi uma jornada só para a magistratura. Eu queria isso durante a faculdade, tá? Eh, meu sonho era ser juíza durante a faculdade, até porque quando a gente entra na faculdade é muito mais fácil
você entender o papel do juiz do que o papel, por exemplo, de um de justiça, o papel de um defensor público. Eh, a gente assiste ali aqueles seriados, então a gente vê muito jogador, apesar da gente também ver advogados e tudo, mas eu sabia que eu queria concurso e aí eu me familiarizava mais com o poder judiciário. Então, eu sempre soube que eu queria uma estrutura. Eu nunca pensei em Cargoneio. Eh, eu sempre pensei já em isto para ser juiz. Acontece que, eh, a gente sabe que não só de sonhos vive o homem, né? Eu
eu gosto de dizer, a gente às vezes, né, fica no mundo da lua, mas às vezes a gente tem que colocar o pé no chão na maior parte das vezes. E na medida em que eu fui aprovada eh na OAB, em primeiro lugar, eu quis fazer essa prova para saber como é que eu tava no meu estudo e eu e eu ia advogar enquanto estudava para concurso, eh eu vi que não era uma coisa simples, né? Então, eu Tive minha primeira aprovação eh no concurso público paraa empresa de Correios e Telégrafos para advogada. E eu
fiquei assim, nossa, muito fácil, passei de primeira, como é que pode, né? sendo que eu tinha aquela visão otimista de um campiro eh que não foi muito bem informado eh de quanto é complicado. Então não adiantou de nada porque aquela inovação nunca chegou nem perto da nomeação. E foi nessa trajetória, nesse amadurecimento de estudo que eu fui percebendo que o meu sonho não tava tão próximo, né, do que eu imaginava. Eu sabia que ia requerer muito mais de mim do que eu durante a faculdade estava disposta a me doar, sendo que eh eu comecei estudando
então para com um curso assim completamente desimpedida, eh no sentido, eu posso até mesmo dizer financeiro e familiar, porque eu morava com meus pais e meus pais me davam, eh, sim um apoio para eu poder estudar pro meu concurso. né? Então eles sabiam que eu queria estudar pro concurso e eu não sentia nenhum obstáculo, mas eu sempre fui uma pessoa que precisava preencher minha rotina, senão eu não conseguia estudar. E aí eu passei no mestrado, eh, e eu conciliava o mestrado ali, eh, também paralela, mas pouco ali, muito mais focado realmente em estudar do que
advogar. Eu fiz isso mais ou menos durante dois anos, que foi o período do meu mestrado. Eh, mas muitas coisas aconteceram desde então. Eu comecei a ter as minhas primeiras aprovações nas primeiras etapas ali, passei no concurso, por exemplo, para cartório, sendo que essa rotina, né, era muito louca, eh, porque eu estudava tanto pro mestrado como pro concurso e advogava ali no que dava, porque também queria um dinheirinho. Enfim, é difícil, é difícil explicar a logística. A gente acredita que é muito desafiador assim pensar, mas eu sempre ia vivendo a vida como se eu dissesse
assim: "Não, eu vou fazer o máximo que eu posso com o que eu tenho". E eu era muito disposta na época, né? Eu era muito disposta. acontece que eh quando eu terminei aquele mestrado, que eu comecei a sentir que meu nível no concurso estava melhorando, eu já estava preparada para pegar aquele tempo que eu tinha disponível do mestrado para estudar, porque querendo ou não, era um tempo que eu passava amanhã dedicada ao estudo, mas um estudo muito mais receptivo, a, né, a gente fala do estudo que não é uma metodologia ativa, mas uma metodologia passiva
de aprendizagem. você recebe o conteúdo para estudar. Então, como ali eu já tava adaptada a estudar, eu peguei: "Não, opa, agora eu tenho manhã tarde para estudar". E eu comecei a estudar de manhã e de tarde. Então eu comecei a obter ali minhas primeiras aprovações, sendo que nesse interregno, não é? Eh, eu Engravidei do meu esposo e eu tive a minha primeira filha, que é a Serena. Você, deixa eu te fazer uma pergunta. Você chegou a tomar posse no cartório? Não, não tome posse no cartório do Rio Grande do Norte. Cheguei a escolher a serventia,
mas não posse. É, não tomei posse. Eu quando descobri que tava grávida da Serena, eh, eu tinha passado na primeira etapa da prova da magistratura do do Rio Grande do Norte e estava indo pra segunda fase, né? Então, foi foi difícil assim porque quando chegou a fase do que eu não me recordo muito bem exatamente o tempo, porque eu já tenho tem um tempo aqui, viu gente? A Serena, minha mais velha hoje tem 11 anos, tá? Eh, ela vai fazer 12. Então, eh, naquela época, quando eu tava estudando pro pro concurso da magistratura, eu já
tinha uma certa bagagem do estudo, né? Mas eu ainda não tinha passado eh no concurso que eu almejava, que era a magistratura. Eu tinha passado eh no entanto aqui no Ministério Público. E aí, por isso que eu digo que é difícil falar de uma forma muito linear da minha vida na trajetória de estudos para concurso, porque quando eu comecei a estudar paraa magistratura no sentido do concurso que se estabeleceu para mim, Cuja aprovação aconteceu na primeira etapa, eh, eu já era promotora de justiça, então eu era promotora, mãe de primeira viagem e estudando para concurso,
né, que o pessoal fala que é muito complicado, eh, é muito complicado você estudar, trabalhar ser mãe. E foi essa realidade que que foi imposta para mim. Então eu costumo dizer assim: "Olha, aproveite quando você tá na casa da sua mãe, do seu pai, mesmo que eles fiquem pegando no pé, dizendo que você não tá estudando, reclamando ali de você, fique sabendo que tá muito mais fácil assim, porque depois que você tem filho para criar, casa para cuidar, marido também o negócio pega, porque você sempre vai ter outras prioridades. Sua família é uma prioridade. E
é ainda hoje, né, a gente sempre coloca a família, eu, Deus, acima de tudo, né, mas assim, a família vem logo em seguida e aí depois você vai alocando as suas outras prioridades e a vida vai requerendo muito isso de você, principalmente você mãe ou você pai. E aí aconteceu, né, de eu tá grávida, estudando pro concurso. E aí depois eu tive a Serena, é, e comecei a estudar pra prova oral, porque nós tivemos uma suspensão, um período de paralisação do concurso da magistratura e eu continuei a estudar paraa magistratura e tinha muito medo de
não passar porque eu saí de um estudo frenético, porque o que eu consegui estudar pro Ministério Público, que eu tava estudando ali entre 8 a 12 horas por dia, porque eu tinha agora manhã e tarde disponível, eh eu saí ali para quatro, três, duas, quando eu não tinha, Quando tinha dias que eu não estudava nada, né? Porque eu não dava conta. Então, eh, eu, eu cheguei a acreditar, ter dúvidas se eu ia conseguir, que era algo que quando eu estudava para concurso, com sem essas limitações da vida familiar, da vida profissional, eu não não tinha
essa dúvida de que eu iria conseguir, sabe? A dúvida de que eu iria conseguir, ela chegou muito mais quando eu comecei a me comparar com a minha versão anterior. Eu não me comparava nem era com os outros. Eu me comparava com a minha versão anterior, porque eu sabia o que eu já tinha alcançado e eu já sabia que eu tava, eu tinha chegado num patamar de estudo de nível alto, que eu conseguia me concentrar, que eu conseguia estudar facilmente entre 8 e 12 horas por dia. Quando eu estudei para prova oral do Ministério Público, eu
tava estudando manhã, tarde e noite. Quando até marcaram a data da prova horário, era amanhã, tarde e noite. E se alguém dissesse assim: "Cute, para". Não, não tinha quem me fizesse parar. Não era, não era porque, eh, eu não quisesse parar, eu não sentia vontade. Sabe quando você tá lendo um bom livro e você não consegue parar de ler? ou quando você tá assistindo um seriado que não dá para você parar e você quer, né, continuar toda aquela maratona, quer maratonar o final de É tipo isso, quando você sente que aquele concurso é o teu,
eh você não consegue se ver em outra situação que não seja estar estudando para aquele concurso. Tanto é que a minha prova oral do Ministério Público, eu tirei 9.975, 975, né, que foi foi eu passei em sexto lugar, foi um concurso assim maravilhoso para mim na questão de de eh entrega ao projeto de estudar para aprovação. Mas aí eu me vi depois numa situação diferente, que eu não tinha mais o tempo disponível, que eu tinha que cuidar da minha filha, que eu tinha que cuidar da minha casa, me deslocar do estado que eu trabalhava para
ver minha filha também, que foi outra realidade que teve que ser imposta para mim. Então, foi foi tudo muito louco. Fora que eh você assumiu um cargo público no início, pessoal, se preparem, tá? Porque existem metas para serem cumpridas. Então, o radar tá todo em cima de você, viu? O MP que você passou foi do seu foi do seu estado? Não, não foi. Eu passei no Ministério Público do Estado do Tocantins, do estado do que eu sou eh eu sou cearense hoje. Contiguá, né? Morando no estado do Rio Grande do Norte, mas eu sou cearense
e e foi difícil na época, né? Porque nem meu marido morava no Tocantins, nem ele estava no Ceará, porque ele estava fazendo residência médica no Pernambuco. Então, no começo, quando a gente teve a Serena, foi foi uma ruptura, né? Foi foi assim, eu eu não consigo nem explicar. Então eu eu costumo dizer que houve uma cadeia de eventos acontecendo na minha vida que eu acho que eu conseguiria ficar assim umas 5 horas falando. Eh, e é engraçado que quando é o tempo de Deus, é o tempo de Deus e acontece tudo na hora que ele
quer, desde que você faça a sua parte, né? A gente tem que fazer a nossa parte. Deus não dá nada de bandeja ali, você tem que fazer pelo menos o mínimo. E eu percebi assim, gente, isso aqui é a minha realidade, viu? Um monte de criança falando, gritando. Tô vendo delícia da voz. É só as crianças brincando, cachorro brincando. É uma casa agitada, muito bacana, muito legal. É casa grande. Eu tenho quatro filhos, tá? Para quem é não sabe, eu sou mãe de quatro. A minha mais velha tem 11, né? Faz 12 esse ano, mas
a minha mais nova tem 11 meses, vai fazer um aninho agora em fevereiro. E parabéns, muito bacana ver uma família assim. Eu fico muito feliz de ver. E aí é eh eh é isso, né? Assim, eu estudei paraa magistratura, tive muito medo quando chegou a prova oral, porque meu desempenho tinha caído, eu não consegui mais estudar da mesma forma, né? Aí houve uma atualização também, né, do Código Processo Civil, nunca vou esquecer. Eu, meu Deus, essa atualização vai cair na minha prova oral logo o Código Processo Civil. E eu fiquei assim muito estressada com o
fato de eu não conseguir me dedicar. Isso, esse emocional tomou muito de mim na minha prova oral, porque eu sabia a resposta, a primeira resposta, mas pelo fato de eu acreditar que eu não era merecedora daquele local, eh, daquele momento, né, tanto quanto eu fui no Ministério Público, eh, fez com que eu tirasse uma nota pior. Graças a Deus, eu consegui me restabelecer e, gente, eu eu levrei para todas as minhas provas orais. Eu não fiz só a prova orá do Ministério Público da Magistratura, eu fiz também de três concursos de de cartório e eu
levei para todas minhas provas orais eh o texto, tá? Eu levei porque aquilo me tranquilizava assim de uma forma inexplicável. Então, quando eu não sabia mais o que fazer, eu rezava. Então, era isso. Eh, eu sei que no começo eu fiquei bem nervosa, mas você era autorizada a levar sua bolsa ali. As mulheres podiam levar a bolsa, os homens podem levar a carteira, não tem problema. E eu amarrava sempre o texto na minha bolsa. E aí quando eu senti que eu não tava bem, assim, que eu não tava conseguindo desenvolver, aí eu comecei a mentalizar
assim uma Ave Maria e segurando o texto, aí pronto, aí o resto das perguntas foram. E eu acredito que realmente foi um momento emocional. eu não consegui eh iniciar a minha prova oral da maneira como deveria ser por causa da questão emocional. E é por essa razão que eu sempre me dediquei muito a falar sobre gestão de emoções, Gerência emocional, eh porque eu acredito que muitos alunos eles são super capacitados, mas por algum motivo, em algum momento, algo trava ali e aquilo vira um obstáculo muito do que deveria ser, né? toma realmente o sonho de
alguns. E eu não não gostaria que nenhum aluno meu eh tivesse esse sonho tomado eh não por falta de vontade, de interesse em passar num concurso, mas sim por um bloqueio, um bloqueio emocional que pode ser destravado de diversas formas, né? Então a gente tem que eh ter muito muita autoconsciência de quem somos e como nos comportamos diante de determinados fatos para que a gente consiga lidar melhor com eles, tá? Enfim, quando eu fiz a minha prova oral, o resultado não foi tão bom, né? Eh, eu passei aí já na prova oral no 46º lugar,
teve um probleminha ali no concurso que depois me jogaram pro 56º, que isso fez com que eu não fosse nomeada de cara, porque eram 40 vagas, né? E a gente teve desistências ali. Isso demorou paraa minha nomeação na magistratura acontecer. E e aí eu fui promotora por 6 anos e nesse interregno passei no concurso de cartório do Pernambuco, eh passei no concurso de cartório da Paraíba e desistir porque cheguei a ter dois filhos e o cartório tava suspenso e ainda não tinha terminado. Então, eu não Fiz a prova do cartório, prova oral do cartório da
Paraíba, mas fiz a prova de cartório do concurso do estado do Ceará, finalizei, fiz a prova oral, eh, mas decidi não não assumir também. Eh, já era promotora de justiça e eu sentia que era aquele o meu caminho. Já tinha aí nessa época dois filhos, né? Eh, e fazia um doutorado, tá, gente? Então assim, aí o pessoal chega para mim: "Ai, mas professora, você tinha base, eh, mas eu tive outro filho, passei em outros concursos, passei numa prova de doutorado, terminei meu doutorado durante a pandemia, eh, já grávida do terceiro filho, né? Então, eu acho
que às vezes a gente cria muitos, muitos obstáculos, muitas dúvidas sobre aquilo que a gente é capaz de alcançar. E hoje eu sou magistrada, né? Vou fazer seis anos já de magistratura. Muito legal. Poxa, parabéns demais. Mas vamos lá. Foi de tirar o fôlego aqui, né? História intensa. Você eh o primeiro concurso, então, que você tô eu tô entendendo que você assumiu dois concursos, o de promotora e depois da magistratura. Isso foi único. Até a aprovação no MP. Hum. Quanto tempo foi de estudo? Aproximadamente 3 anos. Eu passei com 25 anos. Eu fui nomeada com
25 anos. Anos. Eu eu me formei mais ou menos com 22. É, foi isso. E eu assumi o concurso do Ministério Público grávida já da Serena. Tá. Você tava grávida quando você assumiu como promotora? Quando eu assumi como promotora. Isso. Tá. E aí você ficou 6 anos como promotora até passar na magistratura. Isso porque o concurso da magistratura começou não terminou, gente. [risadas] Aí a o concurso da magistratura começou terminou. Eu digo assim, os apressadinhos de plantão, né, o pessoal, ah, eu quero passar na magistratura em um ano, gente, calma, calma, né? Calma, bora botar
o pé no chão. Às vezes a gente tem concurso aí demora 3 anos porque tem alguma suspensão, alguma coisa. Eu, quando eu passei na prova da primeira etapa do concurso da magistratura, a gente já tinha tido uma suspensão de edital. Esse concurso da magistratura, ele demorou mais ou menos uns 4 anos para ser finalizado. Uau! Isso. Impressionante. Então, a gente tá falando de assim um período de estudo de 9 anos até chegar a magistratura aproximadamente, né? Três antes do MP. É, eu eu fui eu fui aprovada no Ministério Público com 3 anos de estudo e
eu fui aprovada no concurso da magistratura mais ou menos com 5 anos de estudo, porém eu só fui nomeada com 9 anos. Entendi. Eu fiquei quatro. Gente, vou só te contar aqui para vocês. Eu fui nomeada no último dia de validade do certame do concurso da magistratura. Uau! É que tensão, né? Olha aí, gestão das emoções total, né? Jesus. Todas as emoções eu vivi. É, o importante é que emoções eu vivi, né? A música que é, então tá OK. Então, foram 5 anos aí no total de estudo até ter aprovação na magura, mas até ter
aprovação, mas a só veio 4 anos depois e a gente quer anos angustiantes de espera, né? E a gente assim, eu graças a Deus tinha o meu concurso, né? Assim, eu já era promotora, tava feliz, eu era muito feliz, gente. Inclusive, assim, eu amo o Ministério Público, tá? Gosto de falar isso porque às vezes as pessoas ficam muito na dúvida: "Ah, estudo pro Ministério Público, estudo paraa magistratura, não consigo definir." E eu me senti assim muito realizada no aspecto da função social do Ministério Público na minha atuação profissional, né? Hoje também me sinto muito realizado.
Eu acredito que a função social ela pode ser realizada também tão quanto pelo poder judiciário. Mas eu me sentia muito feliz. Então assim, para mim a ansiedade era muito mais quanto a questão de estar próximo de casa, a questão familiar, até porque eh quando eu fui aprovada no concurso da magistratura, eu já era mãe da Serena Finalmente, né? Eh, então eu encarei já mães estudo e a nomeação não vinha. Então eu fiquei grávida do Pedro Antônio, tive meu segundo filho, a nomeação não vinha. E aí foi que eu decidi fazer o doutorado, porque eu fiquei
pensando assim: "Ah, pelo menos eu vou aqui focar em algo que eu goste, que é o estudo e que me engrandeça profissionalmente, independente da carreira". E eu já diga aí, eu ia brincar aqui contigo, né? Só porque tá tudo tranquilo, a vida tá tranquila, meu marido no estado, eu no outro, né? dois filhos. Eu vou fazer um doutorado só para poder mandar. Não, não, mas é, mas é porque o meu marido, ele ficou no outro estado só no início, né? ele terminou a experiência e aí depois ele foi morar no Tocantins um período comigo, eh,
com a Serena, eh quando a gente já já tinha a o resultado da prova do da magistratura, a gente ficou achando que eu ia ser nomeada, gente, rapidinho, porque no Ministério Público eu fui nomeada em cinco foi seis meses eh da homologação do resultado. Já na magistratura, eu fui nomeada no último dia, foram 4 anos, né? Então, todo ano existia aquele borburinho, ai não, vai nomear, vai nomear. E aqui é uma dica que eu dou para todos vocês, tá? Vocês lutem pela posição de vocês. O que é que aconteceu? Eu eh achava que magistratura nomeia
todo mundo. Eu pensava assim, todo mundo passou a magistratura vai nomear, né? Eu não não tinha ainda aquela ideia de escassez, né? E acabou que eles nomearam os 40, houve desistências. Chegamos ali até os 49, se eu não me engano. Eu antes tava em 46 e me colocam homologado o concurso, deshomologaram o concurso, que era uma situação totalmente inédita, e re fizeram uma realocação, né? E aí eu fiquei nessa posição de 46º, achava que nada ia acontecer, que com certeza eu ia ser nomeada, porque tava muito perto ali, já tava na desistência eh em 49,
sendo que acontece que não aconteceu, acontece que não aconteceu. E aí foi isso, né? Então eu fui ali eh pensando se eu realmente iria ficar no Ministério Público, se eu ia continuar tentando outras provas, tentei eh outros concursos, né? eh estudar para outros concursos, mas aí eu decidi fazer o doutorado e focar no na área de cartório e eu obtive a aprovação no cartório do estado do Ceará, mas ainda não foi suficiente para eu largar o Ministério Público na época. E aí aconteceu de eu ser aprovada na magistratura, que era o meu concurso de sonho
da época da faculdade, que ia me permitir também tá perto ali da minha família. Eh, meu marido trabalhava no Tocantins e tinha um trabalho no Rio Grande do Norte, então ele ficava de ponte aérea, ele trabalhou durante muito tempo eh no Rio Grande do Norte, já até a minha nomeação. E aí a gente tinha Essa essa vontade e foi isso e aconteceu. Aí quando aconteceu, eh, hoje eu estou aqui muito feliz, graças a Deus, realizada, né? E posso ter, posso dizer assim, com toda certeza, sem sombra de dúvida alguma, que vocês nunca vão se arrepender
de todo o esforço que fizeram para passar. Nunca, né? Que isso tudo fica para muito legal, muito bacana. Você tá falando sobre eh você, a gente entendeu aqui as suas aprovações. Eh, nesse processo teve reprovação. Ah, demais, né? Tive muita reprovação antes do Ministério Público também, né? Eu fiz o MP DFT, fiz o TJ DFT, fiz eh TJ Pernambuco, fiz TJ São Paulo. Eu lembro que o TJ São Paulo morta de feliz, né? Porque eu tinha feito 71 questões. Morta de feliz. [risadas] Ah, eu ah, eu tô muito feliz. 71 de questões. É quando chegou
na na época da nota de corte, né, que eu fui olhar, a nota de corte foi 85. Aí eu epa, tô bem longe ainda, né? [risadas] É o o o nível aqui é outro, né? O patamar aqui é outro. É, o patamar era outro, né? E aí eu fui entendendo um pouco melhor sobre o concurso da marcha. Passei por várias frustrações, tá, pessoal? já passei por situações de ficar na nota de corte por um ponto e aí depois descobri que teve um mandado de segurança de um candidato que ajuizou a ação e conseguiu anular uma
questão que me beneficiaria, por exemplo. E aí ele passou e ele foi subjudes, continuou na prova e eu não. Então eu poderia em tese ter passado na magistratura antes. Então, por que que eu acho muito importante eh os alunos se dedicarem a escutar um pouquinho da trajetória de vida daqueles que já alcançaram o sonho, porque muito do que que a gente já viveu, eh, vocês podem estar vivendo agora e podem, sem querer, não levar tão a sério, porque simplesmente, não, mas isso não vai acontecer, não. Não faz sentido eu lutar por uma questão, não. É,
não faz sentido eu recorrer dessa questão aqui. Ah, eu tirei uma nota boa. Vou recorrer da segunda fase. Gente, recorram da segunda fase de vocês, tá? Recorram. Já passou, mas recorre. Ninguém vai tirar ponto de você, não. Eu eu eu digo assim que tem gente que deixa de recorrer e aí quem recorreu ganhou ponto. Então, eu já tive situações de perder um pouquinho de ponto, em outras de ganhar ponto, porque Recorri enquanto outras pessoas não recorreram. Aí o pessoal fica, ai, é injusto, é injusto, é injusto, mas foi o que prevaleceu naquele momento. E aí
você tem que saber ali muito bem dosar, eu vou me arriscar nisso ou não vou, né? Então, por exemplo, na minha situação da magistratura do estado do Rio Grande do Norte, eu acho que era uma situação que eu deveria ter lutado pela minha vaga, né, de alguma forma ali. Aquilo implicou 4 anos de espera. Eh, e outras circunstâncias que a gente às vezes fica pensando que não, que já passou, hoje já passou, eu não vou mais atrás de nada, certo? Já tá, já era, né? Graças a Deus. Tô muito feliz. Mas eh o que eu
quero dizer é que a gente tem que ter esse tato. Outro ponto, por exemplo, que eu não fiz na magistratura do estado do Rio Grande do Norte, que eu me arrependo, eu poderia ter feito, eh, mas tudo são questões assim que a gente tem que realmente prestar atenção. Eu deixei de publicar minha dissertação de mestrado, minha dissertação de mestrado como livro. E o livro da dissertação de mestrado, ele vale como ponto em títulos. E eu nunca imaginei que a classificação ela fosse tão apertada ao ponto de 0,1 mudar posições de uma pessoa ou 0,2, certo?
Então acontece que se eu, por exemplo, tivesse publicado o livro e tivesse colocado lá nos títulos, eu não teria sofrido tanto. Eu possivelmente teria sido nomeada antes, né? E eu não fiz isso porque ia ter um curso para publicar uma obra e tal e aí eu não, não Vou fazer isso. Foi uma algo que eu podia ter feito, né? Aí eu, mas eu já tenho uma mestrado, eu já tenho o título de mestrado, já tenho um título de pós-graduação, já tenho um título de docente, vou atrás ainda de título de livro. Pronto. Eh, e na
e no Pode falar, diga aí, professor João. Não. Eh, devia ter ido, né? E porque assim, o que você tá falando, eu acho que é um aprendizado muito legal pro pessoal aqui, eh, que cada posição conta, tudo conta, gente. E parece que conta porque a gente ouve e e eu acho é até compreensível isso que eu vou falar agora. Pessoa assim, ah, não importa qual é a posição que você vai passar, o importa é você passar, né? Eu tinha um conhecido meu que falava o seguinte: "O último colocado de um concurso tá na frente do
primeiro colocado do próximo concurso." Não, não tá errado. É verdade, mas pode influenciar o timing, né? O tempo da convocação, que foi o que aconteceu contigo, e depois até a lista de antiguidade, onde você vai ficar, né? E como você vai progredir na carreira. Tudo isso conta muito, né? Mas eu não tinha essa maturidade, sabe? Eu era muito impossível, acho, sabe? O que eu queria era conseguir e me libertar das amarras de não estar independente financeiramente. Então eu fui uma pessoa que, por exemplo, fiz concurso para todo o país, fiz concurso no Brasil inteiro e
eu era professora, Era docente na Universidade de Fortaleza, né, que eu tinha um mestrado. Então, eu passei no concurso eh da universidade, não era eh o concurso da Universidade eh particular de Fortaleza, que é uma fundação, mas eu tinha o meu saláriozinho ali de professora, dei aula durante o período, né? E aquilo ali era que financiava as minhas viagens, né? Mas eu ia para tudo que é canto e às vezes pedia uma ajudazinha financeira dos pais, mas eh eu não tinha essa perspectiva, nossa, eh valia a pena lutar pelos títulos. Eu não tinha essa noção.
Eu pensava que tanto faz. Eu não, minha cabeça não tava lá na frente. Será que um dia, pela minha antiguidade, pela minha idade, eu conseguiria, por exemplo, ser uma desembargadora? E pessoal, pode ser assim que eu esteja falando algo muito além do futuro, né? Mas tem sempre alguém que tá pensando assim já muito mais organizado. E é por isso que é importante a gente escutar as trajetórias. E assim, eu cometi esse erro na magistratura e eu tinha cometido um erro no Ministério Público do Estado de Tocantins, porque eu juntei eh o meu comprovante de título
de docente, sendo que tinha um erro, eles deram meu comprovante de título de docente, mas não disseram qual era a disciplina que eu que eu ministrava, que era sociologia jurídica, direito penal, parte especial e prática jurídica. Então, como eles não disseram qual era a disciplina que eu ministrava, eu perdi pontos no Ministério Público do Estado do Tocantins. Também pontos esses que Poderiam ter me deixado melhor qualificada também, né? E e quem sabe eu poderia até ter dito assim: "Não, vou continuar aqui no Ministério Público porque eu passei muito nova, eh, a minha antiguidade aqui, certeza
jovem, eu vou estar bem melhor no cargo." E eu realmente saí de lá já em Araguaína, né, que é a segunda comarca lá, a segunda maior comarca do estado do Tocantins. Eu já era promotora de terceira entrância quando eu saí de lá. Na verdade, eu tinha acabado de ser promovida e veio a a nomeação da magistratura. né? Então assim, loucura, gente, muita loucura. Aconteceu muita coisa assim em se anos. [risadas] Muita coisa. Imagina, imagina. Você comentou sobre essa questão de gestão das emoções, em que você até se dedica a ajudar as pessoas e dar orientações,
até pela experiência que você teve de tudo que você falou agora, né? E até, opa, desculpa que tocou aqui o telefone. Eh, e tudo que você viveu, né, assim, e especialmente na prova oral, né? Eh, pergunta que eu vou fazer é uma pergunta muito vaga. Desculpa, tá? Deixa eu desligar aqui o telefone. Fazer, talvez seja um pouco vaga, mas é pra gente dar uma luz pro pessoal. Quais são as emoções ao seu ver que são negativas? E como lidar com elas? Talvez seja que que eu tô perguntando isso? Porque assim, eu também lido muito com
o pessoal e e vejo muito como essa gestão das emoções é importante. E a minha impressão é quando você primeiro identifica quais são essas emoções, você começa a dar o primeiro passo a lidar com elas. O primeiro passo é você reconhecer para começar a lidar. Então, quais são essas? Deu algumas alguma coisa aqui que tá tocando, desculpa. Quais são esses essas emoções e como lidar com elas? Então, eh, eu, eu costumo dizer o seguinte, em prova oral, se você não se sente tranquilo de cara, eh, você pode sentir uma série de emoções, como medo, eh,
ansiedade, você pode ter, eh, até mesmo uma certa tristeza, uma sensação de impotência, tá? E isso faz com que você começa a tremer, comece a suar, comece a gaguejar. Eh, e não é incomum se aconteça quando você é colocado à prova. Então, a prova oral, ela é a mais temida do concurso, exatamente porque você é colocada a prova no olho no olho, né? Então você está diante do examinador, não tem como A pessoa não saber se você foi bom ou ruim aos olhos daquela pessoa. Quando você faz a prova objetiva e não passa, o seu
nome não vai lá pro examinador. Ele não sabe quem você é. Eh, ele não sabe nem o seu rosto, não sabe o que você faz, não sabe quanto tempo precisa de tudo. Quando você chega numa prova oral, meu amigo, você olha para aquela pessoa que você já sabe que é um magistrado, que é um desembargador, que é alguém. Então você já sabe que tá perante alguém do poder judiciário, que é o teu sonho, né? E aquilo fica tão perto de você, ó, no concurso que você almeja, aquilo fica tão eh eh palpável para você que
é difícil você desconectar com todas essas emoções. Por isso que eu digo assim, primeiro não tente bloquear essas emoções, porque elas vão acontecer. Elas vão acontecer. Não tem como você evitar sentir na prova oral. Até o candidato mais preparado, ele vai ter um certo medo de entrar, porque ele não sabe qual vai ser a pergunta que vai ser feita e nenhum candidato sabe a resposta de tudo, né? A gente sabe que se o examinador quiser pegar para moer mesmo, ele vai botar uma pergunta e vai pegar ali o candidato e não vai ter resposta. E
às vezes o o examinador ele quer mesmo é saber como você lidar, eh, como é que você vai lidar com essa sensação de impotência, se você vai ser capaz de se reerguer, de responder, de voltar. Então, sentir é OK, tá OK? Agora, até que ponto os sentimentos retiram a tua capacidade e habilidade de reagir à altura do que vai ser exigido naquela prova sua? Aí é que tá o problema. Então, por isso que quando a gente tá estudando para uma prova oral e a gente tem candidatos ali, a gente chega pro candidato e fala assim:
"Olha, você não pode deixar de responder, é a primeira coisa. tá com medo, não quer responder. É, já ensina aí uma frase de início. Excelência, perdão, pode reformular a pergunta. Eh, excelência, um minuto. Eh, preciso pensar sobre a pergunta, excelência, puxa aí, é do direito constitucional. A gente sabe que no campo do direito constitucional os direitos fundamentais estão descritos no artigos 5º. Então você tem que que eh ter saídas para aquele teu momento de bloqueio, ele achar uma válvula de escape que assim que você sentir, poxa, aquela pergunta ali, ela me encurralou, mas ela pode
até, eu até posso não ter a resposta dela, mas alguma coisa eu vou te dizer pro pro examinador. E como é que você pode lidar? é justamente se preparando. Então, quando eu digo assim, você vai criar formas ali preparar o terreno, é fazer com que aquele terreno, por mais que seja desconhecido, conte com examinadores que você não conhece, que você sabe que já conquistaram o sonho deles e você ali ainda é um mero concurseiro, que você dentro daquele ambiente, dentro daquele recinto consegue encontrar segurança. Então, como é que você faz isso? eh encontrando segurança na
sua preparação. Opa, eu fiz um curso preparatório que me que me preparou paraa prova oral. Opa, eu não tive condições de fazer um curso preparatório, mas eu me reuni concurseiros que estudaram para esse concurso e a gente se sabatinou eh fazendo um simulado tal e qual a prova. E eu fiz isso toda semana. Eh, opa, eu preciso mais do que a segurança do treino, eu preciso de algo espiritual que era comigo, por exemplo. Então, eu rezava, né? Então, eu rezava porque no na prova que eu não tinha dito do Ministério Público, eu não me sentia
despreparada, tá? Eu não me sentia despreparada. E olha só, gente, eh a prova do Ministério Público, diferente da prova da magistratura. Na prova do Ministério Público do Estado do Tocantins, eu só soube o meu ponto sorteado, para quem já chegou mais ou menos nessa fase, vai saber do que que eu tô falando. Eu só sou meu ponto sorteado no dia da prova e não tem como estudar, não tem o que fazer, você só fica esperando seu horário, entendeu? Então se você pegou um ponto ponto que você não queria de jeito nenhum, você vai só ficar
pensando: "Meu Deus, não acredito que eu fui sorteada com direito sanitário, com direito tributário, com direito, enfim". Aí, pensa aí no seu inimigo, né? O direito empresarial. Eh, eu peguei na época direitos de fusos coletivos consumidor, eu acho. Não foi direitos fusos coletivos, ECA e eleitoral. Eh, eleitoral não era meu mega ultra forte, mas não tive problema. Na verdade, foi ótima a minha prova. Não tive muito problema, né? Deu tudo certo. Tanto é que eu disse que a nota foi muito boa. E eu lembro porque eu eu fui muito bem na prova, mas eu precisei
rezar porque, gente, o ambiente que eu estava esperando, você fica lá com todos os candidatos, certo? Então, quando você tá lá com todos os candidatos, você tem dos candidatos mais nervosos do mundo como os candidatos mais tranquilos. E se você não for uma pessoa eh que consiga blindar essas emoções, você vai junto. Então eu peguei uma pessoa que olhava para mim desesperada: "Direito tributário, pelo amor de Deus, me ajuda. Eu não sei o que que eu vou responder, eu vou ser reprovada e não sei o que". A pessoa já começava a passar mal e eu
sei que aquilo ali começou a chegar para mim e aquela foi a minha primeira prova oral. Eu, graças a Deus tava com meu texto e eu comecei a rezar, né? E foi isso que me deu uma calmaria. Eu disse assim, eu não vou ficar revisitando o conteúdo na minha mente. Eu estudei, eu tô pronta. Eh, e eu ficava o tempo todo dizendo essas frases positivas. Maria passa na frente, abre portas e caminhos, eu estou aqui, vamos. E aí é isso, mas até a minha prova mais ou menos eu esperei umas 4 horas, né? Então, na
magistratura foi mais ou menos do mesmo jeito, sendo que na magistratura, pela resolução, a gente tem 24 horas eh pro sorteio do ponto. Então, você sorteia o seu ponto com 24 horas de antecedência na sua prova oral. Eu tive 24 horas para estudar, né? Isso em tese é para te trazer tranquilidade, porque você teve um tempo para revisar, sendo que, gente, são muitos pontos, você não vai conseguir Revisar tudo, né? Então você vê só aquilo que e ainda revisando tem gente que não passa, por exemplo. Eh, não é feito a prova oral, ela não é
feita para você ser reprovada, ela é feita realmente para ver quem que tá mais preparado para ser aquilo que o cargo representa. E eu digo assim, você quer ser juiz, quer ser juíza, como é que você vai presidir uma audiência se você não se sente bem com a com o peso da toga, né? Então você tem que tá preparadíssimo no sentido não só de conteúdo, não é só conteudista, mas no sentido de que você é merecedor daquele momento, de que você fez o seu melhor e de que está já na prova oral representa isso. Tem
pessoas que querem que a prova oral prove que você é merecedor, né? E o fato de você estar na prova oral já prova que você é merecedor, que essa foi a sensação que eu carreguei na prova oral da magistratura. E eu me arrependo porque eu trouxe essa crença em razão de não ter estudado tanto quanto eu estudei no Ministério Público. E essa crença quase me custou a minha vaga porque eu sabia que eu era muito boa e eu podia, né, entregar muito conteúdo. Mas por algum motivo eu me bloqueei no início. E já nas outras
experiências de prova oral que eu tive, eu não passei mais por isso, porque eu já tive a experiência do alto e tive a experiência do baixo, sendo que, graças a Deus, a minha experiência do baixo não me eh prejudicou ao ponto de me fazer perder a Prova dos meus sonhos, né? Então é sobre isso, é você saber lidar. Então, nesse aponto do bloco, como é que você consegue lidar com esses sentimentos, por exemplo, aquele ambiente tem que ter válvulas de escape. Aí eu vamos falar da mamãe, eu gosto de falar muito da mamãe comira, né?
Eh, você tem um filhinho ali, né, um bebezinho, quando você vai viajar com ele, né, você leva alguma coisinha ali que ele relembre do canto onde ele tá dormindo, né? Você lembra, leva ali um paninho que ele gosta de dormir, leva aquele ursinho que ele gosta de de ninar. Por quê? Porque por mais que ele esteja num ambiente estranho, ele encontra uma certa segurança. Então a minha válvula de escape foi essa, né? Mas a sua pode ser uma canção, eh pode ser uma oração específica, a sua pode ser a meditação, se você já é uma
pessoa que medita, técnicas de de respiração, existem várias formas aí que ninguém pode te impedir de levar pro concurso no dia, né? Ninguém pode pegar e dizer assim: "Opa, isso aqui você tá proibido de carregar." Não, aí você tá certo. É, eu eu acho muito interessante, você falou e você falou assim, né, agora, pode ser uma oração, um ou seja, algum elemento que você não usa essa expressão, mas eu vou usar que traga um certo conforto, seja cognitivo, seja um conforto emocional, seja um conforto espiritual, Né? E eu acho bacana, eu queria reforçar isso para
quem tá ouvindo, porque assim, eu eu costumo dar o seguinte exemplo, Rut, assim, quando o corpo humano ele entra em coma, quando ele tá diante de uma situação em que ele precisa desligar tudo para poder tentar se recuperar, né? Quando o cérebro ele tá diante de uma situação de tensão tão alta que ele vê que ele não dá conta, ele desliga. E aí é quando a pessoa dá o branco, quando a pessoa dá surta, porque ela tá debaixo de um de um ambiente e de um contexto que é para o cérebro, é opressor, é hostil.
Eu tô imaginando você nessa sala, né? você ali parada, a menina surtando porque não sabe direito tributário, o outro ali calmo, parece que ele tá super bem e aí isso te deixa mais, né, nervoso ainda. Ou seja, aquele aquele caos e você precisa encontrar alguma alguma paz no meio desse caos, né? E a sua paz você, tá, pessoal? Vocês não vão encontrar nenhuma referência no dia que lhe acalme, né? uma uma santa alma, na verdade pode acontecer porque tem, né, os anjos ali. Eh, mas é raro, tá? Eu eu lembro que na minha prova oral
da da do cartório do Ceará, eu ajudei uma colega, disse: "Olha, caiu esse teu ponto, vai cair isso, isso, isso, isso". Eu já tinha feito outras duas provas de cartório e ela tinha pego um ponto que eu tinha, eu Tinha olhado, se eu pegar esse ponto aqui é 10, porque era o ponto mais, ao meu ver, o mais fácil e o menor, gente. E o concurso ele não é justo, tá? Às vezes você vai pegar um ponto horroroso e outra pessoa vai pegar um ponto facíimo e assim, esse é é doloroso falar, gente, concurso é
avaliação, não mede esforço, não mede nível, tá? Não mede eh até aquele negócio que você falou, eh, o último lugar tá melhor do que Mas não é sempre assim, gente. Tanto é que tem gente que passa em concurso em um concurso específico e no outro não passa porque não tem como, porque não cai exatamente aquilo que você estuda mais ou aquilo que você é melhor fazendo, né? Então são vários fatores e aí é que tá você quebrando essas barreiras de acreditar que você no seu autoconhecimento é capaz de chegar até onde você quer chegar e
você é, né? Exato. Exato. Eu queria explorar contigo, Rute, um um outro aspecto aqui que é o seguinte. você teve a aprovação no Ministério Público pouco tempo depois da magistratura e algumas aprovações em cartório. Então, eh, eu vou colocar aqui desde você falou que entre Ministério Público e Magistratura 2 anos, algumas aprovações, ou seja, dentro de um período ali, sei lá, de 2, 3 anos, você colheu algumas aprovações em concursos diferentes. Uhum. perfis diferentes. A minha pergunta para você é, isso foi intencional? Você estudava para esses concursos diferentes ao mesmo tempo? Você focava mais perto?
Como é que é? Como é que foi lidar com a gestão? Gente, eu vou aproveitar que a gente tá falando sobre isso e falar um pouquinho sobre o meu livro. Esse livro é com Rogério, professor Rogério Sanchez, tá? Tá disponível na editora de pódium. Mas esse livro ele fala um pouco sobre isso também. Eu entendo de uma vez por todos a melhor forma de estudar para concursos públicos. A gente tá na nossa quarta edição, se Deus quiser iremos paraa quinta, né? Agora eu acho que tá encerrado, mas a gente vai pra quinta edição. Eh, amém,
amém. Amém. Graças a Deus. O que eu ia dizer era o seguinte, eh, você perguntou eh sobre os concursos, né? Eu tinha muita vontade de ser independente financeiramente, certo, João? Eu tinha muita vontade de ganhar meu dinheiro e cuidar da minha vida, né? Eu lembra que eu falei que eu passei no concurso, era professora e eu queria ter meu cantinho, eu queria poder já casar, eh, assim, enfim, tem meus, eu queria que a minha vida começasse a acontecer. Eu eu tinha, eu era, eu vivia nas nuvens, pessoal. Fantástico mundo de Rut, não tem um fantástico
mundo de Bob, era mais ou menos assim. Eu achava que ia ser fácil. Eu lembro que quando eu fui morar em Recife com meu marido inicialmente, que foi rápido, não durou muito tempo, Porque ele foi estudar para paraa residência e eu fui acompanhá-lo, eu pedi a demissão do meu cargo de professora e eu achava que com o mestrado eu ia chegar lá nas portas de faculdade, entregar o o o meu currículo e pronto, eu ia conseguir um outro emprego e eu ia conseguir me sustentar lá, né, com o meu com o meu dinheiro de professora.
né? E aí, bom, Ris Mortal descobriu a verdade, não é? Vem assim, eu entreguei meu currículo em todas as faculdades, gente, mas foi em todas, tá? Todas. E nenhuma eu fui sequer chamada para uma entrevista, certo? E é porque eu já era docente, né? Eu tinha pedido desligamento por conta própria, porque eu ia mudar. E a realidade que se impôs para mim, agora eu era uma concurseira desempregada, né? Sendo que ainda aí nessa época eu não tinha filhos. Eh, isso me deixou muito assim também foi um balde de água fria. Eh, você tinha perguntado, eu
me perdi, João. Aí você falou, eu estudava para muitos concursos, por quê? É para para vários concursos perfis diferentes. É, por quê? Porque eu eu não conseguia ver um edital aberto e não me inscrever pro concurso. Então, eu fiz concurso para advogado da da Petrobras. Eu passei no concurso da empresa de correios e telégrafos que eu lhe disse, né? Eh, eu fiz outros concursos, todos os concursos que eu vi assim que dava para fazer, que era fácil, que era perto de mim, eu ia e fazia, achava que era só me inscrever, estudar. E aí eu
perdi muito tempo porque, eh, eu estudava para coisas que eu não estava familiarizada. Então, concurso da AGU, eu fiz, eu estagiei no Ministério Público Federal, estaduei no fórum, eh, no fórum CL Bilaco em Fortaleza, estadiei na Defensoria Pública. Então, o meu conhecimento, o meu no maior era nessa parte estatual, né? Mas eu insistia, por exemplo, em fazer concursos de que eu tinha que estudar regimento interno, que eu tinha que E eu perdi muito tempo nisso e eu demorei muito para ter a maturidade e a compreensão de que eu não podia fazer isso. Então assim, apesar
de eu ter passado muito rápido no Ministério Público do Estado do Tocantins, né, para quem fez um mestrado e e mas eh eu acho que se eu tivesse focado só no concurso que eu queria, que era a magistratura e ficasse ali só no estado do Ceará, Pernambuco, que que são os estados que têm mais concurso, eh, em menos lapsos temporais, assim, eu acho que eu teria conseguido, né? Mas eu fiz isso, mas é porque eu não tinha maturidade. E assim, outro ponto, Gente, aqui é uma dica assim importantíssima. Você tem que entender o estado para
o qual você presta concurso. Por exemplo, a magistratura do estado do Rio Grande do Norte, o último concurso que teve lá foi o concurso do qual eu participei e já se passaram 14 anos, tá? Então essa é uma realidade de lá, certo? Agora, na magistratura do Ceará, eh, eu acho que já teve bem uns cinco concursos nesse período todo. Então, se você fala assim: "Ah, eu quero estudar para ser juíza no estado do Ceará". Se você não passar na primeira, você continuar focada ali, você pode até fazer concursos da magistratura em outros estados para poder
eh ir pegando prática, mas se você ficar com edital ali do estado do Ceará, né? Porque às vezes cai ali a lei eh orgânica interna, enfim, o regimento interno do tribunal pode cair alguma besteirinha. gente, você vai se sentir mais seguro para aquele concurso, né? E outro concurso, por exemplo, acontece com pouquíssimo tempo e hoje em dia eu falo muito sobre essa preparação, eh concursos como, por exemplo, da Funesp, eh magistratura do estado de São Paulo lá é de dois em dois anos ou de um em um ano. Então se a pessoa ficar focada só
nele, ela não tem nem por estudar para outro concurso, porque em 5 anos ela pode fazer cinco vezes a o mesmo concurso. é uma chance muito alta de que quando ela Tiver ali com amadurecimento eh no estudo que ela vai passar se ela não ficar zanzan, porque ela vai entender como é o concurso dela, ela vai ficar tipo assim expert, né, naquele concurso, tá? Com certeza, com certeza. E assim, a tua história, ela termina mostrando que ainda que você tenha pontuado eh talvez um um erro de ter sido tão difusa, né, fazendo tantos concursos, mas
você conseguiu ter aprovação em concursos diferentes, né, MP estadual, magnatura estadual e cartório. Cartório, por exemplo, tem características bem diferentes, né, de prova, inclusive matérias muito diferentes, né? Eu imagino você estudando, é, imagino você estudando registro público lá para cartório e de repente não vai ter tanta relevância pro MP, para magistratura, né? Sim, mas é viável. Cai muito, viu, na magistratura e no Ministério Público. Al demais, cai muito registro, cai demais. Ah, legal, legal. Bom, vamos saber. Mas só aquilo de uma forma muito mais aprofundada, né? Exato. É isso que eu queria dizer. Exatamente. O
E aí a minha pergunta agora, Rut, é a seguinte. Vamos lá. Método de estudo, estratégia de estudo. Se eu tivesse que eh eu fazer duas perguntas em uma, né, que uma uma oposto da outra, o que que você identificou como sendo pontos positivos em termos de método mesmo de estudo, de sentar estudar e falar assim: "Isso aqui para mim deu certo". E aquilo que você entende como falando assim, olha, isso aqui para mim não deu certo. Eu sei que não tem fórmula mágica. cada um eh constar seu próprio caminho e até os erros são importantes
pra gente poder depois chegar nos acertos, né? Mas o que que chama atenção para você de olha, pontos positivos e pontos negativos? Ó, para mim o que não deu certo, mas no final deu certo, foi estudar para vários concursos ao mesmo tempo, tá? Eh, eu pude fazer isso aí, vocês lembram da minha estrat da minha trajetória no início, eh, ela era só eu estudando, né? Eu não tinha uma família para cuidar, um assim, eu não tinha um cargo do Ministério Público que existe uma exigência muito alta assim que você entra. Eh, então eu acho que
você estudar só para um concurso ajuda muito. E eu tenho um capítulo dedicado a isso aqui, gente. Significa que você não vai passar? Não significa, tá? Eu sou prova viva. Você vai passar, mas pode ser que você não passe no tempo que você queria, eh, no concurso exatamente que você queria. Existe alguns detalhes aí. Eh, e aí você tem que saber, quero pagar o Preço disso ou não quero. Eu penso que hoje a melhor estratégia é você definir o concurso que você quer, você traçar o seu planejamento de estudo de acordo com esse concurso que
você quer e se surgir um edital, por acaso, de outro concurso, que é muito viável para você fazer, cujas disciplinas elas coincidem 90%, aí você pode pegar e fazer assim: "Ah, eu vou fazer essa prova porque vai servir como experiência, uma forma de prática até para mim, para eu medir meu nível, para eu ver o que que eu tô errando, o que é que eu posso melhorar. Mas eu não vou desviar aqui muito o meu estudo não, né? Você pode fazer até um desvio de estudo. Se, por exemplo, opa, essa prova aqui que eu não
tava dando nada, eu passei na primeira fase. Aí vamos supor que você tá aí, Ministério Público, Magistratura. Aí você vai parar tudo para estudar pra segunda fase do Ministério Público, vamos supor, porque você não vai perder a chance de ser aprovado, caso seja eh uma chance, né? Porque não tem como você estudar o que seria paraa magistratura no Ministério Público segunda fase, porque magistratura. Ministério Público é essa prática, né, de interposição. Então, uma denúncia, um recurso, é uma ação civil pública, é totalmente diferente, tá, pessoal? Então, tudo isso você eh tem que levar em consideração.
Não esqueçam também aquelas questões, entender o concurso para o qual você quer passar, né? Às vezes a gente fica muito nas nuvens, como eu era e fazia concurso em vários estados do país. Você tem que definir, eu quero, eu quero magistratura federal, Quero estadual, porque vai mudar as disciplinas. Posso conciliar? Posso, é a mesma coisa que eu falei, mas pode tomar tempo seu, tá? Eh, e aí você afunilando esse objetivo, você detalhando bem o objetivo, eh, você vai conseguir fazer um planejamento de estudos eficaz, porque às vezes você tem um planejamento de estudos cujo teu
sonho não bate com a tua realidade. Então, você fala assim: "Eu tenho 4 horas para estudar, mas eu quero estudar pro Ministério Público e paraa magistratura ao mesmo tempo, meu amigo." Aí você tá querendo muito porque eh 4 horas já não é o ideal, apesar de ser possível passar com 4 horas de estudo, mas se você ainda tá na dúvida de qual concurso, vai ficar muito mais difícil fazer um planejamento de estudos que encaixe essas duas essas duas metas. Não tô dizendo que é impossível, é de novo aquele negócio, pode ser que dê certo, mas
eh você vai ter mais dificuldade na estratégia de montar um um cronograma, estabelecer metas, né? Imagina você cumprir dentro de um curso preparatório as metas de estudo, se você tá estudando pro Ministério Público para magistratura ao mesmo tempo. É muito complicado. Apesar de algumas eh a maior parte dos assuntos eles serem iguais, idênticos, a forma como é cobrado muitas vezes pelo examinador pode ser diferente, tá? E até também a escolha da banca, gente, como era aquele negócio que eu tava falando, a Vunespa, ela tem um estilo de prova muito diferente da da FGV, da FCC,
então você tem que ter muito cuidado, né, Cebrasp. Eh, e isso impacta eh também como você deve estudar e como você deve se preparar. Significa que você vai ignorar eh cada banco? Não, você não vai ignorar. Mas se você sabe que você quer, por exemplo, magistratura do estado de São Paulo, eh, eu iria focar meus simulados em preparar, por exemplo, simulados com questões Vunesp e eu poderia fazer questões no meu dia a dia ali de outras bancas de concurso simplesmente para fixar o conteúdo, mas para fim de prova, para saber como estudar e me preparar
para aquela prova, eu ia fazer simulados com base em questões da Vunesp. Então existem várias técnicasinhas assim que podem ser detalhistas, mas que fazem a diferença. Mas para isso tudo isso dá certo, o o o início tem que tá muito bem delineado. Se não tiver, eh, você vai atirar para todo lado e acabar não acertando nada assim. Perfeito. Então, um erro é o atirar para todo lado e focar. Eh, a gente, por exemplo, nessa história de fazer planejamento, uma das coisas que a gente identifica na estatística de provas, e aí eu vou fazer um dado
genérico, né? E então isso pode variar de concurso para concurso, banca para banca, mas em média a gente verifica que você tem ali 50% das questões giram em torno da lei seca, né? Eh, e é óbvio, um pouco mais para cá, um pouco mais para lá, enfim, né? Também pode variar. Dentro de cada matéria, né? Enfim, e jurisprudência também tem a sua importância. Eu botaria nessa ordem, né? Lei seca, jurisprudência e teoria eh em termos de volume de questão. Só que a impressão que eu tenho que as pessoas tendem a começar a estudar o contrário,
né? Eu quero fazer um estudo muito teórico e de repente negligenciando lei se jurisprudência. como é como é que foi a sua realidade de estudo em termos de lei secas, jurisprudência e a parte mais conceitual doutrinária? Falo sobre isso aqui [risadas] na chave da aprovação, tá? Eh, não dá dá um spoiler pra galera ficar mais empolgada. É, eu tenho que falar porque tá tudo aqui. Eu sei que eu sei que ninguém gosta de estudar um pouco sobre metodologia de estudo, mas tem muitos insites aqui e eu recebo assim mensagens dos meus alunos que pegam e
falam assim: "Professora, eu li seu livro, tô lendo de novo". Porque às vezes uma dica que veio naquela época, ela tá caindo a ficha só agora que eu vi que errei e tal. Aí e e é um livro para isso, é para você ir revisitar, você rever seu estudo, até porque métodos de estudos e existem vários e você vai mudá-los de acordo com a tua evolução no estudo, né? Então eu digo assim, não existe só um método que funciona, porque o que funciona para mim não funciona para ele. E aí você tem que saber muito
bem a dosagem daquilo que é importante. Mas existem certas coisas que não mudam, Como essa que você falou agora. A lei seca é muito cobrada. Isso nunca vai mudar, gente. Nunca vai mudar. Esqueçam que vai, não vai, porque a gente vai trabalhar com o princípio de que a maior parte dos nossos problemas jurídicos, eles se resolvem com conhecimento de lei seca, tá? Então a gente vai utilizar a jurisprudência, vai a predominante, então, e dos nossos tribunais superiores, principalmente, a não ser que você esteja estudando para um concurso específico, né, Tribunal de Justiça Militar. Aí você
pode também pensar aqui em outros tipos de jurisprudências, né? você tá pensando também em estudar, por exemplo, a carreira trabalhista e você vai ter que fazer o estudo direcionado ali da súa do direito do trabalho. Não tem como escapar disso, né? Já eu que vou, por exemplo, estudar para magistratura estadual, não vou precisar olhar isso. Então, por isso que eu digo que o objetivo é importante. Como é que a gente eh começa a estudar? a gente começa a estudar sem saber o que tá fazendo. Então, a virada de chave para um aluno entender que ele
precisa estudar lei seca é quando ele faz uma prova. Porque quando ele vai paraa prova e ele vê que o que ele errou tava tudo na lei, é o que finalmente o que todo mundo falava cai a real para ele. Então, enquanto ele não faz uma prova, não tem e ele pode fazer até prova de curso preparatório, que for, ele pode fazer eh ele pode fazer um simulado em casa, mas enquanto ele não vai pra experiência de prova e Vê que o desempenho dele foi baixo, ele não corrige essa prova, ele tem que corrigir a
prova, hein, gente. Se você não corrigiu sua prova, valeu de nada. Você tem que sentir o impacto da prova. E aí você vai vendo questão por questão e você vai vendo, opa, é verdade o que tão dizendo é verdade. É igual eh, santo de casa não faz milagre, né? É como se realmente a ficha caísse. Então, o que é que aconteceu comigo? Eh, eu quando fiz prova já na época de estágio, porque os estágios que eu fiz, alguns foram com prova, eh, eu não passei em um e era pura lei seca. E eu não passei
por uma questão. E aí eu eu fiquei com isso na cabeça, eu não, eu vou estudar lei seca agora. Lei seca, lei seca, lei seca. Então, quando eu fui para estudar para concurso, eh, eu já sabia que a lei seca provavelmente ia ser muito cobrada, mas eu ainda não tinha materializado essa compreensão. E aí o que que acontecia? Eu começava a estudar a doutrina, porque a gente não sabe para onde é que tava indo, nem como preparar nosso cronograma, nem como fazer nada. A gente fica mais perdido do que não sei o quê, né? Porque,
enfim, o edital é 40 páginas, você não sabe nem por onde começa, né? Você começa, mas não termina. E aí acontece que eu eu peguei e comecei a ver as provas e aí eu, opa, Não sei qual é a resposta dessa prova. Qual é a resposta dessa questão? É quando eu ia olhar tava na lei. Aí eu, opa, como é a resposta dessa questão? Quando eu ia olhar tava na lei, aí acabou que eu comecei a fazer questão e tudo que eu olhava era lei. Eu não, gente, se tudo que eu olho de questão tem
alguma coisa na lei, às vezes uma questão é de jurisprudência, mas tem um item lá que é lei e aí você exclui aquele item porque vocês já sabem que é lei ser. Eu comecei a perceber que 70% da prova no mínimo era lei seca. Então eu comecei a entender a importância da lei seca, mas melhor fazer questões todos os dias. Eu fazia questões todos os dias, então eu estudava e fazia questões, estudava e fazia questões. Eh, mas isso, até isso vim para mim, eu comecei só estudando. Aí eu fazia as questões do próprio livro, que
gente, apesar dos livros de concurso serem assim, não é o ideal. Eh, por quê? porque você acabou de estudar aquilo. Então vai vir uma questão, o pensa comigo, o professor ele quer que você sinta que o que ele estudou, que você estudou com ele, eh, valeu. Então, ele vai colocar questões para você em que aquilo foi cobrado. E entenda também que ele prepara o livro dele pensando nos concursos preparatórios. Então, ele pega questões e fala: "Não, então isso aqui tem que tá grifado, tem que tá em tem que tá em destaque". Hoje os livros de
Concurso eles já vem todos bonitinhos ali. E aí eh, até aqueles mais simples, né, mais inxutos, às vezes a pessoa vai para uma prova mais complexa, uma magistratura federal, magistratura estadual, ela sente que não é suficiente. Por quê? Porque entregaram muito resultado, mas a prova exigia mais. Então, hoje uma prova da magistratura, a gente vê que a gente tem questões objetivas de lei seca muitas vezes, mas elas cobram um conteúdo fático que vai te fazer pensar além da pura letra de lei. E é isso. E aí você tem que ser capaz de conseguir dominar eh
a estratégia de elaborar questões. Por isso que a lei seca ela é essencial. Mas você dizer para uma pessoa lê o Vadmec, caba a rabo e decore, não dá. A pessoa não vai entender porque que ela deve fazer isso. Não faz sentido na cabeça dela. E eu costumo dizer, a gente só memoriza aquilo que a gente tem vontade de aprender, né? Com certeza. Conforme você foi falando e conectando exatamente isso com diversos outros pontos da sua trajetória, eu fiquei pensando naquilo que o pessoal da área de psicologia chama de teoria eh de de terapia de
exposição, né? Conforme você é exposto é exposta a uma realidade, aquilo traz algum tipo de aprendizado, algum tipo de vai criando casca, né? E a pessoa então vai evoluir em cima disso. Você tá me dizendo é exatamente isso. Quando a pessoa ela é exposta a uma prova na prática real e Ela se depara com o choque que é a quantidade de questões de lei seca que ela não se preparou e ela ouviu, mas não deu crédito, aquilo vira uma chave na cabeça dela para começar estudar dessa forma. Ou seja, a pessoa tem que se expor
para poder vivenciar e aprender, né? E gente, bora, bora assim facilitar nossa vida, né? Eh, tem alguns que assim não querem dar o braço a torcer, tá? A se expõe, sabe que é não, mas deixa eu ver, porque não faz sentido. Aí vai paraa outra prova, faz a mesma coisa e aí faz de novo. Quanto antes você aprender mais rápido com erro, eh, mais fácil a tua rotina de estudos vai ser, porque você vai ver resultados de forma mais breve também. Então, às vezes o concurseiro ele tá estudando errado por mais tempo, porque ele também
é um pouquinho cabeça dura. Ele às vezes ele quer porque quer que vá na mar daquele jeito e enfim, ele não se adapta a, ele não é maleável a uma crítica construtiva, que é reconhecer seus erros para que você não cometa mais os mesmos erros. Então é importante demais isso, é o concurseiro entender que concurso é avaliação e avaliação é erro até que você erre menos. Quando você errar menos, porque nenhum concurseiro passa com nota 10 em tudo. Nenhum. Aí um desafio. Não existe concurseiro nota 10 em tudo. Ele vai errar alguma questão da objetiva,
algum ponto da subjetiva, algum ponto da oral, vai acontecer. Então algo vai acontecer dentro do concurso dele, porque ele não vai ser nota 10 e você tem que saber lidar bem com os erros, né? E aí, entendeu? O erro Faz parte da jornada e você vai ser um profissional capacitado, habilitado e pronto e preparado o suficiente para o cargo, mesmo errando. O importante é que você erre menos e tenha habilidade para lidar também emocionalmente com os erros ali que porventura poderão acontecer eh durante uma prova oral, caso você não saiba responder uma pergunta ou durante
uma prova discursiva, caso venha uma questão aberta e você não saiba muito bem o que é que o examinador quer, mas você não vai deixar de escrever lá alguma coisa, né? Você não vai deixar de escrever, você não vai deixar em branco, tá? Pessoal, adorei essa, adorei essa frase que você falou. Umcurso é avaliação, avaliação é erro e a aprovação é R menos. É exatamente isso, né? Assim, você não se eu adorei que você falou quando, chamou uma atenção para isso. Ninguém passa porque sabe tudo ou porque é 100%. Porque fez uma gestão de menos
erro, né? Daí a questão do planejamento, daí a questão de fazer muita questão, daí de questão de de eh focar na lei seca porque é o que mais cai, enfim. Perfeito, Rut, maravilhoso. Assim, a gente tá caminhando aqui pro final e eu sempre faço, já te agradecendo muito aí por ter compartilhado tua história, né, E tantas dicas úteis, deixando aí a recomendação, galera, para dar uma olhada no livro. Eh, mas Rute, eu eu sempre faço um desafio pros meus convidados e as minhas convidadas aqui, que é o seguinte. Imagina que o pessoal chegou até aqui,
aliás, galera, dá aqueles 3C, né? Comentar, compartilhar e curtir. Eh, e o pessoal chegou aqui agora e eles querem anotar uma frase sua. Essa frase eles vão botar no vadmecon, no computador, na parede, na geladeira, no livro. É a frase que eles vão bater o olho para poder encontrar ali um respiro e continuar. Que frase seria essa? Duvide do destino. Acredite em você. É uma frase que eu carrego comigo desde quando eu descobri que eu ia ser mãe e ia continuar na jornada. Eh, eu passei por muitos desafios e eu acho que há muitas crenças
sociais e crenças de terceiros que não nos pertencem. Então, algumas pessoas chegaram para mim com comentários cruéis. Sim, as pessoas são cruéis, algumas às vezes por intenção, às vezes sem intenção e elas vão te desanimar, né? Mas você não pode ser feito só de motivação, você tem que ser feito de propósito real, estrutura, né? base, formação, você tem que saber por que você quer aquilo. E o fato de eu Ter muita crença de que o meu sonho era possível e eu era merecedora da desse sonho me permitiu entender que mesmo sendo humã, estudando para concurso,
eh que eu ainda assim ia conquistar tudo aquilo que eu quisesse. Foi por isso que eu tentei o doutorado, foi por isso que eu continuei fazendo prova e foi por isso que com toda certeza eu não desisti do concurso da magistratura. Porque algumas pessoas quando acontece um obstáculo na vida, existe a a virada de chave na vida delas que elas podem ou eh forjar aquilo para elas ficarem mais fortes ou elas simplesmente são arrastadas pelo momento, né? Então a deixo para todos vocês é essa do vídeo do destino. Acredite em você. Nada do que acontece
com você precisa ser um ponto final na tua trajetória. Pode ser somente um momento épico, especial ou um momento difícil em que você vai precisar se forjar aí para poder saber lidar com essa dificuldade, mas que no futuro você vai est aí contando sua história para vários alunos ou quem sabe para pessoas, né, que você precise aí inspirar com a sua trajetória de vida. Tá bom? Muito bom. Adorei essa frase. Eu acho que inclusive é a frase do seu Instagram, não é isso? Do vídeo do Dentino. Muito bacana. E você quer, você já falou do
seu livro, você tem mais alguma outra coisa que você queira indicar pro pessoal, o seu Instagram? Enfim, Gente, eu tô sempre dando dicas lá no Instagram. O canal é Rute Araújo Viana, é um canal gratuito, né, de dicas de estudos para concurso. Eu nem sempre consigo responder a todos, mas eu em regra faço um uma caixinha de mensagem. fala que eu discuto no final de semana e aí eu tento responder dúvidas, né, dos alunos sobre metodologia de estudos, eh, sobre trajetória, fala um pouquinho também sobre a magistratura. Sejam bem-vindos e se por acaso vocês me
verem por aí, eh, falem comigo, me deem um oi, porque às vezes as pessoas chegam para mim no Instagram e dizem assim: "Ai, professor Divino, sei aonde, fiquei com vergonha, não falei com você". E eu adoro bater foto e dizer assim: "Ai, que bom, às vezes eu já tive aluno que virou magistrado, virou magistrada e para mim é maravilhoso fazer parte, nem que seja só um pouquinho assim eh do futuro de cada um de vocês." Tá bom? Muito legal. E Rute com th. Isso. R TH. Rute com TH e o Viana um N só. Exatamente.
Perfeito. Só pro pessoal achar aí fácil. Rut, muito legal. Você tá falando da da fé, né? E aí eu fiquei lembrando pensando no seu nome e da personagem Rute na Bíblia, né, que foi uma pessoa que se foi muito marcante na história bíblica pela lealdade dela, né, pela fidelidade dela, né, uma história muito bacana e e em parte a fidelidade dela com a família, né? E e eu vejo isso na Sua vida, né? você muito dedicada à sua família, quatro filhos passando com uma filha, depois outro filho, depois ele seguindo você, né? Ou seja, uma
história de uma história de lealdade, né? E de muita parceria e de muita dedicação. Você falou que a depois de Deus a família é a prioridade, né? Então, eh, saindo um pouquinho desse universo de concurso, pegando uma coisa um pouco mais assim, mais humana, né? Eh, me tocou bastante essa essas escolhas que vocês fizeram e de estarem juntos em todas as situações, né? Como isso deve ter sido importante para você? Ah, com toda certeza facilitou muito eh a união, assim, a gente permanecer unido, mas não foram só momentos assim, tá, gente? é que a gente
a gente, né, não fala tudo, mas a gente eh esses eh é como eu digo assim, quando você tem uma base muito sólida eh você sente uma segurança no seu propósito muito grande. E o fato de você sentir segurança, isso se transpõe e quebra barreiras que existiam e não vão existir mais simplesmente porque você consegue passar isso para os outros. E na hora que você passa para os outros, você enradia eh tudo isso que você é, pode ter certeza, vai ficar tudo mais fácil na sua vida, porque as pessoas também que estão ao seu redor,
elas vão sentir segurança em você, em sentir certeza Daquilo que você quer, daquilo que você se propõe a fazer. E é isso, tá? Muito bom, muito bom. Perfeito, gente. Se você gostou, vá lá, se entra no canal da Rute, participa, dá uma olhada nesse livro, tenho certeza que pode ajudar bastante. Rute, mais uma vez muito obrigado por parar um tempo tão precioso aí. A gente, a gente teve momentos que a gente ouviu aí as crianças brincando, não sei quê. Desculpas, viu? Briga também. De vez em quando aqui eu escutei umas [risadas] uns carão também. Peço
perdão, viu? vida real, vida real. Não, não. Na verdade, eu que peço assim, eu fico honrado de nós, eu, a gente roubou a mãe deles ali por um quase 1 hora e meia. Aí a gente deu essa roubada da sua, do seu tempo. E muito obrigado por compartilhar sua história. Que Deus continue te abençoando, que o ainda muita coisa pela frente na na magistratura, nas suas aulas, nos seus projetos e que a sua família continue aí sendo abençoada. Obrigado demais. Valeu, abençoe. Obrigado. A última palavra é sua, despedida é sua. Não, só você pediu para
Deus me abençoar também. Tô pedindo para Deus lhe abençoar. Abençoe todos vocês que estão assistindo a gente. Eu desejo que realmente a trajetória de vocês seja Feita de muitos momentos felizes, que vocês se sintam gratos por cada momento da jornada, tá certo? Por mais difícil que pareça, tá? E é isso. Obrigada, até mais. Quem quiser me encontrar, @rutearviana lá no Instagram, tá bom? Beijão aí todos. Beijo. Valeu. Tchau.