[Música] Antônio Brasiliano, mais um risco no ar. Tudo bom, pessoal? Hoje nós vamos estar conversando com vocês através de um evento que teve na Inglaterra chamado Risk in, tá certo?
de 2025, neste ano, aonde houve uma discussão com dois especialistas para eles estarem identificando quais são os principais maiores erros na área de gestão de riscos. Então, nós vamos citar seis erros que eles colocaram lá em discussão e acabaram tendo como um resultado da pesquisa feita com os grupos que participaram do evento e depois com a própria consolidação que eles fizeram. é importante para nós, porque dá uma visão clara do que às vezes nós cometemos aqui.
Vamos lá, então. Primeiro erro que o pessoal comete bastante. A empresa acha às vezes que a área de risco é indispensável.
Então eles consideraram que tem empresas que, por exemplo, às vezes vai até desconectar, apagar a área de riscos da sua gestão e tem empresas que não vai sentir nada no início, em seguida passa a sentir. Então, entra uma cultura meio que do velho oeste, cada um vendo o seu lado, cada um vendo, na verdade, o seu risco ou a sua oportunidade e não tem alguém para poder equilibrar a questão do risco oportunidade na realidade, tá certo? E recompensas.
estão risco recupera, oportunidade é um ponto fundamental na gestão de riscos. Então esse erro de achar que ela é indispensável, a gente fica colocando e levantando essa bandeira para que a gente fique atento a isso. O segundo ponto que eles colocaram claramente de maneira direta é que a matriz de risco ou o mapa de calor, como queira ainda é muito utilizado em todos os relatórios e no Brasil também.
Nós usamos bastante isso e eles falam que isso às vezes é um autoengano ou que nós podemos achar que a matriz de risco por si só é 100% segura. Por que que é 100% segura que nós entendemos que seja? Porque nós não colocamos na matriz e com toda a razão um viés prospectivo, um viés que aquilo não é 100% certo.
Dá uma ideia clara de controle, dá uma ilusão pra gente inclusive que isso é verecível, que isso aí é na verdade extremamente, né, real. E às vezes não é porque se variáveis vierem a ocorrer, aquela matriz pode mudar radicalmente. Então o que que eles pedem pra gente fazer?
Coloque o risco na matriz, mas sempre atrelado a cenários com variáveis que possam estar mudando o contexto. Então esse é um erro que temos que pensar, porque nós aqui no Brasil não utilizamos na gestão de risco a questão prospectiva. Então isso é um ponto importante.
Outro ponto, colocar média em vez de colocar a incerteza. Colocar média é a gente colocar na matriz, né, o número lá estampado, o número chapado, né, no quadrante X PTO, verde, amarelo, laranja ou até vermelho, tá certo? E achar que aquilo também fica sendo real.
Só que nós esquecemos da complexidade da incerteza. Nós dizemos que a incerteza quase que não existe quando você mostra isso para a alta gestão. Ou seja, nós temos que levar com eles o cenário construído, a narrativa construída.
Então, nós temos que colocar o risco dentro de uma narrativa, colocar ele quantificado nessa narrativa, mas sempre com uma narrativa. Por quê? A gente não pode apresentar para um conselho de administração que a chance do risco vir acontecer é X uma simplicidade muito grande.
Nós temos que levar em consideração o que a narrativa que nós temos sobre aqueles riscos. Então isso que é fundamental importância a gente dar esse entendimento. O quarto risco, isso é fundamental aqui pra gente, a gente acha que os tomadores de decisão eles são eles tomam a decisão racionalmente e isso é uma baita de uma inverdade.
Então, na matriz de risco, nós temos que ter, na verdade, um modelo, não na matriz de risco, modelo gestão de risco, ele é um modelo teoricamente racional, mas isso não funciona quando o tomador vai decidir sobre que tem que fazer em relação à aquele risco. Então, nós temos que transformar num modelo que seja mais factível possível, mas levando o quê? Em consideração requisitos psicológicos, requisitos da dimensão de fato do impacto, que isso que é importante.
E aí entra de novo a perspectiva pra gente trabalhar com ele, que não é racional. Nós temos que dizer que pode ou não acontecer. Se a gente colocar o risco numa probabilidade baixa e ele vier acontecer, vai ser difícil a gente explicar o porquê.
Porque na verdade nós colocamos uma aia em cima da racionalidade e nós entendemos que isso é o nosso normal e não é o nosso normal. Esse quarto risco aqui, pensar que a análise de risco não exige técnica, exige mesmo qualitativamente, nós temos que tá colocando técnica, mesmo que você vai avaliar ou matematicamente e qualitativamente, no meu caso aqui, eu desconsidero, né, 100% a matemática, porque ela fica sendo projetiva. Então nós temos que levar em consideração os cenários prospectivos, as variáveis que estão colocadas e inseridas naquele contexto, tá certo?
Então isso é fundamental a gente pensar. Não podemos raciocinar de uma maneira puramente fria e racional, não é? Tem que colocar as as pimentinhas no meio do caminho e verificar que isso dá.
Isso é uma briga grande ainda aqui no Brasil e ainda no mercado, porque a área de riscos no Brasil não trabalha com visões prospectivas. Isso é importante pra gente. Vejo que das seis, né, eh, erros, que eu vou falar aqui, tem mais um, tá certo?
Até agora o quinto. No quinto, três batem especificamente na questão prospectiva, tá certo? E o último que eles falam que é um erro crasso que continua a existir na Inglaterra, no mundo e no Brasil também, é a desconexão que tem entre risco e estratégia.
As discussões não são feitas integradas, não há uma interação entre risco e estratégia, não tem, embora as melhores práticas falam que deveria ter, mas isso acaba não acontecendo. Então isso é fundamental importante a gente entender e sentir, na verdade que temos que procurar integrar as duas disciplinas: risco como estratégia. O ideal é a gestão de riscos fazer, na verdade, executar junto com a área de planejamento, né, o planejamento estratégico da empresa.
Caso contrário, nós vamos sofrer surpresas, porque, na verdade, a grande sacada da gestão de riscos é identificar o qu as bolhas é identificar o quê? os riscos emergentes que estão por vir e que são o quê, na verdade, eles são resultado da interconectividade entre os vários riscos que hoje nós temos, os chamados metariscos. OK?
Bom, senhores, eu quis falar sobre seis riscos hoje. Não falamos muito, mas é um ponto fundamental vocês entenderem que esses erros, na verdade, esses erros na gestão de risco, que são riscos para nós, gestores de riscos, deve ficar, nós devemos estar atentos e prestar atenção que desses seis riscos, quatro riscos pelo menos dizem e falam sobre prospectiva. Então nós temos que sair de um modelo mais racional, de um modelo mais matemático, de um modelo que, embora seja qualitativo, a gente usa a régua para poder estar usando aquela reguinha que a gente coloca parâmetro e ir para uma visão muito mais prospectiva, muito mais ousada de olhar pra frente e olhar o futuro.
A grande sacada, no meu ponto de vista, é essa. Temos que olhar o futuro e olhar pra frente. OK, senhores?
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M.