Bem-vindo à aula do triângulo de Carma. Eu ia falar triângulo do triângulo de Carpan. Quando a gente vai falar de triângulo de Carman, a gente vai falar do triângulo dramático que envolve a vida de todas as pessoas.
A primeira coisa que eu quero que você faça aí é que você pegue uma folha em branco, desenhe um triângulo nela e coloque em cima aquelas posições que eu trouxe aqui para você. Salvador na parte de cima, que seria a primeira posição, vítima na direita, segunda posição e agressor na esquerda, terceira posição. Eu vou usar o flipchar para te dar algumas explicações daqui a pouco.
Becartman é um médico que ainda estudante de pós-graduação, escreveu um artigo intitulado análise do conto de fadas do script do teatro. Na pós-graduação, ele tava estudando Eric Bernet. Esse Eric Bernet ali em 1968 eh traz de uma maneira simples e clara esse triângulo de Carpman.
Eu como sempre com as minhas anotações, porque eu estudo para dar aula para vocês a coisa que não é brincadeira, né? Então, eh, ele traz de uma maneira clara o triângulo dramático, trazendo o quanto esse triângulo nos envolve e o quanto nós estamos envolvidos no triângulo em todas as nossas relações. Eu quero que você pare e, preste atenção nessa estrutura de triângulos em tudo aquilo que a gente enxerga na nossa vida.
exemplo, todas as novelas têm o salvador, que a gente também pode chamar de herói, a vítima e muitas vezes essa vítima é o mocinho e o agressor que seria o bandido, né, o vilão, a vilã da novela, que também vai ter no filme, que também vai ter no jornal. Como assim, primo, jornal? Salvador, o repórter que está ali falando mal do acontecimento, a vítima ou o povo ou a pessoa que sofreu assalto ou a pessoa que foi roubada, ou a pessoa que sofreu abuso, ou, enfim, e o agressor, o bandido ou político ou, enfim, a gente vai ter o triângulo em todos os lugares e lá na nossa casa também, aonde nós vamos estar na posição ou de Salvador, ou de vítima ou de agressor.
E já preciso te dizer de antemão que só existe vida de verdade fora do triângulo. Isso aqui é ponto chave para você compreender triângulo de Kartman. Também preciso te trazer que através desse triângulo você pode dar uma palestra em absolutamente qualquer lugar.
O triângulo ele traz pra gente um olhar para todas as estruturas. Ele serve para bullying, ele serve para professores, ele serve para alunos, ele serve para empresas, porque eu me comporto na empresa como salvador, vítima ou agressor. Eu vou me comportar na vida como salvador, vítima ou agressor.
E só quando eu saio deste lugar é que eu realmente posso crescer. Vamos lá. Deixa eu continuar aqui dentro das das minhas anotações.
O o o Dr Bern Stepen Carpman estava estudando, e eu gosto de falar Kpman direto porque fica mais fácil para nós, ele trouxe como uma das funções dos sistemas familiares. O sistema familiar é o sistema aonde o aonde o indivíduo nasceu, né? Todas as pessoas nasceram dentro de um sistema, de uma família que tem um sistema de vida, que tem um sistema de cultura, que tem um sistema de crenças, são sistemas dentro de outro sistema, certo?
A gente vai ter como primeira função dentro do do sistema, eh, a princípio, pelo que o Dr Berner trouxe, o perseguidor. O perseguidor é aquela pessoa que vai est brigando sempre. E eu vou trazer esse explanado um pouquinho mais para frente aqui dentro desta aula.
A gente vai ter mais duas funções que seria a vítima ou bode expiatório e ainda teremos o salvador ou o médico da família, aquela pessoa que é o o da galera ou do deixa disso ou que fica protegendo todo mundo, certo? Aonde a gente reconhece o triângulo dramático no padrão contínuo de todas as pessoas na sociedade, sempre em um ou em todos os papéis. Normalmente quem está em um papel vai estar em todos e você vai entender isso aqui hoje também.
Esses padrões são padrões contínuos de ataque, defesa e proteção inerentes a todo ser humano. Na teoria do triângulo, que foi publicada em 1966, o Dr Bernet veio trazer como uma das oito partes da teoria dele de sistemas familiares. Ele estudou durante muito tempo casamentos e por isso ele trouxe essa teoria dos sistemas familiares.
Quero te dizer que é uma das teorias que é base inclusive da constelação familiar. A gente vai ter outras também, mas isso eu vou falar um pouco mais paraa frente em outras aulas. De maneira simples, o triângulo dramático diz que sempre duas pessoas que quando diz sempre que quando duas pessoas entram em conflito, nós vamos precisar de uma terceira para que possa acontecer a vazão do estresse.
Como assim, Priscila? Nós temos um casal brigando muito. A mulher vai contar para alguém que ela tá brigando para que ela possa liberar nela o estress desse conflito e assim permanecer dentro do relacionamento.
E aqui nasce o triângulo. A terceira pessoa ou vai ser um salvador ou vai ser um agressor. Por quê?
Porque quando eu vou contar que está acontecendo algo comigo, eu estou me vitimizando. E se eu vou conversar com alguém, eu vou buscar um salvador daquilo que eu estou vivendo, que pode se tornar um agressor também, já que essa pessoa para me salvar vai falar mal do outro junto comigo. E aqui a gente tem apenas um ponto de vista do triângulo.
seria uma maneira de manter, digamos assim, o equilíbrio no meio de todo esse estress. Nós temos outros modelos. A questão de maneira clara é que a vida só flui fora do triângulo.
Então, vamos lá. Eh, eu preciso trazer para você aqui agora de maneira muito clara cada um dos pontos. E eu vou te trazer em primeiro lugar a vítima, porque nas minhas anotações eu primeiro anotei a vítima.
Mas nós podemos começar pelo salvador e podemos começar pelo agressor. Isto na verdade é independente do momento de falar do triângulo de Kartman para qualquer pessoa. Para que você utilize o triângulo de Kartman dentro dos teus atendimentos, isso vai mudar o teu jogo.
Você vai dizer para mim: "Por qu, Pri? " Porque o triângulo de KMA mostra pro teu cliente aonde ele tá. Mostra pro teu cliente o quanto ele ou tá se se vitimizando ou tá se colocando na posição de salvar todo mundo para não olhar para si mesmo ou está agredindo as pessoas.
E aqui você consegue conscientizar o teu cliente de uma maneira simples, clara e direta, da mesma forma que eu tô conscientizando você agora. Lembrando que nós precisamos alargar mentalmente para que a gente possa com um conceito novo, poder olhar para aquilo que a gente tá fazendo e mudar essa atitude, certo? Então vamos lá.
A vítima procura outras pessoas para desabafá. Não querem se responsabilizar. Choram, costumam provocar para serem humilhadas e tem comportamento autodestrutivo, ou comida, ou com compras, ou com dependência emocional.
Desconcertando, desconcertadas. Elas fingem estar desconcertadas da situação que tá acontecendo com elas. para que elas permaneçam dependendo do outro para ser salvas.
Mas eu quero te contar uma coisa, na verdade essa pessoa não quer sair do problema. Ela cria o problema, ela aumenta o problema, mas sair dele de verdade ela não quer. Deixa eu te trazer aqui um outro ponto de vista importante.
Eh, quando eu digo para você de ter comportamento autodestrutivo, essa pessoa pode ter comida, com compras, com dependência emocional, com relações tóxicas, tóxicas e principalmente ficando doentes. E por que ficando doente? Porque isso é uma maneira de eu me vitimizar e buscar atenção de um salvador para olhar para mim, para me colocar no colo, para cuidar de mim.
A vítima, ela sempre se coloca no lugar do eu não posso, eu não consigo, eu não dou conta, tá? Eh, ela costuma perguntar para várias pessoas diferentes o que ela faz com a situação que tá acontecendo na vida dela, mas não importa o que ela ouça, ela não aplica. E se ela aplicar e aquilo der certo, ela vai ter que se tornar responsável e ela não quer responsabilidade.
Eu preciso declarar para você que em nenhum dos três papéis as pessoas querem autorresponsabilidade. Eu eu me responsabilizo por aquilo que eu estou vivendo. Eu tenho uma parte de erro aqui da qual eu preciso olhar para que tudo isso mude.
Nenhum dos três quer autorresponsabilidade. Certo? Vamos lá.
Principais frases que a gente vai ter numa vítima. Pobre de mim. Ai, como eu tô triste hoje.
Cuidem de mim. É um é um nível é o nível de, como é que eu vou dizer para você isso aqui de uma maneira clara? Inconscientemente a vítima quer que cuidem dela e dos problemas que ela criou, certo?
O que que a gente vai ter? uma pessoa com autoestima muito baixa. Outras frases que a gente vai ter aqui eh para essa pessoa eh eh inconscientemente é: "Cuidem de mim, resolvam os meus problemas".
Mas frases que essa pessoa vai dizer na vida: "Me sinto preso, me sinto amarrado, me sinto amarrada, não consigo resolver". Eh, ela quer que as pessoas tenham pena dela e e ela carrega com ela um sentimento eh muito importante de impotência, tá? Inconscientemente ela quer que as pessoas tenham pena dela.
É como se os sonhos dela tivessem sido perdidos ou negados. E dentro disso ela se sente impotente e quer que o outro cuide e resolva tudo para ela. É como se ela tivesse cobrando do outro tempo todo aquilo que ela não recebeu de alguém.
A gente vai tá ligado, obviamente, a pai, mãe aqui. Ahã. Ela vive uma mistura emocional muito grande de insegurança, conforto e medo.
Insegurança porque ela não tá feliz no que ela vive e não se sente segura nesse lugar e no que ela está vivendo. Conforto por quando ela encontra o Salvador, esse Salvador sempre diz: "Ai, tadinho, ai, eu vou resolver. Ai, como você aguenta?
Ai, porque só você aguenta esse casamento. É um conforto e a relação do medo é como será o dia de amanhã se eu continuar aqui? Mas eu não tenho atitude para sair.
A grande questão da vítima é a atitude. Se eu tomar a atitude e sair daqui, como eu vou fazer agora? Se eu for responsável por acabar com essa situação, como eu serei responsável pelo próximo passo?
E aí ela fica presa no lugar que ela está vivendo. Ela tem um ganho oculto e secundário. E normalmente ela é manipuladora.
Você vai dizer para mim manipuladora como? Pri. Se ela é uma vítima e ela vai contar pro Salvador, ela vai manipular esse salvador para ele ficar com raiva do agressor dela.
Concorda comigo? Para que eu tenha uma vítima, eu tenho que ter alguém agredindo ela. E para que eu tenha um salvador, fatalmente esse salvador vai ter que virar agressor do agressor da vítima.
Certo, Pri? Não entendi direito. Já vou te explicar ali no flip chat, vai ficar mais fácil.
Ah, normalmente, normalmente, como eu já te trouxe antes, esses papéis eles se alternam, né? Eh, essa vítima, ela pode estar conectada no transgeracional com alguém do sistema dela, que também sofreu situações aonde essa pessoa era uma vítima e foi muito humilhado. Por exemplo, minha mãe eh apanhou muito e eu arrumo um casamento onde eu apanho muito.
Tô conectada com o casamento da minha mãe, com a minha mãe, tentando salvar de alguma forma o meu pai agressor para que ele deixe de ser me envolvendo com um homem difícil, aonde eu apanho e sofro a mesma coisa que a minha mãe. Nós temos aqui duas questões, lealdade invisível e temos essa essa esse link, essa conexão do transgeracional. Às vezes nós temos muitas mulheres já vivendo esse tipo de comportamento, esse tipo de relacionamento que uma pessoa aqui na frente tá repetindo também.
A vítima, ela se infantiliza nas dificuldades, eh ela guarda bastante rancor, principalmente conforme o tratamento que ela tem, conforme o tratamento que ela recebe. Quando alguém olha para ela e diz assim: "Ai, pelo amor de Deus, tu vive nisso aí porque tu gosta de apanhar". Ela lhe diz assim: "Ai, tu viu como é que a pessoa falou comigo?
Até parece que ninguém entende o meu sofrimento. Ela fica com rancor quando o outro não coloca ela no lugar de vítima que ela quer estar. " Você consegue entender o tamanho da encrenca que é isso?
O tamanho da treta que é isso? Vamos olhar pro Salvador agora. O Salvador ou herói, ele não, em primeiro lugar, ele não acredita na capacidade do outro.
A vítima não acredita na própria capacidade de resolver as coisas, ela acredita que ela precisa de outra pessoa para resolver. Mas quando essa pessoa mostra para ela como resolver, ela não resolve. O Salvador, ao contrário, ele não acredita na capacidade do outro.
Ele se coloca no lugar de serviçal, de facilitador. E nesse lugar ele pode ser uma pessoa propensa a se intrometer em problemas dos quais ele não foi chamado para resolver esses problemas. Tá?
Então, as frases aqui seriam: "Eu posso te ajudar, qualquer coisa eu tô aqui", né? Essa pessoa se sente culpada se ela não ajuda a vítima. E se a ajuda não for reconhecida pela vítima, normalmente ela se torna uma agressora.
Aí eu fiz de tudo, não sei o que, eu tô lá toda a vida. E olha aí, ó, nem para dizer muito obrigado, eu tenho que me dar, eu tenho que me dar mesmo. A, a, o Salvador rapidamente se torna agressor.
Você consegue entender aqui quando eu disse que quem tá numa posição tá em todas e que é muito difícil se você tá numa posição, não estar em todas, porque no momento que você é vítima e você senta para conversar com o seu salvador, com a pessoa que vai ouvir as tuas lamentações desta, deste relacionamento, já que tudo é relacionamento, eu vou sentar com esse Salvador. Foi para quê? Para falar mal de alguém.
E se eu falo mal de alguém, o que eu tô fazendo? tô agredindo, eu saio do papel de vítima e me torno agressor e faço o meu salvador se tornar agressor. E nós dois juntos agredimos o meu agressor.
E muitas vezes a gente ainda vai ver na vítima ela falar, falar falar, falar mal do agressor dela e quando você ataca o agressor, ela diz: "Ai, não, mas ele ele me bate, mas mas quando ele não bebe, ele é tão bonzinho. " Então, ao mesmo tempo que ela gride e se vitimiza por est nessa relação, ela também se coloca como salvadora. A gente consegue ver os três papéis no mesmo momento, entende o tamanho da treta?
Ah, voltando aqui pro Salvador. Ah, o Salvador vai ter falas do tipo: "Coitado dele, coitada dela, né, pra vítima. bateu tanta pena, eh, existe uma necessidade dele de recuperar alguém da dor que ele viveu, tá?
A gente vai ver muito na vítima crianças que não tiveram direito de chorar, ah, criança interior, no caso aqui, né? pessoas que na infância não tiveram o direito de chorar, eh, pessoas que não tiveram o direito na infância de não tiveram direito, na verdade não, né, mas que tentaram salvar os pais de alguma forma. Então, uma mãe que tava sendo espancada de maneira contínua pelo pai, a criança viu isso e não podia fazer nada.
E aí agora ela vai lá na vida ser a mesma vítima que a mãe. Além de tá lincada o destino da mãe ainda por cima, e normalmente essa ela criticou bastante essa mãe, tá aqui sendo agressora por ela ter ficado nesse casamento. Além dela viver essa mesma vida, ela fica nesse nesse triângulo com ela mesma de ser vítima, salvadora e agressora do marido, do relacionamento.
que aqui a gente vai ver isso com filho, com sogro ou com sogra de várias formas, tá? Eh, então o salvador ele vai ter ele vai ter a intenção de salvar alguém de maneira desesperada que ele não poôde salvar lá na infância, que pode ser o pai, a mãe, os irmãos, eh, alguém que ele amava muito, um avô, uma avó, enfim, a gente vai ter várias pessoas que essa pessoa possa estar querendo salvar. Medo de não ser necessário na vida do outro é algo muito importante dentro da estrutura do Salvador.
Porque o Salvador, como ele se coloca disponível o tempo todo, o grande medo dele é não ser necessário. Você percebe que aqui essa pessoa ela se torna muleta e ela cria, ela educa dependentes emocionais justamente por não acreditar que o outro tem capacidade de resolver os problemas sozinhos. E é por isso que ela se torna intrometida.
Talvez você já esteja se reconhecendo ou reconhecendo pessoas da sua família nesses papéis. E que bom que eu vou te explicar como sai deles, né? Então, que pena do fulano.
Outra fala de Salvador é não é justo. Ele ele quer aliviar a própria dor de não ter salvo alguém na infância e a culpa do que essa pessoa sofreu, salvando todo mundo o tempo todo. Aonde que a autorresponsabilidade entra aqui?
enquanto ele salva todo mundo, ele não precisa olhar paraa própria vida e vive exausto e vive cansado e não entende a quantidade de coisas que tá carregando de maneira excessiva, justamente para não olhar para si e paraas suas próprias dores, batê-lo, né? Ã, ele mantém a vítima dependente, não resolve o problema e sofre com isso, porque eu não sou capaz de resolver o problema da vítima. E por que que eu não sou capaz?
Porque a vítima não quer resolver. Se ela resolver, ela se torna responsável. Ela não quer resolver.
Ah, a o a grande fala do eu não sou bom o suficiente, eu não dou conta, eu não sei o suficiente, eu nunca tô pronto ou eu nunca vou ser bom o suficiente. Tá dentro da ideia de salvar o outro, mas nunca vê o problema do outro resolvido. Aqui eu não sou bom o suficiente.
Se eu fosse bom, eu resolveria o problema dele. Mas como você vai resolver problema de alguém que não quer ficar de pé? É como se você tivesse em pé em cima de uma mesa e eu tivesse sentada numa cadeira colada por super bonder.
E eu quero dizer para você que a cadeira que eu tô sentada colada por super bonder é a cadela é a cadeira da vítima, certo? Você tá em cima da mesa e os nossos braços estão colados com super bond e você tá em cima da mesa me puxando. Levanta Pri, levanta, Pri.
Fica de pé. Sai dessa relação, levanta, Pri, sai desse trabalho, levanta, pri, sai desse lugar que tá te machucando. Vamos Pri, levanta.
E você vai ficar forçando e me puxando. E os nossos braços vão sangrar, porque a cadeira que eu estou, ela é confortável. Você sempre tá disponível para me ajudar.
Você sempre tá pronto. Você sempre tá pronta. E eu continuo aqui colada em você, sem mexer para sair, porque eu tenho ganho secundário.
Qual é o ganho secundário? Você tá olhando para mim o tempo todo, bateu. Quando a gente consegue entender essa estrutura com clareza, a gente consegue entender os papéis que a gente tá e como que a gente vai fazer para sair, certo?
Ã, voltando aqui pro Salvador, ele retroalimenta a vítima. Sempre tem mais de uma vítima, sempre tem mais de uma pessoa para ajudar. Então, eu sou disponível paraa minha sogra, sou disponível paraa minha cunhada, sou disponível pro meu marido, sou disponível para todos os problemas da família do meu marido, para todos os problemas dos meus irmãos.
E assim nós vamos resolvendo tudo de todo mundo e sempre ficando para trás, porque se eu tiver responsabilidade por resolver os meus problemas, eu vou ter que dizer não. E eu tenho medo de frustrar o outro e de não ser necessário. Se sacrifica pelo outro e vive exausto.
ajuda esforçada e sem necessidade e muitas vezes não pedida. Ainda teremos no Salvador. Estraga o Salvador, estraga as pessoas que ele ajuda.
Eh, por quê? Porque ele não dá oportunidade dessas pessoas evoluírem e crescerem de verdade. Você consegue compreender?
Importante, né? Frequentemente se torna muleta das pessoas. pai e mãe de todo mundo, tá?
Eh, a gente vê com frequência no Salvador a fala do eu vou fazer, se eu não fizer, quem que vai fazer? Se eu não for lá, se eu não for resolver, quem vai, quem que vai levar se eu não levar? Falas do Salvador.
Pode jogar na cara ajuda, principalmente se não for validado, não recebeu muito obrigado que ele espera. O deixa disso, não vamos brigar, tenha paciência. Você sabe como fulano é também.
São falas do Salvador. Eh, ou ele pode ir pro lado do Salvador agressor. Eu já te disse para sair disso aqui, mas não importa o quanto eu fale.
Pode ir para esse lugar. Se eu pegar fulano, ele vai ver, porque eu vou lá hoje, vou acabar com essa palhaçada. Diga para ele que se eu for aí também são falas do Salvador agressor, sabe, né?
Só quando eu brigo, só quando eu falo ele para, porque é só eu que escuta. Pesado estar nesse lugar. Eh, também são falas do Salvador.
Eu me sinto mal, queria ajudar mais. Você vai ficar bem. Nessa fala do você vai ficar bem, mas eu tô disponível aqui.
Se você quiser, me liga. Se você quiser, pode conversar, se você quiser, eu vou te dar conselho. É um lugar de não deixar o outro crescer, percebe?
E nós precisamos sair do lugar, nem de nós estarmos como vítimas e não resolvermos os nossos problemas, nem de nós estarmos resolvendo os problemas que os outros criaram, porque a gente não tem como crescer resolvendo o que o outro criou. A gente não tem como olhar pra gente com medo de frustrar o outro pro não que a gente tem que dizer. E a gente vai ter outras aulas que vão complementar essa aula do triângulo do triângulo de Carpman.
Mas eu quis começar com esta aula para que você conseguisse entender que todas as estruturas que você conhece no mundo carregam esse triângulo. Quero que você perceba a partir de agora tudo que todas as pessoas fazem na sua volta. Você vai perceber em todas as pessoas salvadores vítimas e abessores.
A pessoa que reclama do trabalho, mas não sai dele vítima. A pessoa que reclama do líder no trabalho, mas não chega e olha para ele, diz: "Para de fazer isso que você tá me machucando". Agressor e vítima.
A pessoa que fala: "Tive que ajudar uma pessoa lá no meu trabalho hoje, porque não sei quem que machucou tralalá, Salvador. " E assim é no trabalho, é na família, é em todas as relações. Em todas as relações.
O que mais que eu quero trazer para você aqui? Existem necessidades inconscientes muito importantes dentro do Salvador. Primeiro, ser importante pro outro o tempo todo, ser necessário.
Segundo, manter manter-se ocupado para não resolver as próprias necessidades, não olhar para as próprias necessidades, até porque elas vão causar muita dor se você olhar. Terceiro, ajuda é falsa. Por que que ajuda é falsa?
Porque quer o outro dependente e quer receber gratidão. Então, se o outro não não permanecer me pedindo ajuda e não permanecer me agradecendo, eu não quero de verdade ajudar. Até onde essa ajuda é verdadeira?
Entende? Ela é uma ajuda falsa, porque eu quero ganhar alguma coisa por ter ajudado de verdade. Eu nunca faço nada pro outro apenas por fazer.
E por que que eu não faço nada pro outro apenas por fazer? Porque é inerente ao ser humano ser egoísta. Você faz porque você quer receber gratificação, você quer ser visto e tá tudo bem.
Isso é natural do ser humano. São manipuladoras porque sua ajuda é um suborno para ouvirem. Ah, se não fosse você, é um suborno.
Eu te ajudo e você olha para mim e diz: "O quanto eu sou incrível". É uma espécie de suborno. Sim, inconsciente, mas é uma espécie de suborno.
Necessidade de ser validado de maneira permanente pelo outro, de maneira externa. Você é bom, você é legal, você vale a pena. Ah, se não fosse você.
Bateu. Vamos pro agressor. O agressor, ele não valida a opinião, nem a integridade do outro.
Ninguém sabe mais que eu e ele ataca sempre. Então o agressor ele vai ser crítico e julgador. No agressor, eu tô certo, eu te disse, eu sei, eu sabia.
Ele nunca tá errado. E ele pode agir como um palestrinha. Então ele chega quando a pessoa vem contar que fez alguma coisa errada e daquele esporro enorme, né?
aquela briga enorme, aquela lavada no outro para mostrar que ele tem razão, que ele já sabia que isso ia dar errado, mesmo que, enfim, ele tem atitude de superioridade, né? Não sei porque eu ainda falo para você as coisas. É uma fala comum do agressor.
Ele busca vítimas, ele busca pessoas que ele pode tá apontando o dedo e cutucando a ferida. Mostra sempre raiva e mau humor. É acusador, mandão, rancoroso, desdenhoso.
Pode ser sarcástico e pode ser debochado nas suas colocações. Tem dificuldade de rir. Quer que as pessoas tenham medo.
O agressor ele costuma acreditar que respeito e medo são a mesma coisa, mas não são. Quando alguém te respeita, você não precisa gritar com ela para que ela te ouça. Na verdade, pessoas que gritam, gritam porque estão na criança e acreditam que se não gritarem não serão ouvidas.
Isso não tem a ver com uma vida de adulto e nem tem a ver com estar fora do triângulo, já que a vítima é uma criança chorona, a salvadora é a criança superheroína e a agressora é a criança que foi exigida, julgada, criticada e agora repete isso com todo mundo. Percebe? Percebe o tamanho da treta que tá dentro desse triângulo?
Ahã. quer que as pessoas tenham o medo dele, como eu trouxe antes, é controlador, grita se acreditar que tá certo, intimida e pode até ir para cima, tá? Pode agredir verbal e fisicamente.
Tem muitas regras que, se não são cumpridas, geram punição. Exemplos de punição do agressor. Ã, por exemplo, ficar sem falar, ficar sem falar uma punição severa que o agressor gosta muito de usar, tá?
Ah, quer ser reconhecido como autoridade. A culpa é sua. É tudo culpa sua.
Você errou. Aponta na cara. Você errou.
Ah, ele pode dizer que ele se ele nunca admite que ele tá errado. E se ele for falar de algum erro, ele vai dizer: "Eu errei porque você fez isso para que eu fizesse isso". Ele vai dar volta no erro, dizendo ainda assim que o erro culpa é sua.
Não olha para si, pros seus erros. é visto pela vítima como o grande causador dos problemas dela. Na verdade, na verdade, os problemas da vítima são, tá tentando salvar o agressor, tá se colocando no lugar de consertar uma pessoa que tem pai e mãe já foi educada, percebe, né?
Fica fica extenso e complexo, porque as pessoas não mudam, porque eu quero que elas mudem. Elas mudam se elas tiverem uma ampliação de consciência e se descer pro coração. É por isso que eu costumo dizer que eu quero a luz que tem um coração ensinável, porque se descer pro coração a gente tá no terreno fértil.
aonde você vai conseguir usar tudo isso a teu favor. Então, você perceber em que local você tá do triângulo também é mudar a tua vida, a tua trajetória, a tua história em todos os sentidos e parar de tentar salvar as pessoas, né? Não quer acreditar que tem que olhar para si o agressor.
Tem dificuldade de admitir que tá errado, é metralhadora. Sabe quando você fala uma coisa, uma pessoa dispara, não para nunca mais de falar e repete, repete, repete, repete, volta naquilo várias vezes. Pode falar durante semanas, durante meses, jogando na cara o erro e punindo.
Reprovam as atitudes do outro, não sabem agradecer, não sabem incentivar. Eh, se sentem muito sozinhos, são vingativos. e rancorosos.
Acreditam que medo e respeito é a mesma coisa. Já te trouxe isso. Normalmente são egoístas, pensam mais em si do que nos outros.
Quando está nos outros papéis, sofre muito. Quando tá na vítima sofre muito. E quando tá no salvador, sofre muito.
Todas as pessoas oscilam nos três papéis. A gente não vai ver um agressor só agressor. A gente não vai ver um salvador só salvador.
A gente não vai ver um vítima só vítima. A gente vai ver as pessoas oscilando nos três papéis, tá? Um salvador que senta para conversar com outra pessoa sobre a vítima, ai porque eu tô tentando ajudar ela, porque eu já falei um monte, porque não adianta, porque não me escuta, porque não tem jeito nesse lugar.
Nós temos um salvador que acabou de se tornar agressor. Tá falando mal da vítima. Isso acontece com frequência com terapeuta que se coloca disponível demais pro cliente.
Cliente eh é atendido por você e depois ele vem no WhatsApp várias vezes. O que que tá acontecendo aqui, né? um cliente vítima que tá buscando pai e mãe aqui dentro e você que tá se colocando na posição de salvador desse cliente, ouvindo ele fora do teu horário.
Além disso, ser falta de responsabilidade, isso também é falta de coerência. E para você que quer se tornar terapeuta, esse lugar você já tá sabendo que não é o seu. O cliente ele faz com você um contrato aonde você tem um horário para atendê-lo.
Tudo que exceder isso é tentativa de salvação desse cliente. E nesse lugar eu já nem posso atender, mas isso é outra aula que vem paraa frente, tá? Continuando aqui no no agressor.
Eh, acredita que batendo no outro, porque agredir é bater verbalmente ou não, né? Acredita que batendo no outro, o outro ganha a força e fica de pé porque ele apanhou muito. E é por isso que ele age dessa forma.
E aqui a gente vai pro olhar de que cada pessoa dá o que ela recebeu e o que ela tem. E que tem pessoas que receberam apenas paulada e que tem apenas paulada para dar. É isso.
E quando nós olhamos para as pessoas e entendemos o que elas têm para dar, nós paramos de esperar que elas nos dem. Fica mais fácil para nós e para elas. Ele pode adoecer muito cedo, tá?
Eh, ele também pode tornar-se mais calmo, mais velho ou mais rabugento e atacar mais, tá? As suas necessidades sempre são mais importantes do que o outro. O eu dele é mais forte, é intransigente e sofre por causa disso.
Tem dificuldade de voltar atrás e de perdoar. Eh, pode vir com falas, né? Por que você fez isso?
O que que você tava pensando, né? Buscando que o outro se desculpe com ele o tempo todo. Normalmente, normalmente, eh, ele tem questões muito severas com um dos pais.
Qual dos pais? Prie mais critica. O agressor vai ter questões muito importantes com os pais.
O salvador, se ele salva só mulheres, tá tentando salvar a mãe. Se ele salva só homens, tá tentando salvar o pai. E eu tô falando ele, né?
Mas ele, ela para todas as pessoas, certo? Hã, tem muita raiva e injustiça guardadas de maneira inconsciente. Sofreu e viu muitos abusos o agressor e guarda muita revolta interna.
Ele ele pode vir com falas de você não consegue, você é incompetente, eh eh você não vai dar nada na vida, isso nunca vai dar nada na vida. Qual é o seu problema? como eu trouxe antes, ele não resolve o problema com as atitudes dele e causa mais, né?
Acredita que tá certo e tá fazendo um melhor para ajudar o outro. Todas as pessoas tendem a acreditar que estão fazendo o seu melhor para ajudar o outro. Aqui agora eu quero te trazer a explicação dentro do flip chat, certo?
E essa explicação, ela vai fazer uma uma diferença maior para aquilo que você precisa entender aqui. Então aqui eu quero que você perceba como que você vai fazer para sair disso, ok? Se eu estou no Salvador, no eu posso te ajudar, no eu resolvo, OK?
Aqui em cima no triângulo, eu preciso que você compreenda que para que isso acabe, para que isso acabe também no cliente que você vai tratar lá na frente, a primeira percepção aqui é que quando a vítima do eu não posso fazer nada, o que que eu vou fazer e o mais, como assim, essa pessoa chega para mim e eu digo: "Oi, Maria, tudo bem? Como é que você tá? " Ai, tudo bem, Pri, mas meu marido continua do mesmo jeito, né?
Ai, meu filho ainda tá me incomodando. Ai, sabe, o pai e a mãe é o mais dela é sempre uma queixa. E o que eu preciso fazer para sair do lugar de Salvador, de salvadora?
Eu ouço a vítima e com muito amor eu digo: "E o que você quer que eu faça com esta informação? O que eu tô te dizendo é muito sério. Você vai dizer com muito amor: "O que você quer que eu faça com essa informação, meu amor?
" E essa pessoa vai olhar para você e vai ficar perplexa, porque a vítima está acostumada que você sempre dá um conselho, você sempre tenta resolver o problema. Então, o teu lugar agora é de deixar claro para ela que você não vai resolver mais. Como?
o que você quer que eu faça com essa informação? E ela pode se bater e dizer para você, eu quero que você me ajude. Aí você vai olhar para ela e você vai devolver o que você acha que seria o ideal para isso se resolver.
Ponha ela para resolver o problema que ela criou. Desta forma você deixa de ser salvador. Pri.
E se a pessoa ainda assim quiser o meu conselho e ficar ali exigindo que eu ajude, isso acontece muito com a mãe, com os irmãos, quando eles estão no lugar fora do papel deles, quando a minha mãe se torna minha filha e vem pedir conselho para mim do casamento dela, que é ela que tem que resolver, né? o meu pai quando eu estou fora do meu lugar aqui, eu preciso olhar para esta relação que eu tenho como como de Salvador e olhar para essa pessoa com a consciência de que ela criou o problema e que ela resolve. Sim, ela resolve.
Só ela pode resolver o que ela criou. E eu posso dizer aqui, posso falar, posso verbalizar, né? Você é adulta, você dá conta, mana, né?
Amiga, mãe, não, você é adulto, você dá conta, vai dar tudo certo. E não e não estender, não perguntar mais, não ajudar a vítima a permanecer nesse papel. A vítima vai até tentar falar para você mais uma vez, mas se você permanecer firme, ela não vem mais e a sua vida inicialmente vai ficar vazia de vítimas, porém infinitamente mais leve.
É uma escolha. To, tudo que eu vou trazer para você aqui vai te direcionar para escolhas. Escolhas de deixar o outro viver a própria vida e tomar as decisões que ele precisa tomar paraa vida dele mudar.
Porque se você chegou aqui, você chegou aqui para tomar decisões paraa sua vida, para que ela mude, não pra vida do outro. Se você começou a ver isso aqui, a ver a aula do triângulo de Carpan e já pensou, tem que mostrar isso paraa minha mãe, tem que mostrar isso para minha irmã, tem que mostrar isso pra minha amiga, eu vou dizer para você agora pare. Você está aqui para mudar a sua vida e depois que a sua vida tiver mudada, você vai mudar a vida de outras pessoas.
Isso não é para você sair mostrando para todo mundo o que o que essa pessoa tem que fazer para mudar a vida dela, porque ela não vai nem te ouvir. E por que que ela não vai te ouvir? Porque a informação chegou para você.
Foi você que comprou a comunidade, foi você que decidiu estar aqui, mudar a sua vida. Portanto, leve essa informação para quem quiser essa informação de verdade. E por isso que eu disse para você que uma palestra é algo excelente, porém só nesse lugar e dentro dos atendimentos que você vai fazer lá na frente.
Agora não, a não ser que você já seja um terapeuta formado e queira utilizar o que eu tô te trazendo aqui agora já para mudar a vida do teu cliente que você entende que tá na vítima, no agressor, no salvador. Continuando, Pri, como é que eu vou resolver se eu sou a vítima? Se eu saio do papel de salvador e vou pro papel de vítima, você vai olhar para este para para o seu salvador.
Quando ele chega perto de você e diz: "Oi, Priscila, tudo bem? Como é que você tá? " Eu tô bem.
Segura. Não solta. Tá rindo, né?
Continua. Tá rindo, né? Não fale a partir de hoje mais mal da sua vida, nem entregue isso como arma para os outros.
A vítima fala mal constantemente da vida dela e faz com que as outras pessoas permaneçam a amaldiçoando. Como assim, Priscila? Oi, Priscila.
Tudo bem? tudo. Mas sabe como é que tá com meu marido, né?
Meu marido é terrível e meu Deus é um tormento e toda hora brigando. Aí a minha amiga que encontrou comigo e que ouviu com o meu casamento. Então tensando que tu continua nesse casamento?
Ah, porque tu sabe já tô casado tantos anos, começar do zero e porque ele me ajuda financeiramente e aí eu não sei como é o que que eu vou fazer também. Então o negócio é continuar. Fui buscar uma salvadora que me deu uma solução da qual eu não quero, porque eu não quero resolver.
A minha salvadora vai pra casa dela, chega lá e diz: "Oi, amor, tudo bem? " "Tudo ah, sabe quem encontrei? É Pri.
" Meu, o casamento dela continua todo goalepado, eu, ela e o marido. E não adianta, né? Falei para ela separar, falei: "O que que ela tá fazendo esse casamento?
" E ela olhou para mim, disse que ela não pode separar porque já tá usando junto, porque o que que ela vai fazer agora? Porque tem casa para dividir, porque é difícil, porque o dinheiro, porque ela me deu um monte de desculpa. Como sempre, meu marido sai para jogar futebol naquela noite.
O marido da minha amiga, na verdade, sai para jogar futebol naquela noite com os amigos dele. Chega lá no no time de futebol, oi, tudo bem? Tudo bem.
Ai, a Joana encontrou a Priscila hoje, diz que tá com o casamento arrebentado. Coitado do Carlos, porque a Priscila só mete o pau no Carlos, mas não sai daquela porcaria, daquele casamento também. Você percebe que você estende para as pessoas falarem mal da tua vida e amaldiçoarem ela.
Sair da vítima é parar de falar mal de si mesmo e de todos os seus relacionamentos para se tornar responsável por eles e para aprender a resolver eles. Poxa, Pri, não posso conversar com ninguém sobre a minha vida. Pode com os amigos que você tem, que são amigos de verdade.
Quem são os amigos de verdade? Aqueles que não passam a mão na sua cabeça, aqueles que não fazem você permanecer no banco da vítima, aqueles que dizem: "Você tem que tomar uma decisão, você tem que resolver e isso é seu. " O que que você tá fazendo para esse negócio dar certo?
Porque todas as relações, em todas as relações, aliás, não existe uma um relacionamento aonde eu dê 70% para uma pessoa e essa pessoa só me dê 30. Não existe isso. Em todas as relações, eu dou 50 e eu recebo 50.
Mas os 50 que eu tô dando são saudáveis? são bons, tem respeito, tem amor aqui. Eu tô sendo coerente, a minha comunicação é clara, porque senão eu fingjo que tô dando um monte e falo mal do outro que eu tô dizendo que tá me dando pouco, ou eu me comporto dentro dessa relação como quem dá tudo e não recebe nada.
Só que normalmente quando eu sento para conversar com um casal que essa mulher chega e diz que ela deu tudo e que esse homem não dá nada. Se eu sentar para conversar com esse homem e perguntar para ele como que ela é no casamento, ele vai olhar para mim e vai dizer que ela é a mesma porcaria que ela falou que ele é. Percebe?
E aqui tem outra clareza para você. Quando eu fico dizendo que o outro não presta, será que o outro acha que eu presto dentro dessa relação? Porque é muito simples a vítima chegar e dizer: "Ah, porque ele é um marido insuportável, porque ele é horroroso?
Porque ela é uma mulher horrorosa, porque não sei o quê, porque não sei o quê, porque não sei o quê. Quem você é dentro dessa relação? " E aqui a gente tem que ter a tomada de responsabilidade.
O que eu tenho entregue no na no relacionamento para querer que o outro me entregue no relacionamento. Eu não posso receber do outro que eu não me entrego, mas principalmente eu só recebo do outro aquilo que eu dou para mim. E aí a pergunta é: o que você tem dado para você?
E perceba que a vítima, ela é uma grande inimiga dela mesma. E aqui eu tenho outra pergunta para você. Você tem sido o seu inimigo?
E se você tem sido, porque você tem sido o seu maior inimigo? Para machucar quem na verdade? Como eu deixo de ser agressor, Pri?
Se eu deixar de ser salvador e vítima, eu já deixei de ser agressor. Lembrando que o agressor tá no a culpa é sua, o Salvador no eu posso te ajudar, eu resolvo. E a vítima no eu não posso fazer nada, o que é que eu vou fazer aqui?
Mas aonde todos os papéis evitam autorresponsabilidade. Autorresponsabilidade é o que eu estou fazendo comigo, o que eu tenho dado para mim. O que eu tenho entregue neste relacionamento?
O que eu espero do outro é o que eu entrego? Nós vamos pra próxima aula aqui do módulo Trângulo de Carpman. E eu acho que aqui se já apanhar bastante, que já ganha bastante chinelada, porque isso não é só a percepção de de tudo que acontece aqui dentro do triângulo de Kartma.
Isso é a percepção de tudo que acontece na vida de todas as pessoas o tempo inteiro. Isso é uma percepção de âmbito maior. Isso é uma ampliação de consciência de como todas as pessoas vivem no mundo em todos os relacionamentos.
Eu te vejo na próxima aula, aula de projeção e frustração. E depois a gente ainda tem a aula das leis do espelho de Jaqu Lacan. Daqui a pouco tu me vê.
Daqui a pouquinho. Beijo. Glória a consciência.
Yeah.