Mas nós somos um grupo de doenças que se chama doença negligenciadas doenças transmissíveis relacionadas com a pobreza que tem em comum o fato de atingir de maneira desproporcional as pessoas mais pobres ou seja podem atingir qualquer pessoa mas todos os dados número de casos incidência prevalência são muito maiores em populações mais pobres porque geralmente elas estão associadas com determinadas condições falta de acesso a moradia adequada falta de acesso a condições sanitárias adequadas ou seja determinadas condições que as pessoas mais pobres estão mais submetidas nessas doenças a gente eu diria que a gente tem dois grupos
tem um grupo um sub grupo né nesse caso que a gente precisa de mais desenvolvimento de novas tecnologias por exemplo a leishmaniose visceral na prisão desenvolver talvez vacinas para os cães remédios melhores e assim por diante mas nós temos um grupo dessas doenças para os quais nós já temos medicamentos adequados já tem testes nesse caso o desafio é fazer com que o sistema de saúde rompar as barreiras e consiga fazer com que a população mais vulnerável tem acesso Essas tecnologias já disponíveis atualmente o ministério da saúde por isso não são plano integrado em 2011 para
eliminação de várias doenças que podem ser eliminadas enquanto o problema de saúde pública no curto prazo por exemplo hanseníase a hanseníase nós já temos um bom tratamento para hanseníase capaz de reduzir muitos indicadores se os municípios onde essa doença ainda é um problema sumirem efetivamente o compromisso de detectar o caso de buscar os contatos daquele caso porque senão a gente vai tratar aquela pessoa mas os familiares ou vizinhos que tem a doença também vamos continuar transmitindo para outros e assim por diante nós nós achamos e há vários estudos demonstrando isso que essas doenças Elas têm
uma relação de círculo vicioso com a pobreza os mais pobres adoecem mais e quando adoefem como geralmente são doenças crônicas são algumas delas são doenças incapacitantes Eles continuam ou ficam mais pobres Exatamente porque adoecer então consegui quebrar esse círculo é uma contribuição importante do setor saúde para a eliminação da pobreza extrema em nosso país por isso que nós temos assim uma boa evidência atualmente de que a expansão do programa da família por exemplo ajudou muito no próprio controle da tuberculose nós temos aí 25% dos casos de tuberculosos no Brasil é também estão no cadastro único
ou seja se exatamente esses 25% que são as mais pobres às vezes moradores de ruas professores têm problemas de alcoolismo estão também recebendo o apoio social é muito mais provável que eles terminam o tratamento de tuberculose não abandonem no meio e com isso a gente melhora tanta condição deles individualmente como também a gente diminui a possibilidade de transmissão da tuberculose na comunidade da mesma maneira várias outras doenças né E a gente tem atuado tomando os municípios mais pobres do Brasil fizemos esse ano pela primeira vez que a gente faz isso no Brasil né um examinamos
mais de um milhão de crianças para ver se tinha hanseníase ou não já detecta mais de 100 casos e aí a criança é usada como um indicador de que se tem uma criança com hanseníase é porque teve um adulto muito próximo ela que transmitiu então provavelmente na família dela e na comunidade dela tem casos de hanseníase que o sistema de saúde não tem identificado então nós estamos usando essa detecção nas crianças para identificar áreas nas comunidades né a gente precisa fazer chegar ação de detecção em tratamento da hanseníase e fizemos também nos municípios pobres do
Brasil e nas várias pobres dos grandes municípios os chamados aqui na profilaxia da gel é mentira diz não é uma coisa simples já dá um comprimido de Albendazol uma droga absolutamente segura e muito eficaz para as crianças isso reduz a prevalência da gel é mentira e faz com que as crianças tenham uma condição melhor de saúde inclusive do próprio desempenho escolar ao invés de fazer com que cada criança dessa fosse uma unidade de saúde fizesse exame tomando o tempo da mãe dela do pai dela fazendo com que ela gastasse dinheiro às vezes para de transporte
a gente já faz preventivamente nas áreas mais pobres porque vários estudos indicam que nessas várias formas até 70% das Crianças podem ter já a mentira então nós substituímos uma estratégia inadequada que criava Barreiras que dificultava o acesso das pessoas por uma estratégia muito mais eficaz e distribuir na própria escola para todas as crianças daquelas áreas o Albendazol tratando e prevenindo vai gerar uma mentira então acho que o Brasil tá avançando muito nesse tema também das grandes negligenciadas e cremos que é uma contribuição importante que você tem saúde está dando e pode dar ainda mais para
reduzir essa carga excessiva desproporcional que os mais pobres tem de algumas doenças no nosso país o ministério tem procurado atuar de maneira integrada com outros Ministérios né no caso do Ministério da Educação para ações nas escolas no caso de ministério com da ciência e tecnologia para aquelas doenças que precisam de mais investimento em desenvolvimento de novas ferramentas e principalmente nós temos procurado fazer um bom mapeamento de onde se encontra essas populações isso é muito importante como essas doenças não se distribuem de maneira equitativa dentro de uma cidade grande atuar naqueles bairros onde o problema é
maior vai garantir muito mais eficácia e uma estratégia fundamental que vale não só para essas doenças mas para todas as doenças hoje que a gente trabalha com prevenção e controle que é integração com atenção básica de saúde Um dos problemas da persistência dessas doenças em algumas cidades era excessiva centralização do diagnóstico e tratamento Sim nós temos hoje no Brasil mais de 100 milhões de pessoas cobertas com estratégias da família não faz sentido que nas áreas de alta prevalência de tuberculose de hanseníase por exemplo a equipe de saúde da família não seja aquela equipe que faz
o diagnóstico de tratamento isso legitima a equipe reduz uma barreira faz com que as pessoas não precisem gastar dinheiro perder dinheiro de trabalho indo para outro lado da cidade atrás de um centro especializado então integração com atenção primária da saúde é fundamental para que a gente consiga ter êxito nessa tarefa de eliminação dessas doenças