Olá, seja bem-vindo e bem-vinda neste nosso novo encontro hoje aqui com a Érica Martins. A Érica foi aluna do curso de Magistério da Escola Municipal Dr Getúlio Vargas. Nos velhos tempos, depois, ela vai contar que participou do festival de teatros de Túlio Vargas.
Após isso, ela passou a integrar o grupo Charas, que acabou se constituindo no núcleo de teatro, né, o Núcleo Entreatos, aqui de Sorocaba, que já tem mais de 40 anos. Ela é irmã da Elizete Martins, que, com o Marcelo Marra, acabaram montando o Entreatos. Então, ela tem uma série de coisas para nos contar e é com um prazer enorme que sua presença aqui hoje, viu Érica?
Seja bem-vinda! Obrigado e vamos lá, queremos ouvir um pouco da sua história. Então, ok, agora é com a Érica.
Érica, conte para nós: onde você nasceu? Eu nasci aqui em Sorocaba, em Sorocaba mesmo. Sim, sim, mesmo certo.
E você estudou primário na sua primeira formação, no Ensino Fundamental? Sim, onde eu fiz da pré-escola. Eu fui a primeira turma de pré-escola do Padilha.
Então, eu estudei da pré-escola até a oitava série, né, naquela época, lá no Padilha. Certo? Depois eu fiz o vestibulinho e entrei no Getúlio Vargas.
Mas é dos tempos que tinha vestibulinho para entrar, não é? Ass: Entendi. Então, fiz cursinho para fazer o vestibulinho.
Ah, sim! Aí, depois eu fiz a faculdade de Pedagogia. Pedagogia, não, na Faf.
Que isso, exatamente! Entendi! E aí, você começou a dar aulas já naquela época?
Sim, terminando o Magistério, eu já comecei a dar aula. Assim, eu fiquei um ano por contrato pela prefeitura, e no outro ano já prestei o concurso, daí já efetivei e fiquei até o final, até aposentar. Fiquei na prefeitura, na rede Municipal de Ensino aqui de Sorocaba.
Ótimo! Sempre com turminha de pré-escola, Educação Infantil. No começo, eram crianças de 5 a 7 anos, depois passou para crianças de 2 a 6 anos.
E você, como uma mulher de teatro, quando que você teve o primeiro contato com o teatro? Então, com o teatro mesmo, assim que o que me recordo é que eu participava, teve uma época que participava do grupo de jovens, o Peage. E lá, nós fazíamos várias atividades.
Uma vez foi proposto fazer uma apresentação num orfanato. Aí eu tinha o disco do Saltimbancos e, então, nós montamos, né? O Saltimbancos!
E daí eu fiz a galinha. Foi a primeira vez que eu me coloquei assim, fazendo um personagem. Entendi.
Daí, pra frente, você entrou no Getúlio, que começou os festivais. A primeira peça que você fez lá no Getúlio foi "Você Se Lembra de Joana", certo? Depois, no outro ano, teve de novo um festival e foi feito "Moto Contínuo", que já foi com o grupo.
Agora, "Você Se Lembra de Joana", você fez com um grupo de Magistério? Não, "Você Se Lembra de Joana" foi assim: a Rogéria fazia parte do grupo do Peage, né? O pai dela era coordenador, então, o Peage era o grupo de jovens da Igreja Santa, nós nos reuníamos na Igreja de Santa Terezinha, lá no bairro Santa Terezinha.
Certo? Então, como eu tinha feito lá o Saltimbancos, a Rogéria falou assim: "Ah, eu montei uma peça, vai ter o concurso de teatro, né? O festival de teatro.
Montei uma peça, escrevi um texto. " A Rogéria disse, né? "Eu quero que você sejajando.
" Então, eu falei: "Ah, tudo bem, já tinha tido uma experiência de galinha! ". Daí, fui lá me apresentar.
Foi a primeira vez que eu pisei no palco do Getúlio. Entendi! Com essa apresentação, e no ano seguinte, a Rogéria já não estava mais lá, eu acho que ela tinha mudado de escola.
Mas nós continuamos. Tinha o Marcelo, a Elizete já estava namorando o Marcelo e tudo. Daí, nós juntamos o pessoalzinho e continuamos a fazer as peças, certo?
Daí, foi o "Moto Contínuo. " "Moto Contínuo", que foi, agora, quando teve 40 anos, no ano passado, né, de Entreatos, apresentaram uma parte do "Moto Contínuo. " Isso, o Quinito declamou o poema lá do "Isso em Construção.
" E também quem estava presente era o Anderson, sim! Também o Anderson. Mas, no "Moto Contínuo", o Anderson não participou.
O Anderson ainda estava lá no Getúlio, mas ainda não tínhamos entrado em contato. No ano seguinte, ele veio, né? Que ele já era mais tímido assim também, né?
Ele era mais tímido. Hoje é professor, daqueles ótimos! Entendi!
Então, daí juntou! Já estava o Anderson. Isso, foi no próximo.
Foi no "Sobs da Atalante". Foi! Tinha o Anderson, a SIDA, o William, e daí nós, né?
A Marcela, a Jete, eu e tal. Depois, "Escola de Máscara". Depois, "Escola de Máscara"!
Então, na "Escola de Máscara", foi o primeiro contato que eu tive, que eu montei o figurino. Ah, eu venci o melhor prêmio de melhor figurino naquela peça lá no Getúlio Vargas. E foi desenvolvido tudo por mim.
Eu fiz até. . .
eu estava lembrando esses dias, né? O material que eu tinha era assim, para brilho. Eu tinha um espelho quebrado em casa, então terminei de quebrar o espelho.
Olha, não tenho nada de azar, hein? Porque só deu sorte! Daí fui com isso que eu fazia, né?
As coroas, tudo foi. . .
foi colando de espelho quebrado. E eu usei jornal. A tinta que eu tinha era tinta de parede com.
. . Eu usava a cor corante lá para aumentar a cor, né?
Deixar mais forte. Fiz usando esses materiais: eu usei papelão, eu usei jornal, eu usei o espelho quebrado. Eu fiz um alaúde.
Eu lembro que foi de meio de papel machê. Então, eu me virava. Eu não tinha, sabe, essa coisa de "ai, fui comprar".
Não tinha, não fui comprar material nenhum; eu peguei o que eu tinha em casa. Massa corrida eu usei, e montei. Daí ganhamos melhor figurino, entendi.
Muito bom! Depois, a seguinte foi o feedback. Daí já não éramos mais alunos, né?
No feedback, entendi. Eu acho que eu ainda era. .
. Ah, perdão, eu acho que ainda estava, porque o magistério eram quatro anos. Então, eu ainda estava como aluna no Getúlio, mas Elizete, Marcelo, e todos eles já tinham se formado.
Entendi. Essa peça foi apresentada, na verdade, lá no César, no teatro do César. Nossa, a gente lembra também dessa parte.
Não sei se já foi contado isso. Eu lembro que estávamos ensaiando e o Mário estava ensaiando no teatro. Acho que era o Mário que estava no salão.
E daí, então, estava tendo uma reforma; tinham tirado todas as cadeiras do Getúlio. Estavam assim, no pátio do Getúlio, embaixo de um coberto, porque tinha um coberto que fazia um "L" e terminava na cantina, né? Então, todas as cadeiras do público do salão estavam lá, porque estavam tendo alguma reforma.
O pessoal então foi lá ensaiar e nós ficamos ensaiando ali, no pátio, perto das cadeiras. Só que houve alguma coisa: ou terminaram antes ou deu algum problema e abriram uma portinha, aquela portinha que dava para o pátio, e falaram assim: "Ó gente, nós estamos indo embora. Então, se vocês quiserem entrar aqui e terminar, ficar com o palco, podem ficar".
Falaram: "Ah, beleza, pegamos todas as nossas coisas. " Sim, mas estava preparando a chuva. Hum, não teve chuva!
Roberto, verdade, não teve chuva. Nós pegamos as nossas coisas e entramos no salão, né? Subimos no palco e começamos.
Eu lembro que eu estava lá em cima do palco, e aí deu aquele estrondo horrível, aquele barulho medonho, assim, que eu lembro que dei um pulo e fui parar lá na porta da saída, que a gente não sabia o que era. Aí nós abrimos a portinha que dava. .
. o telhado de todo o pátio. Nós estávamos ali ensaiando, exato, né?
Um pouquinho antes caiu tudo em cima de onde vocês estavam, em cima de todas as carteiras. Mas teve vento, né? Parece que um vento.
Foi uma preparação. . .
Eu não lembro o que aconteceu. Sei que foi nós entrarmos ali, entendi, acabou tudo. Então, por esse fato, o salão foi interditado.
Na verdade, ainda levaram uns dias; eles iam liberar. Sim, sim, eles iam colocar as cadeiras no lugar. E eu estava dando aula, inclusive, nos dias seguintes.
Porque nesse primeiro momento, nós fomos chamados, o bombeiro. Era num domingo, porque ligaram na minha casa. Era um feriado, não sei, era alguma coisa assim.
Ligaram na minha casa porque vocês tinham sido liberados para fazer isso. Porque o Getúlio, naquela época, a direção permitia, confiava tanto nos alunos, né? Que permitia.
Aí o Evaldo foi até lá, né? Que ele estava assumindo a direção naqueles dias que a Sônia estava viajando. Sim, e aí o Evaldo foi até lá.
Nós dois conversamos tudo e aí foi um momento que. . .
Vocês tiveram, então, de lá, chamaram o bombeiro. Nós questionamos tudo. Eu não lembro se o porteiro estava lá, eu não lembro.
Acho que estava o porteiro, mas foi aquela confusão. Eu lembro que depois tem um barzinho do outro lado do Getúlio. Tem um bar, né?
Isso. Então, nós ficamos sentados lá, e daí que nós ficamos olhando o bombeiro chegar. Nós ficamos lá, tudo foi aguardando.
É, só que daí, nos dias seguintes, eles iam liberar. Sim, entendi. E eu falei: "Não, porque eu subi a escada ao lado que tinha".
Eu saí da aula, eu vi que tinha uma escada que um funcionário da prefeitura colocou lá para subir, para examinar o telhado. E aí, eu peguei e conversei com ele, né? Saí da sala, fui até lá, e falei: "E aí, como que tá?
" Ele falou assim: "Ah, o engenheiro tá liberando para funcionar. " Falei assim: "Meu Deus, isso corre o risco de cair o telhado! " Ele falou: "Pois é, mas acho que ele tá liberando.
" Eu falei: "E você, posso subir lá para ver também, junto, como que tá? " E daí eu falei: "Ele falou: 'É, pode', mas meio desconfiado. " Eu subi a escada.
Era uma escada que tinha mais de vinte degraus, né? Bem mais, porque subia até no telhado, na lateral. Daí eu olhei e falei: "Idéia, como que você acha que está isso?
" Ele falou: "Ó, eu acho que corre o risco de se soltar aquela parte de madeira que tá ali, mantendo para não escorregar. Se soltar, ela vai escorregar e cai o telhado inteiro. " Então você mesmo tá vendo que não pode.
Aí eu peguei, comuniquei à direção e falei: "Olha, não pode liberar. " Aí eu falei: "Fala para o engenheiro que se ele liberar eu vou para a imprensa. " E aí foi a hora.
Que decidiram. Mas no fim ficaram anos e anos, né? Ficou parado.
Aí, aí que né. . .
É, aí esse festival foi pro Sesi. Então, é, então essa edição acabou sendo feita no Sesi. Daí, exatamente.
Que daí você participou do feedback lá no Sesi. Sim, lá no Sesi. Foi, por sinal, daí era o Nir Xavier na época.
Ele foi extremamente simpático, concordando que o festival fosse realizado lá, porque o festival ia começar, acho que, um ou dois dias; nós estávamos nos. . .
já ia começar logo em seguida. E imagina, no ano anterior, teve o pessoal que pulava, gritava, chacoalhava tudo lá. Falei: "Imagina, cai o telhado em cima de todo mundo!
" E foi então que a gente teve o Ness, que foi extremamente simpático e concordou que o festival do Getúlio fosse realizado no Sesi. E acabou sendo, acho que, o último, daí, né? E foi o último.
Esse ano foi o último. E aí, como foi essa experiência lá no Sesi também? Ah, foi muito legal, porque daí nós tivemos.
. . foi a primeira vez que, acho que, eu entrei assim num outro teatro, assim, na questão de entrar na parte, né?
Das coxias, da parte, né, pra lá, né, do teatro. Porque normalmente já tinha ido assistir peças, mas assim, a parte de dentro, né? As coxias, os camarins, toda aquela magia lá, né?
Do outro lado. Foi a primeira vez que eu fui no teatro e vi essa parte, né? Certo.
Daí até parece que nós conseguimos outros dias de apresentação no Sesi, né? Feedback, né? Acabamos tendo.
Eu lembro que eu tenho uma cena fantástica; não sei, eu tentei ver se foi aquela que você mandou a filmagem, porque eu cumprimentei a assessora e voltei pra trás, tropecei naquela mesa e fui pra galera. Eu capotei lá. E depois disso, o que você fez?
Depois disso. . .
E o que nem que falei para você, né? O Zinho tinha me chamado para ele remontar o vestido de noivo. Me chamou e tal.
Eu comecei tudo, mas aí teve. . .
né? A gente se apaixona, né? Daí você casou-se.
Você casou, comecei a namorar, certo? Aí. .
. Ah, não! Por quê?
Por quê por aí, né? Eu falei: "Desculpa! " Aí, daí eu fui para um outro.
. . comecei em outro momento, né?
Que eu fiquei assim por uns 13, 14 anos afastado. Porque você teve duas filhas. Sim, porque eu me casei, eu tive duas filhas, né?
Não me arrependo desse momento, porque, lógico, tem as meninas e elas vão ser a continuidade de tudo isso, né? E aí, por que você voltou depois? Como que foi essa volta?
Eu lembro que você me contou uma vez que você assistia e ficava desesperada, que. . .
aquela coisa, né? Então, eu fui assistir. Daí o Marcelo e El já continuaram, né?
Chalão. Daí eles fizeram, e daí em algumas eu fui, porque em algumas eu acabei não indo, mas, ah, sim, eu fui na ópera. Fui, mas ficava aquela angústia, aquela coisa de que: "Puxa, eu queria estar lá!
" Entendi, certo? Mas, né? Mas a gente se segurava, porque, né?
Aham, são momentos, né? Entendi. Daí, mas então, porque todas as peças que eu assistia que eu fui assistir eu tinha.
. . tinha vontade de ir.
E aí suas filhas também parecem que começaram a. . .
L! Sim! Daí então eles compraram, eles montaram o núcleo, né?
O Entreatos, né? Eles compraram, eles estavam com espaço lá e começaram. Aí as meninas começaram.
. . elas já participavam.
Já tinha essa coisa, né? De passar para elas. Elas já participavam na Fundec, da aula de dança, né?
Elas faziam dança, fizeram um tempo com Rogi e depois fizeram com a Regina Fonseca. Então, elas já estavam ali no. .
. né? Coral com Johnny e Klire, também a Bianca participou.
Então, tinha toda. . .
elas sempre. . .
sempre, eu acabei colocando elas em alguma atividade artística, querendo, né? Sempre coloquei elas, né? Entendi.
Aí, quando Elisete e Marcelo montaram, eles falaram: "Traga as meninas aqui. " Então, daí, nesse momento, eu acho que já estava num processo de me separar, né? De.
. . de eu tava me separando e tal.
Aí, então, as meninas começaram a frequentar lá, né? A Bianca e a Mayara começaram a fazer teatro lá no Entreatos, lá no Entreatos, né? Teatro e musicalização também.
A Mayara fazia musicalização também lá. E daí que. .
. daí elas começaram a participar das peças. Então, daí teve o Inspetor Geral, né?
Que foi. . .
a Bianca participava. Aí a Elisete falou: "Vem, vem ajudar na bilheteria. " Né?
Então, daí eu fui ajudar na bilheteria, né? Aí, daí, assisti todas as apresentações, né? Mas a gente.
. . aquela coisa: "Ah, não tá precisando de nada.
" Isso, como é que. . .
aquela vontade. Daí, então, depois disso, nas próximas, mais. .
. comecei a. .
. Eu vou. .
. Ele fez, acho que, o Túnel do Amor. Daí a primeira vez que ele fez o Túnel do Amor, daí ele me chamou.
Daí eu fui ser a Dona Ana, fui ser avó. Comecei de novo. Daí, né?
Fiz a Dona Ana. Daí, algumas outras peças, daí eu fui chamada para ser também. .
. saí para ser a senhora, mas normal. Eu tava dentro.
Daí eu fui, né? E vi que eu não perdi a mão. Estava, por mais que eu fiquei 13 anos parada, eu não perdi a mão.
Não estava. . .
estava boa no. . .
no pedaço. Daí, então, pra frente, eu continuei e não parei mais, né? Não parou mais até hoje, tá continuando lá no grupo, né?
E as suas filhas também continuaram? Sim, elas. .
. ela começou a fazer o quê? Ela começou a fazer musicalização lá.
Sei. Daí ela fazia também teatro. Aí a Bianca também fazia teatro lá.
Daí elas ficaram lá quase uns 20 anos, 20 anos mais ou menos. Aí, foi em 2000, acho que 2015 ou 2016, a Maera quis fazer. Ela já partiu, ela pegou e viu que isso daí para ela era profissão.
Então, ela foi fazer um curso profissionalizante lá em São Paulo. Por dois anos, ela foi lá e fez, no Team Brother, ela fez o curso. Então, ela é formada em Teatro Musical pela Team BR.
Atualmente, ela está dando aula; atualmente, ela dá aula de teatro em três escolas: no CCBEU, na CCBEU, Mundo Novo e também na Vanto, que é uma escola de dança. Isso, uhum, sim. A Bianca, ela fez curso profissionalizante em turismo, depois fez Educação Física, e daí ela dá aula de Educação Física, mas em uma das escolas ela dá aula de teatro também, porque dá no horizonte.
Entendo. As duas escolas, cada aula, são escolas particulares, né? A Bianca dá aula em três escolas particulares: ela dá aula no Objetivo, no Politécnico e no Horizonte.
Entendi. E aí, como você vê isso tudo na sua vida? Por exemplo, para você, né, que está até hoje atuando, sim, você é uma mulher aposentada e continua.
E como você encara essa atividade teatral? Qual a importância que tem ou teve para você? Sim, ai tem, porque é aquela coisa que eu gosto de fazer.
Eu gosto de estar, isso me dá satisfação, me deixa plena, né? Ai, até esqueci, feliz, sim, eu fiz ideia, né? Ah, entendi.
Daí então, eu parti, logo que eu me aposentei, eu já comecei a fazer dança. Eu fazia sapateado, na uma época eu já fiz coisa demais, acabei tendo um problema no pé, daí parei um pouco. Agora voltei novamente a fazer dança, fazer o sapateado e dança cigana.
E daí faço também aulas de canto. E daí faço canto musical lá com o Marcelo, também e aula de teatro lá, enquanto professora. Você acabou utilizando isso tudo com.
. . sim.
Então, como eu falo, eu achava que esse curso de, atualmente, não é mais mais extero, mas é a pedagogia. Mas deveria ter teatro, tanto para, assim, aplicar com as crianças quanto para o professor, porque isso me ajudou bastante. Porque a gente vê que algumas meninas, né, da primeira aula prática, é.
. . né?
E tem umas que depois acabam desistindo, porque ficam com aquela vergonha, aquela agonia, aquela coisa assim de ficar na frente, diante das crianças, né? E o teatro, isso ajudou bastante, é uma coisa que me ajudou bastante. Você era tímida?
Sim, a. . .
tinha aquela, né? A gente ficava aqu. .
. Então, mas isso me ajudou bastante a, a, né, a encarar essa ação de estar lá, de ser professora, de estar na frente. Porque daí, lembre-se, não é só com as crianças; aí tem as reuniões de pais, você tem que estar lá com os pais também.
Então, isso é bom para tirar aquela agonia. Você fica mais confiante lá na frente e também para as crianças, porque a gente acabava desenvolvendo alguma coisinha, os teatrinhos com as crianças, tá? Apesar de eu dar aula para crianças menores, né, mas sempre assim de contar história, e recontar ou reapresentar assim, daí dividir cada criança um personagem, refazer a história, como teatro, né?
Essa ludicidade das crianças é muito boa, né? A gente consegue fazer muita coisa. Então, eu achava fantástico.
Eu trabalhei bastante, eu utilizei bastante isso com as crianças. Entendi. Uhum.
E o que acho interessante é isso, né, que diz você tem a Elizete, né, que está envolvida. . .
ela e o Marcelo são os donos da escola, sim. Mas eu sempre percebi também seu pai, sua mãe, seus irmãos envolvidos, né? Também.
E por quê? Eu lembro que seu pai fazia cenários, ajudava a fazer cenários, né? Conta um pouquinho disso e esse envolvimento dele, então, porque eu percebo que eu sou resultado de uma criação de um local, uma casa onde eu morava.
Sempre teve tinta, tesoura, pincel, sempre tudo isso. Música, muita música. Nossa, meu pai tinha as músicas clássicas e acho que começou aí porque nós púnhamos as músicas e aquilo.
. . a cabeça da gente ia longe, a gente se imaginava em mil lugares ali.
Então, escutamos muita música, e tudo música clássica, né? E daí então, meu pai, vendo que despertou isso em nós, ele começou. .
. ele contava histórias. Meu pai contou que ele também fez teatro na OSE, quando ele estudou na OSE, né?
Aí ele tem uma fotografia dele lá, meio desmaiada, sentada em uma cadeira assim, meio desmaiada. Ele conta que aquela peça de teatro tinha. .
. um bu. .
. que ele tomou não sei quantos goles de chá. Então, minha mãe contava assim, nossa, meu tio Osvaldo, que é o tio dela, né, irmão do meu avô, ele também foi muito forte aqui em Sorocaba no teatro, lá no começo.
Então, minha mãe contava das peças que ia assistir. Então, quer dizer que tinha toda essa bagagem. Foi assim colocando dentro da gente, aquela.
. . então, teatro não era uma coisa desconhecida, né?
Então nós já fomos. . .
ncia, é, uma vivência. . .
tivemos uma vivência muito boa, tiveram muita essa motivação. A gente percebia, toda vez que a gente ia, a gente percebia que alguma coisa de cenário tinha feito e sua mãe sempre feliz, ajudando, ajudava às vezes a bordar figurino, fazer as coisas, sempre estava também participando. E meu pai, né, a questão dos cenários.
Então, foi legal também. Porque acabava que eu sempre estava junto para ajudá-lo e daí ele sempre passava aquela coisa: "Olha, tá vendo? Ó, não pode ser traço, o traço não pode ser fino.
Fino é bonitinho, bonitinho, mas de longe tem que lembrar que o cara tá lá na última cadeira do último, né? Ele tem que enxergar. Então, o traço tem que ser maior, tem que ter sombra.
Olha, se a luz liga aqui, a sombra tem que estar para cá. " Então ele passou também muita coisa disso. Atualmente, eu sei alguma coisa, não sou expert que nem ele, mas assim, muita coisa ele passou e eu consegui pegar isso.
E atualmente, você está em qual montagem? Então, nós estamos terminando. Fizemos as últimas apresentações deste ano, né?
Da "Hello Dolly", foi a semana passada, sexta e sábado passado, e apresentamos no Teatro Municipal. Eu sou a Ernestina. Ótima, atina, e rica.
Muito bem, muito bom! Agradeço muito você fazer esses depoimentos, né? É gostoso se de repente parar e voltar para trás, rever tudo isso.
É muito bom, esse momento. Muito bom, sim. Então, eu quero dizer para vocês, né?
Que esta moça aqui, né? Que já está aposentada! Glória para nós todos, porque a gente vê, inclusive agora, cantando também, né?
Porque há São musicais lá no entrados. Então, a minha gratidão por você ter vindo até aqui. Eu que agradeço também contar um pouco dessa história.
E a vocês, muito obrigado por mais este momento, uhum, mais esta oportunidade de estarmos ouvindo mais uma história. Isso, OB! Obrigado, até breve!
Obrigado e obrigado!