Você tá prestes a economizar 15 anos da sua vida. 15 anos de tentativa, erro, muito trabalho, muito estudo. O que foi necessário para eu adquirir todo esse conhecimento sobre marca, marketing, receita e que você vai ter resumido agora nos próximos 30 minutos.
Então, se você é empreendedor, CEO, criador ou profissional de marketing, eu te convido a ficar até o fim desse vídeo, porque o que eu vou mostrar aqui é fruto de mais de uma década, gerando resultados reais com grandes empresas, como Azulinhas aéreas, UVV, G4 Educação, Boca Rosa e agora aqui na Vince, sem promessas mirabulantes, explicando de forma simples, com exemplos reais e aplicáveis mesmo para você que talvez esteja começando a construir a sua marca e o seu negócio. Agora, ó, antes da gente entender como construir uma marca, a gente precisa entender o que de fato é uma marca, porque talvez esse seja o conceito mais subjetivo de todo o marketing hoje em dia. Marca, então, de maneira muito simples, é a soma de todas as expressões pela qual uma entidade é percebida.
Quando eu falo entidade, não tô falando de nada de espiritismo. Tô falando de pessoa, produto, serviços, a organização como um todo. E eu gosto bastante dessa definição porque ela leva a gente para uma reflexão muito simples.
A marca ela não é construída só pelo marketing. A marca precisa ser construída por toda a organização. founders, vendedores, produto, loja, cultura, embalagem, atendimento, tudo.
Que que eu quero dizer com isso? A marca da sua empresa já tá sendo construída, você querendo ou não. E se você não tiver intencionalidade nessa construção, as pessoas vão construir a sua marca na cabeça delas por elas mesmas, com as próprias percepções, que não necessariamente são as que você gostaria que fosse.
Toda marca de sucesso possui pelo menos esses três elementos desde muito, muito tempo. Que elementos são esses? promessa, posicionamento e público alvo, todas sem exceção.
Mas aqui a gente tem um ponto. Essas marcas elas normalmente foram construídas há bastante tempo e a maioria delas demorou muitos e muitos e muitos anos para se tornarem realmente conhecidas e desejadas. Então isso não é bom bastante, né?
Que a gente quer construir um negócio que dê resultado mais rápido possível. E eu sempre fiquei me questionando isso. Quando eu tava lá na UCL fazendo o meu MBA, eu comecei a ficar me questionando com mais intensidade assim, será que não existe um jeito de construir uma marca que fique muito conhecida, muito desejada e muito rica só que rápido?
E eu descobri que sim, existem exemplos como a Jean Shark de 2012, a Skins, que é a lei de 2019, a Hair Beauty de 2020, que faturam centenas de milhões de dólares anualmente, que valem bilhões de dólares. Estudando essas três marcas que eu citei aqui, que foram as que me chamaram mais atenção nos últimos tempos, eu notei que existia uma coisa em comum entre elas e que foi muito importante eu ter descoberto isso, porque foi o que eu usei em marcas como G4 Educação, Boca Rosa. E você vai entender o que que é isso agora.
Como a gente falou antes, toda a construção de marca começa com a definição do público alvo, a promessa e o posicionamento. Isso aqui é o básico, ainda que 90% das marcas não possuam isso, principalmente aqui no Brasil. Inclusive, recentemente, eu tava num evento e eu fiz essa pergunta: quem aqui tem uma estratégia de marca para além de um logotipo, de uma identidade, de uma tipografia e coisas assim?
Ninguém, tô falando ninguém, é literal, ninguém levantou a mão. Não tinhaam posicionamento, não tinham promessa, não tinha um público muito definido. Ou seja, o básico ainda é uma baita vantagem competitiva.
Mas se a gente estudar as marcas novas que cresceram muito rápido, né, que se tornaram hits sucesso, como as que eu citei e as que eu trabalhei, você vai descobrir que existem pelo menos mais três tópicos fundamentais: personalidade, história e um temperinho founder. Aí a gente consegue ver seis tópicos de uma marca que eu chamo de create. Primeiro tópico, o público alvo.
Se você quer construir uma marca de sucesso, você vai precisar mergulhar no seu público e encontrar um denominador entre as várias pessoas diferentes que compõem o seu público. No caso da Boca Rosa, a ambição. O público da marca, que era composto majoritariamente por mulheres, porém de diferentes idades, diferentes classes sociais, tinham uma coisa em comum muito forte, a ambição.
Elas eram ambiciosas. No G4, a ambição apareceu novamente, mas crescer era o principal objetivo dos fundadores e também dos profissionais que procuravam a nossa empresa. O segundo tópico é o posicionamento, que na prática é um mapa, é uma foto que você tira de baixo para cima e que você vai entender aonde cada um dos seus competidores, ou seja, das pessoas ou negócios que oferecem soluções parecidas com as suas ou que resolvem desafios parecidos com os que você resolve.
E aí, olhando para isso, você vai fazer o teu público dizer aonde cada um dos seus competidores está dentro desse mapa. Normalmente a gente tende a achar que os nossos concorrentes são aquelas marcas, né, aquelas empresas que fazem exatamente o que a nossa empresa faz. Mas na verdade, quem de fato precisa apontar quem são os seus concorrentes, não é você, é o seu público.
E assim que ele te der esses nomes, você junto com seu público vai analisar e entender como essas empresas são percebidas. E aí você vai conseguir colocar eles nesse mapa através da visão do seu público e vai ter clareza aonde cada competidor está. Isso vai ser fundamental para você enxergar qual é o lugar que é mais vantajoso para você posicionar a tua marca.
E óbvio, você não pode simplesmente colocar ela ali porque é o lugar mais vantajoso. Você precisa encontrar uma interseção entre o lugar mais vantajoso paraa sua marca, ou seja, aquele menos competitivo, mas extremamente atraente. E ao mesmo tempo que a tua empresa tem as habilidades necessárias, as características necessárias para conseguir ocupar esse lugar.
Por exemplo, isso aqui, ó, já mostrei uma vez, é um mapa de posicionamento do G4. E antes da gente colocar o G4 em algum lugar aqui nesse mapa, a gente percebeu que a maior parte da nossa concorrência era adjetivada como tradicional, confiável, no caso das instituições de ensino tradicionais ou então inovadora, mas sem confiança, que era o caso dos infoprodutores ou os gurus de empreendedorismo. Isso abre um caminho pro G4 construir justamente uma marca que seja inovadora e confiável.
E foi exatamente esse mapa que deu o primeiro norte paraa nossa construção. Mas é importante você lembrar o que eu falei para vocês. A gente só poôde fazer isso porque a gente já tinha nos nossos fundadores, na história pregressa deles, a característica de serem pessoas que fundaram empresas inovadoras e que venderam essas empresas.
Esse fato deles terem esse track record poderia ser um alavancador da confiança, ou seja, eles já tinham resultados provados, portanto podiam ensinar. Um outro truque que eu gosto muito de usar e que você pode usar também é pegar uma marca de um outro segmento que não tem nada a ver com aquilo que você faz para você seguir como uma referência. Então, uma marca que ocupa esse posicionamento que você pretende ocupar bem para você ter ela como referência.
Ela te dá um norte não só do seu posicionamento, mas da forma como você vai tangibilizar ele. O G4, por exemplo, a gente definiu que ele queria ser a Tesla dos negócios, enquanto a Boca Rosa queria ser a Zara da beleza. Depois, além disso, é muito importante você definir a promessa da sua marca.
Se eu disser para você que a Apple tá lançando um carro, você consegue pensar que carro é esse que a Apple lançaria? Ele certamente não é um carro que vai se parecer com o Renault ou com Volkswagen, né? E provavelmente vai ter o quê?
um design mais minimalista, uma cor clara, branca, cinza ou algum elemento inovador meio tecnológico. É que se você fez esse exercício, provavelmente uma imagem veio automaticamente na sua cabeça. E isso só acontece porque uma marca que tem uma promessa, ela deixa uma herança.
É como se cada um dos produtos que essa marca criasse já nascesse herdeiro. E a herança é justamente a promessa da marca. O produto que nasce de uma marca forte, realmente é um produto que nasce herdeiro.
E essa herança dá uma baita vantagem competitiva para um produto. Você consegue entender que um produto que nasça da promessa da marca da Apple, né? Um produto que nasça na Apple, um carro na Apple, ele vai ter muito mais chance de um carro que nasça de uma marca completamente desconhecida.
E não é só por essa marca ser conhecida, é principalmente pela promessa. A promessa, meu caro, é um contrato que você assina com o seu cliente de um final feliz, de uma experiência, de algo que ele vai receber e que precisa ser entregue em todos os pontos de contato. A promessa é o final feliz da sua história de marca.
E aí a gente vem falar da história, né, que é como você alcança esse final feliz através dos produtos e serviços que a sua empresa oferece. E esse talvez seja um dos pontos mais importantes da construção de uma marca que cresce e gera receita e desejo rápido, a história. Quando a gente fala em história, a gente sempre tem alguns elementos que são básicos.
E só fazendo um parênteses, história é uma das coisas que mais move os seres humanos desde que o mundo é mundo. É um hábito extremamente primitivo que move nossas emoções, nossos sonhos, nossas ações, nossos objetivos. E quais são esses elementos básicos, né, que obrigatoriamente toda a boa história tem?
Primeiro, um herói, um protagonista que vive normalmente dentro de universo comum, onde a gente conhece as suas características dentro desse universo comum, as suas forças, as suas fraquezas, os seus anseios. Aí a gente tem uma jornada que vai ser percorrida por esse protagonista quando ele aceita entrar, que a gente chama de mundo extraordinário. entra no mundo extraordinário, ele começa a percorrer uma jornada, desafios dentro dessa jornada ou um inimigo ou vários inimigos que o protagonista precisa lutar contra ou lutar para transformar, porque pode ser um inimigo tanto externo e desafios externos quanto inimigos e desafios internos, que são aqueles dentro de nós, problemas e coisas nossas que nos impedem de fazer o que a gente quer.
E por fim, a promessa, aquilo que a gente realmente deseja, aquilo que a gente quer alcançar. Porque não se começa uma jornada sem imaginar, né? Sem ter a percepção de que se vá chegar num objetivo.
Uma jornada existe para que você alcance alguma coisa. E a promessa é justamente isso, esse objetivo final, esse final feliz, aquilo que o teu público sonha e almeja. Porque quando a gente fala em história de marca, a gente precisa lembrar que o herói já é definido e esse herói é o seu público alvo.
Ou seja, a função da história você pegar o seu público alvo, convidá-lo para uma aventura, dar para ele uma jornada melhor do que a que ele tem hoje e através do seu produto ou serviço, ajudá-lo a vencer seus desafios, seus inimigos e chegar nesse final feliz, nesse sonho grande. E aqui tem outro ponto que vocês precisam saber. Não é só que o seu, a coisa que o seu produto ou que o seu serviço resolve que vai fazer com que o teu protagonista chegue no final feliz.
Isso é uma parte do processo. Mas você precisa entender que para que o final feliz seja verdadeiramente desejado, ele não se passa apenas por uma funcionalidade que um produto entrega. É preciso que você consiga resolver problemas emocionais e ou culturais, melhor ainda se forem os dois.
E isso não é o produto que resolve, é a marca. A marca resolve os problemas que o seu produto não resolve. E é essa solução que vai fazer a sua empresa ter mais do que só produtos.
Produtos eles resolvem as dores concretas, marcas de novo, resolvem dores culturais e emocionais. Normalmente as empresas elas apostam numa história chata, né, que é a história da própria empresa, colocando a empresa como protagonista e os seus competidores, os seus concorrentes como vilões e não o cliente como protagonista. Então esse é um erro que você não pode cometer.
É um erro muito júnior. Ninguém quer saber a história da tua empresa, a não ser que você consiga criar um storytell em que você é o fundador e é o protagonista de uma história e tá lutando para conseguir construir esse negócio. Senão ninguém tá nem aí.
As pessoas estão aí pras histórias delas. Então, a sua empresa precisa dar palco pro seu cliente e fazer com que ele viva uma jornada melhor do que a que ele vive hoje. Trazendo para um exemplo concreto aqui, no caso do G4, o protagonista é o empresário que quer crescer.
O vilão, no caso do G4, eram três. A máquina estatal, que tem uma burocracia enorme, que dificulta o empresário, eh, faz com que a gente tenha impostos, que a gente tenha burocracia, que a gente tenha instabilidade jurídica. A cultura anti-empresarial que tem no Brasil, que vem de um empreendedor como um explorador e não como um herói ou alguém valioso, o que faz com que a gente tenha uma visão distorcida sobre essa figura que deseja ser bem vista e, no entanto, no Brasil não é.
e a baixa qualidade de educação de negócios no Brasil, que antes do G4 era composta basicamente por instituições tradicionais, com ótimos acadêmicos inclusive, mas com pouca vivência prática do mercado e por gurus que nunca tinham construído de fato o negócio antes de ensinarem a construir um negócio. E aí o G4 vende o que para esse herói? vende a chance de vencer e prosperar ao mesmo tempo em que gera emprego e faz do Brasil um país melhor e por consequência se torna um herói, vencendo a cultura que fazia a população enxergar ele como um grande explorador.
Então o G4 transforma as coisas porque ele faz o final se desejar. O final qual é? Fazer do Brasil o país da prosperidade.
Pra gente fazer isso, a gente precisa deixar o empresário rico, porque ele vai gerar mais emprego. E gerando mais emprego, a gente aumenta a riqueza. a gente aumenta a inovação no Brasil, o Brasil fica mais próspero e todo mundo ganha com isso.
Então, também tem um ponto aqui que é deixar os desejos íntimos e mais egoístas do seu público, desejos que são de fato culturalmente necessários, aceitos e bem vistos. Com isso, você faz com que o seu personagem principal, que é o seu cliente, ele não apenas consiga aquilo que ele quer do ponto de vista funcional, como no caso G4, crescer a empresa e ficar mais rico, como que ele também consiga aquilo que ele deseja na alma, que é ser admirado e ser entendido como um excelente construtor do país. É muito mais interessante do que só vender um curso ou só vender educação de negócio.
Você não entende isso? O sucesso da sua história tá justamente em você conseguir encontrar as fissuras sociais, os desgastes entre o seu público e aquilo que é coletivo, universal e ante o teu público, principalmente, porque você vai conseguir assim ps insightes para contar suas histórias. E a cultura é o principal fator que vai te dar a resposta para essas perguntas.
Porque as marcas que conseguem responder a essa pergunta, né, de qual é essa fissura entre o público e a cultura estabelecida, são as marcas que conseguem crescer mais rápido, porque elas movimentam emoções e desejos primitivos. E é muito mais fácil você trocar um produto por outro, um serviço por outro, do que você trocar uma história que representa os seus desejos mais íntimos e que simultaneamente tem um baita de um produto. E a gente pode colocar mais uma camada personalidade.
Quando a gente fala personalidade, as pessoas logo pensam que eu tô falando da personalidade da marca, do jeitão da marca, qual que é o arquétipo dessa marca. E isso tem muito valor, inclusive a gente faz isso no momento da identidade, mas isso é sobre a tua marca, né? Mas a marca sexy, primeiramente, ela precisa se preocupar não em falar, não em expressar quem ela é, mas ser um palco para o seu cliente falar.
Então, o que que é importante aqui é você descobrir qual é o atributo ou os atributos que o seu cliente mais deseja ter, como ele quer verdadeiramente ser visto pelos outros. E aí você vai fazer com que a sua marca consiga dar para o seu cliente, a partir do momento que ele a compra, este atributo tão valioso paraa sua personalidade. Por exemplo, a Chanel.
A Chanel não vende só uma bolsa. A gente poderia ter aquela mesma bolsa que a Chanel tem. Se a gente tirar o logo dela, ela deixa de vender, o que faz ela valer muito mais, que é a elegância.
As pessoas não compram a bolsa da Chanel pela funcionalidade da bolsa, pela qualidade do couro, mas sim porque a Chanel faz com que essa pessoa se torne automaticamente elegante e bem-sucedida. E aí, de novo, é muito mais fácil você trocar um produto e um serviço do que você abrir mão do seu atributo de personalidade mais desejado. As marcas mais sexis necessariamente vendem para você, mais do que produto e serviço, elas vendem uma história melhor para você e atributos valiosos de personalidade que te permitem ser vistos pelo mundo da forma que você deseja.
Agora, obviamente, né, você não vai conseguir transformar a sua marca em sex nem em geradora de receita se as pessoas não a conhecerem, não tiverem acesso a ela. Então agora a gente vai falar de distribuição, que é o conjunto de canais aonde a sua marca vai estar presente para de fato alcançar, se relacionar e aquisicionar o seu público e assim gerar receita. E para você entender sobre distribuição de uma forma melhor, é preciso que você saiba que hoje as redes sociais são um dos senão o maior canal que a gente tem no mundo.
Então você precisa entender a história bem básica assim das redes sociais para você estar atento à grande mudança que a gente teve nas redes sociais e para que assim você consiga usar ela ao seu favor. Se você pensar no início dos anos 80 a gente teve a chamada web 1. 0, que era uma internet focada majoritariamente para texto, leitura, né?
A gente tinha muitos blogs, o MSN, e-mail e também uma internet em que você basicamente se relacionava com as pessoas que você já conhecia. Você não tinha no seu MSN ninguém que você não conhecia. Então, era uma internet feita para que você continuasse vivendo a vida muito próximo do que você já vivia.
Só que nos anos 2000 a internet começou a possibilitar as pessoas a receberem e gerarem inputs de forma muito mais forte. E aí a gente começou a ver o nascimento de fato, a gente hoje chama de redes sociais. Teve o YouTube, o Facebook, o Twitter e o Orcut.
O orcut foi um passo importante porque através das comunidades que a gente tinha lá, tinha uma comunidade que era não lembro o que eu almocei ontem, umas coisas meio bob e é uma outra que tinha era comer dá sono e dormir dá fome. E ali você começava a se relacionar com pessoas que você nunca tinha visto, mas que tinham hábitos parecidos com seus. Ainda era de uma forma mais discreta, mas já começava a acontecer.
10 anos depois disso, grande parte da população já tava utilizando muito as redes sociais. E aí ali em 2015 a gente teve uma mudança que foi ainda mais grandiosa na forma como a gente vivia, não só como a gente usava as redes sociais, que foi quando o Facebook adotou um atributo chamado rank, porque antes as pessoas recebiam ainda majoritariamente conteúdo apenas daquelas pessoas que elas seguiam, que eram majoritariamente ou artistas da televisão ou cantores ou amigos que elas já possuiam. Mas com essa mudança, o Facebook ele passou a rankear os conteúdos de acordo com o engajamento que os usuários geravam, entendendo qual que era o melhor conteúdo para as pessoas.
Tem um ponto, ele tirou o que antes era entregue pra gente de forma cronológica e você passou a receber conteúdos que foram publicados três, c dias atrás. Então, as coisas mudaram muito de figura e houve uma ruptura muito grande, inclusive cultural, porque pensa, durante toda a história da humanidade, a gente foi preparado para conviver com um número pequeno de pessoas. A gente conhecia poucas pessoas.
A gente saiu do momento primitivo que era ali a nossa aldeia, né, a nossa tribo. Fomos expandindo isso com as escolas, com o trabalho. Mas essa quantidade massiva de pessoas produzindo coisas e chegando até nós fez com que a gente tivesse que nos relacionar com um número muito maior de pessoas.
E aí um negócio muito doido que começou a mudar tudo é que antes você usava as redes sociais para falar com seus amigos, para ver coisas dos seus amigos, mas você começou a receber conteúdo de não necessariamente quem você seguia. se passou a conhecer um bando de gente, se relacionar com um bando de gente. E a ideia por trás disso era simples, gerar mais valor para você, para manter você mais tempo usando as redes sociais, para que vendessem mais anúncios.
O modelo funcionou e foi rapidamente copiado por todas as outras redes, como pelo Twitter, YouTube. E se por um lado, né, agora você recebia conteúdo de quem você não seguia, quem produzia conteúdo também não tinha mais a garantia de que seus próprios seguidores, seus amigos iriam receber os seus conteúdos. Então, ficou bastante tentador produzir conteúdo para todo mundo e não apenas pros nossos amigos.
As marcas se aproveitaram disso, obviamente, começaram a criar conteúdos e a gerar alguma receita nas redes sociais. E embora a gente já tem as redes sociais há bastante tempo, é curioso que vocês reparem que a maior parte das empresas não conseguem utilizar as redes sociais orgânicas de uma forma muito boa. E ainda hoje a maior parte das pessoas valorizam muito o número de seguidores.
Mas, galera, isso é praticamente irrelevante hoje, desde 2019, com a chegada do TikTok. Isso foi muito mais intensificado, porque a rede social chinesa chegava um objetivo diferente. Qual era o objetivo dela?
Não era mais rede social nem nada disso, era criar o feed mais viciante de todos, tornando então os seguidores ainda mais irrelevantes com a criação da aba For, aonde 90% dos usuários do TikTok passam a maior parte do tempo. Aí eu te faço uma pergunta, por que que tão poucas marcas conseguem fazer sucesso nas redes sociais orgânicas? Por que que elas não conseguem usar as redes sociais para aquisição, ainda que esse seja um dos canais mais importantes do nosso tempo?
Porque elas ainda entendem o mundo com uma ótica antiga. A ótica em que elas falavam e obrigatoriamente a mídia, dado que elas pagavam, distribuíam aquele discurso. E hoje as coisas mudaram completamente.
Hoje é necessário que você faça conteúdos, não para o que o algoritmo, em tese quer, porque também não é isso que vai resolver. É necessário que você faça conteúdo pensando no que o seu público algo deseja. E para você ter sucesso nas redes atualmente, é fundamental você olhar paraa seguinte lógica.
O seu conteúdo, ele precisa ser uma interseção entre aquilo que o seu público alvo deseja, o seu posicionamento e a sua promessa de marca. A partir daí, é óbvio que você vai utilizar uma linguagem que faça sentido dentro do canal que você está, mas você não vai trabalhar para alcançar os melhores resultados dentro daquela plataforma. você vai, ao contrário, você vai trabalhar com aquela plataforma para que ela, através do seu conteúdo, gerehos pro seu negócio.
Normalmente o mercado, né, as pessoas tendem a olhar assim número de seguidores, eh, quantidade de visualizações e basicamente isso. O que a gente olha aqui na Vince pros negócios para os quais a gente trabalha é basicamente o contrário. a gente olha para quanto a gente gerou de receita através daquele canal, quantos leads foram gerados por aquele por aquele canal, leads qualificados, MQLs, né?
E aí a gente olha quais são as métricas de input, as métricas que a plataforma dá que fazem com que esses números aumentam. Normalmente são as métricas de saúde do canal. E aqui sim, óbvio, alcance é muito importante, engajamento é importante, seguidor é irrelevante.
Mas por que que alcance é importante? Bom, porque para as pessoas poderem eh comprar da tua marca ou saber dos seus produtos e serviços, elas precisam ser alcançadas. Então, o alcance é fundamental e o engajamento mostra que você tá realmente produzindo uma conversa, algo que gera desejo, que gera envolvimento e por consequência você vai gerar mais lead e mais receita.
Então não é trabalhar para ter mais seguidor, para ter um monte de view, só isso, não. É para você trabalhar para você gerar o máximo possível de alcance, engajamento e desejo, apresentando o seu posicionamento e a sua promessa para o seu público alvo gerar pra sua empresa. Receita.
Basicamente é isso, é essa ótica que você tem que ter na hora de olhar pras redes sociais. E o último ponto, mas que não é menos importante, é a comunidade. 90% das empresas, elas montam o seu funil seguindo a forma tradicional, a mais comum, que é primeiro olhar pro alcance e pensar em fazer viral, viral, viral para expandir base, conseguir muito seguidor e aí a partir desses muitos seguidores, a ideia é com que você engaje, gere interesse neles, né?
desse engajamento, a empresa, enfim, pensa em vender para essa audiência. E aí depois que as pessoas compram aquele produto, é que as empresas vão de fato pensar em construir uma comunidade para quem já comprou o seu produto, basicamente para continuar vendendo pro mesmo público. Mas eu tenho um pensamento que eu descobri que se você inverter essa lógica, você vai gerar muito mais receita, que é você olhar para essa ampuleta de uma forma diferente.
O primeiro passo deveria ser para você como um todo, como negócio, justamente o quanto antes criar uma comunidade. Pensa só, se você tem um grupo de corrida, vamos lá, com 10, 15, 20 pessoas, e aí vocês fazem, você decide fazer uma camiseta para esse grupo de corrida, a chance das 10, 15, 20 pessoas comprarem essa camiseta do clube de corrida é quase de 100%. e de eventualmente os amigos dela acharem legal e quererem comprar, é maior ainda.
Então, se você cria primeiro uma comunidade, você vende para essa pequena comunidade primeiro e depois você expande isso, você vai ter um resultado muito melhor. Por quê? Porque a tua comunidade comprando de você e aí você dentro das redes sociais produzindo conteúdo, a tua comunidade já forte vai engajar com esse conteúdo.
E aí o algoritmo ele normalmente entrega o conteúdo para pessoas que são parecidas com aquelas que se engajaram com você. Ou seja, a sua comunidade é o melhor público que você tem, né? A pessoa já tem todos o perfil ali.
Então, a o algoritmo vai começar a entregar o conteúdo para pessoas com esse perfil. Por consequência, você vai conseguir maximizar o seu alcance para pessoas do seu público alvo. E a chance de você atingir pessoas mais aptas a comprar o teu produto se torna muito maior, muito menos esforço, muito mais rápido e muito mais barato.
Então, pensa só, que que você vai fazer? Você constrói uma comunidade, começa a vender para essa comunidade, produz conteúdo, essa comunidade engaja com seu conteúdo, você então alcança muito mais gente, parecida com seu próprio público alvo e ao alcançar essas pessoas, você começa a vender para essas pessoas com muito mais facilidade do que se você simplesmente começasse a criar conteúdo viral, atingisse lá milhões de pessoas e desses milhões de pessoas, menos que 0,001% teria interesse no seu produto, até porque o seu conteúdo não tinha nada a ver com a tua marra, com o teu posicionamento, com o teu produto. E no fim do dia você gastou muito mais para vender, muito menos e criou uma base que talvez seja irrelevante para aquilo que você tá construindo de negócio.
Vamos inverter a lógica, então. Primeiro comunidade, depois venda, depois alcance, depois mais venda. E ah, só um ponto que é muito fundamental aqui nesse papo também.
Uma coisa que eu fiz de experimento para vocês ficarem claros é que se você já tem uma empresa, você já tem uma rede, você já tem canais, você pode fazer é o seguinte, tanto no G4 quanto na Boca Rosa, a comunidade foi fundamental porque a gente fazia. No G4 a gente já tinha ali a maior parte da demanda sendo gerada pelas redes sociais orgânicas. Só que por mais que a gente gerasse mais leades e mais leads, a nossa taxa de conversão de vendas, ela seguia mais ou menos a mesma.
Então, a gente teve uma ideia que é basicamente criar eventos para leades qualificados que ainda não tinham comprado nenhum produto nosso, porque assim a gente construí uma comunidade e durante esse espaço de comunidade a gente vendia os nossos produtos. Ou seja, uma pessoa que antes tinha uma taxa de conversão, lead que antes tinha uma taxa de conversão de 7%, quando ele participava dos movimentos da nossa comunidade, ele ia para uma taxa de conversão de 40, às vezes até 50%. A Boca Rosa, a gente usou a comunidade para ganhar mais força durante o lançamento.
Então, com a comunidade engajada, a gente fomentava ali com prêmios, com experiências exclusivas, elas fazerem o quê? Elas difundirem ainda mais o que a gente estava apresentando, as nossas propagandas, os nossos discursos de campanha. E com isso a marca alcançou o trend topics do Twitter por mais tempo entre todas as marcas brasileiras, sem gastar nada com isso, simplesmente trabalhando uma comunidade forte e fiel, que além de comprar divulga, defende e faz com que você alcance muito mais gente qualificada do que simplesmente você tentar fazer conteúdo para todo mundo.
Para finalizar, você tem um resumo de tudo que a gente falou. Toda marca é boa, minimamente boa, tem um público alvo muito claro e um conhecimento profundo sobre esse público alvo. Um posicionamento definido e altamente diferenciador, com seus concorrentes claramente mapeados e uma promessa muito forte, entregue em todos os seus pontos de contato.
Além disso, as marcas que conseguem crescer muito rápido tem também história, aonde seu cliente é protagonista, um atributo de personalidade que você vende pro seu cliente para além do seu produto, serviço e um bom fundador como um tempero. Quando você consegue fazer isso bem e ainda usa as redes sociais para você e constrói uma comunidade engajada, você vende muito mais, muito mais rápido e gastando muito menos para gerar essa receita do que a grande maioria do mercado. Se você chegou até o fim desse vídeo, você vai gostar também do nosso vídeo sobre como construir o seu Instagram do zero.
Confere lá, porque esse ainda é um dos melhores canais de aquisição e, por incrível que pareça, um dos menos utilizados corretamente pelas empresas. A sua pode fazer diferente, gerar muita grana sem gastar praticamente nada. M.