Bom gente bom dia vou ficar mais uma vez com o microfone na mão que está sendo gravada a alma mas é hoje a gente retoma o outro a gente retoma não né gente entra em um novo tema bastante importante na na obra da vida da ace que é a margem ou asmar e juntamente com a idéia de imagem o tempo inteiro a gente também vai estar discutindo a idéia de estado é a gente já passou por isso nas aulas passadas é O grande temática das duas últimas aulas da primeira não tanto que a primeira como
vocês se lembram era aquele mapeamento de temas é principalmente baseado em entrevistas dela e na maneira como como ela é prazo alguns conceitos quais são as principais referências teóricas da da vida das neves e na principal delas o viking está e também já falou disso bastante e não do uso de armas aos agentes lidam com o tema da violência nem e o estado Apareceu o tempo inteiro porque essa violência do estado nessa violência estatal ela foi ela é algo bastante central na obra da vida das seja da vida das eco ela escreve apenas ela mesma
néel nas parcerias que ela estabelece ea principal delas talvez seja artur lima a gente vai ler um pouquinho dos dois em uma das aulas que vem acho que acho que na próxima sou confirmar aqui mas eu acho que na Próxima que a gente vai ler o que não é na última aula na verdade é que a gente vai ler o texto dos dois sobre o sofrimento do livro social sofrem e se essa temática das margens ela vai trabalhar junto com uma outra autora que a deborah pool epi esse texto da verdade ficou bastante ele talvez
seja um dos temas mais citados nos últimos tempos para quem está trabalhando com temáticas variadas muitas delas é que todos nós estamos Lidando né eu acho um texto super difícil super denso a gente acaba acho que a gente também corre o risco de chá paidéia de imagem tal como a vida das traz aqui né tem uma associação muito imediata de imagem com o periférico e esse é de fato um é uma das possibilidades né de lidar com a com essas margens né mas para além dessa idéia do periférico o talendo essa idéia do marginalizado do
que é marginal né Elas estão as duas autoras elas estão complexificando contexto esse conceito e trazendo duas outras possibilidades que a gente vai lidar mais detidamente daqui a pouco mas outras essas duas outras possibilidades de se lidar com margem né e porque o estado é importante aqui porque amar país porque existe uma relação eu diria de retroalimentação entre as amo essas margens e esse estado você não entende um sem entender o outro né Ou seja para entender o estado a gente precisa entender também essas margens porque e essa talvez seja a primeira premissa que elas
rebatem com esse texto as margens não são algo oposto ao estado é isso também quando a gente pensa é imaginar alisados por exemplo a gente pensa no lugar periférico uma favela a nossa primeira talvez a nossa primeira reação seria em tratar esse local enquanto é separado do estado enquanto o lugar da ausência do estado e que elas Vão mostrar que não esse estado está ali de muitíssimo as formas e essas nessas relações elas são negociados o tempo inteiro né ela vai dar exemplos aqui inclusive pensando lugar pedro lugares periféricos né como esse texto é uma
abertura do livro é que se chama antropologia das margens em autores de diversas diversos lugares falando de diversos lugares de diversas temáticas né a própria irmandade tem um Texto nesse neste livro a gente tem mais uma aula sobre margens que essa aula que eu erroneamente marquei por ferir ano mas que a gente vai repondo alguma maneira e já já eu falo para vocês com a minha proposta antes do intervalo a gente possa aula mas a gente vai ler textos das pessoas é que estão nesse livro né o da aula de hoje complementar era dada pouca
pesquisa o peru não sei quem conseguiu ler o livro atordoa é um texto É bastante interessante porque ela vai lidar com os o segundo sentiu de imagem que elas vão dar que em relação a esses documentos do estado né documentos é papéis né poderíamos dizer do do estado e depois a gente lê na outra aula a gente tem o próprio texto da da vida das que a ele dando com essa ideia da legibilidade elegibilidade novamente ligada à questão dos documentos e como complementar nós temos o texto que fecha esse livro que adotá-la al assad em
que Ele vai fazer o texto é uma pergunta na verdade né enfim o que são essas margens do estado né e elas engraçado porque elas terminam esta introdução resgatando tal assad que de fato essa é a pergunta é depois que a gente viu tudo isso ele é baseado no seminário é também que é importante deixar isso claro ao seminário que estavam todos os autores e eles não não não funcionar pensado para discutir imagens elas contam isso No texto mas foi muito mais é trazer pessoas que estavam dialogando entre si e eles o que eles notam
na durante a realização deste seminário é que ele estava falando de um de um mesmo substrato né que são essas margens de fato e de formas muito diferentes então por isso essas três possibilidades de se lidar com a margem e uma grande parte do texto vocês devem ter notado ela vai estabelecer alguns diálogos que em outros textos de a vida da gente Não encontra tão claros né eles estão ali ea gente já falou de um deles que é o corpo ea outra grande referência exatamente pra pensar o estado é o hm né e aqui especificamente
o almoçasse neo vida nua questão do estado de exceção e ficou a parte que está falando de toda essa é dessa governamentalidade né que é o conceito que ele traz quiz que vem das aulas neder do college de france está no em defesa da sociedade é a primeira vez Em que esse conceito aparece mas muito também baseado no campo no último capítulo da história da sexualidade volume 1 em que vai falar sobre a questão de vida e morte e que vai lançar ao ataque do flu ficou a ideia política ea política do poder né e
aqui dragan bem a questão do homo sacer né ou e dessa vida nua acho que vale a pena eu não sei quem leu o ficou sim mas ogã bem eu não sei quem leu é o o livro que se chama ou mossas e Más linhas muito gerais né e ano passado no curso de violência a gente começou com violência especificamente com esse texto aí né porque de fato é acho que ele é um bom início para a gente pensar tudo isso mas ele retoma o a gama bem o conceito de vida nua que já está
no benjamin que é considerado talvez um dos primeiros textos sociológicos sobre violência um artigo eu acho talvez também das leituras mais difíceis assim em relação À violência em que ele vai falar é daquele de todas todo esse movimento sally do final do século 19 do século 20 né do movimento das greves do do movimento trabalhista mas que trazem essa idéia da vida nua para muitos autores o'hagan bem é tem uma leitura um pouco errada do conceito de vida nua néel desse um beijo me parece combinar life né mas que ele teria uma visão um pouco
Diferente porque ele volta no direito romano pra falar tanto de mostrar-se quanto à vida nua a própria vida das em algum a inês e sumé a a avenida brasil e até pra por elas é têm discordâncias com com a gâmbia em a gente já fala sobre elas isso fica claro no texto ainda que elas têm uma proposta de aproveitar algumas partes do que ele está falando né então para a gâmbia em essa figura aqui ela passa a ser central porque porque esse é O mossad representa essa vida nua ea frase dele é uma vida matar
viveu mas é uma vida não sacrificava eu né ou seja essa vida nua ou morrer você não pode sacrificar lá mas não importa se ela morrer é isso que está querendo dizer né e aqui mesmo gerais mesmo porque o hiv não é o foco da nossa aula né e depois a gente pode discutir mais vocês também podem falar um pouco mais sobre ele e ele é o principal exemplo Que uma aqui como que seria para ele o paradigma da modernidade é o campo de concentração e porque seria o campo de concentração seria paradigmático exatamente porque
ele é o local exemplar do quanto essa vida não é matar vel' é por muitos motivos mas é é isso que ele tenta mostrar ao longo do livro né e depois ele vai depois ter um segundo livro é que isso foi traduzido como estado de exceção e já começa a falar um pouco do Estado de exceção aqui porque esse campo de concentração ele acontece num momento dessa exceção e essa é a atualização do estado dele né então aqui e aqui nessa vida não é matar vel pelo estado existe um estado aqui vamos pensar no campo
de concentração enquanto exemplo mesmo né acho que foi uma política de estado entre outras tantas né mas foi um genocídio do estado o que é importante é sempre pensar que é Uma discussão que daria pra ver uma bela análise de situações cotidianas em relação a essa idéia do dragão bem né o futebol num certo sentido ele vai na mesma direção só que pra ele ele vai problematiza vida morte governo na vida essa briga política aqui e ofuscou mostra naquele capítulo no capítulo no último capítulo a capítulo 5 a chulé do do estado a sexualidade o
quanto essa vida ela precisa ser controlada regulada contada contada no sentido numérico Mesmo né e por isso existe toda uma lógica de poder saber o controle desses copos né de um lado porque você tem o que ele vai chamar em outras obras dos corpos dóceis nessas técnicas e os dispositivos de poder que fazem com que esse corpo seja domesticado né e por outro lado a parte toda de saberes que vão se desenvolvendo a medicina é um desses acho que é outro para a manutenção dessa Vida né tanto promovida que precisa ser contada e por isso
a estatística é tão fundamental eo próprio conceito de população é fundamental para ele o surgimento do conceito população não é porque eu consegui população e lhe dar conta não dessa vida nua não é dessa vida nua que estamos falando aqui né não é disso que ele está falando não está falando essa contagem de pessoas da preocupação com taxa de mortalidade com Taxa de natalidade taxa de fecundidade com os filhos das pessoas tem né e toda a parte da medicina enquanto o outro saber que técnicas são essas que nós criamos prolongamento dessa vida né e que
então o foco dele está aqui deve ter se lembrado em aulas passadas que existem algumas críticas posteriores ao ficou a vida das nestlé isso aqui ela faz uma delas a outra que eu gosto bastante do faça' de que é tem uma certa leitura do focou que toma esse último Esse capítulo da história da sexualidade como a vida para além da população mas que nas obras até mesmo nas aulas depois o que eles vão defender a vida das nestlé já fica claro o faça mais ainda no texto que chama um novo paradigma da vida acho que
é isso acho que eu coloquei na pasta esse texto como complementar em que eles vão defender de que não o foco do futebol sempre foi esse aqui ó a população ele não está falando dessa Vida individual ele não está falando da vida enquanto vida nesse sentido mais amplo vida que alguns altos no chamado de life itself a vida por si mesma ou o façam propõe lá fez ante a vida como tal não a gama vai aparecer como vida nua ele é sempre o ponto de partida para todo mundo ele o benjamim sempre são o ponto
de partida para pensar isso né mas que provocou a preocupação era essa aqui não que ele que ele estivesse que Ele não soubesse eu não estivesse interessado nessa vida mas o que está pensando são um mecanismo de poder saber que controla os pop que controla as populações né em que haveria por exemplo se a gente fosse utilizar um vocabulário mais recente nos temos da banca e ela vai falar isso em alguns momentos do quanto a uma escolha tática aqui ele o manejamento tático do que ela chamou de vulnerabilidade dessas populações né a gente está falando
dessa Vida aqui em algum momento ela vai falar dessa vida que eu acho acredito na minha leitura mas muitas vezes ela tá pegando fogo exatamente esse sentido aqui porque alguns grupos essas minorias são mais vulneráveis do que outros né porque são mecanismos de poder sair a gente poder explicar a ver futebol né mecanismos de poder saber que fazem com que as populações sejam mais vulneráveis que as outras e que também poder que nos levaria a pensar diretamente nisso aqui Ó porquê essa figura aqui ela é central e à população ela tá aqui ó ela tá
nessa margem a vida no ataque nessa vida enquanto vida está aqui ea vida enquanto população também está aqui na margem ou seja isso aqui está o tempo inteiro relacionado a gente não pensamos em outro ou seja não é só o periférico essa é uma das muitas possibilidades isso aqui essa passagem ela não é nem um pouco simples né entre margem estado essa relação não é simples mas é uma Relação cheia de meandros de fato ela cheia de complexidades é de conflito é conflituoso a gente está falando de algo que é pacífico também é conflituoso é
fluido então ou seja o que elas fazem nesse livro elas vão utilizar a margem para tentar entender o estado é inverter o jogo no entender do estado de antemão ou tomar o estado a partir de uma teoria x específica fechada para entender isso Que a gente chama de margem ao contrário é eu estava a partir da imagem entender as práticas dessas muitas margens pra começar a entender o estado diz que maneira está sendo negociado o tempo inteiro e é esse exame ter notado para quem o texto quanto a um texto cheio de exemplos porque é
isso é um em produção um livro então dá vontade de ler todos os outros livros todos os outros artigos não é porque sou como é costume Manejando esse conceito né e a gente tem muita gente trabalhando com isso né na área pois entrou hoje urbanos urbana na área de estudos de periferias e favelas é na área de saúde documentos que eu acho super desafiador na verdade o que elas estão propondo aqui é muito bom não trabalho com o documento mas acho que para quem trabalha é uma saída maravilhosa em alguns pontos aqui né O texto
da proposta que está em em como complementar é um exemplo maravilhoso disso não sei também que vocês conseguiram ler mas com ela vai mostrando como é que isso é negociado é essa a própria questão da identidade deste documento que te dá a sua identidade que diz que eu sou carolina nós ter cada um aqui tem um documento documentos vários dizendo isso mas a gente tem um primeiro documento que é quando a gente nasce que é uma certidão Dizendo quem é que dá a certidão a quem interessa aqui a gente tem esse primeiro documento de identificação
para que ele serve para muita coisa sem ele por exemplo a gente não tem nenhum outro documento ao longo da vida né porque é considerado um problema grave no brasil ano passado eu fui no seminário é sobre isso e notificação de nascidos vivos porque em vários desses lugares periféricos aqui as pessoas não ainda não têm acesso à noite ficar a própria Certidão de nascimento é o primeiro documento sem ele você não é enterrado é isso o que prova que você está vivo este documento que prove que você está vivo sem ele você não prova que
você está morto não é possível enterrar né então como é que o estado atua nisso em tudo quem é que dá o passaporte que como ela fala é a moeda mais valiosa de troca nisso tudo passaporte é um grande mercado desses dessas fronteiras aí do legal e Ilegal é um grande mercado essa falsificação de documentos por porque o passaporte é importante bom porque no caso de imigração por exemplo você não entra nem sai sem ele porque a gente viaja e fica em pânico com medo de perder o pacote que sem ele a gente não volta
a gente não sai de lá de onde seja de onde a gente tiver em alguns lugares é mais complexo ainda mas né então o que ela adaptou vai mostrar isso ela vai Pensar o documento de identidade identidade de um chile da década de final da década de 70 e início da década de 80 e ela vai pensar isso para camponeses que precisavam desse documento porque era um momento em que o o o peru tinha vários conflitos armados urbanos né urbanos mas que que se espalhavam pelo território e eles tinham vários check point né e essas
barreiras policiais em que eles precisavam mostrar um documento No começo eles manipulavam isso de forma a dar qualquer nome por exemplo na época era preenchido uma lista eles nos caminhões para quem leu o texto tem uma parte inclusive que ela ficou muito surpresa porque é quase neurótica de que eles falam é falar o nome pra alguém alguém anotando tem alguém que é responsável por anotar é e aí a pessoa falava o nome de algum ator por exemplo a pessoa famosa E aí começar uma gargalhada geral porque naquele momento você podia ser qualquer uma dessas pessoas
né assim só que depois eles começam de fato a fazer um controle mais ostensivo da circulação dessas pessoas pelo território então você não tem mais como manipular mas ao mesmo tempo é um documento que você às vezes não têm que você tem que buscar conseguir e que ele vai se acumulando como pilhas de papel essas autorizações para você circular dentro do território Você entrega e isso e ela descreve por exemplo do check point ea fala de um dos respondo soldados responsáveis do quanto eles vão se empilhando e que um outro retiro pra fazer chantagem de
fato mas ao mesmo tempo ele pode retirar um em que vai ter problema porque ele ele não tem toda a documentação que ele precisa né e do quanto isso vai sendo isso aqui vai sendo essa relação ao que vai ser manipulada e que chega um momento que Eles precisam de documentos pra entrar com um processo contra o estado por n motivos que documentos e que ficam é eles a tenha a gente dá a entender é como se fosse um laudo mesmo a abertura de um inquérito e esses papéis ficam circulando mas eles nunca têm uma
resolução e de novo esses papéis acumulam né isso me lembra muito pra gente fazer um contexto muito próximo o alício nadai para quem leu Nela está trabalhou com casos de estupro em campinas no cartório dentro da delegacia da mulher e ela tem um texto belíssimo da sobre a circulação desses papéis e que me lembrou muito quando estava lendo a adapo porque a mesma coisa esses papéis 1 15 bilhão mas esses papéis falam nessa etapa estão querendo dizer algo e que no caso dela talvez por exemplo eles até chegar assim a outras instâncias nesta circulação desde
o momento em que É lavrado o boletim de ocorrência não é e que sabe o cartório e depois instituído um processo eo inquérito é depois instituiu um processo mas como é que está circulando né que querendo ou não isso também uma negociação com o estado porque esse documento tempo eles são do estado é o estado que garante isso é o mesmo caso de passaportes nem tem uma série de estudos pensando essa é não nesse livro né eu posso depois passar referência inclusive dessa de a Fazenda análise por exemplo desses locais é em aeroportos portos e
quando é por terra nessas aduanas e fazendo análise desses lugares de fato porque um ele já são por si só um lugar de fronteira estão dividindo algo ainda que não seja uma fronteira territorial física mas está colocando uma barreira alli beach e do quanto à importância destes documentos ali né porque no fim esse passaporte que diz que eu sou tomado uma série de outras Questões então tem muitas análises principalmente sobre os estados unidos porque pra quem já entrou lá sabe que é um processo muito específico não necessariamente você conta apenas com o seu passaporte né
mas é e depois do 11 de setembro subir uma preocupação de fato de estado cada vez maior já era mas ela vira uma preocupação muito maior né e também porque negocia isso que elas estão chamando a qui das fronteiras do legal e ilegal que é um dos outros Sentidos dessa dessa margem né por exemplo que tem check points para circular droga mesmo caso do peru do peru também circulava a droga no território porque eles fazem o check point pra ver se essas pessoas não estavam circulando eu estavam traficando drogas por exemplo armas qualquer coisa do
tipo então existe essa fronteira outra né do lícito e ilícito em relação aos documentos do que ela chama de Elegibilidade e inelegibilidade são palavras estranhas que a gente talvez não usaria assim mas a tradução literal é isso legibilidade elegibilidade é disso tudo o que que se trata se de fato a gente quando a gente está falando de legal e ilegal nós estamos dizendo de um estado que é ausente e não o estado alheio pode estar o invisível a princípio né é a mesma coisa a gente for sentido aqui mais óbvio da periferia Deste periférico numa
favela por exemplo teoricamente a gente acharia que ele é um lugar abandonado pelo estado porque as pessoas sofrem são precariedades de vários tipos aí no sentido material da palavra né mas está ausente o estado no time o tempo inteiro com a polícia por exemplo está no time o tempo inteiro qual serviço de saúde com um agente comunitário de saúde que entra dentro desse território ele não é o cara do Estado dentro a polícia não é isso pra prender polícia acho muitíssimo rentável conceito de imagem de uma polícia por exemplo que representa esse estado que teria
uma determinada função dentro do quadro de dessa matriz funcional dela dentro do estado mas que o tempo em que também está negociando a sua própria posição aqui dentro já deve ter ouvido falar da prática do arrego né que é o pagamento de valores a polícia para que a polícia Não saia atirando dentro das comunidades é muito comum aqui em são paulo não sei muito bem como funciona mas como eu pesquiso rio é uma prática corriqueira que a polícia recebe um valor variável isso significa que essa comunidade em quanto está sendo pago ela não vai pagar
porque não vai invadir não vai entrar essa relação é de estado que normatiza e controla né e o estado também um estado desejável porque assim essa sabe o política nessa reivindicação para que se Tenha é o estado nessa questão do estado como executor de direito na verdade é esse esse estado do poder na verdade é que se reivindica né e que se pensa é muito interessante essa contradição não a gente reivindica o estado mas o estado que vem que posição crítica inclusive os movimentos sociais não é o que a gente é por um lado e
por outro essa presença do estado a partir dessa idéia de ausência é porque na verdade está pensando nessa Produção da cidade essa nos aparência de ausência é a própria presença do estado nesse sentido de produzir esse território que é é afastado e que é segregado né porque assim toda essa ação do estado na ação do estado mesmo de articulado com a copa por exemplo há a especulação imobiliária é esse processo de no caso de são paulo nessa lógica de periferização esse processo de afastar as populações mais pobres das regiões Mais centrais é uma atuação do
estado em si né então tenho aquele site tem um site muito interessante que chamam que chama que é que é não tem o documentário chamado limpam com fogo mas tem um site que mostra todos os incêndios em favelas justamente na eo e com uma atuação muito conjugada do estado porque existe um silenciamento por parte do estado dessas operações que são atribuídas a esses a esses negócios de empreendimento assim Né existe um silenciamento por parte do estado mas que está conjugado com isso então existe uma produção dessa periferia que o estado está presente a todo momento
e que acho que é a dimensão mais silenciosa do estado porque é queta conjugado com o mercado né e que eu acho muito perverso eu concordo com você eu acho que nessa ideia da ausência é uma tática de governo né é uma tática de governo para a gente Entender e com qual também está na base e talvez dessa ideia que da biopolítica né e tem autor de por exemplo que que tem falado nessa gestão da morte também né por exemplo de lino farias para quem leu a tese de doutorado dela é exatamente o tema é
esse né em favelas do rio de janeiro como é que se dá à gestão da vida da morte não é só da vida de uma gestão da morte também quando a gente pensa que existem corpos que são matáveis e outros não porque Outros não outros não são nem e eles podem morrer porque todos vamos morrer mas que eles são matáveis eles não são um corpo branco dificilmente vai ser matar vel' claro a gente tem que pensar conjugado com outros marcadores sociais a diferença claro e é isso que nós temos tentado fazer imagina né a maioria
aqui pelo menos mas é esse corpo negro ele ocupa tável quase priori né então é disse também que elas estão que elas estão falando quando tem esses incêndios Nesses locais por exemplo são copos matáveis não importa eu vou pôr fogo quem sobreviver sobreviveu e vai ser expulso desse lugar quem não o eu é a vida né mas é uma tática de sair eu acho que é governada pela ausência é uma tática de estado né e claro nós temos as o e em algumas coisas a gente vê esse estado muito uma coisa que eu sempre fico
pensando a gente vê o estado muito de cara mas eu Fico imaginando para essas populações periféricas será que elas reconhecem que tudo isso é o estado que não sou essa de estado também por isso aqui é a nossa isso aqui nós somos acadêmicos nós temos conhecemos as teorias de estado de tinta para quem vem das sociais por exemplo a nossa primeira matéria é uma das feiras até setores do estado ea gente vai passar por milhares de autores desde os filósofos gregos que estão pensando estado e as maneiras possíveis de se Tomar não há uma uma
convergência de pensamentos para falar estado é isso é isso também que elas estão pontuando assim como é difícil a gente precisa a margem é difícil a gente precisa do estado e só que aqui elas estão propondo uma outra possibilidade é entender o estado a partir de outro âmbito e que seria uma maneira de antropologia da sua contribuição para esse entendimento do estado porque porque elas mostram o Tempo inteiro à etnografia qual se volta para a vida cotidiana lembrando que o cotidiano a fundamental para a vida das quando ele se volta para as ordinárias a gente
descobre o último as outras coisas que vão além dessas teorias ampla de estado então além de dizer se o estado neoliberal mas como é que essas pessoas no micro no cotidiano ela vivenciou esse estado com elas constroem estado Elas percebem esse estado elas nomina ela do nome estado eu fico pensando por exemplo a gente possa pensar essas políticas é tipo bolsa família será que essas pessoas vão construir o recebimento do bolsa família enquanto uma intervenção estatal de transferência de renda acho que não porque na verdade elas vão pensar no impacto mas é bem prático disso
que qual é o impacto bom eu Consigo comer eu consigo ter uma renda nunca tive agora eu tenho uma renda será que mas isso também não é uma função do estado a queda na margem não é uma maneira de entender o estado se eu entendo por exemplo como é que as pessoas utilizam o bolsa família também não entendeu estado na verdade o seu entender por exemplo como é que se dá a isso essa gestão da vida da morte numa periferia a atuação da polícia nesse lugar a atuação do Exército isso também não entendeu estado é
mas entende a partir do cotidiano e não da política pública em si não é por exemplo rio de janeiro está sob intervenção federal claro a gente pode fazer uma análise por aí de entender quais são as consequências de ter sido decretada pela primeira vez de a constituição uma intervenção militar no estado isso tem consequências amplas Claro mas como é que as pessoas estão vivendo isso na prática etnográfico né a gente vai lá pra ver como é que as pessoas vão construindo isso aquelas em sua noção ou é simplesmente bom isso aqui já acontecia todo dia
agora você só normalizou isso né agora o exército que entrou na polícia por exemplo talvez talvez mas eu acho que essa concepção de estado também é muito variável a gente só vai entender ouvindo de fato Por isso a necessidade de ouvir as vozes como ela diz vocês devem ter notado o quanto esses conceitos que a vida das utilizadas em outros textos eles aparecem aqui cotidiano aparece o tempo inteiro na parte final do texto então é só disso que se trata e claro desse diálogo com a via política que é o que ela pretende fazer nossa
parte final do texto e porque a geografia é útil nesse sentido porque como elas mostram ela Privilegia a experiência novamente mais um dos mais os conceitos mais um dos conceitos mais utilizados pela pela vendas e eu acho também que o que elas estão propondo é se afastar muito dessa noção muito fechada de estado e se afastar principalmente porque a violência é um tema recorrente aqui né eu acho que isso também faz muito sentido dentro da própria além da venda das neopentecostais a central para ela é de Se afastar de uma idéia de estado viveria muito
beber e ana e é assim que ela começa o texto né porque provei o que ele está propondo linhas muito gerais é que o estado é o detentor do monopólio legítimo do uso da força é então mas o que a realidade mostra é essa força ou essa violência ela vai aparecer do jeito muito muito muito variados e que não necessariamente a gente achar e esse estado enquanto a figura presente ali mas o estado dele Está ainda que seja ausente ainda que seja um fã há a figura fantasmagórica quase né elas utilizam essa palavra também muitas
vezes no texto fantasmático sombra shadow aparece a palavra gols lhe é fantasmático fantasmagórico eu acho que tem um substrato anterior ainda falando da da partida trocou lógica isso tudo netinho gráfica do quanto antropologia não é reconhecida como aquela que fala do estado Quem falou do estado da ciência política andou jack - faleceu hoje pode até falar mas a gente tava no estado o tempo inteiro aliás acho que no fundo a gente vai encontrar sempre é normalmente se pensa em tecnologia para pensar a sociedade sem estado né ela cita que alguns desses trabalhos o principal sendo
clastres né que é fenomenal é genial também lemos no curso violência para quem estava lá deve Lembrar a sociedade contra o estado né e sobre a tortura mas tem é a visão ampla que tem outro projeto sobre o gesto desses primitivos selvagens esses em estado mas sem estado essa estado é quase como se fosse não existe uma forma de organização política ali ea política e tomada no sentido muito amplo porque também é isso política não é sinônimo de estado e é isso que elas estão chamando atenção estou chamando atenção para o fato de Que ao
se voltar pra experiência ao se voltar para o cotidiano antropologia está se falando desse estado nesse sentido mais ocidental do estado né tá falando dessa desses muito entremeios da vida cotidiana que ela está chamando de margem que permitem entender um pouco desse estado dá uma visão do que é esse estado se alguém quiser falar algo fique à vontade e aí então elas propõem três Possibilidades né de de entendimento dessa dessa imagem o das margens três conceitos né um à margem como periférico que eu cortei aqui mas ele ainda vale o tempo que fazer sentido mas
mantenho aí então vou tentar organizar pouco vocês vão conseguir não vai rolar à margem como periférico na o que elas querem dizer com isso é a margem com periferia é tanto territorial quanto no nível das práticas Né a gente está falando mesmo desses lugares que nós chamamos de periféricos em são paulo preferiu um nome bastante utilizado no rio se utiliza favela por exemplo né comunidade comunidade aparece a mesma visão pasteurizada né é tipo 'vamos 'chapa o entendimento e vamos dar o nome mais palatável né porque não a favela é então egípcio se refere tanto essa
questão territorial quanto ao nível das práticas ou seja são lugares de Precariedade do lugar de populações empobrecidas é isso também é importante frisar um segundo conselho de imagem é a questão que eu já disse de elegibilidade e inelegibilidade né é a questão dos documentos o desses papéis do estado o que seria essa experiência do estado em que ele está sendo constantemente experienciado e desconstruído em diferentes espaços formas e práticas Mediante a legibilidade né se ele se torna elegível legibilidade tem sentido é o estado se tornando legível ou não que a sua ilegibilidade né a partir
das suas práticas dos seus documentos e dessas muitas palavras né eu acho que ela ficaria dizer palavras poderia ser papéis desses muitos papéis fazer um laudo um laudo um papel ele essas palavras mais uma referência ótima pra pensar nesses documentos é a letícia ferreira que agora está na ufrj é do Cpdoc do da fundação getúlio vargas no rio e ela tem um trabalho é dentro do iml com casos de pessoas desaparecidas e ela vai lidar com esses papéis também né então modismo wef que é também referência do trabalho dela e um outro trabalho aí pessoal
no laudo e pensando especificamente laudo cadavérico e que tem muito a ver com essa questão da discussão vida e morte aqui nessa gestão na vida gestão da morte é o trabalho de juliana Farias que já mencionei um artigo é chama do laudo cadavérico a página da revista acho que é isso em que ela vai analisar os laudos cadavéricos de pessoas mortas conte com o uso do expediente chamado auto de resistência em de quem nela passada que vocês vejam mesmo veementemente o filme o documentário é auto de resistência juliana roteirista e é não sei que passou
aqui na usp para o pessoal da Sociologia não foi quem viu alguém viu é fantástico né e essa questão dos papéis aparece ali porque elas vão para dentro do iml filmar aquelas pilhas aquelas caixas de tipo de papéis que ficam parados ali porque esse processo não é isso é uma vida notável é também uma vida que eu nunca vou levar esse projeto processo pra frente porque o estado está interessado nisso nem um pouco até porque o auto de resistência e ele é usado ele não é o Agente jurídico legítimo de acordo e ele no filme
entrevistado o secretário é o secretário é o diretor da polícia na época e ele diz não mas a gente não usa auto de resistência aqui no rio de janeiro e eles acreditam que nos últimos dez anos são 16 mil autos de resistência lavrados no rio de janeiro mas como ele não é uma prática jurídica reconhecida ele ele não conta e não consta dos autos né no curso dos autos de resistência nada Mais é do que você dizer que você só atirou e matou porque você foi atacada primeiro né então essa vida é matar vel' sátira
né e o laudo cadavérico mostra isolar o dodô é um dos documentos muito né uma dessas várias palavras e ele também usa imagem é eu corpo neste laudo no artigo venha a imagem de como um formulário mas esses papéis em pilha ali se não vai pra frente vai porque aí tem a outra Parte isso tudo que essas mães olha que elas negociando a relação óbvia que a gente tendo estado de outra forma de mães que colocam o estado inclusive como o estado genocida essa é a fala delas é o estado que mata em uma uma
frase no filme você se lembra que eu acho fenomenal no foi o estado que foi lá e atirou mas é a mão dele que está por trás na mão daquele policial que foi lá e atirou é o estado ausente ele não é visível não É visível mas a mãe dele que está ali é a mão invisível do mercado é a mão invisível do estado fazendo uma associação mas vejam só é pena que se eu não tenho aqui não passaria um trecho do do filme mas está circulando por aí e ela quem acabou de lançar também
um livro sobre a militarização do rio de janeiro recomenda também muitíssimo aquele que você que a rocha veio lançar aqui na unicamp aqui na usp semana passada Inclusive é organizado pela monique pela lei a rocha e pela bela juliana é militarização no rio de janeiro eu vim aqui para isso tenha que o convite é tem vários autores falando porque é isso né assim ainda que eu existo expediente da intervenção militar no rio essa militarização ela existe faz tempo né basta ver por exemplo na época dos jogos olímpicos o da copa e já estava na rua
o exército que feira a força nacional que é um braço da polícia do exército e O o exército ensina patrulhando chama-me militarização no rio de janeiro da pacificação a intervenção da pacificação lembrando que a idéia da opb né unidade de polícia pacificadora livro da marielly também fica em outra referência acabou de ser lançado são paulo também foi semana passada quarta feira que é o livro o pp possui uma política de segurança em três letras acho que é isso vale muito a pena eu li o livro editado mas ele a apresentação Dela é muitíssimo bom e
por último o terceiro sentido imagens como espaço entre copos a lei disciplina que é muito ligado ao conedh já dá pra ver pelas próprias palavras utilizadas aqui por elas né mas que é o poder do estado ele ele é um lugar privilegiado para a gente notar como é feita o que ela só chamando essa colonização da da lei pela disciplina né como é que são produzidas categorias por exemplo do patológico do que é normal do Que é patológico esse é um dos grandes temas do focou que ele pegue inclusive de um outro de um cara
que foi professor de gelado kang lim não sei quem já leu que vai falar sobre o normal e patológico né e vem daí um pouco essa discussão do fofo com melhora isso até porque ele vai de fato colocar essa ideia que dada à disciplina também né mas são produzidos determinado tipo de cópia é o que a gente vem discutindo ali com a boa política são produzidos copos E alguns desses copos são de fato matáveis elas são vidas que não importa se a gente fosse usar um vocabulário que não é o dono das armas que é
o da butler mas que a gente poderia encontrar um uma possível linha de diálogo entre elas e copos são esses bom em geral negros pobres periféricos e de novo aí né como é que a margem de fato é muitas coisas isso tudo assim por exemplo eu tenho que partir de uma dessas visão de maio visões de imagem Não porque essas coisas podem estar conversando eu só entendo por exemplo os casos de auto de resistência à margem era periférica à margem do documento nesse documento que circula círculo a círculo não chega nada a margem está neste
estado que é o detentor da do monopólio da violência e que ele ao mesmo tempo parece ausente mas tem um policial lá que foi quem matou e a margem está nessa nessa ideia de que esse corpo é notável porque não é à tôa E se vocês virem o filme são todos corpos negros todos senão sonegação periféricos acho que deve ter dois no filme que não não se dirijam negros mas mas são periféricos são pobres então isso é isso está indo muito além do que o futebol está dizendo aqui acho que elas vão tentando mostrar na
parte final do texto nesse diálogo hábil político sobre o poder a muito além dessa idéia apenas de população tem algo A mais aí é quase como e isso a gente for pensar o periférico também esse corpo que a gente tá ranqueando é quase como se fosse antigamente cops né de vidas eles se a gente for tentar jogar com outro sentido de imagem esse corpo ele é periférico ele que ocupa esse território o resto da cidade não é pra ele vou dar um outro exemplo que eu lembrei muito lendo textos rolezinho lembram o que causou um
transtorno o fato dessas Pessoas querendo entrar nos shoppings e fazê lo sozinhos enquanto natalie ele é periférico ele margem imagem em todos os sentidos todos aqui então não é prestar lhe que eles façam dele é que o a questão da circulação na cidade pensando no caso de são paulo né é um controle dessa circulação então enquanto durante a semana esse espaço ele tem que funciona esse transporte tem que funcionar exatamente para garantir esse tipo de trabalho é que vai Alimentar os as regiões centrais no final de semana o transporte não funciona direito então é de
domingo o metrô do capão redondo ele tem um horário que ele nunca os intervalos são muito maiores na então na verdade essa lógica da cidade inteira né no final de semana e se os meios de transporte eles são muito estava lendo eu concordo com você disse sistema de transporte têm um outro estava lendo um Texto também aí sobre o rio também em que tem no rio uma todo verão tem operação verão já deve ter ouvido falar e ela começa no rio verão é longo então ela começa antes do verão propriamente dito e operação verão ela
o que ela faz ela coloca é um efetivo maior de policiais nas ruas e esses policiais eles ficam em todos os pontos de entrada da zona sul do rio de janeiro que são a região das praias que É o principal lugar de sociabilidade da cidade e que é pública né é eles colocam policiais nessa nesses nessas entradas da cidade e o que os policiais fazem eles entram nos ônibus e tem algumas linhas que já são marcadas por exemplo tem uma que é a mais famosa que é o 471 que é do jacaré copacabana jacaré você
deve ficar na região norte da cidade é considerada uma das uma das favelas mais violentas vendo aqueles Índices que a polícia faz então eles param esses ônibus a polícia entra com câmera a polícia entra e por exemplo se tem jovens negros claramente vindo desses lugares que é claro a pessoa pode ter pegado no meio do caminho mas ali não importa veio do jacaré meio de manguinhos e jacaré que é tudo lado negros pobres vindo dessas regiões periféricas se não tiver o documento a polícia já barra ali ele não vai nem pra praia é pública a
praia para todos Na teoria e essa operação verão ela causou todo o problema na verdade porque como são menores de idade eles são cobertos pelo eca e não por outro código é o salto da criança adolescente e o que está toda criança do adolescente diz você não conduz nenhum deles para delegacias se não tiver um flagrante delito não tinha flagrante eles queriam praia que o flagrante e teve uma taxa próxima de 2015 eles chegaram a levar 40 para a Delegacia e ele não poderia ter feito isso né sem a presença da assistência social sem presença
do conselho tutelar porque é tudo isso tem que ser acionado o cope pelo menos é o que o eca diz né então isso causou todo o problema no rio ea operação verão continua agora eles têm um expediente a defensoria pública entrou conseguiu um expediente legal dizendo que só leva à delegacia O tem um fluxo não é o que na rede de atendimento para quem eu sei se alguém trabalhe com com rede de atendimento a 100 social mas é o que eu chamo de fluxo de atendimento o fluxo é a polícia viu que tem alguma coisa
na hora vai chamá a secretaria de assistência social conselho tutelar e vai fazer o fluxo como ele deve ser e não simplesmente pegar o jovem negro pobre e levar pra delegacia porque não tem documento porque ele estava só de 100 estava sem camisa olha o calor que faz na velocidade é verão verão já começou a operação começou dia 12 12 de outubro deste ano no rio já é verão gente e o verão no rio vocês sabem disso também acho curioso estimo eles consideram como um mega evento mega evento seria copa olimpíada e não um é
o verão no rio assim como carnaval e assim como o reveillon são considerados um mega evento é uma loucura uma parte da minha pesquisa no Comitê de atendimento à criança e adolescente no contexto os megaeventos então assim e ele por exemplo nessa época foi um caos na época de prender crianças dentro do ônibus que levava à delegacia e só sai da delegacia quando o pai há um responsável chega à pf pensa em uma delegacia mas ele não era uma defensa de criança que existe de do rio tenha de adolescente e criança infratora não era e
querendo ou não é um que muitos autores vêm dizendo quanto no Brasil a gente não saiu da figura do menor o menor do código de menores da época da ditadura é o menor que ainda existe e é criminalizado o tempo inteiro porque porque ele é um corpo que pode morrer é uma vida que importa é isso é uma das possíveis análise também aqui ó e que provavelmente esses documentos aqui nesse sentido eles vão no mesmo sentido é cruel né na verdade não sei o que vocês acharam lendo o texto mas é um Texto cruel assim
ele melhore um pouco no em algumas partes mas é tão pesado quanto os textos especificamente sobre violência porque em teoria que não ter sua violência mas a violência é o pano de fundo também se tem um pano de fundo é que além do estado né a violência e uma beleza do estado né ainda que aparentemente ausente o que eu acho então que elas estão querendo dizer aqui né que essas margens elas podem ser ocupadas de diferentes Modos né e criar relatos de exclusão de muitas formas seja uma exclusão via documentos uma exclusão via renda e
territorial seja uma exclusão de si próprio corpo que não pertence a esse lugar é tomado como não pertencente a determinados locais da cidade e que ela a elas é também está além da margem está além dessa idéia de exceção porque aqui e acho que a parte que elas mais é que elas não entram num acordo aqui com com a gâmbia guiné porque o que ele está Dizendo que tem essa vida no essencial mossa ser né que essa vida matar véu e que o campo de concentração em que é uma política estatal que é o paradigma
dessa modernidade né e aí também uma outra questão é o que ele está lhe dando o que está chamando de modernidade também não ficar claro no texto ela também pontuam isso né mas exige para ele só que é o estado de exceção não é você entra no estado de exceção e que elas ela o que ela o que Elas vão mostrar a imagem não é o estado de exceção pelo contrário é o cotidiano ela não é exceção são duas coisas que primeiro sobre rolezinho que tem um terço da teresa caldeira que ela analisa isso de
como esses jovens têm entendido a propensão do espaço e é eo que eles diferem do dos pais deles nessa questão de querer apropriaria entender que aqueles espaços são lugares que eles devem estar realmente utilizando etapa ocupando Aquilo e segunda que no começo do ano fez um trabalho na praia grande eu observei momentos temporada fora de temporada como que era ocupação da praia mesmo e durant e essa pesquisa foi discutir descobrir de que dado o crescimento que dá a lida da região eles colocaram um sistema de segurança que era temível de antiterrorismo que era foi o
primeiro implementar no brasil essa questão de começar a usar drone colocar a câmera em todo lugar para Conseguir controlar é é até onde as pessoas estavam presentes começaram a observar que está vindo uma galera trás das câmeras conseguiram localizar e para essas pessoas e como que isso é forte durante a temporada que se essas pessoas a galera tá andando no calçadão durante o dia a polícia toda para lei tenta de alguma forma faz alguma coisa vexatória mandando eles embora e quando é fora de temporada por não ter tanta essa noção de segurança de de como
eles podem Ocupar a lei não teme não tem essa coisa de mas ainda assim até nesses momentos e lugares que têm maior concentração ainda tá lá a polícia para dizer olha vocês um avião-tanque tetra mas eles ainda conseguem certas partes ocupa mesmo em conseguir usar da praia é um lugar público o vestido é um clássico é da que organizou família gol de bank mas leiam também que tem essa toda essa idéia da praia enquanto jogar para o lugar de Atenção né e um lugar tanto de tensão porque é um corpo que se diz veste e
é olho em teoria o único lugar aceitou ir para esse corpo estar em público não vestido mas ao mesmo tempo também tem todas essa crise é a questão das divisões né do território da praia isso isso no rio de janeiro é claro vai preparar nenhuma por exemplo você sabe que se ficar no posto 8 você vai estar com pessoas que vem da periferia porque é o ponto de saída Direto do metrô ou de chegada dos ônibus se você fica no e meio é um posto lgbt né entre 18 e 19 é um passeio de btt
o 9 dos bichos grilos que ele só a praia é onde vai conseguir drogas facilmente na praia por exemplo assim é uma praia toda dividida né e então fica também essa referência e eu fiquei pensando só na nuca falou a própria teresa caldeira é uma ótima referência pra pensar no livro dela que É um clássico hoje nessa cidade muros para pensar essa ideia mesmo da do sistema de segurança o próprio esses clusters né urbanos o shopping seria o principal é representante junto com os condomínios fechados mas hoje essa questão da segurança mesmo né de um
condomínio fechado o que que ele preza ali essa segurança é câmera em todos os lugares em uma guarita com alguém para te receber que vai fazer uma fiscalização Se você pode entrar ou não né então essa ilusão da segurança também é que se iniciasse tem com tudo isso e essa questão dos drones aos que ao que parece cada vez mais vem utilizando né e uma tecnologia que muda também acho que é importante pensar eu sempre me lembro do clássico também também um clássico é dar na área de ti sobre essa máquina de guerra essa máquina
da guerra que está lá no sobre a violência essa máquina de guerra na verdade hoje é muito provável O que pode comprar um drone isso não é nada fui aos não é filme de ficção científica é comprável na loja santa efigênia e vai comprar um drone é isso vai na internet vai comer um drone e sidney pode ser muitas coisas né no caso da polícia anda com câmera e não sei se vocês viram mas é o o o havia a idéia de que a polícia dos estados no brasil comprasse drones que atiram ele tem câmera
e eles atiram em você nem Precisa mais do policial neoton onde vai entrar e vai tirar mas qual critério do drone na época tem alguém manipulando óbvio que alguém controlando-se drone ele é pilotado não vai ser alguém da polícia neves se alguém treinado pra isso mas ao mesmo tempo né é uma tema toda uma tecnologia serviço não é à toa por exemplo que a polícia anda com câmera som é aleatório nem um pouco se lembra de 2013 a própria usp né não sei quem contou foi em alguma Disciplina o filipe é esse na disciplina de
internet que eu desse mês passado a gente estava discutindo essa questão mesmo dessas muitas tecnologias de controle né o da tecnologia usada para o controle ea internet é um controle assim acho que não tenhamos ilusões de que isso aqui é algo pacífico e sem contenciosos muito pelo contrário é vídeo tudo todo jeito que a gente tem muito atuais e o felipe que é esse aluno que um aluno que do Departamento ele contando que ele mora no crusp e que de repente eles olham pela janela do lado e tem um drone fiscalizando tudo que estão fazendo
ali foi isso não é que ele contou que era um domingo e de um drone voando pelo cruz pe pra que não sabe não sabemos podemos imaginar mas não sabemos e mas é isso assim né tipo todas as manifestações esse olhar pra cima vai ver um monte de drone esses dois estão filmando tudo Seja para a resistência que também é importante porque é isso a gente pode se apropriar de armas muito parecidas nessa parte tecnológica também qualquer um de nós pode ter um drone mas vocês devem se lembrar por exemplo dessa coisa as fotos nas
manifestações de 2013 né enquanto isso foi uma questão de batido quando os policiais eles andavam na agenda local as câmeras aqui ó que é tipo gopro que se põe no capacete ou não no chapeuzinho e tá você está usando e Ela pega né ea vantagem porque ela tem essa visão ó ela não pega só que ela pega aqui e como é que se torna muito mais fácil você reconhecer pessoas né eu me lembro da época da unicamp isso já era usado por exemplo pode ter festa no campus lá é um campo muito diferente daqui assim
de tamanho só que sempre a festa em geral elas eram humanos que os policiais faziam tiravam fotos de todo mundo que estava chegando antes porque Era quem estava com aquela cerveja que estava carregando gelo e eles têm tudo isso assim quando vem o processo pro pro perder pro o instituto vem um processo abre 11 processo administrativo o diretor vai ter que responder por isso porque não podia ter festa vem anexado às fotos que os seguranças de arão e na unicamp hoje a primeira placa que você tem na entrada é um negócio de segurança segurança 100%
inteligente não existe guarita no campo mas não tem não tem Guarda nas guaritas é tudo filmado em um campus inteligente inteiramente tecnológico que aqui a gente não chegou estamos quase mas ainda tem nas guaritas ainda tem é exata e na unicamp só entrasse a gente foi contando a cada 2 bosh se você já reparou você que ser lá recentemente tal quem conhece unicamp a cada 2 pode ter uma câmera e que encontrou nem fui eu foi um professor que a gente recebeu o custo da Tecnologia fomos lá para falar ele ele falou neto inteligente e
vamos ver onde é que estão as câmeras a cada dois postes uma câmera não tem nem variação ou seja tudo que é feito está sendo filmado é quase não tem ponto cego se vou pensar assim é pra não ter mesmo né ele acha que eu ia falar é é um apelo à parte do diálogo com os outros autores aqui pra mim tá ficando um pouco confuso Porque por exemplo a questão do campo de concentração e de cessão ea gâmbia em exceção não é isso também a própria aplicação da lei suponha suspensão e por toda é
uma exceção então não é o campo de concentração e focou é mesmo ficou a questão de resumir abril política a população me parece uma leitura meio estranha de coco porque ele está mais preocupado com a constituição do sujeito a sujeitá mento do sujeito Tanto na fase inicial dele o nascimento da clínica ou vigiar e punir a história da sexualidade do do que com o controle populacional que é algo que ele vai desenvolver melhor o último capítulo da história da sexualidade num defesa da sociedade mas toda obra dele é sobre a constituição desse sujeito que é
objeto da docência do homem que ele chama andré e eu não sei também é porque por exemplo uma um diálogo muito óbvio muito assim Seria com 1mb né na micro política que é o que ele argumenta justamente o conceito de política não serve pra lidar com as mortes que o estado promove não serve pro prazo o é a moça é pra mim os mesmo então é essa parte que é rs que o que tá tentando se desenvolvido em alguns momentos é um é algo no sentido do conceito de bill legitimidade do passado com mais um
show à parte do duo um dos Argumentos para com os outros autores aqui pra mim tá ó então eu o entendo que elas estão porque elas estão focadas isso aqui né eu acho que é uma visão muito específica do futebol é uma leitura muito antropológica do ficou né e que eu acho que não são só elas estão fazendo de fato únicos rouse vai pelo mesmo caminho o faça vai pelo mesmo caminho não acho que elas estão falando aqui é o da idéia de bill legitimidade de fãs tanto é que se esse conceito nem Aparece no
texto é um conceito posterior e se o façam acho que 2010 esteja 2004 né não não é zé e que também é e essa discussão dele no dodô faça essa discussão não é principal e eu acho que na verdade têm pequenas sutilezas aí até mesmo a maneira como estão lidando com a vida né por exemplo um vai ser o único nós vamos chamar the life itself o façamos chamar the life é sant que é muito O escorregamento de comprou é muito pequeno vida como tal evidence né então assim não não não com isso não concordo
mesmo de que elas estão falando a mesma coisa que eu faço está falando falando de outra coisa inclusive esse texto da zona da sé uma referência pra ele termina aquele texto de 2010 ou quando ele vai propor a idéia de bill legitimidade falando ele dá o exemplo dos ditadores por exemplo que pedem o argumento para não serem presos É essa questão humanitária e ele junta com a produção dele sobre humanitarismo né e ele termina com esse com um pouco do argumento que está nesse preço aqui trazendo davina das neves rodada é a pessoa que ele
cita no finalzinho do texto possa recuperar aqui mas o que eu acho é que é uma leitura muito específica e é baseada e ele fala isso no texto né do passando principalmente aquelas não citou O de que focou elas estão falando mas ele ele deixa muito claro estou falando do focou em defesa da sociedade e o último capítulo do estudo da sexualidade está na primeira frase ele começa como se passam chocou se eu me lembro bem do texto e logo depois ele já começou falando olha eu tô pegando as aulas dele posteriores e eu acho
que aqui fica muito claro que o que está falando da população eu concordo com ele eu acho Que ele dá argumentos suficientes para a gente entender que sim assim como eu acho que elas também dão ainda que não precisem como ele de onde e de que obra de que parte do focou elas estão falando né no de política a gente sabe melhor de onde elas estão tirando a ideia mas dessa outra parte não também é quando elas vão falar da questão da vida mesmo não necessariamente tá muito claro aqui o do que elas estão falando
Mas eu acho que assim não dá pra eu acho que bill legitimidade pode ser uma desdobramento da idéia da margem apesar de também não não usar tanto esse conceito all ele pega algumas coisas mas ele não usa conceitual das margens né convergem sim e eu acho que o outro a questão da macropolítica também é e isso não aparece aqui né e não é um diálogo que elas que elas estabelecem de fato né sim eu acho que é muito próximo Ele vai falar disso sim sim e se por exemplo a eu citei a juliana que a
juliana vai fazer ela vai usar ficou mal sabe nadar e vai usar um bebê porque é isso né existe sim essa idéia é que o político é muito poderosa e é muito boa né mas eu acho que ele também é posterior a esse texto aqui eu acho eu num número não me lembro agora mas eu acho que é posterior alguém leu ele aí na política eu não Lembro o ano também então é possível também olha a política agora a gente jurídico a regra política mas ela é uma maneira de gestão face à ideia a pode
ser sim mas acho que aí a gente ainda não é ainda não é sim sim sim e mesmo a dificuldade de fazer um deles policial que mata onde você vai a júri porque ele vai usar de todos os expedientes ele tem muitos muitos para Falar 'não não não vou julho o juro é cancelado a um dia desses vai ser o júri popular que seria né agora vai não há e gru e não tem proteção adequada de provas não teve reconstituição adequada porque eles vão achando expediente dentro da lei também o tempo inteiro para negociar isso
e para dizer não ele é um fora da lei e se esse que foi morto ele era fora da lei eu concordo com você da coisa do if cel isso não é uma política de estado isso é Ele numa entrevista dizendo isso né a política de estado de segurança do rio do estado é unidade de polícia pacificadora que na letra do da constituição dela é o oposto disso é de fato negociar outros tipos de relações com a comunidade e que não implica só segurança porque eles partem da constatação que eu acho que é muito acertada
de que você não consegue lidar com segurança e você não lida com questões que estão do lado econômicas Sociais culturais etc ea idéia da upp era nós vamos investir no aprimoramento das condições de vida na diminuição da precariedade destes lugares e junto nós vamos instalar bases para dar segurança para essas pessoas só que nem isso não funciona na prática como sabemos deve ter funcionado um mês assim talvez porque eles fizeram algumas ações pra mim tem sempre um é um fato que é muito contundente em relação a isso né o do quanto era pra inglês ver
Que é você se lembra disso na uma das mesmas por pesadas e implantaram a primeira foi dona marta né que inclusive foi durante anos é considerada que funcionou era modelo e tudo mais já ela falhou também obviamente mas na verdade a gente quebrou se a ideia de que tinha funcionado porque nunca funcionou mas eles fizeram no santa marta acho que no dona marta e no na providência é um baile de debutantes coletivo para as meninas das comunidades Em que os bispos princípios né do baile de debutantes eram os policiais então eles iam naquele naquele aquela
vestimenta ddd de gala deles que a polícia tem que o exército tem para dançar a valsa com essas meninas né do quanto a olha como a gente está fazendo algo diferente aqui olha como estamos próximos dessa comunidade e eu me lembro que a piauí na época fez uma matéria belíssima sobre isso assim dessa figura assim como é que Se explica uma coisa dessa e funcionou claro em um determinado momento e simbolicamente sul olha o impacto acho que é imensurável quase mas o problema é que ao mesmo tempo que citavam guarda a mudança lá com a
menina um policial a polícia estava entrando lá e dando tiro né lembrando que a providência é um dos lugares por exemplo que aparece no auto de resistência e as pessoas gravando o Vídeo de como os policiais manipularam a cena eo pior eles escapam naquele julgamento o filme mostra eles escapam por que eu vou falar não esse vídeo foi falsificado e fica o tempo inteiro batendo nessa tecla e lá tá muito nítido que foi feito eles pegam uma arma abrem a trava coloco na mão do menino o menino que está morto e pra justificar nós matamos
porque ele existiu ele não estava com a arma não estava Quando dá pra ver o time ter um vídeo o vídeo vai passando inteiro e você vai ver esse vídeo circulou hoje visto na internet é fácil achar inclusive ainda que tenha tentado tirar a polícia tentou mas isso está na internet então assim eu acho que na questão do rio é talvez a micropolítica de fato se torna uma política de estado ao que parece é para isso que conseguimos vai ser a eu vi isso e então assim deve virar né e não é à toa que
o que eles Dão o nome para a política de segurança dele já bati né pra mim é chocante assim eu ouço esse nome já primeiro deus que aconteceu né é a mesma coisa na aula passado felipe deu exemplo dória falou a mesma coisa que para são paulo a mesma coisa a partir de 1o estão autorizados a atinar viu alguém com a arma pode tirar é de cor política claro que o assim é isso agora é uma política de estado é só que ela não está Legalizada né acho que ele ontem e voltou a tentar legalizar
tudo isso é uma das coisas que acho que isso vai fazer por exemplo é não se pode mais atirados helicópteros no rio isso é uma das coisas que ele falou que já vai tentar voltar porque isso é uma versão super sente até 2015 na cpi que foi investigar esses casos é que teve toda uma mobilização para olha não dá pra vocês tirarem do helicóptero não sabe que aquela pessoa porque o público Critério deles é correu atirou gente se eu tô numa troca de tiros eu vou correr né assim em qualquer lugar pode ser aqui que
vocês vão fazer com que o enem vai ficar parado e aí eles atiravam e também no filme mostra o acho um dos últimos a que lhe vou ver com juliana se ela não toparia [Música] o link é envolver com ela porque a gente vê um pouquinho desse filme na nossa na Aula que a gente vai repor a gente faria um pouco minuto também pra ver um pouco do filme o filme super longo não vai dar pra gente vem inteiro mas se você quiser a gente pode ver inteiro e abrir uma linha de debate só o
filme tem uma hora e cinquenta eu acho mas olha vale muito a pena mesmo é nessa nessa terceira ideia e da margem né é eu fiquei pensando na questão do hiv e aids hoje aqui no brasil né e por Exemplo uma discussão que o john biehl faz a questão das políticas de invisibilidade e que se também esse é se esse estado produziria né e por exemplo aqui no brasil o que se tem discutido um pouco nesse sentido e é uma linha por onde eu tenho ido a questão de como que depois de 1996 que se
cria uma lei que torna universal a distribuição dos antirretrovirais é como se começa a construir é dentro da política de saúde O discurso da cronicidade do hiv e da da figura que que vive com hiv mas que é a figura saudável e que aí têm produzido um outro efeito é que a questão da invisibilidade é essas pessoas inclusive estimulado pela questão do estigma ea iss essa produção dessas categorias nerd normal nessa pessoa que vive com hiv o normal né conta é que se contrapõem aquela ideia dos anos 80 e assopra e edifício também em última
instância não vai acabar Não é uma forma de de nos matar né no sentido que nos torna invisíveis e que a maior parte das pessoas que vivem com hiv são pessoas negras né da periferia e pobres né eu achei ótimo exemplo acho que pode cair aqui sim nessa questão do normal e dodô patológico que é isso está criando categorias do que é inclusive o hiv é aceitável né o portador é aceitável e eu acho que funciona também uma possível leitura disso tem um texto Não sei se viu mas tem um texto no livro que é
sobre hiv e em na áfrica do sul porque ela é o grande problema até para a política será implementada né uma política pública sempre sentado do estado chegar nisso tudo é que muitas vezes é tinha confusão com a com bruxaria numa áfrica do sul pós apartheid mas dessa idéia da bruxaria se você tem algo é bruxaria né e de como é que o estado que retórica é essa que o estado tinha que se contrapor mas que ao Mesmo tempo ele precisava comprar porque senão as pessoas não se não iriam se tratar né e é um
elas estão bastante esse cara eu adoeci forte eu acho que vale é referência para você acha que é seu tema de pesquisa né então acho que é interessante é outro contexto mas dá uma idéia também de como é que essa imagem que vai por faltar a política de estado aqui porque tem aqui que a principal aaa a aa maioria da população é uma população que acredita Que se a bruxaria como é que eu vou fazer uma política de tratamento a política de saúde se eu não lidar com isso aqui né é muito curioso assim mesmo
por exemplo eu acho que serviria para a gente analisar casos em que eu já ouvi isso por exemplo fazendo campo de que também relacionado hiv não mas o pastor disse que eu vou segurar não é só ir lá no preciso tomar esse remédio ela estava nos nos tomando os remédios na o Medicamento eo pastor é ele convence e não só ela mas várias outras pessoas de que de que aquilo era uma possessão de que aquilo é o espírito ruim e que dentro da igreja que poderiam livrar e essa pessoa seria salvar esta mulher por exemplo
tinha um bebê recém nascido que ela amamentou sem tomar o coquetel né e então assim com é isso a gente tem que entender isso também por isso não vai chegar à política pública tem outros argumentos Tem outras práticas possíveis e disse que elas estão falando por isso a necessidade do cotidiano porque isso não vai sair num mandado de pesquisa macro eu só vou saber disso porque eu fui lá e quem sabia por exemplo agente comunitário de saúde sabia e tentou argumentar eu me lembro de conversar com ela tentou argumentar de todas as formas possíveis e
impossíveis só que no disco Cursos o discurso coerente para essa mulher é o religioso e da crença tem outro nível anual da ciência da ciência ela deixa pra lá ainda que isso tenha significado que ela morreu ela morreu no caso e teve um problema com a filha porque de fato sou o o vírus né então assim eu acho que é um ótimo exemplo que você deu e concordo com essa coisa de patologizar determinadas Categorias aí de pessoas né de pessoas são essas o hiv ele vem nessa nessa esteio de peixe como atração e dátolo patologização
o tempo inteiro né desde o início antes ainda quando era grupo de risco que inclusive por exemplo é graças a isso que nós passamos a tempo inteiro habilidade ele vem da saúde a gente se apropriou de um tempo da saúde é eu lhe vem é uma apropriação só que a gente está Alargando a possibilidade visão né mas eu acho que a saúde começou a lidar de uma maneira que nós estamos propondo o tempo que a pensar de forma racional né e por exemplo eu li também recentemente uma entrevista do usda ricardo ayres maravilhosa em que
ele vai precisar para a saúde o tempo na habilidade e do quanto é a teoria do reconhecimento por exemplo foi muito importante pra ele considera muito importante porque ela Permite lidade a saúde e lidar com novas formas de você revê a sua relação de atendimento que está pensando também na ponta e do quanto é fundamental o texto é uma entrevista que começa a vulnerabilidade alguma coisa eu posso também colocá la na pasta agora no intervalo em que ele vai dizer à saúde a gente só conseguiu avançar no na na área de saúde na política pública
quando a gente passou a lidar com a vulnerabilidade enquanto relacional Porque não adianta assistente social chegar lá ou médico enfermeira quem está tratando esse grupo é vulnerável e vulnerável porque se eu não entendo esse resto ou as relações em que eles estão que colocam como vulnerável porque não necessariamente todo mundo que mora num determinado território é óbvio ou é igualmente vulnerável então é de pensar na relação em que marcadores dão substrato para a gente pensar em vulnerabilidade é eu acho que A gente pega na saúde né tem aí a gente fosse fazer um histórico do
termo é um pesquisador norte-americano que que vai usar né acho que me esqueci o nome dele agora bem ele mesmo esse mesmo então ele usa a primeira vez disso acho que estava em harvard na época e então ele vai usar esse esse termo é um termo que funciona porque é isso ele tira essa idéia do grupo de risco de marcar só isso aqui é um grupo de risco de existir matzá mas ao mesmo tempo na prática continua Reproduzir a lógica do grupo de risco e não por isso pensar enquanto relacional né eu acho que a
saúde entendeu isso também ele mas a gente pegou o conceito eu acho que muito do conceito a gente usa vem da saúde o dólar mas hoje deu o sim e por ele e por isso eu concordo com você acha que tem essa o tempo na verdade acaba ficando chapado a gente não qualifica o que a gente tá entendendo como vulnerável né você falar A solidão como relacionar mas em relação aqui porque sempre relação a algo ou algo né eu acho que tem uma outra questão e por isso até interessante lidar com a vulnerabilidade por exemplo
que ela vai pensar de fato quando a gente está lidando com população com esses grupos com o que ela chama de minorias é o nome que ela usa existe uma gestão o tempo inteiro dessa vulnerabilidade né esse estado não paulo sente nisso também O estado também está criando esses grupos vulneráveis e como é que se dá à gestão disso né isso que a gente precisa entender porque senão a gente não quebra com a lógica disso se a existência é possível e é e eu acho que é e ela deixou muito claro a gente tem que
entender que lógica são essas também que vulnerabilizam certas populações e qual interesse disso é tem um acho que é o que ela fala em gestão Táticas que é bem esse o tempo que ela usa uma gestão prática dessa vulnerabilidade porque é interessante é interessante dizer olha vulnerável que criminaliza também foi novidade também é um expediente para se criminalizar determinados pelas vidas né determinados copos isso tudo né não é aleatório não é nenhum pouco aleatório na verdade é eu 16 horas aula que eu sei mas tem essa coisa crime na equação 8 a Tecnologia que a
gente tava falando há pouco que dá pra pensar vulnerabilidade tem um a polícia norte americana e algumas da europa já vem utilizando um software que é de medição de possibilidade de crime vocês pensem que obviamente não vai dar certo né de antemão nós já sabemos que não é bom não pode ser bom uma coisa dessas porque o que ele faz ele começa a pegar dados em tempo real de vários lugares do país E construir mapas e nesses mapas coincidentemente ele que ele começa a criminalizar determinados lugares específicos da cidade a polícia mandada por esses lugares
que de plantão lá e ele criminaliza agora de uma maneira high tech porque é isso em tempo real é determinadas populações e determinadas áreas da cidade que constantemente são as mais vulneráveis que são no caso estados unidos habitadas por negros avisados pelo por esses latino chicanos Que são mil tipos latinos nós incluídos assim - mas também incluídos na então começa a criminalizar essas áreas é quase um lombroso high tech mede corpo é médico corpo das pessoas que têm essa medida você tem um drone que está lá está captando ele capta tanto os dados que a
polícia vai fornecendo quanto que entra como ocorrência está no livro chama o eband sofrimento extinction armas de matemática de destruição porque são algoritmos e som e equações Matemáticas criadas para criminalizar pessoa a vulnerabilizar pessoa é grave gente está muito além do que a gente imagina é voltar nessa discussão da e não estou vendo minha voz não é provável mesmo é da das relações entre entre imagem estado fiquei pensando sobre o componente do tempo nessa interrelação porque a gente falou é o espaço corpos lei disciplina e dos próprios documentos eu fiquei Pensando enquanto vocês falavam sobre
auto de resistência e tal sobre o tempo dos papéis que a larissa nadai fala e também da adriana viana do tempo que é circular eu tive as mães que que o judiciário ele interrompe essa liberalidade do processo então fico pensando também que o poder ea gestão do estado ea criação da margem ela tem tudo a ver também com a gestão do tempo também pensei na mac toque quando fala do racismo científico do Século 19 também de que você criar certas categorias você também é designado determinadas populações como elas habitassem um tempo diferente do atual né
quer dizer na própria no próprio tema que eu tentando pesquisar também o conceito de violência que tenta a ver com a psiquiatria ainda vejo essa linguagem é muito racista que tem um verniz técnico mas falando pô ele lizado que significa uma mente que não consegue ultrapassar Os 6 anos então é sempre o tempo todo você rebaixar essa pessoa um tempo que num bom nos eu concordo e assim nas outras a gente viu quanto tempo é fundamental pra ver nasr é o que ela chama de trabalho do tempo e pra com ela está lidando com violência
quando ela vai pensar em um trabalho do tempo que a equipe está quando ela analisa os raios que contará com ela analisa a experiência da partição e você deu dois bons exemplos aí acho que Dólares eu já tinha falado um pouco né são papéis que circula que tem uma temporalidade muito específica e o outro é esse que tem muito a ver com o filme na verdade quando eu sei que esse filme debate era com juliana e com a qual adriano porque elas foram pessoas fundamentais até na ns engajaram também na luta dessas mães para fazer
a pesquisa e enquanto militância mesmo né mas de fato e as mães deixam muito claro nos Depoimentos no filme do quanto é um outro tempo por isso tempo do estado ele não dá nada para elas mas elas têm que criar é isso ela tem uma hora do do vídeo que ela fala a gente vira investigador produtores de provas é perito juiz a gente vira tudo tudo absolutamente tudo porque para o estado no tempo desse estado nada vai ser feito e as coisas têm tempo para acontecer um tempo específico nem Do judiciário para as coisas acontecerem
milhões delas entrarem por exemplo depois de tanto tempo prescreve depois de tanto tempo você não pode fazer abrir mais um inquérito depois de tanto tempo não tem mais produção de prova e tem que lidar contra isso é de fato como é que vai ter produção de prova contra o próprio estado que esse policial é a face do estado mas foi bom você lembrar que o tempo de fato é muito relevante para a gente Entender e esse que ele falou é a chama o tempo de espera é o das mães está num caderno pago também posso
colocar na pasta se você tiver interesse tatá na bibliografia da disciplina é intervalo gente dez minutinhos alguém tem alguma questão que gostaria de pontuar em relação à imagem não é eu acho que tem alguns pontos ainda que a gente poderia refletir um pouco aqui né é que nesse ainda voltando aqui nas três Configurações de margens pra elas né nessa primeira que vamos voltar uma por uma sintonia entre um pouquinho mais um detalhe de cada uma delas né na primeira essa idéia de imagem com periferia eu acho que tem um interesse delas aqui entender é essas
tecnologias específicas de poder em que a partir das quais o estado ele se propõe a administrar e essa elas uso inclusive sistema entre aspas - adi porque seria o estado se coloca mesmo comecei administrador da Vida social seja lá em que perspectiva de estado a gente está lidando mas ele tenha se essa visão e de para em alguns casos e também entre aspas a idéia de pacificar as populações neodi pacifica vida social num combate a essa suposta violência ler não levando em consideração de que o próprio estado é um dos grandes pontos dessa violência né
de onde parte grande parte da violência e essa idéia de pacificar por exemplo Está inclusive no nome de algo como unidade de polícia pacificadora né que é uma crítica que se fez muitíssimo não sei se sabe mas o modelo das upps ele vem o modelo colombiano né de colômbia que é que aparece também nos exemplos dela o tempo inteiro como arma dessa negociação que acontece nas imagens né de por exemplo como é que surgem os grupos paramilitares na colômbia é o entendimento da margem claro que outras leituras possíveis mas Isso leitura via margem seria uma
dessas maneiras de entender essa e surgimento dos grupos paramilitares né pra quem viu narcos por exemplo né o estado está o tempo inteiro tem esse time escolhido quase com esses grupos paramilitares a gente só entende o grupo para para militares a gente entende até mesmo quando esses grupos vão ser combatidos muda a presidência é pra quem acompanhou na cruz tem 11 um bom Panorama as duas primeiras temporadas principalmente quando tá contando a vida do pablo escobar né isso serviria também para a gente pensar qualquer grupo paramilitar que surgiu no seio do próprio estado lembrando por
exemplo que grupos com milícias disse que a gente entende como milícias eles surgem como braços do estado nessa busca de segurança dessa suposta segurança é que depois eles saem né diz que a gente entende como estado mas o Tempo inteiro estão articulados com o estado não é à toa que os grupos de milícia são formados principalmente por ex policiais militares por ex militares e bombeiros que é ligada à pm no caso então você viria pra gente pensar nesse caso esse é um dos exemplos que elas trazem aqui um exemplo aqui no gráfico também tem um
texto no livro sobre colômbia sobre a maneira como essas relações se dão na colômbia mas que é essa pacificação ela seria por meio da Força e aí partir de 1 de uma idéia de estado como detentor legítimo da força e que também de uma o que ela chama de uma uma pedagogia da conversão que é muito interessante né o que seria essa pedagogia da cco da conversão é transformar esses sujeitos indisciplinadas ou teoricamente indisciplinado sem serem sujeitos legítimos do estado ou seja sujeito só é legítimo prestado e sujeito periférico a partir do momento que está
pacificado Que está administrado se ele está fora de controle ele matava eu por exemplo do que o tráfico e sem controle é então ele matava sim exatamente a política venha maneira como ela é aplicada porque ela não é aplicada só pelo estado nós sabemos que nesses locais por exemplo as ongs isso trabalho humanitário que eu faço está falando tanto ele vem também com esse ideal civilizatório de empoderamento é esse vocabulário empoderamento Protagonismo organismo juvenil empoderamento juvenil é esse é o discurso que vem né e que vem muito pautado pelo estado lembrando que muitas dessas ongs
se mantém por dinheiro é por exemplo a lei o anel e janelas serve para ongs também além de incentivar o esporte é porque o chip chips segundo jackson sim ea manejei também que é isso ela acaba virando ela não é porque ela se propõe como terceiro setor ela não é estado e ela não é Simplesmente sociedade civil ela se propõe como alvo uma terceira via pra isso mas ela acaba sendo um braço do estado ali e extremamente normatizador eu trabalhei ongs alguns anos da minha vida que é do estado né sim e tem essa preocupação
de ter alguém do território que precisa da legitimidade para isso o tempo inteiro e segurança em teoria também para o pré-pan quem para as pessoas que não são do território que Vêm trabalhar nesses territórios mas é isso acho que também é uma possível análise envia à margem do de trabalho social que é feito principalmente por ongs né ele o terceiro setor como um todo né seria melhor talvez a gente que nos estados unidos ele chama de um profeta esse é o nome o corpo o O euro [Música] é foi um demorou a ser uma conquista
neven fruto de uma luta longa dos movimentos sociais para conquista da defensoria pública e que ainda não não foi mas mesmo assim quando a gente tem que analisar o que tem de concreto que pode ser positivo assim a gente observa quantas vezes ações e atuações da defensoria na verdade reforçam Criminalização reforça a inclusão reforça então tá sempre no contraditório no contrassenso e aí você no meu tempo todo margem estado um todo coerente ou não é um organismo único é um defensor isso não é ético um grande organismo sólido que é absolutamente coerente tem sempre as
mesmas idéias e que vai defender os [Música] sujeitos que precisam de forma idêntica é eu acho que tem de novo problema não é Não é afastar o problema contra a contrariedade ampliar ele eu acho que os dois estão falando de coisas bem parecidas na verdade e que que fazem todo o sentido que é df e tem esse no parlamento tempo inteiro mesmo das fronteiras dos limites do que à margem do que o estado então é por isso que de fato é uma a necessidade de de pensar os dois conjuntamente né eu acho que a outra
coisa você pontua por exemplo da defensoria né o estado Quanto o próprio estado mas você acrescenta agora na sua última fala o quanto a própria defensoria é dividida em infrações diferentes nisso tudo concordo acho que se por exemplo a gente pegar trabalhos feitos sobre o sistema judiciário que vão enfocar a defensoria em alas muito progressistas adentro e muito pautada é de fato dessa dessa voz que vem desde periférico é o que vem dessas margens mas sem alas ultra-conservadora sendo a própria Contando a própria defensoria né e que depende muito de onde os casos vão cair
em alguns casos só tem prosseguimento porque eles caíram em aulas mais progressistas de fato que alguém que vai bancar e contra o estado inclusive na operação que a operação municipal é como operação verão que foi um exemplo aqui por exemplo né ou que vai tomar e contra si ao de resistência apontando que olha isso não é o expediente jurídico mas está sendo aplicado o tempo inteiro né e [Música] é é contraditório tempo inteiro isso aqui também é contraditório né não ilegalidade e tem movimentado pela baixa é esse o argumento dela assim 5 sim eu acho
que essa é uma visão de um estado centralizador e monolíticos apontou e de mostrar o quanto cada um de nós aqui vai vivenciar o estado de uma forma diferente né odessa às próprias demandas que a gente faz por esse estado São diferentes as mesmas demandas de uma pessoa que está na periferia por israel mas isso significa que eu não tô na margem também né que a minha luta não é da manhã não tá nessa margem e isso é muito eu acho curioso por exemplo isso do estado contra o próprio estado que quando esses policiais por
exemplo lição com de condenados é o estado admitindo que o que ele é culpado exatamente com os emigrantes e do que outra coisa assim O conselho agora tô os fóruns nacionais e tal de educação de juventude é isso era possível num governo né agora a gente mas mesmo assim né são segmentos que estão ali forçando na elaboração lá no topo da política né e que essa e que essa posição também na margem é quando você está pensando assim nessa é essa margem ela não é só territorial mesmo né e todo momento isso está sendo em
algo muito produtivo no texto dela é apontar essas contradições todas né e de mostrar De fato que é a gente está falando de coisas que às vezes um nível muito micro mas que têm um impacto é muito maior nec podem ter um impacto muito maior isso muda a maneira como a gente fez um estado né e sair dessas grande teoria do estado o estado e para o outro ano e deslocar a maneira como a gente está lendo tudo isso né está lendo essas praia pessoal estado na prática essa prática de estado e não simplesmente o
aparato legal e essa grande idéia de Estado que a gente tem no brasil o estado e é isso mas como ele aparece na prática como é que está sendo negociado na prática de muitas formas é que as pesquisas aqui a gente tem várias possíveis você por exemplo nem imagina você está trabalhando com o centro de acolhimento do de moradores de rua né e é isso é um é um braço do estado se o estado lá vamos ver como é que se dá a negociação como é que se dá a esse Acolhimento com essa experiência porque
é o seu ponto a experiência de ser acolhido né damos o exemplo que assim algumas pesquisas que eu conheço mais a verde caiu já falou um pouco da dele né mas acho que de todos aqui em algum em alguma medida devem passar por isso você lá isso que vai estar pretendendo dar sistema jurídico vai acompanhar os os nelson O tribunal do júri de fato audiência em seu estado aí já o estado partindo desta idéia por que é que se está sendo negociado aqui é estado também está no lugar que isso aqui estado a audiência não
nós estamos aqui também né nós estamos aqui é um em um estado é eu ia te perguntar assim na sua pesquisa o quanto você é percebida como estado ou às vezes você não é percebida mas você se sente assim consigo mesmo estado Assim porque isso eu tenho sentido assim na minha relação de pesquisa assim de terça com consciência mas assim estudar o estado a partir de uma perspectiva crítica que é um estado que mata mas ao mesmo tempo eu me ver como um estado sem querer ser estado é eu acho que senti em algum momento
que eles não conseguem descolar minha imagem porque eu entro nesses territórios como o trabalhador de uma ong então assim é tem temática muito prática Desse tipo de trabalho que você vai oferecer algo para essas pessoas muito imediatamente algum tipo de atendimento alguma coisa material né eu acho que tem uma parte disso tudo que eles numa escola disso eu já escutei nessa e pra mim tem um lado militante mas em outro sentido não mais aquele de trabalhadores social até porque eu nem acho que aquilo era militante mas é eu acho que eles me conhecem muito nisso
ainda e acham que eu posso é proporcionar acesso algumas Coisas em alguns casos até tento fazer porque eu acho que tem alguns retornos que a gente precisa dar e não comum essa uma visão muito chapada de assistencialista mas acho que tem alguns retornos por exemplo eu estou acompanhando o caso e esse é um dos casos que eu tenho trabalhado é o que eu vou apresentar na unicamp por exemplo em que há um linchamento público de um jovem de um menor desses menores ele é morto dentro de um trem espaço Público que é uma empresa mas
é uma concessão estatal então também estão negociando mas ele é moto neste linchamento e o tempo inteiro talvez eu seja a única escapatória da mãe dele que é uma das minhas principais interlocutores de campo pra ela por exemplo conseguir um advogado porque via defensoria não deu porque não foi nem nem bell foi feito em bell foi feito esse corpo entra no hospital como indigente vivo ainda e ele morre no Hospital tem morte cerebral néné e você não consegue enterrar porque ele estava com todos os documentos dele e os eles somem com o documento então você
não tem como provar a única pessoa que tinha uma foto do documento dele porque olha louca loucura que a vida era eu porque ele tinha me pedido um tempo antes para instalá lo no que estava ele tinha acabado de fazer 18 anos um mês depois que é moto do que ele Monta deveria ter cessado estado e eu tinha a cópia porque ele me enviou a foto do documento então eu era a única pessoa que tem uma foto do rg dele então eu não sou o estado mas eu sou eu sou eu que tenho o documento
que precisa para enterrar esse menino e só em ganhar depois disso então assim eu acho que você acaba fazendo mesmo sem querer porque a gente tem que fazer porque tem um outro lado disso tudo que está para além do que eu vou produzir Academicamente que está para além do meu lattes que está para além dessa apresentação além desse curso que está para além de contar isso aqui pra vocês hoje que diz muito mais sobre outras coisas e da dificuldade que é lidar com o que a gente faça e que é o que as pessoas hoje
por exemplo fora daqui não entendeu que a gente faça a gente não faça sua teoria de novo não fazemos a teoria não podemos fazer sua teoria que a gente faz é muito além disso Então assim isso também eu também tô na barragem né se vai utilizar o vocabulário da vida da zil não é à toa que eu propus dar um curso no dado quer dizer que sim assim obviamente é uma referência central pra mim mas a gente também vira margem num certo sentido a gente também vir a maneira de negociar tudo isso e talvez a
única porque minimamente nós estamos interessados em ouvir ouvir a voz dessa Pessoa que vai chegar a lugar nenhum talvez não chegou chegou eu posso levá la para alguns outros não posso infelizmente não posso trazer justiça que talvez seja que ela mais queira assim no sentido amplo não sou eu vou fazer essa justiça não tenho nenhum de nós tem como fazer isso talvez a gente seja uma via para algumas outras coisas eu acredito fato isso não sei o que eu acho que eu sou uma viagem muito melhor e mais efetiva do que eu Era na época
da ong por exemplo que é algo institucionalizado é uma empresa nenhum que funciona uma empresa quem trabalha um dia quem sabe uma empresa sem fins lucrativos até a página 2 ela é criada assim mas é uma empresa ela metrô empresa trabalhando para fazer alguma coisa e nem tão dizendo que não faça não é esse o meu ponto mas acho que talvez hoje eu sou uma voz melhor e também no cabelo da minha voz hoje é melhor do que era naquela época nos 244 Anos que trabalhei ongs mas é isso assim você tem um dos casos
aqui porque é o que eu tenho é um dos meus casos e é isso que você sabe eu fui lá para trabalhar com violência sexual né escreveu sobre o fechamento do campo também é de novo né enquanto esse cotidiano e é nesse ordinário que a gente vai entender a violência porque essa também é uma violência invisível é mais um caso porque é uma vida matar véu é só mais um Caso mas que pra mim no nível do cotidiano livro ordinário esse caso significa uma imensidão e para essas pessoas que para as pessoas que viveram isso
e que não provavelmente nunca vão ter justiça por isso não vou ter essa vida de volta que é claro que elas mais gostariam mas não vou te justiça por ela também e é isso não sabe nem quem fez gente sabe quem fez uma gravação câmeras que nunca pareceu nunca vai Aparecer pra isso que as obras pois não quer ser culpabilizado por isso que aconteceu dentro da dela né mas é isso este é um dos vários exemplos não podia ser tantos outros alguém é difícil falar sobre isso é a primeira vez que estou falando em público
na verdade sobre sobre isso mas nossa efe algumas pessoas aqui acompanhar um pouco da minha faca foi muito recente foi em Julho/agosto final de julho e início de agosto fez acompanhar a minha saga entre rio e são paulo causa disso os do grupo principalmente então bom é só pra gente tentar finalizar e vamos voltar para uma coisa mais formal aqui da segunda divisão de imagem eu acho que é essa talvez eu gosto muito dessa idéia do de pensar o documento ea circulação desse documento e acho que tem muita como esse tem alguns exemplos aqui de
gente muito boa trabalhando com Isso né recomendo muitíssimo que vocês leiam de fato o arizona dae é para quem tem interesse nessa questão dos documentos o que está trabalhando com essas questões com essas questões mais propriamente dita porque isso pode aparecer para todos nós mas ao mesmo tempo tem gente que essa é o ponto da pesquisa né esse é o ponto específico da da pesquisa né e que essas práticas estatísticas acho que elas vão muito no focou nessas Práticas de documentação e de estatística elas têm o objetivo de consolidar de fato o controle estatal sobre
o sujeito sobre os copos sobre os territórios e sobre essas vidas nessas populações e que é falar sobre estado de alguma medida falar também sobre isso que elas estão chamando de elegibilidade da maneira como é possível de ser lido por essas imagens e que é muito variável né porque como eu disse eu não sei não tenho muita clareza se de fato as Pessoas conseguem entender que é ter um cartão do ning com o número do nis por exemplo isso é o estado um cessar mas até os bebês quando vão receber bolsa família eles não têm
o número de início porque ele é dado por cada filho da família né então os bebês hoje em alguns estados mas que não está ainda no brasil todo eles saem com carteira de identidade da maternidade ela tirar dali junto com a certidão de nascimento tem a fotinho de bebê inscrito que é claro ele Não assina e ele sai com o número do cpf porque por munícipes número de cpf ele sai com o número do cpf e com rg eu fui prf pf eu tinha falado 16 anos de idade foi a primeira vez que eu precisei
de um na vida mas algumas populações é isso você nasce e você precisa do seu número de cpf não não vai conseguir absolutamente nada né matriculado na escola tudo isso né já pede a sua documentação então é de que forma o estado é legível nestas Margens e aí o texto da débora público coloquei exatamente pensando nessa segunda perspectiva de como é que esse documento como ela lidou com a legibilidade desses documentos e da importância desse documento até mesmo para não conseguir justiça ou por uma idéia de justiça que nunca chegou na verdade que nunca cheguei
ela mostra isso e mesmo para ser reconhecido ele esses camponeses no momento em que você precisa testar sua identidade que se vai Ser acusado de tráfico de drogas e pode armas tudo isso né e é isso também é possível assistir a alguns temas nelas estão temas que são possíveis e lhe dá a partir dessa perspectiva de imagens como falsificação de documentos né como circula no mercado é mercado milionário né de falsificação de documentos criação de identidades né porque é isso é deslocar essa identidade que o documento chegue a uma criar outra E como a identidade
está muito além do que o documento diz né também tem esse outro lado mas que não fala de fato essa idéia do segundo do segundo ponto é pensar a interação das pessoas com o estado e com os documentos estatais sejam eles quais forem aqui elas estão muito mais focadas nesse documento identitários como que a gente chamaria ser o nosso r gené eo passaporte mas acho que é um documento foi o que a gente paga para tirar é está Pagando estado pra ele te dá um documento que diz que você pode viajar para outro lugar e
não é barato não é acessível de novo a lei não é acessível porque ele não é excessivo isso não é aleatório não é aleatório o rg é gratuito pelo menos a sua primeira via gratuita e se você prova que você não pode pagar e continua sendo gratuito nas outras vias é isso o bb já sai com um da maternidade Não pagou nada para isso certidão de nascimento é gratuita é gratuita depois de um certo tempo não né tem aquele tempinho ali que ela depois ela passou não sei mas ela é gratuito e por fim é
essa visão da margem como espaço entre os copos a lei disciplina né em que é tirar a idéia de que esse poder do estado está só no território mas ele também está nos corpos não é esses copos o tempo inteiro estão sendo Regulados estão sendo controlados estão sendo construídos constituídos do estado ele tem é uma um papel preponderante nisso né em que a política ela se torna um domínio que a vida é colocar em questão a vida ea gente poderia estender essa idéia também a vida ea morte são colocados em questão né e que visão
de vida é essa também são visões muito específicas do que conta como vida que corpo é esse que é a vida né E que essa noção de política é muito importante pra gente pensar estratégias de cidadania na época e também um outro ponto é que quando você constrói em cima dessa ideia da vida que vida é essa que é uma vida cidadã quem pode ser cidadão né a própria idéia de que ela fala de uma nova região da linguagem né essa ideia mesmo decida essa linguagem da vida quem é que pode habitar a linguagem da
Vida não são todos os cofres por exemplo que a gente trouxe nessa aula acho que o que eles estão o sono é de fato que são muitos os que não podem habitar são muitos que não contam é isso tem gente que nem estatística vira a gente vai ficar ali na mulher de população nem estatística é é verdade os indígenas respeito é o o texto é da batalha com espírito aqui e fiquei a referência Ae o eu me lembro no dia que eu fui assistir o auto de resistência filme ou assistindo rio estava fazendo campo foi
na uerj as mães foram a dar depoimentos elas foram acompanhar a exibição do filme e deram elas falaram nem microfone aberto qualquer um pode falar ea todas as mães estavam a falar e tem uma delas que conta a história o filho é morto nessa né também como auto de resistência Ele ele joga no chão a arma o ele estava com a arma estava com o radinho ele joga o radinho e fala pedir tem testemunhas que dizem isso e ele leva tiro na cabeça e nas costas de costa estava de costas nem tão e foi mau
de resistência a polícia não deixou os pais num não deixou ter prosseguimento do processo ali né do óbito e tudo mais e ele foi enterrado como indigente e agora a mãe conseguiu na justiça o direito de ter uma certidão de óbito que ela quer é Isso que ela quer é que é o nome dele numa certidão de óbito a justiça deu agora ela a há a chance de exumar mas pensem olha aí a questão da dor né da avó de começam muitas dores e que esse aspecto legal também uma dor acho que a gente tem
que começar a margem nos ajuda a pensar isso também como é que esse processo legal em busca de justiça ele também é uma dor né então agora vai exumar esse corpo para Provar que ele é esse indivíduo que está dizendo na certidão de nascimento rg e ela vai conseguir enterrado como certidão de óbito que pra ela já é uma reparação né já é uma reparação é claro que ela quer muito mais do que isso mas para ela isso já é algo né e é isso esse menino é uma estatística é um indigente ele pode ser
estática do número de indigentes enterrados no rio de janeiro em 2008 mas ele é muito muito Além do que um dia ele contou que tem uma certidão de nascimento dizendo que ele conta é isso que dá cidadania para a gente porque no discurso estatal muitas vezes é os seus cidadãos é parte dessa nação aí você pat você não consegue nem ser enterrado com o seu nome escrito é isso e assim terminamos a aula talaat cossu