a Disney tá no momento de apostas seguras se esforçando para voltar tanto às histórias quanto a visão de mundo dos anos 90 the Oi eu sou Bruno Carmelo hoje já vem falar sobre Mufasa O Rei Leão nova animação da Disney mas antes Segue o canal do meha Margo aqui em cima ativa as notificações para não perder nenhum vídeo novo a Trama acompanha a história de origem do Mufasa pai do Simba e também a história de origem do Scar Essa é a jornada de um separado dos Pais desde muito cedo que passa o filme inteiro procurando
por eles e no percurso se apaixona pela sarabi primeiro é importante dizer que este não é um filme em live action o marketing da Disney tem se esforçado bastante para apresentar tanto O Último Rei Leão quanto esse Mufasa como Live Actions mas por definição o live action é um filme onde os atores estão em frente às câmeras o que nesse caso significaria ter leões reais em frente às câmeras não é o que acontece tudo é feito digitalmente Então essa é uma nova animação que utiliza outra técnica muito mais realista Mas aí você me diz ai
Bruno tanto faz Dan se é live action ou não deixa a Disney chamar como quiser e não é exatamente assim até porque essa proximidade com o Real parecer leões de verdade é um dos elementos fundamentais nesse filme A empresa tenta utilizar como maior trunfo dessa empreitada e do Rei Leão anterior o fato de serem leões muito próximos do Real ela tem aprimorado a sua tecnologia desenvolvido as suas ferramentas para impressionar Por Esse aspecto do fotorrealismo e nesse sentido ela tem sucesso Mufasa a Rei Leão É sim uma grande proesa tecnológica os olhos dos bichos estão
cada vez mais realistas os pelos se movendo ao vento são cada vez mais verossímeis quando eles mergulham na água quando eles deitam na Neve dá para ver depois as gotinhas de água nos pelos ou os floquinhos de Neve refletindo o sol É de fato impressionante E aí muitas pessoas consideram que o filme é bom por causa disso porque parece muito difícil você obter esse resultado numa animação E é exatamente esse tipo de apreciação que a Disney busca tanto da academia quanto do público porque a gente tem essa tendência a sobrevalorizar tudo que parece difícil de
fazer isso não vem só do cinema isso vem em todas as artes desde a pintura por exemplo um quadro abstrato um polock parece mais fácil do que aqueles quadros renascentistas por exemplo mas em primeiro lugar nada indica que essa técnica empregada aqui seja mais difícil de obter por exemplo do que um desenho à mão 2D que também dá muito trabalho fazer do que essas novas tecnologias em 3D que são bastante complicadas ou mesmo uma animação quadro a quadro em Stop Motion com bonequinhos de massinha que a gente chama que tem todos as suas peculiaridades e
suas imensas dificuldades de realização e em segundo lugar e mais importante não necessariamente aquilo que é mais difícil de fazer é melhor o que a gente tem que pensar é de que maneira aquela linguagem se adequa à história contada parte do humor e do Encantamento que vinha do Rei Leão de 1994 decorria justamente da distância do real era muito interessante ver aqueles animais arredondados aquelas cores que não necessariamente correspondiam ao mundo que a gente enxerga o exagero cartunesco nas proporções nas cores nos acontecimentos era parte do que tornava aquilo tão lúdico e divertido agora por
exemplo o Timão e o Pumba mais fotorrealistas são muito menos engraçados as pessoas inclusive nas redes sociais estão brincando que eles parecem animais dirigidos pelo arias ou pelo Larson trier qual dessas estéticas tem uma maior entrada e comunicação com o público infantil essa mais colorida e fantasiosa ou algo que se aproxima cada vez mais dos moldes de um Discovery Channel em terceiro lugar porque que a animação precisaria chegar o mais próximo possível do mundo como a gente o enxerga um dos grandes valores da essa linguagem é justamente você poder criar aquilo que os artistas não
poderiam reproduzir em loco em frente às câmeras existe um componente de ousadia e de criatividade que só existe na animação quando você Experimenta com o maluco absurdo delirante justamente aquilo que foge do Real mas a gente já vinha caminhando nas últimas décadas por essa busca por ter pelos e cabelos cada vez mais perfeitos E aí eu lembro daquele príncipe do Shrek jogando o seu cabelo ou dos animais de Madagascar para deixar claro que isso não se limita a Disney até a gente atingir um impasse conceitual se o quero tanto que a minha animação se pareça
fotorrealista se pareça com documentário sobre a Savana Africana Por que que eu não faço um documentário sobre a Savana Africana faço logo algo nos modos Globo repóter chamo Sérgio chapelin para fazer a narração hoje à noite África setentrional e pronto tá feito então sim Mufasa O Rei Leão é certamente uma proeza tecnológica Sem dúvida ele é muito difícil de fazer mas isso não significa que ele é necessariamente a melhor forma de contar essa história em se tratando de um filme musical voltado ao público infantil com uma narrativa claramente fantas iosa Talvez esse desvio do real
que a gente já tinha visto em 1994 seja muito mais apropriado do que o fotorrealismo mas a empresa tem se esforçado bastante para apresentar esse novo tipo de linguagem enquanto uma evolução e uma forma de maravilhamento por isso a direção de fotografia se concentra em dois tipos de registro alternados ou os grandes planos abertos de paisagens pra gente se encantar na tela do cinema com a riqueza da natureza das Árvores dos rios ou então os closeups muito próximos no rosto dos bichos pra gente poder V cada detalhe das expressões nesse tipo de registro os planos
médios os planos de conjunto não valorizam muito bem o trabalho dos animadores Então são praticamente descartados outra estratégia muito importante para Disney nesse momento de crise tem sido recorrer à nostalgia dos anos 90 multiplicando as referências àquela época e também resgatando um ponto de vista de 30 anos atrás antes os críticos brincavam que as animações da Disney independentemente do diretor escolhido tinha uma fórmula sempre muito precisa os heróis precisavam ser órfãos porque essa era sempre a única forma de complexidade psicológica que os roteiros concebiam aos protagonistas esse herói tinha que descobrir a sua força perceber
que ele era especial e se recompensado no final com o amor da Mocinha Então esse elogio ao macho corajoso que defendia toda a comunidade com a sua força era algo muito conservador um tanto machista e demonstrava pouquíssima evolução quando comparados aos primeiros filmes da história do cinema mas ultimamente as histórias vinham mudando a gente começou a ter cada vez mais filmes focados No amor entre duas irmãs ao invés de amor romântico algumas dessas her heroinas nem mais precisavam ser princesas Elas não tinham nenhum interesse amoroso ao longo da Aventura o príncipe encantado podia na verdade
se tornar o vilão e o acerto de contas com o inimigo não precisava mais passar pela morte ou por uma punição exemplar podia por exemplo vir de um arrependimento do adversário ou do seu afastamento mas agora a Disney está num momento de crise inclusive financeira econômica e de estratégia comercial a gente teve ultimamente fracassos preocupantes em filmes como is o poder dos desejos Mundo Estranho Red crescer é uma fera e mesmo elementos que teve números muito fracos nos Estados Unidos por isso a estratégia da Cúpula da Disney tem sido voltar aquelas fórmulas que funcionavam também
uma geração atrás assim a gente começa a ver essa avalanche de refilmagens sequências reboots ou live Actions que sejam de fato Live Actions ou não logo o nosso protagonista é um órfão afastado dos pais e rejeitado pelo padrasto nos moldes ali meio Cinderela ele vai se tornar um líder heróico protetor e vai receber como recompensa por sua bravura o amor de uma mocinha após a disputa Num triângulo amoroso Sim essa fêmea é descrita como uma personagem forte mas óbvio que no momento de perigo ela vai se encontrar em dificuldade e precisa ser salva pelo macho
os coadjuvantes como Timão e Pumba e os Azul representam meros alívios cômicos não tem muito o que fazer nessa história e eles recebem um texto fraquíssimo a gente resgata Portanto o olhar de Piedade em relação aos protagonistas pobrezinho do Mufasa Coitado dele tá rejeitado tá sozinho enquanto os vilões voltam a ter cara de vilão a gente os identifica como tal desde a primeira cena e eles falam com uma cara de perversos o tempo inteiro sim existe um avanço ao perceber que obviamente esses leões africanos são representações de pessoas negras por isso todos os atores que
fazem as vozes originais dos leões são negros os dubladores dos países incluindo o Brasil também são negros e os personagens invasores daquele Território que tentam atacar os nossos leões principais são leões brancos não tem nenhuma ingenuidade em relação a isso mas o peso dessa metáfora é bastante até AD Talvez para agradar um público mais conservador aquele que reclama de uma agenda woke nos novos filmes foi revogado quase tudo que se percebia como progressismo nas novas animações o que basicamente dizia respeito à igualdade e inclusão social por um lado parece bem interessante que o diretor Barry
jenkins tem eliminado os traços distintivos entre os animais nas animações de antigamente para distinguir macho e fêmea basicamente você colocava cílios gigantescos nas fêmeas uma boca um pouco mais carnuda e pronem gente já sabia quem era homem e quem era mulher Essa era uma distinção um tanto grosseira bastante binária e normativa que Mufasa O Rei Leão dispensa Mas em compensação o Barry jenkins elimina qualquer traço distintivo inclusive entre dois machos entre duas fêmeas entre qualquer animal como resultado os leões se parecem muito entre si e a gente chega mesmo a confundir quem é o taca
quem é o Mufasa Quem são os outros ao redor deles nos momentos de luta e tem vários nessa Trama a gente nem sabe muito bem se quem tá sendo atacado é o Mufasa se é o takaka e essa separação era fundamental pra gente saber quem tava realmente em perigo e para temer pelo os protagonistas deve ser por isso inclusive que os personagens ficam falando o nome um do outro o tempo inteiro Onde você está indo Mufasa S indo para cá ataca vai fazer o que Mufasa vou fazer isso taca porque só assim a gente consegue
de fato saber quem tá falando com quem mas em geral mesmo a estrutura do roteiro volta aos moldes de 1990 aqui a Trama é movida pelo rafik que é o narrador ele tá contando essa história a pequena Kiara então toda a narrativa que a gente enxerga envolvendo Mufasa é um longo flashback os criadores criam cada elemento de conflito pro protagonista e depois exploram a exaustão por exemplo o Mufasa não sabe nadar que que roteiro faz joga ele na água não uma nem duas mas três vezes a gente volta em paralelo ao terreno daquelas frases de
efeito inspiradoras e cafonas que já tinham caído em desuso o texto tem uma infinidade de frases prontas E esses são apenas alguns exemplos às vezes um sonho é tudo que você tem é a verdade que existe em você eu não me renderei ao mal e vocês também não deveriam o olho nunca se esquece do que o coração já viu encontrem o seu lugar no ciclo da vida você se perde para descobrir o caminho você consegue olhar para tudo menos para si mesmo e sim ele é cheio decitações ao rão original desde as músicas consagradas até
piadas com o ciclo da vida os personagens cantam Hakuna Mufasa ou seja tem várias piscadelas pros fãs cativos da Disney mas no final que realmente impressiona efaz O Rei Leão não é a proeza da tecnologia do fotorrealismo mas sim essa decisão da Disney de tomar alguns passos mais conservadores tanto politicamente quanto artisticamente limitando sua ousadia diminuindo a sua criatividade o que salta aos olhos essa percepção da empresa de que a melhor maneira de seguir em frente é olhar para trás é isso eu fico por aqui hoje me diz aqui nos comentários Se gostou de mufas
O Rei Leão Segue o canal do meio amargo aqui em cima ativa as notificações me acompanha nas redes também eu tô no Instagram como @me amargos e no meam margo.com no site onde eu publico novos textos diariamente até a próxima Y