Você já orou por algo por meses, por anos, e nada aconteceu? Você se levantou cedo, abriu a Bíblia, dobrou os joelhos, fechou os olhos, repetiu as palavras, cumpriu o ritual com dedicação genuína e no fundo do coração, uma sensação que poucos têm coragem de admitir, a sensação de que suas orações estão batendo no teto e voltando vazias, que o céu está fechado, que você está falando para ninguém. Se você já sentiu isso, eu preciso que você fique comigo até o final deste vídeo, porque o que vou te mostrar hoje pode mudar radicalmente a sua vida de oração.
E se você nunca sentiu isso, se a sua vida de oração está plena, vibrante e cheia de respostas concretas, fica também, porque existe um nível de oração que a maioria dos cristãos nunca alcançam. Um nível que Wesley praticou, um nível que transformou nações. Aqui está a pergunta que vai guiar este vídeo inteiro.
E se o problema não for a falta de fé, mas a falta de especificar a oração. John Wesley, o homem que incendiou a Inglaterra no século XVII com um avivamento, ele dizia: "Uma oração vaga produz uma fé vaga. Uma fé vaga produz uma vida vaga.
E uma vida vaga, por mais religiosa que pareça por fora, não transforma nada. Neste vídeo, você vai descobrir princípios de oração específica que John Wesley praticou por mais de 60 anos. Princípios testados no fogo da experiência real, princípios que produziram frutos extraordinários e princípios que você pode começar a aplicar hoje, independente de onde você está na sua caminhada espiritual.
Mas aviso, o Último Princípios vai te desafiar de uma forma que você não esperava. Vamos começar. A autoridade de John Wesley.
Para entender o poder dos princípios que vamos ver, você precisa entender quem foi John Wesley e por a vida dele tem autoridade para nos ensinar sobre oração. Wesley nasceu em 1703 em Appworth, na Inglaterra. Era o 15º de 19 filhos de um pastor anglicano pobre.
A casa da família pegou fogo quando ele tinha 5 anos e ele foi o último a ser resgatado. Suspenso numa janela do segundo andar por vizinhos que formaram uma corrente humana. A mãe Susana Wesley sempre chamou o filho de um tição arrancado do fogo, vendo a sobrevivência como sinal de propósito divino.
Ele estudou em Oxford, onde fundou com seu irmão Charles e um pequeno grupo de amigos o chamado Clube Santo. Um grupo de jovens que acordavam às 4 da manhã para orar, jejuar as quartas e sextas-feiras, visitar prisioneiros, estudar as escrituras em grego e praticar uma disciplina espiritual metódica, que era objeto de zombaria entre os colegas. Os rivais os chamavam de metodistas.
Por ironia, o nome ficou. Em 1738, depois de uma viagem missionária fracassada à América e de uma crise espiritual profunda, Wesley teve sua experiência de conversão numa reunião de leitura bíblica na rua Aldersgate, em Londres. Ele escreveu em seu diário: "Senti meu coração estranhamente aquecido.
Aquela noite mudou tudo. Nos 50 anos seguintes, Wesley cavalgou mais de 400. 000 km pela Inglaterra e Irlanda.
Pregou mais de 40. 000 sermões, muitos deles ao ar livre para mineradores e operários que nunca pisariam numa catedral. escreveu mais de 400 obras, fundou escolas, hospitais, casas para viúvas e construiu o movimento metodista, que se tornou uma das maiores forças de renovação espiritual e social da história moderna.
Tudo isso foi sustentado por uma vida de oração, uma vida de oração específica, disciplinada e transformadora. Primeiro ponto, a oração específica honra a soberania de Deus. Princípio um, especificidade é um ato de confiança, não de arrogância.
Muitas pessoas acreditam que fazer pedidos muito específicos a Deus é presunçoso, como se você estivesse tentando controlar Deus. Como se a espiritualidade verdadeira fosse aceitar tudo passivamente com seja feita a sua vontade, vago, sem envolver o coração. Wesley pensava exatamente o contrário.
Para ele, ser específico na oração era um ato profundo de confiança na bondade e no poder de Deus. É como se você estivesse dizendo: "Pai, eu confio que você se importa com os detalhes da minha vida. Eu confio que você é capaz.
Então, estou te trazendo isso, isso e isso com nome, com endereço, com data. " Pense em como uma criança pede ao Pai. Uma criança de 6 anos não diz: "Pai, que tua vontade seja feita quanto a minha alimentação neste dia e neste momento".
Ela diz: "Pai, eu quero sorvete de chocolate com calda de morango e aquelas granuladas coloridas por cima. Essa criança não está sendo irrespeitosa, ela está sendo relacional. E o pai ri com afeto, não com irritação.
Wesley estudou Lucas 11, onde Jesus ensina o Pai Nosso e percebeu algo que poucos notam. Jesus não apenas deu um modelo geral, ele deu um modelo cheio de especificidades. Pão de cada dia, não provisão, não sustento, mas pão.
Diário. Dívidas, não erros, não problemas, mas dívidas. As palavras importam.
Wesley tinha um diário de oração. Ele listava pessoas pelo nome, situações com detalhe, pedidos com especificidade cirúrgica e revisava esse diário regularmente para verificar quais orações tinham sido respondidas. Ele dizia: "Quando Deus responde uma oração específica, a fé cresce de forma específica.
Uma flecha que sabe onde vai chega. Uma flecha lançada ao ar cai em qualquer lugar. Você tem uma lista de oração?
Não, uma lista mental vaga, uma lista escrita com nomes, com pedidos, com datas. Se não tem, o primeiro princípio de Wesley para você hoje é este. Comece uma lista esta semana, esta noite.
Escreva cinco pedidos específicos com detalhes e ore por eles todos os dias por 30 dias. Observe o que acontece. Wesley acreditava que Deus se move em direção à fé que tem clareza.
Uma flecha que sabe onde vai chega. Uma flecha lançada ao ar cai em qualquer lugar. Segundo ponto, a disciplina do horário fixo de oração.
Wesley acordava às 4 da manhã todos os dias sem alarme, sem aplicativo, sem motivação externa. Ele acordava porque havia treinado seu corpo e sua mente para entender que aquele momento era sagrado e inegociável. Mas o que Wesley fazia às 4 da manhã não era apenas orar em termos gerais.
Ele tinha uma estrutura, um roteiro. Determinados dias da semana eram dedicados a orações específicas por categorias. Segunda para os necessitados, terça, para os líderes da igreja, quarta para os pecadores, ainda longe de Deus, quinta para sua própria santificação e crescimento.
Isso pode parecer mecânico, mas Wesley argumentava que a disciplina não mata a espontaneidade. Ela cria o solo fértil, onde a espontaneidade floresce. Um músico que pratica escalas todos os dias não fica engessado, ele fica livre para improvisar com maestria.
O grande problema da oração moderna é que ela é totalmente reativa. Oramos quando estamos em crise, oramos quando sentimos vontade, oramos quando lembramos. E o resultado é uma vida espiritual que sobe e desce como a maré, completamente dependente das circunstâncias externas.
Wesley chamava isso de oração de emergência e dizia que ela era necessária, mas insuficiente. É como um exército que só se prepara quando já está sob ataque. Você perde antes de começar.
A oração específica exige tempo específico porque pedidos específicos precisam de atenção. Você não consegue interceder profundamente por sua família, por sua cidade, por seus filhos, por seus negócios, por sua própria santificação em 2 minutos antes de dormir, enquanto o telefone está na sua mão. A oração específica exige tempo específico, porque pedidos específicos exigem atenção.
Você não consegue interceder profundamente pela sua família, pelos seus filhos, pelo nome, pela sua cidade, pelos seus negócios, pela sua própria santificação, em 2 minutos, enquanto o celular está na sua mão e o sono está pesando nos olhos. Esses assuntos merecem mais do que um espaço residual na sua agenda. Eles merecem, exigem um horário defendido com a mesma seriedade com que você defende uma reunião importante de trabalho.
Ou mais. Wesley tinha uma frase desafiadora que costumava dizer aos jovens pregadores do movimento metodista: "Se você não tem tempo para orar, você está ocupado demais. E se você está ocupado demais para orar, você está trabalhando com suas próprias forças.
e suas próprias forças não são suficientes. O desafio prático para você agora, qual é o seu horário fixo de oração? Não de manhã cedo.
Qual horário? 5:30, 6 horas, 22 horas? Escolha agora.
Defenda esse horário. Trate-o como a reunião mais importante da sua agenda. E nesse horário, não ore sobre tudo ao mesmo tempo.
Escolha um tema, uma lista, uma categoria. Ore com profundidade sobre poucos temas, em vez de superficialmente sobre muitos. Terceiro ponto, oração específica pela transformação do caráter.
Princípio três, o alvo mais específico e mais negligenciado, você mesmo. Aqui chegamos a um ponto que poucos pregadores abordam com honestidade, porque é desconfortável, porque mexe com o ego espiritual. Wesley observou que a grande maioria das pessoas ora por coisas e circunstâncias.
Oramos por saúde, por dinheiro, por relacionamentos, por emprego, por nossos filhos. Essas são orações legítimas e importantes. Mas ele identificou que o nível mais alto e mais transformador da oração específica é quando você ora por mudanças específicas no seu próprio caráter.
Não, senhor, me torna uma pessoa melhor. Isso é vago demais para ser respondido de forma reconhecível. Mas, senhor, eu tenho reagido com impaciência quando minha esposa faz a mesma pergunta pela terceira vez no mesmo dia.
Eu reconheço que isso é orgulho disfarçado de eficiência. Quero ser curado especificamente dessa impaciência específica. Trabalha em mim neste ponto, nesta semana.
Isso é oração específica de santificação. E Wesley a considerava a forma mais poderosa de transformação pessoal disponível para um seguidor de Cristo. Wesley tinha um conceito teológico que chamava de perfeição cristã e que foi mal compreendido e caricato por muitos de seus críticos.
Ele não estava dizendo que é possível nesta vida atingir um estado de impecabilidade absoluta, de ausência total de erro. Ele estava dizendo algo muito mais nuançado e muito mais exigente, que é possível, através da graça de Deus e da cooperação intencional do crente crescer em maturidade espiritual de forma genuína e mensurável ao longo da vida, que o amor pode se tornar progressivamente mais puro, mais consistente, menos misturado com ego e medo, que o caráter pode ser realmente transformado, não apenas gerenciado ou disfarçado. e então transformava essas respostas em pedidos específicos de oração para a semana seguinte.
Isso é radicalmente diferente da espiritualidade superficial de hoje, que tende a fazer confissões genéricas e seguir em frente sem identificar padrões profundos. A pergunta prática para você: qual é o aspecto do seu caráter que mais precisa de transformação agora? Não de forma genérica, específico, uma tendência, um padrão de reação, uma área de fraqueza que você sabe que está ali, mas tem evitado nomear diretamente diante de Deus.
Wesley dizia: "Aquilo que você não consegue nomear, você não consegue transformar, mas aquilo que você consegue nomear diante de Deus com honestidade, ele consegue transformar completamente. Quarto ponto, intercessão específica. Orar pelos outros com precisão.
Princípio quatro. A intercessão que move montanhas tem endereço e CEP. Wesley era intercessor.
Um dos seus hábitos mais conhecidos era carregar consigo listas de pessoas por quem orava regularmente. Não eram listas de 50 nomes que ele mencionava em 30 segundos. eram listas menores com pedidos específicos ao lado de cada nome.
Ao lado do nome de um comerciante de Bristol, ele escrevia: "Conversão da alma, ao lado do nome de um pregador jovem, Coragem para pregar nas ruas". Ao lado do nome de uma viúva pobre, provisão para o aluguel de março. Essa especificidade criava algo poderoso.
Quando a resposta chegava, ele sabia, ele podia registrar. E isso alimentava sua fé de forma cumulativa. Wesley acumulou décadas de respostas específicas a orações específicas e esse registro se tornava combustível para continuar orando com confiança mesmo nas temporadas de seca espiritual.
Mas Wesley ia além da mera especificidade dos pedidos. Ele ensinava que a intercessão eficaz exige conhecimento real da situação da pessoa. Você não consegue interceder com profundidade genuína por alguém que você não conhece.
Por isso, uma parte central do seu ministério envolvia o que ele chamava de visita pastoral. ir pessoalmente às casas, especialmente das pessoas mais pobres e marginalizadas, sentar-se com elas, ouvir suas histórias com atenção, entender as lutas reais que enfrentavam e então orar por elas com pedidos que correspondiam à realidade vivida. Ele tinha uma crítica severa e direta ao que chamava de intercessão decorativa.
A oração pelos outros que soa bonita em público, que usa linguagem elevada e emoção aparente, mas que é fundamentalmente vaga. Senhor, abençoa todas as famílias desta cidade. Senhor, cuida de todos os que sofrem.
Senhor, alcança todas as nações com o evangelho. Wesley não era contra essas orações, mas dizia que elas sozinhas são espiritualmente preguiçosas. São uma forma de parecer intercessor sem o custo real da intercessão, que é o custo de conhecer, de se importar, de se envolver, de ser específico o suficiente para que a resposta seja reconhecível.
Uma oração genérica para os pobres, dizia Wesley, pode ser feita sem nunca ter visto a face de um pobre, sem nunca ter sentado à mesa de alguém que passa fome, sem nunca ter carregado o peso específico de uma situação específica de sofrimento. E essa oração, embora talvez sincera, não tenha a mesma força espiritual de uma oração por João, o sapateiro da rua O, que perdeu o emprego na segunda-feira, tem três filhos e está com o aluguel vencido há dois meses. A diferença entre as duas orações não é apenas de precisão linguística, é de amor real versus amor abstrato.
E Wesley acreditava, com base nas escrituras e na experiência, que Deus responde ao amor real. Pense a diferença. Senhor, meu filho, versus senhor, meu filho, de 16 anos está num grupo de amigos que está puxando ele para longe de ti.
Eu te peço especificamente que tu levantes um amigo de fé na turma dele até o final deste mês. Um amigo que fale verdade para ele. A segunda oração é mais vulnerável, mais corajosa e mais confiante, porque especifica o que acredita que Deus pode fazer.
Wesley dizia: "Quanto mais específico for o pedido, mais clara será a resposta. E mais clara for a resposta, maior será a gratidão. E maior for a gratidão, mais profunda será a comunhão com Deus.
Sua tarefa agora pega as cinco pessoas mais importantes da sua vida. Escreve ao lado de cada nome um pedido específico para esta semana. Não cinco pedidos por pessoa, um pedido principal, o mais urgente, o mais necessário.
E ore por esse pedido específico todos os dias. Quinto ponto, o poder do registro escrito na oração. Princípio cinco, o que não está escrito some.
O que está escrito permanece e cresce. Wesley era obsecado com o registro escrito. Ele manteve diários desde os 21 anos até os últimos meses de vida, já perto dos 87 anos.
Esses diários que foram publicados em múltiplos volumes e são estudados por historiadores e teólogos até hoje, contém não apenas reflexões teológicas e relatos de pregações, contém registros detalhados de orações feitas, de pedidos específicos formulados e de respostas recebidas com datas e descrições. Wesley articulava pelo menos cinco razões pelas quais o registro escrito de oração era indispensável para a vida espiritual madura. A primeira razão é que a escrita força clareza quando você senta para escrever um pedido de oração e descobre que não consegue formulá-lo com clareza no papel, que as palavras ficam vagas, que a frase não termina de forma satisfatória, que você não sabe exatamente o que está pedindo, isso é um sinal espiritual importante.
Significa que você ainda não processou suficientemente a situação, que você ainda não chegou à clareza necessária para formular um pedido com fé. E o processo de tentar escrever, de reformular, de rascunhar, de tentar de novo, é em si mesmo um exercício de discernimento espiritual que aprofunda a compreensão. A segunda razão é que a escrita cria memória espiritual.
Quantas vezes Deus respondeu a uma oração sua de forma clara, identificável, innegável? E com o passar do tempo, o evento se dissolveu na névoa da memória, até que hoje você mal se lembra quantos milagres, grandes e pequenos, passaram pela sua vida sem registro e hoje existem apenas como uma sensação vaga de que coisas boas aconteceram. Wesley chamava esse esquecimento de ingratidão involuntária, não maliciosa, mas destrutiva para a fé.
O registro escrito combate o esquecimento ao criar uma âncora objetiva na memória. A terceira razão é que a escrita cria responsabilidade. Um pedido de oração escrito te olha de volta.
Ele te lembra que você ainda está esperando a resposta. Ele mantém o assunto vivo na sua memória e no seu coração. Semana após semana, mês após mês.
Ele te impede de desistir prematuramente, de abandonar a intercessão depois de alguma semana sem resultado visível. como se a falta de resultado imediato fosse evidência de que Deus não vai responder. A quarta razão é que a escrita possibilita o testemunho.
Wesley era um pregador, mas era também um contador de histórias de fidelidade divina. Frequentemente, em seus sermões e em suas conversas com crentes mais jovens, ele compartilhava histórias específicas de respostas a orações específicas. Há dois anos pedi por fulano de tal com esses detalhes nessa situação.
E aqui está o que Deus fez. Esse tipo de testemunho, preciso, verificável, com nomes e datas tem um poder de edificação completamente diferente das afirmações genéricas sobre a fidelidade de Deus. E esse testemunho só era possível porque havia registro.
A quinta razão, e Wesley considerava essa a mais estratégica de todas, é que a escrita, ao longo do tempo revela padrões. Com anos de registro consistente, Wesley começou a identificar padrões que não seriam reconhecíveis sem o arquivo. Em quais áreas Deus costumava responder mais rapidamente às suas interseções?
Em quais situações as respostas tendiam a demorar mais? E por quê? Em quantos casos, as respostas vieram de formas completamente diferentes do que ele havia imaginado, mas que, em retrospecto, eram claramente melhores do que o que ele havia pedido.
Em quantas ocasiões, o que parecia ser silêncio de Deus era, na verdade, um desenvolvimento lento que estava em processo há meses antes de se tornar visível. Esses padrões só se tornam reconhecíveis para quem tem os dados, e os dados só existem para quem os registra. Desafio prático.
Comece um diário de oração. Hoje, esta semana, pode ser um caderno simples comprado por alguns reais numa papelaria. Pode ser um aplicativo de notas no celular, pode ser um documento de texto simples no computador.
A tecnologia é irrelevante. O que importa é o hábito: escrever pedidos datados e quando a resposta chegar, registrar também a resposta com a data. Com o tempo, com meses e anos de prática consistente, esse diário se tornará um dos seus tesouros espirituais mais preciosos, uma linha do tempo da fidelidade de Deus na sua vida, uma âncora nas temporadas de seca, uma fonte de gratidão inextinguível.
Sexto ponto, oração específica em tempo de seca espiritual. Princípio seis, o que fazer quando o céu parece fechado e os pedidos parecem não ser ouvidos? Este é o ponto que todo mundo precisa ouvir, mas poucos estão dispostos a ensinar com honestidade.
Wesley passou por períodos de seca espiritual. Está documentado em seus diários. Houve momentos em que ele orava com a mesma fidelidade de sempre, mas sentia nada.
Momentos em que as respostas tardavam, momentos em que pedidos específicos feitos com fé genuína pareciam não receber resposta. O que ele fazia nessas temporadas? Primeira resposta, ele não abandonava a especificidade.
Essa é a tentação mais comum na seca espiritual, voltar para orações vagas, porque as orações específicas trazem expectativa e expectativa não respondida dói. Mas Wesley resistia a essa tentação. Ele dizia que seria uma covardia espiritual trocar a fé específica pela fé genérica, só para evitar a dor da expectativa não respondida.
Segunda resposta, ele revisava seus pedidos com humildade. Havia situações em que ao reler um pedido antigo, ele percebia que estava pedindo algo que, com a perspectiva do tempo, ele mesmo entendia que não seria o melhor, e isso o ensinava que algumas orações não respondidas eram, na verdade, misericórdias não reconhecidas. Terceira resposta: ele buscava obstáculos espirituais.
Wesley acreditava que pecado não confessado, falta de perdão e orgulho não reconhecido podiam criar barreiras na comunicação espiritual, não de forma mecânica ou supersticiosa, mas ele levava a sério a correlação entre o estado interno do coração e a fluidez da vida de oração. A quarta razão é que a escrita possibilita o testemunho. Wesley era um pregador, mas era também um contador de histórias de fidelidade divina.
Frequentemente, em seus sermões e em suas conversas com crentes mais jovens, ele compartilhava histórias específicas de respostas a orações específicas. Há dois anos pedi por fulano de tal com esses detalhes nessa situação. E aqui está o que Deus fez.
Esse tipo de testemunho preciso, verificável, com nomes e datas tem um poder de edificação completamente diferente das afirmações genéricas sobre a fidelidade de Deus. E esse testemunho só era possível porque havia registro. A quinta razão, e Wesley considerava essa a mais estratégica de todas, é que a escrita, ao longo do tempo revela padrões.
Com anos de registro consistente, Wesley começou a identificar padrões que não seriam reconhecíveis sem o arquivo. Em quais áreas Deus costumava responder mais rapidamente às suas interseções, em quais situações as respostas tendiam a demorar mais? E por quê?
Enquantoos casos, as respostas vieram de formas completamente diferentes do que ele havia imaginado, mas que, em retrospecto, eram claramente melhores do que o que ele havia pedido. Em quantas ocasiões, o que parecia ser silêncio de Deus era, na verdade, um desenvolvimento lento que estava em processo há meses antes de se tornar visível. Mas há uma sexta resposta que Wesley considerava a mais importante de todas.
Ele continuava, ele não desistia. Seu lema nessas temporadas era baseado em Lucas 18, a parábola da viúva persistente, a mulher que não parava de clamar ao juiz injusto até receber resposta. Wesley dizia: "Se uma viúva persistiu com um juiz injusto e conseguiu resposta, quanto mais perseverarei com um pai amoroso e fiel.
A seca espiritual não é sinal de que Deus abandonou ou de que a oração não funciona. Para Wesley, era um teste de fidelidade e os maiores frutos de sua vida depois das maiores secas. Sétimo ponto, a oração mais específica e mais perigosa.
Rendição total. Princípio sete, o paradoxo supremo. Quanto mais específico você ora, mais inteiramente você se rende.
Chegamos ao sétimo princípio e este, como prometi no início, é o mais desafiador. Existe um paradoxo no coração da espiritualidade de Wesley, que precisa ser compreendido para que tudo que dissemos antes faça sentido completo. toda essa disciplina de oração específica, todas essas listas, todos esses registros, tudo isso poderia, se mal compreendido, tornar-se uma forma sofisticada de controle espiritual, uma tentativa de manipular Deus através da precisão dos pedidos.
Um sistema para garantir que Deus faça o que você quer, desde que você peça do jeito certo. Essa oração específica de rendição era para Wesley o fundamento sobre o qual todas as outras orações precisavam ser construídas. Sem ela, as orações mais precisas e mais disciplinadas do mundo são apenas vontade humana com roupagem espiritual.
Com ela, os pedidos mais simples e às vezes desajeitados são recebidos por um pai que vê o coração por trás das palavras. A lógica de Wesley era elaborada e merece ser entendida em profundidade. Quando você ora por coisas específicas, com uma vontade ainda centrada em seus próprios desejos e preferências, mesmo desejos bons, mesmo preferências legítimas, você está usando a linguagem da fé, mas operando com a estrutura do ego.
Você está, em última análise, tentando convencer Deus a se alinhar com seu plano. A estrutura subjacente é: "Eu sei o que é melhor para mim e para as pessoas que amo e estou pedindo que tu faças o que eu sei que é melhor. " Mas quando há uma rendição genuína no centro do ser, quando você realmente de coração quer o que Deus quer acima do que você quer, então suas orações específicas mudam de natureza.
Deixam de ser demandas e se tornam colaboração. Deixam de ser relatórios de intenções que você está apresentando para aprovação e se tornam conversas entre um filho que confia e um pai que ama. Senhor, eu peço a cura da minha mãe com rendição subjacente não significa que você não quer a cura, você quer profundamente.
Você pede com toda a especificidade, com toda a fé, com toda a persistência que os seis princípios anteriores descrevem. Mas há uma camada mais funda, onde você diz: "E se tua glória e o bem maior da minha mãe forem servidos de forma diferente da cura imediata que estou pedindo? " Então quero esse caminho mais profundo, mesmo que eu não entenda agora.
Wesley dizia que chegou a um ponto em sua vida depois de décadas de caminhada, que seus pedidos específicos e a vontade de Deus eram cada vez mais a mesma coisa. Não porque Deus havia se curvado à vontade de Wesley, mas porque o Wesley havia sido transformado a ponto de desejar o que Deus desejava. E esse é o destino final da oração específica.
Não a satisfação dos seus desejos, mas a transformação de quem você é. Os pedidos são o caminho, não o destino. A comunhão com Deus é o destino.
Wesley escreveu em seu diário perto do final de sua vida. Oro há 60 anos que persigo a Deus com pedidos específicos. E descobri que quanto mais específico era no pedir, mais claramente via a sua mão.
E quanto mais claramente via a sua mão, menos precisava pedir, porque aprendia a confiar antes da resposta. Essa é a jornada. Oração específica não é um sistema de produtividade espiritual, é uma escola de intimidade.
E a lição final que essa escola ensina é que o mestre é mais importante que as lições e o pai é mais precioso que os presentes. Alertas importantes. Alerta um.
Oração específica pode se tornar uma lista de compras espiritual. Se você sair deste vídeo apenas motivado a fazer pedidos mais precisos para conseguir mais coisas de Deus, você perdeu o ponto mais importante. Wesley não orava com especificidade para ter uma vida mais confortável.
Ele orava com especificidade porque levava a sério que Deus se importava com os detalhes e porque queria ser transformado em alguém que se importava com os detalhes da vontade de Deus. Pergunta: Você está usando Deus como meio para seus fins? ou está usando seus pedidos como meio para se aproximar de Deus.
Alerta dois. Disciplina sem amor se torna lei. Wesley quase caiu nessa armadilha em sua juventude.
Acordava cedo, orava, jejuava, estudava e sentia o coração frio, porque estava fazendo tudo por obrigação, não por amor. Foi apenas depois da experiência de Aldersgate que a disciplina foi infundida com calor relacional. Pergunta: Sua vida de oração está crescendo em intimidade ou apenas em eficiência?
Alerta três. Oração específica não é uma fórmula para garantir resultados. Haverá pedidos específicos que não serão respondidos da forma que você espera.
Haverá coisas que você pediu com toda a fé e toda a especificidade e a resposta será não. Ou ainda não. Ou não dessa forma.
E nesses momentos, a maturidade espiritual que Wesley desenvolveu é mais necessária do que qualquer técnica de oração. Pergunta: Você está preparado para confiar em Deus, mesmo quando a resposta específica não vier? Alerta quatro.
Você está realmente orando ou apenas planejando orar? É muito fácil, depois de assistir a um vídeo sobre oração, sentir que você cresceu espiritualmente. A sensação de aprendizado pode se confundir com o crescimento real, mas crescimento espiritual não acontece no encontro com Deus, acontece no encontro real com Deus.
Pergunta: Quando foi a última vez que você passou mais de 30 minutos em oração profunda e específica? Se este vídeo tocou algo em você? Se você saiu daqui com uma convicção, com um desafio, com um acendimento, não deixa isso passar.
A vida espiritual morre na postergação. Vou começar segunda-feira, quando a vida estiver menos corrida, quando eu sentir mais vontade. Wesley viveu 87 anos de disciplina fiel porque ele entendia que a fé não espera pela vontade.
A fé age antes da vontade chegar. Então, aqui está o seu desafio de hoje. Número um, antes de dormir hoje, escreve três pedidos específicos de oração.
Com nome, com detalhe, com data. Número dois, escolhe um horário fixo de oração para amanhã. Não de manhã, um horário.
Número três. Compartilha nos comentários qual dos sete princípios mais te desafiou. Qual você vai colocar em prática primeiro?
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pode ser exatamente o que essa pessoa precisa ouvir. Até o próximo vídeo. Continue orando, continue pedindo, continue crendo, porque Deus ainda responde orações específicas feitas por pessoas que o buscam com coração inteiro.