está no mais um programa humanamente aqui na Band News FM parceria da rádio com o Instituto de psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP comigo Ivão Brandão com ele sempre ele Dr Daniel Barros E aí doutor sempre batendo um papo aqui conversando hoje vamos falar sobre conversa hein conversas mediadas conversas direcionadas conversas com propósito Vamos ver aonde que vai levar essa nossa conversa para onde a nossa conversa vai estar conosco a Dra Fernanda calissa ela é psicóloga pesquisadora do Instituto par Ô Doutora seja bem-vindo aqui a bem-vinda à Band News FM ao Programa humanamente Hoje
eu e o Dr Daniel estamos aqui de alunos vamos fazer perguntas como alunos pra gente falar da terapia comportamental dialética tudo bom Tudo ótimo bom dia obrigada pelo convite bom Espero poder contribuir então pras dúvidas Ô Fernanda eu queria começar entendendo que você explicasse pra gente eh a gente tem falado num humanamente um pouco sobre terapias sobre formas de de D formas de eh eh tratar das pessoas e uma coisa que um padrão que vem surgindo essa ideia de Terapias de terceira onda que às vezes se fala né ó terceira fase das terapias que vem
depois das terapias comportamentais eu queria que pra gente começar a falar da da terapia eh comportamental dialética que vai ser o tema do nosso do nosso encontro hoje antes que você dese o panorama onde ela ent Que história é essa de terceira onda que onda que a gente pega como é que funciona essa essas fases da do tratamento psicoterápico perfeito perfeito essa pergunta é muito importante pra gente contextualizar mesmo né dentro da evolução dos modelos terapeuticos então realmente a gente tem né durante um período fortalecimento da terapia dita comportamental tradicional não é e com o
andamento né Nós temos uma aproximação dos processos mais relacionados as terapias contextuais como um todo Inclusive das terapias ditas cognitivas né então nós temos alguns modelos terapeuticos que começam a se desenvolver que nós chamamos de terapia né de terceira onda então por exemplo a a acte né e a aceitação e compromisso né a gente tem o desenvolvimento da terapia da FAP e a gente tem o desenvolvimento da dbt também como um exemplo de Terapias que se enquadram né nessa geração de Terapias de terceira onda que tem a base né da terapia comportamental mas com elementos
fortes da terapia contextual e com vários elementos também relacionados essa compreensão cognitiva relacionada ao comportamento humano já dá para fazer uma playlist do humanamente sobre essas terapias viu é a gente falou do da terapia contextual e a gente falou de de outras terapias comportamentais terapias cognitivas terapias baseadas em evidências né a gente conversou bastante e dbt né dbt É É da sigla em inglês né e Terapia dialética comportamental em inglês é a gente chama de dbt e eu queria que você explicasse um pouco então Fernanda que que é essa terapia dialética dialética a gente sempre
pensa em diálogo né a gente pensa em síntese antítese tese eh tem alguma coisa a ver com isso como é que é perfeito perfeito tem tem tem tudo a ver com isso né vamos lá vou falar um pouquinho da história da dbt e explicar né como que a dialética se insere nisso né Eh trazendo um pouco né como as emoções funcionam de que forma que as emoções funcionam então quando a gente olha paraa história da terapia comportamental dialética né todo mundo que for for pesquisar os potenciais pacientes né terapeutas que se interessam vão entrar em
contato com a história da Marcha linan que foi a criadora e é muito interessante porque ela desenvolve esse modelo esse modelo terapêutico muito baseada nas intervenções que ela né foi exposta ao longo da vida dela então ela foi uma paciente inclusive de internação muita desregulação emocional com auto lesivos com ideação e na época ela foi exposta a diferentes modelos terapêuticos tanto modelos né psicanalíticos de inter de de intervenção que eram extremamente vigentes uhum também modelos da terapia comportamental tradicional né que foi isso que nós chamamos aqui né das terapias de segunda onda então uma terapia
né tradicional comportamental né o que que acontece né ela começa a ter a percepção né do O que é aproveitável digamos assim os processos que são aproveitáveis da terapia comportamental mas começa a desenvolver também um modelo que foca muito na regulação emocional Então ela busca o que tem de maior evidência para auxiliar né Essas pessoas que sofrem de desregulação emocional que sofrem de comportamentos autolesivos de ideação de comportamentos impulsivos ela busca o que já foi produzido tem uma síntese em relação a todo né Essa produção essa vasta produção e desenvolve o modelo da terapia comportamental
dialética Então ela tem esse histórico de ter sido né Eh internada ter passado por diferentes intern ações mas saindo da internação ela faz toda uma formação enquanto terapeuta enquanto psicóloga enquanto pesquisadora isso lá na década de 80 em diante e desenvolve esse modelo terapêutico então a dbt né Como ela foi formatada ela é especialmente recomendada para pessoas que TM desregulação emocional de uma maneira intensa comportamentos impulsivos né e muitas vezes comportamentos padrões que levam a risco a vida tanto no sentido de auto lesivo tanto no sentido de ideação suicida como outros elementos agora a aliás
tem programas nossos aqui recentes até né sobre regulação emocional exato e e e por que por que doutora Essa é a mais é a mais indicada né a gente falou tanto aqui também já recentemente né Doutor sobre a escolha da terapia acho que foi até com o Dr Jan que a gente discutiu isso né que às vezes as pessoas vão testando aquilo que mais lhe convém Por que que nesse nesse nesse espectro que a gente tá falando né das pessoas que t esse tipo de comportamento e de desregulação emocional eh terapia comportamental dialética é mais
eh indicada ou porque ou como se chegou nisso né como se chegou a esse a esse modelo para tratar essas essas pessoas vamos lá então quando você começa a testar o modelo terapêutico um formato de intervenção né Você tem uma série de formas de atestar o quanto que aquele Modelo ele é eficaz ou não então você tem a aplicação por exemplo num público alvo específico né você faz estudos randomizados você faz comparações nesses estudos com outras abordagens então por exemplo né você tem populações que você faz uma comparação com o trule então a gente pode
falar de uma comparação com o estudo eh com uma intervenção que eu vou chamar aqui de tradicional como anteriormente era feita né então por exemplo um um um uma intervenção pic analítica para essa população que sofre desregulação e os estudos começam a demonstrar que sim você tem uma eficácia maior Tá e isso fortalece esse modelo de intervenção e torna esse modelo o mais recomendado tá é importante também trazer que tem alguns elementos desse modelo que acabam contribuindo para essa efetividade né então a gente tem tanto a terapia individual então eu tenho um terapeuta né Trabalhando
diretamente com esse cliente né e eu também tenho grupos de habilidades né no qual esse cliente né ele ele recebe né uma formação em Como regular suas próprias emoções em como compreender suas próprias emoções Além disso né como lidar com seus relacionamentos interpessoais né como tolerar o mal-estar que muitas vezes é muito grande que leva angústia que pode levar comport entos aut lesivos comportamentos de risco então acaba sendo um modelo muito formatado para essas necessidades clínicas muito específicas então o Esse pacote da da vamos dizer quase que um treinamento de soft Skills né de habilidades
emocionais ele faz parte da terapia não a terapia a a terapia dialética comportamental se se estou entendendo me corrija se eu tiver errado tá Fernanda ela não se resume não pode resumir ao encontro terapêutico o paciente e o terapeuta Mas ela precisa incluir esse treinamento de habilidades perfeito é o que a gente chama de uma dbt padrão né Standard que as pessoas podem encontrar né na literatura é esse formato no qual né a pessoa que recebe a intervenção tem o seu terapeuta individual passa por um treino de habilidades né então a gente tem livros específicos
é passo a passo Como identificar as suas emoções como manejar as suas emoções como lidar com seus relacionamentos e esse treino muitas vezes dura de 6 meses a um ano esse treino específico de soft Skills né mas a terapia individual tem um acompanhamento maior e auxilia né a a a pessoa a colocar em prática né tudo aquilo que ela aprende a gente chama de generalizar essas habilidades além disso a gente também tem um formato de uma acompanhamento que pode ser feito por telefone em situações de necessidade então por exemplo antes da pessoa ter um padrão
impulsivo antes da pessoa eh entrar em comportamento de risco ela aprende a analisar Quais são os sinais que levam ela se engajar em tudo isso e ela pode ter esse auxílio do terapeuta para entender em qual soft Skill né Em qual habilidade ela pode se engajar como manejar aquela emoção que é tão intensa mas ficar tanto tempo assim num não não gera um um certo esgotamento né também porque eu fico pensando sempre eh eu sempre faço essa pergunta né quando a gente já traz os os terapeutas aqui doutor que é assim mas e a sua
cabeça fica como né porque eh você tá ajudando aí a eh geralmente a gente tá falando de casos muito muito complexos delicados aqui né e imagino que deva ter também né Doutora um um certo esgotamento nesse sentido de quem de quem aplica né A A Terapeuta tratamento isso a gente tá falando de um paciente às vezes é você tem lá um uma carteira de pacient de segunda a sexta você tá atendendo esses telefonemas é de uma equipe né acho que não é o você não entra numa dessas sozinho né Fernanda ol o trabalho em equipe
é extremamente importante então eu tenho eu tenho a sorte de contar com ótimos psiquiatras que eu sempre tô em contato que também né de alguma maneira tem formação tem conhecimento em dbt muitos né Eh dos casos que eu acompanho Inclusive tem né auxiliar terapêutico muitas vezes em situações de necessidade mas um ponto que também faz parte da dbt que eu não mencionei anteriormente que é extremamente importante o terapeuta ele também precisa de cuidado nesses casos né ele precisa entender os seus limites então ele precisa especificar quantos casos né ele ele tem uma capacidade mesmo né
de saúde mental de acompanhar nem todos os casos estarão ao mesmo tempo num grau de intensidade de necessidade de acompanhamento tá acho que é importante Trazer isso e nósss temos também né um formato né a gente tem um um acompanhamento que a gente chama de consultoria no qual os terapeutas que atuam com o dbt né eles têm um momento né semanal no qual eles podem compartilhar os seus desafios né muitas vezes né entender compreender Quais são os seus limites compreender Qual é o melhor passo a ser tomado visando a efetividade né a segurança do caso
n uma rede de suporte na verdade isso é extremamente importante Fernanda a gente tá falando aqui né de casos complexos de pessoas com e dificuldade na na sua regulamentação emocional na sua regulação emocional né de forma mais grave agora a regulação emocional é uma habilidade né que enfim gente tem gente que tem mais tem gente que tem menos e tem gente que tem tão menos que é doente né agora a gente tá falando desses das pessoas que TM um transtorno mental que tem um um uma um problema de autorregulação emocional agora AD dbt é só
para esse tipo de paciente mesmo que adoeceu pela falta de regulação emocional ou ela também ajuda a qualquer pessoa a a desenvolver melhor a sua regulação emocional a se tornar mais Serena a lidar melhor com as adversidades ou entendeu assim ela é uma um remédio para quem tá doente ou ela é uma habilidade que também as pessoas podem se beneficiar Ótima pergunta Vamos lá eh da maneira com que ela foi desenvolvida dessa maneira mais intensiva né como vocês mesmo mencionaram né Olha o modelo intensivo de intervenção então a recomendação é realmente até por conta da
intensidade né o p intensivo essa terapia é por uma questão né de tempo gasto em relação né ao modelo terapêutico então a recomendação que seja para casos no qual a desregulação emocional realmente esteja intensa no qual nós identificamos essa necessidade terapêutica maior Tá mas o treino de habilidade as habilidades específicas que são ensinadas sim elas são extremamente válidas né para uma série de casos inclusive né Eh eu gosto de falar que nós temos muitas vezes uma nós somos quase analfabetos em relação às nossas emoções então o modelo né de treino de habilidades especialmente é interessante
que tem um modelo feito para adol a minha intervenção hoje em dia é muito voltada para adolescentes né que nem sempre fecham um diagnóstico específico mas já apresentam uma desregulação emocional né então quando a gente olha para essa população né infância adolescência Que precisa tanto compreender como lidar com as próprias emoções esses elementos do treino de habilidade podem ser desenvolvido de uma maneira mais flexível né de uma maneira menos intensiva Mas com muita etiv idade então o modelo padrão Standard completo aqui que eu vou chamar ele é recomendado para casos intensificados de necessidade Clínica esses
componentes do treino de habilidade podem ser utilizados de uma maneira mais flexível quando o terapeuta o psiquiatra achar interessante fazer sua consideração clínica que seria interessante a pessoa ser alfabetizada por exemplo em relação noas próprias emoções e como manejá-las é que isso é muito complicado né o pro nosso ouvinte entender então Doutor assim a gente já já discutiu isso aqui em outras vezes né em outros programas Mas como que eu sei que minha minha emoção está desregulada e para falar de transtornos e específicos mesmo né O que que o que que não sei alguém que
tá nos ouvindo no carro pode às vezes pensar assim que a gente até falou disso né doutor eu não eu tô eu tenho uma desregulação emocional não entendo o que tô fazendo o que tá acontecendo comigo mas eu acho que entendo né Eu acho que eu tô bem eh e eu tava lendo aqui eh algumas questões específicas né transtornos alimentares que a gente já falou aqui também eh pessoas que têm depressão e você falou do trabalho em equipe com os psiquiatras E aí eu jogo essa bola pro Dr Daniel também né e eh dessa importância
de das coisas caminharem lado a lado né de esse esse papo psicólogo psiquiatra Pois é e os psiquiatras precisam conhecer melhor também a técnica né E até abrir o repertório até por ser uma coisa relativamente nova nova não tão antiga né Fernanda eh é até por isso que eu chamei a Fernanda aqui pra gente conversar para eu aprender mais também da da dvt e só que é isso né muitos dos transtornos que a gente trata eh no consultório chega pro psiquiatra né com sei lá um transtorno alimentar ou uma impulsividade tem por trás emoções que
não estão equilibradas né E aí nesse sentido acende ali uma lâmpada opa pera aí eu preciso de um um um auxílio aqui para que este paciente tenha uma uma melhor regulação mesmo Fernanda aqui a pergunta mesmo que ele não seja vai um paciente com transtorno de personalidade borderline que é o o paradigma da desregulação emocional né mas que seja um paciente que talvez não precise desse coisa tão intensiva mas é algum alguém que tá exagerando na bebida impulsivamente que tá lidando mal com suas emoções ele pode se beneficiar de um tratamento mesmo que não seja
esse Standard né acho que essas habilidades podem ajudá-lo também não perfeito tá então quando a gente fala da na desregulação emocional o nosso primeiro pensamento né de psicólogos psiquiatras se volta muito pro transtorno de personalidade borderline porque é uma característica basal é essa sensibilidade emocional que leva uma desregulação leva a comportamentos impulsivos e leva a comportamentos de risco tá bom então normalmente né a indicação né Toda a a validação enquanto efetividade inclusive vai no sentido dessa população específica mas nós já temos adaptações da dbt por exemplo para pessoas que fazem uso compulsivo de substâncias psicoativas
quando é identificado que a base desse consumo é a desregulação emocional uhum como eu disse eu trabalho muito com adolescentes que muitas vezes né caminham né para um possível diagnóstico de transtorno de personalidade borderline né ou muitas vezes né estão num grupo né de neurodiversidade como TDH no qual a desregulação emocional está muito presente e você tem adaptações da dbt também específica para o trabalho com adolescentes inclusive o treino de de de de de habilidades é especialmente adaptado né Tem populações com transtorno alimentar no qual a base também é a desregulação emocional Então a nossa
o nosso desafio é compreender se esses padrões esses sintomas se baseio na desregulação emocional sendo baseado você pode fazer essa recomendação Mesmo que não seja dbt de uma maneira tão Standard tão padrão mesmo que seja de uma maneira mais flexível E é difícil esse diagnóstico Doutora assim eh Imagino que é existem coisas que você tem febre tosse é uma corisa uma coisa você tem você tem isso né E nesse caso imagina que tem uma pesquisa um pouco maior uma uma conversa né É É mais difícil identificar e se é mais difícil identificar nesse nessa população
que que você tá citando diretamente com que você trabalha que são os adolescentes né Tá todo mundo ainda com cérebro informação né é um Imagino que Deva ser um processo também diferente Claro é importante trazer que realmente o adolescente ele tá com uma personalidade em formação então muitas vezes nós identificamos características diagnósticas né que vem após uma avaliação neuropsicológica psiquiátrica observação clínica então realmente é algo muito específico muito detalhado então Às vezes a gente não chega a fechar o diagnóstico até por conta da idade por conta da personalidade em formação o que eu posso trazer
para vocês Pela Minha experiência clínica que infelizmente é muito comum agora falando de adultos que muitas vezes passam né Por por eh profissionais que identificam né Por exemplo a depressão que identifica o consumo de substância né mas que não conseguem colocar todos esses elementos de uma maneira agrupada para você conseguir ter o diagnóstico por exemplo de transtorno de personalidade borderline depois de depois de anos você chega esse diagnóstico e muitas vezes eh depois de muitas internações depois de episódios né de ideação tá depois de muitos comportamentos autolesivos né então é infelizmente é muito comum que
as pessoas passem por muitos tipos de intervenção e inclusive por muitos diagnósticos até ser possível você compreender aquele Quad Clínico de uma maneira mais Ampla agora eu eu vou lançar aqui um desafio hein Fernanda Olha só o desafio do da Band News FM porque é o ouvinte tá aqui tá sintonizado né se atualizando aprendendo aqui com humanamente e ele pensa assim cara mas esa um pouquinho eu já fui adolescente ou eu tenho um filho adolescente ou eu tenho sobrinho adolescente e cara todo adolescente é meio desregulado emocionalmente né faz parte da da do do do
amadurecimento esses altos e baixos da emoção né quando a obviamente a gente não vai transformar Isso numa patologia então não dá para dizer ah que todo adolescente é doente que precisa de tratamento mas talvez pais e adolescentes se beneficiassem de alguns conhecimentos algumas técnicas algumas dicas de autorregulação emocional sem necessariamente precisar fazer terapia tô dizendo assim ele nem tem indicação de terapia ele não precisa marcar consulta mas os pais e os pros adolescentes poderiam ter algumas dicas temos algumas dicas Fernanda para essa nossa população vamos lá vamos lá eh trazendo seu ponto realmente gente o
cérebro do Adolescente do jovem adulto né Ele tá em formação então é comum que a pessoa ela tenha né episódios de desregulação emocional tenha n emoções mais intensas Então isso é algo extremamente válido isso acontece Eh eu percebi que eu não respondi a tua pergunta sobre a dialética né como que a dialética funciona dentro da dbt Por que esse nome é tão importante E isso se relaciona com as dicas que eu darei né por isso que retomei né então é quando a gente olha para famílias de adolescentes que muitas vezes apresentam uma desregulação emocional nós
percebemos que tem um caminho do Não aceite a sua emoção você não pode ficar triste você não pode sentir raiva né ou quando sente raiva é feio sentir raiva né quando a gente trabalha com dbt nós entendemos que as emoções elas existem agradáveis ou desagradáveis elas existem Então as emoções elas precisam ser aceitas enquanto um elemento basal da nossa vida né Elas existem né então não significa que eu vou agir de acordo com as minhas emoções então eu tenho que ter a aceitação que essas emoções existem ao mesmo tempo eu tenho que compreender que eu
preciso manejar o que de alguma maneira afeta as minhas emoções uhum né então eu tenho aqui uma dialética entre aceitação mas a necessidade de mudança Então vou dar o exemplo para vocês muitas vezes a gente identifica que né para um adolescente o uso exagerado de telas né pode ter um efeito muito grande no seu modo de sentir seja na raiva seja na irritabilidade nós percebemos com muita frequência né então é preciso entender aceitar que é algo difícil dele lidar com que é algo que existe que ele se sente daquela maneira né E quando a gente
olha paraa mudança o que que pode ser feito né então a gente pode pensar no monitoramento a gente pode pensar por exemplo no processo de reduzir aos poucos o tempo de tela né de enriquecer a vida desse adolescente para que ele se Engage em outros elementos né e isso vale para todas as emoções então muitas vezes vezes o adolescente ele sente né uma tristeza com o fato da vida dele da da Vidinha dele né conflitos na escola uma ele não foi tão bem numa prova quanto ele esperava né Dev vem a tristeza angústia e os
pais obviamente né Não por querer acabam invalidando aquele sentir Por que que você tá sentindo isso mas só só por conta disso você tá triste então tem uma invalidação Então a nossa recomendação é sempre que tenha a daquela emoção né para ele entender que o sentir é algo normal Conforme você aceita a sua emoção ela inclusive ela pode se tornar menos intensa A partir dessa validação desse acolhimento o que nós podemos fazer para essa situação ser menos sofredora Uhum E daí trabalhar em resolução de problemas então esse adolescente ele tem que sentir que ele tem
uma porta aberta para falar sobre as próprias emoções ser validado em relação a isso isso e a partir desse acolhimento dessa validação Aí sim pensar em possíveis manejos em possíveis soluções mais uma pr pra nossa pra nossa turma aqui do humanamente do menos telas né do uma bandeira que a gente levanta aqui no no humanamente que é memo difícil né mas é é uma é uma bandeira muito importante uma ótima Bandeira é e a gente tá aqui nas telinhas também ao mesmo tempo mas o o cai sempre nessa história do e do qu difícil é
pros pais também isso tem mudado eh você acha no no sentido de de eh os pais são não sei como eu vou falar isso mas os pais são mais novos né são de Outra Geração já e e hoje se se aceita mais se entende mais o que se passa né com a nossa cabeça coisa que Imagino que meu pai não não não sabia e que o pai do meu pai também não não não sabia nessa nessa nessa tuada Doutora Você acha que a gente tá tá caminhando para um entendimento maior eh dessas dessas emoções de
como lidar com elas com as emoções dos nossos filhos ou pelo pelos seus pacientes e pelos seus grupos de trabalho você acha que a gente ainda tá um pouco um pouco longe um pouco afastado dessa né não sei dessa dessa amálgama né entre eh entender o que se passa e saber como como agir né claro que nós temos desafios né entre gerações né então a gente tem que tomar cuidado porque cada geração enfrentou suas próprios desafios suas próprias dificuldades e com base nos seus próprios desafios né Sempre tem um risco risco de você invalidar o
sofrimento da nova geração então nós percebemos isso como uma constante sempre entre gerações a gente tem desafios muito grandes na compreensão do que faz o outro sofrer ao mesmo tempo a minha percepção é que a busca por terapia a busca por conteúdo de Saúde Mental é algo cada vez mais normalizado naturalizado e muitas vezes até desejável né então a gente né muitas vezes vendo uma geração no qual as pessoas elas se sentiam h H um pouco desconfortáveis ao dizer que fazia acompanhamento terapêutico psiquiátrico Então esse tabu Tem se tornado cada vez menor a busca por
informação Tem se tornado cada vez maior ao mesmo tempo então eu vejo que os pais eles eh se preocupam diretamente com conteúdos de saúde mental e isso me deixa Especialmente esperançosa quando Nós pensamos numa mudança numa alfabetização em relação à própria saúde mental então é ao meu ver é um movimento muito positivo o próprio conceito de autorregulação emocional é muito interessante que ele você vê ele começando a a ganhar capilaridade e entrar na na na sociedade né como vários conceitos acadêmicos que vem ehf são desenvolvidos na na na academia e vão fazendo sentido e vão
ganhando e corpo e e a sociedade vai absorvendo aquilo eu acho que essa ideia de que as nossas emoções precisam ser uhum a uma vez que Aita a gente CONSEG regular eu acho que as pessoas T percebido isso mais né Depois que 2020 eu lancei o livro lado bom do lado ruim que falava justamente sobre aceitação das emoções negativas como elas são importantes e o livro Teve muita aceitação e eu comecei a ver outros livros que também falavam disso não que eu tenha influenciado né várias pessoas estão pensando sobre o tema Então acho que eu
concordo com a Fernanda viu a gente caminha para uma direção interessante vamos ver que é bom né de se entender agora e ela falou rapidinho ali que é buscar informação aí que nesse caso né Doutor é o é o é o uso da tela consciente que a gente defende aqui também né tem muita tem muita coisa ruim mas tem muita coisa boa também espalhada por aí para finalizar eh eu tinha eu tenho uma dúvida que eu t desde o começo do Desde quando a palta chegou aqui para mim não sei se tem muito a ver
com a história ou se tem a ver mas como a gente falou eh de pessoas que estão ali em situação autolesivas e e e você citou o treinamento né que elas passam eh e e e a situação dos psicólogos que que entram nessa nessa história falou do contato telefônico viu na minha cabeça o cvv eh Existe algum tipo de de de eh não sei de de de tese ou de ou de de conceitos que você pode absorver da da terapia comportamental dialética para ajudar essas pessoas porque o doutor fala muito aqui no programa né muitas
vezes a gente vai ter um problema e a gente não vai ter um psicólogo a gente não vai ter um psiquiatra a gente não vai ter alguém e que é bom qualquer ter ter alguém né ter alguém é importante eh e Tem algum tipo da de de de conceito que a gente possa usar também no dia a dia para muitas vezes prestar ali um um primeiro Socorro né o o primeiro Socorro psicológico você comentou da validação né é primeira coisa da aceitar validar não não falar para que isso porque isso não precisa disso né Mas
beleza aceitamos que também no é vai ficar tudo bem deixa disso aceitamos e acolhemos e agora Uhum perfeito perfeito então tem esse ponto aceitamos e acolhemos de verdade tá de uma maneira G Ina né porque a pessoa que tá em sofrimento ela ela obviamente né ela passou por um histórico de invalidação muito grande então essas frases feitas né como vocês mencionaram né muitas vezes trazem um sofrimento muito maior então tem esse ponto sim do acolhimento e outras né orientações que podem ser dadas fornecidas em relação a Esse aspecto então por exemplo quem está por perto
de você quem você poderia acessar o que que você poderia fazer até esse mal-estar passar né outras vezes que você sofreu desse mal-estar né O que você percebe que foi né algo que te fez bem que te fez lidar com isso né e eu tô trazendo isso porque a emoção intensiva agravada desagradável ela tem uma duração as emoções elas vêm como ontas né então ela vem muito fortalecida né mas naturalmente né Depois de um tempo que vai variar para cada pessoa depender da sua sensibilidade ela tem Esse aspecto de redução então numa situação de crise
né por isso que é importante a pessoa conseguir acionar alguém a pessoa ela ela ter esse acesso a pessoa ser validado né O importante é que a gente pensa em manejos para que essa emoção consiga baixar de intensidade que a onda diminua táo então para para além desse acolhimento é compreender Nesse contexto dessa pessoa que rede de apoio que rede de suporte o que que ela pode se engajar né Para que né a espera dessa intensidade né seja menos angustiante possível Muitas vezes os nossos tratamentos são isso Ian são formas de esperar o tempo passar
com menos sofrimento né e com menos agravamento porque é o tempo que vai tratar muita coisa é o tempo que vai tratar o o a nossa ajuda é ajudar a pessoa a a esperar esse tempo passar e é isso né as ondas emocionais são assim mesmo complicado né a gente a gente é um bicho complicado é por isso que estamos aqui né EV por isso que estamos aqui prestando esse serviço ponto final humanamente desse desse final de semana a gente recebeu aqui a Dora Fernanda Calisto falamos um pouquinho sobre terapia comportamental dialética e Doutora obrigado
viu por ajudar a gente aqui na Band News FM portas sempre abertas aqui também pra gente discutir um pouquinho mais sobre isso obrigado a vocês pelo bate-papo pelo acolhimento na n reforma as perguntas foram conduzidas e claro tô à disposição né falar sobre saúde mental é sempre um desafio um tema necessário quanto mais informação de qualidade a gente poder trazer pro públ público em geral a gente tá contribuindo para fomentar uma nova cultura de fortalecimento e valorização da Saúde Mental é isso aí valeu Fernanda obrigado valeu humanamente é uma parceria da Band News FM com
o Instituto de psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP Estamos aqui todos os finais de semana eu Ivão Brandão e o Dr Daniel Barros mas agora é só semana que vem Doutor dialeticamente esperaremos é isso tchau