Saiba um pouco mais sobre a minha aprovação e sobre o meu percurso, a minha preparação para o concurso do TRF2, que eu fui aprovada em primeiro lugar. Vamos [Música] lá. Olá, Thaí Silva por aqui.
Seja muito bem-vindo ao meu canal. Por aqui você encontra diversas dicas de preparação para concursos públicos. E no vídeo de hoje eu trouxe para vocês aqui uma parte da entrevista que eu fiz pro estratégia concursos.
Não é novidade para ninguém que eu fui aprovada no TRF2 enquanto analista, inclusive fui aprovada em primeiro lugar, tomei posse em janeiro e já estou enquanto servidora do órgão. Mas eu fiz uma entrevista com Estratégia Concursos, eles me entrevistaram perguntando um pouco da minha preparação, como é que foi, e eu falei um pouquinho disso e eu resolvi trazer aqui para vocês. Então, tô aqui num cenário até improvisado, tô em viagem a trabalho, né?
Tô em viagem aqui no Rio de Janeiro pelo TRF para poder fazer um treinamento. E é exatamente por isso que eu resolvi num dia que é tão simbólico, que eu vim fazer um treinamento no TRF2 na sede. Lembrando que eu trabalho no Espírito Santo, mas eu vi vim pro Rio de Janeiro fazer um treinamento.
Resolvi trazer para vocês esse pedacinho aí da entrevista. Eu espero que vocês gostem. Se gostou, não se esqueça, já deixa aí o seu like e fique aí com a entrevista.
Olá, concurseiros. Olá, concurseira, sejam muito bem-vindos a mais um bate-papo com Aprovado, onde você tem a oportunidade de conferir aqui comigo a experiência e também a trajetória dos nossos alunos que foram aprovados em importantes editais de concurso público. Hoje nós estamos aqui com a Thaís, nossa aluna que foi recentemente aprovada em um dos TRFs e vai contar pra gente aí qual foi a estratégia que ela adotou para alcançar esse feito.
Muito bem-vinda, Thaíse. Pra gente começar o nosso bate-papo, eu vou pedir aí para que você se apresente pro pessoal, por favor, nos fal falando o seu nome completo, a sua idade, se você não suportar, é claro, onde você mora, a sua área de formação e o cargo e os concursos em que você já foi aprovada. Maravilha.
Eh, olá, pessoal. Meu nome é Thaís Silva, eh, Taís Alexandra da Costa Silva, mas todo mundo me conhece como Taís Silva. Eh, sou assistente social de formação, atualmente tenho 29 anos, fui aprovada no TRF2 como analista judiciária do serviço social em primeiro lugar.
Então, a Letícia perguntou um pouquinho, né, da minha trajetória. Eu já tenho aí mais de 8 anos no mundo dos concursos, fiquei um tempinho parada, voltei e assim eu fui estudando. E o TRF2 foi o meu último concurso, o concurso que eu decidi fazer.
Eh, dentro da minha da minha preparação e ao longo de todo o meu percurso enquanto concurseira, eu sempre tive uma meta de passar em primeiro lugar. E apesar de já ter passado em outros concursos, já passei em outros concursos de tribunais, assumi no TJM, assinei termo de desistência no TJSP, fui aprovada no TJMG, no TRF3, MPMG, MP do Paraná, três prefeituras, uma Câmara, um Conselho, Assembleia Legislativa de Goiás. Então, eu tenho 12 aprovações aí ao longo do processo, mas eu não tinha nenhum primeiro lugar e eu queria muito esse primeiro lugar para poder, digamos que encerrar com chave de ouro a minha a minha vida enquanto concurseira.
E foi quando eu resolvi fazer esse concurso do TRF2 e fiz a minha preparação toda voltada com o curso do Estratégia. Muito bom. Olha só, gente, muitas aprovações aí, Thaís.
E conta pra gente o que foi que te motivou a ingressar nesse universo de concursos públicos e quanto tempo você tem já de trajetória aí de estudos, né, para esses concursos públicos? Então, na verdade, né, eh, desde quando eu era muito nova ali, por volta de 17, 18 anos, que foi na época que eu entrei na faculdade, eu sempre quis ter mais qualidade de vida, ter estabilidade, não queria passar perrengue, né? Eu tinha muito receio de acabar a faculdade e não saber o que que eu ia fazer, para onde que eu ia trabalhar.
Eh, eu via muito, muito socateada às vezes processo seletivo, o pessoal tendo que pedir vaga para prefeito, para vereador. E era uma realidade que eu não queria ter. Eu queria ter um um cargo que eu passasse pelo meu mérito e que eu não precisasse ficar babando ovo de chefe.
E para mim o que mais pesava era o medo de ser mandado embora. Era uma coisa que eu não queria. Então eu entendi que o concurso público para mim seria um caminho.
E aí quando eu avaliei e fui entendendo um pouquinho mais da possibilidade de ter estabilidade, da qualidade de vida que isso iria me proporcionar, eu entendi que esse era o meu caminho. Para mim tem algo muito marcante na minha história. Voltando da faculdade, eu comecei na faculdade com 17 anos, foi até 20 anos, fiz os 4 anos e um dia, né, eu trabalhava o dia todo e só tinha a noite para poder eh trabalhava o dia todo, à noite estudava, né, na faculdade e no final de semana eu estudava alguma coisinha para concurso.
E nesse meio tempo entre entre trabalho e e faculdade, quando sobrava tempo, eu via alguma coisa também e era muito puxado. E eu saía da faculdade por volta de 10:20, às vezes 10:40. E eu sempre pegava ônibus lotado.
E um dia eu entrei no ônibus, ele tava tão lotado que eu tive que ficar na porta da frente, bem na frente do motorista, espremida. Eu não conseguia virar porque era muita gente. O ônibus vinha do centro, a minha faculdade já não era no centro e não tinha lugar mais para mim.
E aí olhando pra porta do ônibus, eu falei: "Eu não quero essa vida para mim. Eu quero fazer concurso público e eu não vou passar mais por essa realidade. Para mim, eu eu lembro disso muito claro e e foi a minha virada de chave.
Foi aí que eu entendi que eu tinha que estudar e a partir daí eu comecei a estudar para concurso, me organizar. E daí para lá fiz o meu primeiro concurso, fui aprovada com seis meses, foi numa prefeitura. Quando me convocaram, eu não tinha ainda nem terminado a faculdade, ainda não tinha apresentado TCC, mas consegui resolver tudo rapidinho na faculdade, apresentei TCC, colei grau de forma antecipada para poder assumir isso lá em 2017, que foi meu primeiro concurso em janeiro.
Fiquei um tempo nessa prefeitura, mas eu queria mais. E aí eu comecei a olhar paraa área de tribunais e aí comecei a estudar, a fazer concursos mais voltados para essa área. 2019 eu tive três aprovações que foi a minha virada de chave que foi quando eu aprendi a estudar.
E dali para lá eu venho reforçando sempre a minha base. Alguns concursos eu estudei muito com a base que eu construí. TJSP, por exemplo, eu estudei mais por questões e consegui a aprovação.
Fui nomeada, não tomei posse e optei por assinar termo de desistência e vinha nessa caminhada, nunca fazia mais uma base completa, porque eu já tinha uma base estabelecida. E quando veio esse concurso do TRF2, eu resolvi fazer diferente, que foi aí que eu entendi. Eu já tenho uma base acumulada, eu consigo ser aprovada.
Às vezes sou aprovada em terceiro, em quarto, em oitavo, mas no TRF2, se eu quiser ser nomeada, eu tenho que ser aprovada em primeiro lugar. Eu coloquei isso na minha mente. O segundo lugar para mim não dá, eu preciso do primeiro.
E aí, o que que eu fiz? Eu entendi que mesmo com a minha base acumulada, eu precisava construir base de novo. Então eu até brinco que eu me desvesti dessa do que a gente tem, dessa eh talvez uma arrogância ou uma certeza de que a gente já sabe, que a gente já domina.
E eu parti do princípio que eu não dominava nada, que eu precisava construir base. E aí eu montei um planejamento, peguei o curso do Estratégia, organizei as aulas e falei: "Não, vou estudar aqui agora". como se eu nunca tivesse visto essas matérias antes, porque eu realmente preciso de uma nota diferenciada para conseguir ser aprovada.
E foi isso que eu fiz, organizei e aí fui estudando da forma como deu numa rotina não favorável, nunca é. Então, sempre trabalhando o dia todo, tendo pouco tempo para estudar, mas fazendo o que a gente tem que fazer enquanto concurseiro, que é dar o nosso melhor. Olha só, Thís, assim, realmente, além de falar muito bem que realmente a gente fica aqui preso, né, na história da da Thaís, você tem uma trajetória muito crescente, né?
Você sempre quis mais, sempre. E você falou que teve uma virada de chave pro concurso do TRF da terceira região. O que foi que você fez de diferente que você não tava fazendo anteriormente?
Foi ali a rotina, a estratégia, o material? Então, o que que o que que eu fiz? Assim, eu já estudava com com estratégia, já tinha feito muito material, já tinha feito muita questão, só que às vezes o que eu percebia que eu deixava um pouco a desejar, como eu já tinha uma base, era voltar pra teoria.
Então, sempre tinha aquele assunto ou outro, quem te acha mais chatinho, quem te vai ignorando. E aí eu entendi que eu não poderia ignorar. Então, o que que eu fiz de diferente dessa preparação?
Peguei aqueles assuntos que eram batidos, caíam na maioria dos concursos, mas que eu sabia que eu tava mediana, que eu precisava melhorar naqueles conteúdos e eu construí base toda de novo, como se eu não soubesse nada. Peguei os PDFs, fui estudando, fazendo meu próprio material. Nessa época até comprei um tablet, eu acho que foi muito bom, que eu sempre gostei de material manuscrito e aí eu sei que o tablet dá uma facilidade muito grande.
Então comprei o tablet para eu poder me deslocar levando ele, fui fazendo material ali, fui fazendo meus esquemas e isso deu realmente muito resultado. E alguns assuntos que para mim eram novos, né? Eu estudei sustentabilidade e eu nunca tinha estudado antes.
Eu resolvi até ver videoaula, então vi do professor André, pegava as aulas ali, ia vendo dele e tal, entendendo um pouco melhor. Tinha algumas partes que eu tinha noção, outras não. Muita coisa nova para mim.
Parte mais voltada do TRF, de códigos, de coisas que eu não tinha dimensão. Vi alguns vídeos também. E a revisão de véspera, né, que é sempre fundamental, que eu sempre falo com todo mundo, que não tem como não ver revisão de véspera.
Eu acho que a gente não pode entrar na pilha, né, ficar pilhadão um dia antes. Agora veio revisão de véspera essencial e na revisão eu consegui garantir umas três questões que eu lembrava do professor falando e dando exemplo lá na hora da prova. Então eu acho que também fez muita diferença.
Muito bom. E ó, pessoal, revisão de véspera que a Thaí mencionou. Fica disponível gratuitamente aqui nesse mesmo canal onde você está nos assistindo na véspera da sua prova.
Os principais concursos públicos sempre tem revisão de véspera e a gente acompanha aqui das 8 da manhã às 6 da tarde, geralmente aos sábados, que é as provas são aplicadas aos domingos e aos sábados a gente faz a revisão de véspera que fica mais uma vez disponível gratuitamente. Realmente é imperdível. Thaís, além dos resumos que você já tinha, né, ali a revisão de conteúdos que você já conhecia, mas não tinha um conhecimento assim tão aprofundado, você estava ali mediana, quais ferramentas te auxiliaram aí nessa caminhada?
Você é aquela aluna mais de PDFs, mais de videoaulas, mais de questões, chegou a fazer algum simulado? Utilizou alguma ferramenta exclusiva do estratégico como a trilha, o passo estratégico? Usei o passo.
O passo eu usei porque teve um momento, como a minha rotina sempre é sempre foi muito corrida, né, e eu trabalhava o dia todo e eu conseguia me organizar alguns dias, eu tava conseguindo estudar 2 horas, né? Então, é um tempo bem relativamente pequeno. Eu apostei em fazer PDF no conhecimento específico e nas outras matérias que eu já tinha mais domínio assim, né, um constitucional, administrativo, assim, que eu já tinha uma noção um pouco melhor na parte do direito.
Eh, aí eu peguei pelo passo, porque aí era um material mais resumido e aí eu precisava otimizar também a minha rotina de estudos, porque senão não conseguiria ver tudo. Se eu não me engano, acho que teve direito penal também, porque são muitas provas, a gente começa a confundir, mas eu acho que tinha direito penal também, que foi que eu tive que ir na lei seca e depois eu só complementei com a revisão de véspera, que foi aí que eu ganhei uma questão, uma das questões que eu ganhei foi dessa parte lá dos crimes. Muito bom.
E Thaís, agora já com essas várias aprovações, mais de 10 aprovações, você consegue identificar quais foram os seus erros e acertos nessa caminhada até o TR da segunda região? Sim, com certeza. Sim, para mim, o primeiro erro e que eu sempre falo é que eu não tinha no início da minha trajetória uma área de foco definida, né?
Então, como eu já sou eu era assistente social e aí eu comecei a fazer concurso de assistente social e depois eu comecei a fazer concurso de nível médio, concurso de técnico. No início é muito normal a gente ficar perdido, né? A gente não sabe o que fazer, quer mirar para muito lado e aí é um problema, porque a gente não consegue se tornar expert nas matérias.
Então esse para mim foi um dos grandes erros, bem no inicinho da minha preparação, não ter uma área de foco definida, mas quando eu recalculei a rota a partir de 2019 eu consegui ter uns resultados bem interessantes e dali para lá eu só fiz concurso na minha área de formação e deu muito certo. E uma coisa que eu entendo que é o diferencial é a base, porque quanto mais você estuda dentro daquelas matérias que normalmente caem pros concursos que você vai fazer, mas você vai reforçando esse conhecimento. Então foi por isso que eu defini a área muito clara e fui trabalhando sempre em torno daquele núcleo duro que foi me dando base.
Muito bom. E quais são os planos a partir de agora? Aposentar a caneta?
Vai continuar estudando? Não é possível, né, gente? Olha, eu sempre digo que até então eu aposentei.
Eu gosto muito de fazer prova, tô dando um tempo, confesso, mas eu não posso dizer que eu parei totalmente, não. Nunca se sabe o dia de amanhã, né? Por enquanto tô bem no TRF.
O concurso foi homologado em dezembro e eles me chamaram já em dezembro, janeiro eu tomei posse, já assumi, tô trabalhando com a manalista, mas nada não se sabe do dia de amanhã, né? Então não posso fechar as portas também. É isso aí.
Tá aí já com diversas dicas práticas. Queria concluir então nosso bate-papo agora com a mensagem pessoal pros concurseiros que também estão sonhando aí com pelo menos uma aprovação, né? Não precisa ser mais de 10, mas pelo menos uma.
Sim. Uma uma um recadinho que eu gostaria de deixar para vocês, pessoal, é que muitas vezes a gente olha pra nossa rotina, a gente olha pro nosso dia a dia a gente acha que a gente não vai conseguir alcançar. Eu vim de família pobre dentro da minha família eu sou a única pessoa que tem um nível superior.
E eu sei que às vezes pode ser muito difícil quando a gente olha pra nossa trajetória, pra vida dos nossos pais, pra vida que a gente tem, pro trabalho que a gente tem. Eu contava moedinha para poder pagar o ônibus. E a gente começa a duvidar.
a gente acha que a gente não vai alcançar, a gente acha que é muito difícil, que o tempo é pouco, mas eu posso dizer para vocês, por experiência própria, por experiência vivida, que é possível, pode demorar, mas a vitória vem. Então, perseverem, não desanimem. Se a gente tá cansado, a gente descansa, mas não desanima do seu sonho, porque você vai chegar lá.
É isso aí, Thaís. Parabéns pelas aprovações. Muito obrigada por ter tido a disponibilidade de vir aqui.
Foi um prazer enorme conhecer você, um pouquinho da sua história. Se você não aposentar a caneta, tenho certeza que vai ser aprovada novamente e que você retorne aqui o nosso canal para eu mais uma vez bater esse papo com você, viu? Muito obrigada.
Combinado. Nada. Um abraço.
Abraço. E para você que nos assistiu até o fim desse bate-papo e assim como a Thaí também quer ser aprovado no concurso público dos seus sonhos, acesse o link pro material mais acessado e que mais aprova concurseiros do país. Ele vai ficar aqui embaixo.
Eu encerro por aqui. Aguardo vocês nosso próximo encontro. Ciao.
Ciao.