[Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] triação preparar para o pouso o que que eu falo o título do documentário é a chamada do documentário a chamada do documentário fala sobre existencialismo humanismo eu já começaria uma operação já a princípio a chamada do documentário já me provoca uma certa inquietação porque humanismo existencialismo tudo isso já para mim já implica nenuma crítica né todo ismo é o reducionismo é a redução de um determinado saber aqueles princípios aqueles fundamentos por isso que normalmente eu falo psicologia existencial e não existencial psicologia humanista e não humanismo porque eu compreendo que essas psicologias
que nós chamamos de bases fenomenológicas eh já tal como a própria fenomenologia nos encaminha é muito mais uma abertura e não uma redução Então o que a gente quer é abrir o pensamento abrir a ideia para muitas possibilidades tal como é a própria existência humana existência é o próprio possível para os possíveis né existência é a liberdade é angústia como Liberdade da possibilidade para as possibilidades por abertura fenologia é entender então A fenomenologia que que é A fenomenologia se a gente olhar A fenomenologia pelo viés da filosofia a gente vai pensar na fenomenologia como uma
epistemologia ou seja como um modo ou um caminho de conhecimento do modo como se dá o conhecer então toda a epistemologia quer saber de onde vem o conhecimento e de que modo se pode conhecer então A fenomenologia é como filosofia ela aparece para de alguma forma rebater o empirismo e o o idealismo e com os seus dobramentos idealismo que vai que pode ser visto como racionalismo ou seja de um desdobramento do racionalismo e eh um empirismo como um dos desdobramentos do Realismo então cada uma delas vai dizer que se conhece por exemplo no idealismo a
partir da ideia então a origem todo conhecimento está na ideia e o realismo diz que tudo que se conhece se dá a partir do Real então nós temos aí duas perspectivas que são dicotômicas ou seja eh isso não quer dizer que se abandone a outra parte ou seja o empirismo NS está dizendo que não precisa da Razão nem a razão não tá dizendo que não precisa do empírico só que no idealismo a a a razão tem soberania e no empirismo a soberania do Real quando A fenomenologia surge o objetivo da da fenomenologia em Russel é
justamente romper com essa dicotomia que privilegia um dos modos ao outro então o que rúsia tá dizendo é essa soberania não está nem na razão nem no real ela está naquele lugar onde razão e real se encontra eu meio eu tento dizer assim na fenomenologia Se você retirar uma das partes ou se você tirar a potência de uma das partes a outra desaparece porque uma só pode se eh existir com a outra é cor originária é isso que a gente chama cor originária ou seja aparecem juntas então no empirismo Não há nada é qu originário
tudo nasce de uma das partes no no racionalismo não é nada com originário tudo nasce a partir da outra parte e rússio então precisa romper com essa dicotomia e rompendo com essa decodom des todo conhecimento nasce do encontro relação relação relação isso aí bom isso interessa pra psicologia interessa muito então vamos ver nós podemos falar agora de três psicologias uma psicologia que abraça esse pensamento racionalista e que vai colocar toda a a sua o seu saber psicológico no sujeito na consciência e vai dizer tudo nasce aqui eh isso é a origem de tudo ou então
vai dar mais valor mais prevalência a razão ao sujeito e o empirismo vai dizer não a mente é uma tábula rasa tudo na nasce da tudo nasce do meio do mundo do das eu não vou chamar de experiência porque experiência para mim é outra coisa mas do empírico do real e A fenomenologia vai dizer assim bom e os dois sem dúvida eh criam possibilidades para que apareça uma psicologia Sem dúvida nenhuma eu preciso dessa ideia racionalista para dizer existe uma consciência existe um psiquismo existe um sujeito que tem determinados elementos e que esses elementos têm
uma estrutura e uma dinâmica própria que é justamente a estrutura e dinâmica que dão bases para que surge o psiquismo como se o psiquismo fosse algo também naturalmente dado e aprioristicamente dado mas existem psicologias que se apoiam no empirismo e dizem que a mente é uma tábula rasa e que a partir do mundo que esse psiquismo se constitui e há algumas leis que eh cadenciando a formação desse psiquismo que a gente vai chamar de comportamento também existe o que A fenomenologia tá dizendo é que não existe nada nesses polos tudo só vai se constituir nesse
encontro isso é relação é existência por isso que psicologia existencial é a psicologia que vai pegar o modo de ser na própria existência nesse próprio encontro né então a psicologia bebe dessa essas Fontes evidentemente senão a psicologia não se constituiria tal como se constituiu né ela não existiria eh do mesmo jeito que a Sociologia né não existiria nem a antropologia porque elas partem desses pensamentos filosóficos de Base ok depois elas ganham autonomia porque depois depois que eu construí o psiquismo por exemplo a psicanálise depois que ela constrói o psiquismo ela não precisa nem mais falar
que a a epistemologia de Base é cant mas é óbvio que a psicanálise é canana como base do pensamento é cant Ok então o que que a gente vai dizer como base desse pensamento é A fenomenologia e A fenomenologia é base por quê E é base de quê das psicologias que priorizam a relação prioriza a relação ao sujeito e ao mundo não Tá negando que eles não existam só tá dizendo que tudo nasce desse encontro dessa relação né a gente até podia falar assim as psicologias com ênfase na relação uhum né e a gente fala
psicologias de base fenomenológica O que que a gente tá querendo dizer com isso é de base fenomenológica porque a base do pensamento filosófico não é por exemplo nem o empirismo nem o racionalismo quer dizer de onde a gente pensa de onde vem o o pensamento pra gente eh pensar na existência e não no homem que a gente nem vai usar mais a palavra homem e por que que a gente Evita usar essa palavra homem embora as filosofias usem muito eh porque homem te remete a algo da Ordem do biológico e a evolução né da da
coisa é e do biológico né que a gente sabe que o que domina o pensamento hoje é o biologismo quase tudo a gente tenta mostrar que é biológico eu não tô negando que o biológico tenha seu lugar mas o lugar que me interessa é o da existência eu não sou médica eu não vou atuar no biológico Onde eu posso atuar é no modo como uma pessoa articula existência é isso então que dá bases condições para que a gente fale de Psicologia de bases fenomenológicas E aí a gente vai pensar né mas então Quais são as
psicologias de base fenomenológicas propriamente ditas né as psicologias de bases fenomenológicas propriamente ditas são aquelas que priorizam a relação e não prioriza nenhum dos polos A questão não é negar que os polos existam a questão é qual é a prioridade vamos lá aquelas que priorizam o Polo do do idealismo elas partem da ideia de que existe uma estrutura psíquica Prior aquelas que partem da do do do empirismo elas participam da ideia de que a priori O que é existe é o mundo e aquelas que partem da ideia de que essas duas coisas não é prioridade
que a prioridade é a relação nós podemos chamar de Psicologia de bases fenomenológicas ou até encontrar um outro nome né que é muito difícil encontrar aqui você tem os cocos de Guariroba e aqui uma Guariroba Menor Ela vai abrindo algumas folhas as folhas vão se diferenciando E aí quando ela tá média digamos assim um bom momento para cortar para comer ah já se perdeu já peru [Música] l eu tô preparando agora uma apresentação em que eu vou falar sobre a terceira margem do rio do Guimarães Rosa eh é óbvio que eu vou falar do entry
né para poder falar da da Clínica né porque tudo que se dá por exemplo numa relação Clínica é no entre não é em uma um dos polos quer dizer embora algumas psicologias né Eh considerem que é um dos polos um do um do os polos é o que observa e o outro Polo é observado e o que observa observa a partir do que ele chama evidência por exemplo então ele meio que retira aquilo que ele vê do fluxo e com isso ele consegue dizer você é Uhum você tem essa característica como se a característica pudesse
existir fora da existência bom mas por que que eu tô falando da ideia do Rio o próprio Guimarães Rosa quando ele fala do pai né que vai morar na terceira margem do rio com a sua canoinha que ele construiu o que que para mim o que que Guimarães Rosa tá falando né que existem as duas margens vamos lá continuando a conversa Realismo por um lado e pirismo pro outro existem as duas margens mas existem existe também uma margem que a gente não considera margem que é a do fluxo é a do fluxo espacial e temporal
uhum eh e esse fluxo especial espacial e temporal mesmo porque é fluxo não é evidente nunca uhum nem apreensível nem descritível exato É fal áu falando em Água né de um pouquinho da água aí ó essa água veio do rio ó é mas não é mais rio mas não é mais Rio é água né ou seja a ideia do Rio é exatamente isso né Ou seja a ideia da existência por exemplo por que que uma Psicologia de base existencial não vai trabalhar em laboratório porque trabalhar em laboratório implica em tirar aquilo que você quer estudar
do fluxo uhum exatamente aí eu tirei do fluxo eu não tenho mais a existência eu tenho um comportamento dado sobre determinadas condições como é que eu vou alcançar a existência se eu tiro as as variáveis com as quais a existência acontece o acontecimento da existência desapareceu Agora sim agora quando eu retiro eu posso falar das evidências eu digo assim a pessoa resolve determinado problema com o pensamento abstrato mas eu tô vendo a pessoa eh n um quadro eu limitei eu tirei a pessoa do fluxo igual como eu tirei esse essa água do rio Hum e
o que eu estou vendo mais não é o rio é a água n um copo do mesmo jeito na existência se eu levo pro laboratório o que eu tô vendo mais não é existência Mas é uma pessoa que resolve um determinado problema em determinadas condições em condições controladas algo que a existência nunca é existência humana ela é surpreendente e ela tal como um rio ela não pode ser a analisada fora do seu fluxo porque aí eu tô analisando outra coisa eu tô vendo outra coisa mas o acontecimento da vida ele desaparece né Vamos chamar de
acontecimento existencial para não confundir vida com biológico [Música] né acho que a psicologia existencial se baseia principalmente naquilo que é trazido pela pelo sujeito a partir da experiência né então tem um foco grande aí a Ana falou não é empirismo Não é esse tipo de experiência mas é a experiência de vida então eu diria que a psicologia existencial tem também como marca eh o modo de olhar pra angústia né essa esse esse foi um ponto de discussão eu acho que comum a todos os grandes filósofos da existência se a gente pegar desde o Kirk depois
niet depois Sartre ah depois alber cami depois bube então essas pessoas estão falando da angústia primeiro como parte da condição humana né depois a angústia como parte do movimento existencial então a angústia é aquilo que nos coloca em movimento e a psicoterapia existencial nas suas variações todas Traz essa angústia pra cena terapêutica primeiro porque que é algo que a gente contemporaneamente acho que tende a evitar muito né a angústia passou a ser vista na sua valoração negativa e a gente vai ter em heidegger eh em Kirk gard em sre eh essa angústia sendo olhada Como
peça fundamental de incômodo que a gente tem de perturbação que a gente tem E que nos coloca sempre em movimento que nos coloca para andar né e e para buscar buscar as novidades do mundo para buscar o novo na nossa existência Então acho que esse olhar sobre a angústia né é algo que dentro da psicoterapia A gente ajuda a pessoa a se aproximar dessa angústia numa outra conotação que não seja eminentemente negativa eh e a gente dá muito valor para aquilo que a pessoa experiencia pro modo como ela vivencia eh afetos como ela vivencia mundo
pro modo como ela vivencia as relações então Eh eu diria que isso é o que é o que dentro da psicoterapia existencial combate as prescrições do mundo né então é colocar a pessoa em contato com aquilo que ela tá experienciando e tentando ver como aquilo é importante para ela independente do que está prescrito independente do que se espera até para ela ter a liberdade de fazer o que se espera se for essa a decisão né acho que também se trabalha muito dentro da proposta existencialista a responsabilidade que a pessoa tem com a própria existência Isso
tá muito presente por exemplo no Sartre né ele vai dizer que a gente não pode se esconder da liberdade então a gente tem que assumir a liberdade porque até o esconder-se até o negar a liberdade é o uma escolha que demanda responsabilidade pelos efeitos Então acho que essa também é uma temática importante né a gente às vezes recebe muito no consultório aquela pessoa que tem um olhar pro mundo meio vitimista o mundo é mal comigo Ah o mundo me tornou alguma coisa que eu não quero que eu não gosto então a gente traz paraa cena
também essa responsabilidade pela mudança pelo movimento que você faz dentro da sua existência e Pelo modo como as suas relações são constituídas né então acho que essa é uma questão essas todas são questões muito caras a psicoterapia existencial e no modo como ela influencia outras psicoterapias acho que também essa é uma marca importante essas né são marcas importantes por exemplo na gestão de terapia a gente vê muito do existencialismo da proposta existencialista Nessas questões responsabilidade experiência sobretudo N E aí eh eu diria que o existencialismo se espalha por outras áreas da arte ah do da
filosofia da sociologia do cinema exatamente todas as suas formas artísticas eu acho que a gente tem ali a marcação do existencialismo e seja no cinema alemão por exemplo né seja na pintura na literatura como você tá dizendo o existencialismo tem tem influências amplas porque ele nos coloca para pensar questões que vinham sendo pensadas de um jeito muito influenciado pela psicanálise principalmente né como se só pela psicanálise se pudesse alcançar alguma reflexão profunda e daí o existencialismo vai nos mostrar que não é bem assim então a psicologia humanista eu acho que aí fazendo um contraponto né
com o que a gente falava eh sobre a influência do do existencialismo acho que a psicologia humanista psicoterapia humanista tem como marca principal o otimismo né se a gente pega o Rogers especialmente no primeiro momento do Rogers a gente ainda tem muito a ideia de que e é possível eh quase que extrair da pessoa a melhor versão dela se você for capaz de amá-la então Rogers vai acreditar que o terapeuta teria Esta função esta tarefa de amar o seu cliente para assim fazer com que ele sinta que esse amor é transformador né E que esse
amor representa de certa maneira o amor que a humanidade também pode sentir por ele então eu diria que o humanismo Eh aí falando do humanismo na psicologia ele vem com a característica de retomar né Isso tá inclusive na carta do Maslow quando ele se dirige a comunidade de pesquisadores né ele vai dizer eu eu gostaria de retomar coisas que se perderam Porque estávamos aí num século entre guerras né o momento em que o movimento humanista em em psicologia aparece a gente tá ali entre a segunda guerra entre a Primeira Guerra desculpa e a segunda guerra
mundial então de maneira geral o clima no ocidente era um clima pessimista então o Maslow tinha a preocupação de congregar pessoas que estivessem interessadas em Pesquisar temas que ele considerava mais elevados então amor amizade os altos valores ele chamava assim né por isso que ele convida pessoas para compor a chamada rede eupsiquiana Então se o Rogers tem um papel fundamental na popularização do movimento o Maslow tem um papel fundamental na organização do movimento na sistematização na proposta de ter um um lugar um espaço de escoamento dessa produção né Essa produção não era aceita nas revistas
que circulavam tanto que Rogers e Maslow vão fundar um jornal de Psicologia uma um periódico específico de psicologia humanista exatamente para trabalhar com isso que eles achavam que poderia traduzir o potencial da humanidade que tava se perdendo pelo clima pessimista geral então eu entendo que isso ficou reverberante na psicologia humanista na na psicoterapia humanista especialmente sobre a influência desses fundadores aí né esses fundadores do Movimento em psicologia Então entendo que o otimismo a preocupação em mostrar pro cliente e colocar na relação terapêutica uma noção de amor né uma noção de aceitação Incondicional eh e aí
no caso do Rogers né Especialmente na primeira parte da sua obra a tendência atualizante que depois eh isso isso vai perseguir a a a a teoria do Rogers mas e ele vai mudando de de ênfase né ele vai deixando de enfatizar isso para ir enfatizando a questão da experiência ele também eh mas eu diria que a psicoterapia humanista tem para mim essas duas características mais marcadas a de acreditar nesse potencial humano de entender que ah a gente tem um potencial de crescimento paraa realizar e que a principal tarefa da terapia é essa né de colaborar
para que o cliente para facilitar ah a vida do cliente no sentido de que ele alcance o seu potencial Total seu potencial pleno de crescimento e aí pro Rogers uma das Ferramentas para se fazer isso é o amor bom eu trabalho com Guess de terapia né e é interessante porque acho que a abordagem também escolhe a gente é quase inescapável né já contei essa história várias vezes mas eu fiz estágios em psicanálise e eu fui desencorajada a seguir pelas supervisoras porque eu falava muito né fazia muitas intervenções eh então na gestalte terapia eu achei o
espaço para me apresentar também como instrumento terapia né Não só pela projeção Mas pela criação também pela criação da relação né entendendo que ali eu represento uma parte desse Campo eh que produz a relação terapêutica e ainda interessante dizer G terapia é uma terapia de base fenomenológica de base existencialista de base humanista né são muitas as influências E isso também me faz admirar a guest terapia porque ela admite as influências que ela teve e de certa maneira eh todas essas influências se juntam para formar uma teoria própria né formar uma proposta interventiva própria e que
sinaliza para para esse campo entre terapeuta e cliente ou paciente ou consulente eh um campo de cocriação né Não no sentido que essa palavra ganhou aí meio banalizada mas no sentido de entender que criamos juntos na relação terapêutica e só naquela relação naquele espaço criamos juntos né terapeuta e cliente eh não só a relação mas os afetos o que circula ali o que aparece ali e e que vem do estar no mundo do cliente é uma criação em que o terapeuta também participa da qual o terapeuta participa ativamente então Eh como uma psicoterapia que tem
como base humanismo fenomenologia existencialismo e não é só cada uma dessas me sinto muito satisfeita na gestalte terapia a gente pode começar por aí acho que vai ficar legal e eu recebo muito essa pergunta se se A fenomenologia existencial trata transtorno de Déficit de Atenção se trata depressão se trata e esquizofrenia Eu costumo dizer não nós não tratamos transtornos mentais nós cuidamos de pessoas e o que que isso significa na prática não é porque parece bonito não tratamos transtornos mentais cuidamos de pessoas parece slogan de campanha né mas na verdade nós estamos procurando singularidade então
o que que existe para além de um nome o que que existe eh nesse sofrimento que nem tem nome nesse sofrimento que nem tem tem nome e eu e Larissa tivemos trigêmeos agora e muito interessante que realmente né nós tivemos que assim nos valer e sou muito agradecida por isso aos recursos da Medicina das pesquisas o que tinha de de melhor ao nosso alcance né aqui na nossa na nossa cidade na nossa região e assim tem tem caminhos muito bem definidos para coisa né mas quando a gente tá falando em Saúde Mental Não é assim
que se dá porque tem elementos que só aparecerão nesse encontro clínico e quando quando eu faço algo que parece assim absurdo que é abrir mão do meu saber que é abrir mão desses aspectos então Gerais para fazer um mergulho nesse fluxo né para ir pra terceira margem do rio e encontrar aquilo que só se mostra ali dentro dessa singularidade vivemos tempos em que nomes são importantes nós vivemos os tempos em que diagnósticos são importantes e o foco de interesse então é buscar aquilo que tá para além do diagnóstico buscar para aquilo aquilo que tá além
do nome que muitas vezes nem tem nome quando o nosso gabinete surgiu surgiu para pensarmos o nosso fazer clínico e para ensinar mesmo da teoria a prática prática Clínica quando eu fiz o convite para Feijó para fazermos o clínica da existência e foi uma grata surpresa ela se aceitar foi um encontro muito bacana né nós três Larissa eu e ela para falarmos mesmo de prática Clínica é isso que eu queria levar o aluno para esse encontro com o fazer Clínico para responder dúvidas do tipo como é que é isso que eu Oli lá no livro
Como é que eu uso ali no consultório ali com o meu paciente se você tem um paciente que chega e diz eu tô muito cansado do meu trabalho tô pensando em sair nesse trabalho Nós temos muitas coisas para explorar aí por exemplo a palavra cansado ele usa essa palavra cansado então você vai com ele até esse cansaço você vai com ele el até essa palavra cansado você mergulha com ele nesse cansaço você acompanha esse fluxo queria te ouvir me contando mais de como é esse cansaço queria que você me Contasse e como é o seu
dia no trabalho e me me conta uma cena em que você se sente muito cansado ou quando você tá vivendo o seu dia de trabalho você tá pensando lá sobre isso sobre estar cansado Isso é uma consciência que vem depois quando você finaliza quando você tá em casa quando você faz uma comparação então mergulha com ele nesse cansaço tentar entender eh o que que esse cansaço convida essa pessoa a fazer quando você me diz que tá cansado tirar férias te parece algo que levaria alguma solução para isso o que que seria uma solução E aí
é muito interessante Olha a palavra solução aqui né O que que te parece uma possível Solução Não É o terapeuta que vai apontar essa mudança esse caminho de mudança mas eu vou abrindo com ele de modo que ele consiga pensar experienciar ou seja sentir mais coisas ele consiga também enxergar ver né ver parece uma palavra até um pouco mais completa para cá e que que ele vai ver ali De repente nessa conversa ele vai dizer sabia que eu nem queria ter seguido essa profissão E aí ele vai te contar alguma coisa que aconteceu em âmbito
familiar e você pode explorar algo para nós fundamental que é a relação desse paciente consigo mesmo num segundo momento você vai pode de repente explorar a relação desse paciente com os outros explorar um um terceiro aspecto que é a relação dele com o mundo e aí ele de repente vai te contar que sente que eh seria importante para ele ter pegado esse caminho profissional porque nesse caminho profissional por exemplo tem uma remuneração maior do que um outro caminho profissional que ele pensava em seguir então quando a gente tá falando em perspectivas de base fenomenológico existencial
nós não perdemos de vista eh essa esse essa questão relacional né ou seja como esse paciente se articula com a vida se articula com esses elementos em questão que estão surgindo no diálogo que estão surgindo nessa história que ele tá contando para você na psicologia humanista tem a palavra autenticidade e autenticidade não é uma volta para um eu essencial a gente não acredita em eu essencial então quando eu tô falando de autenticidade eu tô falando de encontrar o que naquele momento parece mais legítimo mais honesto para esse paciente né não você encontrar por ele mas
ouvindo sustentando esse espaço do encontro terapêutico com ele desse modo então entendemos que ele pode ter esse encontro consigo próprio e com aquilo que é mais legítimo para ele então o trabalho da terapia é um trabalho em que nós estamos fazendo esse mergulho com o paciente ou limpando né tirando essas prescrições do mundo para que ele consiga encontrar o que é mais honesto para si tomar o seu caminho eh quando eu falo tomar o seu caminho não pense que ele vai fazer isso de um modo leviano ou de um modo em que ele não tenha
o mundo contrastando com ele né mas é justamente uma tensão entre entre esse eu entre ser alguém entre ser quem ele é e estar no mundo onde ele vive então acho que é muito interessante o terapeuta chegar e ou procurar caminhos para que a gente consiga chegar nesse lugar do eu quero eu quero e às vezes sustentar o eu quero mas eu não devo e quem é que disse que não deve e poder colocar isso sempre no jogo ali na conversa então a gente tá falando de liberdade a gente tá falando de responsabilidade a gente
tá falando de autenticidade a gente tá falando de angústia nós estamos falando de escolhas de finitude né e e tudo mais e essas psicologias levantaram como questões principais quando eu vou explicar para um paciente o que eu faço ou até em aulas eu costumo dizer que o terapeuta é alguém que tá junto com esse paciente para repensar relações pressas e certezas então relações como esse paciente relaciona consigo com os outros e com o mundo todas as pressas tem pressa para alcançar tal coisa e por quê E o que isso vai mudar e aí quando quando
você alcançar isso que você tava imaginando eh o que que vai sobrar será que vai ter chegado de fato lá porque é muito interessante n como a gente vai procurando determinadas seguranças assim o que que sobra depois que você chegou nesse lugar de segurança então a relação com o mundo né a relação com as pessoas ão relações pressas e certezas às vezes esse paciente chega muito certo de que algo é aquilo aquilo mesmo e não é que ele esteja errado mas é que aquilo é aquilo mesmo e pode ser mais um monte de outras coisas
ou eu posso inaugurar um novo jeito de olhar para aquilo se eu vou construindo boas perguntas e se eu vou sustentando com esse paciente não só a partir das perguntas mas Inclusive a partir do silêncio ou de até afirmações eu vou sustentando com esse paciente uma uma curiosidade uma descoberta e eu diria que esse terapeuta existencial humanista tá trabalhando Então elementos da liberdade e do conflito dessa Liberdade voltando para esse exemplo de um paciente que diz eu tô cansado do meu trabalho nós falamos de explorar essa palavra cansado de de explorar a palavra trabalho com
ele significado dessa palavra trabalho daquele trabalho em específico também né daquele trabalho que foi escolhido por ele em algum momento e aí ele pode chegar à conclusão por exemplo de que na verdade não é saindo do trabalho porque o mais rápido o mais prático ali De repente é você ficar aprisionado com esse paciente numa conversa que é sobre sair ou não sair do trabalho mudar ou não mudar de carreira enquanto na verdade você pode ter outros elementos para explorar que é por exemplo voltando para como esse paciente se enxerga então ele pode te dizer eu
me sinto um um fraco eu me sinto um um burro eu me sinto um sei lá né E de você deixar isso né de visitar também isso com ele Olha como essa conversa que parecia ser sobre sair ou não sair do trabalho ela na verdade é uma conversa muito mais profunda carrega muit muitos elementos aí da relação desse paciente consigo próprio Engraçado que quando eu falo Desse exemplo do trabalho eh me lembrei aqui de uma história em que você tem uma pessoa que quer por exemplo se separar mas não se separa que tem ali uma
relação de interesse e às vezes esse psicólogo vai para um lugar que é assim nossa mas ela não pode estar numa relação de interesse uma relação ista E aí a pergunta é também pro psicólogo Por que que ela não poderia T falando da autenticidade de chegar a um lugar mais honesto é essa pessoa poder reconhecer para si própria que ela tá numa relação de interesse e que aquilo então parece ser o mais importante para ela naquele momento não é terminar um casamento e encontrar o grande amor amor da vida dela a solução ou o caminho
o melhor caminho mas é de repente ela ter esse encontro consigo e puxa eu tô numa relação de interesse e o que que isso conta sobre mim ele tá ali ao mesmo tempo nesse caráter de ser com de ser esse outro para que esse paciente Esteja também consigo próprio eu preciso do outro e eu preciso também dessa honestidade comigo e às vezes vai ser para me ouvir ouvir o mais legítimo de mim mesma e às vezes vai ser para Olha acho que você tá Às vezes muito um bigado Você tá muito fechado em si e
aí terapeuta vai fazendo esse convite do fora é preciso a gente abrir um pouco mais essa essa janela e olhar para algo que não seja só esse espelho