Olá, sejamos todos muito bem-vindos. Não deixe de se inscrever, curtir, compartilhar, ligar sininho. Marque nas suas mídias sociais. Marque a todos nas mídias sociais. Se puder se já membro, se não der tá tudo certo. Você vem comigo até o final desta história terrível de um tempo em que tínhamos e temos sempre medo de bomba nuclear, agora ainda mais falando dessa coisa de Irã, Estados Unidos e tudo mais, a o o terror do nuclear, né, da guerra nuclear, da radioatividade, sempre esteve conosco desde a Segunda Guerra Mundial, quando a bomba atômica foi inventada pelos Estados Unidos
e tivemos lá as as guerras, a a o crise dos mísseis, quando a União Soviética colocou míssil em Cuba e tudo mais. Então, a gente vive esse fascínio terrorista da possibilidade de o mundo acabar através da guerra nuclear. Nós tivemos, eu me lembro de um filme chamado The Day After, que era escandaloso pra época, de mostrar o que que significaria termos a guerra com as bombas atômicas, o quanto que a gente estaria dizimando todo um país. Aí nós Tivemos em 1986 o terror da do Chernobyl, com a explosão da da usina nuclear de Chernobyl. Eu
me lembro que aquilo foi muito falado, muito, muito amedrontado. Todos nós tínhamos muito medo, inclusive porque o Brasil tinha suasinas nucleares lá em Angra. Eu acredito que isso tenha dado uma parada com a possibilidade de desenvolvimento de de novas formas de energia, né, de energia elétrica. A gente tem Angra, Angra 2, nunca sei direito como é que estão essas Angras. E aí, em 1987, o Brasil entrou no mapa com o escândalo, com a tragédia, com acidente, é difícil usar essa palavra, com o crime do sésio 137, que tinha muito a ver com o Chernobyl, uma
vez que o Chernobyl quando explode lá na Rússia, ela era também de Sésio 137. Só que já trazendo de antemão a diferença básica de Chernobyl para Goiânia é que Chernobyl explode e logo começa a corrida contra a radioatividade, contra a possibilidade de as pessoas ficarem expostas à radioatividade. Em Goiânia foi o contrário. Tudo foi descoberto 10 dias depois de pessoas simples, comuns, terem entrado em contato com esse Césio 137, que é um pó, um pó derivado, sei lá, dessas coisas. não vai entrar aqui no no no nessa aula de química com a tabela periódica, mas
ela é um pó extremamente poderoso, eh, radioativo e que ele ele vai se contaminando de maneira muito fácil, porque é um pó muito leve e as pessoas vão sendo elas mesmas contaminadoras com a radioatividade que estão nelas, elas passam a ser contaminantes também contaminadoras. um terror. Eu me lembro que foi um um horror, ninguém entendia direito, porque nós tínhamos tido um ano antes Chanoby tinha lá meus 15, 16 anos. 15 anos 82 de 14 para 15 anos. E eu e isso foi falado na escola e tudo mais. E a gente não entendia direito o que
que tinha acontecido. Ah, eu até fiz já aqui no canal um um especial com Carlos a alguns anos, acho que foi em 2023 sobre esse terror do do SESI 137 em Goiânia e agora estri Netflix, uma super série que é ten que às vezes esses títulos, a gente tem uns títulos de série que pelo amor de Deus, né? Eh, emergência radioativa. Eu não gosto muito do título, podia ter sido usado mais o S 137 no título, mas tem seus motivos. Que estrea Netflix é uma excelente série. Aí como eu gosto de quando eu pego uma
série boa produzida no Brasil, muito bem produzida, cinco episódios, Ariu e eu demos play e eu só fui dormir quando acabou. foram 5 horas e pouco que você não quer terminar porque eles souberam muito bem cadenciar dentro da série, já trazendo alguns pontos da série, eles souberam cadenciar eh todo o terror da da radioatividade, mas principalmente humanizando as vítimas diretas e indiretas desse assunto terrível, porque pessoas foram contaminadas, locais foram contaminados, eh tem a corrida contra a contaminação eh coletiva Mas aquelas pessoas que estão, o que fazer com elas? Como fazer com elas? o quanto
de pessoas poderiam ter sido contaminadas em função de um de um desaviso, em função de um horror, de uma coisa terrível, de uma coisa Inimaginável, de uma coisa desnecessária, que foi toda essa, ai, meu Deus do céu, aquela coisa, aquele acaso do acaso do caos, quando principalmente eh você tem uma ineficiência do estado como um todo e das empresas é que faziam parte, fazem parte da culpabilidade dessa, dessa contaminação, porque, gente, vamos combinar, porque estavam no local simples, né? Tava num num numa região muito simples, muito humilde de Goiânia. Ainda não existia o Tocantins. O
estado de Tocantins, ele vai ser só em 88, 1988 só tinha ainda o estado de Goiás. E você era um local muito simples. Duvido que se aquilo tivesse em Panema, nos Jardins, em Genópolis, aqui em São Paulo, Panem no Rio de Janeiro, que aquele local tão abandonado, abandonado ficaria, ninguém olharia, principalmente centro de um centro de radioatividade daquele tamanho. Mas antes de mais nada, eu sou Beto Ribeiro e este é o especial caso comentado e também dica de séries. Mas vamos do começo, principalmente sobre essa história tão bem contada. Olha, o Paulo Gorgulho, o ator
tá muito bem como o chefão do centro de o centro De energia nuclear, o centro de de estudos nucleares que faz parte ali da série, o ator que faz o o ator o o menino que faz o ator principal, né, o personagem principal, que é o Marcos. Até notei o nome dele aqui, porque ele é baseado, eu vou contar também o que que é baseado na realidade, o que não é baseado na realidade, mas principalmente eu não entendi porque eles mudaram o nome das vítimas, eh, que que são reais. Eu não entendi. Mudaram todos os
nomes. Não sei porque fizeram isso. Deve ter lá seus motivos para fazerem, né? Mas o menino que faz o Márcio, que é o ator principal, que é um jovem e é físico nuclear, tá excelente. Mas vamos contar a história. Daí eu vou fazendo uns paralelos e contando um pouco como tá hoje, inclusive que eu fui dar umas pesquisadas por aí. Tudo acontece, gente. Vou pegar até as datas certinhas, porque é um caso que tem uma cronologia importantíssima, que é onde coloca o barulho da página, que é onde coloca e o Brasil como esse talvez seja,
se eu não me engano, é a maior e a maior tragédia nuclear num centro urbano do mundo. Espero que nunca mais a gente tenha esse tipo de coisa. Espero que o passado ensine pra gente o futuro. O mais importante de tudo. A Gente precisa aprender com os erros para daí a gente não errar mais. Mas no dia 13 de setembro de 1987, dois catadores de lixo, dois homens catadores de lixo que estavam ali vivendo a seu dia a dia dos seus perrengues financeiros, da necessidade de aquela história, né, correndo para conseguir o almoço e tentando
vender uma parte do almoço para se transformar em janta. uma região muito simples ali de Goiânia. Eh, eles entram no antigo largado hospital, não as pessoas confundem um pouco, não é uma um uma máquina de raio X, é uma máquina de radioterapia, assim como tem a quimioterapia, tem a radioterapia que se utiliza do sésio, não sei se hoje ainda é assim, mas naquela época aquela máquina se utilizava do césio como uma forma de você fazer um tratamento principalmente contra o câncer. Aquele era um hospital que inclusive já vou antecipando aqui que é é de quem
é a culpa, quem é o dono desse lugar, né? Era um hospital que existia ali naquela região que foi eh parado, foi abandonado. E eles tinham duas máquinas de radioterapia. Máquinas de radioterapia, por terem exatamente o sésio como núcleo daquela máquina, elas estão catalogadas até no centro nuclear do Brasil. Eu eu chamo de Centro nuclear, pode ser que eu esteja falando o nome errado, mas existe uma associação, um centro que é que é feito pelos pelo governo federal e tudo mais que cuida eh eh da de a gente não ter máquinas radioativas aí soltas, porque
eu sempre penso, né, essa máquina um dia vai deixar de funcionar, para onde vai todo esse lixo atômico, nuclear, radioativo? Mas tinha esse centro e nesse hospital tinham registrados dentro desse centro eh eh que cuida dessa parte eh radioativa do do Brasil, tinham sido registradas duas máquinas de radioterapia. uma máquina tinha sido retirada, tinha tido seu descarte feito da maneira correta e assim por diante. Mas uma segunda máquina que o próprio centro não sabia que não tinha sido eh contada pelos responsáveis, pelos donos do hospital, que eram homens particulares, eram médicos, para eram cinco pessoas,
eh eles não tinham avisado esse centro e que tinha essa segunda máquina. Nessa segunda máquina ali estava num prédio abandonado, um prédio jogado às traças ali. Dois catadores de lixo viram aquele prédio abandonado. Um deles entrou para ver o que que tinha lá dentro, se podia pegar coisas para vender. Ele entra e vai andando por aquela estrutura enorme, Eh, solitária, abandonada, vazia, e vai vendo materiais de chumbo. Eh, materiais de chumbo vai ser a máquina. materiais, se alumínio, papelão, essas coisas que eles que ele poderia catar para vender e poder fazer o seu sustento daquele
dia. Ele vê uma máquina jogada num centro que tá escrito centro de radioterapia, talvez ele não soubesse nem ler e tudo mais, tinha lá até os símbolos de radioatividade, de e de perigo, inclusive, inclusive quando a gente vai, meu pai fez radioterapia, a gente nem podia ficar perto dele naquele momento. Ele é feito todo um um uma ele teve cancer no cérebro, tinha uma tipo uma máscara que eles faziam para impedir que a radioatividade fosse além do lugar que tivesse que ir, porque você pode matar outros lugares do seu corpo. Esses dois rapazes, então, eles
entram e pegam essa máquina. Eles primeiro dão uma desmontada nessa máquina para conseguir levar a parte mais nobre que eles conseguiam ver que era chumbo. Tiram isso e levam até uma um um ferro velho ali perto, ali próximo de onde eles estavam, um local extremamente simples de Goiânia. Eles se deslocam até essa uma um um uma máquina extremamente pesada. É muito falado isso depois durante a série, Pelas pessoas que têm conhecimento disso, que carregar essa máquina tinha, além de você ter que ter todo um cuidado, é um peso muito grande. E eles falam: "Eu levei
no carrinho, eles levaram no carrinho, aquele carrinho de de pedreiro, levaram embora, meu filho, do povo para para conseguir um, né, consegue ter força até de lugares que a gente nem imagina". Eles saem então com esse carrinho, com essa parte, sem ainda ter vazado o SESI. César ainda estava eh eh preservado dentro do que eles vão cham começar a chamar de marmita, porque parecia uma marmita um negócio ali. Quer dizer, quem vai chamar de marmita é o dono do ferro velho. Eles levam um tubão desse tamanho até esse ferro velho. Esse homem do ferro velho
vai comprar essa esse esse esse material desses dois catadores de lixo e de e vai pagar um dinheirinho para eles. Eles estão ali pela região e eles se convivem. O que é interessante é que essa contaminação toda é feita em cima basicamente de uma mesma família e de pessoas próximas a eles. Esse catador de de do ferro velho, então esse dono do ferro velho tem dois funcionários que, segundo eu pesquisei, são os dois funcionários que vão morrer. Na série, não são os dois funcionários que morrem, são outras pessoas. Não entendi por que Mudou, mas tudo
bem. Ele tem dois funcionários que vão eles e desmontarem aquele tubo que vai se transformar num negócio desse tamanho, que é onde é o local mais nobre de chumbo e tudo mais, que ele ganharia mais dinheiro, vem revendendo, que ele começa a chamar de marmita, porque ele aparecia uma marmita. Só que o dono desse ferro velho, eh, ele vai, eh, quando, quando tira e aquele chumbo, queelee, quando eles conseguem desmontar aquele tubo, cai um pó e que ele percebe quando eu apaga a luz que aquele pó fica brilhante, fica um azul brilhante. Tem gente que
fala que é verde brilhante, mas na série é um azul brilhante. É um azul muito bonito, é um azul que chama muita atenção. E aquilo chama atenção desse homem que pega aquela marmita e leva para sua casa. Olha só, dentro do ferro velho dele começa a contaminação do césio, porque ali já quebra e já cai eh eh pó de césio. Quando ele vê aquilo, ele sai andando. Esse pó é tão fino e é explicado tão bem isso, que esse pó e por onde ele passa, ele tá contaminando, ele tá deixando radioatividade no ar. E detalhe,
esse pó pode ir pro esgoto que Vai contaminar o esgoto, pode cair num carro, esse carro sair andando, vir para São Paulo e começar a contaminar. Que todo o caminho que ele faz do ferro velho até a sua casa, ele está contaminado. O ferro velho já está contaminado. Ele está contaminado. Ele passa a contaminar porque tem na mão dele, tem na roupa, tem no cabelo, tem nele. O corpo dele passa a ser radioativo e passa a contaminar as outras pessoas. E ele vai e leva essa marmita para o para a casa dele. No dia 13
de setembro, os catadores pegam esse tubo e levam até o ferro velho. No dia 18, porque depois o que acontece, depois da da do da tragédia, eles conseguem fazer um cronograma reverso para saber quando tudo começa. Então, no dia 13 de setembro de 1987, os carregadores pegam eh os carregadores pegam esse tubo e levam pro ferro velho. No dia 18 de setembro, 5 dias depois, eles conseguem abrir a cápsula porque era difícil. Eles ficaram dias tentando até que conseguem, aí se transforma nessa marmita. Entre o dia 18 de setembro e o dia 28 de setembro,
o que que vai acontecer? Ele ali começa a contaminação. Por isso que diferente de Chernobyl, é que Chernobyl explode e a gente já começa a correr Para ninguém se contaminar. A contaminação começa já 18 de setembro sem ninguém saber que tá tendo contaminação. O dono ferro velho então leva para casa. Na casa dele tinha a esposa dele, que é a grande, vou falar o nome real dela, porque é uma mulher que se tornou a grande heroína de toda essa história. E eu vou te contar por o nome real dela é Maria Gabriela Ferreira. Ela tinha
37 anos à época. Quando ele leva esse homem, esse dono de ferro velho, leva para casa essa marmita com pó, ele começa a mostrar pras pessoas da sua casa e próximas a ele essa beleza dessa desse pó azul de como era bonito. Ele começa a a a inclusive presentear as pessoas tanto da sua casa como alguns vizinhos. E ele brinca com aquele pó, todo mundo passa gente tá é uma contaminação atrás de uma contamina. É um pó. É uma coisa. É assim, você assistindo a sério, você começa a ficar angustiado, ele pega esse pó, ele
pega essa mamita, leva para casa e fica brincando, mostrando para todo mundo. E ele distribui um pouco desse pó para cada pessoa. Na casa dele, ele é o dono do ferro velho, que tem a esposa dele. Com a esposa dele, o dono do ferro velho, eles tm um menino que mora meio com eles, que Era um menino meio da rua, que eles pegaram um pouco para ajudar e esse menino também se contamina. Então você já tem aqui três contaminados, qu tem na verdade cinco já contaminados. O dono do ferro velho, os dois funcionários dele que
abriram a cápsula, a mulher dele e o menino da rua lá que eles transformam em filho de criação. Já são cinco. Além disso, o irmão desse dono de ferro velho também vai muito à casa dele e recebe um pouco desse pó. Então você já tem o irmão dele que tem uma esposa que tem dois filhos, uma menininha que o nome real dela é a Le é a Lei Leide das Neves Ferreira. Ela vai, inclusive ela vai ser uma, ela é uma das vítimas, menininha que tinha época 6 anos. Seis aninhos. Então você já tá com
dono ferro velho, a esposa dele, o menino que mora com eles, os dois funcionários, o irmão dele ah do ferro velho, a mulher do dono, do irmão do ferro velho, a filha da mulher, o filho. Então você já tá aqui com nove pessoas que já estão altamente contaminadas, porque elas já estão pegando no pó. O irmão dele, inclusive, ele dá para o irmão dele esse pó, pouco desse pó. Esse esse irmão, esse irmão do dono do ferro Velho leva pra sua casa. onde está sua esposa e seus dois filhos. E ele brinca com aquele pó
com a menina. Ele fala que são estrelinhas caindo do céu. E a menina fica brincando. E ela vai ter uma contaminação terrível, porque como ela chega na hora do jantar, a menina não lava a mão e a mãe até pede para lavar a mão e ela acaba comendo a comida com a mão suja do pó. Então ela comeu o séso, porque por enquanto a contaminação está sendo assim de pele, de passar, de pegar, ela come o césio. Todo mundo já está em em em fases diferentes de contaminação, mas você já tem ali. Além disso, vai
ter um vizinho, algum amigo dele, que ele dá um pouco de pó também. E esse cara ainda chega, é dito a época e muitos lugares falam que ele e a namorada dele vão transar com o pó, que eles vão se passar o pó e vão transar. Na série aparece ele pondo só o pó no pescoço dela e mostrando que ela tá iluminada com aquele pó azul, né, com aquela estrelinha também. Dizem que eles teriam transado. Isso daí no na série não mostra, mas isso eu já até no especial que eu tenho com o Carlos aqui,
a gente fala disso porque é o que é dito inclusive em muitos locais de pesquisa. Então todas essas pessoas que são de novo don Ferveros, os dois funcionários, a esposa o filho de criação, o irmão do A esposa dele, a filha, o filho, o o amigo e a mulher, 11 pessoas já estão diretamente contaminadas. Além disso, outras pessoas ali pela região onde eles moravam ganharam um pouquinho de pó. E as pessoas só vão descobrir depois que tudo começa a acontecer. No dia, isso tudo começa lá no dia 18 de de setembro de 2000. 2000 bom
18 de setembro de 1987, é, e começa toda essa contaminação. No dia 28 de setembro de 1987, 10 dias depois, a Maria Gabriela Ferreira, que é a esposa do dono do ferro velho, ela começa a perceber que as pessoas estão passando mal desde que esse pós chegou e essa mulher fica encafifada com esse negócio dessa marmita. O dono do ferro velho tinha encontrado uma pessoa para comprar aquela marmita que ele chama de marmita, que é o núcleo, né, do da máquina de radioterapia, onde tá o Sédio. Ela ela fica impressionada, ela fica angustiada com aquilo
e aquilo que o dono ferrover ainda queria vender aquilo e ela não deixa. Ela pega aquele que eles chamam de marmita, pega o menino que é meio filho de criação deles, e os dois levam aquela marmita até a vigilância sanitária de Goiânia. Com detalhe, eles saem de casa, eles Param ponto de ônibus, eles entram num ônibus, eles descem, eles entram na vigilância sanitária. Todo esse percurso está contaminado sem ninguém saber de nada. No dia 28 de fevereiro de de setembro, ela chega na vigilância sanitária, a Maria Gabriela, que ela tem um outro nome, na série,
chamam de Antônia, se eu não me engano, e ela e ela avisa pro pessoal, gente, isso aqui tá esquisito, tá todo mundo passando mal ali na região deles falar: "Vocês não comeram coisa esquisita?" falou: "Moço, não é possível que na minha casa e nas outras casas, gente, que a gente nem vive junto, tá todo mundo, todas as comidas estão com problema, eles demoram um tempo para conseguir levar ela a sério no dia seg, porque ela começa a passar mal, inclusive no dia seguinte, no dia 29 de setembro de de 1987, o cara da vigilância sanitária
resolve olhar aquilo porque aquela tal de marmita ficou ali na vigilância sanitária. A série vai acontecer o seguinte, que é um pouco diferente pelo que eu pesquisei, tem verdades e não tem. Até porque séries assim precisam criar às vezes alguns artifícios dramáticos pra gente conseguir seguir junto. É uma das partes que eu menos gosto da série são esses artifícios dramáticos, principalmente relacionado a esse personagem máo que é tão importante na Série. Ah, o cara da vigilância sanitária começa a se preocupar com aquela mulher que levou aquela marmita e ele fala com o médico para onde
ela foi, pra tal da UPA. E o médico fala que tem muitas pessoas passando muito mal. E ele fala: "Gente, então deve ter alguma coisa errada. Esse médico na série vai conhecer o cara que chama Márcio na série. É que é um rapaz de Goiânia, mas que foi pro Rio de Janeiro estudar física nuclear, que tem uma esposa que vai descobrir que ela tá grávida. Ah, esse papo desse drama é o que mais me e ele tá no aniversário do pai. Aí começa um drama que é o seguinte. Na série, esse médico que conhece esse
menino, por coincidências da vida, esse garoto está naquele fim de semana em Goiânia e ele liga pra casa de do desse rapaz do Márcio e pede uma ajuda dele, porque ele tá achando esquisito e tanta gente com essa contaminação que tá parecendo uma contaminação radioativa que não sabe nem do que que é quer que seja de uma tal de marmita que está na vigilância sanitária. Se ele, por ser um físico nuclear tão gabaritado, estudado e diplomado, segundo é dito na série, até mesmo com doutorado no lá no exterior, se ele poderia ir ver essa tal
de mamita. Só que ele está num dilema da vida. Ele está no fim de semana, Márcio, Na casa do pai, que o pai quer que ele volte a morar em Goiânia, ele quer ficar no Rio de Janeiro, a esposa dele tá grávida, é o único fim de semana do pai e filho juntos e ela quer que o menino fique com o pai. Ok, beleza. Mas estão solicitando uma ajuda, uma coisa séria. Aí depois essa menina que é a esposa dele, não tô falando da atriz, tá? Tô falando da personagem. Ah, ela vai ficar muito assim,
pô, o cara salvando o Brasil e ela vai ficar muito assim. A gente tem que ficar junto, você tem que querer estar comigo no Rio de Janeiro. Vou embora. Ai, para, menina. O cara tá salvando o mundo. Você tá enchendo o saco dele, menina chata. O pai também outro chato. A meu aniversário, se ele vai soprar velinha. Ah, meu senhor, o senhor tá fazendo aniversário a vida inteira, faz o ano que vem. E se o senhor não deixar o seu filho trabalhar, ninguém vai fazer aniversário o ano que vem. Então fica um draminha que eu
olhei, falei assim, sinceramente, eu se fosse ele falava assim para mim, paraa mulher dele, falava: "Estou separado de você e você, meu pai, não fala mais com você que vocês não estão entendendo vocês estão entrando." Ficou esse drama para trazer um uma certa ã, vamos aqui discutir a humanização da personagem. Eu acho isso aí, eu acho isso um porre porque tem uma obrigação em audiovisual, eu vou falar mesmo que eu venho dele e eu acho isso um porre. que que tem sempre que ter 30% do personagem tem que Ser o drama familiar. E não sei
quem inventou isso e quem continua passando pra frente. Eu não quero saber do drama desse homem com a esposinha dele grávida e com o paizinho dele chato. Gente, quando entrava isso na série, falava assim: "Putz, por que isso, gente? tão boa série, nem precisa disso. Então, na série, esse médico que conhece esse menino que fez que é o Márcio, muito bom ator, ele diz que o cara está lá, ele fala: "Você podia dar uma olhadinha ali na vigilância?" Ele fala assim: "Olha, eu só vou dar uma uma horinha, eu vou e volto". Ele passa e
pega, não sei o nome daquele negócio que fica vendo sem radioatividade, parece um revólver, parece um, parece na verdade um secador de cabelos, né? que fica quanto maior o número de radioatividade. Então, um draminha lá que vou deixar você assist quando quando ele chega com esse negócio, esse negócio explode de tanta radioatividade que está no ar por conta dessa tal dessa marmita. E ele percebe que aquilo é uma coisa seríssima, que aquilo vai contaminar o Brasil inteiro, ainda mais que aquilo é muito fácil de você transitar com ele. Até pelo que eu levantei, o nome
real desse segundo grande personagem, eu não sei se está vivo e se ele é se essa história que foi contada ali que ele teria vindo Através desse amigo, não sei que, o nome dele real é Walter Mendes Ferreira. Ele era da Comissão Nacional Nuclear, ele já era da Comissão Nacional Nuclear. Ah, ele vai passar na série, ele vai passar a ser. Por quê? Ele chega e vê aquilo e ele fala: "Minha mãe disse, Senhor Jesus, de onde veio isso? Para onde? Para ninguém se mexe. Em paralelo a isso, quando eles paralelo isso não, quando eles
descobrem que aquilo é uma coisa extremamente séria, eles vão até o governador do estado do do de Goiás, que é o o governador Henrique Santího, depois até virou ministro da saúde em 1993, ele morreu em 2006, uma coisa assim. aquela coisa, né? governador que tá sempre preocupado com o voto e nem sempre com a população de verdade. Pelo menos é o que aparece na série. Muito bem feito pelo Tuca Andrade. Andrada o Andrade, agora não lembro se é Andrade ou Andrade, mas um excelente ator o Tuca Andrade. Ah, e ele, esse governador ele, né, fica
assim, ele liga, começam a se ligar para os telefones e vai cair lá no nessa comissão nuclear, de fato, nesse nesse centro nuclear brasileiro que fica no Rio de Janeiro. uma cenazinha ruim que tá lá o o diretorzão do centro com três aluninhos perguntando, fazendo Trabalho de escola, perguntando de Ternobyl, isso, aquilo. E eles perguntam assim: "Ai, a gente tem risco de ter Channobyl no Brasil?" Ele fala: "De jeito nenhum." Aí início toca o telefone, a secretária falando que uma máquina de radioterapia em Goiânia, no hospital específico, eh, teria sido aberta. E é o mesmo
sésio. Aí a gente descobre que é o mesmo produto sésio que era de Chernobia em Goiânia. Ele tinha acabado de falar que no Brasil não ia ter e passa a ter já em Goiás, que é o Paulo Gorgulho. Tá ótimo. Aí ele vai também para Goiânia. Ali vai se juntar um senhor já chefão, sabe tudo, sabidão e muito bom, um cara muito prestativo, uma personagem muito legal, com muita responsabilidade e vai se juntar com o Márcio, que é um jovem rapaz formado em física. Não dá para Só uma coisa, gente, ele tem doutorado. Ele é
menino tem cara de ter 23 anos. Não tem como você ter doutorado 23 anos. Tem jeito. Eu acho que não, porque uma faculdade de 5 anos, daí faz mestrado, faz doutorado. Bom, mas ele tá lá com o doutorado dele. Então, os dois vão se juntar, você vai ter as duas gerações em busca de uma possibilidade de de tentar salvar o mundo, porque aquilo pode est indo para qualquer lugar, mas a pessoa pode ter passado por lá, indo pro aeroporto e vai para Nova York, você começa a contaminar o mundo inteiro. Tem um detalhe que eles
fizeram nessa série, uma jogada que eu acho legal de Produção que foi feita na série Chernobyl. Muitas dessas personagens que aparecem, especialmente os médicos e os cientistas, eles são junções de muitas pessoas. Como B você tinha uma física tal, aqui você vai ter algumas personagens ligadas a tem a a a tecnicidade, a intelectualidade do assunto para salvar e para e para evitar a radioatividade, que são o Paulo Gorgulho como diretor, o Márcio como esse menino que realmente aconteceu. Esse Walter é o primeiro cara que chega e determina e e consegue, graças a Deus, parar e
ele deu ele ele ouviu. Se ele estava visitando um pai, se ele tinha uma mulher grávida, eu não faço ideia, mas que o cara estava em Goiânia naquele dia e ele realmente, esse Walter, vai lá e vê essa tal de marmita e manda parar tudo e começa a falar assim: "Gente, a gente precisa fazer o desenho inteiro ao contrário da de onde veio, para onde estava indo e todos os lugares por onde passaram para que podem ter sido contaminados". Então ele realmente é um grande herói. Os dois grandes heróis são a Maria Gabriela, que ela
ela ela desconfia de que aquilo está envenenando as pessoas e ela se ela ela ela briga para ser ouvida pela vigilância sanitária e esse Walter que ouve vai lá e consegue realmente que que o nome dele é Márcio na série, mas o nome dele real é Walter e ele consegue fazer com que a Coisa pare. Já tinha muita gente sendo contamin já tinha muita gente que já tava contaminada, mas a contaminação poderia levar e vai, gente, vão ser quase 150.000 pessoas que podem ter sido contaminadas e que foram monitoradas e que foram e eh examinadas
para ter certeza se qual o tamanho da radioatividade que estava nela, o tamanho da radioatividade que estava nelas. Pois bem, então como eu tava falando, algumas personagens eles juntaram, então a personagem Paulo Gorgulho, a personagem que a Leandra Leal faz como uma grande pesquisadora, tem uma outra pesquisadora também que aparece, uma outra mulher e dois médicos. Essas cinco personagens são junções de muitas pessoas, de muitas pessoas. com o advento da descoberta de que aquilo era uma uma não era uma armita nenhuma, era o núcleo de um Césio 135, tava e de eh eu tô falando
135, é 137 o Césaro, né, Araí? O César é 135 ou 137? O Sésio é 135 ou 137? 137. É, às vezes tô falando 135, gente. Exésio 137, o número é sétimo. Então, a quando se descobre isso, começa a fazer o caminho inverso. A Maria Gabriela já estava no hospital, hospital não sairia. É tomada uma uma uma proporção, uma uma série de coisas. Por quê? Os locais onde tudo por onde passou tem que ser isolados, fechados naquele primeiro momento. Isolados e fechados. Eles vão até a casa do do do do homem lá do da do
Ferro Velho. Esse homem, inclusive, no primeiro momento, segundo a série, ele fica a a eh com medo daquelas pessoas. Você percebe que ali tem um problema entre eles e a polícia. Eles não gostam de polícia, uma série de coisa problema deles. E eles encaminham já, eles conseguem convencer as pessoas que estão na casa já do Tono do Ferro Velho que eles precisam ir para um local que eles inclusive constróem dentro de um estádio olímpico ali de Goiânia. Até para vocês entenderem, esse estádio, ele ficou tão eh eh horrorizado pela população que ninguém quer passar perto
dele nem na frente. Ele foi derrubado em 2006, se eu não me engano, ou 16 e ele foi constituído uma outra coisa. Mas eu não passo ali na frente. Desculpe, Goiânia, mas eu fizar uma coisa para vocês. Eu não vou passar na frente desse estádio e eu não vou passar pelas ruas Por onde esse essa marmita cesiana passou. Eu não vou, não vou, não vou. Eu vou explicar por porque até porque essa história toda só vai acabar lá para 2200, não sei quanto. Não vou. E a Badia de Goiás tá lá aguardando a mais. Vamos
chegando, a gente vai. Ah, então não tô não tô aqui fomentando medo, mas eu estou só dizendo que eu não vou, gente. É radioatividade. Sinto muito, não me convidem, eu não estarei lá. E você não sabe o quanto tempo demora para aquela radioatividade exercer o mal que ela vai exercer dentro de você. Então eles eles descobrem, eles fazem, eles pegam esse estádio e começa a ser nesse estádio uma um centro de triagem radio, de radioatividade. Eles pegam primeiro todas as pessoas, essas essa família que eu falei, o catador, os dois catadores, porque daí ele fala:
"Não, foram dois catadores de lixo que me venderam, eles vão atrás, pegam, pegam os dois catadores de lixo, pegam o, o o tão de ferro, pegam o seguinte, eles levam para esse para essa local de estriagem, os dois catadores de lixo, o dono do ferro velho, a cunhada dele, o irmão dele, os dois sobrinhos, aqueles dois que que passaram, dizem que Transaram, outros dizem que não, porque outros já estavam inclusive hospitalizados, inclusive os catadores de lixo já estavam hospitalizados junto com a Maria Gabriela. Já tinham essas pessoas que já tinham primeiro passado, já estavam ali
porque elas tinham inúmeras queimaduras, queimaduras horosas. Onde onde passou pozinho queimou a pele inteira e tá queimando de de de fora para dentro. for os órgãos internos e tudo que tá acontecendo, todos são levados para esse estádio. Ali nesse estádio é feito uma primeira triagem e ali a a vão se decidir primeiro quem vai e quem não vai para o hospital local que estava em greve segunda série. Gente, pelo amor de Deus, né? Greve de médico com com um desastre como esse não pode. O médico, gente, é uma situação. Você você inventou de ser médico
porque em princípio acredita, você queira salvar o outro. né? E ali com toda aquela história e as pessoas já tavam, já tava já tinha na imprensa, já estavam falando desse vazamento, já estavam querendo saber quem era o culpado, que eu vou chegar lá, tal, não sei que lá. Nessa primeira triagem, a mãe da menininha, a mãe da da da real menininha Lady, e ela não tinha, porque até na Série você vê que ela chega muito bem bem, imagina, ela limpa a mesa com pó e joga no no ela joga aquele pó no tanque. Gente, eles
vão ter que fazer um desenho porque assim, se ela jogou no tanque, é, tá tudo contaminado, para onde vai essa água? Para onde vai o esgoto? E e vai para esse rio, esse rio cai onde? Esse rio vai cair lá nascente, onde dá água para toda a população de Goiânia. Eles têm que ver todo esse caminho, tudo, tudo. Porque as pessoas entraram em pânico, nem água mais eu posso beber, porque tudo pode estar contaminado e é uma contaminação muito séria. E de novo, a pessoa passa a ser contaminadora. Eu eu tô tão radioativo que eu
passo radioatividade para você. Então essas pessoas têm que ser isoladas. Eles vão todos para um hospital. A mãe dela já, a mãe da menininha já não vai porque ela não tá com tanta radioatividade. E ali é um momento muito interessante, muito triste, que a série mostra que tem uma realidade muito, muito, muito, muito bem pensada. Essas pessoas que foram retiradas das suas casas, que estão que é um centro de contaminação, elas nunca mais vão poder voltar para lá. São pessoas extremamente simples. Todas as suas roupas, suas fotos, sua vida estão dentro dessa casa. até o
seu dinheiro. O dinheiro está contaminado e não pode ser usado. Quando Eles chegam nesse nesse nesse estádio, eles têm que tirar toda a roupa e tudo que tiver dentro de bolso, tudo vai ser tudo é colocado dentro de uns latões que vão ser depois fechados, eh, isolados, porque aquilo é material radioativo, até a roupa deles. Então essa essa mulher ela sai desse centro, ela não tem para onde ir, porque o governo não olhou para as pessoas que estavam sendo retiradas das suas casas dar dignidade para elas poderem continuar comer, almoçar, jantar, ter roupa, porque tudo
delas foi tirado. Independente aí você pode estar se falando, mas também que que foi mexer nesse pó? Tá tudo certo, nós vamos falar disso, mas nesse momento você tem pessoas que não tem para onde voltar, gente, né? Virar. É que nem quando me fala assim, mas por que que as pessoas ficam nessas casas aí? Não tá vendo que vai cair? É, vai. Falo para você agora. Cai e fala da tua casa agora. Você vai para onde? Vai pra tua casa de campo. Aí eu vou pra minha casa de praia, aproveitar, ficar uns dias na praia.
Gente, pelo amor de Deus, né? Os vizinhos não querem ajudar ela. Uma vez que eles estão com medo deles, uma vez que já tem a imprensa falando que tá todo mundo passando radioatividade, essa mulher fica sozinha, isolada. Só, coitado, a mulher vira uma homeless ali andando Pela por Goiânia e nada nada feito por ela. Depois até tem uma ajuda. Todos vão para esse hospital onde está tendo essa greve. Tem um movimento, tem um momento bonito que o ator que faz o médico eh gatão, é um gatão ator lá, não sei quem é, ele faz muito
bem, até emociona que ele fala e ele consegue resgatar os médicos, enfermeiros para voltarem a trabalhar com eles ali, porque as pessoas estão morrendo. Eles esquecem o uma das pessoas que tá que tá contaminada, esquecem dentro de uma ambulância, um horror. Isso aquilo é real, horrível. E tudo isso tem assim. Então você tem o tratamento das pessoas contaminadas e a descoberta da dos locais para descontaminar lugares que você não faz ideia de onde estão. Você precisa fazer o desenho de tudo. Aqueles catadores de lixo aquele dia, eles foram, pegaram, mexeram e foram lá. Eles estão
pouco, eh, eles não mexeram no pó, mas eles também foram contaminados por terem mexido ali. Aquelas pessoas que estavam com pó, para onde elas foram trabalhar no dia seguinte, elas pegaram que ônibus? Elas foram para qual lugar? Eles entraram em que farmácia? Em que em que em que em que açogue? Em que padaria? E eles consegue ver que a Maria Gabriela, a nossa grande heroína, aquela mulher que descobriu, que percebeu que aquela marmita que o marido levou para casa tinha o demônio dentro dela. Ela conta que ela foi de ônibus. Eles vão descobrir o ônibus
por onde ela passou, pro ônibus com as pessoas que já estavam. tava, gente, são 10 dias de contaminação em todo em torno de de todos os lugares. É uma coisa assim, eu quero pegar o número que eu anotei aqui, 113.000 pessoas foram monitoradas porque todas elas de alguma maneira se cruzaram. Isso só em Goiânia, não foi feito no Brasil. Dessas 113.249 tiveram contaminação alta, pessoas que não tinham nada a ver, que passaram pelo ônibus com ela e tudo mais, 249. Aí, ah, tem um momento da série que eu não sei se é real, mas na
hora que fala, na hora que apareceu, dei um grito, por eles estão, eh, querendo ver se a água do do de Goiânia tá contaminada, né, e precisa avisar a população, apesar de o governador não querer avisar, porque ele pode perder voto para uma próxima eleição. É um inferno esse tipo de coisa. Absurdo isso demais. Ah, e passa um caminhão, a mulher lá, uma das uma das da da das cientistas, tá com aquele Ligar aquele secador de cabelo, esqueci o nome daquilo. Eh, e quando passa um caminhão, grita, eles vão atrás do caminhão. Era um caminhão
de papel, de papelão. Eles perguntam de onde ele vê. Eles voltam tudo pra central de papelão ali. Aqueles catadores de lixo que tinham sido contaminados, que levaram o sesio, eles levaram outros papelões para lá, tava tudo contaminado. E sai um caminhão para São Paulo, para São Paulo. Sai um caminhão com os papelões contaminados. A gente tem um grito. Falei, gente do céu, será que isso veio para cá? Diz na série que eles conseguiram interceptar o camião. Eu espero que seja verdade. Imaginou isso? Isso, isso entrando dentro de uma cidade que é tamanho de um mundo
de contaminação, de das pessoas se contaminando com radioatividade, o o a a assim a dizimação humana que seria horrível, mas eles vão conseguindo. Daí tem uma parte que ah muito triste que esses médicos que estão então você tem aquele grupo tentando achar todos os locais por onde essas pessoas passaram e descontaminar ou isolar. E você tem os médicos que vão lutar pela vida de principalmente, eh, acho que são nove pessoas no total que estão em estado Gravíssimo. Eh, e é muito triste porque eles ligam pro Hospital Naval do Rio de Janeiro e o almirante disse
que só tem seis leitos e acabou. Era uma coisa tão Nossa Senhora Aparecida. Se isso aconteceu, esse almirante, ele devia carregar eh a culpa máxima minha culpa pro resto da vida. Não sei se o homem tá vivo ou não, mas daí esse médico consegue fazer um escândalo pela imprensa e ele consegue mais leitos e tudo mais. Vai entrar um médico russo que eu não entendo se aquilo é real ou não. Aquele russo me irritou quando na entrada ao fim no final ele deu uma ai agora vou virar um herói ai um saco. Não vou contar
tudo que acontece para vocês assistirem a série. Se aconteceu mesmo esse esses médicos russos, me poupem, né? Nom idiota. Que que ele sabe do que ele tá fazendo? Nossos médicos são muito melhores. Ah. médico russo chato. Nossa, fala que é um chato, um a personagem não ator. O ator é tão bom que ele me deixou irritado com a personagem. É assim muito me educada aqui Rusco. E a gente vai começar, a gente já vai chegar no dia 28. Olha isso tudo, hein? São 20 dias. No dia 28 de setembro de 2000 de 1987, as duas
primeiras mortes vão acontecer, Que é dia 23, 23, 23 de A Maria Gabriela vai no dia eh 19, dia 18. Pegar os dias direitinho, não guardei na cabeça, mas a gente pega. No dia 28 de setembro, a Maria Gabriela vai até a vigilância sanitária com a tal da marmita do marido. Infelizmente, no dia 23 de outubro de 1987, menos de um mês depois, ela vai eh perder a vida, perder a batalha contra a vida e horas depois ela, a menininha de 6 anos, a Leid das Neves Ferreira, vai perder a vida. Detalhe, né? A Maria
Gabriela Ferreira era tia da Leide, porque a Leid é a filha do cunhado dela. Ela era casada com com o irmão do pai dele. Então a família morrendo. Morrem os dois. No dia 27 de outubro de 1987, o Israel Batista Ferreira, de 22 anos, que segundo eu levantei, é um dos funcionários que abre a cápsula dentro do ferro velho e não o catador. Eles eles mudaram ali na série em função das pessoas, mas não sei por, mas quem morreu foi Israel Batista Ferreira também. Pode ser que o Ferreira esteja errado. Bom, mas Israel Batista, que
era o funcionário do ferro velho, ele morre, a terceira vítima, morre no dia 27 de outubro de 1987. Aí o Admilson Alves de Souza, de 18 anos, que é o outro funcionário do Ferro que ajudou a abrir aquela cápsula do do negócio, é a quarta e última vítima sabida que ele morre no dia 28 de outubro de 1987. É atribuído também mais 16 pessoas, mais 16 vítimas. para eh que também teriam morrido diretamente, mas eh colocado para eles apenas esses 4ais. Eh, muitas pessoas hoje dos dos policiais médicos e funcionários que ajudaram na descontaminação e
nessa tragédia, eles também lutam até hoje para serem reconhecidos como vítimas, porque muitos deles passaram a ter doenças como câncer, até diabetes e tudo mais que não tinham. E tem, eles garantam que foi em função da radioatividade que eles tiveram que ter em função de salvar aquelas vítimas que tinham se tocado pelo césio. É impressionante. Eles mostram, por exemplo, que na tem que suar muito. Eh, por isso que eles ficam fazendo ergométrico todo dia para suar, para pro César sair do corpo. Eles vão usar um um produto que os russos usaram azul, não sei das
quantas Lá por causa do Chernobyl. Eles vão fazer um teste de um outro tratamento para melhorar a imunidade dos pacientes, para um deles até inclusive conseguir amputar o braço. Então, tem uma luta pela vida dos médicos muito bonita, muito séria, muito muito intensa. Eh, mas vai ter um descontentamento muito grande das vítimas com relação aos funcionários desse centro de de centro nuclear. Por quê? Eles vão se sentir. O dono do do do ferro velho se sente extremamente culpado porque ele comprou o negócio. Os dois catadores sentem culpados porque eles se pegaram, mas depois eles vão
começar a ficar com raiva desse centro nuclear porque eles que deveriam, não só eles, mas agora a gente vai entrar de quem a culpa para eles vêm eles como os responsáveis por não terem tirado aquela máquina e também os responsáveis por terem tirado eles das suas casas. Todas as casas, gente, foram destruídas. destruídas. Eu li que são quarteirões que foram destruídas ou são, mas depois eu fui checar de novo. Acho que são menos que quarteirões, são muitas, muitos imóveis. Ferro velho, com certeza. A casa do dono do ferro velho, a casa todo mundo onde foi
encontrado o César foi destruído, cimentado, um cimentão enorme que que Não se faz nada. Onde era o ferro velho hoje? É um centro eh de trabalho, sei lá, tem parece tem loja, restaurante. Eu não vou. Parece que é um lugar que ninguém quer passar e eu entendo, eu não vou. Eu acho, aliás, que essa área tinha que ter sido isolada por Goiânia. Não dá, gente. É que nem Chernob. Chernobyl até hoje ninguém vai, ninguém que vai morar lá. Eu acho que essa área, a prefeitura e o estado de Goiás, a prefeitura de Goiânia no estado
de Goiás tinha que ter tirado as pessoas daquela região, gente, dado outras casas para elas e não só tirar. O que me angustiou muito é quão ruim foi o governo de Goiã, de Goiás, pô. não ter feito nada. Tira as pessoas, mas não não dá. Hoje elas ganham as as vítimas diretas que ainda estão vivas, elas ganham que 2$ 3.000 por mês e as indiretas R$ 1.600 por mês. Mas ninguém deu uma casa nova, ninguém, pelo que eu entendi, ninguém ganhou um imóvel, ninguém ganhou nada. Eles tiveram que refazer toda a sua vida por si
mesmo. Mas dentro disso tudo, de quem é a culpa? Quem é que tem que carregar a tristeza de ter matado quatro pessoas, dentre elas uma menininha de 6 anos e ter ainda contaminado mais 115, 113.000 pessoas numa cidade? A gente não sabe se realmente esse material não foi para outros lugares. E e dizem com mais 16 Vítimas fatais em função dessa radioatividade. Quem de quem de quem é a culpa? Paulo Gorgulho tem uma cena que é uma cena quando a gente fala assim de premiação que se eles colocarem aquela cena quando ele vai falar porque
o Ministério Público quer quer culpar em princípio também porque começa uma investigação, tem uma delegada que vai ouvir todo mundo, tal, mas Paulo Gurguro tem um momento que ele vai falar e eh sobre responsabilidade e culpa. Ele diz que a culpa não é dele de fato porque ele não tinha nem sido avisado que tinha uma segunda máquina de radioterapia, mas ele disse que responsabilidade é de todos e é verdade, é uma cena muito bonita, que é uma cena digna de ele ganhar o internacional. O que acontece? Aquele lugar onde tinha um hospital era um antigo
terreno da Santa Casa local. A Santa Casa permite que cinco pessoas construam um hospital com a a a troca de que eh pessoas simples poderiam ser utilizados dos tratamentos radioterápicos que haveria ali. Esses cinco médicos dão para trás no acordo, não vão não vão pegar pobre nenhum para eles. A Santa Casa então fica enfurecida e vende o terreno para um outro empresário que queria fazer um Outro empreendimento no local. A polícia pergunta: "Então, de quem é o terreno?" É desse homem que comprou da Santa Casa. Mas esse cara fala assim: "Mas espera um pouquinho, eu
comprei o terreno quando ainda lá estava hospital e eu não conseguia tirar eles." Sim, mas eles já saíram e tá lá aquele negócio. Ele falou assim: "Sim, mas se tem herdeiros envolvidos, eu não posso entrar naquele negócio." Ele era o dono e não era o dono. Ele falou assim: "Mas eu nunca fui autorizado a entrar e tirar as coisas de lá". A Santa Casa diz que ela sócou o terreno e que ela nunca entrou naquele hospital porque não deixavam os pobres entrarem. E você tinha os cinco donos daquele hospital construído que compraram uma segunda máquina
de radioterapia e não avisaram o centro nuclear, centro de de radioatividade do Brasil. Por isso que o Paulo Gorgurho tá certo, quando ele diz que ele não tem, ele nem sabia que existia essa segunda máquina para solicitar a retirada. E essa e esses esses cinco donos, eles são os responsabilizados. Legalmente falando, os responsabilizados são esses cinco donos. Eles pegaram 3 anos e pouco de de cadeia por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A lá Batomuchus, que o Batomus para mim é doloso no aveia. Aquele bando de de de ordinário que afagés os donos
do Batom que tem aqui o comentário. Eu eu questiono também eh cara além de tudo são médicos os donos desse hospital. Eles sabem o que que é aquela máquina. Culposo ele largar uma máquina de radioterapia jogada no chão. Onde tá o culposo? Onde ele não sabe que aquela máquina se abrir mata pessoas? Mas beleza, né? Brasil pegou cinco, esses cinco pegaram 3 anos de cadeia que não foram pra cadeia porque o pena era baixa, transformaram tudo em multa e serviço comunitário. Ainda esses médicos que quase que mataram, para mim eles mataram. Os catadores de lixo
foram investigados inocentados. A justiça entendeu que eles não invadiram o local, apenas entraram em uma construção abandonada. E também contou o fato de eles serem pessoas simples, sem estudo e sem entendimento do que fizeram. Acho que é isso. Vai dizer que a não, não sei o que é. Não sei o que é. Eu acho isso um absurdo, mas tá bom, né? Então, e tem uma coisa interessante que é o seguinte. Daí o que acontece? Você tem todo aquele lixo radioativo, para onde ir aquilo? Aí começa uma briga que o o o governador de Goiás não
queria ficar com o lixo dele, no estado dele, queria mandar pro Pará, numa região que é cheia de nascente de água. Ô meu senhor, o senhor nem realmente merece a coroa. Ainda foi ministro da saúde em 1993. Acho que 93 mais franco com a dúvida, porque o col sai 92 tá mais franco. Como é que um homem que faz tudo isso vira ministro da saúde? Ele queria jogar parar de qualquer jeito. Parar não aceita, graças a Deus. Até porque esse diretor do centro lá nuclear, que é o Paulo Gorgulho que faz, ele sabe que não
pode ir para lá e ele acha o melhor lugar, segundo os os estudos, que a que a Badia de Goiás, a badia Badanha, como é que é o nome dessa cidade de Jesus que eu não vou. Tem o Ai gente, e os cachorrinhos? É tipo aquela coisa do Chernobyl. Os cachorrinhos são todos mortos, né? Os petezinhos todos. Ai meu Deus, que tristeza. É Badia de Goiás. Como é que é o nome? Jesus do céu dessa cidade. Eu anoto as coisas depois, mas eu vou achar. Então ele acha um lugar ali em Goiás que não tem
nascente, não tem nada. Parece que tem uma área com bastante eh eh abadia de Goiás que chama. Primeiro parece que foi eh é vai para um lugar, depois vai para tá lá até hoje. Todo esse lixo eh eh radioativo está lá até hoje enterrado. Para vocês terem uma ideia, no dia 13 de setembro de 1987 começam os catadores pegam lixo. Dia 18 de setembro eles abrem a cápsula no ferro velho. Dia 28 de setembro de 1987, a Maria Gabriela, nossa grande heroína, vai pra vigilância sanitária. No dia 29 de setembro de 1987 tem o alerta
geral que estamos com uma tragédia radioativa. No dia 23 de outubro de 1987 tem a primeira morte. Eh, eles só vão parar tudo, gente, em 2200 e não sei quanto é quando eles olha só, vai terminar tudo. Daí vou continuar. Ah, daí eles, ele em 1988 eles fazem todo o enterro lá dos lixos radioativos. Em 1997 eles terminam a construção da estrutura onde é hoje é lá tudo enterrado em Abadia de Goiás. Até hoje tem monitoramento ambiental nesses lugares e tem uma assistência à Vítima. Onde era a a vigilância sanitária? Se tornou a associação das
vítimas e eh do SES 137. São 6.000 toneladas de rejeitos. 6.000 toneladas. O que acontece? todas as casas que foram eh eh eh destruídas, os locais destruídos, as os móveis, tudo tão tudo nesses contêers, roupas, nada podia sair de lá, nada poderia e tudo estava contaminado. Tudo isso só vai acabar, eles só vão poder falar assim, gente, acabou, não temos, não precisamos mais falar do 737 em Goiânia, no ano de 2287, ou seja, séculos e séculos depois da tragédia, ainda estaremos falando bastante disso também. Parece que fica no setor aviário, aviário lá de Goiânia, onde
tudo aconteceu, que as pessoas não querem passar. Eu entendo, né, gente? É uma coisa assim, não dá, né? Eh, você tem 603 pessoas receberam, hoje tem doenças 603 pessoas pedem para serem reconhecidas como vítimas diretas. essa história triste do sésio 137 lá em Goiânia, que traz pra gente a reflexão do que que assim que que você seremos se a gente não olhar os nossos lixos radi, eu fico pensando, fico olhando fal Assim: "Minha mãe do Senhor Jesus, qual é o conhecimento que realmente o ser humano tem ainda para te garantir tudo isso?" Nenhum. É bomba
atômica agora, metade do século XX. a gente ainda desconhece muita coisa. Espero que as surpresas que venham sejam boas, né, e não terríveis. Para toda todas as vítimas, o meu abraço para os médicos que cuidaram, meus parabéns, meus aplausos em pé e também para os os funcionários todos envolvidos para tentar salvar e não permitir a radioatividade subir e espalhar por todos os lugares. Também o meu mais sincero obrigado como cidadão brasileiro disso não ter sido para todo e para Netflix. Parabéns também, uma excelente série, muito boa série no tamanho certo, certo, certo, certo. A Gulani
que fez a produção, excelente a Gulane, todo mundo sabe disso. Então é isso, espero que você tenham gostado. Beijo, tem vídeo todo dia. Te vejo. Até já. Até já. M. Olá, sejamos todos muito bem-vindos. Não deixe de se inscrever, curtir, compartilhar, ligar sininho. Marque nas suas mídias sociais. Marque a todos nas mídias sociais. Se puder se já membro, se não der tá tudo certo. Você vem comigo até o final desta história terrível de um tempo em que tínhamos e temos sempre medo de bomba nuclear, agora ainda mais falando dessa coisa de Irã, Estados Unidos e
tudo mais, a o o Terror do nuclear, né, da guerra nuclear, da radioatividade, sempre esteve conosco desde a Segunda Guerra Mundial, quando a bomba atômica foi inventada pelos Estados Unidos e tivemos lá as as guerras, a a o crise dos mísseis, quando a União Soviética colocou míssil em Cuba e tudo mais. Então, a gente vive esse fascínio terrorista da possibilidade de o mundo acabar através da guerra nuclear. Nós tivemos, eu me lembro de um filme chamado The Day After, que era escandaloso pra época, de mostrar o que que significaria termos a guerra com as bombas
atômicas, o quanto que a gente estaria dizimando todo um país. Aí nós tivemos em 1986 o terror da do Chernobyl, com a explosão da da usina nuclear de Chernobyl. Eu me lembro que aquilo foi muito falado, muito, muito amedrontado. Todos nós tínhamos muito medo, inclusive porque o Brasil tinha suasinas nucleares lá em Angra. Eu acredito que isso tenha dado uma parada com a possibilidade de desenvolvimento de de novas formas de Energia, né, de energia elétrica. A gente tem Angra, Angra 2, nunca sei direito como é que estão essas Angras. E aí, em 1987, o Brasil
entrou no mapa com o escândalo, com a tragédia, com acidente, é difícil usar essa palavra, com o crime do sésio 137, que tinha muito a ver com o Chernobyl, uma vez que o Chernobyl quando explode lá na Rússia, ela era também de Sésio 137. Só que já trazendo de antemão a diferença básica de Chernobyl para Goiânia é que Chernobyl explode e logo começa a corrida contra a radioatividade, contra a possibilidade de as pessoas ficarem expostas à radioatividade. Em Goiânia foi o contrário. Tudo foi descoberto 10 dias depois de pessoas simples, comuns, terem entrado em contato
com esse Césio 137, que é um pó, um pó derivado, sei lá, dessas coisas. não vai entrar aqui no no no nessa aula de química com a tabela periódica, mas ela é um pó extremamente poderoso, eh, radioativo e que ele ele vai se contaminando de Maneira muito fácil, porque é um pó muito leve e as pessoas vão sendo elas mesmas contaminadoras com a radioatividade que estão nelas, elas passam a ser contaminantes também contaminadoras. um terror. Eu me lembro que foi um um horror, ninguém entendia direito, porque nós tínhamos tido um ano antes Chanoby tinha lá
meus 15, 16 anos. 15 anos 82 de 14 para 15 anos. E eu e isso foi falado na escola e tudo mais. E a gente não entendia direito o que que tinha acontecido. Ah, eu até fiz já aqui no canal um um especial com Carlos a alguns anos, acho que foi em 2023 sobre esse terror do do SESI 137 em Goiânia e agora estri Netflix, uma super série que é ten que às vezes esses títulos, a gente tem uns títulos de série que pelo amor de Deus, né? Eh, emergência radioativa. Eu não gosto muito do
título, podia ter sido usado mais o S 137 no título, mas tem seus motivos. Que estrea Netflix é uma excelente série. Aí como eu gosto de quando eu pego uma série boa produzida no Brasil, muito bem produzida, cinco episódios, Ariu e eu demos play e eu só fui dormir quando acabou. foram 5 horas E pouco que você não quer terminar porque eles souberam muito bem cadenciar dentro da série, já trazendo alguns pontos da série, eles souberam cadenciar eh todo o terror da da radioatividade, mas principalmente humanizando as vítimas diretas e indiretas desse assunto terrível, porque
pessoas foram contaminadas, locais foram contaminados, eh tem a corrida contra a contaminação eh coletiva Mas aquelas pessoas que estão, o que fazer com elas? Como fazer com elas? o quanto de pessoas poderiam ter sido contaminadas em função de um de um desaviso, em função de um horror, de uma coisa terrível, de uma coisa inimaginável, de uma coisa desnecessária, que foi toda essa, ai, meu Deus do céu, aquela coisa, aquele acaso do acaso do caos, quando principalmente eh você tem uma ineficiência do estado como um todo e das empresas é que faziam parte, fazem parte da
culpabilidade dessa, dessa contaminação, porque, gente, vamos combinar, porque estavam no local simples, né? Tava num num numa região muito simples, muito humilde de Goiânia. Ainda não existia o Tocantins. O estado de Tocantins, ele vai ser só em 88, 1988 só tinha ainda o estado de Goiás. E você era um local muito simples. Duvido que se aquilo tivesse em Panema, nos Jardins, em Genópolis, aqui em São Paulo, Panem no Rio de Janeiro, que aquele local tão abandonado, abandonado ficaria, ninguém olharia, principalmente centro de um centro de radioatividade daquele tamanho. Mas antes de mais nada, eu sou
Beto Ribeiro e este é o especial caso comentado e também dica de séries. Mas vamos do começo, principalmente sobre essa história tão bem contada. Olha, o Paulo Gorgulho, o ator tá muito bem como o chefão do centro de o centro de energia nuclear, o centro de de estudos nucleares que faz parte ali da série, o ator que faz o o ator o o menino que faz o ator principal, né, o personagem principal, que é o Marcos. Até notei o nome dele aqui, porque ele é baseado, eu vou contar também o que que é baseado na
realidade, o que não é baseado na realidade, mas principalmente eu não entendi porque eles mudaram o nome das vítimas, eh, que que são reais. Eu não entendi. Mudaram todos os nomes. Não sei porque fizeram isso. Deve ter lá seus motivos para fazerem, né? Mas o menino que faz o Márcio, que é o ator principal, que é um jovem e é físico nuclear, tá excelente. Mas vamos contar a história. Daí eu vou fazendo uns paralelos e contando um pouco como tá hoje, inclusive que eu fui dar umas pesquisadas por aí. Tudo acontece, gente. Vou pegar até
as datas certinhas, porque é um caso que tem uma cronologia importantíssima, que é onde coloca o barulho da página, que é onde coloca e o Brasil como esse talvez seja, se eu não me engano, é a maior e a maior tragédia nuclear num centro urbano do mundo. Espero que nunca mais a gente tenha esse tipo de coisa. Espero que o passado ensine pra gente o futuro. O mais importante de tudo. A gente precisa aprender com os erros para daí a gente não errar mais. Mas no dia 13 de setembro de 1987, dois catadores de lixo,
dois homens catadores de lixo que estavam ali vivendo a seu dia a dia dos seus perrengues financeiros, da necessidade de aquela história, né, correndo para conseguir o almoço e tentando vender uma parte do almoço para se transformar em janta. uma região muito simples ali de Goiânia. Eh, eles entram no antigo largado hospital, não as pessoas confundem um pouco, não é uma um uma Máquina de raio X, é uma máquina de radioterapia, assim como tem a quimioterapia, tem a radioterapia que se utiliza do sésio, não sei se hoje ainda é assim, mas naquela época aquela máquina
se utilizava do césio como uma forma de você fazer um tratamento principalmente contra o câncer. Aquele era um hospital que inclusive já vou antecipando aqui que é é de quem é a culpa, quem é o dono desse lugar, né? Era um hospital que existia ali naquela região que foi eh parado, foi abandonado. E eles tinham duas máquinas de radioterapia. Máquinas de radioterapia, por terem exatamente o sésio como núcleo daquela máquina, elas estão catalogadas até no centro nuclear do Brasil. Eu eu chamo de centro nuclear, pode ser que eu esteja falando o nome errado, mas existe
uma associação, um centro que é que é feito pelos pelo governo federal e tudo mais que cuida eh eh da de a gente não ter máquinas radioativas aí soltas, porque eu sempre penso, né, essa máquina um dia vai deixar de funcionar, para onde vai todo esse lixo atômico, nuclear, radioativo? Mas tinha esse centro e nesse hospital tinham registrados dentro desse centro eh eh que cuida dessa parte eh radioativa do do Brasil, tinham sido Registradas duas máquinas de radioterapia. uma máquina tinha sido retirada, tinha tido seu descarte feito da maneira correta e assim por diante. Mas
uma segunda máquina que o próprio centro não sabia que não tinha sido eh contada pelos responsáveis, pelos donos do hospital, que eram homens particulares, eram médicos, para eram cinco pessoas, eh eles não tinham avisado esse centro e que tinha essa segunda máquina. Nessa segunda máquina ali estava num prédio abandonado, um prédio jogado às traças ali. Dois catadores de lixo viram aquele prédio abandonado. Um deles entrou para ver o que que tinha lá dentro, se podia pegar coisas para vender. Ele entra e vai andando por aquela estrutura enorme, eh, solitária, abandonada, vazia, e vai vendo materiais
de chumbo. Eh, materiais de chumbo vai ser a máquina. materiais, se alumínio, papelão, essas coisas que eles que ele poderia catar para vender e poder fazer o seu sustento daquele dia. Ele vê uma máquina jogada num centro que tá escrito centro de radioterapia, talvez ele não soubesse nem ler e tudo mais, tinha lá até os símbolos de radioatividade, de e de perigo, inclusive, inclusive quando a gente vai, meu pai fez radioterapia, a gente nem podia ficar Perto dele naquele momento. Ele é feito todo um um uma ele teve cancer no cérebro, tinha uma tipo uma
máscara que eles faziam para impedir que a radioatividade fosse além do lugar que tivesse que ir, porque você pode matar outros lugares do seu corpo. Esses dois rapazes, então, eles entram e pegam essa máquina. Eles primeiro dão uma desmontada nessa máquina para conseguir levar a parte mais nobre que eles conseguiam ver que era chumbo. Tiram isso e levam até uma um um ferro velho ali perto, ali próximo de onde eles estavam, um local extremamente simples de Goiânia. Eles se deslocam até essa uma um um uma máquina extremamente pesada. É muito falado isso depois durante a
série, pelas pessoas que têm conhecimento disso, que carregar essa máquina tinha, além de você ter que ter todo um cuidado, é um peso muito grande. E eles falam: "Eu levei no carrinho, eles levaram no carrinho, aquele carrinho de de pedreiro, levaram embora, meu filho, do povo para para conseguir um, né, consegue ter força até de lugares que a gente nem imagina". Eles saem então com esse carrinho, com essa parte, sem ainda ter vazado o SESI. César ainda estava eh eh preservado dentro do que eles vão cham começar a chamar de marmita, porque parecia uma Marmita
um negócio ali. Quer dizer, quem vai chamar de marmita é o dono do ferro velho. Eles levam um tubão desse tamanho até esse ferro velho. Esse homem do ferro velho vai comprar essa esse esse esse material desses dois catadores de lixo e de e vai pagar um dinheirinho para eles. Eles estão ali pela região e eles se convivem. O que é interessante é que essa contaminação toda é feita em cima basicamente de uma mesma família e de pessoas próximas a eles. Esse catador de de do ferro velho, então esse dono do ferro velho tem dois
funcionários que, segundo eu pesquisei, são os dois funcionários que vão morrer. Na série, não são os dois funcionários que morrem, são outras pessoas. Não entendi por que mudou, mas tudo bem. Ele tem dois funcionários que vão eles e desmontarem aquele tubo que vai se transformar num negócio desse tamanho, que é onde é o local mais nobre de chumbo e tudo mais, que ele ganharia mais dinheiro, vem revendendo, que ele começa a chamar de marmita, porque ele aparecia uma marmita. Só que o dono desse ferro velho, eh, ele vai, eh, quando, quando tira e aquele chumbo,
queelee, quando Eles conseguem desmontar aquele tubo, cai um pó e que ele percebe quando eu apaga a luz que aquele pó fica brilhante, fica um azul brilhante. Tem gente que fala que é verde brilhante, mas na série é um azul brilhante. É um azul muito bonito, é um azul que chama muita atenção. E aquilo chama atenção desse homem que pega aquela marmita e leva para sua casa. Olha só, dentro do ferro velho dele começa a contaminação do césio, porque ali já quebra e já cai eh eh pó de césio. Quando ele vê aquilo, ele sai
andando. Esse pó é tão fino e é explicado tão bem isso, que esse pó e por onde ele passa, ele tá contaminando, ele tá deixando radioatividade no ar. E detalhe, esse pó pode ir pro esgoto que vai contaminar o esgoto, pode cair num carro, esse carro sair andando, vir para São Paulo e começar a contaminar. Que todo o caminho que ele faz do ferro velho até a sua casa, ele está contaminado. O ferro velho já está contaminado. Ele está contaminado. Ele passa a contaminar porque tem na mão dele, tem na roupa, tem no cabelo, tem
nele. O corpo dele passa a ser radioativo e passa a contaminar as outras pessoas. E ele vai e leva essa marmita para o para a casa dele. No dia 13 de setembro, Os catadores pegam esse tubo e levam até o ferro velho. No dia 18, porque depois o que acontece, depois da da do da tragédia, eles conseguem fazer um cronograma reverso para saber quando tudo começa. Então, no dia 13 de setembro de 1987, os carregadores pegam eh os carregadores pegam esse tubo e levam pro ferro velho. No dia 18 de setembro, 5 dias depois, eles
conseguem abrir a cápsula porque era difícil. Eles ficaram dias tentando até que conseguem, aí se transforma nessa marmita. Entre o dia 18 de setembro e o dia 28 de setembro, o que que vai acontecer? Ele ali começa a contaminação. Por isso que diferente de Chernobyl, é que Chernobyl explode e a gente já começa a correr para ninguém se contaminar. A contaminação começa já 18 de setembro sem ninguém saber que tá tendo contaminação. O dono ferro velho então leva para casa. Na casa dele tinha a esposa dele, que é a grande, vou falar o nome real
dela, porque é uma mulher que se tornou a grande heroína de toda essa história. E eu vou te contar por o nome real dela é Maria Gabriela Ferreira. Ela tinha 37 anos à época. Quando ele leva esse homem, esse dono de ferro velho, leva para casa essa marmita com pó, ele Começa a mostrar pras pessoas da sua casa e próximas a ele essa beleza dessa desse pó azul de como era bonito. Ele começa a a a inclusive presentear as pessoas tanto da sua casa como alguns vizinhos. E ele brinca com aquele pó, todo mundo passa
gente tá é uma contaminação atrás de uma contamina. É um pó. É uma coisa. É assim, você assistindo a sério, você começa a ficar angustiado, ele pega esse pó, ele pega essa mamita, leva para casa e fica brincando, mostrando para todo mundo. E ele distribui um pouco desse pó para cada pessoa. Na casa dele, ele é o dono do ferro velho, que tem a esposa dele. Com a esposa dele, o dono do ferro velho, eles tm um menino que mora meio com eles, que era um menino meio da rua, que eles pegaram um pouco para
ajudar e esse menino também se contamina. Então você já tem aqui três contaminados, qu tem na verdade cinco já contaminados. O dono do ferro velho, os dois funcionários dele que abriram a cápsula, a mulher dele e o menino da rua lá que eles transformam em filho de criação. Já são cinco. Além disso, o irmão desse dono de ferro velho também vai muito à casa dele e recebe um pouco desse pó. Então você já tem o irmão dele que tem Uma esposa que tem dois filhos, uma menininha que o nome real dela é a Le é
a Lei Leide das Neves Ferreira. Ela vai, inclusive ela vai ser uma, ela é uma das vítimas, menininha que tinha época 6 anos. Seis aninhos. Então você já tá com dono ferro velho, a esposa dele, o menino que mora com eles, os dois funcionários, o irmão dele ah do ferro velho, a mulher do dono, do irmão do ferro velho, a filha da mulher, o filho. Então você já tá aqui com nove pessoas que já estão altamente contaminadas, porque elas já estão pegando no pó. O irmão dele, inclusive, ele dá para o irmão dele esse pó,
pouco desse pó. Esse esse irmão, esse irmão do dono do ferro velho leva pra sua casa. onde está sua esposa e seus dois filhos. E ele brinca com aquele pó com a menina. Ele fala que são estrelinhas caindo do céu. E a menina fica brincando. E ela vai ter uma contaminação terrível, porque como ela chega na hora do jantar, a menina não lava a mão e a mãe até pede para lavar a mão e ela acaba comendo a comida com a mão suja do pó. Então ela comeu o séso, porque por enquanto a contaminação está
sendo assim de pele, de passar, de pegar, ela come o césio. Todo mundo já está em em em fases diferentes de contaminação, mas você já tem ali. Além disso, vai ter um vizinho, algum amigo dele, que ele dá um pouco de pó também. E esse cara ainda chega, é dito a época e muitos lugares falam que ele e a namorada dele vão transar com o pó, que eles vão se passar o pó e vão transar. Na série aparece ele pondo só o pó no pescoço dela e mostrando que ela tá iluminada com aquele pó azul,
né, com aquela estrelinha também. Dizem que eles teriam transado. Isso daí no na série não mostra, mas isso eu já até no especial que eu tenho com o Carlos aqui, a gente fala disso porque é o que é dito inclusive em muitos locais de pesquisa. Então todas essas pessoas que são de novo don Ferveros, os dois funcionários, a esposa o filho de criação, o irmão do a esposa dele, a filha, o filho, o o amigo e a mulher, 11 pessoas já estão diretamente contaminadas. Além disso, outras pessoas ali pela região onde eles moravam ganharam um
pouquinho de pó. E as pessoas só vão descobrir depois que tudo começa a acontecer. No dia, isso tudo começa lá no dia 18 de de setembro de 2000. 2000 bom 18 de setembro de 1987, é, e começa toda essa contaminação. No dia 28 de setembro de 1987, 10 dias Depois, a Maria Gabriela Ferreira, que é a esposa do dono do ferro velho, ela começa a perceber que as pessoas estão passando mal desde que esse pós chegou e essa mulher fica encafifada com esse negócio dessa marmita. O dono do ferro velho tinha encontrado uma pessoa para
comprar aquela marmita que ele chama de marmita, que é o núcleo, né, do da máquina de radioterapia, onde tá o Sédio. Ela ela fica impressionada, ela fica angustiada com aquilo e aquilo que o dono ferrover ainda queria vender aquilo e ela não deixa. Ela pega aquele que eles chamam de marmita, pega o menino que é meio filho de criação deles, e os dois levam aquela marmita até a vigilância sanitária de Goiânia. Com detalhe, eles saem de casa, eles param ponto de ônibus, eles entram num ônibus, eles descem, eles entram na vigilância sanitária. Todo esse percurso
está contaminado sem ninguém saber de nada. No dia 28 de fevereiro de de setembro, ela chega na vigilância sanitária, a Maria Gabriela, que ela tem um outro nome, na série, chamam de Antônia, se eu não me engano, e ela e ela avisa pro pessoal, gente, isso aqui tá esquisito, tá todo mundo passando mal ali na região deles falar: "Vocês não comeram coisa esquisita?" falou: "Moço, não é possível Que na minha casa e nas outras casas, gente, que a gente nem vive junto, tá todo mundo, todas as comidas estão com problema, eles demoram um tempo para
conseguir levar ela a sério no dia seg, porque ela começa a passar mal, inclusive no dia seguinte, no dia 29 de setembro de de 1987, o cara da vigilância sanitária resolve olhar aquilo porque aquela tal de marmita ficou ali na vigilância sanitária. A série vai acontecer o seguinte, que é um pouco diferente pelo que eu pesquisei, tem verdades e não tem. Até porque séries assim precisam criar às vezes alguns artifícios dramáticos pra gente conseguir seguir junto. É uma das partes que eu menos gosto da série são esses artifícios dramáticos, principalmente relacionado a esse personagem máo
que é tão importante na série. Ah, o cara da vigilância sanitária começa a se preocupar com aquela mulher que levou aquela marmita e ele fala com o médico para onde ela foi, pra tal da UPA. E o médico fala que tem muitas pessoas passando muito mal. E ele fala: "Gente, então deve ter alguma coisa errada. Esse médico na série vai conhecer o cara que chama Márcio na série. É que é um rapaz de Goiânia, mas que foi pro Rio de Janeiro estudar física nuclear, que tem uma esposa que vai descobrir que ela tá grávida. Ah,
Esse papo desse drama é o que mais me e ele tá no aniversário do pai. Aí começa um drama que é o seguinte. Na série, esse médico que conhece esse menino, por coincidências da vida, esse garoto está naquele fim de semana em Goiânia e ele liga pra casa de do desse rapaz do Márcio e pede uma ajuda dele, porque ele tá achando esquisito e tanta gente com essa contaminação que tá parecendo uma contaminação radioativa que não sabe nem do que que é quer que seja de uma tal de marmita que está na vigilância sanitária. Se
ele, por ser um físico nuclear tão gabaritado, estudado e diplomado, segundo é dito na série, até mesmo com doutorado no lá no exterior, se ele poderia ir ver essa tal de mamita. Só que ele está num dilema da vida. Ele está no fim de semana, Márcio, na casa do pai, que o pai quer que ele volte a morar em Goiânia, ele quer ficar no Rio de Janeiro, a esposa dele tá grávida, é o único fim de semana do pai e filho juntos e ela quer que o menino fique com o pai. Ok, beleza. Mas estão
solicitando uma ajuda, uma coisa séria. Aí depois essa menina que é a esposa dele, não tô falando da atriz, tá? Tô falando da personagem. Ah, ela vai ficar muito assim, pô, o cara salvando o Brasil e ela vai ficar muito assim. A gente tem que ficar junto, você tem que querer estar comigo no Rio de Janeiro. Vou embora. Ai, para, menina. O cara tá Salvando o mundo. Você tá enchendo o saco dele, menina chata. O pai também outro chato. A meu aniversário, se ele vai soprar velinha. Ah, meu senhor, o senhor tá fazendo aniversário a
vida inteira, faz o ano que vem. E se o senhor não deixar o seu filho trabalhar, ninguém vai fazer aniversário o ano que vem. Então fica um draminha que eu olhei, falei assim, sinceramente, eu se fosse ele falava assim para mim, paraa mulher dele, falava: "Estou separado de você e você, meu pai, não fala mais com você que vocês não estão entendendo vocês estão entrando." Ficou esse drama para trazer um uma certa ã, vamos aqui discutir a humanização da personagem. Eu acho isso aí, eu acho isso um porre porque tem uma obrigação em audiovisual, eu
vou falar mesmo que eu venho dele e eu acho isso um porre. que que tem sempre que ter 30% do personagem tem que ser o drama familiar. E não sei quem inventou isso e quem continua passando pra frente. Eu não quero saber do drama desse homem com a esposinha dele grávida e com o paizinho dele chato. Gente, quando entrava isso na série, falava assim: "Putz, por que isso, gente? tão boa série, nem precisa disso. Então, na série, esse médico que conhece esse menino que fez que é o Márcio, muito bom ator, ele diz que o
cara está lá, ele fala: "Você podia dar uma olhadinha ali na vigilância?" Ele fala assim: "Olha, eu só vou dar uma uma horinha, eu vou e volto". Ele passa e pega, não sei o nome Daquele negócio que fica vendo sem radioatividade, parece um revólver, parece um, parece na verdade um secador de cabelos, né? que fica quanto maior o número de radioatividade. Então, um draminha lá que vou deixar você assist quando quando ele chega com esse negócio, esse negócio explode de tanta radioatividade que está no ar por conta dessa tal dessa marmita. E ele percebe que
aquilo é uma coisa seríssima, que aquilo vai contaminar o Brasil inteiro, ainda mais que aquilo é muito fácil de você transitar com ele. Até pelo que eu levantei, o nome real desse segundo grande personagem, eu não sei se está vivo e se ele é se essa história que foi contada ali que ele teria vindo através desse amigo, não sei que, o nome dele real é Walter Mendes Ferreira. Ele era da Comissão Nacional Nuclear, ele já era da Comissão Nacional Nuclear. Ah, ele vai passar na série, ele vai passar a ser. Por quê? Ele chega e
vê aquilo e ele fala: "Minha mãe disse, Senhor Jesus, de onde veio isso? Para onde? Para ninguém se mexe. Em paralelo a isso, quando eles paralelo isso não, quando eles descobrem que aquilo é uma coisa extremamente séria, eles vão até o governador do estado do Do de Goiás, que é o o governador Henrique Santího, depois até virou ministro da saúde em 1993, ele morreu em 2006, uma coisa assim. aquela coisa, né? governador que tá sempre preocupado com o voto e nem sempre com a população de verdade. Pelo menos é o que aparece na série. Muito
bem feito pelo Tuca Andrade. Andrada o Andrade, agora não lembro se é Andrade ou Andrade, mas um excelente ator o Tuca Andrade. Ah, e ele, esse governador ele, né, fica assim, ele liga, começam a se ligar para os telefones e vai cair lá no nessa comissão nuclear, de fato, nesse nesse centro nuclear brasileiro que fica no Rio de Janeiro. uma cenazinha ruim que tá lá o o diretorzão do centro com três aluninhos perguntando, fazendo trabalho de escola, perguntando de Ternobyl, isso, aquilo. E eles perguntam assim: "Ai, a gente tem risco de ter Channobyl no Brasil?"
Ele fala: "De jeito nenhum." Aí início toca o telefone, a secretária falando que uma máquina de radioterapia em Goiânia, no hospital específico, eh, teria sido aberta. E é o mesmo sésio. Aí a gente descobre que é o mesmo produto sésio que era de Chernobia em Goiânia. Ele tinha acabado de falar que no Brasil não ia ter e passa a ter já em Goiás, que é o Paulo Gorgulho. Tá ótimo. Aí ele vai também para Goiânia. Ali vai se juntar um senhor já chefão, sabe tudo, sabidão E muito bom, um cara muito prestativo, uma personagem muito
legal, com muita responsabilidade e vai se juntar com o Márcio, que é um jovem rapaz formado em física. Não dá para Só uma coisa, gente, ele tem doutorado. Ele é menino tem cara de ter 23 anos. Não tem como você ter doutorado 23 anos. Tem jeito. Eu acho que não, porque uma faculdade de 5 anos, daí faz mestrado, faz doutorado. Bom, mas ele tá lá com o doutorado dele. Então, os dois vão se juntar, você vai ter as duas gerações em busca de uma possibilidade de de tentar salvar o mundo, porque aquilo pode est indo
para qualquer lugar, mas a pessoa pode ter passado por lá, indo pro aeroporto e vai para Nova York, você começa a contaminar o mundo inteiro. Tem um detalhe que eles fizeram nessa série, uma jogada que eu acho legal de produção que foi feita na série Chernobyl. Muitas dessas personagens que aparecem, especialmente os médicos e os cientistas, eles são junções de muitas pessoas. Como B você tinha uma física tal, aqui você vai ter algumas personagens ligadas a tem a a a tecnicidade, a intelectualidade do assunto para salvar e para e para evitar a radioatividade, que são
o Paulo Gorgulho como diretor, o Márcio como esse menino que realmente aconteceu. Esse Walter é o primeiro cara que chega e determina e e consegue, graças a Deus, Parar e ele deu ele ele ouviu. Se ele estava visitando um pai, se ele tinha uma mulher grávida, eu não faço ideia, mas que o cara estava em Goiânia naquele dia e ele realmente, esse Walter, vai lá e vê essa tal de marmita e manda parar tudo e começa a falar assim: "Gente, a gente precisa fazer o desenho inteiro ao contrário da de onde veio, para onde estava
indo e todos os lugares por onde passaram para que podem ter sido contaminados". Então ele realmente é um grande herói. Os dois grandes heróis são a Maria Gabriela, que ela ela ela desconfia de que aquilo está envenenando as pessoas e ela se ela ela ela briga para ser ouvida pela vigilância sanitária e esse Walter que ouve vai lá e consegue realmente que que o nome dele é Márcio na série, mas o nome dele real é Walter e ele consegue fazer com que a coisa pare. Já tinha muita gente sendo contamin já tinha muita gente que
já tava contaminada, mas a contaminação poderia levar e vai, gente, vão ser quase 150.000 pessoas que podem ter sido contaminadas e que foram monitoradas e que foram e eh examinadas para ter certeza se qual o tamanho da radioatividade que estava nela, o tamanho da radioatividade que estava nelas. Pois bem, então como eu tava falando, algumas personagens eles juntaram, então A personagem Paulo Gorgulho, a personagem que a Leandra Leal faz como uma grande pesquisadora, tem uma outra pesquisadora também que aparece, uma outra mulher e dois médicos. Essas cinco personagens são junções de muitas pessoas, de muitas
pessoas. com o advento da descoberta de que aquilo era uma uma não era uma armita nenhuma, era o núcleo de um Césio 135, tava e de eh eu tô falando 135, é 137 o Césaro, né, Araí? O César é 135 ou 137? O Sésio é 135 ou 137? 137. É, às vezes tô falando 135, gente. Exésio 137, o número é sétimo. Então, a quando se descobre isso, começa a fazer o caminho inverso. A Maria Gabriela já estava no hospital, hospital não sairia. É tomada uma uma uma proporção, uma uma série de coisas. Por quê? Os
locais onde tudo por onde passou tem que ser isolados, fechados naquele primeiro momento. Isolados e fechados. Eles vão até a casa do do do do homem lá do da do Ferro Velho. Esse homem, inclusive, no primeiro momento, segundo a série, ele fica a a eh com medo Daquelas pessoas. Você percebe que ali tem um problema entre eles e a polícia. Eles não gostam de polícia, uma série de coisa problema deles. E eles encaminham já, eles conseguem convencer as pessoas que estão na casa já do Tono do Ferro Velho que eles precisam ir para um local
que eles inclusive constróem dentro de um estádio olímpico ali de Goiânia. Até para vocês entenderem, esse estádio, ele ficou tão eh eh horrorizado pela população que ninguém quer passar perto dele nem na frente. Ele foi derrubado em 2006, se eu não me engano, ou 16 e ele foi constituído uma outra coisa. Mas eu não passo ali na frente. Desculpe, Goiânia, mas eu fizar uma coisa para vocês. Eu não vou passar na frente desse estádio e eu não vou passar pelas ruas por onde esse essa marmita cesiana passou. Eu não vou, não vou, não vou. Eu
vou explicar por porque até porque essa história toda só vai acabar lá para 2200, não sei quanto. Não vou. E a Badia de Goiás tá lá aguardando a mais. Vamos chegando, a gente vai. Ah, então não tô não tô aqui fomentando medo, mas eu estou só dizendo que eu não vou, gente. É radioatividade. Sinto muito, não me convidem, eu não estarei lá. E você não sabe o quanto Tempo demora para aquela radioatividade exercer o mal que ela vai exercer dentro de você. Então eles eles descobrem, eles fazem, eles pegam esse estádio e começa a ser
nesse estádio uma um centro de triagem radio, de radioatividade. Eles pegam primeiro todas as pessoas, essas essa família que eu falei, o catador, os dois catadores, porque daí ele fala: "Não, foram dois catadores de lixo que me venderam, eles vão atrás, pegam, pegam os dois catadores de lixo, pegam o, o o tão de ferro, pegam o seguinte, eles levam para esse para essa local de estriagem, os dois catadores de lixo, o dono do ferro velho, a cunhada dele, o irmão dele, os dois sobrinhos, aqueles dois que que passaram, dizem que transaram, outros dizem que não,
porque outros já estavam inclusive hospitalizados, inclusive os catadores de lixo já estavam hospitalizados junto com a Maria Gabriela. Já tinham essas pessoas que já tinham primeiro passado, já estavam ali porque elas tinham inúmeras queimaduras, queimaduras horosas. Onde onde passou pozinho queimou a pele inteira e tá queimando de de de fora para dentro. for os órgãos internos e tudo que tá acontecendo, todos são levados para esse estádio. Ali Nesse estádio é feito uma primeira triagem e ali a a vão se decidir primeiro quem vai e quem não vai para o hospital local que estava em greve
segunda série. Gente, pelo amor de Deus, né? Greve de médico com com um desastre como esse não pode. O médico, gente, é uma situação. Você você inventou de ser médico porque em princípio acredita, você queira salvar o outro. né? E ali com toda aquela história e as pessoas já tavam, já tava já tinha na imprensa, já estavam falando desse vazamento, já estavam querendo saber quem era o culpado, que eu vou chegar lá, tal, não sei que lá. Nessa primeira triagem, a mãe da menininha, a mãe da da da real menininha Lady, e ela não tinha,
porque até na série você vê que ela chega muito bem bem, imagina, ela limpa a mesa com pó e joga no no ela joga aquele pó no tanque. Gente, eles vão ter que fazer um desenho porque assim, se ela jogou no tanque, é, tá tudo contaminado, para onde vai essa água? Para onde vai o esgoto? E e vai para esse rio, esse rio cai onde? Esse rio vai cair lá nascente, onde dá água para toda a população de Goiânia. Eles têm que ver todo esse caminho, tudo, tudo. Porque as pessoas entraram em pânico, nem água
mais eu posso beber, Porque tudo pode estar contaminado e é uma contaminação muito séria. E de novo, a pessoa passa a ser contaminadora. Eu eu tô tão radioativo que eu passo radioatividade para você. Então essas pessoas têm que ser isoladas. Eles vão todos para um hospital. A mãe dela já, a mãe da menininha já não vai porque ela não tá com tanta radioatividade. E ali é um momento muito interessante, muito triste, que a série mostra que tem uma realidade muito, muito, muito, muito bem pensada. Essas pessoas que foram retiradas das suas casas, que estão que
é um centro de contaminação, elas nunca mais vão poder voltar para lá. São pessoas extremamente simples. Todas as suas roupas, suas fotos, sua vida estão dentro dessa casa. até o seu dinheiro. O dinheiro está contaminado e não pode ser usado. Quando eles chegam nesse nesse nesse estádio, eles têm que tirar toda a roupa e tudo que tiver dentro de bolso, tudo vai ser tudo é colocado dentro de uns latões que vão ser depois fechados, eh, isolados, porque aquilo é material radioativo, até a roupa deles. Então essa essa mulher ela sai desse centro, ela não tem
para onde ir, porque o governo não olhou para as pessoas que estavam sendo retiradas das suas casas dar dignidade para elas poderem continuar comer, almoçar, Jantar, ter roupa, porque tudo delas foi tirado. Independente aí você pode estar se falando, mas também que que foi mexer nesse pó? Tá tudo certo, nós vamos falar disso, mas nesse momento você tem pessoas que não tem para onde voltar, gente, né? Virar. É que nem quando me fala assim, mas por que que as pessoas ficam nessas casas aí? Não tá vendo que vai cair? É, vai. Falo para você agora.
Cai e fala da tua casa agora. Você vai para onde? Vai pra tua casa de campo. Aí eu vou pra minha casa de praia, aproveitar, ficar uns dias na praia. Gente, pelo amor de Deus, né? Os vizinhos não querem ajudar ela. Uma vez que eles estão com medo deles, uma vez que já tem a imprensa falando que tá todo mundo passando radioatividade, essa mulher fica sozinha, isolada. Só, coitado, a mulher vira uma homeless ali andando pela por Goiânia e nada nada feito por ela. Depois até tem uma ajuda. Todos vão para esse hospital onde está
tendo essa greve. Tem um movimento, tem um momento bonito que o ator que faz o médico eh gatão, é um gatão ator lá, não sei quem é, ele faz muito bem, até emociona que ele fala e ele consegue resgatar os médicos, enfermeiros para voltarem a trabalhar com eles ali, porque as pessoas estão morrendo. Eles esquecem o uma das pessoas que tá que tá contaminada, esquecem dentro de Uma ambulância, um horror. Isso aquilo é real, horrível. E tudo isso tem assim. Então você tem o tratamento das pessoas contaminadas e a descoberta da dos locais para descontaminar
lugares que você não faz ideia de onde estão. Você precisa fazer o desenho de tudo. Aqueles catadores de lixo aquele dia, eles foram, pegaram, mexeram e foram lá. Eles estão pouco, eh, eles não mexeram no pó, mas eles também foram contaminados por terem mexido ali. Aquelas pessoas que estavam com pó, para onde elas foram trabalhar no dia seguinte, elas pegaram que ônibus? Elas foram para qual lugar? Eles entraram em que farmácia? Em que em que em que em que açogue? Em que padaria? E eles consegue ver que a Maria Gabriela, a nossa grande heroína, aquela
mulher que descobriu, que percebeu que aquela marmita que o marido levou para casa tinha o demônio dentro dela. Ela conta que ela foi de ônibus. Eles vão descobrir o ônibus por onde ela passou, pro ônibus com as pessoas que já estavam. tava, gente, são 10 dias de contaminação em todo em torno de de todos os lugares. É uma coisa assim, eu quero pegar o número que eu anotei aqui, 113.000 pessoas foram monitoradas porque Todas elas de alguma maneira se cruzaram. Isso só em Goiânia, não foi feito no Brasil. Dessas 113.249 tiveram contaminação alta, pessoas que
não tinham nada a ver, que passaram pelo ônibus com ela e tudo mais, 249. Aí, ah, tem um momento da série que eu não sei se é real, mas na hora que fala, na hora que apareceu, dei um grito, por eles estão, eh, querendo ver se a água do do de Goiânia tá contaminada, né, e precisa avisar a população, apesar de o governador não querer avisar, porque ele pode perder voto para uma próxima eleição. É um inferno esse tipo de coisa. Absurdo isso demais. Ah, e passa um caminhão, a mulher lá, uma das uma das
da da das cientistas, tá com aquele ligar aquele secador de cabelo, esqueci o nome daquilo. Eh, e quando passa um caminhão, grita, eles vão atrás do caminhão. Era um caminhão de papel, de papelão. Eles perguntam de onde ele vê. Eles voltam tudo pra central de papelão ali. Aqueles catadores de lixo que tinham sido contaminados, que levaram o sesio, eles levaram outros papelões para lá, tava tudo contaminado. E sai um caminhão para São Paulo, para São Paulo. Sai um caminhão com os papelões contaminados. A gente tem um grito. Falei, gente do céu, será que isso veio
para cá? Diz na série Que eles conseguiram interceptar o camião. Eu espero que seja verdade. Imaginou isso? Isso, isso entrando dentro de uma cidade que é tamanho de um mundo de contaminação, de das pessoas se contaminando com radioatividade, o o a a assim a dizimação humana que seria horrível, mas eles vão conseguindo. Daí tem uma parte que ah muito triste que esses médicos que estão então você tem aquele grupo tentando achar todos os locais por onde essas pessoas passaram e descontaminar ou isolar. E você tem os médicos que vão lutar pela vida de principalmente, eh,
acho que são nove pessoas no total que estão em estado gravíssimo. Eh, e é muito triste porque eles ligam pro Hospital Naval do Rio de Janeiro e o almirante disse que só tem seis leitos e acabou. Era uma coisa tão Nossa Senhora Aparecida. Se isso aconteceu, esse almirante, ele devia carregar eh a culpa máxima minha culpa pro resto da vida. Não sei se o homem tá vivo ou não, mas daí esse médico consegue fazer um escândalo pela imprensa e ele consegue mais leitos e tudo mais. Vai entrar um médico russo que eu não entendo se
aquilo é real ou não. Aquele Russo me irritou quando na entrada ao fim no final ele deu uma ai agora vou virar um herói ai um saco. Não vou contar tudo que acontece para vocês assistirem a série. Se aconteceu mesmo esse esses médicos russos, me poupem, né? Nom idiota. Que que ele sabe do que ele tá fazendo? Nossos médicos são muito melhores. Ah. médico russo chato. Nossa, fala que é um chato, um a personagem não ator. O ator é tão bom que ele me deixou irritado com a personagem. É assim muito me educada aqui Rusco.
E a gente vai começar, a gente já vai chegar no dia 28. Olha isso tudo, hein? São 20 dias. No dia 28 de setembro de 2000 de 1987, as duas primeiras mortes vão acontecer, que é dia 23, 23, 23 de A Maria Gabriela vai no dia eh 19, dia 18. Pegar os dias direitinho, não guardei na cabeça, mas a gente pega. No dia 28 de setembro, a Maria Gabriela vai até a vigilância sanitária com a tal da marmita do marido. Infelizmente, no dia 23 de outubro de 1987, menos de um mês depois, ela vai eh
perder a vida, perder a batalha contra a vida e horas depois ela, a menininha de 6 anos, a Leid das Neves Ferreira, vai Perder a vida. Detalhe, né? A Maria Gabriela Ferreira era tia da Leide, porque a Leid é a filha do cunhado dela. Ela era casada com com o irmão do pai dele. Então a família morrendo. Morrem os dois. No dia 27 de outubro de 1987, o Israel Batista Ferreira, de 22 anos, que segundo eu levantei, é um dos funcionários que abre a cápsula dentro do ferro velho e não o catador. Eles eles mudaram
ali na série em função das pessoas, mas não sei por, mas quem morreu foi Israel Batista Ferreira também. Pode ser que o Ferreira esteja errado. Bom, mas Israel Batista, que era o funcionário do ferro velho, ele morre, a terceira vítima, morre no dia 27 de outubro de 1987. Aí o Admilson Alves de Souza, de 18 anos, que é o outro funcionário do Ferro que ajudou a abrir aquela cápsula do do negócio, é a quarta e última vítima sabida que ele morre no dia 28 de outubro de 1987. É atribuído também mais 16 pessoas, mais 16
vítimas. para eh que também teriam morrido diretamente, mas eh colocado para eles apenas esses 4ais. Eh, muitas pessoas hoje dos dos Policiais médicos e funcionários que ajudaram na descontaminação e nessa tragédia, eles também lutam até hoje para serem reconhecidos como vítimas, porque muitos deles passaram a ter doenças como câncer, até diabetes e tudo mais que não tinham. E tem, eles garantam que foi em função da radioatividade que eles tiveram que ter em função de salvar aquelas vítimas que tinham se tocado pelo césio. É impressionante. Eles mostram, por exemplo, que na tem que suar muito. Eh,
por isso que eles ficam fazendo ergométrico todo dia para suar, para pro César sair do corpo. Eles vão usar um um produto que os russos usaram azul, não sei das quantas lá por causa do Chernobyl. Eles vão fazer um teste de um outro tratamento para melhorar a imunidade dos pacientes, para um deles até inclusive conseguir amputar o braço. Então, tem uma luta pela vida dos médicos muito bonita, muito séria, muito muito intensa. Eh, mas vai ter um descontentamento muito grande das vítimas com relação aos funcionários desse centro de de centro nuclear. Por quê? Eles vão
se sentir. O dono do do do ferro velho se sente extremamente Culpado porque ele comprou o negócio. Os dois catadores sentem culpados porque eles se pegaram, mas depois eles vão começar a ficar com raiva desse centro nuclear porque eles que deveriam, não só eles, mas agora a gente vai entrar de quem a culpa para eles vêm eles como os responsáveis por não terem tirado aquela máquina e também os responsáveis por terem tirado eles das suas casas. Todas as casas, gente, foram destruídas. destruídas. Eu li que são quarteirões que foram destruídas ou são, mas depois eu
fui checar de novo. Acho que são menos que quarteirões, são muitas, muitos imóveis. Ferro velho, com certeza. A casa do dono do ferro velho, a casa todo mundo onde foi encontrado o César foi destruído, cimentado, um cimentão enorme que que não se faz nada. Onde era o ferro velho hoje? É um centro eh de trabalho, sei lá, tem parece tem loja, restaurante. Eu não vou. Parece que é um lugar que ninguém quer passar e eu entendo, eu não vou. Eu acho, aliás, que essa área tinha que ter sido isolada por Goiânia. Não dá, gente. É
que nem Chernob. Chernobyl até hoje ninguém vai, ninguém que vai morar lá. Eu acho que essa área, a prefeitura e o estado de Goiás, a prefeitura de Goiânia no estado de Goiás tinha que ter tirado as pessoas daquela região, gente, dado Outras casas para elas e não só tirar. O que me angustiou muito é quão ruim foi o governo de Goiã, de Goiás, pô. não ter feito nada. Tira as pessoas, mas não não dá. Hoje elas ganham as as vítimas diretas que ainda estão vivas, elas ganham que 2$ 3.000 por mês e as indiretas R$
1.600 por mês. Mas ninguém deu uma casa nova, ninguém, pelo que eu entendi, ninguém ganhou um imóvel, ninguém ganhou nada. Eles tiveram que refazer toda a sua vida por si mesmo. Mas dentro disso tudo, de quem é a culpa? Quem é que tem que carregar a tristeza de ter matado quatro pessoas, dentre elas uma menininha de 6 anos e ter ainda contaminado mais 115, 113.000 pessoas numa cidade? A gente não sabe se realmente esse material não foi para outros lugares. E e dizem com mais 16 vítimas fatais em função dessa radioatividade. Quem de quem de
quem é a culpa? Paulo Gorgulho tem uma cena que é uma cena quando a gente fala assim de premiação que se eles colocarem aquela cena quando ele vai falar porque o Ministério Público quer quer culpar em princípio também porque começa uma investigação, tem uma delegada que vai ouvir todo mundo, tal, mas Paulo Gurguro tem um momento que ele vai falar e eh sobre responsabilidade e culpa. Ele diz que a culpa não é dele de fato porque ele não tinha nem sido avisado que tinha Uma segunda máquina de radioterapia, mas ele disse que responsabilidade é de
todos e é verdade, é uma cena muito bonita, que é uma cena digna de ele ganhar o internacional. O que acontece? Aquele lugar onde tinha um hospital era um antigo terreno da Santa Casa local. A Santa Casa permite que cinco pessoas construam um hospital com a a a troca de que eh pessoas simples poderiam ser utilizados dos tratamentos radioterápicos que haveria ali. Esses cinco médicos dão para trás no acordo, não vão não vão pegar pobre nenhum para eles. A Santa Casa então fica enfurecida e vende o terreno para um outro empresário que queria fazer um
outro empreendimento no local. A polícia pergunta: "Então, de quem é o terreno?" É desse homem que comprou da Santa Casa. Mas esse cara fala assim: "Mas espera um pouquinho, eu comprei o terreno quando ainda lá estava hospital e eu não conseguia tirar eles." Sim, mas eles já saíram e tá lá aquele negócio. Ele falou assim: "Sim, mas se tem herdeiros envolvidos, eu não posso entrar naquele negócio." Ele era o dono e não era o dono. Ele falou assim: "Mas eu nunca fui autorizado a entrar e tirar as coisas de lá". A Santa Casa diz que
ela sócou o terreno e que ela nunca Entrou naquele hospital porque não deixavam os pobres entrarem. E você tinha os cinco donos daquele hospital construído que compraram uma segunda máquina de radioterapia e não avisaram o centro nuclear, centro de de radioatividade do Brasil. Por isso que o Paulo Gorgurho tá certo, quando ele diz que ele não tem, ele nem sabia que existia essa segunda máquina para solicitar a retirada. E essa e esses esses cinco donos, eles são os responsabilizados. Legalmente falando, os responsabilizados são esses cinco donos. Eles pegaram 3 anos e pouco de de cadeia
por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A lá Batomuchus, que o Batomus para mim é doloso no aveia. aquele bando de de de ordinário que afagés os donos do Batom que tem aqui o comentário. Eu eu questiono também eh cara além de tudo são médicos os donos desse hospital. Eles sabem o que que é aquela máquina. Culposo ele largar uma máquina de radioterapia jogada no chão. Onde tá o culposo? Onde ele não sabe que aquela máquina se abrir mata pessoas? Mas beleza, né? Brasil pegou cinco, esses cinco pegaram 3 anos De cadeia que
não foram pra cadeia porque o pena era baixa, transformaram tudo em multa e serviço comunitário. Ainda esses médicos que quase que mataram, para mim eles mataram. Os catadores de lixo foram investigados inocentados. A justiça entendeu que eles não invadiram o local, apenas entraram em uma construção abandonada. E também contou o fato de eles serem pessoas simples, sem estudo e sem entendimento do que fizeram. Acho que é isso. Vai dizer que a não, não sei o que é. Não sei o que é. Eu acho isso um absurdo, mas tá bom, né? Então, e tem uma coisa
interessante que é o seguinte. Daí o que acontece? Você tem todo aquele lixo radioativo, para onde ir aquilo? Aí começa uma briga que o o o governador de Goiás não queria ficar com o lixo dele, no estado dele, queria mandar pro Pará, numa região que é cheia de nascente de água. Ô meu senhor, o senhor nem realmente merece a coroa. Ainda foi ministro da saúde em 1993. Acho que 93 mais franco com a dúvida, porque o col sai 92 tá mais franco. Como é que um homem que faz tudo isso vira ministro da saúde? Ele
queria jogar parar de qualquer jeito. Parar não aceita, graças a Deus. Até porque esse Diretor do centro lá nuclear, que é o Paulo Gorgulho que faz, ele sabe que não pode ir para lá e ele acha o melhor lugar, segundo os os estudos, que a que a Badia de Goiás, a badia Badanha, como é que é o nome dessa cidade de Jesus que eu não vou. Tem o Ai gente, e os cachorrinhos? É tipo aquela coisa do Chernobyl. Os cachorrinhos são todos mortos, né? Os petezinhos todos. Ai meu Deus, que tristeza. É Badia de Goiás.
Como é que é o nome? Jesus do céu dessa cidade. Eu anoto as coisas depois, mas eu vou achar. Então ele acha um lugar ali em Goiás que não tem nascente, não tem nada. Parece que tem uma área com bastante eh eh abadia de Goiás que chama. Primeiro parece que foi eh é vai para um lugar, depois vai para tá lá até hoje. Todo esse lixo eh eh radioativo está lá até hoje enterrado. Para vocês terem uma ideia, no dia 13 de setembro de 1987 começam os catadores pegam lixo. Dia 18 de setembro eles abrem
a cápsula no ferro velho. Dia 28 de setembro de 1987, a Maria Gabriela, nossa grande heroína, vai pra vigilância sanitária. No dia 29 de Setembro de 1987 tem o alerta geral que estamos com uma tragédia radioativa. No dia 23 de outubro de 1987 tem a primeira morte. Eh, eles só vão parar tudo, gente, em 2200 e não sei quanto é quando eles olha só, vai terminar tudo. Daí vou continuar. Ah, daí eles, ele em 1988 eles fazem todo o enterro lá dos lixos radioativos. Em 1997 eles terminam a construção da estrutura onde é hoje é
lá tudo enterrado em Abadia de Goiás. Até hoje tem monitoramento ambiental nesses lugares e tem uma assistência à vítima. Onde era a a vigilância sanitária? Se tornou a associação das vítimas e eh do SES 137. São 6.000 toneladas de rejeitos. 6.000 toneladas. O que acontece? todas as casas que foram eh eh eh destruídas, os locais destruídos, as os móveis, tudo tão tudo nesses contêers, roupas, nada podia sair de lá, nada poderia e tudo estava contaminado. Tudo isso só vai acabar, eles só vão poder falar assim, gente, acabou, não temos, não precisamos mais falar do 737
em Goiânia, no ano de 2287, Ou seja, séculos e séculos depois da tragédia, ainda estaremos falando bastante disso também. Parece que fica no setor aviário, aviário lá de Goiânia, onde tudo aconteceu, que as pessoas não querem passar. Eu entendo, né, gente? É uma coisa assim, não dá, né? Eh, você tem 603 pessoas receberam, hoje tem doenças 603 pessoas pedem para serem reconhecidas como vítimas diretas. essa história triste do sésio 137 lá em Goiânia, que traz pra gente a reflexão do que que assim que que você seremos se a gente não olhar os nossos lixos radi,
eu fico pensando, fico olhando fal assim: "Minha mãe do Senhor Jesus, qual é o conhecimento que realmente o ser humano tem ainda para te garantir tudo isso?" Nenhum. É bomba atômica agora, metade do século XX. a gente ainda desconhece muita coisa. Espero que as surpresas que venham sejam boas, né, e não terríveis. Para toda todas as vítimas, o meu abraço para os médicos que cuidaram, meus parabéns, meus aplausos em pé e também para os os funcionários todos envolvidos para tentar salvar e não permitir a radioatividade subir e espalhar por Todos os lugares. Também o meu
mais sincero obrigado como cidadão brasileiro disso não ter sido para todo e para Netflix. Parabéns também, uma excelente série, muito boa série no tamanho certo, certo, certo, certo. A Gulani que fez a produção, excelente a Gulane, todo mundo sabe disso. Então é isso, espero que você tenham gostado. Beijo, tem vídeo todo dia. Te vejo. Até já. Até já. M.