[Música] Oi pessoal tudo bem então estamos agora na segunda aula do nosso curso de terapia cognitivo comportamental para crianças e adolescentes E hoje nós vamos falar sobre a formulação de casa que vai envolver aí a avaliação Inicial com a família com a criança e a conceitualização de casa a gente vai ver mais para frente direitinho o que que é essa conceitualização mas esses dois processos aí estão envolvidos na formulação do nosso caso Clínico então quando a gente tá lá atendendo alguma criança ou até mesmo um adulto é muito importante que a gente faça o que
a gente pode conhecer também como um estudo de casa a gente vai reunir todas as informações todos os dados tudo que a gente tem de relevante sobre o caso e formular eles estruturar ele criar essa estrutura e isso é a formulação de casa ela está acontecendo desde que a gente tem aquele contato Inicial com os pais da criança então Porque inicialmente né geralmente a terapia infantil ela é feito o primeiro contato com os pais por meio de uma anamnese coleta de dados E aí depois que a gente parte para o atendimento é infantil então desde
desse momento que a gente tem o primeiro contato com os pais a gente começa a fazer a nossa formulação de casa por meio principalmente da avaliação inicial é muito importante ressaltar já desde agora vai aparecer mais para frente mas é algo que é bom de frisar que essa formulação de caso ela não acontece em um único momento então a gente faz a formulação de casa na primeira sessão no máximo até terceira e acabou não ela é contínua Então a gente vai estar sempre alimentando aí as informações que a gente tem e falando sobre o processo
do desenvolvimento dessa criança na terapia né O que que tá evoluindo o que que não tá o que que deu certo que que não deu Então vamos começar falando sobre avaliação Inicial Então as crianças e os adolescentes eles geralmente são encaminhados para terapia quando já começa a ter um problema de comportamento que tá interferindo ou emocional né que tá interferindo no dia a dia deles então Muito provavelmente para chegar até terapia a gente hoje em dia que ver É tá sendo disseminado muito mais a importância da Saúde Mental do Cuidado a criança ou adolescente da
importância da psicoterapia não só para remediar crises então crises de ansiedade crises depressivas e sim como uma forma de autoconhecimento e de autocuidado Então hoje a gente até consegue encontrar alguns casos de crianças adolescentes que vão para terapia para ter esse espaço de compartilhamento de acolhimento e de fala desculpa mas geralmente ainda é muito comum que a criança ou adolescente eles cheguem a terapia porque tiveram aí algum problema de comportamento alguma alguma questão algum Problema Emocional que faz com que os pais vejam que ela tá interferindo na escola ou tá interferindo em casa com os
amigos e aí encaminha para terapia então quando essa criança e adolescente ele chega até a terapia a gente vai e faz uma avaliação Inicial que é uma visão geral descritiva em que a gente identifica os problemas e o funcionamento geral da criança então aqui a gente já começa pelo nosso olhar para essa criança como um todo Então apesar de ser voltado ao presente a gente vai pegar aí e vai pedir para os pais escutar Quais são as queixas e os problemas que levaram até terapia mas a gente vai também investigar o histórico dessa criança o
contexto do qual ela veio o que aconteceu aí na vida dela em todos esses ambientes que ela tá inserida então depois que a gente identifica os sintomas a gente investiga o papel dos fatores cognitivos né na criação na origem dessas perturbações emocionais e comportamentais da criança Então a gente vai estar aí dando uma ênfase de novo mas aspectos cognitivos em como eles estão aí relacionados com esses comportamentos com essas queixas aí comportamentais e emocionais então lembrando aí que é o ponto chave né da terapia cognitiva comportamental a forma como cada pessoa interpreta um evento contribui
para o significado atribuído e é isso vai ter consequências comportamentais e emocionais a forma como a criança tá interpretando o que tá acontecendo na vida dela vai influenciar em como ela se sente em como elas se comportam então é o básico fica até repetitivo mas é o básico da terapia cognitivo comportamental então aqui na nossa avaliação inicial a gente vai ter aí o começo né de um delineamento de um estudo de caso único o único aqui não é como eu já falei o único porque acontece em um único momento e sim único porque aquela criança
é única aquele adolescente é único aquela família é a única Então por mais que a gente tenha uma estrutura de avaliação Inicial e de formulação de caso então o que que eu quero colocar o que que eu tenho que abordar o que vai ter na minha anamnese por mais que eu tenha isso é quando estamos fazendo avaliação Inicial e a formulação do caso de uma criança nós estamos fazendo de uma criança única de um sujeito lá que tem suas vontades seus desejos sua história de vida a forma como ela interpreta as coisas é única porque
o que se passa lá no cognitivo dela é único Então a gente tem que ter isso em mente e aí nós vamos ter aí o processo de investigação então que é quando a gente está fazendo aí elaboração de hipóteses que nós vamos verificar no decorrer do contexto do processo terapêutico da gente já Levanta aí essas hipóteses na avaliação inicial a gente pode utilizar de instrumentos então testes de avaliações padronizados ou na padronizados que alguns são específicos apenas para uso de psicólogos Então são muito legais e aí aqui a gente tá falando de utilizar alguns instrumentos
para dar um embasamento maior teórico no e quantitativo né No que a gente tá encontrando também por meio da conversa com os pais e da observação com uma criança aqui é diferente da gente fazer uma avaliação neuropsicológica que é um processo aí muito mais exigente que dura muito mais tempo aqui a gente está falando de aplicar um teste um inventário para a gente avaliar Marcos do desenvolvimento ou para ver se essa criança tem sinais de depressão ou de ansiedade Além disso nós vamos fazer a conceitualização do caso então que é esse processo aí dinâmico e
fluido da gente entendendo identificando Quais são os aspectos aí de pensamento comportamento das crianças e emocional e é claro a gente vai estar sempre revisando e refinando essa imagem que a gente tem da criança então de novo processo contínuo durante todo toda nossa intervenção por mais que a gente até às vezes quando apresenta para os pais a gente fala nesse começo é uma amnésia então para coletar dados para você me falar sobre a criança conhecer um pouco ela aí quando começar com a criança eu vou trabalhar o vínculo terapêutico então para ela gostar de ver
foto terapia assim engajar nas atividades querer conversar comigo e aí a gente começa a intervenção nos comportamentos né nas queixas propriamente ditas Muitas vezes os pais eles pegam essa mas a todo momento nós estamos fazendo esse processo de formulação de casa então mesmo quando a gente está lá na intervenção a gente ainda tá coletando informações aí que às vezes não apareceram no primeiro nas duas primeiras sessões que você conversou com os pais ou nas primeiras vezes que você observou a criança então a gente está sempre aí revisando que formulando acrescentando e modificando a forma a
imagem que a gente tem dessa criança que a gente está atendendo Então vamos falar aí a avaliação de avaliação Inicial Essa é basicamente o olhar que a gente tem que ter né um recorte Inicial desse primeiro contato em que a gente vai levantar hipóteses formular essas hipóteses para serem comprovadas e geralmente a gente inclina avaliação Inicial mais esse momento com os pais então da anamnese que a gente tem muitos casos uma até uma um roteiro de entrevista bem estruturadinho me falando tudo que eu tenho que perguntar mas não se restringe isso porque porque quando a
gente for fazer aqui a concentralização do caso nós vamos envolver muitos desses dados que foram coletados na avaliação Inicial E aí nós vamos né alimentando o nosso caso então a conceitualização de casa a gente pode até considerar quase como um sinônimo da formulação em casa só que aí com um olhar mais específico da terapia cognitiva comportamental então o primeiro passo que a gente trabalha com a criança é o desenvolvimento da conceitualização de casa então quando a gente está lá começa a intervir com a criança começa a ter esse contato com a criança a gente já
começa a trabalhar a concentralização de casa e aí ela vai facilitar a nossa vida o objetivo dela é fazer aí com que a gente consiga identificar Quais são as técnicas mais adequadas para aquele caso adaptar essas técnicas e conhecer um pouco melhor da sua criança então é isso vai orientar a escolha de técnicas o ritmo e a implementação além de ajudar na avaliação do Progresso do processo terapêutico é um dos instrumentos mais práticos que a gente vai ter aí na terapia cognitiva comportamental Então a gente vai ter que conseguir ter um bom domínio da conceitualização
de casa então dessa dessa estrutura que a gente vai ver o que que inclui a nosso conceitualização de casa e que vai estar abordando não só histórias de vida mas também Esse aspecto aí diferencial da cognitivo comportamental que envolvem as variáveis cognitivas e variáveis comportamentais então o planejamento do tratamento deve se basear na conceitualização de casa conforme a gente vai preenchendo alimentando Nossa concentração né nossa formulação e organizando tudo isso aí é o que vai basear o nosso processo terapêutico então ele vai ser não só o nosso a nossa ferramenta mas útil como ele vai
sair o nosso guia principal imagem de novo não guia na ideia de um livrinho de receitas mas é o guia para a gente compreender e essa pessoa que a gente está atendendo então todos os dados todas as informações e todas as hipóteses que eu desenvolvi sobre essa pessoa que vai me ajudar então que ruim que eu tenho que seguir que eu tenho que fazer pensando que essa minha criança é muito ansiosa o que que vai ser bom de trabalhar com ela sobre a sociedade e o que que vai deixar ela mais ansiosa ainda então tudo
isso aí vai ser baseado com a concentração de casa por isso que ela é ferramenta prática então ela deve ser continuamente continuamente revisada nosso conceitualização E aperfeiçoada durante o processo terapêutico E aí algumas dicas que ajudam quando a gente tivesse procurando Nossa conceitualização construí-la de maneira simples então de uma forma objetiva até para que a gente consiga visualizar com mais facilidade manter uma visão Imparcial e abrangente Então nós não vamos ficar lá colocando os nossos achismos Mas isso é uma coisa que a gente aprende muito cedo na faculdade né então muitas vezes quando a gente
tem lá esse primeiro contato com a faculdade falando sobre atendimento Esse é o ponto que é mais mais citado Então a nossa formulação não vai ser diferente nós vamos ter aí uma formulação Imparcial e abrangente e vamos contar para cooperação e vamos compartilhar essa conceitualização com uma criança então lembra lá na primeira aula que eu falei que a ideia é a TCC ser colaborativa mesmo com a criança aqui não é diferente então quando a gente for construir a nossa concentração de casa conforme nós formamos alimentando a nossa conceitualização de casa a gente vai compartilhando isso
com a criança pedindo a opinião dela vendo o que que ela acha se faz sentido para ela se ela entender o que que tá acontecendo E aí claro né como tudo na terapia não só na cognitivo comportamental mas na terapia com crianças a gente tem que fazer adaptação forma que a gente vai mostrar isso a linguagem que a gente vai utilizar para mostrar essas informações para criança porque não dá para a gente chegar para uma criança de três quatro anos e falar para ela olha só você tá vendo aqui você tem um padrão de comportamento
desse jeito criança seu pensamento é esse que ela não vai conseguir Muito provavelmente ela não vai conseguir nem identificar para falar para você o que ela tá pensando Então a gente vai ter que trabalhar de outras formas dependendo da idade da criança E aí o que que envolve aí então a nossa conceitualização de casa ela envolve então primeiro os problemas apresentados E aí os problemas que são apresentados na terapia infantil mas em todas as terapias eles envolvem aí Alguns componentes Então os sintomas fisiológicos que é aqueles lá que a gente sente né no nosso corpo
Então como no nosso corpo se manifesta com esse problema depois a gente vai ver um exemplo o nosso humor então aí o que que a gente sente né então a gente pode pensar aqui nos sentimentos e Emoções o nosso comportamento propriamente dito Então o que a gente faz ou no caso que a criança faz a cognição que aí a gente associa muito na TCC até quando vai mostrar o modelo cognitivo que a gente vai ter uma aula para falar sobre isso aos pensamentos então envolve aí essa parte do significado né de como eu interpreto as
situações e as questões interpessoais então por exemplo de interação porque estamos falando de seres humanos e os seres humanos eles são seres sociais então mesmo que seja muito mais um núcleo familiar a gente tá falando aí de uma questão de interação E aí tudo isso vocês vêem que as setinhas elas são bi direcionais né então não é que uma causa outra mas todas elas estão aí em influência colaborativa e vão estar determinando os problemas que vão ser apresentados sejam esses problemas aí aqueles que os pais relatam ou se você mesmo observa na criança ou o
que ela mesmo relata E aí fora dos problemas apresentados temos aí outras coisas que estão contribuindo né que estão influenciando nesses problemas Como por exemplo o contexto cultural na qual essa criança tá inserida a história e o desenvolvimento dela então Olha aí a gente não vai ficar só no presente a gente vai dar sim uma importância porque aconteceu no passado na história dessa criança os antecedentes e consequências comportamentais e aí aqui ó a gente voltou um pouquinho para análise do comportamento que quando a gente fala de antecedentes e consequências comportamentais a gente tá falando do
que acontece no ambiente então aqui é relacionado ao ambiente meu Deus pronto eu acho que dá para ler então o que que tá relacionado o que que acontece no ambiente dessa criança antes do que ela fez e depois do que ela fez que influencia para esse comportamento se repetir ou não e as estruturas cognitivas e predisposição que ela tenha também vão estar influenciando na parte dos problemas apresentados E aí a nossa conceitualização de casa vai envolver tudo isso então a gente vai fazer é a metáfora do guarda-roupa a gente tem várias peças diferentes de roupas
então short roupa íntima camisas casaco roupa de frio roupa de calor e na conceitualização cognitiva a gente pega todas essas roupas e organiza elas dentro do nosso guarda-roupa a gente só dá atenção e organizar só as calças não vai ser algo útil não vai ser algo que para a gente vai ser de grande validade porque o resto tá tudo bagunçado então a gente não vai conseguir Identificar qual é uma camiseta qualquer um casaco Qual é a blusa que eu tô querendo achar então para isso a gente precisa fazer uma organização de todos esses fatores que
influenciam para ter isso de uma forma mais fácil se vê mas apresentável e mais fácil até da gente reconhecer e de ensinar para criança Então o que teremos aí como componentes da nossa formulação de casa aquilo tudo lá que a gente viu vamos ver de uma forma mais detalhada esses aspectos Então temos os problemas apresentados as variáveis as histórias os dados de testes então aqui a gente inclui uma que não tava necessariamente lá mas que a gente viu na avaliação Inicial que a gente pode coletar Então os testes psicológicos E aí nós temos teste que
são aplicados com os pais e temos teste que são aplicados com as crianças Então temos por exemplo inventário de estilos para em paz para ver qual que é o estilo de educação estilo desses países com uma criança então a eles são mais primitivos são mais autoritários aí a gente pode utilizar isso também na nossa formulação né na nossa conceitualização cognitiva Fora isso as variáveis cognitivas que vão Então está relacionadas com essa forma de como ela interpreta as situações Quais são os pensamentos Quais são as crenças e ao que eu já expliquei durante antecedentes comportamentais e
suas consequências que aqui nós temos um retorno para terapia analítico comportamental Então vamos falar primeiro dos problemas apresentados E aí esse é o primeiro passo apresentar o problema de uma forma que reflita a situação única da Criança e da sua família Então a gente tem que ser específicos na hora que a gente coloca esse problema então se a gente colocar um problema muito amplo então que a gente tem o exemplo aqui baixa autoestima é um problema muito geral e aí a gente não consegue saber como que essa baixa autoestima se manifesta parece a criança porque
para essa criança que é um sujeito único de um contexto único essa baixa autoestima pode se manifestar com ela não querendo ir nas festinhas na escola para outra criança essa baixa estima bota se manifestar com essa criança não querendo nem sair de casa porque ela se acha muito feia visualmente ou ela se acha muito burra ou ela se acha muito inadequada Então a gente tem que dar essa especificada no problema que é apresentado basicamente como se a gente vai sair o objetivo Gerais não é problemas Gerais problemas específicos Então aqui tem alguns exemplos de como
que a gente pode apresentar os componentes aí da sua demanda geral que a baixa autoestima então no aspecto comportamental afastamento de atividades novas e pessoas novas choro dificuldade de persistir em uma tarefa frustrante E passividade então Esse aspecto é como que a criança se comporta que traduz essa baixa autoestima numa questão emocional ela apresenta tristeza ansiedade e irritabilidade numa questão interpessoal isso reflete mostrando que ela tem só um ou dois amigos e isso é uma crítica que é repetida por exemplo pelo pai como algo que entra como uma demanda no fisiológico então na corpo dela
ela sente dores estomacais dores de cabeça e sudorese e na questão cognitiva ela tem aí um padrão de pensamento né ela tem alguns pensamentos que ela internalizou então eu não sou boa na maioria das coisas as pessoas acham que eu sou idiota meu pai acha que eu não sou boa então são as crenças que ela tem E aí isso tudo todos esses aspectos aqui eles em conjunto estão atuando e pensando aqui no nosso modelinho do problema apresentado eles estão atuando em conjunto e influenciando em como essa criança não só se posiciona mas como ela se
sente o que ela pensa sobre ela Então nós não vamos ver um aspecto separado do outro de forma isolada a gente vai estar vendo os problemas apresentados sempre abordando esses aspectos que estão citados aqui esses cinco aspectos E aí o tratamento que a gente vai oferecer para essa criança né nosso intervenção ela vai visar essas áreas que estão aí envolvidas em um problema apresentado Então a partir Vamos ressignificar fazer uma reestruturação cognitiva aí desse pensamento que ela atende que ela não é boa que ela não é bom na maioria das coisas que as pessoas acham
que ela é idiota que o pai acha que ela não é boa depois em como isso se manifesta no comportamento dela em como ela se sente nas relações interpessoais e assim por diante depois do problema nós temos também o contexto dessa criança desse adolescente então é essa palavra com o texto é uma que eu tô repetindo aí várias vezes não só nessa aula mas na outra porque porque é extrema importância a gente não pode olhar para uma pessoa descolada da realidade em que ela vive E aí mesmo criança a gente não vai fazer isso a
gente vai olhar para criança em si para o seu desenvolvimento de corpo de cognitivo de habilidades mas também para o local onde ela vive para a sociedade da qual ela veio qual que é quais são os aspectos culturais Qual que é a vizinhança Da onde ela veio a classe A situação sócio-econômica tudo isso vai ser levado em consideração Quando a gente tiver fazendo nossa formulação de casa nossa concentração Curitiba Então vamos contemplar aí aspectos de vulnerabilidade e resiliência então não só aquilo que está deixando essa criança em situação de vulnerabilidade que pode aí ser um
fator de risco para ela se sentir mal para ela não se desenvolver muito bem para ela ter alguns comportamentos inadequados mas também o que tem aí de aspecto que é para fortalecer que é para ajudar ela conseguir a enfrentar as adversidades Então os fatores de risco e de proteção que vão ocorrer de uma maneira dinâmica e continuar nenhuma pessoa e é isso não é diferente com as crianças tem só coisa boa na vida então muitas vezes a gente pensar e não trabalha só vai para escola não tá ainda nem na faculdade que que essa criança
tá triste não vamos ter essa ideia criança são seres humanos então elas vão ter coisas que elas vão achar que são ruins que vão deixar elas deprimidas que para elas ter um problema então elas vão ter fatores de risco aí e não só a forma como ela interpreta mas no ambiente onde ela vai ter fatores de risco então coisas talvez Nesse contexto aí que ela pertence no ao redor dela que não sejam lá muito positivas para o desenvolvimento psicológico dessa criança e fatores de proteção também então coisas que vão estar ajudando nesse desenvolvimento por exemplo
a gente já tem aí muitos estudos comprovando que a pobreza é um fator de risco para o desenvolvimento para saúde mental das crianças dos Adolescentes mas a criança Ela pode ter isso como fator de risco muito importante relevante mas ter também uma família amorosa que apoia que está sempre por ela que os pais estão aí dando muito amor muito carinho Tentando Manter ela na escola tentando ajudar com que ela se desenvolva bem como fatores de proteção e a gente você não vai ter só um E o resto não existe a gente geralmente tem eles acontecendo
aí de uma maneira dinâmica contínua então quando a gente tá falando sobre uma criança quando a gente está lá recebendo essa criança no nosso consultório por mais que eu vá atender eu sozinha no meu consultório eu tenho que levar isso em consideração e aí uma perspectiva que eu não vou aprofundar muito mas eu deixo aí de indicação de leitura pelo menos para a gente entender melhor essa ideia dos contextos nos ambientes da Criança é a teoria bioecológica do Broken Brenner que aí é de 1979 assim no começo dessa teoria mas ele coloca que a criança
ela tá inserida né nesse ambiente que contém sistemas e que esse sistemas estão aí influenciando para o desenvolvimento dessa criança então uma teoria que estuda ela não é psicológica como uma abordagem da Psicologia Mas é uma teoria que vai aí englobar o desenvolvimento humano como todo mas principalmente o desenvolvimento infantil Então é eu vou dar um zoom aqui para dar o exemplo do que que ele coloca por exemplo que vai influenciar no desenvolvimento da criança então ele coloca aqui a criança tem primeiro microssistema que envolve aquele contexto mais imediato dela então aqui no exemplo a
gente tem o exemplo Gente porque eu gosto de respeito e aí quando acha essa imagem adorei então nós temos um indivíduo aqui no microssistema esse microssistema envolve também a o ambiente imediato então por exemplo a família os amigos os Hobbes da escola mas a forma como essas esses ambientes imediatos se relacionam já é um fator que influencia que é chamado de mesmo sistema Então como tudo isso aqui interage dentro como esse microssistema interage e se relaciona já influencia na criança e aí a gente não pode então parar por aqui muitas vezes a gente tem essa
ideia de que o contexto ambiental dessa criança quando a gente fala de onde ela está inserida é isso Família escola Hobbes amigos e Ok acabou aí não Além disso E aí como autor propõe nós temos o exussistema que já vai envolver aí um ambiente em que a criança não está necessariamente atuando ativamente então por exemplo os locais de condições de trabalho dos Pais os amigos da família a mídia o serviço comunitário então por exemplo essa família ela tem emprego um emprego permite que os pais possam participar mais ativamente do desenvolvimento da criança eles possuem uma
rede de apoio caso tenha alguma emergência tem com quem ficar essa criança isso tudo está influenciando no desenvolvimento e por fim ampliando ainda mais a gente tem aí o macrossistema que envolve mais um aspecto cultural e social de onde essa criança aí tá inserida Então as leis os crenças culturais as atitudes culturais os valores que são os valores que são daquela cultura daquele país por exemplo e a cultura em si Então o que é valorizado O que é é característica do Brasil é diferente do que é característica da índia de algum país de algum de
algum país da África de Portugal dos Estados Unidos tá indo no continente americano então a gente leva isso tudo em consideração e aí aqui a gente vai longe por exemplo falando de diferenças culturais entre países mas a gente sabe que a gente também tem diferenças culturais dentro do nosso país então existem diferenças culturais entre crianças e aí de questão de aspectos social do que é valorizado de costumes e crenças do Norte Nordeste e do Sul e até do sudeste então quando a gente tiver aí levantando dados sobre o contexto dessa criança e tiver abordando a
história dessa criança e quem ela é a gente vai levar estudo em consideração Então os pontos a serem investigados rede de apoio social da Criança e da família e quais são as características dessa rede de apoio qualquer estrutura aí da sua rede Então qual que é o tamanho Então são laços próximos são laços mais superficiais é a família são amigos que são de muita confiança quais são Qual que é o vínculo que é essa criança tem com essa rede de contato então ah não a criança tem uma convivência diária semanal ou não são parentes muito
distantes que a criança vê uma vez por ano então a gente vai levar isso tudo em consideração quando tiver vendo o ambiente da Criança e essa rede de apoio delas e aí isso vai permitir diagnosticar os transtornos né com muito mais rapidez e com muito mais eficaz do que quando o diagnóstico enfatiza informações apenas sobre o estado atual da criança então ah é voltado no atual no presente voltado para o problema mas muitas vezes o que tá aí ajudando a gente a identificar um diagnóstico talvez hereditário por exemplo é a gente está investigando também essa
parte aí da família da família não só nuclear da família estendida e da rede de apoio do local a criança está então pode ser que ela desenvolva alguns sintomas psicológico de uma doença aí que veio por causa das condições de saúde do lugar onde ela vive além disso a gente vai incluir Então os dados de identificação da criança dos Pais o que levou a consulta a caracterização então dessas relações familiares é uma relação positiva todo mundo se bem todo mundo se dá mal como que é faz alguma coisa junto brinca sai para passar com a
criança os eventos significativos então tanto os negativos como morte separações e perdas quantos positivos ah veio um irmão lá até a gente se mudou conseguiu um emprego novo a criança foi para uma escola melhor fez mais amigos tudo isso vai ser abordado na nossa história Clínica as atividades que a criança realiza junto com a família então esportes viagens visitas as dificuldades que os pais encontram nas práticas educativas seja então aí lembrando lá da teoria que a gente mostrou bioecológica por causa de falta de tempo de falta de recurso financeiro seja porque realmente não sabe como
estimular alguma coisa ou como lidar com algum comportamento da criança os dados básicos de gestação e de parto então quando a gente vai aí falar da história da criança a gente não tá falando só de do agora de um ano atrás a gente tá falando desde a gestação como que foi porque isso também influencia no desenvolvimento da Criança e os vasos gerais do desenvolvimento então quanto tempo começa a andar a falar se teve algum atraso significativo alguma dificuldade algum problema de saúde E aí então a gente vai abordar questões do desenvolvimento amamentação primeiro ano de
vida questão de apego sua criança conseguia ficar longe da mãe ou então ela não conseguia lidar e a mãe tinha que ficar sempre com ela no colo sempre com ela próximo é questões de aquisição e autonomia então quando ela começou a comer sozinha Quando ela começou a tomar banho sozinhas com vários dentes sozinha além de condutas e temperamento da criança então ah ela briga na escola ela estuda bem com outras crianças o que que ela faz quando ela é frustrada quando ela contrariada e aí Lembrando que esses dados alguns principalmente esses relacionados ao aspectos mais
do desenvolvimento e aspectos mais históricos vão ser coletados naquele encontro Inicial com os pais que você pode fazer um encontro dois ou mais depende do quanto você quer coletar de dados e com base nas conversas que você for tendo com a família então sobre a família a gente vai pegar histórico de saúde familiar que vai ajudar aí às vezes no diagnóstico de algum transtorno Porque alguns transtornos são hereditários então se tiver um histórico na família a gente já fica mas atento fatores genéticos de risco que podem contribuir então com esse diagnóstico Foi o que eu
falei relação da Criança em diferentes sistemas então a relação da criança com a escola com os amigos em restaurantes em ambientes públicos então praças parquinhos e as habilidades adaptativas dessa família como elas conseguem se adaptar às adversidades alguma questão que suja e que elas precisam se mudar Além disso acompanhamentos então que a criança possa ter tido com outros profissionais E aí podem ser profissionais médicos ou então de outras áreas da saúde que não necessariamente envolva medicina então pediatra neurofono fisioterapeuta terapeuta ocupacional o uso de medicamentos Então se essa criança já precisou fazer um acompanhamento medicamentoso
se ela hoje ainda faz uso de medicamento e outros tratamentos psicológicos e psiquiatras Que ela possa ter tido Então se ela já passou por psiquiatra porque se ela já passou por outro psicólogo porque se tem algum relatório que eles possam dar Você tem algum feedback o que que foi trabalhado o que que eles sabem desse processo E aí da questão social a gente vai pegar as relações de amizades dessas crianças Então quem são os amigos consegue fazer amizades como que ela interage com essas amizades atividades de lazer e de esporte e modificações nos padrões de
interesse então se você observou aqui a de um tempo para cá ela Mudou alguma coisa muito grande no comportamento então interagir com todo mundo ficou mais fechado gostava muito de brincar e aí se retraiu e não quer mais brincar Isso vai ser importante para a gente também e fazendo esse desenho dessa criança e formulando as nossas hipóteses então outro aspecto depois que a gente fez toda essa coleta sensíssima de dados com os pais próximo passo e aí assim fica aberto para avaliação da necessidade de se realizar o uso de testes inventários com a criança mas
é sempre bom para dar essa embasada né Para dar essa parecida na sua formulação de casa então a gente pode ter envolvimento de pais e professores Então tem inventários que é para os professores responderem que ensina essa criança tem inventários que são para os pais responderem e tem inventários que são aplicados com as crianças principalmente forem crianças maiores E aí eles vão nortear o tratamento e controlar o progresso da criança então algumas vezes escalas que a gente pode utilizar E aí aqui eu vou só citar o nome eu não vou aprofundar elas então a escala
de avaliação do comportamento infantil para o professor e aí essa daqui já envolve o contexto escolar a escala de Déficit de Atenção hiperatividade o inventário que eu citei de estilos parentais é isso alguns pais escala de estresse infantil escala de Alto conceito e inventário de habilidades sociais para crianças dependendo da idade o preenchimento é com os pais se forem crianças maiores tem algumas escalas de testes que são aplicados direto com a criança agora a gente passa para o próximo tópico então que a variável cognitiva Então a gente vai identificar aí quais são as variáveis cognitivas
envolvidas nesses problemas nessa demanda e nessa criança então nós vamos considerar aí o processo a estrutura e o conteúdo cognitivo Então como que ele acontece como ele se forma como ele se apresenta e qual que é o conteúdo que essa criança tem aí na sua organização cognitiva então o exemplo lá dos pensamentos do exemplo da baixa autoestima em que tinha lá um pensamento de que eu não sou muito boa as pessoas não gostam de mim meu pai não me acha muito boa Então nós vamos cuidar dos Pensamentos automáticos dos esquemas e das distorções cognitivas as
distorções cognitivas são aquelas que a gente já viu na aula passada que envolvem por exemplo pensamentos que a pessoa tem ideias que ela tem muito enraizada sobre ela e que não condizem lá não são úteis e não são funcionais Além disso temos os pensamentos automáticos que a gente geralmente trabalha muito inicialmente a identificação desses pensamentos que são aqueles pensamentos que dura uma fração de segundo são superficiais passam rapidinho na nossa cabeça e aí a gente começa às vezes a sentir ansioso nesse sentido deprimido e fala mas não sei da onde que veio muitas vezes foi
por causa de um pensamento automático que passou a isso é rapidinho de por exemplo a vir uma pessoa que lembra minha professora pensei que eu tenho trabalho para apresentar e ver aquele pensamento automático de que eu nunca consigo fazer uma apresentação sente então eu não vou conseguir ir bem e aí eu me sinto deprimida E aí tem um comportamento diferentes do que eu teria se eu tivesse tido um pensamento diferente então a terapia cognitiva comportamental ela tá baseada aí no modelo cognitivo a gente vai ver a estrutura desse modelo cognitivo mas ele envolve esses processos
aí que a gente tem citado bastante do pensamento de da situação o que eu penso como eu me sinto e como eu me comporto diante disso E aí a hipótese de que as emoções os comportamentos e a fisiologia de uma pessoa são influenciados pelas percepções que ela tem dos eventos então o modelo cognitivo vai tentar deixar isso de uma forma mais exemplificada e mais explicativa e aí Dependendo da forma como a gente coloca a gente consegue apresentar isso para criança para que ela participe da construção desse do preenchimento do modelo cognitivo Então essas são as
variáveis cognitivas e aí aqui é o caminhozinho que eu expliquei lá atrás Então a gente tem as crenças que são aquelas ideias enraizadas que começam aí já desde a infância então por exemplo a ideia eu não sou boa em nada eu nunca consigo fazer nada novo de forma decente e eu posso ter então regras e atitudes e pressupostos a partir disso e é quando estou em situações que me remetam essas crenças eu tenho pensamentos automá isso me gera aí reações emocionais comportamentos e fisiológicos E aí o último aspecto né dos antecedentes comportamentais e suas consequências
então a gente está falando aí de uma de um paradigma de um modelo da análise do comportamento em que a gente propõe que as respostas comportamentais que é o que a gente chama de comportamento que a pessoa fez elas são moldadas pela interação com o ambiente Então o que aconteceu antes do meu comportamento e o que aconteceu depois Qual foi a minha consequência vão influenciar para eu repetir ou não este comportamento para ele ser fortalecido ou não E aí eu paradigma que a gente tem básico é esse daqui que a gente pode chamar de a
b c que tá em português mas a gente às vezes encontra ele em inglês mas o formato independente do nome ou da sigla então às vezes ele aparece como aquilo é como resposta aqui como consequência e aqui como estímulo então independente da nomenclatura a estrutura é a mesma que que a gente vai olhar o antecedente que aí que é o contexto para a gente ter um comportamento Então o que aconteceu antes o comportamento em si que é o que eu fiz e qual foi a minha consequência então o que que aconteceu aí depois que determina
se esse meu comportamento é fortalecido que é o que a gente chama quem já teve aula de o positivo Então quem já teve aula de análise do comportamento de comportamental já viu esses termos Então se meu comportamento foi fortalecido ou seja ele foi reforçado E aí temos o reforço positivo negativo ou se ele foi enfraquecido então a gente tem a punição positiva ou negativa ou a extinção mas isso aqui só isso aqui esse conteúdo por ele mesmo já dava uma aula então não vamos aprofundar E aí o que que é importante aquilo que a gente
já falou repetiu e vai repetir de novo levar em conta as variáveis desenvolvimentos então desenvolvimento dessa criança antes de conceitualizar o caso Então a gente vai levar em conta o desenvolvimento dessa criança e o contexto no qual ela tá se desenvolvendo e a escolha das estratégias Então a gente vai pegar tudo isso para ajudar a gente a escolher as estratégias que a gente vai utilizar com essa criança então ela tem um desenvolvimento típico o cognitivo dela é preservado eu posso falar com ela conversar eu tenho que usar uma estratégia mais lúdica isso tudo a gente
vai construindo conforme vai identificando conforme vai coletando essas informações e aí o nível de participação dos pais também é importante independente da gente ter uma participação maior ou menor na terapia é impossível fazer terapia cognitiva comportamental sem ter essa participação dos pais e aí o que alguns livros propõem que quando a criança é menor o nível de participação dos pais é maior porque precisa de uma mediação maior dos Pais em casa e aí eles aprendem algumas habilidades na terapia para aplicar com essa criança e assim por diante E conforme a criança vai ficando maior ainda
mais adolescente o nível de participação dos pais já é um pouco menor porque a criança tem mais autonomia para a gente conversar e desenvolver o processo terapêutico com ela e aí esse é um dos momentos mais importantes do processo de terapia cognitivo comportamental e ele continua após o início do tratamento indica sua eficaz Esse é um ponto que é muito importante sempre ressaltar para a gente não cair na cilada de que a gente só vai preencher conceitualização cognitiva nas primeiras sessões não a gente vai estar continuando trabalhando com ela trabalhando na formulação de caso depois
que a gente já iniciou que a gente já tá fazendo intervenção e até porque ela que vai indicar a nossa eficácia porque a gente vai conseguir ter um histórico do desenvolvimento dessa criança na terapia então isso também vai mostrar para a gente o que que deu certo o que que não deu o que que já melhorou o que que não melhorou Qual o objetivo já foi alcançado e qual tem que continuar sendo trabalhado então é uma ferramenta que além de prática ela é de grande importância para o atendimento infantil em terapia cognitivo comportamental ela então
engloba vários fatores ela engloba é muitos muitos dados ela engloba todo uma história da criança todo um contexto da criança ela engloba os problemas atuais da criança como eles começaram O que que tá influenciando neles Quais são os padrões de pensamento Quais são os padrões de comportamento então é um olhar para o todo e aí parece assustador Pode parecer assustador porque é muita coisa mas como é um processo que é contínuo você vai desenvolvendo isso no ritmo do processo terapêutico Então você não tem essa pressão de ter todos os dados já conectados estruturados e formulados
depois de duas sessões não você vai estar sempre construindo isso Então por essa aula é só isso e a gente continua então com esse olhar da terapia cognitiva comportamental no atendimento com crianças e adolescentes nas próximas aulas não obrigada