Bom dia todas as pessoas aqui presentes. Declaro aberto os trabalhos preparatórios da sessão do Tribunal do Júri da Comarca de Jacarezinho. Peço aos oficiais de justiça que recolham as testemunhas, onde umas não possam ouvir o depoimento das outras. Tendo comparecido o número de 23 jurados, declaro instalada a presente sessão do Tribunal do Júri. O jurado Caio Felipe de Carvalho não compareceu Nem justificou a ausência, incorrendo na multa de um salário mínimo, caso não justifique sua ausência nesta audiência, conforme determina o artigo 442 do Código de Processo Penal. Peço ao senhor oficial de justiça que faça
o o pregão do processo objeto de julgamento na data de hoje. Será submetida a julgamento nesta data nos autos de ação penal de competência do júri 45268.2020.8.16.0098 0098, Que lhe move a justiça pública, o acusado Marcelo Conceição da Silva, por violação ao artigo 121, inciso eh parágrafo 2º, inciso quto do Código Penal, fato 1, artigo 211 do Código Penal, fato 2, e artigo 155, capt também do Código Penal. O Ministério Público terá como seu representante o Dr. Rafael Guerra Costa, promotor de justiça. O réu Marcelo Conceição da Silva será defendido pelo advogado Dr. José Maria
Pereira Júnior, Dra. Tati Cristina Bacinelo, Dr. Lucas Diego Luz e Dr. Marcelo Damaceno. Este julgamento será presidido pelo excelentíssimo senhor Dr. Renato Garcia, juiz presidente do Tribunal do Júri. Procederei ao sorteio de sete jurados e juradas dentre os presentes para a formação do Conselho de Sentença. Mas antes advirto que não poderão servir no mesmo conselho em razão de impedimento: marido e mulher, ascendente e descendente, sogro e genro ou nora, Irmãos e cunhados durante o cunhadio, tio e sobrinho, padrasto, madrasta ou enteado, pessoas que mantém a união estável. Se houver impedimento entre dois ou mais dos
senhores e senhoras jurados aqui presentes, o primeiro sorteado participará do julgamento e os demais estarão automaticamente excluídos. São ainda impedidos de participar do julgamento: ascendente, descendente, sogro, genro, nora, irmão, cunhado, durante o cunhadio, sobrinho, Primo do juiz, do promotor, dos advogados de defesa, de pessoa que tenha desempenhado qualquer função ou servido como testemunha no processo. Quem tiver tomado parte como jurado em anterior julgamento do mesmo feito, inclusive como corréu, são suspeitos para atuar no presente processo quem for amigo íntimo, inimigo capital do réu ou da vítima. Quem estiver por respondendo por fato semelhante ou possua
cônjuge de ascendente ou descendente que o esteja. Por fim, ainda impedido de participar de julgamento, o jurado que tiver funcionado em eventual julgamento anterior, dos jurados impedidos entre si, por parentesco relação de convivência, servirá o presente julgamento aquele que for sorteado em primeiro lugar. Advirto aos senhores e senhoras jurados que, uma vez sorteados, não poderão comunicar-se entre si, nem com outras pessoas, nem manifestar sua opinião Sobre o processo, sob pena de exclusão do conselho e multa de 1 a 10 salários mínimos. A incomunicabilidade se faz necessária, a fim de se preservar o sigilo das votações
e a convicção íntima de cada um dos senhores e senhoras. Os oficiais de justiça aqui presentes irão certificar o cumprimento dessa determinação. Passarei agora a efetuar o sorteio de sete jurados e jurados que formarão o conselho de sentença. Assim que for Chamado, eu peço ao senhor e senhora jurada que se levante e aguarde o comando para adentrar ao plenário, respeitando-se as recusas imotivadas de ambas as partes. Pode sortear o primeiro. Carlos Alberto dos Santos Ramos. Pode ficar em pé, Carlos, porvor. Só um pouquinho, Carlos, só um minutinho, por favor. Só um minutinho. Dr. José Maria,
>> aceito. >> Dr. Rafael >> aceito. Pode vir até a frente, por favor. sa e se precisar sucesso seja bem-vindo. Rosana Nogueira de Miranda. Senora Rosana. Isso, Dr. José Maria. >> Sim, >> Dr. Eh, Rafael. >> Aceita. Pode vir até a frente. Opinou. Qualquer coisa vocês achar alguma coisa suspeitar aí para somar falando. >> Eh, mais um Luís Guilherme Jacobe. Pode ficar em pé, Luiz. Dr. José Maria. >> Excelência, a defesa vai dispensar, >> tá? Pode sentar. primeira recusa da defesa. Apenas para que os senhores e senhoras jurados entendam, né? As partes ten a prerrogativa,
segundo o Código de Processo Penal, de dispensar até três jurados de participar do Conselho da de Sentença. Sem justificativa. >> Muito novo. >> Pode sortear mais um. Luciano Evinei da Silva. Pode ficar em pé, senhor Luciano. Só um pouquinho, Dr. José Maria. >> Sim. Aceito, Dr. Rafael. Recuso. >> Pode sentar, por favor. Primeira recusa do Ministério Público. >> Josiane Aparecida Cam dos Santos. Pode isso. Ótimo, Dr. José Maria. >> Sim, aceitamos. >> Dr. Rafael. Aceita. Pode vir até a frente. Gustavo de Oliveira Bílcis. Pode ficar em pé, Gustavo, só um pouquinho. Dr. José Maria. >>
Eh, a segunda desistência da defesa. >> Tá, pode sentar, Gustavo. Obrigado. Segunda recusa da defesa, Vittor Ricardo Braz. Ótimo, Dr. Zé Maria. >> Sim, aceito, >> Dr. Rafael. aceita. Pode vir até a frente. Cristina Possete, pode ficar, pode ficar em pé um pouquinho. Dr. José Marias, >> sim, aceito. >> Tá, Dr. Rafael, >> aceito. >> Pode vir até a frente, por favor. >> Ah, não tem nada a ver. Negócio de mulher para Não tem nada a ver. O pessoal carervador outra de igreja para levar em básico. Só tô falando locando comutar. Eu vou escolher os
próximos do jeito que >> Fernando de Oliveira Gabeto Filho. Pode ficar em pé. Dr. José Maria? >> Foi. >> Então vou dispensar ele também. >> Não, não. O doutor vai dispensar >> sim. >> Não, não, não, não aceito. >> Tá. Pode sentar, por favor. Terceira recusa da defesa. Dr. Zé Maria, próximas recusas deverão ser motivadas. >> Ainda bem que tá na sua Caio. Oi. Tá ausente, né? Tá, então pode colocar ausente. Você colocou dispensado. Não, tá ausente. Isso. Luciana Miranda de Souza Prado. Pode ficar em pé, por favor. Dr. José Maria. >> Sim. >> Dr.
Rafael. >> Aceito. >> Pode vir até a frente, por favor. Seja bem-vindo. Meriele Isabela Viana Costa. Pode ficar em pé, por favor. Dr. José Maria. >> Sim. Dr. Rafael, não tem como >> aceito. Pode vir até a frente. >> Falta mais um só. Miren eu sou livre. Que isso? Tá faltando só mais um. Rafaela Aparecida da Silva. >> Dr. Zé Maria. >> Sim. Dr. Rafael tá com a criança. Vocês responsável com a criança? Pode vir até à frente um pouquinho. Sim, aceito. >> Pode vir até a frente, por favor. a Você viu lá que eu
mandei pro lado estar enchendo o saco nem pensar fazer. Uma vez formado o conselho de sentença, peço que todos os presentes se levantem para a exortação legal. Cada jurado e jurada irá responder assim o prometo após ser individualmente conclamado para prestar o compromisso, que tem o seguinte teor: Em nome da lei, concito-vos a examinar esta causa com Imparcialidade e a proferir a vossa decisão de acordo com a vossa consciência e os ditames da justiça. Eu vou chamar o nome de cada um dos senhores e das senhoras agora. Assim que eu vi, eu peço que responda.
Assim, eu prometo, tá bom? Eh, Carlos Alberto dos Santos Ramos, Rosana Nogueira de Miranda, Josiane Aparecida Cam dos Santos, Vittor Ricardo Braz, Luciana Miranda de Souza Prado, Miriele Isabela Viana Costa e Daniela Vicente Silva. Podem sentar, por favor. Os demais jurados e juradas que não foram sorteados estão por hoje dispensados. Caso seja necessário uma certidão de comparecimento a esta sessão de julgamento, há um uma servidora na no cartório à disposição que irá elaborar aos senhores. Eh, eu informo também que este julgamento será transmitido via YouTube, né, caso tenha interesse em assistir, assistir também estará Disponível
nas redes sociais. Eh, dos senhores e das senhoras. Muito obrigado, viu? Um bom dia a todos. Dos senhores e das senhoras que foram sorteados pro Conselho de Sentença, quem nunca participou de uma sessão de julgamento? Todos. Ótimo. Eu vou fazer uma uma breve explicação, vocês vão ver que é bem simples, não tem assim nenhuma dificuldade para que não fiquem ansiosos pensando o que que vai acontecer, que Hora que vai isso vai surgir, como que eu vou julgar. para vocês ficarem tranquilos, tá bem? Eu sempre falo que o Tribunal do Júri ele é dividido em quatro
etapas. Vocês notaram que quando nós começamos a sessão de julgamento aqui hoje, foram convocados 35 jurados para comparecer aqui hoje. Desses 35 jurados, né, 25 jurados e mais 10 suplentes, foram serão sorteados sete que formarão o conselho de sentença. Esses sete jurados é que irão julgar a Causa. Essa é a primeira etapa do julgamento em plenário. Depois desta etapa, então os senhores já foram selecionados, né? Eh, o sorteio é feito pelo sistema do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, pelo sistema Prajude, e foram sorteados para participar de julgamento. Formado o conselho, uma assim uma
informação muito importante, né? A partir desse momento, os senhores e as senhoras não poderão comunicar-se entre si a respeito da causa. Ah, então Eu vou ter que ficar até o final da tarde sem poder falar. Não, não é isso. Vocês vão poder falar, vão poder conversar, só não podem discutir a respeito da causa. O objetivo da lei é justamente impedir que um jurado possa influir na decisão do outro, né? Hoje, a partir desse momento, os senhores e as senhoras são os juízes da causa. Vocês entenderam? Ótimo. Essa é a primeira etapa do julgamento em plenário.
A segunda etapa é que nós denominamos da Fase de instrução. Então, nós vamos ouvir testemunhas, informantes e nós vamos encerrar esta fase com o interrogatório do acusado. Durante as oitivas, os senhores e as senhoras poderão fazer perguntas. E como que vai funcionar isso? Depois que as partes fizerem as perguntas necessárias, né? Eh, eu vou indagar aos senhores e senhoras juradas se tem alguma pergunta a fazer. Caso exista, o oficial de justiça vai levar uma folha em branco. Vocês vão anotar qual a pergunta. Essa folha será trazida para mim aqui. Eu vou fazer a pergunta para
para a testemunha, tá bem? Entenderam? Essa é a segunda fase, fase instrutória. Depois que nós terminarmos a oitiva de todas as testemunhas, aqui são cinco, hoje mais um interrogatório. Nós vamos passar paraa terceira fase que é a fase de debates. O Ministério Público vem a plenário e por 1 hora meia irá explicar a causa aos senhores e as senhoras com Os detalhes e como querem e como que o Ministério Público quer que vocês votem os quesitos. Na sequência, a defesa virá também por 1 hora 30 minutos irá explicar os detalhes da causa e também a
forma como que os defensores querem que os senhores e as senhoras votem os quesitos. Vocês poderiam me perguntar: "Mas o que é quesito? Eu vou chegar lá, tá bem? É possível que o promotor retorne em réplica. Aí ele poderá falar por até Mais uma hora. E os defensores poderão voltar também e tréplica irão falar também por uma hora. Os debates, qual o objetivo dos debates? Explicar para vocês a causa. Esse processo ele tramita já há algum tempo, né, desde 2020. Então tem muitas folhas, muitos detalhes que as partes irão apresentar aos senhores e as senhoras.
É muito importante que vocês prestem atenção nos debates, porque é através das explicações das partes que vocês vão botar os quesitos Depois. Mas afinal de contas, o que são os quesitos, né? Quando nós terminarmos a fase dos debates, vocês vão notar que eu vou fazer a leitura aqui na frente dos quesitos que já foram pré-redigidos por mim e depois contarão com o auxílio das partes na elaboração final. Quesitos são perguntas muito simples, vocês vão notar que são perguntas até óbvias, mas que vão permitir o julgamento da causa. E como que nós faremos a votação dos
quesitos aqui? Não, nós vamos até uma Sala reservada, nós vamos votar cada um dos quesitos individualmente, tá bem? Vocês já viram que são três fatos que nós estamos apurando aqui hoje. Então, para cada fato tem uma série de quesitos. Vocês entenderam? Ah, e como que eu vou votar os quesitos? Fiquem tranquilos. Peço que prestem atenção nos depoimentos, na fase de instrução, nos debates, porque na votação dos quesitos, eu sempre digo eh utilizo essa Sistemática, n? Olha, para esse quesito, a acusação quer que vocês votem sim e a defesa quer que vocês votem não. Como que
eu vou votar? De acordo com o que for falado nos debates. Por isso que é importante que vocês prestem atenção no que faz ser dito aqui nos debates. E depois que nós votarmos os quesitos, quem vai fazer a sentença, fiquem tranquilos. Quem faz a sentença sou eu, né? Vou elaborar a sentença com base nas respostas que vocês derem. Vocês Entenderam o que eu falei? Alguma dúvida? Não. Uma questão muito importante, né? Intervalos. Nós vamos fazer alguns intervalos durante essa sessão de julgamento. Ela não vai terminar na parte da manhã, possivelmente vai adentar à tarde, né,
até o comecinho da noite. Então, nós vamos precisar fazer alguns intervalos para almoço, eh, para ir aos banheiros. Eu vou pedir aos senhores e as senhoras, eh, se possível For, né, se for possível, que nós façamos os intervalos quando não tiver alguém assim alguma testemunha falando ou mesmo dos debates, se for possível esperar a parte terminar a exposição, vocês vão notar que sempre eu vou perguntar, podemos prosseguir ou os senhores e as senhoras querem que façamos um intervalo? Nós vamos conduzir a sessão de uma forma bem tranquila. Fiquem sossegados. O único detalhe é que quanto
mais intervalos fizermos, mais Tarde sairemos. Mas não tem problema, se for necessário, nós faremos a interrupção, tá bem? Alguma dúvida? Não. Vocês entenderam como que vai funcionar a sessão aqui hoje? Então, a primeira pergunta que eu vou fazer é se nós podemos iniciar a fase de oitiva de testemunhas ou se os senhores e as senhoras querem fazer o intervalo. Podemos começar. Então eu vou pedir pro para para entrega isso, Ana, entrega cópia. Vocês Vão receber agora uma cópia. Cada um vai receber cópias do processo. O que que tem nessas cópias? Detalhes do processo. Enquanto tá
sendo feito a a oitiva das testemunhas, tem um resumo aí para vocês poderem seguir. Qualquer dúvida vocês podem olhar, tem os detalhes do processo, tá bem? Vocês podem acompanhar por essas folhas. Alguma dúvida? Querem fazer o intervalo? Nós podemos prosseguir. >> Eu vou pedir que deixe fechado o Celular. Ele tem que ficar fechado porque vocês estão incomunicáveis, né? Lembra que eu falei eh a o Código de Processo Penal, ele prevê até uma multa pro jurado que euou se comunicar durante a sessão de julgamento. É por isso que eu peço para vocês deixem o celular desligado
para que nós não tenhamos problemas, tá bem? Para que nós não tenhamos problemas. Mas fiquem tranquilos, é até um exercício bom, né? Ficar um período sem usar o celular é Bom pra gente também, mas fiquem tranquilos até o final do dia vai ser liberado pro senhor também. O senhor pode ficar à vontade para para acessar, tá bem? Eu só peço que durante a sessão de julgamento deixe ele desligado. Ótimo. Perfeito. Querem fazer o intervalo? Nós podemos seguir com as oitivas. Eh, aí eu vou pedir que quando nós fizermos o primeiro intervalo, os oficiais vão vão
anotar para vocês. Aqueles que quer querem que ligue para alguém avisando, vai ser necessário, né? Então, vamos fazer o seguinte. O intervalo de 10 minutos, a a Ana vai anotar os telefones, né, que vocês querem que ligue e avise. Depois nós retornaremos paraa oitiva das testemunhas, tá bom? Combinado, doutores? 10 minutos. Então, deixando para ficar de frente aqui para mim. Tá aqui já. Não, não, aqui. Vem aqui para Mim. Mais para frente, Marcelo, faz favor. Eu vou pedir agora que você me fale o seu nome completo, a sua idade e o nome do seu advogado.
>> Seu advog >> tá ótimo. Agora você vai sentar naquela cadeira ali. Só vou te fazer um pedido, tá? Durante as oitivas você vai só ouvir, depois no final você vai conversar com seus advogados e eu vou ouvir o senhor também, tá bom? Pode Sentar aí, pode trazer o Silas para mim. Estamos transmitindo já, né? Tá ótimo. Isso. Vira para lá, vê se tá focado. Pode sentar, policial, por favor. Seja bem-vindo. Pode empurrar um pouquinho paraa frente aí. Vai ter que acho que abaixar um pouquinho lá. Vê se vê se você consegue só focar para
mim antes de nós começarmos. Tem que abaixar um pouquinho a câmera só aqui. Mais um pouquinho. Aí ficou ótimo. Excelente. Isso mesmo. Pode começar para minha gravação. Policial Silas, bom dia. Meu nome é Renato Garcia, sou o juiz titular da Vara Criminal e hoje juiz presidente do Tribunal do Júri. participam comigo desta audiência, desta sessão plenária, né, ao Ministério Público e também a defesa. Eu vou pedir a gentileza, me diga o seu nome completo, >> policial, o microfone tá desligado. Isso, como nós estamos transmitindo, seu nome completo. >> Silver. Perfeito, Neto. >> Certo. Eh, nós
temos aqui os dados da sua qualificação. O senhor é policial civil, está lotado aqui na delegacia de polícia de Jacarezinho. É isso mesmo? >> Sim. >> Tem parentesco com acusado a pessoa de Marcela Conceição da Silva. Não, senhor. >> O senhor foi arrolado como testemunha. Nessa condição, tem a obrigação e o Dever de somente dizer a verdade. Estamos apurando aqui fatos que teriam ocorrido eh no dia 1o de novembro de 2020 em horário não precisado nos autos. A denúncia relata a situação que envolve o crime de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e também o delito
de furto. Sobre esses fatos que eu relatei ao senhor, em resumo, serão feitas agora perguntas inicialmente pelo Ministério Público, pela defesa e, finalmente, pelos jurados. O senhor Deverão deverá responder somente com a verdade. Entendeu o que eu falei? >> Sim, senhor. >> Ótimo. Perguntas pelo Ministério Público. >> Obrigado, excelência. Bom dia, Sil. Tudo bem? >> Bom dia, doutor. >> Eh, policial, sobre os fatos que nós estamos apurando aqui nesse processo, eu gostaria, por favor, que o senhor nos relatasse quais foram as diligências que O senhor participou pela Polícia Civil, né? Como é que esse fato
veio à tona, eh, o que que foi apurado. Conta para nós com detalhes, por favor. Eh, nessa data, primeiro de novembro de 2020, eh, eu encontrava em plantão a delegacia e o final do Dr. Maurício, advogado, compareceu lá, eh, informando que iria apresentar um um o Marcelo aí, que iria confessar a autoria do homicídio, do padço dele. E no final do expediente ele ele levou o réu até a autoridade policial para relatar os fatos e em seguida ele indicou onde ele teria desovado o corpo do padrasto. >> Tá. >> Deixa eu só interromper o senhor
um minuto. O senhor falou primeiro de novembro, né? Mas eh essa situação do advogado buscar a polícia junto com o Marcelo para relatar os fatos, foi no dia do homicídio ou foi alguns dias Depois? >> Não, foi apóst. >> Foi apóst. É. Então, o dia primeiro teria sido o dia do homicídio ou o dia que >> não. Eh, conforme o não sei se eu entendi errado a data que eu >> é porque aqui na denúncia consta que o homicídio foi dia primeiro. >> O o advogado com Marcelo, eles foram na polícia alguns dias depois. >>
Sim, alguns dias depois. >> Eu me equivoquei, >> tá? E na sequência, finalzinho de tarde, ele ele indicou onde estaria, ele teria desovado o corpo, que o homicídio, a vítima teria teria sido disparo de arma de fogo. E aí efetuamos a diligência aqui na num mata para trás ali da da usina jacarezinho, já com a equipe do L. E ele indicou ali onde estaria, ele teria jogado o o cadáver. E nós adentramos a mata junto com a equipe da da do ML e localizamos. Baou recolheu, encaminhou para perícia >> e o Marcelo só vengar, não
sei se foi ouvido naquele mesmo dia lá pelo delegado >> sobre essa diligência para ir localizar o o corpo da vítima, né, do seu Benedito. Eh, o senhor pode descrever para nós qual que era a distância desse local aqui pra cidade, onde é que ficava esse esse local? >> É uma mata aqui ali, se engando, nos cordeiros ali no bairro ali atrás. da usando jacarezinho ali daqui da cidade deve dar uns 5 6 km. >> Tá. E e o corpo estava onde nesse local? Era mata? Era uma mata fechada. >> Uma mata fechada. >> E
a quantos metros mais ou menos da da estrada da via rural ali? >> Ali uns 20 m da estrada. >> Tá. No local onde estava o corpo, no Trajeto que vocês fizeram até localizar o corpo nessa mata, havia sinal de que alguém havia passado por ali, arrastado um corpo, alguma coisa assim? >> Eu não me recordo desse detalhe, >> tá? Como é que tava essa vítima ali? Ela tava enrolada em alguma coisa, amarrada? >> Tava? Eu não me recordo do estado dela. Sei que tava em estado de composição agora, >> tá? E pelo estado que
estava a vítima, dava Para ver onde teria sido o ferimento da arma de fogo ou não? >> Não, >> não. O senhor lembra se ela tava nua, se tinha roupa com ela? Algum outro? >> Não me recordo >> não. Tá. E e quem que acompanhou vocês até esse local para mostrar onde é que estava? O próprio Marcelo, eh, autoridade policial, delegado, eh, eu, o agente Emanuel e o pessoal do >> Tá. Durante esse trajeto e no local ali onde se encontrava a vítima, o o réu aqui, o Marcelo, ele deu algum detalhe do que aconteceu,
como ele levou o corpo, se alguém ajudou, o que que ele falou sobre a situação? >> Para mim não deu detalhes. >> Com quem que ele tava mais em contato nesse dia? ali foi apresentado pela autoridade policial na delegacia, né? >> Certo. Tá. E além dessa diligência para Localizar o corpo, o senhor participou de mais alguma? O senhor foi até a residência, o local onde teria ocorrido o crime? >> Não, senhor. >> Não. Participou da diligência para tentar localizar o veículo da vítima, que também foi subtraído? >> Não, >> não. Tá. Participou de alguma outra
diligência ou só dessa? >> Não, só dessa. >> Tá. Tem mais alguma coisa ali sobre o local que o senhor se recorda, que o senhor acha relevante sobre a vítima? Não, >> não. Tá OK. Então, obrigado. >> Perguntasse pela defesa, doutor. >> Sim, sim, excelência. Obrigado. Bom dia, policial Silas. Bom dia. >> Eh, eu vou pegar o gancho do doutor promotor aqui em relação aí esses possíveis sinais se havia na mata de que passou por ali, Se foi arrastado esse corpo, se a do da estrada até onde o corpo estava. Viu algum sinal ali? pela
experiência do senhor aí que trabalha há anos aí na polícia civil, é possível que se tivesse os sinais, ele poderia ter sumido ao longo do tempo, chuva ou o mato crescer novamente. >> Sim, >> é possível. Eh, pelo que o senhor tá nos relatando aqui hoje, o senhor não Sabiam ninguém da da polícia ficou foi acionada antes do Marcelo se apresentar e relatar que havia havido homicídio. >> Eu não me recordo dessa informação. >> OK. Sem mais, Silêncio, muito obrigado, excelência. Eu eu indago aos senhores e senhora jurad ser feita a testemunha. Não. Pode encerrar
então, por favor. Depoimento. Ótimo. Doutores, posso liberar testemunha? Policial Silas, Muito obrigado pela sua presença. Um bom dia, viu? Agradeço pela colaboração. Policial. Policial Emanuel, bom dia. Bom dia. Só um minutinho. Pode começar para mim. Policial Manuel, bom dia. Meu nome é Renato Garcia, sou juiz titular da Vara Criminal e anexos aqui da comarca de Jacarezinho. Participam comigo da audiência. Tá gravando? Participam comigo da audiência o Ministério Público e também a defesa. Qual o seu nome Completo? >> Emanuel Conrado Mimi Inácio da Silva. Policial, eh, nós já temos aqui a sua qualificação. Eh, o senhor
é policial civil lotado na delegacia de polícia de Jacarezinho. É isso mesmo? >> Exato. >> Ótimo. Tem parentesco com acusado a pessoa de Marcelo Conceição da Silva? >> Não, senhor. >> Como de praxa, eu vou advertir que o senhor está aqui como testemunha nessa Condição, tem obrigação e o dever de somente dizer a verdade. Estamos apurando aqui fatos que ocorreram no dia 1o de novembro de 2020. A denúncia relata que uma situação de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e também situação de furto. Em resumo, esses são os fatos. Sobre esses fatos eram feitas perguntas inicialmente
pelo Ministério Público e depois pela defesa e os jurados. O senhor deverá responder somente com a verdade. Tá bem. >> OK. >> Perguntas pelo Ministério Público. >> Obrigado, excelência. Bom dia, Emanuel. Tudo bem? >> Bom dia, doutor. Tudo bem? Eh, policial, sobre os fatos, eu gostaria que o senhor nos relatasse como é que essa situação do homicídio veio eh a conhecimento da polícia, né, e quais foram as diligências empregadas pelo senhor que o senhor participou, por favor. Certo? Eh, inicialmente compareceu à delegacia o Acusado Lé Marcelo na companhia do seu então advogado, Dr. Maurício Martinez,
onde ele relatou uma situação em que teria tido um desentendimento com o seu padrasto. E desse desentendimento eh ele acabou ceifando a vida do padrasto. É, com relação a esse desentendimento, ele informou que o padraço teria chamado ele até a casa dele e daí durante para uma conversa e durante essa conversa ele teria investido contra o acusado e o Acusado na tentativa de se defender dessa investida teria pego uma arma de fogo do da própria vítima e eh desferido tiros na vítima, o que ocasionou a sua morte. morte. Depois, né, da morte da vítima, ele
informou ter eh abandonado o corpo numa área de mata e iria indicar o local a aos policiais desse que ele teria abandonado o cadáver da vítima. Então, de posse dessa informação, eu e o APJ Silas, na companhia do advogado e do Acusado, fomos até o local indicado, que se tratava de uma estrada rural aqui atrás do cemitério municipal, conhecida como estrada do Pinhalinho. Nessa estrada tinha uma região de mata densa, né, de vegetação nativa, em que ele pediu que nós parássemos e indicou a entrada do local onde a vítima estaria. Eh, pedimos para que ele
acompanhasse a gente até o local. ele não quis acompanhar, permaneceu na estrada junto com o advogado. Então eu e o APJ Silas Entramos nessa área de mata e andando cerca de 30 m mais ou menos mata dentro, uma área de vegetação densa, de difícil acesso, né? Não foi fácil a chegada até o corpo. Nós encontramos então eh o corpo do da pessoa citada e já em avançadíssimo estado de decomposição, apresentava já um estado larvário avançado, né? O que indicava que o corpo já estava ali há vários dias. Até o próprio acusado já havia informado a
data do fato. E a até a data do fato, Até aquele dia, se passaram nove dias em que a vítima possivelmente estava ali, né? Não se sabe ao certo que dia que ele levou a vítima até lá, mas a vítima já estava morta há 9 dias. Então, a o estado larvário da da da de larvas de mosca já estava num estado avançado, já haviam larvas grandes corroendo todo o corpo da vítima. A vítima também já estava em avançado estado de putrefação, com a parte do abdômen já inchado em razão da putrefação dos dos órgãos Internos.
E também a região da cabeça estava toda carcomida pelas larvas, inclusive com eh a gente fala chorume, né? Com um líquido que sai da putrefação escorrido na cabeça, estava envolto em um cobertor, né? Esse cobertor, além de estar envolto na vítima, estava com os membros inferiores, as pernas amarradas, eh o que indicou ali que ele, possivelmente na tentativa de ocultação até mesmo do cheiro e da da do da do da Do vazamento de sangue, possivelmente no local, ele envolveu a vítima ali com este com esse material e amarrou os membros inferiores. não sabe se antes
da consumação do fato ou posteriormente já a morte ali no momento de enrolar a coberta na vítima. Então, a primeira coisa que já causou estranheza foi que o acusado informou ter feito tudo isso sozinho, mas como é possível perceber, o acusado tem não tem 1,60 m ou menos, não deve ter nem 50 kg. E a vítima era grande, ela devia ter cerca de um, assim, visualmente um cerca de 1,80 no mínimo. Então eu tenho 1,82, então ela mais ou menos do meu tamanho e ela era bem mais, apesar de estufada em razão da putrefação ali
da dos órgãos internos, aparentava ser uma pessoa corpulenta, uma pessoa gorda, forte assim, né? Então, com cerca de mais de 100 kg por eh precisamente com mais de 100 kg tranquilamente em torno de 100 120 kg. Então, eh, já foi a primeira Estranheza ali, eh, observada no local, como que um, um suspeito com a compleção física dele teria conseguido levar a vítima até aquele local, cerca de 30 mata dentro, uma mata fechada de difícil acesso, que nós tivemos difícil acesso até o corpo. Como é que ele teria chegado até lá, levando a vítima? Porque também
no local, né, durante a reposição, eh, a a fotograf as fotografias do local, levantamento fotográfico do local e a observação do Local, eh além do mato em volta não estar arrastado, né, como se ele tivesse colocado no chão e vindo arrastando a vítima até o local, não tinha esse sinal nem na beira da pista e nem na área em torno do do cadáver. inclusive tinha algumas folhas em cima do cadáver, como se na tentativa de ocultar ali o próprio corpo em si. E já foi a primeira eh desconfiança com relação a ele ter informado, estar
sozinho, né, no cometimento dos fatos e Posteriormente na ocultação desse cadáver. Tanto que depois também na para tirar o cadáver de lá após o ML chegar ao local, né? Eh, houve grande dificuldade. Eu tive que ajudar os agentes do ML na carregar a carregar a bandeja junto com o corpo, que era pesado. Então, eh, foi difícil tirar o corpo do local também. Então essa suspeita ficou no ar, mas ele confirmou, eh, continuou afirmando que teria feito tudo sozinho. Então, foi feita a reprodução fotográfica, constatado ali a putrefação e a e o local do crime, como
ele teria levado eh o corpo até o local, ele também inicialmente não informou, né, como ele teria ido até o local. Então, fomos até a residência da vítima, né, na tentativa de de levantar maiores não no dia dos fatos, né, no dia dos fatos foi feito esse levantamento inicial. Aí, posteriormente nas Investigações foi feita as dirigências, não só isso, acompanhada sempre pelo advogado dele, não só na casa dele, né, na tentativa de de pegar ali a roupa que ele estava, tal, como também na casa da vítima, na tentativa de eh encontrar arma de fogo, alguma
coisa que pudesse eh indicar ali a a a legítima defesa da do suspeito, como a desarrumação do local, local quebrado, alguma luta corporal. tal e etc. Também foi iniciado a oitiva de de testemunhas, Apesar de testemunhas informacionais, né? a esposa dele, a mãe, o irmão, mas as pessoas que estavam em torno da situação, que pudessem ter algum conhecimento da situação. A mãe dele inicialmente informou que não teria tido conhecimento anterior ao fato, que somente teria tido conhecimento da morte do convivente eh no dia anterior, ou seja, no dia que ele teria procurado a polícia. relatado,
né, a o fato a polícia e que não teria Tido outras informações, só que ela eh informou ter convivido com a vítima por 27 anos, né? Então, eh apesar de estar separada de fato, ela morava na casa do do acusado em razão da sua condição física, que demandava cuidados médicos específicos, né? Ela ela teria tido, não sei se um AVC, alguma coisa assim, mas ela estava debilitada. eh na condição de saúde e ele estava cuidando dela, mas apesar disso ela mantinha contato com o ex-convivente, até porque a casa era uma Casa como se fosse de
esquina, né? Então a casa da vítima era aqui e já de parede meia, né? Na divisa do muro, já era a casa do acusado, então era do lado da casa. Então, era possível sim obter informações dele nesse período e obviamente sentir falta da presença dele na residência. Então, eh, o que causou ali a primeira a outra desconfiança com relação a ela saber ou não com relação ao à morte da vítima. ela eh enfatizou que Que teria tido conhecimento somente no dia anterior. Eh, surgiu a situação que no dia dos fatos eles teriam ido até a
casa da sogra, mãe da da atual convivente do do suspeito. lá permanecia no dia primeiro, né, no possível dia dos fatos e lá permanecido durante toda a tarde durante um almoço. E ela eh indagamos a ela se o Marcelo teria saído do local, né, durante esse almoço. Ela informou que ele não teria Saído de lá em momento algum e que ele permaneceu ali com a família durante todo o tempo em que estiveram lá. perguntado também se ela notou alguma eh mudança de atitude dele nos dias posteriores ao fato. Ela falou que não, que ele estava
normal, que ele estava trabalhando normalmente e frequentando normalmente a casa. Eh, perguntamos também sobre a arma de fogo, que ele alegou ter sido a arma da vítima utilizada no crime. Ela informou Que não sabia, que nunca tinha visto uma arma de fogo com a vítima. Foi outro fato que causou estranheza na alegação do suspeito. Como é que ela, que conviveu 27 anos com a vítima, não tinha conhecimento que ele tinha uma arma de fogo, que ele possuía uma arma de fogo, apesar de atualmente ela estar debilitada, mas os 27 anos pretéritos, qualquer coisa que ele
tivesse ou que coisa que ele tivesse guardado na casa, ela possivelmente teria conhecimento, Né? até porque era ela que fazia os serviços domésticos. Essa foi a alegação da mãe com relação à convivente dele, né? ela já de imediato informou que no dia seguinte mesmo aos fatos toda a família teria tido conhecimento do ocorrido. Eh, inclusive o Marcelo teria eh vamos só contextualizar daí, só pra gente ficar cronológico, né? Então, no dia daí, no depoimento da convivente dele, foi questionado sobre o almoço, Né? No dia dos fatos, ela informou que eles teriam aí ido a família
toda, ela, o Marcelo, os filhos dele e a dona Silvana, que é mãe do do acusado, teriam ido até a casa da mãe dela, né, sogra do acusado, e lá permanecido por volta do meio meio-dia, 11 e pouco, até por volta de 3:30 da tarde, 4 horas mais ou menos. e que nesse meio termo, né, em que eles estavam todos na casa, o Marcelo informou para ela que teria que voltar até a casa deles para pegar uma chave, Que ele precisava mexer em alguma coisa e ele precisava dessa chave. Então ele teria ido até a
casa sozinho a pé, que a casa é cerca de 100, 200 m próximo, mais ou menos isso. Ele teria ido sozinho a pé ao local e lá permanecido por cerca de 1 hora30. E quando retornou à casa, ela teria indagado o porquê dele demorar tanto tempo para ir buscar uma chave. Ele desconversou, ela falou que ele estava estranho, mas diz que era o Comportamento dele comum e às vezes ficava estranho. E que indagou a ele porque ele demorou tanto, 1 hora meia para retornar até a casa, cerca de 1 hora meia para retornar até a
casa, sendo que ele teria ido buscar somente uma chave. ele teria desconversado falando que não encontrou a chave, que teria ido em um outro local buscar a chave e ficou por aquilo mesmo e que no outro dia, no dia seguinte aos fatos, ele teria ido trabalhar normalmente, Seguiu a sua vida normalmente, como se nada tivesse acontecido. E no dia seguinte, a Silvana, convivente da vítima, teria indagado, eh, teria tentado contato com a vítima via telefone e ele não teria respondido às mensagens e ela ficou preocupada com ele ou pudesse ter acontecido alguma coisa com ele.
E eles teriam pedido para um outro parente menor de idade pular o muro e ia olhar, porque como era vizinho de muro, que ele pulasse o muro e fosse Olhar o quintal para ver se conseguia alguma visão da casa ou alguma informação da vítima. diz que esse adolescente teria pulado e não visualizou nada, tava tudo fechado e não conseguiu ver nada. Então ela, ele informou isso à família. Então ela informou que teria uma chave do portão e pediu para que a Beatriz, convivente do acusado, fosse da posse dessa chave até o local na tentativa de
contato com a vítima. E a Beatriz foi até o local, isso no dia seguinte, e abriu o portão de entrada, entrou, viu o carro da vítima, que era, segundo ela, um páo, cor, eu não me recordo a cor, mas era um fit páo, que estava na garagem. Ela tentou contato, chamou pela vítima, se eu não me engano, ela ela disse que entrou na casa e olhou no interior da casa e ele não estava. Um fato que ela mencionou que a casa estava desarrumada, né? Estava com a louça sem lavar, que não era comum, pois A
vítima era mantinha o bom asseio do local e limpava sempre e lavava sempre a louça. E ela destacou esse esse fato e e a a louça estava suja, então ela teria saído da casa e olhado o interior do carro. E no interior do carro, ela teria observado que havia um algo que o banco de trás estava rebaixado e havia algo volumoso no interior do carro que ela já de momento informou que ela percebeu se tratar de corpo de alguém, que era um corpo humano de uma pessoa Enrolado ali em coberta e tinham várias outras cobertas
e e roupas ali, tecidos em cima na tentativa de ocultar, mas que ela sim teria visto que se tratava de um corpo. Em primeiro momento, ela não acreditou ser o corpo da vítima e saiu do local. Quando ela saiu do local, ela entrou em contato com o acusado. O acusado fo voltou com ela até o local. Eles eh novamente tentaram um contato com a vítima e daí ela informou Sobre o carro, falou: "Ó, o carro tá trancado". Ela informou, só voltando um pouquinho, no dia que ela foi só, na hora que ela foi sozinha, ela
tentou abrir o carro, mas o carro tava trancado. Então, quando ela voltou com o Marcelo, ela informou que havia visto algo estranho dentro do carro e que o carro estava trancado. E ele inclusive teria olhado para dentro do carro e mesmo vendo aquela situação, ele desconversou ali naquele momento e falou Para ela: "Vamos embora daqui". Eu não lembro o nome da vítima, perdão, mas eh o a vítima é brava e se ele ver a gente aqui, ele vai eh achar ruim e vamos embora. desconversou e saiu. E ela teria percebido ali que ele ficou meio
sem graça na hora ali em razão dela ter falado sobre o carro e saiu. E depois mais tarde, né, ela teria entrado em contato com o Guilherme, que é irmão do do do Marcelo. E quando eles foram de volta até a casa, o carro já não estava Mais lá. o veículo já não estava mais no local. Isso no final da tarde, né? Já já havia passado um tempo ali, não foi logo em seguida, né? Teria passado um tempo e o carro já não estava mais lá. Daí foi quando ela teria ligado pro Marcelo, que estaria
trabalhando, e informado a ele que iria chamar a polícia. Ele falou assim: "Não, não chama a polícia não", tal. deu uma desconversada e depois ela falou: "Não, vou chamar a Polícia porque aconteceu isso, isso, isso". Daí ele falou: "Não, você vai chamar a polícia para mim?" Daí então teria confessado a prática do crime para ela e informado a mesma história que ele repassou paraa polícia, que teria tido um desentendimento, que teria matado a vítima em legítima defesa. Então ela ao tomar conhecimento disso, começou a conversar com ele pelo telefone na Tentativa de resolver a situação,
né, que ele se entregasse, chamasse a polícia, tal, e que após isso, eh, ele teria, eh, saído da cidade, teria ficado alguns dias fora da cidade e nesse período ela teria mantido o contato sempre com ele por telefone, tentando convencer ele ele a falar o que tinha acontecido, aonde estava o corpo da vítima, que não teria sido encontrado na tentativa de resolver a situação, informado a ele que se ele Não tomasse providência, ela iria chamar a polícia e ia informar os fatos. Então, eh, a apresentação espontânea dele não foi pelo, acredito eu, que não foi
pelo remortes, mas sim pelo temor, porque ela todo momento que conversava com ele informou que se ele não tomasse providências, se ele não procurasse as autoridades, ela mesmo iria fazer isso. Então, foi quando ele pediu esse prazo para ela que ele ia procurar um Advogado, ia conversar com o advogado e depois da instrução de orientação do advogado, ele iria então eh informar que o que teria feito e resolveria a situação. e ela esperou esse prazo, né, e foi o que aconteceu no ve dias depois, né, mas acreditou que em razão dessa pressão dela, né, e
mesmo assim e nesse espaço de tempo, né, então daí durante após ele informar isso, foi feita as diligências na casa, daí que eu informei inicialmente. E Nessas diligências foi apreendido o celular da Beatriz convivente dele, o celular dele. Não buscou autorização para acesso aos dados deles próprios. Então na extração do celular dela aparece apareceu, né? Eu só eu não fui o responsável por essa extração, né? Foi o setor de inteligência da delegacia que fez a extração e análise das conversas. Eu só depois posteriormente eh vi o que tava escrito lá até por questão da investigação.
Eh, ah, desculpe, deixa eu só voltar um pouquinho. Nesse nesse tempo, eh, a equipe de investigação teve conhecimento, né, então, do carro, que ele tinha, que a vítima tinha um carro. Em pesquisas constatou-se que o carro não estava no nome da vítima, então a gente não sabia características reais do carro, placa ou mesmo no nome de quem estaria o veículo, o que praticamente impossibilitou as diligências para recuperação do veículo. Ele eh a o Acusado informou que teria pego este carro e abandonado na cidade de Ourins. Inclusive ele acompanhou a equipe até a cidade de Oins
no local que disse ter abandonado o veículo. É, indicou ali é não precisamente, né, que nós rodamos um pouco ali pela cidade de Ourinhos em vários locais ali, até que ele indicou um local meio ermo, informou que havia abandonado o carro lá, mas o o o veículo eh possivelmente não foi abandonado. Por que eu dis digo Isso? Porque nesse espaço entre a as a a delação dele, depois da delação, encontro do cadáver e outros dias, eh recebemos informação que a vítima teria recebido uma certa quantidade em dinheiro, cerca de R$900 em dinheiro de um serviço
que ela estava prestando numa obra. Então, encontramos a a proprietária, né, da obra em que ele que a vítima estava prestando serviço e relatamos o fato. Então ela falou que dias após, dias após dias antes da do Sumso da vítima da obra, que ele não voltou mais à obra, ele inicialmente iria teria pedido eh informou que a vítima estaria tirando desentendimentos com o Marcelo, né, que que ela reclamava que o Marcelo teria comprado uma um veículo dele e não teria pago, que o Marcelo estava fazendo uso abusivo de drogas e dias Antes ela ele teria
pedido um adiantamento de R$ 900 e alguns dias depois a esse adiantamento de R$ 900, rapidamente ele já pediu mais R$ 1.000 De adiantamento do serviço. O que ela informou ter acreditado que que o Marcelo estaria poderia estar estorquindo ele, pedindo dinheiro para ele para em razão desse uso abusivo de drogas. >> Deixa eu só te interromper, mano. Quem pediu o dinheiro pro pra empregadora foi a >> a vítima. A vítima. Mas excelência, pela parte, e possivelmente eu acredito, eu acho, tá Bem estranho o depoimento, >> subjetivo. >> Eu acho que foi assim por causa
disso que ele se entregou. Possivelmente o carro não foi encontrado. >> OK. >> É, só esclarecendo, não é subjetiva, é conclusiva, né? de acordo com as investigações, de acordo com os investigamentos, os investiga hã as informações levantadas. Então não seria subjetivo se eu tivesse tirando da minha Cabeça, né, algo, uma ilação, na verdade não é uma ilação. >> Pode, pode prosseguir, mano. Pode pregir. >> Então assim, a empregadora, né, que teria contratado a vítima, ela informou que teria dado o adiantamento de R$ 900 e, posteriormente, um adiantamento de R$ 1.000, que a vítima teria reclamado
com ela da relação dele com o Marcelo, que esse dinheiro ela acreditava que seria alguma Tipo de extorção dele com relação a esse uso abusivo de drogas. informou também que alguns dias após ele informar os fatos, ah, a Silvana, mãe dele, e ele próprio, teriam ido até a obra, que a vítima teria uma betoneira de valor financeiro mais alto e ele com a mãe dele teriam ido até a obra e exigido que ela entregasse essa betoneira para eles. Ela não sabia ainda dos fatos e ela achou estranha a situação. Inicialmente falou Que não iria entregar
porque ela temia que o o a vítima voltasse e quando voltasse acreditasse que ela teria dado fim nessa betoneira, né? Teria se apropriado desse bem. Mas a Silvana, mãe do acusado, ele falou: "Não, eu já conversei com o advogado e o advogado falou para mim que tudo que era da vítima, acho que é Benedito o nome da vítima, se eu não me engano, tudo que o Benedito era do Benedito é meu, porque eu sou casada com ele, então tudo que é Dele é meu, então eu posso tirar esse material daí". Foi aí que então a
testemunha informou que temendo algum problema de desentendimento, acabou entregando essa betoneira. Então aí que eu falo que é a conclusão porque da venda do carro, porque ele não só se desfez do carro como posteriormente começou a dilapidar o patrimônio da vítima, né? Foi até o local de trabalho, se apropriou dessa betoneira, né? Possivelmente aí sim uma uma suposição, possivelmente vendeu essa betoneira para angar dinheiros, porque depois eu vou falar um pouquinho do celular, ele precisava pagar o advogado com relação à defesa dele. Ele tava levantando o dinheiro para custear a sua defesa, né? Eu já
vou chegar nesse ponto mais posteriormente. Então daí a testemunha informou esses fatos, informou eh sem saber o que tinha acontecido, ela perguntou eh para algumas pessoas acerca Do paradeiro do Benedito e obteve conhecimento que a Silvana teria falado a essas pessoas, né? um um um boato, não me recordo se falou diretamente para ela, mas teria falado que esse dinheiro, esses 1900 que ele teria pego de adiantamento, era para ele ir embora da cidade, que ele iria embora para São Paulo e que não ficaria mais na cidade, ele usaria esse dinheiro para ir embora. Foi então
que a a testemunha Silvana, se eu não me engano o nome Dela, teria informado que acreditava que isso não seria verdade, porque eh ele não teria informado nada para ela e além do que ele era uma pessoa honesta ali e estava fazendo um serviço para ela e esse dinheiro era de adiantamento de um serviço que ele não tinha prestado ainda. Então ela não acreditou nessa conversa da Silvana e depois posteriormente com relação a a fato da Betoneira. Daí quando ela foi dar o depoimento que nós informamos que ele Teria sido assassinado pelo Marcelo, foi aí
então que ela teria ela mesmo ligado os pontos ali e acreditado que falado desse dinheiro e falado da betoneira e que não acreditava, né, que já não teria acreditado na versão da Silvana. Tá se referindo à empregadora, né? Isso é empregadora e não acreditava na versão da convivente dele, da mulher dele, né, da da mãe do Marcelo, no sentido que ele tinha pego esse dinheiro e ido embora para São Paulo. Então, eh esse dinheiro Então foi aí mais uma vez uma conclusão apropriado, porque a Silvana já sabia desse dinheiro, eh, e sem ninguém falar nada
e nem levantar suposição nenhuma com relação a esse dinheiro, não havia sido perguntado a eles sobre esse dinheiro. Ela já em conversa com a empregadora, falou que esse dinheiro teria sido utilizado por ele para ir embora para São Paulo. >> Vamos avançar um pouquinho, Manu. Acho que já ficou claro essa questão. Em Relação ao carro, eu queria que você voltasse nesse ponto. Você comentou a dirigência que foi feita para tentar localizar o veículo, né? >> Aí você foi para esse lado da betoneira. Eu queria que você relatasse para nós sobre o veículo da vítima, né?
Esse Palho, eh, onde ele indicou que teria deixado em Ourinhos? Qual foi a dirigência? O o como é que não foi localizado? O que que conta para nós como é que foi essa situação? >> Isso. Ele informou que teria deixado num local em Ourinhos, mas era vaga a descrição dele. Foi então que nós convidamos que ele fosse conosco até o local. Então ele foi até o local. Nós rodamos em diversos eh locais na cidade. Eu não me recordo o local com exatidão, né? porque eu não conheço muito bem Ourinso, mas uma uma região de um
bairro um pouco mais afastado e que no final desse bairro tinha umas ruas meio eh com a bem arborizada e e alguns terrenos Vagos assim, alguma coisa assim. E nós rodamos em várias ruas, ele falava: "Ah, é por aqui, é por aqui". Ah, não é por ali. E ele mesmo não indicava exatamente. Então, após rodar alguns locais, nós passamos por uma rua e falou: "Ah, eu acho que foi aqui". Nós paramos o veículo, descemos. Eu falei assim: "Não, foi aqui." Eu deixei o carro exatamente aqui. Era uma região arborizada, de um lado não havia residências
e do outro lado tinha Algumas residências. foi feita ali a reprodução, mas assim, nós não tínhamos informação eh exata com relação ao carro, nós não tinha placa, não tinha modelo, não tinha cor, não tinha nada. Então, as dirigentes com relação à recuperação do carro ficaram prejudicadas exatamente por causa disso. Nós não tínhamos nenhuma informação que pudesse indicar, >> mas o carro não tava ali, >> não estava ali e não foi recuperado Também. >> Você se recorda se eh foi feita alguma diligência com a Polícia Civil de Ourinhos para verificar se algum veículo havia sido apreendido,
depositado? >> Ah, é. Verdade. Bem lembrado. Eu não me lembrava dessa situação. Nós entramos em contato com a polícia eh para ver se havia encontrado algum veículo abandonado ou alguma coisa assim. E salvo engano a resposta foi negativa porque o carro efetivamente não foi Recuperado, >> tá? Então o paradeiro do veículo até hoje é desconhecido. >> Desconhecido, >> tá? Além além desse veículo e da betoneira que o senhor citou, né? que que há essa conclusão de subtração. Eh, o senhor sabe dizer se tinha alguma algum outro veículo ou do acusado ou da vítima que também
foi vendido, foi sumiu, não foi encontrado? >> Essa essa conclusão foi na análise dos Celulares, né? A conversa mantida entre o Marcelo e o irmão. Foi aí que primeiro foi identificada a participação do irmão na ocultação do cadáver, né? Porque nessa análise da conversa dele com o irmão, o irmão falava: "Ah, será que vão vir atrás da gente? Será que vão achar a gente?" Alguma coisa assim? O Marcelo tentava tranquilizar ele a todo momento e depois posteriormente ele informou que teria anunciado uma carretinha, né? E para venda. E a conclusão se fez que Essa carretinha
também era da vítima para até para transportar betoneira, materiais de de pedreiro, né? que a vítima era pedreiro. Então foi da análise do celular do Guilherme, né, com o irmão do Marcelo, né, do Marcelo na conversa dele com o Guilherme, que concluiuosse que também uma carretinha ali poderia ter sido dilapidada daí não só pelo Marcelo, mas também pelo pelo Guilherme, >> tá? Eh, em relação ainda aos celulares, Essas diligências de de análise dos aparelhos sobre a arma de fogo, você se recordam o que que foi apurado nos celulares? Que tipo de arma? Qual calibre? >>
Não lembro se teve essa conversa, doutor, na na análise do celular. O calibre foi pela perícia, né? A perícia, salvo engano, eh deu um calibre aproximado de 44, mas eh do celular, quem fez análise dos celulares foi o APJ, o policial Fábio, >> tá? ele fez a extração e a análise ali das conversas mantidas entre as partes. Daí ele vai poder informar melhor sobre isso. >> Em relação a esse calibre 44, é uma arma de fogo de uso comum? É uma arma de fogo de uso restrito? Eh, qual que é a potência, a capacidade de
abatimento de uma arma dessa? O que que você pode relatar para nós sobre isso? Só pra gente para assim para ter um um comparativo, é mais que um 38, vamos Dizer assim. Um 38 tem um um calibre de fogo grande e o 44 é mais que o 38. A munição é mais grossa, a gramatura de pólvora dentro do estojo é maior. Então ela tem um poder de impacto, um poder de letalidade maior do que um 38 para ficar mais. >> A título de comparação, a Polícia Civil usa P40, é isso? >> Atualmente 9 mm. >>
9 mm. a pon 44 seria maior, >> é, e grosseiramente seria causaria mais impacto do que perfuração, vamos dizer assim, >> tá? E é essa, esse calibre, ele é capaz de abater animais, o senhor sabe dizer? >> Sim, sim. Algum algumas armas de caça, né, de animais de grande porte usam o calibre 44, >> tá? Eh, além disso, tem mais alguma coisa dos aparelhos que o senhor se recorda, que o senhor acha relevante, que que Auxiliou na conclusão de que a versão dele não conduzia ou de que houve a participação de de mais alguém ou
para apuração da ocutação ou do furto do veículo? Não me recordo, só lembro mesmo com relação à ocultação, né, que como informei, o irmão teria perguntado sobre isso, tal, mas eh da análise do celular muito pouco. Eh, ele tive uma uma análise superficial na época ainda que já faz muito tempo, >> certo? E só para deixar claro, não sei se o senhor comentou sobre isso, em relação à diligência na residência da da vítima, né? O senhor falou que tudo tava limpo, não havia sinais de briga, é isso? de luta. >> Isso n como eh inicialmente
a Beatriz convivente dele no dia seguinte teria ido informado que a louça tava suja, que a casa tava meio bagunçada ali, mas não com sinal. E foi perguntada a ela sobre sinal de luta corporal, ela falou que Não, somente bagunça com relação à louças. E no dia das diligências eh policiais lá, eh a casa já estava arrumada, né? As louças estavam lavadas, então eh a casa estava toda limpa, né? o que eh fez aí concluir que a casa teria sido manuseada, né? Eh, depois do fato, né? >> Mas o senhor não encontrou nenhum objeto, nenhum
móvel, nada quebrado, nada que indicasse sinal de luta ali? Não, não residência não. Inclusive as, Eh, só um parênteses, as cobertas que estavam na casa, né, na cama da da vítima, a os modelos, vamos dizer assim, cor, estilo, é a mesma que a vítima estava envolvida, né? Então, tava envolta. Então, na verdade foi eh possivelmente eh materiais da própria vítima da casa dela que foram utilizados para enrolar ela ali depois paraa ocultação do cadáver. Você diz o o cobertor que tava enrolando ela na mata era parecido com o >> Sim. Era era não era igual,
mas era pare bem parecido. Era quase idêntico. >> Tá. Além dessa questão de não ter nada quebrado, a casa tá ali, sinal de mancha de sangue, algo assim, foi encontrado em algum lugar? >> Não, não foi encontrado nada na residência, nem uma marca de sangue até. Eh, eu não eu não lembro se no laudo eh de necropsia que eu não tive acesso, se teve a conclusão da onde que foi o disparo, né? Não me recordo, mas em Qualquer lugar que tenha sido o disparo, com certeza algum vestígio de sangue teria, né? >> Certo? >> Mas
no na casa não foi localizado, >> tá? OK, Manuel, eu tô satisfeito. Obrigado, >> Dr. José Maria, a defesa tem a palavra. >> Obrigado, excelência. Bom dia, senhor con Mimi. >> Bom dia. >> Eh, muito do que o senhor nos trouxe Aqui agora não tem nada no processo, nem na primeira fala do senhor, na no primeiro depoimento judicial. Então, gostaria de entender melhor aí eh essas situações. Vou começar pela casa. Já pegando o gancho aqui do final. Senhor disse que chegou na casa lá, a casa não tinha nada quebrado, etc e tal. Mas o senhor
sabe, alguém informou pro senhor aonde se deu essa briga e qual o motivo Que foi que tinha esses desentendimentos aí entre Benedito e Marcelo? a questão do dos desentendimentos entre foi eh relatado por ele, né, por ele próprio. >> O senhor falou com a patroa dele, né, também tinha dito >> sim, mas daí não não não quer dizer que esteja na casa, né? Os desentendimentos é com relação a uma pessoa e outra pode ser conversa verbalmente ou pode ser chegar a uma agressão física. E esses Desentendimentos podem acontecer no interior da residência, num local mais
reservado, como pode acontecer em qualquer outro local, né? >> Esse era o relato dela, não quer dizer que ela também presenciou, que eram relatos da vítima, reclamações da vítima, né? Com relação a esses desentendimentos. E nunca ela informou que esses desentendimentos eram físicos, né? Com relação a brigas físicas, né? até a As próprias testemunhas, né, informacionais, tanto a Silvana, mãe dele, quanto também a Beatriz, informaram que a vítima realmente tinha uma personalidade forte, que já em algumas oportunidades teria xingado. o Marcelo com relação à cor dele, né? Teria inclusive procedimentos, ela informou que teriam procedimentos
judiciais com relação a esse desentendimento deles, né? Que a eh informaram que ele maltratava a dona Silvana, né? com relação à condição física dela, que não dava comida para ela. Eh, houveram em relatos que havia procedimentos também de violência doméstica dele com relação >> isso, isso é possível, mas >> que que havia procedimento de violência doméstica da vítima contra a Silvana, que inclusive eh eu não me recordo se ele teria presenciado, mas tinham relatos de agressões físicas também do da vítima com relação à convivente dele, A esposa Silvana. Esses relatos tinham sim, inclusive eh, alguns
desentendimentos, inclusive a Beatriz mesmo falou no depoimento dela que a própria vítima teria falado que iria dar fim no Marcelo, né? Vamos dizer assim, teria causar algum mal para ele e para a família, inclusive xingando eles com relação a coredito, né? Fazendo, >> oi. >> A vítima seu Benedito, né? >> Isso. Seu Benedito, >> o falecido. OK. prossiga. >> Então, esses desentendimentos eh sempre foram foram relatados por basicamente as testemunhas principais ali informacionais, né? A dona Silvana, a Beatriz, salvo engano, o próprio Marcelo informou ter presenciado o a vítima agredir a mãe em outras oportunidades
passadas. Inclusive ele informou que a vítima estaria morando com ele naquela atualidade, né, naquele momento, em razão da debilidade eh eh de saúde dela, Que necessitava de cuidados especiais e que o Benedito não dava a ela esse suporte assistencial de saúde e que ele levou a mãe até a casa dele para que ele próprio cuidasse da mãe que estava ali. Eu não lembro se ela tava camada ou se tava com cadeira de rosa. Eu não lembro, mas ela ela tinha uma uma debilidade de saúde que demandava cuidados especiais e que ele teria levado a mãe
até a casa dele para fornecer a ela esse cuidado. >> Certo? Obrigado que o senhor foi Relatando antes da pergunta. Eh, mas eu vou continuar com algumas perguntas. Eh, vocês, antes do Marcelo se apresentar já tinha conhecimento eh do homicídio ou só ficou sabendo os nove dias após quando ele procurou os senhores lá? somente quando ele procurou, até porque o eh o corpo estava numa região de difícil acesso >> e passando na estrada, quando nós próprios chegamos ao local, apesar de já do avançado estado de composição, em Razão dele estar matar dentro a cerca de
30 m, não era possível nem mesmo sentir o cheiro ali na na estrada. Então, se ele não informasse, obviamente, o local da ocultação, eh, nós não, provavelmente eh chegaríamos, mas com muito muito tempo depois, né, ou até mesmo possivelmente nem chegaríamos, né, até o local em específico. >> Entendi. Eh, sobre esses possíveis sinais que o senhor relatou no local, diz que não haviam sinais, ou pelo menos Não visualizou esses sinais. Eh, o senhor tem bastante tempo aí na Polícia Civil aí que nós nós conhecemos. >> Eh, é possível que esses signais do arraste pode possam
ter sumido através de chuva ou ao longo do tempo o mato ter crescido ali ou uma chuva ter apagado? >> É, a chuva sim é é um é um fator que que pode influenciar eh o crescer o mato não, porque são nove dias, né? Apesar de serem 9 ve dias, ainda não há tempo suficiente para que a vegetação cresça Mais densamente. Mas com relação a a esses vestígios, em razão de intemperes temporais, há há possibilidade, certo? Eh, o senhor disse que foi difícil eh até pro ML retirar esse corpo de lá, que inclusive o senhor
disse aqui hoje que ajudou >> exato. >> A puxar, mas o corpo nesse momento também o senhor disse que já estava inchado, estava mais infrado, estava Estado avançado e com larvas >> volumoso. >> Então aí ele poderia ter aumentado o peso. Tava o quê? 100 kg, 110, um pouco a mais. O senhor sabe precisar? >> Não, precisar não. Eh, assim, nós carregamos, eu não lembro quant, mas acredito em três, >> é isso. >> Pessoas, um, além da gaveta, obviamente, mas a a o inchaço, né, o fato da da Principalmente o abdômen em relação à decomposição
e o acúmulo de gases, né, são gases, então o peso não não chega a alterar além do fato de terem já parte do corpo carcomida. Certo. O senhor falou também aqui hoje, eu anotei que o senhor informou que a dona Silvana, Marcelo e Beatriz estavam no almoço na casa da sogra do Marcelo aqui e que ele teria descido paraa casa. O Senhor sabe precisar o espaço da casa do Marcelo, a casa da sogra. Uma quadra, duas quadras. Eu informei aqui, Tor, cerca de 100, 200 m, acredito eu. Ah, OK. >> É, é assim, algumas esquinas,
ele mora numa rua, algumas esquinas para cima. >> OK. Em relação ao veículo, ao carro, o senhor disse que ele também se propôs a levá-los aonde estava e que acredita que ele Vendeu o carro porque não localizou, >> mas eh pode falar. Não. Exato. É >> certo. Mas em relação ao corpo, ele apresentou o local exato lá para vocês ou vocês entraram, procuraram um pouco também? >> Não, nós procuramos que ele não entrou, né? Ele ficou na nós, ele ficou na estrada, como disse, e apontou, falou: "Ó, é aqui para dentro". Eh, não foi assim
exatamente, né? Isso. >> Ele indicou obviamente local, mas nós Tivemos fazendo uma busca ali na região, até porque a mata era densa. >> É, a pergunta é porque se o corpo que era o crime, mais o carro também ele indicou, mas daí não foi localizado, >> não. O carro ele não indicou, assim como ele não indicou com relação à betoneira, assim como não foi indicado com relação ao dinheiro. O carro foi concluído porque a Beatriz, no depoimento dela, informou que foi até a casa e o carro da vítima estava lá. Então, foi aí que nós
Tomamos conhecimento do carro. Informou também que o corpo estava dentro do carro, então corroborou que o carro estava lá e que a vítima possuia o carro. >> Não, seu Manuel, a pergunta é, ele não falou para vocês onde estava o carro e foi junto com vocês no local do carro? >> É, pode ser. Diversas vezes, em diversos atendimentos, eh, aconteceu do do réu informar informações falsas. É um Direito do réu informar. Eu concordo. Concordo. >> Falsamente locais como >> OK. Eu concordo. Mas a eh o que causa estranheza é que ele demonstrou onde estava o
corpo e o carro não >> é. Então, mas assim, assim como ele não informou com relação a outros bens, né? Então assim, se ele tivesse na na boa fé, exatamente, de elucidar todos os fatos em torno do crime, que não só o homicídio ele teria informado, que Também pegaram uma betoneira, teria informado também segundo, só um segundo, não necessariamente essa da Betonneira, mas enfim, >> eh, >> não, eu só falei da Betoneta porque tem eh relação com relação a patrimônio, né? Nós estamos falando de de patrimônio. Então, se ele >> gentileza, responder apenas as perguntas
assim forem feitas pela defesa. Doutor, por favor, pode continuar. >> Mas eh já que o senhor tocou no assunto, eu vou pautar objetivamente. A questão dessa bitorneira nem tá sucçada nos autos. Isso que eu tô falando, o senhor criou muitas coisas aqui, veio falando hoje que não havia informações. O senhor ouviu junto com o delegado Marcelo para o senhor ter tantas informações? >> Qual pergunta o senhor tá falando? >> Uma, por exemplo, que o senhor fala que a Beatriz falou que mandou um menino Pular lá dentro da casa e depois ela entrou. A casa eles
moravam juntos, era casa comum, não tinha nem muro, nem quintal. Ela tinha acesso total. Eu não não entendo essas situações. >> Qual que é a pergunta, por favor? É, pergunta é como que como que ele chegou a essas conclusões de tantos detalhes se nem nos depoimentos com o delegado houve essa conversa? >> Quais detalhes, doutor? Senhor tem que ser específico. >> Só um pouquinho, doutores, por favor, senão nós nós teremos assim uma dificuldade grande >> para entender, >> doutor. Isso. Eu vou pedir ao policial Emanuel que responda de forma objetiva e o Dr. Zé Maria
também faça a pergunta de forma objetiva, doutor, para que a gente consiga eh que o senhor pergunta >> conduzir a sessão de forma tranquila. O senhor tá fazendo perguntas vagas e tá confundindo ele. A relação do carro que O senhor fez a pergunta, ele já disse que o réu foi com ele no local onde ele teria deixado o carro e apontou o local exato. >> Sim. >> E agora o senhor tá fazendo perguntas sobre detalhes, questionando quais detalhes, como ele sabe. Eu tô dizendo pro senhor, se o senhor quer saber detalhes, especifique quais detalhes, senão
ele não sabe como responder. As perguntas têm que ser objetivas e Específicas. >> OK, doutor? Tô sendo bem objetivo. A pergunta é bem objetiva. Eu não sei onde que tá. Como que ele ficou sabendo dos detalhes? Ele ouviu depoimentos a a ouvido ou do delegado porque não tá nos autos. >> Quais detalhes, doutor? >> Um deles. Como que o senhor ficou sabendo que a Beatriz mandou alguém pular na residência do seu Benedito? >> Depoimento da Beatriz >> para você >> tá nos alto, doutor. Eu junto com a autoridade policial colhi o depoimento dela. >> OK.
O senhor sabe falar para nós? Por que que a a dona Silvana, mãe do Marcelo, se encontrava residindo na casa do Marcelo Na época dos fatos? >> Eu informei agora a pouco, ela estava debilitada, né? eh necessitando de cuidados especiais, médicos, e ele teria levado ela até a casa para dar esses cuidados médicos a ela, necessidade dos cuidados médicos a ela. >> Já que o Benedito não o fazia. Sem mais, excelência, >> eu indago aos senhores e senhoras juradas se alguma pergunta a ser feita a testemunha? Não. Pode encerrar. Então, Doutores, eh, em relação à
testemunha, pode ser dispensada? Sim, >> policial, muito obrigado pela presença. Um bom dia. Agradeço pela sua colaboração. >> Eh, senhores e senhoras jurados, depoimento estendeu um pouco, né? Querem fazer o intervalo agora ou podemos continuar? Podemos continuar. Ótimo. Traga para mim o policial Fábio, por favor. Você vai Ter que diminuir tá dando muito interferência. Так. Pode começar. >> Policial Fábio. Bom dia. >> Bom dia. >> Meu nome é Renato Garcia. Sou o juiz titular da Vara Criminal e anexos aqui da comarca de Jacarezinho. Participam comigo da audiência o Ministério Público e a Defesa. Qual o
seu nome completo? É Fábio Chiloveto. >> Policial Fábio, nós já temos os seus dados aqui na ata de audiências, não será necessária a a pergunta a respeito deles. O senhor é policial civil, está lotado na polícia, na delegacia de polícia de Jacarezinho. É isso mesmo? >> Sim, excelência. >> Tá. Tem parentesco com o acusado Marcelo Conceição da Silva? >> Não, excelência. >> Como de Prax, o senhor foi arrolado como testemunha. Nessa condição tem obrigação E o dever de somente dizer a verdade. Estamos apurando aqui neste processo três fatos que envolve o crime de homicídio qualificado,
ocultação de cadáver e também o delito de furto. Sobre esses fatos, serão feitas algumas perguntas ao senhor, inicialmente pelo Ministério Público e depois pela defesa. O senhor deverá responder somente com a verdade. Entendeu o que eu falei? >> Sim, excelência. >> Certo. Perguntas pelo Ministério Público. >> Obrigado, excelência. Bom dia, Fábio. Tudo bem? Bom dia, doutor. >> Eh, policial, sobre os fatos aqui, acredito que o senhor tenha participado da extração de dados, né, dos aparelhos, análise do do conteúdo. Gostaria que o senhor nos relatasse o que que o senhor se recorda sobre essas extrações, né,
de quais aparelhos, de quem que eram os aparelhos, eh quais conversas relevantes o senhor se recorda e e como é que foi Feita a análise e o relatório pelo senhor do do conteúdo relevante paraa investigação, por favor. Tá acha esses aparelhos aí, se eu não me engano, era da namorada do de um deles, né? Acho que era, se não me engano, era acho que era do Marcelo, né? Acho que Bet o nome dela, se não engano. E o do raparelho do Marcelo, né? Que que é o principal suspeito. >> Sabe dizer se o do irmão
do Marcelo também foi feita a extração? >> Hum, não lembro. Não lembro de dois só que eu fiz a extração e fiz depois análise do dos dados extraídos. >> E o e o que como é que foi essa análise, né? Como é que é esse relatório que o senhor faz? Se o senhor puder explicar para nós o como é o que que é extraído de relevante, como é que o senhor eh eh redige o relatório? Conta para nós, pros jurados conseguirem entender, por favor. Pois não. Então o relatório é extraído pel uma ferramenta forense, né,
Homologada, inclusive até no Poder Judiciário, estado de São Paulo. E essa ferramenta forense, ela extrai todos os dados contidos no aparelho, né? Independente se tiver dados apagados, alguns são recuperados ou não, né? Depende de que forma foram apagados, né? E das extrações nós analisamos as conversas que mais relevantes, né? Porque a gente não vai analisar muitos dados lá que não é relevante pro caso, né? Como é tratado de de suspeita de Homicídio e ocupação de cadáver. E aí fomos nas conversas de WhatsApp, né? E lá as conversas dos do WhatsApp entre o suspeito, o irmão
também envolvido, conversou muito com o irmão e com as acho que a esposa ou companheira dele, a Bet, ficou bem evidente, né? Como que ele ele tava preocupado pelo que ele tinha feito, né? E eles se preocupavam muito de a polícia tá investigando, né? E inclusive eu lembro também da ocultação de cadáver, né? Porque eles eles tiveram o cuidado de limpar até a cena do crime, se não me engano. Tem tem fatos lá. E ela, se não me engano, acho que a Bet, ela fica preocupada que podia ter digitais deles lá na cena do crime.
Então eles sempre preocupado. E esse crime ele já foi premeditado, né? Porque segundo as investigações, as conversas que tinham entre eles, né? ele o o principal suspeito, ele Ele já tinha uma certa, como se diz, ele era sempre vítima lá de de preconceito lá, que eu entendi lá pelos fatos, né? E com isso ele tinha vingança de de eliminar essa pessoa, porque essa pessoa datava ele, enfim, ele não era bem quisto lá, né? >> Certo. >> E aí ele foi aumentando aquele ódio dele que a que deu subentende, né? enfim, pelas conversas, né? Foi alimentando
o ódio. >> Sobre essa questão da premeditação, a desavença anterior que existia já entre as partes. Eh, o senhor se recorda algo sobre ter conversa sobre arma de fogo, eh, aquisição de arma de fogo, o calibre, alguma coisa assim? >> Hum. Não, excelência, isso daí eu não me recordo não que houve isso daí, >> tá? Eh, e em relação à à participação de outras pessoas, né, além do do réu que teria cometido homicídio, eh em alguma das conversas foi possível observar quem Que teria auxiliado ele a ocultar o cadáver, alguma coisa assim? Então, nas conversas
lá, eh, fica bem claro, né, porque a vítima tinha uma compleção física avantajada, né, em relação ao ao principal suspeito, né, então eh para levar levar um corpo daquele lado para outro lugar ficaria impossível. Então, pelas conversas lá, subentende que o irmão, acho que era, salvo engano, o nome de Guilherme, participou ativamente lá. E aí a essa Bet também tá muito preocupada porque elas foram lá para limpar a cena do crime. Tem, acho que eles falam sobre isso daí, né? Que eles tem que apagar digitais, um negócio assim nesse sentido, a conversa entre eles. >>
Eh, só um último, uma dúvida sobre a extração. A, na extração você extra conversas em texto, áudio, se tiver vídeo, imagem, tudo isso é é possível extrair, né? >> Sim, excelência. extraíd a gente faz as da gravação quando é áudio. Enfim, >> e essas provas que o senhor tá relatando para nós foram baseadas em conversas em qual aplicativo? O senhor lembra o que que foi? Se era WhatsApp, se era Instagram, Facebook? >> É que eu me recordo era o WhatsApp, né? WhatsApp. >> Whatpp. Tá certo. Então, obrigado, policial. Pois não. >> Perguntas pela defesa, doutor,
>> o senhor tão o senhor preparou todo o relatório, né, do das das mídias dos celulares? >> É, eu fiz o relatório, né? Não preparei, né? >> Certo. Sim. Eh, então, com relação à arma de fogo, o senhor não viu nenhuma mensagem trocada entre eles a respeito de aquisição. Só para confirmar, por favor. >> Eh, não, excelência, eu não me recordo de arma de fogo, né? Eu não me recordo Se >> de fala de arma de fogo, né? que eu não não vi, eu não me recordo, porque são muito detalhes e e como no a
o laboratório de Jacarezinho atende não só Jacarezinho, mas todas subdivisões, todas as delegacias, inclusive até de Cornélio e subdivisão de lá e inclusive atuei também no litoral também bastante lá, fiquei quase um ano trabalhando lá abstração. Então é muito detalhe assim para lembrar assim, Mas se tiver vai tá no no meu relatório lá, né? Certo, eu vi que o senhor tarjou todos os as mensagens mais importantes, né? >> É, para não ficar extenso também, não. E tem coisas que não que não é relevante pro caso, né? Então a gente se baseia só no que a
gente tá investigando. >> Porventura, o senhor o senhor se recorda se nessas conversas haviam relatos das partes com relação à violência doméstica sofrida pela mãe do Marcelo? Sim, eu me recordo disso daí que a mãe dele também parece que sofria violência doméstica. Agora não lembro se tinha registro nisso na em delegacia de polícia, mas ela eu lembro desse fato sim. >> Certo. A dinâmica do crime ali no dia dos fatos ali, o senhor tem informação do do que que o que chegou pro senhor, o que que ocorreu no interior da residência? Então, na dinâmica mesmo,
excelência, eu não me recordo, mas eu Acho, acredito que não, não, não tinha, tinha só que eles se preocupavam em levar o corpo fora, que eu me lembro, né? Porque e o corpo foi enrolado e e um corpo era pesado para eles carregarem, então pessoas ajudam tudo, mas essa como foi, eu não lembro se tinha essa dinâmica não dos fatos, né? >> Perfeito. Só isso, Celência. Por mim, só isso, >> doutores. Tá, senhores e senhoras jurados, alguma Outra pergunta a ser feita? Testemunha? >> Pode encerrar. Então, doutores, eh, posso dispensar a testemunha? Policial Fábio, muito
obrigado pela presença. Um ótimo dia. Agradeço mais uma vez sua colaboração, >> tá? Bom dia para vocês e do trabalho. >> Agora sim, a Silva. Senhores e senhoras jurados, podemos continuar mais um pouquinho, mais duas testemunhas, a gente faz o intervalo Paraa conversa do acusado com os os advogados, tá bem? tá com documento aí. Tá, Cícero, só vou pedir para você arrumar a cadeira certinho para que a dona Silvana possa responder as perguntas e a voz saia na gravação. Só um pouquinho só não pode sentar. >> Pode sentar, dona Silvana, pode sentar. Puxa a mesa,
Cícero, é mais fácil. Ou então o microfone aí, puxar o microfone mais próximo. Dona Silvana, eu vou pedir pra senhora que a senhora responda pertinho do microfone, tá bem? para que a gente possa ouvir as suas respostas, tá? >> Sim. >> Ótimo. Pode começar paraa minha gravação. Senora Silvana, boa tarde. Bom dia, né? Meu nome é Renato Garcia, sou o juiz titular da Vara Criminal e anexos aqui da comarca de Jacarazinho. Participam comigo dessa sessão plenário, Ministério Público e também a defesa. Me fala por gentileza o seu nome completo. >> Silvana de Fátima Conceição. Agora
ficou agora no momento, como eu casei de novo, ficou Silvana Conceição Félix. >> Silvana Conceição Félix. >> Silvana de Fátima, Conceição Félix. >> Ótimo. Nós já temos aqui os seus documentos, né? Já temos aqui também os seus dados. Eh, não vai ser necessário a senhora me dizer aqui em plenário. A senhora é mãe do Marcelo? É isso? Então, Em face dessa afirmação, a senhora não prestará o compromisso, mas é importante que nos diga a respeito dos fatos aquilo que a senhora sabe. Tá bem? Nós estamos apurando aqui algumas situações que envolvem o delito de homicídio
qualificado, ocultação de cadáver e furto que teriam ocorrido no dia 1o de novembro de 2020, nos dias subsequentes. Sobre esses fatos, serão feitos algumas perguntas à senhora, inicialmente pela acusação e depois pela defesa. >> Eu sei que a senhora é mãe do Marcelo, a senhora não presta compromisso, mas é importante que a senhora nos diga aquilo que sabe. >> Entendeu o que eu falei? Entendi. >> Ótimo. Perguntas pelo Ministério Público. >> Obrigado, excelência. Bom dia, dona Silvana. Tudo bem com a senhora? >> Bom dia. Tudo bem. >> Bom dia. Eh, dona Silvana, sobre os fatos
aqui, eh, eu gostaria que a Senhora nos relatasse primeiro, eh, qual que foi o problema de saúde que a senhora teve, né, na época, eh, em que o Benedito faleceu, eh, foi vítima do homicídio aqui. Eu queria saber se a senhora tava com algum problema de saúde, qual que era? >> Câncer no cérebro. >> Como? >> Câncer no cérebro. >> Tá. A senhora tinha passado por tratamento, tava fazendo tratamento. Qual Qual tratamento? >> Tava fazendo tratamento em Londrina no hospital do câncer. >> Tá. A senhora tinha feito alguma operação? Qual que era o tratamento exatamente?
>> Tinha feito a cirurgia. >> Quanto tempo antes do da morte do Benedito que a senhora fez essa cirurgia? >> Ah, eu não me lembro. >> Mais ou menos. >> Hum. Não, não. >> Um mês, uma semana, dois meses. A senhora não lembra quanto tempo fazia. Isso eu não me lembro. Tá. Quanto tempo que a senhora tinha tido alta do hospital depois dessa cirurgia >> também? >> Senhora não sabe dizer h quanto tempo a senhora já tava em casa antes do Benedito morrer? >> Essa eu não lembro também. >> Não lembro também >> não. >>
Tá. E como é que foi a situação no dia ali do homicídio? Onde é que a senhora tava nesse dia? >> Eu tava no almoço, na casa da mãe da minha nora, >> tá? E a senhora foi até a casa da mãe da nora por qual motivo nesse dia? Ela ela convidou nós para almoçar lá. >> Tá. Nessa época desse almoço, no dia que o Benedito morreu, a senhora tava morando com o Benedito ou com o Marcelo? >> Não, tava na casa do Marcelo. >> Há quanto tempo que a senhora tava na casa dele? >>
Ah, eu também eu não me lembro porque daí a gente tinha que vir voltar, que até a esposa dele que acompanhava eu em Londrina, né? >> Então eu ficava mais lá porque tinha que sair de madrugada. Então >> tá, mas a senhora não sabe dizer aproximadamente há quanto tempo a senhora tava morando lá na casa do Marcelo? >> Hum, não me lembro. >> Tá. A casa do Marcelo e a casa da senhora com o Benedito são encostadas uma na outra, é isso? >> É no mesmo quintal. >> Mesmo quintal. Tá. >> E por que da
senhora ir morar na casa do Marcelo? É só por causa dessa questão do auxílio no tratamento ou tinha algum outro motivo? Não é porque o Benedito tava negando comida para mim e eu na nas Condições que eu tava, >> eu tava não parava de pé, tava parecendo um macarrão cozido, então não parava de pé. Eu dependia dele para fazer comida, >> tá? >> Aí ele negava comida para mim. Aí como ele negava comida para mim, daí eu passei a morar com Marcelo para eles poder dar alimento para mim. >> Tá. A senhora não sabe dizer
quanto tempo antes? >> Não, isso eu não me lembro. Esse Episódio de negar a comida, a senhora consegue explicar para nós exatamente como é que foi, o que que aconteceu? >> Não é que eu pedi a comida para ele. >> Hum. >> Ele falou assim: "Ah, não vou te dar não. Se você quiser comer, você vai fazer, >> tá?" >> Eu falei: "Mas como que eu vou fazer se eu não tenho condições nem de ficar de pé?" >> Certo. Mas nesse dia tinha acontecido algum desentendimento entre vocês para ele falar isso? Por que que ele
falou isso pra senhora? >> Não, >> eu não me lembro. >> Entendi. E ele tava comendo, tava fazendo comida. Onde é que foi essa discussão, esse desentendimento? >> Não, não teve só, só isso. Só que ele negou comida para mim, mas ele tava se alimentando, >> tá? E ele tava, ele tava comendo o quê? Comendo pão. Tava comendo um pão. >> Um pão. Tá. E tinha mais alguém presente nesse dia? >> Não, >> eu me lembro não. >> Não, só a senhora e ele. >> É. >> E como é que o Marcelo ficou sabendo disso?
>> Porque daí eu tava no quarto >> e o o Marcelo sempre ia lá saber como Que eu tava, >> certo? Nesse exato momento que eu pedi comida, que ele me negou, >> hum, >> aí o Marcelo escutou, >> certo? >> Daí ele disse para mim se eu quisesse comida era para mim pedir pro meu filho, >> tá? >> Aí foi que eu tava com fome. >> Aí que foi que eu pedi e a Beatriz foi e me deu comida >> e ajudou a senhora. Entendi. E aí depois desse dia que a senhora foi lá
morar com o Marcelo. >> Isso foi. >> Tá. Mas a relação da senhora com o Benedito nessa época, nesse dia, tava ruim, tava boa? Como é que era a relação de você? >> Tava normal só é só que ele negava. >> Foi só esse desentendimento. Entendi. >> E como é que era o Benedito com a senhora? Qual que, como é que era a Relação de vocês? Era uma relação boa? Ele tatava bem a senhora tirando essa situação, né, que a senhora falou? Como é que era? >> Não, só pela misericórdia de Deus. >> Como? >>
Só pela misericórdia de Deus. >> O que que a senhora quer dizer com isso? Ele me judiava, me me agredia com palavras, >> me chamava de macaca, de negra, >> de alejada. >> Tá. Além de xingamentos, ele fazia mais alguma coisa? >> Eu tô usando o óculos no dia de hoje porque ele me espancou eu >> e me tacou o joelho no olho, >> tá? Isso >> aí apertou o olho. >> Isso. Isso aconteceu quando? Ah, esse aí eu não posso dizer que eu não me lembro. >> E a senhora tá usando óculos por causa
disso? >> Isso, por causa disso. >> Mas o que que causou na senhora? >> Eh, causou corte aqui assim profundo, >> certo? >> E me atacou um negócio no olho lá que agora não venha, não lembro o nome também. >> Entendi. A alguma, alguma vez a senhora fez algum boletim de ocorrência, buscou a polícia? >> Fiz. >> Por qual motivo? por agressão mesmo, por Agressão que ele agrediu. Eu cheguei até aí na delegacia tudo. >> Tá. E o Benedita, ele respondeu por isso? Ele foi condenado, foi processado? >> Não, >> não. Por quê? >> Eu
também não me lembro. >> Não sabe? E mesmo assim a senhora continua morando com ele? >> Não. Daí eu dependia dele, né? Para para comer na época que eu não >> não tinha como me alimentar atrás. tá Falando por causa do problema de saúde. >> É por causa que tinha que trazer >> Mas esse esses episódios de xingamento, de agressão, vinham ocorrendo há quanto tempo? >> Ah, isso também já não. >> Isso foi próximo do de quando Benedito morreu ou vinha acontecendo desde o início do casamento? >> Já vinha acontecido antes. >> E a minha
pergunta, então vou repetir pra senhora. A senhora continua com ele Mesmo acontecendo tudo isso? >> É porque eu dependia dele, né? para negócio de de assim de pagar conta, água, luz. >> Entendi. >> E alimentos, né? >> Mas o o filho da senhora não morava do lado? >> Não, ele ele morava do meu lado, mas ele tinha a família dele. Daí eu eu mesmo me senti assim. Eu falei: "Não, ele tem a esposa, os filhos, então não é justo >> eu ter que jogar minhas despesas na para ele." >> E eles trabalhavam juntos? O >>
trabalhava, qual que era o trabalho deles? Pedreiro. >> Quem que era? Tinha algum dos dois mandava, eles eram sócios. Como é que era? >> Eu sei que os dois trabalhavam juntos, >> mas alguém era chefe? >> Não, >> não, >> que eu saiba não. Eu >> O Benedito não era chefe do Marcelo. >> Não, que eu saiba não. Que eu me lembro não. >> Tá. Eh, e mesmo acontecendo todos esses episódios, ele o Marcelo trabalhava com ele, não tinha nenhum problema. >> Ah, eu acho que trabalhava. Não, >> eles se davam bem. Citava, seva bem.
>> Tá. Eh, em relação ao que aconteceu com o Benedito, a senhora achou isso correto? Achou justo ou não? >> Não, eu não achei injusto. >> A pergunta subjetiva, refer, >> tá? Eh, vou vou reformular então. Eh, em relação ao que aconteceu no dia lá, a senhora entende que entende não. A senhora sabe o que que aconteceu, por qual motivo que o Marcelo fez o que fez? Não sei o motivo, porque eu até fiquei admirado, hum, >> por ter acontecido pros dois se dar bem, Os dois trabalhava junto, os dois tratava até >> bem. Eu
fiquei até admirado de quando aconteceu isso. >> Entendi. Eh, a senhora queria continuar com o Benedito ou não? >> Mas sabe que eu nem sei mais, não me lembro mais da >> Tá. E a senhora queria o bem dele ou o mal dele? >> Não, eu não queria o mal jamais. Ó, nunca mais, jamais eu desejava o mal do Benedito, de jeito nenhum. >> Inclusive eu dei de evangélica, cresci, levei o Marcelo, até outro filho, meu Guilherme, pra igreja tudo, >> nunca desejei o mal deles. >> Tá. É, então o senhor queria o bem dele?
É, >> eu queria o bem dele jamais. Eh, depois que a senhora mudou paraa casa do Marcelo, que teve essa situação do dia que ele não quis ajudar a senhora a comer, né? Eh, vocês mantiveram contato, A senhora falava com o Benedito, como é que era esse contato? >> Teve uma vez que ele me ligou para mim, >> que ele me ligou para mim, >> aí ele falou assim para mim assim: "Ah, eu fui no túmbulo da mãe". Falei: "Nossa, mas você foi no túmulo da sua mãe, você não é de ir no cemitério?" Aí
ele falou: "Ah, eu fui lá". >> Hum. Aí depois ele pegou e falou para mim, ligou para mim dissendo assim: "Ó, ou você ou vai você ou vai eu ou seu Filho". Eu falei: "Pelo amor de Deus, não vai fazer nada pro meu filho >> do que eu tô pensando." >> Mas o que que ele quis dizer com isso? >> Eu também não sei. >> Não sabe? >> Não sei. >> E por que que ele falou isso? >> Eu também não sei. >> Não sabe? >> Não. >> E ele pedia pra senhora voltar para Casa?
Ele queria que a senhora voltasse? Não, ele falou para mim voltar, mas eu falei, ó, aqui como eu tenho que ten que no outro dia ir para Londrina, eu falei: "Não, já vou ficar aqui porque daí eu tenho que sair de madrugada com a Beatriz pra gente ir paraa Londrina, >> tá? Isso eu eu perguntei pra senhora se ele queria que a senhora voltasse. A senhora falou que essa conversa quando ele pediu para voltar foi, a senhora não voltou Por ter por ter que ir paraa Londrina? É isso? >> Isso. É que eu tinha que
ir para Londrina fazer. Eu falei, eu tinha que voltar para casa, depois tinha que voltar de novo. Eu não tinha condições de caminhar, eu tinha que tá sendo carregado no colo, >> tá? >> Eu não tinha condições para >> E a senhora sabe dizer que dia que foi isso? Que a senhora ia paraa Londrina Passar por tratamento? Foi depois que o Benedito morreu? Foi antes. >> Foi antes. >> Foi antes. Tá. E a senhora teve que ir para Londrina depois que ele morreu também? Que ele morreu no dia primeiro, né? Pelo que consta aqui. >>
A senhora teve que ir algum dia depois para Londrina? >> Tive que ir. que que eu tive que fazer cirurgia, continuar. Até hoje eu continuo o tratamento em Londrina. >> E a senhora lembra que dia que foi? >> Ele morreu dia primeiro. A senhora lembra que dia que foi para Londrina? >> Não me lembro. >> Não lembro >> não. >> Tá. Eh, em relação ao que aconteceu, né? Como o Benedito morreu, o que que o Marcelo fez? Alguém contou pra senhora? >> Olha, no momento não. >> Hum. >> Depois que eu fiquei sabendo. >> O
que que a senhora ficou sabendo? que no fato que tinha acontecido, que o Marcelo tinha tirado a vida do Benedito, eu fiquei até admirada, >> tá? >> Eu fiquei admirada porque os dois sevam tão bem, trabalhava junto. Eu fiquei admirado. >> Entendi. E E quem que contou isso pra senhora que o Marcelo tirou a vida do Benedito? >> Ah, eu não me lembro agora. >> Não sabe se foi Marcelo, se foi a Beatriz? >> Não me lembro. >> Por que que a senhora não lembra disso? Eu não me lembro que tanto tempo que já que
passou, né? 6 anos. Então aí já tô fazendo tratamento até hoje do hospital do câncer. A senhora deu detalhes dessa conversa por telefone com o Benedito, mas a senhora não lembra quem contou pra senhora que o Marcelo matou o Benedito? >> Não. >> Tá. >> Não lembro. >> E contaram pra senhora como isso aconteceu, o que que o Marcelo fez, onde eles estavam, de que forma que aconteceu isso, detalhes de como é que foi ali o momento >> também? Hum. >> Ninguém contou >> não. >> Aonde aconteceu não contaram pra Senhora? >> Não. >> Foi
dentro da casa, foi fora? A senhora não sabe >> não. Não, não sei dizer. >> Tá. Algum dos dois tinha arma de fogo? >> Não sei dizer >> não. Senhor já tinha visto alguma arma com o Benedito? >> Não. >> E com Marcelo? >> Também não. >> Tá. Eh, que dia que a senhora ficou sabendo que o que o Benedito morreu? Quanto tempo depois? O fato teria corrido no dia primeiro, que era um domingo, né? >> Uhum. Dia seguinte, segunda-feira, dia 2, era feriado, 2 de novembro. Quando é que a senhora ficou sabendo? >> Ah,
eu não sei se depois foi de uma semana ou três dias, eu não sei direito. >> Não sabe >> assim, certinho, os dias certinho, eu Não sei. Não sei se foi depois de três ou quatro dias, uma semana, eu não sei dizer certinho. >> E, e quem contou? A senhora também não lembra? >> Não me lembro. >> Tá. Onde a senhora tava quando a senhora ficou sabendo? >> Ah, eu também não me lembro, >> tá? Depois que a senhora tomou conhecimento de tudo que aconteceu, ninguém deu Detalhes pra senhora? Ninguém conversou com a senhora sobre
os fatos? >> Não, >> não, >> não. >> Tá. O Marcelo ficou aonde depois do que aconteceu? >> Não me lembro. >> Ele ficou aqui em Jacarezinho ou ele foi para algum outro lugar? >> Não me lembro. Não sei porque daí eu tava para Londrina, tava fazendo Tratamento. Não me lembro. >> Tá. Quanto tempo depois ele se entregou? A senhora sabe dizer? >> Não sei. >> Tá. A senhora conversou com o Marcelo ou com o Guilherme por telefone durante esse período? Depois que o Benedito morreu até ele até o Marcelo se entregar. A senhora conversou
com algum dos dois por telefone? >> Não >> tem certeza? >> Eu me lembro não. Não lembro. >> A o Nessa época o Benedito tava trabalhando. >> Ah, eu não lembro. >> A senhora falou que eles eram pedreiros, né? >> É, são, eles eram pedir >> Antes dele morrer, ele trabalhava. O Benedito, senado, ele não tava, >> tava trabalhando. Senhora, não sabe dizer qual obra ele tava trabalhando? Não me lembro. >> Algum, algum empregador dele, algum dono de obra entrou em contato com a senhora para saber do Benedito, porque que ele não tinha vindo trabalhar
depois dos fatos? >> Não, >> não, >> não. >> A senhora não conversou com nenhuma empregadora, com nenhum chefe? Não, >> não, não tratou com ninguém sobre uma Betoneira que era do Benedito. >> A betoneira era do Marcelo, que ele trabalhava junto, né? >> Trabalhava junto. >> É. >> E por que que era do Marcelo se eles trabalhavam juntos? >> Ah, com os dois era trabalhava junto, então usava bitorneira, né? >> Como >> eles usava junto a bitorneira, né? >> Eles usavam juntos. Então era dos dois Ou era do Marcelo? >> Aí eu já não
sei dizer assim quem que foi, comprou, quem não comprou. Sei que >> entendi. E o que que aconteceu com essa betoneira? >> A betoneira foi vendida para comprar os meus medicamentos. >> Entendi. E quem que vendeu? >> Ah, isso agora não sei. Acho que deve ser o Não sei. >> Marcelo. >> Eu não sei se foi o Marcelo. Eu não me Lembro. Não sei se foi Marcelo. >> E a senhora ajudou ele a pegar essa betoneira na obra? >> Você não aguentava ficar de pé ia pegar a bitorneira. Não >> entendi não. >> E o
carro do Benedito, que aconteceu com ele? >> Não sei. >> O carro não era da senhora também? Vocês casados, né? >> Não, não, mas eu não. >> Se o Benedito morreu, com quem? Com quem que ficou o carro? >> Não sei, não lembro. >> Sumiu. Não lembro do paradeiro do carro. >> A senhora não sabe onde tá? >> Não, não sei. >> Entendi. Eh, tinha uma carretinha também, né? >> Não sei >> quem, de quem que era essa carretinha? >> Não me lembro. Nem sei se tinha carreta. >> Tá. Quem que chamava o Benedito de
Zé? Era a senhora? Era o Marcelo? Não sei. >> Não sabe? >> Não >> entendi. Tá certo. Eu tô satisfeito. Obrigado. >> Doutores, perguntas. >> Tudo bem? >> Bom dia. Bom. >> Eh, primeira pergunta. A senhora, a senhora a senhora era casada ou vivia em união estável com o com o Benedito? >> Casada. >> Senhora era casada há quantos anos? >> 28 anos. >> 28 anos. Perfeito. A senhora consegue me relatar dentro de eh como foi a criação do Marcelo por parte do Benedito? Houveram agressões desde criança? O Benedito sempre agrediu tanto, não só a
mim, com agressões, palavras e como agredi o Marcelo, o Guilherme, que até teve um dia que eu precisei gritar pro Marcelo sair correndo porque o Benedito Ia ir para cima dele. Agora eu não me lembro se foi com um pedaço de pau ou se foi com uma faca. Só lembro que eu precisar para ele poder sair correndo pro Benedito não agredir ele, porque o Benedito era traiço >> perfeito. E quando a senhora casou com o seu Benedito, Marcelo tinha quantos anos mais ou menos? Senhora, se recorda? >> Ah, eu não me lembro >> não. A
senhora tem repetido várias vezes Que não se lembra, não se lembra, não se lembra. Essa cirurgia que a senhora fez no cérebro, eh, algum médico relatou pra senhora que ia dar problema de memória na senhora? >> Falou que eu ia ficar com sequela. >> Ah, sim. Perfeito. Eh, a senhora acredita que por por uma uma primeira pergunta, a senhora foi golpeada na cabeça com socos pelo Benedito? >> Foi >> uma vez, duas, três, várias vezes. >> Durante todos os 28 anos. Sempre acontecia. sempre acontecia. >> Perfeito. >> Até quando eu ia pra igreja. >> Eh,
essa sequela que senhora tem no olho foi um soco? >> Foi dejoelhado. >> Joelho. >> Ele me catou pelo cabelo e tacou o joelho no meu olho. >> Perfeito. Senhora, se recorda provavelmente qual altura que o senor Beneditinha? Ela mais ou menos da minha altura? Um pouquinho maior, um pouquinho menor? Não, >> não. Mais pequeno, menor. Ah, menor do que o senhor. Acho que mais ou menos. Muito >> não. Pouca coisa. >> Pouca coisa menor que eu. Então ela era grande. >> Eu tenho 1,85 m. >> Ah, não. Acho que ele era menos. >> Um
pouquinho menos. Então ela grande. >> Ela era gordo. >> Forte. >> Gordo >> e forte. >> Não, só gordo. Só com bebia muita cerveja. Tá certo. Eh, o carro, o veículo era um pálio, não é? Já se recorda? >> Ah, eu não conheço carro não. Não sei Marca de carro. >> Mas ele tinha um veículo, o Benedit. >> Ah, eu sei que ele tinha um veículo, mas eu não conhecia marca de carro não. >> E ele comprou quando estava casado com a senhora. É >> certo. Eh, porventura a senhora desautorizaria como casada cometiva pergunta, doutor,
>> e proprietária também do veículo, se ela desautorizaria ele a a usar o veículo, >> por favor. A pergunta tem que ser objetiva. Se ela autorizou aí, tudo bem. >> Senhora, autorizou alguma vez o Marcelo a andar com o veículo? >> Não, não me lembro >> não. >> Não. >> Se ele andasse, teria algum problema? >> Não, se ele andasse não. >> Perfeito. >> Os dois trabalhava junto, né? Então não tinha como falar não, você não vai. Ah, Não, você não vai. Tá longe, né? Então, >> perfeito. >> Tem um relato a respeito de uma
overdose de remédio. Só se recorda disso aí? Ah, eu só me recordo que eu não era de tomar remédio. Aí a última vez que eu me lembro, até que a doutora do OTI falou que não era para mim tomar remédio. Falei: "Mas como assim, doutor? Eu nunca tomei remédio". Aí o que eu me lembro, acordei no UTI. A senhora, a senhora acredita que possa Ser o seu Benedito que teria ministrado a senhora saber subjetivo, doutor, eu não posso permitir de acordo com o código de process. >> O Benedito, o Benedito deu remédio pra senhora. >>
É, eu uma eu sempre tinha dor de cabeça, né? Acho que foi nessa época que eu pedi para ele um remédio para dor de cabeça. Eu acho que provavelmente pode ser que >> Certo. E e e e teve uma overdose de Remédios, então >> é isso. >> Perfeito. A senhora, ele deixava a senhora ter contato com os parentes? Não, >> não, >> ele cortou totalmente. Satisfeito, >> defesa encerraos paraos senhores e senhoras jurados. >> Não, po encerrar então. Dona Silvana, obrigado pela presença, Viu? Um bom bom dia pra senhora. Já está dispensado. >> Obrigado. >>
Senhora, precisa de ajuda para sair? Pode guardar o documento. Se dá uma mãozinha aqui. Se ela for sair a plenário, só dá uma mãozinha assim, pedir um degrau aqui. Isso. Vai devagar, dona Silvana. Eu acho que é melhor até sair por trás aqui. Se leva ela por trás lá e pode trazer para mim. Senhores, senhoras jurados, podemos Ouvir mais uma só? Depois nós fazemos o intervalo. Pode ser? Ótimo. Se ficar mais fácil por aqui. Se só é que tem as escadas aqui também. Só que tem as escadas também. Vou pedir, Ana, se você puder ajudá-la
subir. Ela vai assistir. Tá bom. Só tem as escadas. Cuidado com o filme. Pode trazer para mim o próximo testemunho. Só cuidado na escada, por favor. Ana, acompanha ela. Ana. Sim, >> é o filho. Ótimo. Vai devagarzinho, viu? Isso. Já tá aí. Ótimo. Pode começar paraa minha gravação. Senhora Beatriz. É isso? >> Sim. Sim. >> Meu nome é Renato Garcia. Sou o juiz titular da Vara Criminal e anexos aqui da comarca de Jacarzinho. Participam Comigo da audiência o Ministério Público e a defesa. Me diga o seu nome completo, por favor. >> Beatriz de Resende de
Conceição. >> Não entendi. Fala um pouquinho mais. >> Beatriz de Resende Conceição. >> Ótimo. Nós já temos aqui os seus dados. Só tirar da tomada ali para mim. Tira da tomada para mim pro lado. Faz favor aí. Ótimo. Nós já temos os seus dados aqui, né? Não vai ser necessário a senhora me dizer eh Em plenário. A senhora tem parentesco com Marcelo Conceição da Silva? Sua esposa >> é esposa dele. Então face essa afirmação, não prestará o compromisso, mas é importante que a senhora nos diga sobre os fatos aquilo que sabe. Nós estamos apurando aqui
neste processo três situações que envolvem o delito de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e também o delito de furto. Sobre esses fatos serão feitas Perguntas inicialmente pelo Ministério Público e depois pela defesa. Eu sei que a senhora é mulher do Marcelo, não presta compromisso, mas é importante que nos diga o que sabe. Entendeu o que eu falei? Sim. >> Passo a palavra ao Ministério Público. >> Obrigado, excelência. Bom dia, Beatriz. Tudo bem? >> Bom dia. Tudo bem. >> Eh, Beatriz, sobre os fatos, eu gostaria primeiro de que a senhora nos relatasse Eh como é que
era a relação eh do Benedito com a com a sua sogra. >> Ah, ele maltratava ela bastante. >> Quando a senhora fala maltratava, o que que ele fazia exatamente? Na época que ela tava doente, ele deixava ela passa fome, ele deu remédio para ela, mais eh um remédio para dormir. Ele deu um remédio para ela, ele não queria que eu levasse ela no hospital, que ela tava quase morrendo. >> Hum. >> Aí ele era uma pessoa ruim. Isso daí fato. >> Então vamos vamos voltar que os detalhes são importantes para nós, tá bom? Eh, a
sogra da senhora tava com qual problema de saúde? meningioma na cabeça, um caser na cabeça. Ela tinha acabado de fazer cirurgia. >> Tá. Há quanto tempo fazia que ela tinha feito a cirurgia antes do Benedito morrer? >> Ah, eu não me recordo. Eu acho que uns um ano, nem isso. Eu acho. >> Um ano. >> É, mais ou menos isso. Eu não lembro muito bem. >> E há quanto tempo fazia que ela tinha saído do hospital, tinha voltado para casa, tava tendo os cuidados em casa? >> Ah, fazia pouco tempo também, mas daí >> mais
ou menos. Quanto tempo? Ah, não vou me recordar muito bem, mas umas duas, três semanas também. >> Duas, três semanas. A senhora falou que ela foi operada um ano antes, né? >> Sim. >> E aí ela ficou todo esse tempo no hospital? >> Não, >> ela ela teve alta da operação. >> Sim, sim. >> Aí ela voltou para casa. >> Sim. >> Tá. E aí agora a senhora falou que foram duas, três semanas. A senhora consegue Explicar para nós o que que aconteceu nesse período de tempo depois que ela foi operada? Qual que era o
tratamento que ela fazia? >> Ela fazia, ela fazia tratamento lá no hospital do câncer, né? Eu, o Marcelo levava ela, a gente cuidava dela. Aí ela >> Mas qual que era o tratamento depois da operação? Qual que era? >> É radioterapia que ela fazia. Graças a Deus não precisou da quimioterapia porque ela arrancou o tumor. >> Tá. Desde que ela foi operada, ela fez radioterapia até o Benedito morrer? >> Não, eu acho que foi antes. >> Hã, >> eu não me recordo muito bem. >> Tá. O que eu quero saber da senhora é o seguinte.
Ela tava em casa. >> Sim. Ela tinha saído do hospital. >> Sim. >> Por que que ela saiu do hospital? O que que ela foi fazer no hospital quando ela Teve alta essas duas, três semanas antes? >> Porque ele ele não ele ela tava por por conta de corticovide que ela tava tomando, ela tava muito inchada, ela não levantava, ela tava muito debilitada, né? >> Certo. Certo. >> Aí ela aí ela não conseguia levantar. E teve um dia que ele pegou e >> pera aí. Beatriz, responde a minha Pergunta. Ela saiu do hospital de qual
tratamento? Duas, três semanas antes. >> Câncer do câncer. >> Mas qual que era o tratamento que ela estava fazendo no hospital essas duas, três semanas antes? Rádio. Isso. >> Acabou a rádio duas, três semanas antes. É isso. >> Eu não me recordo muito bem. >> Senhora não sabe >> do da rádio? Não. >> Não. Eu quero saber qual que era o Tratamento que ela estava fazendo duas, três semanas antes. >> Eu não me recordo muito bem. >> Então a senhora não sabe? >> Não, não me recordo. >> Tá. Por que que ela estava debilitada? por
conta da cirurgia que ela tinha feito na cabeça. >> Mas a senhora falou que a cirurgia foi um ano antes. >> Eu não me recordo muito bem. >> Tá. >> É, mas ela não, ela respondeu as perguntas, mas ela não respondeu. >> Tá, mas ela não lembra, >> tá? >> Eu não me recordo mesmo. >> Entendi. E ela voltou do hospital pra casa dela. >> Sim. >> Duas, três semanas antes. >> Tá. Quem que tava cuidando dela nessas duas, três semanas na casa dela? O Benedito, eu que cuidava dela, tanto que Ele ia trabalhar, ela
tava usando fralda, eu eu trocava ela >> e o Marcelo. >> Entendi. Então a senhora e o Marcelo tinha um contato com ela? >> Sim. >> Ela não era proibida de ver os familiares, >> não? Porque a na verdade quando ele ia trabalhar, o Benedito, eu cuidava dela, né? >> Entendi. A senhora que acompanhava ela No hospital também, tá? O Benedito de vez em quando acompanhava ela no hospital também? Não me recordo, mas eu acho que chegou a acompanhar assim. >> Tá. E aí a senhora falou que teve uma situação que ele não quis dar
comida para ela. >> Sim. >> Foi uma vez só? Foram várias. >> Aí ele já fez muitas antes mesmo dela dela fazer essa cirurgia, ela ia na Igreja, ela chegava, a comida tava cheia d'água dentro para ela não comer. >> Entendi. Eh, esse episódio que a senhora falou que ele negou comida para ela, como é que foi? A senhora presenciou isso ou alguém contou pra senhora? >> Presiei. Presencii. >> Foi que ela tava debilitada, igual eu falei. Aí ela falou para ele que ela tava com muita fome. Aí ele falou: "Eu não vou fazer comida
para você". Aí a hora que nós chegou lá, ele tava comendo do lado dela, ela morena de fome. Eu fui lá, fiz comida e dei para ela. >> Certo. E aí depois desse dia que ela foi pra sua casa. É isso? Foi, eu acho que foi no mesmo, não, um dia depois ou no mesmo dia, eu não me recordo muito bem, mas é senhora não lembra >> não. >> A senhora falou que ele tava fazendo Comida. Que comida? >> Eu não falei que ele tava fazendo comida. Eu falei que ela, eu depois eu dei comida
para ela. >> Mas ele tava, ele tava comendo, ele tava fazendo comigo. O que que ele tava fazendo? >> Ele comeu um pão do lado dela, >> tá? >> Ela deitada na cama e ele comendo do lado dela, assistindo televisão. Ela morrendo de fome. >> E a senhora tava no quarto junto com eles? Não, eu cheguei lá na hora, >> tá? E como é que a senhora presenciou se eles estavam no quarto? >> Porque ela porque a gente chegava lá, a gente pedia licença e eles deixavam a gente entrar lá. >> Entendi. Então a senhora
tava junto lá. >> Sim. >> Tá. Quem mais tava? >> Eu e o Marcelo. >> Tá. E aí vocês fizeram o quê quando virou a situação? >> O Marcelo ele ficou muito bravo, né? A gente ficou muito chateado. Que foi daí que eu não lembro se foi no mesmo dia um dia depois que ele pegou e levou ele pra casa, pra nossa casa. Vocês moravam parede meia >> mesmo quintal. >> Tinha contato, era frequente ali a >> A gente sempre ia na casa dela. Na verdade eu não ia muito por causa dele, Mas eu ia
mais por causa dela, para cuidar dela. >> É, mas tinha essa liberdade de frequentar uma casa. Tá. >> Eh, a senhora também falou de outros episódios que ele maltratava ela, né? A senhora pode nos contar quais foram os episódios, o que que aconteceu? Ai, é igual eu falei para você, a pessoa quando ela nega comida para outras já um maltrato muito grande, né? >> Uhum. >> Ele era uma pessoa muito ruim. Eu lembro que ela saí, ele ele não deixava ela sair. >> Hum. >> Principalmente foi pra igreja, não deixava. >> Tá. Que mais? >>
Ela reclamava muito dele, né? Por ele maltratar ela também, porque faz 15 anos que eu conheço Marcelo só. Certo. >> O que eu convivi lá foi isso, ele maltratando, ele não deixava ela sair. Tinha vezes assim que, igual eu falei, ele colocava água na comida, não deixava >> ela comer porque ela tinha ido na igreja. >> Hum. >> Ele cuidava da mãe dele até então, mas ele maltratava a mãe dele. >> Tá. Mas em relação à Silvana, Silvana. Aham. >> Qual outro tipo de maltrato que a senhora presenciou, ficou sabendo? >> Além disso, além disso,
comida. Só isso? >> Sim. Tá. Eh, isso aconteceu quando essa situação da da comida? Quanto tempo antes >> da comida que ele que ele negou a comida? >> Do pão do pão que a senhora falou >> foi. Eu não sei se foi um dia antes da dela ir pra minha casa ou um dia depois, eu não lembro. Não rec. >> E ela foi pra sua casa quanto tempo antes do Benedito morrer? >> Uma semana. >> Uma semana. Tá. Essa outra situação dela ter ido na igreja, ele não ter gostado, ter colocado água na comida que
a senhora falou, quanto tempo antes de do benedito? Ordo. >> Não sabe dizer >> um mês, dois meses, um ano. >> Porque assim, ela ela me falava, relatava e eu via, mas a gente não chegava a entrar em detalhe ou prestar tanta atenção em dias, datas, essas coisas, entendeu? >> Tá? Eh, e em relação a toda essa situação que a senhora falou que ele maltratava ela, foi adotada alguma providência? Alguém buscou polícia? Alguém fez algum relato? Marcelo fez alguma coisa? >> O Marcelo, ele ele chegou a chamar a polícia para ele, >> certo? E mesmo
acontecendo tudo isso, o Marcelo trabalhava com o Benedito, eles tinham uma boa relação? >> Eles trabal estava trabalhando junto, Sim. >> E eles tinham uma boa relação? >> Até que tinha, até quando ele não ignorava, né? Quando ele não era ignorante. >> E por que que o Marcelo aceitava essa situação dos maus tratos? Sua mãe >> ele nunca aceitou. >> É, mas eles trabalhavam juntos, tinha uma boa relação. >> Sim, mas é porque é aquele negócio, né? Ela, no caso, ela convivia com ele, >> ele respeitava, mas ele não gostava que ele maltratasse. Nemum, nenhum
filho gosta que >> que o pai ou enfim, alguém maltrate sua mãe, né? >> E quando teve esse episódio do pão, teve alguma conversa entre o Benedito e o Marcelo? >> Não, não, não vi. Não >> teve discussão, desentendimento? >> Não, Marcelo chegou a falar com ele, mas o que eu não sei porque eu não gostava De >> Mas ali na hora eles não discutiram. O Marcelo falou que ia levar ele embora para minha casa. >> E o Benedito falou o quê? >> Hum. >> Falou nada. Eu não sei. >> Não sabe? Mas a senhora
tava lá junto. >> Mas eu eu >> ela já respondeu. Sabe, >> essa conversa foi na frente da senhora. É isso. >> É >> que o Marcelo falou que ia levar ela embora. Foi na frente da senhora. >> E o senhor não sabe o que que o Benedito respondeu? Eu não, eu não prestei atenção porque sempre eu apaziguava porque eu não gosto dessas coisas de briga, essas coisas. Eu falava: "Marcelo, vamos deixar quieto". >> Tá? E no dia do Vamos agora então pro dia do homicídio. >> Sim. >> Como é que foi essa situação? Onde
vocês estavam? Onde tava o Benedito? Onde tava o Marcelo? O que que aconteceu? O que que a senhora sabe? >> A gente estava na casa da minha mãe. >> É, >> nós fomos almoçar num domingo lá, >> tá? na minha mãe. Daí o Marcelo falou que que ia buscar uma chave para arrumar o carro e demorou cerca de uma hora e depois ele voltou. Onde o Benedito tava, eu não sei. >> A casa da sua mãe fica que distância da sua casa? Da casa do Benedit. >> Uma quadra acima. >> Uma quadra acima. Ele falou
que ia buscar o quê? >> Uma chave. >> Chave do quê? >> De carro. Para arrumar carro. >> Que carro? >> Um corça que a gente tinha. >> Tinha um corse. >> Isso. >> Esse cors tá com quem hoje? Não sei. Já foi vendido. >> Foi vendido. Isso. >> Tá. Esse carro era de quem? >> Era do Marcelo. >> Tinha vocês tinham algum outro carro nessa época? >> Que eu me lembre não. >> Quem que tinha um Santana? >> Era do Marcelo, mas a gente não usava ele. A gente só deixava lá no quintal. >>
Tá. Usava. >> Mas era um carro que tinha roda, não tinha roda. >> Não me recordo. >> Não usavam >> não. >> E quem que tinha um Siena? >> O Marcelo também. >> Também ficava também na na casa? Ficava em frente da minha casa do outro lado. >> Não usavam também >> não. >> Tá. >> Porque tava estragado o carro. >> Quem que tinha um pá? >> Era o Benedito. >> Benedito. >> Isso. >> Tá. E quem que tinha uma carretinha? >> Não me lembro da carretinha. >> Não. Marcelo não tinha carretinha. >> Não me
lembro >> não. Quem que tinha uma betoneira? >> O Marcelo. >> Marcelo. Ele usava no trabalho? >> Usava. us, era o trabalho que ele fazia com o Benedito. >> Eu acho que nesse dia ele foi trabalhar sim com o Benedito e levou a Betorneiro. >> Betneiro. Entendi. Eh, eles estavam trabalhando juntos, né, quando o Benedito morreu em que obra? >> Na casa de uma mulher, não sei onde que é, não. Tá. Eh, tá certo. Aí ele saiu para pegar essa chave. Ele demorou quanto tempo para voltar? >> Uma hora mais ou menos assim. >> Não
sabe para onde ele foi >> não. >> Como é que ele voltou? Ah, ele voltou meio estranho. >> Eu reparei que ele voltou meio estranho, mas o que tinha vida, eu não sei. >> Quando a senhora fala meio estranho, a senhora pode explicar para nós o que que >> Ah, diferente. Um jeito diferente. Meio desinquieto. >> Quieto. >> Isso. >> Tá. E ele saiu que horas? >> Ai, da casa da minha mãe. Você fala? É, >> nós foi almoçar era meio-dia, meioia e pouco, eu não me recordo o horário. >> Sim, mas ele saiu antes
do almoço, depois >> antes de do almoço. Antes do >> Vocês chegaram lá por vol do meio e meio, é isso. >> Isso. Por aí meio-dia. Meioia. >> E ele, vocês chegaram, ele já logo saiu. >> Sim. Ele falou: "Vou lá pegar a chave Para mim arrumar a roda do carro". Alguma coisa assim, >> certo? >> E já que eu venho. >> E a Silvana estava na casa com vocês, o que que ela ficou fazendo? Ela tava debilitada, ela não conseguia andar nem nada. >> Mas ela ficou no mesmo ambiente que vocês em algum outro
lugar? Ficou >> sim. >> Tá. >> E quando ele voltou, ele não falou nada >> não. >> Certo. Como quando como que horas vocês voltaram pra casa de vocês? >> Ah, eu acho que eram umas 2:30, 3 horas por aí. A gente almoçou, passou um pouco, a gente foi embora. >> A senhora falou que que chegou por volta do meio e meio >> por aí. >> Ele saiu logo em seguida. Demorou mais ou menos uma hora. >> Isso. >> Ele já voltou. Vocês almoçaram, foram embora? >> Passou um pouco, a gente foi embora, >> tá?
Eh, e aí vocês fizeram o que em casa? Chegaram aí na casa do Ben? >> Eu cheguei, fui dormir. >> Foi dormir? >> Sim, porque eu tinha neno na época, eu tinha um ano. Aí eu fui dar mamar para ele e acabei dormindo com ele. >> E o o a Silvana ficou com vocês na casa De vocês? >> Sim, ela tava com a gente. >> Nesse dia a senhora foi até a casa do Benedito? >> Nesse dia não. >> O Marcelo foi depois que vocês voltaram mãe? Não sabe? >> Não sei. Não sei porque eu
fui dormir, >> tá? Não sei. >> Eh, o Guilherme, a senhora viu nesse dia? >> Não, >> ele não tava na casa da sua mãe. >> Depois ele foi até a casa da senhora? >> Não. >> Não sabe se ele foi até a casa do Benedito da Senora? Não sabe? >> Não sei. >> Tá. E aí, como é que a senhora ficou sabendo da situação? Como é que foi? >> Infelizmente fui eu que descobri. >> Como é que foi >> no outro dia, na segunda-feira? >> Conta para nós. >> A Silvana até então ela conversava
com ele no telefone porque ele ligava muito para ela, o Benedito, né? Aí nesse dia ela falou assim: "Ó, Bia, eu tô preocupada com ele porque ele ele não deu, não ligou nem nada, porque todo dia ele ligar." Aí eu falei assim: "Meu Deus do céu, será que aconteceu alguma coisa com ele?" Aí ela tinha a chave da casa, né? Daí ela falou: "Bia, vai lá ver que que tá acontecendo". >> Desculpa, desculpa interromper a senhora. Quem que ligava? O Benedito ligava. >> Isso ligava enchendo o saco dela lá. >> Enchendo o saco. Em que
sentido? O que que ele queria? >> Ah, ele ficava conversando com ela. >> Ele queria saber como ela tava, queria que ela voltasse para casa. Isso também é. >> Entendi. Isso era encher o saco. >> Não, mas enchendo o saco que eu digo Porque daí ela falava para mim que ele ameaçava, né? O Marcelo, o Guilherme, a Silvana. >> Entendi. E o que que era essa ameaça? O que que ele falava? >> Falava que ia matar eles. Mas eu não, eu não ouvi. Ela me chegou a me falar. >> Entendi. Isso por ligação telefônica? >>
Sim. >> Entendi. E aí ela falou que ele não ligou nesse dia. >> Sim. >> E o que que aconteceu? >> Aí eu falei assim: "Senhora, quer que eu vou lá ver que que tá acontecendo?" Porque eu fiquei preocupada com ele. Por mais que ele seja pessoa ruim, eu não eu não pago mal com mal, entendeu? >> Tá? >> Eu peguei, falei: "Eu vou lá dar uma olhada". Aí eu fui lá, dei uma olhada. A hora que eu cheguei lá, tava tudo arrumado, a casa, a cama arrumada, ventilador ligado, louça na pia. Falei: "Tá estranha
essa história. O carro tava na garagem, >> certo". >> Daí eu peguei, fui lá, falei: "Silvan, tá estranho". Aí eu liguei pro Marcelo, ele tava trabalhando. Aí eu liguei para ele, >> tava trabalhando nessa obra que a senhora falou? >> Não, ele tava em outro lugar. Que outro lugar, a senhora sabe dizer? >> Aí é uma casa, não sei onde que é. Eu o serviço dele, ele eu não fico perguntando aonde que é, onde deixa de >> Mas ele tava com mais de um serviço nessa época era um só. >> Não, ele ele tava com
um só, eu acho. Um >> só, >> sim. >> Tá, >> tá. Aí ele tava trabalhando e aí >> aí eu liguei para ele, ele veio, aí a gente foi na casa, né? Que horas foi Isso que a senhora foi até a casa? >> Não me recordo o horário. >> Mas foi de dia? Foi de hoje. Foi de dia? >> Foi de dia. De manhã >> dia. Não sei. >> Mas foi de dia. Não me recordo. >> A senhora não sabe dizer. >> Não me recordo. >> Tá. Eh, antes da senhora ir, a senhora pediu
para alguém verificar lá se se a casa tava aberta, se tinha alguém, algum, >> o meu sobrinho de 13 anos, porque daí até então depois que ela foi pra nossa casa, colocou uma tela assim no murinho, sabe? Para ele não ir lá. >> É >> porque por causa das ameaças. É. >> Aí a Daí eu peguei e falei assim: "Ô, Vitor Hugo, você pega e pula." Na época ele tinha uns 10, 13 anos por aí. >> Você pula aí e vê porque tem uma porta de correr assim. Daí ele foi lá, falou: "Tia, não tem
nada não, tá tudo Trancado, ele voltou". >> A senhora lembra se a se a senhora contou isso pra polícia que a senhora pediu para esse sobrinho ir lá verificar primeiro? Senhora, lembra? >> Não me recordo. >> Não lembro? Tá, porque o policial contou para nós hoje que foi questionado. A senhora não lembra, né? >> Não, não me recordo, >> mas a senhora confirma que foi esse sobrinho lá? >> Sim. >> Tá. E aí depois que o sobrinho falou que tava tudo fechado, não viu ninguém, a senhora foi até lá. >> Sim. >> Tá. Casa tava
limpa, ventilador ligado, louça na pia, o carro na garagem. Que mais? >> Aí eu liguei para ele, igual eu falei. Aí ele chegou, aí no que ele chegou, eu falei: "Mas daí tá estranho?" Aí ele pegou e falou assim: "Ah, não é nada Não". Daí eu peguei, fui no quarto, abri a o guarda-roupa, falei: "Mas que estranho, não tem roupa nenhuma dele aqui". Aí falou: "Ah, não é nada não, deixa quieto". Daí eu peguei e fui. >> Não tinha roupa nenhuma no guarda-roupa dele? >> Não tinha roupa nenhuma. >> E não tava pela casa >>
não. >> Nem espalhado, nem mala, nada >> não. >> Tá >> aí que a gente chegou lá perto do carro que tinha um monte de roupa enrolada lá dentro do carro. >> Certo. Eh, esse exame do guarda-roupa que a senhora falou que não tinha nada, a senhora já fez quando o Marcelo chegou ou foi antes do Marcelo? >> Quando o Marcelo chegou. Eu não, eu eu só fui lá, olhei, eu não cheguei a mexer em nada. >> Certo. Eh, >> até porque a casa dos outros a gente não tem que mexer, né? >> Quanto tempo
depois que a senhora entrou na casa, viu que tava tudo arrumado, que a senhora ligou pro Marcelo e ele veio? Quanto tempo demorou? >> Acordo. >> Demorou meia hora, uma hora? Foi rápido. Demorou. >> Porque eu fiquei tão nervosa na hora que eu não me recordo. >> Mas a senhora não sabe dizer se ele demorou para chegar ali na casa. >> Eu acho que ele não demorou muito não. >> Tá. E aí a senhora viu que tinha um monte de roupa no carro. >> Aí eu falei: "Marcelo, você tá estranho, o que que aconteceu?" Daí
eu peguei. Mas >> por que que a senhora achou que tava que tava estranho? >> Ué, porque de repente ele sumia assim o carro dele ali e um monte de roupa dentro do carro. >> A senhora chegou a perceber que tinha um corpo ali no carro? >> Ah, eu cheguei a achar assim. Fala a verdade. >> Por que que a senhora achou isso? >> Porque tava estranho. Um monte de roupa embolada. >> Entendi. Hã. >> E é isso. >> E aí? Aí eu peguei, eu até tentei abrir o carro, né? Eu falei assim: "Marcelo, o
Que que tá acontecendo?" Aí falou: "Não é nada não. Daí eu tentei abrir o carro, daí eu peguei e falei assim: "Então tá bom". Daí eu peguei, daí ele pegou, foi e eu fui pra minha casa. >> Certo? >> Daí nisso eu liguei pro Guilherme, eu falei: "Guilherme, tá estranho, que que tá acontecendo? Será?" Aí falou: "Eu tô indo". Aí, ele saiu da usina e foi para lá. Aí a gente foi lá para ver se se o carro tava lá indo para mim mostrar Pro Guilherme. Já não tinha carro nenhum mais lá. Como eu falei,
os detalhes são importantes para nós. Por isso que eu vou fazer essas perguntas pra senhora. >> Depois que a senhora viu o carro com as roupas com Marcelo lá no local que vocês saíram de lá, a senhora ligou imediatamente pro Guilherme? >> Pro Guilherme. >> Quanto tempo depois que o Guilherme foi até a casa? Ah, >> demorou um pouco porque ele tava na Usina, né? Daí ele teve que arrumar uma moto para ir. >> Quando a senhora fala um pouco é cerca de 1 hora, 2 horas? >> Ah, eu acho que é uma hora mais
ou menos. Eu não sei mais ou menos o horário, mas é por por essas horas. Isso ainda era dia ou era noite? Já >> era de tarde. >> De tarde. Tá. Aí o Guilherme chegou lá e que aconteceu? >> Aí eu e o Guilherme foi lá na casa, >> aí o carro já não tava mais lá, >> tá? E aí? >> Aí depois aí o Guilherme foi lá lá na minha casa e eu liguei pro Marcelo, falei: "Marcelo, o que que tá acontecendo? Por que que o carro não tá mais aqui?" Daí ele já não
me contou mais que ele falou: "Ah, porque ele ele nunca quis entrar em detalhe comigo, sabe? O que que aconteceu de fato? Porque para mim isso é muito doloroso. Sabe >> o que que é doloroso? >> Saber que meu esposo fez uma coisa dessa e com uma pessoa. >> Entendi. Vou voltar só um pouquinho, tá? Eh, quando o Guilherme chegou na casa, vocês viram que o carro não tava lá. O que que o Guilherme falou? >> Ele falou assim: "Ah, Bia, vamos lá, vamos lá na sua casa. Vamos. Entendi. Ele não falou nada se ele
sabia da situação, o que tinha acontecido. Falou nada >> não. Ele se mostrou surpreso ou ele >> mostrou surpreso? >> Surpreso. >> Tá. E nessa conversa com o Marcelo, que a senhora falou que foi doloroso, que ele não quis dar muito detalhe, ele chegou a confirmar pra senhora que que >> depois que ele que eu consegui ligar para ele, ele falou para mim: "Ah, eu fiz isso, isso, isso e tô indo embora". >> Mas foi nessa ligação, nessa conversa? Sim, na ligação. >> Isso foi no mesmo dia. >> Foi no mesmo dia que eu descobri.
>> Tá. E a senhora falou que ele fez isso, isso, isso. O que que é esse, isso, isso, isso? O que matou o Benedito. >> Mas ele falou como se foi fato, >> ele não entrou em detalhe. Ele não entrou em detalhe para mim. >> Não falou o que aconteceu no momento. >> Ele só falou que matou. >> Sim. >> Tá. E e sobre o carro, sobre o corpo? >> Não, nada. >> Não falou nada. Ele não quis entrar em detalhe com nada comigo. >> E ele falou o que que ele ia fazer? >> Não.
>> E para onde ele foi? Ele dormiu na casa da senhora nesse dia? >> Não sei. Não. >> Não. Porque até porque eu larguei dele, >> eu pro telefone falei: "Ó, você me esquece, eu não quero mais saber de você Porque o que você fez não é certo." >> Certo. Hoje a senhora tá com ele? Sim, porque hoje a gente tem três filhos junto. >> Entendi. >> E por mais que ele fez isso, eu amo ele. >> Entendi. No eh no dia seguinte vocês foram paraa Londrina levar a Silvana para >> Sim. >> Quem que
foi? >> Foi eu e a Silvana. >> O Marcelo não foi >> não. >> Tá. Onde ele ficou? A senhora não sabe se Jacarezinho, na casa de um parente, em outro. >> Ele falou para mim bem depois, muito tempo depois que ele foi pra casa da tia dele >> em Sorocaba. >> Sorocaba. >> Isso. >> Tá. durante esse período do dia seguinte Até ele se entregar, vocês conversaram? >> Sim. >> De que forma? >> Por telefone, né? >> E qual que era o conteúdo dessas conversas? O que que vocês conversaram? >> Para ele se entregar.
>> A senhora cobrava que ele se entregasse? >> Sim. >> Tá. E ele falava o quê? >> Que ele ia se entregar. >> Hum. Só isso? >> Sim. >> Sobre usar drogas. A senhora conversou com ele? Ah, eu sempre falei para ele, né, para ele não usar. >> Mas a senhora sabia que ele usava? >> Ah, de vez em quando ele usava sim. >> O quê? >> Não sei te dizer. Eu não, é como eu te falei, eu não goste de entrar em detalhe Comigo e eu não não gostava de entrar em detalhe com ele
porque eu não mexo com essas coisas. >> A senhora sabia se ele cheirava cocaína? >> Não, não sei. >> A senhora não falou isso para ele nas conversas? >> Não. >> Tem certeza? >> Não lembro. Não me lembro. Não me recordo. >> Senhora tinha conhecimento que ele Tirava cocaína? Não sei. >> Não sabe? Tá. Eh, conversaram sobre os bens, sobre os veículos? >> Não me recordo >> não. Eh, conversaram sobre eh arma de fogo? >> Não, >> não. Conversaram sobre as provas do processo? >> Também não. >> Sobre o que foi feito na casa, sobre
o Veículo. >> Não me recordo. Eu acho que não. >> Sobre ter impressão digital da senhora. >> Sim. do carro que eu fiquei com medo de ter, porque no meu desespero eu tentei abrir a porta do carro, ele falou: "Não, não vai abrir". Aí eu peguei e fiquei desesperada. Eu até falei para ele, eu falei: "Marcelo, eu tô com medo de de ter minha minha digitar os outros e eles achar que fui eu que fiz, que eu te ajudei, porque eu não ajudei." >> Certo. Eh, conversaram sobre ele tá sendo orientado pro advogado? >> Não
me recordo. >> Não. Conversou sobre ele ter que pagar advogado? >> Eu acho que sim. É, entendi. Eh, conversaram sobre identificar o corpo no IML? >> Não me recordo. Tem muitas conversas que eu não me recordo. >> Tá. A senhora conversou com uma irmã, com uma parente, sobre os fatos? >> Sim. >> O que que a senhora conversou com a irmã? >> Eu falei do ocorrido, do que ele tinha feito. >> A senhora falou algo sobre a sua mãe, o que que ela falava pra Silvana nessa nessa situação? >> Não me recordo. >> Ela cobrava
o Marcelo se entregar a sua mãe? >> Não me recordo também. >> Tá. Eh, em relação à situação depois, né, eh, que ele se entregou, a senhora tomou conhecimento do que aconteceu no dia, porque ele atirou, se ele atirou, se ele matou de outra forma, depois, depois, >> então ele nunca gostou de entrar em detalhe. >> Hum. >> Mas até então, até quando era o outro advogado dele, que eles foram fazer vistoria lá na casa, eu achei que era Facadas que ele tinha dado, não com arma, >> porque eu não tinha conhecimento de arma alguma
em casa. Nada. >> Nunca tinha visto? >> Não. >> E o Benedito também não. >> Também não. >> Tá. Eh, mas aí ele contou pra senhora o que que aconteceu. >> Ah, é o que todo mundo fala. Ele só falou que chegou matar ele. >> Mas ele falou em que local, por quê? >> Não. Ah, o porquê já tá, né? >> Porque ele ameaçava, né? >> Porque ele ameaçava. Isso. >> Mas ele falou que aconteceu nesse dia. >> Não, >> porque ele saiu da casa da sua sogra, né? Foi até lá. É, da sua mãe,
desculpa. E foi até lá. Ele não falou o que que aconteceu nesse dia. >> Não >> entendi. Eh, ele falou em que local que aconteceu? >> Não, >> nem nas conversas do sen >> não me recordo. >> Não lembro. >> E para levar o corpo, ele não explicou pra senhora? >> Não. >> Não falou como é que fez? >> Eu não sei nem onde que ele desolvou o corpo. >> Hã? Não sei, >> mas como ele fez para tirar do carro, levar até >> nem quis saber também. >> Não falou. >> Não me lembro, não
me recordo. >> E o carro que é era do Benedito e da Silvana? >> Sim. >> Onde foi parar o carro? >> Não sei. >> Ele também não falou pra senhora que Fez, >> não. Ah, ele falou para mim que ele deixou em Ourinhos, né? >> Hum. >> Só >> deixou em Ourinhos, mas aonde? Para quem? Não falou, >> não. >> Entendi. Tá certo. >> É igual eu falei para você, eu não, eu nunca gostei de entrar em detalhes com ele. Até ele também nunca gostou de Entrar em detalhes para mim, para me poupar. >>
Uhum. >> Porque ele sabe como eu sou. Eu sou uma pessoa muito rígida com isso, entendeu? >> Tá. Só uns detalhes sobre a mãe do do Marcelo, né? Quando é que ela tomou conhecimento? >> Foi na segunda-feira mesmo. >> No mesmo dia que a senhora. >> Sim. >> Foi eh depois que a senhora chamou o Guilherme? Foi antes da senhora chamar o Guilherme? >> Foi antes, eu acho. Não me recordo. Mas como é que ela tomou conhecimento? Por quem? >> Por mim. >> O que que a senhora falou para ela? >> Eu falei para ela
que eu achei que o Marcelo tinha feito algo com ele. >> Foi antes do Marcelo confirmar pra senhora. >> Sim. >> Tá. E por que que a senhora já falou isso para ela? >> Ah, porque eu desconfiei, né? >> Certo. E qual que foi a reação dela? >> Ela ficou muito chocada. Ela chorou muito. >> Chorou muito. E nos dias seguintes, como é que ela fou? também chorou muito, até porque ela ela ela tava doente, né? Ela não andava, ela só ficava deitada. Ela se ela andava era com andador para ir no banheiro. >> E
esse choro dela era por causa da morte de Benedito. >> Muita tristeza. >> Por causa da morte, >> pelo filho ter feito, né? >> E pela morte também ou não? >> Sim. Sim. Querendo ou não, somos humanos, né? >> Sim. Eh, >> tem sentimento. >> E a senhora falou que ela tava muito debilitada. O a debilidade dela era Física ou era mental? Física e mental. >> Física e mental. Mas ela conseguia manter uma conversa, entendeu o que tava acontecendo? Não, >> não. >> Senhora, tem certeza disso? >> O que eu saiba, não. >> Tá certo.
Eu tô satisfeito. Obrigado. >> Dr. José Maria tem a palavra. >> Obrigado, excelência. Boa. Bom dia, Beatriz. >> Bom dia. >> Eu sei que é um doloroso, né? Hoje o esposo tá sendo julgado, mas vou fazer algumas perguntas para você. >> Sim. primeiramente relacionada. Se você ficou sabendo, ouviu dizer que o Benedito tinha dito que ia matar o Marcelo, Guilherme, a família toda lá. >> É igual eu falei, né, que ele tinha falado pra Silvana que e ou era ele ou Era o o Marcelo. >> O Marcelo e o Guilherme, né, a família. E a
senhora sabe dizer qual o desentendimento que eles tinham? Porque eles trabalhavam junto, né? >> Sim, mas desentendimento é desde pequenininho dele, né? Do Marcelo. >> Desde quando era criança. >> Isso. >> O Marcelo te contou como que sen >> Marcelo me contou. >> E que que era essas situações? >> Ele maltratava muito Marcelo, o Guilherme, batia neles. >> Senhora sabe se ele chegou agredir a Estona Silvana também? >> Sim. Verbalmente, fisicamente, >> os dois, psicologicamente e fisicamente. >> Senhor, sabe se o Marcelo tinha medo do Benedito? >> Medo. >> Medo, >> sim. Quem não teria,
né, quando ameaça o outro. >> E a senhora tinha medo do Benedito, senhora conhecia ele, né? >> Ah, eu conhecia. Para mim, ele não era uma pessoa ruim, ele não me maltratava, mas eu não gostava do jeito que ele maltratava. A Silvana e a mãe dele, né, do Benedito. A mãe do Benedito. O Benedito tinha a mãe também lá que morava lá também. >> Tinha, tinha. Ele maltratava muito ela. >> Mas na época que o seu Benedito morreu, a mãe dele tava lá também? >> Não, a mãe dele já tava morta. >> Ah, já era
falecida. >> Sim. >> E como é que era essa relação? O Benedito e a mãe do Benedito. >> Ah, ele maltratava bastante ela, viu? >> Que nem fazia com a Silvana, com alimentos, com essas coisas. >> Sim. Sim. >> Por que que a Silvana não largava dele? Ela dependia dele financeiramente, dependia para tudo. >> Era financeiramente >> e emocionalmente. >> Emocionalmente também. >> E o Marcelo aqui, seu esposo, como é que ele era com você, com seus filhos? >> Ele é até hoje. Ele é um bom pai. Fala a verdade para você. Eu brigo com
meus filhos e ele não briga com os meus filhos, com os nossos filhos, porque o que ele sofreu na infância, ele não quer paraos nossos filhos. Ele já chegou a te agredir fisicamente, Verbalmente? >> Não. Ele é um ótimo marido, ele não deixa faltar nada dentro de casa. Ele todo dia ele corre atrás do pão dele pras crianças não deixa faltar nada. Tudo que meus filhos que nossos filhos quer, ele vai lá e compra. >> Senhora, já ouviu dizer que o o Marcelo, antes de casar com a senhora, tenha ido para Santa Catarina, Paranaguá? Não,
>> se ele tinha cometido outro crime antes Para lá. >> Não, não. >> Senhora, não soube responder pro promotor quanto tempo que a dona Silvana tava na casa da senhora após cirurgia? >> Não, ela ficou na minha casa. >> Isso. >> Ele perguntou na casa dela, na casa da Silvana. Não, mas na sua, >> na minha casa, ela ficou uma semana depois de uma Não, ela não ficou uma Semana. Depois de uma semana que ela foi paraa minha casa que ocorreu isso. >> Não, eu pergunto da cirurgia que ela fez na cabeça, >> mas eu
não me recordo quando quando foi feito. >> Bom, tá bom, >> Marcelo. Sem mais excelência. Muito obrigado. >> Senhoras e senhoras jurados, alguma pergunta? Não, pode encerrar então. Eh, tá dispensado, viu? Muito obrigado, pessó. >> Aqui, >> doutores, eu ia fazer um intervalo agora para o interrogatório, mas eu acho melhor nós fazermos o intervalo do almoço. O Dr. Zé Maria já conversa com o Marcelo, os doutores. Isso. A voltaremos do almoço. Agora são 11:50 e 4. Nós voltaremos do almoço às 13:30. Pode ser. É, doutor, eu ia, mas nós temos que fazer um intervalo para
eles Conversarem, depois voltaríamos >> Eu também acho, doutor. >> Eh, nós vamos os doutores concordem, então nós fazemos o interrogatório antes. Faz interrogatório, vocês conversam com Marcelo, ainda faz interrogatório, depois faz a pausa própria >> para conversar. É, doutor, eu acho que é melhor fazer, vamos fazer melhor. Então, nós vamos fazer o intervalo. Eh, agora são 11:54, Às 13, 13:15. Tá bem? Vamos, vamos tentar aí. Os doutores já conversam com ele, já conversam com ele, já vem, eu já começo com o interrogatório e nós seguimos depois com os debates. Pode parar a a gravação, >>
doutor. O doutor informou, eh, Ja. Retomando a sessão de julgamento, passaremos agora ao interrogatório do acusado. Eh, Marcelo, você já conversou com seus Advogados? >> Sim. >> Vou pedir que você fale pertinho do microfone pra gente poder te ouvir, tá bem? Isso. Ótimo. Pode começar paraa minha gravação. Marcelo, boa tarde. Meu nome é Renato Garcia, sou juiz titular da Vara Criminal e anexos aqui da comarca de Jacarezinho e hoje juiz presidente do Tribunal do Júri. Participam comigo da audiência o Ministério Público e também os seus Advogados. fala para mim, por gentileza, o seu nome completo.
>> Marcelo Conceição da Silva. >> Tá, Marcelo, nós temos aqui os seus dados, né? Eh, deixa eu só dar um Você tem filhos, Marcelo? >> Tenho três. >> Três? >> Três. Você lembra as idades? Um de nove, outro de seis e uma menininha de 1 ano e 3 meses. >> Seis e um. >> Algum dos seus filhos tem problema de saúde? >> Graças ao bom Deus, agora não. >> Certo. Você já respondeu outro processo, fora esse que nós estamos vendo aqui hoje? >> Não, >> também não, né? Mais um pouquinho. Conhece as provas que tem
contra o senhor aqui neste processo? >> Sim. Mais um pouquinho. Eu vou falar alguns Nomes, o senhor vai ouvir. Depois o senhor me diga se conhece as pessoas tem alguma coisa contra elas. Sila César Peixoto Neto, Emanuel Conrado, Mimi, Inácio da Silva, Fábio Choveto, Silvana de Fátima, Conceição de Lima e Beatriz de Rezende. Conhece as pessoas que eu falei o nome? >> Sim. >> Tem alguma coisa contra alguma dessas pessoas que eu falei o nome? Seus advogados são os doutores José Marias, Dr. Lucas, Dr. Marcela e doutora Tati. O senhor já conversou com ele antes
de nós iniciarmos o seu interrogatório? >> Sim. >> A partir desse momento, o senhor não precisa mais responder as perguntas. O senhor tem o direito constitucional de permanecer em silêncio. O senhor entendeu o que eu falei? >> Sim. >> O senhor quer responder as perguntas, Explicar o que aconteceu ou o senhor prefere ficar em silêncio? Não quero responder, explicar. >> É, tá bom. Existem três acusações aqui contra o senhor. Uma é a respeito de uma de um homicídio qualificado que teria ocorrido no dia primeiro de novembro. Na sequência, uma situação que envolve também ocultação de
cadáver e mais uma outra situação de furto ocorrida logo após também. Esses fatos, essas imputações que existem contra o senhor, Elas são verdadeiras? >> Algumas. Sim. outras não. >> Tá. O senhor gostaria de nos explicar então? >> Sim. >> Pode começar a falar então >> a partir eu vou posso explicar desde o começo? >> Pode explicar. >> Eu eu tenho um irmão junto com a minha mãe. Somos nós três no caso, nós quatro com o outro no caso. Minha mãe foi se Juntou com esse meu padraço que aconteceu esse ocorrido. Eu era pequeno e ele
era o provedor do alimento para dentro de casa. Minha mãe se juntou com ele. E desde quando nós éramos pequeno, nós sofríamos agressões, tanto eu como a minha mãe, como o meu irmão, tanto verbalmente como fisicamente. Tanto que teve outras ocorrências de ir no hospital, de na delegacia, certo? Isso já vem vindo desde pequeno. Teve uma uma certa ocasião que eu estava Deitado na na em casa, na casa da minha mãe, e ele me tentou me matar com me esfaquear. Minha mãe me gritou, eu consegui correr. Outra vez muitas agressões, ele me bateu uma vez
com um pedaço de madeira, você tá entendendo? Desde pequeno eu já sofria agressões. Não só como sofria, como presenciava. Muitas vezes ele batia na minha mãe, eu tentava impedir, apanhava junto. Tanto que a sequelas que a minha mãe passou teve, que eu eu creio eu que é Devido isso, as pancadas que ela recebeu na cabeça que deve ter gerado esse tumor que ela teve no cérebro, senhor tá entendendo? E daí foi indo, só que falar que eu não, nós não se dava bem, nós gostava, nós se dava bem a partir do momento que não envolvia,
batendo na minha mãe, a violência doméstica, certo? Aí passou um certo tempo, a minha mãe com tudo isso eu casei, formei minha família, mas morando mesmo no quintal da minha mãe E sempre presenciando ele, discutindo, agredindo a minha mãe, tentando intervir, não querendo me meter no meio. Eu vi ele batendo na mãe dele, não querendo me interver no meio, porque eu querendo não, a gente é humano, a gente teme, a gente tem medo, a gente tem medo. E nisso foi se passando. Nisso, minha mãe descobriu que tinha um câncer de cérebro que fez um tratamento
lá em Londrina durante um certo tempo. Assim Que ela veio de lá de Londrina, que eu fui com ela quando ela fez uma cirurgia, foi na época de Covid que não podia ir qualquer um, não podia, tava tudo fechado, eu fui com ela, presenciei, fiquei com ela, fiz tudo que eu podia na na no que eu podia ajudar ela, eu fiz como filho. E aí ela veio a respeito dessa cirurgia, ficou junto com ele na casa, porque os dois morava só os dois no caso, e ele Dava o medicamento para ela, porque eu trabalhava, tinha
minha vida, minha esposa tinha meu meu filho pequenininho que ela também tratava, cuidava e nisso ele ficava responsável para dar os remédios para ela. E nisso que ele ficava para dar os remédios para ela, que que aconteceu? Eu tinha costume, hábito, sempre tive isso. Minha mãe é testemunho, Deus é testemunho também. Eu levantava cedo, sempre passava na casa da minha mãe cedo. Mãe, como é que a Senhora tá? De tarde chegava serviço, mãe, como é que a senhora tá? Tudo bem com a senhora? Porque eu já sabia como que a pessoa era. E nisso ele
tava dando remédio pra minha mãe. E eu não tô ali 24 horas, porque eu também tinha minha vida. E nisso eu cheguei do serviço, minha minha mãe não tava bem. Minha mãe não tava bem. Minha esposa presenciou. Ah, ela não tá bem. Perguntei para ele: "Ah, não, esse mesmo, ele tá, ela tá assim, logo ela Melhora". Não, mas ela não tá bem. Vamos chamar o Samu para levar ela pro hospital. Ah, não, não precisa chamar não. Não precisa chamar não. Pegamos e chamamos para misericórdia de Deus, levamos ela no hospital. chegou no hospital, eu conversei
com o médico, o médico falou assim: "Ó, a sua mãe, ela tá com um excesso de remédio no no corpo, no sangue. Ela tentou se matar, fez lavagem de no estômago dela e foi comprovado que ela com muito excesso de Remédio para tentar se matar. Aí eu falei assim: "Ô, doutor, na capacidade que a minha mãe se encontra hoje, ela não consegue ficar em pé sozinho, ela não consegue se alimentar sozinha. É tudo. É uma pessoa, é o meu padraço que dá comida para ela, que dá o remédio para ela. Senhor, tá entendendo? Não tem
como ela tentar se matar tomando remédio sozinho. Se além consegue abrir a boca, levantar da cama. E isso daí, resumindo que ele que tava Dando remédio para ela mais excessivo. Nisso ela ficou 21 dias na UTI por causa desses remédios, excesso de remédio. Ela ficou 21 dias na UTI. Quando ela saiu da UTI, eu queria levar ela para minha casa. Ele negou, ele não contestou não. Não vai, não vai, vai ficar aqui. Eu que sou o marido dela. Você não casou, você não tem sua família. Eu cuido dela. Você vai cuidar da sua família, mas
ela é minha mãe. Não, não, não. Sempre foi assim. Que que aconteceu? Ele voltou, ficou cuidando dela, entre aspas. Nós nós trabalhávamos junto. Nós trabalháváamos junto. Eu sou pedreiro. Ele também era pedreiro. Nós trabalhávamos junto. Nós estava nesse serviço aí que logo eles vão falar que de bitornelha que eu peguei dinheiro. Nós trabalháamos junto nesse serviço. Mas a partir do momento que a minha mãe foi pro hospital, foi pro hospital que tava com excesso de remédio, que tava tentando se matar, que Falaram que ela tava tentando se matar, que ele tava dando remédio para ela,
eu contestei com com meu padrasto. Nisso, tá? Pegamos ela, ele ficou cuidando dela ainda depois que ela veio do hospital, porque ele não permitiu que eu levasse ela paraa minha casa. Passados dias, eu cheguei na minha casa, na casa da minha mãe cedo, como eu sempre fazia. Eu fui lá, ele sentado deitado do lado dela, ela reclamando de fome, ele falando: "Você tá com fome? Pega e vai lá e faz para você". E ele se ele comendo do lado dela. Uma pessoa que não que tá que fez cirurgia no cérebro, acabou de vir da UTI
por causa de excesso de remédio que deram para ela, não foi ela que tomou. Você tá entendendo? pra pessoa pegar e fazer isso. Eu sou filho, eu sou ser humano, eu compadeço pela minha mãe. Aí eu peguei, falei: "Não, mas você tá com fome?" Daí pedi pra minha esposa, vai lá, arruma comida lá, então arruma Comida lá pra minha mãe. Daí minha esposa foi, arrumou comida pra minha mãe. Eu fiquei ali com a minha mãe. Aí nós teve, tivemos uns entendimentos lá, falei: "Não, vou levar minha mãe para minha casa". Não, você não vai levar
quer levar? Leve, então, leve. Então, peguei do jeito dele. Peguei com esforço porque era no mesmo quintal. Peguei, desci, levei a minha mãe para minha casa. Chegando na minha casa com a minha mãe, comecei a cuidar dela ali. Ali Começou as ameaças. Não quero nem saber, você vai trazer sua mãe aqui, senão eu nem vou falar que que eu vou fazer com você. Você sempre me conhece, não vai ficar desse jeito não. E começou a me ameaçar, ameaçar de morte. Tanto que no mesmo dia, no mesmo dia eu liguei para na delegacia, chamei uma viatura
para prestar um boletim de ocorrência, porque ele estava me ameaçando, ameaçando a minha família, meus filhos, a minha família. E isso a minha esposa tava comigo cuidando da minha mãe e ela ia, tipo, que nem no caso uma vez por semana, duas vezes por semana, ia para Londrina para fazer o tratamento, que nessa época minha minha mãe tava nesse fralda. Cuidado, cuidado que com uma pessoa que está doente ali necessita após uma cirurgia. E nisso que foi que começou tudo isso aí. Tá certo? Começou tudo isso. Aí eu peguei e ela tava, minha mãe tá
morando Comigo lá. Aí teve um almoço que acho que de uma semana teve almoço na casa da minha sogra. Nós fomos almoçar na casa da minha sogra e foi que aconteceu tudo isso. Ele pegou, me chamou, eu fui buscar uma chave, na verdade eu de tá mexendo no carro almoçando, fui buscar uma chave, ele me chamou, nós tivemos entendimento que foi que aconteceu tudo isso. Agora, falar que eu fui lá no serviço, roubei a bitorneira, sabendo que eu sou Pedreiro. Até hoje eu trabalho de pedreiro. >> Só para para eu te explicar. No início eu
disse que são três acusações. >> Sim. >> Uma é do homicídio. Sim. >> Homicídio você confirma que foi você. É isso? Confirmo. Fui eu. >> Ótimo. Aí tem uma acusação de ocultação do cadáver. Você quer explicar alguma coisa a respeito disso? >> A ocultação do cadáver foi que na hora Do susto dos fatos eu peguei e puxei e coloquei no carro e reproduzindo, continuando a respeito do furto do carro. Aí que eu peguei e levei, deixei o da mesma forma que eu deixei a pessoa, deixei o carro, fui e mostrei onde tava a pessoa. Tá
certo? Mostrei ali. Só que o carro eu não, como que eu vou? O carro eu deixei. Se eu mostrei a pessoa que tava ali que era o mais que que eu queria com carro. >> Não, nós nós carro é o terceiro fato, o Segundo fato, ocultação do cadáver. >> Ocultação do cadáver. Foi o que eu fiz, que aconteceu, que eu peguei, levei, abandonei o cadáver. E depois, logo após, abandonei o carro e fui, fui, fui para outro outra cidade. >> Então o senhor nega o crime de furto? É isso? Sim, porque eu não roubei, eu
só eu peguei para me locomover, mas fala que eu peguei o carro, que eu vendi o carro para uso do dinheiro próprio para mim ou para alguma outra coisa, eu nego. >> Tá ótimo. Perguntas pelo Ministério Público. >> Obrigado, Celência. Boa tarde, Marcelo. Tudo bem? >> Boa tarde. Tudo bom? Eh, da mesma forma que eu falei pra Beatriz e pra dona Silvana, eu vou fazer falar pro senhor, os detalhes são importantes para nós, então vou fazer algumas perguntas pro senhor, tá? >> Eh, essa situação do Problema de saúde da sua mãe, >> né, >> do
câncer começou quanto tempo antes do Benedito ser morto pelo senhor? >> Um ano atrás. Um ano atrás foi descoberto >> antes de começar antes de domicídio. Um ano atrás. >> Isso o senhor diz que foi descoberto o tumor, é isso? >> Foi >> um ano antes. >> Não, um ano antes foi que ela tinha operado e tava fazendo tratamento, se recuperando desse tumor, >> tá? Então um ano antes ela operou. >> Oou, >> tá. Quanto tempo depois que ela operou, que ela teve alta do hospital dessa cirurgia? Depois dessa cirurgia que ela operou, eu acho
que nós ficamos uma semana lá em Londrina e voltamos para casa, >> tá? Aí quando ela voltou dessa cirurgia, Um ano antes, ela ficou na casa dela. >> Sim. >> Tá. E ela ficou lá até quando? >> Ela ficou lá, quer ver, ó, até ela se a data, quanto tempo exato, eu não sei. Eu sei que ela tava se recuperando, tanto que ela tava tava, ela tava debilitada, ela tava na cama, tava usando fralda, tava. >> Ah, mas desde a operação ela tava usando fralda debilitada na cama. Sim. >> Tá. E o senhor falou que
umas umas Semanas antes ela foi no hospital de novo. >> Sim. >> Por quê? >> Por causa que ele dava o remédio para ela. Ele que era o que controlava as medicações dela, >> certo? >> E ele que medicava ela. >> Ela não, ela além dela est debilitada fisicamente, >> ela tava debilitada mentalmente. Ela não Tinha condição de administrar o remédio, de conversar. >> Sim. Sim. >> Ela não conseguia fazer nada. Ela tipo assim, porque igual o médico falou para mim quando eu assinei o laudo lá permitindo a operação da cabeça dela, sequelas vai ter
>> sim, mas o que eu quero saber é como ela estava. Ela ela conseguia manter conversas, eh, raciocinar normalmente ou não? >> Não, não. Falava coisa sem nexa, >> tá? >> Uma coisa aqui que não tinha nada a ver com outra. Conseguia raciocinar. >> Entendi. Eh, isso desde que ela operou. >> Desde que operou. >> Tá. Aí o senhor falou que essa ida no hospital duas, três semanas antes foi por causa dessa administração do remédio. >> Isso >> que remédio? >> O nome eu não sei porque quem que depois que tomava conta do remédio certinho
que medicava a minha mãe é minha esposa. Porque eu nunca eu sei que ela fazia uso de depaquen eu lembro que ela faz até hoje ela toma. >> O outro é Glorazepan. Glorazepã alguma coisa assim também. Certo. >> Os outros remédios eu não sei, mas esses são os que ela >> Para que que ela toma esses remédios, senhor sabe? Uma é para não dar epilepsia, porque se ela tomar começa a dar convulsão. >> Uhum. >> O outro é para para ansiedade, para acalmar, >> certo? >> Só >> eu acho que só o eu não o
outro eu não >> entendi. Eh, quanto tempo depois, essa última situação que ela foi pro hospital, duas, três semanas antes, quanto tempo ela Ficou no hospital? >> 21 dias. >> 21 dias. E aí ela voltou pra casa. >> Voltou pra casa. Pra casa dela. >> Pra casa dela. >> Quanto tempo antes do Benedito ser morto que ela voltou pra casa dela? >> Umas três semanas antes. >> Três semanas. Então ela, na verdade foi internada um mês e meio antes. >> Senhor falou que ela ficou três semanas internada. >> Ficou. >> Então foi um mês e
meio antes que ela foi internada. Ela voltou depois de três semanas e ficou mais três semanas em casa até o Benedito ser morto. É isso? >> Não, em casa não, porque depois ela foi pra minha casa. >> Certo. E quanto tempo ela ficou na casa do senhor antes do Benedito? ser morto >> uma semana, >> tá? Então, mas o entre três e quatro semanas ele f ela ficou na casa dela e Na sua casa. É isso. Uma semana na sua casa e duas, três semanas na casa dela. >> E duas, três semanas antes, ela tinha
sido internada antes de voltar. Tá, entendi. >> Eh, no dia desse desentendimento que o senhor falou que ela passou fome lá, que ele não quis dar comida, quem que tava presente? >> Eu cheguei. Assim que eu cheguei, que eu presenciei, a minha esposa chegou. >> Tá. Eh, uma outra pergunta, considerando Essa situação que o senhor relatou de que ele administrou mal os remédios dela, foi o que o senhor falou, né? Por que que ela voltou pra casa dela? >> Porque que eu tentei entrar em acordo para trazer ela paraa minha casa, mas desde o princípio
eu estava querendo evitar o confronto. >> Certo? O senhor buscou a polícia para relatar esse fato do remédio? Tá sendo mal administrado. Ele supostamente ter tentado matar ela, alguma coisa assim? Não, desse fato não, não, >> não. Tá. Do episódio da comida que ele não deu comida para ela. O senhor buscou a polícia? >> Busquei porque assim que eu levei ela pra minha casa, que foi no mesmo dia que ele me ameaçou, eu busquei a polícia. >> Mas onde que o senhor foi? >> Não, eu fiz, eu liguei, eu fiz uma ligação, vieram uma viatura
na porta da minha casa. >> Polícia militar. >> Eu não sei falar se é polícia militar, se eu não sei explicar, porque eu não sei distinguir cado, >> certo? >> Mas eu sei que foi uma viatura. >> Tá. Eh, e aí quando tava o senhor presente, depois chegou a Beatriz, que que aconteceu? Como é que foi a conversa nesse dia? >> Sim. Daí nós falamos, eu falei que não podia deixar minha mãe passar fome, eu falei assim: "Ah, não tá bom para você, Então você pega ele e leva para cuidar de você". Falei assim: "É
isso mesmo que eu vou fazer". >> Foi só isso a conversa? >> Foi no momento. Sim. >> Só isso >> sim. No momento, sim. >> Então ele falou pro senhor levar para cuidar, >> já que vocês não gostaram da situação. É isso. >> Sim. >> Tá. E aí? >> Aí eu peguei e levar ela pra minha casa. >> Aí ela ficou na casa do senhor essa semana? >> Ficou. os meus cuidados >> nesse período aí teve algum problema com ele? Algum desentendimento? >> Ele vinha na na porta da minha casa a modo de dizer para
caçar confusão para mim devolver levar minha mãe pra casa dela que era o lugar dela era com ele, não era comigo que não ia ficar assim Essas coisas, essa situação. >> Ele queria que ela voltasse >> sim >> e ele só falava que não ia ficar dessa forma. É isso? >> Isso. >> Mas mais nada >> ameaçava. Ameaçava. Se não for ficar assim, não. Assim não vai ficar. >> Mas era isso que ele falava. Era isso que ele falava. Ele falava mais alguma coisa. Estava de morte. >> Ele ameaçou o senhor de morte? >> Ameçou.
>> E o senhor buscou a polícia? >> Não, porque eu já tinha buscado a primeira vez que eu falei que ele tava me ameaçando. Para que que eu ia buscar de novo? Eu tentei. >> Quando foi essa primeira vez que ele ameaçou o senhor? Que o senhor buscou? >> No dia que minha mãe passou, no dia que ele negou comida pra minha mãe. >> É. >> Eu levei a minha mãe pra minha casa. >> Mas o senhor não falou que ele ameaçou o senhor nesse dia. O senhor falou só porque ele falou que era para
o senhor levar a mãe. >> Não, não. Ele falou para mim levar minha mãe. Eu levei minha mãe para minha casa. É, >> e depois ele foi na hora, no momento ele falou: "Pode levar sua pr sua casa". Eu levei. >> Só que passou uns certos um certo dia, Não, um certo tempo, tipo, eu levei cedo, que aconteceu isso cedo, chegou na par da tarde, ele devia ter tomado porque ele tinha o costume de beber todo dia. E foi lá começar a encher as paciência. >> E o senhor chamou a polícia por causa de ameaça?
>> Chamei. >> Tem quantas vezes? >> Eu chamei uma vez só. >> Uma vez só. E a polícia foi? Foi, >> mas não foi no dia da situação de fome. >> Foi no dia da situação de fome. No mesmo dia. Entendi. >> E e relatei a situação que eu que eu tinha trazido a minha mãe da casa e meu padraço não estava aceitando, deixando ela passar fome e ele estava indo na porta da minha casa ameaçar. >> Entendi. Eh, tá certo. Aí passou o tempo e vamos pro dia do homicídio, né? >> Sim. >> Eh,
o senhor foi até a casa por qual Motivo? Eu estava no almoço na casa da minha sogra, mexendo no meu carro, que o meu carro ficava na casa da minha sogra. >> Hum. >> E desci para pegar uma uma chave. >> Qual carro? >> É um Corça. Eu tinha três. Eu tinha um Corsa, tinha um >> um Santana e tinha um Siena. >> Certo. Esses três carros estão com o senhor algum deles? Ou todos foram Vendidos? >> Todos foram vendidos. >> Foram vendidos naquela época, depois do homicídio? >> Foram. >> Por quê? Porque devido de
pagar remédio, pagar advogado. Hum, >> entendi. Eh, tá certo. O senhor falou que tava arrumando esse carro e teve que voltar para sua casa para pegar uma chave. É isso? Chave do quê? >> Isso >> chave de mecânico. Certo. E aí que aconteceu? E aconteceu que quando eu voltei, porque nós morávamos no mesmo quintal, ele falou: "Ô moleque, vem aqui para nós conversar". Aí eu fui lá para ver que que ele queria. Começamos a discutir, teve um desentendimento, ele veio para cima de mim, eu corri para na minha casa. >> Hum. >> E ele veio
me seguindo. Isso que eu Peguei, peguei a arma. >> Essa arma tava com o senhor, então? >> Sim. >> Por que que no primeiro depoimento o senhor falou que tava com ele? >> Sim, mas agora eu tô falando a verdade. >> Agora o senhor tá falando a verdade. Tá. Que arma que era? >> Ah, eu não me lembro. Não sabe se era pistola, se era revólver. Sabe a diferença? >> Eu sei a diferença, mas não era pistola. Não >> tinha o tambor, aquele que gira, era revólver? >> Não, não me lembro. Acho que não. >>
Era pistola. Então >> só pode ser pistola ou revólver ou era uma espingarda. >> Não sei. Eu não sei. >> Era uma arma de cano curto? Era uma arma de cano largo, comprido. >> Cano curto. >> Cano curto. O senhor não sabe se era Pistola ou revólver? Pistola não era. >> Tá. Por que que o senhor fala que pistola não era? >> Porque pistola que as polícias andam na cintura. >> É, então era o outro do outro tipo. Sim. >> É o que tem tambor. É o revólver. >> Acho que pode ser. Eu não não
entendo direito. >> Tá, entendi. Há quanto tempo o senhor tava com essa arma? >> Desde quando ele começou a me ameaçar. >> Entendi. Então o senhor comprou a arma por causa do Benedito. >> Porque eu estava com medo >> do Benedito. >> Sim, >> entendi. Eh, qual que era o calibre dessa arma? Eu acho que é 44, né? >> Uhum. Aonde o senhor comprou essa arma? >> Ah, eu não me lembro >> quanto o senhor pagou nessa arma? >> Não me recordo ser. >> O senhor não lembra quanto o senhor Pagou na arma? >> Não.
>> Não sabe dizer de quem? >> Não sei que forma certa. >> Tá certo. O senhor tava com dívida para pagar essa arma? >> Me recordo. Acho que não. Não sei. >> Porque o senhor falou que teve que vender os carros para pagar os remédios da sua mãe, pagar despesa do advogado. Da onde o senhor tirou o dinheiro para comprar essa arma? Não me lembro, não me recordo. Às vezes eu posso ter vendido o carro mesmo. >> Nada relacionado à arma, o senhor lembra? >> Não, pode ser que eu igual tô falando, pode ser que
eu tenha vendido o carro para >> Pode ser, >> pode ser. Eu acho que eu vendi porque eu sou >> Qual deles? >> Qual deles? Não sei. O Siena o Santana. >> Mas o senhor vendeu os carros antes de matar o Benedito? >> Não, eu acho que o Santana. Sei. Eh, quanto o senhor vendeu Santana? Por quanto? >> Eu acho que na época acho que R$00. >> R00. E os demais, o senhor lembra o valor? >> Vendi pro ferro velho. >> Não sabe o valor dos outros carros? Quanto o senhor vendeu? >> R$ 1.000. O
>> senhor tá afirmando ou táô? >> Tô afirmando. Vendi pro ferro velho. >> Entendi. Tá. Aí o senhor falou que começou uma discussão com ele nesse dia do homicídio. O que que ele falou? O que que o senhor falou? Como é que foi essa discussão? Ah, nós começamos, ele falou que que eu trazesse a minha mãe de volta para pra casa dele. Eu falei que não, porque ele tava maltratando a minha mãe, que não acha que eu não achava certo o Que ele fazia com a minha mãe, da forma que ele tava tratando ela, na
situação, do jeito que ela estava, >> certo? >> E nós começamos, ele veio para cima de mim me agredir e foi que aconteceu isso. >> Vocês entraram em luta física? >> Sim, ele tentou me agredir. >> Tentou. É diferente de agrediu? >> Sim, porque se eu for dar um soco numa pessoa, se a pessoa ficar parada, ela vai levar. Se ela correr, ela não vai Levar. >> Então ele ele deu um soco, mas o senhor correu. É isso? >> Sim. >> E aí o senhor conseguiu chegar na casa do senhor pegar a arma? >> Sim.
Ele >> ele tava onde nesse momento? >> Ele tava seguindo eu. >> Onde? Onde o senhor matou ele? >> Na casa. >> Qual casa? >> Na casa dele. >> Em que lugar? >> Entre a sala e o quarto. >> Mas ele não tava correndo atrás do senhor? >> Sim, ele correu. Ele veio para cima de mim. Hã, >> mas a partir do momento que eu peguei a arma, >> hã, >> ele foi na casa dele, >> aí ele fugiu. >> Aí ele correu >> e aí o senhor correu atrás. >> Aí nós corremos, eu corri
atrás >> e aí o senhor tirou. >> A hora que ele ameaçou de pegar alguma coisa, eu atirei. >> Ah, entendi. Ele ameaçou de pegar o quê? >> Eu não sei. Eu não vi na hora do do momento ali. Eu não vi. >> Não sabe? >> Não sei te informar. >> Ele ele tentou pegar alguma coisa ou o Senhor tá inventando isso? >> Não, ele tentou pegar. >> E o senhor não sabe o que que é? >> Não. >> Aonde ele tentou pegar? Um guarda-roupa. >> Um guarda-roupa. Entendi. Então o senhor matou dentro do quarto.
Sim. Quando senhor entrou dentro do quarto. >> Entendi. >> Eh, e aí aonde o senhor tirou? De que? Quantos tiros? >> Ah, eu não sei se eu sei que eu apertei O gatilho, não vi na onde pegou. >> Não sabe quantos tiros deu também? >> Apertei duas vezes. >> Duas vezes. E aí, o que aconteceu com o Benedito? O que que ele fez? >> Caiu. >> Caiu aonde? no chão >> do quarto. E o senhor fez o quê? >> Aí eu me desesperei, saí correndo. >> Hum. Sau correndo para onde? >> Eu voltei depois pra
casa da minha sogra onde que tava o almoço. >> O senhor se machucou? Se manchou de sangue dessa situação? Não, >> machucado. Me lembro. Não que eu me lembro. >> Ele não chegou a bater no senhor, então? >> Não, que eu me lembro. E o senhor não ficou sujo também de sangue? >> Não, que eu me lembro. >> O senhor não precisou de trocar de roupa? Nada. >> De roupa? De roupa eu acho que eu troquei. >> Senhor. Não tem certeza? >> Não tenho. >> O senhor não lembra disso? >> Olha, fala bem a verdade,
doutora. Eu fiz coisa errada que eu tento apagado da minha mente, mas mesmo tentando sempre vai vir alguma coisinha ou outra me lembrando o que eu fiz. >> Tá. Então o senhor assume que errou. É isso? >> Sim. Errei. >> Tá. Eh, tá aí. Ele caiu, o senhor se desesperou e correu paraa casa da sogra. >> Depois eu fui paraa casa da minha sogra. >> Isso foi que horas mais ou menos, Marcelo? >> Ah, foi na hora do almoço. Tinha ido de almoçar, depois tava mexendo no carro. >> Hum. >> Foi na hora do almoço,
mais ou menos. >> Tá. Aí o senhor voltou pra casa da sogra e o que que aconteceu? >> Não entendi, doutor. Repete. >> Depois senor voltou pra casa da sogra. O que que aconteceu? Depois eu fiquei lá, eles almoçaram, depois eu nós viemos embora, eu me desesperei. Eu fui lá para ver que que tinha acontecido, se se tinha matado mesmo ou não. >> Hum. Isso no mesmo dia. >> No mesmo dia. >> E que horas era mais ou menos >> assim que nós chegamos em casa. Depois a minha esposa foi dormir porque ela meava. >>
É. >> Foi essa hora. >> Tá. E aí quando o senhor entrou na casa, o que que o senhor fez? O que que o senhor viu? >> Eu vi que eu tinha feito >> depois com a cabeça mais um pouco mais sem na hora da pressão ali, eu vi que eu tinha matado ele, >> tá? E aí, o que que o senhor fez? >> Aí eu tentei, tentei limpar ali onde que tinha caído. >> Hum. Como é que o senhor limpou? O que que o senhor fez? Eu queria os detalhes. Se o senhor puder nos
relatar o que que o senhor fez. No pano mesmo. Peguei um pano com água, passei, limpei no chão, arrastei ele. >> Tá. Arrastou para onde? >> No carro. >> O senhor que usou essas cobertas que os Investigadores encontraram lá no local? >> Sim, eu coloquei em cima e puxei. >> Essas cobertas estavam aonde? >> Tava no quarto. >> No quarto. Tá. Quem que amarrou as pernas dele? >> Eu amarrei a coberta em volta do >> Não, mas tinha uma corda amarrando as pernas dele. >> Sim, a corda eu amarrei para para na hora de puxar
para ficar mais fácil. Entendi. O senhor que pôs ele dentro do Carro? >> Sim. >> Sozinho. >> Sim. >> Tá. E a Beatriz, ela foi ouvida e relatou que tinha um monte de roupa em cima dele dentro do carro. De quem que era essas roupas? >> Eu acho que dele. >> E por que que elas estavam em cima dele no carro? >> Ah, não sei te dizer, te informar ao Certo. >> Foi você que jogou lá? Foi o senhor que jogou lá? >> Não. >> Não. O senhor não sabe quem que pôs essas roupas em
cima dele no carro para esconder ele dentro do carro? Não, a roupa tava no carro que eu coloquei para esconder ele. Não, >> mas foi o senhor que colocou no carro? >> Ele sim. >> E a roupa não foi o senhor? >> Não. >> O senhor não sabe quem que foi? >> Não. >> Mas quando o senhor colocou ele no carro, essas roupas já estavam lá? >> Já. >> Já por cima dele? >> Não, porque ele não tava no carro, né? >> Entendi. Eh, tá certo isso naquele dia. E aí, o que que o senhor
fez depois que colocou ele no carro? >> Depois eu voltei na casa da minha sogra Pro almoço lá. E foi o que eu acabei de falar, que depois eu retornei que coloquei ele no carro, >> tá? Então, depois que o senhor colocou ele no carro, >> depois que eu coloquei no carro, >> é, >> depois que eu coloquei no carro, isso foi foi de tarde. Eu voltei pra minha casa, porque nós tava, eu tava em casa, voltei pra minha casa. >> Hum. Tá certo. E aí, senhor dormiu? Fez mais alguma coisa nesse dia? >> Não.
Falar que eu dormi. Dormi eu não dormi. >> Mas o senhor não fez mais nada nesse dia. Ficou em casa? >> Fiquei em casa. >> Não contou para ninguém nesse dia? >> Para ninguém. >> Tá. E aí no dia seguinte, o que que aconteceu? O senhor foi trabalhar? >> Fui tentar trabalhar. >> Aonde o senhor tava trabalhando? >> Eu tava trabalhando perto do Imaculada. >> Era uma obra que o senhor tava fazendo com Benedito? Não, a obra que eu estava fazendo com ele era em outro lugar a respeito do devido, porque eu trouxe a minha
mãe para morar comigo lá por causa que eu tinha presenciado aquilo, >> eu parei de trabalhar com ele, >> tá? >> Daí que foi isso, que eu comecei num Outro serviço. >> Essa obra que o senhor tava trabalhando com ele, quem que era o responsável? >> Era eu. Eu pego a obra por mim. >> Ele não era seu chefe? >> Não. Nós trabalhávamos junto. Chefe não. >> Quem que pegou R$900? >> Foi ele. >> Foi ele. Para quê? Não sei, ele que pegou. >> Mas ele tinha essa autonomias, já que o senhor era o chefe?
>> Não, eu não era o chefe. Nós trabalhávamos em companhia, mas como eu tinha trazido a minha mãe para morar comigo, eu já não tava tendo o mesmo contato com ele. >> Uhum. Entendi. O senhor sabe dizer quem que era o empregador dessa obra? Quem que era o dono? >> O dono era uma mulher. >> Hum. Aí eu não vou lembrar o nome dela, >> tá? A betoneira era do senhor ou eram Dos dois? >> Ros. Era minha. >> Era do senhor. Vocês trabalhavam em conjuntos, mas a betoneira era só do senhor. >> Sim. >>
Tá. E a carretinha de quem que era? >> A carretinha era de fabricação minha. >> Não era dele >> não. >> E por que que ficava com ele? >> Porque nós usávamos, nós era uma equipe Ali, né? Tanto o carro como eu pegava o carro dele para usar, quando ele pegava a minha ferramenta para usar, como eu usava a ferramenta dele. >> Vocês dividiam tudo? >> Sim. O serviço sim. Eu digo de equipamento, de veículo, dividiam tudo. >> Mas a betoneira era só do senhor. >> Sim, nós usávamos na equipe ali, né? >> Entendi. Eh,
tá. Aí o senhor foi trabalhar nessa outra obra. E aí que aconteceu >> nesse dia, no dia seguinte. >> No dia seguinte. E aí a minha esposa foi na casa da minha mãe pegar, sei lá, remédio, roupa, eu não sei o que que foi. >> Uhum. foi que ela pegou e presenciou um objeto estranho dentro do carro que entrou em contato comigo que eu vim. Aí nós tivemos uma conversa, eu expliquei para ela, peguei e sumi o carro. >> Certo. Que horas foi essa ligação dela Pro senhor e essa conversa lá na casa? >> Ah,
eu não me lembro. >> Foi de dia? Foi de tarde? >> Foi de dia. >> De dia. Tá. E aí o senhor foi até o local lá, até a casa Benedita? >> Foi. >> E o que que o senhor conversou com a Beatriz lá? >> Ah, eu eu falei que eu tinha feito. >> Falou que não tinha feito ou que tinha? >> Falei que eu tinha feito. >> Que tinha feito. O que que o senhor falou que tinha feito para ela? >> Tinha acontecido o homicídio. >> Tá. E aí, só isso o senhor falou? >>
Só não falei mais nada. >> E em relação ao carro, em relação ao corpo, o senhor não falou nada para ela? >> Não. >> E como é que ela saiu de lá? Que ela aceitou isso? Ela falou que ia fazer alguma coisa? >> Não, aceitou. Quem que aceita o Homicídio? >> E o que que ela falou que ia fazer? >> Ela falou que ia separar de mim. >> É. E por que que ela ligou pro Guilherme? >> Para falar pro Guilherme do que tinha acontecido. >> Entendi. E aí o Guilherme foi até lá? >> Não
sei. Eu acho, creio que sim, porque eu não tava lá. >> O senhor foi embora de lá? >> Foi. >> O senhor foi para onde? >> Eu peguei o carro e fugi >> no na com a Beatriz ali. O senhor pegou o carro? Fugiu. >> A Beatriz não tava perto quando eu peguei o carro. >> Aí o senhor fugiu para onde? >> Eu fugi de para Ourinhos. Tá. E o corpo? >> O corpo abandonei. >> Então o senhor levou o carro com o corpo primeiro abandonou o corpo, depois o Carro. É isso? >> Isso. >>
Tá. E os dois no mesmo lugar? >> Não, o corpo eu abandonei >> ali para trás do do cordeiro >> e o carro eu abandonei em ourinhos. >> E e como é que o senhor fez para carregar esse corpo sozinho lá no mato? É porque eu trabalho de pedreiro. Vocês podem olhar para mim, não dão nada para mim porque eu sou magrinho, baixinho, transzininho. Só que eu pego o saco de Cimento, coloco nas costas, trabalho para cá, faço serviço braçal. >> Certo. Ninguém sabia que o senhor tinha ido até lá. >> Ninguém sabia. >> O
senhor não pediu ajuda para ninguém. >> Para ninguém. >> O senhor então só falou com a Beatriz nesse dia? >> Não, não falei com ela. Só falei com ela que eu ia buscar a chave. O senhor foi até a casa do Benedito, onde a Beatriz estava e teria visto o corpo. >> Não. E isso foi no dia seguinte, depois que ela relatou que viu o corpo dentro do carro. >> É isso que eu quero saber. Nesse dia o senhor só conversou com a Beatriz? >> Sim. >> Com o Guilherme o senhor não falou? >> Não
me recordo. >> Nem por telefone. >> Não me recordo. >> Não lembra? Eh, aí quando o senhor foi levar o carro e o corpo, o senhor não falou para ninguém que ia fazer isso, >> não. >> Não pediu ajuda, >> não? >> Tá. Eh, onde o senhor deixou o carro em Ourinhos. >> Eu deixei o carro em Ourinhos. O lugar Certo eu não sei porque eu não conheço Ourinhos certinho. Eu só sei que eu deixei num lugar lá e fui pra rodoviária. >> Era próximo de algum lugar? >> Era, era próximo. Vou falar que eu
me lembro. Era próximo de uma linha de trem. >> Tá, mas era próximo da rodoviária? O senhor teve que andar muito. Senhor foi a pé pra rodoviária. >> Andar, tive que andar. >> Entendi. E aí, o senhor voltou de ônibus? >> Não. >> Como é que o senhor voltou? Eu não voltei. >> O senhor foi até a rodoviário para quem então? >> Para viajar >> para onde? >> Para Sorocaba. >> O senhor foi direto para Sorocabo? >> Foi. >> Entendi. Por que que no depoimento do senhor eh na polícia o senhor falou que voltou, passou
pelo pedágio duas vezes? >> Porque eu acho que eu falei porque eu devo ter esquecido, eu esqueci o dinheiro. >> Hum. Que dinheiro? >> O dinheiro para comprar a passagem para andar de ônibus. >> E aí, o que que o senhor fez para pegar o dinheiro? Peguei o dinheiro e fui ir para Ourinhos. >> Então, deixa eu ver se eu entendi. O senhor pegou o carro, deixou em Ourinhos, aí o senhor viu que tinha esquecido o dinheiro e voltou. É isso? >> Isso. >> Mas aí o senhor voltou como? >> De carro. >> Com o
mesmo carro? Com Paláo. >> Sim. >> Tá. E aí o senhor voltou de novo para Ourinhos? >> Sim. >> Aí o senhor abandonou o carro? >> Sim. >> Entendi. Essa é a versão que o senhor vai dar? >> Sim. >> Tá. Ninguém ajudou o senhor? >> Não. >> Tá bom. Eh, e aí o senhor ficou há quanto tempo? >> Acho que uns 8 9 dias. >> Tá. Durante esse período que o senhor ficou em Sorocaba, o senhor mantinha Contato com a Beatriz? >> Sim. >> Com a sua mãe? >> Sim. >> Com o seu irmão?
>> Sim. >> Qual que era o teor dessas conversas? >> Ah, por que que eu fiz isso? O que que aconteceu para mim me entregar? >> Uhum. Eh, o senhor falou algo sobre tá sobrefeito de drogas? >> Não me lembro. >> Não lembro? O senhor era usuário de drogas? >> Às vezes eu fumava >> e cheirar também >> muito raro. >> Naquela época o senhor tava cheirando? >> Não, >> não. O senhor não confirmou isso pra Beatriz? >> Não >> tem certeza? Ou senhor não lembro? >> Não lembro. >> Tá. >> Eh, em relação às
conversas com o Guilherme, ele sabia da arma de fogo? Não me recordo. >> O senhor não comentou com ele que comprou a arma, trocou o carro? >> Pode ser que sim, pode ser que não. >> Entendi. >> Não me recordo. >> Eh, ele sabia do da intenção do senhor de se defender do Benedito? >> Creio eu que sim, né? Não sei. >> Entendi. Eh, e depois que o senhor matou o Benedito, o que que o senhor conversou com o Guilherme? Exatamente. >> Nada, porque eu não conversei com ele. >> O senhor falou para ele vender
os bens pro senhor? Isso depois passado um certo tempo, >> depois que o senhor matou o Benedito, senhor teve alguma conversa assim com ele para ele vender os bens do senhor? >> Sim. >> Por quê? >> Porque eu ia precisar de dinheiro, porque eu não estava trabalhando mais. >> Entendi. Eh, em relação à à infância que o senhor falou, né? Eh, nesse período da infância que o senhor falou que tinha agressão e tudo mais do Benedito, alguma vez a polícia foi acionada? Alguma vez buscaram a polícia? >> Foi sim, >> tem >> tem >> pedido
da polícia? >> Sim. >> Tá. E como é que o senhor tratava o Benedito? O senhor chamava ele de pai de algum outro nome? >> Chamava de pai. >> De pai. E tem uma conversa que o senhor tem com o Guilherme que que fala que vai devolver a carretinha pro Zé. O senhor chamava ele de Zé também? Eu não me lembro de chamar ele assim. Não, >> não. Ele era um jeito de chamar ele. Alguém chamava ele dessa forma. >> Não me lembro. >> Tá, entendi. Eh, chamava ele de pai na infância? >> Sim, >>
entendi. E depois de adulto >> também. >> Também. Tá. E como é que era a relação dos senhores? >> Assim, no serviço nós nos dávamos bem. O único problema nosso era a respeito da minha mãe, a a forma que ele tratava a minha mãe, o jeito que ele tratava a minha mãe, porque e o meu irmão também, porque nós assim depois que nós crescemos, ele não colocava a mão, certo? >> Certo. >> Mas a minha mãe que ficava ali com ele ali, eu presenciei muita coisa errada, mano. Violência desde pequeno. >> Entendi. Sobre essas situações
com a mãe do senhor, alguma vez buscar a polícia? Alguma vez adotaram alguma providência ou não? >> Sim. torno a repetir que eu falei que nós quando eu era pequeno, eu não, mas minha mãe já procurou, já já foi. Só que daí como ela era dependente dele, nós tudo moleque pequeno, mãe solteira, >> acaba. >> Mas quando isso aconteceu, vocês já eram adultos, né? Qual que era a idade do Senhor quando isso aconteceu? >> A primeira vez quandoito morreu, qual qual que era a idade do senhor >> que ele morreu? Tinha >> 30. >> 30?
Sim, >> entendi. E mesmo depois que os senhores completaram a maioridade, isso continua acontecendo? Agressões, violência contra sua mãe. >> Sim, violência sim. >> E ela buscou a polícia depois disso? >> Não, porque ela era coagido. >> Hum. E os senhores não buscaram também? O senhor morava do lado, né? >> Morava do lado, sim. >> O senhor não buscou nenhuma outra situação a polícia para relatar essa situação? Porque eu vivia constantemente, eu conhecia ele, >> eu conhecia ele >> tantas vezes que ele tentou me matar, me ferir, me machucar para mim chamar a polícia. Ele
falava Que não ia dar em nada, que ia sobrar de novo. E o medo depois da polícia, a polícia tando ali agora no momento, tudo bem, mas aí a hora que a polícia acabar de sair dali que ficar só nós. >> Entendi. Eh, em relação ao carro, vou voltar nessa pergunta. O senhor foi com a polícia até o local que para indicar onde tava o carro? Fui. >> Foi, >> foi. >> E, e a polícia não encontrou o carro? >> Não encontrou. >> O senhor sabe dizer o que aconteceu? >> Eu não sei, porque eu
abandonei o carro, igual falei, eu abandonei o carro e fui pra rodoviária, >> certo? >> Só que o que aconteceu com o carro depois que eu deixei ele ali, eu já não sei te informar. >> E a arma, o que que o senhor fez com ela? >> Se perdeu também. >> Se perdeu. Mas o senhor consegue explicar melhor essa perda da arma >> junto com o carro? Dentro do carro? Não sei. >> O senhor não sabe dizer onde ficou a arma? Entendi. Tá certo. Eu tô satisfeito. Obrigado. >> Passo a palavra à defesa, Dr. Zé
Maria. Obrigado, excelência. Depois da morte do Benedito, Algum familiar dele tentou ameaçar o senhor, tentou conversar com o senhor? >> O irmão dele, os dois irmãos dele, um veio conversar comigo. >> O quê? Ah, falou que entendia porque ele era uma pessoa ruim e entendi o que eu tinha feito, que era para proteger a minha mãe, me perdoava. O outro já não. >> O que que o outro disse? >> O outro falou que não me perdoaria pelo Que eu tinha feito com o irmão dele, >> mas não chegou a ameaçar. Não, >> não. >> Hoje
é o dia do julgamento, senhor Marcel. A gente precisa que você seja bem sincero para tentar elucidar assim de uma forma mais clara. >> Como é que deu assim o entrevero a briga sua com o Benedito? Você veio da casa da sua sogra? Quanto de espaço tem da sogra até a casa de vocês lá do Benedito, a Sua? >> Porque eu passei para buscar a chave e ele viu eu passando e me chamou. >> O que que ele queria? >> Vem aqui, moleque, para nós conversar. >> O quê? >> Isso que eu queria saber. Por
isso que eu fui lá para ver que que ele queria e nisso que foi para falar da minha mãe que não aceitava e que não ia ficar da forma que estava, que ia dar um fim nisso tudo. Tanto que depois que que Disso tudo que aconteceu, é lamentável, não tenho me arrependo profundamente porque o que se faz o que eu fiz só eu sei, >> Marcelo. falar um pouco mais a respeito de você mesmo. >> Sim. >> Eh, você tem quantos filhos? >> Tenho três. >> Sabe a idade? >> Sei. Um de nove, um de
seis e um ano e 3 meses. >> Você tem um bebê? Tem um bebê? >> Isso. >> Certo. É você que é o provedor da família? >> Sou. >> Sua esposa trabalha? >> Não. >> Não. Certo. E como que é o tratamento seu com seus filhos? Olha, eu eu sou o pai que eu nunca tive, porque eu de ver Tanto a minha mãe apanhando, eu apanhando, a minha esposa tanto falou, porque eu não tenho coragem de bater nos meus filhos, porque eu apanhei muito e vi muito a minha mãe apanhando. E tanto que eu não
eu não acho certo um homem bater numa numa mulher, tanto que eu nunca relei a mão na minha esposa. Ela testemunha disso, Deus também. Eu eu tento ser um um bom pai, na verdade. Eu tento ser o pai que eu não fui, >> que você não fez, que eu não tive, né? Que eu não tive, na verdade. >> Certo. Entendi. Eh, você trabalha como pedreiro mesmo? >> Trabalho como pedreiro. >> Certo. Eh, a questão um pouco que fique se falando a respeito desse carro aí, desse páo, eh, você atravessou a ponte, a velha aqui ou
a nova? >> A velha. >> A velha entrou por ali, >> sim. >> Certo. Abandonou por aquele, para aquela localidade? Entrei por ali, abandonei, eu entrei pela ponte velha, abandonei lá perto da linha, para aqueles lado ali, para trás, perto daquela zoolaria, para aqueles fundo ali. >> Ah, tá. Você largou com porta aberta, chave dentro? Eu >> deixei tudo meio que de qualquer jeito na hora ali. >> Entendi. Então você não teve nenhum em nenhum momento intenção de de furtar Esse veículo >> de maneira alguma. Foi por conta da da da situação ali, o medo,
vontade de fugir do que poderia correr com você. >> Sim. >> Certo. Eh, no dia dos fatos mesmo, você fala que que foi eh estava no almoço familiar. >> Sim. >> Tava arrumando seu veículo e esquec de uma chave e retornou até sua casa, né? Eh, chegando na sua casa, o o senor Benedito te interpelou, ele chamou você para ir pra casa dele. Como que foi isso aí? Ele que pediu, >> ele pediu ou determinou, vem aqui, Marcel, vem aqui, vamos trocar. Ele >> determinouminou, >> certo? Chegou a entrar na dentro da casa dele? Eh,
aí começou a discussão. >> Começou a discussão. Foi a hora que ele tentou, >> ele veio para cima de mim, veio para Tentar me agredir. Como ele era mais forte do que eu, eu peguei e tento sair correndo pro pra minha casa e ele foi atrás. >> Entendi. Como que é? Quer fazer pergunta? Eh, perfeito. >> Você nunca fez nenhuma emboscada, então, para praticar esse crime? >> Não. >> Não. Dissimulou alguma coisa para ele enganando ele? >> Não. >> Não. >> Uhum. Fez algum tipo de traição para poder pegar ele no fragum jeito ali e
matar? Não, >> não >> entendi. E ele só só se você só disparou mesmo por conta dele pegar algo para poder bater em você. >> Sim. >> Senti ameaçado. >> E se você não estivesse armado, >> poderia ter sido eu. >> Tá certo. Ele era bem forte, maior que eu. Menor. >> Sim. Pouca coisa menor que o senhor. >> Forte também. >> Forte igual o senhor. Sim. É perfeito. Eu tô satisfeito, >> Marcelo. Eu vou fazer mais duas perguntas que tá me intrigando Desde quando eu peguei esse processado do Dr. Maurício falecido, que Deus o
tenha. Você limpou o ambiente ali, se chegaram brigar ali, bagunçou alguma coisa? Ficou marca de sangue? A polícia chegou lá, tava tudo arrumado, não tinha sangue, não tinha nada. Que que levou o senhor a limpar o local ali? >> Não sei. Na hora do desespero, ver tudo bagunçado, peguei e limpei tudo. >> Tá certo. Já sem mais perguntas, Satisfeito, excelêncio. >> Vamos encerrar. Eu indago aos senhores e senhoras jurados se alguma pergunta a ser feita ou acusado. Não, pode encerrar. Então, vou pedir agora você vai sentar para mim ali e Cícero, você arruma para minha
mesa ali, coloca no cantinho da parede. Senhores, e senhoras jurados, nós podemos seguir com os debates ou querem fazer um intervalo agora? Intervalo. Podemos seguir? É 1 hora meia de Debates. Podemos seguir por mais 1 hora e meia sem problema. Tá, Dr. Rafael. Nós vamos seguir então com os debates. Doutor, se quiser 20 minutos 20 minutos já 3 >> Eu vou fazer um intervalo então agora vou pedir que vocês acompanhem os oficiais de justiça, se quiserem ir ao banheiro, tomar um café para ficarem acordados, né? Depois nós voltaremos Para para o início dos debates, tá
bem? Doutor, eh, eu acho que vai prosseguir se o senhor puder se eu >> Ah, não, não. Sim, sim, sim. Não, preocupação minha que às vezes vai paraa réplica e tréplica e a gente >> Claro, claro, claro, sem problema. Pode fazer então o intervalo. novamente a transmissão. Eu vou pedir só paraa MVI dá uma subidinha para mim na câmera, fazendo um favor. Sobe um pouquinho mais só, Mari. Já estamos transmitindo já, né? E esse esse apoio de trás, Maria Vitória. Isso. Coloca na câmera para mim. Esse aí. Sobe aí. Desce um pouquinho. Desce um pouquinho.
Mais um pouquinho. Pode descer. Tá muito alto, Maria Vitória. Aí, pronto, agora sim. Agora ficou bom. Pode deixar. Dando seguimento, então, ao presente julgamento, uma vez encerrada a Instrução, eu concedo a palavra ao digníssimo representante do Ministério Público para se pronunciar pelo tempo de até 1:30, na forma do artigo 477 do Código de Processo Penal. Esclareço que nenhuma das partes poderá fazer referência às matérias previstas pelo artigo 478, incisos 1 e 2 do Código de Processo Penal, e não será permitida a leitura de documento ou exibição de objeto que não tiver sido juntado aos autos
com antecedência mínima de três Dias úteis e que guarde relação com a matéria de fato objeto de julgamento na data de hoje. Eu passo a palavra então ao Dr. Rafael para que apresente as teses da acusação. >> Obrigado, excelência. Bom, bom boa tarde a todos. Primeiramente gostaria de cumprimentar o Dr. Renato, eh, dizer que é uma honra novamente, né, doutor, já incontáveis juros que nós fizemos, incontáveis audiências aqui da Vara Criminal também, dizer que é uma honra Dividir o plenário com o senhor, como todas as audiências, pela forma como o senhor conduz os processos, a
responsabilidade, a imparcialidade, o respeito às partes, como a gente poôde presenciar aqui hoje, de respeitando novamente os direitos de todos, de maneira imparcial, sem qualquer eh prejuízo ao direito, ao bom andamento do processo. Então, gostaria de cumprimentar novamente o Dr. pela atuação >> aqui em Jacarezinho. Eh, também gostaria de cumprimentar todos os servidores da secretaria criminal que estão atuando aqui hoje e também que atuam todos os dias aqui para que nós possamos fazer todos os processos aqui da Vara Criminal. hoje aqui representados na Clara, na Deus, eh também na Laiana e nos demais serventuários que
estão aqui com a gente hoje. Então, obrigado eh pelo trabalho de vocês. Também queria cumprimentar os oficiais de justiça, Ana Carolina e o Cícero, que estão hoje atuando aqui para manter a a ordem do julgamento, a imparcialidade, o sigilo das votações. Eh, muito obrigado também pelo serviço de vocês. Também queria cumprimentar os policiais militares, terceiro sargento Volnei, a soldada Maria Eduard, que estão aqui fazendo a segurança, agora já já foram substituídos, né? Mas queria cumprimentar com coração também agradecer o trabalho dos senhores na Segurança da da nossa comarca todos os dias aqui e também na
segurança do plenário aqui hoje. Muito obrigado pelo serviço de vocês em nome de de toda a corporação e eu acredito que eu falo em nome de toda a sociedade jacaresiense, tá bom? Obrigado. Eh, também queria cumprimentar os seguranças do fórum, a Daniel e os Cels, que estão lá na frente no portão, fazendo segurança também todos os dias aqui pra gente ter a tranquilidade para trabalhar. Queria cumprimentar a equipe da terceira promotoria de justiça e todo o Ministério Público que de alguma forma auxilia a gente poder fazer o plenário aqui também todos os processos junto à
Vara Criminal. sem o trabalho da equipe, seria impossível eu estar aqui hoje falando com os jurados sobre esse processo. Então, queria agradecer imensamente a minha equipe e dizer que eu tenho muito orgulho de todos que trabalham lá comigo. Também queria Cumprimentar os defensores hoje, Dr. José Maria, né, o Dr. eh Lucas Diego, Dra. Tatiene, Dr. Marcelo Damaceno, alguns dos defensores já tivemos a oportunidade de fazer júrio aqui, dizer que é uma honra sempre dividir o plenário os representantes da OAB. E como eu sempre digo, acho em todos os julgamentos que eu faço, na minha parte,
eu sempre tento ser o mais respeitoso possível, eh manter aqui o embate na nas provas, no direito. Obviamente que às Vezes a gente fala alguma coisa que pode não agradar, mas de antemão já já me adianto, peço desculpas por isso. Vou tentar me ater sempre a a ser o mais técnico possível. aqui e de qualquer forma gostaria de cumprimentar, dizer que é uma honra trabalhar com com os senhores, tá? Eh, também queria cumprimentar o o Marcelo, réu aqui no processo. Marcelo, eu sempre falo com todos os os réus que que comparecem em plenário para Responder
por um crime doloso contra a vida. E eu sempre digo que aqui é uma oportunidade pra pessoa sair melhor, né? Eh, independente do ato que criminoso que tem que ser responsabilizado, é uma oportunidade para se refletir, não só eventualmente com a pena, mas também julgamento para que isso não se repita, porque a nossa intenção é que ninguém perca vida, né? Eh, eu entendo que o senhor cometeu um ato reprovável, que tem que cumprir pena por isso. Isso não Quer dizer que eu tenho algo contra o senhor, né? Mas eu tenho que defender aqui a as
provas, a a responsabilização daqueles que violam a lei, né? Então, eh, hoje aqui eu vou tentar também ser o mais respeitoso possível pro senhor, mas eu preciso expor aqui proos jurados tudo que aconteceu e porque que o senhor tem que ser condenado, tá? Mas de qualquer forma, eu espero que o senhor saia daqui uma pessoa melhor. Essa que é a ideia do de sempre do julgamento de eventualmente Uma pena. Eh, agora vou me direcionar aos senhores, né, os senhores jurados, eh, Carlos Alberto, Rosana, Josiane, Víor, Luciana, Mirele e Daniela. Bom, os senhores foram escolhidos hoje
aqui para serem jurados, formar o conselho de sentença. E eu sempre digo pros jurados também que isso é uma uma reconhecimento da reputação ilibada dos senhores, da capacidade dos senhores de estarem aqui hoje, né? Eh, para formar esse conselho de sentença aqui são escolhidos só Pessoas que podem figurar, que não tem nenhum problema com a justiça, que eh não respondem por nenhum processo, que tem essa reputação elibada. E a responsabilidade dos senhores hoje é muito grande, porque hoje os senhores são os juízes naturais da cauda. Os senhores vão decidir se o réu é condenado ou
é absolvido, né? Eh, o trabalho do Dr. Renato aqui hoje, ele é manter a ordem, seguir o trâmite processual, que as provas sejam Produzidas, garantir que os senhores tenham contato com todas as provas em plenário, garantir que as partes eh cumpram com as suas obrigações, seus deveres, com seus direitos aqui. Mas quem decide a causa são os senhores, né? E o trabalho dos senhores hoje aqui é é importantíssimo. E por que que é importantíssimo? Porque eu vou demonstrar paraos senhores com as provas que ocorreu um crime grave aqui, né? Alguém tirou a vida de uma
outra pessoa, Né? E é o bem mais precioso que nós temos, né? Nada é mais importante do que a vida. E por que que os senhores, pessoas comuns, às vezes sem formação no direito, são escolhidas para serem juradas? Porque o crime doloso contra a vida, ele tira a vida de uma pessoa, que é o bem mais importante. Essa pessoa deixa de existir, né? nosso plano real. Então, é um amigo, é um parente, é um filho, é um irmão, é um vizinho, é um conhecido Que foi morto, né? Ninguém melhor que os próprios pares, aquelas pessoas
que sentem na a pele na a na pele a violência poderem decidir o que que é certo, o que que é errado e se aquela pessoa tem que responder pelo crime que fez. E eu sempre termino o julgamento falando isso. E eu vou falar isso agora no começo pr os senhores terem noção. Aqui em destaque hoje tá o Marcelo, né? Ele que tá sendo julgado. Então a gente há todo o tempo vai estar se referindo Ao Marcelo, a defesa, quatro advogados vão aqui falar que o Marcelo tem que ser absolvido ou que ele não tem
que responder dessa forma, ser defendido. Então a todo momento vai estar em destaque o Marcelo e a conduta que ele praticou. Mas a gente não pode esquecer que o que a gente tá aqui defendendo é a vida do Benedito, que não tá aqui para falar o que aconteceu, né? Então assim, a gente chama de tribunal do júri, mas eu eu insisto isso todas as vezes que eu Faço julgamento aqui. A gente tem que chamar esse julgamento aqui de tribunal da vida, que é isso que a gente quer, que ninguém tire a vida de ninguém, que
as pessoas não tenham a oportunidade de viver tolhidas, né? Então ele vai estar em destaque aqui hoje, ele tem que responder pela conduta dele. Mas eu quero que os senhores tenham isso em mente. Quem não tem oportunidade de tá aqui hoje, dar a versão dele, dizer que é vítima, dizer o que aconteceu, é o Benedito. Esse não tem mais oportunidade, tá? Então isso é muito importante os senhores terem em mente. Eh, já adianto também que eventualmente se o Marcelo for condenado, ele vai cumprir uma pena, inicialmente em regime fechado, mas isso não quer dizer que
ele vai passar a vida preso, né? Pelo contrário, nossa legislação é até muito branda com quem comete crime doloso contra a vida. Então, uma pena que é de eh 12 a 20 ou 12 a 30, às vezes de 20 a 40, como é no feminicídio, a pessoa não fica nem metade do tempo presa, tá? E a pena sempre parte do mínimo. Então assim, ele não vai ficar o resto da vida preso, tá? E no final eu vou dizer paraos senhores qual que seria a pena, quanto ele teria que cumprir em regime fechado. Mas eu quero
que os senhores tenham isso em mente, porque a defesa pode vir aqui falar: "Ah, não, porque ele tem filhos, ele tem uma profissão, ele precisa sustentar a família e ele Vai ficar preso, vai acabar com a vida dele." Não, não, não. Quem acabou com a vida de alguém foi ele que acabou com a do Benedito, que esse sim não tem mais oportunidade nem de trabalhar, nem de viver, nem de cuidar da esposa ou de quem quer que seja. Esse não tem mais oportunidade. Então, isso é importante senor ter em mente, tá? ninguém vai acabar com
a vida dele. Ele vai responder pelo ato criminoso que ele praticou. Como todo mundo comete um Crime, tem que responder, tá? Mas o que eu tava dizendo é da importância do trabalho dos senhores. Eh, eu sempre gosto de falar isso porque os senhores antes de julgar precisam entender porque que estão aqui, né? E qual que é a figura de cada um. E uma outra distinção que eu sempre faço, que acho importante, é o seguinte: a diferença entre o Ministério Público em plenário e a defesa em plenário. Senhor estão vendo que o Marcelo tá Sendo defendido
hoje por quatro advogados, né? Eh, todos contratados por ele. A defesa não pode vir aqui e falar: "Ó, o Marcelo, ele praticou o crime, o Benedito não teve como se defender, ele ocultou o cadáver e ele cometeu furto. Condenem por tudo. Se a defesa vier aqui falar isso, dissolve o julgamento", porque ele não teve defesa. Então, alguma tese defensiva precisa existir, senão esse julgamento é dissolvido, tá? Isso eu preciso que os senhores entendam. Então, a defesa ela nunca vai ser imparcial. Ela tá aqui para defender os interesses do Marcelo. O Ministério Público não. E e
qual que é a diferença? Eu posso vir aqui e falar: "Absolva, Marcelo. Ele não praticou esse crime e o julgamento não vai ser dissolvo." Eu tenho essa possibilidade, como eu já fiz em vários casos, eu vou dar um exemplo paraos senhores que eu sempre dou, que acho que quem assiste por pelo YouTube Já deve tá cansado de ouvir. Mas é uma situação de dois irmãos que tinham desentendimento, um deles era complicado, o outro era mais tranquilo e esse que era mais complicado, tava eh embriagado, chegou em casa, deu um tapa na cara do outro irmão
que estava sentado numa cadeira comendo com garfo, uma fraca no prato. E no reflexo, esse irmão revidou, deu uma facada que ele tava na mão, ele revidou esse tapa na cara e deu uma facada com aquelas Faquinhas de serra e acertou na barriga do irmão. E o irmão veio a falecer com uma facada só, com uma faquinha de serra. E ele foi denunciado por homicídio porque tirou a vida do irmão. E em plenário eu eu pedia a desclassificação porque a intenção dele naquele caso não era matar, né? Ele queria revidar a agressão, obviamente que ele
foi imprudente no resultado e acabou morrendo. Então ele respondeu por lesão, que era o que ele queria fazer Agredir, mas a morte culposa e não por homicídio doloso, com a intenção de matar, tá? Então assim, a gente pode vir aqui desclassificar o crime, pedir absolção, pode fazer isso. Se a defesa vier aqui falar, responde por tudo que ele fez, tá tudo errado, dissolve esse julgamento. Então não existe essa imparcialidade. Só que nesse caso aqui, como eu vou mostrar paraas provas para os senhores, não é caso de absolção. Como eu vou mostrar pros senhores também Que
em relação às demais pessoas envolvidas, elas não foram denunciadas por homicídio porque não havia provas contra ela, porque a gente só pode processar e condenar quem tem prova e tem responsabilidade no delito, né? Não seria aliviano de vir aqui e defender algo que não aconteceu com os senhores, tá? Então vou mostrar isso para os senhores também para demonstrar a imparcialidade que o Ministério Público tem um um compromisso com a lei e com as Provas, ao contrário da defesa que tem um compromisso com o Marcelo, tá? Por isso que sempre vem aqui e vão defender alguma
tese. Os senhores vão ver que eles vão vir aqui e vão defender. Ah, não, ele matou o Benedito, mas o Benedito tinha defesa. Ah, não, ele matou o Benedito, mas o Benedito que agrediu ele primeiro. Vai vir uma tese dessa, senhor? Vai vir a tese de que ele não cometeu furto, que ele não pegou o carro do Benedito. Vai vir, vocês vão ver. Mas vamos para as provas. E eu gosto de fazer essa distinção para vocês entenderem a figura do Ministério Público e da Defesa. Temos 1 hora1. Eu vou tentar ser o mais rápido possível
para mostrar tudo pros senhores na minha fala inicial para eu não precisar voltar até paraos senhores não ficarem mais do que o necessário aqui, que eu sei que todo mundo tem família, todo mundo tem trabalho. Então vou tentar ser o mais Rápido possível. de início, eu sempre faço o o histórico fático do que aconteceu. Acho que os senhores já tiveram uma ideia eh geral, né, do que aconteceu. Eu vou mostrar algumas provas mais específicas que vocês não tiveram contato ainda para entender melhor a situação e por que ele é condenado, ele tem que ser condenado,
porque a versão dele dos demais é falaciosa, é mentirosa para que ele não seja condenado. E vou mostrar todas as Contradições pros senhores, mas vamos fazer o breve histórico com o Fát para os senhores entenderem. Segundo a versão deles como um todo, eh, a Silvana estava acamada e incapacitada de fazer qualquer ato da vida, tanto decomover como de conversar com senor, que eu perguntei mais de uma vez, a Silvana conseguia raciocinar, conseguia falar? Marcelo falou: "Não, não conseguia". A a Beatriz e a Silvana mesmo falam: "Não, eu tava totalmente debilitado. Os senhores vão Ver pelas
provas que isso não é verdade, porque ela conversou por telefone com o Guilherme, ela conversou por telefone com o Marcelo e ela nessa conversa com o Guilherme, que é o irmão do Marcelo, que participou da ocupação do cadáver, que ele não tá respondendo aqui hoje hoje, porque ele ele pela pena da ocupação do cadáver ser um a três anos, ele tinha direito a um benefício, porque ele, como ele não respondeu pelo homicídio, ele respondeu só pela ocupação do cadáver, Ele tinha direito a esse benefício, então ele foi suspenso o processo para ele para cumprir essa
algumas condições e ele não responde porque a pena do da ocupação é bem menor do que a domicídio. Numa conversa da Silvana com o Guilherme, os senhores vão ver que todo mundo de alguma forma tentou ajudar Marcelo a se ocultar da responsabilidade, furtar-se da responsabilidade. Tem uma conversa do dia 3 de novembro de 2020 e os senhores Vão se lembrar pelas conversas, pelos depoimentos aqui hoje, que o crime ocorreu no dia 1 do 11/2020, ou seja, no domingo, que é o que tá na denúncia, confirmado pelo próprio Marcelo. No dia 2/11/2020, no dia seguinte, que
era um feriado, se me engano, de finados, que é 2 de novembro, foi quando a Beatriz e o Guilherme e a Silvana descobriram que o Marcelo tinha matado Benedito. Pelo menos essa é a versão deles desde do início do Processo, salvo a mãe, dona Silvana, que desde o início tentou mentir isso também. Falou que ela só foi descobrir que o Marcelo tinha batado Benedito um dia antes do Marcelo se entregar. E o Marcelo se entregou no dia 10, dia 9, dia 10. Vou mostrar para os senhores aqui no boletim de ocorrência. Então, segundo ela, ela
teria descoberto só no dia 8 e no dia 9, mas a Beatriz desmentiu ela, o Marcelo desmintiu ela, o Guilherme desmintiu ela E aí ela não teve como sustentar isso. Ela falou depois: "Ah, eu não lembro, tava muito confusa eh por causa da da operação". Aí ela meio que mudou a versão, mas desde o início ela tentou proteger também. Mas vamos retomar os fatos. Dia um ocorreu homicídio. Dia dois os três tomaram conhecimento. A Beatriz porque compareceu na casa, viu o corpo dentro do carro. Aí ligou pro Guilherme, aí chamaram, ligou pro Marcelo primeiro. Marcela
foi lá, meio Que confessou, ela descobriu. Aí ela ligou pro Guilherme para avisar a situação. Tiveram a conversa com a Silvana para avisar e aí depois o Marcelo teria ido lá no dia dois, pego o corpo com o carro e ocultado o cadáver e deixado o carro, segundo ele, em ourinhos. Isso no dia dois. Essa conversa que eu me referi para os senhores da Silvana com o Guilherme é no dia 3, o dia seguinte, Ou seja, dois dias depois que o Benedito morreu. E os senhores vão ver o conteúdo da conversa. Sabe qual que é
o con da conversa? É a Silvana falando pro Guilherme. Guilherme, ela entrou em contato comigo. Quem que era essa pessoa que entrou em contato com ela? empregadora que tava contratando eles pro serviço da obra, tanto o Benedito como o Marcelo. Ela entrou em contato comigo para saber do Benedito, que ele não apareceu. Que Que eu falo para ela? Aí o Guilherme fala: "Não fala isso que ele tá que ele foi embora, não vai voltar. Eu vou mostrar paraos senhores a conversa". Ela falou: "Não, pode deixar". Já falei, já meio que dei uma despistada. Os senhores
vão ver a conversa. Ou seja, isso é uma pessoa que tá incapaz, que não tem raciocínio ou ela tava protegendo o filho. Depois no entre os dias 5 e e 9, que foi o dia que o Marcelo se entregou, tem outras Conversas entre a Silvana e Marcelo também por WhatsApp. Uma pessoa que tá incapaz, que não consegue raciocinar, não consegue fazer nada, consegue digitar e conversar no WhatsApp. Então vejam como as coisas não batem, certo? Esse é o primeiro detalhe que eu queria falar para os senhores de que todo mundo desde o início tentou proteger
de alguma forma. Assim, uma coisa eu tenho que ser sincero para os senhores e tem e nós Todos temos que reconhecer aqui. A Beatriz teve um papel fundamental na apuração do crime. Foi ela que descobriu o corpo e ela que meio que falou pro Marcelo: "Eu não vou aceitar isso. Se é errado, você tem que responder na polícia". Então assim, ela teve uma atitude louvável. Isso não quer dizer que depois ela não tentou também minimizar algumas situações para que o Marcelo não seja condenado na pena máxima que ele pode pegar e com isso Ficar mais
tempo preso, porque obviamente ela gosta dele e vocês viram ela falando aqui hoje que ama ele e que obviamente por isso ela não quer que ele seja condenado, né? Mas eu vou mostrar paraos senhores também as contradições existentes nos depoimentos de todos. Mas voltando ao histórico fático, dia 2 eles descobriram o Marcelo ocultou o cadáver e levou o carro embora. Dia 3 teve essa conversa entre eh a Silvana e o Guilherme. E Agora vamos voltar alguns dias. Dia 27/10, ou seja, a gente tá falando que o crime foi no dia 1/11. 27/10, a gente fala
27, 28, 29, 30, 31, né? O outubro é 31. C dias antes, o Marcelo conversa com o Guilherme, o irmão dele, e fala que trocou o carro num 44, num calibre 44, num revólver calibre 44, 5 dias antes. Os senhores vão ver depois no laudo de Necropsia que o calibre de necropsia não, de confronto balístico, porque foram extraídos os projéteis que mataram o Benedito, foram extraídos e foram paraa perícia para verificar o calibre. Os senhores vão ver aí no laudo de confronto balístico que o calibre é pon 44. Então, a arma que ele comprou cinco
dias antes foi utilizada para matar o Benedito. Senhores também viram nos depoimentos Que segundo o que aconteceu, o a Silvana teria ido morar na casa do Marcelo por causa dessa situação do Benedito não tá cuidando bem dela em razão dos problemas de saúde dela e teria negado comida para ela. Os senhores vão ver que até essa história tem contradição nos depoimentos deles. Ninguém vai vir aqui vai falar não, que tinha uma desavença, que ele podia não estar cuidando bem da dona Silvana. Ninguém vai negar, porque todo mundo afirma isso. Agora quem viu o que Aconteceu,
como é que foi essa situação? Ele negou comida mesmo? O que que aconteceu? Isso tudo a gente vai mostrar paraos senhores que não é bem assim. Ah, todo mundo também fala que o Benedito era uma pessoa ignorante, violenta, batia, xingava. Mas os senhores vão ver que nem a própria Silvana consegue se entender no raciocínio dela quantas vezes ela apanhou. Porque assim, nos depoimentos iniciais dela, ela falava: "Não, ele me Xingava, ele me maltratava psicologicamente, me agredir". Ele me agrediu uma vez. Aí ela veio aqui hoje, falou que já foi agredida fisicamente diversas vezes, que inclusive
ela teve problema de visão porque levou ajoelhada no olho, que nunca tinha dito também. Aí eu pergunto paraos senhores, tem algum documento de alguma dessas situações? Boletim de ocorrência, eh, chamada da polícia, denúncia, processo criminal contra ele? Tem nada. Ah, ela Foi internada porque ele deu um monte de remédio errado para ela, segundo a versão do Marcelo aqui hoje. Tem algum documento médico dessa internação? Tem algum documento médico da polícia sendo comunicada disso? Não. Ou seja, falar é fácil. Mas são coisas que eram facilmente provadas. E aí eu pergunto, aconteceu isso? Não aconteceu nada disso.
Sabe por quê? Porque o Benedito não tinha nenhum processo contra ele. Nunca respondeu por Nada. Porque se tivesse a defesa também teria juntado. Tem nada. Tudo inventado. Desafio a defesa minha aqui trazer algum documento que comprova. Isso não tem. Defesa tá no processo desde o início. Eu fiz a diligência porque eles alegaram isso desde o começo, que que ele era violento, que ele maltratava. Eu fiz a dirigência porque os históricos de antecedência dele que eu tenho acesso não tinha nada. Mentira. Tão mentindo. Se alguém chamou a polícia diversas vezes, fez boletim de ocorrência, agrediu violência
eh doméstica, não ia ter nada. Foi internada diversas vezes problemas de saúde, porque ele maltratava ela, não ia ter nada, nemum histórico da da saúde do SUS, prontuário médico, atestado médico, tem nada. Por que que vieram com essas histórias? porque tinham que justificar o que ele Fez. E eu vou mostrar para os senhores que é tudo premeditado, até a tese de legítima defesa é premeditada, porque ele combina com o Guilherme de falar isso, porque já tinha a conversa da arma e o Guilherme falou: "Mas e aí você ocultou o cadáver?" Eles vão falar que você
premeditou. Aí ele fala: "Não, já conversei com o advogado, vou legal legítima defesa." Tá na conversa. Não sou eu que tô falando. Tá tudo isso antes, tá? 27 comprou a arma. Aí tem essas conversas depois comprova que é tudo combinado. Vou mostrar pro senhor os relatórios dos celulares. Mas esse histórico fático é importante para os senhores entenderem. Então, dia dois foi descoberto o corpo, ele levou para ocultar, o carro sumiu. O senhor resolveu que ele tinha dívida, que ele tava vendendo tudo. Só de advogado tinha 8.000 para pagar, Porque ele tava se consultando com o
advogado desde o dia que ele matou. Ele demorou 8 dias para se entregar, mas já tinha 8.000 para pagar pro advogado, que tava instruindo ele o que falar e como falar e mesmo assim não conseguiram eh produzir uma prova que ajudasse, porque tudo que tá no celular refuto o que eles inventaram aqui. Mas esse histórico fático é importante. Então, dia um matou, dia dois descobriram, ocultou o cadáver e o Carro. Dia 3 a Silvana conversa com o Guilherme para falar que a empregadora dele está atrás do Benedito, que não apareceu para trabalhar. O que que
ela inventa? dias 27, 5 dias antes, comprou a arma. Segundo eles, havia essas desavenças. Tanto que a Silvana mudou pra casa do Marcelo. Ninguém vai falar que não. Isso é óbvio que ela saiu de lá porque alguma coisa tava acontecendo que não era bom para ela, que o Benedito não tava Sabendo cuidar ou tava de fato malando. Ninguém vai falar que não. Agora isso justifica um homicídio. Comprar uma arma e dar dois tiros no peito do pessoa que ele chama de pai que trabalhava com ele todo dia, que era a chefe dele. Porque ele fala
que era su, mas não tem depoimento aqui falando não. Benedito era o chefe. Ele pegou R$900 na obra. E aí vocês viram o depoimento do Emanuel aqui hoje que o empregador falou que ele pegou 1000, Depois pegou 900 e não pagou e era os 1000 e os 900 era para Marcelo que tava devendo. Os senhores vão ver que ele era usuário de drogas também tá nas conversas que ele fala que tava cheirado que desde o dia do homicídio ele não cheirou mais. Tá nas conversas com a Beatriz. Então tudo isso é importante de ser contextualizado,
tá? A única coisa que não tem prova aqui além da fala deles é a violência Doméstica, a violência psicológica, a violência física e os problemas de saúde da mãe. No que ela teve um problema de câncer, precisou passar por cirurgia, ninguém vai questionar isso. Mas essa situação de que o Benedito deu remédio a mais do que precisava, remédio indevido, ela precisou ser internada, fazer lavagem. Cadê as provas? Falar é fácil, né? E aí vocês deixam isso acontecer, ela faz lavagem e volta Paraa casa do Benedito, fica lá morando com ele. É isso mesmo que a
gente vai acreditar. Voltando o contexto fático, outra coisa que é importante vocês eh também terem em mente, ela teve esse problema de saúde que nem eles se entendem quando que foi a operação do tumor. Uma hora fala que foi 5 meses antes, hoje falaram aqui que foi um ano antes. Aí ela ficou não sei quanto tempo internada, saiu, aí voltou para casa. Aí quando ela voltou, Que teve toda essa situação, ela tava dois, duas, três semanas em casa, por qual motivo? Aí o Marcelo fala que foi por causa desses problemas dos remédios. Em outro momento
falam que era por causa da operação do do tumor. Nem eles se entendem. Agora ninguém aqui vai falar que ela não tinha um problema de saúde, ninguém vai falar isso porque ela tava debilitada. Tanto que foi por isso que ela foi morar com o Marcelo. Agora ficar vindo inventar coisa aqui sem provar é Difícil. Aí não dá. Porque se eu fizesse isso aqui ia todo mundo cair matando, né? Esse histórico fático é importante. Agora vamos pros relatórios. Eu acho que os relatórios eh já vão deixar os senhores bem cientes de tudo que aconteceu, mas antes
eu vou pedir paraa gente abrir as provas. Acho que é mais fácil pelas provas primeiro. Se puderem abrir o primeiro movimento, o boletim de Ocorrência para mostrar o dia que o Marcelo se apresentou na na polícia. Por favor, senhores vão ver aí, ó, data do registro. Então, ele se apresentou no dia 9/11/2020. Vamos recordar que o homicídio foi no dia primeiro, então ele se apresentou 8 dias depois. Como é que tá narrado no boletim de ocorrência? Isso é a polícia registrando o comparecimento dele na polícia. Comparece em data de 9/11 na presa do Advogado, porque
ele já compareceu com o advogado, já tava instruído, já tava sendo defendido, já tava sendo orientado de o que falar, como fazer. relatando que em data de 1 por volta do meio-dia na residência de sua mãe situada na rua Presidente Prudente de Moraes, Dom Pedro Felipac efetuou dois disparos de arma de fogo em seu padraço que veio a óbito no local, que no dia seguinte à tarde, não se recordando da data transportou o corpo para a estrada Do Pinhalzinho após enrolarem enrolá-lo em um cobertor, ocultando-o no matagal, que em ambos os fatos estava sozinho, que
o motivo do crime foi uma discussão com o padras. Aqui é importante, hein, que o motivo do crime foi uma discussão do com o padras. Pois esse tentou agredir o autor que utilizou-se a arma da própria vítima. Primeira mentira. No dia que ele se apresentou na polícia, ele tava mentindo já que pegou uma arma da própria vítima. Os senhores viram que hoje ele confirmou aqui porque ele não tinha como negar mais. Tá nas conversas do celular que ele comprou arma cinco dias antes. Então ele teve que falar: "Não, realmente a arma era minha". Mas na
polícia, aonde ele demonstrou boa fé, tava mentindo. Ó que maravilha. Para matar, afirmando que este era um revólver, não sabendo repassar as características. Ali na polícia ele já sabia afirmar que era um revólver. Hoje Aqui ele não sabia. Vai entender, né? O colega que se extraviou no caminho queem que fez para ocultar o corpo. Revólver sumiu no meio do caminho. Aonde? Não sabe alguém acredita nisso? se extraviou, não foi ele que jogou fora, se extraviou, ele perdeu. Essa é a versão dele. Outro detalhe importante também é mentira que o motivo foi uma discussão com o
Padrasto, pois esse tentou agredir o autor, aí já tá inventando a legitima defesa. Por quê? Tava escrito para advogado, precisa inventar alguma coisa para ver se ele consegue sair impúnico, né? Qual que é o objetivo do réu? Não tem um réu que vem aqui que fala a verdade do início ao fim. Não tem um, porque obviamente uma pessoa que quer, senta aqui, ela não quer ser condenada, né? Não quer cumprir a pena. Então já tá mentindo. Ó, o motivo foi legítima Defesa. Vou mostrar pr os senhores na conversa com o irmão que ele fala: "Eu
vou alegar legítima defesa para tentar fugir da responsabilidade". Então, dia né, oito dias depois, maravilha. Que que aconteceu? Ele se apresentou lá com o advogado, falou isso e levou o a polícia no local onde tava o corpo. Vamos mostrar para eles, Gustavo, por favor, os três vídeos que tem aí. 1.16, 1.17, 1.18. Se puder aumentar o volume para eles ouvirem aí. É ele no local nesse dia que ele se apresentou lá pra polícia. >> Aonde é que, Marcelo? Onde é que você entra lá? Tá lá embaixo. >> Eh, onde você parou o carro? Parou aí.
Você levou sozinho para lá? É. Aonde é que, Marcelo? Onde é que você >> próo? A gente tá com tempo curto. Então ali o primeiro vídeo ele mostrou, >> Marcelo, daquilo que nós conversamos lá. Eh, quando você carregou ele para cá, você não viu onde é que os tiros tinham pego nele? >> Ele sangrou bastante. Ele morreu na hora ou >> sei? >> Hã? E daqui para lá quantos metros você falou que dá nesse trio aí? >> Hã? >> 20 m. Tá. Que hora que você trouxe ele para cá? Você lembra? Não lembra lembra nada,
>> mas era de dia. >> Era de dia. >> Tá passar pro próximo, por favor. >> Próximo é o da localização. >> Vou chegar até o local sem nenhum sinal de arrar. V acreditar Aí. Bale quebrada aqui. >> Ai o corpo. Seu Benedito já tá em estado avançado de decomposição. >> Tá envolto numa colxa. Tá amarrado nos pés. El tá bem adiantado aqui para decomposição. >> Esse rapaz aqui com esse corte físico avantajado conseguiria carregar nas costas esse cadáver mata dentro sozinho? Alguém acha isso? Porque foi a versão dele que ele é pedreiro, carrega saco
de cimento nas costas. Alguém acha que ele ia conseguir? Todo mundo sabe que um um defunto, uma pessoa morta, ela fica duas vezes mais pesada porque nada segura o peso do corpo. Senhores acham que ele conseguiria levar sozinho? Porque arrastando não foi, porque os senhores não viram os policiais, não tinha nenhum sinal de que o corpo foi arrastado. Ah, não, a chuva pode, lógico, a chuva Depois de vários dias pode apagar o rastro da terra, mas não ia ter galho quebrado, não ia ter sinal de folha amassado, não tinha nada, nada. Vamos passar paraa próxima
prova. Mentindo de novo. Então, por is por que que eu quis mostrar pro senhor? Mostrar as mentiras. Vamos mostrar as fotos do cadáver no ponto 15, por favor. Toma cuidado para não >> os vão ver >> apresentar no YouTube, tá? Os senhores Vão ver que ele tava envolto nas cobertas que eram da cama dele. Depois os senhores vão ver que a polícia fez a dirigência para constatar que era mesmo tipo de coberta que tinha uma outra na casa ainda para mostrar que ele foi morto ali na casa dele. Pode descer, por favor. Pode descer. Maravilha.
Agora vamos pra próxima prova. Vamos pro laudo de necropsia. Fecha para mim também. >> É o movimento 57.5. Aí pode não pode ir lá em cima. Lá em cima é o exame, né, do corpo do Benedito. É o exame necroscópico de de do defunto, né? Pode descer ali, ó. Você, os senhores vão ver. Pode subir um pouco. Pode subir. Eh, ali tem a o peso e altura dele. 1,70 70 cm. Mais alto, mais pesado que o Marcelo, tá? Pode descer. Obviamente que ele tá inchado. Foi o que o Emanuel falou, os gases incham, né, o
o morto com estado de putrefação, isso não quer dizer que o peso aumente, mas ele aumenta de volume, o que dificulta você conseguir carregar. volume não é peso, volume é transporte, tá? Mais um detalhe para os senhores se atentarem aí, isso é importante, ó. Lesões externas, presença de cordas em torno das pernas. ele foi amarrado. O exame não conseguiu constatar se ele Foi amarrado antes ou depois de morrer, porque ele já tava em estado de decomposição, já tava apodrecendo o corpo, então não foi possível constatar isso. Mas tinham cordas amarradas nas pernas e cobertor enrolado
pelo corpo. Aí descreve os os vários as várias constatações que envolvem a putrefação, né, a decomposição do cadáver. Eh, aí percebem-se duas lesões de contornos circulares em região anterior do tórax. Não se observam lesões nas áreas posteriores do tórax. Presença de grande quantidade larvas. Que que significa isso? Que ele recebeu dois tiros no peito que foram a causa da morte. Vocês vão ver mais para baixo. Pode descer um pouquinho ali em [ __ ] Sobe, sobe, sobe, sobe, por favor. Aí na abertura da cavidade torácica foi foram verificados dois projéteis de arma de fogo. Um
deles alojado junto ao gradio postal anterior e o segundo alojado em região posterior Da cavidade torácica na altura do quinto arco postal. O avançado estáo de putrefação e liquefação dos tecidos torácicos, coração pulmões para descer, prejudicam em parte a análise do trajeto. Porém os indícios de perfuração de tórax mediastino estão presentes, foram recolhidos dois projetos. Então, que constatou que os disparos foram pela frente. Agora ele não conseguiu delimitar exatamente o trajeto porque o corpo já tava apodrecendo, então os Vestígios dentro do corpo já não estavam mais concretos. Concluiu que a morte foi produzida por hemorragia
maciça decorrente da lesão pérforo contusa, produzida por projeto de arma de fogo. Pode ser. E aí no no laudo tem que achar pra gente achar em cima que foi pode subir, pode subir que foram recolhidos os eh os dois projéteis de arma de fogo do corpo. Foram esses dois projéteis encontrados. Pode subir um pouquinho, Tá? Pode ir agora no de necropsia, no de confronto balístico pra gente comprovar aqui. Movimento 80. Aqui é só para vocês verem, ó, que os projéis estão estavam alojados e foram retirados para fazer o exame. Volta ali aí naquele Gustavo primeiro
aí, ó. Um deles alojado junto ao gradinho costal anterior e o segundo alojado em região posterior da cavalidade torxica que foram os dois que foram tirados, os dois Projetos para fazer o exame de confronto balístico para verificar o calibre, que é esse outro que a gente vai ver agora. Pode abrir o outro lado, por favor. Ó, dois, pode descer um pouquinho. Dois projetos de chumbunu representados na imagem digitalizada, os quais foram encaminhados em volta em algodão separadamente do interior de dois envelopes. Pode descer, por favor. Projete o A calibre nominal ali, ó, ponto 44, ou
seja, o mesmo calibre da Arma que ele comprou, certo? Então ele não matou com outra arma, porque a versão dele inicial era que ele pegou uma arma do criado mudo do Benedito, que era uma arma do Benedito. Perceba? Segundo projeto, o calibre nominal pon 44 também mesmo calibre. Desce mais um pouco. Os dois projéteis foram analisados para verificar se eles teriam saído da mesma arma, porque quando o projétil é disparado, cada arma Tem a sua característica por dentro do cano e ela fica marcada no projétil. E nenhuma arma tem a mesma marcação de outra. Então
a perícia consegue identificar se os dois projéis saíram da mesma arma, porque aí ficam as mesmas marcas do projeto. E foi constatado. Vamos descer, por favor. Confronto balisco. Ó, conclusão. Os dois projéis aqui embaixo, ó, os dois projéis de chumbo provenientes de munição de calibre 44 foram lançados através do Cana de uma mesma arma de fogo. Ou seja, a perícia conseguiu comprovar que era calibre 44 e que os dois disparos foram da mesma arma, tá? Isso é muito importante porque os dois tiros foram dados pelo Marcelo com a mesma arma calibre 44, que era o
mesmo caribe da arma que ele comprou, tá? Próxima prova. Não sou eu falando. Tudo que é dito aqui tá comprovado. Essa que é a diferença do Ministério Público da Defesa. A defesa vai vir aqui falar: "O Benedito batia todo dia na dona Silvana, ele não dava remédio, dava remédio errado, ela passava mal, ele não cuidava. Ah, é? Cadê as provas documentais que compravam tudo isso? Se ela apanhava, se ela pedia medida protetiva, se ela eh era internada porque tava cheia de remédio no na barriga, tinha que fazer lavagem, cadê? É fácil. Cadê o BO? Cadê
a denúncia? Cadê o prontuário médico? Cadê o Atestado médico? Cadê o acionamento da polícia? Tem nada. Detalhe, hein? Ela sofria tudo isso, mas ela morava com ele e os e o filho morava do lado. Alguém acredita nisso? Que o filho ia deixar 28 anos, a mãe apanha todo dia, não ia fazer nada? Alguém acredita nisso? E ele chamava de pai, trabalhava junto. Alguém acredita nisso? Cadê a provo? Mas a defesa tem que inventar alguma coisa para tentar tirar a responsabilidade. Eu falei pro senhor, se vier aqui não trouxer nenhuma tese, falar: "Não, realmente ele matou
e não devia ter matado, tem que responder por tudo". Dissolve, não tem julgamento, tem que fazer de novo. Por isso que tem que fazer alguma defesa. Próxima prova. Essa também é importante, ó. Movimento 68.1, que esse é o exame das roupas que o Marcelo tava no dia do crime, que a Beatriz, que a polícia foi lá fazer a busca na casa dele, autorizada pelo juiz para verificar os vestígios. Foi tanto na casa do Benedito para ver se achava alguma coisa envolvendo crime, mancha de sangue, alguma coisa quebrada, como também foi na casa do Marcelo para
buscar as provas do crime, tanto a roupa como celular. Foi feito o exame na camiseta e na bermuda. Pode descer um pouco. Maravilha. Pode descer. Pode descer. Foi feito o exame de iluminoscência para verificar se havia mancha de sangue. Você pode lavar a roupa. Mancha de sangue, com luminoscência você continua vendo mesmo que você lave a roupa. Pode descer. Negativo. Não tem nada de marca de sangue. O que que isso significa? Teve luta corporal. Porque segundo Marcelo teve luta corporal. Não tinha nada quebrado na casa. Não tinha nem marca de sangue, nem nele, nem no
chão. Foi luta corporal isso aí? Alguém se defende dessa forma? Nada quebrado. Ele não se machuca, não teve uma lesão. Voltou pra casa da sogra intacto no dia. Não teve nem nem mancha de sangue na roupa dele. Isso é uma luta corporal, é uma defesa. Mais uma prova. É prova. Delícia. Vamos mostrar o levantamento de local de crime para confirmar isso também, que foi o que o Manuel relatou aqui hoje. 37.15, por favor. Então, no dia 9 de novembro, que foi o dia que o Marcelo se apresentou na polícia, eles foram até o local onde
o corpo foi abandonado e também foram depois na casa do Benedito do Marcelo, né? Então vamos descer, por favor, devagar, Gustavo, lá em cima devagar. Consta que no dia 1 o suspeito teria tido um desentendimento do seu padraço, que teria tentado agredi-lo, tendo pego uma arma de fogo. Até aí, ó, é o relato Do Marcelo, né, que foi o que ele relatou no dia lá. Efetuado disparo de arma de fogo. Ato contínuo, suspeito teria ocultado o cadáver da vítima e o matagau. Beleza. Aí a polícia foi até esse matagal, ó. Pode descer um pouco. Uma
via rural, 2,5 km, Jacarezinho. Onde é o Matagal? Onde é a cidade? A cidade tá aqui embaixo, ó. Cidade tá aqui, ó. Matagala lá em cima, 2,5 km longe da cidade, no meio de uma mata fechada onde O corpo foi encontrado, que sen os senhores viram a foto. Alguém tem dúvida que isso é ocultação de cadáver? Ele foi lá para quê? Para que a polícia achasse o cadáver ou para esconder para ninguém achar? Porque se ele tava arrependido, foi legítima defesa, ele tava só se defendendo. O correto não é chamar a polícia e falar: "Ó,
o que aconteceu aqui? tava me defendendo. Ou é embrulhar os o pai, que chamava de pai, ou é Embrulhar o pai num edredom, amarrar as pernas, levar pro mato e esconder o corpo. Pergunto paraos senhores, isso é alguém age, alguém que age em legítima defesa faz isso? Vamos descer, por favor. Aí é a casa, né? Pode descer. A chegar. Ah, vamos primeiro fazer as fotos do local, ó, para você, os senhores verem onde é o local. Pode Descer. Po, pode. Ele descreve ali em cima. Pera aí, Gustavo. Volta ali. Volta ali. A vítima se encontrava
em avançado estado de composição e descreve aí a, ó, amarrados com uma corda e com uma pequena quantidade de vegetação para encobrir os vestígios. Tudo que o Emanuel relata aqui hoje tinha o a coberta, tinha a perna amarrada e tinha inclusive folha por cima para tentar ocultar o cadáver. Pode descer. Pode ser. Não temos dúvidas, né? Pelas imagens não tem como mentir. Pode descer, pode descer, pode descer. Vamos lá para casa, ó. Eh, o Ah, ele descreve ali, ó. Pode, pode subir. No dia, hein, no dia que eles foram lá, o local não havia sinais
de arrasto na vegetação, indicando que o corpo possivelmente havia sido carregado até o local, bem como sua remoção foi dificultosa, Causando estranheza com relação às delegações do suspeito. Já no dia, o Emanuel falou isso, que a defesa veio aqui, falou que ele falou, inventou um monte de coisa, não falou nada, que não tinha falado nada disso antes. Até o que a defesa questionou aqui do da criança pular o muro para ver se o Benedito estava lá no dia dois, que foi o dia que a Beatriz descobriu, já tinha sido dito antes no processo. Nem a
defesa conhece o processo. Questionou Que Manoel tava falando coisa que nunca tinha falado. >> Dr. Rafael, >> o senhor falou isso, tá no processo. Eu vou mostrar dou a parte, tá? Prov. A parte quem dá sou eu, doutor. Só um minutinho. O doutor tem 3 minutos para fazer o a parte. Depois eu faço >> marca 3 minutos para por favorando o que eu vou falar que eu vou deixar falar eu sou O processo mente do senhor a ele porque eu conheço os processos deles não eram processo mais apresentou perante para corpo contorno não esse processo
essa questão da diferença Doutor, ele não tá falando sobre o que eu comentei. Isso não é a parte. Ele tá fazendo a a réplica dele. >> Doutor, Doutores, só um minutinho. Dr. Zé Maria, o senhor encerrou a parte? Encerrou >> sobre o que eu falei, o senhor quer falar alguma coisa? Só dou a parte de novo pro senhor. O senhor falou que o Emanuel não tinha dito. Só um minuto. O senhor falou que o Emanuel tinha dito que ele em nenhum momento antes ele tinha dito que uma criança tinha pulado o muro para ver se
tinha alguém na casa. O senhor falou que ele não tinha comentado isso. >> O senhor falou que não tinha isso no Processo. >> Exatamente. O que que seriam essas coisas? Eu tô dando uma parte pro senhor essa situação. >> Tá no processo. O senhor quer que eu mostre? Eu mostro já. >> Tá bom. Então vamos mostrar. >> Senhor, o senhor tá mentindo. O senhor tá mentindo. >> Doutores, doutores, por favor, doutores, para nós conseguirmos conduzir os debates, eu vou pedir, por favor, Não, Claro, claro. Eu vou pedir, por favor, que as partes se atenham aos
atos processuais. Peço também o respeito às duas instituições, tanto ao Ministério Público quanto >> depoimento da Beatriz, ó, que em razão deste fato, a depoente pediu para seu sobrinho pular o muro de divisa para ir olhar. Entretanto, estava tudo fechado. Tá no processo, doutor. O senhor falou que ele tava inventando. Foi isso que eu falei que o senhor quis parte. Fala Sobre isso. >> Dr. Zé Maria, os 3 minutos já foi, já foram, né, Dr. Rafael, por favor. Eu vou pedir pedir, não, claro, doutor, com certeza, mas eu vou pedir a gentileza de respeitar as
instituições, Ministério Público e também a defesa. >> Momente. Em que momento que eu desrespeitei? Ao questionar a conduta de cada uma deles, eu vou pedir a gentileza que o senhor se atenha ao process. >> Eu gostaria que o senhor me dissesse em que momento que eu desrespeitei a defesa >> ao falar que está mentindo. >> Eu falei que ele desconhecia as provas do processo. Foi isso que falou mentindo, então eu peço por favor, eu peço por favor para que a gente possa continuar esse plenário. >> Eu espero que o senhor conceda a parte para mim
também na na fala deles. >> Com certeza. Então, retomando, vamos lá pro Certo. Então, a gente tava falando sobre essa situação de que causou estranheza, de que o corpo teria sido arrastado, né? não tinha nenhuma marca e que ele não teria a capacidade de carregar, o que já estava dito desde o início, assim como já estava dito desde o início, que uma criança pulou o muro para ver se o Benedito estava lá no dia dois e depois a Beatriz foi até lá, que foi que o Emanuel falou aqui hoje, confirmando tudo isso. E a defesa
questionou no meio Das perguntas dizendo que isso não tinha no processo, tá no depoimento da Beatriz desde com o início e do Emanuel também. Foi isso, só para não deixar dúvida pros senhores. Pode subir, por favor, um pouquinho, Gustavo. Com relação ao possível local onde se deram os fatos, residência da vítima, aí já começa o exame da residência da vítima, fato que facilitaria entrada no local sem que pudesse ser notado, bem como evidencia a possibilidade, impossibilidade de Ausência da vítima não ser notada pelos demais moradores. Pode descer, por favor. Aí as casas, tá? Uma de
frente paraa outra no mesmo imóvel. Pode descer, por favor. Tá aí. É, é a foto com a imagem de satélite, onde é possível ver que as duas casas são no mesmo terreno. Não havia vestígio aparente em sangue nenhum dos cômodos no mesmo na área externo como se encontrava toda arrumada sem móveis e objetos quebrados arrumados Que pudesse indicar a ocorrência de luta corporal desenvolvidos. Que eu falei para os senhores, não tinha nenhuma marca de sangue, não tinha marca de nada quebrado, nada que indicava a luta corporal. Tese que ele trouxe desde o início, legítima defesa.
Vamos descer, por favor. Aí a casa, foto da casa para não deixar dúvida. É prova também, não é fala, é prova. Vamos descer, por favor. Cas cozinha intacta. Pode descer, por Favor. Pode descer, por favor. Pode descer, por favor. Pode descer. Pode descer. Pode aí. É importante o quarto que foi o local do crime, segundo Marcelo. Podem ver que não tem nenhuma sinal de luta corporal, nada quebrado, nenhuma mancha de sangue. Pode descer, por favor. Pode descer. Nada desarrumado. Pode descer. E aquela coberta Foi o que o Emanuel também falou, idêntica a que estava enrolando
o corpo no Benedito. Pode descer, por favor. Pode descer. Então esse é o exame de local do crime. Tô passando pelas provas pro senhor, pelos pros senhores primeiro, para que depois eu consiga demonstrar os demais fatos. 59.5, por favor, Gustavo, porque eu tenho esse compromisso com o senhor de mostrar as provas. Não vou vir aqui só falar o que eu acho. Pode descer, por favor. Ó, vou ler pros senhores, tá? Eh, para indicar o local exato que o veículo, ele foi, eles foram com o Marcelo até o local para indicar o veículo que o Marcelo
confirmou que foi com a polícia aqui hoje. O Emanuel relatou pr os senhores também, não tá só na fala, tá nas provas. indicou o seguinte endereço. Rua Felipe Palácios, próximo a numeral 114, foi feito contato com o investigador da Polícia da Dig de Ourinhos, Everaldo, a qual informou que os únicos veículos abandonados na região seriam esses dois veículos, fotos anexas, que foi mostrada as fotos pro Marcelo, não reconheceu o veículo abandonado utilizado no dia da fuga. Marcelo informou que o veículo da Foto 2 é o mesmo modelo, mas não é o mesmo veículo porque o
do Benedito era o da cor chumbo. Então foi visto ali, ó, é um páo weekend e um outro Fiat PO que não é o do Benedito II. Marcelo, o Próprio Marcelo foi junto e falou: "Não é esse carro". Por que que isso é importante? Porque ele matou o Benedito, ocultou o cadáver e sumiu com o carro. Essa diligência foi feita depois pela polícia civil ainda, porque ele, o Marcelo levou, falou: "Ó, deixei aqui o carro, o carro não tava lá". Aí a polícia daqui, ainda sendo diligente para tentar ver se a versão dele era verdadeira,
ainda entrou em contato com A polícia civil, deu ourinhos para ver se tinha algum carro apreendido lá que correspondia ao carro do Benedito. Também não tinha que são só tinha esses dois. Nenhum dos dois é do Benedito. Os senhores vão ver que além do carro do Benedito que sumiu, todos os veículos deles foram vendidos além da betoneira que os senhores ouviram aqui hoje. E os R$900 que o Benedito pegou também, ó. Um pouquinho para cá. Obrigado. >> Eh, agora essa aqui é importante porque eu vou passar a falar dos depoimentos e dos relatórios dos celulares.
Essa esse documento aqui, eu quero que os senhores já gravem o horário, tá? Por favor, 126.2. Não fui eu que juntei isso, que é o que eu falei para os senhores, quando tem prova, a defesa vai junta. Aí queria justificar a defesa do Guilherme, que na Época, salvo engano, já era o Dr. Zé Maria, desde o início era advogado do Guilherme, constituído desde o início do processo. Então, o senhor tava desde o início do processo, resposta acusação. Desde o início do processo. >> Vou explicar paraos senhores para não ter confusão. Processo, o ação criminal começa
com o recebimento da denúncia. É denúncia. Recebimento da denúncia. cita O réu, constitui o advogado, resposta à acusação. Então, o primeiro momento que a defesa vem no processo é na resposta acusação. Quem que era advogado? Dr. José José Maria. Então, o senhor tava desde o início. >> Então, o senhor tava desde o início, certo? Tá bom. Então, não tava eh essa essa essa prova, como eu falei para os senhores, quando a defesa tem prova, ela junta. Não tem nada de violência doméstica, tem nada da dona Silvana Sendo tratada no hospital, tem nada. Mas isso aqui
é importante. Então a defesa juntou. Sabe o que que é isso aqui? O horário de trabalho do Guilherme. No dia que ele foi chamado para ir na casa do Benedito, que a Beatriz achou o corpo. Foi por isso que a defesa juntou. Era o senhor tá na respostação. >> O nome do senhor é José Maria Pereira Júnior. Acho que é o senhor. >> Tá certo, doutor. Deixa eu continuar que Senão não consigo terminar. Eh, primeiro de domingo, primeiro de novembro, recesso, feriado. Aqui, ó, dia 2, feriado, recesso, domingo. Domingo ele não trabalhou. Dia 2, segunda-feira,
feriado, ele trabalhou, Guilherme. Das 3:28 às 4:44. Esse horário é importantíssimo. Vou mostrar paraos senhores porquê. Então, grave. 3:28 a 4:44. Quem estuda o processo sabe. >> Vamos, por favor, no relatório do aparelho celular do Guilherme, por favor. 59.2. 3:28 a 4:44. Isso é importante. Por que que isso é importante? Porque os depoimentos senhores ouviram que a Beatriz foi até a casa e viu o corpo no carro, ligou pro Marcelo e falou: "Marcelo, vem aqui, que que tá acontecendo?" Tá alguma coisa estranha? O Marcelo foi, aí ele meio que confessou E ela descobriu o que
que ela fez depois ela ligou pro Guilherme. Aí o Guilherme foi até a casa. Segundo a Beatriz e o Marcelo, depoimento dado hoje e a Beatriz também falou isso na primeira fase. Isso tudo foi de manhã que ela ligou, tá? De manhã. Senhores, viram que ele trabalhou das 3:28 às 4:44. O Marcelo já disse que levou o carro e o corpo embora. Já era tarde, quase final, já era quase de noite aquele depoimento dele hoje. Hoje aqui, hein? 3:28 a 4:44 A 4:44. Guardem esse horário. Vamos descer, por favor. Pergun, fiz questão de perguntar hoje
aqui para ver se se Mas não tem jeito. Quando é mentira, o senhor conversou com o Guilherme no dia dois, no dia que a Beatriz descobriu o corpo. Marcelo falou: "Não me recordo, acho que não falei com ele, não falei mais com ele depois". Aí eu levei o corpo embora. Quem teria ligado teria sido a Beatriz para avisar o Guilherme, né? E eu Perguntei pro Marcelo, o senhor falou com ele várias vezes? Senhor, ter certeza que o senhor falou? Não falou com ele? Vou mostrar quantas vezes eles conversaram. Vamos descer, por favor. Desce, Gustavo, por
favor. Pode descer, pode descer. Pode descer. Vai ter, pode descer mais um pouquinho, mais um pouquinho. Já voltamos na do 44, mas vamos descer um pouquinho, mais um pouco. Maravilha. Aí, ó, que coisa Linda. Conversa do celular. Esse é o celular do Guilherme. Essas são as provas retiradas do celular do Guilherme. O relatório de extração do celular do Guilherme, WhatsApp do Guilherme. Ele tá conversando com o Marcelo aí, ó. Tá mensagem do dia 1/11 às 5:12. 5. No dia 1 do11, senhores podem ver, ó. Vai com o mouse, Gustavo, para eles verem. Dia 11, 1
a partir das 2:22 estão conversando. Dia do crime, hein? Segundo Marcelo, teria sido mais Ou menos na hora do almoço. Ele saiu na hora do almoço lá na casa da sogra. tão conversando aí 1 do1, ó, 4:40. O Marcelo pergunta: "Então, você vai vir aqui ou quer que eu vou aí?" Depois que ele matou, o crime teria sido na hora do almoço, segundo Marcelo, senhores lembram da versão dele aqui hoje? tá conversando com o Guilherme aí, olha, mas a mais importante é do dia 2, dia 2/11 2:20 e 2020 da tarde. Senhores, lembram que hora
que ele saiu do trabalho? 3:28 às 4:44 ele trabalhou. 5:42 o Guilherme pergunta pro Marcelo ou tá vindo? E o Marcelo não responde, mas vamos descer. Olha que coisa linda quando tem prova. Vamos descer, por favor, mais um pouquinho. Registro das chamadas. Ali não, ali, ali embaixo, Gustavo. Aí nesse preto aí. Isso, irmão. Ó, ligações Do irmão. Olha quantas chamadas efetuadas pelo celular do Guilherme pro irmão. Chamada efetuada 5:38. Se recordem a conversa ali em cima no WhatsApp. O Guilherme perguntando se ele tá vindo ou tá vindo. 5:42. Então tem chamada 5:38. O Marcelo não
atendeu. 5:41 não atendeu. 5:42 não atendeu. Aí ele manda mensagem no WhatsApp. 5418. Ô, tá vindo, não respondeu. 6:08 também não atendeu. 6:40 atendeu. Sabe quantos minutos eles Ficaram conversando? 11 minutos. Aí às 7:8 eles ficaram mais 6 minutos conversando. Aí depois às 7:16 mais 1 minuto e pouco. Aí às 7:39 mais 1 minuto e pouco. Aí às às 8:27 mais 21 minutos. Aí às 10:50 mais 20 minutos. dia que o Marcelo foi levar o corpo e o carro embora. Se recordam disso, né? Mas eles não conversaram. O Guilherme não teve participação. Ninguém tentou com
tal crime que o Marcelo cometeu. Ninguém tá protegendo ele desde o começo. Por isso que o Guilherme respondeu também pela opação do cadáver. Ele não tá aqui hoje respondendo porque ele resp ele recebeu o benefício da suspensão condicional do processo, mas as provas estão ali. A mentira tá desde início do processo. Como eu falei para os senhores, tá todo mundo sabendo do crime, todo mundo protegendo Marcelo. No dia 3, ó, de novo, ó, várias Ligações, ó. Ó, vamos paraas paraas outras provas. O celular é uma maravilha. Quando tem celular, defesa fica maluca. Vamos subir um
pouquinho, por favor. Vamos subir. Ah, pode subir, pode subir, pode subir, por favor. 27/11. Lembrem, 5 dias antes ele comprou a arma. Fui eu que inventei. Não, tá aí na conversa. >> Mostra a conversa, Gustavo, por favor. Ali, ali em cima, a janela ali em cima. Isso. Guilherme mandou um áudio, tá? vocês eh depois se tiver tempo eu passo paraos senhores, mas vamos mostrar, acho que é importante. Eh, esse 0049, Gustavo, tá na cautelar a pensa. Tá na cautelar pensa e tá no movimento. Pera aí que eu vou te passar o movimento. Tá no processo
é o movimento 469 pon 15. 469.15 Desses áudios, dos áudios principais. Então, o Guilherme manda um áudio perguntando pro Marcelo, os senhores vão ouvir o áudio agora. E aí, já comprou a máquina? Meu, você já trocou já o carro na máquina? Qual máquina você pegou? >> Já trocou o carro na máquina? Então o carro, pera aí, você não disse que o carro você trocou porque você tava com dívida com advogado? Ué, mas você tá trocando O carro num revólver antes de matar? Opa, outra mentira. Vamos pra próxima. Aí ele, aí o Marcelo responde: "4. Aí
o Guilherme: "O quê? Até assusta. Aí o Marcelo despista. Aí o Guilherme fala: "Não entendi". Aí o Marcelo fala: "Você vai vir aqui hoje?" Aí o Guilherme fala: "Vou sim". Aí ele: Aí o Marcelo explica: Bia estava por perto, por isso que ele não respondeu. Aí o Marcelo fala: "É revólver". Depois que a Bia saiu de perto. Ah, sim. Kaká, tá louco. Ué, mas hoje aqui você falou que não sabia se era uma pistola ou um revólver. Mas lá no dia você sabia. Aí o Guilherme fala: "Tá louco? Maravilha". Vamos subir um pouquinho que a
explicação da polícia é essencial aí que tá analisando o celular. Aí aí mesmo. Marcelo comentou com o Guilherme dia 27/07 que trocou um carro por um revólver de calibre 44, cuja conversa colocamos em seguida. Inclusive, Guilherme se assustou quando Marcelo falou o modelo da arma que este comprou. Pela experiência policial adquirida ao longo dos anos do trabalho, uma arma desse porte tem o poder de matar até animais de grande porte, como búfalo, por exemplo. Assim, adquiri um revólver calibre 44. Certamente a intenção é de eliminar o oponente. Parece ainda a legítima defesa. Parece que foi
uma situação de acaso que o Benedito avançou em cima dele. Ele Correu até a casa dele, voltou. Aí o Benedito fugiu e ele foi lá e atirou. Parece isso para quem compra arma cinco dias antes, uma arma que mata até búfalo. Então vamos lá, vamos fazer força para acreditar na versão do Marcelo. A conversa com a empregadora que eu falei para os senhores no começo, vamos mostrar, tá lá em no comecinho, Guilherme. Antes disso, é a primeira conversa. Essa aí, ó. Essa Aí. Essa aí. Maravilha. Ó, rainha é a mãe Silvana. É assim que o
Guilherme chamava a mãe, tá? A mãe pergunta pro Guilherme. Esse é o celular do Guilherme, tá? Ô, Gui, o que eu faço? A mulher que o dito trabalha fica ligando para mim perguntando porque estourou o cano da casa da mãe dela. Fala que você tá ligando para ele, ele não atende. Isso é o Guilherme falando. O que você disse para ela? Eu não falei nada, só falei que não sabia onde ele Tá, que estou ligando e ele não atende. Entenderam o diálogo? A mãe fala pro Guilherme que a empregadora, a patroa tá falando que o
cano estourou e que ela não consegue achar o dito, que ele precisa lá resolver. Aí o Guilherme pergunta o que que Aí ele fala, fala que você tá ligando para ele, ele não atende. E ele pergunta: "O que que você disse para ela?" Aí a mãe responde: "Eu não falei nada, só falei que não sabia onde Ele tá, que estou ligando. Ele não atende". Isso. Dia 3/11. Vamos voltar. Dia 1 morreu. Dia dois todo mundo descobriu. Inclusive a Silvana. Dia 3 ela tá mentindo pra empregadora dele falando que não sabe onde ele tá, sendo que
ele tava morto. Tá todo mundo tentando ocultar ou não? A senhora é a esposa da vítima. Aí a empregadora liga e quer saber onde ele tá. Você sabe que ele morreu, que o seu Filho matou. Você vai responder isso? Então não falei nada, só falei que não sabia onde ele tá, que está ligando, mas ele não atende. Isso é uma coisa normal de se fazer. Algum dos senhores faria isso? Vamos paraa próxima. Lembra que eu falei que essa conversa era importante para mostrar que a Silvana tá protegendo o filho desde o início. Vamos mostrar mais
um elemento que demonstra que tá todo mundo envolvido. Desce. Vamos descer. Pode descer. Gustavo bastante. Pode descer. Pode descer. Vai ter alguns diálogos com seta vermelha. Pode descer. Pode descer. Deixa só ver naquele de set amarelo ali. Deixa eu ver se é esse. Ah, é esse. Tem dois momento que eles eles copiam esse diálogo. Conversa do Marcelo com o Guilherme no dia 4 para descer lá na seta amarela. É o Guilherme perguntando, ó, no plural. Mas viu, o que vamos fazer quando acharem ele? Que Vamos fazer? Ué, não foi o Marcelo que matou e com
sozinho? Por que que o Guilherme tá preocupado? Será que vão vir atrás da gente? Da gente? Aí o Marcelo fala: "Se não acharem o corpo, não. Vamos deixar as coisas como está. Parece alguém que tá arrependido, que tava em legítima defesa? Vamos descer. A, essa é a conversa mais importante, A premeditação e inventar a legítima defesa que eu falei para os senhores. Aí ele explica, ó, que foi no advogado, que o advogado já orientou ele. Então, vejam, ele tá orientado, hein, desde antes de se entregar, já sabia o que alegar, como fazer e mesmo assim
se atrapalhou tudo, mas tava orientado. Vamos descer. essa conversa. Vamos pegar do comecinho aí para todo mundo entender. Bom dia, irmão. Tudo bem Aí? Guilherme, Marcelo conversando. Marcelo responde tudo aí. Guilherme, já tomou café? Ainda não, mas vou tomar. Tá, tá bem, dormiu bem? Isso é o Marcelo já foragido, hein? Segundo eles, o Marcelo já não tava mais aqui, tava estorocado, porque isso foi no dia 6. Tá bem, dormiu bem? Aí o Marcelo sim dormiu. Uma pessoa que tira a vida do pai em legítima defesa, oculto cadáver, tá dormindo bem. Só estou um pouco triste
por causa da Bia. A preocupação dele era Beatriz, que ele tava longe da Beatriz. É um pouco preocupado. Então eu tô bem. Tá beleza. Na rua estou livre, mas você que é por pouco tempo. Então tem esse porém também. A mentira tem perna curta. A mentira tem perna curta. Não é a verdade, é a mentira. É o Guilherme falando isso pro Marcelo. Que maravilha. Um monte de coisa. Tenho medo de nunca mais ver as pessoas que eu Amo. Isso nunca vai acontecer, irmão. Foi um fato triste que aconteceu, mas você viu os caras que fizeram
a mesma coisa. Sabe o que eles conversam? que eles, ah, outras pessoas mataram e não pegaram muito tempo, quase não ficou preso. Eles comemorando que não vai ficar muito tempo preso. Por isso que a infunção dos senhores é importante aqui hoje, porque hoje os senhores vão dizer se isso é permitido, não é, e se a pessoa tem que responder ou não, tem que Cumprir a pena devida, porque senão acontece isso. A pessoa mata e fala: "Dá nada, pega pouco tempo, nem fica preso, vou tirar a vida de alguém". Se for um familiar nosso, um amigo
nosso, um vizinho nosso, parente nosso. Aí o Guilherme pergunta: "Se a polícia perguntar por você fez isso, você fala que na hora do nervoso você não pensou em sumir com ele. Então vou falar a verdade, mas eles vão falar que foi premeditado." Ele tá questionando. Se a Polícia perguntar, o Guilherme fala, né? Por que você fez isso? Você fala que na hora do nervoso você não pensou em sumir com ele, você pensou em sumir com ele, né? Então aí ele fala: "Então vou falar a verdade". Aí o Guilherme fala: "Mas se você falar a verdade,
eles vão falar que foi premeditado porque foi premeditado se você falar a verdade". Aí o Marcelo responde: "Não vou falar que agi no impulso". Incrível. Aí o Guilherme legítima defesa, ou era você ou era ele. Aí eles estão bolando. Então veja o diálogo. Não sou eu falando aos dois se entregando. E vejam, eles estavam orientados por advogado, foragido, mas o celular não pensaram em apagar e ele pegou, né? Então, veja o contexto do diálogo. Pergunta ele, o, ele fala, o Guilherme fala, mas se a polícia perguntar o que você fez, aí você falar no nervoso,
você Pensou em sumir com ele, aí ele fala, mas se aí eu vou, eu vou, ele vai falar, eu vou falar a verdade, né? Mas eles vão falar que foi premeditado você falar a verdade. Aí fala: "Sim, mas você vai falar que foi premeditado?" "Não vou falar que a no impulso." Essa é a conversa. Percebo? Então, primeiro o Guilherme questiona, mas você vai falar se eles perguntarem que você escondeu o corpo no nervosismo? Aí ele vai falar: "Não, mas eu vou falar a verdade, mas se fosse você falar a verdade, vamos falar que foi premeditado,
porque aí você pensou tudo. Você comprou arma, você escondeu o corpo, falar que você premeditou". Aí ele fala: "Sim, é verdade. O Marcelo concorda". Aí o Guilherme pergunta: "Mas você vai falar que foi premeditado?" Aí ele vai falar: "Não, vou falar que tô no impulso". Você não vai falar a verdade foi pritado. Vou falar que foi no Impulso. E aí o Guilherme ainda sugere ilegítima defesa, ou era você ou era ele. Veja como ele está construindo a tese. Que legítima defesa é essa? Se eles inventam isso na mesma conversa. Os senhores vão ver que não
é só isso. A versão dele muda de como foi essa legítima defeita. Segundo ele na polícia, eu vou mostrar pro senhor já, ele chegou na casa para pegar aquela chave para consertar o carro. Aí o Benedito foi tirar a satisfação falando que ele queria que a Silvana voltasse para casa, que senão ele ia dar um fim nele. Aí ele tentou agredir o Marcelo. Aí o Marcelo viu uma arma de fogo no criado mundo do Benedito, pegou a arma e atirou. nem viu o que aconteceu. Essa é a versão dele no dia que ele se apresentou
com o advogado. Hoje aqui a versão dele foi que ele comprou arma cinco dias antes, porque ele sabia que tinha as conversas, não tinha como Mentir isso, mas que no dia ele foi lá buscar a chave e aí do nada o Benedito tentou agredir ele porque a mãe não tava na casa, não tinha voltado pra casa do Benedito. E aí ele conseguiu correr pra casa dele, pegar a arma. O Benedito fugiu, ele foi atrás do Benedito na casa dele e atirou no Benedito dentro do quarto do Benedito. Que legítima defesa é essa? Se você não
é agredido, você pega uma arma na sua casa, aí a outra pessoa vê que você tá Armado, foge de você, você corre atrás dele e mata ele dentro do quarto. Aí ainda perguntei, mas o senhor só atirou? Ele fez alguma coisa? Ele falou: "Não, ele tentou pegar um negócio e eu atirei". Que negócio? Não sei aonde também não sei. Veja como a versão muda. Não tem como acreditar nisso. Vamos pra próxima. Venda dos carros. Vamos provar que eles estavam vendendo os carros também. Vamos descer mais um pouquinho. Não, sobe, sobe, sobe, sobe, sobe, sobe mais
um pouco. Não tá mais para cima aí. É, depois é em cima dessa aí, por favor. Aí no dia 8, ó, Marcelo tá no texto ali que a polícia tá descrevendo os áudios. Depois eu mostro os áudios paraos senhor. Pode, pode diminuir aí o a o zoom, por favor. Aí, Marcelo enviou o áudio para seu irmão, orientando vender os carros, um Santana, um Siena e uma carretinha abaixo do valor de mercado, os quais Deveriam ser postados em redes sociais por Guilherme. Tá nesses três áudios. Você puder abrir, Gustavo, tá no mesmo movimento lá no 469,
é o 30 312, que é o movimento 469.19, 469.20 e 469.1. Marcelo fica lá um dia bom, né? Ele fica pensando que ele fez, fica é o 469. 19. >> Bele, então daí na hora na hora que eu for aí da eu já pego e já posto. Belê? Daí você só me passa o valor certinho. Daí >> pode pôr o de baixo 31. >> Beleza. Daí a hora que eu for aí, que você for aí, que eu tiver aí. Aí nós posta o o Santana de novo lá num valor mais baixo, sabe? 500 para vender
ele para ele ir embora logo precisar desse dinheiro. E o a carretinha, o Siena, os bancos de couro do Siena, você tá entendendo? >> Postou umas coisas lá para mim vender, para mim conseguir esse dinheiro para pagar o advogado, que é semana que vem Já, senão não vou ter o dinheiro para pagar. >> Maravilha. Lembrem da data conversa aí do dia 8. Lembrem que na conversa do revólver que ele comprou 44, ele fala que trocou o carro no revólver. Essa conversa foi dia 27 e não é nem o Santana, nem o Siena e nem a
carretinha que ele trocou dia 27. Porque se ele tava tentando vender esses três no dia 8, que carro que era? Ele não tinha outro carro além do Force Que tava com ele quando ele foi preso. Então que carro que ele trocou no dia 27 pela arma? É, e a última conversa essencial também do Guilherme estar no carro junto com o Marcelo na ocupação do cadáver lá embaixo. Pode descer lá no final. É uma seta em vermelho. Pode descer, Gustavo, por favor. Essa dá o zoom aí para nós. Conversa do celular. já é do celular do
Marcelo, conversando com o Guilherme. Aí o Guilherme pergunta: "Mas viu, é o que vamos fazer quando acharem ele?" Aí o o Marcelo responde: "Não sei, será que vão vir atrás da gente?" Aquela mesma conversa no plural, né? O Guilherme tá preocupado se vão vir atrás da gente. Aí ele, o Marcelo fala: "Se não acharam o corpo, não, vamos deixar as coisas como está. Beleza, mas será?" Tomara que não. Fechou, então. Beleza. Fica com Deus e cuida da mãe. E a de cima é a de cima, Gustavo, é com a conversa com a Beatriz. É, não.
Então é, é a de baixo. Pode descer aí. Essa aí. Maravilha. Pode, pode subir ali. Eh, a conversa da Beatriz, esse é do celular da Beatriz com a irmã dela, com a parente dela. Aí a parente pergunta: "Quem vai no ML?". Aí a parente fala: "Tem que ser o Guilherme". Mas aí a a Beatriz responde: "Mas o advogado falou que é bem provável que ele não fique preso." Sei lá. Acho que sim. Ei, mas ele tava no carro mesmo, será? Aí a Beatriz fala: "Não, aí ele fala: "Mas no dia ele tava, né?" Sim, eu
vi algo enrolado e muito um monte de roupas. Eu confirmando que o Benedito tava no carro, né? E que o Guilherme que tem que ir no ML para despistar. Nos outros relatórios. Deixa eu ver se tem algo relevante para os senhores? Quanto tempo falta, pessoal? Por favor, a mãe da Beatriz. Vamos lá no relatório Da Beatriz. Esse tá na no movimento 469 ponto 14. Pode descer o 14. Abriu. Pode descer um pouquinho. É bem no começo a conversa com a com a irmã. É o celular da Beatriz. Esse pode descer. Pode ver, pode descer, pode
ser. Acho que essa aí aumenta aí, por favor. Volta no de cima para elas para eles entenderem o contexto. Oi, Tata. É a Beatriz falando aí. A irmã Responde: "Bom dia, tudo bem, nenê? Alguma novidade? Tô angustiada aqui. Tá tudo bem. Sua mãe aqui falando as coisas pra Silvana. Coitada. Isso é uma conversa do dia 4ro, tá? Depois dos fatos. É a Beatriz falando sua mãe aqui falando as coisas pra Silvana, que é a mãe do Marcelo, a mãe da Beatriz, a sogra do Marcelo. Aí a irmã pergunta: "Falando o quê?" Aí a Beatriz responde:
"Fica falando as coisas para provocar, falando aí, aí tem Que prender aquele criminoso." A sogra, mãe da Beatriz falando pra Silvana que tem que prender aquilo. Então, até a família não concorda. Ele é criminoso, a Beatriz responde, mas não precisa da mãe ficar falando para ele. Beatriz tá falando que ele é criminoso. Tá, vamos paraa próxima. Falam que o Benedito não cuidava da Beatriz, mas tem um áudio da conversa aí mais para baixo. Pode descer, que a Beatriz afirma que o Benedito fez questão de ir no médico com a Silvana. >> Vamos descer, por favor.
Pode descer. É um diálogo transcrito de um dos áudios. Pode descer, vai ficar fácil de ver. Pode descer, pode descer. Pode descer. Deixa eu ver se é esse. Não, pode descer. Pode. Acho que é esse. Não, é o de baixo. Pode descer. Esses tempos atrás eu tava, eu tava lá, Ia pegar lá com a Silvana, né, os exames tudo. Aí eu peguei, cheguei na casa dela ali. Aí eu os dois estavam com a cara feia, sabe? A Silvana e ele. Se recorda depoimento de que a Silvana era incapaz, ela não conseguia fazer nada, não raciocinava,
mas os dois estavam de cara feia como se tivessem se desentendido. Então não é uma pessoa incapaz, né? A Silvana e ele acho que eles tinham brigado. Não conversei com ninguém, só dei falei o que tinha que falar, tudo. Pronto, beleza. Aí depois ele pegou e falou pro Marcelo que eu tava fazendo coisa de má vontade, que era para mim não fazer não sei o quê, que eu tava fazendo coisa de má vontade pra Silvana, sabe? Fez o maior pampeiro. Daí tá, depois no outro dia ela ia passar no neurologista aqui em Jacarezinho, aí o
Marcelo ia levar ela. Aí eu peguei e falei: "Não, eu vou, porque eu sei tudo que ela tem, o problema que ela tem. Então eu falei: "Eu vou junto". Na hora Que ele viu eu no carro, aí ele virou e falou: "Não, Marcelo, você não vai não. Quem vai é eu. Deixa trabalhar, deixei de trabalhar para levar a Silvana". Chegou lá, ele não soube explicar bosta nenhuma pro neuro. Isso é a Beatriz falando, tá com a com a irmã. O que que ela falou aí? Que ela teve um desentendimento com o dito naquele dia, porque
ela chegou lá, eles tinham se desentendido, ela foi pegar os negócios dos exames, ele não gostou muito, se Desentendeu com ela. Aí no dia seguinte ela ia levar a Silvana no médico e o Benedito já tava irritado com ela. Falou: "Não, pode deixar que eu vou. Eu deixei de trabalhar para levar ela. Aí ela critica falando que ele foi, não sabia o que falar pro médico. Mas quem levou ela no médico? Quem deixou de trabalhar para levar Silvana no médico? O Benedito. Então não é bem assim, né? Que ele não cuidava, que ele não acompanhava.
Não é bem assim, né? Própria Beatriz falando. Ah, essa do Marcelo é essencial. Vamos abrir o relatório do Marcelo agora, 469.13, 13, que ele tá cheirado no dia do crime. Pode descer, por favor. Pode descer, pode descer. Pode descer, pode descer. Pode descer, pode descer mais um pouco. Pode descer. Só, só tira um pouquinho o zoom pra Gente. Isso. Pode descer. Deixa eu ver se é esse. É a Beatriz conversando com o Marcelo, tá? Esse é o celular do Marcelo, então a conversa em verde é o Marcelo. Aí a Beatriz fala nessa seta em vermelho:
"Ah, que bom que continue assim, porque quando aconteceu o corrido, você deve ter cheirado e bebido e fumado, porque era de praia". Ela falou: "Então você deve ter cheirado, bebido e fumado". E pergunta ainda: "E cheirando você tá Ainda? Aí ela pergunta: "Desde quando aconteceu isso você não fumou mais?" Pode descer. Aí ele confirma, ó. Aí ela pergunta de novo, mas tá cheirando ainda? Aí ela fala: "Verdade que é do fato acima pergunta: "Você tá na casa? Amanhã você vai trabalhar?" Aí ele responde: "Não, nem cheerei depois que aconteceu tudo isso. Depois que aconteceu tudo
isso." Aí ele fala: "Tô precisando de dinheiro. Tem que pagar o advogado R$ 8.000". Aí a conversa com o Guilherme lá embaixo para mostrar paraos senhores que a preocupação é não ficar muito tempo preso. Por isso que vem tese aqui de que é legítima defesa. Vai falar que ele não pegou o Benedito de surpresa. Vai vir isso para tirar a qualificadora. Pode descer um pouco. Pode descer. Pode ser, pode descer. Aí essa conversa aí o Guilherme fala: "Ô, e o Sidão Kaká? Nunca mais vi ele." Aí ele fala: "Nem eu, Marcelo, a última vez que
fiquei sabendo que ele tinha matado o outro". Vixe, mas gosta, hein? Responde o Guilherme. Você viu? Ele nem pegou muito tempo. Verdade. Sumiu também. Verdade. Nunca mais vi. Você lembra o tio Carcaça? Então essa é a preocupação deles. Um mata, pega pouco tempo. Essa é a preocupação. E a conversa com a mãe para mostrar que a mãe tá lúcida. Lembra que eu falei Para os senhores? Além daquela conversa com o Guilherme, que ela despista a empregadora da onde tá o Benedito, tem conversa do Marcelo com a Silvana também. Vamos descer para mostrar aí, ó. Mãe,
a dona Neid, ó, isso é no dia 5, depois do homicídio. A dona Neid fica uma falação aqui, entregar você pra polícia. Dona Neid é a mãe da Bia. Aí a Bia briga, que é aquela outra conversa que os senhores viram, Que a sogra tá falando que ele é criminoso. Não sei o que fazer agora. Ela está mais preocupada em mim do que me do que me do que em me ferrar. Não, mas ela não fez isso não. Eu mesmo vou lá na delegacia e você tem que ir no advogado para descer. Sabe? Pode ser
que a Bia volta com você se você se entregar. Paga pelo que você fez. A mãe falando, paga pelo que você fez. A mãe tá falando Para você viver tranquilo. Pode descer. Conversa com o Gui. A Bia quer que eu fique com ela. Ela vai cuidar de mim. Eu sei que é advogada, mas não sei se é criminalista. Aí a mãe indica um advogado. É que eu fiz a fala pro Guie perto da rádio educadora, tem negócio de advogado lá. Aí ele explica pro advogado. Aí você vê o que faz. Então a mãe não tá
incapaz, né? Mentira, tem perna curta, como eles mesmos disseram. Quanto tempo falta, Gustavo? Por favor, vou tentar ser breve aqui pros senhores. Vai no depoimento da Silvana na polícia 37.4. Pode descer. Pode descer. Aí, ó, bem na última linha. Então, que os dois que os dois nunca brigaram ou tiveram alguma discussão vista pela depoente, que nenhum depo nenhum momento a depoente foi até a sua residência comum com Benedito. Isso é ela falando Que o Marcelo e o Benedito nunca brigaram. É a Silvana falando e ela mente a data que ela ficou sabendo dos fatos. Pode
descer um pouco mais. Que ficou sabendo dos fatos somente um dia antes de Marcelo se apresentar nessa delegacia de polícia, ou seja, ficou sabendo só no dia 8/11. Maravilha. A contradição é importantíssima. Movimento 57.3. Aí é depoimento oral para mostrar que a Silvana mentiu aqui hoje de novo, que ela falou que já foi agredida fisicamente várias vezes, que levou uma ajoelhada que teve problema de visão. Mostrar paraos senhores que é mentira. 57.3 é é vídeo, tá, Gustavo? Boa tarde. Boa tarde. Eh, senhora teve aqui no dia >> 2:36, >> no dia 12 de novembro de
2020, a senhora Foi aqui peloador Emanuel, >> certo? >> E na época a senhora disse que era Marcelo, >> então senhor deix cumprir eh para mim, né? Compromisso. Desculpa. A senhora foi casada no dizer quando assunto, >> tá? E presidente? Não, eu só >> não. A senhora falou que viu ele lá o tempo todo. >> Não, o tempo todo eu tava lá ainda. >> Sei. Então na cabeça até agora tô com confusão na cabeça. >> S. Então senora senhora que é o problema de de confusão mental. Então >> isso é >> tá bem. Então não
me chava de preto nação física além da verbal que ele fazia. De quem que é o 57.3. Ah, então é esse mesmo. Vamos deixar rolar e vamos veramente >> uma vez. Será que bem eu fico aliviada por Marcelo Marido. Eu de preto na >> física além da verbal que ele fazia fisicamente. >> Pode pode deixar, pode deixar. Ela falou já vai falei o mundo todo. >> Tá certo. E o Benedar >> que eu sa >> e Marcelo >> que eu sa por que que Marcelo quis matar O seu Benedito? Nossa, ele tinha muita raiva eles
trabalhavam. Eu fico admirado, eu fico admirada >> os dois trabalhar junto. Trabalhava junto. Final de semana a gente ia pro pesqueiro ou a gente ia tomando guara. Tá. E por que que o Marcelo então tomou essa atitude? >> Eu também não sei. >> Eles brigavam porque na verdade é o seguinte, ele trabalhava junto com Benedito, mas parece que tinha uma Questão de dinheiro de Rocenciais. né? Depois do período que o Benedito também teve desaparecido. Vocês foram buscar uma betoneira, não foi? Bustar uma betoneira. Foi uma >> isso. Olha isso, né? >> Uhum. Tava desaparecido ainda.
>> Ah, >> é. >> O que que aconteceu com essa? >> Primeiro ela fala que perdo o perdido dessa situação da agressão. Eles Voltaram. Isso foi bem antes desses fatos, uma situação antiga e eles voltaram. tava morando junto. Aí depois ele o o delegado pergunta se eles tinham uma boa relação. Ela falou: "Então, até por isso que eu fiquei admirado. Eles trabalhavam juntos, tinha uma relação boa, nunca brigaram. E ainda fala do motivo que ele pergunta: "Mas qual que foi o motivo?" Vamos voltar, né? Esse trecho é importantíssimo. 3:26. Ela meio que Entrega que não
foi nada de proteger a mãe de que ele tá, ela tava sendo maltratada. Ela comete um ato falho. Vamos f admirado. Fica admirado. Fica admirado. Fica admirada. Os dois trabalhar junto, trabalhava junto. Final de semana a gente ia pro pesqueiro ou a gente ia tomando barafa. Por que que o Marcel então tomou essa atitude? Eu também não sei. Eles brigavam porque na verdade é o seguinte, ele trabalhava junto com Benedito, mas Parece que tinha uma questão de dinheiro, de né? Depois do período que o Benedito também teve desaparecido, vocês foram buscar uma retorniira, não foram
buscar uma retoneira? Foram buscar uma retoneira. Isso né? >> Aham. Tava desaparecido ainda. >> É. Aí ele pergunta, mas por qual que foi o motivo disso? Então se foi maus trato, agressão contra ela, vingança ou Legítima defesa, ela teria falado aí, né? Mas ela fala: "Não, mas que aí não sabe aí depois o doutor, mas teve um negócio de um dinheiro, uma betoneira". Ela falou: "É, é verdade". Ele aí, mas quando é que foi isso? Foi antes, né? Ela falou: "É". Aí meio que aí o delegado falou: "É, né?" Lembrem-se que ele trocou a arma
por um veículo. Ele deu um veículo para trocar a arma. Pegou 1900 emprestado, que a empregadora contou pro Emanuel quando Eles foram fazer a diligência. Benedito já tinha pego 1000 depois 900, que ele falou que era pro Marcelo, usuário de drogas, devia 8.000 só pro advogado, vendeu todos os carros. Agora, agressão física, violência doméstica, maus tratos à mãe, problemas de saúde, internação por excesso de medicamento, tem nada no processo, só gogó. Então, eu vou caminhando para encerrar. Eu tinha muitas outras contradições, Talvez eu tenha que voltar para pra réplica. Não planejava isso, mas os senhores
viram quanta prova tem. Nenhum momento eu parei de falar, nenhum momento eu parei de mostrar prova paraos senhores. Mas quanto falta? 1,2, né? Então, três minutos, tá? Obrigado. Eh, mas então assim, o que eu queria dizer paraos senhores, o que que ele responde, né? Ele responde por homicídio qualificado por ter matado o Benedito, quem mata alguém, abre, abre o Código Penal pra gente já mostrar para eles, por favor. Gustav, é 3 minutos além desse 1 e 10, tá? Obrigado. Põe no 121 lá. Maravilha. Matar alguém. Artigo 121. Esse é o primeiro crime que ele responde,
né? Ele matou o Benedito. Eh, reclusão de 6 a a 20 anos. Se é homicídio simples, é 6 a 20 anos. Se tem uma qualificadora, uma situação que traz a conduta ser mais grave, ele tem uma pena maior, que é o caso do processo que ele responde por homicídio qualificado Por que é o inciso 4ro ali do parágrafo 2º. Ó, se o homicídio é cometido a traição de emboscada ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido, ele responde de forma qualificada e aí a pena é 12 a 30.
Então, percebam, se ele faz isso mediante traição, mediante emboscada, mediante dissimulação, ele disfarça que quer matar, ou se ele usa um recurso, qualquer que seja ele, que Dificulte ou torne impossível a defesa da vítima, esse homicídio é qualificado. E ele tá respondendo por isso. Vamos ler a denúncia. Vou ler pros senhores o trecho da qualificadora. Restou seu, restou apurado outro sim, que no momento dos fatos a vítima encontrava-se sozinha no interior da residência. Ninguém nega isso, só tava o Benedito lá, a qual foi surpreendida pelo denunciado que impossibilitou deste Modo a sua defesa. O Benedito
não tava esperando que ia ser morto naquele dia. Ele tava sozinho em casa. Uma pessoa apareceu com 44 lá e atirou nele. Ele tava desarmado, não tinha arma. Senhores viram que não teve nenhum sinal de briga, de luta corporal, de destruição, de mancha, nada desarrumado. O Marcelo não teve um arranhão, um ferimento, nem a roupa ficou manchada de sangue. Cena do crime intacta, como se alguém tivesse sido executado de surpresa ali. Alguém tem dúvidas dessa qualificadora que ele foi surpreendido ali? Que defesa que o Benedito teve? Os senhores viram ainda que a versão do Marcelo
muda toda hora, né? Primeiro ele chegou lá, o Benedito foi tirar a satisfação, eles discutiram, Benedito ameaçou agredir ele, ele pegou uma arma do criado mudo do Benedito. Essa é a primeira versão que ele deu no dia que ele se apresentou na polícia. Hoje aqui a versão mudou. Cheguei lá, começamos a Discutir. Ele queria que minha mãe voltasse, me ameaçou, tentou me agredir. Eu corri, fui até minha casa, peguei a arma. Então não é mais a arma do Benedito, não tá mais no criado mudo do Benedito, tá na casa dele. Aí ele viu que eu
peguei a arma na minha casa, ele fugiu correndo paraa casa dele, eu fui atrás e atirei nele. Que defesa que o Benedito teve? Qual que é uma das versões? Que defesa o Benedito teve? Não teve, não tem luta Corporal, não tem briga. Uma pessoa não tá esperando que a outra tá armada porque nunca teve arma. comprou cinco dias antes, recebeu dois tiros no peito, não sofreu nenhum arranhão, nenhuma mancha de sangue, não, não a qualificadora. Lembrem-se, traição, emboscada ou dissimulação, qualquer elemento de surpresa caracteriza a qualificadora ou qualquer recurso que dificulte ou impossibilite a Defesa
da vítima. Ele tinha algum tipo de defesa, uma pessoa armada com 44 dentro da sua casa no seu quarto, tanto não tinha que não teve nada desarrumado, teve nada quebrado, não teve um arranhão no Marcelo. Ele foi executado lá, enrolado na no próprio cobertor que ele devia est deitado, provavelmente. Esse é o primeiro crime que ele responde. O segundo, os senhores viram Também é ocultação de cadáver. Acho que esse também não temos dúvidas, né? Quantos falta, Gustavo? >> 35, tá? Que é o artigo 211. Esse apenos ninguém tem dúvida que ele ocultou o cadáver, levou
no mato, escondeu da plataforma. E o terceiro é o furo do carro, que jamais apareceu, vendeu todo o patrimônio que tinha, até o do Benedito, betoneira, carretinha, carro. E esse carro ele mesmo sumiu, pegou e sumiu com o carro. carro desapareceu, Não tá em Orio. Então é por isso que ele responde por tudo isso. No final, se eu tiver que voltar, eu explico pro senhores os quesitos, mas não tenham dúvidas que na sala secreta o Dr. Renato também vai explicar tanto qual que é a posição do Ministério Público, qual que é a posição da defesa
e eventualmente se a defesa trouxer alguma outra tese, eu volto aqui para >> eh rebater. E se eu não rebater não significa que eu concordo, tá bom? >> Obrigado. >> Nós faremos agora um intervalo de alguns de 10 a 15 minutos. Depois nós retornaremos. para a manifestação da defesa. Também eu peço aos jurados e juradas que acompanhem os oficiais de justiça até a área interna do fórum para que possam usar os banheiros, tomar uma água Só um pouquinho. Retomando novamente os trabalhos dessa sessão plenária do júri, eu concedo a Palavra à defesa, pelo prazo de
até 1:30, na forma do artigo 477 do Código de Processo Penal. Esclareço novamente que nenhuma das partes poderá fazer referência ao previsto nos artigos 478, inciso 1 e 2 do Código Processo Penal, e não será permitida a leitura de documento, ou a exibição de objeto que não se tiver sido apresentado com três dias úteis de antecedência e que guarde relação com matéria de fato objeto de Julgamento na data de hoje. Eu concedo então a palavra à defesa para que faça uso das defesas das teses por até 1:30. Obrigado, excelência. Eh, excelentíssimo Dr. Renato Garcia, juiz
presidente desse Tribunal do Júri. Eh, eu sou até meio suspeito em falar doutor, porque a gente vem trabalhando aí desde que eu me formei e o doutor chegou na comarca aqui, conhece um pouco até da vida pessoal nossa. E eu só tenho agradecer por Tá conosco hoje aqui e como sempre conduzindo os trabalhos da melhor forma. E eu sou agradecido por estar aqui mais uma vez, mais uma vez na presença de Vossa Excelência, Dr. Promotor Rafael Guerra. Eu já vou começar aqui pedindo todas as venas pela intromissão feita com o senhor ali. É a questão
do trabalho. O senhor sabe que a gente tá em lados opostos, mas a questão da urbanidade, eh, de não agressão, nosso embate aqui é de ideias, não é corpóreo, Eh é de ideias. Doutor fez um brilhante trabalho, como sempre fez, até quando foi nós aqui também, eu sei que o senhor sempre fez o seu melhor. Então, só tenho agradecer e aprendo muito a cada júdo pela intromissão, mas eu fiquei chateado com a questão do mentiroso e somente isso, me desculpe, doutor. Os colegas aqui, Lucas, Diego Luz, Dr. Marcelo da Marcino e Dra. Tati, é um
prazer enorme estar com os senhores aqui hoje. Nós advogados aí sofremos Alguns preconceitos, principalmente nós criminais, né, da área criminal, sempre sofremos alguns preconceitos, né? E pode ver que hoje aí no júrio e nos debates aí foi eh mais uma vez demonstrado que nós da área criminal somos muito mal vistos pela sociedade como mentirosos, como os que defendemos bandidos. Eh, mas não é bem assim. O que nós defendemos é o direito que o réu aqui tem de ser defendido, seja lá qual o crime for. Ele tem o Direito de uma ampla defesa aqui no tribunal
e a gente vai fazer o nosso melhor. Tenho certeza que a gente vai exercer o nosso papel com excelência. Muito obrigado, doutores, por nos acompanhar aqui hoje. Doutor policiais, é uma honra estar com os senhores aqui também. a corporação da Polícia Militar, eh, tá sempre presente, ostensiva na cidade, sempre nos protegendo de qualquer eh mal que possa acontecer. Agradeço os senhores por estar aqui, Mantendo a paz aqui nos trabalhos aqui. Dona Silvana, Beatriz e Guilherme, só restar os senhores hoje aqui no júri. É uma pena. a sociedade poderia participar mais conosco e talvez pelo YouTube
o pessoal esteja nos acompanhando. Um grande abraço a todos também que nos acompanha aqui. E Marcelo, hoje aqui eu sei que eu não comecei no caso seu, foi o Dr. Maurício que começou. Depois acho que o Celso Patriota também teve alguma coisa a ver Aí. o do Guilherme, do seu irmão, já peguei já no estado da denúncia recebida, não acompanhei o inquérito, eh vim estudando depois ao longo do tempo, já faz 6 anos esse processo, a memória falhou em alguns momentos aqui. Eh, mas é coisa da idade também, né? 50 anos já se passaram nessa
carcaça, o cérebro vai ficando um pouco mais confuso, mas tenha certeza, meu querido, que a gente vai fazer uma boa não vim passar a mão na sua cabeça. Eh, não vim Dizer que você não é um coitado. Ao contrário do que foi colocado aqui, a gente vai tá exproenando aqui. Eh, houve um crime e a gente vai precisar demonstrar as motivações e as consequências desse crime. Mas tenho a certeza que hoje comigo, com o Dr. Lucas, com o Dr. Marcelo e com a Dr. A gente vai tentar fazer um trabalho excelente aqui para você aqui
para que o estado não venha com toda a força e o aparato em cima de você e simplesmente Condene. Ah, pena máxima, tem que condenar, não é bem aqui. Para isso existe os advogados. Tenha certeza que da minha parte você vai ter uma defesa digna. Serventuários da justiça, a moça que serviu o café, o oficial de justiça Cícero, eu confundi, né? Como é que o seu não é o Cícero, é o Cícero mesmo. Tá bom, Cícero, boa tarde para você. Obrigado por arrumar e deixar tudo ajeitado aqui para nós. Pessoal aqui também, serventários da justiça,
assim que a gente pede, de pronto, nos ajudam. Só tenho agradecer os senhores também, senhoras e senhores jurados, senhor Carlos, dona Rosana, Josiane, o Vittor, Mirelei, Mirele e Daniela. Espero ter acertado nomes de cada um que eu anotei no começo Quando a gente estava sorteando e observando os senhores. Formou o conselho de sentença aqui que vai julgar o Marcelo. Ele cometeu um crime contra o padrasto dele. A gente não veio aqui mentir. Foi por isso que eu levantei ali, sem se apresentar aos senhores, sem a devida e pertinência que eu estou fazendo agora, que tá
no ombro dos senhores hoje, é ser juízes naturais da causa, Porque toda vez que acontece um crime de homicídio, e não só de homicídio, aqueles conex ele também, mas o que é isso, doutor? Por que que ele tá sendo também hoje julgado pela ocultação do cadáver do seu Benedito e também do furto do veículo do seu Benedito, porque o Tribunal do Júrio, ele tem aquela visa atrativa, ele atrai nesses crimes. Então quando tem um homicídio e outros conexos, ele vem tudo para cá para os Senhores decidir, porque naturalmente seria o Dr. Renato que julgaria o
juiz de direito tolgado que passou em concurso público que hoje exerce a profissão, ocultação de cadáver e o furto, roubo, estupro, latrocínio, qualquer outros crimes seriam doutor. Mas como é o homicídio, ele vem atraído para cá junto com a ocultação do cadáver. O irmão dele, o Guilherme, tá sentado ali, ó, naquele de óculos moreno, Que ao que me parece o doutor promotor tentou dizer que ele estava junto até no homicídio, mas se assim o fosse, ele estaria aqui hoje no banco dos réu demonstrando as provas ali que ele achou pertinente, o horário de trabalho, que
eu até me equivoquei, achei que não fora eu devido muito tempo, tenho muitos processos, muitas coisas para fazer. Estudei sim a finco o processo, mas acabei por falha e um lápis de memória, me esquecendo da Que eu estava defendendo ele já na recebimento da denúncia. Não participei eh do inquérito. Realmente o falecido Dr. Maurício que Deus tem é o que acompanhou naquele primeiro momento, mas a gente assumiu o caso e depois também o Marcelo veio, passou pelo Dr. Celso Patriota e também nos contratou. E por isso hoje estamos aqui para fazer a defesa de ambos.
Eu acho interessante a fala ministerial, não que eu não tenho respeito e Admiração pelo promotor de justiça, que tem um papel fundamental na sociedade, mas dizer a diferença do advogado é que eu posso chegar aqui e falar o que eu quero e o advogado fica distrito, somente a chegar e pedir absolvição, porque o advogado é obrigado a estar vinculado com o réu na história que ele conta. E não é bem verdade. E hoje eu vou provar pros senhores que não é bem verdade. Eu posso chegar aqui sim e pedir a condenação dele. Eu posso. Ai,
mas como se o promotor falou que o senhor tá vinculado com ele? Ele não confessou que cometeu um crime? que ele confessou que ocultou o cadáver ou eu tô mentindo aqui já de novo. Senhores têm que ter essa inteligência emocional para saber diferenciar a fala da defesa e da acusação, porque a acusação ela vem travestida de belezas. Não, vamos agir aqui dentro da primeiro momento já atacou, primeiro momento que teve já veio para cima. Isso não é ser leão, isso não é trabalhar, como foi dito pelo próprio promotor, que ia respeitar todas as partes. Foi
por isso que eu me levantei e minha voz vai sempre se levantar contra a ordem dos advogados e contra este advogado foram ofendido e chamado de mentiroso todas as vezes. As provas produzidas hoje aqui em plenário do júrio, nenhuma delas eu ouvi ser falada ou Aventada pela acusação. Ela trabalhou somente com peças do inquérito policial, extrações de dados, depoimentos totalmente baseados no inquérito policial. E hoje esse aparato estatal todo está armado aqui. is serventuários, almoço, cafezinho, água, advogados, réu, os senhores vieram chamados aqui hoje pra gente descobrir a Verdade real dos fatos, o que de
fato aconteceu, porque com Marcelo, o menino que nunca cometeu um crime, nem antes e nem depois desse fato contra o padrasto, cometeu o que cometeu. Para isso que nós fomos chamados aqui, porque se fosse para trabalhar só com as peças do inquérito policial, nem precisava, já tá tudo ali, desconsiderar tudas as provas feitas hoje aqui, dizer que a dona Silvana, mãe do Marcelo, Mentiu, dizer que a Beatriz mentiu. Então, todo mundo aqui veio e mentiu. Eu menti, as testemunhas mentiram. A dona Silvana sofria violência doméstica. Sim, porque até isso veio anteo. Ó, a defesa vai
vir falar assim e com um tom de debocha. Ai, olha, você acredita nisso? Sim. A violência doméstica é algo que acontece no cerne da família. E quando eu digo em família, não é só a família tradicional. Hoje temos diversas formas de família, mas a família deles era composta pela tradicional pai, mãe, filhos e netos, mas nada impede de ter outros tipos de família. E temos só com a mãe, só com o pai, dois homens, duas mulheres, são famílias também do mesmo jeito. Mas hoje aqui o destino nos colocou para falar de uma família tradicional. A
violência Doméstica, ela ocorre dentro da casa escondida. A mulher muitas vezes ela não relata e nem faz o boletim de ocorrência, porque na época da dona Silvana, da própria minha mãe, meus avós, a mulher era do lar. E a dona Silvana, com todos esses problemas, ela era dependente, tanto financeiramente como fisicamente do seu Benedito, do seu falecido. Nós não vamos pintar um monstro dele aqui Que nem aqui ele está para se defender, mas a verdade tem que ser trazido à tona. Não só o que do inquérito que aconteceu, mas o que foi produzido aqui hoje
também tem que ser levado em consideração o que foi produzido na pronúncia, numa audiência antes dessa que o juiz decide por na dúvida, ele manda para os pares julgar quando há o crime de homicídio para que a gente entenda tudo a sistemática, Porque senão vai ficar não, ele tem que receber uma pena porque ele é um assassino, porque ele é um monstro, porque ele matou o padrasto, porque ele é ruim. E os depoimentos da dona Silvana falando que vivia sendo agredida. Ele concordou? Não, mas ninguém tá falando aqui que ela não foi agredida. Ninguém tá
falando aqui que ela não tá doente. todo tempo concordando, mas concordando em meio termos, em meio verdades, Fazendo recorte da realidade, como eu vou mostrando aos poucos paraos senhores, que mostra só o que interessa, que não mostra o total do processo, como os áudios que estão que ele colocou abaixo tem outros falando que o seu Benedito ameaçava de matar a Silvana, de matar o Marcelo, de matar o Guilherme, que o Benedito não tava dando comida. vida e cuidando dela. Muito bem. São 28 anos de casado do Benedito com a Dona Silvana. É óbvio que não
foi só brigas, é óbvio que não foi só de discussões, tinham momentos bons e ela de certo gostava dele. Mas quando ela se vê entre a cruz e a espada, o esposo morto, o filho assassino, qual que é o intuito do ser humano, dos familiares ou do próprio Marcelo quando realmente e tentam algumas coisas na delegacia de se proteger a cor qualquer animal Que tem na terra, principalmente o ser humano, que muitos não gostam de, ah, não somos animais, somos Quando acuados, a gente ataca. Quando somos ameaçados, a gente fica um pouco mais esperto. Se
a pessoa fala que vai me matar, eu não vou ficar dando bobeira perto dela. Se a pessoa não gosta de mim, eu vou me afastar dela. Se nós não se damos bem, eu vou evitar nos lugares que estão. Marcelo diz que vem sofrendo essas Trágicas experiências com padrasço desde a terra infância. E não é para ser mentira, porque senão não seria corroborado pela Beatriz, não seria corroborado por outros elementos de prova que eu vou usar o inquérito também, mas não só dele, porque ele só é ali para dar um início, a gente só pesar as
provas e fazer um contrabalanço. O Marcelo comprou a arma, ele tentou mentir no primeiro momento, Eh, orientado por um advogado, que eu ouvi muitas vezes, orientado pelo advogado, devia 8.000 para advogado. Não é eu, senhores e senhores, isso que eu tô querendo dizer. Não, não era você não, não, não era eu. Eu tive uma falha na apresentação da defesa que eu pensei que era de outro advogado, porque ele pegou um outro advogado, mas esse advogado que ele devia 8.000, esse advogado que ele fala Que orientou o Marcelo, não era eu. E não colocando impecílio no
trabalho de ninguém, mas me parece muito mal orientado na fala na delegacia. Eu só preciso achar que eu vou pedir para colocar a movimentação, que eu vou usar também algumas falas da delegacia, mas não só elas, a gente vai usar todos os mecanismos de prova parausíveis Não tem porque a dona Silvana vim aqui Mentir que apanhava. Não tem porque a dona Silvana vim aqui mentir que é doente. Porque não tem nada no processo também de prova que a Silvana é doente. Então porque não foi colocado documental, quer dizer que é mentira. Não, a prova foi
produzida aqui, ó. A rainha das provas, a testemunha. Foi produzida essa prova. Ah, não tem prova nos tem. A prova foi produzida aqui Quando ela relata a convivência dela, quando ela relata que era doente, quando é relatado eh com o seu Benedito sabe lá Deus porque colocou um pouco a mais, talvez não por maldade, mas colocou um pouco a mais de remédio dentro das medicações dela. Isso não é porque não tem um documento que não é prova. A prova é feita aqui. Ela quando relata que houve uma agressão do seu Benedito, essa é a prova.
E na Lei Maria da Penha funciona assim. Isso ele não conta. Porque se chegar uma mulher ali e só falar, não precisa de lá do perial, não precisa nada, só falar, fui agredida, não precisa ter nada. Ele vai lá e denuncia. Na mesma hora vem com unhas e dentes denunciando. Aí quando ela tá contando aqui, não é? eh, pro benefício da sua acusação eloquente. Não, daí não, daí tá mentindo. Mas a prova foi feita aqui, ela Apanhava, era negado comida. Só eles viram ela fal assim: "Ah, mas era tava lusta, mas ninguém falou que ela
tava lelé da cuca. No momento nenhum eu argumentei ou ela argumentou que ela não sabia o que tava fazendo, que ela não sabia o que tava falando. Tanto é que ela conversou perfeitamente, que houve sequelas, houve. Tem lápis de memória. Tem lápis de memória. Se esquece, lembra? Mas isso Não quer dizer que ela tava mentindo. O que me pareceu ali é uma mãe, uma leua defendendo o filho. É só se colocar no lugar. Se chama empatia isso. Se coloca no lugar. tenta refletir se acontece com um dos nossos filhos, com um dos nossos parentescos, com
um da nossa família, que nunca aconteça, mas a gente não sabe. Sabe o que vai acontecer? Vocês vão atrás do promotor, se acontecer um dia desse, alguém da família dos Senhores cometeu um crime, vai lá sentar com ele e contar tudo certinho. Ó, foi assim, vocês vão procurar um advogado para montar uma defesa, para tentar ajudar. O advogado é essencial pro equilíbrio da balança da justiça. Inclusive, sem o advogado não existe justiça, não existiria nem o plenário do júri. Marcelo cometeu um erro, o único da vida dele, triste, mas nas circunstâncias que ele estava Vivendo
dentro da mente dele, foi o único jeito dele dar cabo naquela situação, vendo a mãe sofrendo com câncer, debilitada. Estão falando aqui que ela não tava a lusta não. Ela tava tanto ontem quanto naquele dia quanto agora. Ela tentou proteger o filho. A Bia no primeiro momento, Beatriz, mulher do Marcelo, não é convivente, esposa do Marcelo. A dona Silvana não é Convivente do seu era esposa do seu Benedito. Qual que é a diferença? esposa é aquele que vai lá e casa no cartório. Os casados conviventes, aqueles que convivem juntos, se juntam em união estável, como
a própria Beatriz falou, eu perdoei. Nós temos três filhos juntos. Eu amo e como eu vou falar e pedir para que essa mulher não proteja o seu esposo? Como eu vou pedir para uma mãe, para um irmão que não proteja o seu irmão? Porque o seu Benedito se foi, infelizmente. Quem tá aqui hoje é o Marcelo, mas analisando os autos, poderia ser o seu Benedito aqui mais forte, maior. havia tentado, segundo relatos da própria mãe, ah, mas é prova, foi dito aqui, é prova. O que foi produzido aqui é prova. Tô falando De inquérito não,
de ficar lendo peça de inquérito não. Já bateu no Marcelo, já bateu no Guilherme, batia na mãe. Que fosse uma vez, como ela disse ali no depoimento na delegacia, só que hoje ela veio e falou a verdade, que não foi uma vez, foi várias vezes, 28 anos, uma vez só também para quem é agressivo. E essas violências domésticas acontecem as escondidas, sabe? Deus lá o que ela sofria com ele. Não trabalha, não recebia nenhum benefício, não tinha direito a nada, vivia dependente do seu Benedito, que ao meu ver se sentia o dono dela. Ele era
o dono dela, não deixava ir para cá dos filhos, não dava comida. Não quer dizer que seria o tempo todo ruim, como eu disse pros senhores. Deve ter levado no médico, sim. Deve ter cuidado dela em algum momento, sim. Porque nós temos dois lados, ser humano, ele nós temos o lado sombra e luz. Depende o lado que a gente quer caminhar e depende a circunstância que a vida nos coloca, a gente vai agir de uma forma. Eu fico estudando casa e tentando me colocar no lugar do Marcelo, vendo a minha mãe, que já é falecida,
sofrendo, nem que fosse agressões verbais, só a negra, só a macaca. Sualejada. O que que eu não seria capaz se eu visse? E principalmente se eu chego em casa sabendo que ela tá debilitada, vou visitá-la e vejo cidadão do lado comendo e ela pedindo comida. Eu não sei como eu agiria, não dá para saber. Só quando a gente está naquele lugar, que a gente se tá naquela situação, que a gente pode pensar e agir de acordo. Uns poderiam não fazer nada, outros fariam. Depende De cada um. Marcelo, no primeiro momento, ele foi e retirou a
mãe da casa. Falou: "Não, não dá para aguentar, não dá para para aceitar. Não tem como eh deixar a mãe aqui. Ele conversando com o Guilherme falou: "Não tem como deixar elas aqui. Eh, 223. Da interceptação telefônica. Eu só quero ver se é de quem é aqui, ó. 226 nome de quem? 20 é isso. 223 223 223.3 Eu não tenho o nome de quem é, né? Não, procura do da Bia deve estar para baixo no s ou oito. 27 é aí, né? Eh, perder Guilherme. Aí, o Guilherme, isso, por favor. >> Ele vai reproduzir um
áudio do Guilherme Conversando dentro daquelas conversas que ele colocou. Não, não é, é das interceptações. Essa daí não é da interceptação. Não é da interceptação. Essa não, da da ele tá aí mesmo no nos altos. Acho que é 469, né? Que é do vilão. Acho que é é das escutas. 469 de esses daí mesmo. É de comparece daí. Então vamos colocar na segund Qual que eu marquei aqui >> que eu preciso mostrar. Acho que é a segunda. Vamos ver daquela uma lá mesmo que é. É. Vamos ver. Se não for é bem rapidinho agora. Quero
>> para você ver como que é as coisas. Agora fica tudo. >> Eu vou pôr no acha que ele ele é bom para fazer isso nunca mais. Foi >> você acha que ele ele é bom para fazer Isso? Nunca mais foi. >> Então você não viu só depois de tudo que passou ficar fazendo isso ainda para você conta civil comprar as coisas e e não e não comprar para ela comer também e deixar ela com fome. Você é louco. Ele matou a mãe dele, mas a menina não vai matar não. Tá pai mesmo. >> Obrigado.
Essa é a fala do Guilherme falando com o Marcelo. Você tá louco? Eu não vou deixar minha mãe passando fome aí, não. Ele matou a mãe dele. Não vai matar a minha também não. Por que isso? que a mãe do Benedito morava junto com a dona Silvana por um período. Ela veio a falecer, mas diz que ele não tratava muito bem ela também, assim como ele tratava a dona Silvana e outras mulheres, não cuidava bem. E o Guilherme já preocupado falou: "Mas tá comprando as Coisas dentro de casa e não tá comprando para ela, não
vai dar comida para ela". Aí já começa a clarear um pouco. Fala assim: "Ah, mas qual motivação? Quer colocar que é por causa de dinheiro, quer colocar que é por causa de carro?" Não, motivação é simples e crua. É a forma que tratava a mãe dele. Ele foi bem claro desde o início até hoje. Ele repetiu a forma que a mãe dele era tratada. Foi isso que motivou o crime. Ah, mas ele vendeu abitorneiro. Ab bitorneiro era dele. Ah, a carretinha era do Benedito. Aonde que tá o documento falando que a carretinha era do Benedito.
Quando tem documento falando que carro era do Benedito, não era. A bitorneira era do Benedito, não era. A bitorneira era do Marcelo. Eles trabalhavam juntos ali. Ele foi buscar ali, segundo relato deles próprios, porque eu Só vou trabalhar com os relatos deles. Eu não vou criar nada. Eu vou trabalhar com o que eu tenho de prova nos autos. Não vou buscar nada na minha imaginação, até porque quem disse coisas fora do contexto, no meu ver, foi o próprio policial Mimi aqui que contou melhor do que o delegado. Se vê os depoimentos da delegacia ali, o
Mimi foi melhor. Por que ele trabalhou junto com o delegado, que ele contou coisas eh que Eu me assustei, que eu não vi nos autos. muita coisa, mas bem detalhado. Acho que foi quase uma hora de depoimento só dele, contando com perfeição, mas para mim não houve novidade nenhuma na explanação ministerial. Não houve. simplesmente fou, mostrou provas inquisotoriais lá da delegacia, não mostrou nada processual, nada de processo, só mostrou da delegacia falando: "O Marcelo matou". O Marcelo confessou, o Marcelo comprou arma, o Marcelo confessou, ah, mas ele mentiu lá, ele mentiu lá, mas hoje ele
falou a verdade. Hoje aqui não é para buscar a verdade real dos fatos. Marcelo veio aqui e falou a verdade. Comprei a arma. Eu não sei que arma que há. Ela nem ele sabe muito bem precisar, mas uma pon de calibre grosso, que tem seis tiros. apertou, ela foi, ela tira de uma vez, ele deu dois tiros, Não foi nas costas, não foi na cabeça. Pelo laudo docrópa, foi aqui abaixo do peito, um após o outro aqui frontal, não foi traição, não foi emboscada, não dificultou defesa de ninguém após uma briga. Só que aí eu
não sei relatar com precisão de detalhes como foi essa briga, porque fica meio nebuloso a conversa de um de outro, mas que houve uma discussão prévia, houve, todo mundo disse. Inclusive a patroa Dele que supostamente disse que eles teriam ido buscar a bitorneira lá, diz que eles já vinham discutindo. Ninguém sabia precisar qual era o motivo dessa discussão. E as coisas foi se tornando clara nos depoimentos judicial e hoje por causa da mãe, porque o Marcelo pegou a mãe da casa e levou. E o Benedito, o dono da dona Silvana, ela era propriedade dele, pelo
que me parece, queria ela de volta para casa. E o Marcelo falou: "Não, minha mãe vai ficar aqui". Guilherme a mesma coisa, bem capaz mesmo. Não compra as coisas, não dá paraa minha mãe, não vai matar minha mãe, não. Não aceito. Ele matou a mãe dele, não vai matar a minha, vamos pegar ela. E levaram para casa. E o Benedito Brab traz ela de volta, ia na casa e ligava. Ela mesmo falando, ligando, querendo que ela volta. Que jeito? Para quê? Para ficar passando fome lá com ele, debilitada. Não estamos falando que ela entrou em
amnésia, mas o corpo dela, ela não conseguia parar em pé, andava de andador. Sabe o que que é um câncer na cabeça? Sabe que é fazer uma rádio, pessoal? É uma coisa mais terrível do mundo. Você ter que fazer uma cirurgia de câncer, ter que voltar para casa, ter um marido abúrpto, estúpido, uma pessoa que te negam as coisas ainda. É difícil. Ah, mas isso não é motivo para matar. Faz isso pra mãe de um. Vamos ver se fazer pra mãe se se vem falar isso aqui depois que não que não é motivo. Vê sua
mãe sendo humilhado, chamada de macaca de alejada. Eu vou passar a palavra pro Dr. Marcelo Damaceno, advogado de Ourinhos, colega dos bancos acadêmicos. Ele vai complementar algumas falas, mas eu volto a falar com os senhores. >> Boa tarde, excelência. Eh, com o prazer que nós estamos aqui novamente. Gostaria para ser bem rápido de agradecer a forma cordial e e o trabalho com excelência que o senhor tem desenvolvido aqui no dia de hoje. Eh, senhor doutor promotor, Vossa Excelência também eh trabalhou com excelência também, dependendo do ponto de vista do senhor, do Ministério Público Estadual, né?
a gente considera algumas coisas e algum algumas coisas a gente Desconsidera, mas sempre dentro da urbanidade. Senhores servventuários da justiça, auxiliares da justiça, eu vejo o nome melhor, né? Auxiliares da justiça acho que fica um nome mais plausível, né? Agradeço também pela presença dos senhores e e pela ajuda que tem nos dados hoje. Eh, senhores policiais militares também que faz a segurança da cidade aqui do plenário hoje. Agradeço também familiares aqui do do Marcelo também. Agradeço a presença de vossas Excelências aqui nesse momento. Marcelo também ergue a cabeça. Hoje você trouxe a verdade real dos
fatos. Você narrou o que de fato aconteceu no dia. Você narrou toda uma uma situação de violência doméstica que você viveu desde os 4 anos de idade, né? Acho que nós temos que analisar esse caso aqui, não só com o dia que você foi na delegacia, não só com hoje, mas um contexto. Acho que se analisarmos o contexto geral de uma pessoa, de uma família presa do Em cima de uma violência doméstica, eh, que vocês passaram, é capaz de entender um pouco a motivação que se deu o crime. Não que não que ele seja justificável,
né? Mas é compreensível, eh, é razoável se entender. Não que estou justificando, mas é razoável entender, porque é difícil. É difícil uma família toda, uma família toda. Não é só você, não é só sua mãe, não é só seu irmão, sua esposa, seus filhos que vivenciaram esse essa situação, não é? Foram todos juntos, né? Infelizmente são atitudes que que o seu Benedito tomou na vida dele, não sei se por ignorância ou por tratamento que ele também sofreu, né, que o tornou uma pessoa magoada dessa forma para tratar as outras pessoas que também vocês eram da
família dele, você chamava de pai, não é, para tratar dessa forma. E, infelizmente, eh, toda causa tem uma consequência, né? Então a gente vai tentar agora conversar com os jurados, tentar explicar para Vossas excelências também. Agradeço a presença de todos aqui hoje, né? Vossa Excelência são pessoas de reputação libad estão aqui justamente por isso, por não ter mácula no passado de Vossas Excelência e agradeço pela presença de todos. Pois bem, eh, como eu estava dizendo agora pro Marcelo, eh, o caso de hoje nós não devemos, eh, analisar simplesmente com base no que foi exposto Pelo
nobre promotor de justiça, porque se os senhores observarem, ele utilizou da primeira fala, pode ser que em réplica ele venha a acrescentar, mas até o presente momento ele só trouxe elementos do do inquérito policial. inquérito policial. Esse inquisitivo, que seria o inquisitivo? O delegado chega e pergunta se tem que responder. Tem direito de silêncio? Tem, mas muitas das vezes é coagido. Tem um depoimento ali que o que o delegado pega o Marcelo De jeito ali e fala fala um monte de coisa para ele, não foi passado ainda. Você entendeu? Então é uma pressão que a
pessoa sofre ali. E como bem bem explicou o Dr. Zé Maria, qual que é o sentimento da pessoa? é se autoproteger. Qualquer um de nós eh vai querer se autoproteger. Falou algumas inverdades ali do inquérito policial. falou, só que corrigiu hoje. Corrigiu desde o momento que nós Começamos a estudar e esse processo. Eh, eu eu falei com o Dr. José Maria, falei: "Olha, nós vamos nós temos que trazer a verdade, acho que nada vence a verdade, não tem como eu chegar e falar que o rapaz é mentiroso." Como que eu posso falar com o rapaz
mentou? Se ele falar a verdade, comprei, matei, ocultei, abandonei o carro. Tem como falar? Foi falado aqui, só para os senhores entenderem mais ou menos, com todo respeito, não sei se às vezes entendem, eh, o inquérito policial, ele começa com uma queixa, com uma com uma notícia crimines. Marcelo compareceu acompanhando o advogado, falou: "Não, aconteceu um fato assim, assim, acabei sevando a vida do meu do meu padraço" e aconteceu assim, foi lá na delegacia e se pôs lá ali iniciou o inquérito policial. Ali iniciou a marcha do inquérito policial. Chegou um certo momento, encerrou com
o relatório da autoridade policial, que onde o Dr. Promotor se alicerçou hoje, né, nesse até esse presente momento. Após isso, veio para usar aos conclusos pro pro pro para Vossa Excelência, o promotor de justiça, e ele fez a denúncia denunciando o Marcelo como homicídio eh qualificado, ocultação de cadáver e eh furco. Perfeito. Certo? Porém, até o presente momento, o que ele utilizou para tentar justificar a condenação máxima do Marcelo são só os elementos inquisitórios. Depois do inquérito policial, nós tivemos uma audiência de pronúncia, onde foi feito, onde foram produzidas provas perante eh o juiz, que
na dúvida em prol da sociedade ou levou pro Tribunal do Júri, Porque para se averiguar se essas provas seriam novamente produzidas, porque senão precisávamos estarmos aqui agora. Precisava senhores estarem aqui agora. Ah, não, já foi lá o inquérito. Tem todas as provas lá no inquérito policial lá, ó. Precisa mais nada. Tá feita a prova. O juiz vai lá, julga conforme o convencimento dele. Eu precisava trazer pros senhores. Se esse processo chegou até agora, é Porque existe uma um regramento. Existe uma regra. Nós não estamos aqui porque eh paraa beleza ou por nada. Existe um código
de processo penal. Isso aqui que tá aberto chama-se código de processo penal. São os procedimentos os crimes dolosos contra a vida. Como que se como que se faz, como que se trabalha esse tipo de procedimento? Eu vou ler aqui um artigo do código senhores entenderem o que eu tô querendo dizer. Artigo 155 do Código Processo Penal. O juiz formará sua convicção pela livre apreciação das provas produzidas em contraditório judicial. Veja bem, juiz vai apreciar as provas do contraditório judicial. Não palavra o juiz vai apreciar as provas do inquérito policial e vai formar o seu convencimento.
Não é isso que o código fala. Então é isso. Não podendo, o código não tá falando ele pode, não pode ou deve ou não deve, tá falando não podendo. Não é uma determinação do código da lei, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação. Ressalvada as provas cautelares. Senhoras entenderam? Ou seja, o juiz não pode condenar ninguém somente e exclusivamente porque foi pelo que foi Produzido no inquérito policial. E se os senhores eh prestarem atenção, o que foi feito de prova pela acusação até o presente momento é só baseado no inquérito
policial. Ademais, foram foram desconsideradas as provas produzidas hoje aqui por conta do quê? Por conta que foi falado que é tudo mentira. Tudo mentira. Dona Silvana sofreu violência doméstica durante vários anos, ou melhor dizendo, por toda o o tempo de Convivência, né, marital com com com seu Benedito. Mas não foi uma vez só que ela apanhou. Gente, olha a situação delibada dessa senhora. Ela sofreu um câncer, mas se saber, tudo bem que não temos aqui prova também de que ser câncer foi originado pelas pela quantidade de pancada que sofreu na cabeça, mas ela disse que
o problema na vista foi de uma ajoelhada. Zé Maria apontou uma situação bem bem bem séria mesmo, bem bem clássica. Maria da Penha, né? Mulher que sofre violência doméstica, vai na delegacia, fala: "Eu apanhei do meu marido, tô com um, só que não tem muitos hematoma, tem um pequenininho aqui, medida protetiva, faz o laudo lá no no IML. Ah, tá com hematoma aqui. Condado, rapaz. Precisa de outras provas? não só o depoimento da vítima, porque esses crimes da de de violência doméstica são feito da Clandestinidade, no aconchego do lar, ninguém vê. Então, a palavra da
vítima nesses casos tem relevância primordial, porém hoje não teve aqui. A palavra da vítima aqui foi da vítima, no caso, né? Ela vítima do do seu Benedito teve relevância. Não, mentira. Mentira. Fora a violência emocional que essa família viveu, não só ela, uma pessoa truculenta, grande, gente. Ó o Tamanho do homem. Homem pouco menor que eu, forte. Ó o tamanho do rapaz. Então, acho que nós teríamos que analisar esse contexto geral, certo? Para que se faça justiça. Nós não viemos aqui hoje com mentira nenhuma. Fosse mentira, teríamos elaborado uma tese mirabolante aqui. Não, não matou,
não, não ocultou. O furt, olha, todo respeito, Pô. Se ele levou a polícia até o local onde encontrou o corpo, que é um crime bem mais de potencialidade criminal maior, de pena de 6 a 20 ou de 12 a 30, como o promotor quer, não, ele levou também no local onde deixou o carro, quando ele abandonou, desovou o carro em algum lugar. Agora, segundo ele fala, deixou aberto que chegou lá, saiu. Chegou lá, o carro não tava lá. Ah, Então é ele que deu sumo. Se ele tá falando que largou o carro lá, provavelmente ali
nas nos arredores ali daquelas cerâmicas ali perto da Vila Musa, Coab, aquela região ali que eu conheço bem, extremamente dominada por por agentes que furtam ali direto, acharam o carro aberto ali, levaram o carro. Gente, que prova tem que ele furtou o carro ou que ele vendeu esse veículo? Por que que ele iria mentir se ele levou A polícia lá onde tá o corpo? Se ele levou a polícia no onde tá o carro? Por que que ele ia mentir? Não, eu desoli. Eu não, eu eu eu vendi o eu não vendi o veículo do ou
qualquer outro tipo de mentira. Então assim, eh, eu desqualificar muito a palavra do do réu, né, e contar a e se se privilegiar somente de eh fatos que que foram produzidos no inquérito policial em desacordo com a legislação processual Penal. Eh, eu tava fazendo uma pesquisa jurisprudencial agora a pouco ali no no site do do Superior Tribunal de Justiça. Encontrei nada de uns 30 julgados de crimes eh do Tribunal do Júri que foram eh que onde o réu foi condenado somente com base exclusiva do inquérito policial que foram anulados no STJ. anulados. Por quê? Porque
o código fala: "Não pode, não pode." E até o presente momento, a não ser que o promotor de justiça venha com nova eh novos fatos ou novas provas, o que falou até agora foi só que foi produzido lá e hoje não foi corroborado. Não foi corroborado. Ninguém aqui tava na mira de um delegado de polícia trucculento. que a pessoa teve total direito à ampla defesa, total Sem coação, sem gritaria. Por isso que é levado a um juiz imparcial, porque senão cometer um crime, ah, que policial, pronto, condena e pronto. Não é assim. A justiça não
é não é feita dessa forma. ou é levada nos casos dos crimes comuns pro juiz imparcial, como o Dr. Renato sempre foi, para julgar, ele vai julgar segundo as provas que ele vai colher na Audiência perante ele. Ele vai rever as provas do inquérito oficial, vai, mas ele vai ver se estão corroborando para uma coneração de uma pessoa ou absolção, certo? Então, eh, eu gostaria de de de dizer isso aí, que por enquanto, até o presente momento, eu acho que não foi produzido nada, que levasse à condenação do Marcelo pelo crime de homicídio qualificado. Veja
bem, Homicídio simples, 6 a 30, 6 a 20. 6 a 20. Isso Marcelo confessou. Não matei mesmo. Matei 6 a 20. Homicídio qualificado 12 a 30. 12 a 30. Diferença da pena. Diferença. Se entenderem que o homicídio foi qualificado, é crime de ondo. É crime de ondo. Ele tem que cumprir no fechado 40% da da pena. E 40% do remanescente da pena no semiaberto para depois, se houver mérito durante o cumprimento dessa pena, ele cumpriu o remanescente no regime aberto, certo? 40%. Já no homicídio simples, ele tem que cumprir 20% no fechado, 20 no semiaberto
e o remanescente em regime eh aberto. Então é uma diferença muito grande de tempo de cumprimento e pena, não só da questão do 6 para 20, como do para 30, como também na forma de progressão de um registro outro. A defesa entende que houve de fato o crime de homicídio, não é negado por ele. Entretanto, essa qualificadora não prevalece. Traição emboscada, dissimulação, outro meio que que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima. Veja bem, a narrativa dele E acredito que os senhores eh precisam se atentar, como eu sempre falei, no contexto geral. Eu estava
com a minha família na casa da sogra, almoçando, mexendo no meu carro, fui em casa buscar uma chave. Tanto ele falou isso como a esposa, saiu lá para buscar a chave para consertar alguma coisa no veículo. Seu Benedito, vem aqui, moleque. Vamos conversar. Foi lá na casa. Ele fal da tava de traição. Ele emboscou. Seu Benedito, Seu Benedito agressivo. A mãe dele ficou agressiva. Provavelmente entraram numa discussão se houve algum pego, alguma luta corporal que eh algum móvel, alguma coisa que que possa ter saído do lugar. O Marcelo foi lá, infelizmente, foi lá e alterou
a cena do crime. Deveria ter deixado, Marcelo, conforme tava. Mas o cerne da questão é quem foi chamado para resolver, para se conversar De forma abrupta foi o Marcelo arrastado lá para dentro da casa dele. Vem aqui moleque, vamos conversar. Então não tem traição, não tem simulação. E outra, saiu correndo lá. Por quê? Porque o tamanho do homem tinha arma, tinha, sofria ameaça. A gente orienta as pessoas, ó, tá sofrendo ameaça, faz o bo. Mas a maioria não faz. Tá sofrendo ameaça, procura a polícia, faz o bo. Eu, a maioria dos meus Clientes ó, ah,
tô sofrendo bo. Não vai procurar fazer justiça com a própria mão que dá n dá dá nisso aí, ó. Dá nisso aí. tivesse procurado a polícia, ó, tô sendo ameaçado. Ela pedia uma medida protetiva, alguma coisa assim, não teria dado isso aí. Só que as pessoas acabam não procurando e acabam dando dando nesse problema. Mas que não houve a qualificadora, não houve. A defesa entende de forma categórica. Não houve a qualificadora. Não, outro a qualificadora, a a defesa pede carecidamente que os senhores afastem na hora na hora dos quesitos que ele tem que ser condenado.
Sim, mas dentro do que ele fez, não máximo da pena de de 12 aí com com ocultação, com furto, com tudo, chegar lá uns 20 anos de cadeia para um rapaz desse aí novo que tem três filhos para para sustentar. Então eu acho que vamos sozar, vamos analisar. Certo? E o que nós buscamos aqui é justiça, mas justiça da verdade, não da justiça fictícia. Ah, eu acho, ah, eh, presumo, ah, isso, aquilo. Não. Vamos analisar o contexto geral da dessa família. Tá ali, ó. Tá ali. É uma família que viveu de fato, de fato, fato
mesmo, violência doméstica. Ah, mas por que que não fez o BO? Eu assisti de de uns 10 dias para cá Nos noticiários, no mínimo, no mínimo, olha que eu olho muito poucos noticiários, no mínimo cinco feminicídios, no mínimo, no mínimo, no mínimo. Pergunta se as vítimas tinham feito algum belão. Esse rapaz que se matou e matou as duas crianças lá, a vítima tinha a mulher lá que que era esposa dele tinha feito algum bo que nós noticiaram Uma delegada de polícia em Goiás que sofreu a mesma coisa que ela. O esposo ciumento, foi lá matou
ele, se matou e matou os dois um filho também. delegada, isso eu vi no Instagram, ela falando, ela relatando que que ela começou, ela reviveu e o problema é esse, gente, da violência também. As pessoas, a pessoa começa a reviver, sabe? É terrível. É, a violência doméstica é terrível, terrível. A pessoa começa a reviver. Ela falou: "Comecei a reviver tudo que eu Passei da mesma forma que essa senhora aí tá passando. Agora imagina a pressão psicológica que esse que esse rapaz não vinha sofrendo desde desde 4 anos. Ah, mas pô, não fez BO, não fez
isso, não fez aquilo, não tem prova, não tem. gente, nós temos que entender o contexto dessa dessa família e entender também que, lógico que não houveram agressões todos os dias. Viam Momentos bons, pesqueiro, churrasco, cerveja, não sei se bebe, se bebia primeiro. Mas não podemos tampar o sol com a peneira e falar que houveram diversos momentos de de violência doméstica. Isso não podemos. Isso aí seria uma utopia, a gente tampar a peneira só. Ah, não foi uma vez só ou outra o que aconteceu esse fato aí. Então, eh, eu gostaria de falar uma coisa aqui,
Narrando um pouquinho eh sobre o para chegar no no fato e pros senhores terem um pouquinho de compreensão. Nós temos que seguir o procedimento do Código de Processo Penal, como eu acabei de dizer, eh, a gente não pode sair dele, né? Então, você vou citar uma coisa para vocês. Eh, Jesus Cristo foi levado pelos sacerdotes Numa noite. Foi levado acusado de blasfêmia, porque o sacerdote tinha medo dado a repercussão dos fatos que ele vinha narrando ali naquela comunidade. Eles tinham medo dele tomar o poder religioso e social daquela daquele daqu daquela região e o levaram
preso por blasfêmia, por ele se dizer o rei filho de Deus. Blasfêmia. Mas preste atenção, Independente da religiosidade dos senhores, que até os sacerdotes daquela época tiveram cuidado com os procedimentos. Até eles naquela época, que que eles fizeram? Alteraram a verdade e levaram Jesus para Pôncio Pilatos, governador da Judeia. Não pela acusação de blasfêmia. alteraram a verdade. E Chegaram a Pilatos, falaram: "Ó, esse esse esse cidadão está dizendo que ele é rei, que ele é rei, rei dos judeus, afrontando a autoridade de César, governador, eh, imperador romano, e somente por que que fizeram isso? alteraram
a verdade e levaram por conta do procedimento, porque somente Pilatos, como era governador, só ele poderia sentenciar a morte, somente ele, Certo? Então a gente, vocês o que eu tô querendo parafrasear assim na fala da acusação hoje, alterou-se muito a verdade para tentar uma condenação máxima. daquele rapaz ali. É isso que a gente assistiu hoje aqui. Certo? Entrando um pouco mais na antiguidade, instituição do Ministério Público, quando apareceu? Quais são os relatos que a gente Consegue procurar na história? Pesquisei também algumas vezes já a respeito disso. Os primeiros relatos dessa instituição é da época eh
dos faraós. Eh, vocês não sei se vocês sabem, mas a linguagem dos faraós era tudo por figuras. Sempre que falava em acusador, sempre tinha um apontando o dedo. Por quê? Porque esses cidadãos, eles eles eram os informantes do do do faraó que apontava o dedo acusando as pessoas ali De alguma coisa, de outra, voltando, vindo pra era cristã. E voltando na questão de Jesus Cristo, a gente vê pela Bíblia e pelos filmes que do lado de Pôncio Pilatos tinha uma pessoa falando no pé de ouvido e pedindo a condenação. Era um acusador mesmo Poncio Pilatos,
mesmo Pôcio Pilatos não vendo crime naquele homem, mas tinha um na pé do ouvido dele, tem Que condenar porque isso porque aquilo influenciado pelos sacerdotes e levaram a crucificação, o pior dos sacrilégios. Levaram a a crucificação uma pessoa inocente. Olha a cruz é terrível. Para quem tem um pouco de religiosidade no coração, condenar um inocente ou condenar uma pessoa que não fez um crime do qual ela não praticou na forma qualificada. Eu vejo dessa Forma. Eu quero que seja feito de justiça para que eu durma com a cabeça tranquila, goste a cabeça do travesseiro e
possa tranquilizar minha mente, falar: "Não, hoje foi feito justiça". É isso que nós estamos pedindo hoje aqui, para que não leve aquele rapaz ali paraa condenação máxima que vai ser uma injustiça feita com ele. Certo? Então eu vou passar novamente a palavra aqui pro Dr. Zé Maria para ele Arrematar. Espero que os senhores eh analisem bem com cuidado, né, com com discernimento o contexto de tudo que foi falado aqui hoje. Não sei se o Dr. Promotor volta com réplica. Se voltar a gente entra com a tréplica e o Dr. José Maria tem mais 28 minutos
aí para para rematar, explicar a questão da aquisitação e e os demais encargos. Muito obrigado, senhores, viu? Desculpa a demora da na fala aí. Obrigado, Dr. Marcelo. Como sempre, uma Enciclopédia jurídica, né? E agora também trouxe a baila essa questão aí de Pôcio Pilatos lavando as mãos e o promotor pedindo condena, condena. Sabe o que que faltou lá, Dr. Marcelo? Um advogado. Nunca ouvi falar que tinha um advogado defendendo ele lá. Pegando o gancho do senhor aqui. Olha para você ver como que faz a falta um advogado. A defesa firme para defender os interesses. Não
para não condenar o Marcelo. Ele cometeu um erro. Como eu vinha dizendo, não tô pedindo para que não conden ele. Condena. Ele cometeu o erro, assumiu, escondeu o corpo, limpou o local do crime, movido por uma violenta emoção ali, o Medo de ser pego, coagido, meu, matei e agora que eu faço? Vou limpar, vou tentar se esquivar. Só se esqueceu que nessa terra nada se esconde. Por mais que você tente, não consegue. Mas na hora do desespero, o que que vem na cabeça? por tentar se se escapar daqui. O que a gente tá pedindo é
paraos senhores fazer justiça aqui, balancear o que foi dito pela acusação, o que é dito pela defesa que o Marcelo Foi movido a cometer esse crime por causa da mãe sofrendo as mazelas do dia a dia. Ela relatou o que tinha que relatar aqui. Os senhores ouviram. Não adianta eu ficar enchendo linguiça mais aqui. É só preciso pensar com sabedoria para não cometer um erro, para fazer igual o Dr. Marcelo falou para chegar em casa e dormir em paz. Falou: "Pô, condeni o menino lá. Que eu tava errado? Será que eu tava certo? Aquela senhora
sofrendo, Amanhã pode ser um de nós. É para isso que vocês são chamados, para poder diferenciar um crime de um assassino como Tomás, de um criminoso, que ele foi chamado até de criminoso pela própria esposa, a sogra, a mãe da Bia, que é sogra, tem aquele costum que não é família, né? a chamando a criminoso, não sei o quê, e a Bia mulher defendendo. Não, mas calma, não é bem assim. Não é porque a gente comete um erro na Vida que a gente deve ser crucificado, que devemos ser tratado como nada, como mentiroso, como um
condenar a pena máxima, esse feitiço dessa pena máxima. Mas se ela errou, tem que ser condenado pelo artigo 121 capt, matar alguém. Ele não emboscou, seu Benedito. Ele estava no entrevero, ele estava numa discussão. Isso tem prova farta. O promotor não nega isso aí. Ah, ele estava lá, mas ele correu atrás. Ele correu, é óbvio, um baita de um homem em cima dele. Ol lá, Mas na hora de arrastar o seu Benedito, ele disse que tava sozinho. Não sei, não sei não se o Guilherme realmente não ajudou ele, mas ele disse que amarrou os pés
dele para facilitar que ele puxasse. Quando eu perguntei pro policial Mimi, mas ô Mimi, vocês pegaram três lá? Eh, o Emanuel, Mimi, Conrado, o falador, vocês vão lembrar. O corpo quando tá inchado não fica mais pesado? Não, não muda o peso. Até pode ser que diminui o promotor falou contra falou: "Não, quando inche a tendência é que não tem nada sustentando, que aumente o peso." Por isso que eles precisaram de três ou quatro para puxar mais o peso da bandeja. Por isso, quando o Marcelo puxou o corpo, ele tava recém morto, estava em estado já
de rigidez, mas ainda não tinha eh o tempo Para tá mais pesado ou não sem o efeito da gravidade. Foi puxado, o Marcelo puxou sozinho. Essa é aversão que ele dá. Independente também se ele foi ajudado pelo o seu irmão, que é irmão, que queria ajudar o irmão depois de uma coisa de crime acontecido, eu gostaria de ter um amigo assim que eu ligasse para ele, falou: "Aconteceu tal coisa aqui comigo, não me pergunte o que foi, vem aqui e me ajuda." E ele, aonde você Tá, qual carro eu vou e vem me ajudar. E
não alguém que nem diz promotor que quer ser um paladino da justiça e da moral, que não, você tem que ligar pra polícia, né? O irmão, a mãe, o pessoal tudo um núcleo familiar comovido com aquela situação, vai chamar a polícia. É lógico, eles tentaram eh esconder, tentaram ajudar o Marcelo. Gente, isso é rompe, é família, é sangue. Me causaria estranheza se tivesse chamado a polícia e falar: "Tá aqui, ó, foi ele aqui, ó. Pega ele aí". Aí me causaria estranheza. O furto desse carro é outra aberração que ele pegou, subtraiu o veículo, ele usou,
pode ter sido um furto de uso. Então vamos colocar assim, que ele pegou o veículo para usar, para levar o corpo a desovar e abandonou. Mas ele vem aqui hoje, prontor quer a crer que o Marcelo queria vender o Carro, que o Marcelo que ficou com esse carro. Para que que ele ia ficar com esse carro? E por se ele tivesse ficado falaria a verdade se ele confessa que matou, mostra onde tá o corpo. Qual o que é um crime, como colocou muito bem Dr. Marcelo, um crime de maior potencial criminoso, quer tirar a vida
de alguém? Por que ele não falaria sobre o carro? A gente da defesa na quesitação vai est Perguntando aos senhores e todos os quesitos, tanto ministerial quanto da defesa, autoria foi o Marcelo? Foi. Ele confessou de qual crime? homicídio e octação. Porque no meu ponto de vista da defesa, tanto faz, se ele puxou, arrastou, se foi em cinco ou seis que levou lá, ele ocultou, confessou, o irmão dele assinou a suspensão condicional do processo, tá Respondendo pelo crime também. Não tem muita relevância ao meu ver se puxou, se voou. Ele puxou, eles fizeram, levaram o
corpo, eles esconderam, desovaram, pronto. Pergunta autoria, foi o Marcelo que matou, foi na questão do 211, foi ele que ocultou? Foi. Ele falou pros senhores agora querer colocar que foi de emboscada, de simulação, tiro frontal, não foi na costa. Eu já expliquei paraos Senhores. Pensa com uma emboscada, uma traição. O que que significa uma traição pros senhores? pegar você pelas costas. Falou: "Não, pegou o Benedito despreparado como se o Benedito chamou ele para conversar, eu não tava lá para ver, muito menos o promotor." Daí falei: "Ai, mas eu não tava lá também, tava trabalhando com
elementos que nem eu." E eu ouvi todo mundo dizendo desde da fase de delegacia até hoje. Ele tava no Almoço, desceu para pegar uma chave para arrumar um carro. Houve uma discussão, o Marcelo já tinha comprado a arma trs dias, 5 dias antes, já tava com a arma. Por quê? Porque já havia ameaças. Põe para mim 429.28 áudio. Mais um que o promotor não mostrou. Vou mostrando aos poucos. Ainda tem um tempo. 429.28. Tem um áudio. Eu falei certo, senhor, Eu tô sem o aqui. Deixa >> 429.8, 28, excelência. >> É um áudio cadê ali?
áudios aí para mim fazendo embaixo 421 dele não tá batendo 421 perguntei se tá se 429 28 aqueles áudios dele assim não achando deixa par falando que ia matar o pai Depois que ele esquitos pressão de não perder mais cadê o Lucas? >> Tudo bem? O que eu queria falar, ele não tá achando ali, mas é nos áudios que o produtor não mostrou. Hã, 469 28. É a Bia falando com a irmã dela que o Seu Benedito tava ameaçando o Marcelo dentro daqueles áudios que foi pegue colocou. >> Mas ele falou assim que que a
vontade dele era de matar, a Silvana e filho dela. >> Pode passar de novo, gente, que ele é bem curto. >> Pois ele falou assim que que que a vontade dele era de matar o Marc, a Silvana e filho dela. >> Foi para trabalhar com o inquérito Policial. Isso aí é do inquérito da extração dos telefones deles lá. Diante de tudo que ele trouxe, esse tava ali no meio também. Ah, Beatriz aqui falando. Põe o de o abaixo desse um aí. É o 469, né? >> Meu Deus. Falou para você mesmo, >> falou para você.
Que triste isso, né? >> Ah, o Benedito falou para você mesmo. Que triste isso, hein? Que a vontade do Benedito era matar. Todo mundo ali ia matar Silvano, Marcelo. Quem tá sendo acuado não tem como, gente. Ele comprou a arma, tava na casa dele, uma arma de 44, atirou por duas vezes dentro do entrevero entre eles. Poderia ter continuado. Poderia. Se ele fosse esse bichão da traição, da emboscada, ele tinha disparado mais um monte de tiro com a arma ali. É meio pá pá pá. Não tô falando que ele fez certo. Só tô tentando mostrar
pros senhores que esse Crime não foi qualificado por dissimulação, por emboscada, por impossibilidade. Essa qualificadora não existe. Quando cair no crescitação materialidade também. Sim, autoria. Sim, materialidade, sim, vai aparecer na acresitação. Eu vou eu vou suscitar antes que vai ter absolvo, que eu vou ainda colocar a legítima defesa só a título de tirar do meia cabeça, que nada tira da minha cabeça Que o Marcelo só se defendeu pelo quantidade de disparo, como o promotor mesmo falou. Ah, porque no meu caso o menino deu uma facada lá, foi e com dois tiros aí qualificado. Aí é
um monstro, pai de família, trabalhador. Viu a esposa falando, nunca relou a mão nela, nem com os filhos ele quer tratar como foi tratado pelo padastro. Acabou cometendo um erro na vida. Nunca mais cometeu, não tinha no passado. Só naquele fadídico dia em que seu Benedito, vem cá, vamos conversar. Foram conversar, acabou o entrevero, traz sua mãe de volta. Não vou trazer. Eu não aguento mais ver minha mãe ser massacrada aqui. Eu não aguento mais ver mais minha mãe ser humilhada aqui. Eu vou cuidar dela. E o Benedito não aceitava porque ele achava que era
dono da da dona Silvana. Na no meu entendo, ele achava que era propriedade dele. Fal, já tá franzindo, já tá tudo. Não é Minha. Pode deixar aqui. E o Marcelo naquela discussão calorada, o Benedito para cima, ele correu, pegou a arma, o Bened deu no pé, daí ele foi atrás, sabe? Se lá o que que o Benedit tava procurando lá por dentro. Marcelo chegou de fronte e atirou, pá, pá, saiu correndo. Eu só consigo visualizar isso. Deu os dois tiros, virou as costas, saiu correndo, chegou de volta na casa da sogra. A Bia já viu
que ele tava diferente. Ela não disse em momento nenhum que ele tava drogado. Falou: "Parece você deveria". Quando eu digo para vocês que parece eu deveria, eu não tô dando certeza absoluta. Parece que você tava cheirado, parece que você tava bêbado, parece que você tava para ter feito isso. O que que ela tá colocando ali? que para ter feito isso só poderia estar sobito, mas não. O efeito que ele tava era de violenta Emoção, de todo um contexto. Todos nós temos uma história que nem um rio que vem atravessando e vem vindo. É uma história.
Sabe o que nos restas? Só aqui ou agora. Nós não sabemos do futuro. Nós não temos o passado. Só temos aqui agora. O passado como farol para nos guiar pro futuro que é incerto. Eu pergunto paraos senhores, por defender a mãe, seja lá colocado como um Promotor quer ou como a defesa quer, mas esse menino para defender a mãe tirou a vida do padrasto, deve ser condenado a uma pena máxima de 12 a 30 anos. Isso é fazer justiça ou ele tem que ser condenado, mas pel uma pena cabível a espécie para ele que ele
após um entrevero de data, de longa data entre ele e o padrasto, ele acabou cometendo isso. Pegou e levou o corpo e escondeu nos Dois quesitos, tanto no homicídio quanto da ocultação. Sim, foi ele. Ah, mas a defesa não pode vir aqui pedir absolvo, porque senão e pedir absolvção, me perdoe, pedir a condenação. Só cabe a nós pro motor pedir Não, não. Condenação para ocultação do cadáver e também pro homicídio, mas no homicídio simples. E ainda coloco mais movido logo após injusta provocação por violenta emoção. Ele tava apavorado com o seu Benedito. Seor Benedito tava
ameaçando ele. A Vontade do Benedito, que eu ponho o áudio de novo ali, era matar ele, a Silvana. Isso foi dito lá atrás, não foi hoje aqui só reproduzido, não. Pois ela reproduziu hoje aqui de novo. Ela corroborou com aquilo que ela tinha dito já nos áudios. Ele matou, mas impelido por uma violenta emoção naquele momento. Logo, injusta provocação. Ele deu os dois tiros, cessou, Ele vazou, chegou na casa, todo mundo viu que ele tava me alterado. Ele foi, voltou com a mulher, tentando não deixar transparecer. A mulher foi dormir com o bebezinho novo, dormiu,
ele foi lá ver, será que matou? Me matou. E agora que eu faço? Quando a gente tá nessa situação, que que eu faço? Vou dar fim nesse corpo, vou limpar aqui. Eu quando conversei com ele a primeira vez foi deveria ter deixado a Ser no jeito que tava. Precisava ter, ah, mas na hora do cabeça quente, eu só queria sumir com aquilo. Até hoje eu não quero ter isso na minha memória, mas toda hora eu tô sendo lembrado. Tô sendo lembrado. Isso daí vai te assombrar o resto da sua vida, Marcelo. Você vai carregar isso
pro resto da sua vida. E digo mais, você vai ter que pagar, porque não tem como eu chegar lá e querer Inventar uma história que não foi você que fez. Você fez, né, impelido ali, claro, da uma emoção que vem tudo a flor da pele e já tava com essa arma. Por que tava com a arma? Por que que ele comprou? porque já vinha sofrendo ameaça. Tá fartamente provado isso. O furto quando for quisitado, senor vai perguntar o Marcelo após ovar o corpo, furtou o veículo? Só se foi furto de uso que no nosso Direito
penal não existe, não tem. Ele pegou para usar, como ele mesmo disse, ele tinha autorização para pegar o carro, ele podia ir trabalhar com o carro dele. Outra hora o seu Benedia com o dele. Ah, mãe falou que não tinha problema nenhum de pegar. Eu não vejo um furto nesse sentido para tentar se livrar ou ocultar o cadáver, falar que ele furtou o veículo, um veículo que também era da mãe, que era um casado. Se era do Benedito, era da mãe. Falecido o Benedito fica pra mãe. Ele não tem como ele ter furtado dentro da
minha ótica, dentro da defesa. Não consigo enxergar, Dr. Marcelo, um furto poderia também, se eu tivesse a certeza na minha mente, falar assim, ó, condena pelo fur também, mas ele só utilizou do veículo para levar o corpo. Eu sei que é difícil pros senhores. Sei que vem a promotoria revestida de cordeiro, como o Algoz, o salvador, o Lutador da criminalidade, que não, que tem que ser condenado, porque aqui na sociedade vocês têm que mostrar que aquilo não pode acontecer, mas vocês têm que saber se pesar um crime bárbaro, uma situação esdrúchula do uma situação que
acontece dentro do núcleo familiar, que só quem está dentro ali que sabe como que funciona, que só quem tá ali que consegue entender. Hoje as mulheres, felizmente, não sei as senhoras, mas possivelmente acho que Todas trabalham, todo tem uma dignidade, consegue manter-se sozinha, não depende de homem e se depender é para auxiliar um parceiro. No caso da dona Silvana, como eu disse na casa da mãe, da minha avó, das mulheres mais antigas, era dona do lar, era o homem cabeça, provedor e a mulher submissa. Hoje não temos mais esse papel, graças a Deus. Se uma
mulher hoje levar um tapa ou uma agressão, alguma coisa, ela tem o direito de denunciar, tem o direito de sair daquilo Que tá enraizado dentro do Brasil, essa masculinidade, esse ser dono da mulher, de matar a mulher, porque se parou, não quero, vai atrás. Porque nada impede eu de fazer uma projeção, embora o futuro é incerto, de que talvez o Benedito teria matado, sim, da debilidade que ela tá, sem dar comida, sem prestar um auxílio. Não sei se era todo dia, uma hora ajudava, outra hora não, mas nada impede dele ter Ceifado a vida dela
ou do próprio Marcelo. Eu peço a condenação, senhoras e senhores, do Marcelo no homicídio. Sim. Como vai ser? Vai votar que houve a autoria que foi o Marcelo com a materialidade também. Sim, se os dois primeiros quesitos. Sim, sim. Acho que não haverá divergência entre defesa e promotoria. Mas quando perguntaram as Qualificadoras, Marcelo, naquele dia utilizando-se da arma e ele impossibilitou a defesa do seu Benedito. Peço pros senhores encarecidamente, suplico pros senhores. Não, não, ele não agiu impossibilitando. É só raciocinado a respeito de dois tiros de frente. Não é para impossibilitar. Houve uma briga, houve
um entrevero, houve todo um contexto que não se deve perder de mente nunca e jamais de tudo Que foi dito até agora, que essa mulher sofria, que o Marcelo sofria, não só eu que tô dizendo, as próximas testemunha, áudios, vastamente comprovado e eu não tô pegando só prova do inquérito, não. Tô pegando todas as provas e sou pesando para mim ter esse raciocínio. Condenem. Mas sejam justos. Ocultação do cadáver é a mesma coisa. Houve a autoria, foi o Marcelo, a materialidade, foi o Marcelo. E pronto, Porque aqui nós não estamos tratando só de um crime,
vai ter a soma dessas penas também. Ele não vai ficar impuno, ele não vai sair daqui impuno. O que eu não quero que os senhores façam e aqui eu não tô falando por mim, porque muitos po estar olhando para mim. do Zé Dr. Não é por mim, é por ele, é para ele. Eu já tenho meus fardos a ser carregado e eu sei muito bem como vem o peso daqui. Eu sei. Uma acusação injusta causa tanto mal quanto uma verdadeira. Uma condenação maldada, você ter que lutar até o fim para querer reverter, é tão pior
do que você vinha assumir. Sejam justos. Não é comigo, não é com ele. Condenem, mas sejam razoáveis. Eu suplico paraos senhores, sejam razoáveis. Quesitação. Meu tempo tá acabando. Vou Passar de novo. Autoria e materialidade. Dois primeiros quesitos. Sim, sim. Marcelo matou. Marcelo fez, mas movido por violenta emoção, logo após injusta em provocação do seu Benedito, que chamou e provocou e ameaçou. Por isso que ele fez. Ele não é um criminoso com Tomás. Ele não é um menino que vive dando trabalho paraa nossa sociedade. O crime que ele cometeu não foi na porta de um bar,
não foi num Tráfico, não foi, foi dentro da residência. Você imagina o peso de que ele vai ter que carregar pro resto da vida também. Vai passar acreditação se isso é se isso foi qualificado para aumentar a pena, a pena ir lá em cima. Marcela assim agindo, dificultou, impossibilitou na traição, na embosa. Não, não, não, nada disso aconteceu. Vocês ouviram todos os depoimento, fartamente. Estamos ficando cansados já De tanto ouvir, de tanto falar. Marcelo não agiu na emboscada nem na traição com o seu Benedito. Aí quer trazer questão de bitorneira, quer trazer questão de carretinha,
quer trazer que que isso vai mudar nos autos? Me pergunta. É só para encher de conversa, para deixar a gente mais cansado. Em relação ao furto desse veículo, peço pros senhores que votem. Não, Marcelo não furtou O veículo do Benedito. Ele pegou para usar, que é o chamado furto de uso. Eu pego uma moto que tá parada aqui, saio andando, vou até um lugar e abandono. Eu não peguei para proveito meu que eu queria andar, que eu queria não. Ele furtou para ir devar o corpo e abandonou. Ah, mas ele tá mentindo. Mas como que
você sabe que ele tá mentindo? que o carro não tava, se o corpo tava lá onde ele Indicou, o carro também. Ah, mas ele ficou, eu achei estranho que ele foi para lá, ele foi para cá, ele não sabe, ele não conhece Ourinhos, que nem ele mesmo falou, nem eu muito conheço. Eu vou lá direto, sempre tô no escritório Dr. Marcelo, onde a gente faz trabalhos juntos, vários jures toda a região. Fiz em Ourinhos, Bauru, Minas Gerais, Santa Catarina, Londrina, São Paulo. Andamos bastante nesses jargões do Brasil, né? Espero Continuar. Me assombra alguns fantasmas, Marcelo.
Mas, Ai, meu Deus. Absolvam, senhoras e senhores, ele do furto, ele usou esse veículo, senor Carlos, dona Rosana, Josiane, Vittor, Luciana, Mirela e Daniele. Ele pegou esse veículo para levar o corpo do seu Benedito. Aí não vou entrar na questão se ele Arrastou, se ele jogou na costa, se ele levou, ele desovou. Ponto. Aí ele matou. Matou. Ponto. E é isso. O que a defesa tinha apresentar aos senhores do mais humilde da defesa, o mais simples que eu poderia colocar pros senhores, sem tecnicismo, sem invencionismo. É isso. Coloco a liberdade do Marcelo na mão dos
senhores. Não tô dizendo para que não condene. Tô dizendo para que condene na medida Do que é justo. Eu antigamente tinha um pensamento errôneo da justiça, que era a justiça era dar a cada um que é seu. Há duras penas eu aprendi que não, que justiça não é dar a cada um que é seu, porque senão é dar o pobre mais pobreza, é dar o rico mais riqueza. Justiça não é isso. Justiça é fazer que todos sejam iguais perante a lei. É isso. Absolvam o Marcelo se quiserem no quesito Absolvição. Se não, a nossa opinião
é que condene. Muito obrigado a todos. Me despeço, Dr. Renato. Obrigado. >> Nós faremos agora um intervalo. Eu vou pedir que os senhores e senhoras jurados acompanhem os oficiais de justiça, vão levá-los até os banheiros, depois a sala de audiência, onde será servido um lanche. Eh, o doutor fará uso da réplica, tá? Depois nós voltaremos, o Ministério Público vai fazer uso da réplica e depois nós teremos a tréplica Da defesa, tá bem? Então eu peço por favor que acompanhe os oficiais de justiça onde será servido o lanche. a transmissão de novo. Estamos transmitindo já. Retomando
novamente a sessão de julgamento, eu convido o representante do Ministério Público para que faça uso da da réplica pelo prazo de até 1 hora, relembrando as mesmas observações iniciais que foram apresentadas no início da primeira manifestação. Dr. Rafael, o senhor tem a Palavra. >> Obrigado, excelência. Bom, boa tarde novamente. Eh, de antemão, eu peço desculpas porque eu não queria que o senhor ficasse até tarde, né, para tomar essa decisão aqui no processo, mas como eu não consegui finalizar e também a defesa trouxe algumas questões que eu não posso deixar passar para evitar que os senhores
tenham alguma confusão em relação ao que aconteceu, eu decidi voltar. Então, vou Tentar ser breve, tá? não tomar o tempo todo, que é uma hora, é apenas para rebater alguns pontos e demonstrar o que o que falta aqui. Eh, bom, vou primeiro passar o que foi dito pela pelas defesas aqui, né? Eh, eh, primeiro, assim, como eu falei no início, nada mudou, né? a defesa ia vir aqui, ia trazer alguma tese, por mais que ela não se sustentasse com as provas do processo. E a maior prova disso é que mesmo com todas as provas de
que não Teve legítima defesa, que inclusive eh o Marcelo fala pro irmão que vai inventar essa tese para se proteger, né, para se defender, que tá na conversa do celular, mesmo assim a defesa veio e trouxe a tese da legítima defesa. E é incrível como as coisas e acontecem, né? Porque ao mesmo tempo que a defesa sustenta legítima defesa, ela sustenta que ele tem que ser condenado, mas não pelo qualificado, só pelo homicídio Simples. Fala da defesa. As duas coisas não são compatíveis, né? Ou ele agiu em legítima defesa e tava só se defendendo e
ele não precisa responder por nada. Ou ele quis matar sem legitimar defesa e tem que responder pelo homicídio. As duas coisas não dá. Então não tem como a defesa vir aqui e falar condena por homicídio simples, mas não, ele agiu legítima defesa. Como assim, né? Ele só pode ser condenado se ele não Agiu em legítima defesa. Então não faz sentido eu defender tanto legítima defesa como condenação por homicídio. Não faz sentido. Eh, ah, não, é porque a gente só subsidiariamente, se ele for condenado, entende que é só no simples. Não foi isso que foi dito.
Foi dito aqui foi que ele agiu em legítima defesa e que ele não tinha que ser condenado. E depois falaram que não, ele tinha que ser condenado só no simples. Então isso não Faz o menor sentido, né? Isso é para confundir os senhores. É, é o que eu falei para os senhores no começo, joga a tese lá e vê se cola, porque a gente precisa trazer tese defensiva. Eh, é curioso como a a defesa desde o início da fala disse que eu só mostrei provas do inquérito, que eu não trouxe nenhuma prova judicial, que é
balela. Porque diversos momentos aqui da minha fala, eu citei as falas das pessoas que vieram Aqui hoje falar e demonstrei que muitas dessas falas eram contradições com as falas anteriores e com as demais provas dos autos. Então, o que foi dito aqui hoje foi extensamente tratado. Agora eu não vou ficar insistindo ao tempo todo que foi o Marcelo que atirou, porque ele confessou isso aqui. Então, não preciso ficar fazendo essa referência. Os senhores ouviram, então ia tratar do que era essencial de que eu tinha que provar que ele estava mentindo e que eram Contradições para
demonstrar que ele tem que ser condenado por tudo que tá sendo imputado, né? Agora, referência ao que foi dito aqui, foram feitas diversas vezes referências, tanto ao que ele falou que que era uma versão aqui diferente da outra, como da mãe dele, diferente da outra, como que a Beatriz confirmou aqui, como que o Emanuel disse aqui. Quantas vezes eu não citei a fala do Emanuel aqui? Como não foram trazidas as provas judiciais? Que que é isso? Tentar falar pros senhores que não tem nada no processo. Não tem nada no processo. Quantas provas eu mostrei para
os senhores naquela primeira 1 hora e meia? Laudos que são provas irrepetíveis. O laudo de necropsia, o laudo de levantamento de local de crime, eh o laudo de confronto balístico, ele é feito uma vez. Não vou ser feito 300 vezes. Em que momento que ele é feito? Ele é feito no início para ter as provas para poder denunciar e Processar a pessoa. Como que eu não vou fazer referência essas provas só porque elas estão no inquérito? Aí só porque elas estão no inquérito, elas não valem? Como assim? E os celulares? Os celulares são provas do
inquérito ou são provas judiciais? A não ser que a defesa desconheça o direito, para acessar o celular de alguém precisa de autorização judicial. Os celulares foram autorizados o acesso pelo Dr. Renato. Então é uma prova judicial, não é uma prova Inquisitorial. Foi demonstrado paraos senhores os três relatórios. Então que tipo de fala essa que não tem prova? Como não tem prova? Ele confessou que matou, ele confessou que ocultou o cadáver, ele confessou que pegou o carro aqui hoje, nas outras vezes também, eu vou ficar repetindo isso 10 vezes para falar que é uma prova que
foi produzida aqui hoje. Não tem sentido nenhum isso. Mas é curioso porque eles falam isso, Que eu só usei provas do inquérito. Mas eu pergunto pros senhores, quantas provas eles mostraram, fizeram referência aqui pro senhor, pros senhores? Quantas além do áudio eh da fala da Beatriz que fala que a que a que o que o Benedito já tinha ameaçado a mãe do Marcelo, foi a única prova que eles mostraram. Que outra prova que eles mostraram aqui pro senhor ou pros senhores? Nenhuma. Mas quem não mostrou Prova é a defesa, a é o Ministério Público. Como
assim? É curioso como jogam as coisas para ver se cola, se confunde, né? Aí que que eles disseram também que não tem como condenar o Marcelo, não tem prova. C não mostrou nenhuma prova judicial. Foi o que eles afirmaram pros senhores no começo da fala deles. Mas ao mesmo tempo eles afirmam com todas as letras que a Silvana apanhava sempre com base em que prova? Que prova aí? Fala, não, porque Boo denúncia. O Marcelo, outra prova que eu fiz referência que foi produzida aqui hoje, o Marcelo falou que diversas vezes chamou a polícia, diversas vezes,
diversas vezes fez boletim de ocorrência. Isso é prova documental, a não ser que desconheçam a praxa da polícia, mas se a polícia é acionada e vai na casa, ela é obrigada a fazer um boletim de ocorrência. Se tem um boletim de ocorrência, vai ter uma instauração Do inquérito. Se tem uma instauração do inquérito, ser vai denunciar. Não tem nada disso. Não tem nada nos antecedentes beneditos. Tanto por isso que a defesa não juntou nada, mas afirmam com todas as letras que a dona Silvana sofria violência doméstica todos os dias. Por outro lado, o Marcelo que
confessou os fatos, eles afirmam que não tem prova para condenar ele, que Ministério Público não usou nenhuma prova. Como assim? Ah, a defesa veio aqui e trouxe um exemplo maravilhoso para sustentar justamente o que eu disse paraos senhores. A defesa falou assim: "Se um parente dos senhores matar alguém, o que senhores vão fazer? Vão buscar o Ministério Público ou vão buscar o advogado para defender?" "Vão buscar o advogado," ele afirmou. É justamente que eu tô afirmando os senhores. Vamos buscar alguém que vai defender, que vai trazer teses para tentar proteger. Porque obviamente o que que
vai fazer? vai buscar as provas e se a pessoa violou a lei, vai ter que denunciar, porque tem que todo mundo cumprir a lei. Então você não vai buscar o Ministério Público. Obviamente você vai buscar defesa para tentar achar teses defensivas para defender a pessoa. Então é o que eu tô falando para os senhores, a imparcialidade do Ministério Público não existe na defesa. Eles estão recebendo honorários para defender o Marcelo. Então eles vão vir aqui trazer teses, ter a a coragem de afirmar que não tem prova para condenar. Eles vão vir aqui afirmar. Mesmo o
Marcelo confirmando que atirou, mesmo o Marcelo afirmando que ocultou o cadáver, mesmo tendo conversas dele falando que inventou a legítima defesa, eles vão vir aqui, vão falar que não tem. Só confirmou o que eu falei para os senhores que os parentes querem Proteger. Ninguém tá falando que que eh a dona Silvana como mãe não tem a intenção de proteger o Marcelo. Isso é óbvio, é legítimo. Ela é mãe. >> Mas isso quer dizer que ela quer proteger, que a gente vai acreditar em tudo que ela falou aqui, mesmo ela falando uma coisa, depois falando outra.
Mais uma vez fazendo referência às provas que ela disse aqui hoje, que a defesa falou que eu não falei nada do que ela falou aqui hoje. Como não? Se Aqui ela falou, eu eu insisti com isso pros senhores que ela falou que foi agredida diversas vezes quando ela foi ouvida aqui hoje, que inclusive quase perdeu a visão. Isso é uma prova que foi produzida aqui. Eu tô citando. Como é que a defesa tem coragem de falar que eu não falei nada do que foi produzido em juízo. E aí na na primeira fase eu fiz referência
à fala dela aqui e falei na primeira fase a senhora falou que foi Agredida uma vez na vida. Ah, e por que que o Ministério Público não denunciou isso? Porque ela nunca disse quando. Ela não buscou a polícia na época, não tem nenhuma comprovação dessa agressão. Ela falou que quase perdeu a visão, que ficou com corte no olho. Cadê o prontuário? Cadê o laudo de lesão? Por isso que ela não foi denunciada, porque a gente não faz nada sem prova. Ministério Público não faz nada sem prova por ter tantas provas que o Marcelo foi denunciado.
Agora, o que que a defesa quer? Não quer que o Marcelo seja condenado, não tinha nem que ser denunciado por praticar esses crimes. Mas o Benedito tem tinha que ser denunciado e condenado por violência doméstica que não tem nenhuma prova. É o que eles estão afirmando. Quando convém, convém, quando não convém, não convém. Essa é a o gogó que eu falei para os senhores vem aqui só com o gogó. Com que prova sustenta o que Falam? Nada. Vamos mostrar que não sou eu inventando. Mais uma prova para mostrar pra defesa que tem prova. Abre para
mim, por favor. Movimento 57.4 com 2,36. É a fala da Silvana na primeira fase que eu mostrei já pros senhores. Vou mostrar ela de novo falando que só foi agredida uma vez na vida fisicamente pelo Benedito para mostrar que ela mentiu aqui. Então >> isso é >> tá bem. Então o senhor uma senhora claro xingava de preta agressão física além da verbal que ele fazia fisicamente a senhora >> foi uma vez só quem ou ficou aliviado com o Marcelo Marido? >> Não, eu queria só bem depois do mundo todo. >> Eu não queria não. >>
Eu queria o bem dele. Agora vou mostrar Que não é só a Silvana falando que foi uma vez só. O Guilherme e o filho também fala que foi só uma vez na vida. Movimento 37.6, por favor. Depoimento por escrito que ele prestou na polícia. Então, vejam como ela veio e mentiu aqui. Ela é mãe, a gente entende, ela quer proteger o filho, não quer que o filho seja condenada. Já perdeu o marido, né? Já tirou a vida do marido, ela vai vir querer aqui que o filho também seja condenado. Não, mas agora a Gente acreditar
no que ela fala é difícil. Se ela fala uma coisa, depois fala outra. Pode descer, por favor. Pode descer mais um pouco. Pode descer. Aí, ó, eh, que ele xingava o declarante, sua genitora e Marcelo, mas contra Marcelo não tinha injúrias raciais, por ele ser mais claro, somente contra declarante sua genitora, que por vezes sua genitora pediu para que o Benedito Saísse de casa, mas ele não saía, que sobre agressões físicas o viu agredir fisicamente a mãe dele, hoje falecida, e apenas uma vez sua mãe. Então, ele confirma também. Então aqui ninguém vai, eu não
vou vir aqui ficar falando pro senhor, ah, o Benedito todo dia xingava eh de ofensas raciais, às vezes ele ameaçava. Porque ninguém tá negando isso aqui. Eu não vou ficar falando isso porque ninguém negou. Nem o Marcelo, nem a Silvana, nem o Guilherme, nem a Polícia, todo mundo tem coerência que havia um conflito na casa. Isso ninguém nega. E o Ministério P não vai mentir isso. Tanto que a prova que a defesa fez, a única prova que a defesa fez referência, que é o movimento 469. Claro, por favor, mostra lá pra gente que é o
áudio que a Beatriz fala com a irmã informando que eh o Benedito já tinha feito ameaças para os familiares. Quem juntou essa prova foi o Ministério Público, fomos nós. Então a gente não tem por ocultar isso ou falar que não aconteceu. Mas o cerne da questão não é essa. Só que a gente não pode aqui desvirtuar a verdade, a realidade dos fatos. Isso não dá. Vamos mostrar lá o 469. Mostra o processo para por favor. Não pode. Só abre só abre e espelho o movimento lá, por favor. Poder mostrar a página lá. Isso. Esse áudio
que foi a única prova que a Defesa mostrou para vocês aqui, quem juntou foi o Ministério Público. Então, a gente não tá querendo esconder nada, senão a gente não tinha juntado. Juntou antes do julgamento aqui hoje para os senhores terem ciência de tudo que aconteceu. Ninguém em nenhum momento falou paraos senhores que ele não ofendia, que ele não fazia violência psicológica ou que tinha desavença na casa. que tinha desentendimento, que o Marcelo teve que tirar ela da casa Porque teve o problema lá do dia que ela não tava comendo. Ninguém falou que não. O Ministério
Público veio aqui para os senhores e falou que isso não aconteceu. Nenhum momento o Ministério Púo veio aqui e falou que isso não aconteceu. Que a gente falou que não aconteceu é essa sequência de atos de violência física que nunca existiu. Porque nem Silvana nem Guilherme afirmaram isso. Ela veio aqui hoje e mudou a versão. Por quê? Porque ela não quer que o Marcelo seja Condenado. Agora que tinha desavens na casa, que eles não aceitavam a forma como Mar, como o Benedito tratava a dona Silvana, ninguém questiona isso. Agora, isso é motivo para tirar a
vida de alguém? É, pergunto para os senhores. Ou é motivo para buscar a polícia, responsabilizar quem tá errado, porque aí o Marcelo não tava aqui hoje, né? E se e se isso acontecia com tanta frequência? Como é que o Marcelo, que era vizinho, morava muro do lado, aceitava isso acontecer por 28 anos? Será que era assim desse jeito? Todo dia do jeito que eles pintaram aqui? Então, a gente precisa ter um pouco de coerência no que a gente alega, no que a gente fala. Aí a defesa veio aqui de novo, sem mostrar prova, mas afirmou
para os senhores que o motivo da morte do Benedito é que ele é Como ele tratava a mãe. Então não foi agressão, né? Se o Marcelo matou pela forma como o Benedito tratava a mãe, não teve nenhuma briga física entre os dois lá no dia. Foi porque ele tava insatisfeito com a forma como Benedito tratava a mãe. Foi o que a defesa afirmou paraos senhores aqui. Mais de uma vez, duas vezes falou: "Não, porque o motivo é que ele tratava mal a mãe do Marcelo. Então ele matou por vingança, por não aceitar a forma Como
o pai eh tratava a mãe. Senhor concorda? Uma coisa é a forma como o Benedito trata a mãe e outra coisa é ter uma agressão física contra o Marcelo lá no dia. Ele ter que se defender. São coisas diferentes. Como é que a gente afirma as duas coisas ao mesmo tempo? A incoerência, né? E aí eu pergunto paraos senhores, da onde que a defesa tirou essa conclusão que o motivo era a forma como Benedito tratava a mãe? Porque se eles estão dizendo isso, eles Estão concordando com o Ministério Público que ele planejou isso, não aceitava
a forma como Benedito tratava a mãe. Tanto que ele comprou arma cinco dias antes, foi lá e atirou no Bedito, porque ele saiu na hora que todo mundo chegou na casa da sogra para almoçar. Ele curiosamente saiu na hora do almoço, ficou uma hora distante para buscar uma chave de um carro, sendo que ele tinha um carro só que era um Corse. Os outros ele vendeu, né? Eu vou mostrar paraos senhores que o carro que ele vendeu para trocar arma, ninguém sabe qual que é, porque os três carros que ele afirmou que tinha, o Santana,
o Siena e o e o o Corsa, ele afirmou que vendeu Santana, vendeu o Siena e o Corsa, ele falou que não vendeu. Vou mostrar paraos senhores então que carro que ele vendeu para trocar a arma. Pergunto pros senhores, Qual que foi o carro? O único carro que tinha mais era do Benedito. A Bentorneira era do Benedito. Eh, mostra para eles, por favor, pra defesa não falar que eu não mostrei nenhuma outra prova. 223.7 com 17 minutos e 58. Esse é o depoimento da Beatriz pro Dr. Renato na primeira fase, porque o processo do júrio
tem duas fases. Tem A denúncia, aí vira uma ação processo criminal, passa por um juízo primário, que é a primeira fase, e depois vem aqui para essa segunda fase que é o júri. Então ela já tinha sido ouvida pro Dr. Renato na primeira fase com 17 e pode ser com 17:50, por favor. Aí tá bom, >> Marcelo. Eu sei que ele que o que ele fez no mundo não foi certo. Eu não concordo até hoje com ele. Ele tem mais de mim por mim ter descoberto, entendeu? Mas a gente fica junto. Ele é um ótimo
homem para mim, meus filhos, tudo. Mas para mim é difícil, sabe? Porque eu nun pensei que eu ia passar essa, entendeu? Nem que eu ia vir uma delegacia, eu ia estar aqui assim, ó, conversando com vocês, sabe? Com uma pessoa assim que fez um tá, para mim é difícil, para mim senhora que encorajou Marcelo a se entregar por eu fiquei: "Marcelo, se entregue, Marcelo, se entregue, Marcelo, se entregue". Porque para mim, eu, na Minha opinião, ninguém tinha o direito de fazer nada com ninguém, entendeu? É igual eu tava até comentando ali fora. Falei assim: "Eu
eu na minha ter morrer por causa do meu filho, que dia fazer algo assim uma pessoa". >> Porque >> ela, a esposa do Marcelo tá falando que ele fez foi errado, que ele tem que se entregar, que ele tem que responder pelo que ele fez. Não sou eu, mas a defesa acha que ele não tem que responder, que Ele agiu em legítima defesa. Como assim? Porque se os senhores reconhecerem a legítima defesa, ele não cumpre pena nenhuma. E sua defesa não esqueceu de falar paraos senhores. Então, como assim? A esposa fala que ele fez que
ele fez errado, que ele tem que se entregar, que ele tem que responder. Ué, como assim? Depois, mais para frente, a defesa veio aqui e conseguiu falar mal do investigador Por ter feito um bom trabalho. Ele veio aqui e deu os relatos. detalhados de todas as diligências, de como eles conseguiram verificar que o Marcelo tava mentindo, que as a as versões não batiam, que as demais provas confirmavam que os fatos não ocorreram daquela forma. deu detalhes, vários detalhes inclusive confirmados por outras pessoas, mas a defesa teve a coragem de falar o seguinte, que ele veio
aqui fala muito, muita Coisa não comprovado de novo veio que falou isso na no debate. Então, a culpa é do mimi, do investigador, a culpa é do Ministério Público ou a culpa é de quem matou, de quem atirou? Vamos mostrar o trecho do segundo depoimento do Marcelo para também a defesa não falar que não foi mostrada nenhuma outra prova. Aí a defesa fala: "Mas só mostra o depoimento do Marcelo na polícia." É porque quando ele veio Aqui em juiz, ele usou do direito ao silêncio. Ele não quis falar. Então, a gente só tinha os depoimentos
dele na polícia e o que ele deu hoje aqui. E aí a gente junta o depoimento de hoje com os da polícia, não bate. E os da polícia foram próximos do fato. Hoje já fazem se anos, mas aqueles lá foram próximos do fato e nem lá ele se entendia e já estava assessorado por advogado. Porque ah, não, porque e depoimento na polícia, aí ele sofre pressão. Ué, mas Ele tava com advogado. Ele foi instruído pelo advogado antes de se apresentar pra polícia. E mesmo assim não se entende, não apresenta a versão crível dos fatos. Eu
sempre falo isso aqui eh em todo júri. Papo reto não faz curva. O que é verdade não tem como a gente desviar. Agora quando é verdade a gente se embanana todo. Fala uma coisa, depois não consegue confirmar, depois fala outra. Ó, movimento 55.3. TR, por favor. >> Marcelo, boa tarde. >> Boa tarde. Pode dizer teu nome da que eu tinha que veio muito carrado. Cadê o ganhou? Não. >> E o Santana? Você comprou? >> Não. Santana é coisaista. Carro velho. Comprei nada. Vendeu. >> Vendi. >> Vendeu por >> 500. >> R$ 700 você fala aqui.
Não >> é R$ 700. Eu vendi um carro com 500 e a roda que eu tinha que veio outro carro que eu tinha comprado. Tudo aquilo. >> Qual a participação do teu irmão? Efetivamente >> não tem nenhuma participação. Como que você levou o corpo? Fala para mim. >> Levei sozinho. Levei no carro que eu falei no pai. >> Aham. >> Levei no po. Deixei o carro lá. Eu falei para você, coloquei o carro lá e tirei o >> o cadá de dentro do carro, coloquei no mato, peguei o carro e fui para onde é que
vocêou esse cadá? >> Não arrastei. Se vocês olharem na coberta, vocês vai ver que tá sujo. >> Arrastou. E onde tá o carro? Eu deixei o ourinhos, igual eu falei para você, não tem carro nenhum. Não passou carro nenhum no Não passou Carro nenhum isso. Ninguém achou carro nenhum. Não tem carro. Pausa, por favor. Você vendeu >> pausar. A polícia fez dirigência para confirmar a versão dele de que ele foi para Ourinhos. Para ir para Ourinhos tem que passar pelo pedágio. Não passou o carro para pedágio. Nem foi nem voltou. >> Pode continuar. Não vendi.
Você vendeu sem uma. >> Eu não vendi. Eu entreguei >> seu usuário. >> Não, seu usuário tá falando pergunta. mentiu de novo. Não é o usuário ele falou que depois que matou o Benedito, ele não cheirou mais. Como assim? Aí a >> defesa vem aqui e fala que eu não mostrei nenhuma prova, que eu só fiz referência ao inquérito. Não, não, não, não. A gente tá confrontando o que ele disse aqui hoje com o que ele disse antes. >> Pode continuar, por favor. Você tá falando mulher, tá mentindo mulher? Ela tá mentindo aqui que você
deve ter praticado primar. Ela para aqui. >> Ela para aqui. >> Vamos ver se eu acho aqui fácil. Vamos ver se eu acho fácil aqui. Ela fala que você pode ficou aqui gerado. Eh, ou então >> por que que uma mulher tem medo de que eh acha a impressão digital dela não? Por quê? Não é porque por todo mundo tem Medo de ser acusado injustamente. O senhor não acha? Mas veja, ninguém acusou mulher não. Eu só tô falando. Mulher não foi acusada. Ela disse sozinha conversando com você. >> É igual o senhor mesmo falou. O
senhor mesmo falou que ela viu corpo dentro do carro. >> Ela viu corpo dentro do carro. >> Qual a intenção foi tentar abrir para ver que que tinha dentro do carro? Ah, mas sabe fale isso pra gente. Sim, você Táando isso. Você tá muito coisa. conversar com você quando conversou no dia do prim anterior conversou porque aí fui trabalhar daí depois ela viu o corpo dentro do carro ligou que você deixou o carro dentro do que você deixou o corpo dentro do carro não sei falar >> hã não sei falar e aí quando eles estavam
lá nome Beatriz lá que eles chamaram você para casa telefonar para Você. Eh, enquanto eles falaram que eles quant eles estavam distraído, você subiu pro carro. Verdade isso? >> Verdade. >> Tá. E foi nesse momento que você que se decidiu bater o filho do corpo. É isso. >> Isso. >> Tá certo. E aí você diz que deixa o o corpo lá no pinzinho e o carro em ourinhos. >> Ourinhos. Tá. Você não sabe que â pegou. Você não sabe o horário que você pegou. Você não sabe quanto que você pagou na passagem, você não sabe
quando que você foi pra rodoviária. Tudo mentira. >> Isso é o que o senhor tá falando. Eu deixei o carro lá. Você falou no primeiro declaração tu então >> abre o jogo. Eu tô falando, aconteceu isso. Eu peguei, deixei o corpo lá, Peguei o carro, fui paurinhos, peguei. E por que não tem nenhuma de sangue dentro da casa? Porque eu limpei. >> Você limpou? Você limpou? Tá. E também não tem por que que a casa tá em m de um brinco. Sai você comprou onde? >> Comprei. >> Você levou não existia. Tem mais nada disso.
>> Ainda negar que tinha comprado a arma. Ele falou: "Não comprei". Na última resposta ele ainda tava mentindo aí, mesmo com as conversas de que a arma tinha sido trocada por um carro. Eh, o que que é o resumo dessas conversas? O delegado questiona de novo: "Mas o que que você fez com o carro?" Aí ele fala: "Eu fui, voltei de Ourinhos". Aí ele já pega na contradição. Mas como assim? Primeiro você falou que foi com o Carro. e pegou um ônibus, como é que você voltou? Aí ele fala: "Não, eu peguei um ônibus". Aí
o Leir fala: "Mas não tem passagem do senhor no pedágio. Não tem o senhor comprando passagem rodoviária em nenhuma aviação, que também é fácil de de obter com as empresas. Não tem nada disso. Para onde o senhor foi?" fala: "Não sei quanto o senhor pagou na passagem, não sei." Aí hoje aqui, mudando a versão de novo do que ele já tinha dito, ele falou que Ele não veio para cá de volta, ele foi direto para Sorocaba, que não foi o que ele disse nesse depoimento. Vou mostrar aqui pr os senhores que isso é importante por
causa desse furto do carro. Tem várias jurisprudências aqui. Eu gostaria que os senhores lessem depois repassasse que o crime de furto ele se consuma com a inversão da posse. Independente de essa posse ser mansa, pacífica, por determinado período de tempo, a partir do momento que alguém Subtrai o bem, fica na posse dele, se consuma o furto. Independente da vítima tá perseguindo, independente da polícia tá atrás. A partir do momento que eu vou e pego essa câmera aqui, ó, ponho no meu bolso e tento sair do fórum, tá consumado. Ele não fez só isso. Ele matou,
pegou o carro, deu um fim no carro. Carro nunca mais foi visto. E eles têm a coragem de falar que não teve furto. Aí vai falar: "Não, porque ele abandonou Em Ourinson". Como abandonou em Ourin o carro não ficou lá. O carro não passou em nenhuma câmera, não passou em nenhum pedágio. Aí ele pegou uma uma um ônibus na rodoviária, não existe essa passagem. Ele trocou essa arma no carro e não sou eu falando, é ele, tá no relatório dele. Porque se o Corsa ele não vendeu, os senhores ouviram ele falando, o Corse ele não
vendeu, o Santana ele vendeu depois, o Siena ele vendeu depois, a carretinha ele vendeu depois, ele não Tinha outro carro. Que carro que ele trocou na arma? Tava devendo para advogado, tava devendo não sei mais para quem. Quanto pagou na arma? Não sei. Como não sabe de quem que você comprou? Também não sei. Alguém acredita nisso? Principal tese da defesa foi o quê? Que ele não cometeu o o homicídio qualificado, que foi homicídio simples. Aí depois para inovar vieram com a legítima defesa também. E ainda tiveram a coragem de falar que a gente não sustentou
as demais provas. Como assim? Se ele confessou tudo e a gente reforçou todas as provas. Incrível. Até a defesa confirmou que ele praticou o crime. A gente vai ficar insistindo que ele praticou o crime? Não precisa. Tá claro isso. Os senhores viram e eu mostrei para os Senhores o relatório das conversas entre o Marcelo e o Guilherme. Em diversos momentos, dá para se perceber que eles estavam comoados ou pelo menos conheciam o que ia acontecer. Tanto que no final das conversas o Guilherme fala: "Será que vai dar alguma coisa pra gente, né? Os os os
verbos no plural. O o Ministério Público foi e denunciou o Guilherme pelo homicídio?" Não. Por quê? Porque a gente só pode processar e Condenar alguém com provas. E a gente não tinha prova que o Guilherme participou da execução do Benedito, da morte do Benedito. Então, o Guilherme só respondeu pela ocultação do cadáver. Esse filtro o Ministério Público já faz desde o início do processo, porque a gente tem um compromisso com a lei, com as provas. A gente não tem um compromisso com determinada pessoa, A, B, cliente, honorário, não temos isso. Então, ele foi denunciado por
homicídio Qualificado, porque as provas indicam isso. Indicam que ele tava premeditando o crime desde pelo menos desde o dia 27, comprou um calibre 44, que é uma arma para derrubar búfalo. Arranjou uma desculpa para sair na hora do almoço, assim que ele chegou na casa da sogra para voltar pra casa dele. ficou uma hora lá, matou o Benedito, não tem um sinal de luta na casa, não tem uma mancha de sangue, ocultou o cadáver, sumiu com o carro, Inventou várias teses, por isso que ele responde pro qualificado. Que defesa que o Benedito teve, era um
senhor de idade já, né? desarmado. Aí a defesa vem aqui, ah, mas não é não é homicídio qualificado porque não existe traição pela frente. Então, quer dizer que se eu me escondo atrás do mato armado, a pessoa tá passando na estrada rural e eu pulo na frente dela e dou três tiros, isso não é homídio qualificado pela emboscada, Porque o tiro foi pela frente. Como assim? É isso que a defesa sustenta. Aí ele vai falar: "Não, mas eh o Benedito foi lá discutir com ele primeiro, que também ninguém aqui falou que não, que não teve
uma desavenência, que eles não devem ter conversado no dia lá. Óbvio que teve, mas conversar, discutir, ameaçar é a mesma coisa que você sacar uma arma e dar dois tiros no peito da pessoa. Então quer dizer, porque a pessoa deu tiro pela frente com calibre 44 que derruba búfalo, isso não é um homicídio qualificado pela surpresa, pela impossibilidade de defesa da vítima, só porque foi pela frente. É isso que a defesa tá sustentando. Não teve briga. Marcelo não sofreu um arranhão, não precisou trocar de roupa, apareceu lá na casa da sogra depois do homicídio, como
se nada tivesse acontecido. Que situação é essa? Que o que ele teve que se defender, que ele não emboscou, que ele não surpreendeu o Benedito lá na casa dele? É isso que a defesa tenta desqualificar aqui. Por quê? Porque é o que eu falei paraos senhores, alguma tese tem que trazer. Não dá paraa defesa vir aqui e falar: "Não foi o Marcelo que atirou". É impossível, né? Porque aí a gente ia dar risada na cara deles, porque o Marcelo afirmou três vezes que atirou. Então não Dá pra defesa afirmar isso, mas dá pra defesa afirmar
outras coisas para tentar, né? Porque quem sabe como aconteceu o Marcelo, ele que tava lá, né? Além das demais provas que a gente consegue confirmar os fatos, mas quem tava lá é o Marcelo. Então se ele tá falando que não foi isso aqui, a gente consegue, né? Vamos tentar tirar, porque aí tira a qualificadora, a pena não é mais 12 a 30, é 6 a 20, Né? Então a gente tenta diminuir a pena. Se não dá para falar que não foi ele, a gente tenta diminuir a pena. Mas vamos mesmo assim vamos tentar ainda inserir
ali a legítima defesa, porque se a gente conseguir inserir a legítima defesa, nem responder pelo homicídio ele responde. Então vamos falar coisas que não tem nada a ver uma coisa com a outra, mas vamos falar porque é bom para ele. Então vamos falar que ele se defendeu, que ele não merece ser condenado, mas que ele Também merece ser condenado, mas sem a qualificadora. Como assim? Porque se você sustenta que ele se defendeu, ele é absolvido. Se você sustenta que ele deve ser condenado, mas sem a qualificadora, ele não pode ser absolvido. Não dá para você
afirmar as duas coisas ao mesmo tempo. A defesa tá afirmando as duas coisas ao mesmo tempo. Que ele agiu em legítima defesa e que o homicídio foi simples. Como assim? Vou encerrando. Acho que os pontos que a defesa trouxe eram esses que eu tinha para rebater. Eh, eu vou reforçar só mais uma prova para não ter dúvidas que o Ministério Público mostrou provas e que essa afasta qualquer tese de legítima defesa e também demonstra que eles estavam já premeditando e preparando o delito, que é de novo o relatório da conversa do Guilherme com o Marcelo,
que não é uma prova policial, é uma prova judicial Autorizada pelo Dr. Renato, viu, senhores defensores? Prova judicial. Abre para mim. por favor. 59 eh 59 não, 469. Eh, é não, 59.2. Isso é a última prova que eu vou mostrar paraos senhores. Depois eu já concluo minha minha fala. 59.2. Consegui pausar o tempo, doutor, por causa do problema. Tá com caiu o projut. Só pros senhores, pode, pode dar play, vou, vou avançando aqui. Só pros senhores rememorarem o que tem nesse relatório do celular do Guilherme, o a quantidade de provas que demonstraram que as coisas
não aconteceram, como ele tentou inventar desde o início, né? Primeira conversa que eu mostrei paraos senhores na época, né? Não vou mostrar todas de novo. A conversa do Guilherme com a mãe, onde a mãe mostra que tá lúcida e que inclusive engana a pessoa Que tá empregando o Benedito para falar que o Benedito tinha eh não tava atendendo o telefone, não sabia onde ele tava, mas em nenhum momento ela afirmou que o Benedito estava morto. Inclusive, nessa conversa dá para ver a preocupação do Guilherme do que a mãe vai falar para pra empregadora. Isso no
dia 3/11. Lembrem dessa conversa, né? Depois tem a conversa da Arma, que é a do dia 27, também tá no celular do Guilherme. Primeiro áudio dessa. Pode descer, Clara, por favor. Então, vou mostrar já que abriu. Pode descer. Essa é a primeira conversa, né, Guilherme? Com a rainha, que é a mãe. Pode descer, por favor. Pode descer aí. essa conversa. Ô Gui, o que eu faço? A mulher que o dito trabalha fica ligando para mim, perguntando porque estourou o cano da casa da mãe dela. Aí o o Guilherme fala, fala que você tá Ligando para
ele e ele não atende. Os dois já sabiam que o Benedito tava morto. Os dois já sabiam que o Benedito tava morto. Aí a o Guilherme perguntou: "O que que você disse para ela?" Demonstrando, né? Preocupação. Eu não falei nada, só falei que não sabia onde ele tá, que estou ligando. Ele não atende. Mentiu pra mulher. Imagina, seu marido tá morto, Você mente. Por que que você tá mentindo? Porque você não quer que o filho seja preso. Alguém tem dúvidas que ela mente para proteger o filho, que é o que a gente tá insistindo desde
o início aqui, inclusive demonstrando as contradições de hoje com as demais provas, não, né? A próxima a da arma. Claro, vamos descer, por favor. Pode descer aí. Maravilha. Essa aí. abre esse áudio Para nós. Ele tá no 469. Esse áudio é o primeiro áudio ali é o 0049. Mas aí não, a você vai ter que abrir lá pra gente ver qual que é o movimento. 469 é o 004 >> P. Mas você já trocou já o carro na máquina? >> Qual máquina você já pegou? >> Já trocou o carro na arma? E aí eu vou
insistir qual carro que ele poderia Trocar se o Corsa ele não vendeu. Isso ele afirmou depois que ele foi preso. Corsa eu não vendi. O Santana ele confirmou que vendeu por 700ão. 500 o carro mais 200 as rodas. Mas isso ele vendeu depois. Tem conversa aí com o Guilherme que confirma que a venda foi depois. O Siena também foi depois. Porque tem a conversa com o Guilherme que ele pede pro Guilherme vender. Vende o Sena, vende o Santana, vende a carretinha. Então eu pergunto paraos senhores, se ele só tinha esses carros, que carro que ele
vendeu para trocar arma? O único carro que sumiu, que não tá aqui, qual que é? É o PO do Benedito. Ah, não. O P eu abandonei em ourinhos. Ah, é? Você abandonou em ourinhos? Ué, mas não tem passagem no pedágio, não tem ida nem volta. Não achamos o carro lá. No carro não foi aprendido. Aí você fala que pegou uma passagem. Não existe passagem. Para onde você foi? Primeiro fala que voltou para cá, depois fala que foi direto para Sorocaba. Oxe. Então, pelo menos o que você fala sustenta e confirma. Nada confirma, nada sustenta. Beleza.
Tá louco aí. Até assusta o Guilherme, né? O calibre. Os senhores lembram da conversa? Aí, essa fundamental também desce mais um pouco para nós, por favor, que é os as ligações telefônicas e a conversa no Dia 2 a 5:42. Maravilha. Ou tá vindo, ó, 5:42 do dia 2/11. Lembrem o horário que a defesa Mariaou na respostação do horário que o Guilherme saiu do trabalho. Ele saiu do trabalho depois que a Beatriz ligou, né? saiu do trabalho para ver o que aconteceu, descobrir o corpo do Benedito, que ele tinha sido morto. Aí ele manda uma mensagem
pro Marcelo às 5:42. Ô, tá vindo, tá vindo para onde se eles falaram que não se encontraram, Não, não fizeram nada. Aí mais paraa frente ainda, pode descer mais um pouco. Ah, não, mas vocês conversaram nesse dia? Não, acho que só na hora que ele foi lá ver o a situação. Ah, é? Mas então por que que tem diversas ligações suas nesse horário com o Marcelo, com o Guilher do Guilherme pro Marcelo e depois diversas outras ligações efetuadas até às 10:50 da noite daquela noite onde ele foi dar o sumo no corpo e no carro.
Então não tem prova, não tem esquema para ocultar cadáver, para dar sumisso no carro, para matar o Benedito. Não tem, não tem premeditação. Então tá, não tem, né? A defesa fala que não tem. Aí os senhores perguntem pra defesa quando ela vier aqui. Com base no que os senhores afirmam que não? Aí eles vão falar: "Ah, porque o Marcelo falou que não". E o que que o Marcelo falou que se sustentou até agora? Desafio a defesa vir aqui mostrar uma Prova que indica que não teve premeditação, que indique uma prova que teve legítima defesa, salvo
a versão do Marcelo. Não tem. Aí a gente vai lá, tá bom? Então vamos confiar na versão do Marcelo, né? Vamos ver se a versão dele bate com as demais provas dos autos. Vamos descer mais um pouco e a gente vai ver de novo que não. Pode descer, por favor. Pode descer. Pode descer aí. Acho que é essa daí. Ah, essa. Sobe um pouquinho, sobe um pouquinho. É essa mesmo. Bom dia, irmão. Tudo bem aí? Isso já no dia 6, hein? Dia 6 já tava morto há cinco dias. O Benedito. Tudo já tomou café? Ainda
não. Mas vai tomar. Tá bem. Dormiu bem? E ele fala: "Dormir bem. Matou o pai. Cinco dias depois tá dormindo bem". Lembra que eu já falei tudo isso para os senhores. Prova judicial, não é prova policial, prova judicial. Celular é autorizado pelo Dr. Renato. Só estou um pouco triste por causa da Bia e um pouco preocupado. Então eu também tô. Por quê? Na rua estou livre, mas sei que é por pouco tempo. Até ele já tinha aceitado que ia ser condenado. É alguém que age em legítima defesa sabe que é tem porque legítima defesa é
validado pela lei. Você é absolvido. Ué, mas você sabe que é por pouco tempo Que você tá solto, então você tá assumindo que você fez uma coisa errada, né? Então tá. Eh, aí ele continua. Então tem esse porém também. A mentira tem perna curta. É o Guilherme falando para ele. Então tem tem esse porém também. Mentira tem perna curta, envolve um monte de coisa. O irmão tá falando que você tá mentindo. Seu irmão tá falando para você que você tá mentindo e que isso vai logo ser descoberto. Não, não é o Ministério Público com base
em todas as mentiras que ele contou e a gente conseguiu aqui mostrar que ele tava mentindo. É o próprio irmão falando para ele. Aí ele fala que tem medo de nunca mais ver as pessoas que ama, né? Aí o Guilherme fala: "Isso nunca vai acontecer, irmão foi um fato triste que aconteceu, mas você viu os caras que fizeram a mesma coisa". Ou seja, as pessoas fazem a mesma coisa que você, Não ficam presas por muito tempo. Então não se preocupa, você não vai deixar de ver a família por muito tempo. É isso que é a
conversa, né? Se a polícia perguntar o por você fez isso, você fala que na hora do nervoso você não pensou em sumir com ele. Na verdade, aí você pensou em sumir com ele, né? Se a polícia perguntar que por você fez isso, você fala que na hora do nervoso você pensou em sumir com ele, né? Isso é o que o Guilherme tá Sugerindo pro Marcelo falar. E aí ele fala: "Então vou falar a verdade, mas eles vão falar". Aí aí o Guilherme fala: "Mas ele então eles vão falar que foi premeditado você falar a verdade?
Ué, se a verdade vai significar que foi premeditado, é porque foi premeditado. Senhor concordam? Então tá, vamos continuar. Aí o Marcelo concorda, ele fala assim, então ele tá concordando. Se eu falar a verdade, eles Vão perceber que foi premeditado. E o Marcelo concorda sim. Aí o Guilherme fala: "Mas você vai falar que foi premeditado?" Aí ele vai falar: "Não, vou falar que a no impulso legítima defesa." Ou era você ou era ele. Aí sugere o Guilherme, né? O o senhor conseguiram entender o contexto, né? O Guilherme pergunta: "O que que você vai falar?" Aí ele
fala: "Vou falar a verdade". Aí o Guilherme Fala: "Mas se você falar a verdade, eles vão falar que foi premeditado". E o Marcelo concorda. Aí o Guilherme pergunta: "Mas você vai falar que foi premeditado?" Aí ele fala: "Não, vou falar que agi no impulso." Ou seja, vou inventar que foi no impulso. E o e o Guilherme finaliza sugerindo e legítima defesa. Ou era você ou era ele. Então, né? Então, como é que a defesa tem coragem de vir aqui e falar em Legítima defesa? Porque é o que eu disse para os senhores, eles representam o
Marcelo, eles recebem por isso e eles não podem deixar de trazer teses porque senão dissolve o julgamento. Mesmo uma tese que não tem cabimento, mesmo uma tese que os próprios réus confirmam que não tem cabimento. São os dois falando aí. E só para finalizar a venda dos carros, para mostrar que não havia outro carro. Pode descer mais um pouco, por favor. É essa, essa mesmo. No dia 8/11, depois que o Benedito morreu, um dia antes do Marcelo se entregar, envia um áudio pro irmão, orientando a vender os carros. Santana, Siena e carretinha. Marcelo veio aqui
hoje, falou: "Eu tinha um Santana, tinha uma Siena e tinha uma carretinha e tinha o Corce, quatro carros. O Santana não andava, ele tinha duas rodas, tava despedaçado. O Siena ele não deu detalhes. E tinha a carretinha que não era dele, era do Benedito. E tinha o Corse. Esses três nessa conversa senhores vão ouvir de novo, eles eles conseguiram vender no dia 8. A arma foi comprada no dia 27. O Corsa, naquela outra conversa que eu mostrei para senhores, ele falou: "Não, não vendi". Quando ele responde o delegado: "Não vendi". E essa essa esse interrogatório
com o delegado é depois Desse dia. Então que carro que sobrou para ele trocar pela arma que ele fala pro pro irmão que trocou a a arma por um carro, o carro pela arma, melhor dizendo. Que carro é esse? O único carro que tem a mais é do Benedito, que por curiosidade, surpresa, nunca foi encontrado. Não tem sinal de passagem por Ourinhos, que segundo ele foi onde ele levou. E não tem nenhum rastro dele depois que saiu de Ourinhos, porque segundo ele foi De ônibus. Vamos mostrar os áudios só para não falar que é o
Ministério Público inventando, né? Eh, o 0030, Clara, tem que abrir aí o 469 de novo e abrir eles. 0030, 0031, 0032. 30 primeiro. Tá >> beleza. Então daí na hora na hora que eu for aí da pego e já posto. Belê? Daí você sobrepassa o valor certinho daí. Pode p 31, 32. Beleza. Daí que eu for aí, que você for aí, que eu tiver aí, aí nós posta o o Santana de novo lá no valor mais baixo, sabe? 500 para vender ele para ele ir embora logo precisar desse dinheiro. E o a carretinha, o Siena,
os bancos de couro do Siena, você tá entendendo? Apostou umas coisas lá para mim vender, para mim conseguir esse dinheiro para pagar o advogado, que é semana que vem já, senão não vou ter o dinheiro para pagar. 32. >> Não, beleza. Então, daí na hora na hora que eu for daí a gente vê isso daí. Beleza. E aí >> tu você chegar aí, você avisa eu. >> Aí nesse mesmo dia, ó, 6:39 até às 8, Marcelo vendeu os carros pra pessoa de William. Pode descer e abrir os outros áudios, por favor. >> Beleza, Guilherme. Veio
o Willam aqui. Ele acabou de sair daqui, veio, ele, veio outro cara aqui. Aí o Willam falou Que foi lá buscar o dinheiro lá. Se ele chegar com o dinheiro aqui mesmo, aí você pode tirar. Daí eu mando mensagem para você para você tirar o anúncio. Beleza, >> Marcelo. E aí, que que deu? Deu certo >> aí 93. >> Então, G do carro você pode tirar lá que eu consegui negociar o carro com o cara. Beleza. >> Então pode tirar porque ele já conseguiu vender esses três por causa que ele Tinha fora o corte vender.
Então, qual carro ele trocou pela arma? Qual é qual carro ele trocou pela arma? que ele afirma pro Guilherme na conversa lá do dia 27, o único carro que não existe. Então, acho que é isso, né? Eh, acho que já foi exaustivamente demonstrado aqui que não tem legítima defesa, que eles tinham preparado a situação para dar um fim no Benedito, que tinha Uma desavença na casa da forma como Benedito tratava a mãe, como ele já havia tratado eles durante eh o período que eles conviviam lá na mesma casa. Ninguém vai questionar isso, ninguém vai afirmar
que isso é certo, que o Benedito tava certo, né? Xingamentos, Júdas raciais. tinha que ser processado e responsabilizado por isso, desde que feito o boletim de ocorrência, juntadas as provas, denunciado, processado e comprovado, aí ele sim deveria responder Por isso, né? Isso nunca foi feito. Por quê? Porque ninguém nunca buscou a polícia. Não existe nada disso. Nenhum processo, nenhuma denúncia, nenhum boletim de ocorrência, nada. Apesar do Marcelo ter falado que já acionou a polícia diversas vezes. Mas isso não retira o fato de que o Benedito poderia estar errado se ele ajuda dessa forma. né? Agora
afirmar que ele matou porque o Benedito batia toda hora na mãe dele é mentira, porque nem a mãe dele afirmou Isso. É isso. Esse é o ponto, vir com uma tese. Tem que vir com uma tese aqui para justificar o absurdo que ele fez, que foi tirar a vida da pessoa que ele chamava como pai, que ele trabalhava todo dia com a pessoa que morava do lado dele no muro ao lado. Então precisa ter alguma tese, senão o que que vai acontecer? Porque ele já estava defendido por advogado desde o início do processo. Não era
o Dr. José Maria, era Outro advogado, mas estava orientado até quando ele se apresentou na polícia. Então não tem isso de, ah, ele foi pressionado. Não, não, não. Ele teve tempo para se organizar, pagar advogado, preparar a tese dele e mesmo assim se enrolou tudo. Por quê? Porque o papo reto não faz curva. Ele achou que ele ia chegar lá e falar: "Ah, foi isso, isso, isso". E a polícia falar: "Ah, tá bom, a gente acredita". Ele só esqueceu que ele tirou a vida do Pai dele. Só isso que ele esqueceu. Eh, vou encerrar aqui
dizendo pros senhores o seguinte: Não deixem que a defesa transfira a responsabilidade e a culpa pelo que aconteceu pros senhores, tá? Quem cometeu o ato criminoso foi o Marcelo. Tanto que a própria Beatriz chamou ele e falou: "Você tem que responder pelo que você fez. Tanto que a mãe da Beatriz chamava o Marcelo de criminoso. Por quem comete um crime é Criminoso. É o nome que se dá. Agora, se a pessoa eh vai ficar o resto da vida presa, é outra coisa, mas que a pessoa tem que responder pelo crime que praticou, ela tem que
responder. Não foram os senhores que praticaram, não foi o Ministério Público que praticou, não foi a polícia que praticou, foi o Marcelo. Não deixe a defesa transferir a responsabilidade paraos senhores. Tá tudo comprovado. Esse é o primeiro ponto que eu queria dizer paraos senhores para encerrar. Eh, os senhores têm que julgar com a consciência dos senhores o resultado que tiver vai ter sido feita a justiça, porque os senhores analisaram as provas, eh, decidiram com a cabeça, com a consciência dos senhores o que entenderam correto por serem as pessoas hoje designadas para fazer o julgamento. Isso
não significa que a culpa é dos senhores, tá? e muito menos significa Que ele tem que ser absolvido simplesmente porque são os senhores julgando. Ele tem que responder pelo que ele fez. Por quê? Porque o que os senhores decidirem aqui hoje é coa na cidade de Jacarezinho. Como os senhores viram na conversa deles entre ele e o irmão falando: "Você viu o Sidão? Seidão fez uma coisa igual e não pegou muito tempo. Ah, sai logo, relaxa. A gente não pode aceitar isso. Uma vida É o nosso bem mais precioso. Poderia ser um irmão, um vizinho,
parente, um ente querido, qualquer um dos senhores. Que a violência ela é do ser humano, como a defesa falou. Mas nem todo mundo é capaz de um ato como esse. Ah, não. Todo mundo se atacado consegue se defender. Sim, mas nem todo mundo vende um carro para pegar uma arma que derruba um búfalo. Vai lá, premedita, mata, oculta o cadáver, vende os bens. Nem todo mundo faz isso, né? Os senhores, eu aposto que se sofressem uma violência ou tivesse alguém que conhecesse sofre uma violência, iam buscar ajuda, né? Não resolver com as próprias mãos, como
era feito lá na época do faraó, né? Ou a sociedade evolui ou a gente volta pro far oeste. Cada um resolve do jeito que quer, olho por Olho, dente por dente. É isso que a gente quer? Acho que não, né? Então, se o Benedito um dia errou, não justifica o erro do Marcelo. E, infelizmente o Benedito não tá mais aqui, nem para afirmar que é verdade que o Marcelo tá dizendo, nem para dizer que é mentira e nem para responder pelo que ele fez. Ele não tem mais oportunidade, nada. Isso foi tirado dele pelo Marcelo.
Ele precisa responder pelo que ele fez. Tudo que ele fez, que tá imputado no processo, tá comprovado exaustivamente, como eu mostrei para os senhores. Em relação à qualificadora, que é a tese principal da defesa, a provocação. O Marcelo no primeiro depoimento disse: "Ah, ele veio para discutir comigo, me ameaçou me bater e eu peguei uma arma do criado mudo dele. Hoje aqui, prova produzida judicialmente, doutor, hoje aqui já deu outra versão. Não, eu fui lá, ele tentou me bater, eu consegui Correr até minha casa. Aí eu peguei a arma, ele viu a arma, ele fugiu
pra casa dele e eu fui atrás dele e atirei nele dentro do quarto. Dois tiros no peito. Como é que a gente consegue acreditar numa versão dessa? Se não tinha um sinal de luta, não tinha uma lesão, como é que a gente não sustenta que o Benedito foi surpreendido? Dois tiros no peito, sem sinal de briga, sem ferimento, sem marca de sangue, nada. Oculta o cadáver, compra arma cinco dias antes. Ele não tava se preparando para fazer o crime, para surpreender o Benedito daquela forma. Se era porque havia uma desavença, porque a mãe tinha sido
maltratada, ninguém vai questionar isso. Mas isso justifica? Aí vem falar: "Ah, o motivo é porque ele tava maltratando a mãe." Ah, é, mas você já tinha tirado a mãe da casa do Benedito há s dias. Sua mãe nem tava lá no dia, tava na casa da sua sogra. Que que você Foi fazer lá armado? Um calibre 44 que você comprou, trocou um carro para comprar aquela arma, que que você foi fazer lá? Como não surpreendeu, Benedito, um senhor de idade, né? Eh, então é isso. E só para finalizar, como eu disse, julguem com a consciência
dos senhores. Eh, tenho certeza que aqui hoje vai ser feita a justiça. O Ministério Público defende aqui a condenação, porque as provas e os atos Feitos justificam isso. Não é porque a gente quer condenar alguém, eu não ganho nada com isso. Não vou ganhar mais salário, não vou ganhar nenhuma promoção, nem nada disso. Quero que a justiça seja feita para que isso não aconteça mais, ou que pelo menos para que se seja evitado o máximo possível. Para quem praticou, responda pelo ato que fez. É por isso que eu tô aqui hoje até esse horário com
os senhores também. Poderia ter parado antes, poderia, mas Eu não queria que os senhores saíssem daqui com dúvida, nem se sentindo eh enganados, tá? Eh, sobre os quesitos, como já dito, o primeiro é materialidade. Ninguém tem dúvida, nem a defesa, nem o Ministério Público questiona que foi o Marcelo que matou, que o Benedito recebeu aqueles disparos, tá no laudo. Marcelo confirma. Então, o primeiro quesito é sim do homicídio. Nem a defesa, nem o Ministério Público questionou isso. A Autoria também, nem o Ministério Público, nem a defesa questionou isso. O próprio Marcelo confirmou que foi ele
que atirou. Então a materialidade é se aquilo aconteceu, os disparos que levaram à morte do Benedito. Sim, ambas as as partes concordam. O autoria também, ambas as partes concordam. Aí a terceira tese que vai ser votada é absolutória. Se vocês por algum motivo absolvem Marcelo, os senhores viram que uma ação dessa não tem justificativa Nada, né? justificam um ato desse e muito menos a legítima defesa, se nem eles mesmos conseguem confirmar uma legítima defesa. Eles mesmos falam que estão mentindo e vão inventar uma tese de legítima defesa. Depois desse desse quesito aí vai ser votada
a qualificadora. A defesa quer que os senhores absorvam nesse quesito. O Ministério Público diz que não. Não tem motivo para absolver um ato tão grave como esse. Depois é a Qualificadora que o Ministério Público insiste que ele foi surpreendido, que ele não tinha meio de defesa do Benedito. Todas as provas demonstram isso. A defesa vai falar que não. Esse também tem contradição. Os senhores também vão ter que decidir. E a defesa ainda sustenta que o o Marcelo matou porque naquele momento ali ele foi provocado. Sem prova nenhuma disso. Mas é o que as defesas sustentem.
Depois vai ser votada a ocultação de cadáver que a Defesa em nenhum momento negou, né, que foi Marcelo que ele praticou a ocupação do cadáver. E por fim é o furto que a defesa vai dizer aqui que não foi o Marcelo que furtou e que ele não tinha intenção de furtar. Aí eu pergunto, senhor, tem alguma prova do que a defesa sustenta? O carro sumiu, não tinha outro carro para vender. Ele não passou por ourinhos, não sabe para onde ele foi, não tem prova da passagem. Ele tava Devendo, trocou a arma por um o carro
por uma arma. Ele não furtou. Senhores viram a jurisprudência aí a partir do momento que ele pegou o carro, foi ocultar o cadáver, sumiu, ele cometeu furto. Então é isso, eu queria agradecer, desculpa me alongar até o final da minha fala, eh, e tenho certeza que os senhores hoje vão fazer justiça aqui. Muito obrigado. >> Pode parar. Isso. Eh, senhores e Senhoras jurados, querem fazer um intervalo? Ou a gente pode prosseguir por mais uma hora pela defesa. Querem fazer um intervalo? Preferem? Querem parar? Podemos seguir. Dr. Zé Maria, por favor. Doutor, tem a palavra por
até uma hora em tréplica. Mas eh deixa muito a desejar que eu gostei de uma frase que o doutor disse que papo reto não faz curva bonita. Gostei. Eu Vou utilizar isso aí daqui para frente nos meus jures e vou pegar a já de tese inicial essa questão do veículo, porque o doutor fala que a defesa veio aqui, tentou enrolar vocês com teste de legítima defesa, eh, misturado com Não é tentar enganar, não. Defesa tá colocando aquilo que acredita, assim como o Ministério Público também. Querem fazer o intervalo, Dr. Zé Maria, só um pouquinho. Tudo
bem? Tá, doutor, desculpa. >> Não, não, tranquilo. Eh, fique tranquila, não tem problema nenhum. Bom, o que eu quero demonstrar para vocês, sete jurados aqui, é que a acusação ela parece bonita. Porque acusar é fácil, é apontar e falar: "Ele fez, pronto, acabou". Aí vem aqui, acusa a defesa de não mostrar prova e não sei o que lá. Eu vou partir já do início, eh, como o filho chamava a mãe para vocês ver como que essa relação de Família, mãe, filho. Ele colocou ali, sabe como chamava? Rainha. Olha como o filho tratava a mãe. Falou
ali que é o código nome rainha. Porque para ele era rainha, a mãe dele era o tudo para ele. Ah, mas a Silvana mentiu para proteger o Marcelo. É óbvio que uma mãe vai proteger um marido morto, um filho preso. Que que uma mãe faz numa situação dessa? Ela tentou E a empregadora ligar, ela não sabe o que faz. Gente, na hora do desespero, a gente não sabe nem o que fala, no que faz. essas questões humanas que a gente tem que entender. Nós não somos robôs, não somos programados eh cirurgicamente para tomar as decisão.
Os irmãos trocando ideia, conversando o que que eu vou fazer? Não fala isso, fala aquilo. Conversando entre si, se é papo de irmão, um Defendendo o outro, tentando ajudar. É um núcleo familiar. É inconcebível que agisse de maneira diversa. Esse papo desse carro aí é muito estranho. Não tinha outro carro. Ele pegou o carro e vendeu para pagar o advogado para comprar arma. Ele levou o Benedito. Que jeito? Para lá na costa até matagal. Não foi com com o Palálio no dia 3. Esse carro que ele tá falando que vendeu foi No dia 27, um
7 dias antes da morte do Benedito. É brincar com o raciocínio lógico de vocês. Só tinha o pá para vender. Ele levou de o quê? Então como é que foi contado a história? que ele matou o Benedito, não há discussão. Puxou o corponhou dentro do páo. Isso no dia primeiro. Esse carro que ele vendeu foi no dia 27, uns 5 dias antes da morte do Benedito. Aí vem, coloca essa essas falácias, vai colocando umas teses misturadas com a outra e acusa a defesa de agir assim. É incrível, né? É engraçado isso aí. Suale só saiu
da residência no dia 2 com o Benedito dentro do carro. Ele quer colocar na cabeça dos senhores que não, que Mas qual o carro que tinha? Eu que pergunto é a defesa vim aqui e levo não de Mentirosa ainda. Mas tudo bem, é a função dele. Ele não ganha honorários mesmo, sabe que ele ganha dinheiro de você, de você, de mim, de todos nós aqui. Ele é funcionário público e ganha muito bem para fazer acusação. Aí vem contar umas historinhas, querendo acusação, no máximo vão condenar. Trata-se de um ser humano que tá aqui, não é
um Precisamos só pesar, Seja aplicada a lei. Não tô pedindo para vocês não aplicar a lei. Não me recordo de ter pedido legítima defesa. Me recordo de ter dito que ele agiu logo após injusta provocação. O promotor vem aqui com a fala dele mesmo. Ninguém tá dizendo aqui que eles não conversaram, que não houve ameaça, mas isso é motivo de matar. Ele confessa que houve conversa, que houve as ameaças. Não, mas daí você tem que chamar a Polícia. Chama polícia. Na hora que tá no entrevero ali, que você se vê em certos momentos na vida
acuado, no momento que você tá ali, você vai chamar a polícia como se você tá ali, o Benedito em cima. É, mas não tem prova nenhuma dos autos que ele agiu assim. Mas não tem prova nenhuma que não foi assim. Nós estamos numa incógnita tentando descobrir as verdade real dos fatos aqui, montando os fatos, a defesa do seu jeito, a acusação no jeito dela. Um querendo condena, condena. 12 anos. Outro aqui, pelo amor de Deus, calma, calma. É briga de família, é uma questão onde a mãe apanhava. Ah, mas apanhou uma vez só. Para mim
é o que basta. que na mulher não se bate uma, não se bate 20, não se bate uma vez, não bate nunca. Mas ela perdoou ele. Claro, ela dependia dele totalmente. Ela era dependente do seu Benedito. Até para comer. Senhor sabe que que é isso? depender de alguém até para você comer e ser humilhada, porque se ela mentiu lá, então ela também falou a verdade, que é a chamada de negra, eh, de alejada no depoimento da delegacia, ela repete isso depois também. Ela tenta proteger o filho, pessoal. É óbvio. Senhores devem ser pais, devem ser
mães, deve ser avós. Ah, mas se acontecer com um vizinho seu, Ó, não. A pergunta que a defesa faz, se acontecer com um ente seu, que amanhã senta aqui no banco dos réus, se ele não vai vir aqui para cima, porque ele é funcionário público, ele vai vir brabo, condena. É, mas a sociedade jacarezinho tem que ver. É isso que eu quero que vocês analisem. Realmente eu quero que a nossa comarca Seja mais segura, que nossa comarca se Mas isso é no plano ideal, nas ideias. Nós sabemos o quanto violência há. Nós sabemos que dentro
das famílias tem esses problemas. Ele confessa com todas as palavras. Nós saber, eu não vou vir aqui, mas ele joga, ele faz dupla jogada. Primeiro fala: "Ai, nós sabemos que acontecia as brigas lá, nós não estamos negando. Aí daqui a pouco não, mas tem que condenar". Falei, mas se tinha briga, Se a mulher apanhava, nem que foi uma vez, mas e o psicológico? Foi uma vez a a agressão física, mas o psicológico várias vezes. E não estamos dizendo que foi todo dia 28 anos de casado. É claro que não é sempre de briga, não é
sempre de paz. Todo relacionamento tem seus problemas. Mas daí a xingar de macaca, de preta, o o filho, né, que não era filho dele, nós não estávamos lá para ver. Mas quem fala que foi assim, como não Tem prova que fala que sim, mas não fala nem que sim, nem que não. As provas a gente tá criando agora, tentando juntar um quebra-cabeça, tentando demonstrar como realmente aconteceu os fatos e ainda assim talvez a gente nunca saiba porque nós não estávamos lá. Nem acusação nem defesa. O que a gente pega e extrai são pedaços do processo
de uma realidade e vai montando. Ele querendo acusar e eu querendo, gente, acusa. Mas vamos ser maleáveis. É isso Que a defesa pede. Tô pedindo para eh eh legítima defesa. Eu não lembro. Eu falei que ele passou ali, o Benedito chamou, eles discutiram, ele pegou a arma e foi para cima. Ah, mas então quer dizer, se tiver escondido atrás de uma árvore e der dois tiros e pegar na frente, não é a traição. Mas daí ele tava escondido na árvore. Para você ver como brinca com a mente, com isso. É lógico pura, mas tem pessoas
que caem. Não foi isso que a Defesa disse, que ele tava escondido. E ninguém falou isso, que o Marcelo chegou as escondido, mas o que que ele foi fazer lá na ele morava lá, ele foi buscar uma chave, foi exaustamente mostrado, falado, comprovado. Ele foi buscar uma chave para arrumar o carro, desceu até a casa, houve entrevero com Benedito, o promotor não nega não, mas houve a conversa, houve as ameaças, ele confessa que houve tudo. menos que o Marcelo não tinha que ser, tem que ser Condenado peloí qualificado pela emboscada. Não, não teve emboscada. Ele
não escondeu trás de árvore nenhuma. Eles discutiram, Benedito correu, mexeu lá, não sei, não sei se ia pegar uma faca, não sei o que que ia pegar, não sei o que tinha. Só sei que o Marcelo deu dois disparos. A arma de fogo do Marcelo 44 tem, conversei com os policiais, como é que funciona. Tem seis tiros. Eu não conheço de arma também. Nunca peguei numa arma, não mexo com Arma, tenho pavor. Seis tiros, Marcelo só deu dois. Se fosse esse intenção suicida, eh, homicida e esse louco que estão querendo pintar, esse criminoso que estão
querendo colocar, que fique o resto da tempo preso, a vida inteira presa, não é o problema, mas tem que pagar. Não é assim que as coisas funcionam. Dois tiros ele deu no Benedito. É óbvio que o Benedito não tá aqui para falar o que aconteceu. É óbvio que o Benedito Não tá aqui para nos contar uma versão. Eu sei, é triste. Por isso que no Direito Penal nós chamamos o Tribunal do Júri do Tribunal do sangue, das lágrimas, porque um vai, outro fica. Nós ficamos entre a cruz e a espada, assim como a Silvana ficou,
como a mãe desse menino tá. chorando na mor tá nas águas, o marido morto, o filho presta a ser preso, vem umas conversas, umas aberrações que que eu não consigo encaixar, que esse Carro foi usado para trocar em arma, porque devia para divul para mim não devia. E esse carro não tem como, pensa logicamente, coloca aí cronologicamente que dia que o Benedito morreu? Dia primeiro, que dia que foi a transação dos veículos dos carros dele? Dia 8 e dia 27. Qual carro só que tinha do Benedito. Benedito demorou sete dias para morrer. Então o Benedito
não viu ele pegar o carro da casa. O Benedito Não viu ele sair com esse carro para trocar em. E como é que ele depois matou o Benedit e põhou dentro do carro? É umas histórias que só Deus na causa mesmo. Mas continua. Ele tava com advogado, tava com o falecido Dr. Maurício, tava. Eu vou ponhar eh um vídeo aqui, 55.3. O doutor até pôs um pedaço, mas eu quero mostrar. Sabe por que que eu quero mostrar? Porque mais uma vez ele vem com esses argumentos dele. Não, porque foi o Não coloca ainda não, por
favor. Eh, é que o Marcelo pode pôr, eu eu vou deixar correr teu nome completo novamente. >> Marcelo Conceição da Silva. >> Tá certo, Marcelo, você já tá qualificado, >> nos altos, né? Nós já fizemos teu primeiro interrogatório. Esse aqui é o novo interrogatório que eu tô fazendo para você, porque ficaram muitas Pendências, muito, muitas pontas soltas que nós estamos tentando amarrar, tá certo? Então, como é um interrogatório, você mais uma vez tem o direito de permanecer calado. Se você não quiser falar absolutamente nada, você não precisa falar, tá? Está acompanhando do do Dr. Maurício.
Não, Dr. Maurício, por favor, nome e Maurício Martinez Pereira, OAB 20.749, endereço profissional no rua Paraná 266. >> Tá certo? >> Dr. Maurício tá do lado dele aqui. Vocês estão vendo, né? aqui que ele tá falando que tá acompanhando o advogado. Vamos ver o desenrol daqui com advogado e tudo do lado. >> Então, eh, eu vou começar. Marcelo, você aqui no dia 9 de novembro, tá certo? Que nós conversamos pela primeira vez, onde você veio e falou a respeito do do de ter assassinado o teu padraço Benedito, eh, depois ter, eh, ocultado o caderno Verde,
né? Nós fizemos todas as diligências, o corpo foi achado e nós ouvimos a tua mãe, ouvimos a tua mulher, ouvimos o teu irmão e também ouvimos uma outra pessoa do dona Rosana que prestou serviço para vocês quando você quando o Dr. P seu serviço para Então, muitas coisas ficaram aqui eh eh sem resposta e nós tivemos acesso aos seus ao telefone teu e ao telefone da Beatriz, que embora você tenha tentado apagar eh eh Desinstalando o WhatsApp, nós conseguimos recuperar muita coisa dele, tá? E revelou pra gente muita coisa, tá? Então eu vou perguntar para
você de novo mais uma vez e a oportunidade que você tem aqui, tá? Você vai me contar exatamente o que que aconteceu, tá? Quem participou, quem ajudou você a levar o corpo, esconder o corpo e aonde estão os carros. car. >> O promotor diz que pegou os celulares do Marcelo que essas extrações eh é fruto de um processo judicial onde o Dr. Renato autorizou as eh a pega. Não, o Marcelo entregou o celular por livre espontânea vontade, o Guilherme entregou o telefone ali pro delegado de livro espontânea vontade. Eles entregaram. Houve sim busca e apreensão
lá do celular da Beatriz, mas o Marcelo no dia que tava ali ele dá o celular, dá aí, tá aprendido e o Marício do Laudo e eu soltou ali, eu já não fal pera aí, opa, Não tem busca, eu já não deixo que nem ele tava chamando, eu já entro pro meio porque a gente tem que fazer a defesa, mas prossiga >> principalmente, né, porque eu sei que você vendeu ali, né? Eh, tá tudo nas conversas, eu tenho as conversas aqui, eu vou, conforme for, vou revelando para você. Então eu pediria para você que você
fosse o mais sincero possível, porque isso aí vai te ajudar eh posteriormente nos >> toda vez que tá na delegacia de polícia, tomar que vocês nunca vão com delegado falar: "Eu quero que vocês sejam o mais sincero possível que vamos no ajudar". Se prepara que lá vem, pode colocar ah no processo P. Tá bom? Então eu vou, vamos começar pelo começo, tá? Qual é a motivação? Por que você matou o Benedito e de que maneira aconteceu? Exatamente. Porque ninguém tinha arma, tá certo? Ah, >> ninguém tinha arma. O Marcelo tinha Arma, ele tinha comprado a
arma. Eles sabiam, tavam nas, já tinham pego as extrações, sabia que o Marcelo tinha arma. Pode ir. >> Ninguém sabia que tinha arma, tá? O quarto tava limpo, tá certo? Não tinha muita edição de nenhum. >> Sabe por o quarto tava limpo? O Marcelo confessou hoje, confessou lá, confessou outro dia. Ele fez três depoimentos com hoje quatro, cinco, com com um que ele não falou nada, porque o Marcelo limpou O local. É por isso que não tem eh como fala assim, ah, mas como é que vai saber se teve luta, se não teve? Porque o
Marcelo limpou. E como nós vamos saber que não teve também se a situação explicada por todas as testemunhas é que houve o entrevero promotor não nega também. Ele fala: "Ah, houve a discussão, houve". Ele só acha que devido à discussão não deveria o Marcelo ter matado o Benedito. Concordamos aqui também. Não tô pedindo eh de forma Nenhuma assim. fal não, não foi. Ele foi. O que a gente não quer que se aplique a pena máxima que foi por emboscada, que foi por traição. É isso que nós estamos pedindo. Eu não fico criando eh ah não,
porque ele falou isso, falou aquilo, não condiz. Aí vem aqui, inventa um monte de conversa, se enrola tudo com o carro, não sabe, ah, diz que é o carro que é o Pallio que ele trocou, sendo que o Palálio sumiu dias após que o Marcelo abandonou. Prossiga. >> Tá certo? Nós temos o depoimento da tua mulher dizendo que viu o corpo dentro do carro, tá? Nós temos uma conversa tua com o teu irmão dizendo que ele participou com você, entendeu? Então eu quero que você seja o mais sincero possível, porque nós temos tudo aqui, tá?
Se você quiser beleza, mas eu tenho elemento suficiente para mim, você e teu irmão. E acho que dá para colocar a tua mulher também. Olha para você ver, vai ajudar ele. Nós temos elemento Suficiente aqui para condenar. Você, sua mãe enquadrou ele totalmente e o Maurício do lado, que Deus o tem. O Dr. Maurício do lado ouvindo. Ah, mas estava com o advogado, nem precisava, porque olha ali, o delegado enquadrou, acuou. Fala a verdade, fala a verdade que vai ser melhor para você. Nós temos elemento aqui para quando você sua mãe nos querendo pegar a
família inteira e eles um núcleo familiar não ia se proteger, não ia tentar criar alguma coisa Contando meias verdades. É disso que se trata. Ah, mas mentiu. Gente, quando você tá pressionado aqui numa situação dessa que nunca passem dentro de uma delegacia, contrata um advogado que vai lá te defender, porque senão você sai de lá, o seu, seu irmão, sua mãe, todo mundo de lá processado. Prossiga >> da contação deágado. Então, seja o mais sincero possível para mim que a tua História não corou. Vamos lá. Desde o começo, mas sincero é que eu falei, tá?
Eu tava na casa da minha sogra mexendo no carro, fui na casa, em casa lá pegar uma chave, ele me chamou. Aí tiver uma desavença, foi que aconteceu uns fatos que eu vim, >> tá vendo? A história dele é a mesma sempre. E ali não tem orientação de ninguém, porque ele tava tipo sozinho para mim ali. Quadraram ele, tentou falar que pressionou a família inteira, No final pegou o celular dele, na verdade ele entregou, mas você tá ali perante a autoridade policial rodar o seu celular aqui que sai tó tão o que fazer. Põ 57.8
agora você entrega. E não foi uma questão judicial que nem o promotor coloca. Ele tenta criar meias verdades e colocar na cabeça dos senhores. >> Doutora, eu quero uma parte, por favor. Gentileza. Então, doutor, tem 3 minutos, por favor. >> Obrigado, Cl. Se puder abrir o processo cautelar a PEM, isso é rapidinho, só para mostrar que quem traz meias verdades não sou eu. Processo cautelar, por favor, da busca e apreensão. Essa música falando da minha suspende o braço. com a questão da mesma para fazer o quer o número do processo. >> É o 4 45285820.
Obrigado. É o movimento 25. Auto de apreensão. Pode abrir os dois, por favor. Em um auto de apreensão aí tá prendido o celular do Marcelo, tá? O outro auto de apreensão é o celular da Beatriz e as roupas do Marcelo. O celular da Beatriz foi aprendido na busca e apreensão. Eu vou mostrar para os senhores a decisão. Foi deferido pelo Dr. Renato. Então é uma prova judicial, não é uma prova Policial. O do Marcelo, ele entregou no dia que ele foi na polícia de fato. Mas para você acessar tanto o celular da Beatriz como para
acessar o celular do Marcelo, você precisa de uma autorização judicial. Ninguém pode acessar um celular de alguém sem autorização judicial. Essa prova é uma prova judicial e eu vou mostrar paraos senhores que foi o Dr. Renato quem autorizou o acesso aos aparelhos. Então, quando foi produzido essa prova já Estava sob o crio do juízo. Não foi nada na polícia. Quem a polícia faz a análise, como o Ministério Público também poderia fazer a análise do aparelho, mas quem autorizou e fez a prova foi o juízo. Então, quem fala como meias verdades não sou eu. Se puderem
mostrar a decisão, é o movimento 32.1. Pode descer lá no dispositivo. Determino a realização dos dispositivos aprendidos com investigados devidamente relacionados os documentos de movimento 25 com fim de de extrair e transcrever as mensagens de texto enviadas. Tá? Então o Dr. Renato autorizou o acesso nos dois aparelhos, tanto do Marcelo como da Beatriz, assim como o do Guilherme foi acessado porque o Guilherme autorizou o acesso. A pessoa também pode autorizar o acesso do próprio aparelho. O celular do Marcelo, o celular da Beatriz foi o Dr. Renato quem autorizou. Então é uma prova judicial. Então não
tem nada de que foi A polícia foi lá, pegou e foi produzido de qualquer jeito. Então queria deixar isso bem claro, porque a defesa insiste em falar isso. >> OK. OK. Obrigad, >> obrigado, doutor. >> Ah, sim, senado. O que eu tava dizendo é justamente isso, que ele entregou o celular. Ele tava dizendo que foi na busca e apreensão. É disso que se trata. Não, quem é óbvio que quem autoriza para abrir o aparelho É o judiciário. A parte do Não entendi. Desculpa, eu entendi. Pronto. Eh, foi entregue. Põe lá então o movimento 57.2 do
Guilherme. Pode tirar do Marcelo. A gente já viu aí que ele conta a mesma história desde sempre. Aí o doutor cria lá que não, não é assim. Então, não sei que gente foi. Houve briga, houve entrevero, houve a situação. Infelizmente tirou a vida do seu Benedito. Agora, os motivos que a gente tem que entender é essa motivação. >> 57.2, sistema projude 57. o Guilherme, que é o irmão dele. Eu vou demonstrar mais uma vez que quem entregou o celular não foi uma busca e apreensão como o doutor colocou, que ele conta a verdade. Depois meias,
por que que é meio vergonha falego E aprendido se não foi, ele entregou lá, pode colocar lá no fim quase >> que é onde ele entrega, ele pede o celular. Vamos ver. >> Do ano passado, meio do ano. Foi. >> Então, não lembro se foi da manhã mesmo. >> Tá. >> Vamos deixar. >> Tá bem. Tá aí o telefone, tá? >> Deixa eu ver. >> Lá. >> Tá aqui. >> Dá aqui. Dá aqui, ó. >> Você pode desbloquear? >> Pode desbloquear ainda. Pede para desbloquear. Não é, não é obrigado. >> Você autoriza a gente fazer
a extração dos dados dele? >> Sim. Autoriza? >> Autoriza. Lógico que autoriza pegar o meu ali. Autorizo na hora. Terminar Isso. Mais alguma coisa? >> É isso aqui que eu tô colocando, senhor? Não, porque ele tá tentando colocar com as mesmas verdades dele, assim como colocou do carro querendo colocar na cabeça do senhor que ele vendeu o pá do Benedito para comprar arma. Mentira, isso aí não existe. O carro foi desovado no dia 3 do, um dia após o crime. O carro que ele vendeu no passado foi o outro, Depois ele vendeu os outros restantes.
Mas tudo carro velho, não é carro de luxo não, viu, gente? É tudo carro, um sem roda, outro sem corda, é tudo carro velho lá. É isso, é isso que a defesa quer mostrar as meias verdades. Eu já falei sobre as agressões psicológicas que o doutor coloca. Ah, mas só houve uma agressão eh física. Eu mostro porque o Marcel, porque o Guilherme falou, porque ela falou. Para Mim é o que basta. Bateu, bateu. Mas as agressões psicológicas, as emocionais, talvez dóem. E eu tenho uma certeza que machuca mais. Dr. Marcelo, do que as agressões físicas,
porque vai dentro da psique humana, fica mais gravada uma agressão psicológica do que uma física. Agora vim falar que a Silvana mentiu, que levou uma joiada pro meio do zói, que chegou a arrebentar o olho dela. Aí também é de muita falta de Sensibilidade, é muita falta de humanidade de uma senhora totalmente eh abatida pela vida, tanto pela doença quanto pelas percas do marido, o filho sendo julgado. Ah, mas não tem nenhum boletim de ocorrência. Nem todos os crimes de Maria da Pinha que é feito no seio e do lar é feito e eu canso
de pegar casos eh no meu escritório que a mulher vai denuncia, depois vai atrás da gente para Pagar para tirar o marido e ainda revoga as medidas protetiva. Isso quer dizer que não ocorreu, que não teve, que não foi, por favor, né? Essa briga entre o Benedito e o e o Marcelo, ela se culminou realmente foi pela mãe dele, sim, pela rainha, né, que ele chamava mãe de rainha, pela rainha que aconteceu isso aí. Foi, foi por ela, porque o Marcelo tinha tirado ela da Casa que o próprio promotor não nega, fala: "Não, nós não
negamos que ele não dava comida". Eu acho engraçado que não nega que não dava comida, que não nega que era maltratada, mas ainda assim que é uma pena máxima, sabendo que isso aí é motivo sim e de um filho proteger a mãe. Mas não foi só isso. Chegou lá e foi matar ou se escondeu como ele quis colocar pro senhor. Se ele escondeu e foi atirou no Benedito. Não houve uma prévia entre os dois ali. Marcelo correu, pegou a arma, o Benedito viu a arma, ele correu, tentou caçar alguma coisa, não sei falar o que,
aonde o Marcelo acabou disparando. podia ter dado sequência com a arma na mão. Se fosse sangue frio, se fosse um assassino, teria p acabado de, se fosse uma negócio, uma premeditação, como quer colocar o MP, eh, pegando conversa de irmãos, tentando achar o meio de tentar ver se ameniza, que é natural. Nem todo ser humano tem coragem De fazer isso, tá? Vamos acuar então para ver. Aí nós vamos ter que fazer um teste. A psicologia diz que sim. Desde Freud passando por todos os outros estudiosos da psicologia diz que sim, que qualquer ser humano do
mais fraco ao mais forte, fêmea ou macho acuado, reage. Você pode discermir se não tiver você, mas se você tiver num local onde o cara te põe uma arma, ou ele vem te ameaçar ou ele faz alguma coisa, a reação vem. Não tem como, seja de um filho para você, do marido, quem for, você vai reagir ou pelo menos tentar se defender. E a melhor defesa é o ataque. Não tem como. O Marcelo, se não fosse a mão armada, ele não conseguiria dar conta do Benedito. Por mais que o Benedito era um senhor um pouco
mais de idade que ele, o Marcelo é um saquinho de osso, com todo respeito. né? FR, ele não tem esse porte para aguentar o Benedito. Por isso que ele comprou essa arma. Se fosse para encarar mesmo, se fosse para encarar mesmo, não tinha condição física pro Marcelo. Eu vou passar a palavra pro Dr. Marcelo. Sei que estamos todos cansados. Eu tô com as costas latejando, mas vamos ter que continuar. Eh, voltando então a fala nossa, eh, só para replicar alguma coisinha bem rápido mesmo. Tem todos nós estamos já cansados, já são 8 horas da noite.
Bom, Fazer uma parábola aqui. fazendeiro tinha uma um parreral de uva muito grande na fazenda dele e ele tinha dois filhos e chegou na época da colheita. Ele chamou os dois filhos, falava: "Filhos, nós precisamos colher a uva porque tá táando, tá no momento certo e se passar nós vamos perder a colheita". chamou os dois filhos, Conversou, explicou a situação e pediu para que eles fossem lá para pro pro Herreral para fazer a colheita. O primeiro filho, não, pai, eu vou vou lá. Só que no meio do caminho ele achou uma árvore de sombra boa,
deitou e dormiu a tarde toda. O segundo filho falou: "Pai, eu não vou, não sinto vontade de ir." porém caminhou um pouco e falou: "Não, deixa eu, deixa eu ajudar meu pai". Qual filho fez A vontade do pai? Evidentemente que o dois, né? Para vocês entenderem que no tudo que parece verdade é verdade. A aparência engana. e que nós assistimos aqui uma fala indo por parte do Ministério Público que trouxe uma série de situações que não são verídicas, não são verdades. Mascarou muito bem a situação até em bastante controversa do veículo. Como que o rapaz
adquiriu uma arma com o Veículo que era do do do do do padrasto? que depois veio a falecer e ele mesmo desovou o veículo. Sinceramente, nós não entendemos o o contexto. Aí fala que a defesa tá equivocado, mas também não traz a versão do porquê do do do homicídio. Qual a versão que ele apresentou por conta do homicídio? venda da carretinha da da máquina lá de fazer cimento. Esse foi o motivo, motivo financeiro. Matou o padraço por conta do financeiro. Ficou bem esclarecido. Eu acho que o que ficou bem esclarecido foi a questão de que
não houve emboscada, não houve dissimulação, nem nada que dificultasse a defesa da vítima, pois a própria vítima chamou o rapaz para ir lá dentro da casa para conversar a respeito da mãe, que o que ele queria a mãe lá dentro da casa novamente. Houve um entreviro lá, não se sabe o que Aconteceu de verdade, se houve luta corporal, que de fato o Marcelo, o o a vítima correu atrás. Isso foi falado pelo Marcelo aqui. Ah, mas lá atrás ele falou: "Vocês viram a truculência do delegado? Vocês lógico, vocês nunca passaram por isso, são pessoas idôneas,
nunca chegaram em uma delegacia. Você imagine bem você numa delegacia, um delegado troculento daquela forma, gritando, falando alto, eu vou indiciar Você, tua mãe, tua esposa, teu irmão, todo mundo. Como o José Maria falou, acuou o rapaz, enquadrou ele. Ele não vai buscar ali meios naquele momento, infelizmente, né? Eh, igual o Dr. José Maria falou, né? Com todo respeito ao colega que tá falecido, faltou a atuação um pouco mais efetiva da pessoa que estava acompanhando ele lá. Não, para, para, para, para. Eu falo isente não fala mais nada, permanece em Silêncio nesses termos. Não, nesses
termos nós não consigo nós não continuamos com esse interrogatório não. Então, eh, agora dizer que o que ele falou hoje aqui diante do Dr. Renato, que é o juiz imparcial e dos senhores tendo toda a liberdade, ele não tá ali com a faca na garganta ali, ele tá aqui diante de pessoas que vão escutar. ele ia falar e passar a versão dele pro fato, para eh dos fatos. Não é ali não. Só fala o que eu quero escutar, porque senão vai você, tua mãe, teu irmão, tua esposa, vai todo mundo ser processado. Não há pé
de igualdade. Não sei se vocês conseguem entender no Inquisitório ou hoje que nós vivemos aqui. Não há pé de igualdade. Lá a pessoa está sob pressão, lá a pessoa tá sendo acuada. Então, eh, eh, eu entendo que Justificável as meias verdades que ele falou lá, porém hoje aqui não. Ele teve amplitude de defesa. Senhores, todos pessoas todos pessoas idôneas aqui, ele pôde falar, senhores não tavam com a faca no pescoço dele, nem o juiz. Por isso que nós precisamos passar por essa fase do Tribunal de Júri. É para isso que existe isso aqui, paraa pessoa
poder Exercer o direito dela de ampla defesa e contraditório, consagrado a nossa constituição. É por isso, por isso que o artigo 155 fala, não pode usar elementos do do do inquérito policial para condenar, porque lá sabe-se que lá o réu tá com a faca no pescoço. As provas colhidas lá tem que ser produzidas novamente e tem que ser idôneas, eh, harmônicas. E não foi o que Ocorreu. Não foi o que ocorreu. Lá falaram uma coisa com a faca na garganta. Imagina o cara chegar em você falar: "Ó, fala sobre pela de tal e tal e
tudo junto com você". E isso acontece no solo policial. Direto, direto. Tava com advogado de um lado, hein? Imagine sozinho. Imagine sozinho se não tomava um tapó ali. Só faltou isso ali. Só faltou isso, essa arbitrariedade. Por isso que hoje ele teve a disponibilidade de falar, de contar o que ocorreu. Ele foi verdadeiro hoje aqui. Ele foi verdadeiro hoje aqui. Ah, mas a defesa fala que de de legítima defesa, já fala de de de de quebra da qualificadora. A fala principal da defesa é a quebra da da da qualificadora. Mas a gente pode deixar ao
crio dos senhores subsidiariamente se os senhores acharem que ali sobre forte emoção. E ele repeliu porque igual igual nós falamos, a a pistola tem seis tiros, ele só deu dois. Ele podia ter descarregado. Ah, não foi lá, não tá premeditado, né? Vou descarregar a pistola nesse cidadão. Aí ele só repeliu a injusta agressão. Ele Tava sendo, ele tava sendo, agredido, aliás, ele já havia sendo agredido a vida inteira e naquele momento, novamente, nem que for psicológico, mas estava. Porque se fala ali só em questão de de violência física, mas é psicológica. que viveu a vida
inteira. Essa essa família, eu falo família, um homem agressivo, um homem possessista, um homem narcisista. Hoje tá ele ali no banco do ré do do do do dos réus, mas poderia est esse cidadão aqui hoje se ele não socorre a mãe vítima de um eh que tinha sofrido um uma cirurgia grave no no no cérebro, não sendo alimentada. Portanto, eh eu acredito muito, tenho fé, né? que os senhores vão agir com com discernimento. Não estou jogando para vocês, não. Culpa de vocês que bem entender, não. Estou pedindo que vocês Atuem com justiça, com senso de
justiça. Censo de justiça. Simplesmente isso. Não estamos eh eh falando que ele não cometeu crime. Estão falando não. De fato, não tem como falar que ele não matou o homem. Seria uma utopia. Aí sim seria mentira. E nós não falamos isso aqui, nós estamos falando que ele não ocultou o a a questão do carro. Vou falar bem a verdade, viu? O droutor promotor se enrolou tudo. A verdade é essa. Outra. Não tem prova do que o carro foi e passou para lá. Mas tem prova que ele passou. Nem o documento do carro. Acho que nem
placa do carro tem no processo. Qual o documento fala que da da da da concessionária fala: "Ah, esse carro não passou aqui". Tem no processo? Não tem. Não há no processo essa prova. Nem a placa do carro tem no processo. Como que vão falar que o carro foi que não tem prova de que ele passou para lá? Você não tem placa, não tem a qualificação do carro? Sabe se quer um par ligando e outra suposição, o que quem fala que foi e passou e não tem prova, delegado. Promotor usou a fala do delegado. Agora, cadê
a prova também? Já que est falando muito que se não tem porque a defesa não traz prova, não traz, mas cadê a prova que não passou? Agora eu vou desacreditar quando meu cliente chega para mim e fala: "Olha, Pô, eu levei a polícia lá onde tava o corpo, gente. Levei a polícia onde eu mexei o carro. Agora acharam o corpo, então tá bom. Eu matei mesmo. De fato, matei agora. Porque não acharam o carro? Eu eu furtei primeiro negócio desse lá. Portanto, eh eh acho que não vou me alongar mais do que isso. Acho que
os senhores já estão Bastante exaustos. Defesa também. Acho que todos aqui estão exaustos. Promotor falou que senhores têm que dar uma lição de moral no menino ali, colocar pena máxima nele para ecoar na sociedade jacareziense. Depois eu falo, eu vou um pouco mais além. Senhor tem que fazer justiça, não para provar pra sociedade que vocês condenaram o menino ali na máxima, 20, 30 anos de de cadeia. Não, para isso. Vocês têm que ecoar, vocês têm que fazer justiça, porque a condenação de um inocente e tudo que nós fazemos aqui na nossa vida ecoa sim da
nossa eternidade. Nós não, eu não conseguiria dormir se eu fizesse um dia ou trabalhasse um dia com alguma coisa injusta. Muito obrigado. Eu vou tentar ser o mais rápido possível, tentar não usar todo o tempo aqui. Dr. Marcelo, como sempre Brilhante. Eh, estamos aí há mais de 15 anos na advocacia criminal, desde os tempos da faculdade. Obrigado, Dr. Marcelo. essa questão que o doutor coloca, doutor promotor, né, coloca de premeditação que porque ele teria vendido o carro e etc e tal. Eu espero que tenha tenha ficado bem claro paraos senhores a confusão lógica temporal espacial
do promotor entre o carro eh do dia 27 diante antes do seu Benedito, e que o Carro sumiu de fato no dia 2 após a morte, que esse carro não foi vendido, não foi por nada, premeditado. Eh, vou passar por esquisitações, né? quesitos e nada mais é significa que são perguntas. Quesitos são perguntas feitas eh tanto pelo promotor quanto pela defesa, elaborado pelo Dr. Renato, que faz com todo afim com carinho, dedicação que lhe é peculiar. Eh, falando sobre a Materialidade, se os tiro que saiu da arma que matou o Benedito. Sim, concordamos. nem defesa,
nem acusação tem oposições contrárias. autoria tá fartamente demonstrada que o Marcelo é que ceifou a vida do seu Benedito. Eu espero que os motivos tenham ficado claros pros senhores, porque o própria promotoria não nega que o havia desavenças, que a dona Silvana Vinha passando por dificuldades ali após cirurgia, radioterapia, etc. que não era alimentada. Ele mesmo ele ele, isso que eu falo das minhas verdades, ele concorda, discorda, parece que ele morde a sopra, mas confesso, senhores pode buscar na mente que o senhor vai ver, ele fala: "Não, realmente tinha, nós não negamos e tal". Então
nós não estamos mentindo. A Silvana não mentiu, ninguém mentiu. Então havia eh esse problema familiar e a gente sabe que uma vítima de violência doméstica, eh muitas vezes nem ela percebe que tá sofrendo aquelas agressões, eh, por às vezes gostar da pessoa, por às vezes gostar e do marido, por ser o pai dos filhos, por ser o provedor do lar. Então a Silvana vem sofrendo sim há tempos. esses tipos de preconceito e não tem o que se dizer. O filho vendo isso daí acontecendo com a sua rainha, Com a sua mãe, eh, que é tudo,
ao menos a minha mesmo falecida hoje também foi para mim uma direção, um caminho. Quando eu a perdi, eu já se perdi um pouco mais. E tentem entender que o Marcelo, motivado por todas essas agressões sofridas pela mãe e culminou naquele dia com a discussão com seu Benedito, Também não negado pela acusação, disse: "Não, mas no dia houve, porque eu eu transcrevi a fala dele. Sim, no dia houve as agressões, no dia houve a discussão, houve, mas isso não justifica na na opinião dele, na visão da promotoria, não justificaria o Marcelo eh ter matado o
Benedito. Mas a defesa diz que sim, que justifica, porque logo após uma justa agressão e o ser dominado pela violenta moção, o direito penal autoriza que a gente se Defenda, que a gente faça algumas ações, desde que seja de forma moderada, desde que seja de forma similar, não que seja uma uma agressão mais profunda que nem diz o Dr. Marcelo, disparar toda a arma de fogo em cima dele. ou atirar na cabeça ou pegasse ele pelas costas, aí tudo bem. Mas ele deu dois tiros, puf, puf, e recuou. Esperou a mulher dormir com o filho,
foi até o local, confirmou que o seu Benedito tinha entrado em óbito. Imagina A cabeça dele naquele momento, deve ter ficado um pouco mais transtornado. Limpou a cena do crime, por isso não tem os vestígios ali no local. Não sabemos como se deu, não tem como saber. A gente tenta se aproximar o mais próximo possível para entender. O fato é que na aquitação autoria e materialidade, sim, vai aparecer o terceiro quesito. Os jurados absolvem o réu. Sim, eu peço que sim. Eu peço que sim, que Marcelo Continue cuidando da mãe dele, que ainda precisa dos
cuidados. Continue cuidando do sua família, dos seus filhos, que são todos pequenos. Benedito, infelizmente, não volta mais. É triste, como eu disse aqui, é um tribunal de lágrima, de dor, de suor e a defesa vem aqui pedir pros senhores que sim, que absolvam o Marcelo. Feito isso, acaba. Não tem mais quesitos. materialidade, as balas acertou. Autoria foi o Marcelo. Isso no homicídio. No homicídio. O jurados absolvem o réu? Sim, absolve. Eu estou pedindo para vocês. Não estou jogando a culpa em vocês, em policial, em ninguém. Quem praticou? Marcelo, levanta a cabeça. Quem praticou o homicídio
foi ele. Vós aqui hoje são julgadores que vão decidir não sobre a vida do Marcel, mas sobre a liberdade dele. Se ele poderá sair daqui, cuidar da sua família, dos seus Filhos, ou ele vai ter que passar 30, 40 anos dentro de uma prisão. Ah, eu tinha medo de ficar longe dos meus familiares. não vai, porque eles têm direito de visita e tal, até poderá ter o contato ali. Mas é justo, essa é a pergunta, é justo condenar um uma pessoa que nunca fez nada, nem antes nem depois, só no dia dos fatos com família
condenar ele. Vamos chutar baixo aí 20 e poucos anos de cadeia. Ah, ele vai puxar tudo. Não, o Brasil tem progressão de Regime, temos eh, como diz o Dr. Marcelo, 40% e vem saindo, saindo. Vamos colocar aí que com 8 anos ele esteja de volta aí, mas cumprindo ainda a pena ou com tornozeleiro ou assinando. Enfim, eu pergunto para senhores, é justo? Vocês vão decidir? Não quero ponhar peso em ninguém. Hoje sois julgadores com a sua consciência voltarão. Para mim encerraria aqui os quesitos do Homicídio. Absolve o réu. Porém, se não for da vontade de
Vossa Excelência, continuará os quesitos. Aí se ele agiu motivado pela violência emoção, logo após injusta provocação, não quer absolver. Então vamos votar sim para que não seja qualificado, para que essa emboscada, essa traição não vigore, porque eu não vejo que o Marcelo emboscou ou pegou o Benedito traição. Sabe por que não cola essa acusação? Porque vem de longa data as ameaças. Eu coloquei o próprio áudio que o doutor colocou, só que ele colocou, mas não mostrou. Ah, eu coloquei, é de minha autoria ter posto aqui no processo. Não colocasse, a gente colocaria, mas como ele
colocou, não foi necessário. Mas ele mostrou paraos senhores alguma vez falando, a Beatriz falando, ó, vamos ol o Benedito vai matar Beatriz. A Beatriz ficou falando vai matar o Marcelo, vai matar Silvano, Vai matar todo mundo. Já há tempos essas ameaças. Há tempos. Não é brincadeira você ser ameaçado. Você não dorme em paz, você não come em paz, você não vive em paz. E o inimigo mora do seu lado, é pior ainda. Então, no quarto quesito, sim, ele agiu logo em justa provocação, chamou para conversar, quis agredir, o Marcelo deu dois tiros e cessou as
agressões. E cessou as agressões. Ocultação do cadáo, não tem nem o que falar. Sim, sim, sim. Autoria, tudo. Sim, sim, sim. todos os quesitos que o doutor colocar, materialidade, foi ele que foi, arrastou, levou, foi eh autoria, foi o Marcelo, foi furto. Não faz sentido a tese da promotoria, vocês são inteligentes para analisar. Ele não vendeu esse carro, não tinha Como ter vendido antes nem depois. Ele foi sincero todo o tempo na delegacia, pressionado. Falou uma coisa, falou outra. Eu entendo que é natural do ser humano. Você se vê na frente do de um delegado
e nós temos provas, nós vamos prender todo mundo, você fica coagido, não tem como. Infelizmente a a polícia no Brasil ainda precisa melhorar como o a advocacia também, como todos nós ser humanos. Eh, Não tem o que se falar em furto desse veículo. Ele abandonou, ele usou o veículo, deixou no local e foi embora. Hoje ele contou a versão dele real. Comprei a arma, deixei lá porque vim assim na ameaçado, desolvei o corpo, fui até Ourinhos, cheguei na rodoviela, esqueci que que não tinha trazido dinheiro, voltei com o carro, peguei o dinheiro, fui de novo
pra promotoria, Ele não conseguiu entender esse lance que ele foi, mas como que ele foi? Ele foi, viu que tava se on dia, ele voltou, ele contou que hoje precisava, não precisava contar, mas ele contou, ele falou: "Não, vou ainda falei para ele, seja o mais sincero possível hoje". Eh, tenta não ocultar muita coisa, tenta não ficar mentindo, seja sincero, você já errou, vamos ser sincero, vamos conversar com esses jurados, vamos demonstrar que você nem um monstro, que Você tinha a sua motivação, que esse crime foi cometido de tanto Benedito, vim coagindo todos vocês ali,
não só um, mas todos. Não foi sempre ruim, Benedita, acredito, quero crer que não. Teve momentos bons, mas ele judiou muito da dona Silvana. Tem 28 anos de casado, eu fico imaginando quanto foi. E um filho crescendo e vendo isso daí é muito difícil. No furto, Marcelo furtou? Não, já na autoria não foi. Marcelo não furtou. Não foi o Marcelo que pegou o carro lá e não, não, não foi. Marcelo não furtou esse carro. Ele não furtou. Ele utilizou o veículo numa ação que ele tava tentando se desvencilhar, que era do corpo, pobre inocente, achando
que ia se desvencilhar de um crime que hoje eh não tem como, tudo que se faz é descoberto, não tem Como. O mais correto se parar, nós paramos para analisar, seria não ter limpado o local, ter deixado ali, realmente ter chamado a polícia, mas daí eu acho que ele seria um psicopata total, né? ou algum problema, né, que ele ia ter para acabou de matar, chamar a polícia, chamar, eu não sei. Ele agiu da forma que ele entendeu, conversando com os familiares, com a mãe, com o irmão, uma conselha dali, vocês viram as mensagens deles
Conversando. Por que que ele fala a gente e nós? Não é porque ele tava junto, é porque a gente, nós significa nós, a família, nós que estamos juntos. Tem que entender o mecanismo. Não é só a tinta preta no papel branco. Aqui pulsa o direito aqui vive. O direito aqui ele transborda as linhas da acusação. Aqui ele respira. Aqui ele toma forma. É aqui a hora que você decide sobre a liberdade de um ser humano, sobre a convivência dele com a Sua família ou não. Não trata-se de um crime bárbaro onde ele deu uma paulada,
macetou o crime, não. Ele deu dois tiros para repelir injusto agressão. Ele tentou de toda as formas não cometer isso. Daí chamou a polícia por várias vezes, dona Silvana. Ah, mas não tem prova nos autos que chamou. >> Então é isso, senhoras e senhores. Tô bem cansado também. Acredito que os senhores também. Eu vou repetir pela Última vez e vou encerrar a minha fala. A defesa pede pros senhores encarecidamente que pro crime de homicídio não votem pela qualificadora, que foi que impossibilitou, que foi a traição, que foi a emboscada contra o Benedito. Não foi. Mas
o que que ele foi fazer na casa do Benedito? Ele morava lá, ele foi buscar a chave lá. Isso tá fartamente demonstrado. Não sei, é difícil entender. Ele morava lá. Autoria do materialidade foi uns tiros, foi dois tiros numa arma de seis poderia ter prosseguido. Poderia, lógico. Materialidade e autoria. Sim. Dois primeiro quesito. Absolve um real. Peço pros senhores que absolvam ele do crime de homicídio. É, mas observar por quê? Isso aí são livres para absolver. Seja porque a a mãe era agredida. Ah, mas eu não acredito que ela agredida. Que ela foi uma vez
só. Mas uma vez só. É uma vez. E as psicológicas, O senhor ouviram ela falar tanto na delegacia quanto depois, quanto aqui? Se colocar o depoimento dela na no judiciário no dia antes que antecede aqui, ela também fala que era xingada, os filhos era xingado, era maltratado, às vezes chegava da igreja para comer, escondia comida ou apanhava o Isso aí é sofrimento também. E um filho vê a mãe passar por isso é complicado. Ah, mas por que que não levava ela? Porque não deixava. Ele era O dono dela. Ele era o dono dela. Ele era
E quem sofre violência psicológica, emocional dentro da violência doméstica, não percebe. Ela tava ali, achava que tava normal. Absolvam ele. Tenham certeza que vão ter feito justiça. Vão dormir em paz, tranquilo. Absol disso, disso. Pronto. O crime de 211 ocupação de cadáver. Eu não tenho que discutir. Fez mesmo. Só acho estranho. Eu acho que é por isso que não tinha arrasto nem arrasto lá, porque acho que ele trouxe de helicóptero, soltou lá, porque se não foi com o carro FP que ele tinha vendido no dia 28. Enfim, ele cometeu, ele levou o seu Benedito para
lá e ocultou o crime tentando se livrar. Deve pagar, deve ser condenado. E no crime de furto, absolvição também não foi ele. Ele não, Não é que não foi ele, ele não furtou, ele não pegou aquele veículo, falou: "Não vou p Como que exponhar o promotor que vendeu o carro?" Não, porque que ele vendeu o carro, né? Ele não vendeu esse carro. O carro ficou lá e sumiu. Até hoje não se sabe onde tá esse carro. Até hoje nós não sabemos onde esse carro tá. O carro não tem, tinha placa, no carro não tinha. Acho
que era NP esse carro, não sei. Só pode, porque não tinha nada, não tem placa, não tinha nada ali que Indique que o carro passou, não tem nada que indique que não passou ali pelo pedágio e passou. E passou porque se tivesse prova tava aqui nos outros. tivesse pegado uma câmara, tivesse pegado uma diligência, eles tinham colocado. Eles nem absolvem ele desse furto, porque ele não praticou um furto, ele não foi lá que não prou, ah, vou pegar essa câmera aqui, pôr no bolso, vou levar. Aí sim, eu concordo que é um furto, mas você
tá Com com um morto, com uma pessoa que você tirou a vida, você coloca dentro do carro para levar, para desovar, isso não é furto. É um furto de uso, então que não é crime no Brasil. E é isso, são essas planações da defesa. Eh, foi um dia longo cansativo. Agora é com os senhores. Vamos entrar paraa sala de votação. Verado vai dar uma célula sim, outra não. Prestem atenção no na fala dele para não tiver erro, Mas votem com a consciência, votem com o coração e façam justiça, né? Pensem bem antes de de fazer
o voto. E tá encerrada a minha fala. Foi um prazer estar na presença de vocês aqui hoje. A defesa encerra a fala, excelência. >> Eu indago aos senhores e senhoras jurados. Nós podemos ficar mais 5 minutinhos aqui. Eu vou fazer a leitura dos quesitos depois. Dr. Zé Maria, seor puder, por favor, conferir os quesitos e e me informar se pretende fazer alguma Alteração. Nós já vamos, se os senhores quiserem fazer um intervalo, a gente faz um intervalo, vocês vão lá para dentro e depois a gente volta para cá para fazer a leitura dos quesitos. Se
for possível aguentar mais um pouquinho só, pode ser isso, porque aí depois nós já vamos paraa sala reservada. Eu, se vocês quiserem ir no banheiro antes da gente ir para lá, podem ir tranquilamente, né? E depois já vai ser a votação dos Quesitos, elaboração da sentença e a aí vou dispensá-los do julgamento de hoje, tá bem? Então, eu peço mais um minutinho até que a defesa consiga fazer a leitura dos quesitos. Pode imprimir para mim mais um. Mas eh só um pouquinho, deixa os doutores verificarem lá. Hum. E vai só vamos esperar eles terminarem de
manifestar. Tá continuando a transmitir ainda, né? Isso. Pode Continuar. Só que os doutores manifestem ali. É, pode ficar com essa, doutor. Imprime mais uma, Rafael, e mais uma para mim também. >> Não, não alteri nada. Só um minutinho, tá? Já vamos, eu vou terminar de fazer a leitura aqui bem rapidinho e nós já vamos paraa sala reservada, mas aqueles que quiserem ir nos banheiros antes, eh, já vão também. Não, não, não, só um pouquinho, só um Pouquinho. Espera só um pouquinho, Luiz. Isso. Ótimo. Dando continuidade, então, à sessão de julgamento, concluídos os debates, eu sei
que os jurados e juradas estão bem cansados, né? Eu indago aos senhores e as senhoras se estão habilitados a julgar ou se precisam de mais alguns esclarecimentos. Estão habilitados, né? É isso. Passo a ler os quesitos que serão postos em votação e explicá-los de forma suscinta, deixando registrado que Na sala reservada haverá uma explicação mais detalhada. Primeira série de quesitos, homicídio qualificado. Primeiro quesito, no dia primeiro do mês de novembro de 2020, em horário não precisado nos autos, no interior da residência situada na rua Prudente de Morais 83, bairro Dom Pedro Felipque, nesta cidade comarca
de Jacarezinho. A vítima, Benedito Edson de Lima sofreu os ferimentos descritos no laudo na ecropsia de movimentação 57.5 Que foram a causa eficiente de sua morte. Este quesito se refere à materialidade e tem previsão no artigo 483, inciso 1, do Código de Processo Penal. Segundo quesito, o réu Marcelo Conceição da Silva foi o autor das aludidas das lesões ocorridas no laudo de necropsia de movimentação 57.5. Terceiro quesito, os jurados, as juradas absolvem o acusado. Este é um quesito obrigatório. E o quarto quesito, o réu Marcelo Conceição da Silva, agiu sob o domínio de violenta emoção
logo após injusta provocação da vítima. Eis que agredia, insultava sua mãe e ainda veio para agredi-lo. Este quesito é uma causa de diminuição de pena. O réu Marcelo Conceição da Silva agiu mediante recurso que dificultou e impossibilitou a defesa da vítima, já que a tomou de surpresa sozinha em sua casa. Este quesito é uma qualificadora e tem previsão no artigo 483, inciso 5 do Código de Processo Penal. Segunda série de quesitos, ocultação de cadáver. Primeiro quesito em dia, horário não precisado nos autos, mas certo que entre os dias primeiro e 4 de novembro de 2020,
em uma via rural denominada estrada do Pinhalo, nesta comarca de Jacarezinho, o cadáver da vítima Benedito Edson de Lima foi ocultado. Este quesito se refere à materialidade e tem previsão no artigo 483, Inciso 1 do Código de Processo Penal. O réu Marcelo Conceição da Silva, juntamente com terceira pessoa, foi o foram os autores da ocutação. Este quesito se refere a autoria e tem previsão no artigo 483, inciso 2 do Código de Processo Penal. Terceiro quesito, os jurados, as juradas absolvem o acusado. Este quesito tem é o quesito obrigatório e tem previsão no artigo 483, parágrafo
2º do Código de Processo Penal. Terceira série de Quesitos, crime de furto. Em data e horário não precisado nos autos, mas logo após a prática do delito descrito na primeira série de quesitos, houve a subtração do veículo marca Fiat, modelo pálio, de cor semelhante ao chumbo que pertencia à vítima Benedito Edson de Souza. Este quesito se refere à materialidade e tem previsão no artigo 483, inciso 1, do Código de Processo Penal. O réoceição da Silva foi o autor da subtração. Este Quesito se refere à autoria e tem previsão no artigo 482 483 inciso 2 do
Código de Processo Penal. Os jurados, as juradas absolvem o acusado. O quesito é obrigatório e tem previsão no artigo 483, parágrafo 2º do Código de Processo Penal. Esses são os quesitos que serão postos em votação. Eu indago as partes se tem algum requerimento ou reclamação a fazer neste momento. Dr. Rafael, >> não, excelência, obrigado. >> Tá. Eh, Dr. José Maria, doutores, pela defesa, algum alguma reclamação, requerimento? Então eu convido aos senhores e senhoras jurados, né, que me acompanhem até a sala de audiência, juntamente com o Ministério Público e a Defesa e os serventuários da justiça,
para que façamos a votação dos quesitos. as pessoas que estão em plenário puderam permanecer aqui. Eh, eu só passo um Aviso para as pessoas que nos acompanham pelo YouTube. Possivelmente, quando nós retornarmos, esse link já terá esgotado o prazo de gravação. Será aberto um novo link de gravação apenas para a leitura da sentença em complementação da sessão. Então, aquelas pessoas que nos acompanham pelo YouTube, eu peço por gentileza que procurem o outro link, né? caso esse seja desativado, o horário previsto para desativação é 21 horas. Tá bem? Agradeço a todos que nos ouvem. Peço aos
senhores e senhoras jurados que acompanhem os oficiais de UCIS, que vão conduz-los até a sala de votação.