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tv. Você pode adquirir o livro "Gálatas: Libertos da Lei, Cativos pela Graça", do Pastor Aluísio Silva, nas livrarias Videira ou pela Amazon, no link da descrição desse vídeo. Live de "Gálatas: Libertos da Lei, Cativos pela Graça".
Olá, querido irmão! A graça e a paz do Senhor Jesus seja com você neste dia. É uma alegria podermos estar juntos novamente aqui, estudando o livro de Gálatas.
Também estamos seguindo o livro, né? Esse livro de notas não é um comentário, são apenas notas daquilo que nós ministramos, e nós estamos justamente hoje na página 105. Vamos ver hoje.
. . Nós já vimos a divisão do livro e, no capítulo 3 até o capítulo 4, verso 7, Paulo coloca seis provas da justificação da fé.
Hoje, vamos ver a terceira prova, que é a prova da promessa de Deus. Você tem o livro? Você quer seguir no seu livro?
A ministração está aí na página 105, tá bom? Então, eu disse para você que no capítulo 3, verso 1 até o capítulo 4, verso 7, Paulo coloca algumas provas da justificação pela fé. Para ser mais específico, ele coloca seis provas, seis argumentos.
O que eu amo na Palavra de Deus é que as coisas não são simplesmente colocadas de maneira dogmática, mas elas nos são feitas para também nos convencer, nos persuadir a respeito da verdade. E o que eu amo estudando a Palavra de Deus, e principalmente vendo a maneira como Paulo lida com essa questão doutrinária, é que ele sempre coloca os argumentos e os argumentos normalmente são argumentos que seguem uma lógica bíblica. Há ocasiões em que Paulo coloca argumentos até da natureza.
Ele fala do argumento, vamos dizer, das leis naturais. Mas, normalmente, Paulo coloca argumentos da Palavra de Deus. Se você for acompanhar na sua Bíblia, você vai ver que no capítulo 3, do verso 1 até o verso 5, Paulo começa o seu argumento.
O primeiro argumento que ele usa, a primeira prova, é a prova da experiência. Então, ele apela para que os Gálatas se lembrassem da experiência que eles tiveram inicialmente com o Senhor, quando compreenderam o evangelho. Depois, do verso 6 até o verso 14, que é onde nos detivemos bastante tempo, a segunda prova é a prova das Escrituras.
E Paulo coloca aqui Abraão como, vamos dizer assim, o grande exemplo no Velho Testamento da justificação pela fé. Lá em Gênesis, capítulo 15, verso 6, a Bíblia fala que Abraão creu em Deus e isso lhe foi imputado para justiça. Esse é o versículo que está lá em Gênesis 15:6.
Abraão creu. Simplesmente creu. Abraão não fez, não praticou nenhuma obra, não obedeceu a nenhum mandamento especificamente; Abraão apenas creu.
E, porque ele creu, isso lhe foi imputado para a justiça. Paulo, então, mostra que, assim também no Novo Testamento, nós estamos numa aliança que é a continuação da aliança de Deus com Abraão. Nós também, hoje, somos declarados justos apenas porque cremos.
Nós gastamos algumas ministrações falando dessa parte, principalmente sobre o verso 13, que declara que o Senhor nos resgatou da maldição da Lei. Eu fiz questão de gastar um pouquinho mais de tempo, isso não estava no livro, né? Eu coloquei, vamos dizer assim, um adicional para você, um plus, porque é um assunto muito importante.
Nós precisamos compreender essa verdade para termos fé, fé de que o Senhor, de fato, quer nos curar, que é a vontade dele a nossa cura, o nosso suprimento, a nossa prosperidade. Amém? Isso está muito claro aqui nesse segundo argumento.
Hoje, vamos ver agora o terceiro argumento de Paulo, e esse terceiro argumento chamamos de o argumento, ou a prova, da Promessa de Deus. Qual o objetivo de Paulo agora nesse texto? É mostrar que a aliança de Deus com Abraão não foi revogada quando veio a Lei de Moisés.
Apenas para você entender, do ponto de vista histórico, Abraão viveu 430 anos antes de Moisés. 430 anos é um bocado de tempo. Quando você pensa que o Brasil tem 500 anos de idade, quer dizer, 430 é bastante tempo.
Ok? Então, é muito importante você entender, porque esse argumento é para mostrar que a Lei veio muito depois, tá bom? A aliança da Lei passou, mas a aliança de Deus com Abraão não passou; ela permanece até hoje.
Então, todos nós, nós que cremos, somos também filhos de Abraão e participamos das mesmas promessas feitas a ele, ok? Na aliança abraâmica, a nova aliança é uma continuação da aliança abraâmica. Vamos ler o texto: Gálatas, capítulo 3, do verso 15 até o 18.
"Irmãos, falo como homem: ainda que uma aliança seja meramente humana, uma vez ratificada, ninguém a revoga ou lhe acrescenta alguma coisa. Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz: 'e aos descendentes', como se falando de muitos, porém como de um só: 'e ao teu descendente', que é Cristo.
E digo isto: uma aliança já anteriormente confirmada por Deus, a Lei, que veio 430 anos depois, não pode abrogar. " Essa é uma palavra bonita, né? Chique, mas vamos traduzir por uma palavra mais do nosso dia a dia: não pode revogar, tá bom?
Então preste atenção: olha o que o texto diz, uma aliança confirmada por Deus, ok? Não pode ser revogada por algo que veio 430 anos depois, de forma que venha desfazer a promessa. Por quê?
Se a herança provém de uma lei, já não decorre de uma promessa; mas foi pela promessa que Deus concedeu gratuitamente. tudo a Abraão. Se você gosta de fazer marcação na sua Bíblia, essa é uma frase realmente muito importante dentro do argumento de Paulo.
Aqui ele diz: "Se a herança provém de lei, já não decorre de promessa. " Então, Paulo está aqui dizendo que há diferença entre lei e promessa. Na verdade, para a gente compreender esse texto, aqui nós temos que levar em conta três palavras importantes: promessa, aliança e testamento.
A palavra "testamento" realmente não é mencionada aqui diretamente, mas, como tem a palavra "herança", nós precisamos reconhecer que, onde existe herança, é porque primeiro houve um testamento. A herança você só pode tomar posse dela se antes houve um testamento. Mas a primeira palavra que aparece aqui é a palavra "promessa".
O que é a promessa? A promessa é o compromisso de alguém de que fará algo para uma determinada pessoa. Só isso é uma promessa.
No caso de Abraão, a promessa foi feita a ele no capítulo 12. Então, ali diz que, no seu descendente, na sua descendência, seriam abençoadas todas as famílias da terra. Ok, é promessa.
Promessa não tem como eu vou dizer condições. Não é condicional. Se for condicional, não é promessa.
Como nós lemos aqui, é no verso 18: olha aqui, a herança, se a herança provém de lei, já não decorre de promessa. Então, eu falei essa ilustração aqui há algumas lives atrás, mas eu vou repetir novamente porque é importante você aprender. Então, entenda o seguinte: eu sou o pai e tenho aqui o meu filho, ok?
E eu prometo para o meu filho: "Ô, Joãozinho, amanhã eu vou te dar uma barra de chocolate. " Isso é uma promessa, ok? O que o Joãozinho precisa fazer para ganhar essa barra de chocolate?
Nada, nada. Ele não tem que fazer nada. Ele tem apenas de acreditar na minha promessa, porque eu não minto, eu sou fiel.
Então, ele precisa apenas crer e esperar o momento de tomar posse da barra de chocolate. Se ele for um menino que confia no pai, ele vai passar o dia inteiro hoje contando as horas, dizendo: "Amanhã vou ganhar uma barra de chocolate! Meu pai disse, ele prometeu e eu vou receber a barra de chocolate, é minha.
" Entendeu? Aquilo vai produzir nele uma alegria, uma excitação. Se ele for um garoto que não acredita, ele vai ficar o dia inteiro dizendo: "Será que vai ter mesmo barra de chocolate?
" Ou, se vamos imaginar agora uma outra situação, presta atenção: quando tem promessa, é só promessa, não tem que fazer nada. Mas suponha que eu diga para o João: "Joãozinho, se você fizer a tarefa toda da escola hoje, amanhã eu te dou uma barra de chocolate. " Ok?
Então, veja bem, aqui não é uma promessa mais. "Pastor, mas você não prometeu dar para ele a barra? " Sim, mas não é uma promessa porque ela não decorre só da promessa, ela não está baseada só na promessa.
Está baseada também em algo que o Joãozinho tem que fazer. O Joãozinho vai ter que fazer a tarefa; se ele não fizer a tarefa, ele também não ganha a barra de chocolate. Entendeu?
Então, presta atenção: Abraão recebeu tudo com base na promessa. Ok? Por que o verso 18 diz que, se a herança provém da lei, já não decorre de promessa?
Porque a lei é esse segundo caso. A lei diz: "Amanhã eu te dou a barra de chocolate se você hoje cumprir o mandamento, cumprir e obedecer, fizer a tarefa. " Então, como ele faz a tarefa, a barra de chocolate não é uma questão mais de promessa, é uma questão de dívida.
Entendeu? Eu não tenho nenhum mérito; ele fez a parte dele e, agora, ele merece a barra de chocolate. A lei funciona assim: "Faz a tarefa hoje que você ganha a barra de chocolate.
" A promessa, não. A promessa não coloca nenhuma condição. Deus apenas diz: "Eu vou te dar a barra de chocolate.
" Isso é promessa. Ok? O que a pessoa que recebe a promessa tem que fazer?
Apenas crer. Por isso que a Bíblia fala que Abraão creu. Deus não falou para Abraão que ele tinha que fazer nada.
Deus não disse que ele tinha que obedecer aos mandamentos, que ele tinha que cumprir alguma condição. Nada. Deus apenas fez a promessa para ele.
Abraão não tinha filhos, não é? Naquela circunstância, não era tão fácil crer que ele seria pai de nações e que, na sua descendência, todas as famílias da terra seriam abençoadas. Isso parecia uma coisa tão distante!
Mas Deus prometeu, e a Bíblia fala lá em Gênesis 15 que ele creu. E, porque ele creu na promessa, olha que coisa impressionante: ele foi declarado justo. Hoje, também você tem apenas de crer na promessa; não há condições!
Ok? Hoje, é apenas crer. Se você crê que o Senhor Jesus é Senhor, que Ele morreu na cruz, que Ele ressuscitou, que os nossos pecados foram todos cravados ali, entendeu?
Se você crê, a Bíblia fala que você é declarado justo. Não tem obra envolvida, você não tem que fazer nada, apenas crer. Eu sei que isso torna o religioso legalista, ele fica angustiado com isso, ele fica nervoso porque ele fala: "Temos que ter a nossa parte.
" Qual que é a nossa parte? Não tem a sua parte, filho, é só a promessa dele. A sua parte é só crer e esperar.
Apenas creia, simplesmente isso. Ok? Então, você sabe que.
. . bom, mas Deus é muito bom.
Deus é muito bom! Deus sabe da nossa fraqueza, né? E podia ser que Abraão, em algum momento, viesse a duvidar do cumprimento da promessa.
Deus não tinha colocado nenhuma condição para ele fazer nada, mas podia ser que em algum momento ele conversasse com Sara e… Disse-se: "É Deus que prometeu. Mas será que a gente merece isso? Será que nós estamos nos comportando bem?
Será que não temos que fazer nada? Poderia ser que, em algum momento, Ele vacilasse. Então, para que Abraão tivesse segurança de que a promessa de fato iria se cumprir, Deus transformou a promessa numa aliança.
O que significa e o que é uma aliança? Então, uma aliança torna-se um compromisso, vamos dizer, legal; torna-se um documento. Né, então, uma vez que eu, Aloísio, declaro que tal dia vou dar uma barra de chocolate para o Joãozinho, eu assino embaixo, vou ao cartório, reconheço firma e registro essa minha promessa.
Essa minha promessa já não é mais só uma promessa; ela continua sendo promessa, mas agora também se tornou um compromisso legal: uma aliança. Então, veja bem, poderia ser que Abraão pensasse, né? Ele não pensou.
Poderia ser que, na sua fraqueza, ele pensasse que Deus poderia mentir. Ainda que Deus não minta, presta atenção: não é que Deus, lá em Hebreus, diz que Ele não pode mentir. Quando a Bíblia fala que Deus não pode mentir, não é que Ele é capaz, mas não quer; não, Ele não pode, ok?
Essa é uma impossibilidade divina: Deus não pode mentir. Só que nós somos fracos. Deus não precisa fazer aliança; para Deus, é suficiente dizer "eu vou fazer".
Entendeu? Porque Ele não pode mentir. Se Deus diz que vai fazer, é certo que vai acontecer.
Mas, por causa de nós, isso é muita graça; por isso, porque Ele nos ama e quer nos dar ainda mais segurança, Ele transforma Sua promessa numa aliança. Não é maravilhoso isso? Então, se você for lá para Gênesis, no capítulo 15, você vai ver que é exatamente isso que Deus faz.
No começo do capítulo 15, Deus aparece para Abraão. Você lembra da história? Abraão estava ali na sua tenda à noite.
Deus o convida para o lado de fora, manda ele contar as estrelas e fala assim: "Vai ser a sua descendência". Abraão olhou para o céu; a Bíblia fala que ele creu em Deus e, no verso 6, diz que ele creu, e, porque ele creu, isso lhe foi imputado para justiça, foi declarado justo. A promessa foi reafirmada aqui, só que, no verso 12 em diante, Deus vem fazer aliança com Abraão, ok?
Deus vai fazer aliança com Abraão. Se você ler o texto, aqui a Bíblia fala que Deus falou para Abraão pegar alguns animais, né? Porque a aliança era feita com sacrifício.
E partisse no meio os animais, colocasse as partes uma de fronte da outra. Então, Abraão sabia o que ia acontecer. Deus ia fazer um compromisso, uma aliança com ele; ele ia entrar numa aliança com o Senhor.
Só que a Bíblia fala que, na hora que Deus vem para fazer aliança, Deus fez Abraão dormir, ok? Abraão dormiu e vieram densas trevas. A Bíblia fala, então, que quando já era tarde da noite, Abraão acordou e viu dois andando no meio das partes do sacrifício.
A Bíblia fala que Abraão viu um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo. Um fogareiro e uma tocha: os dois são fogos. Quem foi que Abraão viu?
Abraão viu Deus Pai e Deus Filho fazendo uma aliança. É que nós sempre pensamos que a aliança é entre Deus e o homem, mas Deus não faz aliança conosco diretamente. Por quê?
Porque nós não somos capazes de cumprir aliança. Se Deus fizesse aliança comigo, antes da hora do almoço eu já teria quebrado. E a penalidade para quem quebra a aliança é a morte.
Então, Deus nos ama, ok? Então, a aliança de Deus conosco, nós participamos da aliança, mas não diretamente. A aliança é feita entre Deus Pai e Deus Filho.
Por isso que Cristo teve que vir e se fazer homem para se tornar o nosso parente próximo. E agora, em Cristo, nós participamos dessa aliança. Então, quando Abraão vê o fogareiro, que é Deus, e vê a tocha de fogo, que é Cristo, ele está vendo ali a aliança acontecendo.
O que é aliança? Deus está dizendo: "Vai acontecer, e eu estou jurando. Eu estou assinando um documento".
Por que Deus faz isso? Para que Abraão pudesse ter completa segurança de que a promessa realmente iria se cumprir. Ok?
Lembra disso: Deus não precisa fazer aliança porque Ele é totalmente e absolutamente fiel à Sua palavra; por si só, ela é infalível. Mas, por causa de nós, da nossa fraqueza, Ele transformou aquilo que era uma promessa em um documento legal: uma aliança. E Paulo, então, diz o quê?
Que essa aliança não pode ser revogada. Não é assim que está escrito no verso 15? Vamos voltar lá para Gálatas 3.
Entendeu? Essa aliança não pode ser revogada. Verso 15: "Irmãos, falam como homem.
Ainda que uma aliança fosse e seja meramente humana, uma vez ratificada, ninguém revoga nem acrescenta". Uma aliança entre dois homens não pode ser revogada, Paulo está dizendo, e nem acrescentada. Agora, imagine uma aliança entre Deus e Deus, entre Deus Pai e Deus Filho.
Então, essa aliança não pode ser revogada, né? E Paulo mostra, então, que a aliança que Deus fez com Abraão inclui, vamos dizer assim, o ponto principal do Evangelho, porque Paulo faz uma exegese aqui. Não sei se você entende essa palavra exegese, mas Paulo pega o versículo lá de Gênesis, capítulo 12, quando Deus diz que na sua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra.
Paulo diz o seguinte: "Ele fala no verso 16: olha essa promessa que Deus fez a Abraão, ok? E ao seu descendente, no singular". Aí Paulo faz questão de frisar: "Não está escrito que a promessa é aos seus descendentes, falando de muitos, mas está falando de um só, é o descendente.
" E Paulo mesmo explica que esse descendente é Cristo. Cristo é o filho de Abraão que haveria de vir. Né, Isaque também era filho de Abraão, mas Isaque foi poupado no sacrifício.
Mas o filho de Deus não seria poupado. Ok, então esse assunto é maravilhoso. Eu acho fascinante ver a maneira como Paulo lida com isso.
Ele tem um raciocínio bíblico e, ao mesmo tempo, ele faz uma explicação do texto bíblico, né? Uma exegese do texto bíblico. Isso é um negócio fascinante.
Eu não sei se isso atrai você, mas a palavra de Deus é algo realmente maravilhoso. Maravilhosa! E a Nova Aliança, então, ela, por causa disso tudo, é uma continuação da Aliança de Deus com Abraão.
Então, o evangelho que nós pregamos hoje é uma promessa, mas não é apenas uma promessa; é uma promessa que virou uma aliança. Ok? Então, a aliança apenas realça o tamanho da graça de Deus.
Ok? Deus é tão amoroso, tão gracioso, que ele transformou as suas promessas verdadeiras em compromissos legais, que a Bíblia chama de aliança. E Paulo diz que não pode ser revogada no verso 15 e nem pode ser acrescentada.
Ou seja, você não tira o que está escrito e nem coloca. O que Deus falou é: se você crê, você é justo. Justificado.
Tá me ouvindo? Se você creu, você foi justificado. E, uma vez que você é declarado justo, inocente aos olhos de Deus, seus pecados foram cancelados, anulados.
Você é um novo homem, e esse novo homem não tem pecado diante de Deus. Por isso, você pode dizer que é salvo. Isso é irreversível, não tem volta.
Por isso que, se você é salvo, você é salvo para sempre. Não tem mais volta, você entrou na Aliança. Ok?
Então, isso é uma coisa maravilhosa. Então, essa aliança, né? As palavras aliança e testamento, elas são quase que sinônimas.
No mundo antigo, elas eram realmente sinônimas, mas possuem diferença: a aliança se refere a coisas que foram prometidas, mas que ainda não se cumpriram. Mas o testamento, ok, é algo que tem a ver com o que foi prometido, mas que já é real, já é realidade, já se cumpriu. Entendeu?
Então, quando todos os itens da promessa se cumprem, aquela aliança se torna um testamento. É por isso, então, que nós temos Velho e Novo Testamento: velha aliança, nova aliança. Entendeu?
Enquanto é promessa, é só uma aliança. Quando o testador, o que fez a aliança, morre, entendeu? Por causa da morte dele, aquela aliança se torna um testamento.
O testamento já é o direito de posse da promessa. O testamento dá ao herdeiro o direito de posse. Ok?
Então, é isso que está escrito. Vamos ler na Bíblia lá em Hebreus, capítulo 9, no verso 15: "Por isso mesmo, ele é o mediador da Nova Aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sobre a primeira aliança, recebam a promessa eterna herança aqueles que têm sido chamados. " Então veja bem, uma vez que o testador morreu, a aliança agora virou herança e você pode entrar na posse da promessa.
Ok? Porque você é um herdeiro. Avança!
Porque onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do testador. O testador morreu. O testador é Cristo, ok?
Ele morreu e ele ressuscitou, mas na sua morte a aliança virou um testamento, pois um testamento só é confirmado no caso de mortos, visto que de maneira nenhuma tem força de lei enquanto vive o testador. Pelo que, nem a primeira aliança foi sancionada sem. .
. Vamos ler só até aqui, acho que é suficiente para você entender essa diferença entre aliança e testamento, ok? Ok.
Presta atenção! Eu falei para você que a promessa é incondicional. Se é uma promessa, é incondicional; é só fé.
É só fé. Se é uma promessa condicional, aí já virou lei. Aí você fala: "Pastor, mas a aliança não é a promessa que virou um documento legal, que virou lei?
" Exatamente! Então, por isso que a aliança pode também ter termos condicionais. Por isso que a aliança da lei, a aliança mosaica, declarava que a bênção somente viria sobre o povo se obedecessem os mandamentos.
Ok? Mas um testamento é diferente. Um testamento não pode ser alterado depois que o testador morre.
Ok? Depois que ele morre, aquele documento de herança se torna um documento agora de posse. Entendeu?
Aquele documento do testamento, dando direito ao herdeiro, ele se torna agora um documento de posse; com ele você toma posse de tudo aquilo que é herança. Ok? Então, todas as cláusulas da Nova Aliança, do Novo Testamento, jamais poderão ser alteradas, mudadas.
E como o testador morreu, você pode entrar na posse de todas elas. Você é filho de Deus e também é herdeiro. Herdeiro.
Ok? Abraão foi feita a promessa; essa promessa depois tornou-se uma aliança e, hoje, a Nova Aliança tornou-se um testamento para que tudo aquilo que foi prometido possa ser cumprido na sua vida em Cristo Jesus. Você acha que ficou claro isso, né?
Aí, no verso 17, volta lá para Gênesis 3. Nós estamos analisando o argumento de Paulo. Ele diz assim: "E digo isto: uma aliança já anteriormente confirmada por Deus, a lei que veio 430 anos depois, não pode revogar nem desfazer a promessa.
" O que Paulo está dizendo aqui? O argumento de Paulo para os gálatas aqui era que a aliança de Deus com Abraão tinha sido estabelecida unicamente por fé. Abraão tinha só que crer.
Deus prometeu e Abraão ia apenas crer. A única exigência era fé na promessa de Deus, e, uma vez que essa promessa tinha sido ratificada com uma aliança, né? Foi documentada, então agora ela não pode de forma alguma ser cancelada.
Entendeu? A lei que. .
. É uma outra aliança. Ela veio 430 anos depois de Abraão, e o que Paulo diz?
A lei não pode revogar aquilo que Deus já tinha documentado. Entendeu? Deus já tinha feito aliança; ela não pode revogar o que Deus já tinha feito antes, tá entendendo?
Então, o raciocínio não é complicado. Se Deus tinha resolvido lidar com Abraão somente por meio da fé na promessa, o argumento de Paulo é esse: então por que agora Deus iria determinar para o homem obedecer à lei com o fim de receber a promessa? É contraditório, entendeu?
Se Deus já tinha definido que bastava crer, por que agora Ele iria definir que precisa também cumprir algum mandamento? Entendeu? Ele não pode fazer isso por duas razões: primeiro, porque Ele tinha feito uma aliança e a aliança não pode ser revogada; segundo, porque a vontade de Deus é que tudo seja por fé e não por obras.
E não por obras. Então, o que Paulo tá querendo dizer, na verdade, é que a lei não foi dada como um meio de receber a bênção de Deus. A lei foi dada com outro propósito.
Não vou entrar nesse propósito hoje, ok? É a próxima. .
. nossa próxima live. A lei não foi dada como um meio de você receber algo de Deus; ela não foi dada para isso, porque se tivesse sido dada para isso, Deus estaria negando uma aliança anterior.
Isso é impossível, diz Paulo. Deus não pode mudar; Deus permanece o mesmo. Ok?
Isso é tão fascinante. Você perceber que, quando o povo. .
. Você conhece a história: Abraão teve Isaque; Isaque, por sua vez, teve dois filhos, né? Esaú e Jacó.
Mas em Jacó foi chamada a descendência. Jacó, por sua vez, teve 12 filhos, e a Bíblia fala que, numa certa altura, Jacó desceu para o Egito com toda a sua família. E lá no Egito, eles se multiplicaram, tornaram-se um povo numeroso.
Você conhece a história. E numa certa altura, levantou-se o faraó, que, com medo deles, achando que eles poderiam se tornar uma nação mais poderosa do que os egípcios, começaram a oprimir e escravizá-los. E eles então clamaram a Deus.
Então Deus permitiu que lá no Egito a nação fosse formada quando eles clamaram a Deus por causa da escravidão debaixo do jugo de faraó. Deus então lhes envia Moisés. Ok?
E aí você vai ver algo muito interessante: desde o dia em que eles saem do Egito, ok? Para falar a verdade, desde os dias de Abraão, ok? Desde os dias em que eles saem do Egito até o dia em que a lei é dada lá em Êxodo, capítulo 20, você vai ver que Deus tratou com os descendentes de Abraão unicamente pela graça.
Não tem lei ali, entendeu? Quando Deus vem libertá-los do Egito, Ele faz isso de graça. Não tem nenhum merecimento envolvido.
Ok? Aqueles milagres todos! De graça, não tem merecimento envolvido.
E depois eles vão peregrinar do Egito até o Monte Sinai. Essa peregrinação deve ter demorado de 6 meses a 9 meses; ninguém sabe exatamente quanto tempo durou, mas foi em torno de 6 meses. Nesse período de 6 meses que eles peregrinaram no deserto em direção ao Monte Sinai, eles fizeram muitas coisas erradas, mas não houve em nenhum momento juízo por causa disso, porque Deus estava lidando com eles com base na aliança que tinha feito com Abraão e não com base na lei.
Porque a lei só vai ser dada no capítulo 20. Entendeu? Então, Deus não libertou o povo porque o povo obedeceu a algum mandamento, porque o mandamento nem tinha sido dado.
Deus não libertou o povo porque eles eram bons merecedores. Não foi unicamente por causa da sua graça. E qual foi a expressão da graça?
Deus mandou que eles matassem o cordeiro, pegassem o sangue, aplicassem na porta pelo lado de fora e, dentro da casa, comessem a carne do cordeiro. Essa foi a base da salvação. Esse foi o motivo pelo qual eles foram libertos do Egito.
O sangue do cordeiro é o mesmo tipo pelo qual nós somos salvos hoje. Você não é salvo por causa de nenhuma obra sua, de merecimento, por causa de alguma obediência a algum mandamento. É tudo porque você aplicou o sangue e você comeu a carne e bebeu o sangue do cordeiro na mesa do Senhor.
Isso então trouxe o quê para você? Salvação. Tá bom?
Vamos dar uma passeada no Velho Testamento para você entender esse princípio. Então, a jornada dos filhos de Israel, ok? Do Egito até o Monte Sinai, é uma figura da pura graça de Deus, muito embora eles murmurem, pecassem, ok?
E contra Deus, em nenhum momento nenhum deles foi punido com morte ou com alguma praga ou alguma coisa assim, entendeu? Então, eles viram os prodígios extraordinários de Deus quando Deus mandou juízo, né? Aquelas pragas todas sobre o Egito.
Mas, mesmo assim, eles falharam em honrar o Senhor e eles murmurarão o tempo inteiro. Então vamos ler alguns versículos na Bíblia. Lá no capítulo 14, no verso 11, você vai ver que eles chegam, né?
Diante do Mar Vermelho, então Faraó tá vindo atrás deles. Eles não têm para onde fugir; então só tem um mar diante deles. E você pode pensar: "Ah, isso era um povo de fé, eles clamaram a Deus.
" Não! Olha o que a Bíblia diz: disseram a Moisés: "Será que foi porque não tinha sepulcro no Egito que você nos tirou de lá para que a gente morra agora no deserto? Por que nos trataste assim fazendo-nos sair do Egito?
" Isso que não é palavra de gente que tem fé. Isso é palavra de gente que tá cheio de amargura e de murmuração. Então, eles murmuraram contra Deus.
Isso é pecado, mas mesmo assim não caiu fogo do céu. A Bíblia fala que Moisés orou e Deus falou. Que que você tá orando?
Entendeu? Pega o bordão, fere as águas, entra no mar, porque o mar vai se abrir. Então, eles atravessaram o mar Vermelho, e esses, eles não mereciam.
Eles não fizeram. Se você for falar assim: "Ah, esse povo era tão piedoso", porque às vezes nos filmes, né, que eles fazem do povo de Israel saindo do Egito, o povo é assim, tão piedoso, eles estão saindo assim com aquela carinha de quem tá vendo anjo. Mas, se você for ler a Bíblia, não era exatamente assim.
Nenhum deles era merecedor de coisa alguma. No entanto, em vez de juízo, receberam graça. Depois que eles atravessam o mar Vermelho, né, eles chegam a um lugar chamado Mara.
E o que que eles fazem lá em Mara? Mais uma vez, eles murmuram. Olha o que diz lá no verso 23, Capítulo 15, verso 23: "Afinal, chegaram a Mara; todavia, não puderam beber as águas de Mara, porque eram amargas.
Por isso, chamou-se-lhe Mara. " E o povo fez o quê? Foi orar, confessar a palavra: "Nós cremos que o Senhor nos trouxe até aqui, ele vai nos suprir!
" Foi isso que eles disseram? Não! Murmuraram contra Moisés, dizendo: "Vamos beber o quê agora?
" Mas os caras tinham visto o mar abrindo, entendeu? Uma coisa que só eles viram, só aconteceu essa vez na história. E mesmo assim, estavam reclamando.
E a Bíblia fala, então, que Moisés clamou ao Senhor, e o Senhor mostrou uma árvore. Moisés jogou a árvore na água e as águas ficaram doces. Nenhuma repreensão, nenhuma exortação, nada.
Isso é um negócio realmente impressionante! Aí, eles avançam mais e chegam a um lugar chamado deserto de Sim. E lá, nesse deserto, acabou a comida que eles tinham trazido do Egito, porque cada um saiu com a matula, né?
E aí, acabou a comida. E o que que Deus? E o que que eles fazem lá, né?
Olha o que diz, vamos ler Capítulo 16, no verso 3: "Disseram-lhe os filhos de Israel: Quem nos dera tivéssemos morrido pela mão do Senhor! " Isso não é realmente uma oração ou uma palavra boa, não é? Quer dizer, eles viram todos os milagres no Egito, o juízo de Deus, viram Faraó morrendo, viram o mar se abrindo.
A água que eles precisavam ali ficou doce, e agora eles falavam: "Quem dera tivéssemos morrido na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne e comíamos pão à fartar! Pois nos trouxestes a este deserto para matares de fome toda esta multidão! " Eles eram escravos, eles não comiam nada à fartar.
Escravo não tem nada em abundância. No entanto, no meio do deserto, eles apenas reclamaram. Mas o que que diz no verso 4?
Olha o Senhor! O que que ele diz: "Então disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover pão do céu! " Nenhuma exortação, nem uma praga, ninguém morreu, entendeu?
Eles murmuraram, e Deus falou: "É o seguinte, vai cair pão do céu para vocês. " Entendeu? Não havia juízo, somente graça.
Eles mereciam morrer de fome! Eu não sou gracioso, né? Nem você.
A gente deixaria eles ali penando de fome, mas Deus fez chover pão do céu para eles. Isso é retrato da graça! Por que que eles experimentaram isso?
Porque eles ainda estavam debaixo da aliança de Deus com Abraão. Não tinham chegado ainda no capítulo 20. Depois, no capítulo 17, eles chegaram lá em Refidim.
Você conhece a história. E de novo não tinha água. E o que que eles fizeram?
Tendo aí o povo sede de água, murmurou contra Moisés e disse: "Por que nos fizeste sair do Egito? A gente não queria sair de lá, tava tão bom lá! E nos trouxe para cá para nos matar de sede a nós e os nossos filhos.
" E aí, o que que o Senhor fala para Moisés? "É o seguinte, pega a sua vara, fere a rocha, e vai sair água da rocha para eles. " Não havia juízo, não houve nenhuma palavra, nada, entendeu?
Esse é um negócio realmente impressionante. Por isso que eu tô mostrando para você: antes deles chegarem no Sinai, cada vez que eles murmuravam, reclamavam, Deus respondia com demonstração de poder, mas absoluta, completa graça. É um negócio assim impressionante.
Por que que isso aconteceu? Porque, nesse tempo, Deus estava tratando com eles unicamente com base na aliança que tinha com Abraão. Então, as bênçãos, as provisões de Deus não dependiam da bondade do povo, do merecimento do povo, da obediência do povo, porque a aliança de Deus com Abraão é uma aliança de graça.
A única exigência é crer. Mas aí, eles chegaram no Monte Sinai. E aí, lá em Êxodo, no capítulo 19, vou abrir minha Bíblia aqui, eles chegaram no Monte Sinai, e o Senhor, então, a princípio, o ambiente é aconchegante.
O Senhor vem e fala para eles qual que é o seu desejo. Então, o Senhor diz no verso 5: "Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança. .
. " Muito bem, até aqui não tinha sido dada a aliança da Lei ainda. Então, qual a aliança que ele tá falando?
A aliança com Abraão, a aliança de que nas descendências de Abraão, aqui nesse caso a nação de Israel, todas as nações da terra seriam abençoadas. Aí Deus diz: "Se vocês guardarem a aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. Vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa.
" Você tá vendo que é exatamente o que Pedro fala lá em 1 Pedro 2:9? Mesma coisa! Ou seja, a igreja é o cumprimento da aliança de Deus com Abraão.
Entende? A igreja é isso. Nós somos hoje reino e sacerdotes e nação santa.
Nós somos, ok. Mas Israel não, ok? Então, eles deveriam, nesse ponto, apenas guardar a aliança de Deus com Abraão.
Se eles fizessem isso, todas as famílias da. . .
Terra seriam abençoadas porque eles próprios seriam sacerdotes; não teria uma tribo sacerdotal, não! Toda a nação seria de sacerdotes, não teria uma tribo real, a tribo de Judá, não! Toda a nação seria uma tribo real.
Ok? Por isso que nós experimentamos isso. Israel não experimentou, mas depois que o povo ouve isso, o que que ele responde?
Verso 8: Então o povo respondeu a uma: "Tudo que o Senhor falou faremos. " Então, a partir desse momento, o ambiente muda completamente. Por quê?
Porque, depois dessa resposta, ok, mostrou a justiça própria do povo. Então, o ambiente aconchegante que tinha foi substituído agora por um ambiente assustador, aterrorizante. O que eles estavam dizendo, em outras palavras, é o seguinte: tudo que o Senhor falou, nós somos capazes de obedecer.
Em outras palavras, eles estavam dizendo o seguinte para Deus: "Olha, não nos avalie com base na sua bondade, mas nos avalie, nos julgue com base na nossa obediência. " Entendeu? Eles queriam mudar a maneira de se relacionar com Deus.
E aí, nesse momento, trocou a aliança; saíram debaixo de uma aliança que era baseada na graça e agora Deus estabeleceu com eles a aliança da Lei. Até esse momento, eu mostrei para você, ok, Deus estava no meio deles; Deus lutou as guerras deles; Deus puniu Faraó; Deus matou Faraó; Deus fez sinais e prodígios, fez sair água da Rocha, fez cair pão do céu. Eles pecaram, eles murmuravam, eles não eram gente perfeita, ok, mas até aqui, eles experimentaram apenas graça.
Mas no momento em que disseram essas palavras, aqui o ambiente mudou completamente. Deus mudou seu tom. Por que Deus mudou a atitude?
Porque o homem, agora cheio de justiça própria, resolveu fazer uma aliança baseada no quê? Na sua própria força, na sua própria capacidade, que ele é capaz de obedecer. Deus então dá para ele 10 mandamentos para que eles pudessem perceber o próprio desempenho.
A gente vai ver isso com mais detalhes depois na próxima live, mas continuando nesse ponto, é que agora a relação mudou. Então, até o Monte Sinai, eu te mostrei, foi de um jeito, mas de agora para diante, eles só seriam abençoados se guardassem os mandamentos; se não guardassem, haveria juízo. E é a partir daqui que você vê quando eles murmuram, vem cobras venenosas; quando eles murmuram ou quando eles são rebeldes, a terra abre e desce gente viva pro inferno, ok?
Então, nesse momento, cai fogo sobre eles. Então, a partir desse momento aqui, o juízo começa a vir cada vez que eles murmuravam, cada vez que eles eram incrédulos. Por quê?
Porque a praga, a morte, são parte da maldição da lei que nós vimos aqui nas nossas duas últimas lives, ok? Antes do Monte Sinai, ninguém morreu, mas depois do Sinai, cada vez que havia pecado, havia punição, e havia morte. Havia morte, ok?
Você vê que antes do Sinai, cada fracasso deles foi só uma ocasião para eles experimentarem graça, poder de Deus. Mas depois do Sinai, cada fracasso é pancada na moleira, é juízo, é morte. Por quê?
Porque, depois da Lei, a bênção não dependia mais da bondade de Deus, mas dependia da obediência do homem. Na aliança de Deus com Abraão, a bênção depende apenas de crer na bondade de Deus; ele prometeu, ele é tão bom, ele só prometeu, eu vou receber. Mas na Lei, a bênção agora depende da capacidade do homem de obedecer e assim merecê-la.
Você percebe que até hoje os crentes estão vivendo assim e tentam responder a Deus da mesma maneira como os filhos de Israel. Entendeu? Não importa o que o pastor pregue, e normalmente pregam muita lei, o povo vai responder: "Nós podemos fazer.
" Não importa quantas vezes eles caem e fracassam, eles vão levantar dizendo que eles podem fazer, que eles podem obedecer, ok? Então, o que Paulo está dizendo pra gente aqui em Gálatas é que é o seguinte: "Ô, queridos Gálatas, por favor, vamos continuar na aliança de Deus com Abraão, esquece essa aliança mosaica, esquece a aliança da lei; vamos ficar com a aliança feita com Abraão. " Amém?
Deu para você entender isso? É muito importante que você entenda. Se você conhece um pouco da história do Velho Testamento, depois você medita nisso, ok?
Do início do livro de Êxodo até o capítulo 19, há pecado, há rebeldia, há murmuração, mas não há juízo sobre Israel em nenhum momento; não há juízo sobre Israel, ok? Mas a partir, só graça. Mas a partir do capítulo 20, o ambiente muda.
O ambiente muda, por quê? Porque o povo, na sua arrogância, escolheram se relacionar com Deus com base no seu próprio merecimento, ok? Isso é a antiga aliança, é o Velho Testamento, é a velha aliança.
Essa velha aliança da Lei leva você a olhar para você mesmo, mas a Nova Aliança nos leva a olhar para Cristo. O primeiro milagre de Moisés, você deve se lembrar, foi o quê? Ele pegou a água do Egito, a água do Nilo, e transformou em sangue.
O primeiro milagre do Senhor Jesus, qual foi? Ele foi na festa de casamento e transformou a água em vinho, ok? Porque a Lei produz morte, mas a Nova Aliança da Graça produz vinho novo.
Ok? Isso é muito importante, você entender. Esse vinho novo é vida, é alegria!
Em Cristo não há mais ira sobre você, mas existe favor derramado sobre você. Por isso que lá no livro de Hebreus, né, o autor de Hebreus faz um paralelo entre o Monte Sião e o Monte Sinai. O Monte Sinai representa a Lei, o Monte Sião, a Graça de Deus, ok?
Nós chegamos no Monte Sião, não permaneça no Monte Sinai. Amém? Depois você leia na sua casa Hebreus 12, do verso 18 em diante.
Não vou ler hoje com você, mas depois você leia em casa. Amém? Muito.
Bem, volta lá para Gálatas. A aliança de Deus, então, com Abraão, ela não passou. Tá me ouvindo?
Ela, na verdade, continua agora em Cristo, porque Cristo é o cumprimento da promessa feita a Abraão. Ok? Então, em Cristo, essa aliança continua.
E como nós estamos em Cristo, Paulo diz que nós somos filhos de Abraão e também somos justificados da maneira que Abraão foi. Abraão foi declarado justo porque creu. Nós também somos declarados justos porque cremos.
Entendeu? Então, Deus prometeu uma herança para Abraão e sua posteridade. Essa herança, obviamente, não era só a terra de Canaã.
Por quê? Porque Deus disse que no descendente de Abraão todas as famílias da terra seriam abençoadas. Então, Paulo mostra que tanto a promessa quanto a semente a quem foi feita a promessa são espirituais, não são naturais.
Então, o alvo de Deus não era somente, ainda que isso tenha um lado de dar uma terra para os judeus, mas Deus queria trazer salvação para todo homem. Ok? Por isso que Paulo fala no verso 16.
Ele diz: "Olha, Deus fez a promessa ao descendente no singular e não aos descendentes no plural", ok? Dizendo o quê? Que tudo se referia a Cristo.
E todos nós hoje estamos em Cristo pela fé. Amém? Então, a promessa de Deus foi muito simples para Abraão: "Eu vou trazer uma semente, eu vou trazer um descendente".
E essa promessa, que depois se tornou uma aliança, se comprometia a dar herança para essa geração futura. Era uma promessa incondicional, totalmente baseada na graça de Deus. E aquilo, volto a repetir, aquilo que Deus prometeu para Abraão não pode mais ser alterado.
A aliança já foi confirmada, o testador já morreu, Cristo já morreu e ressuscitou. Suas promessas agora se tornaram um testamento, uma garantia de posse da herança. Essa é a bondade de Deus.
Amém? Eu sei que eu falei muita coisa e, às vezes, eu dou informação demais, mas é só pela alegria de compartilhar com você essas verdades. Mas eu recomendo que você medite, que você leia o livro também para que essas verdades sejam firmadas no seu coração.
Amém? Você tenha clareza, você consiga expressá-las. A primeira vez que você ouve parece muito complicado e você não consegue, né?
Às vezes, contar para alguém. Então, é importante você ouvir mais de uma vez. À medida em que você ouve de novo, você já começa a entender melhor.
Uma terceira vez que você ouve, você já consegue expressar um pouco para quem está perto de você. Então, o alvo é que você receba. Mas o que você recebe não pode ficar restrito a você; você precisa compartilhar com outros para que o jugo da Lei seja tirado das costas dos nossos irmãos.
Tantos irmãos vivendo debaixo desse jugo pesado, sem alegria, né? Sem desfrute da celebração de estar de volta à casa do Pai. Que essa alegria volte ou pelo menos seja colocada hoje.
Se ninguém nunca provou no coração dos filhos, você pode ser canal para abençoar muita gente. Amém? Deus possa abençoar você, a sua casa, e até a nossa próxima live.
Você foi abençoado? Então, envie esse vídeo para um amigo, assim ele também será.