[Música] Olá eu sou a Fernanda e hoje a gente vai continuar falando sobre psicofarmacologia mas especificamente Hoje a gente vai falar sobre farmacodinâmica e sobre as possibilidades de ação dos fármacos que agem ali no sistema nervoso central e então a gente vai hoje falar sobre como os fármacos modificam o funcionamento do nosso nosso organismo na aula anterior a gente falou sobre como o corpo modifica a droga Hoje a gente vai falar sobre como a droga modifica o funcionamento do corpo a gente também vai falar sobre potência eficácia de um fármaco o que que esses termos
significam a gente vai falar também sobre como agem os fármacos que atuam no sistema nervoso central algumas opções de ação que a gente vai retomar nas aulas específicas dos fármacos do sistema nervoso central então então começando aí pela farmacodinâmica o que que seria essa farmacodinâmica ela é o segmento da farmacologia que estuda o mecanismo de ação dos fármacos então ao contrário da farmacocinética né que estuda o que que é o corpo faz com a droga a farmacodinâmica estuda que a droga faz com o corpo as drogas elas não criam novas funções elas modificam funções que
já existem isso é importante a gente entender então a gente nunca vai ter um fármaco que crie uma função leve a um efeito que aquela célula não tinha capacidade de fazer antes do fármaco então por exemplo a gente pode desenvolver um fármaco que estimule a secreção de insulina pelo pâncreas mas isso só é possível porque o pâncreas as células pancreáticas já tem a capacidade de produzir insulina então nunca um fármaco vai criar uma função nova ele vai modificar funções que as nossas células já têm e e para que um fármaco Produza seus efeitos ele precisa
ali se ligar ao seu sítio de ação que seria o local de ação o alvo farmacológico dele a gente vai falar disso um pouco melhor então o que que seria esse sío de ação ou alvo farmacológico ele vai ser qualquer molécula celular com a qual um fármaco interaja para iniciar os efeitos dele então a droga o fármaco ele precisa se ligar a essa molécula esse sítio de ação e isso vai resultar no efeito biológico eh Quais são as possibilidades de cítio de ação que a gente tem os sítios de ação podem ser enzimas então por
exemplo fármacos antiinflamatórios de uma classe específica ali que chama antiinflamatórios não esteroidais onde se encaixa ali buprofeno por exemplo eles são fármacos que agem sobre enzimas eles inibem uma enzima ali relacionada à produção de fatores inflamatórios e é com isso que eles induzem ali os efeitos anti-inflamatórios e inclusive analgésicos e antipiréticos né de inibição de febre deles então eles agem sobre uma enzima inibindo uma enzima os fármacos também podem agir sobre proteínas transportadoras Então são fármacos que inibem ali um transporte através da membrana o exemplo mais típico disso é o desses fármacos que vocês estão
vendo a sigla aí que é o isrs que que seria isrs seria inibidor seletivo da recaptação de serotonina que é uma classe de antidepressivos mas no final dessa aula a gente vai falar sobre como funcionam esses inibidores seletivos da recaptação de serotonina mas é importante entender que eles estão mexendo aí numa proteína transportadora atrapalhando ali um transporte os fármacos também podem agir sobre canais iônicos eh portanto eles estão ali interferindo na entrada ou sair de íons da célula é o caso dos anestésicos locais mas a maior parte dos fármacos eles vão agir não sobre enzimas
proteínas ou canais iônicos e sim sobre receptores é importante entender que essas moléculas todas inclusive os receptores são moléculas que já existem no nosso organismo e elas são essenciais pro funcionamento normal de uma célula Isso significa que o fármaco ele vai modificar uma molécula que já está lá fazendo seu efeito né vamos entender melhor o que significam receptores os receptores são moléculas biológicas que se desenvolveram especificamente pra comunicação celular qual é a função do receptor ele é uma estrutura que tá ali para detectar a presença de substâncias endógenas e iniciar uma resposta celular então por
exemplo a gente tem receptores que detectam a presença de neurotransmissores e isso modifica ali a resposta da célula a gente tem eh receptores que detectam a presença de hormônios como insulina e isso modifica a resposta da célula uma coisa curiosa pra gente pensar é que todo o receptor que a gente tenha no nosso organismo Ele está lá porque ele tem um ligante uma substância que se liga a ele que é endógena que a gente mesmo produz e Faria e faz sentido mesmo né então mesmo que um fármaco Atila um receptor esse receptor só é produzido
pelo nosso organismo porque tem ali uma substância endógena que ativa ele vou dar um exemp exemplo curioso aí para você pensar a gente tem ali receptores no nosso organismo que e reagem ali né que detectam a presença de componentes da maconha Como por exemplo o delta9 tetrahidrocanabinol que é o delta9 thc principal componente ativo ali da maconha a gente tem um receptor que se liga a esse componente da maconha e permite ali que o efeito da maconha aconteça Então a gente tem esse receptor que foi inclusive batizado ali como receptor canabinoide e se a gente
pensar não faria sentido a gente ter um receptor específico para um componente da maconha ali no seu organismo esperando Se um dia você for consumir a a maconha né não faria sentido por que que a gente tem um receptor pra maconha dentro da gente a gente tem esse receptor porque a gente tem substâncias endógenas que se ligam a esses receptores que foram descobertas depois da gente ter descoberto o receptor mas que são chamadas de endocan ides Então são substâncias endógenas que nós mesmos produzimos e que tem uma estrutura parecida com a estrutura ali dos princípios
ativos da maconha os canabinoides e portanto ativam esses receptores eles estão lá porque tem uma substância endógena para eles então o ligante que pode ser aí o fármaco pode ser o neurotransmissor né Pode ser então um ligante endógeno ou exógeno esse ligante vai se ligar ao receptor e essa ligação do ligante ao receptor ela precisa de uma coisa que a gente chama de complementariedade estrutural ou seja essa ligação acontece quando o ligante receptor se encaixam de uma forma complementar é o que a gente chama aí de modelo chave fechadura porque essa ligação precisa ser ali
tão perfeita o encaixe quanto o encaixe de uma chave numa fechadura Então até trouxe aqui uns desenhinhos de exemplo para vocês entenderem um esqueminha né e mas a gente vai ter a ligação do ligante no receptor quando a gente a gente tem um encaixe ali quando as coisas se encaixam eh quando isso encaixa e aquele ligante ativa aquele receptor a gente vai ter a ativação de um sistema de sinalização intracelular portanto dentro da célula isso Vai resultar ali no efeito biológico a gente tem dois principais tipos de receptores a gente tem um receptor que é
um receptor de membrana que é o que você tá vendo aí que é o receptor roxo Então veja que para que o fármaco ligante né que não precisa necessariamente ser um fármaco pode ser uma substância endógena para que o ligante se liga a esse receptor roxo ele não precisa entrar na célula ele só vai ali se ligar esse receptor não precisou entrar na célula para que essa ligação aconteça eh nesse caso veja que como ele não precisou entrar na célula esse ligante não precisa ser tão lipossolúvel porque ele não precisa atravessar a membrana plasmática para
se ligar o receptor por outro lado a gente tem receptores que são intracelulares que é o caso desse azul que você tá vendo aí que tá guardado dentro da célula no caso de um receptor intracelular para que o ligante se ligue a Ele o ligante primeiro precisa entrar na célula então atravessar a membrana plasmática E aí finalmente se ligar a esse receptor nesse caso os ligantes que vão se ligar a receptores intracelulares precisam ser ligantes muito lipossolúveis eu trouxe aqui um esqueminha do livro farmacologia do Hang dale que inclusive é um livro muito legal pra
gente se basear PR estudar farmacologia de forma geral e psicofarmacologia que ele resume aqui os quatro principais tipos de receptores que a gente tem então a gente tem por exemplo receptores ligados a canais iônicos que quando o fármaco se liga ele vai levar a abertura ou fechamento de um canal iônico portanto ou vai interromper a entrada e saída de íons ou vai levar a entrada de saída de ions eh isso Vai resultar ali numa hiperpolarização ou despolarização da célula e efeitos celulares por exemplo o receptor de gaba que a gente vai falar é um receptor
ligado ao canal iônico muitos dos receptores São desse segundo tipo que é o receptor acoplado a proteína G então o receptor acoplado a proteína G é um receptor que tá acoplado a uma proteína chamada G que pode ser tanto uma proteína estimulatória que sai estimul and outros alvos quanto uma proteína inibitória que sai inibindo outros alvos E aí esses receptores ligados a proteína G são chamados de receptores metabotrópicos e aqui a gente vai ver alguns receptores acoplados a proteína G por exemplo receptores de dopamina a gente tem também receptores ligados a proteínas kinase que é
o caso desse receptor tipo três aí então a gente tá vendo são receptores que quando o ligante se liga isso ativa proteína kinase que são proteínas que fazem fosforilação e elas vão fosforilar outros alvos isso vai desencadear ali transcrição gênica síntese de proteínas e resultar em efeitos celulares e por fim Esse quarto tipo aí são os receptores nucleares que são receptores que ficam dentro da célula são intracelulares e o fármaco então precisa entrar na célula para se ligar o receptor Então os fármacos Il ligantes desses receptores vão ser muito lipossolúveis e aí quando o fármaco
se liga esse receptor esse receptor acaba migrando pro núcleo e interferindo ali na transcrição gênica e síntese de proteínas eh uma coisa bem importante que a gente vai acabar usando esses termos nas aulas todas de farmacologia de psicofarmacologia são os termos agonista e antagonista Então os fármacos eles podem tanto ser agonistas dos receptores Quanto antagonistas qual é diferença os agonistas dos receptores são ligantes que se ligam ao receptor e ativam esse receptor E aí no momento que eles ativam esse receptor isso leva a um efeito biológico já os antagonistas são substâncias que se ligam ao
receptor mas não ativam esse receptor então aqui é um esqueminha para vocês entenderem a gente teria ali um agonista se ligando ao receptor e quando ele liga o receptor Ele ativa esse receptor ele leva uma conformação ali ativa enquanto que o antagonista ele vai se ligar ao receptor também Observe que ele também tem complementaridade estrutural ele também se liga ao receptor mas a diferença é que ele não ativa esse receptor então esquematizando aí de novo vocês vão perceber que eu gosto de esqueminhas eh o agonista farmacológico é uma substância que se liga ao receptor E
aí quando ele liga oo receptor Ele ativa esse receptor e isso gera ali uma resposta biológica uma cascata de sinalização intra celular e a gente vai ter ali um efeito exemplos de agonistas pra gente entender essa dinâmica vocês vão ver que aqui eu coloquei substâncias que não são fármacos elas são substâncias endógenas que também são agonistas de receptores então começando aí com a acetilcolina que é um neurotransmissor né a acetilcolina quando ela se liga num receptor específico para ela ali chamado receptor nicotínico muscular ela leva uma contração do músculo Então ela se liga ao receptor
nicotínico ativa esse receptor nicotínico e leva ali a uma sinalização intracelular que resulta na contração do músculo um outro exemplo é a estamina a estamina quando ela se liga num receptor H2 que é específico para ela né H vend estamina então receptor de estamina do tipo dois lá no estômago ela estimula a liberação de ácido clorídrico Então ela tá estimulando ali a acidez do estômago certo ela liga o receptor de histamina ativa esse receptor aumenta ali a liberação de ácido clorídrico e por fim a noradrenalina também é uma agonista de receptor aí a gente tá
falando aqui de um receptor específico para ela chamado beta1 que é um receptor que tá no coração quando a noradrenalina se liga ali no receptor beta1 ela ativa esse receptor e ela estimula a contração do músculo cardíaco e ela leva um aumento da frequência cardí Então temos aí três substâncias que são agonistas dos receptores se ligam aos receptores aos quais elas se encaixam ali e ativam esses receptores e resultam num efeito biológico já os antagonistas são substâncias que se ligam ao receptor mas não ativam esse receptor e assim eles acabam impedindo que o agonista se
ligue e Gere uma resposta a gente tem vários tipos de antagonistas mas simplificando aqui para isso tudo fazer sentido a gente vai dividi-los em competitivos e não competitivos os competitivos são aqueles antagonistas que se ligam ao receptor no mesmo sítio de ligação no mesmo local que o agonista se ligaria então se você olhar nesse esquema você vai perceber que tanto o agonista quanto o antagonista o agonista é o azul aí e o antagonista vermelho eles se encaixam ali no receptor E aí é como a gente falou os dois se encaixam só que o agonista consegue
ativar esse receptor e o antagonista não quando o antagonista se liga a esse receptor o que vai acontecer é que ele vai impedir a ligação do agonista então mesmo que o agonista Tente se ligar ele ele não vai conseguir porque aquele sítio tá ocupado Então a gente não vai ter geração de resposta por outro lado a gente pode ter antagonistas não competitivos Ou seja eles se ligam ali ao receptor aqui a gente vai ver um que se liga ao receptor mas ele se liga num local que não é o mesmo que o que o agonista
se ligaria Então vou te mostrar mostrar um exemplo no esqueminha Então a gente tem o agonista veja que ele se encaixa ali no receptor e o antagonista ele vai se encaixar também mas veja que ele tem um formato totalmente diferente do agonista ele não vai se ligar no mesmo local o que vai acontecer é que quando esse antagonista se liga ali ao receptor ele vai acabar alterando o sítio de ligação mudando o formato do sítio de ligação do agonista E aí de novo mesmo que o agonista queira se ligar ele não vai conseguir então o
antagonista acaba impedindo essa ativação do receptor pelo agonista do mesmo jeito uma outra opção ainda é esse antagonista farmacológico não competitivo ele não interferir no receptor mas ele interferir na cascata de sinalização Então como a gente estava falando quando o agonista se liga ali ao receptor a gente tem ativação desse receptor e a gente acaba tendo ali cascata de sinalização intracelular que Vai resultar num efeito biológico uma possibilidade é o antagonista interferir nessa cascata de sinalização intracelular E aí ele é também um antagonista não competitivo porque ele não tá competindo ali com o agonista pela
ligação ao receptor mas ele tá impedindo o efeito do agonista para isso tudo fazer mais sentido a gente vai retomar aqueles exemplos de agonistas que a gente falou só que agora a gente vai incluir aqui o exemplo de antagonista então o que que falamos anteriormente que a acetilcolina é um ela se liga ao receptor nicotínico muscular ativa esse receptor porque ela é um agonista e ela leva a contração do músculo a gente tem uma substância que ela é antagonista desse mesmo receptor desse receptor nicotínico muscular essa substância é a tubocurarina então Observe que eu sempre
representei aí o agonista como azul e o antagonista de vermelho a tubocurarina ela se liga ao receptor nicotínico Mas ela é um antagonista ela não ativa esse receptor E com isso ela vai impedir que esse receptor seja ativado pela acetilcolina então ela vai acabar inibindo a contração muscular bloqueando essa contração muscular então a tubocurarina ela é aí um relaxante muscular ela bloqueia a contração muscular a tubocurarina é um exemplo meio curioso aqui porque na verdade ela não tem indicação Clínica a gente não usa ela clinicamente mas ela era usada antigamente na ponta de flecha para
caçar até porque pense seria uma vantagem né a gente tem ali no na flecha que atinge um animal sendo caçado uma substância que inibe a contração muscular que paraliza esse animal Então ela era usada Nesse contexto um outro exemplo que a gente falou foi a estamina né então contei para você que a estamina se liga oo receptor H2 que é um receptor de estamina que tá lá no estômago E com isso ela aumenta a produção de ácido clorídrico existe um fármaco e agora sim estamos falando de um fá uso terapêutico que pode ser até que
você conheça que é a Ranitidina a Ranitidina ela é antagonista desse receptor H2 Então ela se liga esse receptor mas não ativa esse receptor e uma vez que ela tá ligada ali ela acaba impedindo que a estamina se liga e faça efeito isso acaba portanto reduzindo o ácido clorídrico no estômago é por isso que a Ranitidina é usada ali terapeuticamente por exemplo para tratar gastrite úlceras porque ela vai causar essa diminuição de ácido clorídrico o outro exemplo que a gente tinha visto de agonista era noradrenalina então te falei que a noradrenalina é uma substância endógena
inclusive não comentei isso mas ela é liberada em maior quantidade em situações de estress ela prepara nosso corpo ali para situações de uma resposta ativa de luta ou fuga e quando a nor adrenalina se liga ali no receptor beta1 ela é um agonista ela ativa esse receptor e ela leva um aumento da frequência cardíaca aí a gente tem um fármaco chamado Propranolol que ele é um antagonista do receptor beta1 ou seja ele se liga esse receptor porém ele não ativa esse receptor mas se ele tá ligado ele impede que a noradrenalina se ligue então ele
acaba resultando numa diminuição da frequência cardíaca por causa disso a gente consegue usar o Propranolol para situações que se beneficiem ali de uma redução da frequência cardíaca como para tratamento de arritmia para tratamento de tensão e até mesmo Propranolol pode ser usado em tratamento de ansiedade Porque é importante ali na crise de ansiedade que a gente não tem um aumento muito alto da frequência cardíaca então Propranolol como reduz a frequência cardíaca pode ser usado Nesse contexto aí a gente vai falar um pouquinho sobre alguns conceitos de farmacodinâmica um deles é a afinidade o que que
seria afinidade a afinidade é a capacidade do fármaco de se ligar ao receptor O que determina se um fármaco né ou um ligante endógeno o que quer que seja consiga se ligar ao receptor é a estrutura química dele porque como a gente conversou é importante que o fármaco e o receptor tenham complementariedade estrutural ou seja eles eles se encaixem né tem aquela complementariedade chave fechadura o que vai definir isso é a estrutura química deles isso vai definir o formato vai definir se eles se encaixam ou não se encaixam é importante entender que quando a gente
fala ali do antagonista competitivo eh tanto agonista quanto antagonista eles têm uma afinidade alta eles se ligam ao receptor né tanto agonista quanto antagonista competitivo eh então afinidade é algo que vale tanto para agonistas quanto para antagonistas além desse conceito a gente tem o conceito de eficácia que também pode ser chamado aí de atividade intrínseca a eficácia é a tendência da droga de uma vez ligada ao receptor ativar esse receptor e desencadear uma resposta portanto Agora sim em eficácia agonistas e antagonistas se diferenciam por os agonistas eles têm a capacidade de ativar o receptor portanto
eles têm eficácia já os antagonistas não têm eficácia tem uma eficácia de 0% por por mais que eles se liguem eles tenham afinidade eles não ativam o receptor então eles não têm eficácia então só representando isso num esqueminha aqui o agonista e o antag Aqui estamos pensando naquele antagonista competitivo eles se ligam ao receptor então afinidade os dois tem só que a diferença é que só o agonista consegue ativar esse receptor portanto só o agonista tem eficácia o que a gente tá vendo aqui nesse gráfico é uma curva dose resposta eu preciso te apresentar uma
curva dos e resposta porque basicamente qualquer livro de farmacologia vai mostrar curvas do resp resposta para você eu quero que você seja capaz ali de interpretar então o que que seria essa curva veja que no eixo Y ali no eixo vertical a gente tá vendo o efeito e no eixo X no eixo horizontal a gente tá vendo a dose ali do fármaco né do ligante essa dose ela tá em logaritmo Isso é para facilitar a visualização quando a gente coloca essa dose em logaritmo ela fica com esse a curva fica com esse formato de S
aí então facilita a visualização geralmente a gente vai ver a dose logarítmica nesse eixo X tá Observe que quando a gente começa ali com doses bem baixas do fármaco a gente eh tem aqui um efeito zero né baixo conforme a gente vai aumentando a dose o efeito vai aumentando aumentando aumentando até que chega um ponto que esse efeito estabiliza Então chego ali no máximo num efeito platô ali então não adianta a entar a dose o efeito não vai aumentar então é assim que a curva dose e resposta se comporta e a ideia aqui é que
a gente começa ali aumentando a dose aos poucos a gente vai vendo um aumento de efeito mas chega um ponto em que todos os receptores que poderiam estar ativad já estão ativados então a gente chega no máximo de efeito e não tem como aumentar a partir dali por isso que a curva se comporta com esse formato aí de S aí eu gostaria de chamar atenção aqui para esse gráfico então aqui eu coloquei três fármacos inventados aí ABC A B e C E aí eu queria que você olhasse para esse gráfico e pensasse o seguinte desses
três fármacos que a gente tá vendo a b e c Qual deles você diria que tem maior eficácia vou deixar você pensar aí um segundo E aí qual nesse caso o fármaco que tem maior eficácia seria o fármaco a por quê Porque ele chegou no maior efeito máo tá vendo que o efeito máximo efeito em que ele estabilizou ali foi mais alto que o do b e do C Então o fármaco a nessa história tem maior eficácia e o fármaco c é o com menor eficácia o outro conceito legal que a gente acaba usando e
às vezes usa não do jeito mais correto possível é o conceito de potência então a gente fala assim Ah esse fármaco é potente O que significa ele ser potente a po ela se refere à quantidade do fármaco necessária para desencadear o efeito desejado Como assim quanto maior a potência de um fármaco quer dizer que eu preciso de menor quantidade dele para ter o efeito então quanto maior a potência menor a dose necessária pro efeito acontecer então quando a gente fala assim Ah esse fármaco é potente significa que eu preciso de pouca quantidade dele para ter
o efeito que eu gostaria se for um fármaco pouco potente Então eu preciso administrar bastante quantidade ali para ter o efeito certo e aí de novo trouxe para você um gráfico dose e resposta com três fármacos aí a b e c e aí eu quero que você pense esse aqui eu acho um pouco mais difícil desses três aí qual você diria que tem maior potência que é mais potente eu só quero chamar atenção antes de você pensar para uma coisa Observe que esses três fármacos eles têm a mesma eficácia porque todos eles estão chegando ali
ao mesmo efeito máximo todo mundo tá ali paralelo ali no efeito máximo agora eles variam com relação à potência consegue pensar qual desses fármacos aí é mais potente vou deixar você pensar aí 30 segundos e aí eh nesse caso o fármaco mais potente é o fármaco a Por que Fernanda bom vamos pensar a dose aqui né nesse eixo X ela vai aumentando ah em direção à setinha aí do eixo né Então veja que o fármaco a ele atingiu esse efeito máxximo dele aqui nessa dose da aqui no gráfico né enquanto que o fármaco c Por
exemplo precisa de uma dose muito maior para chegar naquele efeito máximo Então o fármaco a é mais potente porque eu cheguei naquele efeito desejado ali máximo com uma dose menor precisei de uma quantidade menor de fármaco a para ter aquele efeito então ele é mais potente um exemplo aí só para para ilustrar é que se a gente pensa em Dexametasona hidrocortisona a gente tem uma diferença de potência pra gente ter o efeito terapêutico ah Aliás só um parênteses né Dexametasona e hidrocortisona são corticoides eles são antiinflamatórios e eles são da mesma classe então só que
pra gente ter o efeito terapêutico com a dexametazona a dose que a gente usa é de 10 mg enquanto que pra a gente ter esse mesmo efeito terapêutico com a hidrocortisona a gente precisa administrar 500 mg Então veja que a dexametazona ela é mais potente porque eu precisei de menor quantidade para ter o efeito isso quer dizer que a Dexametasona é melhor que a hidrocortisona não quer dizer isso quer dizer apenas que a gente vai ter que usar uma dose maior de hidrocortisona do que a gente usaria de Dexametasona um outro conceito importante aqui dentro
de farmacodinâmica é o conceito de idade então uma droga ela vai apresentar seletividade por um tecido Quando a gente tiver uma expressão tecidual seletiva ali do alvo farmacológico Como assim bom e imag vou dar um exemplo específico que eu acho que vai fazer mais sentido existe um fármaco que talvez você conheça chamada chamado Omeprazol o Omeprazol ele é um fármaco usado para diminuir a acidez do estômago como que ele funciona ele funciona inibindo uma bomba de prótons que tá lá na célula parietal do estômago isso faz com que o home prasol seja muito seletivo porque
o alvo farmacológico dele está ali no estômago é a bomba parietal a bomba de prótons que tá na célula parietal do estômago então ele acaba tendo efeito específico ali quer dizer que ele não vai ter efeito adverso não quer ele vai ter efeitos desejados e indesejados como eu te contei na aula anterior sempre os fármacos vão ter efeitos desejados e efeitos indesejados mas quer dizer que o efeito dele vai est ali ele vai se ligar ali especificamente no estômago Isso é uma exceção muitas vezes o que a gente vê é um fármaco agindo em um
receptor que está em vários locais e até mesmo um fármaco agindo em mais de um receptor vou dar um exemplo para isso ficar na sua cabeça e existe um fármaco chamado Propranolol que ele age tanto a gente falou dele já né ele se liga tanto a receptores Beta um quanto a receptores beta2 quando ele se liga lá em beta1 beta1 tá no coração ele acaba diminuindo a frequência cardíaca só que ele age também em beta2 e receptor beta2 tá em vários locais do corpo inclusive nos brônquios e aí quando o Propranolol age ali no receptor
beta2 ele acaba levando a broncoconstrição então a gente tá vendo aí uma mesma substância que age em mais de um receptor e isso vai acabar associado ali os efeitos adversos dele então por exemplo Propranolol como ele é um fármaco broncoconstritora eu te dei o exemplo ali da Ranitidina e falei que a Ranitidina bloqueava o receptor de histamina H2 E é verdade mas existem outros fármacos que tem o mesmo efeito então por exemplo a cimetidina que pelo nome dá para perceber aí que é parente da Ranitidina ela faz a mesma coisa ela também bloqueia receptor H2
ali no estômago e uma coisa importante também da gente falar aqui dentro ainda de farmacodinâmica é sobre interação medicamentosa Quando que a gente vai ter interação medicamentosa quando duas drogas quando elas são e administradas simultaneamente elas acabam interferindo no efeito uma da outra então vamos entender as possibilidades se a gente tem duas drogas eu chamei aqui de A e B só para facilitar nosso raciocínio se a gente tem uma droga a e uma droga b a gente administra essas drogas ao mesmo tempo ou seja simultaneamente o que que pode acontecer pode ser que elas não
interajam Ou seja a droga a não interfere no efeito da droga b e vice-versa ou pode ser que elas interfiram no efeito uma da outra então pode ser que a droga a diminua o efeito da droga B pode ser que a droga a aumente o efeito da droga B como que eu vou saber bom isso vai depender muito de quais são as drogas em questão por isso que quando a gente vai estudando fármacos específicos a gente vai falar sobre fármacos que interagem com aqueles que a gente tá estudando mas eh é importante também saber que
essa informação de interação medicamentosa sempre consta na bula então se você tá usando algum medicamento a bula dele tem ali uma sessão interação medicamentosa que vai dizer todos os fármacos que interagem com aquele que você tá usando e portanto dá para você analisar ali se você tá tomando algum fármaco que possa interferir negativamente com o efeito daquele Então como essa interação acontece de várias formas mas a gente inclusive já viu algumas delas na aula de farmacocinética então por exemplo se a gente administrar duas drogas que se ligam as mesmas proteínas plasmáticas elas vão competir e
o uma vai acabar interferindo no efeito da outra a gente também pode administrar duas drogas que uma seja um indutor enzimático pra outra como era o caso ali dos barbitúricos e os contraceptivos orais então nesses casos um fármaco tá diminuindo ali o efeito do outro certo e aí a gente Finalmente vai entrar dentro de psicofarmacologia que provavelmente era o que você estava aí esperando ansiosamente Mas é claro né pra gente entender psicofarmacologia a gente tem que ter esses conceitos de farmacologia básica né de farmacocinética farmacodinâmica definição dos termos então agora sim Estamos prontos para entrar
em em psicofarmacologia então primeira coisa O que é um psicotrópico você provavelmente já viu esse termo sendo utilizado e ele é usado às vezes de um jeito com uma meio como se fosse pejorativo né uma coisa ruim negativa ser um psicotrópico mas o que que é a definição de um psicot óp um psicotrópico é uma droga cuja principal ação é no sistema nervoso central é isso então os fármacos que a gente vai ver dentro do da do bloco aqui de psicofarmacologia São fármacos psicotrópicos uma antidepressivo é um psicotrópico um ansiolítico é um psicotrópico uma droga
recreativa como maconha álcool são psicotropicos certo então a gente tem ali drogas cuja principal ação é no sistema nervoso central eh o que que seria uma droga de abuso Às vezes a gente usa esse termo né droga de abuso a droga de abuso seria uma droga capaz de induzir um comportamento de uso repetido um uso excessivo a gente caracteriza como abuso quando aquele uso causa danos à saúde física ou mental então uma droga de abuso a gente vai falar de algumas delas é o caso do álcool por exemplo nicotina que a gente vai falar também
ela se caracteriza como uma droga que induz um comportamento de uso repetido excessivo um outro termo que a gente usa bastante dentro de farmacologia é tolerância e tolerância não vale só pra psicofarmacologia né vale pra farmacologia como um todo o que que seria tolerância a tolerância a diminuição do efeito da droga com seu uso contínuo então Imagine que está lá fazendo tratamento com um determinado medicamento talvez já tenha acontecido com você você começa ali o tratamento tando uma certa dose você tá adaptada aquela dose tá funcionando para você e depois de um tempo de tratamento
que pode ser meses às vezes anos aquele fármaco para de fazer efeito então o que que aconteceu você desenvolveu tolerância o efeito daquela droga diminuiu após o uso contínuo dela eu tô aqui falando de fármaco mas isso vale muito também para drogas de abuso então por exemplo tolerância é algo que a gente observa com o uso de álcool pessoas que consomem o álcool com frequência começam a ter uma diminuição do efeito da droga Então se você é uma pessoa que não consome álcool consome muito raramente uma determinada dose de álcool vai ter um efeito em
você e se você que numa pessoa que seja etilista né Essa pessoa se consumir a mesma quantidade de álcool vai ter um efeito muito menor nela porque ela desenvolveu tolerância os efeitos do álcool um outro efeito que a gente pode ter é o de sensibilização que seria o efeito oposto à tolerância em alguns casos isso vai acontecer a gente vai falar isso nas aulas específicas mas a sensibilização é quando a gente tem um aumento do efeito da droga pelo uso contínuo dela então seria exatamente o contrário de tolerância Conforme você usa aquele medicamento ele começa
a fazer mais efeito em você a gente também tem aí as definições de dependência física ou fisiológica e dependência psicológica mas hoje em dia eh existe existem críticas a essa diferenciação eu vou explicar para você mas saiba que hoje em dia a gente engloba tudo isso numa única coisa de dependência então o que que seria a dependência física ou fisiológica são os sintomas físicos adversos provocados pela interrupção ou diminuição do uso da droga também chamado aí de sintomas de abstinência então quando a pessoa ela tem dependência né daquele medicamento eh quando a gente interrompe o
uso daquele daquele medicamento ou reduz a quant ela vai começar a ter sintomas fisiológicos que são os sintomas ali de abstinência que sintomas são esses Depende muito da droga Então a gente vai falar você vai ver que por exemplo para os opioides é um tipo de sintoma de abstinência para o álcool é outro então sintomas de abstinência por exemplo pro álcool a gente observa tremor como sintoma de abstinência eh paraa barbitúrico que são ali medicamentos usados para convulsão a gente observa insônia como sintoma de abstinência então varia de de fármaco para fmo e a gente
tem também a dependência psicológica que eh em teoria pode acontecer mesmo que com drogas que não causam tolerância não causam dependência física ela vai acontecer quando aquela droga ativa o sistema de recompensa encefálico então estamos falando aí eh daquele sistema de recompensa que é ativado por coisas prazerosas né que é a via mesolímbica dopaminérgica e a e quando o uso da droga é interrompido a gente tem ali sintomas de ansiedade inquietude e fissura que seria essa busca incessante pela droga existe também um outro conceito aí que é o de adição de dependência de substâncias coloquei
aí uma definição do dsm que é o comportamento compulsivo de uso e procura da droga que interfere com as atividades normais e leva o dependente a continuar usando a droga a apesar das consequências cada vez piores então a gente pode eh algumas substâncias tem esse potencial de causar essa adição essa dependência de substâncias e quando esse quadro de dependência se desenvolve a pessoa passa a ter um comportamento compulsivo de uso e procura pela droga que acaba eh interferindo nas suas atividades cotidianas e a pessoa continua nessa busca e nesse uso mesmo que existam consequências negativas
para ela E aí cuidado pra gente não confundir com a palavra vício que a gente usa normalmente né num contexto assim cotidiano informal mas vício não é a mesma coisa que dependência aqui a gente vai falar de dependência vício é simplesmente um hábito repetitivo E aí né então vamos falar de psicofármacos quer dizer que vamos falar de fármacos que agem no sistema nervoso central Lembrando que nosso sistema nervoso ele pode ser dividido em sistema nervoso central que é composto ali pelo encéfalo que tá dentro da caixa craniana e pela medula espinal que tá ali dentro
da coluna vertebral o sistema nervoso central ele se comunica com o restante do corpo pelos nervos que compõem ali o sistema nervoso periférico que é o que você tá vendo na primeira imagem Então os nervos que se projetam ali a partir do sistema nervoso central em direção a todo o corpo fazendo essa comunicação do sistema nervoso central com o restante então por exemplo se eu consigo mexer meus dedos é porque tá vindo uma informação do sistema nervoso central para eu mexer meus dedos mas o sistema nervoso central tá ali no encéfalo e medula a informação
só tá chegando aqui até meus dedos porque a gente tem nervos ali no sistema nervoso periférico que estão trazendo essa informação para cá quando a gente fala de encéfalo importante lembrar estamos falando de uma estrutura composta por mesencéfalo telencéfalo diencéfalo ponte bubo e e cerebel E aí né quando a gente fala de sistema nervoso central a gente tá falando principalmente de neurônios né as principais células ali responsáveis pelo sistema nervoso central são os neurônios e os neurônios eles se comunicam através de sinapses Então a gente vai relembrar aqui o que é uma sinapse como ela
acontece mas com poucos detalhes então a sinapse ela vai ser a comunicação entre dois neurônios ou até pode ser entre um neurônio e um órgão mas aqui a gente tá falando da entre dois neurônios o sinal elétrico ele vai se propagar através do neurônio né então a gente tem ali um sinal elétrico chamado potencial de ação que se propaga através do neurônio Só que tem um detalhe os neurônios Eles não estão conectados Eles não estão ligados uns aos outros existe um espaço entre eles chamado fenda Então esse potencial de ação esse estímulo elétrico ele não
consegue passar de um neurônio para outro outro ele precisa no final do neurônio ser transformado num estímulo químico num sinal químico como que isso acontece ali no final do neurônio é produzida uma substância química chamada neurotransmissor E aí quando esse estímulo elétrico chega ele leva a liberação desse neurotransmissor e o neurotransmissor sim é liberado ali naquela fenda naquele espaço entre os neurônios e acaba se ligando nos receptores do próximo neurônio e o ativando E então são esses neurotrans que realizam a comunicação entre dois neurônios o que a gente vai fazer aqui é dar um zoom
nessa conexão entre dois neurônios para entender com mais detalhes como ela acontece Então você tá vendo aqui no começo o neurônio pré-sináptico né do lado esquerdo você tá vendo aí neurônio pré-sináptico que seria aquele neurônio que antecede a sinapse aquele que vai liberar o neurotransmissor do lado direito você tá vendo neurônio pós sináptico aquele que vai receber o neurotransmissor então primeiro a gente sempre vai ter uma síntese do neurotransmissor Então a gente tem ali um aminoácido e uma enzima geralmente que vão levar a produção do neurotransmissor que eu abreviei aí como NT neurotransmissor pode ser
qualquer um né pode ser noradrenalina acetilcolina dopamina OK aí esse neurotransmissor é colocado na vesícula isso geralmente envolve um transportador então geralmente tem um transportador que faz esse transporte do neurotransmissor para dentro da vesícula e o neurotransmissor vai ficar aí armazenado na vesícula esperando um sinal para ele ser liberado Qual é o sinal paraa liberação dele o potencial de ação quando chega esse estímulo elétrico esse potencial de ação a gente vai ter a liberação do neurotransmissor ele vai ali pra fenda sináptica e ele vai conseguir ativar o receptor que tá no neurônio pós-sináptico e levar
o efeito biológico Além disso nessa sinapse a gente geralmente tem um transportador que fica ali Ah desculpa um receptor pré-sináptico que então é um receptor que está no neurônio pré-sináptico no neurônio que liberou esse neurotransmissor e quando o neurotransmissor se liga a esse receptor pré-sináptico ele faz uma coisa que a gente chama de feedback negativo que seria ele dando um feedback ali pro neurônio pré-sináptico dizendo Olha eu já estou aqui na Fenda isso vai inibir a liberação de mais neurotransmissor outra coisa que pode acontecer é ele ser degradado então o neurotransmissor que tá aí na
Fenda pode ser degradado mas ele também pode ser reaproveitado como assim então ele pode ser recaptado Observe que tem aí um um transportador uma proteína transportadora que tá no neurônio pré-sináptico essa proteína permite que esse neurotransmissor seja transportado de volta pro neurônio que o produziu Isso é o que a gente chama de recaptação E aí esse neuro esse neur transmissor que foi recaptado pode ser reaproveitado usado numa nova sinapse numa nova transmissão ou ele pode ser degradado então neurotransmissores são substâncias químicas que são sintetizadas pelos neurônios e liberadas em resposta a uma estimulação nervosa um
potencial de ação uma vez que eles tenham sido liberados eles vão ativar ali receptores específicos nos neurônios pós-sinápticos e aí eles vão acabar produzindo ou estimulação ou inibição da próxima neurônios a gente vai falar ao longo desse curso de alguns principais neurotransmissores e as doenças relacionadas a eles né quando a gente pensa em farmacologia a gente tá pensando ali em tratamento de doenças e um deles aí é a dopamina dopamina está relacionada tanto a esquizofrenia quanto o TDH Parkinson e dependência a serotonina é um neurotransmissor muito envolvido com depressão não é o único a a
noradrenalina e a dopamina também estão Associados à depressão mas a serotonina é um dos principais acetilcolina é algo associado tanto a doença de alzheimer quanto doença de Parkinson o glutamato tá muito associado à epilepsia o gaba tá associado ali a transtornos de ansiedade como fobia transtorno do pânico e a noradrenalina como até a gente já tinha comentado tá associada à depressão então aqui é só para você ter uma ideia de qual neurotransmissor tá associado a qual doença mas nas aulas específicas de tratamento de cada uma dessas doenças a gente vai falar sobre tudo isso com
muito mais detalhes e como agem Afinal esses fármacos psicotrópicos Então o que e como eles modificam ali a sinapse para fazer o efeito deles a gente vai falar um pouco sobre isso então Relembrando né a gente tem aqui produção de neurotransmissor neurotransmissor é armazenado na vesícula quando chega o potencial de ação ele é liberado age no receptor pós-sináptico fazendo seu efeito depois disso ele pode ter uma ação ali no receptor pré-sináptico fazendo um feedback negativo e inibindo a liberação dele ele pode ser degradado aqui na Fenda mesmo ou ele pode ser recaptado voltar pro neurônio
que o produziu E aí ele pode tanto ser reciclado utilizado de novo quanto degradado uma opção de ação dos psicotrópicos dos fármacos que agem no sistema nervoso central é interferir nessa síntese de neurotransmissores um exemplo disso é um fármaco que age no Parkinson que é usado no tratamento da doença de Parkinson que é a lopa para entender a história da aldopa a gente precisa entender um pouquinho como funciona a neurotransmissão de dopamina Então a gente tem o aminoácido tirosina que é convertido por uma enzima chamada tirosina hidroxilase isso vai levar ali a produção de dopa
e a dopa por sua vez é convertida por por uma enzima chamada dopa descarboxilase e leva a produção de dopamina que eu abreviei aí como da a dopamina por sua vez entra na vesícula sináptica através ali de um transportador e fica armazenada esperando o sinal paraa liberação dela esse sinal vai ser o potencial de ação quando ela é liberada ela age ali no neurônio pós sináptico no receptor pós-sináptico no neurônio pós-sináptico e acaba induzindo ali um efeito biológico Isso é uma neurotransmissão do pamin ética normal certo pessoas com doença de Parkinson Elas têm degeneração de
neurônios dopaminérgicos então tem morte de neurônio dopaminérgico os sintomas do Parkinson eles são Associados a essa diminuição de dopamina que é uma consequência da Morte desses neurônios dopaminérgicos então uma opção de tratamento para doença de Parkinson é um fármaco chamado elida ou como o aldopa entra nessa história a lopa ela é uma substância que ela vai ser convertida em dopa dentro do neurônio Então ela é administrada ela é absorvida ela entra no neurônio e ali dentro do neurônio ela vai ser convertida em dopa Então veja o que que a gente tá fazendo nessa história né
se a gente administra aí uma L dopa a gente tá aumentando a quantidade de dopa E se a gente aumentar a quantidade de dopa a gente vai acabar entando a quantidade de dopamina e portanto quando for liberada a gente vai ter mais dopamina a gente vai ter mais efeito dessa dopamina importante entender aqui que a lopa não cura a doença de Parkinson a doença de Parkinson tá sendo causada por essa degeneração de neurônios dopaminérgicos que a elida não consegue impedir nem nenhum outro tratamento que a gente tem atualmente o que a elida faz é aumentar
a dopamina que está em falta ali na na doença de Parkinson e com isso ela diminui os sintomas da doença uma outra opção de ação dos fármacos psicotrópicos é no armazenamento de neurotransmissores então nessa parte da entrada do neurotransmissor Pr vesícula eh um exemplo de fármaco que faz isso é a reserpina que que a reserpina faz então para entender a gente vai de novo voltar ali na na mesma sinapse dopaminérgica que a gente já tinha visto só que a reserpina mexe em outro pedaço ao invés de interferir ali na síntese ela interfere aqui nessa entrada
da dopamina na vesícula se entra menos dopamina na vesícula eu libero menos dopamina acumula ali dopamina dentro do neurônio mas a gente libera menos dopamina temho menos dopamina Na Fenda eu vou ter menos efeito a resina era usada Antigamente como um antihipertensivo por causa desse tipo de efeito dela tá de diminuir dopamina e diminuir também na h adalina uma outra opção é o fármaco agir direto no receptor pós-sináptico então agir aqui já no neurônio pós-sináptico um exemplo que eu vou dar aqui para vocês e que a gente vai ver com muito mais detalhe na aula
específica é o exemplo dos fármacos antipsicóticos para entender o que a gente tá representando aí então de novo repare que é uma neurotransmissão dopaminérgica então não vou explicar essa parte anterior que você já tá familiarizado mas a gente precisa entender que os antipsicóticos eles são administrados numa doença chamada esquizofrenia e na esquizofrenia a gente tem aumento de dopamina então parte dos sintomas que a gente observa ali na esquizofrenia Vem de um excesso de dopamina Então os antipsicóticos eles fazem o quê então normalmente a dopamina se liga ali no receptor dela e faz o efeito os
antipsicóticos eles vão bloquear esse receptor de dopamina dessa forma a dopamina que tá ali em excesso vai tentar se ligar o receptor não vai conseguir então ela não vai ter o efeito dela então eles são antagonistas desses receptores se ligam ao receptor não ativam bloqueiam e impedem que a dopamina se ligue e uma outra opção é o fármaco atuar ali na degradação dos neurotransmissores para isso a gente vai mudar agora a gente não vai mais falar de dopamina a gente vai falar de acetilcolina então a gente tá vendo aqui um neurônio pré-sináptico que produz acetilcolina
e um ne pó sináptico como funciona norm normalmente aí a neurotransmissão colinéarité armazenada na vesícula e quando tem ali o sinal paraa liberação dela ela é liberada age no neurônio pós-sináptico desencadeando o efeito depois que isso acontece a noradrenalina é a desculpa a cocolina é ali metabolizada por uma enzima você tá vendo a sigla dela aí que é esse a né acetilcolina a gente representa como a a significa acetilcolinesterase que é uma enzima que degrada a acetilcolina e transforma Ela ali em acetato e Colina existem fármacos como é o caso da tacrina que é um
fármaco usado na doença de alzheimer que o que que ela faz ela vai inibir essa enzima essa acetilcolina esterase se a gente inibe essa enzima A gente inibe a degradação de acetilcolina a gente aumenta a quantidade de acetilcolina Na Fenda aumenta o efeito da acetilcolina por que isso porque na doença de alzheimer a gente tem degeneração morte de neurônios colinérgicos neurônios que produzem acetilcolina então quando eu administro tacrina eu aumento a concentração de acetilcolina eu inibo os efeitos da doença de alzheimer assim como pro Parkinson Vale aqui a mesma lógica a tacrina não cura Doença
de Alzheimer ela simplesmente inibe ali os sintomas retarda um pouco a progressão da doença mas a neurodegeneração continua acontecendo e a progressão da doença vai continuar e por fim a gente vai falar de um exemplo de fármaco que mexe na recaptação de neurotransmissores que é o caso dos antidepressivos então para isso a gente vai falar agora de uma nova sinapse que é a sinapse de serotonina então a serotonina que a gente abrevia aí por 5ht que é uma ca que V do nome químico dela ela é produzida par do triptofano aí ela fica armazenada na
vesícula quando há o sinal para liberação dela ela é liberada na Fenda age no receptor dela e produz efeito e a serotonina ela é recapada então ela não fica ali na Fenda para sempre ela volta ali né pro neurônio que a produziu a floxetina é um antidepressivo que inclusive né ela faz parte de uma classe que a gente chama de inibidores seletivos da recaptação de serotonina então pelo o próprio nome dá para entender que ela tá inibindo a recaptação de serotonina E é isso que ela faz ela age sobre essa proteína transportador aqui que tá
no neurônio pré-sináptico inibindo essa proteína e portanto inibindo essa recaptação isso vai fazer com que a serotonina não volte pro neurônio que a produziu e fique acumulada ali na Fenda então aumenta a concentração de serotonina Na Fenda e isso Vai resultar num aumento de efeito eh isso é bastante importante quando a gente fala de antidepressivos a gente tem diminuição de serotonina no quadro de depressão Esse aumento é uma das coisas que contribui ali pro tratamento Então é isso eu espero que você tenha aprendido bastante nessa aula de psicofarmacologia e a gente se vê nas próximas
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