Oi bonitas e bonitos tudo bom com vocês? Começando mais um Quinta Misteriosa aqui no canal. .
. E hoje, esse Quinta é um pouquinho diferente, porque eu estou em um cenário novo, que na verdade não tem muito de novo, teve uma coisa ou outra que eu mudei, mudei a ordem dos objetos, mas o cenário é praticamente o mesmo. .
. Só que eu estou no apartamento novo, então nós ainda estamos vendo como vamos arrumar aqui para ficar bom, imagem, áudio e tudo, então sempre que é a primeira vez em um lugar novo para gravar, é um pouquinho assim até conseguirmos deixar 100%, então tenham um pouquinho de paciência e me contem aqui o que é que vocês acharam, enquadramento, luz, áudio, me contem tudo. .
. E para quem não sabe, eu me mudei, gente, eu não estou mais morando no Paraná, agora estou morando em São Paulo, e aí é um novo lugar, por isso que eu falei que é um cenário novo. .
. Então, eu estou postando vários vlogs para vocês, mostrando tudo, então acompanhem por lá. .
. Já aproveita e se inscreve aqui no canal para não perder nenhum vídeo novo, tem vídeo novo do Quinta toda quinta-feira. .
. Deixa o like para mim no comecinho do vídeo que me ajuda muito na divulgação, então já deixa o like agora, não esquece. .
. Aproveita e me segue nas redes sociais que eu vou deixar aqui na tela para vocês, me acompanhem por lá que eu sempre posto muitas coisas legais. .
. E bora começar o caso de hoje. Lisa McVey nasceu em março de 1967, na cidade de Tampa, no estado da Flórida, Estados Unidos.
. . O início da vida da Lisa não foi fácil, a mãe dela, que se chama Betty, era alcóolatra e também viciada em drogas.
. . E por conta disso, elas moraram na rua por um tempo.
Quando tinha 14 anos, ela foi morar com sua avó Diane* e o namorado dela Morris Elwood. Ela também tinha uma irmã chamada Laure, que ficou com a mãe nessa época em que ela foi morar com a avó. E depois dessa mudança, ela começou a sofrer abusos psicológicos e sexuais do namorado da avó, e a avó dela sabia o que estava acontecendo e sempre acobertava ele.
Quando a Lisa tinha 17 anos, ela quis tirar a própria vida porque ela estava cansada daquela situação. No dia 3 de novembro de 1984, era um sábado e a Lisa tinha feito um turno duplo na loja de donuts onde ela trabalhava, então ela saiu do local pouco depois das 2:00h da manhã, ela planejava tirar a própria vida naquele dia assim que ela chegasse em casa, ela até já tinha deixado uma carta de despedida pronta, que ela tinha escrito antes de ir pro trabalho. E estava muito escuro, então ela estava voltando para a casa da avó dela na bicicleta dela, como ela sempre fazia, e aí ela passou por uma igreja e ela sentiu alguém puxando-a pelas costas e derrubando-a da bicicleta, então ela começa a gritar, começa a pedir por ajuda, e ela sente que a pessoa colocou uma arma na cabeça dela falando para ela ficar em silêncio, porque senão ele ia atirar.
. . E ela conta que o namorado da avó dela fazia isso com ela, então apesar do susto na hora, porque ela estava na bicicleta voltando para casa, ela falou que não foi a primeira vez que colocaram uma arma na cabeça dela.
Depois disso, o sequestrador colocou uma venda nos olhos dela, e a Lisa conta que nesse momento ela deixou o maxilar dela bem duro enquanto ele amarrava, e depois que ele soltou ela relaxou o maxilar, e com isso, a venda ficou um pouquinho frouxa logo abaixo dos olhos, então ela conseguia ver um pouquinho. . .
Ela disse que começou a perceber tudo que tinha em volta dela, ela viu que no painel do carro estava escrito ''Magnum'', e que o banco era vermelho e os tapetes também eram vermelhos. . .
E ela começou a perceber todos os detalhes que ela podia dentro do carro, porque ela imaginou que se ela conseguisse sair viva dali, ela tinha que ter o máximo de informações para ajudar a polícia a encontrar o sequestrador, então ele entra no carro, ele abusa dela e depois ele começa a dirigir e ela começa tentar a prestar atenção em outros lugares, aonde ele vira, o caminho que ele estava fazendo para pelo menos tentar entender para onde ele está indo. Ela conta que ela consegue perceber que eles estão indo para o norte, e ele deixa as janelas do carro abertas e, pela velocidade do vento, ela deduz que eles pegaram a interestadual. Foram cerca de 20 minutos no carro, para ela pareciam duas horas, e ela conta que depois ele parou em um lugar que parecia um bosque, ela conseguiu ver algumas folhas no chão.
. . E nesse momento, ele manda ela vestir as roupas dela, ele agarra o braço dela e eles começam a andar.
Ela percebe que tem uma maçaneta, ela escuta o barulho, e aí eles entram em um prédio. Ela ainda estava tentando identificar o máximo de detalhes possível naquela situação, ela consegue ver que a cor predominante no tapete é verde, que ele tem manchas tanto amarelas quanto vermelhas. Ela contou todos os passos deles e ela viu que eles subiram 19 degraus, depois viraram a esquerda e depois a direita.
Depois eles entram em um apartamento e ela consegue identificar que o sequestrador está segurando um revólver na mão esquerda. Já dentro do apartamento, ele manda a Lisa tirar as roupas dela, coloca ela no chuveiro, tira a venda dela mas ele diz para ela não olhar para ele, para manter os olhos fechados. .
. Ela consegue olhar rapidamente para ele e percebe que ele tem cabelo castanho escuro. Então ele dá um banho na Lisa, coloca a venda nela e coloca ela no chão, e ele abusa dela novamente.
Depois disso, ele amarra seus braços e pernas e a coloca na cama, ela percebeu que tinha um colchão d'água. Ele passa a arma nela, na barriga dela, para que ela saiba que ele ainda está armado e para que ela continuasse obedecendo tudo que ele falava. Pelas próximas 26 horas, ele abusa dela de diversas formas, ele até bateu nela também, ela conta que levou socos e tapas.
. . Depois ele começou a fazer umas perguntas para ela e ela mentia em todas as respostas, ele perguntou qual era o nome dela e ela disse que era Carol, começou a fazer perguntas sobre escola, sobre as meninas da escola, sobre os amigos dela, e ela foi inventando coisas e ela conta que ali ela percebeu que ela tinha que entrar no jogo, que ela tinha que tentar ganhar a confiança dele e que ela não podia contrariar ele em nenhum momento, porque senão ela podia apanhar, e ela conta que ela percebeu isso porque toda vez que ela contrariava o namorado da avó dela, ela apanhava, então ela tentou entrar no jogo e tentar conseguir a confiança dele de alguma forma.
. . Ela também mentiu a idade dela, ela tinha 17 anos e disse que tinha 19.
Depois, ele leva ela para a sala no apartamento, dá um sanduíche e um refrigerante para ela comer, e durante todo esse tempo ela estava vendada. . .
E aí, ela disse que conseguiu perceber o que estava passando na TV, que estava passando Air Wolf. . .
E aí, depois de um tempo começou o noticiário, e aí ela ouviu no noticiário falando que tinha uma menina de 17 anos chamada Lisa que estava desaparecida, e era ela, então naquele momento ela começou a entrar em pânico, porque ela percebeu realmente ali que ela tinha sido sequestrada, que alguma coisa muito ruim poderia acontecer, e ela começou a chorar, começou a gritar. . .
Então até aquele momento, não tinha caído a ficha dela de que realmente tinha sido sequestrada, porque ela estava em choque, ela estava só tentando sobreviver a tudo aquilo que estava acontecendo. . .
E aí, ela começa a chorar muito, a gritar, então ele pega a arma, coloca na cabeça dela e fala para ela ficar em silêncio, para ela parar de gritar, parar de chorar, senão ele vai ser forçado a matá-la. . .
Então ela conta que ali ela percebeu que ela tinha chance de sobreviver, porque se ele quisesse, ele já teria matado ela, e ele falou que ele seria forçado, então ela disse que ela achava que ele não queria assassiná-la, então ela resolveu continuar tentando, de todas as formas, ganhar a confiança dele. Depois, ele a leva novamente para o quarto, ela disse que perdeu a conta de quantas vezes ela foi abusada. Em dado momento, ele pega a mão dela e coloca no rosto dele, então ela consegue sentir que ele tinha um bigode pequeno, ele tinha algumas marcas e cicatrizes no rosto.
. . Ela conta que o cabelo dele era bem curto, bem cortado e que ele era meio corpulento, parecia ser um cara grande.
Lembrando que durante todo esse tempo ela estava vendada. Outra coisa que ela percebeu é que ele era um homem muito limpo, ele sempre estava cheirando a limpeza. .
. E aí, depois ele deixa ela ir ao banheiro sozinha, e ela começa a deixar suas impressões digitais em todos os lugares que ela consegue, pensando que mesmo que ela seja morta, a polícia vai descobrir que ela esteve lá. Depois eles começam a conversar, e ela pergunta o motivo de ele estar fazendo aquilo com ela, e ele diz que ele queria se vingar das mulheres porque ele teve um término recente que foi muito ruim.
E aí ela conta que ela começou a falar para ele que a forma como eles se conheceram foi uma pena, mas que ela pode virar namorada dele, pode cuidar dele, que ninguém precisava saber que ela tinha sido sequestrada. . .
E na verdade, ela estava falando isso só para ganhar a confiança dele, obviamente. E com isso, durante essa conversa, ela conta para o sequestrador uma história que ela inventou, que o pai dela era um homem muito doente e que ela era a única pessoa que ele tinha, que era ela quem cuidava dele, e que ele precisava muito que ela voltasse para casa. Então durante todo o tempo, ela tentava mostrar que ela estava do lado dele, que ela era muito compreensiva, que ela ia fazer tudo que ele queria.
. . E sempre que ela fazia isso, ele se mostrava menos violento.
Depois de um tempo, ele entrega para ela uma camisa de outra mulher e manda ela vestir. Ele pergunta qual é o endereço dela e diz que vai levá-la para casa, só que ela achava que no meio do caminho ele ia parar em algum lugar e iria assassiná-la. Durante a viagem de carro ele para em um caixa eletrônico e ela consegue perceber que ele está usando tênis, calças e camiseta branca.
Ela consegue perceber também que ela estava perto de um motel chamado Howard Johnson e de um Quality Inn. Depois ele para em um posto de gasolina e ameaça a Lisa, falando que se ela gritar ou falar qualquer coisa, ele vai assassinar o balconista, e depois vai assassiná-la. Depois, ele leva ela para o fundo de uma empresa, e ele diz que sente muito, ele fala para a Lisa que a única razão pela qual ela não morreu era o seu pai, e que ela devia dizer isso para ele.
. . Depois, ele manda ela esperar cinco minutos para tirar a venda para que ele possa fugir sem que ela veja o rosto dele.
Ela conta que no momento em que ela tira a venda, na frente dela tinha um carvalho enorme e lindo, e que naquele momento ela sentiu esperança de que ela teria uma nova vida. E como eu disse para vocês, no dia em que ela foi sequestrada, ela pretendia tirar a própria vida, então ela conta que nesse momento, onde ela se vê livre e vê que ela sobreviveu a tudo que aconteceu com ela, ela sente esperança pela primeira vez e sente vontade de viver e de superar tudo aquilo. .
. Então ela começa a correr muito para casa, para a casa da avó dela, era 4:30h da manhã. .
. Então ela disse que todo carro que passava na rua ela começava a suar frio, começava a ficar com muito medo de que fosse o sequestrador voltando para buscá-la, então ela corria muito rápido. .
. Quando ela finalmente chegou na casa da avó dela, quem atendeu a porta foi o namorado da avó dela. .
. Ele pegou ela pelos cabelos, jogou ela no chão, começou a bater nela. .
. Foram cinco horas dele batendo nela sem parar e fazendo um milhão de perguntas, perguntando onde ela estava, o porquê de ela ter fugido, e ela contava, ele não acreditava e ela ficava falando que ela estava traindo ele. E aí, a avó dela liga para a polícia e conta que a Lisa voltou para casa, já que ela estava desaparecida, tinha aparecido no jornal e tal.
. . E aí ela fala ''ah, ela voltou para casa e está contando uma história de que foi sequestrada, mas é mentira, ela está aqui, está tudo bem.
'' Só que ai, quando o policial ouviu isso, ele disse que ele precisava investigar, se ela estava contando que foi sequestrada ele precisava entender o que tinha acontecido. . .
Então, a Lisa é levada para conversar com uma detetive, até então ela tinha falado isso para o namorado da avó dela e para a avó dela e eles não tinham acreditado que ela tinha sido sequestrada, e ela contou para a detetive tudo. . .
E aí, essa detetive ficava pedindo para ela repetir a história várias vezes, o que ela já tinha contado, e ela não acreditava na Lisa, dizia que ela estava muito calma. . .
E aí a Lisa falou que queria falar com alguém mais inteligente, porque ela viu ali que claramente aquela detetive não estava acreditando nela. Então no dia seguinte, ela conversa com o Sargento Larry Pinkerton, que era um sargento da unidade de crimes sexuais. .
. Ela relata que escutou ele dizer para uma detetive que ele acreditava nela e que era para acionar o FBI. O Larry apoia a Lisa desde o início e demonstra que acredita na versão que ela contou para a polícia.
Então ao mesmo tempo em que o caso da Lisa estava sendo investigado, tinha uma outra investigação que a polícia estava fazendo sobre um serial killer que estava assombrando a região. . .
Ele já teria assassinado algumas mulheres, mas ele não tinha um modus operandi* muito bem definido, as vítimas não tinham um padrão de aparência, a maioria eram prostitutas e algumas foram mortas por estrangulamento, e uma delas teve a garganta cortada. Então eles sabiam que esse serial killer capturava as vítimas em momentos que elas estivessem sozinhas, à noite, então provavelmente ele observava essas vítimas antes de sequestrá-las. Alguns dias depois, a Lisa escuta no noticiário enquanto ela estava na casa da avó dela, que mais um corpo foi encontrado, então ali ela percebeu que talvez o serial killer que estava à solta pudesse ser o mesmo homem que sequestrou ela, então ela liga para o detetive e fala isso para ele, que talvez seja o mesmo homem e que tem várias coisas que ela lembra e que ela quer contar para ele.
Então ela conta várias coisas, detalhes do apartamento, do carro, coisas que ela lembrava, e o detetive teve a ideia de hipnotizar a Lisa para ver se eles conseguiam ainda mais informações que talvez ela já não conseguisse lembrar direito, principalmente porque ela estava em choque, então por conta do trauma, talvez ela não conseguisse lembrar. . .
E se hipnotizassem ela, eles saberiam todas as informações. Só que a Lisa era menor de idade, tinha 17 anos, e para que ela fosse hipnotizada precisava de autorização, e o namorado da avó dela não autorizou. E o detetive achou muito esquisito que ele não tivesse autorizado e a Lisa começa a chorar, então ele pergunta o que aconteceu, e ela conta, resolve contar tudo, e disse que o namorado da avó abusa dela já tem muito tempo.
. . E aí, o namorado da avó dela finalmente é preso e eles colocam a Lisa em um lar de adolescentes fugitivos, para que, caso ele fosse solto ou alguma coisa assim, ele não conseguisse encontrá-la.
E as vítimas do serial killer eram ligadas entre si porque todas elas foram encontradas com fibras de náilon vermelhas pelo corpo, pelas roupas, e isso era a única coisa que ligava todas elas ao mesmo assassino, porque como eu falei para vocês, esse serial killer não tinha um modus operandi* que ele fazia exatamente tudo igual, então elas foram mortas de formas diferentes, e a única coisa que ligava todas elas eram essas fibras vermelhas. E aí, nas roupas da Lisa, eles fizeram testes, e encontraram as mesmas fibras. E aí, eles tinham alguns possíveis suspeitos, então o Larry levou para a Lisa algumas fotos desses suspeitos, e imediatamente ela conseguiu reconhecer o sequestrador dela, ela viu ele por segundos, porque ele sempre deixava ela vendada, mas ela conseguiu reconhecê-lo.
. . E com isso, o detetive decidiu refazer o caminho que a Lisa contou que foi feito no momento em que ela foi solta, porque ele parou o carro em um caixa eletrônico, e aí eles refizeram o caminho e acharam esse caixa eletrônico, porque ele era o único caixa daquela rua, onde ficava entre aqueles hotéis que eu falei.
. . Então, eles entraram em contato com o banco e pediram para ver quem teria feito qualquer tipo de transação naquele caixa nos dias em que a Lisa foi sequestrada até o momento em que ela foi solta.
E aí, só tinha um nome. . .
A Lisa também contou que ela lembrava que o carro do sequestrador era preto, e que ela já tinha visto esse carro algumas vezes antes, o que mostra que ele já estava observando ela antes de sequestrá-la. . .
E aí, os detetives começam a procurar por um carro chamado ''Dodge Magnum'', porque ela contou que estava escrito Magnum no painel. . .
E aí eles vão no banco de dados de veículos da Flórida para ver quem tinha esse carro, e aparece o mesmo nome da única pessoa que usou o caixa eletrônico naquele dia. E esse nome era Robert Joseph Long. A polícia começou a monitorar esse homem, e eles conseguiram ver que ele estava descartando umas coisas em uma grande lixeira verde na parte de fora do local onde ele morava, e também viram ele esvaziando o colchão d'água, então parecia que ele estava se preparando para viajar.
Doze dias depois do sequestro, no dia 16 de novembro de 1984, Robert Joseph Long foi preso do lado de fora de um cinema. . .
Nesse meio tempo, ele havia assassinado mais duas mulheres. Então agora eu vou falar sobre o sequestrador da Lisa, que além de ser um sequestrador, ele também era um serial killer. Robert Joseph Long nasceu em 14 de outubro de 1953, em Kenova, West Virginia, nos Estados Unidos.
Filho de Joe e Louella, a sua infância foi muito conturbada, os seus pais se separaram quando ele ainda era pequeno e ele passou a maior parte da sua infância morando com a mãe dele na Flórida. Ele reprovou na primeira série, e durante sua vida ele sofreu diversos ferimentos na cabeça, um deles foi quando ele caiu de um balanço quando tinha cinco anos, ele ficou inconsciente por vários minutos. Em outro acidente, ele teria caído de um lance de escadas, ficando inconsciente por cerca de 20 minutos.
Quando tinha seis anos, ele estava andando de bicicleta e bateu em um carro estacionado e ficou no hospital por uma semana. Ele também já ficou inconsciente por ter caído de um cavalo e batido a cabeça quando ele tinha sete anos. Ele também teria tido várias brigas com parentes e colegas na escola.
E o Robert nasceu com um cromossomo X extra, que eu pesquisei e isso chama-se Síndrome de Klinefelter, então os biólogos ai podem me corrigir, mas basicamente, isso faz com que a sua produção de estrogênio fosse maior durante a puberdade, então isso acabou acarretando em um crescimento maior dos seios do que o normal para um homem. . .
Então ele fez uma cirurgia para remover o tecido em excesso, que foi cerca de dois quilos e meio. Ao se alistar no exército com 20 anos, ele sofreu um acidente de moto e acabou tendo vários ferimentos graves na cabeça. E ele acabou desenvolvendo um ódio por mulheres, começando pela mãe dele, ela trabalhava em um bar e ele dizia que ela se vestia de forma provocativa e que sempre levava homens diferentes para casa.
. . Ele dormiu na mesma cama da mãe dele até ter mais ou menos 12 ou 13 anos de idade, e a mãe dele nega, diz que é tudo mentira, que eles moravam em um apartamento que só tinha um quarto e que ela não levava um monte de homens como ele dizia.
. . E quando ele tinha 13 anos, ele conheceu uma garota chamada Cynthia, eles se casaram mais tarde, em 1974, e tiveram dois filhos, mas ele dizia que a paternidade era muito estressante para ele.
. . A Cynthia também relata que o temperamento do Robert mudou muito depois do acidente de moto, ela conta que ele sempre foi muito explosivo, mas que ele tinha ficado muito pior depois do acidente, que ele começou a agredi-la fisicamente e que ele ficou extremamente impaciente com os filhos deles.
Além disso, ele teria desenvolvido um impulso sexual compulsivo, mais tarde alguns analistas criminais o consideraram um sádico sexual. Eles se divorciaram em 1980 e o Robert foi morar com uma mulher chamada Sharon Richards, uma amiga dele. .
. Posteriormente, ela acusou ele de agressão e abuso. Apenas alguns anos depois, em outubro de 1983, ele foi acusado de ter enviado cartas contendo fotos com conteúdo sexual para uma menina de 12 anos de idade, na Flórida.
Isso acarretou em uma pena curta de prisão e liberdade condicional. Nessa época, ele começou a abusar de mulheres desconhecidas, ele procurava casas à venda ou anúncios de venda de imóveis, ele ia até essas casas, e se a mulher estivesse sozinha, ele atacava. Foram mais de 50 abusos, segundo a polícia.
Bom, então agora eu vou falar um pouquinho sobre a investigação em si, porque antes de chegarem no nome do Robert, de ele ser preso e tal, como falei para vocês, ele era um serial killer e a polícia sabia que tinha um serial killer à solta, então eles já estavam fazendo uma investigação e eu achei tipo um documento que relata toda a investigação e conta sobre todos os abusos e todos os assassinatos que ele cometeu, então eu vou contar um pouco dessa parte para vocês. Então, em 13 de maio de 1984, o gabinete do xerife do Condado de Hillsborough foi até uma cena de um homicídio que aconteceu no sul do Condado de Hillsborough. Lá foi descoberto o corpo de uma mulher nua.
Então esse foi o início de uma investigação intensa que durou oito meses sobre sequestro, abuso e assassinato de pelo menos dez mulheres, em três jurisdições na área da baía de Tampa. Então durante um período de oito meses, o assassino cometia em média um assassinato a cada duas semanas. Então, o primeiro corpo encontrado foi de uma jovem oriental que foi descoberto por alguns meninos no final de uma tarde em uma área remota no sul do Condado de Hillsborough.
Essa vítima mais tarde foi identificada como Ngeun Thi Long, uma mulher de 20 anos. Ela trabalhava como dançarina em um lounge localizado na Avenida Nebrsaka, na cidade de Tampa. Ela foi vista pela última vez no complexo de apartamentos onde ela morava, que ficava em uma área perto da Universidade do Sul da Flórida, onde muitos dos residentes eram temporários.
Quando o corpo foi encontrado, ela já estava morta entre 48 a 72 horas aproximadamente. As suas roupas e pertences pessoais nunca foram encontrados. Durante a autópsia, uma grande ferida aberta foi descoberta no rosto da vítima.
. . A decomposição era extensa nessa área, mas a causa da morte foi determinada como estrangulamento.
Impressões de pneus também foram encontradas na estrada próxima ao corpo, e parecia que três pneus eram de marcas diferentes, e todos estavam gastos. Eles retiraram cabelos, que não levaram em nada, eram cabelos da vítima. .
. Fizeram exames de sorologia, que também deram negativo. .
. Tinham cordas no corpo da vitima, e os nós também eram muito comuns, então não ajudou com muita coisa na investigação. .
. Mas eles encontraram fibras que foram retiradas dos itens, e nesse caso, também foram examinadas. E essa evidência forneceria também a primeira pista importante no caso.
. . Isso porque foi encontrada uma única fibra de náilon vermelha e brilhante em um pedaço de tecido perto da vítima.
Devido ao tamanho, tipo e formato dessa fibra, provavelmente era uma fibra de tapete. E como o corpo foi exposto aos elementos por um período substancial de tempo, as fibras que foram transferidas são de natureza muito transitória. .
. E já que o corpo da vítima foi encontrado em uma área remota, ela provavelmente tinha sido transportada em um veículo, então o carpete desse veículo foi provavelmente o último local, o último item com o qual ela teve contato. E com isso, também foi presumido que o assassino provavelmente estava dirigindo um veículo com um tapete vermelho por conta da cor da fibra.
Os tapetes de veículos desprendem-se prontamente de suas fibras, e esses tipos de fibras são comumente encontrados nos corpos das vítimas em cenas de crime. Essas informações sobre a fibra tinham que ser mantidas em sigilo, porque os detetives sabiam que se eles divulgassem essa informação, o assassino em série poderia mudar totalmente seu padrão e começar a se desfazer dos corpos de uma maneira diferente, de uma maneira que essa fibra fosse perdida ou destruída. .
. Também tinha a possibilidade de que o assassino soubesse da existência dessas fibras do tapete vermelho, e ele livraria do veículo que era uma evidência. .
. E aí, duas semanas depois, em 27 de maio de 1984, foi encontrado o corpo de uma jovem, uma mulher branca, em uma área isolada no leste do Condado de Hillsborough. A vítima estava no local há cerca de oito a dez horas.
. . As mãos foram amarradas aos lados, com um tipo de corda de varal, e a amarração do pescoço era feita do mesmo tipo de corda e era amarrada em uma espécie de laço de forca.
A vítima também tinha o que parecia ser uma camiseta verde de um homem amarrada nos seus braços. Provas de cabelo e fibras foram coletadas do corpo da vítima. Também foram encontradas várias marcas de pneus em uma estrada de terra próxima ao corpo da vítima.
Os detetives de homicídios achavam que esse caso estava relacionado com o caso anterior. . .
E como a vítima não tinha sido identificada, foi feito um desenho da vítima e divulgado para a mídia, e foi assim que eles descobriram o seu nome, era Michelle Denise Simms, de 22 anos. Ela foi vista pela última vez na noite anterior conversando com dois homens em uma área que é popular por prostitutas. As fibras encontradas no corpo também eram de náilon vermelhas e brilhantes.
Além disso, foi encontrado um segundo tipo de fibra, o que indicava que o assassino estava dirigindo um veículo que tinha dois tipos diferentes de fibras de carpete. Eles também realizaram testes em manchas de sémen encontradas nas roupas da Michelle, que revelaram a presença das substâncias dos grupos sanguíneos B e H. O grupo sanguíneo H se refere ao Fenótipo Bombaim, que um fenótipo bem raro, também chamado de falso O.
Eles não tem um antígeno H comum nos demais grupos sanguíneos, no caso A, AB, B e O. E também o sangue não é compatível com outros, então eles só podem receber e doar sangue para indivíduos com o grupo sanguíneo HH ou Bombain, que no caso seria a mesma coisa. Tinham cabelos no corpo e nas roupas da Michelle, e alguns fios que foram encontrados de cabelos castanhos poderiam ser do assassino, porque não eram dela.
E com essas informações, foi possível construir um perfil de evidências físicas do assassino. Esse perfil foi distribuído para outras agências de aplicação da lei, no entanto as informações sobre as fibras do carpete e as cordas foram mantidas em sigilo. No dia 24 de junho de 1984, foi encontrado o corpo de uma jovem branca, que no caso era a terceira vítima nessa série de homicídios, embora isso ainda não fosse conhecido durante alguns meses.
A vítima foi encontrada no sudeste do Condado de Hillsborough, o corpo já estava em avançado estado de decomposição. O peso total do corpo da vitima, incluindo suas roupas, era de apenas 11 quilos, não havia ligaduras presentes e a vítima naõ foi encontrada perto de uma interestadual como as primeiras duas vítimas. .
. Durante os estágios iniciais da investigação, o namorado da vítima foi reprovado no exame do polígrafo e ele parecia ser um excelente suspeito. A vítima foi identificada como Elizabeth Loudenback, de 22 anos.
Ela foi vista pela última vez por volta das 19h da noite do dia 8 de junho de 1984. Em 7 de outubro de 1984, o corpo de uma jovem mulher negra foi descoberto perto da linha de paz com os rios (não entendi), perto da estrada de terra de uma fazenda de gado. As roupas da vítima foram encontradas ao lado do corpo, com exceção do seu sutiã, que havia sido amarrado com um nó e encontrado pendurado no portão de entrada.
A área da cabeça da vítima estava em avançado estado de decomposição, muito mais do que o restante do corpo. A autópsia revelou um ferimento na nuca e mais um ferimento de bala no pescoço, que foi a causa da morte. A vítima foi identificada como Chanel Devoun Williams, de 18 anos.
A vítima já havia sido presa por prostituição. Ela tinha sido vista pela última vez na noite de 30 de setembro de 1984. As evidências do caso Williams foram enviadas para o laboratório do FBI, e novamente tinham dois tipos de fibras do tapete vermelho de náilon.
Na manhã de 14 de outubro de 1984, o corpo de uma mulher branca foi descoberto em uma área despovoada do nordeste do Condado de Hillsborough. . .
O corpo foi colocado sobre uma colcha dourada e um macacão azul foi amarrado fora do cobertor. A vítima foi identificada como Karen Beth Dinsfriend, uma prostituta e usuária de drogas de 28 anos. Ela tinha sido vista pela última vez na madrugada do dia 14 de outubro de 1984.
Novamente, fibras vermelhas foram encontradas quando o corpo foi examinado. Então, à essa altura, eles já tinham certeza de que a maioria desses casos estavam interligados, e que o assassino era o mesmo, mesmo ele não tendo um modus operandi exatamente igual, tinham muitas coisas parecidas. .
. Então à essa altura, todos os detetives de homicídio foram designados para resolver esse caso. E eles também fizeram testes para descobrir se todas as fibras de carpete de náilon vermelho eram exatamente as mesmas, e sim, eram todas exatamente iguais, então todas elas tinham vindo do mesmo lugar, o que interligava todos os casos de assassinatos.
Teve uma outra vítima que foi encontrada no dia 30 de outubro de 1984, e os seus restos mortais foram encontrados próximos à uma rodovia no norte do Condado de Hillsborough. Só que devido ao tempo que o corpo ficou exposto aos elementos, não foram encontrados quaisquer tipos de evidência, e essa vítima não tinha sido identificada até a prisão do Robert, quando ele se referiu à ela pelo nome de Sugar, e assim eles conseguiram identificar a mulher, que na verdade era a Kimberly Kyle Hopps, uma mulher branca de 22 anos que tinha sido vista pela última vez pelo seu namorado, entrando em um carro marrom. Em 6 de novembro de 1984, foi encontrado o corpo de uma outra mulher, perto de Morris Bridge Road, em Pasco County.
Esse corpo tinha algumas ligações com os outros corpos, então os detetives de homicídios de Hillsborough reuniram-se com os detetives do Condado de Pasco, porque eles acreditavam que o caso estava relacionado aos homicídios que eles já estavam investigando, então as duas agências começaram a trabalhar juntas. Assim, eles conseguiram identificar a vítima, que era a Virginia Lee Johnson, uma mulher branca de 18 anos. E a única evidência encontrada nela foi uma única fibra de tapete vermelho brilhante, novamente relacionando o caso dela com todos os outros anteriores.
No dia 24 de novembro de 1984, foi encontrado o corpo de mais uma vítima, que era a Kim Marie Swann, de 21 anos, que trabalhava como dançarina. E com as evidências encontradas no corpo dela, o caso foi interligado aos sete casos anteriores. Então assim, de todos os corpos encontrados, ao todo eram três jurisdições diferentes, ou seja, locais diferentes que foram encontrados os corpos, e cada jurisdição tinha seus próprios detetives e policiais, então eles estavam cada um investigando separadamente os casos, mas eles estavam trabalhando em conjunto na questão das informações, então eles se ajudavam, eles mandavam informações de um gabinete para o outro para que eles conseguissem solucionar o caso, já que estavam todos interligados, e o assassino poderia estar em qualquer uma dessas jurisdições.
E com isso, o gabinete do xerife de Hillsborough descobriu que o gabinete de polícia de Tampa estava investigando um sequestro, que era o sequestro da Lisa, uma garota de 17 anos que tinha sido sequestrada, e depois, libertada. Então essa troca de informações deles que levaram à Lisa, e que conectou todos os casos com o sequestrador dela, que era na verdade, o serial killer de todas as outras vítimas. O sequestro da Lisa durou 26 horas, até o momento em que o Robert soltou ela.
Ela foi a única que sobreviveu, porque todas as outras vítimas foram assassinadas por ele, e todas elas tinham a fibra de carpete vermelho em alguma parte do corpo, das roupas. . .
E aí, eles conseguiram interligar todos os casos com o sequestrador da Lisa, porque nas roupas dela também tinham essas fibras, o que interliga todos os casos, e todos levaram à ele, porque as fibras eram do carpete vermelho do carro dele. Então depois que eles conseguiram ligar o caso da Lisa com os outros homicídios, que eles chegaram no nome do Robert, e foi aí que foi feita a prisão quando ele estava saindo do cinema. Então depois que eles conseguiram conectar o caso da Lisa com todos os outros e sabiam que era apenas uma pessoa, eles foram em busca do nome desse homem, que eles descobriram depois de ter investigado todas as transações do caixa eletrônico.
Com isso, eles montaram uma força tarefa, e tinham aproximadamente 30 policiais trabalhando nisso. . .
E eles não sabiam aonde o Robert estava nesse momento, antes de ele ser preso, e aí eles se separaram, estavam procurando pelo carro dele. . .
Um dos policiais encontrou, mandou ele parar o carro, e aí ele disse que eles estavam procurando, investigando na verdade, uma questão que tinha acontecido, um roubo e tal, e aí eles fotografaram o Robert, fizeram umas perguntas, e foi essa foto que levaram para a Lisa junto com outras fotos de alguns suspeitos, e aí ela reconheceu que era ele, e com isso eles pediram um mandado de busca, e o juiz liberou esse mandado. . .
Cerca de duas horas depois do Robert ter sido parado, ele foi para a casa dele e tinham muitos policiais que estavam apenas rondando a casa dele para ver o que ele ia fazer, eles não podiam perdê-lo de vista, tinham até aeronaves para ter certeza de que ele não ia escapar. . .
E aí, que ele foi até o cinema, e isso foi mais ou menos 36 horas depois que a força tarefa começou a acontecer para tentar encontrar e prender ele, e ele foi preso nesse momento. . .
E aí, enquanto tudo isso acontecia, que eles faziam todos aqueles testes para descobrir realmente se era do carro dele, se era ele para ter certeza. . .
E aí ele foi preso. E com isso, levaram ele de volta para o apartamento dele, porque eles tinham um mandado de busca, e lá eles preferem fazer a busca enquanto o dono está dentro do imóvel, do apartamento e tal, só que o Robert não quis sair do carro, ele estava muito envergonhado, não quis sair, tinham 10 ou 15 detetives dentro do apartamento dele esperando para poder começar a fazer a busca e ele não quis participar, ficou dentro do carro. E como ele se negou a sair do carro, levaram ele para fazer o interrogatório, começaram a fazer várias perguntas sobre o caso da Lisa.
. . E aí, logo que ele viu que não teria muita escapatória ele confessou, e depois de ele ter confessado o caso da Lisa, começaram a perguntar sobre os outros casos e ele negava todos.
Enquanto ele estava sendo interrogado, estava negando ser o culpado, eles pegaram o carro dele e estavam fazendo os testes muito rápido para ver se realmente era ele. . .
E aí, como eu disse para vocês, em várias cenas do crime tinham marcas de pneus, e eram três pneus diferentes de marcas diferentes, e aí eles chamaram uma pessoa especializada, isso antes de encontrarem ele, para saber exatamente qual era cada pneu, então eles sabiam. . .
Quando pegaram o carro dele viram que era exatamente os três modelos que eles tinham, e também pegaram os carpetes para fazer testes e dar 100% de certeza de que era o carpete do carro dele, então tudo isso enquanto ele estava sendo interrogado. E aí, quando voltaram os resultados, eles explicaram para ele que eles tinham provas, não só aquela, como outras evidências, e foi só nesse momento em que ele confessou ter cometido todos aqueles assassinatos. Depois disso, ele começou a dar uma descrição breve sobre cada um dos assassinatos, ele disse que ele convencia a vítima a entrar no carro, aí ele pegava uma faca ou uma arma para fazer a vítima obedecê-lo, amarrava a vítima, abusava e depois assassinava.
Nisso, também tinha uma vítima desaparecida que eles achavam que poderia ser uma das vítimas do Robert que ele confessou e disse que era e contou onde estava o corpo, porque eles ainda não tinham encontrado. Ao todo foram atribuídos dez homicídios ao Robert, que tinham acontecido em um período de oito meses, as vítimas tinham entre 18 a 28 anos, e a maioria morreu asfixiada ou estrangulada. Quando todos os exames voltaram dos laboratórios, foram feitas várias associações entre todas as cenas do crime.
. . O suspeito, as vítimas e o carro dele.
A importância da evidência da fibra ficou aparente desde o início, já que oito das dez vítimas estavam associadas ao carro dele por meio dessas comparações de fibra. . .
A importância da evidência do cabelo também começou a emergir quando todos os exames forenses foram concluídos. E o primeiro julgamento do Robert aconteceu na Flórida, em 22 de abril de 1985. .
. E esse julgamento foi pelo assassinato de Virginia Johnson. A evidência mais forte apresentada nesse julgamento foram as associações de cabelo e fibra, também como a confissão do Robert.
O julgamento durou uma semana e recebeu muita cobertura da mídia, o Robert foi considerado culpado e foi condenado a morte na cadeira elétrica. Foi decidido que o primeiro caso a ser julgado no Condado de Hillsbrough seria o caso da Michelle Simms, o segundo caso a ser julgado seria o caso de Karen Dinsfriend. Um acordo judicial foi acertado para oito dos homicídios e o sequestro e abuso de Lisa McVey.
O Robert se confessou culpado em 24 de setembro de 1985 de todos os crimes, recebendo 26 sentenças de prisão perpétua. Além disso, o Estado manteve a opção de solicitar a pena de morte pelo assassinato de Michelle Simms. Em julho de 1986, a fase penal do julgamento de Michelle Simms foi realizada em Tampa.
Durou uma semana, e novamente recebeu grande atenção da mídia. Robert foi considerado culpado, e novamente condenado a morte na cadeira elétrica na Flórida. Quando ele foi entrevistado pela polícia logo que foi preso, ele sabia que era uma questão de tempo até encontrarem ele depois que ele libertou a Lisa.
. . Em abril de 2019, o governador Ron DeSantis assinou a sentença de morte de Robert Joseph Long.
. . Ele passou 34 anos no corredor da morte.
A morte dele foi testemunhada por cerca de 25 pessoas, e aconteceu no dia 23 de maio de 2019. Ele foi executado por injeção letal, e a Lisa fez questão de estar presente, ela sentou na primeira fila e disse que queria ser a primeira pessoa que ele visse quando ele chegasse na sala. Ela disse que entende como a pena de morte é um assunto muito controverso, mas que o fato de ele ter sido executado trazia, para ela e para a família de todas as outras vítimas, um fechamento, um encerramento de todo aquele sofrimento e que ela sabia que dessa forma, ele nunca poderia machucar mais ninguém.
Tem alguns sites que falam sobre uma segunda vítima que teria sobrevivido ao Robert, chamada Linda Nuttall. A informação que eu achei foi de que ela foi agredida em maio de 1984, quando o Robert ainda procurava vítimas para abusar através de anúncios de imóveis a venda. Ele teria ido à casa de Linda e abusado dela enquanto seus filhos estavam em casa.
. . Ela também estava presente na execução.
E para finalizar o caso, eu vou contar para vocês como foi a vida da Lisa depois que tudo aconteceu. Depois que o Robert foi preso, a Lisa foi morar com seus tios Jim e Carol, onde ela teve todo o amor e acolhimento que ela tanto buscava. Dois anos depois do sequestro, ela se casou com um policial, e juntos eles tiveram uma filha.
O casamento deles acabou depois de cinco anos. Ela teve alguns empregos temporários, alguns de secretária, e no ano de 1995, ela conseguiu um emprego no departamento de parques e recreação do Condado de Hillsborough. Durante um dia de trabalho, ela precisou relatar uma invasão que aconteceu no escritório, e o policial que foi até lá disse que ela tinha uma atitude de policial, e perguntou se ela já tinha pensado em seguir essa profissão.
Ela disse que tinha um pouco de medo de trabalhar como policial, já que sua filha tinha sete anos na época e ela temia se machucar no trabalho ou até mesmo levar um tiro. . .
Mas em 1999, ela conseguiu transferência e começou a trabalhar no gabinete do xerife do Condado de Hillsborough. Em 2004, ela se inscreveu na academia de polícia, em 2018 foi lançado um filme para contar a história dela chamado Believe Me : The Abduction of Lisa McVey. O filme foi lançado em 30 de setembro de 2018.
. . O filme conta a história do sequestro da Lisa e mostra como ela foi desacreditada no momento em que ela contou que tinha sido sequestrada e como as pessoas não acreditavam nela.
E eu percebi que essa é uma das questões do filme, é realmente demonstrar como as vítimas de abuso são desacreditadas, que só pelo fato da Lisa, no caso, ter focado em outras coisas durante o sequestro e não apenas no abuso que ela sofreu, ela já sofria muito abuso em casa, então as pessoas não acreditavam que o que ela estava falando era verdade. . .
E no filme, ela é até questionada por uma das policiais se ela assistia muitos programas de TV sobre investigação, porque todas as evidências que ela trouxe estavam muito bem estruturadas e ela conseguia se lembrar de muita coisa, o que não é muito comum em vítimas desse tipo de trauma. E a Lisa até contou em entrevistas que ela assistia sim muitos programas sobre investigação, e que isso até ajudou ela de certa forma, porque ela sabia que ela tinha que reunir o máximo de informações possíveis, e que ela tinha que deixar impressões digitais em todos os lugares. .
. E outra coisa que fica muito clara no filme é a forma como o policial Larry validou a Lisa, valorizou tudo o que ela disse e ajudou ela para que no final o sequestrador fosse realmente preso. Em 2020, a Lisa deu uma entrevista contando que ela trabalhava no gabinete do xerife do Condado de Hillsborough já faziam 17 anos, ela começou a trabalhar lá em 2003, e que ela era oficial de recursos (não entendi) há sete anos.
Ela manteve uma amizade com o Larry Pinkerton, que foi o policial que acreditou nela e ajudou ela desde o começo. . .
Atualmente ela trabalha como vice-xerife, é especialista em combate à crimes sexuais na proteção de crianças, trabalhando no mesmo departamento que solucionou seu sequestro. Ela também trabalha como oficial de recursos escolares e palestrante motivacional. A Lisa relata que ela sofreu estresse pós-traumático, crise de depressão e pesadelos depois que ela foi liberada do sequestro, e isso inclusive também é mostrado no filme, tem várias cenas que ela tem pesadelos, de que o sequestrador tinha encontrado ela e tentava matá-la.
E hoje ela tem uma neta que usa seu sobrenome de casada, que é Noland. E na internet vocês encontram o filme, vocês encontram várias entrevistas que ela deu, ela falou muito sobre o caso dela, sobre como ela escapou, e é extremamente inspirador assistir à essas entrevistas, então deem uma olhada aí no Youtube que vocês vão achar várias. .
. E esse é um caso que eu acho extremamente interessante, a forma como a investigação desenrolou e a forma como a Lisa foi extremamente essencial na investigação para chegar no Robert, então ela foi uma peça-chave e ela foi extremamente forte por ter conseguido, naquelas 26 horas, ganhar a confiança dele e realmente conseguir que ele libertasse ela, então eu queria trazer esse caso para vocês, vocês já estavam pedindo também, então vai ter vários links para vocês aqui na descrição. .
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. . E é isso, eu vejo vocês no próximo vídeo!