[Música] [Aplausos] [Música] [Música] He he he [Música] [Música] [Música] he. [Música] Fala rapaziada, estamos ao vivo. Podcast 153 meu irmão. 153, mais um dia de Fag Glow Podcast aqui ao vivo para fazer esse canal, meu irmão, buscar esse 1 milhão que tá cada dia mais perto. Beleza? Canal tá indo aí para 860.000 viu? Graças à sua audiência, graças aos nossos convidados, a equipe. Então, vamos vibrar feliz, meu irmão, radiante para mais um dia de podcast, mais um dia de fala Globo. Enfim, meu irmão, chegou o dia de receber aquele rusão do bigodão com Olhar de
psico brabo, meu irmão. Eu ficava assistindo o cara no YouTube falava: "Meu irmão, quando que esse cara vai vir no meu podcast?" esse dia hoje. Fala Global, fala meu parceiro. >> Beleza, meu irmão. >> Tamo junto. >> Obrigado aí pelo convite aí, pela oportunidade de estar aí contigo aí meu irmão. >> Casa é sua, irmão. >> Equipe toda aí feliz de te receber, nosso público, todo mundo. [ __ ] aí sim, meu irmão. Não fala Glob. Então, >> chegou o dia, meu irmão. Já sabe aí as manha das câmeras, do microfone. >> Estamos aí aprendendo
aí no monstro. Essa aqui é sua, meu irmão. Aproveita para já dá aquele olhazão assim, meu irmão, e e fala com a rapaziada. Isso, ó lá. Não padrão. >> E aí, rapaziada, firmeza? Boa noite a todos aí. Estamos aqui. Vamos ver o que Que tem de bom. Se bem que ele traz uns convidados embaçado aqui. Vai ser difícil aí a gente manter o nível, mas vamos tentar. >> É isso aí aí. Não, meu irmão, aqui é só >> sentua aí, meu irmão. A gente desenrola. Só convidado f. Graças a Deus. E fico feliz quando vocês
aceitam o convite, irmão. Então, >> chegamos aí Brasília, mais uma vez gostei da camisa representando aí, meu irmão. >> Mandar um abraço aí pro Barreto, o Cabo Barreto, ele que me presenteou com ela. E >> bom, bom, >> vai investindo aí >> a rota, a rota nasceu na tua cabeça já bem moleque. >> Já de moleque. A rota, ela sempre, como eu falei, sempre se fez presente, sempre teve presente na tanto nas, nas reportagens, né, a gente, quanto presencialmente, quando ia no bairro. Então, assim, aquela vontade de de ir para lá tinha era muito grande.
>> Tu tá nessa aí já tem muito tempo, né, irmão? 20 anos. E e >> quando que tudo começou, meu irmão, esse conhecimento aí do sargento Nantes, eh, eh, televisão, porque é televisão num primeiro momento, né? Sim. >> Eh, os programas policiais é porque mudou muito, né? Em 20 anos os caras mudam a sociedade inteira, meu irmão. Não tem como. >> Mudou. 20 anos a gente não tinha nem celular, pô. Tinha um celularzinho, smartphone não existia, né? >> Mas assim, eu lembro, cara, moleque, pô, passava vários programas de televisão que, meu irmão, era o polícia
pegando o ladrão e a gente brincava de polícia ladrão e era isso aí, meu irmão, entendeu? Então, tipo assim, o polícia aparecia nos vídeos ali, meu irmão, [ __ ] meu irmão, o cara vacionado, pô, pegou o cara. Eh, infelizmente mudou Com tempo, né? Mas pegando desse gancho, quando eu era moleque, né, meu, passava uma viatura de rota na rua, no bairro, né, meu, [ __ ] aquilo lá enchia os olhos, né, mano? Ainda mais eu, por ser filho de policial, sempre tava dentro dos quartéis, né, meu? Então eu, [ __ ] mano, uma vez
eu lembro que passou uma viatura, viatura de rota passava no bairro, era alvo de comentário a semana inteira, cara. [ __ ] você viu lá a rota passou lá na rua de cima, tal, a rota Veio ali na casa do fulano de tal. Então era alvo de comentário, sempre foi um um estilo de policiamento muito admirado no principalmente nas periferias. E aí um dia eu lembro ainda, era bem molecote, eu lembro que passou uma viatura e eu falei: "Ô, meu pai é polícia também". Aí os caras desceu, pegou a gente no colo, trocou uma ideia,
pá, brincou com nós e aí foi da hora, mano. Aquela imagem sempre marcada e sempre aquela vontade de ser polícia. Até uns 12, 13 anos. Depois fui trabalhar com meus tiros, já falei os caras tiram barato. Eu era chaveiro, né, mano? Aí trabal comecei a trabalhar de chaveiro com meus tios com uns 11, 12 anos. Aí quando deu uns 18 anos, a época de fase do exército, eu falei: "Ah, meu, vou ingressar na polícia, mano, quero nós saber, mano, vou pass cabeça." E aí eu mirava tipo assim, quero ir pra rota, mano. Taticão, a rota.
Aí eu lembro ainda que eu tive até que Dar um chapéu na minha mãe, cara, porque minha mãe, minha mãe, ô, você vai entrar na polícia mesmo e tal. >> Aí eu falei: "Não, mãe, mas eu fiz inscrição lá para trabalhar na pelo amor de Deus, hein, mano? os rodoviários aí tá me vendo aí não vai ficar chateado, mano. Mas aí eu falei: "Não, man, eu vou trabalhar na polícia rodoviária, serviço mais tranquilo aí na rodovia, de boa, tal, não tem tanto perigo." Aí ela não, então beleza, mas na minha cabeça, mas Eu falei o
qu primeira oportunidade que tiver, eu vou eu vou >> vou tentar a rota. >> Vou p a rota. Mas esse sonho então já tinha uma inspiração do teu pai assim, teu pai é polícia, tu falou, né? >> Mas e eh não de rota, né? É, meu pai sempre trabalhou no 16º BPMM, né, na capital paulista, 16º Batalhão de Polícia de área metropolitana. E ele trabalhava, trabalhou um bom tempo na época era tático móvel ainda, as Veranizonas cinza, pá, [ __ ] >> as antigas, >> época boa, é essa >> taticão. E aí depois força tática,
tal, aí ele trabalhou um tempo e depois interno, né? restrição. Meu pai sempre teve umas umas restriçãozinha aí, os caras sempre deixava ele >> mandar um abraço aí para ele que o velho era embaçado, dava trabalho. Bom, então, mas aí, pô, e esse esse desejo para tu ver, né, meu irmão, essa vontade do Menino, pô, do molequinho de novinho, >> de ver a viatura, de ter o policial como referência, o cara que acaba com mal, o cara que acaba com a injustiça. É, foi assim que nós foi essa tua vontade de tá na rota e
>> isso funciona, cara. Ol pr vocês, eu tenho um cara que tem um polícia hoje ele é sargento, é o grande, é o que ra dele é grande e ele é grande também. O maluco deve ter uns 2 m e pouco. E esse menino ele fala, é maior barato. Um dia Ele ele chegou lá para ver trabalhar com a gente e aí ele é fruto de um projeto social em escola, tá ligado? Tinha um polícia que dava aula de Gil Gitson na escola. Hoje ele é faixa preta de Gil também, quando ele tinha uns 10
anos. E aí foi onde ele despertou interesse em ingressar na polícia. E dali pra frente, meu, foi batalhando. Quando ele teve oportunidade, prestou o concurso. E aí ele contou um dia, ele falou assim: "Porra, meu, aí um dia ele ficou meio Emocionado dentro da viatura, ele falou para mim assim: "Porra, meu, não acredito que eu tô com você". Mano, eu assistia seus vídeos até até esses tempos atrás. Eu assistia na internet, hoje eu tô na rota trabalhando com o senhor, tal. Pois é, irmão. Barato. É louco. E da mesma forma que tu tocou a ideia,
pô, meu irmão, meu pai é polícia também. Você inspiração, outros colegas lá da rota também de todas as polícias, os camaradas que vem aqui. >> E é certamente daqui um tempo o podcast vai colher esses frutos também da rapaziada que fala: "Porra, meu irmão, assistir teu podcast >> e e através dali >> assim esperamos, cara". Então, meu irmão, a rota nasceu na tua cabeça já bem moleque, >> já de moleque já. A rota ela sempre, como eu falei, sempre se fez presente, sempre teve presente na tanto nas nas reportagens, né, a gente quanto Presencialmente quando
ia no bairro. Então, assim, aquela vontade de de ir para lá tinha era muito grande. Só que aí, né, meu, ingressei na polícia, prestei concurso. Na época o concurso ele era até bom pra rapaziada. Aí você falou do eu militar >> hoje, meu, não tem desculpa, hein, meu. A facilidade hoje de você, [ __ ] mano, dá para estudar em casa, dá para ir de repente aí, eu não sei como funcionou a sistemática, mas [ __ ] meu, você tem Oportunidade. Na época não tinha cursinho, não tinha nada, meu. A gente tinha que se virar
com provas. Aí eu pegava as provas dos outros camaradas que tinha feito. >> Sim. as provas tudo rabiscada, >> não tinha acesso a à prova anterior na internet, >> não tinha nada, não tinha professor particular para dar aula. Internet, mas era não era todo mundo não era rápido igual hoje. >> Era sofrido, cara. E os concursos eram regionalizados. Porque como que eu fui parar em Campinas, né, meu? Porque na época Campinas é uma cidade que tá a 100 km da capital paulista. Sim. Então assim, na época morava em Osasco lá, que é região metropolitana de
São Paulo, e aí fui prestar o concurso, só que saíam os concursos naquele, tu deve lembrar que você tem mais ou menos a mesma idade que eu, tá ligado? Aqueles amarelinho, jornal que procurava emprego, que saía Os concursos, >> aí os concursos aparecia lá. >> Aí eu vi o concurso, [ __ ] concurso pra polícia. Aí tinha um na capital que era pra polícia rodoviária mesmo. Aí saí no comecinho de 2002. Aí, pá, fiz inscrição para esse. Mas para fazer inscrição não era entrar na internet, pá, preenche uma ficha, tá tudo certo, tal dia, publica
onde vai ser a prova e já era. Não, você ia lá, por exemplo, essa aí da da rodoviária Foi no comando lá de policiamento da rodoviária CPRV, lá na Avenida do Estado. Então, peguei a motinha, cheguei de manhãzinha lá, tipo 5:30 da manhã, já tinha uma fila gigantesca pro povo pegar a inscrição, que todas as pessoas que iam se inscrever tava na fila. Não tinha como você se inscrever, se tá na fila. Então era aquelas filas que dava volta no quarteirão, >> aí pegava a fila para pegar uma ficha, aí você preenchia a ficha, aí
você Pegava a mesma fila no banco para pagar a taxa de inscrição, aí você voltava na mesma fila. para entregar a ficha. Então você perdia pelo menos um dia, o dia inteiro para fazer uma inscrição. >> E aí quando você queria saber da próxima fase do concurso, você tinha que ou até a unidade que você tava prestando o concurso, ou você tinha que ir até lá, conhecido como Panelão, que é o centro administrativo da PM ali na Cruzeiro do Sul, na região central também. Então, Cara, era difícil, cara. E e, mano, a gente tava aí.
É, irmão, o problema é que a facilidade acaba deixando a molecada mais preguiçosa. >> Exatamente. E aí nessa nessa época apareceu uma oportunidade de eu vir lá no jornalzinho Campinas. [ __ ] mano. Ah, vou lá, meu. Aí os os camarada meu que prestava concurso comigo falou: "Você é maluco, mano? Campinas é longe. >> Era por região, então >> era por região. Então assim, se quisesse entrar no bombeiro, você tinha que prestar um concurso. Quando esperar abrir o concurso pro bombeiro, quisesse entrar na ambiental, tinha que esperar. E hoje o concurso foi unificado. Só >>
então assim, sai um edital só, 2000 vagas. O aluno ele concorre a primeira fase, beleza? concorreu à primeira fase. Aliás, ele ingressa, faz a primeira fase, que são um período de 6 meses, ele se forma nessa primeira fase, que é o Módulo básico. Isso aí vai ser igual para todas as modalidades de policiamento que ele vai. E depois disso aí, ele pega e vai pro depois de sair ele vai pro segundo módulo. Então aí ele aí ele vai participar de um concurso interno, porque a nota dele vai valer para ele escolher para onde que ele
vai no segundo módulo. E aí é onde onde ele escolhe ir para ambiental, pra rodoviária, pro bombeiro, pra rota. E aí Ele vai fazer o segundo módulo, que é a segunda fase, mais seis meses na unidade específica, que é o módulo específico. E aí é onde o aluno tem a possibilidade de fazer inclusive escola na rota hoje os alunos. >> Ah, já tem >> hoje hoje tem temos alunos uma média aí geralmente duas, três turmas, então de 60 a 90 alunos sempre a gente tem se formando lá >> o módulo específico >> já é chegar
com pé direito, né? Eu falo que os moleques que se forma com a gente lá, ou eles ou esse moleque aprende a amar a polícia, ou ele aprende a odiar. Ele não quer nem ver mais na frente. >> Ai, mano, é o que >> o que forge a espada é fogo e pancada, né, irmão? >> É, é. E mamãe já diziaço, irmão, >> hein? Qualquer mãe já dizia, né? O que não mata >> é exatamente. >> O que o que não mata fortalece, irmão. E essa [ __ ] aí, >> meu irmão, tu passou no
primeiro? Então, >> passei no aí eu prestei esse concurso da rodoviária e fui prestar em Campinas. Só que em Campinas foi alguns meses depois, uns três meses depois. Porém, como teve menos inscrito e menos aprovados, então tipo, sobrou uma galerinha lá de 200, 300 paraas para fazer as próximas fases. Então esse concurso de Campinas passou na frente do concurso da rodoviária, Ficou para trás das outras fases que tinha muito mais gente. Sim. >> Aí eu fui para Campinas, iniciei a escola lá no oitavo I, oitavo batalhão do interior, batalhão centenário também e tal. Aí quando
tava fazendo escola lá, depois tava uns três meses tomando ralo lá, meu, chegou a carta que na época era aerograma, era aerograma. Você tinha que entregar um aerograma junto da documentação, aí chegava em casa uma Carta falando que tinha sido aprovada. Aí uns três meses depois eu tomando ralo lá na na escola já, mano. Chegou o aerograma lá falando para eu me apresentar na rodoviária. Eu falei: "Não vou não, mano. Já tô três meses >> mais mais um ral, >> pô. Vou vou ficar mais três meses e ainda vou ficar mais recruta, vou demorar mais
para ir pra rua, >> porque o desespero do cara quando ele ingressa na polícia é se formar, ir pra Rua logo, meter um revólver na Cina. Aí falei: "Não vou não". Aí continuei lá em Campinas e aí, mas foi muito bom para mim lá. Eu >> e iniciou lá, >> aí iniciei a carreira lá. >> Nós vamos falar mais da rota mais pra frente, mas eh quanto tempo de polícia tu chegou na rota? Só para eu >> já tava com 6 anos. >> Se anos. Então, se anos depois tu chega para realizar o sonho de
menino, lá. >> É isso aí. >> Mas antes disso tem >> ah, tem umas paradas, >> a polícia acontece, né? >> Exatamente. >> E aí, meu irmão, quando começou essa esse momento de est na rua e pegando o ladrão, não pode caçar, então pegando o ladrão. >> Eu lembro da primeira ocorrência, né? Pá, na escola você aprende os procedimentos, tal. Aí na [ __ ] mano, Arrumei um polícia para trabalhar comigo. Na época tinha um um pouqui em Campinas existia Rotake. A rotac era rondas táticas Campinas. Então era o R da rota na porta assim
com um C na >> no no pé do R assim. >> Era muito louco. Só quando eu tava quase me formando e aí eu já tinha mirado, vou paraa Rotak, quero ir para Rotak, tal. Aí quando eu tava quase me formando, acabou extinguiro a rotac. Aí eu, [ __ ] mano, aí espalhou os polícias num monte De batalhão lá. E aí o meu primeiro parceiro de viatura foi o Pampanini da Rotaque. Aí ah, meu falei [ __ ] pelo menos já tô com >> Não veio, não veio, mas mais mas veio a escola. É, e
eu vim afiadão, né, meu? Aí eu lembro que foi maior barato aí na primeira abordagem. Isso aí eu nunca falei. >> Bom, >> primeira abordagem, meu. Eu lembro que eu catei um [Música] vagabundo, mano. Ladrão mesmo. Maluco tinha uns BO, só que ele tava com uma paranguinha de de maconha na carteira. E na escola você aprende o quê? Aqui é chão, irmão. Põe no chão. E eu afiado da escola, mano. Cheio de vontade. Cheio de vontade. Quando eu abri a carteira dele, eu vi o barato assim, fiquei quietinho, fechei, mano. Mas eu dei-he um rodo,
mano. Coloquei o maluco de cara no chão, grampa pr os [ __ ] O Pampanini veio desesperado, mano. Falou: "Mano, achou um canhão, né, mano? Achou um calibre, mano. Do jeito se recruta, tá?" [ __ ] Quando eu mostrei para ele, ele beleza, mano. Vamos pro DP, vamos apresentar essa [ __ ] Ele no e [ __ ] ele deve ter gostado. Moleque cheio de vontade, moleque é bom, cheio de atitude. É, é aquela parada, né, mano? É melhor segurar do que empurrar, né, mano? >> Sim. >> Tipo assim, o cara que é muito devagarzão,
você tem que ficar >> É. Não, aí foi muito louco. >> Aí depois disso aí fomos dando as canas, tivemos uma p de ocorrência assim, eh, não falo do nível de gravidade que a gente enfrenta na na rota e complexidade, mas tem >> pro interior assim, a gente já dava um prejuízo pro vagabundo lá, meu. Tipo, numa noite pegar os ladrão de rouba Residência, uma cinco, seis carros roubados, tá ligado? Começamos dar umas canas legal e eu gostava para caramba, né? tava sempre ali, né, meu, batendo, derrubar desmanche porque no patrulhamento. Bom, é isso também,
cara, porque toda cidade tem alguém tem >> tomando um carro e >> tentando meter uma loja. >> Sim. E Campinas tem Campinas é uma é uma cidade assim, pelo tamanho dela assim, é uma mini capital, cara. >> Então assim, tem o índice de criminalidade é grande também lá. >> Poder aquisitivo alto. >> Poder aquisitivo alto carro bom. Os melhores bairros lá, meus são vítima direta, infelizmente, cara. Não sei como é que tá hoje. Já tem um tempo que eu não, eu acompanho, às vezes eu acompanho de próximo lá, mas assim, esse momento agora não vou
saber te explicar não. >> E na tua época lá, tu falou que essa aí foi foi o primeiro enquadro, né? E aí Leva pra delegacia também. É uma outra parada aqui de primeira vez também tem que apresentar esse o cara tava no porte de entorpescente. Você tá ligado? Não dá nada meu. É isso aí. É lei 9099, mas aí levamos tal, eu tô na canceira na delegacia, faz bo. Mas foi bom, era tudo início, né, mano? >> Sim. Não, tá errado, tá errado. >> É, tá errado, tá errado. Ninguém mandou. Certo. Certo. Meu pai falou:
"Por que você não usa o colete Quando você tá andando de moto à noite, ajuda a segurar o frio?" Era a época de setembro, mas tava frio ainda. Falou: "Ajuda a segurar o frio e te protege". >> Aí eu, [ __ ] mano, pode crer. Aí nesse dia eu tava saindo de casa sem o colete. Falei: "Não, na moral, voltar e vou pegar o colete". Já tava na rua assim, voltei e coloquei o colete que eu lembrei do que ele falou. Aí quando eu tava mais ou menos com um ano de um ano de formado,
tava próximo de completar um Ano de formado, tava tava na fui na pizzaria lá comprar uma pizza. Eis que chegou os caras para roubar a pizzaria. >> Uma ideia, né? >> Aí, irmão, não. Má ideia, uma ideia. Aí que aconteceu? Os caras chegaram em quatro >> e tu sozinho >> aí? Exatamente. Eu sozinho, trombei um de frente. Esse que sacou a arma tava atrás de um carro. Aí quando ele sacou a arma, na realidade ele só mostrou. Quando ele mostrou, fica na moral, não corre. Aí, meu, não pensei duas vezes. Saquei, me abriguei atrás do
carro. E aí já fui buscando um ângulo para catar ele. Só que nessa aí escutei um estampido e segundos antes, milésimos de segundos antes, eu percebi dois vultos passando aqui, ó, do lado correndo. Só que na hora, meu, você vi, já viu o cara armado, tava com foco nele, né? Aquela famosa visão e túnel, né? Aí é normal isso aí. Pessoa com pouca experiência, é Normal acontecer isso. Aí eu focado naquele cara lá, aí pá, daqui a pouco escutei um disparo, senti o corpo pesado, meu. Aí eu achei que o cara tinha atirado entre os
vidros e tinha me acertado, mas na realidade era o cara que tava nas costas. Porque quando você toma o tiro, você não sabe onde acertou, onde eu vejou. E aí daqui a pouco escutei mais um mais outro disparo. Aí eu me joguei no chão. Me joguei no chão e aí continuei escutando a pancada de Tiro. Aí que caiu minha ficha. Eu tava dando tiro já por baixo do carro, pensando que era o cara de lá. Aí caiu minha ficha daquele vulto que passou. Eu falei: "Puta, é o cara nas costas". tomando. >> Aí quando eu
virei para dar tiro, os caras saiu no pinote, sa no cavalo louco, ficaram. Aí eu fiquei lá no chão baleado, pá, fiquei entre os dois carros, aliás, entre uma mureta e entre um carro. O Vagabundo acertou o carro desse cara, o cara apareceu, vou tirar o carro, vou tirar meu carro e eu, mano, parecendo ser lata, mano. Oitãozão engatilhado. Falei, mano, não vai tirar [ __ ] nenhuma, não vai tirar esse carro daqui, não. Deixa aí. Aí, aí veio um outro que teve a brilhante ideia de pega a arma dele. Ô, meu irmão, você tá
baleado no chão, o cara vai falar que vai pegar sua arma, mano. Aí eu lembro, não sei que cara que eu fiz para ele, eu sei que eu Enfiei o canhão na cara dele, eu falei: "Se der mais um passo, tá [ __ ] mano. Sai fora, mano." >> E tudo, tudo, tudo paisano curioso, né? Chega >> curioso, curioso. Mas até fica um recado aí, né, meu? Você vê um polícia baleada aí, não, não. Tenta tomar a arma dele, né, meu. Quer ajudar? Tenta ajudar de outra forma. liga 90 tal, porque na inocência o cara,
ô, pega a arma dele. Eu falei: "Mano, quem vai?" "Vou Entregar a arma, tomei uma p de tiro, tô balado, tô no chão, vou entregar a arma". >> E o polícia tá ali no chão justamente porque teve a atitude de usar a arma dele >> e de tentar resolver o problema que nem a dele. >> Exatamente. E naquele momento a arma era meu seguro. >> Sim, claro. >> Era meu porto seguro. Eu tava aqui, Fiquei no entre um carro e outro assim, ó. Eu tava aqui observando para ver se os caras não vinha, não vinha
de frente. Eu tava aqui em condição, deitado no chão assim. Na época tomei uma pancada na coluna, a perna direita parou de movimentar, [ __ ] >> Fiquei zoado. Aí hospital, irmão. Isso aí, irmão. Você, pelo que eu entendi, então você não tinha, você não tava dentro da pizzaria, né? >> Não, tava do lado de fora. >> Tu chegou, tava do lado de fora ali, estacionamento ali perto dos carros. >> Isso. Isso. Exatamente. Era bem numa esquina assim, ó. Quando os caras desceram a esquina, já desceram, já vieram correndo. Molecada, molecada maldita aí que >>
e e [ __ ] e nessa época já os molequ em em mais de um com mais de uma arma já pesado, >> pesado, apetitoso, moleque. >> Porque, pô, se fosse só aquele ali, tu Ganhava, né? Exatamente. Eu tinha ganhado porque ele só mostrou a arma, eu puxei, já fui para cima dele. Ele apavorou, sebolou tentando sacar a arma dele, só que tinha o outro, né, o o segurança dele, né, vamos dizer assim. >> É o comparsa lá, né? E aí, e aí como é que ficou essa situação, meu irmão? Quantos filhos >> aí? É
assim, mano. Falo de ouvir o pai, né, mano? A experiência, né? sempre andava de moto à Noite. E uma semana antes meu pai tava fazendo escola de sargento na época. Uma semana antes meu pai atendeu uma ocorrência que tentaram roubar a moto do polícia e o polícia tava de colete. Polícia não morreu porque tava de colete. Tomou uma de tiro no colete. Diferente de uma semana mesmo. Meu pai falou: "Por que que você não usa o colete? Quando você tá andando de moto à noite, ajuda a segurar o frio". Era época de Setembro, mas tava
frio ainda. Falou: "Ajuda a segurar o frio e te protege." >> Aí eu: "Porra, mano, pode crer." Aí nesse dia eu tava saindo de casa sem o colete. Falei: "Não, na moral, vou voltar e vou pegar o colete". Já tava na rua assim, ó. Voltei e coloquei o colete, porque eu lembrei do que ele falou. >> E aí, meu? Então, no dia eu tomei dois no colete, um tiro que pegou um dedo para baixo do colete, que pegou bem na Vértebra entre L5 e S1, pegou bem na coluna, na parte ali da final da lombar
com a sacral e e tomei mais um colete na ô tomei mais um tiro na coxa, >> na coxa, >> na coxa direita. Só que como eu já tava deitado, esse tiro, ele pegou na na coxa e parou aqui em cima na verilha. Aqui para cima da verilha. Esse projétil parou aqui. >> Se não fosse o colete, irmão, então tu Ficava >> no mínimo paraplégico hoje. Certeza que saí de aí fiquei dias internado, né, irmão? hospital, molecão novo querendo aquela vontade, aquela ânsia de servir, de e de repente para pegar uma água você tinha que
depender das pessoas, mano. [ __ ] isso aí era desesperador, porque moleque novo é acelerado, né, mano? >> Tudo que é tudo para ontem. >> Tu falou tinha um ano, né, de polícia. >> Tinha um ano de polícia. Nem um ano aí, Né? Ia formar, ia fazer um ano. >> [ __ ] meu irmão, um ano e tomei cinco tiros já. Já para ficar ligeiro já. Meu >> irmão, tem que ficar esperto e e e virar esse jogo aí, né, meu irmão? >> Mas é isso aí. E na época eu, [ __ ] mano, falei:
"Fodeu, né, mano? A mente travou porque saí do hospital, fiquei nove dias lá parado, imóvel, igual eu falei, dependendo de tudo, queria tomar água, pessoa tinha que vir e trazer, Porque eu não podia mexer nem os braços por causa da lesão na coluna". Aí saí do hospital de cadeira de roda, tal, e mano, [ __ ] falei, acabou a minha carreira, mano. Tava estudando na época que eu queria ser oficial, né, mano? Tava estudando para prestar a prova, tava inscrito já na na prova, aí não fui fazer o concurso, que seria na outra semana, tá
ligado? E travei, travei, meu, travei minha carreira, falei: "Porra, mano, me fodi, já era, vou Aposentar zoado aqui, moleque novo, tal". meio que, mas não me entreguei, tá ligado? Deu aquele pânico na hora aquele bate, mas não me entreguei. Aí, aí comecei fazer fisioterapia, um tratamento lento. Fui no, fui falar com o médico da polícia, né? Lembro que era um médico antigão, pá, fumando um cigarrão assim, atendendo pá, receitando. O cara olhou para mim e falou assim: "Ó, você vai ter que fazer uns dois anos de fisiotervia. Esse Negócio seu aí não vai sarar rápido
não, tá? Bem bem brutão ele. Esse negócio seu não vai sarar rápido não. Pode esperar aí que você vai ficar uns dois anos aí para para sarar." Aí, caramba, mano, nem [ __ ] mano. Porque igual eu falei, imediatismo, né, mano? >> Uns do anos, uns dois, tr anos para ser sarado isso aí. Não vai ficar bom não. Isso tem que fazer tantas sessões disso, tanta sessão daquilo, tem que fazer calor. Meu, eu Falei, mano, os cara nem olhou para mim, mano. Se [ __ ] só que a experiência é [ __ ] A experiência
é [ __ ] mano. Car, >> e outra coisa, né, irmão, o antigo fala e fala: "Meu irmão, essa [ __ ] aí fala direto, não fica muito de rodeio, né? >> Não é pouca ideia." E fala na cara. Aí ele escreveu, receitou tudo aqueles baratos lá para escreveu. Aí eu fui procurar lá em Campinas um para fazer para fazer um o tratamento de fisioterapia, os Caramba. Ele ele explicou inclusive os exercícios que ele era fisiatra, né? Ele explicou inclusive os exercícios que eram para fazer, para ser feitos. E aí eu lembro que quando eu
cheguei com aquilo lá, a pessoa que me atendeu na na fisioterapia, que era na faculdade, era na universidade, acho que os quartonistas faziam o eh faziam o tratamento na gente, para eles ir adquirir experiência, né? E adquirindo experiência. E aí eu lembro que a menina Olhou assim e tirou um barato dele. Falou assim: "É, falou o PhD em fisioterapeute. Tirou um barato do médico, tá ligado? até parece, mandou esse monte de coisa aqui, beleza, eu queto. Aí ela ficou, meu irmão, umas 2 horas fazendo o teste, colocando a agulhinha aqui, passando pincelzinho, não sei o
que lá e pá pá pá, para chegar em qual conclusão? >> Merma do antigão >> que o médico tava certo >> e o cara não gastou 5 minutos, irmão. >> É, >> experiência é [ __ ] >> É. >> Aí o tratamento moros caramba. Cheguei um mês depois, eu aí, tipo assim, mandava eu fazer um exemplo, um exercício por dia, uma série de exercício por dia, eu fazia 10, irmão. Eu incomodava minha meu corpo, mano. >> Igual jogador de futebol querendo voltar agora. >> É, meu, eu fazia tipo 10 sessões. T a ideia sair de
cadeira de roda do hospital. Um mês depois eu voltei pra consulta, eu voltei já com a muleta, só andando apoiado na muleta. O médico parecia que tinha visto um fantasma quando me viu voltando. Falou tipo: "Caramba, mano, não acredito. Esse maluco não, ele achou que eu ia ficar na cara dele de roda mesmo. Falei: "Não, não aceitava, tá ligado? Eu não aceitava aquela condição. Vou voltar, vou voltar. E aí treino, treino, se esforço, tratamento. E quanto tempo demorou? >> Dois meses. >> Dois anos que o falou do anos do anos do anos. >> Dois anos.
>> [ __ ] mano. Os dois anos para eu voltar pra rua. Me esforcei os caramba. Aí dois anos voltei pra rua, dei um chapeuzinho no médico da polícia hoje, o senhor me perdoa aí, ó, doutor, vai tá vendo aí causa nobre, né, meu irmão? >> Ele chegou, tinha um médico lá que toda vez que eu voltava, ele me dava seis meses de restrição de rua. Não, você não pode trabalhar na rua. Aí eu tava trabalhando interno, né? Aí me dava seis meses. Aí eu, [ __ ] e ele dava pancada, tipo assim, um policial
lá pedia, ele dava 15 dias de restrição. Para mim, ele já dava logo se meses de restrição de rua, mano. Falou: "Você não pode. Restrição médica, né? já me batia desespero. Aí voltei lá no Médico, depois de várias vezes que eu fui, voltei nesse médico. Aí cheguei, não era ele que tava, ele tava de férias, tinha outro médico que era o pá, um outro médico trabalhava em conjunto com ele lá na na, né, mano, que é unidade integrada de saúde da PM, que a gente quem dava essas licenças é o médico da polícia. Aí quando
cheguei lá, o o outro médico perguntou: "E aí, como é que você tá? Como é que tá sua perna?" Falei: "Tá excelente." Inclusive o Doutor falou que já ia me dar alta agora, já que já ia liberar eu para ir trabalhar pra rua. Ele falou: "É mesmo". >> Falou mesmo? >> Ah, falou. Então tá bom. Então se ele falou, já era. Ele nem olhou mais. E eu voltei pra rua mancando, cara. Vai. Mas, mano, era muita vontade de de trabalhar, tá ligado? >> Sim. E e tu ficava com a sensação assim, [ __ ] me
fodi, perdi ou tava com consistência boa. >> Vibrei, banquei o que tinha que bancar. >> Fazer o que, mano? É limão. É limonada. Eu eu nunca fui de reclamar, tá ligado? Nos momentos difíceis da vida. Nunca fui de ficar parado perdendo tempo. [ __ ] meu, fodeu. Ah, já era. Não, mano. Vamos ver o que que dá para fazer, mano. Tá zoado aí. Vamos ver que que dá para nós consertar e vamos para cima, entendeu? Eu sempre tive isso aí em mente. Até hoje tenho, né, mano? Nunca fui de ficar chorando as pitanga, não. Então,
>> lamentando, né? >> Se lamentando, porque não adianta, certo? Certo, mano. Não adianta você ficar lamentando. Ah, meu aconteceu tal coisa e agora não, mano. Vamos, olha aqui o que que tá bom ainda aqui. Então, vamos embora. É isso aqui mesmo. Bora, bora. >> Junta os cacos e >> junto os cacos e vamos ver que que dá certo. Ah, mano, só sobrou, >> sobrou uma perna inteira, outra Mancando. Meia, meia boca. Já, já fala. É bom que eu ando marchando hoje em dia, os outros fala que, ô, mas esse cara é militar mesmo. Ele anda
marchando. Até hoje eu tenho defeito no pé. Ainda eu ando marchando para caramba. Então, >> por quê? É, >> por que que até hoje tá tá marchando, tá com defeito no pé? >> Não, mas porque >> porque não cumpriu a etapa toda do médico e deu deu a volta do médico lá, Voltou antes, interrompeu o tratamento. >> Eu já tenho outra visão, tá entendendo? Eu falo assim, esse cara é tão militar que até o andar dele é marcial, tá entendendo? Eu, a minha visão já é >> da mesma forma, né, irmão? Depende, né? Tu pode
ver dos dois lados, né? É, >> exatamente. Eu prefiro ver sempre o lado cheio do copo, a metade cheia. E aí, aí quando que tu fica bom? E >> aí voltei pra rua mesmo mancando, tal, Mas já comecei. Aí pedi para ir trabalhar numa escolta de preso, cara. Na época fui na escolta de preso no 47, companhia de força tática, escolta de presos, que foi uma [ __ ] numa escola também. Aí ali eu fiquei mais ou menos uns uma média aí de uns dois anos nesse nesse patrulhamento aí. Então eu pegava os o os
bandidos que é bandido, pode falar bandido, né? >> Pode. >> É que é ladrão, para mim não muda não. Que tá na cadeia é bandido. E fazer o quê? Pegava, levava por fora em Campinas, acompanhava as audiências, trazia. Então, para mim foi uma escola nesse sentido, porque querendo ou não, ali você adquire uma uma experiência de diversos fatores, principalmente no trato com o judiciário, como que funciona todo o como funciona todo um processo com os três jeitos do marginal, com as malícias que eles tm. Então, para Mim, foi uma [ __ ] da escola trabalhar
com escolta de presa. Aí trabalhei por mais ou menos uns uns dois anos ali também. Aí já fui recuperando, já tava até jogando uma bola. Era melhor, né? Que eu fiquei zoado depois que deu, tomei o tiro na perna que antes era bom, tá ligado? >> Não é o garrincha não, né? Com a perna meia assim, jogar per meia torta, os caras para car. >> Aí você tá lá no final de semana, seu Filho vem te visitar e seu filho se esconder embaixo de uma mesa no final da visita. Se você trocar ideia com você,
procurando ele, cadê o moleque? Cadê o moleque? Você achar ele embaixo da mesa e ele fala assim: "Não, papai, essa semana eu não vou embora não. Essa semana eu vou ficar com você, papai. Quando que foi assim o teu momento, [ __ ] que tu tava realizadão na rota, já operando, trabalhando para [ __ ] ocorrência grande? Se tu puder Resumir isso aí em uma ocorrência, num momento, >> fal na rota, a rota ela é uma realização diária, mano. Eu acho que você tá lá dentro, mano, você sempre tá preenchido, tá ligado? Todo dia. É
tipo uma busca. É até engraçado assim, essa estrela aqui, ó. Essa estrela aqui é um R, né? >> Aham. >> Que representa a rota. Então é restilizada e essa estrela aqui é em Busca do ideal, tá ligado? E o ideal você ir buscar uma estrela é longe, né? Então assim, você nunca vai para É todo dia, mano. É todo dia você ir buscar o seu ideal todo dia. E eu falei, é engraçado, a rota, ela costumo dizer que ela te vicia, ela te entra em preguina no seu sangue e todo dia você quer buscar o
seu ideal, cada vez mais. É fazer o bem pra sociedade, é poder combater o crime com êxito, tá ligado? com ênfase mesmo. Ah, e pr as cabeças Mesmo, falando na gira aí, entendeu? Então assim, todo dia a rota te completa, todo dia, mano. Mas assim, tive diversas ocorrências assim que a gente que daria até para escrever um livro, sei lá, cara. Muitas ocorrências mesmo. Daqui a pouco a gente vai trocando ideia, você vai ver que eu vou comentar uma outra. Mas, mas assim, eh, são ocorrências que vão ficando cravada assim ao longo do Tempo assim
e que vai preenchendo, tá ligado, as páginas desse livro da você vai escrevendo da sua carreira. >> Acho que e essa é a ideia, pô. Escreve logo esse livro aí, meu irmão. Vamos ver se a gente >> tem outros colegas que já fizeram o livro ainda sim, sim. E tem um tem um livro que eu tô, mas que não é uma passagem tão boa, mas força e honra mandar um abraço pro Mir quem Escreveu. Ah, e >> ele escreveu um livro, eu sou um dos personagens lá do livro, foi uma ocorrência que a gente teve
>> em Sumaré na época, por ordem do secretário da época, mandou nos prender e nós ficamos um ano e meio em cárcere lá no períodio militar Romão Gomes. E o Miller ele escreveu esse, o Miller escreveu esse livro, né, cara? Então, nesse livro aí, a gente, nesse livro aí a gente tem um pouco do alguns relatos dessa ocorrência específica que a gente se envolveu, mas eu acho que dá pra gente montar, falar em outra oportunidade aí, em outro num outro exemplar aí, contar um pouquinho das vivências, das experiências. E nesse aí do Nesse do colega,
eh, qual o nome do o >> o do nome do livro, >> o o evento que tu >> Foi uma ocorrência em Sumaré, na cidade de Sumaré, do lado de Campinas. E na época deu uma repercussão do caramba na imprensa, falaram que a gente saiu daqui para executar um trabalhador. Enfim, tá ligado, né, mano? Os cara maqueia, distorce a notícia, não sabe nem o que tá acontecendo. Falou que a gente tinha saído da capital, ido lá e não tem nada a ver. Eu moro lá do lado, a gente tava passando no bairro, deparou com uma
Ocorrência, enfim. E no final a gente acabou sendo inocentado, inclusive por negativa de autoria. Foi provado, né? Por isso que tu falou que foi o tu falou assim, pô, tem um tem um livro que tem um uma parte minha que não é muito boa, por cada dor de cabeça que tu teve. É assim, eu não costumo nem dizer, eu quando eu falo sobre essa ocorrência, eu eu digo que eu não tenho vergonha, não tenho nenhum Pingo de vergonha dessa ocorrência, mas eu tenho eu tenho lembranças doloridas, tá ligado? Que você ser colocado em cárcere, inocente,
e de repente você chegar em situação que você tem filho, mano? >> Tenho duas. Então, aí você tá lá no final de semana, seu filho vem te visitar, a esposa, na época era esposa, eh, e seu filho se esconder embaixo de uma mesa no final da visita e você ir trocar ideia com você procurando ele, Cadê o moleque? Cadê o moleque? Você achar ele embaixo da mesa e ele fala assim: "Não, papai, essa semana eu não vou embora não. Essa semana eu vou ficar com você, papai". Tá ligado, mano? Então, são cicatrizes amargas que eu
não costumo, tá ligado? Não costumo expor. Tô até expondo aqui. Acho que é a primeira vez que eu falo sobre isso, mas eu não >> Pois é, irmão. Eu ia te perguntar isso, cara. Se você não gosta de falar e se tu Não falava sobre isso. >> Não, eu não. Eu, igual eu falei, eu não falo porque é dolorido, tá ligado? >> Sim. >> Não que eu tenha vergonha, igual eu falei, já te sofri alguns ataques aí na internet, pouquíssimos, tá? De alguns haters aí, os caras levanta a mão, é, que tal ocorrência? Eu falo:
"Amigão, vem aqui, ó, que eu tenho aqui, ó, fui absolvido negativa de autoria. E se você quiser ler o processo, você vai Entender. Não fica falando que tá na imprensa, não. Beleza, amor? Que a imprensa é tudo mentirosa. Lê as provas aqui, vê o que que tem no processo aqui, que você vai ver que não tem nada a ver do que foi divulgado. Beleza? Ah, isso aí para mim é refuto fácil. >> Sim. >> Só que o fato da Isso ainda para mim é é difícil ainda de embora tem já uns 5 anos que, aliás,
da do fato mesmo da ocorrência já tem sete, mas que nós Fomos absolvidos tá indo para 5 anos. Eu tô já tem um tempo, mas para mim ainda é difícil. >> I te falar, irmão, eu ia te falar isso. É, já concluiu o processo, né? Já foi >> totalmente absolvido, >> zerado, >> zerado, arquivado já. >> Então, tipo assim, a tua dor não é [ __ ] de forma alguma com a ocorrência. >> A sua dor é o prejuízo que tu tomou por conta do que da do desdobrado da Ocorrência >> e que fica por
isso mesmo. Não tem como apagar essa etapa aí, >> tá entendendo? É barato que não volta mais. >> O estado, você foi lá, eh, tava de serviço, né? >> Tá de folga. >> Tá, você foi lá e você, [ __ ] teve teve a situação, atuou como polícia na folga é polícia também. E e aí, [ __ ] o estado judiciário, Ministério Público, a Própria polícia pega e deixa o cara numa situação dessa. Depois foi absolvido, acabou, meu irmão. Dorme com esse bagulho aí, pô. >> É isso aí. É isso aí. Então, cara, e fica
outros traumas, tá ligado, mano? Você passa lá, vê uma p de camarada, vê cara que inocente. Eu vi cara, não é? Meu, tava falando jargão que os cara fala na cadeia todo mundo é inocente. O presídio militar não é bem assim não, mano. Tem cara inocente Lá dentro que eu falo para você, acusado que foi utilizado como boi de piranha só para dar uma resposta, irmão, e o cara ficar 5 anos e meio lá dentro aguardando um jurri e ser absolvido depois no júri. E tá aí hoje de >> irmão. Vamos fazer um paralelo aqui
porque é o seguinte, o vagabundo, o cara que é infrator da lei, cara que não cumpre a parada, ele tem hoje, naquela época talvez não tinha ainda, a audiência de custódia. >> Sim. >> Ele tem a Defensoria Pública, ele tem ele tem uma série de mecanismos ali que a regra é não prender. >> Uhum. >> Só que quando chega no polícia, a regra é qual? >> Prendeu o polícia. É isso aí. A regra é essa. P Então assim, meu irmão, >> a possibilidade de ter muito polícia ali, meu irmão, inocente, que na dúvida O estado
deu uma resposta de prender para para poder dar resposta pro jornal, pros organismos que estão cobrando de controle, de não sei quar, não sei da onde. É isso aí. Eu recebi um colega que ficou um tempo também preso aqui. Ele falou: "Porra, Glan, mudou minha vida ver aqueles caras ali, pôra, cara do bem, vê as visitas, >> é >> quem é pai, então, principalmente, entendeu?" >> É isso aí, mano. >> Eh, o meu ambiente, [ __ ] o meu ambiente é ambiente, [ __ ] prisional, né? Eh, então eu tô lá no, [ __ ]
no presídio federal. Sim, >> tem essa situação. Mas ali todo mundo sabe que todo mundo ali, meu irmão, >> não há dúvida, meu irmão, que os caras que estão ali tão no erro. >> É batom na agora tu pega [ __ ] polícia que nem tu tá falando aí uma situação dessa. E pô, foi nítido, meu irmão. Você Foi você falar dessa do teu filho embaixo da mesa, teu olho, ó. É, não tem >> na hora já vê a emoção. É embaçado. Então é por isso que geralmente eu, igual eu falei, não tenho vergonha. Pela,
pelo contrário, eh, provo, mostro para quem quiser que foi uma ocorrência que a gente foi lançado injustamente, porém lançado ao cárcere injustamente, porém, mano, falei, bora pra frente, mas lá dentro nunca reclamei, mano. Só que a cicatrizes fica Igual eu falei, eu não reclamo da vida, >> não reclamo nenhum momento, sempre procuro ver o lado bom. >> E foi que o o quanto tempo? ano. >> É, deu três meses que ficamos, chegamos no temporária, aí prorrogou, só que tinha mais antes da da temporal, chegamos num flagrante que colocaram, aí o flagrante foi caiu depois de
umas duas semanas aí chegou uma temporária, depois outra. Aí aí na sequência saímos aí depois de um Ano de um recurso que foi feito, a gente voltou. Aí fiquei mais um ano, três meses aguardando o júri. >> [ __ ] [ __ ] E a temporária são três meses. É o que? No militar ou foi no criminal? >> Não, na realidade fomos no flagrante e preventiva no militar. >> Sim. Aí tava aí veio uma temporária da justiça comum, entendeu? Quando tava >> Sim acabando uma, veio outra. É, na Realidade não tava acabando. Quando foi revogada
a prisão do militar, mano, tipo dois dias >> mexe a temporária. >> Já tava temporária, já tava temporária. Temporária tinha chegado um dia antes, tá ligado? Tipo assim, >> coincidência. >> É coincidência. imprensa batendo, passando na TV dia, os cara falando um monte de merda, mano. >> E assim, aí você vê a sujeira, porque se Você assistir a notícia, você fica com raiva de você mesmo. Você fala: "Caramba, esse cara é um filho da [ __ ] mano. Esse cara tem que se [ __ ] man. >> É, mano, você começa a ver, você começa
a ficar com raiva de você, cara. Você fala: "Porra, mano, mas na realidade os caras são sujos. A manipulação de informações é foda." >> E tu já tava com essa visibilidade que tu tem? já tava, eu já tinha participação em alguns programas na Época, então assim, foi um uma das coisas que os cara usou para atacar na época, até porque eu não tinha rede social. Vamos lá, voltando um pouquinho. Eu não tinha rede social, nunca tive. Quando eu vim pra rota não tive. E na rota menos ainda. A maioria do do pessoal lá é contra
a rede social. Sim, >> maioria mesmo. Polícia não gosta, não quer, não quer se expor. E aí que aconteceu? Aí tive algumas ocorrências. Quando eu cheguei lá, peguei uma restrição. Quando eu peguei essa restrição, fui trabalhar com o coronel Telhada, fui trabalhar na na viatura dele. E o coronel Telhada, ele sempre trabalhou bastante com, ele sempre soube trabalhar muito bem com a imprensa. Então, muitas vezes saía um repórter com ele ou quando não saí, a gente encostava em uma ocorrência, tinha repórter. E eu fui Vendo como que ele trabalhava assim. Então, querendo ou não, você
tá todo dia com um repórter dentro da viatura, você acaba pegando >> as manhas de como trabalhar com esse pessoal. E aí eu eu lembro que eu deixei a equipe dele para ir pra escola de sargento. Aí eu fui pra escola de sargento. Quando eu retornei, ele já tinha aposentado, tal. Quando eu retornei, eu fui pro pelotão, retornei sem restrição e eu era o sargento mais recruta. E tipo assim, o pessoal não gosta de rede social, não gosta de aparecer na TV, que que os cara fazia? >> Ó, meu irmão, põe na equipe do Natiss.
Chegava o repórter para sair na viatura, ó, põe na equipe do Nat. Então, colocava na minha equipe, uma porque eu era mais recruta e outra que eu tinha as mães de trabalhar com o Pessoal. E aí, meu, saí operação de risco, ele ia júnior, a galera. Então eu sempre saía com eles na viatura e aí sempre fazendo as gravação e isso começou dar um um bom. Os outros perguntando, ô, eu via no nos vídeos do YouTube, por exemplo, os cara qual que é a rede social dele? Não tinha. >> Sim. >> Aí eu acabei montando
uma rede social, saí lá para 2013, eu acho 2014. >> Tu aparecia no nos aparecia na televisão e no YouTube dos >> do jornal e de quem postava lá. >> Exatamente. De quem postava. Tanto que até hoje assim você catar o engajamento na minha rede social, a maior parte não é não é vídeo. Por exemplo, eu não tenho canal do YouTube, eu tenho um lá salvo o nome, mas eu não tenho postagem nenhuma lá, só para salvar o nome, tá ligado? Você fez para salvar, mas >> mas eu não tenho. A maioria das Postagens é
repostagem do pessoal que pega algum trecho, corta e joga e lança. Então rede social minha eh Instagram, Facebook, mas comum. E e lá em São Paulo, né, cara, essas reportagens eh [ __ ] tem cada reportagem lendária aí, meu irmão, com vocês >> entrando na mente trocando a ideia, entrando na mente do do ladrão. >> É uma tradição lá de vocês, né, cara? >> Da talvez. Eu costumo dizer que que eu Tenho que ganhar o ladrão nas ideias, mano. Tem que olhar no fundo do do olho dele mesmo, enxergar a alma dele. E ele sabe
o que eu tô vendo, mano. Ele não vai mentir. É. E quando a gente troca ideia mesmo, o cara ele se racha, mano. Que é até engraçado, muitas vezes você vai no fórum prestar depoimento. Já aconteceu várias vezes assim da, principalmente o advogado de defesa perguntar assim: "É, mas ele confessou espontaneamente para você?" Senhor doutor, eu não conheço nenhum método lícito de confissão que não seja espontâneo. Qualquer outra coisa que passe disso é é arbitrariidade, é abuso, é tortura. Então foi espontâneo. Ah, aí todas as vezes dá aquela torcida de cara, ah, mentira, pá. Mas
como que você fez? até falar, eu não vou falar pra senhora que eu tenho algumas técnicas que são segredos profissionais, Que não é tortura e na realidade é mesmo. E e aí o engraçado da televisão, muitas vezes dessas filmagens do YouTube é que você consegue provar, porque você tá trocando ideia e você vê que o cara o cara ele acaba confessando pra gente e na ideia, trocando ideia >> e aí fica registrado aí, >> aí tá registrado, tá filmado. Aí eu, Então assim, hoje daria até para falar para um defensor desse do marginal assim, assiste
os vídeos que você vai Ter certeza que o cara confessa. É normal o Mandiro confessar. É normal ele falar onde tá escondida a droga, onde tá escondida a arma. É normal isso. Sem sem ser agredido, sem tudo na classe. >> E como é que é? Olhando na alma dele. >> É, mano, tem que olhar na alma. Olhar no olho assim, enxergar, mano. Ele tem que sentir que nós tá olhando a alma dele, mano. Olhando no fundo da alma dele, mano. Ele fala: "Car, não vai dar para mentir para esse cara não, mano. É Melhor eu
me rachar logo." >> Ia, ia fala: "Não se apruma não, João. >> Essa aí foi uma tava num abordagem normal, rotineira, era um moleque, mano. Tinha acabado acho que de sair da cadeia, tava de saidinha, sei lá qual é que era. E e tipo começou a querer dar uma folgada e aí na hora de estalo eu falei isso aí, mano. Falei: "Eu gosto da sua liberdade, você cultua ela, mano. Aí cultuá. Então aí eu meti o louco nele em cima dele. Já dei uma apavorada nele, Né, mano? João é uma gira, né? João é uma
gira em São Paulo entre os malandos lá. Um chamou de João, pá. Eu falei: "Você não se apruma não, viu João?" Aí metia sair nele. Isso tudo filmado pela >> tava filmado. O Elias tava filmando no dia, tava na viatura com a gente. E ela júnior, ele filmou >> e aí viralizou e ficou, né? >> Viralizou essa aí. Essa viralizou, hein, mano. Foi uma fala que é até engraçado. O dia eu tava com um policial civil, um amigo meu na padaria, trabalha comigo lá no no clube lá, tava tomando um café com ele. Aí daqui
a pouco ele recebeu uma mensagem assim, ó: "Você não se apruma não, viu, João? Uma figurinha". Ele recebeu no celular, ele catou o celular e mandou uma foto, falou assim, ó: "Quem não se apruma é você, manda uma foto dele." Tá ligado que você tem ideia? Ele tava recebendo de uma outra pessoa que nem sabia que nós tava junto, que ele me Conhecia, uma figurinha assim, a prumajão, >> então viralizou, mano. >> E aí contigo do teu lado. >> Sim. Aí tal, ele já tirou uma foto junto, falou assim: "Apruma, você entrou na sala e
falou assim, ó: "Hoje eu tiro o chapéu para vocês. Eu não tinha conhecimento tão a fundo da rota, mas hoje eu entendo a importância de vocês pro estado. Ninguém mais ia resolver aquela situação se não fossem vocês." Então, >> quanta ocorrência aí ganhando o ladrão. >> Conta em detalhe pra gente aí como se fosse a primeira vez, irmão. Aí tem umas tem umas par tem uma ocorrência bem marcante que é que a gente essa aí até o comando geral foi lá no quartel no outro dia dar os parabéns para nós, pegar na mão, né? Dar
os parabéns por a gente ter voltado vivo para casa, né, mano? Mas eu lembro que Época de, lembra que tinha uns black block, buscaram a manifestação, quebrava tudo e tal. Aí tava tendo uma manifestação dessa, a viatura foi acompanhar a favela da funerária lá. Favela da funerária, é o nome da favela, lá na zona norte, São Paulo. Aí na hora que a gente tava tava tava no patrulhamento ali na zona leste, não era muito longe, aí começou a jogar na rede que um polícia tava sendo, Um polícia tava baleado lá. O que aconteceu? O polícia
tava fazendo acompanhamento dessa manifestação e tava tendo um roubo na transportadora, ele não sabia. Aí na hora que chegou a viatura, os caras achou que tava vindo para atender a ocorrência do roubo. Tiro de fuzil na viatura. Pegou estilhaço, viatura encurralada e os caras tome tiro na viatura. Quando a polícia começou A a jogar na rede e pedir apoio, os cara veio o águia, tá ligado? A aeronave da PM veio. Aí quando a aeronave da PM chegou, os caras começaram dar tiro na aeronave também. A aeronave teve que abortar o sobrevoo do local porque começou
a tomar tiro. Aí nessa hora, meu, [ __ ] mano, deram tiro até no águia os caramba, nós fomos pro local. Quando nós chegamos em cima do viaduto assim, ó, cenário de guerra, irmão. Cenário de guerra literalmente Mesmo. Carro abandonado assim, atravessado no meio da rua, pessoa escondida embaixo do bueiro, atrás do poste. Neg abandonou o carro e foi embora, mano. Tudo largado assim, ó. Parecia The Walking Dead, mano. E aí, meu? Nós olhamos. Quem que chegou? É nós. É nós mesmo. Vamos embora, mano. Aí, fuzilos. Caramba, catamos um escudo só para efeito psicológico que
tava vindo as traçantes, parecia faixa de Gaza, mano. Então, esses dia até rodou, Essa semana aí rodou uma cena do Rio, né, mano? >> Das traçante. Os caras davam tiro na na aeronave. >> Aham. >> Aquilo lá eu vi aqui em São Paulo já, tá, mano. Eu vi aqui daquele jeito lá. Aí pau, mano. Nós vindo as traçante vindo e aqui escudo, escudo balístico, mas não serve para nada no tiro de fuzil, certo, mano. Mas dá um conforto psicológico. E fom embora apagando as Luzes do poste na bala, mano. E fom incursão aqui, incursão ali.
E a favela tem uns bec estreito, mano. Favela não pode falar mais favela. Comunidade >> paga com isso. Zo >> e a favela um [ __ ] de uns bacon estreito e os caramba. A gente passando, mano, e apagando as lâmpadas para não delatar a posição. Apagando na na bala, mano. No dia era o que tinha para fazer, irmão. Era de guerra, ninguém resolvia aquilo Lá. Aí nós entramos lá, três equipes nossas, uma da noturna, uma da terceira cia e eu tava na quarta cia. Três equipes conseguiu lograr êxito aí e deixa inutilizar, né, mano?
colocar, deixar esses marginais que estavam pilotando esses fuzis inoperante, né, mano? Conseguimos fazer com que eles com que cessasse a agressão deles >> e aí foram socorridos e evoluíram a óbito. >> Então, três marginal e três fuzil Recuperado. No outro dia, três fuzil recuperado, não é? tr fuzil retirado do das ruas, né, que tavam servindo pro crime. E aí eu lembro que no outro dia, meu, aí depois disso aí, a parte burocrática vai apresentar ocorrência e os caramba, pá, no outro dia cedo, meu, tava indo embora e o coronel falou: "Dá um tempo aí que
comando geral vai trocar uma ideia com vocês aí". O comando geral fez questão, atravessou a rua e falou, Meu, falou pra gente, entrou na sala e falou assim, ó, hoje eu tiro o chapéu para vocês. Eu não tinha conhecimento tão a fundo da rota porque assim, muitas vezes ele ele entrou na polícia e teve um segmento que ele seguiu. Então assim, não tinha conhecimento tão a fundo do serviço de vocês, mas hoje eu entendo a importância de vocês pro estado. Ninguém mais ia resolver aquela situação se não fossem vocês. Então é assim, mano. >> É
porque já tinha já tinha já tinha Policial na ocorrência, veio o Águia, né? >> Sim. >> E aí >> o Águia foi embora, teve que ir embora, mano. Os caras derrubavam a aeronave. Chegou nós, pá, tiro, mano. E tiro. Você vi as as traçante vindo para cima, mano. Só que, mano, >> que vocês estavam numa barca só? Tava, >> não foi? O pelotão impostou vários Pelotões. Todos os pelotões estavam na rua. noturna, terceira, quarta, todos os pelotões estavam na rua, foi abandonando as áreas de patrulhamento e deslocando para lá. >> Foi >> conforme a gente
foi chegando, foi invadindo incursão, pá, pá, tomando o terreno, a gente tomou literalmente o terreno, meu. E é assim, né, meu? É dá tiro em xarope, mano. A rota eu costumo dizer que é tudo bando de xarope, irmão. Você tá dar ti, você tá dando tiro aí que o cara vai para cima, irmão. Aí, aí >> é convite. Exatamente. Aí que vai para cima mesmo. >> Não vai desestimular não. Pensa que vai botar para correr, não vai, não. É o contrário. Vai chegar mais, mano. E vai piorar, mano. >> E o terreno lá é terreno
em regra plano? Não, e isso aí é mais vantajoso nesse sentido. É um terreno plano, tal, a comunidade inteira é praticamente no Plano. >> Sim. >> É, mas é a geografia da do local não tira no negócio de mais fácil, mais é a bala. >> Os beitos caramba você vacila, não dá para vacilar, você vacilar você morre no meio de um beco desse. Mas assim, a gente se a gente treina e se prepara para isso, né? Uhum. >> Como eu falo como da mesma maneira lá no Rio que tem os policiamento Especializado lá, o Bob
no caso, incursão no M lá, enfim, os caras sabe fazer o trampo por treinou para aquilo, pra região geográfica. E aqui também a gente treina >> para o que a gente vai enfrentar no dia a dia e se preparar, né? >> Naturalmente, né, cara, a o morro fica uma situação difícil, o cara tá de cima para baixo no visual. Exatamente. >> E aí os caras tu, né, tem o apoio do blendado para tem tem que bala sobe Também, né, mano? >> É o ladrão com qualidade, né? >> E com qualidade. Exalidade. Não é do jeito
que vem dos car. >> Exatamente. Que os cara cata não tá nem vendo onde tá tirando. Agora você colocar aqui que aí é o que muitas vezes os caras da imprensa v vira aquele [ __ ] rebolê, os cara criticando, não é não. Você sabe como é que é. Ah, tem uma operação, morreu, morreu 24 bandidos e não morreu um polícia. Lógico, graças a Deus. Polícia treina para isso, né, meu? Polícia não treina para morrer, meu. Então vai fazer gol o jogador que treina para fazer gol, certo? Sim. >> Levando pro mundo do futebol. E
na polícia, mano, não treina para matar ninguém. Só que é o seguinte, se precisar usar arma para defender a vida e se o bandido morrer, ele vai tomar um tiro do 762, dificilmente ele vai ficar vivo. Aí problema dele, porque se ele se entregar, ele não vai morrer. >> E e é assim, meu irmão, eh eu eu percebo isso claramente com contigo agora, com os colegas que que participam aqui do podcast. Diferença é que de um lado, meu irmão, tem homens postura de homem treinado, indo para dentro para resolver. E do outro lado é um
monte de moleque desesperado, com medo, de qualquer jeito, meu irmão. >> Exatamente. Porque o desespero dele é o seguinte, o bandido, que é o que muitas vezes pessoal que critica aí não Entende, é o quê? O bandido ele tá correndo contra o tempo e o tempo, pro policial, pro guerreiro que tá ali no combate, o tempo favorece. Quanto mais tempo, mais apoio vai chegar, mais vai favorecer. >> Sim. >> Entendeu? E o bandido tá desesperado, ele tem esse desespero, ele tem o relógio cronômetro, falou: "Puta, mano, se eu não conseguir fugir, daqui a pouco já
era, tudo acabado". Então é, e essa Esses detalhes que em importam e muito em fatores psicológicos e não é colocado na balança na hora. >> Sim. >> Quando vai fazer uma análise disso aí, né? Os ditos especialistas de segurança. >> Mas não querem, irmão, não adianta. >> É, na realidade >> quem é isso aí, >> meu irmão. Tô te falando, pô. O simples fato do cara tá, meu irmão, [ __ ] a sociedade, tá seguindo a linha fora da Lei, ele não tem como ter razão hipótese alguma, [ __ ] >> Exatamente. Já era. >>
Entendeu? Se tu falar que vai caçar o cara, tá certo, tem que caçar mesmo, porque ele tá fazendo merda, >> não é? >> Ué, >> não. Meu ponto de vista também, não é? >> É isso aí. E aí, [ __ ] o cara tá dentro da comunidade dando tiro no águia, dando tiro não sei quem, >> dando tiro nos polícia, viatura. Dando tiro na casa do morador, sufocando no bolador, fazendo terrorismo [ __ ] Ali >> tem uma ocorrência daqui, não foi nossa, que você falou até um detalhe da hora. Tem uma ocorrência que não
foi minha, não foi de outro sargento. Eu prestei o apoio nessa ocorrência aí. [ __ ] mano. Comunidade, bandido forgado, deu uma p de tiro na nós na incursão, eu tava até num dois bec pro lado, eu tava o primeiro que encostou no apoio, mas Daqui a pouco sapequeiro, troca de tiro, os cara [ __ ] de um ladrão forgado. A mul aí foi dentro, no interior de uma favela. Aí tinha uma vizinha na na casa lá. Vizinha a casa que o do do ladrão que ele morreu na porta do bandido, que ele tentou correr
pro Ele tentou correr pro barraco. Que que acontece? A vizinha, ela pegou e veio e falou assim: "Eu vi ela com medo, tá ligado? A Vizinha. Aí eu pá, fui trocar uma ideia com ela. Ela: "Você quer falar alguma coisa?" Ela: "Não, é que eu tenho medo de falar tal, que eles são perigosos". Eu falei: "Como assim, tal? Vamos conversar, tal". Então, na testemunha, certo? Ela falou assim, ó: "Quem morava aí nessa casa era um casal de amigos meus, pessoas que trabalhavam o dia inteiro. E o traficante expulsou eles daí para ele armazenar as drogas.
Aí e o meu filho passava aí na frente todo dia, Eles ficavam oferecendo dinheiro pro meu filho para ele entregar as coisas. Meu filho nunca pegou. Só que meu filho morria de medo de sair de casa. Meu filho morria de medo de sair de casa porque ele porque ele era muito pressionado pelos traficantes. Então, ao que ponto chega aí, [ __ ] você via que era uma senhora, o esposo dela, pessoas de bem, tá ligado? Morava ali porque é onde eles tiveram condição de de estar morando. É O que atendia o o a remuneração deles
podia atender, mas eu falo assim, não é? Só que tinha que enfrentar essa pressão diária, além de de ver os vizinhos serem expulsos da própria casa, ainda f viver com esse medo de falar: "Será que amanhã não vai, não vou invadir a minha casa e tomar?" ainda tinha que viver o assédio do tinha que enxergar e ficar quieto o assédio, o ver o filho todo dia sendo assediado Para se envolver no mundo das drogas, se envolver no mundo do tráfico. Então, [ __ ] mano, é o que você falou, os caras entram na comunidade, apavora
mesmo, apavora o trabalhador, apavora a pessoa de bem naquele, naquela famosa, ah, aqui não, de vez em quando distribui uma cesta básica, mas a gente sabe que na realidade toca o terror, né, meu vagabundo é vagabundo, mano. Então é isso aí, mano. >> É, irmão. E assim, tu vê, né, quem é de Bem ali, meu irmão, já [ __ ] numa dificuldade financeira [ __ ] né? E o Gali é o que dá, então é digno. Quem tá errado é o vagabundo que tá ali. >> Exato. >> E e pô, você tem que restringir o
teu filho ir pra rua, meu irmão, para tu não perder ele, pô. >> Entendeu? Então, tipo assim, tu tem liberdade? Não tem. >> Não tem. É louco. Vive preso. Exatamente. Vive preso. E o vagabundo Solto, pistola na cinta, forgando na quebrada, dando tapa na cara dos outros, dando tapa na cara do trabalhador, que a gente sabe que os cara faz, chama de vagabundo. [ __ ] se o cara tem uma filha mais bonitinha, o cara vai querer apavorar o o maluco para pegar a filha do cara. Assim, isso é difícil, cara. Difícil hoje a situação.
>> É, irmão. >> E aí a gente vê por outro lado aí, negoos. Não era, tinha um sonho de ser jogador de futebol. Ele tinha. Quando morre eram pessoas boas, né, irmão? Trabalhador. >> É trabalhador. Para que isso? >> Trabalhava com seu João na ova. >> É, [ __ ] meu. >> Mas, irmão, isso nós vamos mudar, [ __ ] Nós vamos mudar, meu irmão. Cara, nós que estamos aqui um pouco mais, né, mais cascudo, >> mudar, >> eh, nós vimos os caras virar a [ __ ] da Sociedade assim, ó, >> de ponta cabeça.
É isso aí. >> Em 20, 20 e poucos anos. E nós vamos fazer a mesma coisa, vamos botar do lado certo novamente, >> comunicando aqui, ó, 2600 pessoas agora >> e o e o vídeo roda e o conteúdo roda. Vamos fazer diferença. E [ __ ] voltar, meu irmão, a esse momento onde o polícia, meu irmão, é exemplo, porque >> e ele tá sendo visto >> de uma forma positiva, da forma como é o Que eu falo hoje, a gente só tem agradecer, principalmente a a programas como o seu que consegue levar um conteúdo de
qualidade e mostrar pra sociedade quem de fato é a polícia. Porque se a gente for depender da imprensa aí que a gente tava trocando ideia da mídia aberta, o que que os caras faz? É demonizar. O polícia não presta. O polícia é o que entra na favela para matar o trabalhador, para matar o negro. E não tem nada a ver, né, Mano? 70% da polícia, pelo menos São Paulo, é negro e parda. Como é que tá entendendo? Então assim, mas fazem essa subversão e ainda bem que tem programas igual seu aí para poder dar essa
moral, né, mano? >> Mostrar o lado bom da polícia, né, mano? >> Tu falou isso, o colega veio aqui, o Oliveira PM lá no Rio, Catiano. Aí ele chegou e falou que abordou o cara. O cara falou: "Meu irmão, só porque eu sou preto". Ele falou: "Porra, Globo, buguei Na hora, irmão, porque o moleque é >> negão também, né?" É. >> E meu irmão, tu ver ponto que chegou, o cara acredita nisso mesmo, cara. A ponto de eu abordando o cara, >> então >> o cara falou: "Meu irmão, essa aí pode colar com qualquer um,
guerreiro, menos comigo, [ __ ] aqui tu tá, tu é cego, porra". Entendeu? >> Na rota eu já vi umas vezes uns baratos desse aí, o cara chegava meu me Abordando porque é negro, falou assim: "O polícia, olha aí, eu sou o quê, filho? Eu sou azul. O polícia perdeu a paciência também, que o polícia era negão, mas e assim, mano, não tem essa do >> Sim. >> V, a polícia vai abordar quem tá errado, irmão. Quem é bandido não vai abordar porque é negro, porque é branco. Se o bandido for do zóio, do zóio
azul, vai ser abordado. Se o bandido for negão, Vai paciência. Mas não é porque ele é negro, porque ele é branco, é porque ele é bandido. Ele vai ser abordado porque é ladrão. >> É, isso é muito perigoso, cara. Porque assim, o colega mais inseguro ou que [ __ ] não tá com muito apetite para segurar uns probleminhas, ele às vezes inibe a atividade policial. >> Sim. Segura muito, pô. >> Segura. O cara fala: "Pô, vai dar uma dor de cabeça do [ __ ] tal". >> O cara evita, ele evita, fala: "Puta, não quero
problema". >> E talvez é isso mesmo que querem, pô. Entendeu? >> Usa isso para poderar. Eu tenho um termo que eu falo que algumas pessoas que estão no poder hoje são especialistas em desestimular os idealistas. são especialistas em desestimular os idealistas e vão minando com esse tipo de vai jogando na sociedade e vai minando o idealista com esse tipo de Postura, esse tipo de situação. E o cara vai desmotivando porque o cara vai lá, [ __ ] mas se eu abordar, eu ouvi falar que tem uma súmula numa Suprema Corte aí que fala que se
abordar sem fundada a suspeita, eu vou responder abuso. Ah, então melhor eu não abordar. Aí o ladrão tá passando com o calibre na cinta, vira igual o filme do Homem-Aranha, né, meu? Passa com o calibre na cinta e rouba o parente dele um pouquinho mais paraa frente ainda mata, tá entendendo? Aí Deixa de abordar e aí eu vou culpar o cara também porque o cara tá ali para batalhar, ganhar o dele. Então assim, o culpado é quem tá inserindo esses baratos na sociedade para querer desestimular esse bom polícia. >> É. E no final, meu irmão,
a sociedade paga. Esse camarada que tá ali de repente numa edição do jornal, ele tá bem de grana e tal, então ele acha que não chega nele, mas uma hora condomínio, uma hora ele acha uma hora, uma hora Invade uma hora chega. É, >> eu, mano, eu sou suspeito em falar, igual eu falei, não tem uma vez assim que eu tô na marginal, por exemplo, assim, andando com meu carro, passa um comboio de rota, mano, que eu não fico arrepiado. Fal, caramba, isso aí, mano. Vai lá, meu irmão. E aí, vamos falar da rota lá,
meu irmão. Aí, chegou na rota. Vamos, vamos trilhar aí esse esse tempo aí. Vamos embora >> de rota em busca dessa estrela aí. >> É, mano, a rota é rota embaçada, mano. Eu, particularmente aí eu sou fascinado pela rota. Eu gosto tanto daquele quartel lá que se eu pudesse eu morava lá dentro. É um período que eu morava mais lá dentro do que na minha casa, né? >> Os primeiros dias lá, como é que foi? Eu lembro a primeira, a primeira vez que eu fui lá levar minhas fichas, que eu entrei naquele naquele portão de
armas assim, mano. Barato é uma energia que sei lá, mano. Para mim eu nunca senti em Lugar nenhum no mundo, mano. Barato é louco, mano. A energia de você ver que é muita imponência aquele batalhão tem carregado de para mim boas energias, cara. Porque ali é o pensamento é único, pessoal tudo focado, mano. É combater o crime e é por isso que dá certo, cara. Então, cheguei lá, os primeiros dias quando fui transferido, aí você passa por um, primeira coisa, chegou lá, vai pra guarda, né, meu normal. Chegou lá, Guarda do quartel, já para você
ir conhecendo o pessoal, rotina do batalhão. Aí passa um período lá, um mês, dois mês, aí você vai pro estágio de adaptação operacional também uns 40 dias ali cheirando um gaizinho. Não, não pode cheirar gás, mentira. Joga umas bombas, à vezes estoura perto, o gás vem. Beleza. Enfim, faz um estágio para dar uma amolecida aí no na carne, né, mano? Para dar uma maciada, né? Depois desses 45 dias, aí ele vai começar a rodar todos os pelotões como estagiário, vai fazer uma uma série de serviços de observação como quinto homem na viatura, ele vai só
observar como que é o serviço e aí depois ele vai ser fixado num pelotão e aí ele vai começar a trabalhar aí ele vai começar a trabalhar eh efetivamente no no patrulhamento tático de rota. Aí ele já vai começar a abordar e vai pegando as manhas. E Assim, uma preocupação muito grande que a gente tem na rota é principalmente de transmitir o conhecimento para quem tá chegando. É transmitir o conhecimento eh de como identificar o o bandido, o agressor da sociedade, de como você saber atender bem a população de bem. É como você cumprir com
com bastante eh detalhamento se você conseguir cumprir com bastante Assiduidade qualquer revista que você faça. Então esse conhecimento ele tem que ser transmitido de maneira bem bem eficaz, tá ligado? E assim eu costumo dizer o quê? A não ser que o cara seja deslechado, tá ligado? Mas se a gente pega um estagiário que ele é um moleque que tem vontade, se esse moleque não vira abraçal, muitas vezes a culpa é nossa, que não soube transmitir o conhecimento. E isso a gente se preocupa bastante. Transmitir o conhecimento que não foi a gente que inventou também, que
veio lá de trás dos veteranos. A rota foi criada lá em 70 lá e até hoje é maior barato assim, ó. Essa passagem que eu tive lá no no presídio militar, tinha dois veteranos da década de 70 que foram de lá. E o barato de você conversar com os caras assim, ó, é que se você catasse os caras hoje e colocasse na viatura, o pensamento é o mesmo. A lógica, tá Ligado? >> Sim. >> Uma coisa ou outra é diferente, mas a lógica da do Trump é o mesmo. Os cara é plenamente. Você pode soltar
o cara na viatura que o cara tá, ó. 11 por 8. E é isso que tu falou, é é uma é importante, pô, o pioneiro, né, meu irmão, o antigão que tava lá do início, né, e que trabalhou para que tivesse esse pensamento, essa evolução dessa doutrina >> e em algum momento esse cara vai sair dali, pô. >> E aí quem chegou agora tem que honrar esse >> tem obrigação de honrar. É obrigação de honrar. >> E o polícia que já tem essa vontade, que era o teu caso lá. >> Sim. ter a oportunidade de
conversar com dois antigões desse aí, meu irmão. >> [ __ ] meu irmão, eu sempre eu sempre gostei assim, saía para patrulhar sempre Que eu tinha oportunidade antes de chegar na quando eu chegava na área de patrulhamento, um exemplo, vou patrulhar o DF hoje, tá? Nós não patrulha aqui, mas só para você entender, >> o Glauber, ele é veterano de rota aí, [ __ ] quem que mora aqui? [ __ ] o Glauber mora aqui, meu. Vamos passar lá na casa dele. Aí vinha com a viatura, passava lá, mano. Costa, troca uma ideia. E aí,
você tá bem? Eu vou falar, cara, é um barato tão louco, mano, que Você vê os caras se emociona. Então, assim, você vê o cara com 70 anos, beando uns 80, que o cara ele não consegue esquecer a rota, irmão. >> É. E aí você ir na ir na casa dele, [ __ ] já cheguei em casa de de veterano que o cara falou assim: "Os cara maior humildade, mano. O cara é uma sumidade na rota, professor de rota". O cara encostava, fala assim: "Ô chefe, o senhor me dá a honra de encostar o braço
na na zangada aqui só para sentir Energia dela. >> [ __ ] >> bagulho louco. Então assim, é, e eu sempre gostei de fazer isso. Sempre que eu tinha oportunidade, cheguei na área de patrulhamento. Qual que é o veterano que mora aqui? É o fulano. Vamos lá na casa dele, passa lá, toma um café com ele. Fala, ó, é aquele lá, né, mano? Thanks of service, né, mano? Obrigado pelos seus serviços, né, mano? E e [ __ ] meu irmão, dá um vazio no cara Quando sai, né? Sem dúvida. E esse momento aí tu preenche
esse vazio, ele pô, a família dele, [ __ ] né? Volta, vê ele de novo como cara de rota, o cara da rota ali. Porque bem justo, né, irmão? Porque quem fez o nome fala foi eu. Não foi, irmão. Peguei o bonde andando, irmão. >> Tu teu, tu é continuidade, né? >> Nós estamos dando continuidade. >> E assim, hoje tá entre as redes sois. Eu até falei outro dia assim, tá entre a Rede social hoje eu me sinto lisongeado, mas é uma [ __ ] de uma responsabilidade. Hoje o pessoal olha o Sentar na rota,
a trela a imagem tá ali, ó, [ __ ] responsabilidade, irmão, porque eu tenho que manter eh a postura, manter e carregar o nome de maneira íntegra para que eu não macule em nenhum momento, cara, o nome da rota. Sabe por quê, mano? Porque lá atrás, mano, tem tudo esses antigão esses veteranos que deram sangue, que perderam família, que Morreram, perderam a liberdade, às vezes perderam a carreira. O nome da rota tá onde tá, irmão. Então tenho que manter isso aí e levar com seriedade, né? É, irmão. E quando tu faz isso, meu irmão, é
é respeito, é gratidão. E e outra coisa, meu irmão, essa tradição não pode acabar, porque >> quem tiver a honra de chegar até o final lá, vai ficar antigão em casa com 70 anos também e vai sentir esse prazer, irmão, de ver, de chegar a barca ali na Tua casa. >> Exatamente. É isso aí. E eu falo pra molecada nova que tá chegando, falei: "Um dia passa >> vocês vão ser um antigo, então respeita o antigo. >> Um dia o antigo vai ser vocês. Quando eu for pra casa, passa passa lá em casa e passa
rápido o barato. >> E ali, meu irmão, você contagia a vizinhança, a família, tudo isso? >> Sim. Não, barato é. E eu falo para você, A rota é algo aqui, mano. Você vê que eu sou fã, né, mano? Eu >> não, cara. A rota, cara, a rota no Brasil, todo, em São Paulo, principalmente, né, tem muito respeito. E eu vejo como, pô, o São Paulo é o maior estado do país, né? Então, natural, a maior população, todo mundo venenela a rota, pô. Eu, mano, eu sou suspeito em falar, igual eu falei, não tem uma vez
assim Que eu tô na marginal, por exemplo, assim, andando com meu carro, passa um comboio de rota, mano, que eu não fico arrepiado, eu falo: "Caramba, isso aí, mano, vai lá, irmão." E aqu e aquela saída saída do comboio do batalhão? >> Ah, mano, aquela lá histórica também é marcante, né? Falo para você assim, é >> porque assim, se tu falou que arrepia [ __ ] na rua e aquela saída, >> eu tive até uma, eu tive até uma Discussão uma vez com o instrutor na escola de sargento, tá ligado? Porque chegou um cara lá
que ele trabalhava com a parte de manutenção de viaturas na polícia, trabalhava lá no centro administrativo. E aí ele chegou para dar uma para dar uma instrução de como economizar com peças e bi pá pá pá, enfim, até é uma instrução legal. Só que aí chegou no meio da instrução, meu, ele falou aqueles, como é que ele falou? Aqueles, Para mim, aqueles polícia da rota são tudo uns idiota que fica jogando a viatura para lá e para cá, comendo tudo, os pneus, desgastando freio. Aí eu não aguentei, né, meu, eu era aluno da escola de
sar, eu era aluno sargento, mas eu ó, a mãozona levantada, falei assim: "O senhor já trabalhou em na rota, na força tática?" Não, nunca trabalhei. O senhor trabalhou aonde? Não, o senhor já dirigiu viatura? É, algumas vezes eu falei, então eu acho Que antes da gente fazer qualquer tipo de comentário, a gente deve procurar a fundo saber o porquê que se faz aquilo para você entender e aí sim criticar, ver se tem sentido ou não. Aí ele, [ __ ] meu irmão, aí ele travou, mano. Aí ele colou as placas na hora, mano. Aí eu
expliquei para ele, eu falei assim, ó, eh, existe, existe, por exemplo, quando você tá no no patrulhamento, antes de sair pro patrulhamento, O fato de você jogar as viaturas para lá e para cá, você aquece os pneus, é, você verifica se tá tudo OK, a calibragem do pneu ali, ali é o momento que o motorista tá sentindo se o veículo tá 100%. Por quê? Eh, e é na saída ali do batalhão, logo no começo que acontece, ele tá sentindo se a viatura tá 100%. Já foi feita uma pré-revisão, uma uma ele coloca todo o serviço,
o motorista vai Lá, lava a viatura dele, coloca no elevador, a gente tem um uma parte de manutenção lá, ele mesmo faz uma manutenção primitiva, mas foi ali, deu uma encostada, só que ele vai sentir ali, ali é o teste prático de fato, se a viatura está em condições de atender o cidadão. Por quê? Quando a gente for, quando a gente for ir para uma ocorrência, meu, você não quer estar lá com a sua família aqui, ó, e cair a roda da viatura, mano. >> Cair a roda do viatura e a viatura capotar em cima
do carro da sua família. Então ali tá sendo feito alguns testes pelo motorista que é para falar, ó, tá 100%, bora, bora caçar, mano. E tá entendendo? E além de ficar bonito, né, mano? Quer te falar, é por isso, é por isso também, né? A questão dos testes, >> é por isso também, para ser um teste. >> E aí virou algo. Então, mas o que eu tô falando é a lógica do Essa é a lógica do porque é feito, tá ligado? Só que virou Algo tradicional porque é bonito. Vamos dizer folclórico. [ __ ] ficou
ficou lendário, meu. [ __ ] a rota quando sai, sai rabeando as viaturas, sai, sai chicoteando com as viaturas, [ __ ] Então, meu, e só que aí já se aproveita para fazer os dois. >> Sim. >> Entendeu? >> É. E tem todo o efeito psicológico. >> O efeito psicológico. Exatamente. [ __ ] você tá encostando atrás de um carro Roubado, quando você vem chicoteando com a viatura, meu farolzão, pá. Sirene ligada, meu. O ladrão que tá dentro assim, ó. Desespero, mano. Cria, mano. O cara fala, mano, melhor eu parar, mano. >> É. >> Então
assim, você >> e mostra também a habilidade do polícia, né? Você mostra, você mostra de fato que tá caçando, mano. E isso até para de repente, é o que você falou, entra naqueles fatores lá do ladrão, ele tá Trocando tiro, ele não vai, ele vai perder precisão, por exemplo, no disparo dele. De repente não vai tirar um disparo letal porque o pavor, o pânico começa a dominar ele. Então, muito bom. E isso já é desde quando, cara? Tu sabe dizer viatura? >> É prim você catar os vídeos, você catar os vídeos preto e branco, os
cara tá fazendo zerinho no pátio, tal. Os cara era mais maluco, colocava viatura em Duas rodas, pô. Os vídeos das antigas preto e branco ficava em duas rodas as viatura assim, meu. Muito louco. >> Então isso aí é tradição antiga já. >> E vai passando essa tradição para outros estados, arrotando, fazenda. >> Sim, exatamente. Aí não tem jeito, né, cara? Eu falo para você. E aí o pessoal acaba as outros estados aí, igual eu falei, tem é até para nós é um orgulho aí tem uma rapaziada aí que Vem muitas vezes faz o curso com
a gente, leva um pouquinho do conhecimento nosso, traz um pouco do deles, porque igual eu falei, curso é troca de de conhecimentos, né, mano? Quem tá instruindo o curso aprende também. Tem, sabe, eu sou o suprassumo, eu sei tudo. Não, ninguém sabe tudo. Na realidade, quem acha que chegou ao seu limite de conhecimento, meu, na moral, tá [ __ ] >> É, >> meu ponto de vista é a gente sempre tem Algo a mais a aprender, né, meu? E geralmente quando você ministra um curso, um barato, você e o pessoal traz bastante essa troca de
conhecimento. É, é da hora. E maior orgulho, né, mano? Rotan. Tô vendo ali até, tô vendo ali a bandeira da Rotan ali. >> É isso. >> Gosto para caramba dos caras da Rotan. Gente, depois que voltou o curso de patrulhamento tático e ações especiais de polícia, que é lá na unidade do Batalhão Autobias de Aguiar, a gente tem tido mais contato com o pessoal da ROTAN e de outras unidades aí também do que executam o patrulhamento tático do do Brasil inteiro. Então, meu, pessoal, nota 1000 e o pessoal sempre representando aí, meu, sempre indo para
as cabeças, correndo atrás do vagabundo e colocando ele no devido lugar dele. É, meu irmão, e e essa essa esse patrulhamento, meu irmão, esse patrulhamento tático forte em qualquer Cidade é bem-vindo demais, pô. Então, essa doutrina, imagina toda cidade com essa mentalidade de de rota de rotã, a ideologia ali, entendeu? >> Concordo. Concordo, >> [ __ ] Porque meu irmão, é essa dos caras, meu irmão, olhar, meu irmão, ficar [ __ ] meu irmão, fazendo a fotografia, [ __ ] a técnica do faturamento. >> O vagabundo ele tem que temer algo, mano. O vagabundo ele
tem que temer. Ele Tem que falar: "Meu, eu tenho um freio cima. Se eu vacilar alguém vai me freiar, irmão." Entendeu? E o vagabundo tem que ter esse freio. Não adianta falar: "Ah, meu, mas ai fulano de tal da imprensa não gosta que a polícia é muito". Não, não é agressiva, irmão. Ela só corresponde à altura, mano. A vagabundo é agressivo. Vag o marginal ele ele é sem limite. Então, pera aí, mano. Tem um cara para cuidar do você aí. Tem um time ali, se Vira com aquela galera ali, mano, já que você é o
bicho. É isso, irmão. Meu parceiro, tu falou do do momento que tu chegou ali no batalhão, falamos dessa dessa saída aí do das viaturas e tu contou pra gente também ali como que como que é a chegada, né? Guarda, quinto homem ali e tal. >> E aí quando tu é incorporado mesmo o teu estádio, teve alguma coisa no teu estádio? Já teve alguma ocorrência no no estádio? É, >> no estágio não. >> Bou etapa ali e depois já >> marquei pá depois que depois aí fui fui agraciado, conquistei meu braçal, aí começamos a patrulhar. De
fato aí que você começa eh a evoluir no patrulhamento. Eu costumo dizer que um policial de rota para ele ser formado 100%, é uma média ali de uns 5 anos para ele tá pronto mesmo, preparado, que os cara achava, pegou o braçal, já era. É polícia de Rota. Não, mano. Não, tudo bem. >> Vamos no, pelo amor de Deus. >> É, mas não tá pronto. Ele tá >> Ele é polícia, mas ele tá amadurecendo. Exatamente. >> Continua informação. >> É, tá informação, irmão. >> É [ __ ] eu falar essas porras, ó. Tô falando licença
poética aqui, tá? Porque eu não fui lá, então também eu não posso falar. Você pode. >> Mas eu quero dizer o seguinte, todo Colega que chega aqui, cara, fez o Coesp, aí ele fala: "Meu irmão, o COESP >> é o começo. >> É só o começo, irmão. É isso aí, >> meu irmão. A caveira mesmo vai vir >> ao longo dos anos. É isso aí. Assim, [ __ ] >> pelo menos uns tr anos ali, tu já citou cinco, uns tr anos pro cara tá, meu irmão, realmente caveirado. >> Tá pleno, mano. Ó, polícia de
rota. O que que é o cara que sabe resolver a Situação, sabe entrar em qualquer lugar, sabe sair, tá entendendo? Porque você tem que saber. Muitas vezes você vai, [ __ ] mano, tipo assim, você vai se embrenhar lá no meio de uma de uma favela lá daqui a pouco. Ô, mano, desesperado, pelo amor de Deus, me tira daqui. Não, mano, você tem que saber sair também. Sabe que saber entrar e saber sair, irmão. Entendeu? Então assim, pro cara tá pleno assim, falar: "Mano, esse aqui já era, tá pela ordem, Tá voando, mano". Então é
ali uns cinco aninhos. Tem cara que amadurece mais rápido, uns três aninhos já tá pela ordem. Ah, absurdo. Tá falando. É, é isso mesmo. Se der tiro no polícia vai tomar. Teve uma ocorrência de existência que marginal troquei tiro. Um fato curioso, tá? Tinha trocado tiro com o moleque, trombeu com moleque. Moleque pinote os [ __ ] Tava roubando um carro. Trombamos com ele, ele pinote Pelo rio. Caramba. Aí quando ele caiu no, ele caiu no rio, dei a volta quando eu circulei meu, trombei com ele. Aí ele tira em mim, eu tiro nele no
meio do becos. Caramba. Aí quando eu saí, uma cena curiosa, mano, foi na hora que a mãe dele, na hora que eu saí do lado de fora assim da comunidade, a mãe dele tava tava gritando assim, cantando, tipo cantando. Não sei se já viu aquela música, nem sei que é um rap que fala Assim: Deus cria, rota mata, né? Já viu? É, não, não. >> Então tem um >> é rádio, >> tem um rapper que é acho que é fácil da morte o grupo aí e a mãe dele tava gritando: "Nós cria a rota mata".
Eu lembro que isso aí marcou nessa cena, porque eu falei: "Caramba, mano, [ __ ] por isso que teu filho tá trocando tiro, tá dando tiro no polícia, mano. Porque, ó, o exemplo de mãe >> é >> a mãe tá do lado de fora lá do apareceu lá do nada, não sei como, não sei se comparça que estava junto na cena avisou, apareceu no local lá, o moleque tinha acabado de dar tiro em mim, tomou tiro, graças a Deus eu saí bem, mas aí ele, o moleque veio e a mãe dele gritando, cantando lá fora
assim: "É isso mesmo, nós cria." Só que aí ela em vez de falar Deus cria, ela falava: "Nós cria e a rota mata". Eu falei: "Caralho, Mano, olha só que cena, mano." Então, isso aí é um barato que marcou, cara, principalmente pelo fato do desleixo dessa mãe aqui. Eu acho ela, eu acho que ela não pode reclamar, né? Que se ela tem um discurso desse, ela que levou o filho dela a essa situação, esse tipo de situação, né, irmão? >> Pois é, irmão. Esses detalhes, cara, eu sempre valorizo muito esses detalhes aqui no podcast, porque
assim, a notícia de jornal é fria, né? >> Sim. Pô, um auto de resistência, a polícia ali neutralizou o cara e tal. Mas o contexto, meu irmão, o que o polícia vê naquele cenário quando ele chega ali naquela situação, né? Então tu vê aí, [ __ ] o não é só [ __ ] mais um cara que foi, tu vê tu vê a situação da mãe, tu vê tu o ambiente da comunidade. >> Então a atividade policial é muito além do que só o resultado. >> É só tem muita coisa por trás aí que muitas
vezes as pessoas acham que o Polícia ele fala: "Mano, o polícia é um sanguinário e que não ensandecido, que nunca consegue incansável, né, meu? O cara, a vontade dele é matar, matar. E mas na realidade não é isso aí, né, meu? O polícia ele tem sentimento. Eu costumo dizer que meu termômetro é assim, cara. Eu tive uma ocorrência, por exemplo, quando eu vejo uma vítima, uma vítima que é baleada, que é morta ou que sofre uma agressão do Marginal, eu sofro, mano. Fico triste, me chateio. Aquilo lá me, aquilo lá me incomoda, tá ligado? Então
eu vejo que eu estou no meu estado pleno de ser humano. Eu sou um ser humano. Aí, mas quando o marginal atira em mim e eu tenho que revidar para me defender, ele morre. Eu vou falar para você no outro dia, para mim não, minha vida, vida normal, mano. Não penso nem um segundo nesse cara, mano. Verdade mesmo. Não é isso? Eu não encaro como ruindade. Eu eu Não penso um mais nem um segundo nele. Agora, igual eu falei, teve situação de eu ver uma vítima que o marginal tentou sequestrar ela, valiou ela, deu dois
tiros na cabeça da menina, a menina nova, 24 anos, tava para casar, arquiteta na época. Eu que socorri ela. Eu vi o desespero no olhar dela na hora que eu peguei. Eu vi. Isso aí ficou na minha cabeça, essa imagem dela assim do desespero dela ficou uns três meses na minha cabeça. Sonhava com com a cena, tá Ligado? Porque isso sim é isso sim incomoda a gente eh desconforta o coração nosso aí na época. Eu, [ __ ] mano. [ __ ] mano, nova, mano. Tudo pela frente aí morreu na mão do vagabundo, mano. Esses
barata aí é meu irmão. Isso isso aí é o sentimento do polícia de não querer injustiça, né, irmão? Então, tipo assim, [ __ ] a injustiça, meu irmão, vai te deixar o polícia [ __ ] Queria ter evitado aquilo ali, né, meu irmão. >> Exatamente. >> E e é a vítima. Agora o cara, meu irmão, ele escolheu aquele dele >> e ele tentou tirar tua vida. >> Exato. Então, >> ó, fi, quiser, vem, se entrega, vem de pé. Tá aqui, ó. Jogar ele e já era. Beleza, mano. Agora vim dar tira, irmão. Pode esperar que
vai tomar também, mano. É pouca ideia, mano. Tem essa, mano. E nós treina para isso, igual eu falei lá atrás, mano. Treina justamente para Isso, para não morrer, mano. >> Ele escolhe esse velho em pé ou deitado. >> Ele que escolhe. Ah, absurdo. Tá falando. É, é isso mesmo. Se der tiro no polícia, vai tomar. Só que a diferença é que o polícia treina. Polícia tá tranquilão ali, não tá no desespero e vai dar encaixada os tiros para neutralizar. Então não adianta chorar depois não, mano. Não quer tomar tiro do polícia, se entrega e já
era. Certo. >> Primeiro não faz merda, >> não faz a merda. Primeiro não faz o crime. Evita que é difícil, né, meu? A molecada hoje em dia com essa glamoralização aí que eu falo tem para caramba esses sei lá, né, mano? Você pode falar, mas f que MC aí os cara aqui, ó, na televisão os caras são uma coisa. >> Na televisão o cara é musiquinha bonitinha, é romântica. Aí quando ele vai pro fluxo meu, ele bota fogo na Molecada, mano, e tá com a gasolina. Bota fogo que eu falo, incentiva o moleque roubar, matar,
incentiva a matar polícia, que no show desses caras é o que tem. Você quer só catar umas imagens aí mais mais fechada aí, mas que vai na televisão, vai lá no programa de domingo lá, o cara aparece cantando música romântica, uns funzinhos leve, mas o funk do fluxo mesmo é botando terror na cabeça da molecada, incendiando, inflamando essa Molecada, né, mano? Então e pô, e nisso aí, né, cara, o cara tem o brasileiro, me brasileiro é um povo trabalhador, aguerrido, com dificuldade. Dá para fazer funk, dá para fazer rap para [ __ ] [ __
] na minha época eu ouvi os funk lá, era só romance, só conquistar a gatinha e agora é só, meu irmão, vagabundagem. O funk hoje virou ferramenta do crime organizado. Eu falo isso aí, os cara quer dar pulo. É ferramenta do crime organizado. Hoje o funk ele capta clientes para ele. Eu bordei um moleque outro dia. O moleque foi no fluxo, foi a primeira vez que ele usou droga. Bordei o moleque, o moleque usuário de droga. Perguntei quanto que você usa de droga por dia? Ele falou: "Ah, eu cheiro uns dois, três pino por dia."
Falei: "Quanto você ganha por dia?" Ele R$ 50. E tava tudo sujo de tinta, tá ligado? pintou o moleque. Falei: "Para com essa [ __ ] aí, mano." Ele ol ele olhou com desespero para mim, Falou: "Senhor, eu não consigo". O moleque foi no fluxo, conheceu a droga e virou escravo do traficante. Metade do salário dele todo dia ele entrega pro traficante, tá entendendo? Então, meu, ali o fluxo ali, o funk virou um modo de atração para quando chegar lá para vai lá dá pra molecada, experimentou, viciou, já era, mano. Virou escravo do cara, mano.
É o modo de captar. Então, hoje por isso que tem uns investimentos alto para [ __ ] E você vê que tem uns Canal aí que eu não vou falar nome, mas que explode, que aí é um dos maior canal de visualização. Porque explode essa [ __ ] Porque neg injetando dinheiro, fazendo um bagulho profissional em cima. para captar, mano. Então, hoje virou um mecanismo do crime organizado. Eu falo com certeza. Tô, pô, irmão. Eh, e nessa aí, né, cara, o moleque quando é novo é inconsequente. >> Inconsequente. Vai, >> tudo é festa que tira
a onda. A molecada Lá, quer tirar onde? >> As meninas vai lá, vai ser vira objeto. Tanto femino, tanta feminista que eu vejo que não defende, mano. [ __ ] vai defender a menina que tá lá de 13 anos, mano, que tá engravidando lá no fluxo, pô. Vai defender, já que é feminista, quer defender a mulher, é a a a mulher não ser um objeto na mão. [ __ ] mano, no f no fluxo lá chamado de cadela, de não sei o que lá e pá. Vai lá defender, pô, as feministas. Mas não vai, mano,
Que é só feminista pro pra rede social, né, mano? Para falar bonito na rede social. Mas >> só para hypar. >> Para hypar. Exatamente. Ah, que que tá na moda? Qual que é a tag? Ah, vou falar essa agora e já era. Ah, entendeu, mano? Assim, de fato, mesmo preocupado com a sociedade, é só quem tá com o pé na poeira, irmão. Fluxo lá em São Paulo é o quê? O Byum >> tá. Eu Não sei lá lá no Rio como é que chama. >> Cada lugar tem é pancadão. >> É o funk. Não é
o funk mesmo. É o bairro funk. Eu acho. Não é mano Valter. >> É isso aí, pô. >> É o que que é mano Valter? É baile mesmo. >> É baile. É baile, baile. >> É aqui o o fluxo é onde são as grandes reuniões que são que são orquestradas através de rede social, tal, para que >> são organizadas através de de rede Social e lá maioria, molecada jovem, adolescente, os carambas se encontram para curtir o funk, né? É o fluxo, os chamados fluxo aqui, meu irmão. E ah, [ __ ] o a festa cultural,
meu irmão, não tem essa parada de festa cultural porque ali dentro tem arma ilegal, tem droga e acabou, [ __ ] Não tem como. >> E a polícia não pode entrar. >> É, pô. >> [ __ ] mano. Pega qualquer festa Cultural, festa do milho, um exemplo, tá? Agora em junho, a polícia entra. Tranquilo, irmão. >> Exato. É >> tranquilo. É cultural. Beleza. >> Sim. Agora você vai nessa festa cultural, a polícia não pode entrar. >> Sim, pô. >> Proibida. Inclusive tem alguns lugares aí que eu não vou ficar dando nome aos estados para não
expor diretamente, porque senão eu vou expor claramente que Eu gosto, que eu não gosto. Mas [ __ ] tem uns governantes que proíbe a viatura. Fala, você vai ficar em torno fazendo a segurança e os caras lá dentro armado, dando rajada pro outos. Caramba. E o polícia não pode sair daqui em volta. Você vai ficar só em volta da festa vendo a desgraceira, a droga comendo solta. Arme legal, nego com moto, carro roubada, zoando, tacando fogo em moto em carro lá dentro que é tudo roubado. E beleza, tá tudo certo. A Festa dos bandidos, a
polícia fica tomando conta em volta. E o músico, [ __ ] Ah, eu tô, é só é só arte o show, meu irmão. Tu vai numa festa que tu sabe que quem tá te pagando é o tráfico. >> Exatamente. >> E tu vai ficar ali, meu irmão, e você mesmo cantando. Então, tá todo mundo junto nessa [ __ ] aí. >> Eu falo virou. E ah, dizer que ah, meu irmão, é a cultura da comunidade. Pô, meu irmão, a cultura da comunidade é o Seu João, a dona Maria que trabalha para [ __ ] às
5 horas da manhã, chega 10 horas, cria os filhos, cria os netos, >> entendeu? Constrói a casa, meu irmão. Minha família ficou 20 anos para construir a casa, pô. E isso é a realidade do brasileiro, pô. para conseguir, meu irmão, mudar a próxima geração. Pô, meu avô trabalhou para caramba, melhorou um pouquinho no meu pai, chegou em mim, que vai chegar no meu filho. >> Era isso. >> E aí, meu irmão, demora quatro gerações agora. Esse é o brasileiro. >> Esse é o brasileiro, é o trabalhador. Isso sim, exatamente. Concordo plenamente com você. Mas infelizmente
hoje virou bonito ser ladrão. Ser ladrão é bonito. >> É p >> tem. Já vi moleque otário que eu falo que é emocionado que se veste igual bandido. Age igual bandido, mas você vai Trocar ideia, ele não é bandido, mas para pegar as mulher, para pegar as meninas, porque virou bonito ser bandido. >> Cha bota. Se ele tiver diferente não chama atenção, porque criou-se um padrão através desses cara aí, desses clipe, desse dos clipes do funk, desse mundo, que o bonito é seu o ladrão, seu embaçadão, seu que apavora também evoluindo, irmão. Já tem os
caras também que estão se vestindo igual polícia >> para aparecer o polícia para tirar onda. Importante. Polícia, polícia important. >> Tem, tem o como é que é, mano? Val, fala os nomes aí, mano. Valícia. O amigo Lícia Bomícia, >> o sacolícia lá no Rio teve o sacolícia, meu irmão. Trabalhava no sacolão. Sacolão é o lugar que vende frutas, não sei como é que é, em São Paulo também. >> E aí o cara fez um distintivo lá, meu irmão, e era o sacolícia. >> Aí sim, mano. Val, >> não. Aí, [ __ ] >> E assim,
tá errado do mesmo jeito, né? Mas pelo menos >> não ripa, não rpa igual, irmão. Mas >> pelo menos os heróis são de verdade, pô. >> É isso aí, irmão. É isso aí. Mas eu acredito muito aí da gente conseguir reverter isso aí também da mesma maneira que você tá falando, cara. >> A gente tem que >> só que tem que chegar, né, mano, nas Crianças, nos baratos. A gente vai virar esse. Eu acredito que essa pirâmide vai ser virada de novo aí na >> não, tá virando aos poucos. Fala, mano. Volta. >> Primeiramente pedir
pra galera deixar o like aí pra gente que ajuda muito. Vou ler aqui um super chat. Posso? >> Tô sendo cobrado, hein? >> Segundamente, por favor. O Ian Márcio, nosso parceiro, membro do canal, mandou aqui: "Pergunto, sargento Se ele já patrulhou, patrulhou com o Recom, que foi na rota buscar conhecimento para fundar o batalhão de rondas especiais e controle de multidão." >> Correcom. >> Isso >> não, não cheguei patrulhar não. >> Correcom não, mas o pessoal do curso, eu tive contato com alguns lá assim já do Recom, mas patrulhar com eles não não cheguei a
patrulhar não, mano. >> Lá no Rio por muito tempo, né? >> Um abraço. Como é que é o nome dele? Ian. >> Ian. Márcio. >> Valeu, Ian. Um abraço, irmão. O Recom é novo, é um batalhão novo lá, né, cara? Lá no Eu acho que o Amorin teve aqui >> muito novo >> o E não e teve uns cara, eu lembro do teve uns dois ou três que tiveram lá com nós na base lá que bancaram o curso do moleque foi pela ordem, viu, mano. Isso >> eu lembro, eu lembro sim, pô. Então é um
batalhão que eu acho que lá no Rio é de 2016, 17 por aí. E eu tenho visto muito comentário aí da do pessoal lá do Rio, a sociedade falando que o Recom tá trabalhando, trabalhando firme e é isso. Tem que botar força pros caras. O patrulamento, meu irmão, vai vai fortalecer a aqueles crimes ali na rua, que é o que mais sufoca a sociedade. Por isso que eu dou maior valor para paturamento, qualquer polícia mais dando Destaque, meu irmão, é o ladrão que vai entrar no ônibus que vai rodar no patrulhamento. É isso aí. >>
O ladrão que vai entrar no comércio, que vai pegar você ali na rua, tomando teu celular, vai rodar no patrulamento. Então, >> é o é o polícia que tá passando atento lá no patrul que vai catar, né? Ele que vai pegar ele no fragante, vai catar ele, então tem que fortalecer o patrulhamento. >> Fala, mano. Volta certeza. Observação Recon. Os caras fazem patrulhamento. Sou de São Gonçalo, né? É bem ostensivo assim. Os caras com olhar de psico mesmo que, meu irmão, tu passa assim, os cara olha para você. >> É isso aí, mano. Apresentado. Um
abraço pra rapaziada do Recon aí, pô. >> [ __ ] falando em olhar de psico, vou jogar essa aqui pro Nant, meu irmão. O que que é o olhar de psico, irmão? Olha aqui, por favor. Olha aí. Eu não sei, Ô me irmão, você tem colocar bola aí só vão dar risada. Mas é o seguinte, >> tem uns baratos, por exemplo, os cara pede às vezes, ô mano, faz aquele se apruma jão. Eu não sei fazer normal, eu sei lá, mano. É na hora que o cara, o maluco tá levando uma que a gente vai
para cima, tá ligado? >> Aí um olhar de psico, tá ligado? Isso aí rodou com rodou na internet também. Os caras começaram meteram aquela canção lá, olhar de psico, ladrão logo tremer, Tá ligado? A canção militar. E aí colocaram aí um vídeo todo dia, aí tinha um tinha um pessoal comentando na internet sobre sobre o olhar de psica, aí acabou ficando a frase, mas sei lá, o olhar de psica, ele sai na hora mesmo do embate, mano. Na hora que que o vagabundo começa a forgar, eu acho que eu acho que esse olhar mais aproximado,
né, irmão? >> Tá vendo aqui, ó? O nome desse rapaz é João, mais conhecido como João também. >> É João, >> hein? É o João aqui. Não tem cara de quem merece um enquadro para olhar de psico. Olha para ele ali agora bem aqui na frente da câmera lá ó. >> E João, hein, mano? Aí sim, meu irmão. Quando a gente tem moral com convidado, a gente consegue com jeitinho a gente consegue. Marido dela, policial tava no bico. Molecada dois menor foi lá e matou ele no bico. Aí ela pá, criou aquela fixação De de
achar esses molequ e queria matar os moleques. Ela matou meu marido. Quero quero me vingar, quero eles mortos. E aí passou, manando. Falando em morte, aí eu vou falar para você, mano. Perdi a conta, hein, mano, de polícia que a gente polícia que a gente começou a carreira aí, que irmão de farda que foi embora, hein, mano. É crítico, hein? Não sei mais contar quantos. >> E em confronto de tudo, >> em confronto de folga, não, tudo, mano. Ó, para você, eu não começou ser, lembra que eu falei lá no início tinha vários polícias que
trabalhava comigo que morreram. Um morreu, dois morreram, um morreu no bico, o outro tava no posto de gasolina, por exemplo. Os caras vieram roubar, mataram, aí o outro morreu de doença, outro morreu de trapo. E assim, vem, perde as contas, hein, mano. É uma profissão doída, hein, mano. Eu já falei outro dia, eu falei assim que não tem nenhuma profissão que você perde tantos amigos no decorrer da sua carreira como a polícia. Eu acredito que não tem nenhuma outra profissão que você perde amigos, pessoas próximas assim que você fala: "Caramba, mano, de catar o celular
assim, um monte de número vazio, fala: "Puta, esse cara aqui eu vou ligar nunca mais vai me atender, mano. Esse irmãozão aqui, ó. [ __ ] tá ligado? E pô, E o vazi, o vazi que deixa, né, meu irmão? Como >> e tu, e tu, tu, tu sabe assim, pô, meu irmão, podia ser eu e quando que vai ser eu, porque eu tô na mesmo. >> É isso aí. É isso aí. Todo dia, mano, você fica olhando assim, você caramba, mano. Eu falei uma vez isso aí numa escola para um monte de criança. Falei assim,
ó, sabe por que que toda vez que a gente se encontra a gente se beija e se abraça, a gente se abraça e dá um Beijo, um polícia e tal. A molecada, é, credo, pá. Falei: "Não, porque a gente não sabe qual que é a última vez que a gente vai se ver." Que acontece, mano? Nós tá aqui, pá, tá almoçando junto aqui, ó. Daqui a pouco sai pra rua nós dois aqui. Daqui a pouco você tromba o bicho aí, mano. Deu errado, mano. Já era. Ou vice-versa. Eu trombo o bicho e não volto mais,
mano. Aí eu falei isso aí pr as crianças, gerou um impacto, foi da hora. Falei: "Vocês tm que se abraçar, se cumprimentar, se beijar na escola". Eu falei: "Isso aí pra molecada. A molecada no dia. Credo, pá, zoeira. Aquela molecadinha de 9, 10 anos >> inicialmente, né? Aí quando tu manda, manda mensagem. >> Aí quando eu expliquei isso aí, o porquê a gente nunca mais sabe quando a gente vai se ver de novo, tal. Pode ser que não vai se ver nunca mais. Passou uns seis meses na formatura, eu vi que a Molecada tava fazendo
isso, cara. Eu fiquei maior orgulhoso. Eu falei: "Caralho, mano, eles escutaram, mano. A gente não tem noção do poder da palavra nossa para essa molecada, não." >> Sim. E essa molecada é é um caminho natural da adolescência, não querer dar beijo em pai, em mãe, ter vergonha. E aí também pode acontecer isso, irmão. Então, né? >> É, é a hora de explicar para essa molecada, principalmente dentro de um Monte de doença embaçada que tá tendo aí, pessoa morre assim, né, mano? ultimamente aí pandemia, não sei o que lá, gripe não sei da onde. Então pra
molecada entender isso é importante, que muitas vezes falta a gente explicar, alguém chegar e explicar o porquê. [ __ ] o o polícia tem muito a ensenar, cara. O polícia, tudo que ele passa na rua, tudo que ele vê, meu irmão, na rua, >> é >> polícia l com a pior parte da sociedade, pô. >> Com a pior parte e os piores acontecimentos. Exato. E os piores acontecimentos. >> Exato, irmão. Muito se fala em quando é um policial sendo entrevistado, né, em podcast, querem muito saber de, como se falou, negócio de ocorrência, auto de resistência
ali, [ __ ] e tal. Só que o trabalho policial ele ele na tua Essência não é isso, meu irmão. Acontece isso, acontece com >> natural. Mas assim, o trabalho policial tem várias emoções, tem várias vivências, vários aprendizados ali. >> Sim. É, queria, pô, pegar, ter a oportunidade, você tando aqui, para passar pra gente também situações de de rua, de, pô, de prisão, de dar uma ideia no ladrão e tu vê que o cara se endireitou. Coisas positivas também, né, cara? Não só essa questão do [ __ ] matar, matar, matar. Vou falar nessa parte
da das crianças aí, como eu comecei com um convite que tivemos, é a primeira vez que eu fui, né, mas já tivemos outros trabalhos depois. Primeiro contato com as crianças foi uma professora que teve uma ideia. Essa professora é Patrícia. Patrícia Cunha, o nome dela, marido dela, policial, tava no bico, molecada dois menor foi lá e matou ele no bico. Aí ela pá, criou aquela fixação De de achar esses molequ e queria matar os moleques. Ela matou meu marido, quero quero me vingar, quero eles mortos. E aí passou os anos, ela não conseguiu localizá-los. Aí
ela teve uma ideia, ela é professora, falou assim: "Porra, mano, em vez de eu querer a morte deles, eu vou é mudar o destino deles, vou começar a agir nas crianças para que elas não sejam captadas pelo crime." E aí ela teve a ideia de levar viaturas. Quando cheguei lá na escola, Eh, a primeira vez, o primeiro contato, eu lembro que as crianças correram pro canto da sala e gritando, desesperada, medo, mano, que a gente chegou fardado, apavorada, mano. Pavor mesmo. Você via nas crianças. Aí fui, tr, [ __ ] mano. Aí eu olhei aquela
sala de lata, lembrei quando era moleque, né? [ __ ] estudava escola, sala de lata, latão, tá ligado? Todo rebitada as latas. Ah, não, vou trocar uma ideia com esses moleques. Aí comecei Trocar uma ideia de leve, explicar para eles como funcionava, que a polícia não era inimigo, muito pelo contrário. E conforme eu ia conversando com eles, a senhora chegava e me explicava: "Ó, isso aí teve pai morto pelo pelos traficantes. Aí, pá, pá, tava falando com outro, pegava um outro no colo. Isso aí o tio morreu na mão da polícia. Isso aí viu não
sei o quê. A menina, paz, esse aqui já usa droga, molequinho de 9 anos. Triste. Cenário triste. Aí eu comecei a conversar com eles, explicar. [ __ ] mano, você não tem que não é porque você mora na quebrada que você tem que andar igual vagabundo, você tem que se vestir igual vagabundo. Fui explicando e conforme eu fui explicando eles conforme eu fui explicando para eles, eles algumas informações que eu ia levando, eu via que eles estavam desdenhando, outras nem tanto, eles ficavam atentos. E aí no dia eu falo para você, eu saí, eu saí
descrente, assim, desacreditada. Eu falei: "É, mano, tem chance." Falei pr os polícias na viatura. Falei: "A gente trocou maior ideia com a molecada, mas eu não acredito muito nesse trabalho não, porque querendo ou não, molecada é jogando português claro aqui, mano. Miniatura de mando, mano. Não, no meu ponto de vista, tá? Meu ponto de vista medíocre no primeiro contato que eu tive. Mini bandido já se veste igual Bandido, se porta igual bandido, já tá usando, já era, mano. Já tá perdida essa molecada. E aí voltei lá durante o período de se meses, voltei mais umas
duas, três vezes lá, trocamos ideia com os moleque, fui percebendo a evolução, só que aí fiquei uns dois, três meses sem ir depois e ela sem toda semana ela levava uma modalidade de policiamento lá, ambiental, um bombeiro, pá pá pá pá. Seis meses depois na formatura, irmão, Quando eu fui lá eu desacreditei, irmão. Eu não reconhecia as crianças, >> car. A molecada tinha mudado o jeito de se portar, o jeito de se vestir, o jeito de um tratar o outro, tá ligado? Que eu falei que tinha que ter carinha um abraçando o outro. >> Aí
eu olhei aquilo, mano, eu falei: "Caralho, mano, o segredo tá aí, mano. É nós levar bom exemplo pra molecada, mano. A gente precisa levar bom exemplo para essas crianças. Porque sabe qual Que é a referência dela, meu? A única referência desse moleque, mano. Muitas vezes o pai tá preso, a mãe tá trabalhando desesperada para levar um prato de comida para dentro de casa. E ele tá na rua solto na mão de quem, irmão? Na mão do bandido, do traficante. Esse é a realidade dele, irmão. Ele não enxerga outra coisa. Quem que é o cara na
comunidade que que pá, que tem as correntonas, que tem um carrão, que tem as minas, que anda com os panos da hora. Esse é o espelho dele. E a partir do momento que a gente começa a levar outro sentido de vida para esses moleques, mano, falou: "Mano, dá para dá para vencer também, mas é pelo outro lado e pelo certo. A gente começar a levar os bons exemplos e trazer essa molecada para nós, irmão, aí você vai ver que eles querem. O bagulho é louco, mano." >> E como tu falou, né, meu irmão, no início
ali, tu falou: "Pô, com todo Respeito, a sensação ali é que o >> É, minha sensação era essa. Eu desacreditei no >> filote de de vagabundade, meu irmão. E assim, produto do meio, né? Cara, produto do meio. >> Produto do meio. >> E se, pô, se esse moleque não tiver referência, se não tiver, pô, calma aí. Entendeu? Não é por aí. Esse caminho aqui eu vou vou me arruinar, assim como meu pai foi também, >> começar a mostrar a realidade, mano. É isso. >> Então, assim, meu irmão, eh, e nessa mensagem aí, meu irmão, tem
muita coisa envolvida aí. tem o lado humano do polícia, o profissionalismo do polícia, o polícia tem muitas dores que ele vê que o polícia absorve tudo da sociedade, meu irmão. >> E quando e quando você tem uma experiência dessa, cara, isso vale muito mais do que tu chegar e falar: "Porra, Matei três vagabundos. >> É isso aí. >> Quebrei três." Sabe por qu, irmão? Essas crianças aí, de repente você tirou 10 moleque do crime. >> É isso. >> E é menos 10 tocando tiro com a gente. >> Que seja um, irmão. Seja um, mano. Já
vai mudamos o destino de um moleque que esse moleque, >> [ __ ] mano. Mas eu acredito que é muito mais eficaz. Eu vi isso aí. >> Tu tirou esse moleque do crime que não vai apavorar a sociedade, >> não vai dar tiro na gente e você, entendeu, >> vai ser um cidadão de bem lá na frente, né? O polícia quer e assim por outro lado também, [ __ ] o polícia não pode também ficar se acovardando a ponto de de ter vergonha que ele, [ __ ] neutralizou um vagabundo ou que ele prendeu o
cara. É o que querem, né? >> Sim, sim. É o que quer. >> Mas assim, meu irmão, o que dá mais honra pro polícia, que deixa a polícia mais alegre, é isso aí, pô. >> É isso. Eu falo. Fala polícia queria tá trocando tiro. Não, man, queria viver igual a polícia do Japão lá, irmão, que não tem nem arma, irmão. Ó, Pito, atravessou a rua. Toma multa, jogou papel de bala no chão. [ __ ] mano. Sabe por quê? Porque se Ah, mano, pera aí. Mas irmão, o ser humano não foi feito pra guerra. Nós
tá aí para combater ela. Nós estamos aqui para combater ela. Nós não vamos se acovardar, igual você falou. Porém, não era melhor se você tivesse num ambiente de paz aqui que de repente, porque você tem condições de combater a guerra, mas e sua família tem condições? Quando sua família cai na mão de um marginal, de uma pessoa mal intencionada, será que ela vai ter a mesma chance de se defender que você tem? Entendeu? Então eu acredito que no no meu ponto de vista seria muito melhor Tá aqui, ó. Apito, pega pá, ó, jogou o papel
de bala no chão. Toma. Todo mundo respeita todo mundo. Ninguém vai zoar sua família, ninguém vai zoar seus filhos, ninguém vai zoar seus parentes. Mas não é a realidade nossa, irmão. >> Não teria tanta emoção, né? >> Não, não teria mais assim, é, né? >> Mas aí a gente arrumar outras emoções, meu irmão. É porque a gente não quer. Porque assim, irmão, no combate que que a rota faz, que que as polícias, a Polícia brasileira tá fazendo aí diariamente, por trás disso tem dois sofrimentos da sociedade, irmão. >> É isso aí. Porque quando o polícia
ganha mesmo, o polícia, o polícia vai ganhar, mas alguém já perdeu na mão do cara, meu irmão. >> Então assim, e e por mais que a gente tenha condições de se defender, guerra guerra, irmão. >> E a guerra sempre deixa o teu preço de alguma forma irmão. >> Tu vai ganhar, mas guerra é guerra. Tu sabe se defender, mas não impede que que algum colega tombe. >> Exato, >> né? >> Então, >> então, meu irmão, essas histórias têm que ser contadas. Obrigado pelo teu relato aí. A gente, [ __ ] a gente tá aqui para
comunicar a polícia >> e a polícia em todas as suas formas, com Todo o valor que a polícia tem, né? >> É isso mesmo. >> Eh, e quando for o caso de ser, [ __ ] bala, bala voando, é bala voando que nós vamos celebrar também, porque >> mano, nós tá preparado para qualquer situação, irmão. Aqui é que eu falei, a gente tá preparado pro caos. É, >> mas mas se a gente puder combater ele por outras outros meios e evitá-lo lá na frente, melhor. >> Meu irmão, júri, por exemplo, [ __ ] meu Irmão,
polícia vai para um ju. Júri é situação de de morte, né? Então, e >> quando ocorrência contra a vida, né? >> Ocorrência. É, exatamente. E aí, meu irmão, pô, por várias vezes o colega deixa relato aqui dizendo que o pai da do o do lado, por você ver o interesse da vítima, né, de de quem foi embora ou na mão daquele cara ali no latrocínio, por exemplo. >> E aí do outro lado o criminoso, a família do malfeitor lá. >> E pô, a família do cara às vezes chegava pro polícia e falava: "Pô, >> obrigado,
eu entendo teu lado, meu filho, realmente, pô". Sim, já vi no local isso aí. >> Eu já vi situação. >> Já teve isso contigo também. >> Já vi, já vi ocorrências >> da família assim, a mãe do cara encostar no local, a mãe do ladrão encostar, veio o cara caído, fala assim, ó, [ __ ] eu só vim ver, só vim confirmar se era ele, Porque eu não aguentava mais. Ele me batia, me zoava dentro de casa. Eu só vim confirmar se era ele. Não, mas não derrubou uma lágrima. Bandina, >> tamanho do cara, né?
Ha, >> bandidina. Ladrão. Só vim confirmar se era ele mesmo, porque eu não aguentava mais ser espancada por ele dentro de casa. Então, mano, tu v >> aquele cara que nem a mãe mais Aguentava. Porque para uma mãe não chorar, cara, é porque o cara é ruim, man. O cara era >> é o a história do ser humano, >> meu ponto de vista. >> É porque a minha mãe é mãe, né, parceiro. >> Mãe, é mãe. >> E todo mundo tem mãe, né? >> Todo mundo assim. O o vagabundo também. E é um barato que
eu sempre respeitei, tá, mano? >> A família, né? família. Uma situação aí. Outro dia eu passando na rua foi até engraçado. A menininha parou a viatura. Ô tio, ô, o marido da minha mãe ali tá querendo, tá querendo bater nela, tal. Falei: "Pô, mano, pera aí que nós vamos descer, vamos ver aí e tal". Aí quando eu tava chegando, a mulher já tava saindo meio na porrada, os dois, o marido, a mulher. A mulher já falou: "O carro dele é dobra". Ah, pá, dobra, pá. Que que é? Aí fui lá, o carro realmente era dublê,
tinha mã uns bo dentro. Aí quando eu grudei, grudamos ele, os caramba. Aí fui na casa dele, vi alguma parada lá, não lembro se era a chave do carro, alguma coisa que eu fui pegar. Aí a mãe dele, meu, [ __ ] uma senhorinha, mano. Uma senhorinha humilde, mano. Tá ligado aquela senhorinha diarista, mano. Bem simplesinha, mano. >> Trabalha para [ __ ] >> Trabalhaira, mano. Aí quando eu afastei do lado da cama assim dele, >> eu vi tudo as vasilhas do Jumbo, tá ligado? as vasilhas transparente, a sacola do Jumbo. E aí o vagabundo
tinha acabado de sair da cadeia, mano. Aí ela olhou para mim assim, falou: "Porra, mano, Zão cheio d'água assim, ela chorando, ela falou assim: "Ô, meu filho, não faz isso comigo não. Não faz eu ir para aquele Lugar de novo, não. Por quê? A velinha fielmente indo visitar o vagabundo. E aí eu falo onde o sem vergonha não tem um pingo de dó da mãe dele, né, mano? Porque eu falei, falei assim, não lembro o nome dela, falei: "Ô, dona, colocar um uma Maria aqui: "Ô, dona Maria, não é eu que tô fazendo com a
senhora. Quem tá fazendo é seu filho, ele não tem um pingo de dó da senhora. A senhora tem que abandonar ele lá". Aí ela: "Emprestei meu ombro pra mulher chorar, Pô". Encostou no meu ombro, começou a chorar. E como é que uma coitada, rapaz. E o vagabundo acabou de sair da cadeia, já tava na presepada com o carro dublê, com droga dentro do carro, na patifaria já. Tipo assim, tá se adiantando, né, que os vagabundos falam, né? tô me adiantando. E ele só caiu porque a mulher caguetou ele, porque ele já chegou batendo na mulher
dele e a filha veio gritando, pedindo apoio. Ou seja, o cara sai da cadeia e já faz um inferno Na vida de todo mundo. Então assim, quem não presta é o cara, mano. [ __ ] mano, ele não tem dó da mãe dele de ver. Eu fiquei com dó da mãe dele e o próprio vagabundo não tinha dó da mãe dele, mano, de ver uma situação dessa, mano. >> O cara, o cara ele, ele faz mal pra sociedade e faz o mal dentro do ambiente dele. >> Exatamente. >> É mau exemplo para filho, destrói a
família, destrói a mãe. [ __ ] essa Mulher vai, mulher já tinha uns 60, quase 70 anos, vai ficar até quando visitando esse malandro na cadeia, levando o jumbo lá todo final de semana lá. Acaba, meu irmão, que que a prisão, a cadeia do jeito que tá estruturada é pra família, pô. Não é pro cara, não. >> É, é isso aí. Acaba virando. >> Quem paga o preço é a família. >> Quem paga o preço é a família >> de chegar ali e e pô, e >> é pagar um veneno, >> né? >> [ __
] fica aprisionado todo final de semana. Vai passear, não vai pra praia, não. Vai lá visitar o malandro, >> senão no final do outro final de semana, se a mulher não for, ele cobre na porrada. Falou, não veio semana passada. Ele faz as dívidas dele lá, ele arruma as causadas dele lá e fala pra mãe: "Ó, mãe, corre atrás aí, senão eu vou vai me matar aqui." A velha fica semana inteira No desespero, >> semana desesperada lá, meu irmão, na fé dela, orando, meu irmão, >> orando, trabalhando igual louca para levantar um qualquer pro vagabundo
ter vida boa na cadia, >> entendeu? qualquer um que tem um senso de justiça, meu irmão, que que quer quer ver a sociedade evoluindo, valoriza ali, [ __ ] o trabalho, a família, não quer ver uma [ __ ] dessa, >> entendeu? E aí vira parque de diversão, Pô. >> Entendeu? >> Faz faz camarad, faz. você, mano, o maluco ele parece que ele, eu já falei já, mano, tem cara que ele ele não aguenta mais viver em sociedade. Por mais que todas as leis, os códigos são montados para que o cara evolua e que ele
se recupere, mas você vê que o cara ele ama ser preso, irmão. >> É, >> o cara foi preso 10 vezes, irmão. Ele Sai da cadeia, ele comete o crime só para voltar pra cadeia, >> que a cadeia vira um ambiente dele. >> Pr Exato. para lá ele para ele é bom lá. >> Quando ele sai pra rua, ele fica fora do ambiente dele. Ele já quer fazer um barato já para voltar, mano. O clima dele, o ambiente dele. O cara viveu tanto tempo na cadeia que o ambiente dele é a cadeia. Ele quer viver
na cadeia, ele não quer mais outro clima, quer e não costuma viver aqui fora. >> É. E ele e ele vai ele vai pra rua, ele vai pra rua com muita frequência. É como se fosse o cara que tá, meu irmão, pô, pelo amor de Deus, até peço desculpa aí, mano. O cara que tá eh essas eh plataforma, como é que é o nome aí? Embarcado. >> Embarcado, >> irmão. Ele vai ali, chega em casa e volta lá pro ambiente dele, né? Mas ele é um trabalhador, pelo amor de Deus, n comparação. Eu quero te
dizer o Seguinte, o cara tá preso, mas ele vai pra rua seis, sete, oito vezes é isso aí, >> entendeu? >> E o cara volta, mano. Desgraçado, ele volta, >> não é? E ele volta para lá, meu irmão. É [ __ ] parceiro. >> Só que eu só tenho dois tratamentos aqui, mano. Um para dar para vagabundo e outro para trabalhador igual você. Você quer qual? Aí o cara escolhe. Aí o cara escolhe. Tá entendendo? Até pensar aqui para eu não falar besteira, né, mano? Mas na abordagem nossa, eh, a gente sempre tem um padrão
inicial, né? A abordagem no início, ela vai ser uma abordagem mais contundente, uma abordagem mais enérgica. Porém, no decorrer, dependendo de quem se tratar, vai ser mais tranquila. No que que eu digo que Qual qual o sentido que eu tô querendo dar? Quando a gente aborda o momento inicial, eu não sei se a pessoa tá armada, se tá, enfim. Então existe um um perigo e uma hipótese de um um uma hipótese de um perigo. Porém, a partir do momento que deu a geral, identificou quem que é, é procurado, não é procurado, viu que é uma
pessoa de bem, trabalhadora, essa pessoa vai ser respeitada, vai ser tratada dignamente, de maneira até Cordial. O bandido que foi abordado tá de boa também, não tá levando uma, tá na moral, vai ser tratado de maneira respeitosa. Agora o trouxa, o otário lá, o maconheiro metido a ladrão muitas vezes, que é o que acontece e quer dar um show na quebrada, aí esse aí geralmente ele é tratado com um pouquinho mais de carinho, >> porque tem uns caras que que ele que ele quer dar uma roncada para cima do polí, >> quer se aparecer, mano.
Ele quer se aparecer, nem vagabundo. >> Aí você olha pro moleque, você fala assim: "Ô, tio, >> você roubou o que já?" "Ah, roubei um celular". Falei: "Porra, meu irmão, brabou, >> você rouba trabalhador 5 horas da manhã no pão de ônibus". Eu falar assim, é [ __ ] de um otário, aí você quer se aparecer em cima de mim? Se você quiser, Eu dou um jeito aqui para que a quebrada inteira lembre de você para sempre, irmão. Beleza? Vai ser o otário que foi zoado, mano, na no meio da abordagem. Se você quiser, nós
dá um jeito. Então, continua levantando os pan aí que você vai ver só. Aí, geralmente o maluco retrai lá. Continua para você ver se eu não vou fazer. Já que você quer se aparecer, eu vou dar um jeito de você se aparecer. Legal, mano. Não sei se vai ser positivo Para você, mas você vai se aparecer, você vai ser lembrado. Geralmente esse vacilão aí ele já >> afina. >> Afina. Porque eu vou falar para você, quem dá trabalho geralmente é o, costumo falar que é os emocionadão, né? É o moleque que foi lá ouvir um
funko e ele volta. Aí ele roubou um celular na esquina de um trabalhador e aí ele volta achando que é o o coringa do Batman, mano. Ele fala: "Não, eu sou bandeira. Esse é o otário, é o trouxa." E aí ele acha que E aí ele dá um tapa na maconha e pá ele fala que é o bandidão da quebrada. E geralmente quem quer folgar com a polícia, quem quer desrespeitar o trabalho, é esse tipo de esse perfil de de idiota. Então, na moral, não sai da rua, pai, não sai de casa. para pagar sapo,
né, meu? A gente sai para um trabalho sério para tratar o cidadão de bem bem e o vagabundo dá o Que ele merece e o que ele quiser. E aí, meu, eu falo, tem dois tratamentos aqui, um pro cidadão de bem, que a gente tem que tratar bem e o pro vagabundo, conforme os degraus que ele quiser pisar. >> Tem de sal e tem de doce. Exatamente isso aí, irmão. Ele dece >> é e se o e se o camarada quiser evoluir para dar malando, vai ser tratado igual malando. >> Vai ser exatamente é o
que eu costumo Dizer. Às vezes do cidadão de bem, ele nem tem noção, mas ele mora na quebrada, ele conhece os malos, mas o cara é trabalhador, é pessoa decente. Aí ele pega umas giras, uns três jeitos e e começa a querer folgar com polícia no meio da abordagem, mano. Aí esse cara é o cara que você olha para ele, você fala assim: "Ô meu, você é bandido?" Não foi preso? Não. Você trafica? Não. Você usa droga? Não. Você trabalha? trabalho das 4 da manhã até às 10 da noite, todo dia. Meu caramba, mano, você
é trabalhador, você é pessoa decente, honesta e você tá agindo igual vagabundo, mano. Só que eu só tenho dois tratamentos aqui, mano. Um para dar para vagabundo e outro para trabalhador igual você. Você quer qual? Aí o cara escolhe. Aí o cara escolhe, tá entendendo? É, irmão. É isso >> aí. Ele que escolhe, irmão. >> Se ele continua agindo igual vagabundo, Eu falou: "Irmão, tá querendo ser zoado. Zoado assim no modo de dizer, né? Daqui a pouco os outros falar que sai cair na mão, daqui a pouco nós tá passando." >> Não, mas é isso,
meu irmão. É >> zoado é nas palavras, é o jeito de tratar. Falar assim: "Meu, vai ser hostilizado porque eu falo assim, >> ele tá dando indício que ele é vagabundo sem ser. Aí você vai evoluir a abordagem. vou evoluir a abordagem, vai Ter uma abordagem mais de repente vai ir para um um nível a mais, porque geralmente esse tipo de pessoa ele o o vagabundo geralmente ele provoca, ele vem para cima e a gente tem que conter ele, ele oferece resistência. E aí é o que eu falo para essas pessoas, se você continuar e
quiser vir para cima, quiser oferecer resistência, eu vou te dar o mesmo tratamento que eu dou pro vagabundo. Vou torcer você, vou colocar O gema, te colocar de cara no chão, você vai pagar sapo aqui. Então você que sabe, meu irmão. Mas isso eh existe um respeito, né, quando quando chega uma uma barca da rota, né? Normalmente tem ali um um temor diferente. E aí eu vou te completar a pergunta. você tem um momento antes da rota, né? Diferença ali da recepção da do abordado, né? Seja esses que quer bancar De vagabundo, seja >> eu
vou te falar assim, no primeiro momento, sim, no primeiro momento. Eh, e eu falo com propriedade por quê? Porque sei, você sabe, na na PM de São Paulo tem um algo que chama DEGEN, que é você trabalhar em qualquer unidade do estado na sua folga. Então, por exemplo, eu moro em Campinas, eu posso fazer uma DG na rota como policial de rota mesmo na viatura ou eu posso fazer uma uma na viatura diária, Ir lá para o batalhão que atende um 90 e fazer uma um adeg. Então, sem medo de errar, eu falo que muitas
vezes quando tá na viatura pequena, dependendo da área que você tá, tá? Dependendo da área que você, brigado, dependendo da área que você tá, quando tô na viatura pequena, o vagabundo quer folgar mais, ele chega, quer levantar os panos, quer Quer te tirar. Aí, nesse momento, quando você começa a trocar uma ideia mais pesada, uma ideia mais alinhada, que é muitas vezes que eu falo assim, já paguei, já escutei, já vi, aliás, comentários na internet assim, os cara, [ __ ] mano, esse polícia aí parece parece malandro, parece maloqueiro falando, porque a gente fala na
gíria mesmo. É a mesma lógica. Eu costumo dizer que é a mesma lógica da psicologia lá que fala quando você for conversar Com uma criança de 2 anos que tá gritando, você abaixar na mesma altura para falar olhando nos olhos para ela entender que você eh você se você reduziu e foi até o nível dela. Então ela começa a te entender melhor. E o vagabundo é da mesma maneira. A partir do momento que você começa a trocar uma ideia, que ele entende, que ele te ouve, que ele vê que você conhece o mundo dele, o
submundo dele, ele começa a pisar em ovos, fala: "Porra, mano, eu Tenho que tomar cuidado que eu vou falar para esse cara, porque ele sabe, ele conhece com propriedade onde eu ando, onde eu piso. Então, na moral, se eu der uma ramelada aqui nas ideias, eu vou me arrombar." Então é nesse sentido. Então é isso, irmão. E e tu falou da giga, né, cara? O o polícia vai pegando a giga, não tem como. >> O camarada tá dentro de um de um de uma penitenciária, irmão, >> dentro de um presídio. Vai pegar, tá numa delegacia,
vai pegar, [ __ ] na rua. >> Isso. Isso aí eu vou falar para você, você conheceu o submundo dos cara pro serviço, pro profissional. É interessante porque o cara sabe que ele não te engana. Então ele não te engana. >> E aí é que eu falo que faz a diferença aonde o quê? Porque geralmente Na rota, geralmente não, 100% lá é o quê? Polícia estuda essa técnica. Então assim, quando chega uma viatura de rota, o cara sabe que 100% ali vai saber. É, é o que já faz o cara já abaixar a guarda aí.
Muitas vezes quando tá aqui, ó, no patrulhamentapé, tal, casquete, tal, muitas vezes o cara, e não que não tenha, tá na área no no pessoal que faz um 01 ali, tem uma p de polícia bom para caramba, viu, mano? É cara que entra na mente do ladrão, é cara que arranca Trampa. Eu costumo dizer lá em Campinas lá, tem um polícia lá, é o cara que eu vi que mais prende gente, acho que no estado, já no polícia trabalha em Campinas. [ __ ] E é o cara que trabalha aqui, ó, na pé, casquetinha, viatura
pequena, só que é patrulheiro, mano. Chega a prender época que os procurados sai de saidinha, quando não volta, ele chega a prender dois, três procurados num dia, mano. Mano, o cara é bom, mano. Tráfego trombou, ele prende Ligeiro, identifica. Mas assim, geralmente quando você encosta tem esse o vagabundo às vezes quer dar uma desacreditada. Aí quando você começa a trocar ideia que o cara começa a olhar e fala: "Mano, esse cara aí eu não vou me dar chapéu não, mano. Eu vou me arrombar também. >> Vai ficar ruim para mim. >> Vai ficar ruim para
mim também. É isso. Vê que não que não dá não, mano. >> Então assim, não necessariamente isso aí Vai ter só na rota, né? A gente sabe, a gente valoriza todos os policiais, né? Mas assim, você quer dizer que tu vai rodando aí e tu vê que é a mesma coisa. É assim, >> tem polícia meu >> padrão, né? >> É assim, eu eu costumo ligar linkar isso aí, não é o estilo de policiamento, isso é o profissional. O polícia o polícia quando ele entra na na polícia ele ganha um livro em branco, tá ligado?
Acho que não só na polícia, na vida, mas vamos colocar na polícia. Ele ganha um livro em branco. >> E quantas páginas vai ter escrita? vai depender dele, certo, mano? da vontade dele. Então ele vai começar a escrever ali, meu, as páginas, vamos resumir as páginas em ocorrências ou em serviços, bons serviços prestados à sociedade, mas vai depender da força de vontade dele e muito mais dele do que de qualquer outro Lugar que ele for trabalhar ou que ele Então assim, lógico que uma unidade ou outra você vai conseguir juntar um grupo maior de pessoas
que estão escrevendo um livro maior, certo? Que vão pegar mais ocorrência. Então, se você quer estar no meio daqueles, você também vai escrever mais um mais páginas no seu livro. Porém, nada impede que ele escreva esse livro lá na Ponta do Estado, lá em lá na beira do Vale do Paraná lá, do Rio Paraná lá, no Então assim, Depende dele, somente dele, o tanto de páginas que ele vai escrever no livro dele ao longo da carreira. O que acontece nos nos batalhões especializados, né, é que há um nivelamento, né, >> encontro, um encontro, um encontro,
um encontro de pessoas com o mesmo propósito, mas não que essas pessoas não estejam em outras unidades, estão bom, estão e graças a Deus estão. >> Tu cou o antigão lá de Campinas e tu Botou ele numa referência assim, meu irmão, o cara se bobear é o que mais prende no estado todo. >> E eu falo sem medo de errar, esse cara é embaçado. Eu fui trabalhar lá, vamos atrás dele, trazer ele um podcast. >> Ele traz ele. É, eu não sei nem se ele vem, que ele é um cara mais reservado. >> Mas eu
não falo agora. >> Mas ele é um cara, não é? Gló desenrola. Moleque bom. >> Mas o Januário é um cara que eu faço Questão de de enaltecer porque ele é e ele é um cara simples, humilde, irmão. Ele é o chefe para p Só que é o seguinte, >> é esse polícia >> sobrou na reta dele, irmão, é caçapa, irmão. Ladrão vacilou na reta dele, mano. É caçapa, mano. Ladrão. E é engraçado que ele já criou um estigma. Quando os vagabundos vê ele lá, os caras já se apavora e aí ficou até fácil para
ele Patrulhar contra. Os caras fala: "Porra, mano, é aquele maluco, os caras já se entrega". >> E e o vagabundo sabe, né, meu irmão, o dia, [ __ ] é o dia é dele, é a barca dele. >> Exatamente, >> né? Esse maluco aí não tem boi, mano. Ele vai vir e vai catar nós. E é um [ __ ] de polícia mesmo. Eu gosto. Eu trabalhava cheguei colocar quando eu fiquei um período lá em Campinas aqui Nesse quando eu tava respondendo a parte do processo. Depois que eu saí de lá eu fiquei respondendo processo
administrativo. Eu fiquei um ano em Campinas. É, o Januário, eu trabalhei alguns meses com ele. Então, por isso que eu sei que ele é um polícia que >> fez parte aí de uma >> diferenciado, >> fez uma parte aí de uma página, uma parte desse livro, >> da página do livro dele. E o livro dele É gigante, irmão. >> Tá grossando essa mesa aqui, o livro dele, mano, que o bicho é embaçado, mano. >> Muito bom, meu irmão. Eh, quando tu chega na rota, tu já chega com uma bagagem, né? Já chega. >> Nem sempre.
>> Nem sempre. até prefere seguir, não >> é mesmo? É porque assim, na minha visão, olhando de quem tá de fora, eu sou do Rio, né? Tem pouca pouco contato lá com O São Paulo, eu tava com a ideia que era os caras que já tinha ali já, pô, mais um histórico de de atuação, de ocorrência, que vai fazendo um filtro, porque não tem um curso específico de entrada, né? Como ter um coch? Como >> então lá tem hoje hoje desde 2018 voltou o curso de patrulhamento tático e ações especiais de polícia. Hoje na rota
>> como é um cor um cor da Rotan igual tem na Rotan. >> Sim, >> tem lá. Então >> tem hoje tem um curso lá que é esse curso é até um, não sei se já viu, deve ter visto algum vídeo que eu uso na manga aqui que tem um R de rota no no brão do curso, no escudo do curso. >> Sim. Então assim, hoje temos um curso, porém é assim, cara, eu vou dizer, o curso é algo que é 30 dias, o curso acho que dá 45 dias assim, não, 30 dias o curso.
Então assim, é algo que você passa assim, dá Para adquirir conhecimento para caramba. Ocurso é bom, porém é o que eu falei, mano, >> é só o início do início. >> É só o início do início. Ali ali dá pro cara pegar uma noção do que é. Agora eu vou dizer para vocês, eu você pegar uma pessoa para iniciar o patrulhamento tático de rota lá, patrulhamento tático e ações especiais. Vou colocar esse. Você prefere um antigão que é bom, antigão experiente, Certo? Porém, às vezes, às vezes, dependendo da onde ele trabalhou, ele vai vir com
alguns vícios que ele vai ter dificuldade de se corrigir para ele se adequar perfeitamente ao patronamento de rota. Às vezes pode acontecer que não, pode ser que o cara venha, o cara é, ele consegue se ajustar e já era. Agora, se eu pego um moleque recrutinha novinho, que tem um monte de vontade de aprender, de tá lidando ali, esse Jovem vou catar ele e vou formar e vai ser mais fácil, porque tá ligado, mano, é igual criança, você ensinar inglês para molequinha de 3 anos é mais fácil do que ensinar para nós. Ensinar outra língua.
Ensinar alemão para você agora. Aí é você catar um molequinho de 3 anos, ele aprende voando. Nós não, mano. Nós já tem um monte de vício, pá. >> Então vai ser mais difícil. É nesse sentido que eu falo, tá ligado? >> É isso. É comum, né? As empresas fazem isso em processo seletivo de trein moleque ali novo no estágio e tal >> e não é muito diferente, né? >> E o cara chega com uma bagagem, mas como tem toda essa doutrina, essa cultura, né? É bom deixar o modelar o cara, né? Botar assim, modelar. >>
Exato. E às vezes o cara já também, porque o cara tem uma bagagem, ele já não se sujeita a tantas coisas no estágio, por exemplo, que o estágio é Pesado, não é falar que não é, a gente sabe que é proposital, tem que ser >> sim. >> Você tem a opção, irmão, ou vou embora e deixo, não é problema meu. Ou você olha e fala: "É problema meu". Sim, mano, que o ladrão não vai zoar uma pessoa inocente, não, mano. É problema meu, sim. Eu vou cobrar essa treta, mano. Você tem duas opção. E na
moral, mano, eu não consigo passar num lugar desse e não falar não, não é, não é nada comigo. Mas eu sei também que, pô, a vida do polícia não é só no batalhão com seus camaradas, na tua barca, também tem fora, né? >> Sim. E fatalmente tem situação de de paisano, reação, assalto. Tu já chegou na polícia com um ano lá na na pizzaria, teve mais algum outro evento >> de folga? Teve >> de folga? >> Teve um até que eu tentar falar sem me emocionar. Bagulho Louco. Comentei um outro dia, não pode, mas eu
vou falar detalhes dessa ocorrência e aí depois eu conto o pós ter comentado essa ocorrência. que eu tive uma situação lá em Campinas que eu tava passando e tava voltando no restaurante lá e deparei com roubo, os cara roubando a moto, pá, ladrão dando coronhada na vítima, zoando na vítima, geral e pá. E eu parelhei do lado, não dava, não Dava para trocar tiro com os cara ali. A vítima tava na linha de tiro também. Andeiu um pouquinho mais paraa frente, aí os cara aí tentei enquadrar troca de tiro, os cara o marginal caiu no
solo lá. Beleza. Alô, a remoto recuperada. A moto que o marginal caiu era produto de roubo. O outro vazou com a outra moto, depois abandonou um pouco mais pra frente, foi recuperada. E eu contei com detalhes isso aí no no Podcast, né? Aí depois o cara, o o dono do canal lá, ele me mandou o comentário da vítima. A vítima assistiu o vídeo. Aí o moleque escreveu assim na época, o jovem escreveu: "A vítima desse roubo que eu que eu intervi." >> Tu não tinha tido contato aí da da da situação, tu não viu? >>
Nunca mais. não tinha visto. E aí eu lembro que ele escreveu nos comentários Desse vídeo e aí o tipo assim fiz com você hoje os comentários que surgiu no vídeo, você me mandou o comentário que veio? >> Sim. >> Aí ele me mandou e eu lembro que, pô, tô tô me segurando aqui para não emocionar porque o bagulho é pesado, irmão. Não, mas é [ __ ] >> Aí o que acontece? Aí ele escreveu assim, ó: "A vítima dessa ocorrência era eu. Eu tinha apenas 18 anos. Agradeço o sargento Nantes por ter salvado minha vida.
Nessa época não sabia que era ele. Quero um dia apresentar meu filho para ele e a minha família hoje. Estou vivo, graças a Deus. Mano, o maluco escreveu uns bagulho muito louco. Tipo assim, mano, eu não esperava, tá ligado? No dia que o cara me mandou uma mensagem, eu tava indo trampar de carro, mano. Tive que parar o carro que eu comecei a chorar, mano. >> [ __ ] >> Tipo assim, falei: "Mano, esse é o a gente trampa por isso mesmo, mano. É isso aí. por um sei lá, mano. A gente bota o pescoço,
a cabeça premmium por por esse barato aí, mano. Para ver que lá na frente o cara que poderia ter morrido no dia do roubo, hoje tem uma família, tem filho. E é da hora safação de saber que o cara, [ __ ] um dia eu quero ter a oportunidade de apresentar meu filho para ele. [ __ ] mano, isso aí não tem preço, isso aí, tá ligado? É o Que é o que é o pagamento da gente. >> Sensacional, irmão. Tu vê, né, cara? Tu deu a vida de volta pro cara porque a situação que
tava ali ia evoluir pro latrocina. >> Sim, exato. >> Em dúvida a gente sabe já, né? >> É, mano. Isso, cara. >> E não só a vida do da vítima, como gerou a vida do filho. E o cara tem esse sentimento de gratidão, né, meu irmão? E O é, mano, embaçado, barato louco, mano. >> E tu e já aconteceu esse momento, irmão? >> Não, ainda não. Eu vou vou encontrar ainda. A gente tá correndo atrás dele para para conhecer ele, encontrar ele. >> Sim. >> Não vai faltar oportunidade, mas eu tenho certeza que a gente
vai se encontrar ainda. >> E e lá na época lá, irmão, o que que o que que ficou lá no no Tu não chegou a ter contato com o moleque De 18 anos até então? Não, na época, no dia lá, fomos pra delegacia, fomos pra delegacia apresentar uma ocorrência, tal, pá, pá, mas foi tranquilo, entendeu? Mas depois eu não tive mais contato, nunca mais vi. Depois na sequência eu vim pra rota, foi logo próximo de eu vir pra rota, aí vim para São Paulo. Aí a correria do dia a dia nunca mais. Aí já tá
praticamente na rota já 13 anos já praticamente. Então aí não >> nunca mais tinha tido contato. Aí esse barato aconteceu tipo acho que um ano passado, um ano retrasado. >> E a decisão do polícia é essa, né, meu irmão? Porque polícia tem que tá pronto, tem que agir, né, meu irmão. Tem que tem que pôra >> acabar com justiça. Tu vê a cena que tu visualizou ali quando tu passou, né? Tu ver o cara. Você tem opção, irmão. Ou vou embora e deixo, não é problema meu. Ou você olha e fala: "É problema meu Sim,
mano. Que o ladrão não vai zoar uma pessoa inocente não, mano. É problema meu sim. Eu vou cobrar essa treta, mano. Você tem duas opção. E na moral, mano, eu não consigo passar num lugar desse e não falar não, não é, não é nada comigo, na moral. Vai o caramba, mano. Tá dando coronhada no moleque. Tinha nada a ver, mano. Zoando, vagabundo. Não, mano. Pera aí. Vai acertar seus ponteiros lá. Não >> é. E e o o colega falou aqui, né? O verdadeiro polícia é aquele que toma as Dores da sociedade para ele, né, meu
irmão? E é o que você tá falando. >> O problema é teu, pô. A partir do problema é você é o cara que vai tomar aquele problema para você. >> Tá entendendo, mano? Se eu virar as costas, se a gente virar as costas pro cidadão desse, mano, fodeu. A gente falar, mano, não é problema meu, fodeu. Passa batida e já era. >> Sensacional, irmão. Muito bom. >> Na época, o que acontecia no país, quando foi criada a rota, estávamos diante do governo militar e existiam guerrilheiros subversivos que queriam tomar o país, certo? entregar o comunismo.
A realidade é essa. Essa é a história. Essa é a história que não tá nos livros, mas é o que acontecia de fato. Quando o Rog visita lá na Rota, como é que é, meu irmão? >> Lá na lá na Rota, Geralmente agora que retornou, as visitas são de sextas-feiras às 10 horas da manhã. É sempre bom dar uma ligada antes para confirmar se vai acontecer a visita. E eventualmente aos sábados também às 10 horas da manhã. lá é patrimônio, o o prédio lá é patrimônio histórico tombado, né? Faz parte lá do do acervo de
do condefat, então assim e parte do roteiro cultural de São Paulo. Então hoje o batalhão Tobias de Aguiar tá incluso no roteiro cultural de São Paulo. Então geralmente as sextas-feiras às 10 da manhã. Então, quem quiser visitar lá, tem um telefone aí, digitou no Google lá, o telefone da telefone do Batalhão Autobia de Eguiar, o telefone da rota vai aparecer lá de liga lá, pede para falar no P5 e aí agenda visita lá e encosta lá que é da hora. Rolê da hora. Tem os túneis lá os >> E aí sim é cultura, né, meu
irmão? >> Ali é cultura. >> Não é fluxo não. Ali é cultura. >> Cultura. Você vê monumentos que foram doados aos guerreiros que marcharam a pé até a Baixada Santista, embarcaram numa num naviozinho lá bem a época de 1890 e alguma coisa, 97. Embarcaram um naviozinho, subiram até na Bahia para guerrear lá na guerra de Canudos e depois voltaram. E os que voltou com 13 a menos, como voltou com 13 a menos, a sociedade Paulista depois de um ano doou um monumento pro batalhão, que é aquele aquele monumento onde é chama monumento de Canudos, é
onde é feito o juramento do bração. Ali tem história, irmão. E tem uma curiosidade lá, tem uma estrada lá em São Paulo que chama Estrada das Lágrimas. Isso aí pouca gente sabe. E o por Estrada das Lágrimas? Ela passa bem no fundo do Eliópolis, assim, era antiga estrada do mar, porque a estrada das Lágrimas, as tropas saíam do Batalhão Tobias de Aguiar e a pé até a Baixada para embarcar no navio e a pé. Então, quando as tropas, ali era o ponto de despedida das famílias, quando chegava na estrada das lágrimas, em determinado ponto, as
famílias se despediam e a tropa prosseguia. E ali era o ponto de reencontro. E muitas vezes quando reencontrava era a hora da família matar saudade, pá, onde ela onde de fato as lágrimas rolavam. Aí Descobria, não tinha WhatsApp na época, certo? Nem telefone. >> Então descobria que o cara não que o o ente querido não voltou, tombou em batalha >> e ali literalmente as lágrimas rolavam. Então, por isso que chama estrada das lágrimas de São Paulo. >> E de todas as formas lágrimas solta, porque lá de alegria ou de tristeza. Lágrimas de alegria ou de
tristeza, mais lágrimas sempre. Então, >> e a gente tem que valorizar a história, né, meu irmão? >> Eu falei, é barato que ninguém sabe, [ __ ] chama estrada larga, sei lá, por que que chama? É, >> ning atrás quer nem saber, irmão. >> Só que a real é saí >> e vários nomes de rua aí de de rodovia que tem toda uma história bonita que a gente >> passa ali não sabe, né? >> Meu irmão, é a rota, cara. e essa essa Mística, esse essa tradição, tudo que é rota, por mais que você certamente
você não tava lá nesse nesse momento pela tua idade, né, tu já referendou aí, deu toda a deferência dos antigões, em que momento que a Rota botou teu nome assim na história assim historicamente, você que viveu muito tempo lá. A rota, a rota foi na logo no nos inícios, no início mesmo, né? Porque a rota ela na época o que Acontecia no país, quando foi criada a rota, estávamos diante do governo militar e existiam guerrilheiros subversivos que queriam tomar o país, certo? entregar o comunismo. A realidade é essa. Essa é a história. Essa é a
história que não tá nos livros, mas é o que acontecia de fato. Na época existiam um dos guerrilheiros, não sei se ouviu falar, é Carlos Lamarca. Carlos Lamarca, Mariguela, estão fazendo Até filme aí, >> reverenciando essas pessoas. >> Essas pessoas. É, exatamente. É Carlos Lamarca, ele era, ele era capitão do exército, capitão das Forças Armadas e ele levou de dentro do quartel uma uma combi lotada de fuzis 762. Ele furtou o quartel e levou esses fuzis e entregou os guerrilheiros na época. E então, e ele era muito bom de mata. Ele era um cara, só
que ele tinha a mente, a cabeça virada, né, pro lado Subversivo do dos comunistas. Então, nesse período, eh, eles passaram a andar, viver em matas, roubando banco, saltando, cometendo atentados e e como ele era muito bom de mata, ele geralmente ele ia para regiões de matas. Então, na época, eh, como existia muito, muitos roubos a banco, tal, que eram os próprios guerrilheiros que cometiam para dizer Que angareavam fundos paraa causa, certo? Sequestravam diplomatas, enfim, pessoas importantes, os caras eram terroristas, né? Então, eh, criou-se a Hondas Bancárias na época, que era um policiamento motorizado, >> sim,
>> para combater esses roubos a bancos. E e aí durante essa durante a criação das rondas bancárias, A rota começou já a fazer um patrulhamento na naqueles caminhões estilo espinha de peixe, mas era um policiamento motorizado para combater esse tipo de de roubo para chegar mais rápido no local, enfim, e obter maior efetividade no combate à guerrilha urbana, que mais tarde se tornaria o combate à guerreir alguns meses depois. E aí durante esses períodos, eh, houve um evento bem marcante, que não foi no Vale do Ribeira, onde morreu o capitão Alberto Mend Júnior, na época
o Féis M Júnior. Sei se já ouviu sobre essa história, ele é considerado o herói da Polícia Militar de São Paulo porque ele morreu em combate lá no Vale do Ribeira, que é a região de registro ali um pouquinho mais para baixo da e no sentido Paraná ali, acompanhando pelo litoral, um pouquinho mais abaixo da de Santos. Então, a região do de registro ali no Vale do Ribeiro E eles foram emboscada. A tropa da nossa unidade na época era Batalhão Tobias de Eguiar, mas não existia a rota que muitas vezes as pessoas confundem o Batalhão
Tobias de Aguiar com a rota e é diferente. O Batalhão Tobias de Guer iniciou as atividades em 1890 e a rota em 1970. >> Sim. >> Então assim, e muitas vezes as pessoas confundem, acham que é a mesma coisa, não é? E aí na época uma tropas do Batalhão Tobias de Aguiar desceram pro Vale do Ribeira e durante a emboscada o capitão Alberto Bend Júnior foi morto, foi morto nessa emboscada. E dali por diante criou-se efetivamente a rota com a atividade principal combate às guerrilhas urbanas. Então, e e o COI meses antes no combate às
guerrilhas rurais. >> Hum. O COI foi criado dentro do batalhão Tobias de Aguiar também, tá entendendo? E mais tarde foi criado o Gate. Então assim, a a Rocan também, a Rocan hoje que faz parte do segundo batalhão de choque, a Rocan com a Hondas ostensivas com apoio de motos também foi criada dentro do Batalhão Tobias de Aguiar. Então dali a maior parte das tropas especiais do estado foram criadas dentro do Batalhão Tobias de Aguiar e é que permanece lá até hoje é a rota. Então daí foi criada a rota em década de 70. Então assim,
esse esse Batalhão Tobia de Guerra, como eu falei, participou de diversas diversas batalhas importantes no decorrer da história. O efetivo que tava lá é um efetivo sempre foi um efetivo, um efetivo mais, vamos dizer assim, mais parrudo, preparado pro combate, certo? Então, evidentemente que na época em 1970 tava quem lá? tava os cara, os os caras Preparar, os policiais preparados para combater esse tipo de de criminosos. E quando você enfrenta criminosos violentos, muitas vezes o resultado vai ser o quê? Se você tá preparado, vai ser a morte do cara violento. E aí na época, com
pressão da mídia, dos radialistas, na época de 70 até a década de 80, foi criado um nome muito forte. disso aí, porque o combate era cirrado em cima dos criminosos, então eventualmente morria Marginais e pá. E aí foi foi se criando um um uma mística em torno do nome da rota que ecou até hoje. Depois ao longo da história, combatemos o crime organizado, >> veio outros eventos, >> veio outros eventos, outros tipos de criminoso. O crime foi mudando, foi se moldando e a gente foi se ajustando, ajustando nosso modo de patrulhamento ao tipo de crime
que era cometido. Então ela tende Ela, essa história vem do quê? de combater os bandidos mais perigosos ao longo da história, que é >> como foi combater lá atrás no peião, até >> sim, >> vem combater os bandidos mais perigosos ao longo da história. >> E a época era essa essa situação dos das guerrilhas, né, dos dos bancos. Exato. A guerrilha urbana, né? Sequestradores. >> Inclusive temos pessoas que foram Presidentas >> que participavam desses crimes e que queriam inclusive recentemente incriminar os militares falando que foi torturado. Fal. Pera aí. >> Sim. >> Mas pera aí.
Não teve anestia. >> Então já que é para acabar com a anestia, vamos acabar com a sua também. >> Exato. Você matou. foi chamado de não sei que da verdade ainda. >> Botaram o que é verdade do jeito Verdade, só que a verdade só deles. Só vale uma verdade. Pera aí. Se é verdade, é verdade. Então vamos. E e aí, meu irmão, e acabou que então tudo ali foi nascendo desse desse batalhão, né? Eh, cara, que depois evoluiu >> pra rota. >> Depois desse evento marcante, aí evoluiu pra rota. Hondas ostensivas. Tobias de Aguiar. Tobias
Eguiar. Brigadeiro, Rafael Tobias Eguiar é o patrono da Polícia Militar. Eh, junto com o regente Feijó a Polícia Militar com 130 homens em 1831. Foi o início da Polícia Militar São Paulo. E tanto que até no hino da PM fala o nome dos dois, Feijó e Tobias. O 130 de 31. >> 130 homens. 130 homens que iniciaram >> e hoje estamos numa tropa de >> hoje por volta de 83.000 >> e e >> já chegou a 100.000 >> e deveria ter mais. >> Já chegou a 100.000 anos. Tem um claro hoje. >> A população grande
do jeito que é estado total acho que dá 45 próximo 45 milhões de habitantes. >> Ali naquele momento, cara, já me deu um despertar que tudo que a gente tá vivendo hoje nasceu nesse tempo, né, cara? Porque da mesma forma que lá em São Paulo tem esses eventos com a criação lá do da rota, né, da da ronda bancária ali e depois a evolução do do COI e por aí vai, lá no Rio também >> surgia esses mesmos criminosos dentro do presídio e surgia lá o a facção que hoje eh tá aí dominando praticamente o
Brasil. facções foram elas hoje as as facções maiores que existem no país, elas foram no momento, elas foram criadas quando Misturou o preso, o bandido normal, o bandido normal com o político, né? o cara que tinha um viés político. E aí é onde começou se organizar o crime. Isso aí faz isso aí, isso aí tá totalmente coligado com com o caminhar da história. Aí certeza que tem tudo a ver. Nesse período começou se prender os as pessoas que tinham viés comunistas, ideal pá, tinha um idealismo desviado Juntamente com o bandido, bandido puro. E aí começou
a ver troca de informações, falou: "Ô, mano, podia organizar aqui assim daquele jeito." Então, ou seja, trouxe pessoas mais estudadas, mais cultas junto quando uniu com o bandido. Aí começou a se organizar o crime. E aí lá no Rio, eh, com conhecimento que eu tenho até de conversar aqui nos nos podcast, surgiu a, Como é que é o nome? >> Falange Vermelha. >> Falange Vermelha, que que em algum momento depois veio o comando vermelho, né? >> Sim. E e lá em São Paulo surgiu depois de um tempo, né? Mas também já devia ter um embrião
ali forte, né? >> Já tinha. >> Porque a história lá em São Paulo do PCC contam que é 93, né? de 93 >> pós o carangiru ali. >> Exato. Só que se você pegar assim, por exemplo, todos os ataques em 2006, por exemplo, que foi 13 anos após, 13, 14 anos após o evento do Canadiandiro, se você pegar eh todos os ataques, eles são baseados em eles são bem similares aos ataques que existiam na época do do regime que os que o os grupos guerrilheiros utilizavam. atiar fogo, atacar sedes da polícia e Tal. A lógica
é a mesma. Ou seja, quem articulou esses ataques estudou a história e agiu da mesma maneira. Então assim, tem tudo a ver. >> Pois é. >> O dias de hoje, tanto que a gente teve reportagem recente que foi proibido de falar, não vou nem falar para não os caras não ficar derrubando o corte do canal, beleza? mas que foi proibido pelo a Suprema Corte de ligar um Determinado partido a uma determinada facção, certo? Que todo mundo viu aí que teve um ministro lá que chegou e bancou e falou: "Não é para falar mais, não é
para divulgar mais matéria desse sentido". Por quê? Porque não se pode divulgar notícias, tá entendendo? >> E essa comunicação foi entre eles mesmo, né? >> Sim. áudio deles >> áudio, provas que assim ninguém tá Inventando nada. Então assim, pera aí, rebento quando eu mando uma notícia verdadeira, às vezes é enquadrada como fake news, tá entendendo? E aí eu proíbo, te enquadro ainda como crime e quando existe algo verdadeiro contra eles, aí não, não pode. Eu baixo uma liminar aí não pode lincar um ou outro porque é período eleitoral, tal, enfim, só manobras, manobras no legislativo,
uma atrás da outra. Então, irmão, mas aí aí, pô, em cima dessa comunicação, eh, aquilo que foi que era o embrião lá atrás é o que apavora o Brasil inteiro hoje, né, meu irmão? Eh, >> e por quê? >> E e se e que e quem é comanda isso e tal e como que isso desenvolveu? >> Vou falar para você, isso aí é cômodo, cara, hoje a gente pensar em governantes mal intencionados. É cômodo eh o caos tá instalado, é Cômodo dessas facções estarem à frente e interligadas um determinado partido ou outro. Por quê? Lembra
que eu falei que o cara que ele vai lá no fluxo, que o fluxo é bancado pelo crime organizado, ele acaba virando um escravo do traficante? Mas ao mesmo tempo que ele vira um escravo do traficante, ele vira um escravo do político mal intencionado. Porque esse moleque ou aquela menina que engravidou lá no fluxo, ela não vai estudar mais. Dificilmente ela vai Estudar, vai vencer na vida. Ela vai virar uma pessoa dependente de auxílio do governo. E aí ela vai começar a enxergar aquele governo mal intencionado que tá arrebentando, saqueando o país. Ela vai enxergar
como herói e salvador da vida dela. Ô, isso aqui que dá o leitinho do meu filho aqui, dá o de comer aqui. E aí na próxima eleição que ela faz, ela vota naquele governante, tá entendendo? Ela não vira só escravo do criminoso, do Traficante, vira escravo do político também, mal intencionado. Então, por isso que muitas vezes de como já aconteceu em determinadas situações, a gente combatendo o crime de frente, falei assim: "Meu, vamos mandar bemzaço agora. Agora a gente acaba aniquilando, de repente vem uma ordem lá de cima de políticos e fala assim: "Para, sai
fora, não é para você atuar mais, não é para vocês atuarem mais". Tá entendendo? Porque o político mal Intencionado não quer que acaba. É [ __ ] cara. Eh, a política sempre vai determinar o rumo das coisas, porque o o chefe número um da polícia é o governador, né? >> Sim. >> Eh, eh, é ali que acontece as leis, é ali que acontece uma série de situações, né? Então, assim, e o polícia ele fica numa situação difícil que ele, [ __ ] ele ele ele acaba tendo que cumprir a lei que Alguém fez, pô. Sim,
seja quando você não pode, [ __ ] abordar, né? Não é lei ainda, mas não é lei ainda. >> O cara vem e mete uma >> Mas não é ainda, >> tá ligado, irmão? Não é ainda porque já, >> mas assim, eu falo para você, não é lei. Mas se você, quem que julga a divergência da lei? Da execução da lei, da transform a lei, beleza? Legislativo faz a lei. Aí quem Que julga qualquer divergência que tiver no cumprimento dessa lei? É os cara que fez a norma que falou que não é para você fazer,
irmão. Tá >> entendendo? Então você tá na mão dos cara, você escorregar sai da fogueira, sai da frigideira e cai no fogo. E aí é onde a gente, a gente fal como polícia, é é onde a gente, a gente tem muito muita potência, muito motor. Só que é o seguinte, mano. Freio de mão puxado. Como é que solta esse freio de mão? Freio de mão puxado, tanque vazio. É, é isso aí, né? >> Quem é que solta esse barato? A gente meter as cara. >> É, mas aí, meu parceiro, >> só quero agradecer aí aquele
toda a galera aí que acompanhou até agora. Meu, para mim é uma honra aí, [ __ ] um número expressivo mesmo. A gente que tá sempre aí no meio dos podcast aí sabe que é difícil manter uma audiência dessa E saber que fico feliz de saber que você tem um público fiel para caramba aí. Isso é importante, cara. E acredito que tudo isso aí se deve a frutos do seu trabalho aí, que essa é a prova que é um trabalho sério, é um trabalho que de fato tá transformando a vida de pessoas, irmão. E esse
é o caminho, irmão. Só tenho agradecer pela oportunidade de poder estar contigo aqui, mano. Walter aí, o João que vazou, perdeu o pinote aí, mano. Mas agradecer toda a galera Rapaziada profissional nota 10, mano. Então, tá de parabéns mesmo e me sinto lisongeado de estar aqui contigo hoje aí com essa galera assistindo aí. Obrigado a todos aí. >> É isso, irmão. É isso. Sabe aquele livro que tu falou que a gente vai construindo? Construir uma página 153 hoje, >> sargento Nantes. >> E eu fico feliz demais, irmão, e ouvir tuas palavras. A gente faz com
muito Amor desde o primeiro dia. Esse bigode sem vergonha tava comigo lá desde a primeira, né, mano? Valta. >> É isso. >> E [ __ ] estamos evoluindo e a união faz a força. Juntos somos mais fortes >> sempre. E e eu tenho a minha participação aqui, é claro, mínima, mas tenho junto com vocês, acreditar no sonho, fazer com verdade, com constância, com muito profissionalismo, a gente vai chegar longe, irmão. >> Beleza? >> Deus nos abençoe, abençoe quem tá em casa, acredito no teu sonho, assim como acreditei no meu aqui no canal e pessoas vão
entrar no teu caminho para te ajudar e vão te levar até onde você deseja, onde você almeja. Foi assim comigo? Chegou o Mano Valdo, chegou o João, chegou a equipe, chegou o Nantes, todos os outros convidados e principalmente chegou você, meu irmão, que tá aí, que dá moral pro canal e que sonha com canal E que comemora as vitórias do canal. Então, muito obrigado. Acabou saindo aqui um uma umas palavras aqui que não tava combinado, mas é isso. Sai do coração >> aos nossos parceiros, parceiro do canal, você que tá na audiência, a SIG do
Brasil, Eu, Miguitar, Instituto Rogério Grego, meus convidados, minha equipe, vocês, estamos junto e para Gláve. เฮ [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] He He he he [Música] เฮ [Música] [Música] [Música]